Você está na página 1de 2

75 ANOS DEPOIS DO III REICH NAZISTA TER SIDO DERROTADO ONDE A

LOUCURA DO PODER MILENAR SE ENCONTRA?

Por: Naelcio Cleon Soares

Foi depois de ler essa postagem feita no Facebook de autoria de Egberto Junior, um confesso
apaixonado por seu Líder ou Mito, que dizia: “Estamos no ano 2038 e o Bolsonaro acabou de
ser reeleito presidente do Brasil pela quarta vez (2018-2022-2034-2038). Em 2026 ele fez o
ministro Sérgio Moro o seu sucessor que acabou sendo reeleito em 2030. O brasil já é a
primeira potência do planeta, mas os petistas; Ah! Os petistas, deixa para lá! Eles já não
fazem a menor diferença desde as eleições de 2022, quando não conseguiram roubar mais
nada para fazer campanha.” – que mediatamente me veio a memoria dois fatos históricos. O
primeiro a parceria de Adolf Hitler e Rudolf Hess, que além de ajudar Hitler a escrever a sua
obra ‘Mein Kampf’, foi por esse nomeado Vice do Führer (Stellvertreter des Führers em
alemão) por ser um eminente membro do partido nazista e um político de destaque na
Alemanha nazista. Só que em 1941 Hess entrou em um pequeno avião e o pilotou até a
Escócia onde se entregou ao exército britânico, traindo Hitler, o partido nazista e o III Reich,
uma coisa que até hoje não tem uma boa explicação, a versão oficial diz que ele desejava
negociar um tratado de paz, o que nunca foi cogitado por Hitler e nem autorizado, já que
naquele momento da Segunda Grande Guerra os nazistas e seus aliados fascistas italianos,
imperiais japoneses e ainda a URSS até 22 de junho de 1941, quando Hitler determinado a
cumprir seu objetivo ideológico de acabar com o comunismo no mundo ordenou a invasão da
URSS, dominavam grande parte do planeta. Segundo foi o que Hitler esperava realizar ao
conquistar a vitória. Seu sonho era a construção do III Reich, um império nazista hegemônico
global que durasse por mil anos. Utilizando de forma resumida a matéria escrita por Eduardo
Szklarz, publicada na revista Super Interessante, em 30 de junho de 2005, intitulada: ‘AS
CINCO IDEIAS POR TRÁS DO NAZISMO’, na qual tomei a liberdade de incluir uma sexta
ideia, podemos ver onde o nazismo e o bolsonarismo se encontram.

AS IDEIAS ORIGINAIS NAZISTAS E A REPAGINADA BOLSONARISTA

A 1ª ideia: O carimbo da ciência (No bolsonarismo é definido como meritocracia) - Como


uma pessoa comum pode conviver com sua consciência após assassinar inocentes? A
resposta: fica mais fácil dormir à noite quando se acredita que seus atos trarão o bem à
humanidade. Hitler convenceu os alemães – e muitos estrangeiros – de que, após o massacre,
nasceria um mundo melhor.

A 2ª ideia: Um ódio ancestral (No bolsonarismo se caracteriza como tudo que difere da
sua crença ideológica) - A eugenia forneceu a base teórica para o assassinato de ciganos,
deficientes, homossexuais e outros “inferiores”. Mas por que só um povo foi marcado para o
extermínio? Por que os judeus? Essa resposta é ainda mais antiga. “O primeiro antissemitismo
foi o dos romanos, que não toleravam costumes judaicos como o shabat (dia do descanso) e o
culto ao Deus único”, escreveu o historiador francês Gerald Messadié em História Geral do
Antissemitismo.

A 3ª ideia: O amor à pátria (É o elo que une nazismo e bolsonarismo indivisivelmente) - A


eugenia emprestou a fachada científica e o antissemitismo forneceu a motivação, mas os
nazistas não teriam feito tanto barulho sem uma 3ª ideia: o nacionalismo. Hitler seguiu as
pegadas do primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, que ajudou a inventar a
identidade germânica e, com isso, unificou o então fragmentado país, em 1871, e fundou o 2º
Reich. Assim, Bismarck venceu os franceses na Guerra Franco-Prussiana. Tinham se passado
12 anos da publicação de A Origem das Espécies e a Alemanha estava vitoriosa e cheia de
entusiasmo. Aí o país se lançou ao imperialismo baseado no “darwinismo social”, declarando
sua superioridade sobre os africanos e asiáticos e justificando assim seu direito de dominá-los.

A 4ª ideia: A fria modernidade (No bolsonarismo é o nós ou eles) - “O Holocausto foi


executado na sociedade moderna e racional, em nosso alto estágio de civilização e no auge do
desenvolvimento cultural humano. Por isso, é um problema da nossa civilização e da nossa
sociedade”, diz o sociólogo polonês Zygmunt Baumann, autor de Modernidade e Holocausto.
Por isso é tão difícil falar abertamente sobre o assunto. O nazismo diz respeito a nós.
Auschwitz é tão ocidental e moderno quanto a calça jeans. O Holocausto foi feito ao modo
moderno: racional, planejado, “cientificamente” fundamentado, especializado, burocrático,
eficiente.

A 5ª ideia: A ilusão da beleza (No bolsonarismo também existe essa mesma utopia
distorcida) - Este último componente do nazismo é talvez o mais chocante. Por trás da
tragédia do Holocausto e da morte de 50 milhões de pessoas, estava o sonho de criar um
mundo mais puro, mais harmonioso – enfim, mais belo. “O nazismo também era estética”, diz
o sueco Peter Cohen, diretor do documentário Arquitetura da Destruição. “Pregava que uma
nova Alemanha surgiria, mais forte e bonita, num sonho ao qual só os artistas podiam dar
forma.”

A 6ª ideia: o culto ao mito e ao personalismo (No nazismo como no bolsoanrismo é a viga


de sustentação, o Führer ou o Líder) – O nazismo antes de Adolf Hitler era um
agrupamento ideologicamente de extrema direita, que dividiam entre si suas frustrações, seus
preconceitos, seu racismo e seu ódio. O nazismo a partir de Adolf Hitler e Joseph Goebbels
ganha um rosto e uma voz populista. Se muito já se falou sobre o carisma de Hitler, é preciso
que se tenha ideia da importância de Goebbels na construção do nazismo, quando ele chegou,
o partido nazista tinha cerca de mil membros, quando o nazismo ameaçava dominar a maior
parte do mundo e possivelmente sua totalidade, o partido nazista tinha milhões de membros
na Alemanha e adeptos e simpatizantes no exterior. Consciente do valor da publicidade (tanto
negativa como positiva), ele provocava, de forma deliberada, rixas nas cervejarias e nas ruas,
incluindo ataques ao Partido Comunista da Alemanha. Goebbels adaptou desenvolvimentos
recentes na propaganda comercial à esfera política, incluindo o uso de slogans atrativos e
mensagens subliminares. Goebbels acabaria por ser convidado por Hitler para o seu gabinete,
tornando-se oficialmente o responsável pelo recém-criado Ministério do Reich para a
Educação Pública e Propaganda.

Agora que cada um tire suas próprias conclusões.

Você também pode gostar