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Claudina Eurigilio Mulomba

Analise do Processo de Avaliação nas Escolas Moçambicanas sob Enfoque das


Reprovações em Massa A partir do ano 2009

(Licenciatura em Ensino de Biologia com Habilitações Em Gestão de Laboratório)

Universidade Rovuma
Extensão de Niassa
2020
Claudina Eurigilio Mulomba

Analise do Processo de Avaliação nas Escolas Moçambicanas sob Enfoque das


Reprovações em Massa A partir do ano 2009

(Licenciatura em Ensino de Biologia com Habilitações Em Gestão de Laboratório)

Trabalho Referente à cadeira de Didáctica


de Biologia IV a ser entregue no
Departamento de Ciências Naturais e
Matemática, para fins avaliativos. Sob
orientações da MSc; Francelina Gavicho
Uarrota

Universidade Rovuma

Extensão de Niassa

2020
Índice
Pág.
Conteúdos
1. Introdução ............................................................................................................. 3
1.1. Objectivo ............................................................................................................ 3
1.1.2. Geral ............................................................................................................... 3
1.2. Específico........................................................................................................... 3
2. Metodologia ........................................................................................................... 3
3.A educação escolar ........................................................................................................ 4
3.1.Políticas de educação e a sua implementação em Moçambique (1975 – aos nossos
dias) .................................................................................................................................. 4
3.2. Insucesso escolar................................................................................................ 4
4.Avaliação da Aprendizagem .......................................................................................... 5
4.1. Analise das Reprovações em Massa .................................................................. 5
4.2. Ano Lectivo 2009 .............................................................................................. 5
4.3. Ano Lectivo 2010 e 2011 ................................................................................... 5
5.Ano Lectivo 2012 e 2013 .............................................................................................. 6
5.1. Causas ................................................................................................................ 6
5.2. A culpar os alunos .............................................................................................. 6
5.3. A culpar os professores ...................................................................................... 6
5.4. A culpar as autoridades administrativas ............................................................ 6
5.5. A culpar o sistema de educação ......................................................................... 6
6.Ano Lectivo 2014 .......................................................................................................... 7
6.1. Ano Lectivo 2015 e 2016 ................................................................................... 7
6.2. Ano Lectivo 2017 .............................................................................................. 7
6.3. Ano Lectivo 2018 e 2019 ................................................................................... 7
7.Conclusão ...................................................................................................................... 8
8.Bibliografias .................................................................................................................. 9
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1. Introdução
O insucesso escolar constitui um dos grandes problemas do sistema educativo formal,
em Moçambique. Existe por várias razões, tais como o abandono da escola antes da
conclusão do ciclo, as reprovações anteriores que dão lugar a grandes desníveis entre a
idade cronológica do aluno e o nível escolar em que se encontra, a falta de materiais
pedagógicos, os métodos usados pelos professores. Quaisquer que sejam as razões ou
fundamentos apontados pelos pais e encarregados de educação, fica claro o seu
envolvimento direto no fracasso e possível abandono escolar dos seus educandos pois,
nalgum momento, duvidam da pertinência da aprendizagem na escola pública em
Moçambique. As consequências do insucesso poderão manifestar-se de formas
diferentes e têm sempre na base uma forte desmotivação, uma baixa auto-estima e um
baixo auto conceito académico. Quando o aluno sente que apesar do seu esforço não
consegue obter sucesso, abandona a tarefa escolar e deixa de ir às aulas. A imagem que
alguns estudantes têm de si é muito negativa (auto - conceito académico), por isso
procuram investir em actividades em que o sucesso é mais acessível.

1.1. Objectivo

1.1.2. Geral
 Analisar o processo de avaliação nas escolas moçambicanas sob enfoque das
reprovações em massa a partir do ano de 2009.

1.2. Específico
 Descrever r as características do ensino em moçambique

2. Metodologia
A metodologia usada para a realização do presente trabalho foi na consulta
bibliográfica.
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3. A educação escolar
Educação, sistemas, políticas e processos educativos têm-se tornado questões centrais
nas sociedades contemporâneas. A discussão implica uma reflexão sobre o próprio
conceito de educação e as teorias atinentes. Para o efeito, parece sensato partir para a
abordagem dessas teorias tendo como base, considerando “toda e qualquer reflexão
sobre a educação que inclua uma análise dos problemas e das propostas de mudança;”
reflexão sobre as finalidades da educação, a noção de aprendizagem, os papéis dos
docentes, o lugar do estudante, o alcance dos conteúdos e a pertinência sociocultural da
educação, como teoria da educação.

3.1.Políticas de educação e a sua implementação em Moçambique (1975 –


aos nossos dias)
Em Moçambique, a herança colonial na Educação consistiu em um “sistema”
discriminatório, com programas e materiais escolares histórica e geograficamente
distorcidos, alienantes e impregnados de uma carga ideológica colonial. Este facto levou
a que, logo após a independência nacional, as novas autoridades do país,
especificamente o Ministério da Educação e Cultura (MEC) procedesse à introdução de
reformas pontuais urgentes, mormente em algumas disciplinas escolares; como Língua
Portuguesa, História e Geografia (Buendia, 1999: 238-239).

3.2. Insucesso escolar


A forte heterogeneidade dos alunos numa mesma turma, ao nível dos seus
conhecimentos, do domínio da língua, dos seus perfis e ritmos de aprendizagem, dos
saber- fazer, das suas potencialidades, mas também a presença de diferenças de idade,
de ordem afetiva, de origem social, levou a necessidade social da consideração em aula
do aluno com as suas diferenças (Altet, (1997).

Currículo local é um termo relativamente recente no vocabulário educacional em


Moçambique. Contudo, Maleu et al. (1990: 89) afirmam que a tomada de decisão
baseada no contexto local sobre matérias de ensino não é uma ideia nova, mas sim uma
forma que emerge periodicamente quando a educação pública se encontra desajustada
da realidade vigente. No caso moçambicano, o Currículo Local (CL) é uma componente
do Currículo Nacional (CN), correspondente a 20% do total do tempo previsto para a
leccionação de cada disciplina. Esta componente é constituída por conteúdos definidos
localmente como sendo relevantes para a integração da criança na sua comunidade
(INDE, 1999:28).
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4. Avaliação da Aprendizagem
O processo de avalição consiste essencialmente em determinar em que medida os
objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados pelo programa do currículo e
do ensino”. O processo avaliativo deve levar em consideração o contexto do aluno,
proporcionar ao professor mudanças, alterações em seu decorrer, ou seja, caso o
professor detecte algo diferente, o mesmo possa ter autonomia suficiente para modificar
seu plano pedagógico, abrir mão de um instrumento ou técnica avaliativa por outro que
julgar pertinente a situação atual.

4.1. Analise das Reprovações em Massa

4.2. Ano Lectivo 2009


Causas

O excesso de pobreza das famílias;


O desleixo dos pais/ falta de interesse dos pais;
O trabalho infantil.
A fraca qualidade do nosso ensino se deve à caracterização em muitos casos,
pela pobreza absoluta.

4.3. Ano Lectivo 2010 e 2011

Causas
O baixo rendimento do aluno é apontado como resultado da ineficácia do
professor ou do fraco domínio de conteúdos temáticos;
Professores não dão aulas, não tem moral de chumbar ninguém, daí que optam
em passar todos;
Existe ainda professores que se deixam levar por suborno por parte dos seus
alunos;
Existe ainda professores que não dam aulas, preferem dar trabalhos em grupo.
O insucesso escolar como um problema decorrente das técnicas metodológicas
de ensino usadas pelo professor, presumivelmente não adequadas aos alunos.
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5. Ano Lectivo 2012 e 2013

5.1. Causas

5.2. A culpar os alunos


É habitual referenciar-se o abandono escolar como um fenómeno complexo de
causalidades múltiplas, conjugando-se fatores de natureza individual, de origem familiar
e social e outros relacionados com o meio envolvente, com o sistema educativo e com o
mercado de trabalho. Todavia, o enfoque das investigações sobre abandono na
instituição escolar e nos seus processos colocou em evidência a fortíssima relação deste
com a “retenção” e o insucesso, remetendo para uma conceção de abandono escolar
enquanto processo que começa na escola, possuindo este um papel ativo na
problemática.

5.3. A culpar os professores


Inadaptação à escola
Interesse por outras atividades
Responsabilidades e problemas familiares
Nível de instrução considerado insuficiente para a atividade profissional
Problemas financeiros
Necessidade de começar a trabalhar

5.4. A culpar as autoridades administrativas


Culpa as autoridades administrativas (por fragilidades no controlo e na supervisão do
processo pedagógico) Assim, mais do que anunciar uns culpados que a sociedade civil
já tinha identificado, o MINEDH deve indicar para posições de chefia personalidades de
reconhecida competência. Como encontrar tais personalidades? Na caixa abaixo
encontram-se alguns exemplos de boas práticas seguidas em outros países: têm maior
poder do que em Moçambique. MINED. (2006).

5.5. A culpar o sistema de educação


MINEDH teve o cuidado de admitir que também é culpado, ele por não cuidar do
apetrechamento de laboratórios e bibliotecas, pelo número elevado de alunos que
autoriza por turma e pelo número elevado de disciplinas que colocou na 10ª classe.

O sistema educacional é (ou devia ser) uma cadeia produtiva (para produzir cidadãos
preparados para a vida social e económica) e isso justifica um investimento financeiro
como aquele (e, na verdade, a nossa advocacia é a de que devia ser mais alto).
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6. Ano Lectivo 2014


Causas

Inadaptação à escola

Interesse por outras actividades

Problemas financeiros

Muitos professores não se preocupam com a higiene e planificação das suas aulas.

Os pais e encarregados de educação não fazem o acompanhamento dos seus


educandos na escola.

6.1. Ano Lectivo 2015 e 2016


Causas

Fraca qualificação, fraco empenho, fraca assiduidade, baixa motivação, subornos e


incumprimento dos programas curriculares por parte dos professore;
Mau acompanhamento dos seus educandos;

Fragilidades no controlo e na supervisão do processo pedagógico;

A limitação do acesso ao exame baseada na nota mínima de 8;

Falta de apetrechamento dos laboratórios e bibliotecas, pelo número elevado de


alunos por turma;

6.2. Ano Lectivo 2017


Causas

A falta de material escolar;


Fragilidades no controlo e na supervisão do processo pedagógico;
A falta de interesse nos estudos por parte dos alunos.

6.3. Ano Lectivo 2018 e 2019

Causas
Desajuste no modelo de ensino;
As fragilidades no controlo e na supervisão do processo pedagógico.
Ataques militares que se perpétuo nalgumas regiões do pais;
Catástrofes naturais, no caso de ciclone.
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7. Conclusão
No que diz respeito às práticas escolares, concluímos que o método do ensino centrado
no aluno é praticado de forma deficiente, devido a uma aparente confusão entre este
método e a introdução quer do Currículo Local nas escolas do Primário, quer da
disciplina de empreendedorismo, que sendo uma inovação é vista pelos professores
locais como um método de ensino. Dizer que à medida que os percursos educativos e
formativos se flexibilizam – com a diversificação de vias educativas e formativas – e se
tornam mais dinâmicos – com o aumento das possibilidades de formação ao longo da
vida – tornam-se mais fluidas as fronteiras entre estar dentro e fora da escola - ou do
centro de formação, associação ou qualquer outra entidade que promova ou certifique
competências e conhecimentos – vão surgindo dificuldades acrescidas de monitorização
do abandono escolar.
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8. Bibliografias
1. BÁRTOLO CAMPOS (2011). Relatório de Avaliação do PEEC: Volume IV.
Ensino Superior. Grant TF 92651-Moz / Processo FASE 230/09/UGEAS/S, Janeiro
2011.
2. CONSELHO DE MINISTROS (2006). Plano Estratégico de Educação e Cultura
2006-2010/2011.
3. GOVERNO (2006 a). Plano estratégico de Educação e Cultura 2006 – 2010/11.
4. MINED (2010). Documento Analítico para a Proposta do Plano Estratégico de
Educação 2011-2015 de Sofala.
5. MINED, DIPLAC (2010). Uma análise sobre a evolução do Sector Educação
2004-2010.
6. MOÇAMBIQUE, MEC. Plano Estratégico da Educação – 2012-2016.