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MANUAL DO
ENSINO FUNDAMENTAL
PROFESSOR

HEIMAR APARECIDA FONTES


MARIA CELIA MONTAGNA DE ASSUMPÇÃO

Nossas Origens

NO
1 A
o
anglo
SISTEMA DE ENSINO

Coordenador Editorial
Nicolau Marmo
Guilherme Faiguenboim
Coordenadora Pedagógica
Leila Rensi
Supervisão de Convênios
Helena SerebrInic
Leila Rensi
Coordenação Editorial
Assaf Faiguenboim

Editor
Sérgio Gonçalves
Supervisora Editorial
Maria José Labriola
Iconografia
Thaïs Falcão (coordenadora)
Clio Foto e Texto (pesquisa)
Leticia Palaria (produção fotográfica)
Luci Yara Celin (licenças)

Ilustrações
Dálcio Machado; Rodval Matias; Hélio Senatore
Projeto Gráfico
Gráfica e Editora Anglo Ltda.
Editoração e Arte
Ana Carla Dias Braga
Eric Fuzii
Tania Cristina Ricci
Capa
Ulhôa Cintra
Impressão e Acabamento
Gráfica e Editora Anglo Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Fontes, Heimar Aparecida


Nossas origens : ensino fundamental, 1 / Heimar
Aparecida Fontes, Maria Celia Montagna de Assumpção.
-- São Paulo : Anglo, 2006. -- (Coleção Anglo
ensino fundamental)
Todos os direitos reservados por
Suplementado pelo manual do professor. EDITORA ANGLO
ISBN 85-7595-125-4 Rua Gibraltar, 368 – Santo Amaro
1. Ciências (Ensino fundamental) 2. Educação 1º- CEP 04755-027 – São Paulo – SP
ano (Ensino fundamental) - Atividades e (0XX11) 3273-6000
exercícios I. Assumpção, Maria Celia Montagna de. www.cursoanglo.com.br
II. Título. III. Série.
código 823150110
06-8729 CDD-372.35
© 2010 Gráfica e Editora Anglo Ltda.
Índices para catálogo sistemático:
1. Ciências : Ensino fundamental 372.35
Sumário
I. APRESENTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

II. PRINCÍPIOS NORTEADORES DO 1º- ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

III. ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6


Ciências Socias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Ciências Naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Noções Lógico-Matemáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Linguagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Alfabetização e Letramento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

IV. ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

V. ORIENTAÇÕES GERAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
VI. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
VII. AVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
VIII. ATIVIDADES PRELIMINARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
IX. CADERNO DO ALUNO – BLOCOS DE AULAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
X. BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106
I. APRESENTAÇÃO

O Manual do Professor tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do trabalho do profissional, sem o restringir.
Contém orientações teórico-metodológicas para cada tema a ser abordado. Além de orientações gerais e dos objetivos das
atividades propostas, há orientações mais específicas: material a ser utilizado, orientações metodológicas, textos informativos
para o professor e uma bibliografia.
Recomendamos ao professor que, antes de iniciar as atividades, faça uma leitura desse material de apoio para que possa
caminhar com maior facilidade durante o bimestre.
É fundamental que o professor tome conhecimento do conteúdo das aulas para que possa providenciar os materiais
necessários ou trocar alguma atividade proposta.
O planejamento é fundamental. O primeiro é feito pelos autores, e o segundo, pelo professor, de acordo com a realidade
local, as necessidades e a curiosidade das crianças.
As aulas contidas neste Manual não esgotam as atividades diárias vivenciadas pelos alunos na escola. Os educadores
devem desenvolver estratégias gerais, com o objetivo de construir uma aprendizagem ativa, baseada em materiais concretos,
altamente eficazes com as crianças dessa faixa etária. Um ambiente propício para a aprendizagem estimula as crianças a
utilizar os materiais de formas diversas de acordo com seu desenvolvimento.
Durante a realização das atividades, novas situações, não previstas no Caderno do aluno, poderão surgir. Portanto, o
professor não precisará limitar-se às atividades propostas. Havendo condições, poderá ampliar os conhecimentos das crianças,
fornecendo informações por meio de filmes, jornais, revistas, entrevistas, enciclopédias, internet, poesias, propagandas, visitas
a museus etc. O importante será enriquecer o repertório cognitivo dos alunos de maneira dinâmica e significativa.
As lições de casa devem fazer parte do cotidiano dos alunos já no primeiro bimestre, pois são parte integrante do processo
escolar. Algumas são sugeridas pelos autores, no Caderno do aluno, e outras poderão ser criadas pelo professor com base nas
aspirações e nos interesses da turma. As lições de casa devem estimular a aprendizagem por meio de atividades que per-
mitam a criatividade e o desenvolvimento de ideias. O que importa é a qualidade das tarefas, e não a quantidade.

II. PRINCÍPIOS NORTEADORES DO 1º- ANO DO


ENSINO FUNDAMENTAL

A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos tem como propósito assegurar às crianças um tempo mais longo
de convívio escolar com maiores oportunidades de aprendizagem.
Segundo o documento “Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade”, essa ampliação não tem o propó-
sito de antecipar conteúdos, mas de implantar uma proposta pedagógica que assegure as aprendizagens necessárias
ao prosseguimento, com sucesso, nas etapas posteriores da vida escolar.
É proposta, assim, uma reestruturação qualitativa dessa etapa de ensino, coerente com as especificidades da segunda infância.
Um dos principais papéis reservados à Educação é o de capacitar o indivíduo para o domínio de seu próprio desenvolvimento,
fornecendo-lhe o “passaporte para a vida”, o mais cedo possível, garantindo a sua entrada na vida como aprendiz ávido e natural.

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A escola deixa de ser apenas o lugar onde os professores transmitem conhecimentos para as gerações mais novas: ela
passa a ser o espaço em que se moldam as relações humanas e se desenvolvem valores e atitudes.
Nesse cenário, o 1º- ano do Ensino Fundamental tem como função ampliar o universo cultural da criança por meio de ações
que lhe permitam conhecer o mundo, estimulando a sua imaginação com novos conhecimentos, ajudando-a a se conhecer
e a conviver com os outros, estabelecendo relações cognitivas e sociais.
A aprendizagem é profundamente pessoal e inerentemente social. Nesse percurso, a criança muda de cenário, encontra
novidades, enfrenta grandes e pequenos desafios e, se estiver pronta para eles, viver e aprender tornam-se inseparáveis.
Criar, imaginar, transformar, conhecer, experimentar, passar do real para o imaginário são atividades que devem ser priorizadas
nessa etapa da aprendizagem, a qual será efetiva na medida em que a criança chegar ao seu significado e apropriar-se daquilo
que faz parte do meio em que vive.
Dentro dessa perspectiva educacional, o projeto pedagógico desenvolvido pelo Sistema Anglo de Ensino para o 1º- ano do
Ensino Fundamental de nove anos propõe atividades significativas e desafiadoras capazes de impulsionar o desenvolvimento das
crianças, ampliando suas experiências e práticas socioculturais. Ajusta as relações das crianças com os elementos da natureza e da
cultura, promovendo situações que provocam trocas e descobertas; favorece a expressão por meio de diferentes linguagens e
articula as diferentes áreas do conhecimento, de forma flexível e aberta ao novo e ao imprevisível, possibilitando a alteração inicial
do trabalho, tornando-o uma via de mão dupla em que as trocas mútuas promovem a aprendizagem e o desenvolvimento.

III. ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO

Áreas do Conhecimento
O currículo do material destinado ao 1º- ano está organizado por Áreas do Conhecimento, garantindo um estudo articulado
entre Ciências Sociais, Ciências Naturais, Noções Lógico-Matemáticas e Linguagens, numa visão interdisciplinar. A proposta
didática de integração de todas as disciplinas tem por centro a linguagem, em todas as suas formas (verbal, matemática, es-
crita gráfica, estética e corporal), pois é graças a ela que a criança conhece o mundo e o constrói.
Os campos do conhecimento não existem separadamente um do outro nem existem separadamente das pessoas que
os estudam. São sistemas vivos, formados por redes e inter-relações.
O conhecimento é construído com base em uma estrutura interior de experiências, emoções, desejos, aptidões, crenças,
valores, propósitos individuais e sociais.
A integração entre as áreas do conhecimento, sem as fragmentar em disciplinas, permite ao aluno fazer conexões e fortalece
o processo de aprendizagem, propiciando uma visão sistêmica da realidade, que é composta fundamentalmente de relações e
se apresenta por inteiro com problemas difíceis de ser solucionados, pois possuem aspectos interdependentes.

a) Ciências Sociais
Os conhecimentos das Ciências Sociais ajudam as crianças a refletir sobre os grupos humanos, suas relações, suas
histórias, suas formas de se organizar e de viver em diferentes épocas e locais.
O material propõe atividades em que as crianças ampliam a compreensão de sua própria história, da sua forma de vi-
ver e de se relacionar. Elas são estimuladas a identificar diferenças e semelhanças entre histórias vividas pelos colegas e gru-
pos sociais próximos ou distantes que conhecem pessoalmente ou por meio de histórias ouvidas, lidas, vistas em televisão,
em filmes etc.
O trabalho ajuda as crianças a desenvolver atitudes de observação e de comparação das paisagens, do lugar que habitam,
das relações entre o homem e o espaço. Mostra para elas as transformações ocorridas em diferentes regiões do planeta,
sob a ação humana.
Propõe atividades por meio das quais as crianças podem investigar e interferir na realidade.

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b) Ciências Naturais
Na área de Ciências Naturais são propostas atividades que desafiam e ampliam a curiosidade das crianças. Elas são esti-
muladas a observar, levantar hipóteses, simular, experimentar e debater para construir conhecimentos sobre fenômenos fí-
sicos e químicos, sobre os seres vivos e a relação do homem com a natureza, ampliando seus conhecimentos científicos e
estabelecendo relações dos saberes dessa área com suas ações do cotidiano.

c) Noções Lógico-Matemáticas
As Noções Lógico-Matemáticas são construídas a partir das relações que as crianças fazem entre todos os tipos de ob-
jetos, eventos e ações, identificando as semelhanças e as diferenças entre eles, classificando, ordenando e seriando.
As crianças são estimuladas a fazer correspondências e agrupamentos, comparando, pensando sobre números e quan-
tidades de objetos quando forem significativos para elas.
Aprendem a operar com quantidades e a registrar situações-problema, de forma espontânea e também usando a lin-
guagem matemática. São propostos jogos que promovem a troca de ideias entre as crianças.

d) Linguagens
As atividades contidas no material dão oportunidade às crianças de ter contato com os diferentes tipos de linguagem:
estética, corporal e discursiva.
São propostas atividades que favorecem as ações das crianças sobre o mundo social e natural, estimulando-as a repre-
sentar o que viram, sentiram e fizeram, por meio de brincadeiras, desenhos, pinturas, colagens, imitações e dramatizações,
relatos orais e registros escritos.
Elas aprendem a apreciar produções artísticas de diferentes épocas, tanto da cultura popular quanto da erudita.

e) Alfabetização e letramento
O processo de aquisição da leitura começa muito antes de a criança tentar obter sentido em suas primeiras tentativas
de ler palavras. A leitura é uma extensão do processo de linguagem, iniciado no estágio dos balbucios do bebê.
Durante os cinco primeiros anos, o desenvolvimento da linguagem é incrível, e as crianças aprendem o padrão básico
do discurso que usarão em sua vida.
A linguagem não é inata, e não é aprendida por imitação. A aprendizagem da linguagem é um processo de invenção
social e pessoal. Toda vez que uma pessoa tenta se comunicar, ela reinventa a linguagem. Essas invenções envolvem o uso da
linguagem pública que a cerca, testadas, modificadas e aperfeiçoadas constantemente.
A linguagem não é ensinada, mas os adultos ajudam a criança a moldar seu desenvolvimento por meio da maneira
como respondem a ela.
As famílias tendem a incentivar as primeiras tentativas de produção de linguagem e as crianças ficam livres para errar e
tentar novamente. Elas têm muitas oportunidades para testar regras e hipóteses e utilizam intercâmbios com os outros co-
mo recurso para chegar ao controle das regras da linguagem, do sistema de sons e do vocabulário.
Ken Goodman explica que a ideia de que as crianças começam a falar palavras, para depois uni-las e formar frases, não
passa de uma ilusão. Isso ocorre porque o controle físico sobre a articulação das sequências de sons é limitado no começo.
No entanto, cada sílaba articulada, como “dá”, constitui um enunciado integral de uma frase.
A linguagem é fácil de ser aprendida se satisfizer a necessidade funcional sentida pela criança.

É preciso ter controle dos sons antes de falar?


Da fonética antes de ler?
Da ortografia antes de escrever?

As crianças falam de forma compreensível antes de controlar muitos dos sons; produzem frases muito antes de controlar as
regras da produção de frases. Se tivessem de esperar pelo controle da ortografia convencional, provavelmente nunca escreve-
riam ou não descobririam por que a ortografia é importante.
A maioria das pessoas aprende a falar antes de aprender a ler e a escrever, como mostra o gráfico abaixo. A leitura e a escrita
são uma extensão natural da linguagem integral.
OUVIR FALAR LER/ESCREVER
4444444244444443 14444244443
14444244443 1

nascimento 2 anos 5 anos 6 anos 7 anos

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Aprender a linguagem é aprender como expressar significados, dar sentido ao mundo. O desenvolvimento cognitivo e o
linguístico são interdependentes: o pensamento depende da linguagem e esta do pensamento.
As crianças aprendem a linguagem oral porque precisam dela em contextos sociais. Porém, têm dificuldade em aprender a
linguagem escrita na escola, não por ser mais difícil, mas porque a escola isola o material escrito de seu uso funcional ao ensinar
habilidades fora de contexto. Coloca como meta o ensino da escrita como um fim em si mesmo, tornando a tarefa mais difícil, às
vezes impossível para muitas crianças.
Para que o ambiente seja propício para o aprendizado da leitura e da escrita, na sala de aula deve haver livros, revistas, jornais,
embalagens, guias, rótulos, cartazes e todo tipo de material impresso. Os alunos devem trazer todos os tipos de materiais ade-
quados aos seus interesses.
As salas devem ter caixas de correspondência, “canto” de escrita com papéis, lápis e canetas, um “canto” de biblioteca, uma
banca de revistas e etiquetas adequadas a tudo.
As crianças devem conviver num ambiente onde haja a presença da escrita e da leitura para ouvir um conto, ditar uma his-
tória, etiquetar, montar exposições e quadros de informações.
As estratégias de expressão (escrita) e de compreensão (leitura) são construídas durante o uso funcional, significativo e rele-
vante da linguagem. Não há necessidade de textos especiais para ensinar a leitura e a escrita. A aprendizagem acontece no mo-
vimento discursivo das aulas: falando, ouvindo, lendo e escrevendo das mais variadas maneiras.
Aprender a escrever sem medo de errar é importante. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem, no entanto o pro-
fessor deve mostrar às crianças os equívocos observados, apresentar as dificuldades da escrita e conversar sobre elas. Cada crian-
ça tem um ritmo e ninguém aprende tudo numa só vez. A cada nova aproximação, a criança reconstrói o conhecimento e por is-
so é importante abordar as mesmas questões muitas vezes, de maneiras e com recursos diferentes.
Inúmeras condições estimulam o processo de aquisição da leitura e da escrita; no entanto, existem quatro preceitos que, se-
gundo Emília Ferreiro, são primordiais:

Restituir à língua escrita o seu caráter de objeto social;


Permitir o acesso, quanto antes possível, à escrita do nome próprio;
Perguntar e ser respondido;
Permitir a reflexão e a confrontação.

Quando as crianças falam sobre o que fizeram, viram ou construíram, e alguém registra exatamente o que disseram e lê em
voz alta, elas são testemunhas da escrita e da leitura de suas próprias ideias. Aprendem que aquilo que falam pode ser escrito, o
que ditam pode ser lido e, eventualmente, serão capazes também de ler e de escrever. Começam então a prestar atenção às le-
tras, aos sons, às palavras e, dessa forma, vão ampliando suas hipóteses sobre a escrita.
A partir dessas situações em que presenciam o adulto escrevendo, começam a perceber o formato da escrita e conceituam
a escrita como um conjunto de formas arbitrárias, dispostas linearmente, que não representam o aspecto figural do desenho, mas
sim o seu nome. É a etapa em que começam a perceber que letras e desenhos têm funções diferentes. Distinguem uma mani-
festação escrita de um desenho.
A fonetização da escrita inicia-se quando as crianças começam a usar a oralidade como referência entre o que escrevem e
os aspectos sonoros da fala. Na fase inicial da fonetização, a escrita sofre grande influência da oralidade. Essa fase caracteriza-se
por ser o período em que a criança busca a relação entre o que fala e a escrita, atribuindo, inicialmente, o valor de uma sílaba pa-
ra apenas uma letra (pata-pta), para posteriormente perceber que, para sons semelhantes, deve haver semelhança de letras.
Finalmente, alcança o período ortográfico, que é a busca do entendimento dos princípios fundamentais do sistema alfa-
bético de escrita.
Para compreender o funcionamento da escrita alfabética, precisa entender que as letras substituem os segmentos sonoros
mínimos, chamados de fonemas. Deve, ainda, considerar as relações de ordem e permanência.
Aos poucos, as crianças percebem que a ordem em que são registradas as letras no papel corresponde à ordem em que são
pronunciados os segmentos sonoros, estabelecendo as relações entre letras e sons.
Compreendem também as relações de permanência ao perceberem que há uma constância no registro gráfico dos seg-
mentos sonoros. Independentemente de C aparecer manuscrito ou com outro formato autorizado para ser C, é um símbolo que
substitui os sons /K/ ou /S/.
É preciso que as crianças analisem o interior das palavras, observando a variedade e a quantidade de letras que as compõem,
sua ordem e os casos de letras que se repetem. Por meio de variadas estratégias didáticas que envolvem jogos e brincadeiras, as
crianças se apropriam do sistema alfabético de escrita. Alfabetizar letrando é a forma mais eficaz para a aprendizagem da lin-
guagem escrita.

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Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas inseparáveis. As crianças aprendem a ler e a escrever no contexto das práti-
cas sociais da leitura e da escrita. Dominam a tecnologia que envolve conhecimentos e destrezas do Sistema Alfabético de Es-
crita e usam esses conhecimentos para se expressar e se comunicar nas situações em que precisam ler e produzir textos.
As práticas e as concepções adotadas pelo Sistema Anglo de Ensino, ao introduzir as crianças no mundo da escrita, procuram
garantir a elas o direito de ler-compreender e produzir textos que possam compartilhar socialmente como cidadãos.

IV. ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL

1. Caderno do aluno
São propostos quatro Cadernos por ano, com 80 aulas, contendo atividades, textos, tarefas para casa, integrando todas
as disciplinas. Em cada um deles é abordado um tema em torno do qual giram as atividades.
a) Temas
Caderno 1: Nossas origens
Caderno 2: Tudo tem História
Caderno 3: Vai e vem: como tudo começou
Caderno 4: Das cavernas às cidades
b) Personagens
Um grupo de seis personagens, a Turma de Luan, aparece em todos os Cadernos, propondo sempre uma nova
aventura ou algum assunto instigante a ser explorado. Além das crianças da Turma do Luan, aparecem o Professor Sérgio
e o cãozinho Faísca. Fazem parte dessa turma:

Vitória: gosta de histórias Theresa: gosta de surpresas

Felipe Silveira: gosta de brincadeiras Edgar: gosta de desenhar

Maria: gosta de cantoria Luan Calmar: gosta de pesquisar

Professor Sérgio Faísca, o cãozinho de Edgar

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c) Seções
As seções revelam algumas das estratégias didáticas que serão utilizadas.

jogar

poema

ue prendemos

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2. Manual do Professor
Cada Caderno é acompanhado pelo Manual Pedagógico para o professor, com sugestões de atividades, material a ser
utilizado, orientações metodológicas, textos informativos e uma bibliografia.

3. Bloco de Repertório de Palavras


Junto com o primeiro Caderno, é enviado um bloco com 16 folhas que podem ser utilizadas para escrever palavras por
temas, por unidades ou projetos.

4. Letras móveis
Cada aluno recebe no início do ano uma coleção com 80 letras móveis em
EVA, acondicionadas dentro de uma caixa cilíndrica de papelão.

5. Caderno de Linhas Verdes


Enviado para as escolas que introduzem a letra cursiva nessa etapa da escolaridade.

V. ORIENTAÇÕES GERAIS

1. O papel do professor
Dentro do atual cenário escolar, é essencial que os professores sejam considerados os melhores consultores e as pessoas mais
indicadas para oferecer o apoio necessário em questões de Educação.
Eles devem ser vistos pelos pais como profissionais competentes, confiáveis, com experiência na educação de crianças em
contextos cotidianos.
O professor é o responsável pela formação dos vínculos afetivos com a criança dentro da escola, construindo um relaciona-
mento que tem como meta facilitar o caminho da integração do aluno com o grupo. Seu papel é o de mediador na socialização
dos alunos e, para que ele assuma um papel tão delicado e complexo, sua formação precisa se pautar na prática e na compre-
ensão do desenvolvimento infantil.
Apoiados pela equipe pedagógica, os professores devem conhecer as dúvidas e as expectativas dos pais ou responsáveis
em relação à criança, a fim de se tornarem não um substituto, mas um parceiro profissional competente e em quem se pode
confiar.
É importante lembrar que as crianças, desde os primeiros anos de vida, devem ser consideradas membros permanentes de
um grupo social de cidadãos.
O respeito por elas é medido pela atenção que se dá à sua qualidade de vida, ao seu bem-estar psicológico e físico, ao seu
potencial e ao ritmo de seu desenvolvimento.

2. A organização geral da sala


O ambiente preparado para as crianças deve ser generoso, não só pela riqueza e variedade de materiais disponíveis, assim
como pelas atitudes dos professores e pelo cuidado com que os materiais e objetos são escolhidos, organizados e oferecidos a
elas. Trata-se de uma postura que se caracteriza pela atenção e pela escuta por parte dos adultos que sabem observar e oferecer
os objetos, na medida e no momento certos, estimulando a atenção e o desenvolvimento infantil.
O ambiente deve ser agradável, compreensível e significativo: recomendamos que cores e nomes sejam utilizados para indi-
car os locais em que devem ser colocados os casacos, pertences pessoais e materiais de uso comum; podem ser acrescentados
símbolos que identifiquem os conteúdos de potes e caixas e determinem as áreas, para que as crianças comecem a construir um
entendimento da linguagem simbólica.

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Esse tipo de arrumação estimula a organização e a autonomia, pois os alunos podem trabalhar sem intervenções cons-
tantes do adulto, o que aumenta sua capacidade de se concentrar não pelas solicitações do professor, mas pela própria mo-
tivação.
Todo ambiente favorável cria um clima de cooperação e cordialidade. Quando os materiais são escassos, as atividades são
monótonas, os objetos desinteressantes e o ambiente desorganizado, as crianças ficam agitadas, a competição aparece e as si-
tuações de conflito aumentam.

“Ambientes previsíveis e organizados encorajam as crianças a compartilhar suas ações e seus jogos de maneira direcionada
e emocionalmente positiva.”
Lella Gandini

3. Rotina diária
A rotina, considerada um instrumento de dinamização da aprendizagem e facilitador das percepções infantis sobre o tempo
e o espaço, orienta as ações dos alunos e do professor.
É necessário que o professor se organize, planeje e equilibre o tempo em todas as áreas da aprendizagem. Ao planejar, é pre-
ciso prever o tempo das atividades para que não se estendam além do necessário, ou para que não seja preciso apressar as crian-
ças para finalizá-las.
Conhecendo a rotina diária de forma clara e compreensível, as crianças podem se organizar e se preparar para as atividades.
Além da organização do tempo, a organização do espaço interno e externo à sala de aula deve potencializar a ação das crianças.
Uma sala de aula com carteiras fixas impossibilita o trabalho em grupo, dificulta o diálogo e a cooperação.
A utilização e a organização do espaço e do tempo refletem e interferem nas práticas pedagógicas e na construção da auto-
nomia do aluno para os estudos e para o convívio social.
Sugerimos o seguinte exemplo de rotina:

a) Organização
• Chegada.
• Atividades de organização: músicas, chamada, calendário, contagem do número de crianças, revisão de regras, ani-
versariantes, ajudantes etc.
• Planejamento do dia e hora da conversa.

b) Atividades em grande grupo


• Linguagem oral e escrita.
• Natureza e Sociedade: Ciências Sociais e Naturais.
• Matemática: Noções Lógico-Matemáticas.
• Linguagens.

c) Lanche

d) Trabalho individual
• Cadernos, livros, folhas.

e) Atividades de expressão
• Hora da novidade, culinária, música, artes, movimento.

f) Hora do conto
• Diariamente o professor deve trabalhar com livros de histórias na sala de aula, na biblioteca, e promover dramatizações
ou teatro de fantoches, de sombras etc.

g) Organização
• Preparo para a saída (avaliação do dia).

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4. Planejamento do dia
O registro das atividades de rotina deve ser feito diariamente pelas próprias crianças. Faça uma escala e, a cada dia, duas crian-
ças, com a ajuda do professor, registram o planejamento numa folha de papel sulfite.
Tire fotografias das crianças durante as atividades de lanche, no parque, no preenchimento do calendário (atividades de en-
trada), durante o dia etc. Utilize-as na hora da conversa, para estimular as crianças a falar sobre o que estão fazendo nas fotogra-
fias. Numa etapa posterior, relacione o nome da atividade com as respectivas imagens e, finalmente, faça com que as crianças as
coloquem em sequência, seguindo a ordem da rotina diária. Faça um painel de rotinas com as fotos.
Exemplos de registros feitos pelas crianças:

5. Organização dos intervalos entre as atividades


a) Para a chegada
• Receba as crianças com um sorriso.
• Organize os materiais de trabalho (cartazes, perguntas motivadoras, jogos que serão usados nas atividades), colocan-
do-os sobre as mesas, na lousa etc.
• Inicie o dia com músicas e rimas.
Obs.: Ande pela classe e cante ou faça rimas para cada aluno. Encoraje as crianças a descrever como estão se sentindo.

b) Mantenha o controle da classe entre uma atividade e outra, ou sempre que for preciso
• Fale em voz baixa.
• Coloque uma música.
• Use um boneco para dar a ordem.
• Bata palmas e peça às crianças que imitem as palmas, obedecendo ao padrão de som e duração.

c) Forme filas quando for necessário


As crianças podem ser chamadas seguindo critérios diversos.
Exemplos:
• Primeiro aquelas que têm alguma coisa vermelha, depois as que têm alguma coisa azul, amarela etc.
• Primeiro aquelas que têm olhos castanhos, depois as que têm olhos azuis etc.
• Primeiro aquelas cujo nome começa com a letra A, depois as que têm o nome que começa com a letra B, e assim por
diante.

d) O fechamento do dia
Antes de as crianças partirem, é importante agrupá-las e comentar sobre o dia.
• Reveja o dia na ordem sequencial das atividades.
• Pergunte: Do que você gostou mais? O que você aprendeu hoje?
• Dê às crianças alguma ideia sobre o que farão no dia seguinte: um projeto de arte, uma experiência, um passeio etc.
• Relembre a tarefa de casa, perguntando se alguém tem dúvidas ou se necessita de nova explicação.

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6. Crachás
Na lista de material ou logo na primeira semana de aula, será necessário pedir aos pais três fotos 3 × 4 de cada criança. Uma
delas deverá ser colada em uma atividade do início do Caderno do aluno; outra será colada no crachá individual que a criança
usará nos passeios e saídas com a escola; a terceira foto será usada pelo professor na organização de uma ficha com as fotos de
toda a turma, que chamaremos de “carômetro”.
As crianças têm dificuldade em identificar seus trabalhos e o de seus colegas, mesmo que seu nome esteja escrito neles, pois
ainda não os reconhece. Sugerimos que o professor elabore para cada aluno uma tira identificadora na qual colará a foto da crian-
ça e escreverá o primeiro nome (o primeiro e o segundo, no caso de crianças com nome composto, e o primeiro e o último, no ca-
so de crianças com nomes iguais).

Foto

Nome

As tiras devem ser coladas numa folha de sulfite e várias cópias devem ser feitas, as quais devem ser recortadas e guardadas
para uso durante o ano, a fim de identificar o trabalho das crianças.
O professor precisará confeccionar um crachá de mesa (placa de identificação) para cada criança. Esperamos que, depois de
certo tempo, as crianças sejam capazes de escrever seu nome.
Ao entregar os crachás, o professor poderá propor diferentes agrupamentos com eles: o grupo dos nomes que têm a mesma
quantidade de letras, dos nomes que iniciam ou terminam com a mesma letra etc. O professor poderá também promover brinca-
deiras com os crachás, decifrando letras ou escolhendo um deles para desafiar os alunos a dizer com que letra o nome escolhido
se inicia. Essas brincadeiras devem ser feitas várias vezes no início do ano, para que as crianças aprendam a maneira de escrever
os nomes dos colegas e usem os crachás como referência nos momentos de escrita.

Observação
Os crachás (placas de identificação) deverão ser guardados no final do dia e entregues no início do período para que
as crianças os coloquem sobre as mesas.

7. Carômetro
Em folhas de papel sulfite, cole as fotos 3 x 4 das crianças com seus nomes, da mesma forma que nas tiras identificadoras. Pro-
videncie cópias para os alunos utilizarem nas atividades que forem propostas no Caderno ou quando julgar necessário.

8. Painel de encaixe com os nomes dos alunos


Sugerimos colocar os nomes das crianças em um painel de encaixe ou, então, fazer um cartaz com os nomes das crianças pa-
ra afixá-lo na parede. Essa mensagem assegura à criança que o professor realmente está esperando por ela.
Confeccione painéis de encaixe para colocar os nomes dos ajudantes do dia e dos aniversariantes.

9. Pôster de parede
Confeccione um pôster em que apareçam nomes ou fotos de membros da família ou até mesmo de animais de estimação
das crianças, pois esse material pode facilitar a adaptação da criança à escola, estabelecendo forte ligação com a casa.

10. Pôster das personagens da Turma de Luan


Afixe o pôster das personagens da Turma de Luan na parede. No início do ano letivo, esse material é enviado para cada
sala de aula ou professor pelo Sistema Anglo de Ensino.

11. Painel para expor as atividades das crianças


Organize um painel para as crianças registrarem suas atividades por meio de desenhos, como, por exemplo, a visita ao espaço
escolar no início do ano letivo.

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12. Organização do material na sala de aula
Organize os espaços em que deverão ser guardadas as lancheiras, as pastas, os materiais coletivos, os materiais individuais etc.
Etiquete os objetos da sala de aula (por exemplo: lousa, janela, armário).

13. Alfabeto
Apresente o alfabeto numa faixa, com todas as letras de forma maiúsculas, colocada em lugar bem visível para que os alunos
tenham esse modelo constantemente diante dos olhos.
Posteriormente, poderão ser incluídas as letras de forma minúsculas, as letras cursivas maiúsculas e as letras cursivas minús-
culas.
Esse material será um referencial para ingressar as crianças no mundo letrado e servirá para que elas, ao longo do tempo, per-
cebam que há palavras que são grafadas com letra maiúscula e outras com letra minúscula, com letras de forma e cursiva. Mos-
tre os diferentes alfabetos, chamando a atenção para o fato de que uma letra minúscula pode ser escrita em tamanho maior do
que uma maiúscula, porque não é o tamanho que conta, mas a forma gráfica.

14. Projetos
Há propostas em cada Caderno de um projeto de estudo detalhado, o qual começa com questões e ideias e se desenvolve
por meio de experiências concretas de aprendizagem. É importante notar que os projetos relacionados aos Cadernos não são as
únicas atividades que as crianças fazem na sala de aula. Constantemente, os alunos estão envolvidos em outras atividades
selecionadas pelo professor ou pelas próprias crianças.
Para desenvolver um projeto de estudos são necessários quatro componentes:
a) Exploração
Introdução do projeto com uma provocação ou uma atividade estimulante que faça com que as crianças pensem
sobre o tema. As primeiras atividades devem evocar imagens e sentimentos. Durante todo o período de “provocação”,
tanto as crianças quanto os professores devem estar abertos a novas ideias. Os professores devem estar atentos a reações,
questões, comentários que as crianças fazem, mas devem também estar dispostos a brincar e aprender junto com elas.
b) Organização
As ideias das crianças devem ser documentadas por meio de desenhos, construções, fotos, gravações em vídeo e escritas.
Por meio de atividades e reflexão sobre suas ações, as crianças desenvolvem experiências mais profundas sobre esse tópico.
c) Discussão e representação
Durante o projeto, as soluções, respostas e reações dos alunos devem ser compartilhadas, registradas e comparadas
com as ideias iniciais tanto das crianças quanto do professor.
d) Conclusão
Todo projeto deve culminar com uma experiência, uma espécie de celebração, simbolizando o que foi aprendido e
conquistado pelo grupo durante o desenvolvimento do projeto. Muitas vezes, o evento acaba gerando outros focos de
interesse. É importante que seja feita uma avaliação com as crianças e com todos os membros da equipe, considerando o
que aprenderam e o que a própria equipe conquistou.

15. Brincadeiras com fantoches e marionetes


Para as brincadeiras de faz de conta, providencie fantoches variados, inclusive a coleção com as personagens da Turma de
Luan, bonecas, maletas, roupas, armações de óculos, chapéus, luvas, utensílios caseiros, fantasias etc., e coloque tudo dentro
de um baú ou de uma caixa grande, que poderá ser enfeitada pelas próprias crianças.
O faz de conta é uma forma de as crianças representarem experiências que tiveram e aquilo que sabem sobre pessoas e si-
tuações; pelo desempenho de papéis, elas selecionam e utilizam aquilo que compreendem dos acontecimentos dos quais
participam.

16. Biblioteca de classe


Na reunião inicial de pais e mestres, peça livros infantis para montar a caixa de leitura onde serão guardados os livros da bi-
blioteca de classe. Esses livros deverão ser devolvidos no final do ano letivo. Peça livros que mostrem personagens e ilustra-
ções interessantes e que tenham alguma relação com as experiências das crianças. Durante o ano, as crianças poderão trazer no-
vos livros e trocá-los entre si.
A biblioteca de classe não substitui a ida à biblioteca da escola, que deve constar da rotina semanal do planejamento do
professor.

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17. Contar histórias
Ao ler histórias para seus alunos, coloque o livro de frente para eles, para que possam visualizar as linhas lidas. Leia a história
com entusiasmo e expressão.
Repita a história, durante o decorrer da unidade, tantas vezes quantas forem solicitadas. Pela repetição, as crianças vão memori-
zar rapidamente a história e anteciparão o que vem depois. Essa atividade vai ajudar a turma a internalizar aspectos da linguagem.
Mostre as palavras à medida que for lendo, para que as crianças observem que as palavras ouvidas são representadas por uma
série de sinais gráficos – as letras – e que são lidas da esquerda para a direita e de cima para baixo.
Mostre que no livro há uma página de rosto, na qual constam o título e o nome dos autores.
Depois de ler a história, dê tempo às crianças para que a recordem, comentem seu conteúdo e suas ilustrações, façam dese-
nhos inspirados no tema e criem suas próprias histórias.

18. Culinária
Cozinhar com as crianças é uma maneira natural de unir a escola e o lar, além de criar oportunidades para descobertas sen-
soriais e cognitivas: preparar a massa, enrolar docinhos, quebrar ovos, passar líquidos de um recipiente para outro, ler receitas, cal-
cular quantidades e medir são atividades que permitem à criança experimentar o mundo dos adultos. Inclua também essa ativi-
dade na rotina da turma.

19. Cantigas de roda


Cante algumas cantigas de roda para que as crianças novas na classe memorizem os nomes dos colegas da turma e vi-
ce-versa, além de ser um modo de preservar a cultura popular.
O reconhecimento dos alunos por meio de seus nomes é muito significativo, pois o nome dá à criança o sentido de fazer par-
te de um grupo.
Ao realizar as brincadeiras com cantigas de roda ou ladainhas para pular corda, é importante que o professor participe com
as crianças, demonstrando satisfação. Além de servir de modelo, estará favorecendo a criação de vínculo com elas e, também, se-
rá um momento valioso para observar a socialização e a interação de cada uma.
É importante que o professor converse com as crianças, ajudando-as a superar as possíveis dificuldades que poderão surgir.
Durante a brincadeira, o professor deverá cuidar para que todos participem da roda ou pulem corda. Ao final, poderá or-
ganizar uma roda com as crianças e conversar sobre a atividade executada, questionando-as e deixando que se expressem li-
vremente. Sugestões de perguntas:
• Quem gostou da brincadeira?
• Por que você gostou?
• Quem não gostou?
• Por que você não gostou?
• Como poderia ser essa brincadeira na próxima vez para que seja melhor?
Esse é um tipo de registro oral que ajuda a criança a avaliar seu desempenho, a superar suas dificuldades, a ampliar o vo-
cabulário, a organizar o pensamento ao expressar-se e a justificar a sua opinião.

20. Pasta-arquivo – portfolios


Sugerimos que as atividades extras que forem realizadas sejam arquivadas numa pasta própria, confeccionada a critério do
professor.
Recomendamos que todas as atividades sejam identificadas com um título.
A entrega da pasta-arquivo aos pais deverá ocorrer durante as reuniões de pais e mestres, de acordo com as datas previstas
no calendário escolar.
Sugerimos como ampliação desse trabalho a confecção de portfolios, isto é, coletâneas dos melhores trabalhos, assim julgados
pelos próprios alunos. O professor deve incentivá-los a confeccionar seus próprios livros, pois essa é uma forma mais completa de
o aluno se avaliar, e registrar a crítica dos trabalhos acompanhada de uma justificativa, isto no caso de o professor ser o escriba.
Durante o bimestre ou semestre, as crianças deverão selecionar as atividades feitas em aula e/ou em casa que:
• julgarem mais interessantes e/ou desinteressantes;
• fizerem corretamente e sentirem confiança;
• forem mais fáceis e/ou mais difíceis;
• forem mais agradáveis e/ou cujas soluções encontradas forem as mais interessantes.

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Esse tipo de arquivo só será válido se as atividades forem justificadas pelo aluno. O professor também poderá criar símbolos
com as crianças e, juntos, colá-los nas atividades para representar suas justificativas. A entrega para a família também deverá ser
combinada: bimestral, semestral ou anualmente.
Quando o registro se referir a um tempo maior, há a possibilidade de o próprio aluno verificar se suas preferências, suas difi-
culdades ou seus avanços se alteraram. Por exemplo: não gostava de desenhar e começou a gostar; não sabia escrever seu no-
me e já aprendeu etc.

21. Texto coletivo


Consideramos texto coletivo (resenha) a escrita que contém uma enumeração de passos e aspectos descritos e hierarquiza-
dos para contar algo observado ou realizado.
As atividades como projetos ou um conjunto de atividades escolares em torno de um tema podem ser encerrados com es-
se tipo de texto.
O texto coletivo ajuda a recapitular conhecimentos dos alunos sobre o tema tratado, ordenando as ideias do grupo, facili-
tando a avaliação.
Ao encerrar atividades significativas, como, por exemplo, eventos, projetos da escola ou da classe, excursões, entrevistas, visi-
tas na classe, algumas atividades na horta ou culinária, fotografe-as e, depois, escolha fotos da sua turma. Escaneie as fotografias,
tire cópias, faça um texto coletivo do assunto e acrescente o material na pasta-arquivo de cada criança.

VI. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

CADERNO 1
Tema central: Nossas origens
Alfabetização e letramento
• Representação da linguagem oral pelo sistema alfabético da escrita.
• Análise e reflexão sobre a língua:
– Relação entre sons e letras.
– Traçado das letras de forma maiúsculas do alfabeto.
– Classificação de nomes pelo número de letras ou pela letra inicial.
– Leitura e escrita do próprio nome.
– Leitura e escrita do nome dos colegas.
– Leitura e escrita dos nomes da Turma de Luan.
– Identificação e escrita de letras que faltam numa palavra.
– Ordenação das letras de uma palavra.
– Escrita de palavras que fazem parte do repertório da classe e do repertório pessoal.
– Relações de semelhança e de diferença entre nomes.
– Espaço entre as palavras.
– A letra C com som de S e de K.
– Identificação do dígrafo SS – RR.
– Rimas.

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– Adivinhas.
– Mensagem enigmática.
– As letras P, T, M, S, V, A, F, U.
• Listas:
– As características textuais das listas.
– Escrita e ilustração de listas.
• Registro escrito de observações.
• Poemas:
– Identificação da estrutura espacial de um poema.
– Desenho com base em um poema lido pelo professor.
– Localização de rimas num poema memorizado.
– Localização de nomes num poema.
– Recitação de um poema.
• Conto de ficção: Rupi! O menino das cavernas, de Timothy Bush:
– Relato oral da história.
– Leitura e escrita do título.
– Identificação e escrita dos nomes das personagens.
– Utilização da leitura para buscar informação.
– Identificação de indícios textuais como estratégia de leitura.
• Descrição de atividades realizadas ou fatos observados.

Noções lógico-matemáticas
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos numéricos, marcas e signos alternativos
para registrar quantidades.
• Representação de quantidades e escrita dos numerais que as representam.
• Traçado dos numerais de zero a nove.
• Noção de sucessor e antecessor.
• Classificação pelo tamanho.
• Seriação pelo tamanho.
• Ordem crescente e decrescente.
• Contagem e comparação de quantidades.
• Curvas abertas e fechadas.
• Medidas de comprimento e altura:
– Utilização de instrumentos convencionais e não convencionais para medir objetos e pessoas.
– Comparação de medidas de comprimento e de altura.
• Identificação de números no contexto social.
• Identificação de numerais maiores que nove.
• Organização de dados em tabelas ou gráficos.
• Ideia aditiva.

Natureza e sociedade (Ciências Sociais e Naturais)


Ciências Sociais
• A história de uma pessoa como a união dos fatos de sua vida.
• Mudanças que ocorrem nas pessoas com o passar do tempo.
• Características que distinguem uma pessoa da outra.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 18 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• O nome como meio de identificação de uma pessoa.
• Construção do conceito de tempo cronológico: presente, passado e futuro.
• As famílias:
– A estrutura familiar e a interdependência entre as pessoas que a compõe.
– Identificação e valorização de diferentes tipos de estrutura familiar.
– As famílias da Turma de Luan.
• Nossos ancestrais:
– O homem pré-histórico.
– As pinturas nas cavernas: os primeiros registros dos homens.
• Os grupos humanos, suas relações, suas histórias, suas formas de se organizar e de viver em diferentes épocas e locais.
• Diferenças e semelhanças entre histórias de grupos sociais próximos e distantes.

Ciências Naturais
• A história do Universo:
– Apareceram as estrelas e os planetas.
– Os cometas.
• O planeta Terra:
– A evolução do planeta Terra: linha do tempo.
– A vida no planeta Terra.
– As primeiras plantas terrestres.
– Animais que vivem na água.
– Surgiram os répteis.
– Os primeiros insetos voadores.
• Os dinossauros:
– Como nasciam os dinossauros.
– Qual o tamanho dos dinossauros?
– Espécies de lagartos existentes ainda hoje e que lembram os dinossauros (dragões-de-komodo e iguanas-marinhos).
– Como foram extintos os dinossauros?
• Os fósseis:
– Como sabemos que os dinossauros existiram?
– Caçadores de fósseis.
– O trabalho de um paleontólogo numa escavação.
– Simulação de sítio paleontológico.

Linguagens
• Representação gráfica de ideias.
• Juan Miró:
– Relação entre os desenhos rupestres com os desenhos criados pelo pintor.
• Utilização de diferentes linguagens: pictórica, oral e escrita para expressar pensamentos.
• Utilização concomitante da escrita e do desenho para registrar o que aprendeu.
• Organização de mural com desenhos e fotografias.
• Narração de histórias em grupo.
• Desenho de objetos com base em estímulos táteis.
• Análise de imagens, estabelecendo as diferenças entre elas.

Outras produções
• Organização da biblioteca de classe.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 19 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
CADERNO 2
Tema central: Tudo tem história
Alfabetização e letramento
• Representação da linguagem oral pelo sistema alfabético da escrita.
• Análise e reflexão sobre a língua:
– Relação entre sons e letras.
– Pares mínimos.
– Traçado das letras de forma maiúsculas do alfabeto.
– Rimas.
– Escrita de palavras que fazem parte do repertório da classe e do repertório pessoal.
– Descoberta de palavras.
– Registro escrito de observações.
– Classificação e escrita de palavras de acordo com o significado.
– Classificação e escrita de palavras de acordo com a letra inicial.
– A letra S no final das palavras (função).
– Identificação do dígrafo RR.
– As letras I, O, J, X, H.
• Rótulos e embalagens:
– Leitura.
– Classificação.
• Listas:
– Características textuais das listas.
– Leitura.
– Escrita.
• Receitas culinárias:
– Leitura da lista de ingredientes de uma receita.
– Leitura compartilhada do processo de elaboração de uma receita.
– Reconstrução de uma receita, ordenando sequência de imagens.
• Conto de ficção: Zeca era diferente, de Norman Rockwell:
– Relato oral da história.
– Interpretação e ordenação de imagens sequenciadas do conto.
– Reconstrução do conto, ordenando frases.
– Leitura e escrita do título.
– Identificação e escrita dos nomes das personagens.
• Conto biográfico: George Handel e Heitor Villa-Lobos.
• Letra de música: Gente tem sobrenome, de Toquinho e Elifas Andreato:
– Interpretação de poema musicado por meio da dramatização.
– Identificação de rimas.
– Classificação de palavras de acordo com os sons finais semelhantes.
• Poemas:
– Identificação da estrutura espacial de um poema.
– Desenho com base em um poema lido pelo professor.
– Localização de rimas num poema memorizado.
– Localização de nomes num poema.
– Organização de uma sequência de imagens com base em um poema lido pelo professor.
– Recitação de um poema.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 20 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• Carta:
– Para que servem as cartas (contexto).
– Identificação da estrutura de uma carta.
– Noção de destinatário e remetente.
– Escrita de uma carta.
– Caixa de correio da sala de aula.
• Produção de texto coletivo.

Noções lógico-matemáticas
• Classificação de acordo com a escolha de um critério.
• Sequência numérica: ligar pontos.
• Composição e decomposição de quantidades.
• Classificação pelo critério da cor e do tamanho.
• Seriação pelo tamanho.
• Ordem crescente e decrescente.
• Agrupamentos e trocas.
• Contagem e comparação de quantidades.
• Organização de dados em gráficos ou tabelas.
• Formas geométricas planas.
• Ideia aditiva.
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos + e =.
• Dobro de quantidades (sem uso da nomenclatura).

Natureza e sociedade (Ciências Sociais e Naturais)


Ciências Sociais
• As famílias:
– Família substituta: adoção.
– A adoção nas histórias infantis.
– A história das famílias.
– Origem e significado dos sobrenomes.
• A história do Brasil:
– A história de Pedro Álvares Cabral.
– A carta de Pero Vaz de Caminha.
– Cantando a história do Brasil.
– Pindorama.
• Os povos indígenas:
– Costumes, moradia, dança e música.
– Festas e a culinária.
– Leitura do livro: Kabá Darebu de Daniel Munduruku. Brinque-Book.

Ciências Naturais
• Alimentação saudável.
• As aves:
– Ninhos.
– Comidas preferidas.
– Os tordos e os sabiás.
– Evolução das aves.
– Aves que não voam.
– Pinguins.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 21 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Linguagens
• Representação gráfica de ideias.
• Apreciação e interpretação do quadro de Aurélio Figueiredo, retratando a leitura da carta de Pero Vaz de Caminha.
• Encenação de poemas, histórias e músicas.
• Exposição de fotografias em preto e branco.
• Colagem.
• Sensibilização à dinâmica e aos estilos musicais.
• Dobradura de pássaros.
• Utilização concomitante da escrita e do desenho para registrar o que aprendeu.

CADERNO 3
Tema central: Vai e vem: como tudo começou
Alfabetização e letramento
• Representação da linguagem oral pelo sistema alfabético da escrita.
• Análise e reflexão sobre a língua:
– Relação entre sons e letras.
– Pares mínimos.
– Traçado das letras de forma maiúsculas do alfabeto.
– Rimas.
– Escrita de palavras que fazem parte do repertório da classe e do repertório pessoal.
– Análise de palavras, completando-as com as letras que faltam.
– Escrita de palavras de acordo com desenhos.
– Registro escrito de observações.
– Classificação e escrita de palavras de acordo o significado.
– Classificação e escrita de palavras de acordo com a letra inicial.
– Código secreto.
– As letras S, R, V, N, F, G, Ç.
• Leitura de textos informativos.
• Leitura de instruções simples para construir um barco com rolha de garrafa:
– Análise das características textuais das instruções.
• Escrita de textos com base nos próprios desenhos:
– Trocas orais.
– Escrita do texto.
– Confrontação com outros escritos.
• Listas:
– Características textuais das listas.
– Leitura.
– Escrita.
• Receitas culinárias:
– Leitura da lista de ingredientes de uma receita.
– Leitura compartilhada do processo de elaboração de uma receita.
– Reconstrução de uma receita, ordenando sequência de imagens.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 22 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• Conto de ficção: Caça ao tesouro, de J. Wood:
– Observação da capa do livro para antecipar o tema.
– Leitura e escrita do título.
– Identificação e escrita dos nomes das personagens.
– Interpretação e ordenação de imagens sequenciadas do conto.
– Leitura e interpretação das adivinhações que aparecem no texto.
– Relato oral da história.

• Conto biográfico: Vincent Van Gogh e Alberto Santos Dumont.

• Letras de músicas: O carimbador maluco, de Raul Seixas; Lindo balão azul, de Guilherme Arantes e Super fantástico, de
Djavan:
– Interpretação da letra da música por meio da dramatização.
– Identificação de rimas.
– Classificação de palavras de acordo com os sons finais semelhantes.

• Poemas:
– Identificação da estrutura espacial de um poema.
– Brincadeira com palavras, sons e significados.
– Desenho com base em um poema lido pelo professor.
– Localização de rimas num poema memorizado.
– Localização de nomes num poema.
– Organização de uma sequência de imagens com base em um poema lido pelo professor.
– Exploração de uma poesia por meio de metáforas.

• Carta:
– Identificação das características textuais das cartas.
– Leitura de uma carta enigmática.
– Reescrita do texto.
– Postagem da carta no correio.

• Produção de texto coletivo.

Noções lógico-matemáticas
• Classificação de acordo com a escolha de um critério.
• Sequência numérica: ligar pontos.
• Composição e decomposição de quantidades.
• Classificação pelo critério da cor e do tamanho.
• Seriação pelo tamanho.
• Ordem crescente e decrescente.
• Agrupamentos e trocas.
• Contagem e comparação de quantidades.
• Organização de dados em gráficos ou tabelas.
• Ideia aditiva.
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos + e = .
• Ideia subtrativa.
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos – e = .
• Noção de par e ímpar.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 23 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Natureza e sociedade (Ciências Sociais e Naturais)
Ciências Sociais
• Meios de transporte:
– Como tudo começou.
– Andando.
– Utilizando animais.
– Carroças.
– Primeiras embarcações.
– Navegando pelos rios e mares.
– Os vikings.
– Acompanhando a expedição de Cabral.
– As caravelas.
– Os grandes navios de hoje.
– Os balões.
– Os aviões.
– A conquista do espaço.

• Mapas:
– Noções de orientação e localização espaciais.
– Utilização de mapas de orientação para assinalar caminhos e seguir percursos.

Linguagens
• Representação gráfica de ideias.
• Encenação de poemas, histórias e músicas.
• Colagem.
• Dobradura de avião.
• Construção de uma jangada de palitos.
• Sensibilização à dinâmica e aos estilos musicais.
• Criação de ideias de movimentos para acompanhar diferentes tipos de música.
• Utilização concomitante da escrita e do desenho para registrar o que aprendeu.

Outras produções
• Construção de uma “máquina do tempo”.

CADERNO 4
Tema central: Das cavernas às cidades
Alfabetização e letramento
• Representação da linguagem oral pelo sistema alfabético da escrita.
• Análise e reflexão sobre a língua:
– Relação entre sons e letras.
– Pares mínimos.
– Traçado das letras de forma maiúsculas do alfabeto.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 24 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
– Rimas.
– Escrita de palavras que fazem parte do repertório da classe e do repertório pessoal.
– Análise de palavras, completando-as com as letras que faltam.
– Escrita de palavras de acordo com desenhos.
– Registro escrito de observações.
– Classificação e escrita de palavras de acordo com o significado.
– Classificação e escrita de palavras de acordo com a letra inicial.
– Código secreto.
– As letras R, B, C, L, M, P, R, H, Z.
– Os dígrafos CH, LH e NH.
• Leitura de textos informativos.
• Histórias em quadrinhos: “isso é evolução”, “Como era verde o meu vale” de Mauricio de Sousa:
– Biografia: Mauricio de Sousa.
– Identificação das características textuais das histórias em quadrinho.
– Relação texto-imagem.
– Interpretação do conjunto de imagens antecipando a história.
– Reprodução da história em quadrinhos ou vinhetas do conto.
– Criação de personagens e elaboração de uma história em quadrinhos.
• Reportagem:
– Texto: Picolé pré-histório.
– Características dos jornais e das revistas.
– Observação dos jornais como meio de comunicação.
– Análise das características textuais de uma reportagem: formato, diagramação, presença de fotos e outras ilustrações.
– Manchetes e legendas.
– Levantamento de hipóteses de antecipação do conteúdo da legenda.
– Associação da manchete com fotos e texto.
– Leitura de notícias (pelo professor e pelos alunos).
• Fichas:
– Elaboração de uma ficha descritiva (sobre a cidade em que mora).
– Procedimentos de pesquisa: utilização de várias fontes (mapas, plantas, fotos, desenhos e relatos orais).
– Características de uma ficha temática: formato.
– Escrita de rascunho, revisão e correção.
– Edição da ficha.
– Arquivo.
• Escrita de textos com base nos próprios desenhos:
– Trocas orais.
– Escrita do texto.
– Confrontação com outros escritos.
• Listas:
– Características textuais das listas.
– Leitura.
– Escrita.

• Receitas culinárias:
– Leitura da lista de ingredientes de uma receita.
– Leitura compartilhada do processo de elaboração de uma receita.
– Escrita da lista de ingredientes de uma receita.
– Reconstrução de uma receita, ordenando sequência de imagens.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 25 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• Conto de ficção: Lolo Barnabé de Eva Furnari, Editora Moderna:
– Observação da capa do livro para antecipar o tema.
– Leitura e escrita do título.
– Identificação e escrita dos nomes das personagens.
– Interpretação e ordenação de imagens sequenciadas do conto.
– Relato oral da história.
– Comentário sobre a história.
• Poemas: Shopping Center, Bicicleta:
– Identificação da estrutura espacial de um poema.
– Brincadeira com palavras, sons e significados.
– Localização de rimas num poema memorizado.
– Explorar a poesia por meio de metáforas.
• Carta (e-mail):
– Leitura de uma carta.
– Reescrita do texto.
– Envio de carta via e-mail.
• Produção de texto coletivo.

Noções lógico-matemáticas
• Classificação de acordo com a escolha de um critério.
• Composição e decomposição de quantidades.
• Classificação pelo critério da cor e do tamanho.
• Ordem crescente e decrescente.
• Uso dos numerais para indicar ordem.
• Representação dos numerais ordinais do 1º- ao 10º-.
• Sistema Monetário:
– O valor do dinheiro como uma convenção criada pela sociedade.
– Identificação de cédulas e moedas.
– Compreensão do uso do dinheiro.
– Cálculo dos pequenos gastos no pagamento de mercadorias.
• Agrupamentos e trocas.
• Contagem e comparação de quantidades.
• Organização de dados em gráficos ou tabelas.
• Ideia aditiva.
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos + e = .
• Ideia subtrativa.
• Identificação e utilização de elementos da linguagem matemática: símbolos – e = .
• Cálculos e estimativas.

Natureza e sociedade (Ciências Sociais e Naturais)


Ciências Sociais
• O homem da Pré-História:
– Moradia.
– Alimentação.
– Roupas.
• Das cavernas às cidades: invenções:
– O telefone.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 26 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• O crescimento das cidades:
– Transformando a natureza.
– O surgimento das cidades.
• Meios de transporte urbanos:
– O ônibus.
– O bonde.
– A Maria-Fumaça.
– O metrô.
– O automóvel.
– A bicicleta.
• Os sinais de trânsito:
– Segurança no trânsito: regras.

Ciências Naturais
• As cavernas:
– Vestígios do passado.
– Animais que vivem nas cavernas: características.
– Valorização da preservação das cavernas.
• Brincando com os ímãs.
• Testando a força dos ímãs.
• Animais urbanos.

Linguagens
• Representação gráfica de ideias.
• Encenação de poemas, histórias e músicas.
• Desenho de personagens, cenas ou situações.
• Colagem.
• Dobradura de um bonde e de casas.
• Quebra-cabeça.
• Utilização concomitante da escrita e do desenho para registrar o que aprendeu.

Outras produções
• Construção de um carrinho com sucata.
• Montagem de uma cidade em miniatura.
• Criação de fantoches para representar personagens de histórias em quadrinhos.

VII. AVALIAÇÃO

A escola é um espaço de aprendizagem: aprender com prazer, aprender brincando, brincando para aprender, aprender con-
ceitos, aprender sobre a natureza, sobre a sociedade, sobre os saberes mais relevantes para o convívio diário e para a inserção na
sociedade letrada.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 27 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
O espaço educativo é o ambiente onde a aprendizagem deve ser compreendida como construção de conhecimentos e de-
senvolvimento de competências.
É nesse ambiente que a criança aprende a dominar os instrumentos que a habilitam a interagir na sociedade de forma con-
fiante e vivencia experiências próprias para a faixa etária a que pertence.
A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos busca a inclusão e o êxito das crianças, propiciando que cada uma tenha
mais oportunidades para se apropriar de uma série de conhecimentos, principalmente o domínio da escrita alfabética e das prá-
ticas letradas de ler, compreender e produzir textos.
A aprendizagem deve ser assegurada a todas as crianças, e a escola não deve se ater apenas aos aspectos cognitivos do de-
senvolvimento. Para isso, deve criar condições de aprendizagem, estabelecendo metas claras a ser alcançadas. Deve reconhecer
as diferentes trajetórias de aprendizagem dos alunos, atendendo à diversidade, aceitando que cada aluno chega à escola com uma
bagagem determinada e diferente em relação às experiências vividas.
A primeira necessidade do educador é verificar o que os alunos sabem em relação ao que vai ser ensinado, o que são capazes
de aprender e quais são os estilos de aprendizagem.
Nesse contexto, surge a necessidade de uma avaliação que, nesse momento, já é um processo em sua primeira fase, trata-se de
uma avaliação inicial, que tem por meta conhecer o que o aluno sabe fazer e o que pode vir a saber, fazer ou ser. É o mapeamento
dos saberes, é um diagnóstico.
Isso supõe a construção de um plano de intervenção adequado às necessidades dos alunos. Conforme o desenvolvimento des-
se plano e de acordo com as respostas dos meninos e das meninas, novas atividades são introduzidas, adequando os desafios e
oferecendo ajuda mais contingente. Essa adaptação e essa adequação às novas necessidades caracterizam-se por ser uma avalia-
ção reguladora, que tem como propósito a melhora contínua do aluno que é avaliado.
O conjunto de atividades de ensino/aprendizagem realizadas permite que cada aluno atinja os objetivos previstos. A apura-
ção dos resultados obtidos, ou seja, as competências conseguidas, e a análise do processo que o aluno seguiu são constatadas
por meio da avaliação final.
Os informes globais do processo, a compreensão e a valoração fazem parte da fase final da avaliação. É por meio da avaliação
integradora que medidas são tomadas, propostas de intervenção são feitas e o resultado final e as previsões sobre o que é neces-
sário continuar fazendo ou necessário fazer de novo são comunicados.
Tradicionalmente, a avaliação na escola tem se caracterizado pelas práticas de exclusão, avaliando para medir a aprendizagem,
classificando os alunos em aptos ou não aptos a prosseguir nos estudos.
A avaliação, quando bem projetada, pode ser um veículo para a aprendizagem e a reflexão. Deve ser feita de modo que esti-
mule a aprendizagem, em vez de matá-la.
Na escola, uma avaliação verdadeiramente útil é projetada para tornar o aluno ciente de seus progressos, dos conhecimentos
adquiridos e do caminho que tem a percorrer.
O aperfeiçoamento da prática educativa é a meta de todo educador. Para melhorar a qualidade do ensino é preciso avaliar pa-
ra conhecer e ajudar, em primeiro lugar, os meninos e as meninas em seu crescimento e, em segundo lugar, os professores na sua
atuação na aula.

AVALIAR CONHECER AJUDAR

Observando e registrando
Avaliar é uma tarefa complexa e pressupõe uma atitude permanente de observação e registro dos avanços, das descobertas,
das hipóteses em construção e das dificuldades demonstradas pelos meninos e pelas meninas na escola.
Instrumentos variados devem ser utilizados para o registro escrito das informações mais qualitativas sobre o processo de
aprendizagem dos alunos.
A diversidade dos instrumentos avaliativos permite entender o processo e a lógica utilizada pelos alunos e ajudá-los a se apro-
ximar dos saberes que devem ser apropriados por eles.
A observação e a escuta atenta e cuidadosa são formas de enxergar e conhecer as crianças. Entretanto, a fim de examinar e re-
fletir, é necessário fazer registros significativos dessas observações.
Podem ser feitas anotações rápidas, posteriormente reescritas de maneira mais extensa. Gravar fitas com as vozes e as pala-
vras das crianças ao interagir entre si ou com o professor é uma forma de registro que permite aos pais e professores acompanhar
os progressos na aquisição da linguagem. Fitas de vídeo ou fotografias mostram as crianças e os professores em ação.
Outras produções devem fazer parte dos registros, como as pastas de pinturas e desenhos, trabalhos tridimensionais.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 28 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
O professor pode organizar um calendário pessoal da criança, marcado com anotações significativas, tais como desafios
que ela conseguiu superar, ausências, passeios, aniversário etc.
Os trabalhos escritos produzidos pelos alunos são fontes importantíssimas que devem ser consideradas no momento de
reflexão e avaliação.
Podem ser organizados diários: cadernos em que são selecionadas lembranças do dia a dia escolar. O professor deve ser
preocupar com a beleza, a formatação das páginas e o equilíbrio entre escritos e imagens.
Há muitas maneiras de preparar a capa do diário, mas a identidade da criança deve ser sempre realçada. Ao longo do ano, o
professor começa a juntar material para o diário desde o primeiro dia de aula. As primeiras páginas geralmente contêm anota-
ções feitas pelo professor e pelos pais relacionadas aos primeiros encontros. Palavras, imagens, pequenas criações e textos feitos
pelas crianças e pelos professores podem ser incluídos no diário.
Podem ser anexadas mensagens enviadas pela família, cartas e fotografias.
O momento da entrega do diário aos pais é cheio de emoções. Mesmo que seja esperado pelos pais, o diário é uma comple-
ta surpresa. As páginas contam a história do aluno durante o período que passou na escola.
Nas páginas de um diário pode-se perceber a força do dia a dia, dos pequenos acontecimentos, das palavras que surgem no
cotidiano. O diário contém a jornada da criança na escola, mostra a riqueza dos pequenos eventos, o gosto pelas emoções, a ale-
gria de poder fazer as coisas juntos. Ele mostra a teia de relacionamentos, o crescimento e a formação da identidade. Remete às
lembranças de amizades com outras crianças, às brincadeiras com água e argila, às comemorações e outros momentos de in-
tenso significado pessoal.
Sugerimos como ampliação desse trabalho a confecção de portfolios, isto é, coletâneas dos melhores trabalhos, assim jul-
gados pelos próprios alunos (reler página 16).

Refletindo e comunicando
As observações registradas devem ser editadas para que possam ser compartilhadas, discutidas e interpretadas. As anota-
ções precisam ser lidas e organizadas; as fotografias, selecionadas e colocadas em sequência. As fitas precisam ser revistas para
escolher o que será exibido.
A documentação pode ser apresentada de maneiras diferentes, incluindo painéis, relatórios escritos a mão ou digitados, li-
vros, cadernos, cartas, listas.
Uma parte importante da documentação vem diretamente dos trabalhos realizados pelas crianças, que devem vir acom-
panhados pelas interpretações do professor e, quando possível, pelos diálogos e pensamentos das crianças.
A revisão da documentação junto com as crianças permite ajudá-las a se conscientizar da própria aprendizagem. Elas relem-
bram suas ideias e percebem que seu trabalho foi valorizado.
O professor não deve avaliar apenas o que as crianças entendem ou sabem, mas o caminho que as leva a saber.

ORGANIZAÇÃO DAS
OBSERVAÇÕES E DOS
MATERIAIS

OBSERVAÇÃO,
COLETA DOS MATERIAIS,
REGISTRO
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO
DAS OBSERVAÇÕES E
DOS MATERIAIS
AÇÃO

PLANEJAMENTO E
COMUNICAÇÃO

Relato descritivo (relatório): é o documento no qual o professor registra os dados observados, analisados e interpretados num
determinado período.
Um relatório ideal deve ser abrangente e comunicar o nível de desempenho da criança. Deve conter informações sobre a qua-
lidade e o conteúdo do trabalho da criança; deve falar sobre o estilo de aprendizagem, sobre os livros que a criança leu, os materiais
que usou e como interagiu com os colegas.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 29 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
A própria criança pode participar desse relato descritivo através de desenhos, testemunhos, criações artísticas e/ou trabalhos
específicos.
A periodicidade dos relatos poderá ser trimestral ou bimestral, sendo interessante elaborar um relato sintético ao final do ano.

O relatório deve conter:


• Capa.
• Dados sobre o aluno.
• Relatório geral do grupo, informando o que foi realizado no período.
• Relatório individual.
• Observações do professor.
• Alguma atividade realizada pelo aluno durante o bimestre.
• Mensagem da criança para os pais (pode ser um desenho, uma escrita de próprio punho ou ditada pela criança ao professor).
• Uma folha reservada aos pais para que enviem uma mensagem aos filhos e outra à escola.

Sugestão: modelo de relatório


(Capa) (Dados do aluno) Relatório geral do
que foi realizado
ESCOLA DO LEÃO Nome: no período
Iniciamos este Caderno com Uma aven-
tura no jardim, um lugar encantado reple-
to de cores , flores e animais.
Data de nascimento: A proposta básica desse tema, encadea-
da ao longo das unidades, é desenvolver
na criança a consciência de que, por meio
dos sentidos, ela pode:

(e outros dados que a escola 1. perceber o mundo que está à sua volta,
NÍVEL I julgar conveniente) as cores da natureza, as plantas e os
animais ...

Relatório Observações do Atividade


individual Professor da
criança

Assinatura:

Desenho ou Mensagem dos Mensagem dos


mensagem da pais para a pais para a
criança para os pais criança escola

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 30 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Com quem compartilhar as informações?
Com a equipe
Por meio da prática reflexiva, os educadores experimentam um contínuo crescimento profissional ao aprenderem em con-
junto. Analisando e interpretando os registros sobre a trajetória de cada criança, os professores aprendem a buscar novos cami-
nhos para ajudar seus alunos.

Com as crianças
Ao compartilhar com as crianças os resultados obtidos, o professor permite que se conscientizem dos progressos e apren-
dam a construir o próprio conhecimento.

Com a família
Ciente dos progressos e dos caminhos percorridos pelas crianças, os pais sentem-se mais próximos das experiências que os
filhos têm fora de casa e isso aumenta a confiança deles na escola.

Conclusão
A melhor maneira de avaliar a evolução das crianças é por meio de fotos, anotações, observações, pastas de pinturas, dese-
nhos, e trabalhos tridimensionais.
Após a coleta dos dados, o professor deve refletir sobre o que foi registrado e construir uma biografia de cada criança, valo-
rizando e identificando diferenças e estilos individuais de aprender.
O relatório formal deve mostrar a teia de relacionamentos, o crescimento e a formação da identidade. Deve remeter às lem-
branças de amizades com outras crianças, às brincadeiras e aos momentos de intenso significado pessoal.
O professor deve tomar cuidado ao redigir o que será enviado aos pais. Esse cuidado refere-se tanto à estrutura da linguagem
usada pelo professor como ao conteúdo da mensagem.
Enfim, a melhor avaliação é aquela em que os professores compartilham com os pais o cotidiano e a história da criança na
escola.

VIII. ATIVIDADES PRELIMINARES

A preocupação inicial (nas duas primeiras semanas de aula) geralmente é voltada para o acolhimento e a integração
das crianças ao grupo, bem como para o conhecimento mútuo entre elas.
As crianças precisam de um tempo para se acostumar com os professores, com a sala de aula e com os novos colegas;
portanto, os primeiros dias não devem ser dedicados a grandes projetos artísticos ou a passeios.
Cabe ao professor, nesse início do ano escolar, ajudar as crianças a expressar seus sentimentos relacionados com a bre-
ve separação familiar, durante o período em que permanecem na escola, e a lidar com suas emoções.

a) Objetivos
• Organizar o espaço escolar, fazendo uso adequado do material escolar e de outros equipamentos.
• Memorizar a localização dos objetos e materiais que fazem parte do equipamento de classe.
• Interagir e colaborar com os companheiros de classe.
• Conhecer o espaço de trabalho, interagindo com os recursos e as pessoas que se encontram nesse espaço (colegas, profes-
sores, funcionários).

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 31 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• Realizar tarefas rotineiras diárias.
• Explorar ativamente o ambiente, utilizando todos os sentidos.
• Compreender o modo de representação da linguagem que corresponde ao sistema alfabético da escrita, por meio da leitura
e da escrita do próprio nome e do nome dos colegas, estabelecendo relações de semelhança e de diferença entre eles.
• Utilizar o conhecimento matemático para resolver problemas do cotidiano ou das situações de aprendizagem.
• Identificar e utilizar elementos da linguagem matemática, tais como símbolos numéricos, ou marcas e signos alternativos
para registros de quantidades.

b) Materiais
• CDs infantis com cantigas de roda.
• Livros de literatura infantil.
• Fantoches e marionetes.
• Brinquedos.
• Alfabeto.
• Letras móveis.
• Folhas de papel sulfite.
• Lápis de cera, pincéis e tinta.
• Massa para modelar.
• Tiras feitas com folha de papel sulfite com o nome do aluno (uma para cada um).
• Etiquetas com os nomes dos alunos.
• Embalagens de produtos alimentícios e de limpeza (perfeitamente higienizados).
• Frutas de plástico.
• Papel para dobradura para montagem do armário.

c) Estratégias
• Proponha às crianças atividades lúdicas, envolvendo músicas e cantigas de roda.
• Leia histórias e contos infantis.
• Estimule as crianças a fazer desenhos e pinturas individuais e em grupos (de animais, de situações vivenciadas na escola e
em casa, da figura humana).
• Organize os materiais nos armários, com a ajuda dos alunos.
• Faça um passeio pela escola para conhecer suas dependências; peça às crianças que façam um registro, por meio de dese-
nhos, do que mais gostaram.
• Propicie brincadeiras ao ar livre (pular corda, lenço atrás etc.).
• Promova atividades com argila, massa de modelar, massas de farinha e água etc.
• Organize um painel com as atividades das crianças.
• Organize a sala de aula: onde devem ficar as lancheiras, as pastas, o material coletivo, individual etc.
• Etiquete a sala de aula, escrevendo o nome dos objetos que fazem parte do mobiliário, da construção (por exemplo: lousa,
janela, armário etc.).
• Organize o tempo escolar, fazendo o planejamento diário das atividades: escreva a rotina num painel ou num dos cantos
da lousa.
• Apresente a base alfabética (coloque uma tira com as letras do alfabeto):

A-B-C-D-E-F-G-H-I-J-K-L-M-N-O-P-Q-R-S-T-U-V
W-X-Y-Z
• Apresente o nome da escola e dos professores.
• Faça a apresentação das crianças (fichas individuais com o nome de cada uma).

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 32 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
• Organize um painel com fotos das crianças e seus respectivos nomes (“carômetro”).
• Proponha jogos classificatórios, utilizando os objetos existentes na sala de aula.
• Organize entrevistas com os funcionários da escola. O professor registra as respostas dadas às perguntas selecionadas pre-
viamente pelos alunos: eles é que devem definir quais as pessoas que gostariam de entrevistar e o que gostariam de saber.
Prepare o convite com as crianças, indicando o dia e a hora da entrevista.
• Prepare as crianças para receber e conversar com o entrevistado: explique que devem cumprimentá-lo com cortesia e ou-
vir com atenção as respostas. Ensine-as a agradecer a entrevista, despedindo-se amavelmente e com respeito. Antes da en-
trevista, converse com o entrevistado, colocando-o a par do nível da classe, das questões a ser abordadas e do tempo dis-
ponível.
• Faça uma lista dos materiais que os funcionários entrevistados utilizam no seu dia a dia.
• Aproveitando as entrevistas realizadas pelas crianças com os funcionários da escola, construa um painel com o nome
dos produtos e materiais usados por eles durante suas atividades.
Exemplos:

• Peça às crianças que tragam para a escola embalagens de produtos para serem utilizadas nos painéis em atividades de
compra. Sugestões:
– Explore as embalagens do ponto de vista da forma, do tamanho, das inscrições.
– Separe as embalagens segundo a sua função: limpeza, alimentação (café da manhã, outras refeições) etc.
– Cada criança deverá trazer uma embalagem e falar sobre ela para os colegas: nome do produto, validade, composição
(não precisa especificar os nomes, mas mostrar onde estão as informações) etc.
– Proponha que montem um supermercado com as embalagens e outros objetos que queiram trazer para a escola (frutas
de plástico) e convide as crianças para fazer compras, seguindo uma lista. Elas mesmas devem classificar as embalagens
de acordo com critérios estabelecidos, organizando um “minimercado”. Munidas de listas de compras, devem colocar na
cesta os produtos escolhidos. Devem obedecer também às quantidades estipuladas.
– Permita que “comprem” o quanto quiserem. Solicite que separem as frutas adquiridas em grupos, classificando-as por cor,
tipo, tamanho. Podem registrar as quantidades, utilizando numerais ou marcas que correspondam ao número de frutas
de cada grupo.
• Estimule as crianças a pesquisar, registrando com desenhos o que observam no caminho para a escola. Faça com que ca-
da uma compare os desenhos, estabelecendo o que há de igual ou de diferente nos caminhos.
• Proponha que desenhem o amigo que senta à direita, ao lado, em frente, atrás, e escrevam os respectivos nomes.
• Após organizar os materiais da classe, confeccione com as crianças uma dobradura de armário e peça que façam desenhos
de objetos nas prateleiras. Veja o modelo:

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 33 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
d) Trabalho com os nomes próprios
• É usual iniciar o ano letivo familiarizando os alunos com a leitura de seus próprios nomes e os nomes de seus colegas.
• Faça com que as crianças analisem com profundidade a escrita de cada nome, procurando semelhanças e diferenças entre
eles. Isso facilita o reconhecimento.
• Geralmente, a melhor forma de introduzir letras é por intermédio do próprio nome.

Observação
O alfabeto deve ser introduzido de A até Z. É recomendável que seja colocada uma tira com todas as letras ao alcan-
ce visual das crianças.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 34 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
IX – CADERNO DO ALUNO – BLOCOS DE AULAS

Sumário
1 O TEMPO E AS HISTÓRIAS (AULAS 1 A 7).............................................................................................................................................. 7

2 A HISTÓRIA DA TURMA DE LUAN (AULAS 8 A 12) ............................................................................................................................ 24

3 A HISTÓRIA DO UNIVERSO (AULAS 13 A 27)....................................................................................................................................... 36

4 O NASCIMENTO DA VIDA (AULAS 28 A 38) .......................................................................................................................................... 63

5 OS DINOSSAUROS (AULAS 39 A 55) ........................................................................................................................................................ 81

6 OS FÓSSEIS (AULAS 56 A 61) ...................................................................................................................................................................... 108

7 NOSSOS ANTEPASSADOS (AULAS 62 A 67)......................................................................................................................................... 113

8 A HISTÓRIA DE RUPI (AULAS 68 A 79).................................................................................................................................................... 124

9 O QUE APRENDEMOS (AULA 80)............................................................................................................................................................... 136

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 35 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
INTRODUÇÃO

O primeiro Caderno do 1º- ano do Ensino Fundamental de nove anos inicia-se com o tema Nossas Origens e enfoca a crian-
ça, sua origem e a origem do Universo. Aborda diferentes temas que vão do bigue-bangue ao aparecimento e à extinção dos di-
nossauros; do surgimento do ser humano ao aparecimento da agricultura.
Procura imprimir ao trabalho um sentido de aventura, instigando na criança a vontade de pesquisar e fazer descobertas com
o grupo de amigos da escola e com a Turma de Luan.
Em sala de aula, os professores devem propiciar atividades que ajudem a criança a aprender o papel de aluno, por meio de
regras, valores e costumes da escola, incluindo o respeito aos outros.
A investigação a respeito da história pessoal e do mundo é uma boa oportunidade para a criança começar a construir a ideia
de origem, de evolução e de tempo cronológico, trabalhando a noção de mudança. Ao descrever acontecimentos passados, por
palavras e desenhos, a criança começa a pensar neles por ordem sequencial e aprende as palavras que os adultos utilizam para
representar o tempo.
Conhecer a história da Terra, “contada” por extraordinárias testemunhas como os fósseis, compreender que as primeiras for-
mas de vida nasceram nas águas do mar e deram origem a uma imensa variedade de plantas e animais que povoaram o plane-
ta são conhecimentos que orientam as ações do aluno como pessoa e cidadão.
Uma das principais metas da educação para a construção de um pensamento ecológico baseia-se no entendimento do mun-
do e na percepção de que cada lugar da Terra é o resultado da evolução das paisagens e dos organismos que nela vivem.
A imersão intensa da criança na linguagem escrita facilita a descoberta das regras que a regem e torna-se um instrumento
relacionado com o desenvolvimento dos processos intelectuais, com a aquisição de habilidades, com o desenvolvimento afetivo,
moral e estético.
Inúmeras situações de leitura e diferentes textos são propostos, embora não exista uma seção de leitura tradicional. Lê-se a
todo o momento: durante a realização dos trabalhos escolares, para conviver com os demais, na sala de aula e na escola, para se
comunicar com as outras pessoas, para descobrir informações, para alimentar e estimular o imaginário, para brincar, construir, co-
zinhar etc.
Neste Caderno, a criança continua a construção de sua base alfabética por meio do próprio nome e dos nomes que fazem
parte do seu universo linguístico. Incluímos palavras que, embora não façam parte do seu vocabulário cotidiano, representam
nomes, fatos, conceitos e elementos que lhe abrirão portas para a compreensão de um mundo mais complexo e curioso.
O livro Rupi! O Menino das Cavernas, de Timothy Bush, foi escolhido como conto gerador das atividades de leitura ligadas ao
desenvolvimento do imaginário. Trata-se de uma história inspirada nos desenhos rupestres encontrados numa caverna na Fran-
ça e conta as aventuras de um garoto que viveu na Idade da Pedra, um dos temas deste primeiro Caderno.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 36 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
23
AS 7 A
PÁGIN

B loco 1
AULAS 1 A 7

O TEMPO E AS HISTÓRIAS
1. PASSADO E PRESENTE
2. A HISTÓRIA DE CADA UM
3. MEU NOME
4. OS NOMES E AS HISTÓRIAS

Objetivos
Perceber a história de uma pessoa como a união dos fatos de sua vida.
Identificar as mudanças que ocorrem nas pessoas com o passar do tempo.
Começar a construir o conceito de presente, passado e futuro, compreendendo que o passado não volta.
Perceber que o passar do tempo pode ser observado por meio das mudanças que ocorrem.
Identificar as diferentes maneiras de ser, pensar, agir e sentir das pessoas.
Identificar os fatos cotidianos da própria vida e compará-los com os dos colegas, levantando semelhanças e diferenças.
Analisar informações e tirar conclusões.
Perceber que o nome é um meio de identificação de uma pessoa.
Identificar as diferenças que existem entre as pessoas e aprender a respeitá-las.
Compreender o modo de representação da linguagem que corresponde ao sistema alfabético da escrita, por meio da lei-
tura e da escrita do próprio nome e do nome dos colegas.
Estabelecer relações de semelhança e de diferença entre nomes.
Classificar o nome dos colegas da classe pelo número de letras ou pela letra inicial.
Aprender a traçar as letras de forma maiúsculas do alfabeto.
Escrever o próprio nome e o nome dos colegas.
Identificar e utilizar elementos da linguagem matemática, tais como: símbolos numéricos, marcas e signos alternativos
para registrar quantidades.
Aprender a traçar os numerais de zero a nove.

Materiais
Espelho.
Corda.
Bilhete para casa, solicitando aos pais que mandem fotos ou objetos que retratem diferentes idades de seus filhos.
Relógios e calendários.
Folhas de papel kraft para fazer o calendário da classe.
Etiquetas com os nomes dos alunos.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 37 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Sacos de papel com letras escritas em cada um.
Letras móveis.
Lápis colorido ou tinta.
Fotos das crianças em diferentes fases da vida.

Estratégias
1. PASSADO E PRESENTE PÁGINAS 7 A 9

PÁGINA 7

Apresente o Caderno do aluno, explorando a capa, lendo a apresentação feita pelas autoras e fazendo um resumo do que vão
trabalhar no bimestre.
Inicie as atividades trabalhando com a noção de mudança. Chame a atenção dos alunos para as mudanças que estão ocor-
rendo com eles e com as pessoas com as quais convivem. Explique que todas as pessoas mudam a cada dia, em todas as fases
da vida, mas a infância é quando as mudanças são mais evidentes.
Leve para a classe um espelho para que todos possam se observar. Proponha essa atividade durante alguns dias e estimule
as crianças a verbalizar as mudanças que percebem.
Peça às crianças que observem e comparem as fotografias que aparecem nesta página. Pergunte que mudanças ocorreram
com essa pessoa com o passar do tempo. Ela deixou de ser ela mesma? Aproveite para trabalhar a noção de permanência.

PÁGINA 8
Encaminhe a seção Trocar Ideias desta página:
– Como essa pessoa é em cada foto?
– Que mudanças vocês percebem de uma foto para outra?
– Em qual das fotos aparece o bebê que nasceu por último?
– Em quais fotos ela é criança?
– Em qual foto ela está deixando de ser criança para se tornar adulta?
– Em quais fotos ela é adulta?
– Quem pode ser o bebê que está com essa pessoa na última foto?
Explique que é possível descrever uma pessoa, mas uma foto pode esclarecer muito mais do que as palavras. Leia o texto.
Em seguida, encaminhe as atividades desta página.

PÁGINA 9

Peça às crianças que observem as fotografias que aparecem nesta página. Pergunte se conhecem essas pessoas. Expli-
que que são fotos das autoras dos Cadernos Anglo atualmente. Peça a elas que levantem hipóteses sobre quem é a Maria
Celia (primeira foto) e quem é a Heimar (segunda foto).
Faça com que identifiquem as semelhanças e as diferenças em relação aos cabelos, à expressão do rosto (uma está sorrindo
e a outra está mais séria), aos acessórios (brincos, colares), à cor da roupa etc.
Oriente o recorte e a colagem das fotografias do anexo 1. Encaminhe a questão: quais mudanças ocorreram com o passar
do tempo?

2. A HISTÓRIA DE CADA UM PÁGINAS 10 A 14


PÁGINA 10

A linha do tempo é um instrumento importante para a construção do conceito do tempo histórico. Proponha aos alunos a
confecção de uma linha do tempo, para representar a história de cada um.
Corte um pedaço de corda ou de fio de náilon para cada criança, reservando 30 centímetros para cada ano de vida. Coloque
a palavra nascimento em uma das pontas e a idade atual da criança na outra. Nos intervalos, coloque os numerais que indicam
as idades. Se achar que há muitas linhas na sala, construa uma coletiva.
Envie um bilhete aos pais solicitando que mandem fotos ou objetos que retratem diferentes idades de seus filhos, como, por
exemplo, brinquedos, sapatinhos, chupetas etc. Peça aos pais que indiquem as idades nos objetos ou nas fotos.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 38 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Peça aos alunos que prendam os itens nos intervalos das cordas, onde estão indicadas as idades. Estimule-os a falar como
eram ou o que faziam nas diversas idades. Discuta como cada um deles mudou com o passar do tempo.
Explique que a história das pessoas começa bem antes do nascimento. Mas como este momento é muito importante, geral-
mente iniciam dizendo o lugar e a data em que nasceram. Depois, contam outros fatos importantes da vida delas.
Faça com que identifiquem fatos que acontecem todos os dias e aqueles que são especiais. Estimule-os a refletir sobre isso e
oriente-os a classificar os fatos de suas vidas nessas duas categorias.
Estimule as crianças a contar um fato importante da sua vida, uma ocasião especial, que pode ser diferente de pessoa para
pessoa.
Em seguida, peça que registrem esse acontecimento com desenhos nesta página. Após a atividade, faça com que comparem
seus registros com os dos colegas. Pergunte: todos anotaram o mesmo fato?

PÁGINAS 11 E 12

Faça com que as crianças observem a linha do tempo. É difícil explicar o que é tempo, mas podemos perceber o tempo pas-
sar. Pergunte de que maneira podemos perceber o passar do tempo. Converse sobre as mudanças que ocorrem com o corpo de
cada um a cada ano que passa. Chame a atenção para os comportamentos que tinham quando eram bem pequenos e os que
têm hoje.
Mostre relógios e calendários. Pergunte: que informações o calendário fornece, qual desses mostra as horas passarem e qual
deles mostra os dias e os meses passarem.
Construa com os alunos um calendário coletivo, onde possam anotar os fatos importantes que ocorrem na sala de aula ou
na comunidade. A primeira coisa a fazer antes de começar o trabalho é pensar no layout do calendário. Será um calendário de
mesa ou de parede? Com qual tamanho? Configure a página para o tamanho desejado. Depois disso, é bom que tenha em mãos
um calendário com todas as informações que deseja colocar no seu. Convide as crianças a registrar as condições meteorológicas
durante o ano inteiro, estimulando-as a se tornar observadoras cuidadosas do tempo e das mudanças meteorológicas e, ao mes-
mo tempo, ajudando-as a construir a ideia de que podemos medir o passar do tempo.
Após o trabalho com os calendários e relógios, proponha aos alunos que pensem no que fazem sozinhos atualmente e an-
tes só faziam com a ajuda de um adulto. Pergunte o que faziam antes que hoje não fazem mais porque cresceram.
Encaminhe os registros dessas observações nestas páginas.
Estimule os alunos a comparar seus registros com os dos colegas e trocar ideias, observando as semelhanças e as diferenças.

TAREFA DE CASA PÁGINAS 13 E 14

Há duas tarefas para casa. Sugerimos que envie uma por dia. Leia as legendas dos quadros da página 13: PASSADO e PRE-
SENTE. Explique aos alunos que deverão colar fotos que os representem como eram e como são agora.
A atividade seguinte alia a escolha de fatos importantes à ordem em que aconteceram. Oriente os alunos, explicando-lhes
que devem colar fotos ou desenhar.

3. MEU NOME PÁGINAS 15 E 16


PÁGINA 15

Introduza esta aula, convidando as crianças a se apresentar umas às outras. Chame a atenção para a maneira como se apre-
sentam: cada uma fala o próprio nome. Crie oportunidade para que todas tenham tempo de se apresentar. Explique que é pelo
nome que as pessoas se identificam.
Faça uma lista com todos os nomes dos alunos da classe e inclua o do professor.
Organize listas dos nomes das crianças conforme as necessidades do dia a dia: lista de presença, lista dos alunos que vão al-
moçar na escola, dos aniversariantes etc. Chame a atenção para a escrita de cada nome: letras iniciais, número de letras, a ordem
em que são escritas.
Proponha jogos e atividades com os nomes dos alunos. Essas atividades devem ser feitas diariamente, no início do dia, para
que os alunos se familiarizem com os nomes.

Nomes dos colegas de mesa


Apresente etiquetas com os nomes dos alunos. Peça a uma criança que separe os nomes dos colegas que fazem parte
de seu grupo de mesa.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 39 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Sublinhar nomes que...
Com base na lista com todos os nomes dos alunos, peça que procurem os nomes de alguns de acordo com diferentes
ordens:
• Os que almoçam na escola.
• Os que faltaram.
• Os nomes das meninas.
• Os nomes dos meninos.
• Os nomes que possuem determinado número de letras.
• Os nomes formados por duas palavras etc.

Procure...
Estimule os alunos a procurar ou imaginar um nome parecido com o seu. (Obs.: pode ser usado ou não material gráfico.)
O professor fala dois nomes e pergunta: são parecidos ao falar? E como são escritos?
Peça que justifiquem por que e em que são parecidos.
Diga quais as letras que formam o seu nome.
Apresente um conjunto de letras e peça a uma criança que separe as letras de seu nome para montá-las numa folha
em branco.

Classificação de nomes segundo informação gráfica


Faça saquinhos de papel enfeitados com letras, para que os alunos coloquem dentro de cada um deles os nomes come-
çados com a letra nele indicada.

Adivinhar o nome com base em fragmentos escritos


Escreva pouco a pouco o nome de uma das crianças e os alunos têm de inferir de quem se trata:
• Adivinhem o nome de quem estou escrevendo.
• O que eu escrevi até aqui?
• O que falta?
• Quantas letras existem?
• Quais letras faltam?

Identificar o nome com base em uma sílaba inicial ou letra inicial


Peça às crianças que selecionem um nome que tenha determinada letra.
Peça que descubram o nome de uma criança da classe que comece com DA (ou com a letra D).
• Escrevi o nome de Daniela, mas estão faltando algumas letras; quantas e quais são?
• Escrevi um nome, mas estão faltando letras; qual é o nome?
• Quantas e quais letras estão faltando?

Adivinhação baseada em informações gráficas


Solicite a um aluno que escolha uma etiqueta com um nome; os outros têm de adivinhar qual é esse nome com base
nas informações recebidas:
O aluno escolhido fornece pistas:
• É um nome formado por cinco letras.
• Começa com a letra A, a mesma que aparece no início do nome de Ana.
• Tem duas letras repetidas etc.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 40 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Quando os alunos estiverem sabendo o nome das letras e os principais sons que elas fazem, comece a usar esses conheci-
mentos na escrita.
Recorte as fichas com letras e numerais no anexo 11, plastifique-as e entregue-as às crianças para que sirvam como mo-
delo de suas escritas. Chame a atenção para a direção da escrita de cada letra de forma maiúscula, dizendo que o traçado é
sempre feito da esquerda para a direita. Peça para que tracem com cuidado as letras para que fiquem benfeitas e legíveis
para quem as for ler. Recomende que segurem corretamente o lápis.

Estimule os meninos e as meninas a escrever o próprio nome, utilizando as letras móveis. Peça para que observem os crachás
e separem as letras que formam o próprio nome e ordene-as. Em seguida, estimule-os a registrar o nome nas folhas de trabalho
de cada dia, nos desenhos, nos murais, nos cabides etc.

Observação
Para as crianças que não chegaram à escrita convencional, recomenda-se alternar a escrita consultando o “carômetro” da
classe.

Proponha atividades de escrita, trabalhando com listas.

Listas com nomes


Peça a cada criança que escreva num papel o próprio nome e passe-o adiante para que os colegas façam o mesmo até
formarem uma lista.
Passe a lista a um dos alunos, para que ele tente descobrir se conhece o nome de outro(a) menino(a). Ele lê o nome e
tenta escrevê-lo na lousa.

Adivinhar o nome que está faltando


Estimule as crianças a escrever nomes dos colegas na lousa; os nomes são lidos conjuntamente; depois o grupo cobre
os olhos e o professor apaga um deles. O grupo terá de adivinhar qual nome está faltando. Quando tiverem adivinhado,
esse nome é reescrito e o professor apaga outro. Os nomes podem ser escritos em tiras de papel e colocados sobre a
mesa. Proceda da mesma forma indicada anteriormente.

Aproveite essa atividade para ensinar o traçado dos numerais, fazendo as mesmas recomendações.
Retome com as crianças a escrita dos numerais, verificando se todas já sabem traçá-los corretamente.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 41 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
ZERO UM DOIS TRÊS QUATRO

CINCO SEIS SETE OITO NOVE

A compreensão dos numerais de zero a nove engloba diversos aspectos, como:


– associá-los a quantidades;
– usá-los para indicar ordem: primeiro, segundo, terceiro etc.
– identificar o maior entre dois números.

A aquisição da ideia de número depende de muitas experiências, tais como:


– agrupar objetos de acordo com certas características (classificar);
– formar sequências (por exemplo, colocar as crianças em ordem de altura);
– fazer correspondência um a um.

Traçado de numerais
– Realize experiências corporais para que as crianças construam a imagem mental do movimento do traçado: risque o tra-
çado no chão para as crianças andarem sobre ele; solicite que reproduzam o traçado dos numerais, riscando-os no chão
com tinta; na lousa com giz; com pauzinhos ou os dedos, na areia; com os dedos sobre as costas de um colega, para ele
dizer qual é o algarismo representado etc.
– Confeccione cartões com os algarismos de zero a nove, fazendo entalhes ou uma marca para indicar o sentido da escrita.
Para cada algarismo deixe uma representação da quantidade; por exemplo: 1, uma bolinha; 2, duas bolinhas; e assim por
diante. Afixe-os numa das paredes da sala, de modo que fiquem acessíveis para consultas sempre que as crianças estive-
rem hesitantes quanto à grafia de um algarismo.
– Realize, sempre que necessário, as atividades habituais de grafismo que permitem adquirir as grafias dos diferentes algarismos.
– Se julgar mais conveniente, confeccione um conjunto de algarismos (feitos com material rugoso: papelão ou lixa de água)
para cada aluno e proponha a seguinte série de atividades:

Etapa 1
Manipulação controlada pelo professor
Cada criança segura um cartão com uma das mãos. Com a outra, que deve ser aquela com a qual ela escreve, segue
o traçado do algarismo no sentido habitual em que é escrito (geralmente de cima para baixo).
A criança reproduz com o dedo (e depois com o lápis), ao lado do cartão, o algarismo que acaba de tocar.
A criança esconde o algarismo com uma das mãos e reproduz com o dedo da outra mão (e depois com o lápis) o
algarismo que acaba de tocar. É importante não virar o cartão ao contrário: as crianças que dominam a evocação do
cartão rugoso escondido invertem-no mentalmente, produzindo um traçado espelhado.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 42 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Etapa 2
Cartão com o numeral escrito e a quantidade de elementos a ele correspondente (as bolinhas sugeridas anteriormente,
por exemplo).
Permita às crianças que se apropriem do material. Faça com que toquem o cartão, de olhos abertos, e digam em voz
alta o nome do número. Repetir diversas vezes o exercício, com os olhos abertos e depois fechados.

Etapa 3
Cartão com o numeral escrito e cartão com a quantidade de elementos a ele correspondente.
Divida o grupo em duplas. Uma dupla apresenta o cartão do número e a outra, o cartão da quantidade que o representa.
Inverta os papéis das duplas. Proponha atividade semelhante, substituindo os cartões por contagem de palitos, tampinhas,
botões que representam as quantidades indicadas nos cartões.

Jogo dos dados


Distribua um dado para cada dupla. Cada um na sua vez joga o dado, registra a quantidade e o numeral correspondente.
Ao final de três rodadas, cada um deve contar seus pontos. Vence quem tiver obtido mais. Proponha que troquem as
duplas para uma nova rodada.

Encaminhe as atividades da página 15. Leia o texto.


Em seguida, peça às crianças que observem as letras do alfabeto que aparecem nesta folha. Peça a elas que circulem cada le-
tra que forma o próprio nome. Explique que, se houver letras repetidas, poderão contorná-las mais uma vez usando uma cor
diferente.
Na atividade seguinte, os alunos vão escrever o próprio nome com letra de forma maiúscula. Se julgar conveniente, peça a
eles que, antes do registro, escrevam o nome com as letras móveis. Chame a atenção dos alunos para as letras que se repetem
em seu nome.
Procure corrigir os possíveis erros antes de a criança registrar o nome no Caderno. Faça com que confronte seus escritos com
o crachá ou com o nome que está no ”carômetro”.
Peça às crianças que registrem o número que representa a quantidade de letras que tem no próprio nome. Recomende que
observem o traçado do numeral na ficha plastificada, antes de o registrarem no Caderno.

TAREFA DE CASA PÁGINA 16

Para aprofundar o trabalho com os nomes, peça uma pesquisa rápida sobre o significado ou a procedência do nome dos
alunos e a história da escolha do nome, isto é, a história da criança antes mesmo do seu nascimento. Sugira também que os
pais escrevam se havia outros nomes possíveis para a criança e se o que escolheram foi colocado para homenagear alguém.
Envie um bilhete para casa explicando como deve ser a pesquisa, orientando os pais para que saibam o que registrar nesta
página.

4. OS NOMES E AS HISTÓRIAS PÁGINAS 17 A 23

PÁGINA 17

Após a pesquisa sobre a história dos nomes, proponha que cada um faça um breve relato sobre a história do seu nome. Faça
perguntas para orientar esse relato.
Em seguida, peça a eles que abram o Caderno nesta página. Leia o texto e as perguntas, estimulando-os a trocar ideias sobre
as diferentes histórias e as diferenças que há entre eles. Além das diferenças físicas (altura, peso, sexo, cor de cabelo etc.), mostre
que cada pessoa tem suas ideias, seu jeito de ser e suas preferências.
Faça perguntas, estimulando-os a perceber e reconhecer individualidades: qual o nome dos brinquedos e das brincadeiras prefe-
ridas? O que os deixa alegres ou tristes? Que comidas mais apreciam? Quais os lugares que gostam de frequentar no fim de semana?

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 43 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Encaminhe a discussão para o respeito às diferenças.
Proponha que se organizem de acordo com o sexo: meninas e meninos. Pergunte: quantos meninos? E meninas? Há mais
meninos ou meninas na classe? Quantos são ao todo os alunos da classe?
Encaminhe as atividades desta página. Os alunos podem registrar as quantidades como quiserem. Se fizerem o registro com
algarismos, recomende que consultem a tabela com o traçado dos numerais.
PÁGINAS 18 E 19

Após as atividades, monte com os alunos o “carômetro” da turma. Em folhas de papel sulfite, cole as fotos 3 x 4 das crianças
com seus nomes. Providencie cópias para os alunos colarem nestas páginas do Caderno.
Proponha as seguintes atividades:
– fazer um X ao lado do nome dos meninos e uma ao lado do nome das meninas;
– fazer um risco embaixo dos nomes que começam ou terminam com uma letra determinada.
Crie outras atividades utilizando o “carômetro” da turma.

TAREFA DE CASA PÁGINA 20

Oriente a tarefa de casa, conversando sobre os fatos que acham que foram importantes na vida dos alunos. Peça a eles que,
junto com os pais, escolham uma foto de quando eram bebês, pois vão fazer uma brincadeira.
No dia seguinte, peça a eles que mostrem a foto que trouxeram e contem por que foi escolhida. Estimule as crianças a per-
ceber as diferenças entre as fotos que as representam quando bebês e como são atualmente. Explique que cada pessoa dá im-
portância diferente a cada tipo de acontecimento da sua vida. Pergunte: todos os colegas trouxeram fotos dos mesmos mo-
mentos de suas vidas? Todos tinham a mesma idade?
Na seção Trocar ideias, fale com as crianças sobre como estão crescendo. Discuta, fazendo-as perceber como mudaram e cres-
ceram. Traga uma fita métrica para a classe para medir as crianças. Faça uma tira com o tamanho e o nome de cada uma (deixe
esse material exposto para que retorne a ele quando trabalharem outras medidas, nos próximos blocos de aulas deste Caderno).
Leia o texto que fala sobre o tempo. Em seguida, pergunte se é só com relógios e calendários que observamos a passagem
do tempo. Que fatos da natureza podem ser usados para medir a passagem do tempo?
Converse com os alunos, explicando que todos os fatos duram certo tempo: o dia, a noite, o inverno, o verão, o tempo de ir à
escola, o tempo das férias, o fim de semana.
Pergunte: quanto tempo cada criança demora no banho? Quanto tempo demora a chegar à escola? Quanto tempo demora
de um aniversário para outro?

PÁGINA 21

Brincando com as fotos: misture todas as fotos trazidas pelas crianças e coloque-as viradas para baixo sobre uma mesa,
de forma que não possam ver de quem é a fotografia. Peça a uma criança que sorteie uma foto e adivinhe quem é o bebê e,
em seguida, passe a vez para o colega da foto. Caso não acerte, pode tentar mais uma vez. Forneça algumas pistas quando
perceber que está muito difícil para a criança descobrir quem é o colega.
Solicite-lhes que desenhem o momento da brincadeira de que mais gostaram.
Após a brincadeira, converse com os alunos sobre as dificuldades que encontraram para descobrir quem era o colega.
Peça a eles que digam o que é que os levou a descobrir quem era o colega da foto.

PÁGINAS 22 E 23

Encaminhe as atividades da página 22, solicitando aos alunos que desenhem o colega cuja foto sorteou. Estimule-os a
observar as características físicas do colega antes de fazer o desenho.
Em seguida, explique que devem procurar o nome do colega no “carômetro” da classe ou do Caderno para verificar como se es-
creve o nome dele. Chame a atenção para que observem a quantidade de letras, a letra inicial e a ordem em que as letras são escritas.
Peça a eles que escrevam o nome do colega na página 23 e enfeitem as letras com desenhos, usando lápis colorido ou tinta.
Dê instruções precisas sobre como devem fazer o traçado das letras. Recomende que consultem o “carômetro” antes de escre-
ver o nome. Quando observam como é escrito o nome pensam no que as letras representam. Peça aos alunos que registrem a
quantidade de letras que há nesse nome. Recomende que também consultem a tabela com o traçado dos números.
Repita as instruções para a escrita do outro nome. Alguns alunos podem apresentar a escrita espelhada, pois nesse momento
estão mais preocupados com o traçado das letras. É importante que o professor chame a atenção para a direção e a posição da
letra na palavra. Utilize um espelho e mostre para as crianças como as letras ficam invertidas quando refletidas nele.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 44 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Explique que carros de bombeiro e da polícia apresentam palavras escritas de forma espelhada para que os motoristas
do carro da frente possam ler corretamente pelo espelho retrovisor. É importante fazer esse tipo de análise, pois ajuda os
alunos a compreender como funciona a escrita.

A 35
AS 24
PÁGIN

B loco 2
AULAS 8 A 12

A HISTÓRIA DA TURMA DE LUAN


1. A TURMA DE LUAN
2. AS FAMÍLIAS DA TURMA DE LUAN
3. A HISTÓRIA DE CADA UM DA TURMA
4. E NO FUTURO, COMO SERÃO?

OBJETIVOS
Identificar as personagens da Turma de Luan e seus nomes.
Identificar os nomes dos componentes da família de Luan.
Localizar e identificar nomes a partir da quantidade de letras.
Compreender a estrutura familiar e perceber a interdependência entre as pessoas que dela fazem parte.
Conhecer e valorizar diferentes tipos de estrutura familiar.
Identificar as pessoas que fazem parte da família.
Identificar a posição de um determinado número numa série, explicando a noção de sucessor e antecessor.
Começar a construir o conceito de presente, passado e futuro, compreendendo que o passado não volta.
Identificar as diferentes maneiras de ser, pensar, agir e sentir das pessoas.
Analisar dados e tirar conclusões.
Identificar as diferenças que existem entre as pessoas e as famílias e respeitar essas diferenças.
Compreender o modo de representação da linguagem que corresponde ao sistema alfabético da escrita, por meio da leitu-
ra e da escrita do próprio nome e do nome dos colegas.
Estabelecer relações de semelhança e de diferença entre nomes.
Aprender a traçar as letras de forma maiúsculas do alfabeto.
Escrever o próprio nome.
Identificar e utilizar elementos da linguagem matemática, tais como símbolos numéricos, marcas e signos alternativos
para registrar quantidades.
Traçar os numerais de zero a nove.

MATERIAIS
Cartaz com as personagens da Turma de Luan.
Pedaço de tecido de cor clara para cada aluno (10 centímetros × 10 centímetros).
Bilhete para casa, avisando às famílias o tema que está sendo trabalhado.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 45 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Estratégias
1. A TURMA DE LUAN PÁGINAS 24 E 25
PÁGINA 24

Coloque na classe o cartaz com as personagens da Turma de Luan e seus nomes. Conte que essa turma vai acompanhá-los
em todos os Cadernos, nos quais haverá muitas histórias e juntos aprenderão muitas coisas.
Ao apresentar as personagens da Turma de Luan, oriente os alunos para que comparem os traços físicos e identifiquem
as semelhanças e diferenças entre elas.
Pergunte: quantos meninos e quantas meninas há nessa turma?
Leia o texto da página 24.
Comente as habilidades de cada personagem da turma de Luan:
– Luan Calmar gosta de pesquisar;
– Vitória gosta de histórias;
– Felipe Silveira gosta de brincadeiras;
– Maria gosta de cantoria;
– Edgar gosta de desenhar e pintar;
– Theresa gosta de surpresas.
Chame a atenção para as rimas dos nomes e as preferências de cada um. Peça para passarem um risco em volta dos finais
de cada palavra.
Converse com as crianças sobre as prováveis dificuldades que Edgar enfrenta na escola ou na cidade. Valorize as atitudes de
solidariedade que a Turma de Luan tem para ajudá-lo nas dificuldades que ele possa encontrar.
Compare os nomes da Turma de Luan com os nomes dos alunos. Há nomes que começam com a mesma letra? Há algum
aluno que tenha o mesmo nome de alguém da Turma de Luan?

PÁGINA 25

Apresente cartões com os nomes da Turma de Luan. Faça perguntas sobre as características textuais de cada nome, tais como:
– número de letras de cada nome;
– o nome mais curto (com menor número de letras);
– nomes que terminam com a mesma letra.

LUAN EDGAR FELIPE MARIA THERESA VITÓRIA

Faça um diagrama na lousa com os nomes da Turma de Luan, começando por aquele que tem menos letras. Peça aos alunos
que criem um diagrama próprio, em uma folha quadriculada, escrevendo os nomes da turma e outros que quiserem.

L U A N
E D G A R
M A R I A
F E L I P E
V I T Ó R I A
T H E R E S A

Peça para que escrevam o nome das personagens da Turma de Luan usando as letras móveis.
Em seguida, encaminhe as atividades desta página. Chame a atenção para os objetos que aparecem. Pergunte: qual a relação
que eles têm com cada personagem? Peça aos alunos que completem os nomes da turma.
Se julgar conveniente, peça para que antes de registrar, escrevam os nomes com as letras móveis.
Procure corrigir os possíveis erros antes de a criança registrar o nome no Caderno.
Faça com que confronte seus escritos com os nomes que aparecem no cartaz.
Peça para registrarem o número que representa a quantidade de letras que há em cada nome. Recomende que observem o
traçado do numeral na ficha plastificada, antes de o registrarem no Caderno.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 46 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
2. AS FAMÍLIAS DA TURMA DE LUAN PÁGINAS 26 A 30
PÁGINA 26

Converse com os alunos sobre as famílias que estão representadas nesta página. Elas representam as famílias das persona-
gens da Turma de Luan.
Compare as famílias das personagens da Turma de Luan: número de pessoas, ausência de algum membro da família e carac-
terísticas físicas. Esse paralelo permitirá que as crianças percebam que os padrões familiares são diferentes e que existem famí-
lias só com o pai ou só com a mãe, família nuclear (pai, mãe e filho) e família alargada, com outros parentes e agregados. Expli-
que que toda criança sempre tem um pai e uma mãe biológicos, independentemente da situação em que ela se encontre: sem
pai ou sem mãe, adotada, abandonada etc.
Converse com as crianças sobre a família de Theresa. A falta do pai e da mãe de Theresa pode ser um motivo que leve a ques-
tionamentos; comente que algo deve ter acontecido (morte, viagem) para que Theresa passasse a morar com os avós e a bisavó.
Explique o que é bisavó e veja se algum aluno possui bisavó ou bisavô. Pergunte como os alunos se relacionam com os avós, se
os encontram sempre, se há algum aluno que mora com eles.
Estimule as crianças a levantar as diferenças textuais entre as palavras avô, avó, bisavó e bisavô e a perceber o que faz mudar
o significado dessas palavras. Não fale apenas “acento”, pois as crianças ainda não têm ideia do que essa notação significa. Leve
os alunos a perceber que a nossa escrita não é apenas constituída de letras.
Retome com os alunos os quadros que representam as famílias da Turma de Luan. Peça a eles que observem o número de
pessoas que compõe cada família. Explique o grau de parentesco que há entre os membros dessas famílias:
– família do Luan: pai, mãe, irmão, tia e avó;
– família da Theresa: avó, avô e bisavó. Não há a figura do pai nem da mãe;
– família da Vitória: mãe e irmão;
– família do Felipe: mãe, padrasto e irmãos gêmeos;
– família da Maria: pai;
– família do Edgar: pai, mãe e irmã.
Encaminhe as questões desta página, chamando a atenção para a composição de cada família da Turma de Luan.
Mostre que a história de cada pessoa está ligada à história das pessoas da sua família. Assim como as histórias das pessoas,
as histórias das famílias também são diferentes.
Pergunte: o que há de diferente em cada uma das famílias da Turma de Luan? Essa diferença está só no número de pessoas
que compõe cada família?
PÁGINAS 27 E 28

Encaminhe as atividades destas páginas. Os alunos devem recortar do anexo 2 as ilustrações que representam as famílias da
Turma de Luan e colá-las nos quadros correspondentes. Solicite que registrem o número de pessoas que há em cada família.
Oriente as respostas das questões.
PÁGINA 29

Converse com os alunos sobre suas famílias. Explique que a história das pessoas da família também faz parte da sua história,
a qual é um pedacinho da vida de cada membro da família. Ao agruparmos todas as histórias é como se juntássemos partes pa-
ra fazer uma colcha de retalhos.
Proponha que cada aluno traga um pedaço de tecido de 10 centímetros × 10 centímetros e nele desenhe a sua família com
caneta hidrocor. Cole ou costure todos os pedaços para formar uma colcha de retalhos da turma da classe.
Peça aos alunos que desenhem os membros que compõem a própria família. Proponha a escrita de palavras que indicam o
grau de parentesco de cada membro e faça uma lista dessas palavras com a ajuda dos alunos.

PAI MÃE IRMÃ IRMÃO BISAVÓ

AVÓ AVÔ TIO TIA BISAVÔ

Peça aos alunos que formem as palavras usando as letras móveis. Oriente a escrita, fornecendo indicadores diversos: quanti-
dade de letras, letra inicial etc.
Observação
Realize essa atividade em duplas, para que os alunos façam hipóteses de como poderão escrever e localizar as palavras na
folha. Socialize o trabalho dos alunos para que eles possam comparar as hipóteses feitas e corrigi-las segundo o modelo.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 47 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TAREFA DE CASA PÁGINA 30

Encaminhe a tarefa de casa. Explique aos alunos que precisarão consultar alguém da família para realizá-la.

3. A HISTÓRIA DE CADA UM DA TURMA PÁGINA 31

Nos próximos blocos de aulas, os alunos continuarão a trabalhar com o conceito de tempo: passado, presente e futu-
ro, tendo como tema a Turma de Luan.
Chame a atenção para as figuras que representam a turma quando todos eram bem pequenos. Quantos anos acham que
eles têm?
Peça aos alunos que recortem o anexo 3 e colem as figuras que representam como cada personagem é atualmente. Que
mudanças observaram? O que não mudou nas personagens?

4. E NO FUTURO, COMO SERÃO? PÁGINAS 32 A 35


PÁGINAS 32 E 33

Converse com as crianças sobre as preferências de cada uma: brinquedos, brincadeiras etc. Pergunte: todos gostam das
mesmas coisas?
Estimule os alunos a perguntar aos avós, aos pais e aos tios ou a pessoas mais velhas sobre brinquedos e brincadeiras, modo
de vestir, de se comportar, hábitos de higiene etc. da época em que eram crianças.
Envie um bilhete para casa avisando às famílias o tema que está sendo trabalhado, para que possam contribuir com as infor-
mações solicitadas.
Após a pesquisa, reúna as informações obtidas e compare com os alunos o modo de viver das crianças no passado e o mo-
do de viver das crianças atualmente. Estimule-os a identificar o que mudou e o que permanece igual.
Escreva um texto coletivo com as crianças, usando as informações que obteve sobre o modo de viver dos familiares da tur-
ma, no passado. Guarde o texto para colocá-lo no portfolio dos alunos.
Chame a atenção para as mudanças que ocorrem com o passar do tempo. Que mudanças perceberam na Turma de Luan com
o passar do tempo? Pergunte aos alunos se eles acham que as personagens mudarão no futuro e como serão.
Encaminhe as atividades destas páginas. Explique que as figuras que vão recortar (anexo 4) representam as personagens
quando elas estiverem adultas.
Após a atividade, estimule as crianças a observar as mudanças que ocorreram com cada uma. Chame a atenção para as profis-
sões escolhidas. Mostre que as profissões foram escolhidas de acordo com as preferências que cada um tinha quando era criança.

PÁGINA 34

O poema “Menino” foi escolhido para encerrar as unidades sobre os nomes.


A poesia deve ser incluída como uma parte importante das experiências de linguagem em sala de aula. Incentive as crianças
a brincar com as palavras e suas nuances.
Leia poesias para que se familiarizem com o som de suas rimas e ritmos. Tente acompanhar os interesses da turma. Convide
as crianças a fazer gestos que ilustrem os poemas lidos na sala de aula.
Leia o poema de André Neves para os alunos.
Incentive as crianças a falar sobre a escolha de palavras feita pelo poeta: palavras que rimam ou que começam com o mes-
mo som.
Peça às crianças que observem o poema escrito na página. Chame a atenção para as últimas palavras de cada estrofe: gritou,
escutou, levou. Peça que destaquem essas palavras. O que elas têm em comum?
Converse sobre a estrutura do texto:
– título: Menino;
– autor: André Neves;
– linhas não terminadas até a margem direita;
– estrofes separadas por espaços em branco;
– rima representada graficamente pelos finais das palavras.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 48 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Leia novamente o poema, chamando a atenção para cada estrofe.
Peça a elas que identifiquem as palavras com grafia semelhante. Escreva essas palavras e estimule-as a comparar as par-
tes que são semelhantes.
Em seguida, estimule os alunos a ilustrar o poema e escrever o título dele.

VALE A PENA LER


• Ecologia em quadrinhos, Sylvio Luiz Panza, FTD.
• A arca de Noé, Vinicius de Moraes, Companhia das Letrinhas.
• Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles, Nova Fronteira.

TAREFA DE CASA PÁGINA 35

Converse com os alunos se alguém já perguntou a eles o que querem ser quando forem adultos. Aproveite essa questão pa-
ra trabalhar a noção de futuro.
Explique a tarefa e peça a eles que em casa pensem no que querem ser quando crescer e façam um desenho que os repre-
sente como se imaginam no futuro.
Depois da tarefa, faça uma roda e peça para cada criança mostrar o seu desenho e falar sobre ele, explicando como acha que
será no futuro.

A 62
AS 36
PÁGIN

Bloco 3
AULAS 13 A 27

A HISTÓRIA DO UNIVERSO
1. UMA AVENTURA COM A TURMA DE LUAN
2. O UNIVERSO
3. APARECERAM AS ESTRELAS E OS PLANETAS
4. O PLANETA TERRA
5. OS COMETAS
6. O QUE APRENDEMOS?

Objetivos
Ampliar a curiosidade da criança sobre a origem do Universo e da Terra.
Levantar dados sobre as próprias origens.
Continuar construindo o conceito de tempo cronológico.
Representar graficamente suas ideias.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 49 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Aprender o nome das letras.
Perceber a relação entre sons e letras.
Ler listas de palavras para descobrir informações.
Perceber que mensagens orais podem ser transformadas em escritas.
Escrever para registrar observações.
Escrever para utilizar a mensagem como referência.
Explorar o poema por meio de suas metáforas.
Investigar e descrever os atributos dos objetos, agrupando-os por suas semelhanças.
Ordenar objetos segundo o tamanho, colocando-os em ordem crescente e decrescente.
Contar e comparar quantidades.
Representar quantidades e escrever os algarismos correspondentes.
Saber ouvir e dar opiniões.
Compartilhar materiais.
Respeitar o trabalho do colega.
Aprender a acatar a decisão do grupo.
Esperar sua vez.

Materiais
Transparências com imagens do bigue-bangue.
Bexiga e papéis coloridos, cortados em pequenos pedaços.
Sementes de diferentes tamanhos e cores, tintas, lápis de cera e cola de cores variadas.
Globo terrestre.
Folhas de papel pautado e lápis de cor (de madeira ou de cera).
Fotos e cartazes com imagens do Sistema Solar.
Lanterna e globo terrestre (ou bola de isopor e palito de churrasco) para explicar o dia e a noite.
Para o Sistema Solar:
– 2 bolas de gude: média e grande
– 1 bola de futebol
– 1 bola de basquete
– 1 bola de borracha
– 1 bola de tênis
– 1 bola de bilhar
– 1 bola de pingue-pongue
Fios de náilon de diferentes tamanhos, bolas de isopor de diferentes tamanhos, tintas de cores variadas ou papéis coloridos
e fita adesiva para construir um móbile, representando o Sistema Solar.
Folhas de papel sulfite ou cartolina com os nomes dos planetas do Sistema Solar.
Fichas impressas para compor o Repertório de palavras (atividade descrita nas estratégias).
Jornal velho.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 50 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Letras móveis.
Cartaz e fantoches da Turma de Luan.
Dados (um para cada duas crianças).
Filmes em que aparecem vulcões em erupção. Sugestões: As forças da Terra (National Geographic, 1983); Inferno de Dan-
te (Universal, 1997); Vulcano, a fúria (20th Century Fox).
Livro: Poeminhas fenomenais, de Alexandre Azevedo, Atual.
Papéis cortados de diferentes formas para fazer o painel coletivo sobre os planetas e as estrelas.

Estratégias
1. UMA AVENTURA COM A TURMA DE LUAN PÁGINAS 36 E 37

PÁGINA 36

Antes de iniciar a unidade, comunique aos pais o tema do projeto, encorajando-os a se envolver com as atividades de seus
filhos por meio da busca de materiais necessários e livros suplementares. Dessa forma, os pais são levados a compreender o tra-
balho de um modo mais rico e complexo.
Inicie as atividades desta página com as personagens da Turma de Luan, conversando sobre o que cada um deles quer
aprender nesse caderno.

LUAN COMO SURGIU O UNIVERSO

FELIPE OS PRIMEIROS INSETOS

THERESA DINOSSAUROS

MARIA FÓSSEIS

EDGAR PINTURA RUPESTRE

VITÓRIA CRIANÇAS NA PRÉ-HISTÓRIA

Faça um levantamento do que cada um dos alunos da classe gostaria de saber a respeito dos assuntos que aparecem nesta
página.
Explique a eles que nesta unidade vão pesquisar sobre o nascimento do Universo, da Terra e das estrelas e a vida no planeta
Terra.
Leia o texto. Peça aos alunos que acompanhem a leitura. Em seguida, explique que vão pesquisar para saber o que os cien-
tistas pensam sobre a Terra quando tudo começou.
Após a leitura, peça para identificarem a palavra PLANETA. Que outras palavras começam com a letra P, no texto. (Pois
e Professor).
Peça aos alunos que destaquem essas palavras. Ao começar a ensinar as relações entre letras e sons, escreva as palavras nu-
ma tira de papel ou na lousa para que as crianças possam visualizá-las.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 51 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Analise com as crianças a palavra PLANETA: a letra inicial, o número de letras, a ordem em que estão escritas (da esquerda
para a direita). Fale o nome das letras. Explique que, para ler a palavra corretamente, começa-se da esquerda para a direita.

PLANETA

Analise com as crianças a palavra PASSADO, chamando a atenção para a letra inicial, o número de letras, as letras repetidas
juntas (SS) e a ordem em que as letras são escritas.

PASSADO

Peça aos alunos que ditem palavras começadas com P para observarem como são escritas e perceber o som das letras.
Explique que a letra P tem o nome de pê e seu som básico é o que se encontra no início de seu nome.

PÁGINA 37

Introduza as atividades desta página. Antes de trabalhar com o quadro, distribua aos alunos uma folha pautada e oriente a
pintura de cada linha de uma cor, para que se habituem ao trabalho em folhas pautadas. Explique que normalmente se escreve
apoiando as letras sobre a linha.
Apresente, numa folha de papel kraft, o quadro com o nome de cada uma das personagens da Turma de Luan e explique co-
mo vão preencher a tabela que aparece no Caderno. Peça aos alunos que escrevam o nome de cada personagem, um em cada
espaço. Ao lado de cada nome devem escrever a palavra-chave que representa o que cada um quer aprender.
Verifique se eles já sabem como são escritos os nomes da Turma de Luan (trabalho iniciado no Bloco 2). Peça aos alunos que
consultem o cartaz para confirmar a escrita. Recomende que usem as letras móveis para montarem os nomes, para que o pro-
fessor possa corrigi-los antes do registro escrito no Caderno.
Antes da escrita, analise as palavras: a letra inicial, a ordem em que as letras aparecem, o número de letras que forma cada pa-
lavra. Recomende o uso das letras móveis. Oriente a escrita de cada palavra. Pergunte: quantas e quais são as palavras começadas
com a letra P?
Chame a atenção para a palavra dinossauro, mostrando as duas letras repetidas juntas (ss) como na palavra passado.

LUAN UNIVERSO

FELIPE INSETOS

THERESA DINOSSAUROS

MARIA FÓSSEIS

EDGAR PINTURA

VITÓRIA PRÉ-HISTÓRIA ou CRIANÇAS

Proponha que representem com desenhos o que gostariam de aprender e façam seus registros no Caderno.
Em seguida, faça uma roda e peça às crianças que mostrem seu desenho e contem o que ele representa.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 52 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO INFORMATIVO

Produção de textos escritos


Produção de escritos: são muitas as oportunidades de escrever “para valer”.
Na vida diária da aula, as crianças sentem que certas mensagens orais devem ser transformadas em escritas para não
serem esquecidas ou para servir como referências. Eis alguns exemplos:
• quadros informativos;
• lista de presença;
• programação do dia;
• responsabilidades semanais, tais como a manutenção de animais, o cuidado com os materiais;
• regras de vida na aula e na escola;
• registro de observações (meteorologia), as pesquisas feitas ou as decisões tomadas coletivamente.
Na Educação Infantil, a produção de escritos pelas crianças é relativamente restrita, embora não se limite apenas à
cópia do que o adulto escreve ou do que lhe é ditado pelas crianças.
A criança produz o escrito que o professor grafa numa folha ou no quadro; depois, age sobre o escrito ao manusear
livremente etiquetas de palavras cujo sentido ela conhece e, após adquirir um domínio suficiente de seu gesto gráfico,
tem a capacidade, por ela mesma, de transformar suas mensagens orais em escritas.
A produção escrita pela criança pode assumir, então, a forma de uma única palavra, grafada num bilhetinho dado
ao professor ou aos pais. Ela demonstra o seu conhecimento quando, ao realizar seus desenhos, escreve no caminhão a
palavra bombeiros, ou quando escreve a palavra escola no desenho de uma casa.
Mais tarde, quando a criança conhece mais palavras, é capaz de compor, espontaneamente, mensagens mais longas,
sempre motivadas pelo projeto do momento.
No início, a maioria dos escritos é coletiva: codificam-se coletivamente as mensagens, utilizando-se o rol de palavras e as
competências do professor, que servem para complementar a produção. À medida que cada criança se apropria de um rol de
palavras que pode reinvestir, as situações reais criadas pela vida em sala de aula a levam a uma produção individualizada cada
vez mais rica.
É por essa razão que, durante as atividades deste Caderno, as crianças trabalharão com coletâneas de palavras que
fazem parte dos projetos e de temas abordados nesses blocos de aulas.
De forma geral, esse manuseio de palavras conhecidas é outra maneira de observá-las e identificá-las, revelando-se
um bom instrumento para leitura. Com o tempo, as produções de escritos se multiplicam e se diversificam de acordo com
as aquisições e, além de estarem apoiadas em projetos, frequentemente são determinadas por situações de motivação
e muitas vezes também abertas ao imaginário.
Josette Jolibert. Formando crianças leitoras. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. (Adaptado)

2. O UNIVERSO PÁGINAS 38 E 39
PÁGINA 38

Faça uma roda e converse com as crianças sobre o surgimento do Universo. Procure saber o que já conhecem sobre o assunto
e instigue a curiosidade dos alunos para que procurem saber mais “como tudo começou”.
Após essa conversa, peça que abram o Caderno nesta página e faça com que observem o título e a imagem. Leia o título e o
texto que conta que a Turma de Luan foi ao planetário. Pergunte o que acham que essa imagem significa. Utilize as questões pro-
postas.55
Após as hipóteses levantadas pelas crianças, em linguagem simples conte que uma teoria científica explica que o Universo
não passava de um ponto que acabou explodindo e, como em qualquer explosão, seus pedaços foram se espalhando por todos
os lados.
Utilize os dados do texto informativo A hora zero para conversar com as crianças sobre o Universo, fazendo com que pensem
sobre o tema. Explore as ideias e as questões levantadas por elas e ajude-as a compartilhar e contrastar essas ideias com as dos
colegas. Traga transparências, livros, fotografias e fitas para ilustrar o assunto.
Simule com as crianças essa explosão: coloque papéis coloridos e brilhantes dentro de uma bexiga. Encha-a de ar e fure-a
com um alfinete: todos os papéis se espalharão como se fossem fragmentos de uma explosão. Em seguida, podem juntar os frag-
mentos, formando pequenas bolas de papel, representando corpos celestes.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 53 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO INFORMATIVO

A hora zero
Quase todos os cientistas consideram provável que o Universo tenha se originado de uma grande explosão (bigue-bangue)
ocorrida num determinado momento – a hora zero – há mais de 15 bilhões de anos. Repentinamente, a matéria e a energia
existentes, concentradas num minúsculo “caroço”, foram liberadas e lançadas no espaço em todas as direções, sob a for-
ma de partículas de fótons de luz.
O Universo começou, assim, a se expandir. A matéria se agregou, pela ação da força da gravidade, em átomos e
moléculas que se condensaram de tal modo que surgiram as nebulosas, em cujo interior nasceram as estrelas.
Nas estrelas, as reações nucleares transformaram os primeiros elementos em outros mais pesados, nascendo daí os
planetas. No início, o Universo era uma imensa nebulosa impenetrável.
Durante o primeiro milênio após o bigue-bangue, a temperatura baixou de bilhões de graus para 3 000 graus. Num
determinado momento, a nebulosa se dissipou e espalhou luz por toda parte e, em algumas regiões, deram origem a
estrelas e galáxias.
As estruturas mais espetaculares do Universo são as galáxias, que são enormes constelações de estrelas que giram
todas juntas ao redor de um ponto e de longe se parecem com figuras em espiral ou com globos luminosos.
O espaço entre as estrelas não é vazio, mas está cheio de gases e pó. Essa matéria interestelar se condensa em al-
gumas regiões formando nebulosas que começam a se agregar formando novas estrelas.
A galáxia à qual pertencem o Sol e a Terra é a Via Láctea, que tem forma de espiral, com estrelas mais velhas no
centro e as mais novas ao longo dos braços.
Meu primeiro Atlas – O Universo e seus mundos. Erechim: Edelbra, 1997. (Adaptado)

Após a brincadeira, converse com as crianças, estimulando-as a falar sobre o que elas aprenderam sobre a origem do Universo.

PÁGINA 39

Peça às crianças que registrem essas ideias com desenhos, nesta página. Explique que, além de desenhos, podem utilizar ou-
tros materiais para expressar suas ideias: sementes de diferentes tamanhos e cores, lápis de cera etc. Em seguida, estimule-as a
comparar seus desenhos com os dos colegas.

3. APARECERAM AS ESTRELAS E OS PLANETAS PÁGINAS 40 A 52

PÁGINA 40

Converse com as crianças sobre o planeta em que vivemos: a Terra. Leve para a sala de aula um globo terrestre e converse
sobre a forma da Terra. Faça com que observem as cores que representam o solo e a água. Explique que a cor da Terra é azul
quando nosso planeta é visto do espaço.
Pergunte o que sabem sobre o Sol. Explique que é a estrela que está mais perto da Terra.
Faça perguntas:
– Por que o Sol é importante para nós que vivemos na Terra?
– O que aconteceria se o Sol não existisse?
Procure saber o que já conhecem a respeito do Sol e dos planetas que fazem parte do Sistema Solar.
Simule o dia e a noite, usando um globo terrestre (ou uma bola de isopor ou de papel amassado), uma lanterna, um palito
de churrasco, e explique o movimento de rotação, sem usar a nomenclatura, para que os alunos comecem a se aproximar do con-
ceito de dia e noite.
Convide as crianças a ajudar nessa simulação. Faça uma marca (um X) no hemisfério ocidental do globo terrestre ou do ob-
jeto que está representando a Terra. Coloque uma lanterna sobre a mesa, de forma que seu facho de luz ilumine um dos lados
do globo. Em seguida, escureça a sala e vá girando lentamente o globo sobre si mesmo. A cada volta, uma das faces fica ilumi-
nada, como ocorre com a Terra em relação ao Sol.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 54 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Pergunte às crianças o que elas costumam ver no céu à noite (deixe que nomeiem tudo). Converse sobre a Lua: um satélite
que gira ao redor da Terra. Explique que a Lua é sempre a mesma, mas a sua sombra muda.
Explore com os alunos a ilustração e o texto desta página. Explique que, nessa imagem, os planetas estão dispostos por ordem
de tamanho, não pela proximidade do Sol. Chame a atenção para o nome dos planetas e para o tamanho de cada um. Faça
perguntas: todos os planetas são do mesmo tamanho? Todos são da mesma cor? Qual é o nome do maior planeta? E do menor?
Chame a atenção dos alunos para a pergunta que Luan faz nesta página: “Você sabia que o Sol é uma estrela?”. Expli-
que aos alunos que no Universo há outras estrelas, mas o Sol é a única estrela do nosso sistema, chamado de Sistema Solar.
O Sol é uma estrela amarela que aquece e ilumina a Terra.
Faça discos de papel representando os planetas e coloque o nome em cada um deles. Brinque com as crianças, fazendo
com que organizem os planetas: do menor para o maior e vice-versa.
Proponha também que amassem folhas de jornal, formando bolas para representar os planetas e o Sol. Peça às crianças que
pintem de acordo com as cores da tabela abaixo. Para comparar o tamanho dos planetas em relação ao Sol, utilize como re-
ferência, diferentes tamanhos de bolas. Sugerimos utilizar bolas segundo as referências abaixo:

SOL Bola grande inflável, de praia


MANCHAS VERMELHAS,
JÚPITER Bola de basquete
ALARANJADAS E AMARELAS
SATURNO Bola de futebol CINZA COM ANÉIS AMARELOS
URANO Bola de tênis AZUL ESVERDEADO
NETUNO Bola de bilhar AZUL
TERRA Bola de borracha comum AZUL
VÊNUS Bola de pingue-pongue AMARELADO
MARTE Bola de gude grande VERMELHO
MERCÚRIO Bola de gude média ALARANJADO

Coloque o nome do Sol e dos planetas nas bolas. Peça às crianças que organizem as bolas que representam os planetas
por ordem de tamanho, começando do menor para o maior e do maior para o menor. Exponha o material na sala de aula.
Faça um cartaz com os nomes e as cores dos planetas e deixe-o exposto na sala. Explique que os nomes estão escritos
de acordo com o tamanho dos planetas, do menor para o maior.

MERCÚRIO ALARANJADO
MARTE VERMELHO
VÊNUS AMARELADO
TERRA AZUL
NETUNO AZUL
URANO AZUL ESVERDEADO
SATURNO CINZA COM ANÉIS AMARELOS
MANCHAS VERMELHAS,
JÚPITER
ALARANJADAS E AMARELAS

Faça referência a Plutão, dizendo que não é mais considerado um planeta. Antes de 2006, o número de planetas do Sistema
Solar era nove. Atualmente são oito planetas.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 55 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO INFORMATIVO

Plutão – agora, um caso à parte


Plutão era considerado o nono planeta do Sistema Solar. Pequeno, com massa é 380 vezes menor que a da Terra, é
menor que a nossa Lua. Sua temperatura média é extremamente baixa (entre –234 e –223ºc), e sua rotação é estimada
em pouco menos de sete dias, e a translação dura cerca de 90.465 dias terrestres, 248 anos. Plutão possui um satélite
conhecido, denominado Caronte.
No entanto, em 24 de agosto de 2006, cerca de 2500 especialistas, reunidos na 26ª- Assembleia Geral da União Astro-
nômica Internacional (UAI), estabeleceram uma nova definição de planeta e também criaram a categoria de “planeta-anão”,
da qual Plutão passou a fazer parte. De acordo com a nova resolução da UAI, para ser considerado planeta, um corpo ce-
leste deve: ter a forma aproximadamente esférica; girar em torno de uma estrela; ser o astro dominante em sua órbita (o
que significa que ele influencia a trajetória dos corpos celestes próximos a ele – por exemplo, desviando asteroides de sua
órbita). Plutão não atende a esse último requisito. Sua órbita é muito próxima à de Netuno, um astro bem maior que ele
e que influencia a trajetória de corpos celeste próximos. Por enquanto, é só um planeta-anão.

Chame a atenção dos alunos para a escrita dos nomes dos planetas, analisando e comparando cada um deles: letras iniciais;
número de letras; letras repetidas (Terra); nomes que começam com a mesma letra (Marte e Mercúrio); nomes que têm a letra T
(Júpiter, Saturno, Netuno, Marte, Terra); nomes que terminam com a letra O (Mercúrio, Netuno, Urano e Saturno); nomes que
possuem cinco letras (Urano, Vênus, Terra e Marte).
Chame a atenção para o nome das cores, analisando a escrita de cada uma delas. Pergunte: quais os nomes que come-
çam com a letra A? E com a letra V?
É importante que as crianças utilizem as letras móveis para construir os nomes dos planetas.

PÁGINA 41

Encaminhe as atividades desta página. Faça com que as crianças leiam os nomes dos planetas e observem o tamanho dos
desenhos que os representam. Diga a elas que vão organizar o cartaz que representa os planetas, numerando-os, começando
pelo maior. Explique que vão colocar o numeral dentro de cada quadrinho que está ao lado do nome do planeta.
Oriente a escrita dos numerais de um a oito, quantidade que indica o número de planetas do nosso sistema.

PÁGINA 42

Encaminhe as atividades desta página. Recomende que escrevam os nomes dos planetas e das cores, usando as letras
móveis antes de registrá-los no Caderno. Faça com que confrontem os seus escritos com o cartaz, com o nome dos planetas
e com suas cores para que possam corrigi-los antes de escrevê-los.

TAREFA DE CASA PÁGINA 43

Converse com as crianças sobre a ilustração em que aparecem a Turma de Luan, o professor Sérgio e o cachorrinho Faísca.
Lembre-os de que Edgar é o dono dele, porém quem o está segurando é Maria.
Pergunte o que eles estão observando.
Encaminhe a Tarefa de casa. Explique que devem observar a figura maior e depois pintar os quadros menores, de acordo
com as cores da ilustração.
Verifique se sabem escrever o nome da personagem que está segurando o cachorrinho.
É importante que façam as tarefas sem precisar consultar as pessoas da família, por isso, garanta que todos saibam o que fa-
zer, antes de ir para casa.

PÁGINA 44

Simule o Sistema Solar: escreva o nome dos planetas e do Sol, em folhas de papel sulfite ou cartolina. Faça as órbitas dos pla-
netas com giz, no chão do pátio da escola. Coloque oito crianças com o nome dos planetas na camiseta (as bolas de papel, colo-
ridas de acordo com a cor dos planetas, nas mãos), nas órbitas, pela ordem de proximidade do Sol: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte,
Júpiter, Saturno, Urano, Netuno. As crianças deverão seguir a linha da órbita, andando devagar no sentido contrário ao dos pon-
teiros do relógio.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 56 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Explique que todos giram em torno do Sol, mas nunca se encontram ou se chocam, pois cada um segue o seu caminho, cha-
mado órbita. Chame a atenção para o fato de que tudo no Universo tem uma ordem, mostrando a importância das regras. Pergunte:
– O que aconteceria se algum planeta saísse de sua órbita?
Aproveite o tema e converse com os alunos sobre a responsabilidade que cada um tem em sua comunidade. Dê opor-
tunidade para que percebam que, sempre que alguém deixa de cumprir um “combinado”, pode acabar atrapalhando as ati-
vidades do outro.
Construa um móbile com os alunos para pendurar na sala de aula. Distribua entre eles bolas de diferentes tamanhos (pro-
porcionais ao tamanho dos planetas), para que as forrem de papel colorido ou as pintem com tinta apropriada. Também podem
amassar papéis até obterem bolas de diferentes tamanhos, simulando os planetas. Após a pintura, pendure os “planetas”,usando
fios de náilon. As crianças podem fazer os planetas nas aulas de Arte. Especifique as cores de cada planeta.
Coloque etiquetas nas bolas, com o nome dos planetas, para que os alunos possam fixar a nomenclatura.
Faça com que observem a ilustração desta página. Explique que ela representa o Sistema Solar, ou seja, o Sol e os planetas
que giram em torno dele. Fale que os planetas do Sistema Solar estão desenhados por ordem de proximidade do Sol. Peça às
crianças que observem os planetas e identifiquem qual está mais próximo do Sol e qual está mais distante. É importante verba-
lizar, na série, qual é o primeiro, o segundo, o último; o que vem antes, o que vem depois.
Chame a atenção das crianças para a seção Você Sabia? Leia o texto que representa a fala de Luan. Explique que todos os pla-
netas do Sistema Solar giram em torno do Sol.
PÁGINA 45

Encaminhe as atividades desta página. Peça para observarem a ilustração da página 44 antes de iniciarem a tarefa.
Leia o enunciado da primeira atividade e oriente a escrita da palavra SOL. Sugira que utilizem as letras móveis para formar
a palavra antes de registrá-la no Caderno. Chame a atenção para o número de letras que formam a palavra. Pergunte:
– Que outros nomes conhecem que começam com a letra S?
– Há algum nome de planeta que comece com a letra S? (Saturno)
Oriente as atividades desta página, uma a uma, garantindo que todas as crianças escrevam o nome dos planetas. Faça com que
as crianças reflitam sobre o sistema de escrita. Verifique o que já sabem sobre a escrita para que possa ajudá-las a refletir sobre
seus conhecimentos. Lembre-se, não é porque um aluno erra, ao tentar escrever uma palavra, que ele não esteja aprendendo.

PÁGINAS 46 E 47

Faça com que os alunos observem o móbile que representa o Sistema Solar e relembre o nome de cada um dos planetas,
aproveitando para trabalhar atividades que envolvam leitura e escrita.
Analise novamente os nomes dos planetas com os alunos, verificando as características gráficas de cada um, tais como
número de letras, letras repetidas, os começados com a mesma letra etc.
Sugerimos ao professor que distribua uma folha do bloco Repertório de palavras aos alunos para que escrevam os no-
mes dos planetas e da estrela que compõem o Sistema Solar.
Proponha que façam um desenho, na página 46, registrando a brincadeira que fizeram no pátio simulando o Sistema Solar.
Em seguida, oriente as atividades que estão na página 47. Sugira que consultem o carômetro da turma, antes de escrever o
nome dos colegas.

Hora de brincar
Brincando de detetive
Simule novamente o Sistema Solar com as crianças. Escolha oito crianças para representar os planetas e uma para
representar o SOL.
Diga que oito naves espaciais estão escondidas nos planetas (uma em cada planeta).
As primeiras oito crianças devem ter uma ficha com o nome do planeta que representam. Elas não poderão mostrá-
lo aos colegas, mas deverão dar dicas aos demais sobre as características gráficas do nome escolhido, para que os cole-
gas descubram qual é.
As dicas que podem ser usadas são: o número de letras que ele contém; a letra inicial ou final; as letras repetidas;
os nomes que possuem a letra T(Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Netuno).
Proponha também que os “detetives” façam perguntas e, por meio das pistas, possam descobrir o planeta onde está
escondida uma das naves. O aluno (ou o grupo) que adivinhar o maior número de nomes vence o jogo, porque terá o
maior número de naves.

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TEXTOS INFORMATIVOS

Uma bola de fogo


O Sol, uma pequena estrela amarela, aquece e ilumina a Terra há pouco menos de 5 bilhões de anos.
Tem um diâmetro de 1,4 milhões de quilômetros. É 110 vezes maior que o diâmetro da Terra. O seu interior é uma
enorme central nuclear: transforma por fusão o hidrogênio em hélio, produzindo energia a uma temperatura de 15 mi-
lhões de graus. De lá, irradia a sua energia até a Terra.
Da superfície do Sol partem grandes labaredas, com dezenas de milhares de quilômetros de altura. O vento solar
“sopra” partículas para todo o Sistema Solar.
Meu Primeiro Atlas – O Universo e seus mundos. Erechim: Edelbra, 1997. (Adaptado)

Os gigantes do céu
Os pequenos pontos brilhantes no céu, que são as estrelas, constituem na realidade enormes esferas de gases que
queimam sem interrupção a altas temperaturas. A temperatura e a luz variam de acordo com o tipo de gás. Assim, as
estrelas mais frias emitem uma luz vermelha e alaranjada; as estrelas mais quentes, uma luz branca e azul.
Também as dimensões podem ser muito diferentes: existem as anãs, “pequenas” como o Sol, e as estrelas gigantes,
800 vezes maiores.
A vida de uma estrela inicia de uma nuvem de gás que se contrai e aquece até chegar a uma determinada dimensão
e temperatura. A estrela permanece estável por alguns bilhões de anos. Durante esse tempo, não cessa de queimar os
seus gases.
Quando o combustível está para acabar, a estrela, dilata-se e se transforma numa esfera vermelha gigantesca. Os es-
tratos externos são expulsos e sobra uma pequena esfera branca e fria, que com o tempo perde a luminosidade.
Meu Primeiro Atlas – O Universo e seus mundos. Erechim: Edelbra, 1997. (Adaptado)

PÁGINAS 48 E 49

O poema que aparece na página 48 foi extraído do livro Poeminhas fenomenais, de Alexandre Azevedo. Foi escolhido por fa-
zer parte do tema que está sendo estudado e por estimular a criação de imagens mentais.
Leia o poema para as crianças de forma que possam recriar para si o imaginário escondido nas estrofes.
Em seguida, proponha as atividades da seção Trocar ideias, com o objetivo de fazer com que partilhem e confrontem as vá-
rias interpretações com os colegas.
Após a leitura, peça às crianças que abram o Caderno na página 48 e observem o texto. Explique que é um poema, pois há
ao mesmo tempo:
– título: Os planetas;
– autor: Alexandre de Azevedo;
– linhas não terminadas até a margem direita (versos);
– grupos de linhas separados por espaços em branco (estrofes);
– rimas representadas pelos sons finais das palavras.
Leia novamente o poema, chamando a atenção para cada verso. Peça às crianças que destaquem as rimas e identifiquem
as palavras com grafia semelhante. Escreva essas palavras e estimule-as a comparar as partes que são semelhantes. Exemplo:

URANO MARTE NOTURNO


ANO TARDE SATURNO

Em seguida, estimule as crianças a acompanhar a leitura do poema feita pelo professor. Convide-as a identificar os nomes dos
planetas que aparecem no poema.
Faça uma roda e converse com as crianças, perguntando qual desses planetas cada uma gostaria de visitar. Verifique qual
o planeta mais escolhido pela turma e o que cada um gostaria de fazer lá, se pudesse visitá-lo.
Encaminhe as atividades da página 49.

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PÁGINA 50

Proponha às crianças que cada uma registre nesta página a brincadeira ou o que gostaria de fazer no planeta escolhido por
ela. Peça que escrevam o nome do planeta escolhido.
Lembre-se: o desenho melhora a reflexão das crianças, quando estas desenham suas suposições, ideias e teorias. Elas usam a
simbolização não só para representar o que já sabem, mas também para refletir e questionar o que dizem que sabem. O desenho
é feito com o intuito de aprender, em vez de comunicar o que é conhecido. Portanto, dê liberdade aos alunos para se expressa-
rem como quiserem.
PÁGINA 51

Leia o título da seção Vale a pena ler. Chame a atenção dos alunos para a capa do livro reproduzida nesta página. Diga que é
o livro do qual foi extraído o poema Os planetas. Pergunte quem é a pessoa que aparece na fotografia.
Verifique as hipóteses. Em seguida, conte que é Alexandre Azevedo, o autor do livro.
Se você tiver o livro, leia outros poemas para os alunos.
Em seguida, proponha aos alunos que criem um painel representando o que aprenderam sobre o Universo.
Esse mural ou painel pode ser baseado em módulos independentes, em que cada criança elabora seu próprio desenho ou
sua colagem num papel previamente cortado, seguindo o tema geral.
Em vez de trabalhar com formas tradicionais, como retângulos e quadrados, você pode cortar os papéis de tal forma que uns
se adaptem aos outros como nas ilustrações abaixo.

Depois de prontos, os vários desenhos serão juntados como num quebra-cabeça. Todos os alunos devem ajudar a resolver
como os módulos devem ser dispostos para chegar a um conjunto harmonioso. (Atividade adaptada do livro Atividades de Artes
Plásticas na escola, Lúcia Helena Reily, editora Pioneira).

TAREFA DE CASA PÁGINA 52

Explique a Tarefa de casa, recomendando que usem as letras móveis para descobrir o nome de cada planeta. Diga que
a primeira e a última letras estão no lugar correto.
Verifique se todos entenderam como deve ser feita a atividade, para que possam realizá-la com independência em casa.

4. O PLANETA TERRA PÁGINAS 53 A 56


PÁGINA 53

Converse com as crianças e procure saber se, a partir das conversas e pesquisas desenvolvidas até o momento, conseguem
imaginar como é a Terra atualmente. Ouça todas as hipóteses levantadas e faça com que verbalizem e exponham suas ideias aos
colegas. Verifique quais as que se assemelham e quais as que são muito diferentes. Registre a opinião de cada um para que pos-
sam confrontá-la mais tarde com o que aprenderam.
Peça aos alunos que representem a Terra como imaginam que ela é atualmente: sua forma, as cores, os seres que nela vi-
vem etc.
Chame a atenção deles para a grafia da palavra TERRA. Pergunte: há letras repetidas? Quais?
Peça a eles que completem a palavra que representa o nome do planeta em que vivemos.
PÁGINA 54

Converse com as crianças para descobrir o que pensam sobre a Terra quando tudo começou. Faça perguntas: será que tudo
o que conhecemos já existia na Terra, quando tudo começou? Será que existiam plantas, animais, casas?
Anote as hipóteses levantadas.
Em seguida, conte aos alunos que, no início de sua história, a Terra era uma bola incandescente como se fosse um vulcão gi-
gante e, aos poucos, foi esfriando.
Pergunte às crianças se já viram vulcões em fotografias ou filmes.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 59 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Faça uma roda, converse com as crianças e procure saber o que já conhecem sobre o assunto. Caso disponha de algum filme
sobre vulcões, selecione a parte que mostra a erupção para exibi-la às crianças. Há sugestões na relação de material, no início
deste Bloco de Aulas.
Encaminhe a atividade desta página. Estimule o imaginário dos alunos e convide-os a representar a Terra como eles imagi-
nam que ela era no início. Ofereça diferentes materiais, tais como papéis de cores fortes em tons de vermelho, amarelo, alaranja-
do; tintas nos mesmos tons, giz de cera, vidrilhos etc.
Em seguida, faça com que cada um troque seu Caderno com o de algum colega para que verifiquem como cada um repre-
sentou essa ideia.
PÁGINA 55
Após a atividade anterior, pergunte:
– Será que os homens, as plantas e os animais existiam no planeta se ele era tão quente?
– O que aconteceu com a Terra para que ela ficasse como é atualmente?
Conte aos alunos a história da Terra. Lembre-os de que no começo era como se fosse um vulcão gigante (Marcelo Gleiser).
Quando a temperatura abaixou, a superfície da Terra foi esfriando. O vapor em volta dela virou água líquida e chuvas muito for-
tes formaram um grande oceano.
Explique o que é vapor por meio de experiências.
Experiência: pergunte às crianças: por que chove? Quando chove, de onde vem a água que cai? (Das nuvens; só chove quan-
do há nuvens.) O que são as nuvens e como se formam?
Convide os alunos a fazer uma pequena nuvem dentro de um frasco. Coloque água quente dentro de uma vasilha transpa-
rente. Ponha dentro dela um copo de vidro, vazio, com a boca para cima. O copo vai servir de medidor de chuva. Cubra a vasilha
com um prato de alumínio (assadeira).
Coloque pedaços de gelo em cima do prato. O prato com o gelo representa a atmosfera fria, e a água quente, a água dos ma-
res aquecida pelo Sol.
Faça as crianças observar o que acontece: parte da água quente transforma-se em vapor de água, um gás leve que sobe.
Quando o gás chega ao prato com gelo, arrefece e volta a se transformar, em pequeninas gotas. As gotas de água vão aumen-
tando até caírem!

Leia o título da aula, a fala de Luan e as informações da seção Você Sabia?


Em seguida, peça aos alunos que representem com desenhos como imaginam que a Terra ficou após as fortes chuvas que
formaram um grande oceano. Estimule cada criança a verbalizar as ideias e a trocar informações com os colegas.
É importante fomentar a discussão sobre temas científicos em sala de aula para que construam a ideia de que na escola po-
demos conversar sobre assuntos curiosos e interessantes.
PÁGINA 56

Leia o texto desta página: “Muito tempo se passou e finalmente a Terra começou a ficar parecida com o que é hoje”.
Após a leitura, analise as imagens que mostram a evolução da Terra, fazendo uma síntese do texto auxiliar para o professor (vi-
de a seguir). Depois, façam com que explorem o globo terrestre na configuração atual do nosso planeta.
Distribua folhas de revistas ou jornais, previamente escolhidas, e peça às crianças que, em duplas, procurem e destaquem
palavras que sejam grafadas com dois RR juntos, como na palavra TERRA.
Pergunte às crianças se descobriram alguma palavra que comece com RR. Explique que, no início das palavras, a escrita
usa apenas um R, e nunca dois.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 60 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Faça um levantamento das palavras que acharam e registre-as numa folha de papel kraft. Leia as palavras com as crianças,
explique os significados e analise a grafia delas.
Peça às crianças que escolham algumas palavras da lista e que as escrevam nas folhas do Repertório de palavras. Al-
gumas delas podem ser representadas também com desenhos.

TEXTO AUXILIAR

Antes da vida
Há cerca de 4600 milhões de anos, a Terra era uma massa incandescente de rocha derretida. Foi aos poucos resfriando
e formando as primeiras rochas, e, a partir delas, o solo. No início de sua história, a Terra era sacudida por intensas erupções
vulcânicas que escureciam o céu de fumaça e gases venenosos. Os gases do ar se condensaram em gotas de chuva, que,
com o tempo, encheu os oceanos, surgindo, então, o círculo das águas. Há cerca de 400 milhões de anos, ocorreu o
surgimento de um único oceano no planeta – o Pantalassa, que cercava um continente também único, a Pangea.
Há cerca de 200 milhões de anos, o movimento das placas que formam a estrutura geológica do planeta foi afastando
os continentes, separando os dois primeiros blocos de terras emersas: a Laurácea (ao norte) e a Godwana (ao Sul), divididos
pelo mar de Tetis, a primeira divisão do Pantalassa.
Depois foi a vez dos atuais continentes: africano e americano se afastarem e surgir o oceano Atlântico. Blocos
menores também foram se separando, aos poucos, para dar origem à Austrália e à Antártida.
Assim apareceram os oceanos Pacífico e Índico.
A configuração atual data de cerca de 65 milhões de anos, mas, no futuro, a América e a África tendem a ficar cada
vez mais distantes, pois esses dois continentes continuam sendo empurrados em direções opostas.
A Terra levou milhões de anos para se transformar no único planeta rico em água e próprio para nele existir vida.
Diferente da maior parte dos planetas, a Terra é um planeta ativo, com movimentos internos que se manifestam por
terremotos e erupções vulcânicas. Está distante do Sol o suficiente para não ser “queimado”, mas perto dele o suficiente
para gozar do seu calor. É azul por causa dos mares que cobrem 2/3 de sua superfície; branco, por causa das matas e
das planícies.
Lição de casa, n. 23. São Paulo: Klick, 1999.

5. OS COMETAS PÁGINAS 57 A 61
PÁGINA 57

Pergunte às crianças se sabem o que é um cometa. Deixe que deem palpites e falem sobre suas hipóteses.
Estimule-as a trazer desenhos e recortes de fotografia de cometas, tirados de revista e jornais, para colarem no mural da
sala. Após alguns dias, convide-as a desenhar a ideia que construíram sobre cometas, no Caderno. Permita que usem o material
que quiserem para fazer suas representações.
Faça com que compartilhem (ou debatam) suas descobertas com os colegas.

PÁGINAS 58, 59 E 60

Peça às crianças que observem a foto da página 58 e pergunte o que ela representa. É importante que as crianças voltem ao
desenho que fizeram, representando o cometa, na página anterior. A representação e a comparação fazem parte do ciclo de sim-
bolização e ajudam a consolidar o conhecimento e a melhorar a definição de suas concepções incorretas. O professor não ensi-
na a desenhar, mas pede aos alunos que reflitam sobre o seu desenho, comparando-o com as fotografias. O desenho é uma ja-
nela para novas construções: uma representação gráfica que serve como plataforma sobre a qual as crianças constroem suas in-
terpretações.
Chame a atenção das crianças para a seção Você Sabia? Pergunte:
– O que é cauda luminosa? Como a cauda dos cometas é formada?
– O que gostariam de saber sobre os cometas?
– Será que este texto explica o que queremos saber? Vamos ler?
Para estimular a curiosidade das crianças é necessário que lhes sejam apresentados ambientes ricos para a solução de pro-
blemas. Elas tentam imaginar como algo ocorre, em vez de tentar apenas descrever o evento.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 61 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Leia o texto e pergunte se ele explicou o que queriam saber sobre os cometas. Verifique se conhecem as palavras em des-
taque: COMETA, CORPOS, CELESTES, CÉUS, CAUDA.
Pergunte:
– Onde acham que está escrita a palavra COMETA?
– Com que letra começa?
– Há outras palavras neste texto da seção Você sabia? que começam com a letra C?
Chame a atenção para a grafia das palavras destacadas em negrito: todas começam com a mesma letra?

COMETA CORPOS CELESTES

CÉUS CAUDA

Quantas vezes a palavra COMETA aparece no texto? (Três vezes.) Oriente os alunos a destacar essas palavras.
Converse sobre os sons da letra C. Todas essas palavras são grafadas inicialmente com a letra C. Pronunciamos a letra C
do mesmo jeito?
Faça, na lousa, uma lista de palavras começadas com a letra C e formule regras a partir dos dados fornecidos pelos alunos. Co-
mece dando algumas informações a respeito de como se lê a letra C, observando o que acontece no início de cada palavra. Cha-
me a atenção dos alunos para que notem que a letra C tem o som de “cê” quando ocorre diante das vogais E e I, como em CE-
BOLA, CIDADE, CÉU etc. Diante das outras três vogais, A, O, U, a letra C tem o som de ”kê”, como em CARA, CASA, COMETA, CUI-
DADO. Portanto, dependendo da vogal que vem depois da letra C, ela terá som de “cê” ou “kê”.
Peça às crianças que, em duplas, usando as letras móveis, escrevam as palavras em duas colunas: de um lado aquelas em que
a letra C tem som de “kê” e do outro aquelas em que a letra C tem som ”cê”. Peça a elas que registrem as palavras na página 59.
Encaminhe as atividades propostas na página 60. Peça às crianças que formem a palavra COMETA com as letras móveis. Em
seguida, solicite que escrevam outras palavras apenas com essas letras (COME, META, TACO, OCA, TOMA, TOCA, MATO, ATO, EMA,
TEMA).
Peça aos alunos que registrem o número de palavras que descobriram.

TAREFA DE CASA PÁGINA 61

Peça aos alunos que tragam de casa fotografias e desenhos que representem cometas para fazerem um painel coletivo na
classe.
Na aula de Artes, explique que o projeto proposto deve ser executado em grupo. É bem diferente trabalhar perto do colega e
trabalhar junto com ele. Uma tarefa em grupo oferece a oportunidade para o desenvolvimento de comportamentos sociais im-
portantes:
– saber ouvir e dar opiniões;
– compartilhar materiais;
– respeitar o trabalho do colega;
– aprender a acatar a decisão do grupo;
– esperar sua vez.
Discuta com o grupo como será o centro do painel, a melhor posição para colar as figuras etc. Faça com que todos cola-
borem tanto com opiniões como com traços e pinturas. Continue conversando sobre o tema, oferecendo às crianças opor-
tunidades de refletir e interpretar suas experiências, recordando e comunicando suas ideias aos outros.
Fotografe o painel depois de pronto para que as fotografias façam parte do portfolio dos alunos.
Finalmente, peça para que cada um represente com desenhos o painel que fizeram.

6. O QUE APRENDEMOS? PÁGINA 62

Converse com as crianças sobre o que mais gostaram de aprender neste Bloco de aulas (A História do Universo).
Faça com que folheiem o Caderno, verificando as atividades e os temas.
Em seguida, peça que registrem as suas preferências com desenhos, palavras, recortes e pinturas.
Estimule os alunos a comparar seus registros com os dos colegas, comparando as semelhanças e as diferenças.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 62 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO AUXILIAR

Cometas
Os cometas são objetos celestes que mais deram origem a temores e superstições no passado e, hoje, despertam enorme
curiosidade. Podem ser: periódicos, como o cometa Halley, e outros que percorrem uma órbita regular ao redor do Sol,
e não periódicos, os quais entram no Sistema Solar e voltam ao espaço interestelar.
Quando estão no periélio, nós podemos dividir a estrutura física dos cometas em três partes principais, a saber:
• núcleo: constatou-se que todos os fenômenos que ocorrem no cometa têm a sua origem a partir de seus núcleos
sólidos e com poucos quilômetros de diâmetro. O núcleo ao aproximar do Sol dá origem à cabeleira e à cauda. Por
serem corpos pequenos (baixa atração gravitacional) e movimentando-se muito rápido nas proximidades do Sol, a
cada passagem pelo mesmo ocorre um aumento muito grande da cauda, que implica perdas de matéria. A matéria que
compõe a formação dos núcleos corresponde a uma espécie de gelo sujo com massa variando de 1,0 kg a algumas
dezenas de toneladas.
• cabeleira: aparece sob a forma de nebulosidade sobre o núcleo, como uma espécie de atmosfera que pode ter seu
volume muito maior do que o da Terra. É mais brilhante do que a cauda a qual dá origem. A presença predominante
de componentes simples, à base de hidrogênio e de oxigênio, revela que a constituição do cometa é água em dois
estados, sendo o estado líquido inexistente.
• cauda: é provocada pela ação dos ventos solares, por isso nas proximidades do Sol a cauda aumenta, pois a densidade
dos ventos solares é maior. Acredita-se que a cada passagem pelo Sol o diâmetro do núcleo do cometa diminua
em alguns metros. Os cometas possuem dois tipos de caudas: uma constituída de poeira neutra e a outra de plasma,
isto é, elétrons e gases ionizados. A primeira de cor amarelada, que reflete a luz solar, e a segunda em tom azulado,
produzido principalmente pelo CO. A cauda é formada pela pressão eletromagnética (exercida pela luz) e pelo vento
solar. É oposta à atração gravitacional, ou seja, aponta sempre na direção radial contrária à do Sol.

Estrutura de um cometa
A cabeleira e a cauda têm em média de 10 mil a 100 milhões de vezes o diâmetro do núcleo, porém com densidade muito
baixa e, desse modo, nós podemos observá-las da Terra.

Vida e origem dos cometas


A vida média dos cometas não ultrapassa 10 milhões de anos. Acredita-se que os núcleos dos cometas estão vagando pe-
lo espaço fora do Sistema Solar. Devido ao movimento do Sol ao redor do núcleo galáctico, esses objetos são capturados pe-
lo campo gravitacional do Sol e se transformam em cometas. Foi suposta na década de 50, por Jan Hendrik Oort (1900), a
existência de uma nuvem de cometas (Nuvem de Oort), próxima do Sol (em relação às distâncias galácticas), a cerca de
100000U.A. Essa nuvem está distribuída de forma esférica ao redor do Sol. Sua origem pode ser o próprio resto do Sistema
Solar, que se solidificou nessa região. Algumas anomalias gravitacionais provocadas pelas estrelas próximas podem tirar
alguns corpos de suas posições e esses serem atraídos pelo Sol. Ao entrarem em direção ao Sistema Solar, esses corpos
poderão adquirir três tipos de órbita:
• parabólica e hiperbólica: são os cometas não periódicos. Aproximam-se uma única vez do Sol e retornam ao espaço
interestelar.

• elíptica: são os cometas periódicos. Esse tipo de órbita é geralmente provocado pela influência gravitacional dos
planetas, principalmente Júpiter e Saturno, que têm a tendência de prenderem os cometas ao Sistema Solar.
Fonte: www.cdcc.sc.usp.br/cda/aprendendo-basico/sistema-solar

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A 80
AS 63
PÁGIN

B loco 4
AULAS 28 A 38

O NASCIMENTO DA VIDA
1. A VIDA EM NOSSO PLANETA
2. AS PRIMEIRAS PLANTAS TERRESTRES
3. SURGIRAM OS RÉPTEIS
4. OS PRIMEIROS INSETOS VOADORES
5. O QUE APRENDEMOS?

Objetivos
Começar a construir o conceito de evolução.
Desenvolver uma atitude inquisitiva.
Expressar ideias oralmente.
Identificar curvas abertas e fechadas.
Contar e comparar quantidades.
Representar quantidades e escrever os algarismos que as representam.
Aprender o nome das letras.
Relacionar o nome da letra a um dos sons possíveis que ela tem.
Identificar a necessidade da elaboração de listas e do critério para fazê-las.
Escrever listas.
Identificar as características textuais das listas.
Aprender a localizar, por meio da leitura, indícios que correspondam à informação procurada.
Perceber que mensagens orais podem ser transformadas em escritas.
Escrever para registrar observações.
Escrever para utilizar a mensagem como referência.

Materiais
Massa para modelar ou argila.
Letras móveis.
Tesoura e cola.
Barbante, folha de sulfite e giz de cera.
Corda.
Aquário e peixes (os betas não necessitam de equipamento especial).
Figuras de animais que vivem na água.
Vasos com musgos e samambaias, e etiquetas com os nomes dessas plantas.
Fichas do Repertório de palavras.
Caderno tipo universitário para as crianças registrarem (com desenhos e escritos) poesias, textos, bilhetes e todo tipo de ati-
vidade que o professor achar conveniente.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 64 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Estratégias
1. A VIDA EM NOSSO PLANETA PÁGINAS 63 A 69
PÁGINAS 63, 64 E 65

Converse com as crianças para saber o que elas pensam sobre o surgimento da vida no planeta. Anote as hipóteses, escre-
vendo o nome de cada criança ao lado da frase que falou.
Lembre aos alunos que Felipe é a personagem que vai pesquisar sobre as primeiras formas de vida que surgiram em nosso
planeta.
Peça a eles que observem as fotografias que aparecem na página 63. Pergunte às crianças se conhecem algum desses seres.
Onde eles vivem? Onde viram esses seres? Estimule-as a observar as imagens que os representa.
Leia as legendas: ALGAS, ESPONJAS, TRILOBITAS.
Explore o texto da página 64, por meio de leitura compartilhada (professor e alunos). Após essa leitura, verifique se os alunos
são capazes de identificar palavras que já conhecem ou que já viram escritas em algum lugar.
Peça a eles que tentem identificar onde estão escritas as palavras ALGAS, TRILOBITAS e ESPONJAS, por meio de pistas, tais
como a letra inicial, o número de letras da palavra etc.
Chame a atenção das crianças para a letra com a qual terminam essas palavras. Explique a função da letra S no final das pa-
lavras. Pergunte como ficariam sem a letra S no final (ALGA, TRILOBITA e ESPONJA).
Faça pequenos cartazes com as palavras.

ALGAS ESPONJAS TRILOBITAS

Converse sobre esses seres, fornecendo pistas e informações sobre eles.


Explique que as primeiras formas de vida surgiram nas águas do mar. Mostre o trilobita e conte que essas criaturas marinhas
são um dos fósseis mais comuns. Estudando os fósseis de trilobitas, os cientistas descobriram como eles eram e como viviam
há quase 400 milhões de anos.
Proponha aos alunos que façam seu próprio trilobita, usando massa para modelar ou argila. Por meio da modelagem,
eles aprendem a amassar, furar, arrancar pequenos pedaços para fazer bolinhas e cobras. O período inicial da modelagem de-
senvolve a coordenação motora fina ao mesmo tempo em que permite que a criança brinque.
A argila vai secando ao ser manuseada. Para evitar que o barro resseque, é importante que as crianças umedecem a ar-
gila com água.
Instruções para fazer um trilobita:
– Para criar o corpo do trilobita, faça uma bola de massa ou argila. Depois achate a bola, crian-
do uma forma oval. Arrume as bordas com os dedos.
– Faça um rolo, tipo cenoura, do mesmo comprimento do corpo. Uma ponta deve ser mais fina do
que a outra. Pressione essa parte no centro do corpo, como mostra a figura. Então, faça as ante-
nas, rolando um longo e fino pedaço de argila ou massa sobre a mesa. Corte em dois pedaços e
coloque no lugar.
– Use a ponta do lápis para fazer as marcas no corpo do trilobita. Deixe secar por 24 horas e
pinte com tinta plástica (no caso de usar argila).
É necessário reservar os últimos dez minutos da aula para as crianças limparem as mesas de trabalho e lavarem as mãos.
Após a atividade, peça às crianças que desenhem um trilobita na página 64 e criarem uma cena que represente o lugar
onde ele viveu.
Encaminhe as atividades da página 65. Pergunte o que os desenhos representam (trilobita – alga – esponja).
Solicite aos alunos que recortem as palavras do anexo 5 e as colem embaixo dos desenhos que as representam.
Peça a eles que identifiquem e escrevam a palavra que possui o menor número de letras (alga).
Antes de realizar a próxima atividade, peça aos alunos que separem as letras móveis que formam a palavra TRILOBITA.
Solicite que comparem a palavra que formaram com a que está escrita na página 64. Que letras faltam? Quantas letras há
nessa palavra? Oriente a atividade.

TAREFA DE CASA PÁGINA 66

Verifique se todos os alunos sabem quais as primeiras formas de vida que surgiram nas águas dos mares. Peça a eles que con-
sultem a página anterior se tiverem dúvidas. Explique que desenharão e depois vão escrever a palavra que possui mais letras.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 65 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTOS INFORMATIVOS

A vida começa na água


As primeiras formas de vida nasceram nas águas quentes do mar, ao abrigo dos raios ultravioleta do Sol. Eram pequenas
esferas protegidas por uma membrana, em condições de se dividirem. Com o passar do tempo, essas primitivas “máquinas”
vivas se uniram a corpúsculos prontos para a fotossíntese, para a respiração e para a reprodução. Tornaram-se, assim,
verdadeiras células.
Até aproximadamente um milhão de anos, os habitantes da Terra eram seres microscópicos, que viviam isolados ou
agregados em grandes colônias.
Meu primeiro Atlas – O Universo e seus mundos. Erechim: Edelbra, 1997.
O trilobita
Há cerca de 400 milhões de anos, os trilobitas eram os senhores do mundo. Hoje, essas criaturas marinhas são um
dos fósseis mais comuns. Estudando os fósseis de trilobitas, os cientistas descobriram como eles eram e como viviam.
Trilobita significa “tri-lobulado” (de três lóbulos), que são as três partes do corpo do trilobita. Eles tinham carapaças
em torno do corpo e se arrastavam pela areia, no fundo do mar, à procura de alimento. Eles foram os aparentados dos
camarões e das lagostas.
A maioria dos trilobitas media entre 2,5cm e 80 cm de comprimento. Os trilobitas foram os primeiros animais com
olhos. Os seres humanos têm uma lente em cada olho. Os trilobitas possuíam até 20 000 lentes.
Os trilobitas mudavam suas carapaças regularmente e muitas delas foram fossilizadas e preservadas. Os cientistas
também encontraram trilhas fossilizadas dos trilobitas nas rochas.
O mundo de Beakman – Fósseis fabulosos. São Paulo: Abril Jovem.

A ORIGEM DA VIDA: A EVOLUÇÃO DAS MOLÉCULAS


Como tudo começou
Sabemos alguma coisa sobre o que é a vida. Porém, não temos nenhuma certeza de como a vida surgiu no nosso planeta.
Não sabemos, sequer, se ela é um fenômeno exclusivo da Terra, ou se também apareceu em outros lugares, no Sistema
Solar, ou numa galáxia distante. Ao longo da história da humanidade, várias hipóteses foram levantadas; algumas foram
rejeitadas; outras ainda representam possibilidades. Vamos examinar algumas dessas ideias:
a) Criação divina: Esta ideia afirma que a vida foi criada por uma força superior, por uma divindade. Evidentemente,
isto não pode ser verificado de forma científica; assim, essa crença, embora respeitável, tem mais a ver com a fé do
que com a ciência.
b) Origem extraterrestre: Ideia bastante popular numa certa época, que propõe que a vida se originou fora da Terra e
chegou a nosso planeta sob a forma de “esporos” trazidos por meteoritos vindos do espaço, que teriam se desenvolvido
em condições favoráveis da Terra. Um forte argumento contraria essa hipótese: os meteoritos, ao entrarem em alta
velocidade na atmosfera, sofrem intenso aquecimento, devido ao atrito com o ar; isto destruiria rapidamente qualquer
ser vivo neles existente. No entanto, foram encontradas, recentemente, substâncias orgânicas como aminoácidos e
bases hidrogenadas, em meteoritos; isto mostra que a formação de substâncias orgânicas no Universo, passo ne-
cessário para o surgimento da vida, é mais comum do que se pensava.
c) Origem por evolução química: É a ideia mais aceita hoje. A vida teria surgido de forma espontânea no planeta, por
evolução química de moléculas não vivas. Os cientistas, além disso, conseguiram reproduzir em laboratório algumas
das condições primitivas, testando se elas poderiam ter favorecido o aparecimento da vida.
César e Sezar. Biologia. volume único, 2ed. São Paulo: Saraiva, 1999.

PÁGINA 67

Crie situações em que as crianças realizem percursos. O objetivo dessa atividade é levar a criança a percorrer caminhos
contínuos (curvas) abertos ou fechados.
Distribua folhas de sulfite e giz de cera e, ao som de uma música lenta, as crianças desenham caminhos na folha com os
olhos fechados. Cada vez que a música é interrompida, a criança troca a cor do giz.

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Ao terminarem a atividade, as crianças analisam os caminhos que fizeram, tentando identificar caminhos abertos e ca-
minhos fechados. Introduza, nesse momento, o vocabulário correspondente: todo caminho traçado sem tirar o lápis do papel é
chamado de curva (em Geometria). Logo, todos os caminhos abertos são curvas abertas e todos os caminhos fechados são
curvas fechadas.
Peça às crianças que voltem ao desenho e escolham uma das curvas traçadas no papel. Solicite que coloquem o dedo
sobre um ponto da curva (ponto de partida) e percorram a curva com ele, verificando:
– se o dedo volta ao ponto de partida (nesse caso, a curva é fechada);
– se o dedo não volta ao ponto de partida (nesse caso a curva é aberta).
O cruzamento de várias curvas diferentes pode formar o contorno de algumas figuras. Peça às crianças que pintem
totalmente o espaço de dentro. Aproveite para introduzir a ideia de interior e exterior.
Dê a cada criança um pedaço de barbante (mais ou menos 40 centímetros). A criança joga o barbante sobre a mesa. Ele
formará um tipo de curva. Algumas curvas formadas serão de difícil reprodução no papel. Por isso, peça a elas que joguem
várias vezes o barbante, observando que as curvas formadas serão de tipos diferentes. Algumas mais simples e outras mais
complicadas. Solicite que escolham as curvas que quiserem desenhar. Todas serão abertas.
Peça às crianças que façam um nó, unindo as duas pontas do barbante. Elas devem repetir a atividade anterior, forman-
do, agora, curvas fechadas. Deixe que as crianças escolham livremente quantas e quais curvas vão desenhar.
Utilize uma corda ou um pedaço de barbante com as duas pontas unidas. Jogue no chão e peça para que duas crianças
fiquem dentro da curva fechada e três, fora. Peça aos alunos que nomeiem quem está dentro da curva fechada e quem es-
tá fora.
Encaminhe as atividades desta página. Peça a eles que identifiquem e quantifiquem as figuras que estão fora da curva fe-
chada e as que estão dentro.
Em seguida, oriente o preenchimento da tabela:
– Quantos trilobitas há dentro da curva fechada? Quantos há fora? Quantos há no total?
– Quantas esponjas há dentro da curva fechada? Quantas há fora? Quantas há no total?
Peça às crianças que contem e registrem a quantidade de figuras que estão dentro da curva fechada (oito) e que estão
fora (seis). Pergunte: há mais figuras dentro ou fora da curva fechada?
Chame a atenção para o numeral 14. Pergunte o que ele representa nessa tabela (a quantidade total de figuras).

TEXTO INFORMATIVO

Curvas
Curva é qualquer caminho contínuo (aberto ou fechado). O caminho reto também é uma curva. Dessa forma, a reta,
a semirreta e o segmento de reta são exemplos de curvas.
Existem as curvas planas, que são aquelas cujos pontos estão totalmente contidos numa superfície plana (num plano),
e existem as curvas não planas, como, por exemplo, uma mola, uma espiral de caderno etc.
Existem também curvas simples (sem pontos de cruzamento) e as curvas não simples (com pontos de cruzamento).
Exemplos de curvas:
• Curvas planas, abertas e simples. • Curvas planas, fechadas e simples.

• Curvas planas, abertas e não simples. • Curvas planas, fechadas e não simples.

• Curvas não planas, abertas e simples: espiral de caderno, mola.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 67 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
PÁGINA 68

Ler e escrever na sala de aula deve fazer parte da rotina. O professor deve ser o modelo no uso da linguagem escrita. Muitas
vezes, os adultos, como as crianças, necessitam escrever e ler textos com a finalidade de comunicar ou localizar vários dados. Pro-
vavelmente esses sejam os textos mais funcionais na vida cotidiana.
Todos os textos têm algumas características definidas, são escritos de um determinado modo (listas, quadros de dupla en-
trada, etiquetas) e são lidos também de maneira diferente de outros textos com outras finalidades. Neste Bloco de Aulas, vamos
trabalhar com as listas.
Aproveite todas as situações de aula nas quais for necessário ou útil escrever e ler listas: listas de alunos, de elementos de um
campo temático, de materiais, de livros da biblioteca, de brinquedos etc.
Aproveite o tema “A vida surgiu na água” e proponha a organização de um aquário. Pesquise com os alunos o material ne-
cessário e os tipos de peixe que poderão ser mantidos no aquário.
Faça uma lista dos materiais necessários para o aquário.
Distribua as responsabilidades em relação aos cuidados que devem ser dispensados aos peixes (deixe o item limpeza para os
adultos). Faça uma lista com os nomes dos alunos que vão cuidar do aquário.
Sites sobre informações de equipamentos, alimentação, peixes:
– http://www.peixehpg.com.br
– http://aquadoce.com
Organize um painel com figuras de animais que vivem na água. Solicite aos alunos que tragam figuras para enriquecer o
painel da classe. Escreva o nome dos animais para que as crianças possam observar como são grafadas essas palavras.
Proponha a construção de uma lista com nomes de animais que vivem na água: discuta com a classe como essa lista será
feita e quais os nomes que serão incluídos; proponha que a lista seja escrita em duplas. As dificuldades podem ser resolvidas na
atividade de reelaboração.
Oriente os alunos na escrita diferenciada do título e na disposição gráfica do texto na vertical, abaixo do título (um elemen-
to em cada linha).
Em seguida, peça a eles que ilustrem a folha de acordo com o tema da lista.

TAREFA DE CASA PÁGINA 69

Oriente a Tarefa de casa. Explique aos alunos que devem utilizar as letras móveis para realizá-la e colocar as letras em ordem
para descobrir o nome dos animais: golfinho, tubarão, baleia. Forneça algumas pistas: a primeira e a última letras estão no lugar
correto.

2. AS PRIMEIRAS PLANTAS TERRESTRES PÁGINAS 70 A 73


PÁGINA 70

Leve para a classe vasos com samambaias, musgos e algas para que as crianças possam observá-los. Se possível, leve-os
ao jardim para descobrirem essas plantas em seu habitat.
Coloque etiquetas com o nome das plantas em cada um dos vasos.
Algas são vegetais quase sempre aquáticos e, sobretudo, marinhos. Aparecem em grandes quantidades nas praias, em
determinadas épocas do ano, recobrindo o fundo do mar nas regiões litorâneas.
As algas constituem uma importante fonte de alimento no Extremo Oriente, principalmente no Japão, onde fazem par-
te da dieta básica, sendo também muito consumidas na China.

ALGAS

Das algas totalmente aquáticas provieram os musgos e, mais tarde, as samambaias, que foram as primeiras plantas com raiz,
caule e folhas.
MUSGOS

SAMAMBAIAS

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 68 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Explique às crianças que as primeiras florestas do nosso planeta eram de musgos e de samambaias. Só muito mais tarde é
que foram surgindo outros tipos de plantas, como os pinheiros e as árvores com flores e frutos.
Peça a elas que observem, nesta página, as fotografias que representam algumas das primeiras plantas terrestres do nosso planeta.
Leia a seção Você Sabia? e peça às crianças que destaquem os nomes das plantas.
Faça um painel na classe com fotografias e nomes: [MUSGOS, ALGAS, SAMAMBAIAS, ESPONJAS e TRILOBITAS].
Analise as palavras: letras que as formam, o nome de cada uma delas, a ordem em que aparecem na palavra. Ao aprender o
nome da letra, as crianças começam a ter um referencial dos sons que as letras têm. Sabendo o nome das letras, pode-se deci-
frar a escrita de uma palavra.

MUSGOS

ALGAS

SAMAMBAIAS

ESPONJAS

TRILOBITAS

PÁGINAS 71, 72 E 73

Oriente os alunos no preenchimento da cruzadinha da página 71. Explique que devem contar o número de letras de cada pa-
lavra e cada letra deve ficar dentro de um quadrinho.
Peça para consultarem as palavras para verificar se não pularam nenhuma letra.
Após o preenchimento da cruzadinha, oriente as atividades da página 72. Recomende que usem as letras móveis. Explique
que escreverão palavras que apareceram na cruzadinha: a que tem o maior número de letras, a que possui cinco letras e a que
tem o menor número de letras.
Peça aos alunos que representem com desenho a palavra cujo nome começa com a letra A.
Em seguida, oriente o recorte das palavras do anexo 6. São 14 palavras. As crianças devem classificá-las, usando como critério
a letra inicial. Peça a elas que organizem as palavras em grupos.
Pergunte: quantos grupos formaram? (Quatro.) Quantas palavras há em cada grupo? Qual o grupo que possui o menor nú-
mero de palavras?
Estimule as crianças a pensar em outras maneiras de agrupamentos (por nomes de pessoas, de plantas, de animais, de plane-
tas e estrelas; pelo número de letras de cada palavra).
Em seguida, oriente a colagem das palavras do anexo 6 na página 73. Peça às crianças que identifiquem o critério proposto
(letras iniciais).

TEXTO INFORMATIVO

As plantas criaram raízes


Enquanto os animais conquistavam a terra firme, as algas também tentavam uma nova vida fora da água. Mas tinham
de desenvolver um sistema de sustentação no solo, as raízes, e canais de transporte que levassem água até as folhas
mais altas. Essas teriam assegurado a produção de oxigênio nas terras emersas.
Das algas totalmente aquáticas e com estrutura uniforme, provieram os musgos e, mais tarde, as samambaias, que foram
as primeiras plantas com raiz, caule e folhas. As algas são plantas aquáticas que dispensam raízes, caule ou folhas porque
são sustentadas pela água da qual absorvem diretamente a sua nutrição.
Os musgos, plantas de pequena dimensão, foram os primeiros conquistadores da terra firme. Essas minúsculas plantas
não possuem flores e se reproduzem pela liberação de milhões de esporos escondidos debaixo de um “capuz”, na parte
alta de uma pequena haste. Muitos dos musgos vivem em florestas úmidas.
Meu primeiro Atlas – O Universo e seus mundos. Erechim: Edelbra, 1997.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 69 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
3. SURGIRAM OS RÉPTEIS PÁGINAS 74 A 77
PÁGINAS 74 E 75

Faça com que as crianças observem a ilustração da página 74. Estimule-as a fazer hipóteses sobre a imagem. Convide to-
dos os alunos a expressar suas ideias. Pergunte: que tipo de animais aparece nesta ilustração? Qual deles conhecem?
Faça uma roda e converse com os alunos. Ouça as hipóteses de cada um e anote-as para que depois possam confrontá-las
e concluir o que aprenderam. Leia o texto informativo sobre a evolução dos anfíbios.
Leia o título Surgiram os répteis. Procure saber o que sabem sobre o tema. Explique que os dinossauros que viveram
por mais de 180 milhões de anos são os antepassados dos répteis .
Faça a leitura da seção Você Sabia?, na página 75.
Explique que os anfíbios (animais que podem viver tanto na terra como na água) provavelmente se originaram de peixes e
foram os primeiros vertebrados a iniciar a conquista do meio terrestre. Aprenderam a sustentar o corpo sobre patas e podiam
respirar fora da água. Por isso, passaram a viver na terra.
Estimule os alunos a procurar no texto as palavras ANFÍBIOS, PEIXES, RÉPTEIS, TERRA e a destacar cada uma delas com cor
diferente.
Diga que Felipe descobriu quais foram os primeiros répteis. Estimule as crianças a decifrar o nome de cada um deles. Expli-
que que para decifrar é só falar o som de cada letra, seguindo a ordem em que estão escritas.
Faça um cartaz com o nome dos répteis. Analise as palavras com os alunos e incentive-os a decifrar o código.

COBRA
JACARÉ
TARTARUGA
IGUANA
LAGARTIXA

Brinque com as crianças, propondo um trava-línguas com o nome dos répteis.

OVIRÁPTOR

DIMETRODONTE

Escreva o poema abaixo numa folha de papel kraft, exponha-o na classe e leia-o com as crianças.
Peça a elas que indiquem e destaquem no cartaz os nomes que representam animais. Pergunte:
– Quais nomes representam animais que aparecem no cartaz da classe? (Jacaré e tartaruga.)
– Quais as palavras que rimam?
– Qual o verso que se repete em todas as estrofes? (Um passarinho me contou.)

UM PASSARINHO ME CONTOU
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE O ELEFANTE BRIGOU
COM A FORMIGA SÓ PORQUE,
ENQUANTO DANÇAVAM (ALGUNS DELES)
ELA PISOU NO PÉ DELE!
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE O JACARÉ SE ENGASGOU
E TEVE DE CUSPI-LO INTEIRINHO
QUANDO TENTOU ENGOLIR
IMAGINEM, SÓ! UM PORCO-ESPINHO

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 70 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE NAMORO DE TATU E DE TARTARUGA
DEU NUM CASAMENTO DE FAZER DÓ:
CADA QUAL FICOU MORANDO EM SUA CASA
EM VEZ DE MORAREM NUMA CASA SÓ
UM PASSARINHO ME CONTOU
QUE A OSTRA É MUITO FECHADA,
QUE A COBRA É MUITO ENROLADA,
QUE A ARARA É UMA CABEÇA OCA,
QUE O LEÃO-MARINHO E A FOCA...
XÔ, XÔ, PASSARINHO, CHEGA DE FOFOCA.
José Paulo Paes. Um passarinho me contou. São Paulo: Ática.

Proponha que façam o registro do que aprenderam no Repertório de palavras, desenhando os animais e escrevendo o no-
me deles.

TEXTOS INFORMATIVOS

Anfíbios
Os primeiros animais vertebrados que começaram a ocupar o ambiente terrestre evoluíram a partir de um grupo de pei-
xes e foram ancestrais dos mais antigos anfíbios (do grego amphi: dos dois lados, e bio: vida). Esse nome é dado justamente
por esses animais possuírem dois estágios de vida: um sob a forma larval, aquática; outro na forma adulta, aquática e ter-
restre ou apenas terrestre.
Como anfíbios atuais, podemos citar os sapos, as rãs, as pererecas e as salamandras. No entanto, antes de estudarmos
esses anfíbios, veremos como eram seus ancestrais.

Evolução no ambiente terrestre


Os anfíbios surgiram numa época em que os peixes já dominavam os ambientes aquáticos. No ambiente terrestre, co-
meçavam a nascer as florestas de musgos. Os insetos e outros artrópodes, como as centopeias, as aranhas e os escorpiões,
viviam nessas florestas, localizadas sempre próximas à água.

É nesse cenário que ocorreu a evolução


dos anfíbios. Para conquistar o ambiente
terrestre, foram selecionadas nos vertebra-
dos, pelo menos, duas habilidades:
• respirar em ambiente terrestre;
• locomover-se na superfície terrestre.
Acredita-se que a respiração no am-
biente terrestre foi possível com o surgi-
mento de um pulmão nos peixes ances-
trais. Em relação à locomoção, admite-se
que as patas evoluíram a partir de nada-
deiras de peixes muito parecidos com os
atuais celacantos.

Os ancestrais dos anfíbios atuais eram animais que chegavam a atingir de 3 a 4 me-
tros de comprimento. Tinham algumas características bem parecidas ainda com as
dos peixes, como a pele com escamas e a cauda com nadadeiras.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 71 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Os peixes que, provavelmente, deram origem aos primeiros vertebrados terrestres tinham pulmões (possibilitando a res-
piração terrestre) e nadadeiras lobadas (nadadeiras com formato arredondado) com ossos, que lhes permitiam a sustentação
do corpo ao andar. Os ossos dessas nadadeiras devem
ter originado os braços, as pernas e as patas dos ani-
mais terrestres. Atualmente, o celacanto é a única es-
pécie de peixe que possui nadadeiras lobadas. Foi en-
contrado pela primeira vez em 1938, na costa da Áfri-
ca do Sul. Os cientistas ficaram bastante surpresos
com a descoberta, pois tratava-se de um fóssil vivo.
Pensava-se que esse peixe estivesse extinto há pelo
menos 70 milhões de anos.
Sistema Anglo de Ensino. Anfíbios. Caderno 6.4,
São Paulo, ago. 2006, p. 243 e 251.

Celacanto. Os nativos da região onde ele foi pescado


usavam suas escamas como lixa.

Répteis
O nome réptil significa “que se arrasta”. É o modo de locomoção dos animais desse grupo, formado por jacarés, cro-
codilos, tartarugas, cobras e lagartos. Mas muitos répteis, como as tartarugas, continuam a viver na água. São conhe-
cidas cerca de sete mil espécies atuais de répteis. Os lagartos são os répteis com maior quantidade de espécies, algumas
das quais podem atingir dois metros de comprimento.
Os répteis são vertebrados efetivamente adaptados para a vida terrestre em lugares secos, porém alguns animais des-
te grupo são aquáticos. A Terra já abrigou formas gigantescas de répteis, como os dinossauros.
Os répteis surgiram há cerca de 300 milhões de anos, a partir de certos anfíbios. Eram animais pequenos, comedores
de insetos e parecidos com os lagartos atuais. Vários grupos de répteis surgiram depois. Entre eles, alguns originaram as
aves; outros, os mamíferos.
Durante mais de 100 milhões de anos, principalmente na era Mesozoica (248-65 milhões de anos atrás), os répteis po-
voaram amplamente os mais diversos ambientes terrestres. Essa época é chamada Idade dos Répteis.
Os répteis têm sexos separados e sua fecundação é interna (realiza-se dentro do corpo da fêmea). Eles possuem órgão
copulador, geralmente escondido na cavidade abdominal. Depois da fecundação, a fêmea quase sempre deposita os ovos
na terra ou na areia, onde eles se desenvolvem. Os répteis, portanto, são ovíparos, em sua maioria. Algumas espécies de
cobras e de lagartos são ovovivíparas: os embriões se desenvolvem no interior do corpo materno, mas dentro do ovo, on-
de existem substâncias nutritivas que garantem o seu desenvolvimento. Dos ovos, que são protegidos contra a desidrata-
ção por uma casca grossa, saem filhotes pequenos, mas já com o formato definitivo. Logo que nascem, os filhotes de rép-
teis aquáticos correm para a água, que será seu novo ambiente.
Os répteis classificam-se em quelônios (tartarugas, jabutis e cágados), crocodilianos (crocodilos e jacarés) e esca-
mados (lagartos e cobras).
Normalmente as pessoas confundem tartarugas com jabutis ou cágados e jacarés com crocodilos. Mas, apesar de pare-
cidos, eles não são iguais. As tartarugas são aquáticas e vivem em água doce ou salgada; suas patas são transformadas
em nadadeiras, permitindo fácil locomoção na água. Os jabutis são terrestres e seus dedos são grossos. Os cágados vivem
em água doce e seus dedos são ligados por uma membrana, que auxilia a natação.
O jacaré tem a cabeça mais larga e arredondada. Quando fecha a boca, seus dentes não aparecem. No Brasil, só exis-
tem jacarés. Eles são encontrados na Amazônia e no Pantanal mato-grossense. Já o crocodilo tem a cabeça mais estreita
e seus dentes ficam de fora, mesmo com a boca fechada.
No Brasil não há serpentes marinhas. Elas são encontradas principalmente na Costa da Ásia, na Malásia, na Austrália
e no Pacífico Sul.
Carlos Barros, Wilson Roberto Paulino. Os seres vivos. São Paulo: Ática, 1997.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 72 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
PÁGINA 76

Encaminhe as atividades desta página, que devem ser feitas na sala de aula.
Peça às crianças que leiam as palavras que representam o nome de alguns dos répteis que vivem atualmente em nosso pla-
neta e procurem o nome deles no caça palavras.
Na última atividade, as crianças devem identificar os nomes que possuem seis letras e representá-los com desenhos.
Proponha a criação de um painel com animais.

TAREFA DE CASA PÁGINA 77

Explique a Tarefa de casa, garantindo que todos possam executá-la sem a ajuda dos adultos da casa.
Converse com os alunos sobre as figuras de répteis que devem trazer para a escola para completar o painel.
Nos dias subsequentes, complete o painel com plantas: musgos e samambaias. Acrescente os répteis (cobras, lagartos, ja-
carés, tartarugas, iguanas etc.) e as figuras trazidas pelos alunos.
Observação
Se tiver dificuldade em conseguir imagens destes animais, entre no site www.google.com.br e escreva o nome do animal
que procura. Clique em imagens e, em seguida, peça para pesquisar. Coloque o cursor sobre a imagem, clique no botão
direito do mouse e escolha a opção copiar.
Há também imagens de animais no site do Anglo: www.angloconvenio.com.br

TEXTO INFORMATIVO

Peixes, os primeiros vertebrados do planeta


Por meio de estudos de fósseis, acredita-se atualmente que os primeiros vertebrados do planeta surgiram nos
mares do período Cambriano, há cerca de 550 milhões de anos. Eram, portanto, os primeiros peixes: inicialmente, os
ostracodermos; depois, os placodermos.
Ostracodermos: Desapareceram há aproximadamente 400 milhões de anos. Tinham o corpo protegido por placas
ósseas, mas o esqueleto não era ossificado. A maioria deles não possuía pares de nadadeiras, como os peixes atuais. Eram
desprovidos de mandíbula e apresentavam boca circular. Para se alimentar, sugavam e filtravam material que chegava
ao fundo do mar. O parente atual mais próximo dos ostracodermos é a lampreia marinha. A boca circular funciona co-
mo uma ventosa que se fixa no corpo do peixe do qual se alimenta, sugando-lhe o sangue e outros tecidos.
Placodermos: Desapareceram há 350 milhões de anos. Possuíam pares de nadadeiras e uma carapaça óssea. O es-
queleto era parcialmente ossificado. Não foram “filtradores” como os ostradermos, mas predadores ativos. Nessa ocasião,
seus ancestrais já tinham dado origem aos peixes cartilaginosos e aos peixes ósseos.
Daniel Cruz. Os seres vivos. São Paulo: Ática, 1999.
Os peixes atuais
Adaptados exclusivamente ao ambiente aquático, os peixes compreendem cerca de 25.000 espécies, um número maior
do que a soma de todas as espécies de vertebrados terrestres conhecidos. Os peixes atuais e todos os demais vertebrados
descendem dos placodermos.
Embora diferentes uns dos outros, todos apresentam características comuns. Entre elas podemos considerar as seguintes:
• possuem pele quase sempre coberta de escamas. Entre as escamas existe uma substância viscosa que faz com que o
peixe deslize facilmente na água, auxiliando a locomoção do animal. Por esse motivo, quando se segura um peixe, ele
pode escorregar da mão.
• todos os peixes têm nadadeiras, o único meio de locomoção desses animais. As nadadeiras podem ser pares (uma de
cada lado do corpo): peitorais, ventrais ou pélvicas; ou ímpares: a dorsal, a caudal e a anal.
• são animais pecilotermos (a temperatura do seu corpo varia com a do ambiente).
• a maioria respira por meio de brânquias, também chamadas guelras.
• têm vários órgãos dos sentidos: bolsas olfativas; ouvidos internos; olhos (não possuem pálpebras nem glândulas la-
crimais); linha lateral (fileira de poros situada de cada lado do corpo, com ramificações na cabeça. Os poros comuni-
cam-se com um canal localizado sob as escamas, no qual existem células sensoriais).
• o coração tem duas cavidades – uma aurícula ou átrio e um ventrículo.
Carlos Barros, Wilson Roberto Paulino. Os seres vivos. São Paulo: Ática, 1997.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 73 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
4. OS PRIMEIROS INSETOS VOADORES PÁGINAS 78 A 80
PÁGINA 78

Aproveite a fotografia desta página para conversar sobre os primeiros insetos voadores de nosso planeta.
Pergunte às crianças se sabem o nome do inseto que aparece na foto. Alguém já viu este inseto? Onde? Será que esta espé-
cie já existia no planeta, antes dos dinossauros?
Explique que bem antes dos dinossauros reinarem na Terra, outras formas de vida já existiam. É o caso das libélulas, um dos
primeiros insetos voadores, que permaneceram semelhantes ao que eram desde que surgiram, há cerca de 380 milhões de anos.
Elas não sofreram grandes transformações e resistiram muito bem às modificações pelas quais o planeta passou durante todo
esse tempo.
PÁGINA 79

Encaminhe a primeira atividade proposta nesta página, dizendo aos alunos que, após riscarem todas as letras R e M, des-
cobrirão o nome do inseto que habita o planeta Terra há milhões de anos (libélula).
Peça a eles que utilizem as letras móveis, selecionem as letras que restaram no quadro e formem a palavra LIBÉLULA.
Forneça informações sobre esse inseto ou peça aos alunos que façam uma pesquisa sobre ele na biblioteca ou em casa.
Peça aos alunos que utilizem as letras móveis para descobrir palavras escondidas na palavra LIBÉLULA (BELA, LULA, LEI,
ELA, BULA etc.) e que registrem no Caderno as palavras descobertas (pode ser também um trabalho coletivo).

5. O QUE APRENDEMOS? PÁGINA 80

Converse com as crianças para saber do que mais gostaram de aprender neste Bloco de aulas.
Faça com que folheiem o Caderno, verificando as atividades e os assuntos.
Em seguida, peça que registrem as suas preferências com desenhos, palavras, recortes e pinturas.
Estimule os alunos a comparar seus registros com os dos colegas, observando as semelhanças e as diferenças.

TEXTO INFORMATIVO

As libélulas
Apesar das várias denominações vulgares, como lavadeira, cavalinho-do-diabo, pito e canzil, seu nome mais comum é
libélula. Pode ter-se originado dos termos latinos libellulus, o diminutivo de livro (liber), devido à semelhança de suas asas
com um livro aberto, ou libella, que significa balança, e aí o movimento de suas asas, que oscilam levemente durante o vôo,
daria respaldo a esta interpretação.
Graças ao fantástico aparelhamento biológico que possui, uma libélula consegue planar, o que é impossível para a maio-
ria dos insetos alados. Enquanto uma abelha vibra suas asas 4 vezes por segundo e muitos mosquitos imprimem até 8 ba-
tidas, a libélula bate suas asas 50 vezes por segundo. As espécies migratórias que possuem asas mais largas conseguem pla-
nar nas correntes aéreas, alguns minutos por dia. Em média, elas se mantêm voando por 5 a 6 horas diariamente. O abso-
luto controle de voo da demoiselle (senhorita, como a libélula é chamada pelos franceses) inspirou o brasileiro Alberto San-
tos-Dummont na criação de seu modelo mais bem-sucedido: o Demoiselle Irrequieta.
Voando incessantemente, planando, dando rasantes, subindo ou pousando como um helicóptero, a libélula parece ter
sempre muita pressa. E motivos não faltam para isso.
Toda libélula está sempre vivendo o ponto culminante de sua vida e não tem tempo a perder. Deve procurar parceiros
e acasalar em um prazo máximo de dois meses – tempo entre sua última metamorfose, quando de larva se transformou em
libélula, e sua morte –, que corresponde, em algumas espécies, a menos de 10% de seu tempo total de vida. Será preciso
entender rapidamente as regras do jogo no novo ambiente, aprendendo a evitar seus predadores e caçando suas presas. Apa-
relhada com o maior olho proporcional do reino animal, a libélula usa seu sofisticado aparelho visual como um radar. Posi-
cionando-se sempre contra a luz solar, é capaz de detectar movimentos imperceptíveis aos nossos olhos. Em centésimos de
segundo, ela identifica se é uma presa, um predador, um rival ou uma possível parceira.
A cor definitiva do corpo e das asas das libélulas demora alguns dias para se fixar, seguindo diversos matizes de azul,
amarelo e vermelho. Em algumas espécies, a coloração predomina nas asas, enquanto outras possuem o abdômen colorido
e asas transparentes. As cores chamativas e dois pares de asas que não se dobram as tornam incapazes de esconder-se na
vegetação, representando uma desvantagem competitiva. Os olhos com visão panorâmica e a habilidade de voar vertical-
mente contrabalançam esta equação evolutiva, que tem sido favorável às libélulas.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 74 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO INFORMATIVO

Caçador e caça
Predadora voraz em seu ambiente, a libélula é capaz de comer 14% de seu peso se alimentando apenas de outros insetos
voadores – abelhas, moscas, besouros, vespas, outras libélulas menores, pernilongos e até o mosquito Aedes aegypti,
transmissor da dengue. Vivendo apenas de um a dois meses com suas asas, depois de ter passado até cinco anos no ambien-
te aquático, ela tem pouco tempo para encontrar parceiros e procriar, antes que um predador a encontre.
Recentes pesquisas demonstraram que um pequeno besouro realiza por dia cerca de 150 voos, conseguindo um ín-
dice de sucesso nas caçadas de 43% e comendo 11% do seu peso. Já a libélula, mesmo com pouco tempo de “brevê”,
realiza duas vezes mais voos e tem sucesso em 51% de suas investidas. Enquanto vive na água, a libélula tem de fugir
dos sapos, peixes e pássaros. Com asas, ela terá outros inimigos: aranhas, louva-deuses e pássaros.

Se tiver libélula, a água está limpa


Quem tiver dúvidas quanto à qualidade da água de um rio ou lago pode fazer o “teste da libélula”, que consiste na
simples observação se há libélulas na área. Todo rio ou lago com águas limpas tem libélula. No entanto, a menor alteração
físico-química da água ou do ar já será suficiente para expulsá-las, além de impedir que dos ovos saiam novas larvas.
Desse modo, a presença do inseto funciona como um excelente bioindicador da qualidade do meio ambiente. A grande
ameaça à vida das libélulas é a poluição ambiental. Na água, a poluição provoca mudanças drásticas em suas características
físicas, como os sedimentos em suspensão, e químicas, tais como alteração do pH, da condutividade e do nível de oxigê-
nio dissolvido na água. No ar, ocorrem processos semelhantes, incluindo as mudanças climáticas.
Texto de Marcelo Szpilman: biólogo marinho, diretor do Instituto Ecológico Aqualung, editor do informativo do instituto e autor de livros,
dentre os quais, Guia Aqualung de peixes e Seres marinhos perigosos.

A 107
AS 81
PÁGIN

Bloco 5
AULAS 39 A 55

OS DINOSSAUROS
1. OS GIGANTESCOS RÉPTEIS!
2. A LINHA DO TEMPO
3. COMO NASCIAM OS DINOSSAUROS?
4. QUAL O TAMANHO DOS DINOSSAUROS?
5. AINDA EXISTEM “LAGARTOS TERRÍVEIS”?
6. COMO FORAM EXTINTOS OS DINOSSAUROS?
7. O QUE APRENDEMOS?

Objetivos
Observar na linha do tempo a época em que viveram os dinossauros.
Identificar as características externas dos répteis.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 75 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Conhecer alguns tipos de lagartos existentes ainda hoje e que lembram os dinossauros.
Continuar a construção do conceito de tempo cronológico.

Aprender a representar as diferentes durações de tempo do nosso sistema.

Aprender a utilizar instrumentos convencionais e não convencionais para medir objetos e pessoas.

Comparar medidas de comprimento e de altura.

Identificar situações em que os numerais são usados no contexto social.

Identificar e registrar quantidades até nove.

Identificar, em textos e impressos, numerais maiores que nove.

Estabelecer a relação entre letras e sons.

Descobrir as regras da decifração.

Expressar ideias oralmente.

Aprender a localizar indícios que correspondem à informação procurada por meio da leitura.

Escrever para registrar observações.

Escrever para utilizar a mensagem como referência.

Materiais
Um pedaço de barbante com um metro de comprimento para cada criança.

Um rolo de barbante, tubo de cola e tesoura sem ponta.

Para a biblioteca de classe: catálogos de editoras; notícias, biografias, autobiografias, histórias, livros, folhas grandes de
papel; fichas pautadas retangulares de cartolina; uma caixa de madeira, de papelão ou tipo arquivo; lápis, borracha, ré-
gua e caneta.

Uma tira de papel com mais de um metro de comprimento para fazer a linha do tempo da classe.

Dado comum com quantidades e dado com sinais de mais e menos (para o Jogo do dinossauro).

Botões, tampinhas e dados (um dado para quatro crianças).

Fita métrica.

Balança.

Calculadora.

Vídeo: Dinossauros, (Walt Disney – dublado em Português). Videolar S/A. Rua Solimões, 505. Manaus, AM.

Globo terrestre, para localizar onde vivem os dragões-de-komodo e os iguanas marinhos.

Fichas do Repertório de palavras.

Gravador e fitas.

Vídeo: Animais nascidos de ovos. Didak: Tel.: (11) 3034-0506 / Fax: (11) 3812-8986.

Uma folha de papel sulfite com a figura do dinossauro e dinossauros pequenos de plástico.

Folhas de papel sulfite e papel pardo.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 76 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Estratégias
1. OS GIGANTESCOS RÉPTEIS! PÁGINAS 81 A 83

PROJETO DOS DINOSSAUROS


Inicie o projeto, explicando que trabalharão com o tema “Dinossauros” por algum tempo.
Avalie o conhecimento e o interesse das crianças em relação ao tema. Faça uma investigação gráfica (desenhos) e depois
verbal, pedindo às crianças que desenhem dinossauros da forma que preferirem. Enquanto trabalham, estimule-as a per-
guntar sobre seus desenhos umas às outras.
Quando terminarem, peça que falem individualmente sobre os desenhos.
Promova uma discussão em grupo e faça uma série de questões:
– Onde os dinossauros viviam?
– O que eles comiam?
– Como os filhotes nasciam?
– Como cuidavam de seus filhotes?
– Os dinossauros ainda vivem?
Grave as conversas relacionadas ao projeto e depois as transcreva para que os relatos possam fazer parte dos registros
finais: o que sabiam e o que aprenderam.
Após essa etapa, converse com as crianças sobre onde poderão obter mais informações sobre os dinossauros (televisão,
cinema, revistas, jornais, livros de casa e da biblioteca, pais, avós etc.).
Leve as crianças à biblioteca ou traga livros sobre o tema para a sala, para que possam obter informações específicas. Ao
consultar os livros, a turma tem oportunidade de comparar seus desenhos com as imagens desses materiais.
Convide os parentes e amigos a ir à escola para compartilhar informações sobre o tema.
Durante esse período, proponha que construam dinossauros com argila e oriente a pintura com guache.
Desafie as crianças a construir um grande dinossauro. Estimule as discussões sobre como poderão confeccionar o
dinossauro; peça que escolham os materiais e as dimensões que terá este dinossauro.
Disponibilize livros para que possam selecionar um desenho. Ajude-os a pensar como poderão fazer a estrutura do corpo.
Desenvolvimento do Projeto dos dinossauros: a seguir, os alunos iniciarão as atividades propostas no Manual do Professor
e farão seus registros utilizando diferentes meios, sendo um deles o Caderno do aluno.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 77 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
PÁGINA 81

Chame a atenção dos alunos para a ilustração desta página. Leia o título e o texto. Explique que a Turma de Luan foi visi-
tar um Museu de Paleontologia que conta a história da vida na Terra, com réplicas dos animais, fósseis vegetais e de dinos-
sauros, animais gigantescos que habitaram nosso planeta.
A Turma de Luan também quer saber mais sobre a vida desses animais:
– Onde os dinossauros viviam?
– De que tamanho eles eram?
– O que eles comiam?
– Como os filhotes nasciam?
– Os dinossauros ainda vivem?
Se for possível, passe o vídeo: Dinossauros, da Disney, disponível em locadoras ou em pontos de venda.
Relembre os alunos de que, neste Bloco de aulas, assim como ele, Luan e Theresa estão pesquisando sobre os dinossauros
como eles e também descobriram fatos muito interessantes.

PÁGINA 82

Encaminhe as atividades, propondo que registrem o que querem saber sobre os dinossauros. As crianças podem fazer o
registro usando desenhos, escrita ou mesclando desenhos com escrita.
Faça uma roda com as crianças para que expliquem e comparem os seus registros com os dos colegas.

TAREFA DE CASA PÁGINA 82

Explique aos alunos que, além de trazerem informações orais sobre os dinossauros, poderão trazer livros e revistas que falem
sobre esses animais para compor a biblioteca de classe.

BIBLIOTECA DE CLASSE PÁGINA 83

Comece a organizar com os alunos a Biblioteca de classe, escolhendo primeiramente local onde será guardado o material.
Proponha aos alunos que escolham um nome para ela. Pode haver uma votação para a escolha, se houver mais do que um no-
me sugerido.
A criação de uma biblioteca em sala de aula propicia um acesso fácil a livros e outros materiais escritos, o que pode ajudar
as crianças a se tornar leitores motivados e habilidosos.
Uma biblioteca de classe deve ser composta de, pelo menos, um livro para cada aluno; catálogos de editoras; notícias, bio-
grafias, autobiografias, histórias, livros, revistas e jornais. Além do material de leitura, deve conter folhas grandes de papel; fichas
pautadas retangulares de cartolina; uma caixa de madeira, de papelão ou tipo arquivo; lápis, borracha, régua e caneta.
A escolha de livros adequados à faixa etária da criança é outro fator importante para que essa atividade tenha sucesso. Au-
tores clássicos de literatura infantil, livros de poesias, revistas, atlas e um dicionário não devem faltar neste acervo. É importan-
te a inclusão de textos informativos, pois, geralmente, as crianças dos anos iniciais são menos expostas a esse tipo de texto es-
crito do que às formas narrativas. No caso dos textos informativos, deve ser salientada a importância das ilustrações, que po-
dem ser fotografias, diagramas, mapas, desenhos, cartas ou figuras que representam uma forma de acrescentar esclarecimen-
to à informação para um melhor entendimento do texto. Os livros informativos podem ser lidos em voz alta pelo professor. Pes-
quisas feitas provam que a leitura em voz alta é de extrema importância e valor para a motivação e o desenvolvimento da crian-
ça. Embora muitas pesquisas e mesmo a tradição apoiem a leitura de ficção, a inclusão de textos informativos nessa faixa de
idade é de substancial importância. O aluno passa a ter uma visão mais ampla e rica do que ocorre no mundo, pois esse tipo de
leitura inspira a curiosidade e o aprendizado, além de se tornar um veículo para o ensino das estratégias de compreensão e co-
nhecimento de mundo.
Organize uma ficha de leitura, na qual os alunos anotam a data em que o material foi lido, o autor, o título, tipo de livro e in-
formações adicionais – ficção ou não ficção. Podem fazer registros também usando desenhos.
O uso da biblioteca sem o apoio dos professores para apresentarem materiais e livros aos alunos, pode não ser o sucesso
esperado.
Encaminhe as atividades desta página.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 78 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
2. A LINHA DO TEMPO PÁGINAS 84 A 90
PÁGINAS 84 E 85

Faça com que os alunos explorem as imagens que aparecem nestas duas páginas. Pergunte:
– O que essas imagens representam?
– O que o texto está explicando?
– Ele conta alguma coisa sobre a vida dos seres na Terra?
Leia os textos destas páginas e peça aos alunos que comparem as informações que nele aparecem com a história do filme
Dinossauros. Converse com as crianças, lembrando que no início do filme aparece a libélula. No Bloco de aulas anterior, a turma
recebeu a informação de que ela surgiu antes dos dinossauros, daí a sua aparição no início do filme.
Peça às crianças que observem a evolução dos seres vivos até o aparecimento do homem na linha do tempo. Explique que
o tempo foi dividido desse modo para marcar as grandes mudanças que ocorreram no planeta. Compare o “nascimento” e a evo-
lução da Terra com as mudanças que ocorrem na vida das pessoas: nascimento, período em que é bebê, criança, adolescente,
adulto, idoso. Em cada fase acontecem mudanças.
Nas ilustrações da linha do tempo aparecem os seres vivos citados nas aulas anteriores, na ordem em que surgiram no pla-
neta: seres aquáticos, plantas e animais terrestres. Relacione as cores dos períodos da linha do tempo com as diferentes eras
geológicas da Terra: o período antes dos dinossauros, o período em que eles viveram e o período do desaparecimento deles.
Mostre que o ser humano só apareceu no planeta Terra quando os dinossauros já haviam sido extintos.
Compare a linha do tempo da Terra com a linha do tempo que fizeram anteriormente.
Explique o que significa extinção (leia o texto auxiliar para o professor na página 82). Verifique o conhecimento que as crianças
têm sobre animais em extinção. Se houver interesse, visite o site do Ibama para se certificar dos animais em extinção de sua região.
Escreva os nomes desses animais numa folha de papel pardo (cartaz) e ilustre com figuras que as crianças trarão de suas ca-
sas, figuras impressas por meio da Internet ou desenhadas por elas. Peça que criem um título para esse cartaz. Visite outros sites
indicados para que as crianças conheçam esses e outros animais brasileiros em extinção.

Va1e a pena navegar no site

• www.ibama.gov.br
• http://www.angelfire.com/ar/paccanaro/
• Página sobre o Museu Paleontológico de Uberaba/(MG).“Museu dos Dinossauros” - BR 262 - Peirópolis - Uberaba - MG
• http://acd.ufrj.br/geologia/sbp/esam.htm
• http://www.canalkids.com.br/especial/dino/index.htm
• http://www.geocities.com/capecanaveral/runway/4145/

Va1e a pena 1er

Sugestões de livros e revistas:


• Fernando Gewandsznajder. Dinossauros. São Paulo: Ática.
• Josué Mendes. A vida pré-histórica. São Paulo: Melhoramentos, 1993.
• Recreio – Dinossauros. São Paulo: Abril Multimídia, 2000 (De Olho no Mundo).
• Lição de casa, n. 23, São Paulo: Klick, 1999.
PÁGINAS 86 E 87

Construa uma linha do tempo com seus alunos. Faça uma única linha para a classe toda. Selecione os fatos que vão ano-
tar na linha. Podem se referir apenas aos da vida do professor e dos alunos da classe ou da comunidade.
Numa folha de papel comprida ou em várias folhas de papel sulfite, trace uma linha grossa. Divida a linha de 10 em 10 cen-
tímetros, com um pequeno traço vertical para indicar cada divisão em anos. Em cima de cada traço, escreva o ano e os fatos se-
lecionados. Cole fotos, figuras ou desenhos para ilustrar a linha do tempo da turma da classe.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 79 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Além das fotos e dos desenhos, anote explicações e outras observações que enriqueçam a história.

Outras atividades
O tempo é uma grandeza mensurável que requer mais do que a comparação entre dois objetos e exige relações de
outra natureza, ou seja, utiliza pontos de referência e o encadeamento de várias relações que auxiliam a estruturação
do pensamento. Inúmeras atividades devem ser propostas com situações do cotidiano da sala de aula e relacionadas a:
• Orientação:
– presente (agora, hoje, neste momento);
– passado (antes, há algum tempo, ontem);
– futuro (depois, amanhã, mais tarde, posteriormente).
• Uso do calendário, da sequência dos dias da semana, para marcar o tempo para o evento que acontecerá na escola,
prever a data de um passeio, localizar as datas de aniversário das crianças.
• Ritmo: raramente, às vezes, com frequência, regularmente, irregularmente.
• Posição: antes, depois, um depois do outro, alternadamente, progressivamente, mais jovem, mais velho, mais recente.
• Duração: passageiro, duradouro, estável, permanente, sempre.
• Velocidade: lento, rápido.

Peça às crianças que abram o Caderno na página 86. Encaminhe as questões da seção Você Sabia?
Pergunte se sabem o que quer dizer a palavra DINOSSAURO.
Estimule as crianças a fazer hipóteses sobre o significado da palavra: anote as explicações ou grave-as para que possam
comparar suas ideias com as do texto. Antes de ler o texto, pergunte se sabem o significado das palavras que estão destacadas.
Leia essas palavras deinós, saûros: lagarto terrível. Será que elas podem ajudar a entender sobre o que fala esse texto?
Após a leitura, peça às crianças que identifiquem e pintem todas as ocorrências da palavra DINOSSAURO. Pode haver diferen-
ças na contagem. Provavelmente, algum aluno poderá pintar a palavra DINOSSAURO no plural. Socialize as diferentes respostas
com as crianças e, nesse momento, considere as duas como corretas, mas mostrando que há alguma diferença quanto ao que foi
pedido. Chame a atenção para a letra S: colocada no final da palavra mostra, que há mais do que um dinossauro. Mostre outros
exemplos.
Estimule as crianças a montar a palavra DINOSSAURO com as letras móveis. Quais as letras que se repetem nesta palavra?
Encaminhe as atividades que se referem aos numerais, lendo novamente o texto e estimulando a identificação dos numerais
que nele aparecem. Peça às crianças que pintem os numerais, usando uma cor diferente da que usaram para pintar as ocorrên-
cias de DINOSSAURO.
Encaminhe as outras atividades sugeridas na página 87.

TAREFA DE CASA PÁGINA 88

Oriente os alunos quanto a onde pesquisar para encontrar os numerais e as palavras. Recomende que conversem com
os adultos da família, antes de recortar revistas, folhetos ou embalagens. É importante que obtenham autorização antes de
recortar os exemplares.
No dia seguinte, retome a Tarefa de casa. Permita às crianças que circulem pela classe para verificar a colagem das pala-
vras e dos numerais que encontraram. Pergunte quem sabe ler os numerais que encontrou; compare com outros numerais,
colocando-os no quadro etc.
Faça uma lista com as palavras trazidas pelos alunos e exponha na sala. Verifique as palavras que mais foram pesquisadas.
Continue realizando, sempre que necessário, as atividades habituais de grafismo que permitem adquirir as grafias dos di-
ferentes algarismos, caso alguma criança apresente dificuldades na compreensão e escrita dos numerais de zero a nove.

HORA DE BRINCAR PÁGINAS 89 E 90

Proponha às crianças que brinquem com o Jogo do dinossauro.


A meta do jogo é mover as peças (pequenos dinossauros de plástico) até a ponta da cauda, o mais longe da boca faminta do
dinossauro.
Os jogadores (dois) colocam seus dinossauros no espaço assinalado com uma bolinha vermelha.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 80 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Os participantes jogam o dado com quantidades para descobrir quantos espaços devem avançar para escapar da boca do
dinossauro.
Em seguida, jogam o dado com os sinais de mais (+) e menos (–) que indica aos jogadores se devem afastar-se da boca ou
aproximar-se dela. O sinal de mais (+) indica que o jogador deve mover sua peça em direção à cauda. O sinal de menos (–), em
direção à boca.
O jogador que ultrapassar o último espaço e cair na boca do dinossauro permanecerá lá até tirar o sinal de mais (+) que in-
dica que deve mover a peça em direção à cauda.
Vence o jogo o primeiro que chegar ao último espaço da cauda.

Início do jogo

Distribua botões, tampinhas e dados (um dado para quatro crianças). Agrupe as crianças em grupos de quatro; cada criança,
na sua vez, joga o dado e escolhe a quantidade de tampinhas ou botões, de acordo com a quantidade indicada no dado, de for-
ma que associe o numeral à quantidade. O jogo termina após quatro jogadas e vence quem tiver mais objetos. Proponha que re-
gistrem as jogadas com desenhos e numerais.
Chame a atenção para as faces do dado. Quais as quantidades que há em cada uma delas? Qual é a menor quantidade
nele representada? Qual a maior?
Após o jogo, encaminhe as questões da página 90. Nessa atividade os alunos vão registrar as situações que ocorreram
durante o jogo.

TEXTO INFORMATIVO

A coluna do tempo geológico


A coluna do tempo geológico é uma ferramenta criada e utilizada por geólogos e paleontólogos, e que traz informações
sobre a divisão do tempo envolvido na história de nosso planeta, desde o seu surgimento, até os dias atuais. Para que possamos
compreender e utilizar essa ferramenta, devemos entender seus componentes e como ela foi construída.
A coluna representa todo o espaço de tempo envolvido no desenrolar da história da Terra, tendo início no seu surgimento,
por volta de 5 a 4,5 bilhões de anos atrás. Por convenção, as idades mais antigas ficam na parte inferior da coluna.
Quando se examina a coluna, a partir do surgimento da Terra em direção aos dias atuais, nota-se uma série de divisões
que limitam os períodos. Por sua vez, um conjunto de períodos define uma Era. Por exemplo, os períodos Triássico, Jurássico
e Cretáceo têm cada um uma idade de início e de término. Esses três períodos juntos formam uma Era, a Mesozoica. Exis-
tiram quatro grandes Eras: Pré-Cambriana, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica e vários períodos dentro de cada uma.
As idades que definem os Períodos e Eras são bem estabelecidas com base em datações por métodos físico-químicos
de rochas do mundo.
Texto de Fernanda Torello Mello e Luiz Henrique Cruz Mello.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 81 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
TEXTO INFORMATIVO

Extinção
Há extinção quando uma espécie desaparece de determinada região, geralmente devido à caça, às atividades agro-
pecuárias, ao crescimento desordenado das cidades, ao desmatamento. Se a extinção é localizada, a espécie ainda pode
sobreviver, mas em diversos casos essa extinção é para sempre. Uma vez extinta, jamais uma espécie poderá ser recriada
em laboratório ou de outra forma qualquer.
Para cada espécie animal ou vegetal que desaparece da natureza há um empobrecimento da vida no planeta. A essa
variedade de formas de vida denominamos biodiversidade. Além dos aspectos éticos, a existência dessa variedade significa
benefícios econômicos e sociais, pois em muitas dessas espécies podem estar novos alimentos e remédios.
Existe um esforço internacional para impedir a extinção de espécies. Anualmente são editadas listas com as espécies
mais ameaçadas a fim de estimular políticas públicas e iniciativas da sociedade. Cada país possui uma lista de animais
ameaçados de extinção. No Brasil, o Ibama é o órgão responsável pela edição da lista dos animais brasileiros.

Grupo ecológico
Nos últimos anos, aumentou em todo o mundo uma atitude positiva das pessoas em defesa do planeta, da natureza,
da qualidade de vida, resultando na organização dessas pessoas em movimentos, grupos, entidades ecológicas, as cha-
madas ONGs (Organizações Não Governamentais). São associações da sociedade civil, voluntárias, com diretorias não re-
muneradas, sem fins lucrativos e dedicadas à defesa do meio ambiente, da fauna, da flora e dos direitos dos seres huma-
nos a viver num mundo ecologicamente equilibrado.
Todo esse movimento resulta do sentimento da sociedade de que algo precisa ser feito, e rápido, para salvar o planeta,
e que não basta só exigir dos governos que cumpram com o seu dever. Cada cidadão precisa também fazer a sua parte.
Vilmar Berna. O tribunal dos bichos. São Paulo: Paulus, 1996.

3. COMO NASCIAM OS DINOSSAUROS? PÁGINA 91

Antes de iniciar as atividades ligadas ao nascimento dos dinossauros, converse com a equipe da escola sobre a possibili-
dade de construir um projeto ligado ao tema “Animais que nascem de ovos”.

Retome os registros feitos no início do projeto com as crianças. Compare as hipóteses levantadas por elas à pergunta: como
nasciam os dinossauros?
Fomente a discussão e estimule-as a registrar essas hipóteses com desenhos e escrita.
Peça a elas que abram o Caderno nesta página e leia a pergunta: “Como nasciam os dinossauros?”. Será que o texto explica
essa questão? Analise com as crianças as imagens que aparecem.
Após a discussão, explique que esses são ovos de dinossauros e possuíam uma casca muito dura, que protegia o filhote. Seu
interior era um viveiro que permitia ao bebê dinossauro crescer em segurança. Conte que na casca havia furos (poros) bem pe-
quenos para que o ar pudesse entrar.
Peça às crianças que comparem o que há de diferente e o que há de semelhante entre seus registros e os dados fornecidos
pelo texto.
Proponha uma nova pesquisa: que outros animais nascem de ovos?
Disponibilize livros na biblioteca de classe ou da escola para que possam pesquisar. Peça a elas que registrem com desenhos
e palavras as hipóteses sobre quais outros animais nascem de ovos.
Há um vídeo na Didak que apresenta às crianças a ideia de reprodução de animais. Mostra como aves, répteis, anfíbios,
peixes e insetos nascem de ovos. O nome do filme é Animais nascidos de ovos.

Didak Tel.: (11) 3034-0506


Fax: (11) 3812-8986
E-mail: didak@didak.com.br
Av. Cidade Jardim, 400, 19º- andar
CEP 01454-902 – São Paulo, SP

Verifique se há perto da escola um local (lago ou ranário) no qual as crianças possam ver girinos. Se for possível, monte um
aquário para que possam observar a metamorfose desses animais.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 82 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Liste alguns nomes de animais que nascem de ovos. Deixe esta lista à disposição dos alunos. Analise as palavras, fazendo
com que observem as letras com as quais começam e terminam, o número de letras, letras repetidas etc.

GALINHA BORBOLETA RÃ
PATO JOANINHA PÁSSAROS
ABELHA SAPO PINGUIM

Proponha que façam uma lista, no Repertório de palavras, com os nomes dos animais que nascem de ovos.

TEXTO INFORMATIVO

Sapos e girinos
Os sapos fazem parte de um grande grupo de animais chamados anfíbios. Os anfíbios passam uma parte de suas vi-
das vivendo na água e outra parte na terra.
Os sapos adultos respiram como a gente, pelos pulmões. Antes de um sapo se tornar adulto, ele é chamado de girino.
Girinos vivem na água e respiram por guelras, como os peixes. O seu ciclo de vida compreende uma fase exclusivamente
aquática, em que recebem o nome de girinos, e outra terrestre (rã ou sapo propriamente dito), porém com extrema de-
pendência da água.
Na verdade, girino é o nome especial que os filhotes dos “anuros” recebem quando são larvas. Portanto, todo anuro,
seja sapo, perereca ou rã, passa por esta fase de girino.
Os girinos não possuem dentes e alimentam-se de outros girinos ou de partículas que encontram na água. Eles vivem
em água parada, riachos, lagos até que se inicie o processo da metamorfose, onde ele atingirá a forma de um “sapinho mi-
niatura”. A partir daí, ele já pode viver em ambiente terrestre. Esta fase de girino pode durar de dias até meses.
Os ovos de onde saem os girinos que crescem e sofrem a metamorfose (ou seja, as diversas transformações internas e
externas pelas quais passam até se transformarem em rãs ou sapos).
Sapos comem insetos como moscas e mosquitos, mas também comem peixinhos pequenos, pássaros e alguns comem
outros sapos!
Sapos não bebem água como os humanos. Em vez disso, eles absorvem líquidos pela pele. Por isso eles sempre estão
perto de riachos. Quando eles estão longe dos rios, absorvem água da própria urina, que fica armazenada na bexiga deles!
A pele dos sapos é permeável. Isso significa que substâncias como oxigênio, água e também, muitas vezes, perigosas
substâncias químicas podem ser absorvidas por suas peles.
Assim como as cobras, existe um tipo de sapo que troca de pele. Isso é chamado de muda. Primeiro o sapo arqueia suas
costas até fazer um corte na pele. Com o pé dianteiro ele puxa a pele morta que sai inteira numa só peça e a come!
Sapos ouvem tanto quanto os humanos, com a diferença que o tímpano deles fica do lado de fora do ouvido.
Sapos são animais de sangue frio. Isso significa que a temperatura de seus corpos muda com a temperatura ambiente.
Quando o inverno chega, muitos sapos hibernam. Hibernação é como tirar um longo cochilo. Quando um animal hiberna,
o coração bate devagar e a respiração também é muito lenta, por isso a temperatura do corpo baixa. O corpo se alimenta
de gordura armazenada, até que o tempo fique quente outra vez.
Sapos machos coaxam para atrair as fêmeas durante a época de acasalamento. Alguns sapos conseguem coaxar mesmo
estando debaixo da água! Sapos têm um saco vocal e, quando eles querem coaxar bem alto, enchem esse saco de ar!
Há mais de 3500 tipos diferentes de sapos!
Fonte: http://www.apasfa.org/futuro/sapos.html

4. QUAL O TAMANHO DOS DINOSSAUROS? PÁGINAS 92 A 97


PÁGINA 92

Antes de começar o trabalho com o tamanho dos dinossauros, introduza o conceito de medida.
Separe, para cada criança, um metro de barbante (ou outro material que desejar). Explique que essa é uma medida conhe-
cida por todas as pessoas e que é uma medida-padrão. Pergunte o que elas poderiam medir em comprimento, permitindo que
façam medições de distâncias, pela sala ou pela escola, e medições de objetos. Diferencie as medidas de comprimento e de altu-
ra e estabeleça que devem medir só o comprimento. Acompanhe as medições e faça perguntas como:

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 83 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
– Sua mesa mede mais ou menos do que um metro?
– O seu passo mede mais ou menos do que um metro?
– Quantos metros pode ter de minha mesa até a porta?
Estimule as crianças a fazer perguntas e estimativas entre elas sobre as medições que fizerem. Em seguida, peça que verifi-
quem se as medidas de comprimento correspondem ao que previram.
Neste Caderno, algumas atividades envolvem medidas de comprimento. No entanto, elas não serão suficientes para que es-
sas noções sejam adquiridas, devendo ser vivenciadas com inúmeras experiências sensoriais, durante todo o ano letivo.
Faça experiências envolvendo medidas de comprimento, massa, capacidade e tempo, pois são medidas que ocorrem a to-
do instante na vida da criança. Os objetos têm tamanhos, “pesos”, volumes e temperaturas diferentes, e tais diferenças, frequen-
temente, são assinaladas pelos outros: está longe, está perto, é baixo, velho, novo, pesado, mais leve etc. Isso permite que as crian-
ças informalmente estabeleçam esse contato, fazendo comparações de tamanhos, estabelecendo relações, construindo algumas
representações nesse campo, atribuindo significado e fazendo uso das expressões que costumam ouvir.
Proponha situações-problema ampliando, aprofundando e construindo novos sentidos para seus conhecimentos. Existem
coisas que são contadas, como brinquedos, animais (grandezas discretas), e coisas que são medidas, como o caminho a ser per-
corrido, o comprimento de uma mesa (grandezas contínuas).
Medir envolve comparação entre grandezas da mesma espécie, por exemplo: quando se afirma que o comprimento da me-
sa mede quatro palmos, significa que o comprimento do palmo cabe quatro vezes no comprimento da mesa.
As crianças aprendem a medir medindo, e ao longo das experiências devem perceber a necessidade de padronizar e usar as
unidades de medida para facilitar a comunicação. Medir o comprimento é saber a distância entre dois pontos. Medindo o com-
primento podemos avaliar distâncias, comparar tamanhos, alturas etc.
Para as crianças realizarem atividades que envolvem medidas de comprimento, elas precisam já ter dominado alguns con-
ceitos como: perto/longe, alto/baixo, curto/comprido etc.
Trabalhe medidas de comprimento com as crianças, as diferenças de tamanho, distâncias etc. Tome cuidado para que inicial-
mente essas medidas sejam bem evidentes; utilize a comparação de objetos dois a dois, colocando-os lado a lado.
O trabalho com diferenças menores, para o qual apenas os sentidos não são suficientes, deve ser introduzido posteriormen-
te, evidenciando a necessidade do uso de um instrumento de medida.
Ao comparar medidas de massa, sem instrumentos adequados, é comum a criança confundir o tamanho dos objetos com o
peso. Assim, é fundamental propor às crianças algumas questões que as façam refletir sobre isso, possibilitando-lhes a compreen-
são dessa propriedade.
Com essa perspectiva, pergunte às crianças quais objetos elas conseguem carregar, observando se fazem distinção entre ob-
jetos difíceis de carregar devido ao tamanho e ao peso.
Para adquirir a noção de peso, a criança deve comparar objetos variados, como pedras/chumaços de algodão, livros/pedaços
de madeira etc.
É importante que, antes de compararem os objetos, as crianças façam uma estimativa de qual é o mais leve, qual é o mais pe-
sado, se é possível ou não sustentá-lo e por quê. Após a estimativa, elas deverão fazer a verificação.
Depois de várias experiências com a manipulação de materiais com pesos significativamente diferentes, ofereça à criança dois
objetos com uma diferença de peso muito pequena, solicitando a ela que escolha o mais pesado. A diferença deverá ser tão pe-
quena que não possa ser sentida. O professor levantará então a seguinte questão: como podemos saber, seguramente, qual é o
objeto mais pesado?
Essa questão pode levar as crianças a levantar hipóteses sobre como medir. É muito provável que alguma já tenha visto uma
balança: sugira que se pesem os objetos. Nesse momento, apresente uma balança simples e compare o peso dos objetos.
Para a criança construir a noção de capacidade, que é uma propriedade dos objetos de conter algo, serão necessárias várias
atividades que a estimulem a pensar sobre isso. Exemplos:
– encher e esvaziar recipientes grandes e pequenos;
– passar ingredientes de um para outro;
– tentar colocar objetos grandes e pequenos em vasilhas diferentes etc.
Ao realizar as atividades citadas, leve a criança a comparar capacidades e perceber que os recipientes podem conter mais ou
menos quantidade de substâncias.
Em muitas atividades que envolvem medidas, a contagem também está presente. Do ponto de vista histórico, a compreen-
são dos números, bem como de muitas noções relativas ao espaço e às formas, foi possível graças às medidas. Da iniciativa de
povos (como os egípcios) fazendo medições resultaram os números fracionários ou decimais. Mas, antes de surgir esse número
para indicar medidas, houve um longo caminho, e vários tipos de problemas tiveram de ser resolvidos pelo homem.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 84 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Antes de iniciar a atividade desta página, certifique-se de que as crianças reconhecem visualmente os números. Divida o gru-
po em duplas. Uma dupla apresenta o cartão do número e a outra, o cartão da quantidade que o representa. Inverta os papéis
das duplas. Proponha atividade semelhante, substituindo os cartões por contagem de palitos, tampinhas, botões que represen-
tam as quantidades indicadas nos cartões.
Faça a pergunta: de que tamanho eram os dinossauros?
Leia os nomes dos dinossauros, explique o que é herbívoro e carnívoro e informe quais as medidas de cada um. Peça às
crianças que encontrem a solução para verificar qual dos dinossauros é maior no comprimento. Passe pelos grupos e questione
como chegaram à conclusão. Para encaminhar a discussão, se tiverem dificuldade, faça perguntas, tais como:
– Qual numeral é maior, aquele que possui um algarismo ou dois?
– Quantos algarismos têm o numeral 10? E o 9? Qual deles é maior?
– Será que todos os numerais com dois algarismos são iguais?
– Se eles não são iguais, o que devemos olhar para verificar qual é o maior?
Se na escola houver uma calculadora para cada criança, peça a elas que apertem a tecla ON/C para ligar a calculadora, em
seguida o numeral 1, a tecla +, e depois a tecla = várias vezes, para ver a sequência dos numerais. Caso prefira, e se houver sala de
informática, use a calculadora do computador. Explique que cada vez que apertarem a tecla =, estarão adicionando mais um, por-
tanto, o numeral seguinte é maior que o anterior. Deixe que cheguem até o numeral 40, o comprimento do braquiossauro.
Socialize as respostas com a classe assim que todos chegarem à conclusão. Muitas experiências como a contagem de quan-
tidades já ocorreram na vida extraescolar, e a escola deve propiciar outras oportunidades. O fato de uma criança estar em pro-
cesso de construção não a impede de seguir adiante nas propostas apresentadas. Pelo contrário, o próprio esforço para realizá-
las pode auxiliar no desenvolvimento desse processo. Não acreditamos em “etapas rigorosas” que precisam ser vencidas antes de
que a criança possa seguir adiante em seus processos de construção do conhecimento.
Desde o início, é fundamental que as crianças tenham contato com escritas de diferentes grandezas para que possam com-
pará-las e tirar conclusões, como, por exemplo, que 10, 20, 30 precisam de dois algarismos para ser representados ou que depois
do número 9 vem o 10, depois do número 19 vem o 20 etc. Colocar limites para apresentar os números representa um rom-
pimento com o universo numérico das crianças (elas conhecem numerais como o 100, o 1000) e dificulta a comparação en-
tre escritas e a busca de regularidades.

PÁGINA 93

Encaminhe a atividade desta página. As crianças devem recortar os nomes dos dinossauros do anexo 7 e colá-los em or-
dem crescente, tendo como referência as medidas de comprimento de cada um. Em seguida, peça a elas que anotem o com-
primento dos dinossauros.
Recomende que consultem as informações que estão na página 92.

PÁGINA 94

Oriente o recorte do anexo 8. A sequência a ser colada nesta página do Caderno refere-se à altura dos dinossauros.
Pergunte às crianças: qual deles é o menor dinossauro em altura?
Chame a atenção para as medidas que aparecem embaixo do nome de cada dinossauro. Pergunte aos alunos se, consi-
derando os numerais que indicam o tamanho dos dinossauros, eles conseguem descobrir qual é o menor deles.
Em seguida, os alunos deverão escrever o nome do velociráptor, o menor deles, pois esse será o ponto de partida para
a próxima atividade.
PÁGINA 95

Oriente os alunos no recorte das dez figuras do velociráptor, do anexo 9.


Peça a eles que coloquem as figuras recortadas sobre a barra que representa o apatossauro e, em seguida, verifiquem
quantas figuras são necessárias para representar a altura dele. Peça-lhes que comparem as medidas dos dinossauros e veri-
fiquem quantas figuras precisarão alinhar verticalmente para representar a altura do apatossauro.
Na parede da sala de aula, marque a altura do velociráptor (um metro).
Peça a cada criança que pegue o barbante que representa a própria medida e compare com a medida do velociráptor.
Em seguida, peça-lhes que respondam à questão da página.
PÁGINA 96

Retome com os alunos a medida do barbante que utilizaram nas medições anteriores, ou seja, um metro. Pergunte se
acham que a medida de seus barbantes é maior ou menor do que a medida da figura da cobra desta página.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 85 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Coloque a turma em roda, converse sobre o corpo humano, suas partes, funções de cada uma delas, como nos vestimos,
nos adornamos etc. Em seguida, proponha às crianças que formem duplas que possuam características físicas semelhantes:
a mesma altura, o mesmo tamanho de pé, o mesmo tamanho de mão etc.
A seguir, ofereça pedaços de barbante de diferentes tamanhos, pedindo às crianças que escolham, entre elas, o mais ade-
quado para medir as pernas, os pés, a cabeça... Oriente-as a tirar as medidas umas das outras: dos sapatos, dos braços, das pernas
etc. É provável que as crianças necessitem de ajuda, mas é importante incentivá-las a tentar tirar as medidas sozinhas. Nesse tipo
de atividade, é mais importante o desenvolvimento da autonomia dos alunos do que a exatidão dos resultados.
Explore as expressões é maior que, é menor que, é igual a. Enquanto as crianças fazem as medições umas das outras,
meça cada criança e corte barbantes correspondentes à altura de cada uma. É importante que a criança tenha como refe-
rência a medida do barbante de um metro que usou na aula anterior. Ela precisa saber se a sua altura é maior ou menor que
um metro, pois usará essa medida no final dessas aulas.
Corte dois barbantes iguais para cada criança. Um deles deverá ser afixado em uma das paredes da sala de aula, com o
nome da criança na ponta, e o outro a criança deverá colar no caderno, em forma de caracol.
No final do ano, o professor deverá medir novamente a criança e cortar um outro barbante com a nova altura, para ser
colado ao lado da medida anterior, que estava afixada na classe. As duas medidas deverão ser comparadas pela criança, pa-
ra que ela verifique quanto cresceu. Posteriormente, serão enviadas para casa.
Ao afixar os barbantes com a medida de todas as crianças na parede da sala, organize-as num arranjo linear, crescente
ou decrescente, explorando as relações de altura. Estimule as crianças a comparar as medidas, utilizando as expressões é
mais alto que, é mais baixo que, tem a mesma altura que.
Ao final, peça às crianças que comparem os barbantes medidos em seu corpo com os de seus colegas, apontando quem
tem os pés, braços e pernas maiores.
Em seguida, peça-lhes que colem o barbante no Caderno, na extensão da cobra, para verificar se as estimativas estão cor-
retas.
Converse com as crianças sobre a atividade: sobrou ou faltou barbante para colar na cobra. Pergunte:
– Quem tem mais do que um metro?
– Quem tem menos do que um metro?
PÁGINA 97

Com os barbantes que as crianças usaram na aula anterior, peça a elas que comparem os barbantes com que mediram seu
corpo com os de seus colegas, apontando quem tem pés, braços e pernas maiores.
Em outra oportunidade, continue com as medições propondo algumas atividades: as crianças jogam bola e marcam onde
sua bola caiu. Podem comparar as distâncias, “medindo” com barbante.
Encoraje as crianças a desenhar o evento. Os desenhos ajudam as crianças a observar os pensamentos umas das outras.
Convide cinco ou seis crianças que tenham barbantes de comprimentos diferentes. Uma das crianças fica em um lugar do pá-
tio ou da sala e o professor pergunta:
– Como vamos saber se o(a)... (nome da criança) está mais perto do(a)... (nome do objeto) ou do(a)... (outro objeto)?
As demais crianças poderão resolver essa questão de vários modos, entre eles comparando os barbantes.
Em seguida, proponha que tentem usar a fita métrica e transcrevam os símbolos da medição em fita para o papel.
Ensine as crianças a registrar suas medidas: altura, cintura, peso, tamanho de sapatos e de roupas que usam. Proponha que tra-
gam para a escola roupas e sapatos para comparar suas medidas. As crianças aprendem a agir ou a delinear seu entendimento, fa-
zendo representações gráficas de suas descobertas e invenções, e a desenvolver notações para comunicar esse conhecimento ao
outro. Estes ciclos da simbolização se repetem muitas vezes e, para que haja um entendimento claro, as crianças devem con-
frontar e discutir os problemas usando variados sistemas simbólicos, alguns inventados e outros convencionais.
Encaminhe as atividades desta página, estimulando os alunos a registrar suas medidas e a comparar as medidas da turma.
Continue as atividades relacionadas a medidas, utilizando palmos e metros. Faça com que percebam que precisam criar um
meio confiável de medir.
Proponha que meçam a mesa da sala utilizando palmos e anotem suas medidas. Peça às crianças que comparem as medi-
das, inclusive com as do professor: a quantidade de palmos é igual em todos os registros? Por quê? Como podemos padronizar
esses registros? Por que esses registros são problemáticos?
Ao perceberem que os palmos não são as representações culturais preferíveis para medir, as crianças poderão utilizar a
fita métrica, uma vez que recordam que já a utilizaram para fazer outras medições.
Aprender a usar a fita métrica não é um esforço menor do que aprender a lidar com anotações de valores do nosso sistema
numérico.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 86 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Selecione com as crianças alguns objetos para serem medidos. Proponha que registrem as medidas em palmos e em metros.
Encaminhe a Tarefa de casa. Explique que precisarão conversar com algum adulto para obter as informações. Encaminhe, no
dia seguinte, as questões sobre medidas, na seção Trocar ideias.

5. AINDA EXISTEM “LAGARTOS TERRÍVEIS”? PÁGINAS 98 A 105

PÁGINAS 98 E 99
Leia o título do texto: “Ainda existem ‘lagartos terríveis’?”
Peça que observem as fotos dos animais que aparecem nestas páginas. Pergunte:
– Que diferença existe entre estes dois animais?
– Qual o nome destes animais? (Dragão-de-komodo e iguana-marinho.)
– O que gostariam de saber sobre eles?
– Será que nos textos poderemos encontrar informações sobre estes animais?
Leia o texto com as informações sobre os dragões-de-komodo e os iguanas-marinhos. Mostre no mapa ou no globo
terrestre os locais onde eles se encontram, mostrando também onde estamos localizados: os dragões-de-komodo na Indonésia e
os iguanas-marinhos no Arquipélago de Galápagos. Peça aos alunos que comparem as diferenças e semelhanças entre eles
quanto às características físicas e comportamentais.
Estabeleça:
– As semelhanças: são lagartos.
– As diferenças: vivem em lugares diferentes.
– Os dragões-de-komodo são ferozes, alimentam-se de animais mamíferos e ovos e atacam os seres humanos.
– Os iguanas-marinhos são dóceis, alimentam-se de algas e raramente atacam.

PÁGINAS 100 A 102

Encaminhe as atividades da página 100, propondo uma conversa entre as crianças sobre o que aprenderam sobre esses animais.
Chame a atenção para a seção Você Sabia?

Existem iguanas-marinhos e iguanas terrestres?


Sim, os iguanas-marinhos vivem na beira do mar e os iguanas terrestres nas florestas tropicais.

Encaminhe o preenchimento da tabela com as informações sobre os iguanas-marinhos e os dragões-de-komodo:

ALIMENTAÇÃO NÚMERO DE PATAS HABITAT

OVOS E KOMODO
QUATRO
ANIMAIS (INDONÉSIA)

ILHAS
ALGAS QUATRO
GALÁPAGOS

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 87 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Encaminhe as atividades da página 101. Mostre novamente o globo terrestre ou um mapa-múndi aos alunos e localize
Komodo.

FILIPINAS

OCEANO
PACÍFICO
MALÁSIA

Ilha
Borneo

INDONÉSIA
PAPUA
Komodo NOVA GUINÉ

Bali

AUSTRÁLIA

Recomende aos alunos que voltem aos textos e procurem neles palavras começadas com:

L LAGARTOS

D DRAGÃO, DESCOBRIU, DISTANTE, DÓCEIS

B BRASIL
Estimule os alunos a decifrar as palavras, falando o som de cada letra na ordem em que são escritas. Explique que podem
ler a palavra em silêncio e depois em voz alta.
Chame a atenção dos alunos para a atividade em que vão completar as palavras. Pergunte: quantas letras faltam em cada
palavra? Que letra deve ocupar o terceiro lugar em cada palavra para que elas representem o desenho? Como escrever pa-
lavras diferentes se quase todas as letras são iguais e ocupam os mesmos lugares? O que muda em cada palavra? Que letras
usaram para completar as palavras?
Peça a eles que expliquem como realizaram essa atividade (usaram uma única letra diferente em cada palavra).
Encaminhe as atividades da página 102. Mostre novamente o globo terrestre ou um mapa-múndi aos alunos e localize as Ilhas
Galápagos.
ILHAS GALÁPAGOS
OCEANO
PACÍFICO

Pinta
Marchena

Genovesa

Santiago Bartolomé
Seymour Norte
Baltra
Rábida
Fernandina Santa Cruz
Pinzón
Isabela
Santa Fe
Tortuga San Cristóbal

Floreana
Española

Em duplas, manuseando as letras móveis, os alunos deverão formar novas palavras com as letras da palavra LAGARTO,
tais como: GATO, GATA, LAGO, RATO, LATA, RALA, SALA, GOSTO, GASTA, SOLA, ROSA etc.
Anote, na lousa, as palavras formadas pelas duplas.
Oriente a escrita das palavras, peça a eles que registrem o número de palavras que escreveram.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 88 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Dragão-de-komodo
O dragão-de-komodo é a maior espécie de lagarto e também uma das descobertas mais recentemente. Desconhecidos
para a ciência ocidental até 1912, os dragões-de-komodo vivem somente em algumas pequenas ilhas no arquipélago indo-
nésio, apesar de alguns parentes próximos, como os lagartos monitores, serem encontrados no resto do planeta.
Famosos pelo seu tamanho, seu poder e pela aparência de dinossauro, os dragões-de-komodo são caçadores habilidosos
que, frequentemente, caçam em grupos grandes animais. Embora sendo volumosos, eles podem se locomover com rapidez,
sendo capazes de caçar humanos, porcos, veados e cabras. Através das suas mandíbulas e garras, eles podem matar a maio-
ria das presas com rapidez. Normalmente, os animais que conseguem escapar das suas garras morrem por infecções cau-
sadas por uma bactéria alojada na boca do dragão.
Devido à sua limitada área geográfica, existe apenas um número pequeno de dragões-de-komodo. Os adultos não têm
predadores conhecidos e agora são protegidos por lei. Até hoje em dia, são realizados estudos sobre sua existência. É uma
grande atração turística, mas um turista já foi morto por um dragão-de-komodo.
Peso e tamanho: até 125 quilos, 3.1 metros.
Localização: Komodo, Rinca e duas outras ilhas menores na Indonésia.
Dieta: porcos, cabras, veados, búfalos, cavalos, dragões pequenos.

Iguanas
Iguanas terrestres e marinhos são totalmente distintos na coloração, no tamanho e nos hábitos alimentares. Os ter-
restres são maiores, coloridos e solitários, enquanto os marinhos são escuros e vivem em colônias.
No entanto, todos têm a mesma origem. O que os diferencia é fruto da própria evolução, segundo o habitat e o tipo de
alimento.
O iguana-marinho desenvolveu-se em área de muito vento e sem vegetação, por isso aprendeu a nadar usando a cauda
e faz longos mergulhos em busca de algas. Uma de suas maiores colônias está na Baía Gardner – árida, fustigada pelo ven-
to, onde o mar se quebra violentamente contra as rochas.

PÁGINAS 103 A 105

Peça às crianças que observem a fotografia da página 103. Explique que ela representa uma sala do Museu de Paleonto-
logia de Monte Alto, uma cidade que fica no interior do estado de São Paulo. Este museu possui ampla sala de exposição, on-
de estão expostos principalmente ossos de dinossauros, conchas, restos de tartarugas e crocodilos encontrados na região de
Monte Alto.
Explique que a Turma de Luan foi visitar um museu de paleontologia, onde estão expostas coleções de fósseis.
Explique que fósseis são restos de animais ou vegetais de origem pré-histórica que se conservaram em rochas, gelo ou
âmbar há mais de 10 mil anos.
Na saída do museu as personagens da Turma de Luan compraram na loja miniaturas de dinossauros de brinquedo para
montar uma maquete na escola.
Peça aos alunos que observem, na página 104, como estavam expostos os brinquedos e quanto custava cada um.
Encaminhe as atividades das páginas 104 e 105. Explique que vão calcular quanto cada um gastou na compra de minia-
turas de dinossauros. Explique que cada cor corresponde a uma miniatura.

6. COMO FORAM EXTINTOS OS DINOSSAUROS? PÁGINA 106

Pergunte às crianças:
– Ainda existem dinossauros?
– Como foram extintos os dinossauros?
Aproveite as ideias discutidas pelas crianças, pois elas se tornam catalisadores para atividades e conversas posteriores. Grave
as principais conversas e transcreva-as para que sejam expostas no mural da classe. Coloque o nome de cada criança ao lado das
suas ideias.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 89 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Vá à biblioteca da escola com seus alunos e leia nos livros informações específicas sobre a extinção dos dinossauros.
Após as pesquisas, as crianças deverão desenhar, nesta página, a teoria mais aceita para o desaparecimento repentino dos
dinossauros: a teoria do meteorito. Socialize com as crianças as falas das personagens da Turma de Luan que aparecem nesta
página.

7. O QUE APRENDEMOS? PÁGINA 107

No final deste Bloco de aulas, proponha às crianças que desenhem e escrevam aquilo de que mais gostaram de aprender.
Ao identificarem os passos que foram mais significativos, as crianças tornam-se capazes de transferir o conhecimento recém-
adquirido.
Organize todas as informações colhidas e faça uma exposição para que as crianças possam apresentá-las aos colegas, pais e
professores. Essas atividades consolidam o conhecimento obtido pelos alunos, a partir de seu trabalho. Exponha também os de-
senhos, as esculturas e cartazes que fizeram durante o projeto. Estimule as crianças a explicar o curso de suas aventuras duran-
te esse período.

TEXTOS INFORMATIVOS

O desaparecimento dos dinossauros


Teoria do meteorito
A teoria mais aceita do desaparecimento dos dinossauros é que um corpo celeste, como um grande meteoro, teria co-
lidido com a Terra. A força do choque teria sido igual à de milhares de bombas atômicas. O impacto aniquilou de imedia-
to boa parte dos seres vivos. Uma gigantesca nuvem de poeira que se levantou mudou radicalmente o “funcionamento” do
planeta. A enorme névoa impediu a entrada da luz do Sol por um bom tempo. Ficou tudo escuro. Assim, primeiro morre-
ram as plantas; depois foi a vez dos grandes animais herbívoros morrerem; em seguida, os carnívoros. Os dinossauros que
não morreram soterrados ou queimados acabaram desaparecendo por causa do frio e da falta de comida.
A verdade é que o desaparecimento quase que completo dos dinossauros permitiu a sobrevivência de animais menores
que necessitavam de menos comida: aves, mamíferos, crocodilos, outros répteis, insetos e algumas plantas.
Recreio – Dinossauros. São Paulo: Abril Multimídia, 2000. (De Olho no Mundo).

Outras teorias
Teoria do congelamento
O clima mudou. A temperatura global abaixou. Os dinossauros estavam acostumados a temperaturas amenas. Eles
não possuíam pelos nem penas para se proteger do frio. Os pântanos desapareceram e os dinossauros não puderam achar
novas casas. Os dinossauros não se adaptaram e morreram.

Teoria da radiação
Uma estrela, próxima da Terra, explodiu, impregnando o ar com radiação. Os dinossauros morreram por envenenamento
radioativo.

Teoria do envenenamento por alimento


Os dinossauros mudaram sua dieta e começaram a comer florescências. Muitas dessas plantas continham substâncias quí-
micas que os dinossauros não estavam acostumados a comer. Os dinossauros morreram por envenenamento causado pelo ali-
mento.

Teoria do enfraquecimento dos ovos


As cascas dos ovos tornaram-se muito finas, quebrando-se antes que os filhotes pudessem chocar.
Livro de Atividades Científicas – Fósseis fabulosos. São Paulo: Abril. V. 2.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 90 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
A 112
A S 108
PÁGIN

B loco 6
AULAS 56 A 61

OS FÓSSEIS
1. COMO SABEMOS QUE OS DINOSSAUROS EXISTIRAM?
2. CAÇADORES DE FÓSSEIS

Objetivos
Entender a importância das descobertas no mundo científico.
Simular uma fossilização e o trabalho de um paleontólogo numa escavação.
Utilizar a escrita e o desenho para registrar o que aprendeu.

Materiais
Revistas, livros que contenham fotos de fósseis.
Para a fossilização de folha(s): um potinho de plástico com tampa, pó de argila, argila molhada, folhas de plantas.
Para a fossilização de um inseto: um inseto morto, tampa de garrafa e um vidro de esmalte de unha incolor.
Para a escavação: ossos de uma galinha inteira, que foi cozida ou assada, algumas escovas de dente velhas, alguns pin-
céis pequenos, jornal, papel e barbante, quatro varetas, fita métrica, máquina fotográfica.

Estratégias
1. COMO SABEMOS QUE OS DINOSSAUROS EXISTIRAM? PÁGINAS 108 E 109

Converse com os alunos para verificar o que sabem sobre fósseis de animais e plantas. Mostre revistas, jornais ou livros
que contenham fotos de fósseis e de escavações feitas por paleontólogos.
Explique que a palavra FÓSSIL se originou da palavra fossilis, que significa escavar.
Peça aos alunos que observem as ilustrações da página 108. Diga que a primeira é uma réplica de um esqueleto de di-
nossauro. Leia a legenda.
Explique que réplica do esqueleto de um dinossauro é uma cópia que parece ser um esqueleto verdadeiro.
Em seguida, chame a atenção para a fotografia que representa um fóssil de dinossauro, exposto em Pequim. Explique
que é um resto do dinossauro encontrado em rochas há mais de 10 mil anos.

TEXTO INFORMATIVO

O que são fósseis?


Fósseis são restos ou vestígios de organismos encontrados em rochas mais antigas que 10 mil anos, antes do Holoceno,
a época em que vivemos. A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia.
Uma questão que normalmente surge é a diferença entre a Paleontologia e a Arqueologia. Esta última trata do es-
tudo de restos de seres humanos, civilizações antigas, como viviam etc., normalmente mais recentes que 10 mil anos.
Contudo, os arqueólogos também chamam restos humanos mais novos que 10 mil anos de fósseis.

Réplicas
Réplicas de fósseis são como cópias xerocadas de livros. Elas são capazes de transmitir o mesmo conteúdo incluído em
um fóssil original, estando revestidas da mesma importância e fascinação.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 91 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Restos
Restos são aqueles fósseis que preservam partes duras dos organismos (conchas, ossos, celulose etc.) ou moles (teci-
dos preservados no gelo, âmbar ou betume). São comuns no registro fóssil de conchas de moluscos ou braquiópodes,
lenhos de árvores mineralizados, ossos de dinossauros ou mamíferos etc.

Vestígios ou icnofósseis
São marcas de atividades ou mera presença dos organismos que podem estar preservadas nas rochas. Por exemplo,
são comuns pegadas de dinossauros da Era Mesozoica; tubos de vermes do período Devoniano, excremento de répteis
e mamíferos etc., todos estes se tratando apenas de evidências indiretas da presença de organismos durante aquele
tempo em determinada região.
Fonte: www.igc.usp.br/replicas/menu.htm

PÁGINA 109

Explique aos alunos que vão simular a fossilização de uma folha.


Optamos por colocar no Caderno do aluno a proposta de fossilização de uma folha, mas pode-se fazer a fossilização de
um inseto morto, coletado pelo professor.
Um tipo de fóssil, o âmbar é uma resina produzida por árvores há milhões de anos.
Essa resina é produzida principalmente pelos pinheiros. Ao fazermos um pequeno corte no tronco do pinheiro, uma resi-
na pegajosa começa a escorrer. Às vezes, insetos ficam presos à resina. Então, aos poucos, a resina encobre o inseto. Com o
tempo, a resina endurece e transforma-se em âmbar, que é, quase sempre, de coloração amarelo-parda. Esse mesmo fato
aconteceu há milhões de anos. Insetos, aranhas e até pequenos lagartos foram preservados no âmbar.

Instruções para simulação de fossilização de um inseto morto (ideia de fossilização por resina de pinheiro):
• Coloque o inseto morto sobre uma tampa de garrafa. Com sua ajuda, a criança cobrirá o inseto com esmalte transparente.
• Deixe secar e passe o esmalte novamente (se necessário, repita a operação até que o inseto fique bem coberto com o
esmalte).
Explique que os fósseis são encontrados em grandes profundidades e que todo ser vivo pode virar fóssil, num processo
que leva milhões de anos.
Proponha a fossilização de uma folha.

Instruções para a fossilização de uma folha:


• Providencie um potinho para cada criança e identifique-o com o nome dela.
• Espalhe pó de argila nas paredes do potinho e encha o fundo até a altura de dois centímetros. O pó de argila pode ser
encontrado em lojas de material de construção. Há lojas virtuais que enviam o produto, mediante pedido feito pela In-
ternet.
• Com a argila molhada, a criança deverá formar uma bolacha de três centímetros de altura, que deverá ser apertada no
fundo do pote. Polvilhe a argila seca sobre a bolacha.
• Peça à criança que coloque a folha sobre a bolacha de argila e aperte bem.
• Cubra a folha com uma segunda porção de argila seca (pó), tendo o cuidado de não deixar falhas.
• Peça à criança que faça nova bolacha de argila molhada, igual à anterior, e coloque-a por cima de tudo, apertando bastante.
• Tampe o pote e deixe a argila secar por três dias. Vire-o ao contrário e bata de leve no fundo para desgrudar.
• Abra com cuidado para não quebrar o sanduíche de argila que caiu na tampa do potinho. O fóssil está pronto.
• Separando as duas bolachas de argila, aparece o fóssil da folha. Na primeira, está o molde fóssil. Na segunda bolacha,
que ficou no fundo do potinho, encontra-se a marca fóssil, o contramolde da folha.
Finalmente, peça às crianças que façam o registro com desenhos (ou colem uma fotografia) da folha fossilizada nesta pá-
gina. Dê preferência aos desenhos após a experiência, pois as crianças aprendem que suas descobertas são compartilhadas
e tentam representar revisões de seu conhecimento.
Parâmetros Curriculares Nacionais. In: Nova Escola. Ed. Especial. São Paulo: Abril, 2000.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 92 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
VALE A PENA ASSISTIR
Sugestões de filmes
• Baby: o segredo da lenda perdida (Baby: secret of the lost legend), 1985
Esse longa-metragem infantil narra a história do pequeno dinossauro resgatado por um casal em viagem à África. Além
de terem de cuidar do filhote de apatossauro, eles precisam salvar sua mãe, que está nas mãos do malvado cientista
Patrick McGoohan.
• Parque dos Dinossauros (Jurassic Park ), 1993
Após encontrarem um inseto fossilizado, cientistas conseguem isolar o DNA de dinossauros que teriam sido picados
há milhões de anos. Criam um parque onde gigantes criaturas vivem como na Pré-História. Dirigido por Steven Spielberg,
o filme é considerado um marco na produção de efeitos especiais.
• Dinossauro (Dinosaur ), 2000
Em meio a uma chuva de meteoros, o iguanodonte Aladar busca outros seres de sua espécie. O filme mostra os momentos
derradeiros do reinado dos dinossauros. Essa grande produção da Disney ficou famosa por misturar paisagens reais
com imagens computadorizadas.

2. CAÇADORES DE FÓSSEIS PÁGINAS 110 A 112


PÁGINAS 110 E 111

Leia o texto da página 110 com os alunos e oriente-os a observar a ilustração, chamando a atenção para a figura de Luan,
que aparece junto a uma paleontóloga que está fazendo uma escavação.
Conte que essa paleontóloga está trabalhando num sítio paleontológico na Patagônia (Argentina). Em 2001, paleontólogos
argentinos descobriram fósseis de dinossauros nessa região. Mostre no mapa onde fica a Patagônia.
Após essa seção de debates, chame a atenção dos alunos para a frase que está escrita embaixo da imagem e diga que
ali está escrito o nome da profissão do pesquisador que aparece na ilustração. Convide-os a ler ou fazer hipóteses sobre o
que está escrito.
Pergunte se sabem o que faz um paleontólogo. Permita que discutam, coloquem suas hipóteses e possam intercambiar
informações. Interfira discretamente, apenas para solucionar dúvidas e encaminhar a discussão.
Finalmente, explique que paleontólogo é o profissional que estuda as espécies de vida que já existiram no planeta, com
base em seus fósseis.
No Brasil, para ser paleontólogo, é preciso ter formação em Biologia ou Geologia, para só depois fazer uma especialização
(pós-graduação) em Paleontologia. Como se vê, o curso é fruto da interação de várias disciplinas.

TEXTO INFORMATIVO

Como se formam os fósseis?


A formação de um fóssil é um processo muito demorado, que pode levar milhões de anos.
Nem todos os animais acabam fossilizados, o que significa que estamos ainda muito longe de conhecermos todas as es-
pécies antigas do planeta. Isto é praticamente impossível, porque a fossilização depende muito do acaso.
A condição que favorece o processo de fossilização é o impedimento da decomposição, quando o ser vivo é enterrado,
congelado ou fica sob a lama, por exemplo. Se isto ocorre, pode ser que daí surja um fóssil para nos contar uma história –
porém ainda existem outros fatores que impedirão o fóssil de chegar até nós de forma satisfatória. É que, mesmo fossiliza-
do, ele pode se dissolver, através da erosão, ou ser quimicamente alterado ou distorcido, através de mudanças bruscas de
temperatura e pressão. Assim, cada fóssil encontrado é um achado para a paleontologia.
A maioria dos fósseis é constituída pelas partes resistentes dos animais e plantas, como ossos, conchas ou, o que é mais
comum de se encontrar, dentes, devido à grande proteção que o esmalte lhes confere. Porém, outros indícios dos antigos
habitantes do planeta podem servir para os conhecermos: os icnofósseis, ou seja, vestígios fossilizados deixados pelos ani-
mais, como pegadas, caminhos, escavações e excrementos (coprólitos).
É raríssimo encontrar um fóssil completo de vertebrado. Já os insetos, por exemplo, são muito encontrados fossilizados
no âmbar. Esta substância, assim como o gelo e o betume, ajuda a conservar as partes moles do tecido.
Fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/paleontologo/comoseformam.html

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 93 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Conte às crianças que, depois que a Turma de Luan visitou o museu de paleontologia, resolveu simular um sítio arqueológico
na escola. Convide os alunos de sua classe para fazer o mesmo.
As crianças vão se tornar “paleontólogos amadores”, como as personagens da Turma de Luan, desenterrando “fósseis” no “sí-
tio paleontológico” da escola, seguindo os procedimentos a seguir.
Instruções para a escavação:
• Com antecedência, faça um quadrado de 60 centímetros no chão de terra. Enfie uma vareta em cada um dos quatro
cantos. Esse será o lugar de escavação.
• Enterre ossos de galinha na terra, a 15 centímetros de profundidade, espalhando-os bem. Poderão ser utilizados também os-
sos de peixe. É preciso que, após o cozimento, os ossos tornem a ser fervidos para que não fiquem resíduos que possam exa-
lar odor mais forte.
• Depois de enterrar os ossos, amarre um barbante em torno das varetas, cercando a escavação. O barbante deve ficar 8 cen-
tímetros acima do chão.
• Em um papel, peça a cada criança que desenhe um quadrado para representar a escavação. Este será o diagrama para a escavação.
• Peça às crianças que cavem cuidadosamente, mas não removam os ossos que encontrarem, exatamente como um ca-
çador de fósseis ou um paleontólogo faria.
• Quando encontrarem um osso, deverão deixá-lo onde está. As crianças devem usar a escova de dente e os pincéis pa-
ra retirar a terra que cobre os ossos, como um caçador de fósseis faria.
• Oriente cada aluno a desenhar os ossos no diagrama, na mesma posição em que foram encontrados.
• Faça com que as crianças removam os ossos do chão, colocando-os sobre o jornal.
• Após encontrarem todos os ossos, as crianças deverão limpá-los e tentar montá-los. Dê pistas de como montar os ossos. Pe-
ça a elas que adivinhem que animal foi desenterrado. Fotografe a atividade.
Atividade adaptada do Livro de atividades científicas – Fósseis fabulosos. São Paulo: Abril, v. 2.

PÁGINA 112

Converse com as crianças sobre a escavação e sugira que observem os desenhos que fizeram durante a experiência. Estimu-
le-as a falar sobre a atividade e sobre as representações que fizeram. Isto ajuda a consolidar ou melhorar a definição de suas con-
cepções incorretas.
Mostre as fotografias da escavação. Esses símbolos prontos (fotos ou vídeos) são complexos para que possam ser reproduzi-
dos, no entanto servem como referência para as crianças representarem suas concepções após a escavação.
O professor pode auxiliar a criança na atividade de representação, no entanto ele não ensina desenho diretamente, mas pe-
de aos alunos que reflitam sobre o significado destes símbolos já prontos, que indicam um padrão. Esses padrões (fotos), no en-
tanto, precisam ser reconstruídos (desenhados) pelas crianças para que se tornem conhecidos e para que esse conhecimento
possa ser comunicado às outras pessoas.
Exponha os desenhos num painel e socialize as representações, estimulando as crianças a falar sobre suas experiências.
Faça cópias das fotografias mais significativas das escavações e peça a cada criança que escolha aquela de que mais gostou.
Oriente a colagem das fotos nesta página e peça às crianças que escrevam o nome do animal que descobriram nas escavações.

A 123
A S 113
PÁGIN

Bloco 7
AULAS 62 A 67

NOSSOS ANTEPASSADOS
1. O HOMEM PRÉ-HISTÓRICO
2. A PINTURA NAS CAVERNAS
3. NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO
4. O QUE APRENDEMOS?

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Objetivos
Refletir sobre os grupos humanos, suas relações, suas histórias, suas formas de se organizar e de viver em diferentes épocas e locais.
Identificar diferenças e semelhanças entre histórias de grupos sociais próximos ou distantes.
Saber que, para sobreviver, o homem foi criando e aperfeiçoando técnicas.
Identificar as pinturas rupestres como os primeiros registros dos homens.
Perceber que o desenho também evolui.
Relacionar os desenhos rupestres com os desenhos criados pelo pintor Joan Miró.
Desenvolver uma atitude inquisitiva.
Expressar ideias utilizando diferentes linguagens: pictórica, oral, escrita.
Aprender a localizar indícios que correspondam à informação procurada por meio da leitura.
Perceber que mensagens orais podem ser transformadas em escritos.
Escrever para registrar observações.
Saber que no Brasil também existiram homens pré-históricos.

Materiais
Livros e imagens que retratam como viviam os primeiros homens.
Imagens que representam pinturas rupestres.
Globo terrestre ou mapa.
Livros sobre a Pré-História.
Pedaços de pedra, barbante ou corda e pedaços de 20 centímetros de cabos de vassoura ou similares, para a construção
de algumas ferramentas pré-históricas.
Papel kraft para fazer a “parede de pedra”.
Dados (um para cada duas crianças).
Livro: Miró, uma introdução à vida e à obra, de Nicholas Ross. São Paulo: Callis, 1998 (Artistas Famosos).
Pedaços de carvão e placas de argila ou de pedras; pigmentos nas cores vermelha e marrom (pode-se usar tinta ou pigmentos
extraídos do urucum ou de terra peneirada misturada com um pouco de água).
Fios de lã e de linha, pedaços de tecidos, lantejoulas, tintas de cores vivas para fazer as releituras das obras de Miró.

Estratégias

1. O HOMEM PRÉ-HISTÓRICO PÁGINAS 113 A 115


PÁGINA 113

Antes de ler o texto com os alunos, peça-lhes que observem a ilustração, perguntando se sabem o que ela representa.
Explique que o homem evoluiu ao longo dos tempos. Leia o texto e promova uma discussão entre as crianças, perguntando as
diferenças entre os homens pré-históricos e o homem atual.
Peça a elas que representem as suas ideias com desenhos. Estimule-as a falar sobre seus desenhos e a fazer alguns registros
escritos que expliquem melhor suas ideias.
Chame a atenção para as palavras que estão destacadas no texto. O que significam? Como podem representá-las por meio
de gestos? E de desenhos?

CAVERNAS FRIO CHUVA

FEROZES ANIMAIS VENTO

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 95 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Analise com as crianças as palavras destacadas, chamando a atenção para as letras iniciais:
– Quais as que começam com F?
– Que letra vem depois do F em cada uma delas?

FRIO FEROZES

– Quais as palavras que começam com a letra C?


– Pronunciamos a letra C do mesmo jeito nas duas palavras?
– Faça uma lista de palavras começadas pela letra C seguida de vogal e pela letra C seguida de consoante. Mos-
tre para as crianças que o som “che” pode estar ligado tanto à letra C como à letra X . O objetivo dessa atividade
é fazer a criança perceber que as letras podem representar diferentes sons.

CAVERNAS CHUVA

Proponha que comparem as outras palavras quanto ao número de letras que as formam: letras iniciais e a sequência das letras.
Estimule as crianças a perceber que, ao falarem o som da letra na ordem em que estão escritas nas palavras, conseguem
decifrá-las.
PÁGINAS 114 E 115

Conte a história de nossos antepassados. Disponibilize livros para as crianças e procure ilustrar a sua fala. Acomode as crianças
para que ouçam confortavelmente a história. Pergunte se elas imaginam como os homens pré-históricos chegaram ao Bra-
sil. Ouça as hipóteses dos alunos e procure aproximá-las da História, partindo de algumas das ideias lançadas pelas crianças,
durante a troca de ideias.
Utilize um mapa-múndi ou um globo terrestre para explicar o caminho feito pelos grupos.

Continue contando: a Terra foi ficando cada vez mais gelada, mas certamente deveria haver algum lugar mais quente –
pensavam os homens. E, assim, os grupos que não viviam nas cavernas começaram a procurar lugares mais quentes. Muitos
grupos seguiam as manadas de mamíferos como mamutes, cavalos, renas, bois almiscarados e rinocerontes lanudos.
Esses animais fugiam dos caçadores e, ao mesmo tempo, procuravam melhores pastos para eles e para suas crias.
Os homens continuavam a seguir as trilhas deles e cada vez mais foram se aproximando de lugares mais quentes, onde
ficavam os melhores pastos. Andaram tanto que alguns grupos acabaram chegando às terras que hoje chamamos de Bra-
sil e durante muito tempo viveram aqui.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 96 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
Depois de muito, muito tempo, Pedro Álvares Cabral chegou à nossa terra e encontrou os descendentes daqueles grupos
que saíram das terras geladas, pois eles moravam aqui havia milhares de anos.
Faça a leitura do texto Você Sabia? na página 114. Peça às crianças que façam um risco da cor que quiserem em volta dos no-
mes que representam nomes de animais.
Encaminhe as questões destas páginas. Recomende que usem as letras móveis antes de registrarem as palavras no
Caderno.

A Ponte Terrestre de Bering, também chamada Beríngia, foi uma porção de terra firme, com aproximadamente
1600km de norte a sul na sua máxima extensão, que juntou o Alasca e a Sibéria, onde neste momento se encontra o
Estreito de Bering, durante as glaciações.
Tanto o Estreito de Bering, como o Mar Chukchi, a norte, e o Mar de Bering, a sul, são mares de pequenas profundidades e
durante as glaciações a água do mar concentra-se nas calotas polares e nas geleiras, fazendo baixar o nível do mar e expondo
os fundos marinhos de pequenas profundidades. Outras pontes terrestres se formaram e desapareceram nos períodos intergla-
ciais: há 14 mil anos a Austrália esteve unida à Nova Guiné e à Tasmânia e as Ilhas Britânicas estiveram ligadas à Europa.
A Ponte Terrestre de Bering foi importante porque permitiu a migração de seres humanos da Ásia para as Américas,
assim como várias espécies de animais terrestres, incluindo leões e chitas, que evoluíram para espécies endêmicas da
América do Norte, atualmente extintas, e exportando camelídeos para a Ásia.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Terrestre_de_Bering

2. A PINTURA NAS CAVERNAS PÁGINAS 116 E 117

“A pintura nas cavernas: os primeiros registros dos homens”


Inicie o assunto conversando com os alunos sobre como os nossos antepassados, os homens pré-históricos, obtinham ali-
mentos: por meio da caça, da pesca e da coleta de frutos e de raízes. Eles não plantavam e não criavam animais.
Conte (como se fosse uma história) que as caçadas eram demoradas e perigosas porque os instrumentos que usavam eram
muito simples. Para conseguirem alimentos, eles foram aperfeiçoando os seus instrumentos. Usavam pedra, madeira, fibras
de plantas para fazer suas lanças e, com o tempo, passaram a usar ossos e o marfim das presas dos mamutes para fazer an-
zóis, arpões e agulhas. Usavam o couro dos animais para roupas, agasalhos e habitações desmontáveis.
Explique que, durante muitos anos, a temperatura da Terra baixou bastante e o gelo tomou conta de áreas muito grandes.
Muitas florestas desapareceram e a caça foi ficando mais difícil, pois muitas espécies foram sumindo. Para se protegerem do frio,
passaram a morar em cavernas. Os humanos pré-históricos começaram a pintar as figuras de animais nas paredes das ca-
vernas, por acreditarem que assim eles conseguiriam caçá-los mais facilmente.
Mostre que em algumas cavernas foram encontradas inúmeras pinturas feitas pelos nossos ancestrais, retratando animais
e cenas de caça. Diga que elas podem ser consideradas a certidão de nascimento dos homens, porque foram os primeiros
registros deixados por eles. Chame a atenção para a imagem que aparece na página 116. Leia a legenda e o texto e explique
o que é pintura rupestre (gravado ou traçado na rocha).
Mostre aos alunos, no globo terrestre ou num mapa, onde ficam localizadas algumas cavernas habitadas pelos grupos
que viveram no período pré-histórico: na França (Lascaux), na Espanha (Altamira), no Brasil (São Raimundo Nonato – Piauí).
Proponha aos alunos que confeccionem alguns instrumentos semelhantes aos utilizados pelos homens pré-históricos.
Utilizando pedaços de madeira, lascas de pedras e restos de cordas poderão fazer machadinhas, lanças ou outros instru-
mentos que idealizarem.
Faça uma “parede” de papel amassado com as crianças, simulando uma gruta de pedra. Proponha que façam desenhos
para representar suas ideias de como viviam os seres humanos na Pré-História.
Ofereça às crianças oportunidades para refletir e interpretar suas experiências, criando um senso de história para comunicar
suas ideias aos outros. Faça uma exposição e convide outras turmas a conhecer um pouco da história dos nossos ancestrais.
Prepare as crianças para explicarem seus artefatos.
Encaminhe as questões da página 117. Os alunos selecionam as letras que formam a palavra caverna e formam o nome
de dois animais: rena – vaca.
Peça a eles que, em duplas, descubram outras palavras que podem ser formadas com as letras selecionadas.
Estimule-os a descobrir a adivinhação: o que é, o que é? Quanto maior, menos se vê? (Escuridão.)

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TEXTOS INFORMATIVOS

Grutas de Lascaux
Descoberta por quatro adolescentes em 1940, a gruta de Lascaux – situada perto de Montignac, na Dordonha, França –
constitui uma referência incontornável no domínio da arte rupestre.
A disposição da gruta, cujas paredes estão pintadas com bovídeos, cavalos, cervos, cabras selvagens, felinos etc., per-
mite pensar tratar-se de um santuário. As investigações levadas a cabo durante os últimos decênios permitem situar a
cronologia das pinturas no final do Solutrense e princípio do Madalenense, ou seja, 17.000 anos BP (antes da atualidade).
Todavia, certos indícios, tanto temáticos como gráficos, levam a pensar que algumas das figuras podem ser mais recen-
tes, sendo tal hipótese, confirmada por datações com carbono 14, em cerca de 15500 anos BP.
Perante os indícios de deterioração das pinturas surgidos a partir dos anos 50 – em consequência principalmente do gás
carbônico originado da respiração dos visitantes –, foi tomada a decisão de encerrar as visitas à gruta por turistas, em 1963.
Desde então têm sido tomadas diversas medidas para controlar a atmosfera interior da gruta, que recuperou progressiva-
mente o seu brilho original.
Como alternativa à procura turística foi construída e inaugurada em 1983 uma réplica da gruta (Lascaux II), localizada
perto da original.

Cópia da gruta pré-histórica de Lascaux viaja o mundo


Montignac, França – Após ter sido fechada ao público, em 1963, para evitar a degradação de seus afrescos, que da-
tam de 15 mil anos atrás, a famosa gruta de Lascaux, obra-prima da Pré-História francesa, vai correr o mundo, graças
a uma cópia de alta tecnologia, que está sendo finalizada.
Fonte: www.busca.estadao.com.br

Parque Nacional Serra da Capivara


Trata-se de um local com vários atrativos, monumental museu a céu aberto, entre belíssimas formações rochosas,
onde se encontram sítios arqueológicos e paleontológicos espetaculares, que testemunham a presença de homens e
animais pré-históricos.
Área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano e Patrimônio Cultural da Humanidade – Unesco.
Estudos científicos confirmam que a Serra da Capivara foi densamente povoada em períodos pré-históricos. Os
artefatos encontrados remontam presença registrada há 50.000 anos.
Existem atualmente 737 sítios arqueológicos catalogados, onde foram encontrados esqueletos humanos, pinturas ru-
pestres com aproximadamente 30.000 figuras coloridas, que representam cenas de dança, de parto, entre outras.
Ao longo de 14 trilhas e 64 sítios arqueológicos abertos à visitação, encontramos tesouros, como os pedaços de ce-
râmica mais antigos das Américas, de 8.960 anos. No circuito dos Veadinhos Azuis, podemos encontrar quatro sítios
com pinturas azuis, as primeiras desta cor descobertas no mundo.
Fonte: www.piemtur.pi.gov.br

Grutas em Altamira
Arte na Pré-História
Idade da Pedra Paleolítica – Idade da Pedra Lascada – de 20 000 a.C. a 5 000 a.C.
Neste período, as populações nômades se movimentavam em função das estações do ano e das migrações da caça.
Os achados arqueológicos mais importantes ocorreram na região franco-cantábrica, em grutas em Altamira, no norte da
Espanha, perto de Santander, e no sudoeste da França. As grutas de Altamira, com cerca de 300 m de comprimento,
foram descobertas em 1868, mas, somente onze anos depois, uma menina reparou nas imagens nas paredes e no teto.
Os desenhos são contornados de negro ou pintados de vermelho ou negro. Destaca-se uma abóbada de cerca de 10m com
figuras de vinte animais do período (veados, javalis e bisões), que, ao que parece, possuem sentido mágico e simbólico.
As grutas do sudoeste da França, por sua vez, ficam em Font-de-Gaume, descobertas em 1901, e em Lascaux, a mais cé-
lebre, explorada em 1940. Durante todo o Paleolítico, a arte está ligada à reprodução das formas da natureza. É uma ar-
te eminentemente naturalista, baseada na observação do real aliada a uma grande habilidade na reprodução das formas dos
animais. As grutas não eram habitadas, mas, ao que tudo indica, funcionavam como santuários ou locais de cerimônia em
que se almejava obter uma ótima caça.
Fonte: Oscar D'Ambrosio www.artcanal.com.br

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3. NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO PÁGINAS 118 A 122
PÁGINA 118

Peça às crianças que observem a foto de Miró no seu ateliê. Leia o texto e fale sobre o artista. Conte que Miró usou pinturas,
esculturas, tapeçarias, cerâmicas, teatro e muitos monumentos públicos para expressar suas ideias.
Chame a atenção para as imagens que retratam duas obras dele. Leia as legendas e converse com os alunos sobre os mate-
riais e suportes usados por Miró para realizar suas obras. Pergunte se acham as obras de Miró parecidas com as pinturas rupes-
tres. Explique que os desenhos de Joan Miró sofreram forte influência das pinturas das cavernas de Lascaux e Altamira, pois ele
morava próximo a essas cavernas.
PÁGINA 119

Estimule os alunos a criar, assim como Miró, utilizando diferentes materiais e texturas.
Peça aos alunos que recortem de revistas formas de papel colorido: círculos, quadrados, triângulos, tiras retangulares. A
criança pode recortar livremente, sem linhas marcadas, mas deve pensar antes na forma desejada. Em seguida, peça a elas
que façam os recortes, dividindo-os em duas ou três partes. O papel deve ser resistente, mas fino.
Oriente a colagem dos papéis. As crianças vão descobrir que podem formar muitos desenhos que as formas rígidas não per-
mitiriam. Estimule-as a completar detalhes com lápis de cera ou caneta hidrocor. É importante que busquem novas formas de se
expressar, evitando figuras estereotipadas. Podem usar pedaços de jornal rasgado para fazer detalhes em preto e branco.
Essa mesma ideia pode ser usada com outros temas.
PÁGINAS 120 E 121

Inicie a atividade, solicitando aos alunos que façam o desenho de uma pessoa (homem ou mulher), numa folha de sulfite.
Peça-lhes que comparem o desenho que fizeram com os que aparecem na página 120. Diga que um dos desenhos é uma
pintura rupestre e o outro é do artista espanhol Joan Miró (não relacione as imagens com os artistas).
Pergunte que ideias esses artistas queriam transmitir ao fazer esses desenhos. E os alunos, que ideias estão transmitindo
com seus desenhos?
Pergunte o que há em comum em todos os desenhos (figura humana). Encaminhe as questões da seção Trocar ideias, na
página 120.
Faça com que os alunos identifiquem qual é o desenho rupestre e qual foi feito por Miró.
Guarde os desenhos da figura humana feitos pelos alunos numa pasta separada das demais atividades. No início do segundo
semestre e no final do ano, peça a eles que desenhem novamente a figura de uma pessoa. Faça uma coletânea desses desenhos
e entregue aos alunos apenas no último dia de aula, para que possam observar a evolução do próprio desenho.
Numa aula posterior, apresente fotos de algumas das obras de Miró: esculturas, tapeçarias e pinturas. Elas estão disponí-
veis em livros, como, por exemplo, Miró, uma introdução à vida e à obra, de Nicholas Ross. São Paulo: Callis, 1998. (Artistas Fa-
mosos). Há fotos também em sites.
Converse com as crianças sobre as obras, fazendo com que observem o tipo de material que Miró utilizou, como são os
traçados. Deixe que explorem as imagens.
Acomode as crianças em torno de uma mesa e forneça folhas de papel kraft, uma para cada quatro crianças. Explique
que vão trabalhar em grupo para representar uma destas obras de Miró. Peça que escolham os materiais que querem usar:
papéis coloridos, pedaços de barbante, pedaços de tecido de diferentes texturas, objetos variados, lixas, tesouras e cola. Não
interfira na construção da obra, porém instrua as crianças sobre questões técnicas: como colar, recortar e utilizar a tesoura.
Peça a elas que planejem o trabalho antes de começá-lo.
Quando finalizarem, exponha os trabalhos nos corredores da escola. Não se esqueça de colocar o nome dos autores nem
de solicitar que atribuam um nome às obras.
Após o trabalho em grupo, oriente as crianças a compor, individualmente, na página 121, uma obra de arte, dando asas
à imaginação. Recomende que usem diferentes objetos e materiais: poderão colar lã, pedaços de linha, de tecidos, botões, pin-
celadas de tinta etc. Se você achar que poderá ficar muito volumoso o Caderno, limite o uso de materiais.

TAREFA DE CASA PÁGINA 122

A caixa surpresa
Peça aos alunos que tragam um objeto incomum dentro de uma caixa de papelão que tenha um furo onde caiba a mão.
Usando as caixas que os alunos trouxeram de casa, oriente-os a fazer um exercício para mostrar que é possível desenhar
sem ver a figura. Usando o tato para perceber as formas do objeto que se quer desenhar, é possível retratar o que não se vê.

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Peça-lhes que troquem as caixas com os colegas. Oriente-os a colocar a mão dentro dela, explorar o objeto com a mão e
tentar desenhá-lo sem olhar. Como imaginam que seja esse objeto? Como são suas formas e texturas. Reforce a ideia de que
não devem olhar o objeto antes de desenhá-lo.
Após o desenho, peça aos alunos que comparem o desenho com o objeto que estava escondido na caixa. Pergunte se a ta-
refa foi difícil e por quê.
Exponha os desenhos e os objetos e estimule as crianças a fazer a correspondência entre elas. Ajude-as a classificá-los,
fazendo perguntas:
– Quais os que mais se parecem com os objetos que eles representam?
– Quais os que são muito diferentes dos objetos que representam?
Finalmente, proponha que tentem desenhar novamente o objeto, mas agora devem fazer uma cópia, observando e dese-
nhando à mão livre.
Faça uma exposição de todos os desenhos e objetos.

4. O QUE APRENDEMOS? PÁGINA 123

No final deste Bloco de aulas, proponha às crianças que desenhem e escrevam aquilo de que mais gostaram de aprender. Ao
identificarem os passos que foram mais significativos, elas tornam-se capazes de transferir o conhecimento recém-adquirido.
Organize todas as informações colhidas e faça uma exposição para que as crianças possam apresentá-las aos colegas, pais e
professores. Essas atividades consolidam o conhecimento obtido pelos alunos a partir de seu trabalho. Exponha também os de-
senhos, as esculturas e os cartazes que fizeram durante o projeto. Estimule as crianças a explicar o curso de suas aventuras duran-
te esse período.

TEXTO AUXILIAR

Biografia de Joan Miró


Joan Miró (1893-1983) é considerado um dos mais versáteis artistas do século XX.
É comum vermos Miró ser descrito como um surrealista espanhol, mas basta observar sua obra para percebermos
que Miró era muitos artistas em um só.
Miró usou pinturas, esculturas, tapeçarias, cerâmicas, teatro e muitos monumentos públicos para expressar suas ideias,
que tiveram uma influência duradoura e o tornaram um artista internacional. Tinha enorme orgulho de sua terra, a Ca-
talunha, no nordeste da Espanha, e de sua cidade natal, Barcelona, à qual também pertenciam outros artistas, como Pablo
Picasso, Salvador Dalí e Antonio Gaudí.
Os desenhos de Joan Miró sofreram forte influência das pinturas das cavernas de Lascaux e Altamira, pois ele morava
próximo a essas cavernas.
Nicholas Ross. Miró, uma introdução à vida e à obra. São Paulo: Callis, 1998. (Artistas Famosos).

Joan Miró
Contemporâneo do fauvismo e do cubismo, Miró criou sua própria linguagem artística e procurou retratar a natureza
como o faria o homem primitivo ou uma criança, que tivesse, no entanto, a inteligência de um homem maduro do século XX.
Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado,
não completou os estudos. Frequentou uma escola comercial e trabalhou num escritório por dois anos até sofrer um es-
gotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse numa escola de arte em Barcelona. Estu-
dou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de
influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.
Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam,
mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica,
ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto,
tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.
De 1915 a 1919, Miró trabalhou em Montroig, próximo a Barcelona, e em Maiorca, onde pintou paisagens, retratos e
nus. Depois, viveu em Montroig e Paris alternadamente. De 1925 a 1928, influenciado pelo dadaísmo, pelo surrealismo e
principalmente por Paul Klee, pintou cenas oníricas e paisagens imaginárias. Após uma viagem aos Países Baixos, onde es-
tudou a pintura dos realistas do século XVII, os elementos figurativos ressurgiram em suas obras.

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Na década de 1930, seus horizontes artísticos se ampliaram. Fez cenário para balés, e seus quadros passaram a ser
expostos regularmente em galerias francesas e americanas. As tapeçarias realizadas em 1934 demonstram seu interesse pe-
la arte monumental e mural. Estava em Paris no fim da década, quando eclodiu a Guerra Civil Espanhola, cujos horrores
influenciaram sua produção artística desse período.
No início da Segunda Guerra Mundial voltou à Espanha e pintou a célebre Constelações, que simboliza a evocação de
todo o poder criativo dos elementos e do cosmos para enfrentar as forças anônimas da corrupção política e social causa-
dora da miséria e da guerra.
A partir de 1948, Miró mais uma vez dividiu seu tempo entre a Espanha e Paris. Nesse ano iniciou uma série de traba-
lhos de intenso conteúdo poético, cujos temas são variações sobre a mulher, o pássaro e a estrela. Algumas obras revelam
grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica altamente elaborada, e esse contraste também aparece
em suas esculturas. Miró tornou-se mundialmente famoso e seus trabalhos foram expostos, inclusive ilustrações feitas pa-
ra livros, em vários países.
Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edi-
fício da Unesco em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte
Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, na Espanha, em 25
de dezembro de 1983.
©Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda.
Fonte: www.pitoresco.com.br/universal/miro/miro.htm

A 135
AS 124
PÁGIN

Bloco 8
AULAS 68 A 79

A HISTÓRIA DE RUPI
1. RUPI! O MENINO DAS CAVERNAS

Objetivos
Acompanhar a leitura realizada por um leitor experiente.
Ler para descobrir informações das quais necessita.
Ler para alimentar e estimular o imaginário.
Aprender a buscar indícios textuais como estratégia de leitura.
Encontrar rapidamente uma palavra numa página inteira.
Encontrar a resposta a uma pergunta num texto lido.
Emitir hipóteses possíveis sobre o conteúdo de um texto a partir da ilustração ou do título.
Escrever palavras que fazem parte do repertório da classe e do repertório pessoal.

Materiais
Livro: Rupi! O menino das cavernas, de Timothy Bush, Brinque-Book.
Livros sobre animais, principalmente aqueles que contenham textos e figuras sobre os animais que aparecem neste Bloco de
aulas.
Figuras de pinguins.
Letras móveis.
Fichas de Repertório de palavras.
Caderno de Textos.
Tesoura sem ponta e cola.

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Estratégias
1. RUPI! O MENINO DAS CAVERNAS PÁGINAS 124 A 135

PÁGINAS 124 E 125

Antes de iniciar este Bloco, converse com as crianças dizendo que Vitória será a personagem que vai acompanhá-las.
Organize um local para contar histórias de forma que as crianças fiquem atentas e confortáveis. Primeiro certifique-se de que
todas podem ver o livro. Use uma música para introduzir a hora da história (de preferência sempre a mesma).
Coloque os dois bonecos (Vitória e Luan) dentro de uma casa de papelão ou de tecido ou dentro de uma caixa. Antes de
começar a hora da história, explique às crianças que dois pequenos amigos que gostam de histórias virão ouvi-la com elas
hoje. Tire os bonecos da caixa ou da casa e coloque-os para ouvir a história perto das crianças. Quando terminar a história,
faça com que os bonecos digam adeus às crianças e coloque-os de volta na casa, onde permanecerão até a próxima leitura. Co-
loque um avental com um grande bolso e esconda dentro dele pequenos objetos relativos à história ou o que mais você jul-
gar interessante, para despertar a curiosidade nas crianças.
Ao ler a história, mostre as ilustrações e procure interpretar as reações das personagens, imitando vozes, ruídos e expressões.
Use transparências (da capa do livro), bonecos e flanelógrafo para ilustrar a história.
Apresente o livro Rupi! O menino das cavernas antes de começar a explorar as atividades do Caderno.
Comece a atividade antecipando o argumento do texto, lendo o título da história. Caso exista apenas um único exem-
plar do livro na classe, a descoberta é feita passo a passo.
Estimule as crianças a observar a capa (frente e verso). Peça aos alunos que emitam todas as hipóteses possíveis sobre o
conteúdo do livro a partir das ilustrações e do título.
Além do título, chame a atenção para os nomes do autor, do ilustrador, do editor e, também, das pessoas que trabalha-
ram na publicação do livro.
Após a exploração da capa, peça às crianças que abram o Caderno na página 124. Leia com elas o texto que introduz o
Bloco de aulas e chame a atenção sobre a figura da capa do livro.
Peça-lhes que identifiquem, no título, a palavra RUPI e o subtítulo: O MENINO DAS CAVERNAS.
Usando as letras móveis, proponha às crianças que escrevam a palavra RUPI e a frase: O MENINO DAS CAVERNAS. Peça que
separem as letras que vão utilizar. Encaminhe a atividade:
– Quantas letras há na palavra que representa o nome do menino? (Rupi.) Há alguma letra repetida?
– Quantas palavras há no título do livro? Há palavras repetidas?
Encaminhe a seção Trocar ideias e as atividades propostas na página 125. Explique aos alunos que devem contar apenas os
animais que aparecem na capa, e não na contracapa. Devem ser contados mesmo aqueles que só estão representados por uma
única parte.

PÁGINA 126

Volte à leitura do livro. Leia-o por etapas, episódio por episódio, e vá fazendo paralelo com os assuntos que viram no Bloco
anterior, sobre o homem pré-histórico.
Procure se apoiar na própria divisão do livro, em geral uma ou duas páginas duplas ou um bloco de páginas que se re-
lacionam, para segmentar a leitura.
Antes de realizar as atividades propostas nesta página, leia o livro até a página em que Rupi está sentado na praia, de-
senhando pinguins.
Converse com os alunos sobre os pinguins. Pergunte: conhecem este animal? Peça a eles que o representem com dese-
nhos. Estimule a conversa entre os alunos enquanto desenham; dessa forma podem comparar suas representações e falar
sobre elas.
Vá com as crianças à biblioteca da escola para que possam consultar livros com informações sobre essa ave: o que come,
onde vive, como se locomove, como nasce, quantas patas tem. Disponha algumas fotos de pinguins na classe para que pos-
sam confrontar seus desenhos com as imagens. Após essa atividade, encoraje-os a representar novamente os pinguins por
meio de desenhos.
Peça a eles que formem a palavra pinguim com as letras móveis. Pergunte quantas letras usaram e quais as letras que usa-
ram mais de uma vez.
Em seguida, leia sobre o aparecimento dos pinguins até a fase em que Rupi desenha nas paredes da caverna.
Encaminhe as atividades desta página, após a seção Trocar ideias, e leia a frase em destaque.

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Explique aos alunos que, quando falamos, as palavras parecem estar todas juntas. Quando escrevemos, sempre há espaços
entre elas. Peça a eles que pintem os espaços entre as palavras dessa frase. Peça que contem o número de palavras que há na fra-
se, registrem essa quantidade no Caderno e selecionem a palavra que tem oito letras.

RUPI COMEÇOU A DESENHAR NAS PAREDES DAS CAVERNAS

PÁGINA 127

Retome a leitura do livro de Rupi (página dupla, na qual aparece Rupi pintando nas paredes da caverna) para que as crianças
descubram os nomes dos animais que foram desenhados pelo garoto da história: pinguins, mamutes, bisões, veados, rinoce-
rontes, bodes, cavalos.
Se houver livros na escola ou uma biblioteca de classe, proponha uma pesquisa sobre esses animais, mostrando que evoluí-
ram desde o tempo das cavernas.
Chame a atenção das crianças para as ações do menino: desenha nas paredes de pedra das cavernas. Relembre que em al-
gumas cavernas foram encontradas inúmeras pinturas feitas pelos nossos ancestrais, retratando animais e cenas de caça, e que
essas pinturas são chamadas de pinturas rupestres, ou seja, gravadas ou traçadas na rocha. Ajude os alunos a relacionar o no-
me Rupi com o fato de ele desenhar nas paredes das cavernas: Rupi – rupestre.
Aproveite todas as oportunidades para relacionar a história de Rupi à história dos nossos ancestrais. Estimule as crianças a
perceber as diferenças que existem entre o tipo de vida das crianças daquela época e as de agora.
Usando as letras móveis, proponha a escrita dos nomes dos animais que Rupi desenhou.
Oriente o recorte e a colagem das figuras do anexo 10.
Peça às crianças que escrevam os nomes dos animais, usando como modelo os nomes escritos com as letras móveis.
Observação
É importante que a criança tenha várias oportunidades de confrontar sua produção escrita com a do adulto e, desde ce-
do, comece a conhecer as regras que regem nossa escrita.
PÁGINA 128

Continue lendo a história. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção das crianças sobre o exagero dos caçadores ao
exigir que Rupi fizesse aparecer tanta comida. Faça com que percebam, ao longo da história de Rupi, que o excesso de consumo
de carne pelos membros da tribo acaba sendo prejudicial a todos (consumo predatório).
Converse com as crianças sobre o que poderá acontecer se os caçadores continuarem a caçar mais do que precisam pa-
ra sobreviver.
Procure fazer paralelos com as situações de vida das crianças (consumo exagerado) e das comunidades que não preservam
os recursos naturais que são a fonte de vida para todos os seres do planeta.
Poderá ser desencadeado um projeto sobre Preservação da natureza caso seja de interesse das crianças e da comunidade escolar.
Convide os alunos a imaginar como vai terminar a história e proponha a eles que, em duplas, discutam e registrem com de-
senhos, nesta página, as suas ideias sobre o final da história, que não precisa ser igual à ideia do autor.
Observação
Leia a última parte do livro somente após as atividades desta página.
PÁGINA 129

Leia a quarta e última etapa do livro e peça às crianças que confrontem as suas versões sobre o final com a do autor,
Timothy Bush, verificando as semelhanças e as diferenças entre elas.
Converse com as crianças sobre a decisão tomada por Rupi como chefe do grupo: começar a plantar e colher os alimentos
que vão consumir.
Pergunte: como eles obtinham os alimentos antes de começar a plantar? (Caçando e colhendo frutos e raízes que nasciam nos
campos.) E depois da decisão de Rupi, o que eles precisariam fazer? (Plantar, esperar crescer e colher.) O que isso mudava na vida
destes grupos? (Os homens começaram a ficar nas terras onde plantavam porque precisavam esperar as plantas crescerem para
poder colhê-las.)
Peça aos alunos que desenhem no Caderno como terminou a história de Rupi, de acordo com a visão do autor.
Encaminhe as questões propostas na seção Trocar ideias.
Observação
Leia os textos informativos para o professor e converse sobre ele com as crianças.

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TEXTOS INFORMATIVOS

Agricultura, a primeira revolução


Mesmo com os avanços técnicos, os homens continuavam a se deslocar em busca de melhores campos de caça, embora
ainda sentissem a ameaça da fome.
A inteligência humana tinha conseguido desenvolver técnicas de caça e pesca, e o conhecimento dos homens já per-
mitia saber as épocas e os lugares para a coleta. Mesmo assim, conseguir comida ainda dependia de sorte.
Os povos caçadores e coletores conheciam havia muito tempo o trigo e a cevada. Eles colhiam seus grãos e faziam
farinha, produto muito importante na alimentação desses povos.
Quando a caça escasseava, os grupos demoravam-se mais junto às áreas em que nasciam essas plantas. A permanência
mais demorada levou-os a perceber que a semente germinava e dava origem a uma nova planta. Dessa observação para co-
meçarem a semear foi um passo: estava descoberta a agricultura.
Martins. História. São Paulo: FTD, 1997.

Plantar vegetais e criar animais para poder ficar


À medida que adquiriam experiência, os seres humanos puderam observar e aprender que as plantas nasciam onde as
sementes caíam, e tiveram a ideia de semear próximo de sua moradia. Surgiu assim a agricultura. Também passaram a do-
mesticar e a criar animais, diminuindo a necessidade de caça, perigosa e incerta. Surgia, desse modo, a pecuária. O apren-
dizado das técnicas agrícolas e pecuárias permitiu aos homens tornarem-se sedentários, formando povoados permanen-
tes. Em vez de se instalarem em novos abrigos todas as vezes que partiam em busca de comida, tinham agora a escolha de
ficar num lugar só, construir e aperfeiçoar as moradias.
Tânia Fontolan e Silvia Helena A. B. Brandão. Livro-Texto 1, 6o ano do Ensino Fundamental.
História. Anglo Sistema de Ensino. São Paulo. 2004.

PÁGINAS 130 E 131

Peça aos alunos que observem as figuras de animais da página 130, chamando a atenção para as quantidades que há em cada
grupo.
Pergunte:
– Quantos mamutes há? (sete)
– Quantos pinguins há? (oito)
– Quantos bodes há? (cinco)
– Quantos rinocerontes há? (três)
– Quantos cavalos há? (seis)
– Quantos bisões há? (quatro)
– Onde há mais animais? Onde há menos?
Peça aos alunos que registrem nas linhas as quantidades que representam o número de animais. Em seguida, explique que
vão escolher uma cor para cada espécie e vão pintar o quadrinho que está abaixo de cada grupo de animais. Cada quadrinho fi-
cará de uma cor. Não poderá haver cores repetidas.

Construção do gráfico:
• Oriente a pintura do gráfico que aparece na página 131, solicitando os alunos que pintem as colunas em ordem decrescente,
de acordo com a quantidade de animais que aparece em cada quadro da página 130. A coluna maior terá a mesma cor que a
do quadrado que está ao lado dos pinguins, pois é o grupo que possui mais animais. As colunas seguintes devem ser pintadas
de acordo com a seguinte ordem: a segunda maior coluna da mesma cor que o quadro dos mamutes, depois virão os cavalos,
os bodes, os bisões e, por fim, os rinocerontes.
Encaminhe as questões que devem ser respondidas observando o gráfico.
– Qual a espécie de animal que Rupi mais desenhou? (pinguins)
– Qual a cor da coluna que representa os mamutes? (de acordo com a cor escolhida)
– Que espécie de animal representa a última coluna, à direita? (rinocerontes).

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 104 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
PÁGINA 132

Analise as palavras que estão dentro do quadro, antes do preenchimento da cruzadinha. Peça que contem o número de
letras de cada palavra. Pergunte:
– Quais palavras são formadas por seis letras? (cavalo e mamute).
– Qual a palavra formada pelo menor número de letras? (boi).
Oriente o preenchimento da cruzadinha. Ao término da atividade, peça que verifiquem se sobrou algum quadradinho
sem letra. Caso isso tenha ocorrido, estimule-os a descobrir o que aconteceu e como podem resolver o problema.

PÁGINAS 133 E 134

Introduza a atividade da página 133, dizendo aos alunos que vão brincar de detetives. Nessa página existe uma mensa-
gem para ser decifrada.
Pergunte-lhes se conseguem descobrir como poderão desvendar esse mistério.
Socialize as repostas dos alunos e, se não conseguirem descobrir o enigma, forneça a seguinte pista: cada desenho
corresponde a uma letra.
Mensagem: GOSTOU DA HISTÓRIA DO RUPI?
A atividade poderá ser feita em duplas, porém o registro é individual.
Introduza a atividade da página 134. Explique que agora eles escreverão uma mensagem para um colega. Em cada quadrinho
desenharão um símbolo para representar a letra. Nas linhas, escreverão a mensagem, também usando símbolos. Em seguida, pe-
ça às crianças que cada uma delas entregue o Caderno para o colega ler a mensagem. Verifique se todos receberão mensagens.

PÁGINA 135

Encaminhe a seção Trocar ideias. As imagens representam duas situações opostas: na primeira, o homem está cercado de ár-
vores e no centro tem uma fogueira que emite alguma fumaça. Na segunda, o homem está cercado por fumaça (poluição) e no
centro tem apenas uma planta, muito pequena.
Chame a atenção para as roupas que os homens usam nas duas situações. Verifique se percebem que elas indicam tempos
e maneiras diferentes de viver.
Peça aos alunos que registrem suas conclusões.
Depois, oriente o recorte e a montagem do quebra-cabeça do anexo 12.

A 136
PÁGIN

Bloco 9
AULA 80

O QUE APRENDEMOS
TEXTO COLETIVO
Objetivos
Refletir sobre procedimentos de organização.
Localizar a informação de maneira temporal.
Descrever atividades realizadas ou fatos observados.
Aprender procedimentos de escrita.

Estratégias
PÁGINA 136

Converse com os alunos sobre os temas tratados no Caderno 1, estimulando-os a falar sobre as atividades de que mais gostaram.
Recapitule os Blocos de aulas e faça com que compartilhem os conhecimentos adquiridos com os colegas.
Ordene as ideias do grupo e selecione as mais adequadas para a realização do texto coletivo.
Elabore coletivamente o pré-texto.
Proponha a escrita, em pequenos grupos, com a presença direta do professor.
Faça a leitura e a revisão dos resultados, respeitando a fidelidade do conteúdo.
Refaça o texto e convide as crianças a passá-lo a limpo nesta página.

E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 105 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O
X. BIBLIOGRAFIA

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COLL, C., PALACIOS, J., MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: psicologia evolutiva. Porto Alegre: Artmed, 1995.
COLL, POZZO, SARABIA, VALLS. Os conteúdos na reforma-ensino e aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes. Porto
Alegre: Artmed, 1998.
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COSTA, Maria Luiza Andreozzi. Piaget e a intervenção psicopedagógica. São Paulo: Olho d’Água, 1997.
CUMMING, Robert. Para entender a arte. São Paulo: Ática, 1995.
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GARDNER, Howard, FELDMAN, David Henry, KRECHEVSKY, Mara. Atividades iniciais de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed,
2001. v. 2.
GILLIG, Jean-Marie. O conto na psicopedagogia. Porto Alegre: Artmed, 1999.
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REILY, Lúcia Helena. Atividades de artes plásticas na escola. São Paulo: Pioneira, 1986.
SASSON, Sezar, SILVA JUNIOR, César. Biologia. São Paulo: Saraiva. 1999.
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SENGE, Peter. Escolas que aprendem. Porto Alegre: Artmed. 2005.
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SOUZA, Osvaldo Rodrigues de. História geral: da pré-história aos últimos fatos de nossos dias. São Paulo: Ática, 1981.
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ZABALA, A. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto Alegre: Artmed, 1998.
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E N S I N O F U N D A M E N TA L • 1 º- A N O • C A D E R N O 1 107 S I S T E M A A N G LO D E E N S I N O