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TERESINA, ____ DE _______________ DE 2019.

HIST080301
ALUNO(A): _____________________________________________
ANO: 8º ENSINO: FUNDAMENTAL II
DISCIPLINA: HISTÓRIA
PROFESSOR: LUCAS RAMYRO GOMES DE BRITO

REVISÃO
DOCUMENTO I
O que define capitalismo? Ao responder a essa pergunta, muitos pensam em comércio, lucro e
propriedade privada. Ainda que sejam partes fundamentais desse sistema econômico, todas es-
sas coisas existem antes do surgimento do capitalismo. Sociedades pré-colombianas trocavam
produtos entre si, por exemplo, e o poder nas sociedades greco-romanas girava em torno daque-
les que possuíam e controlavam terras agricultáveis. Na Idade Média, a recém-formada burgue-
sia já lucrava em suas transações comerciais. Entretanto, não reconhecemos nenhuma dessas
sociedades como capitalistas.
A resposta não está naquilo que forma, mas na maneira como os elementos se relacionam. As
mudanças políticas e econômicas acontecidas durante a Idade Moderna têm reflexos em todo o
tecido social, alterando as relações de trabalho, a cultura e a ideologia. Essa Nova Ordem subs-
titui ou modifica cada aspecto do Antigo Regime.
A cultura na Europa sofreu mudanças ao longo da Idade Moderna. Os relógios mecânicos, por
exemplo, substituíram a contagem natural do tempo, o que aumentou a precisão na marcação
das horas. Durante os anos do reinado de Elizabeth I (1558-1603), o relógio governava as ativida-
des na corte. Se, por um lado, nobreza e burguesia entenderam rapidamente o significado da
frase “tempo é dinheiro”, a cultura popular resistiu mais às mudanças. Essa cultura era uma
mescla de expressões regionais que, em parte da Europa, teve influências romanas e, depois, do
período medieval, com o crescimento do cristianismo.
Durante a Idade Média, a ideologia dominante era a da Igreja Católica, isto é, todas as expli-
cações vinham a partir da teologia cristã católica. O antropocentrismo renascentista, ainda que
fortemente religioso, procurava o lugar do homem – e, por consequência, da razão – durante a
transição para a Idade Moderna. A ascensão da classe burguesa tem papel fundamental nesse
processo.
COUTO, Fábio. Contextualizando saberes: História 8º ano
Recife: Editora Construir, 2018. pp. 10-14. Versão BNCC 2017.

1. A industrialização da produção foi um processo transitório no Período Moderno e se deu de


forma gradativa, mas encontrou na Inglaterra condições favoráveis para que se consolidasse.
Nesse sentido, identifique e reflita sobre essas condições para a industrialização.
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DOCUMENTO II
Para Karl Marx, o Capitalismo é um modo de produção que surgiu no interior do Feudalismo,
modo anterior, uma vez que a exploração feudal se metamorfoseou em exploração capitalista.
Para ele, no século xvi ainda predominavam estruturas ditas feudais na Europa, e aos poucos
foi se iniciando um processo de intensifcação do comércio mundial, cujo eixo central foi a Eu-
ropa, e um processo de “fabricação” do que viria a ser o proletário – definido como o trabalha-
dor livre, desprovido dos meios de produção –, típico da indústria capitalista. Um dos elemen-
tos centrais da tese de Marx é a constatação de que o sistema capitalista pressupõe uma disso-
ciação entre os trabalhadores e a propriedade dos meios de produção. No Feudalismo não havia
essa dissociação, mas no Capitalismo o antigo servo foi desprovido de todos os meios de produ-
ção, desvinculado da terra e teve de, em troca de um salário, vender sua força de trabalho,
transformada em mercadoria pelo novo sistema capitalista. Assim, a base de todo o processo
que forjou o trabalhador assalariado e o capitalista foi a expropriação dos camponeses de suas
terras.
Marx acreditava ainda que o modo de produção capitalista criava um conflito irremediável
entre as principais classes desse tipo de sociedade: o proletariado e a burguesia. [...]
SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. p. 44

2. Considerando as mudanças do feudalismo para o capitalismo e que a Revolução Industrial trou-


xe para o mundo uma nova forma de estrutura econômica, defina o que foi essa revolução e
comente as transformações decorrentes dela.
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3. Considerando que as relações de trabalho se modificaram bastante com o processo de industri-
alização na Inglaterra, reflita e comente sobre o processo de transição relações de trabalho nas
manufaturas e no artesanato para o trabalho industrial.
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4. Observe o quadrinho, leia o texto e responda ao que se pede.

“... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia
nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-
se 3 ou 4 operações diferentes; ...”

SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.

A respeito do texto e do quadrinho são feitas a seguintes afirmações:


I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.
II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.
III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conheci-
mento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas:


a) I está correta.
b) II está correta.
c) III está correta.
d) I e II estão corretas.
e) I e III estão corretas.

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5. “De pé, ficaremos todos. E com firmeza juramos. Quebrar tesouras e válvulas. E pôr fogo às
fábricas daninhas.” Este fragmento da Canção dos quebradores de máquinas do século XIX fala
das ações de certo grupo de trabalhadores. Quem eram? E quais as principais reivindicações
desse movimento?
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6. Atualmente no Brasil, praticamente todas as categorias têm suas representações sindicais, que
defendem seus direitos e organizam campanhas salariais, algumas com data-base, outras não.
Na Inglaterra pós-Revolução Industrial, as péssimas condições de trabalho e a pouca participa-
ção política fizeram com que vários movimentos eclodissem. Reflita e discorra sobre o cartis-
mo, bem como indique as principais reivindicações políticas e trabalhistas desse movimento.
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7. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao lado do Ministério Público do Trabalho (MPT),


desenvolveu um forte combate para erradicar o trabalho infantil no Brasil nos últimos 12 anos,
quando finalmente foi extinto em 01 de janeiro de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro. Duran-
te o processo de industrialização na Europa, essencialmente na Inglaterra, mulheres e crianças
trabalhavam nas fábricas. Reflita e discorra sobre esse processo.
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GABARITO – 8º ANO – HISTÓRIA – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

01) As condições foram:


a) a Inglaterra foi uma das primeiras nações a contestar a monarquia absoluta, criando um
parlamento, que teria a função de limitar o poder real. Em consequência disso, a Revolu-
ção Gloriosa de 1689, possibilitou a criação e a aplicação de leis que garantissem a produ-
ção industrial e o lucro gerados a partir do setor privado;
b) o liberalismo econômico foi importante, pois o Estado não deveria interferir na economia,
podendo assim regular a si mesmo no mercado, facilitando inclusive o desenvolvimento
tecnológico, fundamental para o crescimento da industrialização;
c) a Inglaterra possuía grandes reservas naturais fundamentais para a industrialização, como
o ferro e o carvão mineral;
d) a burguesia foi a principal financiadora da industrialização, pois tinha acumulado bastante
capital com o comércio, principalmente marítimo, portanto pôde pagar trabalhadores as-
salariados, investir em tecnologias para desenvolvimento da indústria e adquirir matéria-
prima;
e) as leis dos cercamentos foram outro fator importante. As terras que antes eram da produ-
ção comunal voltada para a exportação passaram a ser de grupos privados. Estes trans-
formaram os camponeses em força de trabalho, e a matéria-prima plantada, como o algo-
dão, era voltada para a industrialização. Outra parte dos camponeses foi usada nas ativi-
dades manufatureiras e nas minas.

02) A Revolução Industrial promoveu um conjunto de mudanças políticas, sociais e principal-


mente econômicas entre os séculos XVIII e XIX, em que as manufaturas foram substituídas pela
indústria e o trabalho artesanal, pelo assalariado. Inicialmente, os artesãos eram responsáveis
pela produção de bens usados cotidianamente, desde a obtenção da matéria-prima até o pro-
duto final. Com a crescente industrialização e a introdução das máquinas, esse processo passou
a ser realizado em larga escala. Com isso, os trabalhadores perderam o controle da produção,
e o lucro, que estava nas mãos de uma elite burguesa, passou a ser obtido através da explora-
ção do trabalho.

03) As relações de trabalho durante o processo de industrialização sofreram grande mudança.


Antes, tinha-se um trabalho artesanal dependente das Corporações de Ofício, sem divisão de
tarefas e salários, e também de um pequeno comércio para as manufaturas, que tinham um
ritmo lento se comparado com a produção industrial. Assim como a industrialização, a relação
de trabalho ganhou um alto grau de complexidade e exploração. Homens, mulheres e crianças
trabalhavam sem condições de trabalho, com jornadas grandes e péssimos salários. Essas con-
dições geravam monotonia e depressão nos operários.

04) A questão refere-se ao processo de industrialização iniciado durante o século XVIII, conhe-
cido como Revolução Industrial. Tanto o texto quanto a charge destacaram a divisão do traba-
lho e a importância da linha de montagem para o aumento da produção industrial. Na linha de
montagem, o operário não precisava necessariamente conhecer todo o processo produtivo, so-
mente a atividade que lhe cabia. Cada operário era responsável por uma atividade específica
dentro da linha de produção. Isso trouxe como consequência a redução do tempo de trabalho e
o aumento da produtividade. Não se esqueçam de que, para o capitalismo, tempo é dinheiro...
Tendo em vista essas informações, a única alternativa correta é a letra E.

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05) Esse movimento ficou conhecido como ludismo e foi liderado pelo operário Ned Ludd. Os
trabalhadores não estavam satisfeitos com o crescente desemprego, devido à introdução das
máquinas. As ações do ludismo baseavam-se em queimar plantações, inundar minas e quebrar
máquinas. Teve radical protesto em 1811, quando trabalhadores invadiram fábricas nas cidades
Nottinghamshire e Yorkshire reivindicando melhores salários e tempo para lazer e cultura.

06) Ocorrido entre os anos de 1838 e 1848, o cartismo teve características de reivindicação de
direitos trabalhistas, mas também buscou o direito ao voto para todos os homens e mulheres.
Em 1838, foi lançada a Carta do Povo, que trazia os principais pontos de suas reivindicações. As
principais características dos cartistas foram: redução da jornada de trabalho das 16 horas diá-
rias para 8 horas diárias; regulação do trabalho feminino; proibição do trabalho infantil; folga
aos finais de semana; estabelecimento de salários compatíveis com o trabalho desempenhado
nas indústrias; e o direito ao voto universal.

07) A introdução de mulheres e crianças tinha um objetivo claro: além de economizar, devido
aos baixos salários pagos, ainda menores se comparados aos pagos a homens, aumentava o nú-
mero de trabalhadores, ampliando, consequentemente, a produção. A consequência desse pro-
cesso foi a desestruturação familiar observada entre os trabalhadores das fábricas.

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