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DISTRIBUIÇÃO DE

VIAGENS
Técnica e Economia dos Transportes – 2015.1
Objetivo da Unidade

Determinar as viagens
realizadas por origem e destino.
Sumário
1. Introdução
2. Modelos de Distribuição de Viagens
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fator de Crescimento Uniforme
- Fator Médio de Crescimento
- Detroit
- Fratar
4. Métodos Sintéticos
- Gravitacional
- de Oportunidade
- Eletrostático
- Programação Linear
- Técnica de Regressão Linear Múltipla
5. Perspectivas de Desenvolvimento
INTRODUÇÃO
1. Introdução
- Embora a demanda por transportes compreenda diferentes
tipos de estudos, o planejamento é constituído:
- Estabelecimento de metas e objetivos;
- Coleta de dados;
- Previsão da demanda futura:
- Geração de viagens;
- Distribuição de viagens;
- Divisão intermodal;
- Alocação do tráfego.
- Avaliação e seleção de planos alternativos;
- Implementação dos planos elaborados.
1. Introdução
- Geração de viagens:
- estimar o número total de viagens futuras que são
produzidas ou atraídas em cada zona de tráfego;
- não se sabe para onde foram as viagens produzidas, nem
de onde vieram as viagens atraídas.

- Distribuição de viagens:
- determinar o número de viagens realizadas entre cada
par de zonas de tráfego;
- previsão do número de viagens realizadas entre as zonas
de origem e destino (fluxos interzonais);
- não trata dos meios de transporte, nem das rotas
utilizadas (alocação intermodal).
1. Introdução
1. Introdução

Geração de Viagens Distribuição de Viagens


1. Introdução
- Matriz dos Fluxos de Viagens Atuais:
1. Introdução
- Matriz dos Fluxos de Viagens Atuais:

- a soma dos fluxos de tráfego de uma linha da matriz


é igual ao total de viagens produzidas (origem) na
zona correspondente a esta linha.
1. Introdução
- Matriz dos Fluxos de Viagens Atuais:

- a soma dos fluxos de


tráfego de uma coluna é
igual ao total de
viagens atraídas
(destino) para a zona
correspondente a esta
coluna.
1. Introdução
- Matriz dos Fluxos de Viagens Atuais:
MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO
DE VIAGENS
2. Modelos de Distribuição de Viagens
- Os métodos utilizados podem ser classificados:
- Métodos Analógicos (ou de Fatores de Crescimento): os
fatores são aplicados aos movimentos interzonais atuais:
- Fator de Crescimento Uniforme;
- Fator Médio de Crescimento;
- Detroit;
- Fratar.
2. Modelos de Distribuição de Viagens
- Os métodos utilizados podem ser classificados:
- Métodos Sintéticos:
- Gravitacional;
- de Oportunidade;
- Eletrostático;
- Programação Linear;
- Técnica de Regressão Linear Múltipla.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Métodos de Fatores de Crescimento:
- Fator de Crescimento Uniforme;
- Fator Médio de Crescimento;
- Detroit;
- Fratar.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fator de Crescimento Uniforme:
- Crescimento esperado na área com um todo irá exercer
a mesma influência no crescimento do movimento entre
qualquer par de zonas localizado dentro dela;
- Superestimação do volume de movimentos.

Vij = vij x E
- Onde:
- Vij: número de viagens futuras da zona i para a zona j;
- vij: número de viagens atuais da zona i para a zona j;
- E: fator de crescimento para a região como um todo.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fator Médio de Crescimento:

Vij = vij x (Ei + Ej)


2
-Onde:
-Vij: número de viagens futuras da zona i para a zona j;
-vij: número de viagens atuais da zona i para a zona j;
-Ei: fator de crescimento da área i;
-Ej: fator de crescimento da área j.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Detroit:
- Desenvolvido com o intuito de superar algumas falhas
dos métodos mais simples e ao mesmo tempo reduzir as
operações na repetição (iteração).

Vij = vij . Ei. Ej


E
- Onde:
- Vij: número de viagens futuras da zona i para a zona j;
- vij: número de viagens atuais da zona i para a zona j;
- Ei, Ej: fatores de crescimento da zona i e da zona j;
- E: fator de crescimento para a região como um todo.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Exemplo: Calcular o número de viagens interzonais futuras,
com base na matriz de viagens interzonais atuais abaixo em
cada zona determinadas na etapa de geração de viagens,
através dos métodos de fatores de crescimento Uniforme,
Médio e Detroit.
Matriz das Viagens Atuais
DESTINO
VIAGENS
ZONAS 1 2 3 ∑ FUTURAS

1 - 200 100 300 600


2 200 - 500 700 1050
ORIGEM
3 100 500 - 600 780
∑ 300 700 600 1.600 -
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- T. J. Fratar usou um processo de repetição para
desenvolver um método que anula as desvantagens dos
métodos anteriores, através de aproximações sucessivas;
- Suposição básica: distribuição de viagens do ano-meta
é proporcional à distribuição de viagens do ano-base,
modificada pelos fatores de crescimento das zonas para
as quais estas viagens são atraídas;
- As modificações levam em conta o efeito da localização
de uma zona em relação a outras zonas.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O Método de Fratar envolve:
- A estimativa do número de viagens que se origina e
termina em cada zona de tráfego, na data em que se
quer determinar a distribuição de viagens (obtido na
etapa de geração de viagens);
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O Método de Fratar envolve:
- A distribuição de viagens futuras de uma zona para
todas as outras zonas na área de estudo, na
proporção da distribuição atual de viagens,
modificada pelo fator de crescimento da zona para
a qual as viagens são atraídas:
- produção de dois valores para cada movimento
interzonal (de i para j e de j para i). Toma-se uma
média destes valores com a 1ª aproximação dos
volume interzonais.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O Método de Fratar envolve:
- Para cada zona, o volume total desejado (obtido na
etapa de geração de viagens) é dividido pela soma
dos volumes da primeira aproximação, para obter o
novo fator de crescimento que vai ser usado para
calcular a 2ª aproximação.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O Método de Fratar envolve:
- As estimativas de viagens interzonais, para cada
zona, na 1ª aproximação são normalmente
distribuídas na proporção dos volumes interzonais
existentes e do novo fator obtido da 1ª aproximação.
A média dos valores dos pares é novamente obtida e
o processo repetido, até que haja o equilíbrio entre
viagens calculadas e desejadas.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O Método de Fratar é expresso pela fórmula:

- Onde:
- Tij: número de viagens futuras previstas da zona i para
a zona j;
- Ti: número de viagens futuras geradas na zona i;
- ti1 ... tin: número de viagens atuais entre as zonas i e
todas as outras zonas de 1 a n;
- F1 ... Fn: fatores de crescimento das zonas de 1 a n.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- Esquema de aplicação do Método de Fratar:
- i. estima-se o total de viagens em cada zona;
- ii. determina-se a distribuição de viagens de cada
zona entre os vários movimentos interzonais;
- iii. a distribuição de viagens produzirá dois valores
para cada par de zonas. Toma-se a média
destes dois valores como a primeira
aproximação dos volumes interzonais;
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- Esquema de aplicação do Método de Fratar:
- iv. para cada zona, o volume total previsto
(tráfego gerado) é dividido pela soma dos
volumes obtidos na primeira aproximação,
conseguindo-se um novo fator de crescimento;
- v. as viagens originalmente estimadas para cada
zona serão novamente distribuídas pelo
movimentos interzonais.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- O processo prossegue com novas repetições, até que
seja obtido para a soma dos volumes de tráfego de
uma mesma zona, um valor aproximadamente igual ao
tráfego futuro gerado na respectiva zona
(aproximação de 1%).
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Vantagens dos métodos de fatores de crescimento:
i. Fácil aplicação e compreensão;
ii. Processo de repetição rápido;
iii. Flexibilidade de aplicação;
iv. Aplicações mostraram bons resultados.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Desvantagens dos métodos de fatores de crescimento:
i. Necessidade de uma pesquisa de O/D;
ii. Fatores de crescimento constante (hipótese
suspeita);
iii. Não aplicáveis em áreas onde há previsão de
mudanças no uso do solo;
iv. A aplicação em pequenos volumes de movimentos
interzonais pode resultar em estimativa não confiável
devido a probabilidade de ocorrência de erros estatísticos
elevados.
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- Exemplo: Calcular o número de viagens interzonais
futuras, com base na matriz de viagens interzonais
atuais em cada zona determinadas na etapa de
geração de viagens.
Matriz das Viagens Atuais
DESTINO
VIAGENS
ZONAS 1 2 3 ∑ FUTURAS

1 - 200 100 300 600


2 200 - 500 700 1050
ORIGEM
3 100 500 - 600 780
∑ 300 700 600 1.600 -
3. Métodos de Fatores de Crescimento
- Fratar:
- Exemplo: Calcular o número de viagens interzonais
futuras, com base na matriz de viagens interzonais
atuais em cada zona determinadas na etapa de
geração de viagens.
Matriz das Viagens Atuais
DESTINO
VIAGENS
ZONAS 1 2 3 ∑ FUTURAS

1 - 500 300 800 1600


2 500 - 200 700 1400
ORIGEM
3 300 200 - 500 1500
∑ 800 700 500 2.000 -
4. Métodos Sintéticos
- Métodos Sintéticos:
- Modelo Gravitacional;
- Modelo de Oportunidade;
- Modelo Eletrostático;
- Programação Linear;
- Técnica de Regressão Linear Múltipla.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Considerado o mais usado na fase de distribuição de
viagens por sua facilidade de aplicação e compreensão;
- Inicialmente concebido com fundamento na lei da
gravidade. Evoluiu até ser obtida uma expressão de
equilíbrio para determinar o intercâmbio de viagens;
- Suposição básica: as viagens realizadas entre duas
zonas “i” e “j” são diretamente proporcional ao número
de viagens produzidas na zona “ i ” , ao número de
viagens atraídas para a zona “ j ” , e inversamente
proporcional a uma função (fator) de separação espacial
entre as zonas.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Expressão:

Onde:
- Tij: número de viagens futuras realizadas da zona de
origem i para a zona de destino j;
- Pi: número de viagens produzidas na zona i;
- Aj: número de viagens atraídas para zona j;
- Di1, Di2, ..., Dij, ..., Din: resistência à realização das viagens
entre as zonas i-1, i-2,..., i-j,..., i-n (distâncias, tempos...);
- b: fator de separação espacial (motivo da viagem).
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Fator de separação espacial (b) varia com o propósito
da viagem:
- Viagens ao trabalho = ½
- Viagens para compras = 2
- Viagens para finalidade social = 3

- Determinado por processo empírico na fase de


calibração do modelo, que é feita empregando-se a
matriz com os valores dos fluxos atuais.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- O tempo de viagem é o fator de resistência que mais
tem sido usado na calibração dos modelos gravitacionais.
Obtidos empiricamente por tentativas.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Adota-se inicialmente um conjunto de fatores de tempo
de viagem;
- Depois calcula-se o número de viagens entre as zonas
usando o Modelo Gravitacional e compara-se o
resultado com as viagens atuais obtidas através da
pesquisa O/D;
- Adota-se um processo de iteração até uma diferença
máxima de cerca de + 3%.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Desenvolver estudo considerando o tempo de viagem
como sendo a medida de resistência entre zonas, no
intuito de simplificar a fórmula:

- Onde:
- Fij: fator do tempo de viagem entre as zonas i e j;
- Dij: tempo de viagem correspondente.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- O modelo gravitacional passa a ser expresso pela
equação:
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- A distribuição feita através da equação dada tem que
satisfazer as seguintes condições:

I- II -

- Observações:
- A condição I é sempre atendida, pois se trata de uma
divisão proporcional de Pi;
- A condição II somente será atendida quando a matriz
calculada corresponder a matriz desejada. Esta
condição exige um processo de cálculo através de
aproximações sucessivas.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Processo de cálculo:
- Passo 1: calcular os fluxos interzonais da matriz de
primeira aproximação (cálculo dos valores de Tij);
- Passo 2: comparar a soma dos valores calculados de
cada coluna da matriz de primeira aproximação,
desiganda por Sj(1), com o valor desejado para a
soma dessa coluna (valor real de Aij), a fim de
verificar se a condição deste processo de cálculo foi
ou não atendida.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Na comparação dos valores de Sj(1), com os valores de
Aj é admitida uma tolerância de + 1%;
- Utilizar fatores de correção para a matriz de 2ª
aproximação:

- A condição desejada será atendida quando se tiver:


0,99 < Fj(2) < 1,01
- Em caso de não atendimento, calcula-se a matriz
subsequente.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Para o cálculo da 2ª aproximação e das matrizes
subsequentes, deve-se calcular um valor auxiliar de Aj,
que será designado por Aj(2) e determinado pela
fórmula:
Aj(2) = Fj(2) x Aj(1)
- Nesta fase do cálculo, Aj(1) é igual ao valor real de Aj,
ou seja, o valor que foi utilizado nos cálculos dos fluxos
interzonais da matriz de 1ª aproximação.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Assim para a enésima repetição procede-se
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Passo 3: calcular os valores de Tij(2) da matriz de
segunda aproximação, empregando a fórmula:

- Passo 4: verificar a condição de aceitação da nova


matriz calculada, a qual não sendo satisfeita, prossegue-
se com o cálculo de nova repetição, procedendo-se
sempre de forma semelhante até obter a matriz
desejada.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Vantagens:
- Em relação aos modelos dos Fatores de Crescimento:
- leva em consideração as modificações dos padrões
futuros de uso do solo;
- os melhoramentos nas facilidades de transporte como
fator de resistência à viagem.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Desvantagens:
- O inverso da potencia da distância é uma medida
insatisfatória da função de resistência ao movimento
por não permitir cobrir todo o campo das
possibilidades de viagens;
- Processo da iteração (repetição) de calibragem
aliado ao número de propósito e variações de
viagens traz sérios problemas computacionais.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Conclusões:
- O modelo gravitacional é fácil de se entender e de se
explicar. Ele reconhece que o propósito da viagem tem
grande influência na determinação dos padrões de viagem
e levam em conta a competição que existe entre os
diferentes usos do solo;
- Qualquer mudança no tempo de viagem entre zonas pode
ser facilmente levada em consideração, enquanto que o uso
de um fator de ajustamento assegura que os fatores sócio-
econômicos pode ser considerados, se necessário.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Gravitacional:
- Conclusões:
- A dificuldade operacional é que ela requer uma
considerável quantidade de ajustamentos e manipulações
para que se encontre resultados satisfatórios;
- Os fatores de tempo de viagem e sócio-econômicos
permanecerão constantes até o ano-meta.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo de Oportunidades:
- Modelo de interposição de oportunidades: suposição
básica de que dentro de uma área urbana todas as
viagens se manterão tão curtas quanto possível,
aumentando de comprimento somente se elas não
puderem achar um destino aceitável em uma distância
menor;
- Modelo de competição de oportunidades: envolve a
aplicação direta da teoria da probabilidade, combinada
com certos aspectos dos modelos gravitacional e de
Fratar.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo de Oportunidades:
- Introduz a teoria da probabilidade como fundamentação
teórica para a distribuição de viagens;
- Desenvolvido por S. A. Stouffer num estudo dos padrões
de migração das famílias de Cleveland, Ohio (anos 30):
o número de pessoas que migra a uma certa distância é
diretamente proporcional ao número de oportunidades
oferecidas àquela distância e inversamente proporcional
ao número de oportunidades geograficamente
intermediárias;
- Também aplicado nas pesquisas realizadas nos estudos
de transportes de Chicago, Pittsburgh e Penn-Jersey.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo de Oportunidades:
- Os modelos de oportunidades podem ser representados
pela fórmula geral:

Ti – j = Ti(G) x Pj
- Onde:
- Ti – j: número previsto de viagens da zona i para a
zona j;
- Ti(G): número total de viagens com origem na zona i;
- Pj: probabilidade de uma viagem terminar na zona j.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Eletrostático:
- Desenvolvido por R. T. Howe numa tentativa de superar as
dispendiosas pesquisas O/D;
- Distribuição dos movimentos individuais baseadas na Lei
da Força Eletrostática de Coulomb:

- carga negativa (centros de residência) e carga positiva


(locais de trabalho/emprego) com magnitudes que
igualam o número de pessoas empregadas.
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Eletrostático:
- O primeiro estágio levou em consideração somente os
movimentos para viagem ao trabalho (suposições):
- a área de estudo é um sistema fechado: cada
trabalhador mora e trabalha dentro da mesma área e
cada emprego dentro da área é preenchido por
trabalhador nela residente;
- o padrão de viagens para o trabalho é estável: cada
trabalhador viaja diariamente para o trabalho;
- a estrutura de empregos da área é equilibrada: não
existem concentrações de um tipo particular de
emprego;
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Eletrostático:
- O primeiro estágio levou em consideração somente os
movimentos para viagem ao trabalho (suposições):
- todos os níveis de renda são distribuídos igualmente
em todas as zonas residenciais da área;
- a separação espacial entre residência e emprego:
linha reta;
- os movimentos ocorrem dentro do sistema por conta do
desequilíbrio entre as cargas + (empregos) e –
(residências).
4. Métodos Sintéticos
- Modelo Eletrostático:
- Vantagens:
- Simplicidade do método;
- Baixo custo de aplicação;
- Padrão futuro de movimentos pode ser previsto sem
se analisar os movimentos existentes;
- Os dados para desencadear o processo:
- informações relativas ao número e localização de
empregados, de empregos e a distância em linha
reta entre as zonas.
4. Métodos Sintéticos
- Programação Linear:
- Técnica de otimização, originalmente desenvolvida para
lidar com problemas de logística militar, que trata de
determinar a atribuição ótima de recursos para alcançar
determinados objetivos;
- A formulação envolve:
- valores de transferência interzonais, a serem
determinados pelo modelo;
- custos de se fazer a viagem, isto é, a distância entre
os centróides das zonas;
- total de viagens produzidas e de viagens atraídas.
4. Métodos Sintéticos
- Programação Linear:
- Técnica simples de se aplicar e requer os mesmos dados
de entrada do modelo gravitacional (número de viagens
atraídas e produzidas, resistência à realização das
viagens – custos, tempo);
- Suposições básicas similares àquelas dos modelos de
oportunidades (as viagens se manterão tão curtas quanto
possível... e teoria da probabilidade) e parecem lógicas;
- O modelo possui uma grande deficiência: não considera
todos os valores apontados por uma matriz completa de
origem e destino (por conta da função modelo).
4. Métodos Sintéticos
- Técnica de Regressão Linear Múltipla:
- Abordagem empírica que visa determinar, a partir dos
dados de uso do solo de origem-destino, as variáveis
sócio-econômicas que dão a melhor previsão de
distribuição de viagens;
- Desenvolvido na Califórnia: pretendia determinar “um
método prático, lógico e confiável, para ser usado no
projeto de autoestradas no futuro”;
- Relaciona a variável dependente (número de viagens de
uma determina zona para todas as outras zonas) com
quatro variáveis independentes (distância, população,
pessoas empregadas e possuidores de veículos na zona).
4. Métodos Sintéticos
- Técnica de Regressão Linear Múltipla:
- A equação final desenvolvida tomou a seguinte forma:

Ti – j = a1 . P² + a2 . E² + a3 . V + a4 . L +
a0
D1,5 D1,5 D1,5 D1,5
- Onde:
- an: coeficientes (método dos mínimos quadrados);
- P: população em cada zona de destino;
- E: pessoas empregadas em cada zona de destino;
- V: posse de veículos em cada zona de destino;
- L : índice do uso do solo para cada zona de destino;
- D: distância.
4. Métodos Sintéticos
- Técnica de Regressão Linear Múltipla:
- Comparado com o método do modelo gravitacional;

- Erro padrão de estimativa foi consideravelmente menor.


4. Métodos Sintéticos
- Técnica de Regressão Linear Múltipla:
- Vantagens:
- o modelo permite incluir na equação qualquer
variável que se pense ter influência nas viagens;
- pode ser aplicado para qualquer área e para
qualquer propósito de viagens.
4. Métodos Sintéticos
- Técnica de Regressão Linear Múltipla (cont.):
- Desvantagem:
- suposição de que o relacionamento entre as variáveis
permaneça constante até o ano meta.
PERSPECTIVA DE
DESENVOLVIMENTO
5. Perspectiva de Desenvolvimento
- Alguns estudos comprovam que:
- dos modelos de distribuição de viagens analisados, os
modelos gravitacionais, de oportunidades e de regressão
múltipla mostraram-se mais promissores para aplicação
no futuro;
- métodos dos fatores de crescimento, embora simples de
se aplicar e úteis em condições estáveis, têm pouca
relevância em uma situação que está mudando
rapidamente;
5. Perspectiva de Desenvolvimento
- Alguns estudos comprovam que:
- o modelo gravitacional poderia ser melhorado pelo
desenvolvimento de parâmetros mais sofisticados que
reflitam a atração e a resistência de viagem:
transformação de fatores simples (número de empregos,
população, etc) em um único fator que combinasse todos
aqueles fatores.
5. Perspectiva de Desenvolvimento
- Se todos os problemas associados com a distribuição de
viagens pudessem ser eliminados por pesquisas futuras,
poderiam ser alcançadas grandes melhorias na exatidão
dessa etapa do processo de planejamento dos transportes;
- Entretanto, não se pode afirmar se esses melhoramentos
serão capazes de transformar o processo de planejamento e
farão deste procedimento de previsão – muito suspeito –
uma ferramenta precisa de trabalho para o planejador de
transportes.
5. Perspectiva de Desenvolvimento
- Apesar da diversidade de fórmulas usadas nos
procedimentos matemáticos desenvolvidos, o princípio
descrito abaixo é o mesmo para todos os modelos:

“As viagens entre dois pontos crescem à medida que


aumenta a atração para tal viagem, mas decrescem à
medida que aumenta a resistência a esta viagem.”
(Davinroy et al. – Predicting Tuture Travel, 1963)
DISTRIBUIÇÃO DE
VIAGENS
Técnica e Economia dos Transportes – 2015.1

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