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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS

CÂMPUS UNIVERSITÁRIO DE LUZIÂNIA


PEDAGOGIA

PAULA ALVES DE ARAÚJO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I/II


DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

MATEMATICANDO

LUZIÂNA-GO
(2019)
PAULA ALVES DE ARAÚJO

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I/II


DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

MATEMATICANDO

Relatório apresentado como requisito


parcial para aprovação na disciplina de
Estágio Supervisionado I e II, do 5º e
6º períodos do Curso de Licenciatura
em Pedagogia, da Universidade
Estadual de Goiás – Câmpus
Universitário de Luziânia, sob
orientação do Professor: Me. Leonardo
Vivaldo da Silva

LUZIÂNIA-GO
(2019)
Dedico esse trabalho a Deus por ter
me dado Saúde e sabedoria para
enfrentar todas as dificuldades, aos
meus filhos e a minha família pelo
incentivo e apoio.
Agradeço aos professores, pois são
fontes de conhecimentos que me
auxiliam na conquista de meus
objetivos. Ao Mestre Leonardo
Vivaldo pela paciência e dedicação
ao repassar a sua doutrina que
contribuíram solenemente para a
minha evolução acadêmica, bem
como a professora Lidiane
Fernandes e Márcia Aparecida.
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas
criar as possibilidades para a sua própria
produção ou a sua construção.’’
(Paulo Freire).
SUMÁRIO
Introdução............................................................................................................7
1 Desenvolvimento..............................................................................................9
1.1 Percurso de Vida Escolar – Autobiografia.................................................9
1.2 Identificação e diagnose da escola campo..............................................11
1.3 Relatórios das atividades práticas desenvolvidas e vivenciadas no
período de observação e participação (1° Semestre)........................................33
1.4 Relatórios das atividades práticas desenvolvidas e vivenciadas no
período de regência de classe (2° Semestre)...................................................37
2 Projeto de Interação Pedagógico – PIP..........................................................41
3 Produções Textuais........................................................................................53
4 Considerações Finais.....................................................................................68
5 Referências Bibliográficas..............................................................................70
6 Apêndices.......................................................................................................71
6.1 Planos de Aula da Regência de Classe..................................................71
6.2 Atividades de Ensino e Aprendizagem....................................................77
6.3 Atividades Propostas do PIP...................................................................83
6.3.1 Atividades Proposta em Sala .........................................................84
7 Anexos............................................................................................................86
7.1 Encaminhamento de Estágio Supervisionado (1° Bimestre)...................86
7.1.2 Encaminhamento de Estágio Supervisionado (2° Bimestre) 87
7.2 Termo de Compromisso (1º Bimestre)....................................................88
7.2.2 Termo de Compromisso (2º Bimestre)...........................................91
7.3 Avaliação de Observação de Classe.......................................................94
7.4 Avaliações de Regência de Classe.........................................................95
7.5 Avaliação Final do Estágio....................................................................102
7.6 Ficha de Frequência e Carga Horária (1° Bimestre)..............................103
7.6.1 Ficha de Frequência e Carga Horária (2° Bimestre).....................104

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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INTRODUÇÃO

Este relatório tem por finalidade documentar aqui minha experiência no


decorrer do período em que vivenciei na prática tudo que tenho aprendido na
teoria. Visa apresentar a descrição do local onde foi realizado o estágio, o
período de duração e as observações realizadas durante a disciplina de ensino
supervisionado I do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Goiás-
Luziânia-GO no primeiro semestre de 2019, nas turmas da Educação Infantil I
e II.
Abordam-se reflexões sobre a importância do Estágio Supervisionado em
Educação Infantil, e as suas contribuições para a formação docente,
considerando os estudos teóricos que foram realizados, relacionando as
experiências vivenciadas na prática docente. De acordo (Pimenta e Lima,
2004) o estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através
dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação
da construção da identidade e dos saberes do dia a dia. A observação e
intervenção permite um olhar mais criterioso, na procura de contribuições que
seja essencial para desenvolver os diversos aspectos observados durante o
Estágio. O estágio foi realizado na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes
Peixoto. Localizada na Rua 13 Quadra 260 lotes 1 a 16 Parque Estrela Dalva
IV Luziânia-GO. Várias experiências foram vivenciadas e pude perceber a
importância do estágio quando se está cursando na academia, pois assim
como eu que nunca tive prática nenhuma em sala de aula percebo que não
poderia começar a minha vida profissional sem vivenciar essa experiência.
O Projeto de interação Pedagógica que tem o tema, Matematicando. Tem
como objetivo de ampliar o conhecimento sobre os números relacionando o
uso dos números no cotidiano e como estão presentes nas várias esferas na
sociedade promovendo métodos e estratégias com os alunos com o intuito de
desenvolver novos conhecimentos na área da matemática. A aplicação desde
projeto irá desenvolver na criança uma relação espontânea com a matemática,
com o intuito de despertar a curiosidade e instigá-las a novas descobertas.
Acredito que o estágio supervisionado propicia ao futuro professor várias
possibilidades e práticas educativas. Dessa forma esse trabalho apontara além
dos momentos vivenciados nesta etapa, as expectativas dos momentos em

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que ainda virão, bem como, a relação e a compreensão que pude fazer entre a
teoria e a prática.
É de grande valor essa primeira experiência, de maneira que contribuiu
para minha prática pedagógica, pois foi possível observar o cotidiano escolar e
suas rotinas. Aprendendo a lidar com o desconhecido e a encontrar novos
caminhos dentro da área pedagógica, até então desconhecidos, aproximou o
contato com a profissão e experiência dentro da área de atuação. As
expectativas são as maiores, tenho a perfeita noção que, durante esse período
de observação aprendi muito e que desafios maiores estão por vir, ainda mais
exigentes e com maior responsabilidade.

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1 DESENVOLVIMENTO

1.1 Percurso da Vida Escolar - Autobiografia

Eu, Paula Alves de Araújo, nascida em 10 de novembro de 1980 na cidade


de Ceilândia - DF, atualmente resido na Rua 21 Quadra 53 Lote14 no Parque Sol
Nascente Luziânia-GO. Filha de Antônio Edmir de Araújo e Maria de Jesus
Araújo, ambos nascidos em Sobral – CE. Os dois não foram alfabetizados, não
tiveram oportunidade de estudo. Filha caçula de 7 irmãos, a mais nova, mais
doente, mais mimada... Lembro-me de morar bem de frente a uma escola no P.
Sul, Ceilândia, tinha muita vontade de estudar, ficava olhando do portão da minha
casa. Os meninos da escola saiam e ia brincar na minha rua de bandeirinha,
queimada, polícia e ladrão e eu ficava sonhando quando seria minha vez. Aos
sete anos iniciei nessa escola, lembro pouca coisa, porém lembro-me das festas
juninas das tranças e vestidos, não saí da minha memória. Lembro-me de uma
professora chamada Elizangela, minha primeira professora. Sempre fui muito
quieta, reservada e tímida, sempre tentando agradar a todos. Tive um estudo
básico sem muito incentivo, na época ensino superior era para quem tinha
condições, estava fora de cogitação.
Parei de estudar no ano de 1996, não concluindo o ensino médio. Casei aos
16 anos e não dei continuidade aos estudos, tive 2 filhos e me separei no ano de
2007. Sem expectativas da vida e sem rumo, pois minha vida era de total
dedicação ao casamento e filhos, pude perceber que cuidei apenas de outros e
tinha esquecido de mim mesa. A partir daí, comecei ver a vida por outro ângulo,
pude me observar e me cuidar mais, não me arrependo os anos de dedicação aos
meus filhos, momentos únicos vividos com eles, hoje são homens de 21 e 18
anos, reconhecem meu esforço e toda minha dedicação a eles. Considerei que o
fim de um ciclo significa o início de outro, e é desse modo que encaro a vinda de
uma nova fase. No final do ano de 2008 conheci uma pessoa que simplesmente
mudou minha vida. Willian, meu esposo, parceiro e amigo, finalmente tive o
incentivo e a força que precisava, voltei a estudar e concluí o ensino médio, a
partir daí já era outra pessoa, com visões diferente do mundo e de mim mesma.
Por intermédio dele fui trabalhar no Centro de Informações Geográfica do Exército
(CIGEX), finalmente inserida no mercado de trabalho, pegar ônibus e sair para
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trabalhar todos os dias, ter meu próprio dinheiro, minha liberdade, um mundo
novo para mim. Fiquei lá 4 anos, nesse período tive mais um filho, hoje com 8
anos. Até então faculdade para mim era algo longe dos meus pensamentos,
achava impossível, até uma amiga que concluiu o ensino médio comigo no
Colégio Estadual Professor José Carneiro Filho no Sol Nascente, cidade onde
residia me apresentou o Cursinho Cidadão na UEG. Fiz apenas dois meses,
devido às condições de transporte não concluí. Já foi o primeiro passo de um
sonho. Meu esposo me incentivando sempre. Fiz a inscrição para o vestibular da
UEG, no dia da prova, sem muita expectativa, desistir de ir, porém, mais uma vez
ele estava ali para me ajudar, me forçou a ir, tinha desejo de fazer uma faculdade,
mas não acreditava que seria capaz de passar em uma universidade pública.
Ansiosa para a lista dos aprovados, decepção, meu nome não estava, fiz de forte
e falei que já sabia que não passaria, mas no fundo fiquei muito chateada e
decepcionada comigo mesma. Segunda, terceira, quarta chamada... Fui chamada
na 6º, (risos) fiz minha tão sonhada matricula, ainda sem acreditar!! Iniciando uma
nova etapa na minha vida, a tão sonhada Universidade. Neste primeiro ano, foi
tudo muito novo, desafiador às vezes assustador. Havia disciplinas prazerosas
outras muito maçantes. Mas os olhos se abrem para o novo e o conhecimento
nos traz autonomia. No primeiro semestre deste primeiro ano, tive a infelicidade
de reprovar em uma disciplina, pensei em desistir, mas não o fiz.
Durante o decorrer do curso, conheci vários educadores, que estão
contribuindo para minha formação. Os filósofos e educadores que nos levam a
refletir sobre a nossa responsabilidade em buscar o conhecimento para uma
prática pedagógica significativa
No Estágio Supervisionado, estou podendo fazer minhas próprias
observações e também vivenciar de forma específica as práticas pedagógicas
aprendidas na academia. Esta disciplina é extremamente relevante, e nos ajudar
a compreender de forma pratica com se dá o processo de ensino aprendizagem,
espero agora finalizar meu curso com êxito e não desistir, continuar estudando
sempre, logo que me formarei em pedagoga.

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1.2 Identificação e Diagnose da Escola Campo

ESCOLA MUNICIPAL CLAUDIA ROSA GOMES PEIXOTO

Histórico e contexto

A Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto, localizada na Rua 13,


Quadra 260, Lotes I ao 16 no Parque Estrela D’alva IV em Luziânia no estado de
Goiás. Telefone: 3620-1099. Órgão mantenedor é a Prefeitura Municipal de
Luziânia e Secretária Municipal de Educação tem convênios e parcerias com a
secretária de Saúde, onde realizam campanhas de saúde e o Bolsa Família, a
instituição educacional é pública. A escola Municipal Claudia Rosa Gomes
Peixoto foi criada para suprir a demanda existente no Centro de Educação Infantil
Lar de Cipriano, A partir da inauguração desta o Centro extinguiu-se e os alunos e
funcionários foram lotados na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto.
Que atualmente atende 547 alunos, na faixa etária de 03 a 05 anos Creche II,
Infantil I, Infantil II e alunos com NEE (Necessidades Educacionais Especiais).
Garantindo aos alunos 202 dias letivos, cumprindo 5 horas/aula por dia, conforme
Calendário Escolar aprovado pela Resolução do CMEL nº 161 de 30 de novembro
de 2011.
A instituição educacional apresenta uma metodologia que promove um
desenvolvimento integral do educando em especial ao aspecto cognitivo,
respeitando a sua limitação. A escola oferece alimentação escolar aos alunos
mantida pelo Poder Público, seguindo um cardápio elaborado e acompanhado por
dois nutricionistas da Secretária Municipal de Educação. Horário de
funcionamento ocorre em dois turnos, matutino entre 07h15min e 12h15min e
vespertino entre 12h30min e 17h30min. O Projeto Político Pedagógico- PPP é
elaborado pela comunidade escolar. A decisão do currículo é definida pela
Secretária de Educação do município e a escola faz as adequações necessárias.
A organização administrativa de uma Unidade Escolar integrante da Rede
Pública de Ensino de Luziânia está explicitamente definida no Regimento Escolar,
segundo o qual administrativamente a Escola Municipal Claudia Rosa Gomes
Peixoto pode ser visualizada no fluxograma abaixo:

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Secretaria Municipal de
Educação

Equipe de Gestão

Supervisão Pedagógica Diretoria Secretaria

Corpo Docente Administrativo

No que diz respeito à estrutura física a escola se encontra em boas


condições, em nível de instalações físicas, a escola ocupa o espaço de dezesseis
lotes e apresenta um amplo espaço para os alunos, possuindo nove salas de aula
que atendem aos alunos da educação regular e uma sala adaptada para alunos
da educação especial, uma sala para os professores, uma para a secretaria, uma
para a diretora e três depósitos um pedagógico, um para a limpeza e um para
armazenamento da merenda escolar, possui também um refeitório, um parque
para recreação externa, um pátio coberto e uma quadra de esportes coberta.
Todas as salas de aula possuem três sanitários sendo um masculino, um feminino
e um adaptado para crianças com necessidades especiais com barras de apoio e
espaço mais amplo, no pátio há também dois sanitários sociais e a escola
apresenta mobiliária e estrutura física adaptada para maior acessibilidade das
crianças.
Alguns dos móveis e equipamentos encontrados na Escola são antigos e
necessitam de reposição. Atualmente essa Escola necessita de: mais impressoras
para a sala dos professores; biblioteca; uma tela de projeção, ventiladores para as
salas de aula, bebedouro de água filtrada e refrigerada.
Em nível de material didático audiovisual, a escola dispõe do seguinte
material: dois televisores, dois DVDs, dois aparelhos de som. Informática: oito
computadores e uma impressora que é utilizada na Secretaria e na Direção.
A Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto, no corrente ano letivo,

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dispõe com uma equipe de vinte professores compreendendo os dois turnos,


quatro merendeiras, quatro auxiliares de limpeza dois por turno, dois porteiros. No
que diz respeito à equipe gestora, a escola dispõe de uma diretora, a senhora
Regina Célia chaves da Costa, uma supervisora pedagógica, a senhora Sonia
Fernandes da Silva, um secretário, um assistente. Atualmente atende 547
alunos, na faixa etária de 03 a 05 anos Creche II, Infantil I, Infantil II e alunos com
NEE (Necessidade Educacional Especial). Garantindo aos alunos 202 dias
letivos, cumprindo 5 horas/aula por dia, conforme Calendário Escolar aprovado
pela Resolução do CMEL nº 161 de 30 de novembro de 2011.

Análise do Projeto Político Pedagógico

Considerando a necessidade em atender a melhoria do Processo Ensino-


Aprendizagem, visa à organização curricular, ou seja, o Projeto Politico
Pedagógico. Tem como objetivo planejar, acompanhar, controlar e avaliar toda
atividade escolar, colaborando para que haja rendimento e garanta uma perfeita
sintonia entre os objetivos administrativos, pedagógicos e os resultados da
aprendizagem. Assim, o Projeto Político Pedagógico possibilita introduzir
mudanças planejadas e compartilhadas que pressupõem um compromisso com a
aprendizagem do aluno e com a educação para a cidadania. Envolvendo todos
nesse processo, uma construção coletiva em busca da excelência da educação,
além de formar cidadãos críticos e reflexivos.

Neste contexto, além de se tornar um profissional competente,


precisa tornar-se cidadão crítico, autônomo e criativo, que
saiba solucionar problemas, e que com iniciativa própria saiba
questionar e transformar a sociedade [...] o aluno deve ser
sujeito histórico do seu próprio ambiente, buscando
desenvolver a consciência crítica que leve a trilhar caminhos
para a construção de um mundo melhor. (MORAN, 2000,
p.71).

O currículo neste contexto passa a ser o importante eixo norteador da


dinâmica do processo pedagógico, onde ter a informação (considerando a
quantidade e a velocidade com que alcança a comunidade educativa) já não
corresponde a ter o conhecimento necessário às expectativas contemporâneas.

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A aprendizagem transita da dimensão pedagógica à educativa, à social e


vice-versa. A sistematização por projetos resgata a concepção de currículo
enquanto construto, que se faz e se refaz a partir das aprendizagens
significativas, competências e habilidades definidas como prioridades pelo
coletivo, sistematizadas pelas áreas e redefinidas pelas peculiaridades das
turmas atendidas e suas específicas características. Existe a necessidade de uma
constante e cotidiana busca de construção do conhecimento com enfoque
interdisciplinar que se evidencia nos resultados de rendimentos bimestrais,
avaliação se realiza de forma integrada. Sendo assim, a escola tem por finalidade
desenvolver valores e conceitos que atendem as suas necessidades e
potencialidades, oferecendo um ambiente acolhedor onde à criança sinta-se
segura e confiante.

Objetivos e metodologias

Quanto mais se problematiza os educandos, como seres no


mundo e com o mundo, tanto mais se sentirão desafiados. Tão
mais desafiados, quanto mais obrigados a responder ao desafio
[...] a compreensão resultante tende a tornar-se crescentemente
crítica, por isto cada vez mais desalienada. (Freire, 1987, p. 70).

Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido (1987) defende a fixação dos


objetivos a serem alcançadas pelo coletivo desta escola, enfatizando uma série
de circunstâncias as quais sejam: a problematização, as respostas aos desafios
contemporâneos, criticidade e a desalienação são pilares para a obtenção de
parâmetros que corroboram no progresso educacional.
Está fundamentado numa metodologia participativa embasado nos
pressupostos teóricos do construtivismo/interacionismo, no qual o conhecimento é
visto não como algo a ser consumido, mas sim como algo a ser produzido pelo
aluno, como sujeito, e não como objeto da aprendizagem. A metodologia utiliza
procedimentos de projetos ao decorrer do ano, proporcionam ao aluno uma
situação autêntica de vivência e experiência, as atividades realizadas em grupo,
favorecem a coletividade e o convívio. Cantinho da leitura, expondo as histórias
criadas pela turma, livros diversos, gravuras e desenhos, aulas interdisciplinares
para ampliar a visão da criança sobre diversos assuntos. A instituição educacional
trabalha atividades diárias que possibilitam o desenvolvimento da fala, do corpo,

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das artes da música, do movimento, da leitura e escrita de acordo com o nível de


conhecimento do aluno. A metodologia inclui o trabalho de acompanhamento,
estimulação e orientação, através da coordenação pedagógica, diário do
planejamento das atividades dos professores durante o ano letivo, através de
conversas e dados colhidos sobre o andamento das turmas. As atividades
pedagógicas são realizadas a partir do desenvolvimento dos conteúdos
programáticos é baseado nos Referenciais Curriculares, considerando suas
peculiaridades, ficando o professor com total autonomia para a escolha dos meios
utilizados na efetivação do processo ensino-aprendizagem. As abordagens
utilizadas para o desenvolvimento do trabalho pedagógico é trabalhar valores
culturais, morais e físicos; Integrar elementos da vida social aos conteúdos
trabalhados; Compreender este aluno como cidadão que deve ser um agente
transformador da sociedade, além de crítico, responsável e participante.
Portanto, a escola deve ser crítica, reflexiva e possibilitar a toda comunidade um
projeto político pedagógico consolidado pela colaboração mútua e o exercício da
construção coletiva.
A avaliação na Educação Infantil na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes
Peixoto é feita mediante ao acompanhamento e registro do desenvolvimento do
aluno, sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
São realizados registros descritivos sobre o processo de aprendizagem e
desenvolvimento da criança, informando também aos pais sobre as principais
atividades, projetos e conteúdos trabalhados. Assim a avaliação é entendida
como um processo contínuo de registro do desenvolvimento infantil e seus
avanços.

Conselho de classe
O conselho escolar na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto é
formado por professores, pais de alunos e funcionários. É de grande importância
para o bom funcionamento da escola, pois são tomadas decisões em conjunto. É
feito bimestralmente, individualmente com cada professor.

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1.3 Relatórios das Atividades Práticas Desenvolvidas e Vivenciadas nas


Observações e Participações em Sala de Aula (1º Semestre)

O relatório em questão é uma síntese das observações das aulas para a


disciplina de Estágio Supervisionado I em Docência na Educação Infantil do curso
de Pedagogia da Universidade Estadual de Goiás no primeiro semestre de 2019.
O Estágio foi realizado na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto nas
turmas da Educação Infantil I e II.
A primeira visita e apresentação da escola ocorreram no dia 26/03/2019.
Neste dia foi feita apresentação dos estagiários a equipe gestora, conhecimento
da escola, leitura e análise do Projeto Político Pedagógica-PPP, para que se
fosse feita a produção da diagnose da Escola.
As Observações foram realizadas no período de 23/04/2019 à 04/06/2019,
no período vespertino, número de horas aula: 5h.
Dia 23/04/2019 neste dia foi feita a observação participação e apreciação
das atividades de rotina e de sala de aula. A professora Cleonice recebeu todas
as crianças na porta, fez a rotina com eles, oração, música de boa tarde, todos
juntos contaram os alunos presentes e os ausentes, havia 22 presentes e 2
ausentes, observaram o clima e o calendário. Logo em seguida fizeram a rodinha
para ouvir a história contada pela professora. Em seguida apresentou a atividade
do dia, contou a história do índio no Brasil e sua importância. Lavaram as mãos,
foram para o refeitório e retornaram para sala e escovaram os dentes. A
professora apresentou a vogal ‘I’, inicial de índio. Pintaram e contornaram a vogal,
distribuiu as placas com os nomes e fizeram a atividade. Em seguida foram para o
segundo lanche, logo após para o parque, ao voltar para sala brincaram com
massinha e arrumaram os materiais e mesas esperando o horário do termino da
aula. O professor foi bem receptivo comigo, assim como os alunos.
No dia 30/04/2019, participei da aula com a professora Isaiana, do Infantil II.
É feito o acolhimento dos alunos, a professora faz a rotina diária, oração, música
de boa tarde, coloca no quadro quantidades de alunos presentes e ausentes, data
e dia da semana, o clima do dia. Estavam presentes 18 e ausentes 7. A
professora deixou os alunos bem à vontade, brincaram de massinha, trabalhando
a coordenação motora, brinquei com eles, fazendo pulseiras, anel. Logo em

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seguida foram para o parque brincar. Ao retornar lavaram as mãos e foram para o
refeitório lanchar. Em seguida escovaram os dentes. Foi à semana do combate a
“Dengue”. Nesta semana aprenderam a letra ‘D’ e como prevenir proliferação do
mosquito. Montaram um livro, cada dia da semana fizeram uma tarefa e na sexta-
feira o livro ficaria pronto. Em seguida foram ao segundo lanche, brincaram no
pátio, retornaram para sala e se se organizaram para o termino da aula.
Dia 07/05/2019, observação participação e apreciação das atividades de
rotina e de sala de aula do infantil II com a professora Ilza. É feito o acolhimento
dos alunos, a professora faz a rotina diária, oração, música de boa tarde, coloca
no quadro quantidades de alunos presentes e ausentes, data e dia da semana, o
clima do dia. Estavam presentes 23 e ausentes 1. Confeccionaram uma
mensagem para o dia das mães, conversou com os alunos sobre o valor e o
respeito que devemos ter com a mamãe. No seguinte momento apresentou o som
e a grafia da consoante ‘M’. Fizeram a higienização das mãos e foram para o
refeitório, em seguida escovara os dentes, foram para o parque. No retorno a sala
ensaiou para apresentação do dia das mães. Foram colados atividade e bilhete
nos cadernos para atividade de casa. Organizaram para o termino da aula.
Dia 14/05/2019, observação participação e apreciação das atividades de
rotina e de sala de aula do infantil II com a professora Fernanda. É feito o
acolhimento dos alunos, a professora faz a rotina diária, oração, música de boa
tarde, coloca no quadro quantidades de alunos presentes e ausentes, data e dia
da semana, o clima do dia. Estavam 21 presentes e 3 ausentes. A professora fez
a chamada e trabalhou as iniciais dos nomes dos alunos, logo em seguida fez a
roda para contar história. Deixou as crianças ir ao banheiro e tomar água, em
seguida deixou livres para brincar com massinha. Foram para o lanche e para o
parque, na volta para sala apresentou a atividade do dia, letra ‘B’. BA forma uma
sílaba, consoante mais vogal, Juntar os sons da letra B com a vogal A. Expôs os
encontros vocálicos no quadro negro. As crianças escrevem o nome e sobrenome
algumas sem uso da placa, colocam a data e o nome da professora na atividade.
Foram o segundo lanche, brincaram na quadra, brincadeira livre.
Dia 21/05/2019, observação participação e apreciação das atividades de
rotina e de sala de aula do infantil II com a professora Fabiane. É feito o
acolhimento dos alunos, a professora faz a rotina diária, oração, música de boa
tarde, coloca no quadro quantidades de alunos presentes e ausentes, data e dia

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da semana, o clima do dia. Estavam 23 presentes e 1 ausente. Neste dia a


professora revisou os numerais 1 a 5 através dos jogos dos prendedores.
Apresentou o numeral cinco no quadro e relacionou as quantidades. A professora
contornou o numeral cinco no chão e pediu para os alunos andasse em cima do
contorno. Em seguida os alunos fizeram a higienização das mãos e foram par o
refeitório. Ao retorno da sala escovara os dentes e ficaram a vontade para brincar
com lego e brinquedos. Foram para o segundo lanche, em seguida ao parque,
retornando a sala ouviram um história e arrumaram as mesas para irem para
casa.
Dia 04/06/2019, observação participação e apreciação das atividades de
rotina e de sala de aula do infantil I com a professora Nazaré. É feito o
acolhimento dos alunos, a professora faz a rotina diária, oração, música de boa
tarde, coloca no quadro quantidades de alunos presentes e ausentes, data e dia
da semana, o clima do dia. Estavam 24 presentes. Fez apresentação das
crianças usando as letras do alfabeto. No seguinte momento deixou livre para
brincar com massinha. Apresentou à atividade do dia, o conteúdo seria sobre o
meio ambiente. Conscientizar as crianças a preservar a natureza, cuidar do meio
ambiente. Cantaram música sobre o meio ambiente. Professora colocou dois em
dois para lavar as mãos, fizeram a fila e foram para ao refeitório. No retorno para
a sala ensaiaram a dança para apresentação da festa junina. Foram ao parque e
para o segundo lanche. Em seguida terminaram a atividade e se organizaram
para o termino da aula.
No dia 11/06/2019, foi feita a apresentação do Projeto de Interação
Pedagógica na Escola Campo e assinaturas e carimbo da direção. Estavam
presentes os componentes do grupo do Projeto, professores e diretoria da escola.
Para apresentação do projeto foi utilizado Datashow, e folder.
As salas em geral são grandes e ventiladas, estão divididas em grupos de
mesas e cadeiras. As primeiras atividades realizadas são denominadas atividades
de rotina, que consiste que os alunos façam a oração, cantam a musica de boa
tarde, conta a quantidade dos alunos presentes, escrevam no quadro a data e o
número de alunos presentes. As crianças gostam muito e participam com
entusiasmo. No primeiro dia de aula, em cada turma a professora me apresentou
aos alunos e lhes foi explicado o motivo da minha presença, que eu estava ali
para fazer um trabalho de observação para o estágio da universidade. Os alunos

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ficaram muito curiosos com minha presença, foram bastante receptivos. Antes do
sinal de entrada os alunos ficam em frente da escola, após o sinal abre o portão
para a entrada e as professoras recebem os alunos na porta da sala. Nas turmas
em que fiz a observação, os alunos são bem agitados em sua maioria, dispersam
um pouco, mas prestam atenção nas horas devidas. As aulas são ministradas
com muita dedicação pelas professoras, os alunos mantém respeito por elas,
existe um bom relacionamento entre eles. As professoras são interessadas na
aprendizagem dos alunos e compromissadas com sua profissão, elas impõem
respeito em sala de aula chamando a atenção dos alunos com firmeza nas horas
devidas.
A metodologia utilizada é bem eclética que alcança o desenvolvimento
integral do aluno. Utiliza-se o quadro negro, giz, livros de historias, desenhos,
pinturas, brinquedos pedagógicos, caderno como recurso didático entre outros.
Em minhas observações, pude notar que o método fonético é bastante usado e os
alunos tem mais facilidade para aprender o que é trabalhado, um ponto bem
importante observado é que as professoras trabalham com os alunos respeitando
suas limitações. Outro ponto significativo na escola é a inclusão de alunos
especiais, no total de cinco alunos. A instituição apresenta responsabilidade e
consciência que toda criança tem direito, a educação com igualdade e que atenda
as suas necessidades.

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1.4 Relatórios das Atividades Práticas Desenvolvidas e Vivenciadas na


Regência de Classe (2º Semestre).
O relatório em questão é uma síntese da semi regência de aula para a
disciplina de Estágio Supervisionado I em Docência na Educação Infantil do curso
de Pedagogia da Universidade Estadual de Goiás no segundo semestre de 2019.
O Estágio foi realizado na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto nas
turmas da Educação Infantil I e II.
A primeira visita ocorreu no dia 20/08/2019. Apresentação dos estagiários a
Escola Campo para verificar a apreciação do Projeto de Interação Pedagógica
(PPP), pegar conteúdo e elaborar o plano de aula das atividades de regência de
classe.
A semi regência foi realizada no período de 20/08/2019 à 29/11/2019,
sendo que no dia 12 de novembro foi realizada a culminância do PPP e
encerramento das atividades realizadas na escola campo. As aulas ocorreram no
horário entre 12h e 30 min e 17h e 30 min, exceto no dia 24 de setembro devido
ao calor excessivo e baixa humidade do ar as escolas reduziram os horários das
aulas, do modo que ficou das 9h 45 min e terminou às 12h e 15 minutos. As
turmas foram às mesmas do período da observação, onde facilitou a aplicação
dos planos de aula, conforme o conteúdo passado pelos professores regentes da
sala de aula. O plano de aula juntamente com a avaliação é entregue no inicio da
aula, onde o professor acompanha a aula pelo plano de aula fazendo a avaliação
a seguir.
Dia 27/08 - Conteúdo do dia: Figuras geométricas e cor azul. Foi realizada
a regência na sala do jardim I da professora Cleonice. O início da aula sempre
após os 15 minutos de tolerância, a professora Cleonice fez minha apresentação
aos alunos, em seguida foi passada a regência da aula. As crianças são
recebidas com a acolhida, oração, música de boa tarde, explorar o calendário,
janela do tempo, quanto somos, leitura do alfabeto e dos números. Logo em
seguida foi feito uma brincadeira dirigida com os alunos para introduzir o
conteúdo, delimitado um espaço feito com durex colorido em formas geométricas
no chão, na qual as crianças pulavam dentro dos quadrados, estimulando o
raciocínio e psicomotricidade e a coordenação motora. Em seguida foi
apresentado um robô para os alunos, confeccionado com caixas de papelão na
forma de figuras geométricas na cor azul. Feito a identificação de varias formas

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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geométricas no quadro e apresentado em forma de EVA, foi passado varias


formas de figuras geométricas para ser coladas no robô. Foi passada atividade de
registro de fixação para os alunos, identificar as formas quadradas e pintar de
azul, em seguida fazer a figura pintando posteriormente. Os alunos apresentaram
um bom entendimento do conteúdo passado, mostrando domínio e atenção ao
trabalho apresentado. As crianças foram lanchar e após às 15hs foi passado para
a professora regente da classe dar continuidade a aula. O restante do tempo foi
destinado a planejamento da aula seguinte, as demais aula de semi regência,
seguem a mesmo caminho.
Semi regência no dia 10/09 na sala da professora Luana do Jardim II.
Tema da aula: letra G e lateralidade. Objetivo de reconhecer e identificar a letra
no cotidiano das crianças. Depois de ser feita a acolhida, foi trabalhado a
lateralidade com os alunos, uma fita de cada cor amarrada na mão direita e outra
na esquerda, de acordo com os comandos levantariam as mãos indicada
(esquerda, direita) fazendo vários movimentos. Em seguida foi apresentada a
letra G e sua sonoridade, colocaram a mão na garganta para sentir o movimento
ao pronunciar a consoante, de acordo o conhecimento prévio dos alunos, citando
vários objeto que começam com a consoante estudada. Houve uma contação da
história “O gato e o gigante”. A atividade de registro de fixação foi a letra G
coberta com papel e pintar a seguir.
No dia 17/09 na sala da professora Ilza, jardim II. Tema da aula:
consoantes J, F, S, R,G. Objetivo identificar as consoantes e relacionar com o
cotidiano dos alunos, apresentar o som e a grafia. Após a acolhida, foi
apresentada escrita no quadro e repetindo com os alunos, do modo que eles
interagissem com a aula, buscando apresentar de forma lúdica e adaptada para
as crianças. A brincadeira realizada de retirar uma tampinha ou ficha de dentro da
lata, e falar uma palavra com a consoante retirada, um de cada vez. Contação de
história usando um avental com os personagens dos três porquinhos, incitando as
crianças a valorizar o trabalho honesto, esforço para conquistar o sucesso,
obediência. Foi passada uma atividade para fixar o conteúdo, circular as
consoantes de acordo com as figuras. As crianças apresentaram interesse e
participação na aula, à avaliação foi feita de modo processual por meio das
atividades proposta dentro da sala de aula.
Referente ao dia 24/09, nessa data foi na sala da professora Fernanda,

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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infantil II. Após a recepção das crianças, foi realizada acolhida com oração,
música, explorar o calendário, janela do tempo, quanto somos, leitura do alfabeto
e dos números. Tema da aula: Meios de transporte. Objetivo identificar e
diferenciar os meios de transportes e suas peculiaridades contextualizando como
cotidiano do aluno, fazendo uma roda de conversa, de modo que as crianças
interajam com a aula. Após a interação com os alunos, foi colado um cartaz no
quadro negro, onde as crianças colavam as figuras a fim de identificar os meios
de transportes, colando no local certo. Contação de história da menina e o barco,
utilizando uma folha A4, fazendo dobraduras com a mesma. Em seguida foi
passada atividade para fixação do conteúdo apresentado, circular os meios de
transportes que já utilizaram, em seguida pintar os desenhos. As crianças
apresentaram interesse e participação na aula, à avaliação foi feita de modo
processual por meio das atividades proposta dentro da sala de aula.
Dia 29/10 na sala da professora Cristiane, jardim I. Tema da aula: datas
comemorativas, dia do livro e número 3. Objetivo da aula é despertar e incentivar
o interesse pela leitura, buscando mostrar a importância do calendário e as datas
comemorativas. Os alunos foram recebidos com a acolhida, oração, música,
explorar o calendário, janela do tempo, quanto somos, leitura do alfabeto e dos
números. Roda de conversa realizada com os alunos, as datas comemorativas
comemoradas por suas famílias, as que eles mais gostam e etc.., valorizando o
conhecimento prévio do aluno. Foi mostrada a importância do livro e da leitura,
mostrando diversos livros com vários temas diferentes, mostrando as diversas
formas de literatura. O numeral três foi enfatizado através da história dos três
porquinhos, as crianças participaram da história levantando os personagens da
história colocados no palito de picolé. A atividade de registo foi colar bolinha de
papel no numero três, em seguida fizeram pintura com lápis de cor.
A aula do dia 22/10 foi prorrogada para o dia 04/11, na sala d professora
Fabiane, jardim I. Após a recepção das crianças, foi realizada acolhida com
oração, música, explorar o calendário, janela do tempo, quanto somos, leitura do
alfabeto e dos números. Tema da aula: Letra H e alimentação saudável. Objetivo
de identificar a consoante H e identificar alimentos saudáveis e não saudáveis.
Durante a roda de conversa, foi falado sobre a importância dos alimentos para a
saúde, mostrando a diferença entre os saudáveis e não saudáveis, bem como as
vitaminas que favorecem nosso corpo. Com a pirâmide alimentar mostrar a

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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quantidade necessária para uma alimentação saudável. Para as crianças interagir


com o conteúdo e participar da aula, colaram no quadro alimentos saudáveis e
não saudável cada um no seu local adequado. Foi realizada uma atividade
coletiva com a letra H gigante no chão, as crianças fizeram a sonorização da
consoante e a grafia no papel. As crianças apresentaram interesse e participação
na aula, à avaliação foi feita de modo processual por meio das atividades
proposta dentro da sala de aula.
As aulas forma ministradas de forma lúdica, buscando a interação do aluno
e professor, desse modo, o aluno tem autonomia para mostrar seus
conhecimentos prévios. As atividades de interação envolvem os alunos e criam
um ambiente favorável para a aprendizagem. A aprendizagem da classe não
ocorre de maneira homogênea, há uma preocupação em adaptar as atividades
proposta para cada aluno de acordo com a base de desenvolvimento em que se
encontram. As atividades foram realizadas de forma que trabalha o cognitivo do
aluno, e as atividades são direcionadas para que os educadores participem da
vida dos alunos dando incentivos e parabenizando suas atividades, trabalham
valores culturais, morais e físicos.
Para a conclusão das atividades na escola, foi realizada a culminância PIP
com a presença de todos os integrantes do grupo com as turmas do Jardim I e II.
O grupo chegou pela manhã na escola, foi feita a organização das atividades na
quadra da escola onde ocorreu o evento, as turmas foram levadas duas de cada
vez juntamente com as professoras. Eram recebidas na porta com uma ficha de
numeração das atividades a qual iriam participar, o restante do grupo faziam o
direcionamento até as atividades, em seguida faziam rodízios nas atividades,
eram onze atividades no total. Por fim, os alunos pegavam algodão doce e eram
conduzidos novamente para sala de aula.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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2. PROJETO DE INTERAÇÃO PEDAGÓGICO – PIP.

Disciplina: Estágio Supervisionado em Docência na Educação Infantil I


e II
Professora(s): Leonardo Vivaldo da Silva e Lidiane Fernandes
Valença Alves

PROJETO DE INTERAÇÃO PEDAGÓGICA

1. IDENTIFICAÇÃO

Acadêmicos(a): Dalilla Da Costa Ezequiel, Jeyse Rafaelle Rodrigues Mariano,


Karen Alves Moreira dos Santos, Paula Alves de Araújo, Rafael Alberto de Araújo,
Tayse Cardoso Ferreira Carvalho
Turma: P5
Escola-Campo: Escola Municipal Cláudia Rosa Gomes Peixoto
Diretor(a): Regina Célia Chaves da Costa
Supervisor(a): Sonia Fernandes da Silva
Ano: Educação Infantil I e II Turno: Vespertino

2. TEMA

Matematicando

3. OBJETIVO GERAL

Ampliar o conhecimento sobre os números relacionando o uso dos números


no cotidiano e como estão presentes nas várias esferas na sociedade
promovendo métodos e estratégias com os alunos com o intuito de desenvolver
novos conhecimentos na área da matemática.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Compreender a matemática de uma forma mais natural no intuito de leva-lo


a assimilar o seu próprio conhecimento matemático;
 Despertar a curiosidade na área matemática;
 Associar o estudo da matemática com o cotidiano;
 Constatar a matemática em atividades que realizamos;
 Facilitar o ensino da matemática por meio de atividades lúdicas;
 Proporcionar novas descobertas no mundo matemático por intermédio de
jogos matemáticos;
 Viabilizar momentos de interação e participação, possibilitando a
autoconfiança e concentração;
 Realizar uma feira interativa com jogos e atividades matemáticos;
 Reconhecer e executar a grafia dos números corretamente;
 Quantificar os números utilizando materiais recicláveis;
 Aplicar sequência numérica
5. HIPÓTESE

Parte-se da hipótese que a maioria dos alunos apresenta dificuldades em


aprender ler e assimilar a linguagem matemática no cotidiano e no ambiente de
aprendizagem. A aplicação deste projeto irá desenvolver na criança uma relação
espontânea com a matemática, com o intuito de despertar a curiosidade e instiga-
las a novas descobertas.

6. JUSTIFICATIVA

Ao longo do processo de observação, participação e apreciação do estágio


supervisionado durante a rotina em sala de aula percebemos que, embora as
aulas sejam bem elaboradas e ministradas com qualidade, notamos que os
alunos apresentam algumas dificuldades, em especial na área da matemática. Foi
observado que grande parte dos alunos consegue ter um domínio considerável na
área de linguagens, mas apresentam dificuldades simples em relação a
matemática, como escrita espelhada, dificuldades de quantificar e relacionar os
números com o cotidiano.
7. DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE AÇÃO

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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(Metodologia – Ações)

O plano de ação consistirá em:

1. Desenvolver atividades teóricas e práticas no ensino da matemática;


2. Relacionar a matemática com o cotidiano;
3. Elaboração da Feira interativa com circuito matemático;
4. Participação dos alunos e professores na Feira interativa.

O desenvolvimento do plano de ação consiste numa análise das


dificuldades apresentadas em sala de aula dentro da linguagem matemática. Esse
processo se dá pela abordagem do desenvolvimento da consciência numérica por
intermédio de atividades teóricas, práticas e lúdicas.
No intuito de aprender matemática por meio de jogos isso levará os alunos
para além das atividades já pré-determinadas, onde também eles poderão
desenvolver seu raciocínio lógico. As propostas que serão realizadas durante
esse plano de ação, serão desenvolver atividades teóricas e práticas no ensino da
matemática, onde as atividades teóricas serão feitas por meio de exercícios
propostos de acordo com as dificuldades dos alunos, onde iremos trabalhar de
forma objetiva os conteúdos que aplicaremos em sala de aula, fazendo com que
os alunos interajam durante as atividades propostas. Nas atividades práticas
iremos trabalhar com os alunos de forma lúdica, por meio de jogos como: dominó;
quebra-cabeças numéricos, dado, bingo e dentre outros que possam nos auxiliar
em uma aprendizagem significativa com os alunos, ressaltando que as atividades
práticas não somente farão por completo o processo de ensino aprendizagem; ela
será uma das ferramentas que será utilizada para proporcionar proximidade dos
alunos com o ensino da matemática.
Durante este plano de ação também será proposto como podemos
relacionar a matemática com o cotidiano, pois a mesma nos proporciona uma
infinidade de situações em que é possível envolver os alunos em atividades de
comparação e de contagem. No próprio ambiente escolar iremos propor aos
alunos tarefas das quais irão relacionar a matemática com o cotidiano, onde
ocorrerá na hora do lanche pediremos aos alunos que mostrem nos dedos
quantos biscoitos eles desejam (podendo ser também com qualquer outra

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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refeição), ou quantos elas receberam, distribuiremos também o lanche de forma


irregular e perguntaremos aos alunos o que poderá ser feito para que todos
fiquem com a mesma quantidade, outra atividades que iremos propor em sala
para relacionar a matemática no cotidiano é a produção de um calendário onde os
alunos com nosso auxílio irá marcar o dia e o mês de seu aniversário, onde
pediremos no decorrer das aulas aos alunos que digam quantos dias faltam para
seu aniversário ( um vez que essa data é bastante importante para a faixa etária
deles). Isso tudo será feito respeitando a forma com que as crianças aprendem,
levando em conta que cada uma possui seu tempo de aprendizagem.
Com isso, será realizada uma Feira interativa com circuito matemático,
considerando que toda criança é ávida por conhecimento, são curiosas e abertas
ao aprender, e se associado ao brincar este processo se tornar mais espontâneo,
com o intuito de ampliar os saberes dos alunos sobre os números e demonstrar
que estão presentes em todos os lugares. A Feira interativa tem o objetivo de
demonstrar para os alunos que os números fazem parte do nosso cotidiano e que
mesmo sem percebê-los estão inseridos em várias atividades que realizamos no
dia a dia, como pegar um ônibus, na placa dos carros, no número do sapato ou
roupa, no dinheiro e etc.
A Feira interativa possibilitará que os alunos realizem atividades com os
números em um percurso lúdico. Será demostrado a relação dos números com o
dinheiro, ao participarem da Feira orgânica, dentro do percurso, oferecendo desta
forma vários cenários de descobertas. Dentro do percurso a criança realizará
algumas atividades para potencializar o seu conhecimento sobre os números já
aprendidos em sala de aula durante o ano. As atividades propostas no circuito
matemático estarão representadas do número um (1) ao nove (9), mas também
serão propostas atividades que envolvam outros números com a intenção de
provocar novas descobertas, nas atividades as crianças poderão sequenciar
quantificar e ordenar os números em cada etapa do percurso. Quando se introduz
novos conhecimentos retratando para a criança objetos do dia a dia este processo
se torna mais fácil, ganhando assim um significado mais concreto. As atividades
propostas contaram com a participação de todos os alunos, professores e gestão
escolar.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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8. REFERENCIAL TEÓRICO

O ensino da matemática na Educação Infantil é essencial, uma vez que


muitos pensam que esse trabalho deve ser iniciado apenas no ensino
fundamental. O professor por sua vez dispõe de uma função notável fazendo
com que os alunos possam entender diferentes ideias matemáticas. Sabendo que
a mesma se faz presente em nossa vida desde o nosso nascimento, pois tudo
gira em torno dos números.
Em todo o seu processo de ensino e aprendizagem o indivíduo passa por
fases determinantes em seu desenvolvimento educacional que irá auxiliar no
processo de aquisição de novos conhecimentos. Com estes critérios Piaget
(1971) distinguiu quatro grandes períodos no desenvolvimento das estruturas
cognitivas, intimamente relacionados ao desenvolvimento da afetividade e da
socialização da criança: estágio da inteligência sensório-motora (até,
aproximadamente, os 2 anos); estágio da inteligência simbólica ou pré-operatória
(2 a 7-8 anos); estágio da inteligência operatória concreta (7-8 a 11-12 anos); e
estágio da inteligência formal (a partir, aproximadamente, dos 12 anos). No
processo de desenvolvimento infantil, a criança precisa adquirir habilidades que
serão determinantes em sua vida adulta buscando sua autossuficiência que irá
até os 6 anos de idade, em suma irá buscar por conhecimentos específicos
principalmente na área física, que está ligada ao desenvolvimento corporal, onde
a criança aprende a engatinhar, correr, pular e até mesmo desenhar e escrever,
atividade que irá necessitar do desenvolvimento prévio da área mental, o
conhecimento cognitivo será determinante na aquisição da habilidade de
processar informações e de desenvolver atividade mais complexas, o
desenvolvimento social que vem, principalmente, por intermédio do
desenvolvimento da linguagem e da comunicação bem como o desenvolvimento
afetivo que transcende as interações sociais por meio das emoções.
Em seus estudos, Piaget (1971), afirma que em seu desenvolvimento a
criança passa por diferentes estágios de socialização, começando do zero onde
não possui experiência de socialização e interação social, até o grau máximo
representado pela personalidade que o indivíduo assume seu potencial pós-
egocentrismo, sendo agente pensante capaz de discursar e debater seus
conhecimentos de forma crítica. Sobretudo, nota-se que, dentro desse processo

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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de desenvolvimento a criança, ao adentrar no contexto escolar, já possui


conhecimento prévio trazido de suas experiências adquiridas no seu processo de
socialização e interação social.
Ao chegar à escola, o indivíduo depara-se com uma realidade totalmente
diferente da qual está acostumado, as interações serão mais intensas e a
construção do conhecimento irá exigir que a utilização dos conhecimentos seja
refeita de forma significativa com o intuito de desenvolver técnicas necessárias na
resolução de problemas cada vez mais complexos. A criança já traz de casa
conhecimentos prévios acerca da natureza, da linguagem escrita e oral bem como
conhecimentos matemáticos, contudo, será na escola que esses conhecimentos
tomarão forma e significado, mas é por meio desse conhecimento prévio que ela
irá aprimorar suas habilidades e capacidades, ou seja, um saber já existente e
sua relação com o que venha a conhecer desde que lhe faça sentido.

A clareza, a estabilidade e a organização do conhecimento prévio em um


dado corpo de conhecimentos, em um certo momento, é o que mais
influencia a aquisição significativa de novos conhecimentos nessa área,
em um processo interativo no qual o novo ganha significados, se integra
e se diferencia em relação ao já existente que, por sua vez, adquire
novos significados fica mais estável, mais diferenciado, mais rico mais
capaz de ancorar novos conhecimentos (MOREIRA, 2011, p. 26).

Esses conhecimentos prévios aparecem como uma base da estrutura


cognitiva do indivíduo que é o conjunto de saberes estabelecido e já
contextualizado nele.
A Alfabetização Matemática, então, como a ação inicial de ler e escrever a
matemática, ou seja, de compreender e interpretar seus conteúdos básicos, bem
como, saber expressar-se através de sua linguagem especifica. Confirma
DANYLUK (1988,p.58). “ser alfabetizado em matemática, então é entender o que
se lê e escrever o que se entende a respeito das primeiras noções de aritmética,
geometria e lógica”.
Existem muitas formas de trabalhar a matemática na Educação Infantil,
pois ela se faz presente nas histórias, nas músicas, nos jogos infantis e também
nas brincadeiras. Os jogos sempre estiveram presentes em meio as civilizações.
Conforme Ariés (1981 apud WITTZORECKI 2009, p.40), no dia a dia dos
europeus da Idade Média os jogos faziam parte do cotidiano dos moradores da
zona rural como forma de aproximação e entretenimento. O trabalho não tinha o

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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valor e nem a carga horária que tem hoje, deixando espaço para as brincadeiras
que não eram consideradas fúteis, em que as crianças participavam com os
adultos em períodos festivos.
Infelizmente, hoje a concepção do lúdico está muito voltada a algo
irrelevante, desnecessário, como afirma Bemvenuti (2009, p.30):
O jogo habita o espaço do contemporâneo com brincadeiras tradicionais,
competições esportivas, jogos online, jogos de linguagem, jogos lógico-
matemáticos, jogos de azar entre outros, sem com noção de não sério,
de passatempo [...] uma ótima atividade para ocupar o tempo a fim de
que o sujeito não faça outra coisa pior.

Torna-se de suma importância o papel do professor em promover situações


que dê incentivo aos educandos, para que os mesmos possam de uma forma
natural querer buscar este conhecimento, lembrando que cada criança possui seu
tempo de aprendizagem, sendo assim necessário respeitar o tempo e o limite de
cada uma.
De acordo com Emília Ferreiro (2001), as crianças já possuem noções
matemáticas, antes mesmo de estar inseridas em salas de aula, pois as mesmas
se encontram inseridas no mundo dos números desde ao nascer. Cabe então
ressaltar que o conhecimento prévio dos alunos, juntamente com a prática
pedagógica do professor pode-se obter grandes resultados no que diz respeito a
aquisição do conhecimento matemático. Assim os recursos utilizados pelos
professores irão contribuir para um ensino significativo na vida dos estudantes.
Por isso o ensino da matemática é uma ferramenta bastante importante
para preparar o aluno para a vida, apresentando habilidades e capacidades
importantes para o aperfeiçoamento do raciocínio lógico. O mesmo ao raciocinar
matematicamente sobre determinado problema, utilizando-se das habilidades de
somar, separar ou multiplicar, quando ele faz isso ele constrói conhecimentos
matemáticos, que ampliam suas capacidades perceptivas essenciais para o seu
desenvolvimento lógico-matemático.
Sendo assim, na Educação Infantil o trabalho com a matemática deve
responder às necessidades das crianças, contribuindo com os seus
conhecimentos já pré-existentes, deixando com que as mesmas tomem gosto
pelo o que se está aprendendo, sem forçá-las a nada.
Uma das ferramentas importantes que o professor pode usar para o ensino
da matemática, são os jogos, pois por meio deles os alunos podem brincar jogar e

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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aprender ao mesmo tempo, adquirindo assim de forma considerável novas ideias


de conhecimentos matemáticos. Vygotsky (1988) ressalta que é através dos
brinquedos que as crianças aprendem a agir em um mundo cognitivista, sendo
livre para determinar suas próprias ações. Ainda segundo ele, o brincar gera a
curiosidade e a autoconfiança, facilitando o desenvolvimento da linguagem, do
pensamento e da atenção. Deste modo o ensino da matemática na Educação
Infantil deve ter como prioridade o conhecimento pré-existente da criança e que
os jogos e brincadeiras devem estar presentes nas aulas, auxiliando no ensino e
proporcionando habilidades e capacidades motoras. Kishimoto (2011, p.26) define
brincadeira como sendo:

A ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao


mergulhar na ação lúdica. Pode-se dizer que é o lúdico em ação. Desta
forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e
não se confundem com o jogo.

Além de Kishimoto (2011), autores como Rau (2007), Macedo (2005) entre
outros afirmam a relevância dos jogos e do lúdico, sendo como facilitadores para
o processo de ensinagem, bem como seu papel de estreitamento afetivo entre o
docente e discente. Este campo de ensino é o início de um longo percurso, tem o
intuito de ampliar a capacidade da criança, instigar o pensamento e oportunizar
momentos de desafios e descobertas. Piaget (1976, p.73) destaca que:

Os fundamentos para o desenvolvimento matemático das crianças


estabelecem-se nos primeiros anos. A aprendizagem matemática
constrói-se através da curiosidade e do entusiasmo das crianças e
cresce naturalmente a partir das suas experiências (...) A vivência de
experiências matemáticas adequadas desafia as crianças a explorarem
ideias relacionadas com padrões, formas, número e espaço duma forma
cada vez mais sofisticada.

Com isso, o ensino deve ter o objetivo de possibilitar experiências


estimulantes que envolva o aluno, fazendo associação do estudo da matemática
com o cotidiano, como contar os alunos em uma fila, saber mostrar a idade nos
dedos, número do calçado, peso, altura, etc.
Apesar de a criança estar inserida em meio aos números conscientemente
é preciso trazer estar consciência numérica para o real e concreto. O Referencial
Curricular Nacional para a Educação Infantil - RCNEI – é um referencial
norteador, com orientações didáticas e objetivas para o professor atuar em sala

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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de aula. Conta com três volumes, primeiro Introdução, segundo Formação


Pessoal e Social e o terceiro Conhecimento de Mundo. No volume Conhecimento
de Mundo, abrange seis eixos de trabalho: Movimento, Artes visuais, Música,
Linguagem oral e escrita, Natureza e Sociedade e a Matemática. Dentro do
aspecto do ensino da Matemática, em especial sobre notação e escrita numérica,
destaca a importância de a criança saber ler, comparar e ordenar os números.

Ler os números, compará-los e ordená-los são procedimentos


indispensáveis para a compreensão do significado de notação numérica.
Ao se deparar com os números em diferentes contextos, a criança é
desafiada a aprender, a desenvolver o seu próprio pensamento e a
produzir conhecimentos a respeito. Nem sempre um mesmo número
representa a mesma coisa, pois depende do contexto em que está. Por
exemplo, o número dois pode estar representando duas unidades, mas,
dependendo da sua posição pode representar vinte ou duzentas
unidades; pode representar uma ordem, segundo, ou ainda representar
um código (...). Compreender o atual sistema numérico envolve uma
série de perguntas, como: “quais algarismos que o compõem? ”, “como
se chamam? ”, “como são escritos? ”, “como são combinados? ”, “o que
muda a cada combinação? ” (BRASIL, 1998, p. 222).

Pensando neste sentido, é preciso contextualizar o número, pois muitas


vezes a criança saber pronunciar e escrever os números, mas não tem
compreensão da sua abrangência, não entendem a relação entre eles, até sabem
dizer as sequências (1,2,3,4....), mas não associam a sequência numérica se
mostrados em um calendário por exemplo, ou entre o quinze e dezesseis, vinte e
vinte um. Por isso o desenvolvimento da noção de número para o real e concreto
é fundamental, pois abrange os números de forma hierárquica e integrada.
Contudo, é preciso distinguir o que é o número do numeral e algarismo. O número
abrange a ideia de quantidade, o numeral é a representação do número, e o
algarismo é o símbolo numérico, por exemplo, na sala tem 24 alunos, numeral 24
e o algarismo 2-4. Outro aspecto relevante é discutir sobre o quantificar, pois a
criança pode saber dizer o número 24, mas não consegue relacionar o número
com a quantidade.
O instruir números é mais do que contar, muito embora a contagem seja
importante para a compreensão do conceito de número; que as ideias
matemáticas que as crianças aprendem na Educação Infantil serão de grande
importância em toda a vida escolar e cotidiana (KÁTIA SMOLE,2000)
Para se dar essa aprendizagem é preciso desenvolver processos mentais

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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básicos para o desenvolvimento da noção de número, como: correspondência,


comparação, classificação, ordenação, inclusão e conservação.
A correspondência é a ato de estabelecer a relação de “um a um”.
Exemplos: cada pé tem seu sapato; a cada criança um lápis; a cada xícara um
pires; uma luva para cada mão; um copo para cada aluno. Pode-se elaborar
atividades que promovam, por exemplo, a correspondência de uma quantidade a
um numeral, a cada posição um numeral e assim por diante. Através de
atividades que envolvem correspondência, a criança pode vir a entender a
correspondência de conjuntos que tem a mesma quantidade de elementos.
Comparação é a ação de apontar as diferenças e semelhanças. Exemplos:
ela é mais alta que eu; esta bola é maior que aquela. Frequentemente as crianças
já fazem comparações de tamanhos, cores, formas, quantidades, etc. Esses
conhecimentos devem ser aplicados para incitar as crianças a descobrir
semelhanças e diferenças entre elementos.
A parte que incide em separar em categorias de acordo com semelhanças
ou diferenças é a classificação. É classificando os objetos que a criança estrutura
o real, formando conceitos. Para classificar é indispensável abstrair as
propriedades que determinam os objetos e estabelecer relações de semelhanças
e diferenças entre elas. Exemplo: entre várias peças classificar por cor, tamanho
ou forma por meio de recursos como sucatas ou blocos lógicos.
O processo mais simples que nos habilita é seriação ou sequenciação: a
dispor um elemento após o outro segundo algum critério. Na grafia dos números,
a criança ocorre que a criança percebe que os números são diferentes, embora
sejam formados pelos mesmos algarismos, porque provêm da sequenciação que
os números aparecem.
A inclusão consiste no ato de fazer abranger um conjunto por outro. Para
ser capaz de quantificar objetos é indispensável que a criança coloque-os em
uma relação de inclusão, ou seja, que consiga incluir mentalmente “um” em “dois”,
“dois” em “três”... É preciso entender que o número quinto, por exemplo, não é um
nome que representa apenas o 5° objeto de uma coleção, mas que dentro do
número cinco, temos os três, os dois e o um e o quatro. Esta semelhança é
fundamental para realizar operações, compreender que dentro de uma
determinada quantidade encontram-se outras.
A conservação é a ação de compreender que a contagem não estar sujeito

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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da arrumação. A invariância (conservação) só é alcançada quando a criança


entende que uma contagem continua a mesma, seja qual for à arrumação dos
dados que a compõem. Exemplos: uma bola grande e outra pequena, ambas
formadas com a mesma quantidade de crianças, um copo largo e outro estreito,
ambos com a mesma quantidade de água. Levando em consideração esses
aspectos básicos para o desenvolvimento da noção de número, pode-se aferir
que a noção lógica da matemática vai além da percepção dos elementos.

9 . CRONOGRAMA
1 - Mês de março a junho de 2019 – Estágio em docência para observação,
participação e interação na rotina em sala de aula; (levantamento de temática
para interação pedagógica).
2 - Mês de maio a junho de 2019 – Elaboração do Projeto de Interação
Pedagógica e apresentação à direção e professores para apreciação e
contribuições necessárias.
3 - Mês de agosto e setembro de 2019 – Estágio em docência para regência e
aplicação do projeto em sala de aula.
4 - Mês de outubro de 2019 – Culminância do projeto com a “Feira de Interativa”,
a ser realizada na Escola Campo.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


52

10. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BEMVENUTI, Alice. O jogo na história: aspectos a desvelar. In Ulbra –


Universidade Luterana do Brasil (org.). O lúdico na prática pedagógica. Curitiba:
Ibpex, 2009.p.17-35.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional


de Educação Infantil. Vol. 3. Brasília: 1998. Disponível em
<http://portal.mec.gov.br/>. Acesso em: 23/05/2019.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização. Coleção questões da nossa


época. 24° ed. São Paulo: Cortez, 2001.

KISHIMOTO, Tizuko M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a Educação. 14 ed.São


Paulo:Cortez, 2011.

MACEDO, Lino de. Os jogos e sua importância na escola. Cad. Pesqui.,


SãoPaulo, n. 93, maio 1995 . Disponível em
<http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
15741995000200001&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em 24 de maio de 2019.

MOREIRA, Marco Antônio; Teorias de Aprendizagens, EPU, São Paulo, 1995.

MOREIRA, M. A. e MASSINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de


David Ausubel. 2.ed. São Paulo: Centauro, 2006.

PIAGET. J. A Epistemologia Genética. Trad. Nathanael C. Caixeira. Petrópolis:


Vozes, 1971.

PIAGET, Jean. Psicologia e Pedagogia. Rio de Janeiro. Forense Universitária,


1976.

RAU, M. C. T. D. A ludicidade na educação: uma atitude pedagógica. Curitiba:


Ibpex, 2007.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. Et al. Linguagem, desenvolvimento e


aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1998.

WITTIZORECKI, Elisandro S. Aspectos históricos e etimológicos do jogo. In Ulbra


-
Universidade Luterana do Brasil (org.). Jogos, Recreação e Lazer. Curitiba:
Ibpex,
2009.p.34-45.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


53

3. PRODUÇÕES TEXTUAIS.

Atividades dos textos desenvolvidas na disciplina de Estágio


Supervisionado I em Docência na Educação Infantil

As aulas durante o período do estágio foram em dias alternados. Houve


recepção e acolhimento aos calouros. Palestra conforme referente ao programa
das atividades propostas no estágio. Falaram da metodologia do Estágio
Supervisionado, legislação e regulamentação do estágio, apresentação do plano
de ensino, os instrumentos e critérios de avaliação e cronograma de atividades.
Foi realizado o mapeamento das escolas campo e divisão dos grupos.
Orientações gerais sobre a estrutura e produção do relatório parcial de estágio.
Foi entregue a orientação do kit de formulários de estágio. Orientação para
elaboração da entrevista para gestor e equipe pedagógica e roteiro de
identificação e diagnose da escola.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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3.1 Houve uma participação dos alunos da Universidade Estadual de Goiás


Campos- Luziânia na Semana Internacional de Conscientização do Autismo,
onde foi realizado um relatório sobre o mencionado evento. Atividade realizada no
dia 9/42019.

Relatório

O relatório apresentado trata-se da participação na Semana Internacional


de Conscientização do Autismo. Ocorreu no dia 02 de abril de 2019, teve início às
19h, na Câmara Municipal de Luziânia-GO. A proposta do dia era uma “Roda de
Conversa” com o objetivo de expandir informações sobre o autismo e assim
reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esta
síndrome neuropsiquiátrica. André Santana Machado, ativista e pai de uma
criança com autismo, iniciou o evento explanado sobre o Transtorno do Espectro
Autista (TEA). É uma condição geral para um grupo de desordens complexas do
desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses
distúrbios se caracterizam pela dificuldade na interação social. Além disso, essas
pessoas costumam apresentar comportamentos repetitivos e em muitos casos
são inflexíveis à mudança de rotina. O evento teve a participação da profissional
Psicóloga e Terapeuta Comportamental Sônia Meireles, as mães; Glaúcia Dias,
mãe de uma criança com 9 anos com autismo, Fernanda Gomes tem 3 filhos com
autismo e Cristiane Mendes com dois filhos que possuem o transtorno, todos eles
já tem o diagnostico fechado e já fazem o acompanhamento necessário. Dentre
todas as observações feitas pelas mães, que contaram suas histórias desde a
percepção de que seus filhos poderiam ser especiais, até o diagnóstico fechado como
autista, observaram-se muitas semelhanças nos conflitos e experiências vividas, daí
surgindo à necessidade de novos encontros, formações de grupos e até mesmo de
uma associação. Na conversa foram apontadas diversas sensações e emoções
comuns como: sofrimento pela demora ou ausência de um diagnóstico fechado,
vivência de um cotidiano de altos e baixos com os filhos autistas, superações diárias,
sofrimento pela exclusão dos filhos e falta de respeito para com o transtorno,
conscientização de que o problema não está nas crianças, mas sim na sociedade que
tem dificuldade para aceitar a diversidade. Uma noite emocionante, com depoimentos

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


55

sobre as angústias e superações enquanto mães de crianças e adolescentes autistas,


com muita troca de experiências, de incentivos e aconselhamentos.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


56

3.2 Na socialização das atividades vivenciadas na Escola Campo: Estudo, análise


e debate interativo de textos relacionando a teoria á prática. Foi elaborada uma
Resenha Crítica com o texto proposto em sala de aula. Tema: Planejando o
Estágio em formas de Projetos. Atividade realizada no dia: 29/4/2019.

Resenha Crítica

Apresenta-se a seguir uma análise, cujo texto-fonte foi o artigo “Planejando


o Estágio em forma de Projetos”, autoria de Selma Garrido Pimenta. Possui
graduação em Pedagogia pela universidade Católica de São Paulo (1965),
mestrado em Educação: Filosofia da Educação pela Universidade Católica de São
Paulo (1979) e doutorado em Educação: Filosofia da Educação pela Universidade
Católica de São Paulo (1985). Atualmente é professor titular sênior da Faculdade
de Educação pela Pontifícia Universidade de São Paulo – FE – USP, e professora
assistente no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade
Católica de Santos, juntamente com a autora Maria do Socorro Lucena Lima.
Doutora em Educação na área de Didática. Teorias de Ensino de Práticas
Escolares pela Universidade de São Paulo – USP (2001), com Pós-doutorado em
Educação junto ao Departamento de Metodologia de Ensino e Educação
Comparada na Universidade de São Paulo – USP (2007), com Estágio na
Universidade do Minho-Portugal. Mestre em Educação Brasileira pela
Universidade Federal do Ceará – UFC (1995), graduada em Letras (1971) e em
Pedagogia (1978) pela Universidade Regional do Cariri – URCA.
Com uma linguagem simples e acessível, as autoras abordam a
importância e a conduta que deve se assumir em relação ao estágio. Também
compreender que é uma matéria fundamental no curso de formação de
educadores, pois te um método investigativo que abrange a reflexão e a interação
nas escolas, com professores, alunos e se estende à sociedade. Apontam para a
necessidade de se colocar o estágio em foco e de análise, a partir de
questionamentos surgidos no dia a dia da realidade escolar e acadêmica. Discute
que o estágio é realizado sob forma de projetos de pesquisa, de interação e de
investigação. Tem como objetivo mostrar um caminho teórico e metodológico
facilitando a consolidação dos fundamentos e objetivos do curso.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


57

O projeto é abordado no texto como sendo umas viabilidades


metodológicas para cumprir os desígnios do estágio em relação aos alunos que
estão em formação. O projeto auxilia no desempenho profissional dos docentes
nas escolas, estabelece uma relação entre escola e universidade, facilitando a
elaboração de um projeto de intervenção na escola. Fica evidente que o projeto
está ligado a dois elementos importantes: educativa e o trabalho conjunto.
Partindo da perspectiva de que, a união de pessoas, (escola e universidade), têm
a capacidade de transformar a realidade. Realizar projetos que sejam
significativos para a escola e melhorar sua qualidade, bem como um ensino e
aprendizagem significativo, tanto para os professores quanto aos alunos. As
definições dos projetos serão a partir dos atributos e finalidade do curso de
formação, do campo de conhecimento que é mobilizado nelas, a relação dos
estagiários com a escola, e de acordo com suas demandas e possibilidade
identificados na escola, Esses projetos foram definidos das seguintes formas:
pedagógica, (in)disciplina, organizacional, profissional e social. Esse movimento é
que estabelecerá o ponto de partida para a elaboração dos projetos.
As autoras relatam a importância do diagnóstico no estágio com projetos. A
efetivação do planejamento é feita por meio de diagnóstico da escola. Assim a
consolidação deste projeto de estágio, contará essencialmente com a realização
do diagnóstico da realidade escolar. Durante o diagnóstico da escola, os alunos,
os alunos estagiários serão acompanhados de um professor-orientador. Segundo
Libâneo (2001, p. 178): estabelece que diagnóstico consiste no levantamento de
dados e infomação para escolha de alternativas de solução. Outro fator que se
pode juntar a essa ideia, é que a diagnose feita no período do estágio precisa ir
além da estatística e dos dados numéricos. Observar o funcionamento da escola,
acontecimentos rotineiros dos alunos, na entrada da escola, pátio, dentro da sala
de aula, hora do lanche, no parque de diversão, suacultura. A coleta de dados
para o diagnóstico da escola pode ser dividida em oito aspectos gerais, que são:
caracterização socioeconômica; estrutura física e material; pessoal integrante da
comunidade escolar; estrutura, organização e funcionamento; planejamento
escolar; organização geral da escola; direção e gestão da escola; avaliação.
Diante do artigo estudado, fica evidente que é no estágio que o aluno
busca agregar diferentes saberes numa perspectiva interdisciplinar e contribuir
para melhorar a sua formação acadêmica. Possibilitar ao aluno uma análise

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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crítica das vivências de aprendizagem, promovendo, a partir de uma visão global,


condição de prepara-se para o desempenho da profissão. Dentre os inúmeros
motivos que levam as finalidades do estágio, permite vivenciar formas eficazes de
comunicação com os gestores da escola e alunos. Motivar o estudo, pois o aluno
percebe a finalidade do aprendizado e suas possibilidades.
Ao termino da leitura, considerei o artigo muito interessante, pelo fato de o
mesmo trazer orientações de grande relevância para a realização do estágio
supervisionado. Cabe ressaltar que o estágio permite aos alunos a ter uma
experiência real com a profissão desejada, aprender com aqueles já que possuem
experiência e é um fator primordial que permite, além dos métodos de conduzir a
turma. Da mesma forma, o contato com o professor orientador e das teorias
possui papel importante nesse processo de aprendizagem. Assunto de grande
relevância para formação acadêmica. Com certeza a obra de Selma e Maria é de
grande valor não somente para os profissionais acadêmicos da educação, como
para um grande público de universitários. Recomendo-o a todos os estudantes,
tendo em vista que o projeto de estágio supervisionado, a elaboração do trabalho
de estágio irá depender do tipo do curso desejado. É necessário ressaltar que é
preciso uma postura profissional e madura do aluno dentro da escola, tratar com
gentileza e cortesia toas as pessoas da escola onde estiver estagiando.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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3.3 Foi proposto um questionário reflexivo a cerca do Estágio e suas


especificidades. O texto base para o estudo das questões foi: Mediação entre a
Formação Inicial do Professor e Formação Contínua.

Questionário

1. O que é Estágio?
O estágio tem por objetivo desenvolver atividades, a fim de complementar a
aprendizagem por meio da experiência no orbe do trabalho dos conteúdos obtidos
em sala de aula, propiciando aprendizado social, profissional e cultural.
2. O que é rito de iniciação profissional?
O período de iniciação profissional é um tanto quanto contundente em relação às
demais etapas de exercício de uma determinada profissão, ainda mais quando
essa profissão diz respeito a de professores, tendo em vista que aqueles que se
encontram nessa condição vivenciam os desafios postos pela prática pedagógica
de maneira característica, pois é a primeira vez que os assumem na condição de
ator principal.
3. O Que é uma estratégia de profissionalização?
Podemos considerar o estágio como sendo uma estratégia de profissionalização,
no que diz respeito a área da docência, tendo em vista que auxilia o aluno a
sistematizar, a partir do campo da prática, o conceito de professor bem-sucedido
4. O que é conhecimento da realidade?
Para que se possa ter total domínio e sucesso na profissão a qual se escolheu se
faz necessário o conhecimento da realidade do trabalho a ser exercido, diante
disso, um dos principais desafios do educador é conseguir manter a atenção dos
alunos em sala de aula. Isso só é possível quando o professor tem total domínio
do conteúdo e o contextualiza com a realidade vivida pelos alunos.
5. Como saberemos que é o momento de por em prática os
conhecimentos construídos em sala de aula?
Esse momento advém de um artifício que envolve uma metodologia de ensino,
caracterizado pelo aprender-fazer, pelo aprender-se, pelo aprender-conviver,
onde se cria um espaço de diálogo e de exercício democrático e participativo,
dentro e fora da escola, através de atividades e distintas ações, tendo como

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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propósito a realimentação do ensino/aprendizagem.


6. Como ser um bom professor reflexivo dentro dos embasamentos
teórico?
Este profissional tem que ser capaz de analisar e avaliar rotineiramente as suas
vivências pedagógicas, com base no contexto social, buscando dirimir e inovar
alternativas para a resolução de problemas e superação de dificuldades.
7. Como fazer um treinamento?
O treinamento é uma prática de educação que visa desenvolver habilidades
específicas, relacionadas às suas tarefas dentro de determinado ambiente aos
objetivos estratégicos deste, para atingir o objetivo e realizar.
8. Quais são e como podemos aplicar as abordagens para a condição do
Estágio?
Se puder citar a aproximação com a relação dialética, tais como prática teoria e
pratica recriada, ainda continua nesse viés, a característica política,
epistemológica e profissional e a perspectiva do autoconhecimento e construção
da identidade do aluno estagiário. Diante do exposto, concluir-se que a primeira
abordagem venha ser um facilitador na explanação de dúvidas, o segundo ponto
envolve o estagiário na prática laboral e o terceiro ponto constrói a identidade do
próprio aluno.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


61

3.4 Elaboração uma Resenha Crítica em dupla com o tema: Mediação entre a
Formação Inicial do Professor e Formação Contínua. Um dos textos que foram
base para o estudo durante o estágio, propiciando um melhor entendimento entre
teoria e prática. Alunas: Andréia de Matos Ribeiro e Paula Alves de Araújo.

Resenha Crítica

Mediação entre a Formação Inicial do Professor e Formação Contínua

Apresenta-se a seguir uma análise crítica reflexiva sobre a formação inicial


do professor e sua formação contínua. O estágio é uma fase importante na vida
do discente, pode-se observar a realidade vivenciada no cotidiano escolar.
Levando em consideração que é uma matéria fundamental no curso de formação
de educadores, pois tem um método investigativo e participativo que abrange a
reflexão e a interação nas escolas.
Segundo Vasquez (1977). Apresenta a práxis criadora como fundamental,
porque abre as possibilidades para que o ser humano, no seu trabalho, ao ancarar
novas situações e satisfazer novas necessidades. Dentre inúmeros motivos quem
levam a considerar inseparável a relação entre a teoria e a prática para a
formação das práxis pedagógicas, pois possibilita aos sujeitos reflexão sobre a
ação, proporcionando educação para a liberdade. Diante disso, é incontestável
que o ensino e aprendizagem aconteçam de forma efetiva. Teoria e prática
precisam naturalmente ser conduzidas simultaneamente durante e depois do
estágio. Outro fator que se pode juntar é a troca de experiências. Um momento
valioso na trajetória profissional acrescenta diferente saberes e contribui para
melhorar a sua formação acadêmica. Possibilita ao aluno uma análise crítica das
vivências de aprendizagem, promovendo, a partir de uma visão global, condição
de preparar-se para o desempenho da profissão. Dentre os inúmeros motivos que
levam as finalidades do estágio, permite vivenciar formas eficazes de
comunicação com os gestores da escola e alunos dentro do seu contexto e da
sua realidade.
A Universidade tem seu papel significativo na sociedade, por meio do
estágio supervisionado, possibilita o intercâmbio do aluno em formação com a
escola, consequentemente com a comunidade. Pois o discente tem a

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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possibilidade de conhecer a escola e suas necessidades, a fim de fazer projetos


de intervenção, apontado para a necessidade da escola, que seja significativo
para melhorar sua qualidade.
Quando vamos para a escola nos deparamos com inúmeros obstáculos
que dificultam o trabalho do aluno em formação, principalmente em relação ao
projeto. É importante lembrar que cada escola tem um jeito específico de conduzir
o seu cotidiano e sua organização e de se posicionar diante das questões e
desafios que surgem. O estágio supervisionado é o lugar e o momento para
revermos os nossos conceitos sobre o que é ser professor, para compreendermos
o seu verdadeiro papel e o papel da escola na sociedade.
O professor vai necessitar da ciência (a Pedagogia) e da área deste estudo que
versa sobre as questões de ensino-aprendizagem (a Didática), a fim de compreender e
adquirir o devido preparo, que fará de sua atividade docente a práxis educativa.
Levando em consideração esses aspectos pode se compreender o estágio
supervisionado em seus componentes teóricos e práticos, que a educação pode
ser considerada práxis, pois evoca a transformação do ambiente onde o ser
humana está inserido, tanto natural, quanto social. Nota-se que o processo
pedagógico de práxis conduz o educador e o educando a serem pesquisadores
permanentes. É evidente que o estágio permite aos alunos a ter uma experiência
real com a profissão desejada, aprender com aqueles já que possuem experiência
é um fator primordial que permite, além dos métodos de conduzir a turma. Da
mesma forma, o contato com o professor orientador e das teorias possui papel
importante nesse processo de aprendizagem.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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3.5 Atividades dos textos desenvolvidas na disciplina de Estágio


Supervisionado II em Docência na Educação Infantil (2° semestre)

PLANO DE AULA 1

Professor (a) Paula Alves de Araújo Data: 08/10/2019

Série / Ano: Turma: B


2° ano
Disciplina: Ciências

TEMA: Água e sua importância

CONTEÚDO: Água

OBJETIVOS: Ampliar as possibilidades de aprendizagem por meio do ensino de


ciências.

PROBLEMATIZAÇÃO: Os alunos sabem a importância da água?

PROCEDIMENTOS (Técnicas e métodos): Para desenvolver as habilidades serão


feitos:
 Leituras do texto páginas 31 á 35
 Desenho que representa a importância da água. Desenho livre
 Estudo dirigido. Atividade impressa.

RECURSOS:
 Livro didático
 Folha A4
 Lápis de cor
 Xerox.

SUGESÕES PARA ESTUDAR EM CASA:

Realização do questionário

AVALIAÇÃO: Ocorrerá em todas as etapas de ensino e aprendizagem

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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PLANEJAMENTO DE AULA 2

Professor (a): Paula Alves de Araújo Data: 09/10/2019

Série: 1° Ano Turma: A

Disciplina: Português

TEMA: Conhecendo o alfabeto.

CONTEÚDO: Alfabeto

OBJETIVO GERAL: Ampliar as possibilidades de ensino por meio do ensino de


Português.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

CONCEITUAL: Conceituar o que é alfabeto

ATITUDINAL: Valorizar a língua portuguesa

PROCEDIMENTAL: Estudar o alfabeto

DESENVOLVIMENTO: Para o desenvolvimento dessas habilidades faremos:

 Recortar letras do alfabeto de jornais e revistas


 Formar palavras
 Pintar as letras do alfabeto
 Estudo dirigido.
 Atividade impressa

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3.6 Na socialização das atividades vivenciadas na Escola Campo: Estudo, análise


e debate interativo de textos relacionando a teoria á prática. Foi elaborada uma
Resenha Crítica com o texto proposto em sala de aula. Tema: Avaliação na
alfabetização. Atividade realizada no dia: 08/10/2019.

Resenha Crítica

BRUNO, Cristina Rolim Chyczy, FORTUNATO, Santa Aparecida. Avaliação na


alfabetização: avanços são necessários. Educere. Curitiba. PUC/PR. 2017.

Cristina Rolim Chyczy Bruno é Doutora em Educação pela Pontifícia


Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Pedagoga na Rede Municipal do
Ensino de Curitiba. Professora da Graduação e Pós-Graduação na área da
educação. Sarita Aparecida Fortunato é Doutora em Educação pela
Universidade Tuiuti do Paraná. Pedagoga na Rede Municipal do Ensino de
Curitiba. Professora da Graduação e Pós-Graduação na área da educação.
Apresenta-se a seguir uma resenha, cujo texto-fonte foi o artigo “Avaliação
na Alfabetização: avanços são necessários”. Com uma linguagem simples e
acessível, as autoras abordam sobre os modos da avaliação, em relação aos
métodos que se usam para alfabetizar, nos anos iniciais do ensino fundamental.
O referido artigo, afirma que a avaliação é uma demanda politica, e que está
implantada no meio do sistema educacional, e o planejar, ensinar e aprender,
estão interligados ao processo de avaliação, isto é, levando em conta os
estudantes que se deseja formar. Afirma que o processo de avaliação se constrói
no cotidiano, através de registro de fatos coletivos e individuais de cada aluno.
Diante disso, é necessário que se realize avaliações diagnosticas, obtendo o perfil
de seus alunos. Desse modo, podem-se ter maiores dimensões do conhecer para
ensinar. O artigo cita Esteban (2010), ele afirma que diante dos métodos
avaliativos, os velhos e novos paradigmas ainda se caminham junto na escola,
diversos assuntos ainda são preocupantes quando se trata das dificuldades de
aprendizagem. Entretanto, outro fator importante é que o ainda se usa práticas
alfabetizadoras tradicionais, e que estas são utilizadas nos processos avaliativos.
O presente artigo busca fazer uma análise de que muito educadores se encontra
presos a práticas verbais, onde outrora deveria está articulando a teoria a pratica.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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Portanto, a autora da ênfase que quem busca uma avaliação formativa,


diagnóstica e processual, vai está compromissado com a aprendizagem do aluno,
porém, é necessário um acompanhamento intransigente do professor, para que
se possa formar leitores e escritores competentes. Nota-se que cada estudante
tem seu tempo de aprendizagem, por isso, é preciso que cada um tenha seu
próprio método de aprendizagem, desse modo, pode-se criar estratégias
adequadas para se trabalhar com cada um, respeitando as dificuldades
encontradas pelo aluno. É mencionada também a auto avaliação, apesar de ser
pouco usada é bastante eficaz, permite que a criança faça uma reflexão sobre
sua aprendizagem. Lembrando que não é um modelo classificatório de avaliação,
sobretudo permite a criança uma liberdade de conhecer melhor sua
aprendizagem. A aprendizagem e avaliação se dão em tempos distintos, a
aprendizagem é um processo constante, entretanto, a avaliação se dá em um
tempo determinado. Percebe-se que uma não para, já a outra se estabiliza.
Outro aspecto relevante no artigo, sobre a relação da alfabetização com o
letramento. Inicialmente os estudos originaram a partir das dificuldades em ler e
compreender os textos, o termo letramento não supre a alfabetização, porém
estão associados. O sujeito letrado está muito além do saber ler e escrever, a
autora assegura que a concepção do sujeito letrado se dá por meio de inúmeros
conhecimentos culturais.
Ao término da leitura, considerei o artigo muito interessante, pelo fato do
mesmo trazer análises e reflexões a cerca dos processos de avaliações na
alfabetização e quanto à necessidade de mudanças. Entretanto, o que se pode
observar em relação a esses métodos, é um comodismo, ou seja, a escolha do
modo tradicional. Desta maneira, os instrumentos utilizados para avaliação são
reveladores das concepções de práticas alfabetizadoras. Nota-se que muitas
vezes a oralidades da criança é desprezada, uma simples história contada por
ela, uma vivencia familiar partilhada na sala. Ao observar a criança que fala
pouco, percebe que ela tem mais dificuldades em se relacionar, expressar seus
sentimentos. Portanto, é necessário o professor esteja atento as pequenas
demonstrações de seus alunos, procurar estabelecer uma relação de amizade e
confiança. Desse modo, o professor tem mais domínio sobre como utilizar os
métodos mais eficientes para uma avaliação, consequentemente uma
aprendizagem significativa. É essencial que o professor se planeja, com certeza

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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permitirá aperfeiçoar a prática alfabetizadora e avaliativa, de tal forma que se


estabeleçam vínculos mais sólidos com as teorias que orientam o processo do
ensino da língua oral e escrita. Diante do artigo lido, percebe-se a necessidade
dos educadores estejam em constante evolução. Disponível para maiores
mudanças no âmbito educacional, sobretudo, atentos a novos métodos. Desse
modo, a avaliação tem que ser um momento de aprendizagem que favoreça
repensar e mudar se for preciso, que seja um instrumento facilitador para
construção do conhecimento em sala de aula. Com certeza a obra de Cristina
Rolim e Sarita Aparecida Fortunato é de grande valor, não somente para os
profissionais acadêmicos da educação, como para um público que deseja
conhecer mais sobre o mundo da construção do saber, as fases do aprendizado.
Recomendo-o a todos, principalmente aos acadêmicos dos cursos voltados para
educação, traz um número de informações de grande relevância para uma vida
de aprendizagem e conhecimento.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho destacou as experiências vivenciadas durante o período de


estágio supervisionado na Escola Municipal Claudia Rosa Gomes Peixoto.
Considerando todo o percurso da prática e observação desenvolvida no decorrer
do estágio, fica evidente a importância do estágio para a formação, pois, ele faz
com que vivenciamos a teoria mostrada ao longo do curso, desse modo,
percebemos as dificuldades e facilidades encontradas na futura profissão. Desta
forma, iniciamos a disciplina que faz a socialização da prática, procurando
absorver cada momento vivido dentro do ambiente escolar.
O período de observações foi um momento em que estávamos inseridos na
sala de aula para observar e avaliar os alunos, e como o professor trabalhava nas
aulas, posteriormente me inserir naquele ambiente escolar como professora. A
segunda fase foi à prática, no período de semi regência, no qual me proporcionou
experiências significativas, até então não vivenciadas, pois foi o primeiro contato
com a sala de aula.
O planejamento das aulas foi realizado de forma flexível, sempre
desenvolvendo atividades lúdicas e também de forma coletiva, valorizando cada
etapa do aluno, bem como seu conhecimento prévio. Desta forma, promover
situações de aprendizagem que desafiassem os alunos e a mim mesma. Para
Vigotsky, a vivência em sociedade é essencial para a transformação do homem
biológico em ser humano. É pela aprendizagem nas relações com os outros que
construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento mental.
Portanto na Educação Infantil se trabalha muito esse convívio com as outras
crianças, trabalha o respeito às diferenças. É essencial desenvolver nos alunos
valores morais e resgatar a sua história e cultura, essa observação reflete a teoria
estudada ao longo do curso e vivenciada na prática.
Ressalto que a ação em sala de aula me deu a oportunidade de refletir, de
avaliar onde e como necessito melhorar, o estágio é uma experiência diferente,
onde o estagiário está sujeito a enfrentar circunstâncias inesperadas. Durante o
estágio foi possível, através das reflexões, perceber estas questões, que no
término das aulas me faziam pensar e refletir sobre aquele momento vivenciado,
na procura de melhorar a cada aula. Com certeza, posso dizer que o estágio foi
um período maravilhoso, que aprendi na prática que lecionar não se resume em

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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passar conteúdos e sim interagir, ter humildade e amor naquilo que estava
fazendo.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


70

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Freire, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora; Paz e Terra.


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GOMES, Marineide de Oliveira. Formação de professores na educação


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PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e


Docência. São Paulo: Cortez, 2004.

PIMENTA, Selma Garrido e LIMA, Maria do Socorro Lucena. Planejando o


Estágio em forma de Projetos. São Paulo: Cortez, 2004.

UIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS. Manual de trabalhos acadêmicos.


Luziânia: UEG, 2018.

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infantil/atividades-de-historia-1-ano-meios-de-transporte/ Acesso em 23 de
setembro 2019.

https://www.ideiacriativa.org/2014/04/atividade-letra-g-educacao-infantil.html
Acesso em 09 de setembro de 2019.

https://br.pinterest.com/pin/786792997373424101/?lp=true Acesso em 03 de
novembro de 2019.

Relatório Final de Estágio Supervisionado – 1º e 2º Semestres de 2019


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6. APÊNDICES

6.1 Planos da aula regência de classe

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6.2 Atividades de Ensino e Aprendizagem

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6.3 Atividades Propostas no PIP

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6.3.1 Atividades proposta em sala

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7. ANEXOS

7.1 Encaminhamentos de Estágio Supervisionado (1º Bimestre)

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87

7.1.2 Encaminhamentos de Estágio Supervisionado (2º Bimestre)

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7.2 Termos de Compromisso (1º Bimestre)

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91

7.2.2Termos de Compromisso (2º Bimestre)

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7.3 Avaliação da Observação de Classe 1º Bimestre

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95

7.4 Avaliação de Regência Classe (2ª Bimestre)

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102

7.5 Avaliação Final de Estágio

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103

7.6 Ficha de Frequência e Carga Horária (1º Bimestre)

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7.6.1 Fichas de Frequência e Carga Horária (2º Bimestre)

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