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Diversidade na biosfera

Uma das originalidades da Terra em relação aos outros planetas do Sistema Solar é a
existência de vida. Esta diversificou-se de uma forma extraordinária, ocupando habitats
que se estendem desde as profundidades dos oceanos às cordilheiras mais altas da Terra.

Apesar da enorme diversidade de seres vivos, estes apresentam também características


comuns que dão unidade à vida.

A biosfera

A biosfera é um subsistema terrestre que inclui o conjunto de seres vivos que povoam a
Terra e os respetivos ambientes.

Organização biológica

A célula é a unidade básica da vida.

Os seres constituídos por uma só célula designam-se unicelulares; os seres constituídos


por associações de células designam-se pluricelulares.

Os seres pluricelulares são formados por conjuntos de células semelhantes,


interdependentes, que realizam uma ou mais funções - tecidos. Diferentes tipos de tecidos
associam-se entre si, formando sistemas de órgãos. Diferentes sistemas de órgãos
cooperam entre si, formando um organismo.
Organização hierárquica de um organismo.

O conjunto de organismos da mesma espécie que vivem numa determinada área, num
dado período de tempo, forma uma população.

Populações de diferentes espécies que interatuam numa determinada área constituem


uma comunidade.

O conjunto da comunidade, do ambiente e das interações específicas que se estabelecem


entre eles forma um ecossistema.

O conjunto de ecossistemas do Mundo forma a biosfera.

Em qualquer ecossistema, os seres vivos estabelecem relações tróficas entre eles e o


meio, que envolvem transferências de matéria e energia; estas relações constituem as
cadeias alimentares.
As cadeias alimentares intercomunicam, originando as teias alimentares ou redes tróficas.

Nas redes tróficas existem três categorias de seres vivos:

Produtores: organismos autotróficos capazes de sintetizarem matéria orgânica a


partir de matéria mineral, através do processo fotossintético. São exemplos as
plantas, as algas e as cianobactérias.

Consumidores: seres heterotróficos que são incapazes de sintetizarem matéria


orgânica a partir de matéria inorgânica, e por isso, alimentam-se direta ou
indiretamente dos produtores. São exemplos os carnívoros e os herbívoros.

Decompositores: grupo de seres vivos que decompõem a matéria orgânica, como


cadáveres e excrementos, em matéria mineral. São representados pelos fungos e por
bactérias.

Os produtores ocupam o primeiro nível trófico, os consumidores ocupam os níveis tróficos


seguintes e os decompositores são o último elo de transferência de energia entre os
organismos de uma cadeia alimentar.
Conservação e extinção

O ser humano é o principal responsável pelas alterações drásticas ocorridas nos


ecossistemas e, consequentemente, pela extinção de determinadas espécies vegetais e
animais.

Por extinção entende-se a redução gradual do número de indivíduos de uma espécie até
ao momento em que a espécie deixa de existir.

As espécies podem ser ameaçadas ou extintas devido a diversos fatores:

destruição de habitats;
sobre-exploração de recursos naturais;
poluição;
introdução de espécies exóticas;
interrupção de relações de mutualismo;
alterações climáticas.
A tomada de consciência do Homem para o risco de extinção de espécies, com
consequente perda de diversidade biológica, fez com que este desenvolvesse esforços no
sentido de preservar a biodiversidade.

A preservação ou conservação de espécies inclui não só a sua proteção, mas, também, a


proteção dos respetivos habitats procedendo, por exemplo, à criação de áreas protegidas
e à recuperação de áreas degradadas.