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Infoinvestimentos

por Alan Gama de Souza

IMPORTANTE:
Todas as informações contidas neste guia são provenientes de minhas experiências
pessoais com o aprendizado e a aplicação de meus próprios recursos em Títulos Públicos
ao longo de vários anos de estudos e investimentos realizados. Embora eu tenha me
esforçado ao máximo para garantir a precisão e a mais alta qualidade dessas informações
e acredite que todas as informações aqui ensinadas sejam altamente efetivas para
qualquer pessoa que queira começar a investir no Tesouro Direto, é necessário que cada
investidor adapte esse conteúdo para sua própria realidade pessoal. Assim entendo que
todos os investimentos devem ser pensados, pois estes nada mais são que produtos
financeiros disponíveis no mercado para que possamos utilizá-los a fim de atender nossos
próprios anseios. Sua situação e/ou condição particular pode não se adequar
perfeitamente aos métodos e técnicas ensinados neste guia. Assim, você deverá utilizar e
ajustar as informações deste material de acordo com sua situação e necessidades.

Em nenhum momento neste guia há a intenção de difamar, desrespeitar, insultar,


humilhar ou menosprezar você leitor ou qualquer outra pessoa, cargo ou instituição. Caso
qualquer escrito seja interpretado dessa maneira, eu gostaria de deixar claro que não
houve intenção nenhuma de minha parte em fazer isso. Caso você acredite que alguma
parte deste guia seja de alguma forma desrespeitosa ou indevida e deva ser removida ou
alterada, pode entrar em contato diretamente comigo através do e-mail
atendimento@infoinvestimentos.com.br.

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Sobre o Autor

Meu nome é Alan Gama de Souza e sou investidor desde 2011. Não investidor por formação, pois
minha graduação é no curso de Engenharia Mecânica. Entretanto, a dedicação aos estudos e
aplicação dos conhecimentos no mercado financeiro atualmente é tão importante para mim quanto
minha carreira convencional. Quando comecei, lá atrás, o fiz mais por impulso do que por um
efetivo interesse de aprendizado sobre as questões relativas ao mercado financeiro e ao mundo
dos investimentos. Naquela época eu ainda não entendia o que posteriormente veio a ser minha
principal maneira de pensar sobre os produtos financeiros: eles são feitos para que nós possamos
realizar nossos próprios sonhos. São ferramentas para colocarmos em prática nossos objetivos
pessoais. Essa é a maneira mais inteligente de traçarmos estratégias de como escolher os
produtos disponíveis no mercado. Primeiro você traça suas metas, depois procura produtos que
se encaixem nessas metas. E a conversa sobre isso nunca mais acaba. Isso é o que temos de
mais fascinante no mercado financeiro. A garantia de que sempre teremos mudanças. Aos
poucos, depois de praticamente corroer todo o batalhado dinheiro que eu tinha conseguido poupar
no meu primeiro ano como engenheiro formado, decidi que não colocaria mais em risco o
resultado de anos estudando para conseguir o diploma e das incontáveis horas trabalhando no
desenvolvimento de produtos para nossa indústria de transportes. E foi nesse ambiente que
comecei, influenciado, mesmo que sem querer, por colegas de trabalho que já operavam no
mercado. Nem sei se tinham a preparação adequada, apenas posso afirmar que do jeito que eu
fiz, não tinha como dar certo. E após anos de vorazes estudos e aplicações, hoje consigo trazer
práticas que me propiciaram os resultados que eu esperava. Nada de enriquecimento mágico,
talvez para isso seja melhor buscar conhecimento com ganhadores de loterias. O que sempre
proponho é um crescimento sustentável e constante do patrimônio. E sinceramente, tenho a mais
absoluta certeza que qualquer pessoa aprende, com a dedicação adequada, a escolher os
próprios produtos para compor a sua carteira. Mas é claro, isso tem que ser feito da maneira
correta.

HISTÓRICO DE ATUALIZAÇÕES

1ª versão: 2018
2ª versão: 2019

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Índice
Introdução 5

Capítulo 1: o que é Tesouro Direto 7

Capítulo 2 : conhecendo os Títulos Públicos 8


2.1 Títulos Prefixados 9
2.1.1 Tesouro Prefixado 9
2.1.2 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 10
2.2 Títulos Pós-fixados 11
2.2.1 Tesouro IPCA+ 11
2.2.2 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 12
2.2.3 Tesouro Selic 13

Capítulo 3 : Precificação dos Títulos Públicos 15

Capítulo 4 : Como investir em Títulos Públicos 23


4.1 Escolha uma Corretora de Valores 23
4.2 Realizando os investimentos pelo site do site do Tesouro Direto 26

Capítulo 5 : Imposto de Renda em Títulos Públicos 30

Capítulo 6: Exemplo de simulação: Tesouro Selic 33


6.1 Simulação - Tesouro Selic 33

Capítulo 7 : Riscos de Investir em Títulos Públicos 41


7.1 Risco de Crédito 41
7.2 Risco de Mercado 42
7.3 Risco de “Você” 42

Capítulo 8 : CONSIDERAÇÕES FINAIS 44

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Introdução
Seja muito bem vindo(a) e obrigado por fazer o download do ebook ​Como Investir no
Tesouro Direto: Guia Completo​. Agora você tem em mãos um conteúdo que, se você
estudar com atenção e colocar em prática o que vai aprender, tenho certeza que será
capaz de começar a fazer os seus investimentos em Títulos Públicos e conseguir
excelentes resultados para as suas aplicações.

Como eu sei disso? Simples. Os conteúdos que foram inseridos neste material, foram
elaborados de acordo com a minha experiência prática de investimentos. E quando as
informações saem diretamente do “campo de batalha”, elas vêm carregadas com uma
riqueza de conhecimentos de aplicação prática.

Entendo que, se você chegou até aqui, se decidiu por aprender a respeito desse tipo de
investimento, posso concluir que você tem vontade de começar a entender como fazer o
seu dinheiro render mais.

E considero que a sua decisão foi acertada. Investir em Títulos Públicos é, no meu
entendimento, ​a melhor maneira de começarmos​ ​a operar no mercado financeiro.

Para começar, são os investimentos mais seguros que existem no Brasil. Isso advém do
fato de estarmos investindo no nosso próprio governo, e em tese, este seria a ​última
“instituição” de todo o mercado financeiro a falir ​em caso de algum cenário de crise
aguda na nossa economia.

Para você entender esse conceito, vou lançar mão de uma situação hipotética. Imagine
um cenário onde estamos com gravíssima crise na nossa economia. As instituições estão
entrando em colapso, de modo que os bancos que conhecemos, desde os menores até
os gigantes do nosso mercado, começam a falir.

Numa economia, nenhuma instituição é mais forte economicamente que o governo


central. Nem os bancos, nem as empresas, absolutamente nada. Então, nesse cenário
hipotético, o nosso governo seria o último agente do mercado a apresentar problemas, de
modo que os investimentos no Tesouro Nacional seriam os últimos produtos
financeiros a correrem riscos.

Só isso já justifica o motivo pelo qual todos deveríamos começar os investimentos pelo
Tesouro Direto. Mas além disso, os Títulos Públicos possuem outros aspectos que
também são muito interessantes.

As rentabilidades que conseguimos ao investir nesses produtos financeiros são muito


atrativas. E também temos o fato de existirem diferentes tipos de títulos, de modo que
podemos traçar diferentes estratégias de investimentos para os nossos mais
diversos objetivos pessoais.

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Como usar este livro e aplicar os conceitos para os melhores resultados?

Este material foi elaborado para ser lido por completo e de forma sequencial, ou seja, um
capítulo após o outro, do início ao fim.

Após estudar os conteúdos que traremos aqui, você deve colocar tudo em prática, pois só
assim irá comprovar o que aprender.

Bons estudos!

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Capítulo 1: o que é Tesouro Direto


O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional, desenvolvido em parceria com a
BM&FBovespa para venda de Títulos Públicos para pessoas físicas, por meio da internet.

O programa foi instituído em 2002, e o principal objetivo foi popularizar o acesso aos
Títulos Públicos por pessoas comuns, visto que antes desta data, apenas grandes
investidores com grandes capacidades de investimento tinham acesso aos títulos do
governo federal.

Então, quando ouvimos alguém falar que investe no Tesouro Direto, na verdade, essa
pessoa está investindo em Títulos Públicos. Ninguém investe no Tesouro Direto, pois este
é somente o programa, a plataforma na qual o governo disponibiliza os Títulos Públicos,
sendo que esses sim são os produtos financeiros em que investimos.

Em suma, você investe em Títulos Públicos através do Tesouro Direto.

E por que o governo disponibiliza Títulos Públicos para os investidores?

Para gerenciar o país, ou seja, fazer as obras de infraestrutura que são necessárias, para
investir em educação, saúde, segurança, saneamento básico, enfim, para colocar em
prática tudo que é necessário visando viabilizar a nação, o governo federal precisa de
recursos, ou seja, dinheiro.

E existem várias maneiras de arrecadação de recursos. Impostos, lucros das empresas


públicas, etc., há várias maneiras de o governo conseguir se capitalizar. Uma dessas
formas, é através da emissão de Títulos Públicos.

Então, quando o governo emite esses títulos, na verdade ele está buscando dinheiro para
executar suas atividades.

A lógica de funcionamento é bem simples. O governo emite os Títulos Públicos, o


investidor adquire estes títulos, com a finalidade de receber o seu dinheiro de volta, após
transcorrido um período de tempo, devidamente corrigido.

Quando você adquire os títulos do governo, em suma, você está emprestando


dinheiro para o governo, o qual passa a ser seu devedor.

E como já vimos que o governo é a instituição mais segura que existe para investirmos,
você, na situação de credor deste, está muito bem segurado.

O nome “Tesouro Direto”, é consequência do fato de que adquirimos os Títulos


diretamente do governo.

Com a criação do programa, ​qualquer pessoa física pode fazer investimentos, pois com
algo em torno de R$ 30,00 (trinta reais) já é possível fazer aplicações, dependendo do

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tipo de título. Esse baixo valor de entrada, aliado à uma boa rentabilidade e grande
segurança (a maior do mercado), é o que tem contribuído para o crescimento do interesse
das pessoas por este tipo de investimento.

Capítulo 2 : conhecendo os Títulos


Públicos
Vamos agora, neste capítulo 2, detalhar cada tipo de Título Público. Conforme já
mencionamos na introdução deste livro, o estudo deve ser sequencial, assim o
entendimento dos conceitos ocorre de maneira progressiva, partindo dos casos mais
simples e chegando naqueles em que precisamos um pouco mais de atenção.

Portanto, nesta seção, você deve seguir a risca essa recomendação. Iremos detalhar
cada tipo de ativo, com todas as informações necessárias para o entendimento completo
dos ativos.

Basicamente, os Títulos Públicos se dividem em 02 tipos, a saber: os prefixados e os


pós-fixados.

Títulos prefixados: são aqueles em que sabemos no momento da compra, ou seja,


quando realizamos o investimento, a rentabilidade que iremos receber se mantivermos o
título até a data de vencimento. Nesse caso, o investidor já sabe o valor em reais que irá
resgatar futuramente. Temos para este caso, dois títulos: Tesouro Prefixado, e Tesouro
Prefixado com juros semestrais.

Títulos pós-fixados: neste caso, os títulos têm a sua rentabilidade definida por um
indexador. Nós sabemos qual é esse indexador, mas não temos como saber o valor deste
indicador até a data de vencimento. Temos para este caso, três títulos: Tesouro Selic,
Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

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Vale a pena destacar agora a informação de que para que venhamos a garantir que o
nosso investimento tenha exatamente o rendimento contratado na data da aplicação,
necessariamente precisamos mantê-lo até o seu vencimento. Isso acontece porque
os títulos sofrem variações no seu preço no decorrer do tempo em função da variação das
taxas de juros. Mas para elucidar isso de forma que você entenda, primeiramente
precisamos abordar a precificação dos títulos e a marcação a mercado, e faremos isso
posteriormente.

Agora vamos apenas detalhar as características dos papéis.

2.1 Títulos Prefixados

Conforme vimos anteriormente, os títulos prefixados são aqueles nos quais sabemos qual
será a rentabilidade do nosso investimento desde o momento em que fazemos a
aplicação, com a condição de que venhamos a manter o ativo ​até a sua data de
vencimento. ​Vamos ver os dois tipos de títulos prefixados agora.

2.1.1 Tesouro Prefixado

O Tesouro Prefixado, anteriormente chamado Letras do Tesouro Nacional (LTN), possui


um fluxo de pagamento simples, ou seja, as movimentações de dinheiro se dão em dois
momentos distintos. Você faz a aplicação (investimento) num dado momento (data da
compra), e resgata o valor corrigido em outro momento futuro (data de vencimento).

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No primeiro momento, quando você faz a compra, a única movimentação é o dinheiro que
sai da sua conta e vai para o Tesouro Nacional. Já no segundo momento, você recebe de
volta o seu recurso, só que agora ele está devidamente corrigido, ou seja, é o valor
investido acrescido da rentabilidade.

Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, na data de vencimento da


aplicação.

A diferença entre o valor que você irá receber, e o valor que você aplicou representa o
seu lucro obtido na transação.

2.1.2 Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, anteriormente chamado Notas do Tesouro


Nacional - Série F (NTN-F), possui um fluxo de pagamento com juros semestrais, ou seja,
as movimentações de dinheiro se dão em vários momentos distintos. Você faz a aplicação
(investimento) num dado momento (data da compra), e recebe semestralmente parte da
sua rentabilidade. Na data de vencimento, você irá resgatar o seu valor investido,
acrescido de mais um cupom semestral. A rentabilidade é repartida entre esses
pagamentos semestrais.

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No primeiro momento, quando você faz a compra, a única movimentação é o dinheiro que
sai da sua conta e vai para o Tesouro Nacional. A partir daí você começa a receber
semestralmente parte dos seus rendimentos, e as datas para pagamento desses cupons
são definidas regressivamente 6 meses a contar da data de vencimento.

Por exemplo: se você adquire um título com vencimento em 01/01/2029. Nesta data (na
verdade, no dia subsequente, pois 01/01 é feriado) você irá resgatar seu valor investido
acrescido de um cupom semestral.

Em 01/07 do ano anterior, você receberá 01 pagamento semestral, e 06 meses antes


disso, ou seja, 01/01/2028, também, e desse modo até que chegue a sua data de compra.
Essa é a lógica dos pagamentos dos cupons semestrais.

Em outras palavras, o pagamento ocorre várias vezes, tanto na data de vencimento da


aplicação, quanto nos semestres que irão decorrer no período de tempo até lá.

A diferença entre os valores que você irá receber, e o valor que você aplicou representa o
seu lucro obtido na transação.

2.2 Títulos Pós-fixados

Conforme vimos anteriormente, os títulos pós-fixados são aqueles nos quais sabemos
qual será o indexador do nosso investimento, mas não o seu valor real. Isso decorre do
fato de que os indicadores utilizados para rentabilizar os títulos possuem variação ao
longo do tempo.

Por exemplo, o IPCA. Este é o nosso índice oficial de inflação, e utiliza-se ele como um
indexador para rendimento de um tipo de título pós-fixado. O que acontece é que não
temos como saber qual será a nossa inflação até a data de vencimento do título. Assim
sendo, não temos como afirmar qual será a rentabilidade. O que podemos assegurar é
como irá se comportar essa rentabilidade, desde o momento que fazemos a aplicação,
com a condição de que venhamos a manter o ativo ​até a sua data de vencimento.
Vamos ver os tipos de títulos pós-fixados agora.

2.2.1 Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+, anteriormente chamado Notas do Tesouro Nacional - Série B Principal


(NTN-B Principal), assim como o já vimos no Tesouro Prefixado, possui um fluxo de
pagamento simples, ou seja, as movimentações de dinheiro se dão em dois momentos
distintos. Você faz a aplicação (investimento) num dado momento (data da compra), e
resgata o valor corrigido em outro momento futuro (data de vencimento).

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Neste caso também temos apenas dois momentos distintos. No primeiro momento,
quando você faz a compra, a única movimentação é o dinheiro que sai da sua conta e vai
para o Tesouro Nacional. Já no segundo momento, você recebe de volta o seu recurso,
só que agora ele está devidamente corrigido, ou seja, é o valor investido acrescido da
rentabilidade.

Este tipo de título proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de
compra do seu dinheiro, visto que o seu rendimento é composto por duas parcelas: uma
taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA). Desse modo, independentemente
da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será superior a ela. A
rentabilidade real, nesse caso, é dada pela taxa de juros prefixada, contratada no
momento da compra do título.

Entretanto, para garantir essa rentabilidade, precisamos manter o título até a data de
vencimento.

2.2.2 Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, anteriormente chamado Notas do Tesouro


Nacional - Série B (NTN-B), possui um fluxo de pagamento com juros semestrais, ou seja,
as movimentações de dinheiro se dão em vários momentos distintos. Você faz a aplicação
(investimento) num dado momento (data da compra), e recebe semestralmente parte da
sua rentabilidade. Na data de vencimento, você irá resgatar o seu valor investido,
acrescido de mais um cupom semestral. A rentabilidade é repartida entre esses
pagamentos semestrais.

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No primeiro momento, quando você faz a compra, a única movimentação é o dinheiro que
sai da sua conta e vai para o Tesouro Nacional. A partir daí você começa a receber
semestralmente parte dos seus rendimentos, e as datas para pagamento desses cupons
são definidas regressivamente 6 meses a contar da data de vencimento.

Por exemplo: se você adquire um título com vencimento em 15/05/2035. Nesta data você
irá resgatar seu valor investido, corrigido pela inflação, acrescido de um cupom semestral.

Seis meses antes disso, ou seja, Em 15/11 do ano anterior, você receberá 01 pagamento
semestral, e 06 meses antes disso, ou seja, 15/05/2034, também, e desse modo até que
chegue a sua data de compra. Essa é a lógica dos pagamentos dos cupons semestrais, a
mesma que já vimos para o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

Em outras palavras, o pagamento ocorre várias vezes, tanto na data de vencimento da


aplicação, quanto nos semestres que irão decorrer no período de tempo até lá.

A diferença entre os valores que você irá receber, e o valor que você aplicou representa o
seu lucro obtido na transação.

Assim como o Tesouro IPCA+, este título garante rentabilidade real, ou seja, proporciona
o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por
duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA). Desse modo,
independentemente da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será
superior a ela. A rentabilidade real, nesse caso, também é dada pela taxa de juros
prefixada, contratada no momento da compra do título.

Neste caso também precisamos manter o nosso título até a data de vencimento para
poder garantir a rentabilidade contratada.

2.2.3 Tesouro Selic

O Tesouro Selic, anteriormente chamado Letras Financeiras do Tesouro (LFT), também


possui um fluxo de pagamento simples, ou seja, as movimentações de dinheiro se dão em

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dois momentos distintos. Você faz a aplicação (investimento) num dado momento (data
da compra), e resgata o valor corrigido em outro momento futuro (data de vencimento).

Neste caso também temos apenas dois momentos distintos. No primeiro momento,
quando você faz a compra, a única movimentação é o dinheiro que sai da sua conta e vai
para o Tesouro Nacional. Já no segundo momento, você recebe de volta o seu recurso,
só que agora ele está devidamente corrigido, ou seja, é o valor investido acrescido da
rentabilidade.

Este tipo de título terá o seu rendimento de acordo com a variação da Taxa Selic Over.
Ou seja, o que acontecer com a nossa taxa básica de juros da economia, irá influenciar
diretamente o seu título.

Entretanto, para garantir essa rentabilidade, também precisamos manter o título até a
data de vencimento.

A seguir temos um quadro resumo com as principais características dos títulos que foram
vistas até agora:

Título Tipo Rendimento Pagamentos

Tesouro Prefixado Prefixado Taxa contratada Somente no


vencimento

Tesouro Prefixado com Juros Prefixado Taxa contratada Semestral e no


Semestrais vencimento

Tesouro IPCA+ Pós-fixado IPCA + Taxa Somente no


contratada vencimento

Tesouro IPCA+ com Juros Pós-fixado IPCA + Taxa Semestral e no


Semestrais contratada vencimento

Tesouro Selic Pós-fixado Selic Somente no


vencimento

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Capítulo 3 : Precificação dos Títulos


Públicos
Agora vamos abordar a precificação dos títulos. É importante que você entenda como é
feita a precificação para compreender o motivo de que se você quiser garantir a
rentabilidade que contratou quando fez o investimento, precisará necessariamente manter
o papel até a data de vencimento.

Para isso, vamos começar falando a respeito de duas características essenciais dos
Títulos Públicos: a Data-base e o Valor Nominal Atualizado (VNA).

Data-base: ​conforme vimos anteriormente, o programa Tesouro Direto começou em


2002, ano a partir do qual os títulos se popularizaram, de modo que o investidor comum
teve acesso a estes investimentos.

Entretanto, o Tesouro Nacional considera como “data de nascimento” dos títulos o ano
2000. É como se mesmo que o programa tenha iniciado em 2002, os títulos já existissem
desde 2000. E cada um dos papéis possui sua data-base específica dentro deste ano,
conforme podemos ver no quadro 1 retirado diretamente do site do tesouro.

Valor Nominal Atualizado: ​também conhecido como VNA. Para você entender o
conceito de VNA é mais fácil pensar em quanto era esse valor na data-base de cada
título. Nas suas datas-base, ou seja, lá no ano 2000, cada unidade de título valia R$
1000,00 (mil reais).

Ou seja, 01 unidade do Tesouro Selic possuía o valor de R$ 1000,00 (mil reais). Assim
como do Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

E o VNA vem sendo atualizado desde então, a depender do tipo de título e do seu
indexador. O Tesouro IPCA+ segue o nosso índice de inflação, e o Tesouro Selic a nossa
taxa básica de juros da economia.

OBS: o Tesouro Prefixado e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais não


possuem data-base, mas veremos isso mais adiante.

Quadro 1 - VNA e Data-base dos Títulos Públicos. Fonte: Site do Tesouro Direto.

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Vamos usar o exemplo do Tesouro IPCA+ para elucidar ainda mais esse conceito. O
Tesouro IPCA+, conforme podemos verificar no Quadro 1, possui como data-base o dia
15/07/2000. E neste dia, especificamente, o VNA de 01 (uma) unidade era R$ 1.000,00
(mil reais).

Atualmente, quando estamos escrevendo este livro, 01 (uma) unidade do mesmo título
possui outro valor. Isso ocorre pelo motivo de que esta unidade vem aumentando o seu
valor, a partir dos R$ 1.000,00 (mil reais) até hoje, e obviamente, o indicador que é o
determinante para esta rentabilidade é o IPCA.

Em suma, 01 (uma) unidade do Tesouro IPCA+ vem aumentando o seu valor, desde os
R$ 1.000,00 (mil reais) até hoje de acordo com o que ocorreu com a nossa inflação,
utilizando para isso o IPCA.

Para consultar o VNA atualmente, você deve ir no seguinte endereço, o qual direciona
para uma página da própria plataforma do Tesouro Direto.

Endereço para acessar: http://www.tesouro.gov.br/tesouro-direto-balanco-e-estatisticas

Quando você acessar esta página, clique no link que podemos ver na figura abaixo:

Após isso, você terá acesso a uma planilha que é preenchida periodicamente pelo
Tesouro Direto, com os dados atualizados sobre o VNA dos títulos.

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Prestem atenção sempre à última data. No caso, quando escrevemos este livro, o VNA do
Tesouro IPCA+ é R$ 3.206,62 (três mil duzentos e seis reais e sessenta e dois centavos).

O que isso quer dizer? Que este valor vem sendo corrigido, desde o ano 2000, partindo
do valor de R$ 1.000,00 até os R$ 3.206,62 que vemos atualmente. E a taxa que
propiciou essa rentabilização é o nosso IPCA. Não se esqueça, estamos sempre
considerando 01 (uma) unidade do título. Posteriormente, essa informação vai ser
importante.

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Precisamos atentar também para o fato que esse VNA não corresponde ao valor unitário
que verificamos na tabela com os títulos disponíveis para a venda. Isso decorre do fato
que os Títulos Públicos são negociados com deságio em relação ao seu VNA.

Vamos esclarecer isso agora. Deságio nada mais é que um desconto. Então, quando
falamos que os títulos são negociados com deságio, estamos afirmando que eles são
adquiridos, pelo investidor, com desconto. E esse desconto, no caso do Tesouro IPCA+,
é em relação ao VNA. Vamos observar a figura abaixo, na qual temos os títulos
disponíveis para venda atualmente, e que foi retirada diretamente do site do Tesouro
Nacional.

Observe o valor unitário dos títulos Tesouro IPCA+. Verifique que todos se encontram em
valores menores que o VNA que vimos anteriormente, o qual possui o valor de R$
3.206,62. Pois os valores unitários que vemos na tabela (R$ 2.584,98; R$ 1.574,34; R$
1.010,17) são todos com desconto em relação ao VNA.

Então o raciocínio é o seguinte: todos os títulos Tesouro IPCA+ possuem, na data de


15/04/2019, VNA de R$ 3.206,62. E o desconto é sobre esse valor. Quanto mais próximo
o título está do vencimento, menor é este desconto, por isso os valores são maiores.

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E o percentual que define este desconto, é a Taxa de Rendimento que também
verificamos na tabela acima. Ou seja, vamos considerar o Tesouro IPCA+ 2024. O VNA
deste título, conforme já vimos, é R$ 3.206,62. O preço unitário dele é R$ 2.584,98, e o
desconto é definido pelo percentual de 4,17% ao ano até a data de vencimento.

Mas e qual a razão de o Tesouro Direto operar com esses descontos?

Isso realmente pode se tornar um pouco confuso, pois foge das características que
normalmente verificamos nos produtos financeiros mais comuns. A questão é que o
tesouro não emite um título para cada investidor que faz o investimento. Todos os títulos
estão disponíveis para todo mundo comprar. E todos irão resgatar seus investimentos na
mesma data, ou seja, na data de vencimento do título. Além disso, se o produto fosse
rentabilizado unicamente pelo IPCA, não seria interessante para o investidor, pois ele
encontraria no mercado opções que pagariam mais do que isso.

Então, para atrair o investidor, e organizar os seus processos, o tesouro opera assim.

E como funciona isso para o Tesouro Prefixado? O raciocínio é quase o mesmo, só


que com uma pequena diferença.

A lógica por trás desse título é que todos os investidores que compram esse papel, e
quando digo todos é todos mesmo, se mantiverem o investimento até o vencimento, irão
receber o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) por cada unidade do título adquirida.

Para entender melhor, observe a figura abaixo:

Se você for investir hoje, e comprar 01 (uma) unidade do Tesouro Prefixado 2022, você
irá desembolsar R$ 818,59 (oitocentos e dezoito reais e dezenove centavos). E já sabe
que, se mantiver essa unidade até a data de vencimento, ou seja, 01/01/2022, você irá
resgatar R$ 1.000,00 (mil reais). E a taxa que define esse crescimento, desde os R$
818,59 até os R$ 1.000,00, é exatamente a Taxa de Rendimento retirada da tabela, ou
seja, 7,70% ao ano.

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Então, o que você deve gravar disso, é que todos os Tesouros Prefixados serão
resgatados, na sua data de vencimento, valendo R$ 1,000,00 a unidade. E você adquire
cada unidade com desconto (deságio) em relação a esses R$ 1.000,00, sendo que este
desconto é definido pela Taxa de Rendimento.

E o Tesouro Selic?

A precificação do Tesouro Selic é a mais simples de entender, pois este título não
trabalha com deságio. A lógica é a seguinte: o Tesouro Selic, na sua data-base, valia R$
1.000,00 (a unidade), e o mesmo vem rendendo desde então, até os valores atuais,
conforme a nossa Taxa Selic Over.

Vamos ilustrar isso na figura abaixo:

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Na prática, o aconteceu foi isso. O Tesouro Selic, na sua data-base, tinha o valor de R$
1.000,00, e desde então, essa unidade está rendendo conforme a nossa Taxa Selic Over
varia, de modo que atualmente, 01 (uma) unidade deste título vale R$ 10.055,29.

Esse é o modo como os Títulos Públicos são precificados. E é importante endermos isso,
por causa da marcação a mercado. Você deve ter percebido que até agora enfatizamos a
importância de se manter o investimento até a data de vencimento, sob condição de
garantir a rentabilidade do papel conforme as taxas que temos contratada.

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Se você precisar vender antes do vencimento, você estará suscetível às variações que as
taxas dos títulos têm com o passar do tempo. Se as taxas sobem, os preços dos títulos
caem, e vice-versa. Então, caso você precise vender seu papel, e se por acaso naquele
momento as taxas estão maiores do que quando você comprou, o seu preço de venda
estará menor.

A marcação a mercado é utilizada para especular no Tesouro Direto, e mesmo


entendendo que é possível ganhar dinheiro, não é o que recomendo que você faça. É
muito mais inteligente, do ponto de vista estratégico, escolher seus títulos de acordo com
os prazos e características para atender às suas necessidades pessoais.

Capítulo 4 : Como investir em Títulos


Públicos

Independentemente das questões vistas sobre precificação, marcação a mercado, etc., o


investimento em Títulos Públicos é muito simples. Isso não quer dizer que você gastou
tempo aprendendo tudo que abordamos até agora no presente livro.

A questão é que a nossa proposta é fazer você dar um passo a mais. Se fosse para ser
um material qualquer, este ebook não se chamaria Guia Completo. Dito isso, vamos ao
entendimento de como você faz os investimentos na prática.

4.1 Escolha uma Corretora de Valores

Você obrigatoriamente terá que escolher uma corretora de valores para fazer os
investimentos. Isso decorre do fato de que não é possível acessarmos os títulos
diretamente do Tesouro Nacional. Para isso, se faz necessário o uso de um intermediário.

A escolha da corretora é o primeiro passo para começar a fazer suas aplicações. E


atualmente é grande o número de corretoras que não cobram taxas para que você invista
no Tesouro Direto.

Obviamente, corretoras são entidades com fins lucrativos. E você deve estar se
questionando como é possível que não nos cobrem para investir nos Títulos Públicos e
ainda assim gerem lucros.

Simples, elas possuem outros meios de se capitalizarem, seja pela cobrança de taxas de
custódia para quem investe em ações, seja por cobrarem dos bancos uma parte da
rentabilidade dos produtos emitidos por estes e expostos nas suas plataformas. Mas isso
não é tema para este material

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O que você deve entender é que existem muitas corretoras que não cobram nada para
investirmos no tesouro. E obviamente, este deve ser um dos critérios para escolha, mas
não o único.

Abaixo vemos uma lista de corretoras retirada do site do próprio Tesouro Direto, com as
instituições habilitadas a intermediarem os investimentos.

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Conforme pode-se observar, são muitas instituições disponíveis no mercado. Vamos
atentar para algumas informações importantes que podemos tirar dessa tabela.

Agente integrado: essa informação se encontra na segunda coluna. Quando uma


corretora é um agente integrado, os investimentos em Títulos Públicos devem ser feitos
diretamente em seu site.

Você emite as ordens de compra e venda dos títulos diretamente da plataforma da


corretora, na sua área de cliente.

Já se o agente não é integrado, os investimentos devem ser realizados no próprio site do


tesouro.

A outra informação importante é com relação às taxas cobradas, e podemos verificar isso
na quarta coluna. Conforme é possível verificar, há muitas corretoras sem cobrança de
taxas, e de acordo com o que já comentamos, você deve utilizar este critério como um
dos que devem ser utilizados para escolha da instituição.

Uma vez definida a corretora e aberta a sua conta, você deve entrar em contato com esta
e solicitar que ela faça o seu cadastramento no Tesouro Direto. Isso mesmo, ​a corretora
que você escolheu é que faz o seu cadastro.

Para isso, certamente essa instituição irá solicitar que você forneça uma documentação.

Após a realização do seu cadastro, você receberá uma senha provisória para o seu
primeiro acesso à área restrita do tesouro, onde são realizadas as operações de compra e
venda, assim como consultas a saldos e extratos.

Troque a sua senha por uma nova, segundo os critérios da plataforma.

A partir daí é só escolher os títulos e começar a investir.

Link para acesso a lista das corretoras: ​clique aqui

4.2 Realizando os investimentos pelo site do site do Tesouro


Direto

Como algumas corretoras são agentes integrados que não permitem que o investidor faça
suas aplicações pelo site do tesouro, não tenho como mostrar todos os casos. Isso fica a
cargo dos próprios investidores que, mediante as corretoras escolhidas, devem conseguir
as informações com o suporte dessas instituições.

Vou mostrar aqui como devem ser feitos os investimentos pelo site do próprio tesouro.

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Então, uma vez que você já tem conta aberta na corretora, e esta já realizou o seu
cadastro junto ao tesouro, o processo de investimento é muito simples.

Você deve ir novamente no site do programa, e clicar na opção - ​Já é investidor? Acesse
aqui​ - conforme podemos verificar na imagem abaixo:

Após clicar nesse campo, role a barra lateral até que surja na tela a opção - ​investidor
cadastrado ​-, conforme vemos na sequência. Clique nesse botão.

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Após isso, você terá chegará à página que permite acesso à ​área exclusiva para
investidores do Tesouro Direto.

Para realizar o acesso, é necessário o preenchimento dos campos CPF e senha, sendo
que esta você deve obter com sua corretora. Assim que fizer o primeiro acesso, você
deve trocar a senha provisória por uma definitiva, de acordo com os critérios
estabelecidos pela plataforma.

Após preenchidos os campos, finalmente entramos na área permitida somente para quem
investe nos títulos. Recomendamos que você não forneça os dados para acesso para
ninguém, pois por aqui é possível operar com seus investimentos.

Precisamos destacar alguns links importantes desta tela. O primeiro deles é o - ​Investir e
​ é por aqui que você dispara suas ordens de compra e venda dos títulos.
Resgatar - e

Ao lado deste temos o ​- Consultar - ​, onde é possível verificar seus investimentos. Além
disso, temos também o campo ​- Resumo de sua posição -​, onde também podemos
conferir nossos investimentos. Todos esses campos podem ser vistos na imagem abaixo.

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Clicando em - ​Investir e Resgatar -​ você é direcionado para outra página onde deverá
escolher a instituição financeira na qual você tem conta. Aqui estará disponível a sua
corretora, ou corretoras, no caso de você ter mais de uma.

Se o seu agente credenciado for integrado, pode acontecer de você não conseguir fazer
os investimentos pela plataforma do Tesouro. Algumas corretoras operam assim, de
modo que você precisa enviar as ordens de compra e venda pelo site da própria
instituição.

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Falaremos mais disso no capítulo referente às corretoras.

Por ora, seguimos aqui. E dando sequência ao assunto, quando clicamos e escolhemos a
instituição, somos direcionados para uma página com todos os títulos que estão
disponíveis para compra.

Podemos ver uma imagem dessa página abaixo.

Fazer os investimentos por aqui é muito simples. Basta escolhermos qualquer papel, a
depender da nossa estratégia pessoal, e preenchermos a coluna ​- valor desejado - com
qualquer quantia, desde que, obviamente, respeitemos o valor mínimo.

A partir deste valor, você investe quanto quiser e quando quiser. Essa é uma das grandes
vantagens dos títulos públicos. A flexibilidade e a grande acessibilidade fazem com que
esses produtos estejam entre os melhores do nosso mercado financeiro, principalmente
para quem está começando.

Capítulo 5 : Imposto de Renda em Títulos


Públicos

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Vamos abordar agora um aspecto não tão agradável em relação aos Títulos Públicos.
Como nem tudo são flores, quando investimos em nesses ativos obrigatoriamente
teremos que pagar imposto de renda. Mas não se preocupe, o valor já é descontado na
fonte, de modo que quando o dinheiro é transferido para a sua conta, esse já é o valor
líquido.

Neste momento você já entendeu que os Títulos Públicos são investimentos de Renda
Fixa. Então, obviamente, a tributação vai se dar em cima daquela famosa tabela
regressiva que define as alíquotas para este tipo de produto. Abaixo podemos verificar
essa tabela.

Qual a conclusão óbvia que podemos retirar da observação desta tabela? Simples,
perceba que a alíquota de imposto de renda vai diminuindo (de 22,5% até 15,0%)
conforme aumenta o tempo de aplicação. Isso quer dizer que quanto mais tempo nós
deixarmos o dinheiro aplicado, menos imposto de renda iremos pagar.

Ou seja, do ponto de vista do pagamento de tributos, é melhor escolhermos os Títulos


Públicos com maior prazo de vencimento. Veremos isso mais detalhadamente quando
formos abordar as simulações.

Na prática, quase sempre os títulos disponíveis para compra possuem prazo de


vencimento maior que 720 dias a contar da data em que estão disponíveis, de modo que
quase sempre, se você mantiver a sua aplicação até o vencimento, você irá pagar a
menor alíquota.

E com relação aos cupons semestrais, como funciona?

Conforme podemos verificar na imagem abaixo, retirada do próprio site do tesouro, os


pagamentos dos cupons semestrais também sofrem incidência do imposto de renda.

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O que precisamos entender dessa figura? Não se preocupe, é bem fácil de compreender.
Vamos ilustrar isso através de uma estória bem curta.

Imagine que você foi lá e comprou seu Tesouro IPCA+ com juros semestrais, com prazo
de vencimento lá pra frente, em muitos anos. Não se atenha à datas, o que importa é
entender o conceito. Quando você faz o investimento nesse tipo de produto, você já
espera começar a receber os seus pagamentos semestrais.

Se o primeiro cupom a ser pago for em até 180 dias a contar da data em que você fez
esse investimento, você irá pagar 22,5% de imposto sobre o valor do cupom. E assim por
diante. À medida em que os pagamentos vão ocorrendo com o tempo, de modo que se
distanciam da data em que você fez o investimento, menos imposto você irá pagar, até
que chegue um ponto, mais especificamente 720 dias a contar da data em que você fez o
investimento, a partir do qual você irá pagar 15% de imposto de renda para sempre, ou
melhor, até a data de vencimento do seu título.

A mesma lógica se estende para o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais.

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Resumindo: a partir de 720 dias, todos seus cupons semestrais irão ter a incidência de
15% de imposto, e antes disso, eles vão variar de 17,5% a 22,5%, mas como o
pagamento é semestral, são poucos cupons que terão essas alíquotas.

Viu como é fácil de entender? Quanto mais longe da data em que você fizer o
investimento for o pagamento do cupom, menos imposto você pagará. E detalhe, o
imposto é sempre sobre o valor do cupom.

Capítulo 6: Exemplo de simulação:


Tesouro Selic
Para o processo de definição de quais os títulos em que investiremos, é importante que
tenhamos domínio sobre os recursos de simulação que o Tesouro Direto disponibiliza.
Neste capítulo iremos simular um exemplo para cada tipo de título, de modo que você
entenderá tudo que precisa para fazer suas próprias simulações.

Como sugestão, você deve, após estudar esses conteúdos, ir para a prática e fazer você
mesmo suas simulações. Assim, além de ficar familiarizado(a) com a ferramenta, você
melhora o entendimento a respeito das características de cada papel.

6.1 Simulação - Tesouro Selic

Vamos começar com o título mais conservador e mais simples de todos, o Tesouro Selic.
Isso facilita o entendimento, e faz com que a compreensão dos fatos ocorra de forma
crescente.

Para fazermos as simulações, vamos fazer uso do simulador do próprio Tesouro Direto, o
qual faz comparativos com outros produtos financeiros para que possamos entender o
processo de escolha dos produtos.

Para tanto, vamos acessar o simulador clicando no link abaixo:

https://simulador.tesourodireto.com.br/#/inicio

Ao clicar no link, você será direcionado para uma página de “bem-vindo”, conforme
podemos ver na imagem abaixo:

Aqui temos duas opções:

01) Caso você não saiba qual título escolher, pode clicar no botão que propicia seu
acesso a materiais que ajudarão nessa tomada de decisão.

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02) Se você já sabe quais os títulos que interessam clique na opção -​quero fazer uma
aplicação -, c​ onforme destacado na imagem.

Após isso, selecione o Tesouro Selic, e clique em ​- simular -.​ Você será direcionado para
outra página, onde deve escolher entre duas opções: informe quanto você quer investir,
ou informe quanto você quer resgatar no futuro. Vamos na primeira opção.

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Agora, é só preencher conforme você quiser simular. Você pode escolher livremente o
valor que quer aplicar, e também pode simular a possibilidade de fazer aportes mensais.
Para fins de simplificação, pois nossa intenção é que você compreenda o conceito e
possa adequar a ferramenta para suas necessidades, vamos simular um único
investimento inicial no valor de R$ 1000,00.

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Como resultado, o simulador nos entrega um gráfico que nos mostra o crescimento do
investimento ao longo do tempo, até a data de vencimento. Neste gráfico é possível fazer
comparações com outros investimentos populares no mercado, por exemplo, a caderneta
de poupança, os CDBs, LCI/LCA e Fundos DI, todos investimentos com características
compatíveis com o Tesouro Selic.

OBS: As simulações consideram projeções de mercado, que podem não se verificar na


prática. As projeções das simulações são apenas exemplificativas, incluindo
simplificações nos cálculos, não assegurando os resultados de transações passadas ou
futuras. Além disso, as simulações não consideram a incidência de IOF.

Abaixo podemos verificar o referido resultado, com todos os produtos financeiros


selecionados.

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Como podemos interpretar os dados da simulação? Levando em conta a observação


acima, de modo geral, podemos concluir que o Tesouro Selic pode entregar mais
resultados que as aplicações utilizadas nos exemplos, com as devidas ressalvas já feitas.

Se você quiser ter um resultado mais certeiro, utilizando comparações com produtos
financeiros que você conhece, pode configurar por conta própria as informações de
entrada como a rentabilidade do Título Público, a rentabilidade dos outros produtos
utilizados na simulação, etc.

Para isso, basta clicar em - Ver e/ou alterar parâmetros -, ​conforme podemos ver na
imagem abaixo.

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A partir disso, você terá acesso a um menu onde é possível fazer as alterações. Veja uma
imagem desse menu abaixo

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Ainda dentro dessa simulação temos outro menu extremamente interessante para
observarmos. Clicando em ​- SIMULAÇÃO DETALHADA - v​ ocê acessa os dados
detalhados resultantes da simulação, onde é possível verificar, de maneira tabulada,
quais serão os valores obtidos para cada produto utilizado na comparação.

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Os resultados podem ser vistos na imagem que segue:

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As simulações, para todos os títulos, seguem essa mesma lógica. Não vamos aqui nos
estender mais pelo motivo de o ebook ficar muito longo, e também porque entendo que
você colocando a mão-na-massa, seguindo o que passamos até agora, é a maneira mais
efetiva de aprender.

Então, sugerimos que navegue pelos mais diferentes menus do simulador. Clique, fuce
em tudo que você quiser, Assim que se dá o melhor aprendizado: no campo de batalha.

Capítulo 7 : Riscos de Investir em Títulos


Públicos

7.1 Risco de Crédito

Como já dissemos, o Tesouro Direto é uma das aplicações mais seguras que existe, pois
você, quando adquire Títulos Públicos, está emprestando dinheiro para o nosso governo.
E isso faz com que praticamente não tenhamos risco de crédito ao investir nos títulos.
Diferentemente se adquirimos um título de um banco, se o banco quebrar, em alguns
casos você pode ter problemas com seu dinheiro.

7.2 Risco de Mercado

Além do risco de crédito, que você já entendeu ser muito baixo, temos um outro tipo de
risco um pouco mais presente para quem investe nos títulos do nosso governo. Vamos
entender agora os riscos de mercado.

Para explicar isso, preciso informar a você que as taxas de juros dos títulos variam ao
longo do tempo. Vários fatores influenciam essa variação, desde a situação econômica
pela qual passamos, e até mesmo uma decisão para incentivar o investimento em títulos.

O mais importante aqui, objetivamente falando, é você entender que essa variação vai
ocorrer sempre, e não temos como escapar dela.

E essa variação das taxas faz com que os valores dos títulos também oscilem. Aí que
entra o risco de mercado. Se por acaso, você precisar obrigatoriamente se desfazer de
algum título, e no momento em que você for fazer a venda desse papel, dependendo do
que aconteceu com a taxa ele pode ter reduzido de valor.

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Nesse caso, você estaria tomando prejuízo. É a marcação a mercado que comentamos
agora a pouco.

Mas isso só ocorre se você vender seus títulos antes da data de vencimento. Se você
mantiver o papel até o final, pode ter a mais absoluta certeza de que a rentabilidade que
você contratou será aquela que irá fazer o seu título render.

7.3 Risco de “Você”

Achou estranho o título? Mas é isso mesmo, o risco de você não saber o que está
fazendo é o maior de todos para quem investe Títulos Públicos.

E isso pode parecer clichê. Certamente você vai ver essa afirmação em várias fontes de
consulta sobre esse tipo de investimento. Mas isso é a mais pura verdade. O maior risco
que o investidor corre ao investir em títulos do governo é desconhecer as características
dos investimentos, e em virtude disso, tomar uma decisão equivocada.

Por exemplo, vamos voltar ao risco de mercado. Imagine que você adquiriu um título com
prazo de vencimento daqui a 10 anos. E por um infortúnio, precisará resgatar esse
dinheiro antes do prazo.

Você fatalmente estará correndo o risco de o valor do seu papel estar menor do que
quando você o comprou, e na venda, tomar prejuízo. Mas entendeu que desencadeou
esse prejuízo? Foi a sua tomada de decisão equivocada de se investir em um produto
com resgate no longo prazo, e para isso utilizou um dinheiro que você precisará antes.

Na maioria dos casos é assim. Investir no tesouro é muito fácil e seguro, mas se os
investimentos não estiverem alinhados com seus objetivos pessoais, suas estratégias
pessoais, pode ser que você passe por momentos desagradáveis.

Por isso, para mitigar os riscos de errar nos investimentos, a análise tem que ser muito
bem feita. Só dispare as ordens de compra depois de ter certeza absoluta de que aquele
dinheiro pode ficar imobilizado por aquele período de tempo que o papel possui,

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Capítulo 8 : CONSIDERAÇÕES FINAIS


O investimentos em Títulos Públicos é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores
opções que temos disponíveis no mercado. Sem o receio de parecer repetitivo, pois
realmente acredito nisso, é uma das melhores opções para quem está começando. Além
da grande segurança que proporciona, visto que são lastreados pela instituição mais forte
do nosso mercado financeiro, o governo, proporcionam ao investidor diferentes opções
que podem ser encaixadas nas mais diversas estratégias de investimento.

Sabemos que a educação financeira não é prioridade no nosso país, e nem mesmo
dentro dos nossos lares. Mas assim como entendemos isso, estamos comprometidos em
disseminar as melhores estratégias da forma mais clara possível, sob o nosso ponto de
vista, para que você consiga realizar seus sonhos através do uso dos mais diferentes
produtos que temos no mercado.

O que quero ressaltar como mensagem final desse ebook é que o aprendizado sobre
investimentos é uma jornada que você deve trilhar por conta própria, sempre buscando as
melhores fontes de consulta para tal. Isso requer disciplina, autonomia para estudar, e
mais do que isso, você precisa começar a fazer as aplicações para sentir como irá reagir
ao trabalhar com seu dinheiro.Não se esqueça: nenhum plano sobrevive ao campo de
batalha. Estude, estude mais um pouco, e quando achar que está sabendo, estude mais.
Mas não se esqueça de que tão importante quanto aprender é colocar em prática o que
entendeu. Só assim você começa efetivamente a ser um investidor.Qualquer dúvida que
você tiver, ou se quiser fazer uma reclamação, comentário, elogio (porque esse todo
mundo gosta), é só nos contatar pelo e-mail ​atendimento@infoinvestimentos.com.br​.
Teremos o maior prazer em conversar com você.

Por fim, caso queira conhecer mais do nosso trabalho, você pode visitar nossos sites e
canais em:

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Enfim, desejo profundamente que esse material ajude você na busca dos seus sonhos.
Para isso ele foi escrito.

No mais, um forte abraço, e obrigado por estudar conosco.

Alan.

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LINKS

Lista de corretoras:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-instituicoes-financeiras-habilitadas

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