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Universidade de São Paulo

PHD 3307
Hidrologia Aplicada Escola Politécnica
Departamento de Engenharia Hidráulica
e Ambiental

Instrumentos de medição
hidrometeorológicos

Aula 5

Prof. Dr. Arisvaldo Méllo


Prof. Dr. Joaqui I. Bonnecarrere
Características climáticas

▪ Temperatura do Ar
▪ Pressão atmosférica
▪ Evaporação
▪ Radiação solar
▪ Umidade relativa do ar
▪ Ventos
▪ Precipitação
Estação hidrometeorológica

Fonte: Sabesp
Temperatura do ar

▪ Variação no tempo
❑ Estação do ano
❑ Hora do dia

▪ Variação no espaço
❑ Latitude e altitude
❑ Vegetação

❑ Presença de massas de água


Sazonalidade da temperatura no globo
Aparelhos de medição da temperatura do ar

▪ Termômetro de máxima
❑ coluna de mercúrio dilata quando
temperatura aumenta. Na redução de
temperatura a coluna é rompida por uma
constrição do bulbo. Escala +10°C a +50°C
▪ Termômetro de mínima
❑ coluna de álcool se retrai quando
temperatura diminui. Na subida o halteres se
fixa na posição. Escala -20°C a +40° C
Termômetro de máxima

Constrição
Constrição Líquido
Líquido

Bulbo
Bulbo Tubo
Tubo Escala
Escala
Termômetro de mínima

Temperatura Mínima (11º C)

Temperatura Atual (16º C)

5 10 15 20

Tubo Marcador Menisco


Termômetro de máxima e de mínima
Aparelhos de medição da temperatura do ar

▪ Termógrafo
❑ um par solidário bi-metálico com coeficientes de dilatação
térmica diferentes se deforma com a variação da
temperatura. A deformação é conduzida a um registrador
gráfico
▪ Frequência de leituras: 7, 9, 15, 21 horas
▪ Local de instalação: abrigo ventilado
Abrigo de termômetros

Fonte: CTH/DAEE
Fonte: Sabesp
Pressão atmosférica

Atmosfera

Monte Everest
Pressão atmosférica

▪ Variação com
❑ Altitude
❑ Umidade do ar

▪ Medida com
❑ Barômetros
❑ Barógrafos
Barômetro aneróide

Sistema de
ponteiro
Célula Aneróide
Barômetro aneróide

Fonte: CTH/DAEE
Barógrafo aneróide

Caixadedeproteção
Caixa proteção

Papel
Papeldede
registro sobre
registro o cilindro
sobre o cilindro
Alavancas
Alavancas
amplificadoras
amplificadoras
Célula
Célula
Aneróide
Aneróide
Traçoa atinta
Traço tinta
Barógrafo aneróide semanal

Fonte: CTH/DAEE
Barômetro de mercúrio
Evaporação

Variação com
❑ Presença de
Vento
massas de Temperatura
água
❑ Temperatura
Evaporação
❑ Ventos

❑ Umidade do ar
Instrumentos de medida da evaporação

▪ Tanque Classe A
▪ Tanque enterrado (GGI)
▪ Tanque de 20 m2
▪ Tanque flutuante
▪ Evaporígrafo de balança
▪ Atmômetros
Atmômetro

Cilindro graduado

Placa
porosa

Dispositivo de sucção
constante
Atmômetro de Piché
Tanque Classe A

Fonte: Sabesp
Tanque Classe A

Termômetro
Flutuante e
Micrômetro

Fonte: Sabesp
Evaporígrafo

Fonte: Sabesp
Radiação solar

▪ Um dos fatores determinantes do tempo e


do clima
▪ Afeta processos físicos (aquecimento e
evaporação), biofísicos (transpiração) e
biológicos (fotossíntese)
▪ Instrumentos de medição
❑ Heliógrafo: Esfera de Cristal que mede a
duração da insolação local
❑ Actinógrafo: Mede o nível de energia
incidente no solo
Distância Terra-Sol Distância Terra-Sol
(D)  1,47*108 km (D)  1,52*108 km

Grego Grego
“peri ” = próximo “af ” = distante
“helio” = sol

Como a distância Terra-Sol varia continuamente ao


longo do ano, a irradiância solar extraterrestre
também variará.
Unidades de radiação

• Valores instantâneos
– W/m2 = J/m2.s  SI 1 cal = 4,18 J
1 cal/cm2.min = 696,67 W/m2
– cal/cm2.min  ST 1 Langley = 1 cal/cm2
• Valores diários
– MJ/m2.dia  SI 1 MJ/m2.dia = 23,923 cal/cm2.dia
– cal/cm2.dia  ST
Heliógrafo

❑ Registram o número de horas de insolação


(horas em que o sol realmente brilhou)
❑ Constituído de uma esfera de vidro transparente,
suspensa nas extremidades de um arco metálico
❑ Os raios solares são convergidos pela esfera
sobre o heliograma (tira de cartolina especial
fixada na concha metálica), queimando-o.
Heliógrafo

Fonte: CTH/DAEE
Heliógrafo

Fonte: Sabesp
Heliogramas
Actinógrafo

• Actinógrafo (ou salarímetro):


– Registram a quantidade de energia solar incidente na
superfície da terra (radiação global)
– Constituídos de placas bimetálicas (negras e brancas) que
absorvem radiação, dilatando-se diferentemente
– A dilatação é amplificada e transmitida por um sistema de
alavancas que aciona uma pena que registra o movimento
no diagrama (actinograma) fixo em um mecanismo de
relojoaria

Placas bimetálicas,
cobertas por uma cúpula
de vidro ou quartzo, que
Sistema de registro impede que as ondas
mecânico longas atinjam as placas
Actinógrafo

Fonte: Sabesp
Umidade relativa do ar

▪ Definição
❑ Pressão de vapor local / Pressão de
saturação
▪ Medida com
❑ Psicrômetro: termômetros de bulbo seco
e úmido Usamos em Janelas

❑ Higrógrafos
Umidade relativa do ar

Umidade relativa de um volume de ar é a


relação entre a quantidade de vapor de
água que ele contém e o que conteria se
estivesse saturado.

P saturação Pvapor
UR =
P vapor água Psat
Pressão parcial de saturação do vapor de
água em função da temperatura

 17, 269  T 
es = 0, 61078  exp  
 T + 237,3 

Déficit de
saturação (es – ea)

Temperatura do
ponto de
orvalho
Psicrômetro
Umidade do ar

ea
UR = 100
es
• Obtida com o psicrômetro
– Termômetro de bulbo seco (t)
– Termômetro de bulbo úmido (tu)
• A água da gase evapora subtraindo energia do bulbo úmido
(tu < t)
ea = esu −  ( t − tu )

ea – pressão parcial atual do vapor de água do ar, kPa


esu – pressão parcial de saturação à temperatura do termômetro úmido (tu), kPa
t – temperatura do ar (termômetro seco), oC
tu – temperatura do bulbo úmido, oC
 - constante psicrométrica: 0,062 kPa/oC para psicrômetros ventilados e 0,074 kPa/oC
para psicrômetros não ventilados
Aplicação

• As temperaturas de um psicrômetro não ventilado, em


determinado local foram t = 25,3oC e tu = 19,8oC. Qual a
UR?
 17, 269  T 
ea = esu −  ( t − tu )
ea
es = 0, 61078  exp  UR = 100

 T + 237,3  es

 17, 269  25,3 


es = 0,61078  exp   = 3, 22 kPa
 25,3 + 237,3 

 17, 269 19,8 


esu = 0,61078  exp   = 2,31 kPa
 19,8 + 237,3 

ea = 2,31 − 0, 074  ( 25,3 − 19,8 ) = 1,9 kPa

1,9
UR = 100 = 59,1%
3, 22
Termo - Higrógrafo
Termo – Higrógrafo digital

Fonte: Sabesp
higrógrafo

Alavancas Papel de registro sobre o cilindro


Amplificadoras

Feixes de
Cabelos Alavancas
Humanos Amplificadoras

Traço a tinta

Parafuso
de ajuste
Ventos

Importante para
❑ Aproveitamento energético

❑ Esforços em grande
estruturas
❑ Ondas em reservatórios

Medição com
❑ Anemômetros: mede só
velocidade
❑ Anemógrafos: mede
velocidade e direção dos
ventos
Anemógrafo

Fonte: Sabesp
Registro do anemógrafo

Fonte: CTH/DAEE
Anemograma

Fonte: Sabesp
Anemograma

Fonte: CTH/DAEE
Precipitação
Pluviômetro

Fonte: CTH/DAEE
Pluviômetro

Fonte: CTH/DAEE
Pluviômetro Paulista

Fonte: CTH/DAEE
Pluviômetro de Plástico

Fonte: CTH/DAEE
Pluviógrafo

Fonte: CTH/DAEE
Pluviógrafo de bóia (semanal)

Fonte: CTH/DAEE
Pluviômetro automático

Instalação Pluviômetro de Báscula

Fonte: SAISP/FCTH
Estação pluviométrica com telemetria

Painel de controle
Abrigo de Instrumentos

Fonte: SAISP/FCTH
Rede telemétrica (Esquema da Estação)

Fonte: SAISP/FCTH
Pluviômetro
Rede Hidrológica básica do Estado de São
Paulo

Desde 1951 o DAEE/CTH opera a Rede Hidrológica Básica do Estado de São Paulo, sendo
ela constituída por estações fluviométricas e pluviométricas abrangendo o território
estadual.

• 1000 postos pluviométricos


• 130 postos pluviográficos
• 140 postos fluviométricos
• 50 postos fluviográficos
• 10 postos sedimentométricos
• 24 estações meteorológicas

Postos pluviométricos do estado de São Paulo


Rede telemétrica em São Paulo

▪ Foi implementado no ano de 1977, com o objetivo de


monitoramento automático de chuvas e níveis dos
principais rios da bacia do Alto Tietê
▪ Redes operadas pelo Sistema de Alerta a Inundações do
Estado de São Paulo – SAISP (FCTH)
▪ Principais redes
❑ Rede Telemétrica do Alto Tietê: 42 postos
❑ Rede Telemétrica Cubatão: 7 postos
❑ Rede Telemétrica SABESP: 31postos
❑ Rede Telemétrica Piracicaba (Bacia PCJ): 15 postos
❑ Estações Meteorológicas: 21 postos
❑ Piscinões SIURB: 4 postos
❑ Piscinões DAEE: 42 postos
Radar Meteorológico

Instalado no ano de 1988, na


Barragem de Ponte Nova
(município de Biritiba-Mirim),
cabeceira do Rio Tietê.

Fonte: SAISP/FCTH
Radar Meteorológico

▪ São empregadas ondas


eletromagnéticas de alta
energia para se alcançar
grandes distâncias
▪ As ondas eletromagnéticas
ao passarem por uma
nuvem, causam em cada
gota uma ressonância na
frequência da onda
incidente, de modo que
cada gota produz ondas
eletromagnéticas,
irradiando em todas as
direções
Radar Meteorológico

▪ MARSHALL e PALMER (1948) deduziram uma relação entre


refletividade (R) e taxa de precipitação (Z) a partir do espectro
de gotas observado em sistemas de precipitação estratiforme

Z = A.R b

A e b – são parãmetros a serem calculados (A = 200 e b = 1,6)


▪ CAPPI - é um produto que disponibiliza ao usuário o campo de
precipitação em um plano de altitude constante (DAEE 3 km,
com resolução de 2 km2)
▪ Esse campo mostra a localização e a intensidade da chuva e
normalmente é disponibilizado em tempo real de 5 em 5
minutos
Radar Meteorológico

Raio de cobertura do
radar é de 240 km, com
resolução de 2x2 km ou
com raio de 120 Km com
resolução de 1x1Km

Fonte: SAISP/FCTH
Imagem de satélite
Evento de chuva

01 / 10 / 2001

mm/h
Chuva Acumulada pelo Radar

01 / 10 / 2001

mm
Chuva acumulada em alguns postos da Rede
Telemétrica
Alto Tiete - 14 JAN 2002 19:00
Posto Pluviometria (mm)
Ponte Nova 15.0
Estaleiro 10.5
Belenzinho 12.7
Limão 23.1
Pirajussara 3.6
Taiaçupeba 3.2
Barragem Jundiaí 4.0
Riacho Grande 8.7
Rudge Ramos 23.8
Ribeirão dos Meninos 21.3
Vila Prosperidade 14.4
Vila Mariana 13.1
Bom Retiro 19.8
Cabuçu de Cima 5.6
RADAR 4.5

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