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AGO 2001 NBR 13212

Posto de serviço - Tanque atmosférico


subterrâneo em resina termofixa,
ABNT – Associação
Brasileira de reforçada com fibra de vidro de parede
Normas Técnicas
Sede:
simples ou dupla
Rio de Janeiro
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de Normas Técnicas ABNT/ONS-34 - Organismo de Normalização Setorial de Petróleo
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Impresso no Brasil
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Todos os direitos reservados NBR 13212 - Service station - Single or double wall glass-fiber-reinforced
thermoset resin underground storage tank
Descriptors: Service station. Tank. Resin
Ésta Norma substitui a NBR 13212:1997
Válida a partir de 30.09.2001
IBP-Instituto Brasileiro
de Petróleo Palavras-chave: Posto de serviço. Tanque. Resina 14 páginas

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Construção do tanque
5 Pressão de trabalho
6 Inspeção
7 Ensaios de qualificação
8 Documentação e identificação
ANEXOS
A Tubo de carga ou de sução feito com resina termofixa reforçad a com fibras de vidro
B Método para determinar a composição de laminados
C Ficha de acompanhamento do tanque

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém os anexos A, B e C, de caráter normativo.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma tem por objetivo estabelecer os princípios gerais mínimos para fabricação de tanques cilíndricos de parede
simples ou dupla, construídos em resina termofixa reforçada com fibras de vidro, para postos de serviço. No caso de pare-
de dupla o tanque deve ser de dupla contenção e permitir o monitoramento intersticial, com o propósito de prevenir e de-
tectar eventuais vazamentos e evitar contaminação do meio ambiente.

1.2 Esta Norma é aplicável à fabricação de tanques com capacidade nominal de 15 000 L, 30 000 L, 45 000 L e 60 000 L,
podendo os três últimos serem compartimentados ou não.
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2 Referências normativas

As normas relacionada a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições
mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

ASTM A 36:2000 - Standard specification for carbon structural steel

ASTM B 16:2000 - Standard specification for free-cutting brass, rod, bar and shapes for use in screw machines

ASTM A 105:1998 - Standard specification for carbon steel forgings for piping applications

ASTM A 283:2000 - Standard specification for low and intermediate tensile strength carbon steel plates

ASTM A 307:2000 - Standard specification for carbon steel bolts and studs, 60 000 PSI tensile strength

ASTM A 570:1998 - Standard specification for steel, sheet and strip, carbon, hot-rolled, structural quality

ASTM B 584:2000 - Standard specification for copper alloy sand castings for general applications

ASTM B 633:1998 - Standard specification for electrodeposited coatings of zinc on iron and steel

ASTM D 256:1997 - Standard test methods for determining the Izod pendulum impact resistance of plastics

ASTM D 471:1998e1 - Standard test method for rubber property - Effect of liquids

ASTM D 790:1999 - Standard test methods for flexural properties of unreinforced and reinforced plastics and electrical
insulating materials

ASTM D 1193:1999 - Standard specification for reagent water

ASTM D 2000:1999 - Standard classification system for rubber products in automotive applications

ASTM D 2412:1996a - Standard test method for external loading properties of plastic pipe by parallel plate loading

ASTM G 23:1996 - Standard practice for operating light-exposure apparatus (carbon-arc type) with and without water for
exposure of nonmetallic materials

DIN 2440:1987 - Steel tubes medium-weight suitable for screwing


NBR 13781:2001 - Posto de serviço - Manuseio e instalação de tanque subterrâneo de combustíveis

NBR 9629:1986 - Plásticos rígidos - Determinação da dureza tipo barcol - Método de ensaio

SAE J434:1986 - Automotive ductile (nodular) iron castings

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 laminado: Conjunto de camadas de resina termofixa reforçada com fibra de vidro, que formam o costado cilíndrico, os
tampos, as nervuras e a parede divisória dos tanques.

3.2 laminado interno: Parte da parede que mantém contato direto e permanente com o líquido armazenado.

3.3 parede divisória: Laminado que divide o tanque em compartimentos estanques.

3.4 laminado de referência: Laminado com dimensões mínimas de 400 mm por 400 mm, extraído do costado do tanque,
feito pelo mesmo processo e com as mesmas matérias-primas usadas para fazer o costado, as nervuras ou os tampos.

3.5 rigidez circunferencial de flexão - STIS: Grandeza que expressa a resistência à ovalização de estruturas cilíndricas
provocada por cargas diametrais de compressão.

3.6 tanque de parede dupla: Tanque construído com duas paredes, uma interna e outra externa, e interstício.

3.7 ovalização: Redução no diâmetro de estruturas cilíndricas submetidas à compressão diametral.

3.8 resina termofixa: Composto orgânico que passa do estado líquido ao estado sólido através de interligação molecular.

3.9 fibras de vidro: Fibras inorgânicas de vidro tipo E, com tratamento superficial específico para resinas termofixas.

3.10 interstício: Espaço entre a parede interna e a parede externa, que permite o monitoramento de eventual vazamento.

3.11 cupom: Laminado extraído do costado do tanque para retirada de corpos-de-prova.

3.12 corpo-de-prova condicionado: Corpos-de-prova retirados dos cupões e submetidos a um método de preparação
prévia.
3.13 véu de superfície: Manta feita com fibras poliméricas ou de vidro, usadas para assegurar uniformidade de espessura
nos laminados internos ou externos de estruturas feitas de resina termofixa reforçada com fibras de vidro.
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3.14 tubo de referência: Tubo com comprimento mínimo de 300 mm, feito pelo mesmo processo e com as mesmas ma-
térias-primas usadas para fazer os tubos de carga ou de sucção.
3.15 berço: Apoio de sustentação temporário para impedir o contato do costado do tanque com qualquer superfície, duran-
te o transporte e manuseio.
3.16 boca-de-visita: Abertura localizada na geratriz superior do tanque que permite o acesso ao seu interior.
3.17 tampa da boca-de-visita: Flange cego que permite a instalação de conexões.
3.18 costado: Parte que forma a estrutura cilíndrica do tanque.
4 Construção do tanque
Os laminados devem ser construídos com resina termofixa, fibras de vidro e aditivos necessários ao processamento des-
ses materiais.
O interstício do tanque de parede dupla deve permitir o monitoramento de eventual vazamento, evitando a contaminação
do meio ambiente.
A capacidade real do tanque e dos compartimentos deve ser no mínimo a capacidade nominal.
4.1 Compartimentação
Os tanques de 30 000 L, 45 000 L ou 60 000 L podem ser fornecidos com dois ou mais compartimentos.
4.2 Resinas
As resinas devem atender às exigências de qualificação conforme 7.2.1 a 7.2.4
4.3 Acessórios
4.3.1 Chapa de desgaste
A chapa de desgaste deve ser de aço conforme ASTM A 283 graus C e D, ou ASTM A 36 ou ASTM A 570 grau 36 A, com
espessura mínima de 4,75 mm e diâmetro mínimo de 150 mm. A chapa de desgaste deve ser fixada no fundo do tanque e
centrada na extremidade inferior do tubo de carga, conforme a figura 1 e em qualquer local indicado, centrada com a cone-
xão destinada a medição volumétrica manual, desde que haja tubo-guia, semelhante ao tubo de descarga; neste caso, a
referida conexão deve ser identificada.
4.3.2 Alças de içamento
Devem ser previstas alças de içamento conforme figura 2, posicionadas de modo a manter o tanque na horizontal durante
sua movimentação.
4.4 Boca-de-visita
O tanque deve ter uma boca-de-visita por compartimento, construída em resina termofixa reforçada com fibra de vidro, com
diâmetro de 610 mm, instalada na geratriz superior do costado. Os detalhes da boca-de-visita estão nas figuras 3a) e 3b).
4.4.1 Tampa da boca-de-visita
A tampa da boca-de-visita deve ser em aço-carbono conforme uma das seguintes especificações: ASTM A 283 graus C e
D, ASTM A 36 ou ASTM A 570 grau 36 ou em ferro fundido conforme especificação SAE J434 grau D 5506 (como peça
única) ou aço-carbono forjado conforme ASTM A 105.
4.4.2 Junta
A junta deve ser feita de borracha nitrílica, conforme ASTM D 2000, ou outro material comprovadamente compatível com
os combustíveis utilizados.

Dimensões em milímetros

Figura 1 - Detalhe da placa de desgaste e tubo de carga


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Dimensões em milímetros

Figura 2 - Detalhe da alça de içamento

Dimensões em milímetros

Figura 3a) - Detalhe da boca-de-visita com flange reversa

Dimensões em milímetros

Figura 3b) - Detalhe da boca-de-visita com flange normal

4.4.3 Elementos de fixação

Parafusos, prisioneiros, arruelas e porcas galvanizados e bicromatizados devem estar de acordo com a ASTM A 307 grau
B; para parafusos e prisioneiros, a galvanização deve ser conforme a ASTM B 633 tipo II SC-3.
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4.4.4 Conexões

As conexões (luvas de sucção, respiro, retorno e medição) devem estar localizadas na tampa da boca-de-visita, conforme
as figuras 4a) ou 4b), para cada situação de tanque. A conexão de carga de combustível pode estar localizada no costado
ou na tampa da boca-de-visita. Todas as luvas, de 5,08 mm, da tampa da boca-de-visita, devem ser removíveis e monta-
das através de parafusos fixos (prisioneiros) ou removíveis, conforme a figura 5. Os materiais das conexões removíveis
devem ser em ferro fundido, conforme SAE J434 D5506 (como peça única) ou em aço-carbono forjado conforme
ASTM A 105. A luva para conectar o tubo de carga, quando no costado, deve ser embutida conforme mostrada na figura 6,
centrada na mesma geratriz em que é instalada a boca-de-visita. As luvas devem ter rosca BSP, com 11 fios por polegada
e dimensões conforme a tabela 1. Todas conexões roscadas devem ter bujões/tampões provisórios e as juntas devem ser
conforme o especificado em 4.4.2

Figura 4a) - Tampa sem tubo de carga

Figura 4b) - Tampa com tubo de carga

Figura 5 - Detalhes dos parafusos fixos ou removíveis


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Dimensões em milímetros

Figura 6 - Detalhe da luva do tubo de carga no costado

Tabela 1 - Dimensional das luvas

Diâmetro nominal A B C D
50 Dn 50 BSP 136 164 76
100 Dn 100 BSP 172 200 127
NOTA - Dimensões em milímetros.

4.4.5 Tubo de carga


O tubo de carga deve ser de aço-carbono com diâmetro nominal de 100 mm conforme DIN 2440 ou tubo de fibra de vidro,
fabricado com as mesmas resinas e fibras qualificadas para o tanque conforme anexo A. O tubo de carga deve ser ros-
queado na luva correspondente, ter chanfro de 45° na extremidade inferior e distar 100 mm do fundo do tanque, como
mostrado na figura 1.
4.4.6 Tubo de sucção
O tubo de sucção deve ser de aço-carbono ou de fibra de vidro, fabricado com as mesmas resinas e fibras qualificadas pa-
ra o tanque, conforme anexo A, com diâmetro nominal de 50 mm, e estar localizado na boca-de-visita, na quantidade
mínima de dois tubos de sucção por tampa. O tubo deve ser rosqueado nas duas extremidades com rosca BSP e com filtro
montado na extremidade inferior, vedados com vedantes apropriados. O comprimento do tubo deve ser tal que permita um
lastro correspondente a 100 mm de altura do fundo do tanque.
4.4.7 Filtro
Deve ser constituído de um corpo na liga C 85 700 da ASTM B 584 e possuir uma tela em latão construída com fio má-
quina na liga 8 da ASTM B 16 com malha de 24 mesh, fio 0,28 (BWG 30).
4.5 Rigidez circunferencial de flexão
A rigidez circunferencial de flexão (STIS), medida conforme 7.2.6, deve ser maior que 1,25 kPa.
4.6 Nervuras circunferenciais
As nervuras circunferênciais devem ser parte integrante da parede do costado. Não serão permitidas nervuras coladas no
costado.
4.7 Tanque de parede dupla
O tanque de parede dupla deve ter um interstício, um nicho de monitoramento e um canal de inserção para o sensor de va-
zamentos. O monitoramento de vazamentos pode ser feito com interstício seco ou úmido. O interstício deve abranger toda
a superfície do tanque, para permitir monitoramento pleno em qualquer ponto. O interstício e o nicho de monitoramento
devem atender às exigências seguintes.
4.7.1 Interstício seco
Deve ser suficiente para coletar líquidos provenientes do solo ou do interior do tanque e permitir a passagem do líquido até
o nicho de monitoramento. Deve ter vacuômetro com válvula de esfera na entrada do canal de inserção.
O interstício deve ser mantido sob pressão negativa de 35 kPa até que o tanque seja instalado.
4.7.2 Interstício úmido
O tanque deve ser fornecido com líquido no interstício, de modo a ser monitorada a sua integridade.
O interstício deve reter o líquido de monitoramento no costado e nos tampos e permanecer completamente cheio até o ní-
vel indicado no nicho de monitoramento, durante a vida útil do tanque.
4.7.3 Nicho de monitoramento
4.7.3.1 Nicho de monitoramento com interstício seco
Deve ser localizado na geratriz inferior do tanque e ter espaço suficiente para permitir a atuação do sensor de monitora-
mento.
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4.7.3.2 Nicho de monitoramento com interstício úmido

Deve ser localizado na geratriz superior do tanque e ter espaço suficiente para permitir a atuação do sensor ou régua ma-
nual de monitoramento do nível de líquido.

4.8 Ancoragem

Os locais de ancoragem devem ser marcados no costado e devem ter capacidade para suportar o empuxo hidrostático na
condição de tanque vazio e com a cava não aterrada.

5 Pressão de trabalho

A pressão de operação no interior do tanque deve estar entre - 34 kPa (- 5 psig) e 34 kPa (5 psig)

6 Inspeção

Os ensaios de inspeção devem ser feitos em 100% dos tanques produzidos.

6.1 Defeitos visuais

Quando inspecionados visualmente, os laminados do costado, dos tampos e das nervuras devem ter aparência igual ou
melhor que a do laminado de referência mantido pelo fabricante e aceito pelo comprador como representativo de qualidade
visual aceitável. Os defeitos visuais podem ser reparados para atender às exigências desta Norma.

6.2 Estanqueidade

6.2.1 Tanque de parede simples

O tanque deve ser submetido a ensaios para detecção de vazamento com ar, a uma pressão interna de ar de 34 kPa.

Cada compartimento do tanque compartimentado deve ser ensaiado separadamente.

Método a ser usado no ensaio:

a) preparar uma solução formadora de bolhas, a qual não deve conter quantidade excessiva de bolhas, de forma a mi-
nimizar a dificuldade de interpretação e distinção entre as bolhas causadas por eventuais vazamentos; esta solução
deve ser composta de líquido detergente ou sabão líquido, glicerina e água na proporção de 1:1:4,5 de cada compo-
nente em volume;
b) após a pressurização do tanque ou compartimento, este deve ser coberto com a solução descrita em 6.2.1-a) para
detectar vazamentos; o tanque ou compartimento deve ser mantido pressurizado o tempo suficiente para que toda a
superfície seja examinada;
c) se durante o ensaio for detectado algum vazamento o tanque deve ser despressurizado, os defeitos devem ser re-
parados e o ensaio repetido.

6.2.2 Tanque de parede dupla

6.2.2.1 Estanqueidade das conexões

O ensaio é realizado submetendo o tanque à pressão interna de 34 kPa e observando a ausência de borbulhamento nas
conexões cobertas externamente com a emulsão descrita em 6.2.1-a).

6.2.2.2 Estanqueidade das paredes interna e externa

O ensaio é realizado cobrindo completamente as superfícies interna e externa do tanque com a mesma emulsão e em se-
guida aplicando pressão de 34 kPa no interstício. A estanqueidade é confirmada se não for observada qualquer evidencia
de borbulhamento.

6.2.2.3 Interstício seco

Após o ensaio de estanqueidade o interstício deve receber vácuo de 34 kPa; esse vácuo deve ser mantido até o tanque
ser instalado.

6.2.2.4 Interstício úmido

Após o ensaio de estanqueidade o interstício deve ser completamente preenchido com líquido até a metade do nicho de
monitoramento. Este nível deve ser observado e mantido até a instalação do tanque.

6.3 Ensaio de vácuo interno

O tanque deve suportar, sem apresentar sinais de ruptura, um vácuo interno de valor calculado conforme a equação:

V = 5 φ + 15

Onde:

V é o vácuo em quilopascals;

φ é o diâmetro em metros.
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6.4 Dureza
A dureza do laminado interno do cilindro, dos tampos e das divisórias deve ser superior a 90% do valor correspondente à
cura plena da resina. A dureza deve ser medida conforme a NBR 9629. No costado devem ser feitas duas medições, em
pontos diferentes, distando no mínimo, 1 m um do outro. No caso de tampos e divisórias feitos em separado, para posterior
colagem no costado, a dureza deve ser medida em pelo menos três pontos escolhidos arbitrariamente.
6.5 Espessura
A espessura das paredes, interna e externa, dos tanques de parede dupla, assim como a espessura dos de parede sim-
ples, devem ser medidas com sensores magnéticos ou ultra-sônicos e devem ser iguais ou maiores que os valores indica-
dos pelo fabricante. No costado devem ser feitas pelo menos duas medições por metro de comprimento, em pontos diame-
tralmente opostos. Nos tampos e nas divisórias devem ser feitas pelo menos três medições, uma no centro e as outras em
pontos escolhidos arbitrariamente.
7 Ensaios de qualificação
Os ensaios para confirmar o atendimento das exigências de qualificação devem ser feitos apenas uma vez, em tanques ou
corpos-de-prova extraídos do tanque, para comprovar a adequação do projeto, das matérias-primas e do processo de pro-
dução. Em tanques de mesma espessura e mesmo diâmetro, os ensaios devem ser feitos no de maior comprimento. Os
ensaios de qualificação devem ser repetidos todas as vezes que ocorrem mudanças no projeto do tanque, nas matérias-
primas, na composição dos laminados ou no processo de produção.
7.1 Ensaios realizados no tanque
Amostras representativas dos vários diâmetros devem ser submetidas aos ensaios descritos em 7.1.1 a 7.1.7.
7.1.1 Ensaio com carga de água
O ensaio é feito com o tanque na posição horizontal, completamente cheio de água, com um arco de 90° apoiado sobre
um leito de areia. O tanque deve permanecer nessa condição, completamente cheio, durante 1 h, sem apresentar qualquer
sinal de ruptura ou vazamento. Para tanques de parede dupla, este ensaio deve ser efetuado com o espaço intersticial va-
zio, seguido do ensaio de estanqueidade, conforme 6.2.
7.1.2 Ensaio de resistência da alça de içamento
As alças de içamento montadas no tanque devem suportar, durante 1 min, uma força igual a duas vezes o peso do tanque
vazio, sem apresentarem sinais de falhas visíveis a olho nu, nelas ou no tanque. Após efetuado este ensaio deve-se exe-
cutar o ensaio de estanqueidade conforme descrito em 6.2.
7.1.3 Ensaio de pressão interna
O ensaio é feito com o tanque na posição horizontal, completamente cheio de água, com um arco de 90° apoiado sobre
um leito de areia. Os tanques de diâmetro igual ou menor que 3 m devem ser pressurizados com 172 kPa (25 psi) e os de
diâmetro maior que 3,0 m devem ser pressurizados com 103 kPa (15 psi), durante 1 min, sem romper. Nos casos de tan-
ques compartimentados, os compartimentos devem ser pressurizados simultaneamente.
7.1.4 Ensaio no interstício
7.1.4.1 Ensaio com vácuo
Deve ser aplicado vácuo de 10,3 kPa (1,5 psi) no espaço intersticial durante 24 h. Após este período o vácuo deve ser
aumentado para 20,6 kPa (3 psi) e mantido por 1 min, sem que ocorra ruptura. Em seguida deve-se efetuar o ensaio de es-
tanqueidade, conforme descrito em 6.2.
7.1.4.2 Ensaio com pressão
Deve ser aplicada pressão de 20,6 kPa (3,0 psi) no espaço intersticial durante 24 h. Após este período a pressão deve ser
aumentada para 41,2 kPa (6 psi) e mantida por 1 min, sem que ocorra ruptura. Em seguida deve-se efetuar o ensaio de
estanqueidade, conforme descrito em 6.2.
7.1.5 Torque
A conexão do tubo de carga, quando instalada no costado, deve resistir a um torque de 430 N.m sem apresentar evidência
de danos. Em seguida deve-se efetuar o ensaio de estanqueidade, conforme descrito em 6.2.
7.1.6 Momento fletor
A conexão do tubo de carga, quando instalada no costado, deve resistir a um momento fletor igual a 2 700 N.m, sem apre-
sentar evidência de danos ou descolamento entre ela e o costado. O momento fletor deve ser aplicado primeiro na direção
axial e depois na direção circunferencial. Em seguida deve-se efetuar o ensaio de estanqueidade, conforme descrito em
6.2.
7.1.7 Pressão externa
O ensaio de pressão externa deve ser feito em tanque vazio instalado como especificado na NBR 13781 para condições
de cava inundada. O ensaio deve ser realizado inundando a cava com água até atingir altura de 1,0 m acima da geratriz
superior. O tanque deve permanecer nessa condição durante 24 h. Após esse período e ainda com a cava inundada, o
tanque deve ser submetido a um vácuo de 18 kPa durante 1 min. Em seguida o tanque deve ser desenterrado e ser
aprovado no ensaio de estanqueidade, conforme descrito em 6.2.
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7.2 Ensaios em corpos-de-prova


Cupões cortados diretamente dos tanques devem ser usados nos ensaios descritos em 7.2.1 a 7.2.6 Os cupons devem
medir no mínimo 190 mm por 230 mm e devem ser retirados do tanque, de modo a apresentar a menor curvatura possível,
ou seja, a dimensão 190 mm deve ser paralela à direção circunferencial e a de 230 mm deve ser cortada paralela ao eixo
do costado. Cada cupom retirado deve ser cortado em dois, um medindo 65 mm x 230 mm e um outro 125 mm x 230 mm.
Estes cupons devem ser devidamente marcados e identificados.
O cupom de 65 mm x 230 mm deve ser usado para ensaios sem condicionamento e o outro deve ser ensaiado após con-
dicionamento.
As propriedades de flexão devem ser determinadas em cinco corpos-de-prova extraídos paralelamente ao lado de maior
dimensão do cupom. Os corpos-de-prova devem ser ensaiados para determinar o módulo de flexão e a resistência à fle-
xão, conforme a ASTM D 790, com velocidade transversal de 2,5 mm/min e com o laminado interno virado para baixo.
A resistência ao impacto deve ser determinada em cinco corpos-de-prova extraídos paralelamente ao lado de maior dimen-
são do cupom. Devem ser ensaiados conforme ensaio Izod de resistência ao impacto descrito na ASTM D 256.
7.2.1 Envelhecimento em estufa
Três cupons devem ser condicionados, em uma estufa com circulação de ar a uma temperatura de 70°C, sendo um du-
rante 30 dias, outro 90 dias e outro 180 dias, respectivamente. Os corpos-de-prova extraídos dos cupons condicionados
como descrito devem ser submetidos aos ensaios de flexão e de impacto conforme 7.2.
O laminado ensaiado é considerado satisfatório se atender às condições:
a) os corpos-de-prova condicionados durante 180 dias devem reter no mínimo 80% das propriedades originais de fle-
xão e de impacto;
b) os valores obtidos para propriedades de flexão e de impacto, medidos após os períodos de condicionamento indica-
dos, devem ser extrapolados usando a técnica dos mínimos quadrados para 270 dias. Os valores obtidos nessa extra-
polação devem ser no mínimo 80% das propriedades originais correspondentes. Se qualquer dos valores obtidos na
extrapolação indicar retenção inferior a 80%, outro cupom deve ser mantido na estufa durante 270 dias e reter no míni-
mo 80% do valor das propriedades originais.
7.2.2 Ensaio de imersão
Cupons condicionados por imersão conforme descrito em 7.2.2.2 devem ser ensaiados para propriedades de flexão e de
impacto como indicado em 7.2. Os laminados ensaiados são considerados satisfatórios se atenderem às condições descri-
tas a seguir:
a) as propriedades medidas nos cupons condicionados durante 180 dias em fluidos tipo A devem reter pelo menos 50%
dos valores originais encontrados em cupons não condicionados;
b) as propriedades medidas nos cupons condicionados durante 180 dias em fluidos tipo B devem reter pelo menos 30%
dos valores originais encontrados em cupons não condicionados;
c) após 180 dias de imersão, nenhum corpo-de-prova deverá apresentar evidência de bolhas, trincas rachaduras ou
qualquer outro tipo de dano;
d) os valores medidos para as propriedades, após os períodos de condicionamento de 30 dias, 90 dias e 180 dias em
fluidos tipo A, devem ser extrapolados para 270 dias, usando a técnica dos mínimos quadrados. Esta extrapolação de-
ve ser feita para cada um dos fluidos tipo A e os valores extrapolados devem ser superiores a 50% dos valores origi-
nais encontrados em cupons não condicionados. Caso isto não ocorra, os ensaios devem ser repetidos em cupons
imersos durante 270 dias nos mesmos fluidos onde esta exigência não tenha sido atendida e devem reter pelo menos
50% dos valores originais encontrados em cupons não condicionados.
7.2.2.1 Classificação dos líquidos de imersão
O líquido de imersão é classificado como tipo A ou tipo B, de acordo com o seguinte critério:
Tipo A: líquidos que representam os combustíveis mais comuns a serem armazenados, bem como a condição extrema
do solo externo.
Tipo B: líquidos mais agressivos do que aqueles normalmente armazenados.
7.2.2.2 Condicionamento por imersão
Os cupons devem ser submersos em líquidos de acordo com a tabela 2, por 30 dias, 90 dias e 180 dias. Os líquidos de-
vem ser mantidos à temperatura de 38°C, durante o condicionamento. As arestas dos cupons devem ser seladas com a
mesma resina termofixa usada para fazer os tanques dos quais foram extraídos os cupons. Os ensaios de flexão e de im-
pacto descritos em 7.2 devem ser feitos em corpos-de-prova condicionados por imersão.
7.2.3 Resistência ao impacto em baixa temperatura
Quatro cupons devem ser condicionados por 16 h a menos 29°C. Estes cupons e mais quatro não condicionados devem
ser engastados, um de cada vez, entre dois anéis de aço de diâmetro interno de 110 mm. Os cupons engastados nos
anéis e com a face interna voltada para baixo devem ser submetidos ao impacto de uma esfera de aço de 0,5 kg caindo
em queda livre de uma altura de 1,8 m.
Nenhum cupom deve apresentar sinais de ruptura. Trincas superficiais são aceitáveis.
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7.2.4 Resistência à exposição à luz e água

Os corpos-de-prova usados para os ensaios de flexão e de impacto descritos em 7.2 devem ser extraídos de cupons ex-
postos à luz e à água durante 180 h e 360 h de acordo com o Método I da ASTM G 23, usando equipamento tipo D ou DH.
Durante cada ciclo operacional de 120 min, os corpos-de-prova devem ser expostos somente à luz por 102 min e 18 min à
luz e água. Os laminados serão considerados satisfatórios se as propriedades de flexão e a resistência ao impacto, medi-
das nos corpos-de-prova condicionados, forem maiores que 80% das originais, medidas em corpos-de-prova não condicio-
nados.

7.2.5 Composição
A composição dos laminados dos tampos, do costado, das divisórias e das nervuras deve ser determinada conforme o
anexo B. Os teores de fibras e de resina devem estar de acordo com as especificações do fabricante do tanque.

7.2.6 Rigidez circunferencial de flexão - STIS

A rigidez circunferencial de flexão deve ser determinada conforme a ASTM D 2412, em corpo-de-prova extraído do tanque,
com uma nervura na parte central e comprimento igual à distância entre os centros das nervuras. O tanque é considerado
satisfatório se a rigidez obtida no ensaio for superior a 1,25 kPa.

A rigidez circunferencial de flexão é obtida pela expressão:


3
F  ∆Φ 
STIS = 0,019 . . 1 + 
b . ∆Φ  2Φ 

onde:

F é a força de compressão diametral, em Newtons;

b é o comprimento do corpo-de-prova, em metros;

∆φ é a ovalização, em metros;

φ é o diâmetro médio do corpo-de-prova, em metros.


Tabela 2 - Líquidos de imersão

Tipo A Tipo B
Gasolina premium com Tolueno
6) Etanol (100%)
chumbo
6)
Água destilada1) ou
Gasolina regular sem 10% etanol - 90% combustível C desionizada
2)

chumbo 15% etanol - 85% combustível C 3), 6)


6)
Ácido clorídrico (5%)
Óleo combustível Nº 2 30% etanol - 70% combustível C 3), 6)
Ácido nítrico (5%)
Combustível de referência C 50% etanol - 50% combustível C
(ASTM D 471) Solução de carbonato de
6)
Metanol (100%) sódio - Bicarbonato de sódio
Acido sulfúrico (PH=3) 4), 6)
15% metanol - 85% combustível C (pH = 12)
6)
Cloreto de sódio saturado Solução de hidróxido de sódio
5), 6)
50% metanol - 50% combustível C 6)
Óleo combustível Nº 6 (pH = 12)
NOTAS
1 Parâmetros de ensaios, como temperatura e concentração média, foram aumentados severamente sobre as condi-
ções normais de operação, para obter uma deterioração do tanque num período razoável de tempo. Este ensaio
acelerado pode não resultar em uma correlação direta com a performance real de serviço, entretanto o método de en-
saio resulta em dados comparativos para julgamento simulando o tempo de serviço em operação esperado.
2 O combustível de referência C é descrito na ASTM D 471.
Água destilada com sólidos máximo de 2,0 ppm e uma condutividade elétrica máxima de 5,0 µS/cm a 25°C, como
1)

descrito para água reagente tipo IV da ASTM D 1193.


Água deionizada tendo uma condutividade máxima de 5,0 µS/cm a 25°C, como descrito para água reagente tipo IV
2)

da ASTM D 1193.
3)
Porcentagem em peso.
4)
O pH de 10 é obtido misturando 10,6 g/L de carbonato de sódio e 8,4 g/L de bicarbonato de sódio. Um medidor de
pH deve ser usado, e a faixa de carbonato de sódio e bicarbonato de sódio deve ser ajustada segundo o valores re-
queridos. O pH deve ser verificado várias vezes durante o ensaio.
5)
Ensaiar somente quando for necessário e na temperatura especificada pelo fabricante.
6)
Amostras do corpo-de-prova a serem submetidas somente aos ensaios de resistência à flexão e módulo de flexão,
conforme 7.2
NBR 13212:2001 11

8 Documentação e identificação

8.1 Documentação

O fabricante deve fornecer um certificado de fabricação contendo o número do tanque e deve garantir a rastreabilidade por
cinco anos para os seguintes documentos:

a) comprovante de procedência de todas as matérias-primas utilizadas na fabricação do tanque;

b) relatório de ensaio e inspeção, atestando o atendimento de todas as exigências desta Norma;

c) tabela de calibração do tanque.

Os documentos comprobatórios, pertinentes aos materiais e processos usados na fabricação, devem estar à disposição do
comprador ou seu representante legal.

8.2 Identificação

8.2.1 Placa de identificação

Cada tanque deve possuir, obrigatoriamente, placa de identificação em aço inoxidável, contendo, de forma visível e legível,
as seguintes informações:

a) norma de fabricação;

b) nome do fabricante/unidade fabril;

c) mês/ano de fabricação;

d) número de série;

e) volume de cada compartimento, em metros cúbicos (exemplo: 15, 30, 15/15, 15/15/30, etc.);
NOTA - A marcação do volume na placa de identificação deve iniciar-se pela boca em que se encontra a placa e ser na ordem dos
compartimentos.

f) massa, quando vazio, em quilogramas;

g) construção: parede simples ou parede dupla.

A placa de identificação, com dimensões de 60 mm x 120 mm e tamanho de letra de 3 mm para as inscrições, deve ser fi-
xada na tampa da boca-de-visita (ver figuras 4a) e 4b)).

8.2.2 Informações do fabricante


Cada tanque deve ter informações do fabricante, pintadas ou coladas com papel embebido em resina transparente, con-
tendo as seguintes informações:

a) “pressão máxima de ensaio... kPa”;

b) “mantenha o respiro desobstruído”;

c) “instalar conforme a NBR 13781”;

d) “não rolar ou deixar cair o tanque - movimentar com equipamento de guindar compatível com a carga”;

e) “CUIDADO - não encher o tanque antes de aterrar até a geratriz superior”;

f) “pressão no interstício: 20 kPa (3 psig) máximo ou - 11 k Pa (−1,5 psig) máximo.

8.3 Ficha de acompanhamento do tanque


Uma ficha de acompanhamento (ver anexo C) deve seguir com o tanque e ser preenchida pelo fabricante, pelo transpor-
tador, pelo instalador, pelo cliente e usuário, bem como deve ficar no local de instalação como documento de garantia.

Este documento deve obrigatoriamente acompanhar o tanque em todas as suas movimentações.

A instaladora deve obrigatoriamente entregar o original deste documento juntamente com a nota do serviço de instalação
do tanque.

_________________

/ANEXO A
12 NBR 13212:2001
12

Anexo A (normativo)
Tubo de carga ou de sução feito com resina termofixa reforçada com fibras de vidro

A.1 Construção do tubo


O tubo deve ser construído com resina termofixa, fibras de vidro e aditivos necessários para processar esses materiais. As
superfícies interna e externa do tubo devem ser feitas com véu de superfície pesando mais que 30 g por metro quadrado.

A resina termofixa deve ser qualificada em ensaios de imersão conforme 7.2.2.

O tubo de carga deve ter espessura maior que 3,0 mm, diâmetro externo igual a 100 mm e uma extremidade rosqueada
para fixar na conexão de carga. A outra extremidade do tubo de carga deve ser chanfrada a 45°. O comprimento do tubo
de carga deve ser tal que sua extremidade inferior diste no mínimo 100 mm do fundo do tanque.

O tubo de sução deve ter espessura maior que 3,0 mm, diâmetro externo igual a 50 mm, e as extremidades rosqueadas
para ligar na conexão de sucção e na bomba de sucção. O comprimento do tubo de sucção deve ser tal que o conjunto tu-
bo e bomba diste pelo menos 100 mm do fundo do tanque.
A.2 Inspeção

A.2.1 Inspeção visual: Quando inspecionados visualmente, os laminados dos tubos de carga ou de sucção devem ter apa-
rência igual ou melhor que a do tubo de referência mantido pelo fabricante e aceito pelo comprador como representativo de
qualidade visual aceitável. Os defeitos visuais podem ser reparados e os tubos reapresentados para inspeção.

A.2.2 Dureza: A dureza medida conforme a NBR 9629 deve ser maior que 90% do valor correspondente à cura plena da
resina.

A.2.3 Espessura: A espessura medida nas extremidades dos tubos, com paquímetro ou outro instrumento, deve ser maior
que 3,0 mm.
A.2.4 Composição: A composição dos tubos deve ser determinada conforme o anexo B. Os teores de fibras e de resina de-
vem estar de acordo com as especificações do fabricante.

_________________

/ANEXO B
NBR 13212:2001 13

Anexo B (normativo)
Método para determinar a composição de laminados

B.1 Determinação da composição de laminados

B.1.1 Aparelhagem

A aparelhagem seguinte é necessária para a execução do ensaio:

- mufla para temperatura de 700°C;

- cadinhos de porcelana;

- balança com resolução de 0,1 g ou melhor;

- dissecador.

B.1.2 Ensaio

Cortar um pedaço de laminado com massa entre 5 g e 10 g.

Deixar um cadinho na mufla durante 15 min a 650°C.

Resfriar o cadinho no dessecador.

Pesar o cadinho e anotar a massa m0.

Colocar o pedaço de laminado no cadinho e pesar o conjunto. Anotar a massa m1.

Deixar conjunto cadinho e o corpo-de-prova na mufla a 650°C até completar a calcinação.

Resfriar no dessecador o cadinho contendo o resíduo da queima.

Em seguida pesar o conjunto e anotar a massa m2.

B.1.3 Cálculos

Os teores de resina e de vidro são calculados pelas expressões:

 m - m2 
% resina =  1  x 100

 m1 - m0 

% vidro = 100 % - % resina

B.1.4 Relatório

No relatório deve constar o seguinte:

- origem do laminado;

- teores de vidro e de resina com aproximação de 1%;

- data;

- analista responsável pelo ensaio.

_________________

/ANEXO C
14 NBR 13212:2001
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Anexo C (normativo)
Ficha de acompanhamento do tanque

Logotipo D - TRANSPORTE DO CLIENTE AO LOCAL DA INSTALAÇÃO


do fabricante do tanque PREENCHIMENTO PELO TRANSPORTADOR
DATA ___/___/___
A - IDENTIFICAÇÃO DO TANQUE
SISTEMA DE CARREGAMENTO ( )MECÂNICO ( )MANUAL
PREENCHIMENTO PELO FABRICANTE
APARÊNCIA ( ) SIM ( ) NÃO
DATA DO EMBARQUE ___/___/___
RISCOS PROFUNDOS ( ) SIM ( ) NÃO
DATA DE FABRICAÇÃO _______________________________ PARAFUSOS ( ) SIM ( ) NÃO
Nº DA NOTA FISCAL __________________________________ BUJÕES ( ) SIM ( ) NÃO
Nº DE SÉRIE DO FABRICANTE _________________________ APOIOS LATERAIS ( ) SIM ( ) NÃO
CAPACIDADE ________________________________________ IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO: TIPO: __________________
CLIENTE ____________________________________________ PLACA: ___________________
TRANSPORTADORA
ASSINATURA ________________________________________
ASSINATURA ________________________________________

B - TRANSPORTE DO FABRICANTE AO CLIENTE E - RECEBIMENTO NO LOCAL DA INSTALAÇÃO

PREENCHIMENTO PELO USUÁRIO


PREENCHIMENTO PELO TRANSPORTADOR DATA ___/___/___
DATA _____/_____/_____
RAZÃO SOCIAL DO POSTO DE SERVIÇO:
____________________________________________________
SISTEMA DE CARREGAMENTO ()MECÂNICO () MANUAL
EQUIPAMENTO USADO PARA MOVIMENTAÇÃO
APARÊNCIA ( ) SIM ( ) NÃO SISTEMA DE CARREGAMENTO ( )MECÂNICO ( )MANUAL
RISCOS PROFUNDOS ( ) SIM ( ) NÃO
PARAFUSOS ( ) SIM ( ) NÃO APARÊNCIA ( ) SIM ( ) NÃO
BUJÕES ( ) SIM ( ) NÃO RISCOS PROFUNDOS ( ) SIM ( ) NÃO
APOIOS LATERAIS ( ) SIM ( ) NÃO BUJÕES ( ) SIM ( ) NÃO
IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO: APOIOS LATERAIS ( ) SIM ( ) NÃO
TIPO: ___________________
PLACA: ___________________ ASSINATURA ________________________________________
TRANSPORTADORA ________________________________
ASSINATURA _______________________________________

C - RECEBIMENTO NO DEPÓSITO DO CLIENTE F - INSTALADOR

PREENCHIMENTO PELO INSTALADOR


PREENCHIMENTO PELO CLIENTE DATA ___/___/___
DATA ___/___/___
RAZÃO SOCIAL DO INSTALADOR: _______________________
SISTEMA DE CARREGAMENTO ( )MECÂNICO ()MANUAL
APARÊNCIA ( ) SIM ( ) NÃO
APARÊNCIA ( ) SIM ( ) NÃO RISCOS PROFUNDOS ( ) SIM ( ) NÃO
RISCOS PROFUNDOS ( ) SIM ( ) NÃO PARAFUSOS ( ) SIM ( ) NÃO
PARAFUSOS ( ) SIM ( ) NÃO BUJÕES ( ) SIM ( ) NÃO
BUJÕES ( ) SIM ( ) NÃO APOIOS LATERAIS ( ) SIM ( ) NÃO
APOIOS LATERAIS ( ) SIM ( ) NÃO EM CONDIÇÕES DE ( ) SIM ( ) NÃO
SISTEMA DE ARMAZENAMENTO ________________________ INSTALAÇÃO
ASSINATURA __________________________________________ ASSINATURA ________________________________________

OBSERVAÇÕES: INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES


1. SIM - Em condições de aceitação.
2. NÃO - Sem condições de aceitação, detalhar; se necessário, utilizar o _____________________________________________________
verso. _____________________________________________________
3. Este documento deve obrigatoriamente acompanhar o tanque em todas _____________________________________________________
as suas movimentações. _____________________________________________________
4. A INSTALADORA deve obrigatoriamente entregar o original deste
documento juntamente com a nota do serviço de instalação do tanque.

_________________