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Teoria geral dos recursos:

1. Recursos são remédios processuais, interpostos na mesma relação processual


pelas partes, pelo MP, ou por terceiro prejudicado, e que submetem a decisão a uma
nova apreciação pelo poder judiciário. Em regra por um órgão diferente.

2. características:

a) mesma relação processual: deve ser interposto na mesma relação processual,


sem criar um novo processo.
b) Impede a preclusão e a coisa julgada: enquanto houver recurso pendente, não
preclusão ou coisa julgada. Assim, eventual execução será provisória e não definitiva.
c) Aptidão dos recursos para corrigir tanto o “error in procedendo” como o “error
in judicante”. Os recursos podem ser usados pelos legitimados para corrigir o erro
processual, quanto ao andamento do processo, norma processual – error in
procedendo; ou para corrigir o “error in judicante”

3. Sistema de interposição:
órgão de origem: órgão a quo
órgão destino: órgão ad quem
o recurso deve ser interposto no orgao a quo para ser remetido ao orgao ad
aquém. Apenas o agravo de instrumento é interposto diretamente no orgao ad quem.

O novo código cpc estabeleceu que o orgao ad quem fara o juízo de admissibilidade

4. Principais recursos:

a) Apelação
b) Agravo de instrumento
c) Embargos de declaração
d) Recurso ordinário
e) Recurso especial
f) Recurso extraordinário

Na apelação e recurso ordinário são interposto perante o órgão a quo, mas o órgão
não faz o juízo de admissibilidade.

5. Quando o recurso é conhecido, em regra a decisão do orgao ad quem substitui


a do orgao a quo. A sentença desaparece, o titulo executivo é o acordao, que passa a
regular a relação jurídica entre as parte (desde que o recurso seja conhecido).
Recurso não admitido não produz nenhum efeito, não interrompe a prescrição ou
decadência.

Sumula 401 stj – o recurso ainda que não conhecido impede a formação do transito
julgado e da preclusão, desde que interposto de boa fé.

Com o novo entendimento do stj, o prazo da ação rescisória começa a partir do


acordão

Art. 975.  O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos contados do


trânsito em julgado da última decisão proferida no processo.

Requisitos de admissibilidade dos recursos:

O preenchimento desses requisitos é matéria de ordem publica, o juízo é feito de


oficio. Ainda que o apelado não suscite nenhum vicio, o tribunal deve examinar de
oficio.

Requisitos intrínsecos:
 Cabimento: o recurso deve estar previsto no ordenamento jurídico
 Legitimidade: as partes, aqueles que eram terceiros mas foram incluídos no
processo. Amicus curiae não tem legitimidade para recorrer (pode embargos
de declaração e incidente de resolução de causas repetitivas). Mp pode
recorrer como custus legis e como parte do processo. Terceiro prejudicado
pode recorrer. O advogado pode interpor acerca de honorários, tanto em
nome da parte como em nome próprio.
 Interesse recursal: mesmo que interesse de agir. So tem interesse se tiver
sucumbência (não ter obtido o melhor resultado possivel)

Extrínsecos:
 Tempestividade: prazo para interposição: 15 dias. Tratando-se de fazenda
publica, mp, defensoria, sendo o processo físico, o prazo é em dobro, contados
os dias uteis. A interposição de embargos de declaração por qualquer das
partes interrompe o prazo de interposição de outros recursos para todos os
participantes do processo.
A apresentação de embargos de declaração interrompe os prazos para
interposição de outros recursos para modificar a decisão embargada. Exceção:
se os embargos forem rejeitados por intempestividade. Portanto, embargos de
declaração tempestivos sempre interrompem a prescrição.
 Preparo
Custas pelo processamento do recurso.
Se o processo for físico e o recurso for julgado por um orgao diferente do que
proferiu a decisão, é preciso recolher o porte de remessa e retorno
São isentos de custas: mp, fazenda, defensoria, beneficiários da assistência
judiciaria.
Art 1.007 – no ato de interposição do recurso, deve ser comprovado o preparo.
Sumula 484 stj – se o recurso for interposto depois do expediente bancário o
preparo poderá ser recolhido ate o dia seguinte.
Se não houve recolhimento do preparo, será dado nova oportunidade para
recolhe-lo em 5 dias, mas em dobro.
Quando o recolhimento é menor, de boa fe, devera em 5 dias complementar.
 Regularidade formal
O recurso tem uma forma que deve ser observado. Devem ser apresentados
por escrito. Já devem vir acompanhados das respectivas razoes.
Impedimento consumativo: uma vez interposto, não pode ser aditado, mesmo
que esteja dentro do prazo de interposição. Exceção: a apelação pode ser
aditada, caso já tenha sido protocolada, e a sentença venha a ser modificada
(restrita ao objeto da modificação, e com novo prazo de 15 dias da reforma da
sentença)
 Inexistência de fato impeditivo ou extintivo
Extintiva:
Renuncia – manifestação do interessado de que não vai recorrer (vantagem, a
sentença transita em julgado desde logo). Ato unilateral. O mp pode renunciar
ao direito de recorrer se concordar com o teor da sentença.
Aquiescência – é a concordância com a sentencia. Tácita ou expressa. Tácita é
quando pratica um ato incompatível com o direito de recorrer, como cumprir o
determinado na sentença.
Impeditiva – desistência: o sujeito interpôs o recurso, por alguma razão,
desiste do recurso. Pode ser tácita ou expressa.
É ato unilateral, não precisa de anuência. Mesmo que a outra parte tenha
apresentado contestação ao recurso.
Diferente da ação, que para desistir da ação depois que o réu apresentou
contestação, precisa da anuência do réu.
Começado o julgamento do recurso, não é possivel desistência
Princípios do direito recursal:

Principio da taxatividade:
O rol legal de recursos é um rol taxativo, não é possivel criar recursos não previstos em
lei.
Art 994 do cpc.
Recurso adesivo: é uma forma de interposição de alguns recursos do nosso
ordenamento jurídico (apelação, especial e extraordinária). So cabe a interposição
adesiva se houver sucumbência reciproca.
Se interpôs recurso principal, não pode interpor recurso adesivo.

Remessa necessária: não é recurso


Art 196, cpc

Recurso é uma manifestação de insatisfação, inconformismo.


A remessa necessária independe de insatisfação.
Não tem prazo.
Não tem razoes.
É a condição para que algumas sentenças tornem-se eficazes e possam transitar em
julgado.
São de remessa necessária quando envolver a fazenda publica.

Art. 496.  Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito
senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença:

I - proferida contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e


suas respectivas autarquias e fundações de direito público;

II - que julgar procedentes, no todo ou em parte, os embargos à execução


fiscal.

§ 1o Nos casos previstos neste artigo, não interposta a apelação no prazo


legal, o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal, e, se não o fizer, o
presidente do respectivo tribunal avocá-los-á.

§ 2o Em qualquer dos casos referidos no § 1o, o tribunal julgará a remessa


necessária.

Sumula 45 stj: na remessa necessária, é defeso agravar a situação da fazenda publica.


Sumular 325, stj – toda sucumbência da fazenda passara por reexame.

Decisão interlocutória de mérito – decisão parcial do mérito antes da sentença final:


O entendimento predominante é que é necessário uma aplicação restritiva, o código
traz apenas a hipótese de remessa necessária da sentença ou dos embargos à
execução fiscal. Caso a fazenda esteja insatisfeita deve recorrer.

Não há o julgamento expandido do artigo 942 na remessa necessária. (art 942, p4, ii)

A execução fiscal é a execução movida pela fazenda. Se os embargos forem julgados


procedentes em todo ou em parte, significa que a fazenda esta sucumbindo, portanto,
não sendo inovador em relação ao inciso I.

Exceções:

 Limite mínimo do valor da sucumbência: 1.000 salarios mínimos para união (e


suas fundações e autarquias), 500 salarios mínimos para os estados (e suas
fundações e autarquias) e municípios que sejam capitais, DF, e 100 salarios
mínimos para os municípios (e suas fundações e autarquias),
 Concordância com: sumula de tribunal superir, acordao em julgamento de
recursos repetitivos, em assuncao de competencia, parecer e sumula
administrativa.

Há remessa necessária também:

 Ação popular: contra a sentença de improcedência ou extinção sem resolução


de mérito
 Mandado de segurança que concede o mandado.

3) pedido de reconsideração
não é recurso

objeto: sentença de indeferimento da peticao inicial, decisão interlocutória, sentença


de improcedência liminar

a decisão não precisa ser recorrida para haver retratação do juiz. O juiz pode retratar
dentro do prazo de 15 dias para apresentação do recurso.

decisão interlocutória não agravável não preclui (apresenta em liminar de execução),


em principio, o juiz poderia se retratar a qualquer momento.
2. principio da singularidade ou unirrecorribilidade

para cada tipo de pronunciamento judicial cabe apenas um tipo de recurso.

eventualmente, pode ocorrer de caber o recurso especial e o recurso extraordinário.

As decisões interlocutórias agraváveis devem ser agravadas logo da decisão, não


podendo ser alegado na apelação. Apenas podem ser alegadas na apelação, da decisão
interlocutória que não for agravável.

3. fungibilidade dos recursos

as ações possessória são fungíveis entre si. (problema entre esbulho e turbação – o
autor pode pedir manutenção de posse e o juiz conceder reintegração de posse)

permite ao judiciário receber um recurso pelo outro.


A aplicação do principio da fungibilidade so aplicável quando há duvida objetiva
quanto ao recurso correto.

So haverá duvida objetiva quando houver efetiva controvérsia sobre a natureza do


pronunciamento judicial que será objeto do recurso.

Se não houver duvida objetiva, se diz que há erro grosseiro, o que afasta o principio da
fungibilidade.
Efeitos do recurso:

1. Devolutivo

– aptidão que todos os recursos tem, de submeter a decisão a uma nova apreciação do
judiciário

Dois planos:
 Plano de extensão: dada uma sentença, haverá o dispositivo. A parte
recorrente devera expor qual a extensão do seu pedido, qual seria a parte do
dispositivo que deseja alterar, vinculando a decisão do tribunal ao exame do
que foi pedido.
Tantum devolutum quantum appellatum – art 1013 - A apelação devolverá ao
tribunal o conhecimento da matéria impugnada.
 Plano de profundidade: não esta associado ao dispositivo, mas quanto a
fundamentação da decisão

A profundidade do efeito devolutivo, também chamada de


efeito translativo, diz respeito às questões incidentes do
recurso, às questões que o tribunal deverá analisar para definir
qual a questão principal do recurso. Referidas questões serão
analisadas na fundamentação, não serão objeto de decisão, e
sobem com o recurso independentemente da vontade do
recorrente. O recorrente delimita o que quer que o tribunal
analise, mas não delimita as questões do recurso. A
profundidade segue o modelo de processo inquisitivo, uma vez
que as questões incidentes do recurso subirão
independentemente da vontade do recorrente. As questões
incidentes que sobem com a profundidade do efeito devolutivo
são: todas as questões suscitadas e não decididas e mais as
questões de ordem pública que não precisam ter sido
suscitadas. 

Entende-se por efeito translativo a capacidade que tem o


tribunal de avaliar matérias que não tenham sido objeto do
conteúdo do recurso, por se tratar de assunto que se encontra
superior à vontade das partes. Em outras palavras, o efeito
translativo independe da manifestação da parte, eis que a
matéria tratada vai além da vontade do particular, por ser de
ordem pública.
 Suspensivo
(aula 29/agosto – copiar)

A apelação em regra tem efeito suspensivo.


Os demais recursos, em regra, não tem efeito suspensivo.
É a aptidão do recurso de suspender a eficácia da decisão.
O efeito suspensivo já existe desde que exista a probabilidade de interposição do
recurso. (prazo para interposição, retroagindo o efeito da data da interposição ate a
sentença).

Em cumulação simples de pedidos, caso seja recorrido em relação a um pedido, o que


não foi recorrido transita em julgado, podendo ser executado em definitivo.

Já se forem cumulação de pedidos dependentes, não há como apenas um pedido


transitar em julgado caso outro seja recorrido. Assim, deve ser execução provisória.

Quando houver cumulação de pedidos, e houver recurso em so um deles, o efeito


suspensivo afetara os dois ou so um a depender se dependentes ou independentes.

 Translativo

Aptidão do recurso de permitir ao órgão ad quem conhecer de oficio matéria de ordem


publica.

 Regressivo

É a aptidão que tem alguns recursos de permitir que o juiz que emitiu a decisão a
reconsidere.

O efeito regressivo é inerente ao recurso de agravo.

Outros recursos em determinadas circunstancias permitem a reconsideração do juiz:

1- Agravo
2- Apelação – da sentença de extinção sem resolução do mérito
- improcedência liminar

 Expansivo

É a aptidão de alguns recursos de permitir que o tribunal atribua ao recurso uma


extensão maior que a da inicial, tanto no plano objetivo com no subjetivo.

Plano subjetivo: proferida uma decisão, qualquer das partes pode recorrer, e so
beneficia aquele que recorreu.
Litisconsórcio unitário, se acolhido o recurso por um dos litisconsortes, se acolhido, é
aproveitado a todos, pois, a sentença deve ser igual para todos.

No litisconsórcio simples, em que os resultados podem ser diferentes, caso seja


alegado matéria comum ao outro litisconsorte não recorrente, é possivel que o
litisconsorte não recorrente aproveite o recurso por questão de coerência do acordao.
Ex: acidente de transito, o motorista e o proprietário do carro são condenados a
indenização. Apenas o motorista recorre alegando que o dano não ocorreu. Para se
manter a coerência, é necessário que o proprietário aproveite o efeito do recurso, caso
contraria, haveria uma sentença que condena o proprietário a indenização de um dano
inexistente.

Plano objetivo: ocorre quando é necessário a analise de pedidos interligados e


dependentes, não autônomos.

Em principio, cabe ao orgao ad quem julgar o que foi pedido. Entretanto, pode analisar
matéria de ordem publica (efeito translativo), se o acolhimento do recurso afeta
outros litigantes (efeito expansivo subjetivo), e se o acolhimento do pedido afeta
outros pedidos (efeito expansivo objetivo)

Processamento da apelação:

Processamento no órgão ad quo:


Não faz juízo de admissibilidade, apenas faz o processamento, intimando a parte
contraria para as contrarrazões no prazo de 15 dias uteis.
Apresentado as contrarrazões, o juiz deve ver se há algum caso de reexame de decisão
interlocutória não preclusa, para que seja ouvido o apelante em 15 dias, assim,
remeter os autos ao orgao ad quem.

Processamento no órgão ad quem:


Chegando no tribunal, o recurso será distribuído, autuado e registrado. É necessário
verificar se há alguma câmara preventa, pois todos os recursos do mesmo processo
devem ser julgados pela mesma câmara.
Deve ser escolhido um relator, que é escolhido por sorteio.
Recebido os autos cabe ao relator fazer a providencias preliminares: de juízo de
admissibilidade do recurso, se o relator perceber que o recurso não preenche algum
requisito de admissibilidade, e deve verificar se o vicio é sanável. No caso de vicio
insanável, como intempestividade, deve indeferir o recurso. um vicio sanável é a falta
de preparo, que pode ser recolhido em 5 dias em dobro.
O relator pode, por decisão monocrática, não conhecer, conhecer e dar provimento,
ou conhecer e não dar provimento.
Art. 932.  Incumbe ao relator:
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha
impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
IV - negar provimento a recurso que for contrário a: (sumula stf, acordao stf stj,
recursos repetitivo, resolução de demandas repetitivas, assuncao de
competencia)
*contra qualquer decisão monocrática do relator, cabe agravo iterno

o relator fara um relatório e agendara a data do julgamento colegiado, que


participaram em principio 3 julgadores.
Recursos em espécie:

Apelação:

Recurso que cabe contra sentença, pronunciamento que põem fim ao processo ou à
fase do processo.

(Contra a sentença que decreta falência cabe agravo de instrumento)

as decisões interlocutórias que não são objetos de agravo de instrumento (do artigo
1015) não precluem, e podem ser apresentadas como preliminar nas razoes de
apelações ou nas contrarrazões.

Efeitos: devolutivo, translativo,


Suspensivo: é o único recurso atual que é em regra dotado de efeito suspensivo

Por razoes de politica legislativa, o legislador determinou quando a apelação não terá
efeito suspensivo:

I - homologa divisão ou demarcação de terras;

II - condena a pagar alimentos;

III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os


embargos do executado;

IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem;

V - confirma, concede ou revoga tutela provisória;

VI - decreta a interdição.

Todo recurso tem um relator a quem compete uma serie de providencias, entre as
quais existe a possibilidade de indeferir de plano ou de julgar monocraticamente.
Contra a decisão monocrática cabe o recurso de agravo interno.
Se o relator verificar que não é o caso de decisão monocrática, prepara um relatório e
devolvera o processo para que se agendada o julgamento.
Em principio é julgado por 3 desembargadores.
Deve ser feito o exame de admissibilidade para que seja analisado o mérito.
Se houver mais de um requisito de inadmissibilidade do recurso, cada uma deve ser
votada em separado.
Após o juízo de admissibilidade, afastada as preliminares, e a turma entender que o
recurso é admissível, o tribunal conhece o recurso. Se não for admissível, não será
conheço.
Dado a analise do mérito, se positivo será dado provimento ao recurso.
No exame do mérito, é preciso ter cuidado, pois também no julgamento do mérito o
julgamento deve ser decomposto. Se houver mais de uma causa de pedir, ou mais de
um fundamento de defesa, eles devem ser votados separadamente.
A não separação da votação pode gerar o falseamento da tese de votação.

Há julgamentos em que não se alcança a maioria.

A) Valor pedido 100, valor dado pelo juiz 80. Recursos da duas partes

Um desembargador da 100, outro da 80 e outro da 0.


1) Media dos votos
Pela teoria da media dos votos, será (100 + 80 + 0)/3 = 60
Seria 60 o a media dos votos.

2) Voto médio
Pela teoria do voto médio, seria dado o valor do voto médio, que é o de 80.
Por essa teoria há o desembargador que da 80, e o que da 100 (80+20), assim há dois
desembargadores que reconhecem que há o direito há 80, portanto, esse deve ser o
aceito.

B) Guarda do menor
Um desembargador deu para mae, outro para pai, outro para avos.
Nesse caso, será necessário chamar outros julgadores para desempate

Técnica de julgamento para o julgamento das apelações do artigo 942 do cpc:


Julgamento extendido:
No código de processo antigo, havia um recurso a mais no ordenamento jurídico, que
cabia quando o julgamento da apelação o resultado não era unanime (embargos
infringentes), para ampliar o numero de julgadores, assim, passava de três julgadores
para cinco, para que o resultado pudesse ser revertido.
O novo código de processo civil instituiu uma nova técnica (não é um novo recurso).

Art. 942.  Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá
prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros
julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no
regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de
inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o
direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.
Se o resultado é unanime, os três votos são iguais, não se estende o julgamento.

Se o resultado não é unanima, será chamado novos julgadores para que seja possível
reverter o resultado.
Se for possível chamar os julgadores nas mesma sessão de julgamento, será dado
continuidade ao julgamento na mesma sessão.

Os desembargadores podem mudar seus votos.

Se há unanimidade quanto ao pedido X, mas não há unanimidade quanto ao pedido Y.


o CPC não foi expresso quanto a abrangência do julgamento estendido. I) a corrente
minoritária entende que os dois novos julgadores devem votar sobre tudo. Ii) o
entendimento majoritário entende que os novos participante apenas votem a respeito
da divergência.

O julgamento estendido é aplicável a apelação, e a outras situações: i) ação rescisória


que o resultado for a rescisão da sentença, ii) agravo de instrumento que julgar
parcialmente o mérito, quando reformar.

§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente,


ao julgamento não unânime proferido em:

I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença,


devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior
composição previsto no regimento interno;

II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar


parcialmente o mérito.

Hipóteses de exclusão do julgamento estendido: i) incidente de assuncao de


competencia e resolução de demandas repetitivas, ii) remessa necessária, iii)
nos tribunais e no plenário e na corte especial

§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:

I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de


demandas repetitivas;

II - da remessa necessária;

III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte
especial.
A apelação tem juízo de retratação.
As hipóteses em que o juiz pode se retratar são: i) havendo sentença de extinção sem
resolução de mérito, ii) improcedência liminar.
Nesses casos a sentença é dada sem que o réu seja citado. Assim, se o autor apelar, e o
juiz não se retratar, antes de subir o recurso, o juiz devera citar o réu para apresentar
as contrarrazões.
Agravo de instrumento

Recurso que cabe contra pronunciamentos de 1a instancia.


Interlocutória, portanto que não ponha fim ao processo.

Art. 1.015.  Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias


que versarem sobre:

I - tutelas provisórias;

Aquelas deferidas nos casos de urgência ou evidencia

Tem que caber o agravo, pois, caso precisasse esperar para apresentar a
possibilidade de outro recurso, a situação de urgência poderia se agravar.

II - mérito do processo;

É a única hipótese de agravo de instrumento que pode ter o julgamento


estendido.

III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem;

O juiz não pode conhecer de oficio. Se o réu alega e o juiz rejeita, cabe
agravo de instrumento.

Apenas cabe contra a rejeição. Pois, se aceita a convenção, o juiz


extingue e manda para a arbitragem o processo, então seria a apelação o
recurso certo.

IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;

Cabe agravo tanto se acolher ou não acolher a desconsideração.

V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido


de sua revogação;

Só cabe agravo da decisão que indefere ou revoga a gratuidade da


justiça. Não cabe agravo da decisão que acolhe ou mantem a gratuidade, pois
não precisa ser decidido no momento, pode ser rediscutido na fase de
execução.

VI - exibição ou posse de documento ou coisa;

VII - exclusão de litisconsorte;

So cabe agravo quando houver exclusão do litisconsorte. Não cabe da


decisão que inclui.
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;

Na hipótese de litisconsórcio multitudinário. A limitação serve que haja


celeridade no processo. Assim, o agravo de instrumento que tem caráter de
recurso célere, é evidente seu cabimento.

IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;

Com exceção do amicus curiae, que não cabe agravo.

X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos


embargos à execução;

XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o;

Também cabe agravo da decisão que indefere o ônus da prova

XII - (VETADO);

XIII - outros casos expressamente referidos em lei.

Parágrafo único.  Também caberá agravo de instrumento contra decisões


interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento
de sentença, no processo de execução e no processo de inventário.

Esta sendo decidido no stj se o rol é taxativo ou exemplificativo. A Nancy andrigui já


decidiu que o rol em principio é taxativo, mas em situação de urgência deve-se
entender a possibilidade de outras hipoteses, o que é basicamente dizer que o rol é
exemplificativo.

É o único recurso do ordenamento jurídico interposto diretamente no órgão ad quem.

Formas de interposição:
 Correio com AR – o prazo de 15 dias é o de postagem
 Fax, devendo mandar o original em 5 dias
 Protocolo integrado, pode protocolar na própria comarca
 Protocolo no próprio tribunal
 Digital

Deve-se apresentar qual a decisão de que se quer agravar, apresentar os fundamentos,


e anexar as copias das pecas relevantes.
Peças indispensáveis:
 Petição inicial
 Contestação
 Petição que deu ensejo a decisão agravada
 Decisão agravada
 Certidão da intimação das partes acerca da decisão agravada
 Procuração de ambas as partes

A apresentação das copias dessas peças so se exige em processo físico.


O código estabelece que essas são as copias obrigatórias, no entanto, o agravante
deve juntar ainda outras peças que no caso concreto sejam indispensáveis para a
apreciação do recurso.

So há um vicio que é insanável, a tempestividade.


Se o relator perceber que falta alguma peça indispensável, ele deve conceder ao
agravante o prazo de 5 dias para sanar o vicio, trazendo a peca faltante.

Não há necessidade de autenticação das peças. Cabe a parte contraria alegar eventual
falsificação.

Tem que recolher preparo.


Não precisa pagar porte de remessa ou retorno (mas depende de cada lei estadual)

Interposto o recurso, a contar no prazo de 3 dias, deve o agravante avisar o juízo da


interposição do recurso. Isso para que o juiz possa ter a chance de se retratar.
Essa exigência so é obrigatória se o processo for físico.

Art. 1.018.  O agravante poderá requerer a juntada, aos autos do processo, de


cópia da petição do agravo de instrumento, do comprovante de sua
interposição e da relação dos documentos que instruíram o recurso.

§ 1o Se o juiz comunicar que reformou inteiramente a decisão, o relator


considerará prejudicado o agravo de instrumento.

§ 2o Não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a providência prevista


no caput, no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do agravo de
instrumento.

§ 3o O descumprimento da exigência de que trata o § 2o, desde que arguido e


provado pelo agravado, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento.

O recurso não será conhecido, mas desde que o agravado informe ao tribunal do
descumprimento da providencia no prazo legal

O agravo de instrumento é distribuído livremente se for o primeiro recurso interposto.


Ou distribuído por dependência se já houver outro recursos anteriores, pois o recurso
anterior previne a câmara.
Tal como as apelações, de imediato terá a nomeação de um relator, responsável pelo
processamento do agravo de instrumento.
Providencias do relator:
1) Verificar se há vicio sanável, mandando sana-lo em 5 dias (ex: falta de preparo,
falta de copia de peça). Se não juntar, e o relator pode indeferir o recurso,
dessa decisão cabe o agravo interno.
2) Verificadas as hipóteses do art 932, III, IV, V o relator pode indeferir de plano,
ou admitir e dar provimento, ou admitir e não dar provimento,
monocratimente. Dessa decisão cabe o agravo interno. De toda e qualquer
decisão monocrática cabe agravo interno.
3) Examinar eventual pedido de efeito suspensivo ou de tutela antecipada
recursal.
O efeito suspensivo é para impedir que a decisão agravada seja cumprida.
A tutela antecipada recursal é a providencia que o órgão a quo indeferiu de
origem.
Não podem ser concedidos de oficio. Cabe ao agravante pedir.
Da decisão monocrática, cabe agravo interno.
4) Intimar a parte contraria para as contrarrazões
5) Solicitar informações ao juiz
6) Intimar o MP, se for o caso

Depois de tomar as devidas providencias, agendara o julgamento em 30 dias.

Agravo de instrumento contra decisão de mérito, se não houve unanimidade no


julgamento que reforma a decisão, haverá julgamento estendido.
Agravo interno

Cabe contra as decisões monocráticas do relator, seja em que tribunal for.

Será dirigido e examinado pelo mesmo órgão que julgaria o recurso.

Prazo de 15 dias.

O agravo interno é dirigido para câmara do relator que julgou o recurso.

O agravo interno não pode julgar monocraticamente o agravo interno, ate porque não
muda o relator, é o mesmo relator do recurso anterior.

Se houver interposição de agravo interno manifestamente inadmissível ou


improcedente por unanimidade, o agravante incorrera em multa.

Art. 1.021.
§ 4o Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou
improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão
fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre
um e cinco por cento do valor atualizado da causa.
embargos de declaração:

nos embargos não há a necessidade de uma sucumbência, pois o recorrente não quer
melhorar a decisão, ele que sanar eventual vicio que a sentença possa gerar.

Pode ser contra a fundamentação. Não precisa ser contra o dispositivo.

Admite-se ate contra o relatório.

Art. 494.  Publicada a sentença, o juiz só poderá alterá-la:

I - para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da parte, inexatidões


materiais ou erros de cálculo;

II - por meio de embargos de declaração.

Cabem contra qualquer/todos tipo de decisão. E inclusive contra qualquer parte da


decisão.

Art. 1.022.  Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão


judicial para:

I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição;

II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o


juiz de ofício ou a requerimento;

III - corrigir erro material.

Obscuridade: falta de clareza da decisão


Contradição: falta de coerência entre os termos da sentença. Não é possivel alegar
contradição com ordenamento ou em contradição com entendimentos de
jurisprudência ou doutrina.
Omissão: falta de apreciação de alguma questão que tinha que ser apreciada. Ex: falta
de apreciação de pedido

O juiz não precisa examinar todos os argumentos, basta que ele analise os suficientes.
Entretanto, precisa analisar todos os argumentos contrários à sua decisão.
O legislador se preocupou bastante com a fundamentação das decisões. Assim, para se
garantir a devida fundamentação pelos juízes, há a regra do artigo 489 que estabelece
os elementos essenciais da sentença, o p1 enumera hipóteses em que uma decisão
judicial não se considerara genérica. Da decisão não fundamentada cabe o embargos
de declaração por omissão.

Parágrafo único.  Considera-se omissa a decisão que:

I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos


repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob
julgamento;

II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1o.

3. erro material
o erro material deve ser corrigido por meio de embargod de declaração.
erro material é o que pode ser verificado por documento
ex: processo fisico, a contestação é protocoloda tempestivamente, mas por demora do
cartório não é juntada nos autos. Juiz julga revel, se corrige por embargos.

Procedimento:
É o único recurso do cpc com prazo de 5 dias.
Não exige preparo.
São interposto por escrito, salvo no juizado especial civil que pode ser oralmente.
Se os embargos forem acolhidos passam a integrar a decisão embargada. Razão pela
qual, devem ser examinados pelo mesmo juiz que decidiu.

§ 2o O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5


(cinco) dias, sobre os embargos opostos, caso seu eventual acolhimento
implique a modificação da decisão embargada.

Efeitos dos embargos:

Art. 1.026.  Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e


interrompem o prazo para a interposição de recurso.

§ 1o A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo


respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do
recurso ou, sendo relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave
ou de difícil reparação.

Tem efeito devolutivo: todo recurso tem


Efeito translativo: o juiz pode decidir alguma matéria de ordem publica que não foi
suscitada nos embargos.

Efeito interruptivo: não interrompe o prazo para a apresentação de outro embargos de


declaração, apenas interrompe os outros recursos.
Mesmo que os embargos sejam meramente protelatórios, ainda há interrupção do prazo
de outros recursos.
Apenas os embargos negados por intempestividade não interrompem os prazos.

§ 2o Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o


juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar
ao embargado multa não excedente a dois por cento sobre o valor atualizado
da causa.

§ 3o Na reiteração de embargos de declaração manifestamente


protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado
da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito
prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de
gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.

§ 4o Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 (dois)


anteriores houverem sido considerados protelatórios.

Os embargos podem ter efeito modificativo, pode modificar a sentença para corrigir
obscuridade, contradição ou omissão, ou erro material.

Não pode ter efeito infringente.


Recurso ordinário:

São recursos destinados ao stf e ao stj.

Se a causa é de competência originaria dos tribunais, nunca caberá apelação, pois


julgamentos em tribunal não tem sentença, apenas acordão.

Para algumas causas decididas pelos tribunais ou pelo stj cabe o recurso ordinário.

Não é contra qualquer acordao que cabe o recurso ordinário.

O rol taxativo do 1.027:

I - pelo Supremo Tribunal Federal, os mandados de segurança, os habeas


data e os mandados de injunção decididos em única instância pelos tribunais
superiores, quando denegatória a decisão;

II - pelo Superior Tribunal de Justiça:

a) os mandados de segurança decididos em única instância pelos


tribunais regionais federais ou pelos tribunais de justiça dos Estados e do
Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão;

b) os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou


organismo internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou
domiciliada no País.

O procedimento do recurso ordinário é o mesmo da apelação.


Deve ser interposto no órgão ad quo para se julgado no órgão ad quem.
Recurso extraordinário

Recurso extraordinário é um gênero, contraposto aos recursos ordinários

Subdivide nas espécies de recurso especial, recurso extraordinário, e embargos de


divergência.

O fundamento dos recursos é evitar que as decisões contrariem a constituição ou leis


federais, e garantir uniformidade de interpretação desses diplomas.

Requisitos de admissibilidade dos recursos extraordinários:

Requisitos comuns:
Prazo de 15 dias uteis

Normalmente recursos extraordinários são interpostos contra acordaos.

Pode ocorrer que no curso de um processo, o juiz profira uma decisão interlocutória. Se
estiver no rol do 1.015, cabe agravo de instrumento, se improcedente cabe o agravo
interno. Há a duvida se cabe recurso extraordinário contra o acordao de agravo de
instrumento ou do agravo interno. Cabe recurso extraordinário para acordao que não foi
de julgamento de apelação.
Sumula 86 do stj: CABE RECURSO ESPECIAL CONTRA ACORDÃO
PROFERIDO NO JULGAMENTO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO

Nas ações em que há sucumbência da fazenda publica, há o reexame obrigatório da


remessa necessária. Do acordao proferido por forca de remessa necessária é cabível o
recurso extraordinário.

Requisitos especificios dos recursos extraordinários:


 Que tenham se esgotado os recursos nas vias ordinárias (não se admite saltos nas
interposições de recurso)
 Cabível apenas em decisões de ultima ou única instancia ordinária
Recurso extraordinário: art 102, iii - julgar, mediante recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida:
Recurso especial: art 105, iii - julgar, em recurso especial, as causas decididas,
em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos
tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão
recorrida.
Contra decisão proferida em colégio recursal cabe recurso extraordinário? Sim,
pois desde que seja de ultima ou única instancia
Contra decisão proferida em colégio recursal cabe recurso especial? Não, pois so
cabe resp contra decisão de tribunal, e colégio recursal não é tribunal.
 Questão jurídica: o recurso deve versar sobre matéria de direito. Questão
constitucional quando for recurso extraordinário, e questão federal quando for
recurso especial. Não é analisado matéria fática. Interpretação de contrato não é
constituição ou lei. Analise de prova também não pode ser analisada.
 Exigência de pre-questionamento. So cabe recurso extraordinário se a questão
constitucional ou federal tiver sido ventilada, ou abordada na decisão que esta
sendo questionada.
Cpc/73  sumula 320 – não há pre-questionamento se a questão for ventilada
no voto vencido
Novo cpc  ainda que o pre-questionamento seja ventilado no voto vencido,
atende ao requisito de pre-questionamento.

Sumula 98 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO MANIFESTADOS COM


NOTORIO PROPOSITO DE PREQUESTIONAMENTO NÃO TEM
CARATER PROTELATORIO.

Se o acordao foi omisso, e aparte entrou com embargos de declaração, isso para
para atender o requisto de pre-questionamento para interposição de recurso
extraordinário, mesmo que não seja suprimido a omissão do acordao recorrido.
A simples interposição do embargos de declaração, é suficiente, para que haja
um “pre-questionamento ficto” e seja admitido o recurso extraordinário.

Stf 356 - O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o
requisito do prequestionamento.

Stj 211 - inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da


oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo.

Para o stj, não é admitido o “pre-questionamento ficto”. Se oposto o embargo de


declaração, o tribunal não suprir a omissão, e não tiver o prequestionamento, não
é possivel apresentar o recurso especial. (vale o do stf)

Efeitos dos recursos extraordinários:

1) Devolutivo – restrito a matéria prequestionada


2) Suspensivo? Em regra não.
3) Translativo? N
Recurso especial

Art: 105, iii, a, b, ou c

a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

contrariar pode ser não dar a melhor interpretação possível

negar é não aplicar, afrontar.

Revogada a sumula 400,

b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; 

eh ato administrativo local. Não é o ato normativo.

c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

O objetivo é uniformizar a interpretação da lei federal.


Observar-se que a alíneas b e c são mera especificações da alínea a, e poderia ser
abrangidos pela alínea a.

Recurso extraordinário
Art 102, iii, a, b, c, d

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

contrariar: negar, não aplicar, afrontar, não dar a melhor interpretação possivel.

Diferente do recurso especial, não tem a “negar vigência”. Entretanto, não faz
diferença, pois, contrariar já abrange “negar vigência”

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

Nessa hipótese trata-se de ato normativo local (lei local), enquanto que o a alínea b do
artigo 105 é um ato normativo.

Quando a constituição é enfrentada, sempre será recurso extraordinário (competencia


originaria do stf, guardião da constituição)

Na aliena d, quando há conflito de lei local e lei federal haverá conflito de competencia,
assim deve ir direto
Requisito exclusivo especifico do recurso extraordinário:

Repercussão geral – art 1035 cpc)

Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso
extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos
termos deste artigo.

Objetivo de limitar os recursos que chegassem ate o stf.

§ 1o Para efeito de repercussão geral, será considerada a existência ou não de questões


relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os
interesses subjetivos do processo.

O legislador foi vago no termos, deve ser “relevante”, deve “ultrapassar os interesses das
partes”, do ponto de vista “econômico, politico, social ou jurídico”, deixando ao stf examinar o
cabimento do recurso.

Cabe ao órgão a quo verificar os requisitos do recurso como preparo, a tempestividade, etc.

Entretanto, apesar da repercussão geral ser um requisito do recurso, o caput do art 1.035 é
expresso em determinar que o stf, o órgão ad quem, deve reconhecer a repercussão geral.

Em preliminar do recurso, formal e fundamentada, deve ser indicado qual a repercussão geral.

A repercussão geral poderá ser negada por 2/3 do stf (8 ministros). Não cabe recurso dessa
decisão.

§ 8o Negada a repercussão geral, o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem


negará seguimento aos recursos extraordinários sobrestados na origem que versem sobre
matéria idêntica.

O órgão a quo não pode examinar se há repercussão geral. Entretanto, uma vez que o stf
entender que determinada questão jurídica não tem repercussão geral, o órgão a quo poderá
indeferir os recursos extraordinários subsequentes que versem sobre a mesma questão
jurídica.

§ 5o Reconhecida a repercussão geral, o relator no Supremo Tribunal Federal determinará a


suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que
versem sobre a questão e tramitem no território nacional.

Se o stf entender pela repercussão geral significa que o supremo esta reconhecendo o recurso.
Admitida a repercussão geral, todos os processo no brasil que versem sobre a mesma questão
jurídicas deverão ser suspensos, aguardando a pronunciar do stf acerca dessa questão
jurídica.

A decisão de questão de repercussão geral não esta no rol do artigo 927 que traz os
precedentes vinculantes. Entretanto, deve-se entender que a decisão de questão de
repercussão geral tem efeito vinculante. Primeiro porque todos os processos que versam da
mesma matéria devem ser suspenso para que sejam julgados iguais. Segundo, porque
conforme o artigo 988, p5, ii, é admissível reclamação caso não seja observado acordao de
recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida.

Será sempre reconhecida a repercussão geral, sem a necessidade de analise nos casos:
I - contrarie súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal;

III - tenha reconhecido a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal, nos termos do


Regime dos recursos repetitivos

Julgamento repetitivos:

Irdr

Recurso extraordinário ou recurso especial repetitivo.

Quando o stf ou o stj procederem a afetação, que é a delimitação da questão jurídica em que
há uma multiplicidade de recursos versando sobre a mesma questão jurídica.

Art. 1.036. Sempre que houver multiplicidade de recursos extraordinários ou especiais


com fundamento em idêntica questão de direito, haverá afetação para julgamento de
acordo com as disposições desta Subseção, observado o disposto no Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal e no do Superior Tribunal de Justiça.

§ 1o O presidente ou o vice-presidente de tribunal de justiça ou de tribunal regional


federal selecionará 2 (dois) ou mais recursos representativos da controvérsia, que serão
encaminhados ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça para
fins de afetação, determinando a suspensão do trâmite de todos os processos pendentes,
individuais ou coletivos, que tramitem no Estado ou na região, conforme o caso.

§ 5o O relator em tribunal superior também poderá selecionar 2 (dois) ou mais


recursos representativos da controvérsia para julgamento da questão de direito
independentemente da iniciativa do presidente ou do vice-presidente do
tribunal de origem.

Se o relator afetar a questão juridca, ao afetar a questão jurídica, será determinada a


suspensão de todos os processos que versem sobre a mesma questão jurídica em
território nacional.

O órgão a quo apenas suspende os processos que estão nesse tribunal. Já o relator (órgão
ad quem) suspende os processos em todo território nacional.

Prazo de um ano, podendo ser prorrogada.