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Língua

Portuguesa
Produção de Texto
7

REPRODUÇÃO
unidade 7 Imagens em poemas
unidade 8 Anúncios publicitários

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Imagens em

JON HICKS/CORBIS/LATINSTOCK
poemas e anúncios
publicitários
No mundo atual vivemos cercados
de anúncios publicitários por todos
os lados. Para terem destaque,
eles precisam ser cada vez mais
criativos e atraentes. Na linguagem
publicitária, a imagem é o ponto de
partida para atingir esse objetivo.
Já em um poema, uma imagem
pode ser, ao contrário, o ponto de
chegada.

Professor: As páginas de abertura promovem a verifi-


cação e a exploração dos conhecimentos prévios dos
alunos. São um convite à discussão e à leitura de ima-
gens. As questões elencadas permitem avaliar o grau de
conhecimento da classe e podem orientar a condução
mais adequada dos assuntos que serão abordados. Dei-
xe que os alunos respondam às perguntas livremente.

Ponte Ebisubashi, em Osaka,


Japão, 2010.

Observe a imagem. Em seguida, responda oralmente.

1 Onde as pessoas foram fotografadas?


2 O que elas estão fazendo?
3 Em que período do dia o local foi fotografado?
Professor: O encaminhamento de todas as respostas e discussões desta abertura está no Plano de Aulas.

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Reúna-se com alguns colegas, conversem sobre o exercício anterior e respondam às seguintes
questões no caderno.

1 A linguagem empregada em um anúncio publicitário é igual à linguagem de uma notícia de jornal?


Justifique.
2 Qual é a importância da imagem para os anúncios publicitários?
3 O rapaz de cabelos coloridos, à esquerda, parado em meio às pessoas que passam, parece estar pensativo.
Ele pode estar imaginando um poema. Se você tivesse de elaborar um poema que criasse imagens, qual
seria o tema? Que sentimentos, imagens e ações poderiam compor os versos? Qual seria o título dele?

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7 Imagens em poemas
UNIDADE

Leitura de imagem
Leia esta imagem.

GALERIA TRETYAKOV, MOSCOU/MARC CHAGALL/AUTVIS, BRASIL, 2015

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Sobre a aldeia, 1914-1918, de Marc Chagall. Óleo sobre tela, 141  198 cm.

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Estudo da imagem
1 Leia a legenda da figura.
a) Qual é o título da pintura?
Sobre a aldeia.

b) Quem é o autor?
Marc Chagall.

2 Descreva de forma objetiva a imagem do quadro. Professor: Informe aos alunos


que nessa tela o pintor Cha-
Um homem e uma mulher sobrevoam, abraçados, uma cidade onde se veem casas, árvores, ruas etc. gall (1887-1985) retratou a si
e a esposa sobrevoando a pe-
quena cidade russa de Vitebsk,
onde ele cresceu.

3 Que elementos dessa pintura são comumente observados no mundo real?


Pessoas, casas, árvores e ruas são representações do real.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4 Que elementos ou situações dessa pintura podem ser relacionados ao mundo da imaginação?
Professor: As acepções dos
O casal que sobrevoa a cidade; no mundo real, pessoas não voam. termos do glossário foram,
sempre que possível, pesqui-
sadas no Dicionário eletrônico
Houaiss da língua portuguesa.
Para fins didáticos, foram fei-
5 Escolha no quadro duas palavras que podem ser associadas à obra. tas as adaptações necessárias.

amor juventude medo entrega pecado


frieza luz liberdade sombra eternidade Enlevo. Sensação
provocada por
poesia desejo enlevo alegria paixão sentimentos intensos
de alegria, prazer,
Professor: Os alunos poderão escolher quaisquer palavras, livremente. Ao contrário da descrição pe- admiração etc.
Resposta pessoal. dida na atividade 2, aqui as respostas são subjetivas. É possível que muitos associem a imagem às
palavras amor, desejo, liberdade, alegria, paixão.

6 Compare sua resposta ao exercício anterior com a dos colegas, baseando-se nas questões
a seguir.

a) Eles escolheram as mesmas palavras? Há alguma que você não escolheria? Por quê?
Resposta pessoal.
Professor: Os alunos devem perceber que as pessoas podem fazer diferentes associações em relação a um objeto, a
uma palavra.

b) Quais foram as razões das escolhas que você fez? E quais foram as dos colegas?
Resposta pessoal.

Depois de observar a pintura, você fez associações. As associações são base de criação
de várias figuras de linguagem, importante recurso para a construção do poema, que
será estudado nesta unidade.

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Leitura de texto
Leia os poemas a seguir. O primeiro, “Teu nome”, foi escrito pelo poeta carioca Vinicius
de Moraes (1913-1980). O segundo, “Impressões do crepúsculo”, pelo português Fernando
Pessoa (1888-1935).
Poema 1

Teu nome
Teu nome, Maria Lúcia
Tem qualquer coisa que afaga
Como uma lua macia
À flor de. Na Brilhando à flor de uma vaga.
superfície de.
Parece um mar que marulha
Acorde. Conjunto
harmonioso de notas De manso sobre uma praia
musicais. Tem o palor que irradia
Dolente. Choroso, A estrela quando desmaia.
lamentoso.
É um doce nome de filha
Errante. Sem destino.
E um belo nome de amada
Marulhar. Produzir o
barulho das ondas. Lembra um pedaço de ilha

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Murta. Arbusto Surgindo de madrugada.
de flores brancas e Tem um cheirinho de murta
perfumadas.
E é suave como a pelúcia
Palor. Palidez.
É acorde que nunca finda
Soar. Produzir som.
É coisa por demais linda
Tanger. Soar, tocar,
atingir, encostar. Teu nome, Maria Lúcia...
Vaga. Onda. MORAES, Vinicius de. Teu nome. Em: Para viver um grande amor.
Disponível em: <www.viniciusdemoraes.com.br>. Acesso em: fev. 2015.

Poema 2

Ó sino da minha aldeia,


Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minh’alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem um som de repetida.

Por mais que me tanjas perto


Quando passo triste e errante,
És para mim como um sonho –
Soas-me sempre distante...

A cada pancada tua,


Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
PESSOA, Fernando. Ó sino da minha aldeia. Em: Poesias.
Lisboa: Ática, 1942.
Disponível em: <http://arquivopessoa.net>. Acesso em: jan. 2016.

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Estudo dos textos Professor: Para questões adicionais sobre o gênero textual, consulte o Banco de Questões na Plataforma UNO.

Compreensão dos textos


1 Identifique o eu lírico em cada poema.
a) Poema 1: O eu lírico é uma pessoa (um homem, provavelmente) que se dirige a uma mulher ou
menina chamada Maria Lúcia.

b) Poema 2: O eu lírico é um adulto que se dirige ao sino de sua aldeia.

Eu lírico ou eu poético é a voz que fala no poema, que expressa suas emoções, seus
sentimentos, suas impressões etc. Essa voz pode ser uma criação do poeta. Por exemplo:
embora adulto, o poeta pode traduzir as emoções de um adolescente; embora homem,
pode expressar os sentimentos de uma mulher, e assim por diante.

2 Releia estes versos do poema 1. A qual dos sentidos eles se referem: tato, audição, olfato ou visão?
a) ”Tem qualquer coisa que afaga / Como uma lua macia”; ”E é suave como a pelúcia”. Tato.
b) ”Parece um mar que marulha”; ”É acorde que nunca finda”. Audição.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

c) ”Tem um cheirinho de murta”. Olfato.


d) ”Brilhando à flor de uma vaga.”; ”Tem o palor que irradia / A estrela quando desmaia.”; ”Lembra
um pedaço de ilha / Surgindo de madrugada.”; ”É coisa por demais linda”. Visão.
3 Releia estes versos do poema 2. A que sentidos eles se referem?
a) ”Cada tua badalada / Soa dentro da minh’alma”. Audição.
b) ”A cada pancada tua, / Vibrante no céu aberto”. Audição e visão.

4 Qual é a intenção do eu lírico no poema 2?


Descrever as sensações provocadas pelo soar do sino da aldeia, entre elas a saudade do passado.

Análise das imagens nos poemas


1 Transcreva versos do poema 2 em que o eu lírico opõe a realidade à imaginação.
”Por mais que me tanjas perto / Quando passo triste e errante, / És para mim como um sonho – / Soas-me

sempre distante...”

2 No poema 2, a que o eu lírico compara o soar lento do sino?


Ele o compara ao ”triste da vida”.

3 Interprete essa comparação.


Resposta pessoal. Uma possibilidade de interpretação é o fato de que, em geral, fatos tristes custam a

passar.

4 No poema 1, o eu lírico faz algumas comparações com o nome Maria Lúcia. Dê um exemplo.
Respostas possíveis: Com uma lua macia, com o mar, com o palor da estrela etc.

A comparação é um recurso para a criação de imagens. Consiste em aproximar duas


ideias, seres ou objetos com base em alguma característica que lhes seja comum. Ela apre-
senta os elementos comparativos: como, tal qual, parece etc.

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5 Observe esta comparação.
Maria Lúcia é um nome cheiroso como murta.

a) Quais são os elementos comparados nessa frase? O que há em comum entre eles?
O nome Maria Lúcia e a murta, que têm em comum o cheiro, o perfume.

b) Em sua opinião, por que a comparação nessa frase é poética?


Resposta pessoal.
Professor: Explique aos alunos que a comparação é poética porque é inusitada: o eu lírico comparou o ”cheiro” do nome
com o de uma planta, atribuindo-lhe uma característica que não é constitutiva dele.

6 Leia estes versos do poema “Eu em mim”, de Carlos Queiroz Telles.

Enfim, Respiro fundo,


este é meu corpo, é brisa.
flor que amadureceu. Estendo os braços,
é asa.
Estalo os dedos, Libero as fibras,
é sonho. é voo. (...)
TELLES, Carlos Queiroz. Eu em mim. Em: Sonho, grilos e paixões.
São Paulo: Moderna, 2003. p. 22.

Professor: Converse com os Explique a semelhança entre os termos destacados nos versos.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
alunos sobre o sentido das
palavras brisa, voo e asa no
­poema. Procure levá-los a per- este é meu corpo, / flor que amadureceu.
ceber que as palavras estão
em sentido conotativo (figura-
do) e constroem uma metáfo- Resposta possível: O corpo do eu lírico (um ou uma adolescente) se desenvolveu, tornou-se maduro,
ra para liberdade: o eu lírico se
libertou do corpo de criança. da mesma forma que uma flor se desenvolve, amadurece.

Professor: Explique aos alunos


que as expressões ”quebrar o A metáfora é uma figura de linguagem que consiste em transferir o significado de um
galho”, ”mala sem alça”, ”com a termo para outro, devido a uma semelhança entre eles. Por exemplo, “nervos de aço” para
faca e o queijo na mão”, ”tirar
água do joelho”, entre outras, expressar “nervos resistentes como aço”. A metáfora é mais um recurso literário dispo-
são metáforas. nível para a criação de imagens.

7 Leia atentamente os versos seguintes, em que uma metáfora e uma comparação constroem uma
imagem bastante expressiva.

As nuvens
As nuvens são cabelos
Crescendo como rios (...)
MELO NETO, João Cabral de. As nuvens. Em: Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p. 67.

a) Identifique e sublinhe a metáfora presente no texto.


b) Explique a relação entre os termos que compõem a metáfora.
As nuvens se desfazem no céu, para depois se juntarem novamente, como se fossem fios de cabelo.

Professor: Aceite outras interpretações, desde que coerentes com a metáfora.

c) Agora, explique a comparação entre ”nuvens são cabelos” e rios.


As nuvens que se desfazem no céu movimentam-se, devido ao vento, como as águas de um rio.

Professor: Aceite outras interpretações, desde que coerentes com a metáfora.

A metáfora pode ser construída por uma única palavra, por uma expressão, por uma
frase ou até por um texto.

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8 Leia este haicai.

3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
ANDRADE, Oswald de. 3 de maio. Em: GUTTILLA, Rodolfo W. (Org.). Boa companhia: haicai.
São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 155.

Professor: Explique aos alunos


A metáfora ”a poesia é a descoberta das coisas que eu nunca vi” pode ser entendida da(s) que haicai é uma composição
seguinte(s) forma(s): poética de origem japonesa
estruturada em três pequenos
versos e cuja temática aborda
( ) A poesia provoca no leitor uma sensação de estranhamento. um evento particular ocorrido
( X ) A poesia possibilita ao leitor identificar novas relações de sentido entre as palavras. no momento em que é escrita.
Matsuo Bashô (1644-1694) é o
( X ) A poesia é a expressão de um sentimento de forma diferente da usual. grande mestre desse tipo de
composição.
9 Leia estes versos do poema ”Ao homem dos países distantes”, de Francisco Karam.

O sol é um sino de ouro, que acorda os campos,


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Com a sua voz dourada.


KARAM, Francisco. Ao homem dos países distantes. Em: Antologia de
poemas para a juventude. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. p. 41.

a) Quais são os sentidos usados para perceber a voz e a cor dourada?


Voz: audição; cor dourada: visão.

b) É possível imaginar uma voz dourada? Como ela seria?


Resposta pessoal.
Professor: Os alunos devem chegar à conclusão de que as imagens não são apenas visuais.

As figuras de linguagem não despertam apenas imagens visuais. Muitos autores re-
correm ao olfato, ao paladar, ao tato, à audição e à visão para despertar sensações.
Para isso, empregam a sinestesia, figura de linguagem que agrupa e combina sensações
relacionadas a diferentes órgãos dos sentidos: voz fina (audição e tato); duro silêncio (tato e
audição); vermelho berrante (visão e audição); cheiro verde (olfato e visão).

10 Transcreva do poema 1 um exemplo de sinestesia e indique os sentidos nela envolvidos.


”lua macia” (visão e tato).

11 Leia este trecho de poema.

O operário em construção
E assim o operário ia
Era ele que erguia casas
Com suor e com cimento
Onde antes só havia chão.
Erguendo uma casa aqui
Como um pássaro sem asas
Adiante um apartamento (...)
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão. MORAES, Vinicius de. O operário em construção.
Disponível em: <www.viniciusdemoraes.com.br>.
(...) Acesso em: jan. 2016.

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a) Qual é o tema dos versos?
A importância do trabalho do operário em uma construção civil.

b) Explique por que a palavra suor está no sentido figurado.


A palavra suor assume o sentido de trabalho. Usa-se o cimento para construir uma casa, mas não o suor.

c) Assinale a alternativa mais adequada.


( ) No poema, o suor é a causa do trabalho.
( X ) No poema, o suor é consequência ou efeito do trabalho.
( ) Quando o operário trabalha, cai suor no cimento que ele usa para construir a casa.

A palavra suor está sendo usada com o significado de trabalho. Os dois termos mantêm
entre si uma interdependência de sentido, pois suor é o elemento concreto que representa
o elemento abstrato trabalho. Essa substituição de uma palavra por outra com a qual esta-
beleça relação de interdependência, extensão ou proximidade de significado constrói a
figura de linguagem denominada metonímia.

12 Leia este trecho de canção.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
CAZUZA; NEVES, Ezequiel; LEONI. Exagerado.
Disponível em: <www.cazuza.com.br>. Acesso em: nov. 2013.

Que versos dessa canção exprimem exagero?


”Eu nunca mais vou respirar” e ”Eu posso até morrer de fome”.
Professor: Explique aos alunos
que o prefixo hiper- significa Hipérbole é a figura de linguagem utilizada para expressar uma ideia de modo exagerado.
”muito”, ”grande”, ”exagerado”.
O adjetivo hiperbólico também Exemplos de hipérbole na linguagem cotidiana: Estou morta de frio!; Já falei isso milhões
é usado na linguagem habitual de vezes!; Este calor é de derreter!.
com o sentido de exagerado.

13 Releia estes versos.

Tem o palor que irradia


A estrela quando desmaia.

O sol é um sino de ouro, que acorda os campos,


Com a sua voz dourada.

Em que trechos desses versos seres inanimados são tratados como pessoas?
Nos trechos ”A estrela quando desmaia”, ”O sol (...) que acorda os campos” e ”Com a sua voz”.

Desmaiar, acordar e ter voz são características de seres animados atribuídas à estrela, aos
campos e ao sol. Nesses casos, foi empregada a personificação ou prosopopeia. Essa figura de
linguagem ocorre quando se atribuem a seres inanimados ou irracionais características humanas.

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14 Leia este poema.

Lua cheia
Boião. Recipiente
Boião de leite arredondado, de boca
que a noite leva larga.
com mão de treva, Treva. Escuridão.
pra não sei quem beber.
E que, embora levado
muito devagarinho,
vai derramando pingos brancos pelo caminho.
RICARDO, Cassiano. Lua cheia. Em: Poesias completas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1957. p. 135.

a) A que se referem as expressões boião de leite e pingos brancos? Professor: Analise com os alu-
nos o significado das expres-
Boião de leite se refere à lua cheia; pingos brancos, às estrelas. sões escolhidas pelo poeta
e leve-os a perceber as se-
guintes relações: o boião tem
b) Que figura de linguagem o poeta empregou ao utilizar essas expressões? boca larga e é arredondado,
o que remete ao formato da
O poeta empregou a metáfora. lua cheia; cheio de leite, tem a
mesma cor dela; os pingos de
c) Transcreva e explique a personificação que aparece no poema. leite são porções bem meno-
res que o conteúdo do boião,
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

da mesma forma que as es-


”(...) a noite leva / com mão de treva”: levar com a mão é um gesto humano. trelas são bem menores que
a lua; os pingos de leite têm
a mesma cor do conteúdo do
boião, assim como as estrelas
têm cor semelhante à da lua.
TED 15 Siga as orientações do professor para realizar a atividade ”I'm alive, uma canção para as florestas
do Brasil”, que também trata de imagens em poemas e canções.

Atividades de linguagem
1 Releia este verso do poema 2.

Por mais que me tanjas perto (...)

Em que tempo, modo e pessoa está o verbo destacado?


Presente do subjuntivo, segunda pessoa do singular.

2 Releia estes versos do poema 1.

Teu nome, Maria Lúcia


(...)
Parece um mar que marulha
(...)
É um doce nome de filha

a) De que tipo são os verbos empregados nesses versos? São verbos de estado, de ligação.

b) No poema 2 há versos com estrutura semelhante aos do poema 1. Dê um exemplo.


Respostas possíveis: ”E é tão lento o teu soar”, ”És para mim como um sonho”.

3 O que é possível concluir sobre o uso dos verbos de estado em poemas?


Os verbos de estado colaboram na construção de imagens nos poemas.

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Produção de texto
Leia estes poemas.

Poema 1

Menina apaixonada oferece


um coração cheio de vento
onde quem quiser pode soprar
três sementes de sonho.
O coração da menina
ilumina as noites escuras
como se fosse um farol.
É um coração como todos os outros:
às vezes diz sim
às vezes diz não
às vezes diz sim
às vezes diz não
e tem sempre uma enorme
fome de sol.
MURRAY, Roseana. Classificados poéticos. Belo Horizonte: Miguilim, 1984. p. 18.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Poema 2

Amor é fogo que arde sem se ver;


É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
Desatinar. Fazer
perder a razão. É um não querer mais que bem querer;
Favor. Graça, É um andar solitário por entre a gente;
benevolência,
É nunca contentar-se de contente;
benefício.
É um cuidar que ganha em se perder;
É um querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade;
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
CAMÕES, Luís de. Amor é fogo que arde sem se ver. Em: Lírica, épica,­
teatro, cartas. Organização João Alves das Neves e Douglas Tufano.
São Paulo: Moderna, 1980. p. 11.

Características dos poemas


1 Quem é o eu lírico em cada poema? A quem ele se dirige?
No poema 1, é uma voz poética que fala sobre o estado de espírito de uma menina apaixonada; dirige-se a

alguém indeterminado.

No poema 2, é uma voz poética que tenta definir o sentimento amoroso e conclui a impossibilidade de sua

definição; dirige-se a alguém indeterminado.

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2 Nos dois poemas, o amor é visto como algo contraditório. Aponte uma dessas contradições em
cada um.

a) Poema 1: ”às vezes diz sim / às vezes diz não”.

b) Poema 2: Respostas possíveis: ”arde e não se vê”; ”dói e não se sente”; entre outras possibilidades.

Associar palavras com significados opostos é também um recurso literário. Essa


figura de linguagem é chamada antítese.

3 Quantas estrofes compõem o poema de Luís de Camões?


Quatro estrofes.

4 Quantos versos há em cada estrofe desse poema?


Nas duas primeiras estrofes há quatro versos em cada uma; nas duas últimas, três versos.

O poema de Camões é um soneto, cuja estrutura é fixa. É composto de quatro es-


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

trofes: as duas primeiras com quatro versos e as duas últimas com três.

5 Releia este verso.

É ferida que dói e não se sente

Nele há uma contradição de ideias? Explique.


Sim, pois é impossível algo doer sem que a dor seja sentida.

Às vezes, a associação de ideias ou conceitos torna-se contraditória. Esse tipo de


associação é chamado paradoxo.
São ideias opostas que ocorrem simultaneamente, provocando contradição.

6 Copie do soneto de Camões dois outros exemplos de paradoxos.


Respostas possíveis: ”É um contentamento descontente”; ”É dor que desatina sem doer”.

7 Assinale as palavras que caracterizam o amor, segundo o poema de Luís de Camões.


( X ) Solitário ( X ) Leal ( X ) Doloroso
( X ) Descontente ( X ) Aprisionador ( ) Vencedor

8 Como o amor é definido no poema 2?


O amor é definido como um sentimento contraditório.

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Produção de poema
Você vai escrever um poema com base nas sensações despertadas pelas fotos abaixo. Seu texto fará
parte de um mural de poemas.

Aquecimento
Professor: Peça aos alunos 1. Observe novamente a reprodução da obra Sobre a aldeia, de Marc Chagall, na abertura da unidade.
que revejam a tela, depois fe-
chem os olhos e pensem nas Escreva as palavras e os sentimentos que a obra inspirou em você. Faça livremente associações da
palavras e nos sentimentos obra com sua experiência e forme imagens poéticas. Respostas pessoais.
que a observação da pintura
inspirou antes de registrá-los.
Proporcione aos alunos um 2. Escreva novas metáforas correspondentes às associações de ideias presentes nos poemas que
clima de tranquilidade.
você leu na unidade. Observe o exemplo. Respostas pessoais.

O amor é doce.

a) Teu nome é .

b) O coração da menina é .

c) As nuvens são .

d) O operário é .

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
e) Lua cheia é .

YANLEV/SHUTTERSTOCK
Foto 1 Foto 2
POLARPX/SHUTTERSTOCK

MAURICIO SIMONETTI/PULSAR IMAGENS

Foto 3

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Planejamento

1. Observe as fotos da página anterior e discuta com os colegas as questões a seguir.


a) O que está sendo retratado em cada foto?

b) Quais são as características dos lugares retratados nas fotos?

c) O que os dois jovens da foto 2 podem estar sentindo?

d) Por que estão se sentindo assim?

e) Que música ou poema essas cenas inspiram?

f ) Que sentimentos as cenas inspiram em você?

2. Registre as associações e imagens poéticas que você fez ao observar as fotos. Em seguida, crie
alguns versos com elas.

Escrita
Com base nas informações organizadas no planejamento, escreva seu poema. Siga as orientações
abaixo.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. Defina se os versos elaborados rimarão ou não entre si, se serão ou não divididos em estrofes etc.
Reescreva-os quantas vezes achar necessário.

2. Estude as imagens poéticas que podem ser produzidas em forma de figuras de linguagem: metá-
foras, hipérboles, sinestesias etc.

Avaliação

1. Avalie o texto observando estas questões:


• Releia o poema e verifique a necessidade de reformular ainda algumas ideias ou rimas.
• Verifique se você representou com imagens poéticas o sentimento que as fotos inspiraram.
• Observe se conseguiu utilizar as figuras de linguagem estudadas no decorrer da unidade.

2. Troque o texto com um colega e peça a ele que faça sugestões se achar necessário. Faça o mesmo
com o texto que ele produziu.

Reescrita
Passe o poema a limpo, corrigindo-o de acordo com a revisão que você fez e com as observações do
professor. Se achar necessário, faça também as alterações sugeridas pelo colega.

Apresentação
Converse com os colegas e com o professor e, juntos, decidam como apresentar os poemas. Vocês
podem escolher uma destas sugestões, se desejarem.

1. Publicar os poemas da classe toda em um blogue.

2. Escolher um dia para declamar os poemas na classe ou em outro espaço da escola em que seja
possível fazer isso.

3. Organizar um varal de poemas no pátio ou na quadra da escola.

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8 Anúncios publicitários
UNIDADE

Professor: O Greenpeace é
uma organização ambiental
internacional cujos princi-
Leitura de imagem
pais objetivos são lutar contra Leia esta imagem.
a mudança climática; fazer
campanhas pela proteção às

REPRODUÇÃO
baleias e a outros animais ma-
rinhos; proteger as florestas
por meio de ações educativas
e de denúncias; lutar pela paz
e pelo desarmamento; propor
alternativas seguras para re-
duzir a utilização de materiais
tóxicos nos produtos; e propor
uma agricultura sustentável,
separando as colheitas de
produtos modificados (trans-
gênicos).

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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Estudo da imagem
1 Qual é a principal imagem representada no cartaz da campanha do Greenpeace?
Coalas subindo em postes de transmissão de energia.

2 Que outros elementos da paisagem chamam a sua atenção?


Respostas possíveis: Há muita grama e nenhuma árvore. A grama parece estar seca. O céu apresenta muitas

nuvens, algumas mais escuras. Ao fundo, podem ser identificados muitos prédios encobertos por uma

névoa de poluição.

3 Em sua opinião, por que as nuvens no topo da imagem estão escuras?


Resposta possível: Provavelmente a intenção de quem elaborou o cartaz era representar um

ambiente poluído.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4 Por que as árvores foram substituídas por postes de transmissão de energia?


Respostas possíveis: Para representar a ocupação da cidade em um local onde deveriam ser preservadas a

mata e as espécies que nela habitam originalmente. Para representar a depredação do meio ambiente em

favor do desenvolvimento de uma cidade.

5 Imagine que você é o publicitário que criou essa campanha para o Greenpeace.
a) Que título você daria a essa imagem?
Algumas respostas possíveis: ”Para onde vão os coalas?”; ”Cidade invade a mata!”.

b) Crie uma legenda para essa imagem.


Algumas respostas possíveis: ”É necessário preservar as matas antes que elas acabem.”; ”A natureza

precisa ser respeitada.”.

c) Em que lugar poderia ser publicado esse anúncio?


Em revistas, jornais, outdoors, e na internet.

6 Você já viu alguma campanha publicitária que estimule o respeito à natureza? Descreva-a abaixo. Professor: Muitas campanhas
têm sido feitas com esse ob-
Resposta pessoal. jetivo. Por exemplo, campa-
nhas de economia de água,
campanhas contra o efeito
estufa, campanhas de preser-
vação das tartarugas marinhas
e campanhas de preservação
das baleias jubarte.

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Professor: Os conceitos de pu-
blicidade e propaganda costu-
mam ser tratados pelos leigos
Leitura de texto
de forma indiferenciada. No Os anúncios publicitários existem há muitos anos: no Brasil, o primeiro foi publicado
entanto, os profissionais da
área deixam clara a distinção: em 1800, no jornal Gazeta do Rio de Janeiro. A seguir há duas propagandas do início do
a publicidade envolve venda, século XX. Observe-as com atenção. Depois, procure identificar que elementos permanecem
comércio, enquanto a propa-
ganda é a divulgação de uma nos anúncios publicitários até os dias de hoje e o que mudou. Os textos dos anúncios estão
ideia, de uma ideologia. Assim, reproduzidos nos quadros com grafia atualizada.
há publicidade de relógios,
mas propaganda eleitoral,
por exemplo. Chamaremos Texto 1
”publicitários” todos os anún-
cios analisados nesta unidade,
tenham eles fim comercial ou Mappin Stores
não. Será destacada, porém,
a intenção comunicativa de Sociedade Anônima Inglesa
cada um deles.

REPRODUÇÃO
Roupas Brancas
As Exmas. senhoras,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
examinando o nosso es-
toque, verificarão que é
impossível oferecer rou-
pas brancas tão gracio-
sas, tão bem-feitas e de
tão boas qualidades por
preços mais moderados
que os nossos.

Cartaz da loja de departamentos de origem inglesa Mappin, que atuou no Brasil entre 1913 e 1999.

Convidamos V. Exa. a vir examinar os


nossos artigos!
Oferecemos as maiores vantagens na
confecção de enxovais para noivas.
18

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Texto 2

REPRODUÇÃO
Professor: Explique aos alunos
a essência do jogo de polo:
duas equipes em um gra-
mado, montadas em cavalos
puros-sangues, movimentam
uma bola de madeira, com
um taco, para além dos postes
da meta adversária. Leve-os
a perceber, na imagem, ele-
mentos que fazem referência
a esse esporte.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

De puro sangue.
De raça pura, sem
cruzamento.
Dócil. Manso.
Enxoval. Conjunto de
roupas (para noivas,
recém-nascidos etc.).
Exmo. Abreviação
de Excelentíssimo,
tratamento
dispensado a pessoas
que pertencem às
camadas mais altas
da hierarquia social.
Hesitação. Indecisão,
dúvida.
Instintivamente.
De maneira instintiva,
não aprendida.
Conduzir um cavalo de puro sangue, ágil e vigoroso, senti-lo Sociedade Anônima.
obedecer, dócil, às mais sutis exigências, sem hesitações, com­ Empresa formada
por acionistas e cujo
preendendo instintivamente a vontade do cavaleiro, ou ainda capital é dividido em
lançá-lo a galope para contê-lo, repentinamente, com uma simples ações de igual valor.
pressão da mão ou do pé – é prazer idêntico ao que experimenta V. Exa. Abreviação
quem dirige um carro Lincoln. do pronome de
tratamento Vossa
Excelência.
Anúncio publicado na revista O Cruzeiro, 29 dez. 1928. Em: KLINTOWITZ, Jacob.
A arte do comércio: São Paulo 1900-1930. São Paulo: Senac, 1988. p. 198.

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Estudo dos textos Professor: Para questões adicionais sobre o gênero textual, consulte o Banco
de Questões na Plataforma UNO.

Compreensão dos textos


1 Os textos que você leu são anúncios publicitários.
a) Qual é o objetivo desses dois anúncios?
Vender determinados produtos.

Professor: Explique aos alu- b) O que cada um anuncia?


nos que, na época do primeiro
anúncio, ”roupas brancas” sig- O primeiro anuncia roupas femininas para dormir (camisolas); o segundo, um carro de luxo.
nificava ”roupas para dormir”.

2 Que empresas estão anunciando esses produtos?


No primeiro anúncio, o Mappin, uma loja de departamentos; no segundo, a Lincoln Motor Company, divisão

da Ford (fábrica de automóveis).

3 Descreva a imagem principal de cada um dos anúncios publicitários.


No primeiro anúncio, uma mulher está vestida com uma camisola e exibe nas mãos outra peça; no segundo,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
há um carro da marca Lincoln.

4 Com relação ao primeiro anúncio, responda.


• Que argumentos são usados para convencer o público-alvo a consumir o produto anunciado?
O anunciante enumera as qualidades de seu produto, ”insuperáveis” em relação às dos demais: ”roupas

brancas tão graciosas”, ”tão bem-feitas”, ”de tão boas qualidades” e ”com preços moderados”.

5 Com relação ao segundo anúncio, responda.


a) Em que tipo de cenário está o automóvel anunciado?
O cenário é um clube de polo, esporte normalmente associado a pessoas de classe social alta. É possível

identificar o clube devido ao traje dos esportistas e aos cavalos; a classe social é reforçada pela presença

de mulheres elegantemente vestidas.

b) A que o carro é comparado?


A um cavalo puro-sangue.

c) Qual é a relação entre o texto e a imagem nesse anúncio?


O texto compara o carro anunciado aos cavalos puros-sangues utilizados nos jogos de polo. Assim,

apresenta o automóvel como sendo ideal para um público exigente, semelhante aos praticantes do

esporte e frequentadores do clube.

Professor: Espera-se que os 6 Pesquise anúncios em revistas e jornais atuais e identifique o público-alvo dessas propagandas.
alunos identifiquem o público- A que conclusões você chegou?
-alvo de algumas campanhas
a partir das estratégias argu-
Resposta pessoal.
mentativas utilizadas.

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Atividades de linguagem
1 A linguagem dos anúncios estudados é formal, informal ou técnica?
É formal.

2 Considerando o público a que os anúncios se dirigiam, você acha essa linguagem adequada?
Por quê?
Sim, porque esse público supostamente privilegiava o uso da linguagem formal.

3 Nos anúncios publicitários, a linguagem verbal desempenha a importante função de persuadir


o público-alvo. Para que isso ocorra, diferentes estratégias linguísticas são utilizadas. Retire, do
texto 1, palavras ou expressões que:
a) intensificam características positivas do produto.
”Tão” (graciosas, bem-feitas), ”tão boa” (qualidade).

b) estabelecem comparações entre o anunciante e seus concorrentes.


(preços) ”mais moderados que os nossos”, (oferecemos) ”as maiores vantagens”.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

4 O trecho sublinhado no texto do segundo anúncio:


( ) descreve as características do produto.

( ) compara diferentes produtos.

( X ) ressalta o benefício do produto por meio da comparação com o benefício de outro, suposta-
mente já conhecido pelo interlocutor.

5 Observe estes trechos dos anúncios analisados.

Oferecemos as maiores vantagens na confecção de enxovais para noivas.

(...) é prazer idêntico ao que experimenta quem dirige um carro Lincoln.

a) Em que tempo e modo estão os verbos das orações acima?


No presente do indicativo.

b) Na linguagem publicitária, esse tempo verbal indica:

( ) um fato que ocorre no momento em que se fala.

( ) um fato que ocorrerá no futuro próximo.

( X ) um fato permanente, uma verdade.

6 Nos anúncios lidos, muitos elementos indicam a época em que eles foram produzidos. Quais são? Professor: Para enriquecer a
atividade, o professor de Arte
pode analisar as imagens uti-
Primeiro anúncio: grafia arcaica das palavras; uso de pronomes de tratamento (”Exma. senhoras”) e de palavras ou expres-
lizadas, associando-as à ten-
sões em desuso, como ”roupa branca” (camisola). Além disso, a imagem revela uma mulher com roupas de outra época.
dência artística da época dos
Segundo anúncio: as roupas (vestidos, chapéus, peles, sapatos, botas) indicam a moda da época; o carro que, na época,
anúncios, com a influência
era moderno; a placa do automóvel; e a grafia de algumas palavras. Os dois anúncios seguem o estilo típico das primeiras
europeia da art déco, da art
décadas do século XX.
nouveau etc.

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Análise dos anúncios publicitários
1 Imagine os dois anúncios somente com o texto verbal, sem a imagem principal, ou vice-versa. Eles
teriam o mesmo impacto? Por quê?
Não, porque seria difícil (ou mesmo impossível) entendê-los.

No anúncio publicitário, o texto verbal e o texto não verbal devem estar associados.

2 Olhando rapidamente a imagem do segundo anúncio, que cores chamam a atenção?


Respostas possíveis: O amarelo, o preto do carro e o vermelho.

Nas imagens dos anúncios publicitários são utilizadas cores e formas para atrair a
atenção e o interesse do público-alvo, despertando-lhe o desejo de adquirir o produto.

3 Observe novamente a imagem principal de cada anúncio.


a) Que lugar ela ocupa no espaço do anúncio?

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Ela ocupa um espaço de destaque no anúncio, de forma que o interlocutor possa identificá-la em

primeiro lugar.

b) O produto anunciado aparece nessa imagem principal?


Sim.

O produto anunciado costuma ocupar um lugar de destaque no anúncio, geralmente


o centro.

4 Que lugar o texto verbal ocupa nos dois anúncios?


No primeiro anúncio, o texto verbal está acima, sobre a imagem, e na lateral dela. No segundo, logo abaixo da

imagem.

5 A que público se destina cada anúncio? Justifique sua resposta.


O anúncio do Mappin é destinado a mulheres e o segundo anúncio, da Lincoln, ao público da classe alta

e da classe média alta.

Para que um anúncio atinja seu objetivo (vender um produto, um serviço, ou divul-
gar uma ideia), é fundamental que o produtor do anúncio tenha clareza de qual é seu
público-alvo, isto é, o grupo de pessoas a que o anúncio se dirige.
O público-alvo de um anúncio é definido por critérios como sexo, faixa etária, classe
social, classe econômica, entre outros. A escolha do público-alvo, por sua vez, determina a
abordagem e a linguagem que serão adotadas.

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6 Nos anúncios apresentados, onde estão posicionados a marca do produto e o nome do anuncian-
te (empresa que fabrica ou comercializa o produto)?

a) No primeiro anúncio Professor: Mostre aos alunos


que na primeira aparição o
O nome Mappin Stores aparece duas vezes: no alto e no rodapé do anúncio, acima e abaixo da figura. nome da empresa está com-
pleto (”Mappin Stores Socieda-
de Anônima Inglesa”). Leve-os
O nome do produto (roupas brancas) vem também no alto do anúncio, em letras maiores do que todo a observar também que nas
duas aparições do nome foram
o restante do texto. empregados diferentes recur-
sos gráficos de destaque, como
b) No segundo anúncio fontes de estilos diferentes.

A marca do automóvel aparece no final do anúncio, em letras bem maiores do que o restante

do texto. O nome do fabricante (”Lincoln Motor Company”) vem logo abaixo, em letras um pouco

menores, mas também em destaque.

c) É possível identificar essas informações facilmente? Como?


Sim, pelo tamanho das letras e pelo lugar destacado que ocupam.

7 Observe o nome do produto do segundo anúncio. Ele vem acompanhado de um símbolo. O que Professor: Explique que se tra-
ta de um galgo, cão veloz, de
esse símbolo representa? corrida, usado na época pe-
las pessoas de classe alta em
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O desenho de um cachorro correndo. competições esportivas.

O símbolo que identifica uma empresa, uma marca ou um produto chama-se logotipo
ou logomarca.

8 Quais destas alternativas indicam as vantagens oferecidas pela loja de departamentos do primeiro
anúncio?
( X ) Peças graciosas, bem-feitas e de alta qualidade pelos melhores preços do mercado.
( ) Maior estoque do mercado.
( X ) Benefícios na confecção de enxovais para noivas.
( ) Crédito facilitado.
( ) Peças tão graciosas e tão bem-feitas quanto as dos concorrentes.

9 Quais destas alternativas indicam a principal qualidade ou vantagem do produto do segundo


anúncio?
( ) É inovador.
( X ) É obediente e dócil como um cavalo puro-sangue.
( ) Suas características técnicas garantem bom desempenho.
( X ) É tão especial quanto um cavalo puro-sangue.

10 Nos anúncios, as vantagens dos produtos anunciados são fundamentadas de modo objetivo (que
pode ser verificado) ou subjetivo (pessoal)?
No primeiro anúncio há vantagens fundamentadas de modo objetivo (o anunciante promete produtos

excelentes a bons preços). No segundo anúncio, apenas de modo subjetivo, pois não há nenhum dado que

comprove as qualidades ou vantagens.

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11 Nos dois anúncios, o que poderia fazer você se sentir estimulado a comprar os produtos?
Resposta pessoal.

No anúncio, as vantagens do produto são expostas como um recurso valioso na es-


tratégia de persuasão (convencimento).
O preço, o design (a concepção, principalmente em relação à sua forma e funciona-
lidade), a segurança, a satisfação pessoal e muitos outros argumentos contribuem para
convencer o consumidor de que aquele é o melhor produto.

12 Leia este anúncio. Os textos estão reproduzidos no quadro com grafia atualizada.

REPRODUÇÃO

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Acondicionado.
Contido.
Amarelão. Doença
causada por vermes.
Indolência. Falta
de disposição física
ou moral; preguiça. A falta de vivacidade, ou a tristeza, ou sobre-
Opilação. O mesmo tudo a indolência que torna o trabalhador inca-
que amarelão.
paz de produzir o que se espera dele e que ele de
Soluto. Que
se dissolve em resto pode dar, não é a preguiça-vício; é pior: é a
outra substância. preguiça-doença, a doença da preguiça, a opilação.
Tetracloreto de A opilação ou amarelão cura-se com a Neo-
carbono. Composto
químico usado
-necatorina.
como vermífugo. Vermífugo poderoso, acondicionado em cáp-
Vermífugo. sulas róseas contendo tetracloreto de carbono em
Substância ou
produto que combate
soluto sólido otimamente tolerado pelo organismo
vermes. humano.
Vivacidade.
Vitalidade, força, vigor. Anúncio publicado na revista O Cruzeiro, 27 jul. 1929. Em: KLINTOWITZ, Jacob.
A arte do comércio: São Paulo 1900-1930. São Paulo: Senac, 1988. p. 185.

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a) Qual é o cenário da ilustração do anúncio?
O campo, a zona rural.

b) A que trabalhador o anúncio se refere?


Ao trabalhador da lavoura (trabalhador rural).

c) Que lugar o texto principal ocupa no anúncio?


O centro da página.

d) Que linguagem é usada no anúncio: formal, informal ou técnica? Justifique sua resposta.
Formal (observada na escolha do vocabulário) e técnica (observada nas informações dos produtos

químicos que fazem parte do vermífugo).

e) Qual é o público-alvo desse anúncio?


Proprietários de fazendas, pessoas que trabalham no campo.

f ) Que recursos argumentativos o anúncio utiliza para divulgar o produto e persuadir o consu-
midor?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Apresenta os males causados pela doença e as vantagens do remédio: é um vermífugo poderoso,

produzido com substâncias bem aceitas pelo organismo humano.

g) Essas vantagens são apresentadas de modo objetivo ou subjetivo? Explique.


De modo objetivo (mostram-se os produtos químicos utilizados e sua boa aceitação pelo organismo

humano) e subjetivo (toda a argumentação em relação à preguiça).

h) Por que o anúncio destacou a frase ”Preguiça é doença!”?


Para explicitar que não se trata da ”preguiça-vício”, mas de um dos sintomas provocados pela doença

denominada opilação ou amarelão: desânimo, indolência.

i) Que relação é estabelecida no anúncio entre a imagem e o texto?


A imagem mostra um homem com aparência cansada, sem vivacidade, como diz o texto.

j) Você acha que o anúncio seria eficaz se utilizasse apenas o texto? Explique.
O anúncio poderia não ser ilustrado, mas a eficácia ficaria comprometida, já que o impacto da figura

cansada do trabalhador remete imediatamente à solução do problema, que seria o uso do produto

anunciado.

Apelar para as necessidades e os desejos humanos é um recurso que os anúncios


publicitários utilizam para despertar no consumidor a vontade de comprar um produto.

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Produção de texto
Leitura de anúncio publicitário
Observe este anúncio e leia, a seguir, a reprodução do texto que acompanha a imagem.

Não é um balão.
É um risco.
Soltar balão é crime.
Ligue e denuncie: 190
Sua ajuda pode evitar incêndios, prejuízos e mortes.
Cidadania inspira a gente.
REPRODUÇÃO

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Gente. É o que inspira a gente.
Petrobras 60 anos – O desa-
fio é a nossa energia.
Ministério de Minas e Energia –
Governo Federal – Brasil
– País rico é país sem pobreza.
Disponível em: <www.inteligemcia.com.br/134448/2013/07/19/petrobras
-alerta-para-os-perigos-de-soltar-baloes>. Acesso em: dez. 2014.

Características do anúncio publicitário


1 Quem assina o anúncio? O que está sendo anunciado?
O anúncio é assinado pela Petrobras e pelo Ministério de Minas e Energia do Governo Federal, e pretende

propagar uma ideia: não soltar balões.

2 O que o anunciante quer despertar no público-alvo?


A consciência de que soltar balões, além de ser crime, é perigoso, pois a tocha acesa pode provocar

incêndios.

3 O anúncio teria o mesmo impacto sem a imagem? Por quê?


Não, pois a ilustração dos balões se transformando em tochas incendiárias possibilita visualizar qual é a

consequência dessa prática.

4 Sem o texto verbal, é possível entender o anúncio? Por quê?


Não completamente, pois o texto verbal complementa o texto não verbal e informa sobre as consequências

da prática de soltar balões, o que fazer ao ver alguém soltando balões e ainda apela para um valor moral: ter

atitude cidadã.

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5 Quais são as cores predominantes no anúncio? O que elas representam?
Azul, que representa o céu, e amarelo, que representa o fogo.

6 Releia as frases iniciais do anúncio.

(Isto) Não é um balão.


(Isto) É um risco.
Soltar balão é crime.

a) Além do balão, que elemento está representado no desenho?


Uma tocha acesa.

b) Que afirmação traz a segunda frase do texto?


A de que o balão constitui um risco.

c) Por que motivo o balão representa risco?


Porque em seu interior fica a tocha acesa, responsável pela subida do balão. No momento

da queda, a chama pode provocar incêndios e acidentes.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

d) As três frases do texto estão encadeadas de forma a construir um raciocínio lógico, e a terceira
frase, ”Soltar balão é crime”, completa esse raciocínio. Que conectivo poderia ser empregado
para relacionar essa frase às anteriores?

( ) e

( ) contudo

( X ) logo

7 Alguns anúncios se dirigem ao interlocutor para sugerir ou pedir algo, como em ”Dê férias para os
seus pés” (anúncio de uma marca de sandálias); e ”Economize água” (anúncio de empresa respon-
sável por distribuição de água), respectivamente.

a) Em ambos os casos, os verbos usados estão no modo imperativo. (”dê”, ”economize”) .

b) No anúncio da página 26, qual é o modo e o tempo dos verbos empregados?


Tempo presente; modo indicativo.

8 A que virtude ou qualidade a propaganda está relacionada?


Ao senso de cidadania: prevenir incêndios.

9 Que frase do anúncio expressa essa qualidade?


”Cidadania inspira a gente.”

Nem sempre os anúncios publicitários vendem um objeto. Podem também vender um


serviço ou uma ideia. Nesses casos, em geral são menos explícitos, pois às vezes não po-
dem usar a imagem de um objeto para ilustrar o produto anunciado. Então, apelam para
recursos como sentido figurado das palavras, recursos literários, jogos de ideias e tro-
cadilhos, estimulando o público-alvo a refletir e tirar suas conclusões.

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Produção de anúncio publicitário
Nesta atividade, você vai criar um anúncio publicitário e expor seu processo de criação em uma apre-
sentação digital.

Aquecimento
Imagine alguns produtos ou serviços adequados para adolescentes que poderiam ser anunciados,
como jogos, cursos, aparelhos eletrônicos, alimentos ou restaurantes, roupas, acessórios etc.

Planejamento
1. Da lista elaborada, escolha um produto para anunciar.
2. Defina as características desse produto e as vantagens que serão anunciadas.
3. Escolha onde o anúncio será publicado: jornais, revistas, outdoors, internet etc.
4. Defina o apelo do anúncio: adequação a uma atitude sustentável, por exemplo.
5. Liste as palavras-chave do texto do anúncio, de acordo com o público que você pretende atingir.

Criação
1. Crie um nome para a empresa que fabrica o produto.
2. Elabore um slogan que atraia a atenção do consumidor. Se sentir dificuldade em fazer isso, pro-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
cure lembrar-se de anúncios que você tenha achado interessantes para se inspirar.
3. Com base no slogan, produza um texto um pouco maior, com argumentos convincentes para
persuadir o leitor a utilizar o produto.
4. Revise o texto argumentativo, adequando seu estilo ao público-alvo. Fique atento à ortografia, à
pontuação, à concordância etc.
5. Pesquise uma imagem na internet para acompanhar o texto, ou, se preferir, produza você mes-
mo essa imagem, da forma que preferir. Lembre-se de que ela deve ser digitalizada para criar a
apresentação do anúncio.

Finalização
1. Com um software adequado para a criação de apresentações, como o PowerPoint ou o Keynote,
prepare sua apresentação. Escolha as cores e as fontes que você vai utilizar.

2. Registre na primeira tela o nome do produto e o nome da empresa que o fabrica.


3. Na segunda, apresente o planejamento do anúncio, incluindo as palavras-chave e o público-alvo.
4. Na terceira tela, monte o anúncio, lembrando-se de dar destaque para o slogan.

Avaliação
Mostre seu trabalho para um colega e observe o dele. Troquem sugestões para melhorar os textos, ve-
rificando se os anúncios atingem os objetivos propostos. Para isso, considerem os seguintes critérios:
• Está claro o que está sendo anunciado?
• A linguagem é adequada ao público-alvo?
• Texto e imagem estão bem relacionados?
• O anúncio tem qualidades que atrairiam o público-alvo? Você compraria o produto ou serviço anunciado?
• Você empregou algum recurso que aprendeu nesta unidade?
Depois, façam os devidos ajustes nos textos.

Apresentação
Com a orientação do professor, apresente o anúncio e explique à classe as etapas do seu processo critativo.
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Hora de pesquisa
Depois de terem lido e analisado anúncios publicitários antigos, vocês vão analisar peças publicitárias
da atualidade. Sigam as orientações.

Primeira etapa: escolha dos anúncios


1. Reúnam-se em grupos conforme a orientação do professor.
2. Escolham um colega para anotar as observações do grupo.
3. Pesquisem em revistas, jornais e na internet um anúncio que considerem criativo e eficiente para
atingir a intenção comunicativa.

Segunda etapa: análise dos anúncios


1. Os grupos vão analisar o anúncio escolhido, observando os seguintes aspectos.

A estrutura do anúncio
• Ele apresenta um título para chamar a atenção do consumidor?
• Apresenta logotipo ou logomarca?
• Quais são as principais características do produto ou serviço anunciado? Que utilidade ele tem?
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• A que público o anúncio é destinado?


• Que valores o anúncio difunde (beleza, saúde, poder, elegância, bom gosto, classe, exclusivida-
de, riqueza, prestígio, juventude etc.)?

A imagem do anúncio
• Como a imagem é apresentada (tamanho, cores, ausência de cores, fotos, desenhos, símbolos etc.)?
• Qual é o objetivo da imagem apresentada?
• Há mais de uma imagem? Se há, qual está em primeiro plano? Por quê?
• A imagem seduz o consumidor?
• A imagem esclarece o texto?
• Qual é a relação entre a imagem e o produto anunciado?

O texto do anúncio
• Que linguagem foi usada? Está adequada ao público-alvo do anúncio?
• O texto é atraente? Conciso? Ele esclarece a imagem?
• Os argumentos do texto são capazes de convencê-lo a adquirir o produto/serviço anunciado?
• Usa recursos como: jogo de palavras, metáfora, metonímia, hipérbole, comparação, eufemismo,
citação de provérbio?
• Apresenta informações sobre o preço, a origem do produto/serviço, a forma de adquiri-lo?

2. Observem ainda se o anúncio não estimula nenhum tipo de preconceito ou discriminação; se não
constitui uma propaganda enganosa etc.

Apresentação / Exposição oral


1. Apresentem o anúncio à classe utilizando o projetor da sala de aula.
2. Façam a análise crítica oralmente e exponham as outras observações do grupo.
3. Depois da exposição oral do grupo, os outros alunos poderão fazer comentários, perguntas e
propor sugestões.
4. Ao final das apresentações de todos os grupos, registrem as conclusões a que chegaram, com o
professor.

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PROGRAMA Trabalhando habilidades
Nestas páginas, você vai trabalhar o descritor 13 da Matriz de Referência da Prova Brasil de Língua
Portuguesa. Para saber mais sobre ele, consulte a Matriz Geral de Habilidades na Plataforma UNO.
D13 1 (Enem, adaptado) Leia este texto.

O jardim de caminhos que se bifurcam


(...) Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos dos meninos ficavam na
sombra. Um me perguntou: O senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguar-
dar resposta, outro disse: A casa fica longe daqui, mas o senhor não se perderá se
tomar esse caminho à esquerda e se em cada encruzilhada do caminho dobrar à
esquerda.
BORGES, Jorge Luis. O jardim de caminhos que se bifurcam. Em: Ficções. Rio de Janeiro: Globo, 1997. p. 96.

De acordo com o texto, pode-se afirmar o seguinte:


a) Como há duas falas explícitas no texto, conclui-se que há somente dois personagens em cena.

b) Por conta da ausência de travessões e aspas, não há um diálogo devidamente caracterizado.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
c) O referido Dr. Stephen Albert participa ativamente do diálogo.

d) Apesar da ausência de travessões ou aspas, é notável, no trecho, a presença simultânea de três


personagens em cena, embora apenas dois falem explicitamente.
D13 2 Leia este trecho de uma entrevista.

As duas maiores surpresas do belíssimo longa O ano em que meus pais saíram de
férias, de Cao Hamburger, chamam-se Michel Joelsas e Daniela Piepszyk. Em seu pri-
meiro trabalho, esses dois atores (sim, atores com todas as letras bem redondas) de 11
anos, moradores de bairros de classe média alta de São Paulo, interpretam o protago-
nista Mauro e sua amiga Hanna. (...)
O que mais gostou de fazer no filme?
MJ − De tudo. A gente ensaiou um mês e gostei muito da experiência de atuar.
DP − De tudo também. Fiz vários amigos no set. Foi muito legal.
(...)
E o Cao Hamburger (o diretor) era bravo?
MJ − Não... só quando ele ficava nervoso. Teve uma cena que eu me desconcentrei e
ele ficou meio bravo e jogou o fone de ouvido no chão... (risos)
Professor: Note que esse
Como foi filmar e estudar, ir à escola?
texto ser ve também de MJ − Quando a gente filmou em São Paulo (durante um mês), eu tinha aula depois das
base para a atividade 2 des-
ta mesma seção no módu- filmagens. Minhas aulas eram de manhã, mas a escola abriu uma exceção para mim e,
lo 2 de Produção de Texto, nesse período, tive aulas no fim da tarde, tipo umas duas horas. Daí filmamos um mês
que trata da habilidade de
reconhecer a função e o im- em Campinas-SP e eu só tinha aula nos fins de semana.
pacto social das diferentes
tecnologias da comunica- DP − Eu filmei direto, sem precisar frequentar as aulas. Só que nas férias eu tive que
ção e informação. Dada a recuperar esse período. Quer dizer, trabalhei durante as aulas e estudei nas férias, foi
pertinência do fragmento
no que se refere à habilida- tipo uma recuperação. Mas no ano passado (no segundo semestre de 2005, quando
de de identificar marcas lin- foi rodado o longa) eu estava na 4a série, e era uma série mais fácil que a 5a, em que
guísticas que evidenciam o
locutor e o interlocutor de estudo agora.
um texto, é conveniente Entrevista concedida a Márcia Pereira e acessada em 7 jan. 2011 no site: <www.contigo.com.br>.
retomá-lo aqui.

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a) Escreva as informações solicitadas abaixo.
Os atores infantis Michel Joelsas e Daniela Piepszyk
• Entrevistados: .
Márcia Pereira
• Entrevistadora: .

• Marcas que identificam quem fala: As perguntas da entrevistadora aparecem em negrito. As

respostas de cada entrevistado aparecem antecedidas da abreviação do nome de cada um,

também em negrito.
.
b) Que tipo de linguagem a entrevistadora usa na entrevista? Formal ou informal?
A entrevistadora usa linguagem formal.

c) Que tipo de linguagem os atores mirins utilizam na entrevista? Justifique sua resposta com
exemplos.
Os entrevistados usam linguagem informal: ”A gente ensaiou (...)”/ ”Teve uma cena que eu me

desconcentrei (...)”/ ”(...) tive aulas no fim da tarde, tipo umas duas horas”/ ”(...) foi tipo uma recuperação (...)”.

d) Como você explica o uso desse tipo de linguagem pelos atores?


Eles são crianças e se sentem à vontade durante a entrevista.

Autoavaliação
Reúnam-se em grupos e façam as atividades a seguir.

1 Busquem na Matriz Geral de Habilidades o texto do descritor trabalhado nas questões.


Professor: Os alunos devem perceber que a habilidade trabalhada é a de identificar as marcas linguísticas que evidenciam
o locutor e o interlocutor de um texto.

2 Vocês consideram importante trabalhar essas habilidades? Por quê?


Professor: Os alunos devem perceber a importância de compreender os inúmeros domínios sociais revelados e determi-
nados pelos usos da linguagem. As evidências e a riqueza da diversidade cultural em nossa sociedade são constantes e
indicam os usos específicos que nós, como seres sociais, falantes e escritores, devemos manifestar em sociedade – daí a
necessidade linguística e social de evidenciar o produtor da mensagem e aquele a quem ela se destina.

3 Compartilhem as estratégias de resolução das questões e como cada um resolveu a(s)


dificuldade(s) que encontrou.
Professor: É possível que, por senso comum ou hábito, os alunos sejam erroneamente levados a des-
Resposta pessoal. considerar variantes linguísticas diferentes, implicando, necessariamente, certo ranço de preconceito
linguístico. Esclareça que diferentes usos são adequados a diferentes meios e não determinam, a rigor, uma linguagem de
qualidade ”inferior” ou ”superior”.

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Para saber mais
Para ler
REPRODUÇÃO

• É isso ali, de José Paulo Paes. São Paulo: Salamandra, 2005.


Ternura, humor, graça, brincadeira, jogo de palavras: esses são os in-
gredientes que o autor usa para seu fazer poético. Abecedário, piadas,
adivinhações, historinhas de terror, paródias: o poeta tira da tradição
oral a inspiração para seus líricos e lúdicos poemas.

• Luz da lua, de Henriqueta Lisboa. São Paulo: Moderna, 2012.


Os temas escolhidos pela poetisa podem ser simples, como o movi-
REPRODUÇÃO

mento de uma palmeira, o brilho de um vaga-lume ou a destreza de


um esquilo que devora avidamente um coco, mas seu olhar para esses
pequenos eventos é sempre pessoal, surpreendente. (Também em ver-
são impressa.)

• Para querer bem, de Manuel Bandeira. São Paulo: Moderna, 2005.


A poesia de Manuel Bandeira encanta por sua simplicidade e deixa evi-
dente sua ternura pelos lugares, objetos e seres que retrata. Nas lem-
branças de menino, em meio a balões de papel colorido, porquinhos-da-
-índia, brincadeiras e festas de São João, o autor encontra imagens que
falam de coisas difíceis e às vezes doloridas, como o amor, a doença e a
REPRODUÇÃO

morte. Suas palavras se encadeiam de forma delicada e lúdica, com um


humor sutil que se faz presente mesmo nos momentos mais graves.

Para assistir
• Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore. França/Itália, 1988, 123 min.
Nos anos que antecederam a chegada da televisão, pouco depois do fim
da Segunda Guerra Mundial, em uma pequena cidade da Sicília (Itália), o
garoto Toto fica hipnotizado pelo cinema local e procura tornar-se amigo
de Alfredo, o projecionista, que se irrita com certa facilidade, mas tem um
grande coração. Os acontecimentos são narrados como lembranças da
infância de Toto, que cresce e se torna um cineasta de sucesso.

• Sociedade dos poetas mortos, de Peter Weir. Estados Unidos, 1989, 129 min.
Em 1959, na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um
ex-aluno se torna o novo professor de literatura, mas logo seus méto-
dos de incentivar os alunos a pensar por si mesmos cria um conflito
com a direção conservadora do colégio.

• O carteiro e o poeta, de Michael Radford. Itália, 1994, 108 min.


Mario Ruoppolo difere dos homens da ilha: não quer ser pescador. Para
poder se sustentar, aceita o cargo de carteiro particular do poeta chi-
leno Pablo Neruda, que está exilado no local. Nessa convivência, Mario
descobre o poder das palavras e transforma-se. O roteiro, rico em metá-
foras e poesia, perpassa temas como amizade entre pessoas diferentes,
amor e conscientização política.

978-85-8247-721-2
49018502

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