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GESTÃO E ECONOMIA

ORÇAMENTOS E IMPOSTOS – CONTEXTO PRIVADO


(DR1)
https://sicnoticias.pt/programas/contaspoupanca/2019-03-01-Como-escolher-o-seguro-automovel-#

Seguro assistência em viagem (carro) - programa contas poupança 28.2.2019

https://www.youtube.com/watch?v=LmnU7H7me2c
Orçamento zero -. Contas poupança

https://www.youtube.com/watch?v=d68rVg_Zock
Como controlar os gastos nas férias? – Contas poupança
ORÇAMENTOS
Orçamento: é um documento, com periodicidade variável, onde se registam
todas as receitas e despesas previstas, com a finalidade de ajustar as
receitas às despesas, planear a poupança, determinar objetivos para o
futuro e, acima de tudo, evitar o sobreendividamento.

Tipos de orçamentos:

- Públicos;
- Privados;
- Empresariais.
REGRAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO FAMILIAR

Para elaborar um orçamento é preciso ter em conta:

•Gastos fixos;

•Gastos variáveis;

•Gastos imprevistos
ORÇAMENTO FAMILIAR

Despesas fixas: crédito à habitação ou renda de casa,


seguros, transportes, pagamento de empréstimos, etc.

Despesas variáveis: água, luz, gás, combustível, telemóvel,


alimentação, farmácia, etc.

Despesas eventuais: vestuário, restaurantes, decoração,


entretenimento, etc.

Despesas imprevistas: substituição de um eletrodoméstico


essencial, reparações em casa ou no carro, etc.
DICAS PARA REDUZIR DESPESAS
Alimentação e produtos para a casa
- Planear as compras. Ter um registo onde se vai apontando o
que já acabou ou que está prestes a acabar. Verificar o que
precisamos realmente de comprar e fazer uma lista;

- Estabelecer o número de vezes durante o mês que se vai ao


supermercado. Quantas mais vezes formos ao supermercado
mais compras desnecessárias iremos fazer;

- Nunca ir às compras com fome;


DICAS PARA REDUZIR DESPESAS

- Evitar levar as crianças connosco para o supermercado;


- Consultar os folhetos das promoções;
- No caso de promoção, aproveitar para comprar maior
quantidade de produtos essenciais;
- Comprar produtos de marca branca. Quase sempre são mais
baratos;
- Ter em atenção a validade, sobretudo no caso dos
alimentos. Procurar prazos alargados.
DICAS PARA REDUZIR DESPESAS

Despesas várias
Energia elétrica - Utilizar somente a iluminação necessária, utilizar o
sistema biorário. Desligar os aparelhos elétricos, mesmo em stand-
by. Usar lâmpadas de poupança. Abrir o frigorifico apenas quando é
preciso.
Gás – Deixar a comida ao lume apenas o tempo necessário.
Água - Não deixar as torneiras abertas quando desnecessário (fazer a
barba, lavar a loiça, ensaboar, escovar os dentes).
Telemóvel – Verificar se o plano da nossa operadora é o melhor. Utilizar
o telemóvel somente quando necessário, por períodos breves. Enviar
mensagens por escrito. São mais baratas.
BALANÇO DO MÊS

- Apontar sempre todas as despesas e, no fim do mês faça a


soma para, verificar se o previsto (orçamentado) coincide
com o realizado;

- Eliminar gastos que podem ser evitados;

- Não fazer compras por impulso.


VANTAGENS DO CONTROLO ORÇAMENTAL

- Ter uma vida pessoal/familiar mais tranquila;


- Garantir que os bens essenciais não faltarão;
- Inexistência de dívidas;
- Conseguir uma poupança para situações de emergência.
- Fazer uma viagem;
- Comprar algo que se deseja há algum tempo.
A UTILIZAÇÃO DOS RENDIMENTOS: O CONSUMO E A POUPANÇA

O consumo é a parte do rendimento destinada à aquisição de bens e serviços que


permitem satisfazer as necessidades ;

A poupança é a parte do rendimento não empregue, no imediato, no consumo, de


modo a ser possível satisfazer a necessidades no futuro, constituindo, assim, uma
variável económica que depende do nível de rendimento e do nível de despesa do
consumo.

RENDIMENTO PESSOAL DISPONÍVEL = RENDIMENTO – PRESTAÇÕES SOCIAIS – IMPOSTOS

Poupança=rendimento- consumo
OS DESTINOS DA POUPANÇA E A IMPORTÂNCIA DO INVESTIMENTO
A POUPANÇA realizada pelos agentes económicos pode ter os seguintes
destinos: aplicações financeiras ou colocação financeira, entesouramento e
investimento.
 Colocação financeira: consiste na aplicação da poupança em produtos
financeiros disponibilizados por intermédio de instituições financeiras.
Exemplo: depósitos a prazo, títulos de dívida, os PPR, as ações, as
obrigações entre outros.

 Entesouramento: poupança que fica à guarda dos seus proprietários, não


tem como intuito a rentabilização do património, não sendo, por isso,
aplicada. Exemplo: guarda de valores em cofres ou outros locais
semelhantes ou, então, através da aquisição, sem intenção de revenda, de
bens que mão se depreciem com o tempo, como por exemplo, as joias.

 Investimento: é a aplicação da poupança na aquisição de novos bens


destinados ao processo produtivo, ou seja, trata-se de canalizar a poupança
para a atividade produtiva.
TIPOS DE INVESTIMENTO E FUNÇÕES DE INVESTIMENTO

O investimento pode também ser classificado de acordo com diferentes tipos:

Investimento material: criação de novos bens de produção que irão permitir um aumento da
produção de bens, como por exemplo aquisição de matérias- primas, a compra de máquinas,
etc. Tem como objetivo aumentar a produtividade e gerar vendas.

Investimento imaterial: despesas com a melhoria das condições de trabalho, com a


qualificação dos recursos humanos, com a educação, formação e investigação; os resultados
não são visíveis mas irão contribuir para um aumento da produtividade, melhor qualificação,
etc. Exemplos: investir em formação e investir em seguros.

Investimento financeiro: quando envolve a aquisição de ativos financeiros, por exemplo, ações
e obrigações. Tendo como objetivo gerar lucros sobre o dinheiro que aplica nas outras
empresas a partir de juros.
IMPOSTOS
Receitas públicas: são os meios económicos obtidos pelo Estado ou outros entes públicos, quer
pela via legislativa, quer por via contratual ou negocial para cobertura das despesas públicas.

Impostos
Coativas ou de Direito Público Taxas
Multas
Receitas públicas

Voluntárias ou de Direito Privado

Receitas coativas: as que são autoritariamente fixadas pelo Estado ou outros entes públicos e impostas aos
cidadãos por via legislativa.

Receitas voluntárias: as que o seu valor é estabelecido por via contratual ou negocial, intervindo o Estado como
qualquer outro cidadão na arrecadação das receitas (receitas provenientes da venda de prédios pertencentes ao
Estado, privatização de empresas públicas, etc.).
IMPOSTOS
Direito tributário: é o conjunto de normas que regulam a atividade do Estado na
arrecadação de receitas coativas.

Direito fiscal: é o conjunto de normas que regulam a atividade do Estado na arrecadação


de impostos.

Sujeitos da relação jurídico-fiscal:


- Sujeito ativo : o Estado ou outro ente público que impõe o impostos ao cidadão.
- Sujeito passivo: o cidadão (contribuinte) sobre quem recai o imposto.

.
IMPOSTOS
IMPOSTO: é uma prestação coativa, pecuniária, unilateral, estabelecida por lei a favor
do Estado ou outro ente de direito público, para a realização de fins públicos e não
constitui sanção de um ato ilícito.

- Coativa: o Estado e outras pessoas coletivas de Direito Público obrigam os


cidadãos a ficarem sujeitos ao imposto;

- Pecuniária: trata-se de uma prestação em dinheiro;

- Unilateral: porque à prestação por parte do contribuinte não corresponde uma


contrapartida direta e imediata por parte do Estado.

TAXAS: são receitas obtidas coativamente pelo Estado ou outros entes públicos como
contrapartida de serviços prestados diretamente aos cidadãos.
Ex.: propinas pagas pelos alunos, portagens, taxas moderadoras dos hospitais.

MULTAS: são prestações pagas pelos cidadãos ao Estado ou outros entes públicos
como sanção da prática de ato ilícito e nisto se distinguem da taxas e do imposto.
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS

Critério do sujeito Critério da Critério do cálculo do


Critério económico montante a pagar
ativo periodicidade

Impostos diretos: incidem Impostos estaduais: o Impostos periódicos: quando Impostos proporcionais:
sobre o rendimento e o sujeito ativo é o Estado. os factos ou situações de dão quando a taxa é sempre a
património. Ex.: IRS, IRC, Ex.: IRS, IRC, IVA. origem ao imposto se mesma, qualquer que seja
IMI. repetem, no tempo, com a matéria coletável.
Impostos não estaduais ou carácter de periodicidade.
Ex.: IRC, IVA.
Ex.: IRS, IRC, IVA.
Impostos indiretos: incidem locais: o sujeito ativo não é
sobre o consumo ou a o Estado, mas outra Impostos progressivos:
Impostos de obrigação única:
despesa. Ex.: IVA, IS, ISPP, pessoa coletiva de Direito quando os factos ou quando a taxa do imposto
IST, IUC, IMT. Público, como, por situações não se repetem aumenta com o aumento
exemplo, as autarquias.. com carácter de da matéria coletável.
Ex.: IMI, IMT. periodicidade, mas ocasional Ex.: IRS.
ou esporadicamente.
Ex.: IMI, IMT. Impostos regressivos:
quando a taxa diminui com
o aumento da matéria
coletável. Não existem em
Portugal.
FASES DO IMPOSTO (4)
INCIDÊNCIA: é a fase do imposto em que é feita, pela lei, a definição geral e abstrata dos atos ou
situações sujeitos a imposto e das pessoas sobre quem recai a respetiva prestação.

LANÇAMENTO: é a fase do imposto que consta de um conjunto de operações administrativas


que visam a identificação do sujeito passivo e a determinação da matéria coletável.

LIQUIDAÇÃO: consiste na aplicação da taxa do imposto à matéria coletável para determinação da


coleta (montante de imposto a pagar).

COBRANÇA: consiste na entrada do montante do imposto nos cofres do Estado.


- Voluntária: quando o pagamento é efetuado nos prazos legalmente estabelecidos;
- Coerciva: quando o pagamento não é realizado nos prazos legalmente estabelecidos, dando
lugar à instauração de um processo de execução fiscal e ao pagamento de juros de mora.

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