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Programa SENAI de Educação a Distância

Metodologia para Desenvolvimento de


Cursos a Distância

Brasília, Maio de 2014

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 1


CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
Robson Braga de Andrade
Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA – DIRET


Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI


Conselho Nacional
Robson Braga de Andrade
Presidente

SENAI - Departamento Nacional


Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor Geral

Gustavo Leal Sales Filho


Diretor de Operações

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Apresentação

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de


1996, art. 80) oficializou a modalidade de Educação a Distância como válida para
todos os níveis e modalidades de ensino, exceto para o ensino fundamental.

O Decreto nº 5.622/2005 caracteriza a Educação a Distância como


modalidade educacional na qual a mediação didático pedagógica se dá pela utilização
de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores
desenvolvendo atividades em lugares e/ou tempos diversos.

Todos os princípios, conceitos e concepções que orientam a Educação


Profissional e Tecnológica são válidos na modalidade a distância. Assim, a
Metodologia SENAI de Educação Profissional, composta pela descrição do Perfil
Profissional, pela elaboração do Desenho Curricular e pelo conjunto de ações que
caracterizam a Prática Docente, orienta também todas as ações de educação a
distância.

Além do alinhamento aos princípios norteadores da educação profissional no


SENAI, a qualidade dos cursos a distância reside em algumas especificidades. Dentre
elas, destacam-se os materiais didáticos, objeto da etapa de desenvolvimento dos
cursos a distância.

Os materiais didáticos utilizados em cursos a distância se constituem em


instrumentos facilitadores da construção do conhecimento e são mediadores da
interlocução entre os sujeitos do processo educacional. Devido à sua importância no
processo de mediação, devem ser construídos e avaliados segundo uma metodologia
própria, que é descrita neste documento.

Importante considerar que o desenvolvimento de cursos a distância não se


resume à produção de materiais isolados. A integração entre os diferentes recursos
utilizados – materiais impressos, digitais, na forma de animações, simulações ou

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jogos, além de exercícios objetivos e atividades de aprendizagem abertas –,
sistematizada em instrumentos como o Plano de Curso e Planos de Ensino para cada
Unidade Curricular, é fundamental para o alcance dos resultados educacionais
desejados, por meio de uma aprendizagem ao mesmo tempo autônoma, orientada,
prática e significativa.

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Sumário
Apresentação ..................................................................................................................... 3

Introdução .......................................................................................................................... 8

Pressupostos do desenvolvimento de cursos a distância ................................................ 10

Aprendizagem mediada por tecnologias de informação e comunicação .......................... 11

Design de interfaces para educação a distância .............................................................. 13

A teoria da carga cognitiva ........................................................................................... 14

Processo de design e desenvolvimento educacional.................................................... 17

Fase de análise ........................................................................................................................................18

Fase de design .........................................................................................................................................19

Fase de desenvolvimento .......................................................................................................................19

Formatos de Entrega dos Recursos Produzidos ......................................................................................20

Processo de Desenvolvimento de Cursos A Distância ..................................................... 22

Equipe de Desenvolvimento dos DRs Desenvolvedores .................................................. 22

Fluxo de Desenvolvimento dos Cursos do PS-EAD ......................................................... 24

Recursos produzidos ........................................................................................................ 32

Plano de Curso ............................................................................................................. 32

Plano de Ensino ............................................................................................................ 33

Kits, simuladores digitais e infraestrutura ..................................................................... 35

Especificações técnicas ...........................................................................................................................36

Situações de Aprendizagem ............................................................................................. 38

Plano das Situações de Aprendizagem ............................................................................ 39

Formulário do Aluno...................................................................................................... 40

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Formulário do Tutor ...................................................................................................... 41

Materiais on-line ............................................................................................................... 42

Conceitos essenciais .................................................................................................... 44

Exercícios autocorrigidos (de fixação ou passagem) .................................................... 46

Especificações para produção dos materiais on-line .................................................... 47

Padrões de compatibilidade .......................................................................................... 47

Programação ...........................................................................................................................................48

Template para desenvolvimento dos materiais on-line ................................................. 50

Livro Didático .................................................................................................................... 57

Sistemas de Suporte ao Desenvolvimento dos Cursos EAD ........................................... 59

Direitos autorais ............................................................................................................... 61

Materiais inéditos para o PS-EAD................................................................................. 61

Orientações para confecção do Termo de Cessão de Direitos Autorais .................................................62

Materiais de terceiros (imagens, ilustrações, animações, textos etc.) ..................................................65

Orientações para confecção do Termo de Autorização de Uso Imagens, Vídeos e Ilustrações .............66

Orientações para a coleta de assinaturas do Termo de Cessão de Direitos Autorais de Uso Imagens,
Vídeos e Ilustrações, de Terceiros .................................................................................................................66

Referências ...................................................................................................................... 68

Créditos ............................................................................................................................ 71

Anexos ............................................................................................................................. 72

Anexo 1 – Requisitos e funcionalidades mínimas do ambiente virtual de aprendizagem


........................................................................................................................................... 73

Anexo 2 – Termo de autorização de uso para reprodução, distribuição e


disponibilização de material didático do PS-EAD ............................................................... 76

Anexo 03 – Modelo de Plano de Curso ........................................................................ 80

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Anexo 04 – Modelo de Plano de Ensino ....................................................................... 88

Anexo 05 – Modelo de Plano de Situação de Aprendizagem: Formulário do Aluno ..... 89

Anexo 06 – Modelo de Plano de Situação de Aprendizagem: Formulário do Tutor ...... 90

Anexo 07 – Modelo de Formulário de Design Geral dos Recursos Multimídia ............. 91

Anexo 08 – Modelo de Formulário De Especificação De Kits Didáticos ....................... 93

Anexo 09 – Modelo de Formulário de Especificação de Softwares E Simuladores ...... 96

Anexo 10 – Modelo de Ficha técnica para livros didáticos ......................................... 100

Anexo 11 – Modelo de Tela de Créditos para os materiais on-line ............................. 103

Anexo 12 – Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais (para conteudistas,


ilustradores, fotógrafos e demais autores, conforme a especificidade de cada obra
intelectual produzida) ....................................................................................................... 107

Anexo 13 – Termo de Autorização de Uso (para materiais de autoria de terceiros) ... 111

Anexo 14 – Checklist final de qualidade ..................................................................... 116

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Introdução

O Programa SENAI de Educação a Distância (PS-EAD) é uma iniciativa do


Departamento Nacional do SENAI, visando assegurar a expansão da oferta de cursos
por meio da modalidade a distância, com qualidade equivalente à ofertada nos cursos
presenciais.

Os cursos do PS-EAD seguem a metodologia SENAI de Educação


Profissional, de formação baseada no desenvolvimento de competências, aplicada a
todas as ações de Educação Profissional e Tecnológica ofertadas pelo SENAI.

O ponto de partida é o Perfil Profissional e a Organização Curricular definidos


no Itinerário Formativo, que apresenta o percurso ou sequência de desenvolvimento
proposto para o conjunto de módulos relativos a uma qualificação ou área
tecnológica.

São princípios norteadores dessa metodologia: a aprendizagem mediada, a


interdisciplinaridade, a contextualização, o desenvolvimento de capacidades que
sustentam competências, a ênfase no aprender a aprender, a aproximação da
formação ao mundo real, ao trabalho e às práticas sociais, a integração entre teoria e
prática, a avaliação da aprendizagem com função diagnóstica e formativa, e a
afetividade como condição para a aprendizagem significativa.

Os princípios norteadores se concretizam por meio de Situações de


Aprendizagem, atividades desafiadoras propostas aos estudantes para solucionar
problemas, tomar decisões, testar hipóteses ou aplicar o que aprenderam a outros
contextos.

As Situações de Aprendizagem são o fio condutor do curso e oportunizam o


"aprender fazendo" por meio de estratégias como estudo de caso, projeto, situação-
problema e pesquisa. Podem ser realizadas individualmente, em pequenos grupos ou
com toda a turma, sempre com a orientação de um tutor. Na modalidade a distância,

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são apresentadas no ambiente virtual de aprendizagem (AVA), em formato multimídia
(vídeo, simulação, animação, texto, ilustração etc.), com interação por meio de
ferramentas de comunicação (fóruns, chats etc.), utilizando variadas estratégias de
aprendizagem e de avaliação. Nos polos de apoio presencial, atividades práticas são
realizadas em laboratórios e oficinas e/ou com o suporte de kits e simuladores
didáticos.

Para a modalidade a distância, os Cursos Técnicos e de Qualificação Básica


contam com um conjunto de recursos produzidos de forma padronizada por docentes
e especialistas do SENAI.

Os recursos incluem: Livros Didáticos que cobrem todos os itens de


conhecimentos elencados para cada Unidade Curricular dos cursos; Materiais On-line
criados a partir de Situações de Aprendizagem e produzidos para acesso via web;
além de kits didáticos e simuladores digitais destinados a facilitar as atividades
práticas profissionais.

Como na modalidade presencial, o Plano de Curso e os Planos de Ensino


organizam e articulam os objetivos, as estratégias, os recursos e a sistemática de
avaliação para cada curso e Unidade Curricular, tendo em vista a efetiva execução da
proposta pedagógica e os melhores resultados em termos de aprendizagem.

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Pressupostos do desenvolvimento de cursos a distância

A educação a distância, como modalidade educacional, caracteriza-se


basicamente pela distância física (espacial) e temporal entre quem ensina e quem
aprende. A mediação didático-pedagógica ocorre então pela utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação.

O processo de desenvolvimento dos cursos a distância visa exatamente


superar a distância física, temporal e transacional1 por meio da oferta de materiais
didáticos elaborados, produzidos e organizados em um ambiente virtual de
aprendizagem que permita a docentes e estudantes simular e fortalecer o diálogo
didático.

Assim, mantendo como pressuposto metodológico mais amplo a formação por


competências, o PS-EAD procura fazer o melhor uso de mídias e tecnologias para
oferecer aos estudantes de cursos técnicos e de qualificação básica uma experiência
de aprendizagem significativa, que assegure o pleno desenvolvimento das
capacidades necessárias a cada perfil profissional.

1
Segundo Michael Moore (1977), embora possam estar separados física e temporalmente na educação a
distância, docentes e estudantes interagem em medidas variadas de acordo com a dosagem entre diálogo
(comunicação), estrutura predeterminada do curso (design educacional) e autonomia do estudante.

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Aprendizagem mediada por tecnologias de informação e
comunicação

Em consonância com a Metodologia SENAI de Educação Profissional,


entende-se que toda situação educativa formal deve considerar a presença de três
elementos: o docente (o mediador que ensina), o estudante (o mediado que aprende)
e a interação criada entre eles. Essa interação se caracteriza por uma intervenção
intencional e planejada do mediador, que age entre as fontes externas de estímulo e o
aprendiz.

Devido à separação física e temporal entre quem aprende e quem ensina,


característica da educação a distância, a interação professor-estudante ocorre de
forma mediada, por meio de tecnologias de informação e comunicação.

A interação acontece basicamente por meio do diálogo didático, que envolve


comunicar conhecimentos, experiências e opiniões, bem como questionar, criticar e
refletir junto com o estudante, de modo que ele também possa expor suas ideias,
argumentar objetivamente utilizando a linguagem do domínio do conhecimento,
assumir posições, criticar e pensar produtivamente, participando de maneira ativa da
construção do conhecimento.

De acordo com ARETIO (2001), na educação a distância, o diálogo didático


pode ser real (direto) ou mediado.

No diálogo didático real, a comunicação ocorre diretamente entre professor e


estudante. Cada parte (docente e estudante) se manifesta e está interessada no que
a outra tem a dizer. A interação se dá por meio de tecnologias de comunicação
síncronas (salas de bate-papo, mensageiros instantâneos, áudio, vídeo e
teleconferências) e tecnologias de comunicação assíncrona (como correio eletrônico,
fóruns, salas de bate-papo, mensageiros instantâneos) e pode estender-se também a
grupos de estudantes interagindo entre si ou com o docente e a equipe de apoio.

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O diálogo didático mediado, por sua vez, consiste num tipo de comunicação
que utiliza de tecnologias de informação – basicamente aquelas utilizadas para
apresentação e entrega de conteúdos – para simular a conversa direta do professor
com seus estudantes. Envolve a exposição de razões, evidências, argumentos e
justificativas para auxiliar o estudante na aprendizagem. Esse tipo de comunicação
ressalta os objetivos ao mostrar os porquês e os para quês, alinhava conteúdos e
recursos independentes, e acompanha a prática proporcionando feedback qualificado
das ações dos estudantes e que avalia os resultados da interação a partir de critérios
de alcance dos objetivos.

Todo o esforço das equipes de desenvolvimento dos cursos a distância está


direcionado para possibilitar e fortalecer ambos os tipos de diálogos, tendo em vista:

a) simular, ilustrar e exemplificar a exposição e a demonstração de


conteúdos que o professor faria diretamente em sala de aula, por meio de
variadas tecnologias de informação, como vídeos, animações, locuções, jogos,
simuladores etc.;

b) orientar estudantes e professores a interagir por meio de diversas


tecnologias de comunicação, para a realização e o acompanhamento das
Situações de Aprendizagem propostas.

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Design de interfaces para educação a distância

No PS-EAD, a maior parte da mediação pedagógica ocorre virtualmente,


através da interface dos computadores. A interface é o elemento intermediário que
proporciona uma ligação física ou lógica entre o estudante e o conteúdo apresentado,
entre o estudante e o docente, e entre o estudante e os demais colegas de estudo.

Portanto, o design de interface adequado é pré-requisito fundamental para


que ocorram os processos de mediação e interação.

Os DRs desenvolvedores têm autonomia para produzir livremente a interface


interna dos materiais on-line, observando alguns princípios gerais de alinhamento ao
PS-EAD:

Identidade visual: as telas devem apresentar identificação textual,


gráfica (logotipo) e de estilo (cores, fontes, leiaute) comuns entre si e coerentes
com o padrão nacional definido no template on-line.

Coesão conceitual: é fundamental garantir a precisão dos títulos,


palavras-chave e abordagens técnicas selecionadas ao longo de todo o
material desenvolvido, inclusive em legendas de ilustrações, jogos e material
animado.

Correção ortográfica e gramatical: todos os recursos


desenvolvidos para o PS-EAD (vídeos, animações, locuções, tutoriais,
simuladores etc.) devem passar por rigorosa revisão a fim de assegurar a
correção ortográfica e gramatical.

Mas, acima de tudo, faz-se necessário equilibrar o enorme potencial das


mídias com a metodologia de formação com base em competências, de modo que os
recursos desenvolvidos para educação a distância possam efetivamente apoiar a
aprendizagem dos estudantes.

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Nesse sentido, a teoria da carga cognitiva pode ser de grande utilidade nas
fases de design e desenvolvimento, pois ela explica como os seres humanos
percebem, processam, codificam, armazenam, recuperam e utilizam as informações
aprendidas, fornecendo alguns princípios de multimídia bastante úteis para o design
de interface em educação a distância.

A teoria da carga cognitiva

A teoria da carga foi elaborada por John Sweller (2003), psicólogo australiano,
a partir de dezenas de estudos e pesquisas experimentais, particularmente na área da
educação técnica e profissionalizante.

O cerne da teoria apoia-se na impossibilidade natural de o ser humano


processar muitas informações na memória simultaneamente, e esse é justamente o
desafio quando apresentamos ao estudante a distância um conjunto sequenciado ou
não de telas que requerem a ativação dos processos de percepção, atenção,
armazenamento e recuperação.

Segundo a teoria, o sistema humano de processamento da informação inclui


a memória sensorial, a memória de trabalho e a memória de longo prazo, que atuam
de forma integrada, da seguinte maneira:

Imagens e palavras são captadas pelos órgãos sensoriais,


entrando na memória sensorial, a qual permite imagens e texto sejam
guardados por um curto período de tempo na memória sensorial visual,
enquanto o discurso oral e outros sons são guardados por um curto período de
tempo na memória sensorial auditiva.

Na memória de trabalho, que tem capacidade limitada de


processamento, a informação é armazenada temporariamente e manipulada

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pela consciência ativa, em busca de integração a conhecimentos já existentes
nas estruturas mentais do indivíduo.

Na memória de longo prazo, a informação permanece


armazenada durante longos períodos de tempo na forma de modelos ou
representações mentais; no entanto, para ser recuperada a fim de integrar-se a
novas informações ou ser transferida a novos contextos, a informação
armazenada precisa retornar à memória de trabalho.

Quando várias fontes de informação competem entre si pela limitada


capacidade de processamento da memória de trabalho, dizemos que há sobrecarga
cognitiva. Essa sobrecarga dificulta a chamada aprendizagem significativa, aquela
que, segundo Ausubel (1982), amplia e reconfigura ideias já existentes na estrutura
mental do indivíduo e lhe permite relacionar e integrar novos conteúdos.

Nem todos os tipos de carga cognitiva são negativas no contexto da


aprendizagem: algumas são intrínsecas ao domínio de conhecimento ou natureza do
conteúdo tratado (carga cognitiva intrínseca), outras podem representar desafios
intencionais propostos pelos educadores (carga cognitiva relevante), enquanto outras
simplesmente desperdiçam os escassos recursos mentais (carga cognitiva extrínseca
ou irrelevante).

A chamada carga cognitiva intrínseca é imposta pela complexidade inerente


ao conteúdo estudado e determinada principalmente pelos conhecimentos e
habilidades associados aos objetivos de aprendizagem. Embora não seja possível
alterar diretamente a carga cognitiva intrínseca de um conteúdo a ser apresentado ou
trabalhado, é possível administrá-la. Alguns exemplos de boas práticas:

a) distribuir tarefas complexas em uma série de telas ou tópicos de


estudo;

b) apresentar um quadro inicial completa da área de conhecimento a


ser estudada e repetir o quadro ao longo do curso, evidenciando ao estudante
que parte daquele todo está sendo trabalhado em determinado momento.

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A carga cognitiva relevante é o trabalho mental imposto por atividades de
aprendizagem que contribuem para o alcance dos objetivos. Alguns exemplos:

a) oferecer diferentes de contextos de aplicação (exemplos de uso)


para promover a construção de modelos mentais mais complexos que apoiem
a transferência do que foi aprendido a novas situações relacionadas;

b) propiciar oportunidades de os estudantes explicarem a si mesmos


ou aos colegas exemplos variados do que foi aprendido;

c) desafiar os estudantes a extraírem princípios comuns a uma


diversidade de exemplos.

Já a carga cognitiva extrínseca (ou irrelevante) é aquela imposta por um


design educacional inadequado e que “drena” recursos cognitivos valiosos, os quais
de outra forma poderiam ser empregados no processamento cognitivo relevante. A
carga irrelevante pode ser reduzida por um design de interface adequado, por
exemplo, de diversas maneiras:

a) direcionar a atenção do estudante por meio de recursos


instrucionais como setas, chamadas, animações etc.

b) reduzir a quantidade de informação a ser processada na memória


de trabalho pela exclusão de tudo o que for irrelevante ou periférico ao tema de
estudo em questão (música de fundo, informações visuais desnecessárias
etc.).

c) apresentar textos claros e diretos ou ressaltar os objetivos de uma


unidade ou seção ajuda o estudante a concentrar sua atenção nos elementos
mais importantes, liberando a memória de trabalho para a articulação das
novas informações com as representações mentais preexistentes.

Assim, apesar da crescente variedade e complexidade das mídias e


tecnologias disponíveis para a educação a distância, podemos considerar uma
interface adequada aquela é praticamente “invisível”, ou seja, aquela que se

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 16


concentra em apoiar o processamento ativo pelo estudante da carga cognitiva
intrínseca e relevante, eliminando qualquer carga cognitiva irrelevante.

Processo de design e desenvolvimento educacional

O design educacional é um método sistemático de planejar, desenvolver, e


avaliar, não apenas materiais didáticos – que é o nosso foco neste documento –, mas
também administrar o processo educacional efetivamente, nas atividades e ambientes
educacionais. A abordagem é centrada no estudante e não no conteúdo, e é baseado
no que sabemos sobre teorias de aprendizagem, tecnologia da informação, sistema e
métodos de gestão.

Como processo, o design educacional realiza-se em cinco grandes fases,


correspondentes à conhecida sigla ADDIE (Analysis, Design, Development,
Implementation, Evaluation).

Análise: Envolve o diagnóstico das necessidades de


aprendizagem; a caracterização do público-alvo a ser entendido; a análise da
infraestrutura física e tecnológica e outros condicionantes institucionais.

Design: Abrange a definição dos principais elementos do


processo de ensino-aprendizagem, com a seleção de estratégias pedagógicas,
a especificação de conteúdos e elaboração de atividades e instrumentos de
avaliação.

Desenvolvimento: Compreende basicamente a produção e/ou a


adaptação de conteúdos em suas respectivas mídias.

Implementação: Constitui-se na condução da aprendizagem


propriamente dita, quando o público-alvo real interage com a proposta
pedagógica expressa em atividades de interação com conteúdos, ferramentas
e pessoas.

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 17


Avaliação: Inclui a consideração sobre a efetividade da proposta
pedagógica e, quando apropriado, na proposta de revisões e;/ou atualizações.

Para a finalidade desse documento, vamos nos concentrar nas fases de iniciais
que envolvem planejamento e desenvolvimento.

Fase de análise

No SENAI, a fase de análise corresponde às ações que o Departamento


Nacional realiza, por meio de um Comitê Técnico Setorial, para traduzir as
necessidades da indústria e da sociedade em qualificações e perfis profissionais
organizados sob a forma de um Itinerário Formativo.

Para o PS-EAD, mais especificamente, atende à necessidade de forte


ampliação das matrículas de educação profissional na modalidade a distância, por
meio da oferta de cursos técnicos a estudantes ou concluintes do ensino médio e de
cursos de qualificação básica a interessados em formação inicial ou atualização
profissional.

Também se refere à identificação de potencialidades e restrições


institucionais para a) desenvolvimento de cursos à distância, por meio dos Núcleos de
Educação a Distância já atuantes nos Departamentos Regionais, e b) à oferta dos
cursos distância, particularmente no levantamento da infraestrutura necessária à
realização das atividades práticas presenciais ou a distância.

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 18


Fase de design

A fase de design traduz-se nas ações iniciais desenvolvidas pelos DRs


desenvolvedores para elaboração dos elementos centrais de planejamento:

Plano de Curso (modelo nacional padronizado)

Planos de Ensino (modelo nacional padronizado)

Planos da Situação de Aprendizagem (modelo nacional


padronizado)

Compreende ainda a descrição das ferramentas e infraestrutura de apoio


para a realização de atividades de aprendizagem:

Especificações técnicas de kits didáticos e simuladores digitais


(modelos nacionais padronizados)

Também consiste em elaborar situações de aprendizagem e roteiro dos


recursos didáticos, por meio de:

Roteiro e/ou Storyboard para Elaboração de Materiais On-line,


incluindo tópicos de conteúdo e Situações de Aprendizagem (modelos
desenvolvidos pelos DRs desenvolvedores conforme suas práticas internas de
produção)

Roteiro de Elaboração de Livro Didático (modelo nacional


padronizado)

Fase de desenvolvimento

No PS-EAD, a fase de desenvolvimento refere-se a toda a produção de


mídias segundo as especificações solicitadas na fase de design:

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 19


Programação e design Web dos Materiais On-line (conforme
template de conteúdo on-line nacional padronizado)

Produção recursos multimídia: animações, locuções, vídeos,


jogos, simuladores digitais desenvolvidos internamente.

Integração dos recursos multimídia aos Materiais On-line em um


pacote SCORM2 executável por diferentes LMS.

Produção do conteúdo, diagramação e editoração do Livro


Didático (conforme Manual de Estilo nacional padronizado)

Formatos de Entrega dos Recursos Produzidos

Os materiais produzidos são publicados na comunidade “Matrizes e Fontes”


do Banco de Recursos Didáticos do SENAI, nos seguintes formatos de saída:

ON-FONTE: Material on-line referente a 1 unidade curricular de


determinado curso, sem aplicar o padrão SCORM. O arquivo é compactado
(tipo ZIP, RAR etc.) e composto por diversos arquivos (HTML, FLV, JPG, PNG,
EXE, UNITY3D, SWF etc.).

ON-SCORM: Material on-line referente a 1 unidade curricular de


determinado curso, utilizando padrão SCORM. O arquivo é compactado (tipo
ZIP, RAR etc.) e composto por diversos arquivos (HTML, FLV, JPG, PNG,
EXE, UNITY3D, SWF etc.).

2
O SCORM (Shareable Courseware Object Reference Model) é um conjunto de padrões que, quando aplicado
ao conteúdo de um curso, produz pequenos objetos de aprendizagem reutilizáveis. Visa o compartilhamento, a
interoperabilidade, a durabilidade e a acessibilidade de conteúdos de aprendizagem. Resulta da iniciativa
Advanced Distributed Learning (ADL) do Departamento de Defesa Norte-Americano e foi aprovado como
padrão em 2000. A versão utilizada no PS-EAD é a de 2004.

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 20


LD-ALTA: Livro didático referente a 1 unidade curricular de
determinado curso, com diagramação conforme padrão editorial, em alta
resolução para impressão. O arquivo é compactado (tipo ZIP, RAR etc.) e
composto por capa gerada em InDesign além de capa e miolo separados e
gerados em PDF.

LD-BAIXA: Livro didático referente a 1 unidade curricular de


determinado curso, com diagramação conforme padrão editorial, em baixa
resolução para visualização na Web. A organização das páginas é linear, com
capa e miolo no mesmo arquivo e gerado em PDF.

LD-ABERTO: Livro didático referente a 1 unidade curricular de


determinado curso, com diagramação conforme padrão editorial, em alta
resolução para impressão. O arquivo é compactado (tipo ZIP, RAR etc.) e
composto pelo pacote de arquivos gerados pelo InDesign.

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 21


Processo de Desenvolvimento de Cursos A Distância

O processo de desenvolvimento de cursos a distância ocorre por meio da


interação entre Departamento Nacional e DRs desenvolvedores, que executam uma
série de atividades inter-relacionadas com o apoio de equipes multidisciplinares.

Equipe de Desenvolvimento dos DRs Desenvolvedores

Cada DR desenvolvedor conta com uma equipe de desenvolvimento, formada


por profissionais de diferentes perfis e competências que atuam no desenvolvimento
de cursos a distância.

Observada a autonomia dos DRs desenvolvedores e as especificidades


locais, a equipe de desenvolvimento de cursos a distância inclui, no mínimo, os
seguintes papéis ou funções equivalentes:

Conteudista: Profissional com competência reconhecida nas


áreas de conhecimento do curso; produz o conteúdo a ser tratado pedagógica
e tecnologicamente pela equipe de desenvolvimento. O conteudista também
realiza a formulação do planejamento dos cursos, sob a coordenação do
Revisor técnico e do Designer educacional, com a formulação das estratégias
desafiadoras de acordo com a Metodologia SENAI de Educação Profissional.
Em geral, mantém-se no PS-EAD a relação de 1 conteudista por Unidade
Curricular, sendo possíveis arranjos variados de acordo com as necessidades
e as característica de cada curso.

Revisor técnico: Profissional que, com competência reconhecida


nas áreas de conhecimento do curso, coordena tecnicamente a elaboração dos
Recursos Didáticos (documentação de planejamento, especificação de kits e

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 22


simuladores, materiais on-line e livros didáticos), aplicando uma visão
transdisciplinar e conferindo unicidade aos materiais de um mesmo curso. Para
cada curso do PS-EAD, um revisor técnico é responsável pela validação de
todos os materiais produzidos.

Designer educacional: Profissional que integra as equipes de


desenvolvimento e de execução de educação a distância. Suas atividades
principais são relacionadas à elaboração do projeto pedagógico do curso a
distância e, juntamente com conteudistas e grupo de produção multimídia, ao
desenvolvimento do curso a distância. As demais atividades são relacionadas à
implantação do curso a distância e avaliação da sua execução. Ocupação
prevista na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), sob código 2394-35,
também conhecida como Desenhista instrucional, Designer instrucional ou
Projetista instrucional. Para o PS-EAD, espera-se que todos os materiais
desenvolvidos passem pelas vistas de pelo menos um designer educacional,
que atua em parceria com o conteudista e o revistor técnico nos aspectos
conceituais e pedagógicos, e com o grupo de produção de multimídia nos
aspectos midiáticos e tecnológicos

Grupo de produção multimídia: Conjunto multidisciplinar de


profissionais que integram a equipe de desenvolvimento da educação a
distância juntamente com os designers educacionais e o gestor. O número de
integrantes e o perfil de seus integrantes variam de acordo com a demanda de
serviços e com a natureza dos recursos didáticos, podendo incluir:
programadores de animações, de jogos digitais, de banco de dados, designers
gráficos, webdesigners, webdesenvolvedores, ilustradores, roteirista, diretor de
vídeo, cinegrafista, técnicos de áudio e vídeo etc. Para o PS-EAD, a produção
multimídia pode ser terceirizada, desde que o DR desenvolvedor mantenha a
supervisão técnica e pedagógica e se responsabilize pela concepção
pedagógica expressa em documentos de cunho metodológico, como Plano de
Curso e de Ensino, Roteiro de Encomenda ao Conteudista, Plano de Situação

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Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 23


de Aprendizagem, Roteiros e Storyboards para produção de materiais on-line,
e elaboração de questões para exercícios autocorrigidos.

Para fomento à atualização e ao desenvolvimento de competências das


equipes de produção dos DRs desenvolvedores, o Departamento Nacional busca
oferecer capacitação ás equipes, visando a garantia da qualidade na criação e
elaboração dos vários componentes do PS-EAD.

Fluxo de Desenvolvimento dos Cursos do PS-EAD

Os cursos do Programa SENAI de Educação a Distância deve seguir um fluxo


metodológico de desenvolvimento considerando a sequência de etapas para garantir
que os diferentes recursos didáticos desenvolvidos cumpram o seu papel de auxiliar o
aluno no desenvolvimento de competências profissionais. O esquema abaixo detalha
em linhas gerais esta proposta:

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 24


A estimativa de prazos para cada etapa esta descrita no esquema. Devemos
ressaltar que a fase de planejamento que ocorre com o desenvolvimento do Plano de
Curso e das Especificações de Kits Didáticos e Simuladores ocorre somente uma vez
para cada curso, enquanto as demais etapas seguintes repetem-se a cada Unidade
Curricular.

A tabela a seguir elenca a sequência de atividades inter-relacionadas


desempenhadas pelo Departamento Nacional e pelos DRs desenvolvedores para
realizar o desenvolvimento dos cursos a distância que compõem o PS-EAD:

Fluxo detalhado de desenvolvimento PS-EAD

Atividades do Atividades do Produto


Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
DN-1 Selecionar cursos a
serem produzidos

DN-2 Identificar DR
desenvolvedor

DN-3 Oficializar convite a


Kick off DR desenvolvedor

DR-1 Formalizar Termo de Ajuste


participação do DR Administrativo
para
Desenvolvimento
de Cursos PS-
EAD
DN-4 Enviar
documentação (templates,
roteiros, manuais de
orientação, termos de
Preparação
cessão e autorização de
uso, imagens
institucionais)

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 25


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
DR-2 Constituir equipe
técnica, pedagógica e de
produção

DR-3 Elaborar Plano de Agenda de


Trabalho (definição de contatos
equipe + cronograma de
produção) Plano de
Trabalho
DN-5 Aprovar Plano de
Trabalho

DR-4 Confeccionar e Termos de


enviar termos de cessão de cessão de
direitos dos conteudistas direitos autorais
(conteudistas)
DN-6 Processar trâmites
administrativos para os
termos de cessão de
direitos

DN-7 Ofertar DR-5 Participar de


capacitações capacitações

DR-6 Elaborar Plano de Plano de Curso


Curso

DN-8 Validar e
disponibilizar Plano de
Curso na Extranet
Planejamento do
curso
DR-7 Preparar ou revisar Especificação de
especificação de kits, Kits e
simuladores e infraestrutura Simuladores
(polos)

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 26


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
DN-Disponibilizar DR-8 Elaborar versão
especificação de kits, inicial do Plano de Ensino
simuladores e de cada uma das Unidades Planos de
infraestrutura (polos) na Curriculares) Ensino
Extranet para DRs DR-9
desenvolvedores

DN-9 Preparar Situações de


Aprendizagem presenciais
e a distância
DN-10 Preparar formulários de
Situações de Planos das
Aprendizagem (Aluno) Situações de
DN-11 Preparar formulários de Aprendizagem
Situações de
Aprendizagem (Docente)
DN-12 Elaborar material online, Design geral do
planejar a apresentação material
das situações de multimídia
aprendizagem e identificar
recursos multimídia de
suporte
DR-10 Elaborar Conteúdo bruto
conteúdo dos Livros Livro Didático
Didáticos (conteudistas e
RT)

Desenvolvimento
DR-11 Elaborar
de Livros
roteiro de produção
Didáticos
DR-12 Submeter
imagens e materiais de
terceiros ao processo
iconográfico

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 27


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
DR-13 Adequar
linguagem e design
educacional

DR-14 Revisar
conteúdo técnico

DR-15 Revisar
ortografia e gramática

DR-16 Diagramar
material integrado

DR-17 Revisar
editorialmente
(diagramação, ortografia e
gramática)

DR-18 Validar versão


final

DR-19 Enviar ao Livro Didático


SALVE para providências diagramado
de ISBN e normalização

DN-13 Submeter LD
à avaliação (docentes,
editora, Comitê)

DR-20 Incorporar
avaliações ao material final

DN-14 Encaminhar
ISBN e normalização

DR-21 Aplicar o
código ISBN ao LD

DR-22 Disponibilizar Matrizes e fontes


arquivos finais (alta do Livro Didático

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 28


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
resolução, formato aberto e
baixa resolução) no
Matrizes e Fontes

DN-15 Informar DRs


executores sobre Livros
Didáticos disponibilizados
no Repositório Central de
Mídias

DR-23

DR-24

DR-25

DR-26 Elaborar Roteiros e/ou


roteiro dos materiais on-line storyboards
(Situações de
Aprendizagem)

DR-27 Elaborar sub-


Desenvolvimento
roteiros para produção de
dos materiais on-
imagens e objetos
line (Situações
vinculados (animações,
de
jogos, tutoriais...)
Aprendizagem +
Exercícios
autocorrigidos) DR-28 Submeter
imagens, materiais de
terceiros e objetos
vinculados ao processo
iconográfico

DR-29 Elaborar Coleções de


matriz de referência para exercícios
avaliação

DR-30 Elaborar
coleção de exercícios com
feedback qualificado para o

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 29


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
curso on-line

DR-31 Elaborar
coleção de exercícios para
o banco de questões

DR-32 Revisar
conteúdo técnico

DR-33 Adequar
linguagem e design
educacional

DR-34 Produzir texto,


imagens e objetos
vinculados

DR-35 Revisar
ortografia e gramática

DR-36 Integrar texto,


imagens e objetos
vinculados

DR-37 Revisar
conteúdo integrado

DR-38 Aplicar
checklist final de qualidade
(revisão final de Planos de
Ensino, Materiais On-line e
formulários de Situações de
Aprendizagem)

DR-39 Disponibilizar Curso on-line –


curso em ambiente teste versão para
local validação

DR-40

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 30


Atividades do Atividades do Produto
Subetapa
Departamento Nacional DR desenvolvedor /Entrega
DN-16

DR-41 Publicar Matrizes e fontes


Pacote SCORM e fontes no dos cursos on-
Matrizes e Fontes line

DN-17 Informar DRs


executores sobre Pacote
SCORM disponibilizado
no Repositório Central de
Mídias

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 31


Recursos produzidos

Na etapa de desenvolvimento, são produzidos diferentes recursos, como Planos de


Curso e de Ensino, Livros Didáticos, Materiais on-line, do curso a distância. Embora de
naturezas distintas, cada recurso desenvolvido se relaciona aos demais para formar um todo
significativo e integrado.

Plano de Curso

Plano de curso: documento elaborado pela equipe técnico-pedagógica com decisões


relacionadas a justificativa e objetivos, requisitos de acesso, perfil profissional de conclusão,
organização curricular, critérios de aproveitamento de estudos e competências, critérios de
avaliação, instalações e equipamentos, pessoal docente e técnico, e certificados e diplomas
(Glossário da educação profissional e tecnológica do SENAI, 2009).

Responsáveis: Departamento Nacional, Equipe técnica do DR desenvolvedor e equipe


técnica do DR executor

Parâmetros: 1 (um) Plano de Curso por curso a distância

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 32


Para cada um dos Cursos Técnicos ou de Qualificação Básica do PS-EAD, o
DR desenvolvedor elabora um Plano de Curso contemplando as informações básicas
requeridas conforme Resolução CNE/CEB nº 04/99 (art. 10), Resolução SENAI no
510/2011 (inciso 19) e Metodologia de Elaboração de Desenho Curricular Baseado
em Competência (2 ed., 2002).

O Plano de Curso traz informações comuns a todos os cursos ofertados no


âmbito do PS-EAD. A equipe técnica do DR desenvolvedor informa as questões
específicas de cada curso, a partir de Plano de Curso preexistente na modalidade
presencial, ou construindo um novo documento, conforme formulário padrão (ver
Anexo 03, deste documento).

Uma vez desenvolvido, o Plano de Curso é publicado no SALVE (anexado à


primeira Unidade Curricular do curso), para validação e posterior disponibilização pelo
Departamento Nacional aos DRs executores, que complementam o documento com
informações sobre contexto, demanda e oferta local.

Plano de Ensino

Plano de ensino: documento elaborado pela equipe docente, com as decisões relacionadas
ao ensino de cada Unidade Curricular, em determinado período letivo, contendo
principalmente: título, objetivos, conteúdos, estratégias, recursos e avaliação. Tem como
referência o plano de curso (Glossário da educação profissional e tecnológica do SENAI,
2009)

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico e Designer Educacional

Parâmetros: 1 (um) Plano de Ensino por Unidade Curricular

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 33


No PS-EAD, são desenvolvidos Planos de Ensino para cada Unidade
Curricular informando:

Sequência de Situações de Aprendizagem

Atividades (a distância e presenciais) dentro de cada Situação de


aprendizagem, com a respectiva carga horária em minutos, o número de dias
corridos estimado para sua execução e a forma e o impacto da avaliação,
quando apropriado

Estratégias de ensino e aprendizagem, segundo:

 Tipo: situação-problema, projeto, pesquisa e/ou estudo de


caso;

 Dinâmica: individual, em grupo ou turma;

 Modalidade: a distância (no AVA, com livro didático, com


simulador, com kit didático) ou presencial (na oficina ou laboratório, na
sala de aula, com simulador, com kit didático)

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 34


O Plano de Ensino é desenvolvido pelo conteudista, com o apoio do Revisor
Técnico e do Designer Educacional, a partir de formulário padrão (ver Anexo 04,
deste documento) e com base no documento “Orientações para Preenchimento dos
Planos Integrados”.

Uma vez desenvolvidos, os Planos de Ensino para cada Unidade Curricular


são publicados pelo DR desenvolvedor no SALVE (anexados às respectivas Unidades
Curriculares), para validação e posterior disponibilização pelo Departamento Nacional
aos DRs executores.

Kits, simuladores digitais e infraestrutura

Kit didático móvel é o conjunto portátil integrado de máquinas, equipamentos,


instrumentos, ferramentas e/ou softwares, acompanhado por manual para o aluno e
para o docente. Possibilita a realização de atividades práticas para desenvolvimento
de capacidades técnicas utilizando outros espaços além de oficinas e unidades
operacionais.

Simulador digital é o software que permite ao aluno experimentar equipamentos,


ferramentas e máquinas, programar variáveis relacionadas a diferentes processos,
propiciando imersão sensorial quando pertinente e gerando feedback das ações
realizadas. Possibilita a realização de atividades práticas para desenvolvimento de
capacidades técnicas, sem custo de material de consumo, sem risco de danificar
equipamentos e sem colocar o aluno em situação de perigo.

Os kits didáticos e os simuladores digitais possibilitam a ampliação e a


replicação de atividades práticas de laboratório ou oficina necessárias para
desenvolvimento das capacidades do perfil profissional.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 35


Garantem que os estudantes que estudam a distância sejam submetidos a
cenários equivalentes, tenham acesso a máquinas e equipamentos, e desenvolvam
as mesmas capacidades da modalidade presencial.

No PS-EAD podem ser utilizados em apoio às atividades a distância, com


acesso digital direto via ambiente virtual de aprendizagem, ou integrados a atividades
presenciais previstas para o curso.

Especificações técnicas

 O Kit especificado deve ser portátil. Deve-se evitar dimensões que impeçam a
passagem por uma porta de 0.90 metros, por exemplo. Recomenda-se dividir o kit, se for o
caso;

 Sempre que possível, acondicionar o Kit em Case (conforme orientação a ser


repassada durante a oficina) para preservar o kit e facilitar na mobilidade;

 Deve ser especificado de maneira que possibilite o desenvolvimento de novas


situações de aprendizagem para práticas dos cursos a distância;

Itens Que Compõem As Especificações Kits Didáticos

Descrição Técnica e Composição;


Ferramentas e Acessórios;
Especificação dos softwares integrados no kit didático, quando houver;
Descrição Funcional/Práticas a serem desenvolvidas;
Características de Apresentação;
Unidades Curriculares/Capacidades Técnicas Relacionadas;
Previsão de Carga Horária por aluno / por unidade curricular;
Capacidade de Atendimento Simultâneo;

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 36


Estratégia de Utilização do Kit (Carga Horária Prevista x Capacidade de
Atendimento);
Número de Kits recomendados para Execução do Curso EAD para 50
alunos;
Exemplos de Produtos / Possíveis fornecedores.

Itens que compõem as especificações de simuladores

Especificação Técnica;
Descrição Funcional;
Tipo de acesso, licença e características
(PC; Servidor; Nuvem; Trial; Demo);
Estratégia de Distribuição;
Requisitos de Instalação;
Unidades Curriculares/Capacidades Técnicas Relacionadas;
Previsão de Carga Horária por aluno/por unidade curricular;
Número de licenças recomendadas para uma turma com 50 alunos;
Exemplo de produtos/Possíveis Fornecedores/Links.

A Especificação de Laboratórios e Oficinas é composta pelos mesmos itens, mas


somente deve ser preenchida, para cada curso, quando o ambiente para utilização dos kits e
simuladores exigir características específicas para sua instalação e funcionamento.
Exemplos de itens a serem contemplados:

o número de pontos de energia elétrica e voltagem;

o rede de água e esgoto;

o climatização, ventilação e iluminação do ambiente;

o dimensões espaciais, transporte e armazenamento

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 37


o acessibilidade etc.

Caso não haja possibilidade de especificação de Kits e Simuladores, deve ser


descrita a infraestrutura mínima de oficinas contendo todos os equipamentos, máquinas,
ferramentas, instrumentos e acessórios, necessários para a realização das atividades
presenciais.

Situações de Aprendizagem

Desafios propostos aos estudantes para


solucionar problemas, tomar decisões, testar hipóteses e
aplicar o que aprenderam a outros contextos.

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico,


Designer Educacional.

O Programa SENAI de Educação a Distância está plenamente alinhado à


Metodologia SENAI de Educação Profissional, e as Situações de Aprendizagem
produzidas na etapa de desenvolvimento são o fio condutor do curso a distância e
expressam como os DRs desenvolvedores compreendem a prática docente baseada
na formação por competências.

No PS-EAD as atividades referentes às Situações de Aprendizagem podem


ser realizadas tanto a distância quanto no presencial usando as ferramentas de
comunicação do próprio AVA, como fóruns e chats, e as funcionalidades de entrega
de atividades, além de simuladores digitais e kits didáticos, com as orientações
iniciais e produção dos estudantes registradas no AVA e práticas profissionais
realizadas presencialmente.

As orientações básicas para elaboração das Situações Didáticas incluem os


seguintes requisitos:

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 38


1. Cada Unidade Curricular deve conter pelo menos uma Situação de
Aprendizagem.

2. Cada Situação de Aprendizagem deve estar relacionadas a:

a. uma ou mais capacidades listadas no Desenho Curricular


e selecionadas pelo conteudista, com apoio do Revisor
Técnico e do Designer Educacional.
b. Um ou mais itens de conhecimentos listados no Desenho
Curricular e selecionados pelo conteudista, com apoio do
Revisor Técnico e do Designer Educacional

Plano das Situações de Aprendizagem

O planejamento das Situações de Aprendizagem deve ser baseado nas capacidades


estabelecidas no Itinerário Nacional. Das Situações de Aprendizagem podem derivar
diversas atividades que poderão ser realizadas com apoio de vários recursos, tais como:
material multimídia interativo, livro didático, kits e simuladores. É importante que as
Situações de Aprendizagem tenham uma abordagem contextualizada, ou seja, que se
desenvolvam em contextos próximos da situação real de trabalho, de forma que o conteúdo
seja relevante e significativo para os estudantes.

Para realizar o planejamento das Situações de Aprendizagem, os DRs


desenvolvedores utilizam um Plano da Situação de Aprendizagem, composto por
quatro formulários descritos a seguir.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 39


Formulário do Aluno

Neste formulário (anexo 05), define-se a estratégia a ser utilizada (Situação-


Problema, Projeto, Pesquisa, Estudo de Caso) e um breve descritivo da
contextualização e do desafio envolvido na Situação de Aprendizagem.

O formulário também inclui especificações técnicas, a relação de materiais,


ferramentas e instrumentos utilizados e outras informações pertinentes para que o
estudante realize a Situação de Aprendizagem.

A segunda parte do Formulário do Aluno detalha a Situação de Aprendizagem


descrita brevemente no Formulário, complementando-o com a sequência de
atividades, e os recursos a serem utilizados em cada atividade, de acordo com o
Plano de Ensino.

O formulário registra ainda qual será o formato (a distância ou presencial) e a


dinâmica (individual, em grupo ou em turma) da Situação de Aprendizagem, aspectos
da avaliação (como meio de entrega e critérios de avaliação), além da carga horária
em minutos e horas.

Este formulário pode ser disponibilizado como anexo (em formato .pdf) aos
estudantes ou ser apresentado como sequência de telas multimídia.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 40


Formulário do Tutor
Este formulário (anexo 06) apresenta ao docente o plano de mediação para a
Situação de Aprendizagem descrita no Formulário do Aluno, especialmente em
termos de estratégias de ensino e aprendizagem adotadas e recursos didáticos
utilizados para a mediação.

Atividades, resultados esperados, capacidades e conhecimentos, assim como


a respectivas cargas horárias, são herdados do Formulário 2.

A segunda parte do Formulário traz uma proposta de solução para cada


resultado esperado citado anteriormente.

Também detalha nível de desempenho (crítico ou desejável) para os critérios


de avaliação informados, bem como as estratégias de avaliação.

Os dois formulários, junto ao Plano de Ensino, se integram em uma única


planilha Excel programada com referências cruzadas para agilizar o planejamento.

O Formulário do Tutor pode ser disponibilizados aos docentes na área de


Materiais Complementares do curso, disponível na Extranet.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 41


Materiais on-line

Conjunto de recursos em formato multimídia que visam o desenvolvimento das


capacidades específicas e de gestão, observando-se a competência geral da Unidade
Curricular.

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico, Designer Educacional, Ilustrador,


Equipe de produção

Os materiais on-line do PS-EAD devem ser planejados e desenvolvidos


considerando os seguintes norteadores:

Hands-on, (prática) envolver os alunos em fazer coisas –


experimentar e praticar por meio de simulações e atividades multimídias
interativas.
Minds-on, (conceitos essenciais) focar nos conceitos centrais e
mais críticos para a construção dos conhecimentos necessários.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 42


Reality-on, (contexto real ) apresentar situações de aprendizagem
que envolvem problemas do mundo real do trabalho profissional, e projetar o
que é relevante e interessante para o estudante.

Benefícios

Uma abordagem que prima pelos aspectos citados acima tornam a educação
profissional a distância:

Engajante, no sentido de os estudantes são envolvidos no


processo de aprendizagem e não apenas vistos como receptáculos de
conhecimento.

Autêntico, por que o que eles estão aprendendo tem significado


para eles como indivíduos, e como trabalhadores no mercado de trabalho.

Os materiais on-line elaborados para o PS-EAD utilizam texto, imagem, som e


movimento para apresentar e desenvolver nos estudantes os conceitos essenciais de
uma Unidade Curricular, Situações de Aprendizagem e exercícios autocorrigidos
recomendados para o desenvolvimento dos fundamentos técnicos e científicos e das
capacidades técnicas, sociais, organizativas e metodológicas previstas no Itinerário
Formativo.

Os materiais on-line podem também trazer as orientações para atividades


realizadas presencialmente (no mínimo 20% da carga horária total, como recomenda
a Resolução Nº 6, de 20 de setembro de 2012, que define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para azo Educação Profissional Técnica de Nível Médio). Nesse caso, as
atividades descritas no material on-line são realizadas em oficina, laboratório ou sala
de aula, com o apoio de simulador e/ou kit didático. Caso as orientações para as
atividades presenciais não estejam no material on-line, elas necessariamente deverão
estar publicadas no AVA do curso.

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 43


Os materiais on-line são preparados pelo conteudista e pelo designer
educacional, com apoio do revisor técnico; uma vez validados, são desenvolvidos
pelos profissionais da equipe de produção.

Conceitos essenciais

Itens de conhecimentos essenciais apresentados em formato multimídia, de forma estruturada


e articulada com o Plano de Ensino e Situação de aprendizagem

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico, Designer Educacional, Ilustrador, Equipe de


produção

Parâmetros: número de itens necessário para solução do(s) desafio(s) proposto(s) na


Situação de Aprendizagem,e desenvolvimento das capacidades identificadas

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 44


A sequência de apresentação dos conceitos essenciais em telas deve reproduzir a
ordenação das Situações de Aprendizagem e necessidades de aprendizagem dos
estudantes.A informática apresenta um grande potencial para o desenvolvimento das
capacidades técnicas, principalmente para estudantes de cursos a distância, através de
recursos multimídia interativos que propiciem experimentação e prática. Nesse sentido, é
importante aproveitar os benefícios que a tecnologia nos oferece para facilitarmos a
aprendizagem dos estudantes. Assim, as atividades que permitem a interferência dos
usuários, a visualização de causa e efeito de suas ações, são as que devem ser mais
valorizadas, principalmente quando desenvolvemos capacidades técnicas.

Tipos de recursos multimídia interessantes para explorar os conceitos essenciais e


propiciar atividades práticas:

Simulação simples (do tipo experiência interativa)


Jogo educacional
Animação 2D
Animação 3D
História em quadrinhos
Gravações sonoras de máquinas
Locuções
Infográfico
Quiz
Vídeo
Ilustração
Aplicativo de realidade aumentada

A etapa de planejamento dos materiais on-line deverá ser finalizada com a descrição
dos recursos multimídia interativos num formulário de design geral (anexo 07).

____________________________________________________________________

Metodologia para Desenvolvimento de Cursos a Distância – PS-EAD 45


Uma vez desenvolvidos, os materiais on-line são publicados no
Repositório Central de Mídias para validação e posterior disponibilização pelo
Departamento Nacional aos DRs executores.

Exercícios autocorrigidos (de fixação ou passagem)

Questões de associação, múltipla escolha, resposta breve, verdadeiro ou falso,


palavras cruzadas, preencher lacunas, apresentadas aos estudantes, com
feedbacks exibidos automaticamente

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico, Designer Educacional, Equipe


de produção

Parâmetros: De 3 (três) a 10 (dez) exercícios ao final de cada item de


conhecimento explorado, podendo haver mais exercícios, a critério do
conteudista

Todos os exercícios devem ser compostos por questões


objetivas com uma única resposta correta e oferecer feedback
qualificado (direcionando o aluno a aprofundar o seu estudo de acordo
com a resposta dada), previamente planejado pelos DRs
desenvolvedores. São realizados pelos estudantes no próprio AVA, que

46
pode registrar as respostas dos estudantes para fins de monitoramento
ou avaliação. Os passos para elaborar os exercícios consistem em:

1.Redigir o enunciado da questão.

2.Redigir as opções de resposta.

3.Redigir feedback explicando a causa de acerto ou erro.

O conteudista deve indicar se o exercício é de autoavaliação


(sem peso na avaliação final do estudante) ou de avaliação (com peso
na avaliação do estudante). Neste último caso, deve-se indicar a
porcentagem da nota atribuída ao exercício, no Plano de Ensino da
Unidade Curricular.

Especificações para produção dos materiais on-line

As especificações dos materiais on-line foram concebidas tendo em


vista atender às seguintes premissas do PS-EAD:

Recursos multimídia produzidos dentro de limites predefinidos


Usuários na ponta com conexão mínima de 300 kbps
Estabilidade para acesso aos materiais on-line
Ampla compatibilidade com diversas plataformas utilizadas pelos
usuários
Interoperabilidade entre diversos AVA/LMS (Learning
Management System) adotados pelos DRs executores

Padrões de compatibilidade

Para que possam ser acessados por diversos sistemas


operacionais e equipamentos, os materiais on-line do PS-EAD são

47
desenvolvidos a partir dos parâmetros orientadores à produção, listados
a seguir.

Programação

Como referência de Programação dos materiais on-line dos cursos a


distância deverá ser utilizado o “Manual de Estilos Webgráficos” e o
“Template para Conteúdo On-line” atualizados para os novos cursos a
distância do Programa. Em linhas gerais, temos as seguintes premissas:

Template padrão em linguagem HTML 5


Recursos Web desenvolvidos preferencialmente em linguagem HMTL 5,
porém não excluiu-se a possibilidade de outras tecnologias, sob
avaliação do Departamento Regional Desenvolvedor
Interoperabilidade entre diversos LMS (Learning Management Systems)
por meio da adoção do padrão SCORM, versão 1.2
Acessibilidade segundo as diretrizes WCAG (Web Content Acessibility
Guidelines – W3C)

A configuração padrão de computadores para os alunos dos cursos do


Programa SENAI de Educação a distância está descrita a seguir:

Item Descrição

Processador Processador Dual Core 2GHz ou superior

Memória 1 GB de Memória RAM ou mais

Vídeo Placa de Vídeo on board de 128MB ou superior

Som Placa de Som on board ou offboard e alto-falantes

48
Internet Conexão Banda Larga de 300 kbps

Placa de Rede 10 Mbps Ethernet ou superior

Sistema -Windows XP ou posterior


Operacional
-MAC OS 10.5.2 (Leopard) ou posterior
(aluno deve possuir
uma das -Linux Ubuntu 6+ ou outras distribuições com
alternativas) suporte aos Browsers homologados
-Android 4.0 ou superior;

- IOS não é compatível por causa dos recursos


multimídia desenvolvidos em formato Flash.
Navegadores -Mozilla Firefox 18 ou posterior
(aluno deve possuir
-Google Chrome 20 ou posterior
uma das
alternativas) -Internet Explorer 9 ou posterior

-Safari 3.1 ou posterior

Plugins e Softwares -Plugin Flash Player 11 ou posterior


(http://get.adobe.com/br/flashplayer)
-Java SE 1.6.45 ou superior (http://java.com)

Caso o Departamento Regional desenvolvedor optar pela utilização de


objetos de aprendizagem interativos que não sejam compatíveis com as
configurações supracitadas, deverá comunicar ao Departamento Nacional a
configuração necessária para a execução dos materiais on-line do curso,
visando disseminação aos Departamentos Regionais executores.

49
Template para desenvolvimento dos materiais on-line

Para atender aos requisitos de ampla compatibilidade e assegurar a


identidade visual do PS-EAD, os DRs desenvolvedores trabalham a partir de
um template nacional padronizado, desenvolvido em linguagem HTML 5.

50
Em termos de navegação, o template padronizado disponibiliza:

Botões de acessibilidade (Alto Contraste, Aumentar Fonte e


Diminuir Fonte no canto superior direito).

Botões de navegação nas bordas da área de conteúdo

Botão retrátil para visualizar/ocultar a Árvore de Conteúdos

51
Em termos de organização, o template padronizado define:

Uma Árvore de Conteúdos (retrátil), organizando os itens


de cada tópico, ou as etapas de cada Situação de Aprendizagem,
apresentados no Menu de Tópicos

A mancha principal detalha os conteúdos desenvolvidos


para cada item de conteúdo ou cada etapa da Situação de
Aprendizagem e pode ser estendida para ocupar a largura total da tela
clicando-se os botões retráteis

52
Com respeito à identificação dos materiais on-line, o template
padronizado informa:

Logotipo nacional no canto superior esquerdo, em uma das


cores padronizadas para a marca SENAI pelo Manual de Marcas e
Regras de Aplicação do Sistema Indústria (v. preferencialmente, o
logotipo SENAI disponível à p. 9).

Cabeçalho superior com identificação do título do curso e


da Unidade Curricular, alinhado à esquerda3

Na mancha principal, a série da área tecnológica à qual o


curso em questão se refere, o nome da Unidade Curricular e, ao lado, a
imagem da área tecnológica (conforme disposto na seção “Cores e
Imagens” do Manual de Estilos de Recursos Didáticos Nacionais –
SENAI)

3
A identificação da Unidade Curricular também aparece no topo da Árvore de Conteúdos e
na mancha principal.

53
Todas as Unidades Curriculares devem iniciar com a capa
especificada acima e uma tela de orientações para navegação, incluindo
os recursos padronizados do template on-line, mais os recursos
personalizados utilizados na mancha principal conforme as
necessidades de cada curso.

54
Ao final de cada item de conhecimento ou Situação de
Aprendizagem detalhado na Árvore de Conteúdos, o estudante visualiza
um aviso padrão de encerramento da etapa de estudo, que o encaminha
também a acessar o próximo item do Menu de Tópicos.

A Unidade Curricular se encerra com um tópico de fechamento,


no qual são apresentadas as conclusões sobre os itens de
conhecimento explorados (abordagem tópica) ou sobre as Situações de
Aprendizagem desenvolvidas (abordagem contextualizada)

55
No fechamento do material on-line, o DR desenvolvedor deve incluir
uma tela rolável com os créditos de todos os participantes do processo de
produção (Anexo 11).

56
Livro Didático

Material didático em formato impresso que têm por função apresentar todos os
itens de conhecimento relacionados a uma Unidade Curricular, subsidiando o
desenvolvimento de capacidades específicas e de gestão.

Responsáveis: Conteudista, Revisor Técnico, Designer Educacional, Ilustrador,


Equipe de produção

Parâmetros: 1 (um) Livro Didático por Unidade Curricular

Os Livros Didáticos desenvolvidos no âmbito do Programa SENAI de


Recursos Didáticos visam atender à demanda por material didático qualificado
e padronizado para os Cursos Técnicos e de Qualificação Básica que
compõem o Itinerário Nacional.

O projeto pedagógico dos livros didáticos nacionais tem como


fundamento norteador os princípios da Metodologia SENAI de Educação

57
Profissional, que consolida os métodos para definição de Perfil Profissional,
Desenho Curricular Nacional e Prática Docente. Essa característica permite
que os livros sejam aplicados tanto à modalidade presencial quanto aos cursos
oferecidos a distância, na forma de referencial técnico a alunos, docentes e
equipe técnico-pedagógica, e também como subsídio ao desenvolvimento de
outros recursos didáticos.

O alinhamento entre livros didáticos nacionais e Desenhos Curriculares


Nacionais se manifesta primeiro na organização dos títulos: para cada unidade
curricular de um curso, um livro didático.

Também há estreita correspondência entre o Sumário do LD e os itens


de conhecimento arrolados pelos especialistas no DCN de cada curso,
considerando os critérios de similaridade temática e processos de trabalho,
entre outros.

E, no que se refere à linguagem utilizada, à profundidade e à amplitude


de tratamento dos temas, bem como à seleção de ilustrações e à definição de
elementos de destaque (verbetes de glossário, casos, exemplos e indicação de
leituras complementares), a elaboração dos LDs mantém o foco no perfil
profissional, em seu nível de qualificação, na estrutura interna de cada unidade
curricular e nos contextos descritos nos fundamentos técnicos e científicos e
nas capacidades técnicas, sociais, organizativas e metodológicas de cada
perfil.

O projeto gráfico-editorial aprovado alinha-se às práticas de


normalização e controle de qualidade recomendadas institucionalmente pela
área de Comunicação. E a etapa de avaliação, que ocorre durante todo o
processo de desenvolvimento e, posteriormente, de forma contextualizada,
quando os livros didáticos já estão em uso por alunos, docentes e equipe
técnico-pedagógica, segue as diretrizes do Sistema de Avaliação da Educação
Profissional (SAEP).

58
Os itens de conhecimento são desenvolvidos na forma textual e
gráfica, usando linguagem dialógica, em grau e abrangência compatíveis com
os fundamentos e as capacidades relacionados na Unidade Curricular.

Os conteúdos para o Livro Didático são desenvolvidos pelo


conteudista, com o apoio do designer educacional e do revisor técnico. Na fase
de desenvolvimento, os conteudistas devem considerar o projeto editorial
padronizado, a comunicação didática, boas práticas de linguagem textual e
visual, direitos autorais.

As orientações para desenvolvimento de livros didáticos estão


definidas na Metodologia de Desenvolvimento de Livros Didáticos Nacionais,
que apresenta o fluxo de trabalho, os padrões de produção e entrega, os
papéis, as atividades e as normas envolvidos nesses processos, visando
subsidiar e padronizar operações de planejamento, autoria, revisão técnica,
design educacional, produção editorial, impressão gráfica e distribuição aos
Departamentos Regionais (DRs), fundamentadas em consensos nacionais.

Sistemas de Suporte ao Desenvolvimento dos Cursos EAD

BRD – Banco de Recursos Didáticos do SENAI

Matrizes e Fontes: ambiente destinado a gestão dos pacotes finais do


desenvolvimento dos cursos a distância (livros didáticos e materiais on-line)

Repositório Central de Mídias: ambiente destinado a disponibilização


para download dos Materiais on-line dos cursos a distância

http://www.senai.br/recursosdidaticos

Acesso: Solicitar a equipe de Coordenação do SENAI/DN

59
Extranet SENAI

Ambiente para disponibilização da documentação dos cursos (Planos


de Curso, Planos de Ensino, Planos de Situação de Aprendizagem,
Especificações de Kits Didáticos e Simuladores) para os Departamentos
Regionais executores dos cursos a distância.

http://redesenai.senai.br/

Acesso: Solicitar à Central de Orientação do PS EAD

Sala de Visitas SENAI-DN

Ambiente destinado a publicação para visualização dos materiais on-


line dos cursos a distância do Programa SENAI de EAD, visando análise e
disseminação as equipes regionais dos Departamentos Regionais executores

www.senai.br/ead/saladevisitas e/ou www.saladevisitas.avasmanager.com.br

Acesso: solicitar ao Interlocutor de EAD do Departamento Regional

Credenciais de Acesso de Visitantes: Usuário: “visitante1”/ Senha:


“123”

SALVE

Ambiente destinado a publicação dos arquivos preliminares oriundos


do desenvolvimento dos cursos a distância (livros em doc, documentação de
planejamento etc)

http://sig.sistemaindustria.org.br/salve/index.aspx

Acesso: solicitar acesso a equipe de Coordenação do Departamento


Nacional

60
Direitos autorais

Direito autoral é aquele que confere ao autor de uma obra intelectual a


exclusividade de copiá-la e explorá-la economicamente, enquanto viver,
transmitindo-a aos seus herdeiros.

Autor é a pessoa física criado de obra intelectual, a quem pertencem os


direitos morais (de crédito de autoria) e patrimoniais (de cópia e reprodução).

No Brasil, as obras intelectuais estão protegidas pela Constituição da


República, de 1988, e pela Lei de Direitos Autorais em vigor (no 9.610/98).

No âmbito do PS-EAD, essa proteção se estende tanto aos materiais


inéditos produzidos para o PS-EAD, por meio do Termo de Cessão de Direitos
Autorais, quanto ao uso de materiais produzidos por terceiros (imagens,
ilustrações, animações, textos etc.), por meio do Termo de Autorização de Uso
de Imagens, Vídeos e Ilustrações.

Materiais inéditos para o PS-EAD

Todos os profissionais que criam materiais inéditos para o PS-EAD –


ou seja, conteudistas, ilustradores, fotógrafos e demais autores de obras
intelectuais – têm seus direitos morais (de autoria) assegurados pela citação de
seu nome completo nas ficha técnica dos respectivos Livros Didáticos (anexo
10) e/ou nas telas de créditos dos materiais on-line (Anexo 11).

Por meio de Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo 12), os


autores cedem ao Departamento Nacional e ao DR desenvolvedor os direitos
patrimoniais (de reprodução) sobre os Livros Didáticos e/ou Materiais On-line
elaborados.

Para garantir a integridade dos direitos autorais das obras relacionadas


aos cursos produzidos no âmbito do PS-EAD, os DRs desenvolvedores devem

61
observar os procedimentos para confecção e coleta de assinaturas no Termo
de Cessão de Direitos Autorais, preparado pela Superintendência Jurídica da
CNI e atualizado em julho/2011 pela área responsável por documentação e
informação das entidades nacionais do Sistema Indústria.

Orientações para confecção do Termo de Cessão de Direitos Autorais

1.1 Os termos de cessão deverão confeccionados


de acordo com o modelo encaminhado pelo SENAI
Departamento Nacional (anexo 12).

1.2 Nos espaços escritos em vermelho, deverão


ser inseridas as informações sobre o Departamento
Regional, que é o empregador ou o contratante do
autor (no caso de colaborador do quadro ou de
prestador de serviço terceirizado, respectivamente). O
Senai-DN e o DR são ambos denominados
CESSIONÁRIOS nesse termo.

1.3 Nos espaços sinalizados com a cor azul, deverão ser inseridas
informações sobre o autor, denominado CEDENTE nesse termo.

1.3.1 Para efeitos da assinatura do termo de cessão, são


considerados autores:

o especialista de conteúdo;

o ilustrador;

o fotógrafo;

demais autores, conforme a especificidade de cada


obra.

62
1.4 Nos espaços sinalizados com a cor verde, deverá ser indicado e
detalhado o tipo de obra (denominada OBJETO) a que se refere o termo de
cessão, conforme opções relacionadas abaixo:

1.4.1 Conteúdo para material didático impresso referente


ao Curso xxxx, Unidade Curricular yyy.

1.4.2 Recurso multimídia denominado xxx, referente ao


Curso yyyy, Unidade Curricular zzzz.

1.4.3 Ilustração denominada xxx, referente ao Curso yyyy,


Unidade Curricular zzzz.

1.4.4 Animação denominada xxx, referente ao Curso yyyy,


Unidade Curricular zzzz.

1.4.5 Trilha sonora para Curso yyyy, denominada xxxx.

1.5 Após a complementação das informações nos respectivos


espaços, todo o documento deve ser salvo na cor preta.

Atenção: Para cada autor e para cada obra será necessário preparar
um termo de cessão de direitos autorais específico, como exemplificam as
situações hipotéticas abaixo:

Se na mesma obra houver 2 especialistas de conteúdo,


deverão ser confeccionados e assinados 2 termos de cessão.

Se na mesma obra houver 1 especialista de conteúdo e 2


ilustradores, deverão ser confeccionados e assinados 3 termos de
cessão.

Se na mesma obra houver 2 especialistas de conteúdo, 1


ilustrador e 2 fotógrafos, deverão ser confeccionados e assinados 5
termos de cessão.

63
Se houver 1 especialista de conteúdo para o livro didático e
para os recursos multimídia, pode ser confeccionado e assinado 1 único
termo de cessão, desde que todas as obras produzidas por esse autor
sejam descritas no termo.

Orientações para coleta de assinaturas do Termo de Cessão de


Direitos Autorais

2.1 O termo de cessão de direitos preenchido deverá ser impresso


em 3 (três) vias idênticas.

2.2 As assinaturas do autor nas 3 (três) vias do termo devem ser


coletadas antes do início dos trabalhos de elaboração da obra.

2.3 Ao ser concluída a obra, deverão ser coletadas as assinaturas


do Diretor Regional e de 2 (duas) testemunhas nas 3 (três) vias já
assinadas pelo autor.

2.4 O procedimento final é enviar o Termo de Cessão de Direitos ao


SENAI-DN, que providenciará a coleta de assinaturas e encaminhará as
vias para arquivamento.

64
Materiais de terceiros (imagens, ilustrações, animações, textos etc.)

Materiais didáticos, sejam livros didáticos ou recursos multimídia,


geralmente fazem referências a outras fontes de consulta e em alguns casos
utilizam obras de terceiros para ilustrar, exemplificar ou mesmo explicar
conceitos ou práticas.

Todas as obras de autoria de terceiros – nacionais ou internacionais –


estão protegidas pela Lei 9.610/98 e pelos tratados internacionais de direitos
autorais, como a Convenção de Berna, da qual o Brasil é signatário desde
1922.

Dessa forma, qualquer material de terceiros utilizado nos cursos a


distância, incluindo textos, fotografias, ilustrações, gráficos, animações,
músicas, vídeos etc., deve conter o crédito de autoria (direitos morais) e
possuir a respectiva documentação jurídica que comprove a autorização de uso
(direitos de propriedade) para esse fim específico.

Para assegurar que todo o conteúdo desenvolvido esteja alinhado com


a política de direitos autorais, podem ser usados sistemas para detecção de
similaridades com outros materiais protegidos. Exemplos: Farejador de Plágio,
Sniffer, Plagius Detector etc.)

O crédito de autoria é informado por meio de legendas ou chamadas


especiais na ficha técnica dos Livros Didáticos ou nas páginas de crédito dos
Materiais On-line.

A autorização de uso é obtida por meio da assinatura do Termo de


Direito de Uso de Imagens, Vídeos e Ilustrações, preparado pela
Superintendência Jurídica da CNI, e firmado entre o detentor dos direitos
patrimoniais da obra em questão e o SENAI-DN juntamente o DR
desenvolvedor (Anexo 13).

65
Orientações para confecção do Termo de Autorização de Uso Imagens, Vídeos
e Ilustrações

1.1 Os termos de autorização de uso deverão confeccionados de


acordo com o modelo encaminhado pelo SENAI Departamento Nacional.

1.2 Nos espaços escritos em vermelho, deverão ser inseridas as


informações sobre o Departamento Regional, que, juntamente com o
Departamento Nacional, é denominado AUTORIZADO neste termo.

1.3 Nos espaços sinalizados com a cor azul, deverão ser inseridas
informações sobre o detentor dos direitos autorais (pessoa física ou
jurídica), denominado AUTORIZADOR neste termo.

1.4 Nos espaços sinalizados com a cor verde, deverá ser indicado e
detalhado o tipo de obra (denominada OBJETO) a que se refere o termo de
autorização de uso

1.5 Após a complementação das informações nos respectivos


espaços, todo o documento deve ser salvo na cor preta.

Orientações para a coleta de assinaturas do Termo de Cessão de Direitos


Autorais de Uso Imagens, Vídeos e Ilustrações, de Terceiros

2.1 O termo de autorização de uso preenchido deverá ser impresso


em 3 (três) vias idênticas.

2.2 As assinaturas do detentor dos direitos autorais nas 3 (três) vias


do termo devem ser coletadas até o fechamento dos trabalhos de
elaboração do Livro Didático ou Material On-line na qual as obras
autorizadas serão inseridas.

66
2.3 Obtidas as assinaturas do detentor dos direitos autorais,
deverão ser coletadas as assinaturas do Diretor Regional e de 2 (duas)
testemunhas nas 3 (três) vias.

2.4 O procedimento final é enviar o termo de autorização de uso ao


SENAI-DN, que providenciará a coleta de assinaturas e encaminhará as
vias para arquivamento.

67
Referências

ARETIO, Lorenzo Garcia. La educación a distancia: de la teoría a


la práctica. Barcelona: Ariel, 2001.

AUSUBEL, D. P. A aprendizagem significativa: a teoria de David


Ausubel. São Paulo: Moraes, 1982.

BRASIL. Decreto no 5622/05, com redação de 2007. Regulamenta


o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece
as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sobre EAD.

BRASIL. Lei no 9.610/1998. Altera, atualiza e consolida a


legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial
da união, Brasília, 20 fev. 1998. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm>.

BRASIL. Parecer CNE/CEB nº 11/2012. Dispõe sobre a


organização dos cursos a distância, com mediação tecnológica, e
parâmetros de carga horária presencial. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_dow
nload&gid=10804&Itemid=>.

BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 04/99. Dispõe sobre as


Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica
de Nível Médio. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf_legislacao/tecnico/legisla_te
cnico_resol0499.pdf>.

BRASIL. Resolução n° 510/2011. Dispõe sobre a integração do


SENAI ao Sistema Federal de Ensino e dá outras providências.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação


Profissional e Tecnológica. Secretaria de Educação a Distância.
Referenciais para elaboração de material didático para EAD no ensino

68
profissional e tecnológico, 2007. Disponível em:
<www.etecbrasil.mec.gov.br/gCon/recursos/upload/file/ref_materialdidati
co.pdf>.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Guia de direitos autorais


do Sistema Indústria / Confederação Nacional da Indústria. Brasília: CNI,
2010.

FILATRO, A. Design educacional na prática. São Paulo:


Pearson/Prentice Hall, 2008.

FILATRO, A. Design educacional contextualizado. São Paulo:


Senac, 2004.

MOORE, Michael; KEARSKEY, Gred. Educação a distância: uma


visão integrada. São Paulo: Thomson Learning, 2007.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Diretrizes para atuação do


SENAI em Educação a Distância. Brasília: CNI, 2004.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Glossário da educação


profissional e tecnológica do SENAI. Brasília: CNI, 2009. Disponível em:
<http://www.senai.br/glossario/>

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Glossário de EAD. Brasília:


CNI, 2012.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Metodologia SENAI de


Educação Profissional. Brasília: CNI, 2013.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Padronização de estilos Web


gráficos – versão 2. Brasília: SENAI/UNIEP, 2011.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Manual de Estilos de


Recursos Didáticos Nacionais. Brasília: SENAI/UNIEP, 2011.

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Orientações para


credenciamento e autorização de educação profissional técnica de nível
médio, a distância. Brasília: SENAI/UNIEP, 2011.

69
SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL. Metodologia para Seleção e
Elaboração de Recursos Didáticos. Brasília: CNI, 2011.

SISTEMA INDÚSTRIA. Manual de Marca e Regras de Aplicação.


Brasília: CNI, agosto de 2012.

SWELLER, John. Cognitive load theory: a special issue of


Educational Psychologist. London: Lawrence Erlbaum Associates, 2003.

TABBERS, H., KESTER, l., HUMMEL, H. G. K.; NADOLSKI, R. J. .


“Interface design for digital courses”. In JOCHEMS, W.; MERRIËNBOER, J.
van & KOPER, R. (eds). Integrated e-learning: implications for pedagogy,
technology & organisation. London: Routledge Farmer, 2003.

TAROUCO, L. M. R.; CUNHA, S. L. S. “Aplicação das Teorias


Cognitivas ao Projeto de Objetos de Aprendizagem”. In: Revista Novas
Tecnologias na Educação, Dez.2006.

70
Créditos

Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP


Felipe Esteves Morgado
Gerente Executivo

Waldemir Amaro
Gerente

Paula Martini
Gestora do Programa SENAI de Educação a Distância

Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento


Hugo Nakatani
Coordenação do Desenvolvimento dos Cursos do Programa SENAI de Educação
a Distância

Andrea Filatro
Elaboração

Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento


Hugo Nakatani
Revisão

71
Anexos

72
Anexo 1 – Requisitos e funcionalidades mínimas do ambiente virtual de
aprendizagem

Programa SENAI de Educação a Distância

Documento orientador para: Requisitos e funcionalidades mínimas do


ambiente virtual de aprendizagem (AVA) – padrão básico

Objetivo específico:

De acordo com o Termo de Abertura de Iniciativa (TAI), o objetivo geral


do PN EAD SENAI é: “Disponibilizar para os DRs, para pronta utilização, 10
cursos técnicos a distância, 30 cursos de qualificação profissional a distância e
soluções nacionais de suporte a fim de expandir o número de matrículas
realizadas pelo SENAI.”.

Dentre os cinco objetivos específicos do PN EAD SENAI, o presente


documento se refere ao objetivo específico nº 4 que é: “Prover os DRs de
tecnologias para os cursos a distância”. Para alcançar tal objetivo, serão
monitorados os seguintes indicadores:

a) Documento de referência elaborado para sistema de


videoconferência (não será tratado no presente documento).

b) Fornecedor interno identificado para serviço de AVA (não


será tratado no presente documento).

c) Documento elaborado sobre requisitos e funcionalidades


do AVA (esse documento orientador e a lista em anexo).

d) Repositório implantado para mídias digitais (não será


tratado no presente documento).

73
Descrição:

Para a execução dos 40 cursos a distância do PN EAD SENAI, é


necessária a utilização de sistema informatizado de relacionamento para
aprendizagem on-line, que é comumente denominado Learning Management
System (LMS) ou Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Outras
denominações equivalentes são: Course Management System (CMS), Learning
Content Management System (LCMS), Managed Learning Environment (MLE),
Learning Support System (LSS), Learning Platform (LP), LIMPS (Learning
Information Management System).

Para designar esse sistema, o SENAI adota a expressão Ambiente


Virtual de Aprendizagem (AVA), cuja definição está no Glossário da Educação
a Distância do SENAI, de 2010, e segue abaixo:

“Ambiente virtual de aprendizagem (AVA): Conjunto integrado de


ferramentas e soluções informatizadas com funcionalidades para
publicação de conteúdo digital (texto, vídeo, locução, animação,
simulação etc.), para comunicação interativa (com chat, fórum,
webconferência etc.) e para gestão do processo de ensino e
aprendizagem (rastreamento, logs, rendimento etc.). Pode ser um
software proprietário, um software livre ou um conjunto de softwares
integrados de acordo com as necessidades dos cursos a distância a
serem executados. Suas funcionalidades podem ser integral ou
parcialmente utilizadas, de acordo com o projeto pedagógico do curso.
Pode ser utilizado em cursos a distância, em cursos presenciais e em
cursos híbridos.”

Os Departamentos Regionais têm autonomia para definição do AVA a


ser utilizado para execução dos cursos a distância para seus clientes. Para
cursos com os mesmos parâmetros, como é o caso dos 40 cursos a distância
do PN EAD SENAI, é possível definir requisitos e funcionalidades mínimos do
AVA que são compatíveis com as características metodológicas dos cursos.

74
Ao final estão:

a) lista de requisitos e funcionalidades mínimos para


customização do AVA – padrão básico, adequada para a execução dos
cursos a distância do PN EAD SENAI.

b) comentários relevantes

c) lista de requisitos e funcionalidades adicionais do AVA, que


os DRs podem escolher incluir e a sua ausência não impacta na
execução dos cursos a distância do PN EAD SENAI.

Com os requisitos e funcionalidades do AVA e cuidados de


parametrização que estão sendo considerados na produção dos recursos on-
line, os cursos a distância do PN EAD SENAI poderão ser acessados por
diversos sistemas operacionais e equipamentos. Na próxima página, segue o
gráfico da ampla compatibilidade dos cursos a distância do PN EAD SENAI:

75
Anexo 2 – Termo de autorização de uso para reprodução, distribuição e
disponibilização de material didático do PS-EAD

AUTORIZAÇÃO DE USO
PARA REPRODUÇÃO,
DISTRIBUIÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO
DE MATERIAL DIDÁTICO QUE
CONCEDEM O SENAI/DN E O
SENAI/DR/YY PARA O SENAI/DR/XX,
NA FORMA ABAIXO:

Pelo presente instrumento o SERVIÇO NACIONAL DE


APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – DEPARTAMENTO NACIONAL – SENAI/DN,
situado no SBN, Quadra 1, Bloco C – Ed – Roberto Simonsen - Brasília – DF,
CNPJ 33.564.543.0001-90 e o SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM
INDUSTRIAL – DEPARTAMENTO REGIONAL DE YYYY, doravante
denominados AUTORIZADORES, autorizam o SERVIÇO NACIONAL DE
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – DEPARTAMENTO REGIONAL DE XXXX,
situado no (endereço), doravante denominado AUTORIZADO, a reproduzir,
distribuir e disponibilizar o material didático abaixo mencionado, na íntegra, em
mídia impressa ou digital, assim como disponibilizá-lo em base de dados, nos
seguintes termos.

A presente autorização é feita em caráter não exclusivo, por prazo


indeterminado, a título gratuito, produzindo seus efeitos unicamente no Brasil,
tendo por objeto os livros didáticos e materiais on-line relacionados abaixo,
doravante denominados conjuntamente “materiais didáticos”, em sua
integralidade, referentes à série XXX, cuja titularidade sobre seus direitos
autorais patrimoniais, inclusive as autorizações de uso de imagem e voz,
pertence aos AUTORIZADORES:

76
Livro didático da unidade curricular xxxx

Material on-line da unidade curricular xxxxx

Livro didático da unidade curricular yyyyy

Material on-line da unidade curricular yyyy

Livro didático da unidade curricular zzzz

Material on-line da unidade curricular zzzz

...

Para efeitos desta autorização, cada item que consta da relação


representa um todo indivisível, com vistas a manter a integridade da unidade
curricular à qual se refere.

O AUTORIZADO poderá, por meio desta autorização, reproduzir,


distribuir e disponibilizar, na integralidade, os materiais didáticos acima
mencionados, em mídia impressa ou digital, desde que respeitadas as
restrições abaixo:

a. A reprodução em mídia impressa dos livros didáticos


poderá ser feita exclusivamente por meio de gráfica(s) offset ou
gráfica(s) de reprodução a laser, contratada(s) pelo SENAI -
Departamento Nacional por meio de processo licitatório, para a
composição de Registro de Preços, conforme regras
estabelecidas no Regulamento de Licitações e Contratos da
Entidade;

b. A distribuição dos livros impressos deverá ser feita


exclusivamente aos estudantes de cursos pagos ou gratuitos do
SENAI, na modalidade presencial ou à distância;

77
c. A disponibilização dos arquivos digitais dos livros
didáticos e dos arquivos digitais dos materiais on-line deverá ser
feita exclusivamente no Ambiente Virtual de Aprendizagem
adotado pelo AUTORIZADO visando à oferta de cursos pagos ou
gratuitos do SENAI, na modalidade presencial ou à distância, sem
a permissão de download dos arquivos pelos usuários.

O presente instrumento não confere ao AUTORIZADO o direito de


modificar, resumir, reduzir, compilar, ampliar ou transformar, no todo ou em
parte, os materiais didáticos acima mencionados, sem a autorização expressa
dos respectivos titulares de seus direitos autorais patrimoniais.

E por estarem justos e acordados firmam a presente autorização em 3


(três) vias de idêntico teor, na presença das testemunhas infra-assinadas.

Brasília, de de .

________________________________

SENAI/DN – AUTORIZADOR

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

________________________________

SENAI/DR/YY - AUTORIZADOR

(nome do Diretor Regional)

78
________________________________

SENAI/DR/XX – AUTORIZADO

(nome do Diretor Regional)

Testemunhas:

________________________ __________________________
____
xxxx
xxxxx

79
Anexo 03 – Modelo de Plano de Curso

Programa SENAI de Educação a Distância

PLANO DE CURSO

Este documento foi elaborado pela equipe do Programa SENAI de


Educação a Distância para aplicação em todo o território nacional.
O DR executor deve completar as seções indicadas com informações locais.

Nome do Modalida
EAD
Curso: de:

Justificativa e objetivos:

[O DR desenvolvedor deve incluir aqui justificativas e objetivos de alcance


nacional, evitando qualquer informação pertinente a seu Departamento
Regional.]

[O DR executor deve completar o texto-base com informações sobre a


demanda e o contexto local.]

Requisitos e formas de acesso:

80
Para acesso ao curso, o candidato deverá atender os seguintes requisitos:

• para os cursos técnicos, ter concluído o ensino médio (para oferta


subsequente) ou comprovar matrícula no ensino médio (para matrícula
concomitante)

para os cursos de qualificação básica, ter concluído o ensino XXXX ou


estar cursando o ensino XXXX (verificar curso a curso)

• ter sido classificado/aprovado no processo seletivo, se aplicável,


obedecendo ao limite de vagas disponíveis;

• ter disponibilidade para participar dos encontros presenciais, aulas


práticas em laboratório ou visitas técnicas;

• ter acesso à Internet com conexão de, no mínimo, 300 kbps

[O DR executor deve complementar, se necessário, o texto-base com


procedimentos locais de acesso.]

Perfil profissional de conclusão:

O egresso do curso estará preparado para [O DR desenvolvedor completa


com a competência geral do curso e o código CBO da ocupação.]

Organização curricular:

Quadro de organização curricular:

[O DR desenvolvedor deve preencher quadro “Lista de UCs” que é parte do


Plano de Ensino e reproduzi-lo neste campo, incluindo a ordem de oferta das
unidades curriculares e a proporção de carga horária presencial e a distância.]

Itinerário formativo:

81
[O DR desenvolvedor deve extrair as informações do Itinerário Nacional de
Educação Profissional, excluindo qualquer referência a estágios ou defesa de
TCC, a não ser em casos excepcionais.]

Desenvolvimento metodológico:

Os cursos do Programa SENAI de Educação a Distância seguem a


Metodologia SENAI de Educação Profissional, que tem diretriz principal a
formação com base em competências. São princípios norteadores dessa
metodologia: a aprendizagem mediada, a interdisciplinaridade, a
contextualização, o desenvolvimento de capacidades que sustentam
competências, a ênfase no aprender a aprender, a aproximação da formação
ao mundo real, ao trabalho e às práticas sociais, a integração entre teoria e
prática, a avaliação da aprendizagem com função diagnóstica e formativa, e a
afetividade como condição para a aprendizagem significativa.

As Situações de Aprendizagem, por meio de atividades desafiadoras


propostas aos alunos, visam o desenvolvimento das capacidades previstas no
Itinerário Nacional de Educação Profissional.

Os cursos do Programa SENAI de EAD são projetados para realização em


um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com Materiais On-line que
orientam os alunos a realizarem atividades virtuais e presenciais, apoio de
Livros Didáticos e acompanhamento educacional sistemático.

As Situações de Aprendizagem são o fio condutor do curso e oportunizam


o "aprender fazendo" por meio de estratégias como estudo de caso, projeto,
situação-problema e pesquisa. Podem ser realizadas individualmente, em
pequenos grupos ou com toda a turma, sempre com a orientação de um tutor.
No formato a distância, utilizam recursos do AVA, como ferramentas de
comunicação (ex.: fóruns e chats), ferramentas de entrega de atividades,
exercícios autocorrigidos e simuladores digitais.

As atividades práticas são realizadas em polos de apoio presencial, com o


apoio de de kits e simuladores didáticos.

[O DR desenvolvedor pode completar com questões metodológicas


específicas do curso em questão.]

82
Organização interna das unidades curriculares:

[O DR desenvolvedor deve apresentar o detalhamento (Unidades de


Competência, Objetivo Geral e Conteúdos Formativos) das Unidades
Curriculares que constam no Itinerário Nacional, respeitando a ordem de
execução estabelecida nos planos de ensino integrados com as situações de
aprendizagem elaborados pelo DR desenvolvedor]

Plano de estágio ou de trabalho de conclusão de curso, quando


requeridos

De acordo com a Resolução nº 06, de 20 de setembro de 2012, da Câmara


de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que define as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível
Técnico, a carga horária destinada às atividades de estágio profissional
supervisionado deve ser adicionada à carga mínima prevista pelo Catálogo
Nacional de Cursos Técnicos para o curso.

É responsabilidade dos Departamentos Regionais decidir sobre a inclusão


ou não de Estágio Supervisionado e/ou Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC) no Plano de Curso, respeitando-se as diretrizes do Conselho de Classe
Regional referente à habilitação técnica.

[Caso o DR executor opte por Estágios e/ou TCC, deve completar esta
seção com o Plano de Realização do Estágio Profissional Supervisionado, e
adicionar a respectiva carga horária e descrição no quadro de organização
curricular acima. O DR executor deve também observar também as diretrizes
nacionais sobre Estágios Supervisionados em discussão no DN ao longo de
2013.]

83
Critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências
anteriores:

De acordo com o art. 36 da Resolução nº 06, de 20 de setembro de 2012, a


instituição de ensino pode promover o aproveitamento de conhecimentos e
experiências anteriores do estudante, desde que diretamente relacionados
com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação
profissional, que tenha sido desenvolvidos:

I - em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico


regularmente concluídos em outros cursos de Educação Profissional Técnica
de Nível Médio;

II - em cursos destinados à formação inicial e continuada ou qualificação


profissional de, no mínimo, 160 horas de duração, mediante avaliação do
estudante;

III - em outros cursos de Educação Profissional e Tecnológica, inclusive no


trabalho, por outros meios informais ou até mesmo em cursos superiores de
graduação, mediante avaliação do estudante;

IV - por reconhecimento, em processos formais de certificação profissional,


realizado em instituição devidamente credenciada pelo órgão normativo do
respectivo sistema de ensino ou no âmbito de sistemas nacionais de
certificação profissional.

[O DR executor pode completar o texto-base com informações sobre


procedimentos locais.]

Critérios e procedimentos de avaliação da aprendizagem:

A avaliação da aprendizagem será feita de forma processual, diagnóstica e


formativa, ao longo de todo o processo de formação, visando permitir o
diagnóstico dos avanços e das dificuldades do aluno para que sejam feitas as
intervenções pedagógicas necessárias.

84
Para avaliar a aprendizagem do aluno (conhecimentos, habilidades e atitudes),
serão utilizadas estratégias e instrumentos de avaliação múltiplos e
diversificados, preservando a integração das Unidades Curriculares e
buscando desenvolver nos alunos o hábito da pesquisa, atitudes de reflexão,
iniciativa e criatividade. Poderão ser utilizados estudos de casos, situações
problemas, projetos interdisciplinares, simulações e demonstrações, testes,
assim como provas realizadas presencialmente.

[Cabe ao DR executor definir e registrar no Plano de Curso critérios


específicos para a avaliação final, como nota, composição da média final etc.]

Instalações, equipamentos, recursos tecnológicos e bibliotecas:

Para a execução do curso, é utilizado um sistema informatizado de


gerenciamento da aprendizagem on-line, comumente denominado Ambiente
Virtual de Aprendizagem (AVA). Este ambiente reúne as principais ferramentas
para:
interação entre tutores, monitores e alunos (por meio de ferramentas
síncronas como sala de bate papo ou assíncronas como fórum e correio
eletrônico, entre outras);
estudo do conteúdo e realização das atividades propostas (por meio de
ferramentas de exibição de conteúdo e realização de atividades
individuais, em grupo ou com toda a turma);
compartilhamento de arquivos;
acompanhamento individual e coletivo.

A carga horária mínima obrigatória a ser realizada presencialmente ocorre


nos polos credenciados pelos Conselhos Regionais do SENAI. As atividades
incluem avaliações, práticas em laboratório ou com apoio de kits didáticos
móveis e simuladores digitais, além de estágios e defesas de Trabalho de
Conclusão de Curso (quando pertinente).

Os polos possuem recepção, sala de administração e reuniões, salas de


aula e avaliações teóricas, biblioteca e acervo, laboratório de informática (ao
menos 1 computador para cada 2 alunos com Internet banda larga para
acesso aos materiais on-line, interação via AVA e uso de simuladores e/ou
softwares), laboratório/oficina para aulas e avaliações práticas com kits
didáticos, além de sanitários, bebedouros e acessibilidade para deficientes.

85
[O DR executor pode complementar o texto-base com informações sobre
infraestrutura local utilizada no apoio ao curso.]

Recursos humanos (perfil do pessoal docente, técnico e


administrativo):

Os profissionais que atuam na execução do curso são:


Tutor: domina o conteúdo da área tecnológica do curso e a metodologia
de ensino. Interage com os alunos por meio do AVA e, conforme a
configuração da equipe no DR, atua também nas práticas presenciais.
Monitor: orienta os alunos em questões técnicas e administrativas, tanto
no AVA quanto presencialmente.
Coordenador pedagógico: orienta a atuação da tutoria e a monitoria e
cuida dos aspectos didático-pedagógicos intra e intercursos.
Coordenador técnico do curso: orienta o tutor tecnicamente e assegura
a qualidade da execução do curso.
Responsável pelo polo: organiza e monitora a execução das atividades
e encontros presenciais.
Gestor da EAD: coordena as atividades dos coordenadores técnico e
pedagógico, dos responsáveis pelos polos e da equipe do núcleo de
educação a distância

[O DR executor pode complementar o texto-base com informações sobre a


equipe local, incluindo experiência e formação.]

Certificados e diplomas:

[Para cursos técnicos]

Ao concluinte que obtiver aproveitamento mínimo em todas as unidades


curriculares dos módulos básico e específicos, e comprovar a conclusão do
ensino médio, é conferido o diploma de Habilitação Profissional Técnica em
XXX, vinculado ao eixo tecnológico XXX.

Quando concluir com aproveitamento mínimo todas as unidades


curriculares do módulo específico I, o aluno obterá o certificado de

86
Qualificação Profissional Técnica de XXX (conferir se o curso prevê saídas
intermediárias).

No verso dos diplomas e dos certificados deverão ser explicitadas as


unidades curriculares cursadas no referido módulo e as respectivas
competências profissionais definidas no perfil profissional de conclusão.

[Para cursos de Qualificação Profissional Básica]

Ao concluinte que obtiver aproveitamento mínimo em todas as unidades


curriculares dos módulos básico e específicos é conferido o certificado de
Qualificação Profissional Básica em XXX, vinculado ao eixo tecnológico XXX.

No verso dos certificados deverão ser explicitadas as unidades curriculares


cursadas no referido módulo e as respectivas competências profissionais
definidas no perfil profissional de conclusão.

87
Anexo 04 – Modelo de Plano de Ensino

Obs.: para preenchimento, utilizar planilha Excel·.

88
Anexo 05 – Modelo de Plano de Situação de Aprendizagem: Formulário do Aluno

Obs.: Para preenchimento, utilizar o arquivo em Excel

89
Anexo 06 – Modelo de Plano de Situação de Aprendizagem: Formulário do Tutor

Obs.: Para preenchimento, utilizar o arquivo Excel

90
Anexo 07 – Modelo de Formulário de Design Geral dos Recursos Multimídia

A essa altura, você já planejou as situações de aprendizagem do seu


curso/unidade curricular, e já tem noção de quais recursos digitais e não digitais
que deverão ser utilizados para ajudar o aluno a desenvolver as atividades
pedagógicas.

Esse formulário visa oferecer um registro das ideias para a produção do


material multimídia interativo do curso em desenvolvimento, assim como ser um
subsídio para a roteirização do mesmo.

As informações e especificações apresentadas nesse documento deverão


estar integradas com as situações de aprendizagem e atividades propostas.

Faça um formulário para cada Unidade Curricular.

1. Defina o escopo da UC. O que será coberto nesta UC? O que não
será coberto? (esta questão deverá estar em conformidade com o
Itinerário Nacional)

O que você quer que os alunos aprendam desta Unidade? O que os alunos
deverão ser capazes de fazer após completarem a Unidade? Tente ser o mais
específico possível com termos do tipo: “identificar”, “calcular”, “resolver”,
“comparar”, “prever”,” fazer”, “instalar”, ao invés de usar termos ambíguos como
“entender”, “perceber”, “estudar”.

2. Como esta UC vai aproveitar as vantagens do computador?

Quando planejar um recurso digital, aproveite o potencial da programação


para interatividade de nível cognitivo superior. Planeje atividades que não podem
ser realizadas através de uma aula expositiva ou folha de papel. Lembre-se que o
Curso é formado por um conjunto de recursos para ser usado na aprendizagem do
aluno: o professor terá ainda o apoio do livro didático, e poderá fazer uso de kits e
simuladores e outros materiais.

91
3. Que recursos on-line você propõe para proporcionar visualização e
manipulação?
4. Descreva o tipo de recurso multimídia interativo complexo que você
planeja, quais suas principais características?
5. Quais os componentes que farão parte desse recurso
multimídia?(texto, imagem, som, vídeo, animação).
6. O que o aluno poderá fazer nesse recurso complexo? Que tipo de
interação será possibilitada a ele?
7. O que o aluno poderá aprender com ele?
8. Esse recuso multimídia interativo oferecerá ao aluno mais de um
jeito/percurso para realizar a atividade? Descreva
9. Nesse recurso, o aluno poderá intervir para resolver um problema?
(estipular parâmetros, escolher percursos, tomar decisões).
10. Como o(s) recurso(s) multimídia interativo(s) oferecerá (ão)
feedback ao aluno? Que tipo de feedback?
11. Que benefícios esse (s) recurso(s) no computador vai (ão) trazer
para os alunos em oposição às aulas presenciais e livros texto?
12. Que outros recursos multimídia interativos você propõe para as
páginas web da UC (glossário, calculadora, vídeo).
13. A equipe de produção garante que esse recurso poderá ser
produzido dentro do cronograma com as funcionalidades
recomendadas para o recurso?

92
Anexo 08 – Modelo de Formulário De Especificação De Kits Didáticos

Programa SENAI de Educação a Distância

ESPECIFICAÇÃO DE KIT DIDÁTICO

Curso:

DR: Data:

Responsável DN: Contato:

Responsável DR: Contato:

CHECK LIST PREMISSAS

Possui mobilidade Produtos disponíveis no mercado

Permite novas situações de aprendizagem Softwares inclusos (quando for o caso)

Aplicação autossuficiente Atende requisitos legais de licitação

1. IDENTIFICAÇÕES TÉCNICAS DO KIT DIDÁTICO


1.1.Nome do kit didático:

1.2.Descrição funcional:

Desenvolver uma breve descrição para que servirá o kit didático.

1.3.Normalização (quando houver):

1.4.Código Finame do produto (quando houver):

1.5.Composição e descrição técnica do kit didático

93
Informar cada item que compõe o kit e detalhá-lo tecnicamente, informando quantidade, características mínimas
e/ou faixas de especificação para que possibilite a participação de vários fornecedores no processo de aquisição.

1.6.Ferramentas e acessórios do kit didático

Seguir o mesmo modelo do item 1.5. Deve acompanhar as chaves de serviço para a perfeita regulagem e operação
do equipamento.

1.7.Softwares para o kit didático

Caso o software faça parte do kit didático, indicar aqui e utilizar Modelo de Especificação de Softwares e
Simuladores para cada um.

1.8. Infraestrutura específica para utilização do kit didático

Informar caso necessite de algo específico de infraestrutura para o pleno funcionamento do kit.

1.9. Características de apresentação do kit

Detalhar como o kit deverá ser apresentado, além de informações acerca de materiais, tipo de acabamento e de
estrutura do kit, Case de acondicionamento.

1.10. Documentação do kit

Documentação que deverá acompanhar o kit para perfeito funcionamento do mesmo.

1.11. Garantia

No edital é solicitado um ano. Se algum equipamento tiver/necessitar prazo maior que isso, informar.

2. RELAÇÃO DO KIT DIDÁTICO COM O CURSO


2.1.Unidades curriculares/capacidades técnicas relacionadas

94
Relacionar capacidades técnicas das UC´s contempladas com a utilização do Kit Didático.

2.2. Previsão de carga horária para utilização do kit por aluno em cada unidade curricular

Estimar carga horária de utilização do kit didático em possíveis Situações de Aprendizagem por Unidade
Curricular.

2.3.Capacidade de atendimento simultâneo por aluno

2.4.Estratégia de utilização do kit

Estimar carga horária prevista de utilização do kit didático por capacidade de atendimento.

2.5. Número de kits recomendado para execução do curso EAD para 50 alunos

3. INDICAÇÃO PARA KIT DIDÁTICO


3.1.Exemplos de produtos do mercado

3.2. Indicação de possíveis fornecedores (três)

95
Anexo 09 – Modelo de Formulário de Especificação de Softwares E Simuladores

Programa SENAI de Educação a Distância

ESPECIFICAÇÃO DE SOFTWARES E SIMULADORES

Curso:

DR: Data:

Responsável DN: Contato:

Responsável DR: Contato:

CHECK LIST PREMISSAS

Permite novas situações de aprendizagem Produtos disponíveis no mercado

Aplicação autossuficiente por meio dessa Atende requisitos legais de licitação


especificação ou integrada com o kit

1. IDENTIFICAÇÕES TÉCNICAS DO SOFTWARE/SIMULADOR


3.3.Nome do software / simulador:

3.4.Descrição funcional:

Descrever detalhadamente para que servirá o software/simulador. Indicar o que se espera realizar no curso com
o programa, para que se possa buscar soluções diversas, possibilitando a participação de vários fornecedores no
processo de aquisição.

3.5.Software já definido / Justificativa para inexigibilidade de licitação

96
Quando há apenas uma solução específica de software para utilização. Indicar nome, fabricante, versão e
justificar o porquê de ter que utilizá-lo como única opção.

Nome Fabricante Versão

Justificativa

3.6.Normalização (quando houver):

3.7.Requisitos de Instalação do Software/Simulador

Configurações mínimas da máquina para plena utilização do software especificado em termos de necessidade de
outros softwares e hardwares.
 Requisitos de hardware

Inserir descrição do hardware recomendado para instalação do software especificado. Indicar configuração
mínima de: processador, memória, espaço em disco, resolução de vídeo, dispositivos de entrada e saída, entre outros
que se façam necessários.

 Requisitos de software

Inserir descrição de software que sejam necessários para utilização. Indicar: sistema operacional, banco de
dados, servidor de aplicação, navegador web, entre outros requisitos que se façam necessários.

3.8.Tipos de acesso

Indicar o(s) tipo(s) de acesso que o software/simulador deverá ter para atender às necessidades das Situações de
Aprendizagem que devrão haver no curso.

Máquina do aluno Laboratório do polo Acesso remoto (nuvem)


3.9.Tipos de licença

Indicar o(s) tipo(s) de licença que o software/simulador deverá ter para atender às necessidades das Situações de
Aprendizagem que deverão haver no curso.

Demo Trial Livre

Proprietário Multiusuário Outro


3.10. Validade da licença

97
3.11. Suporte técnico do software/simulador / Garantia

3.12. Documentação do software/simulador

Documentação que deverá acompanhar para perfeito funcionamento do programa.

4. RELAÇÃO DO SOFTWARE/SIMULADOR COM O CURSO


4.1.Unidades curriculares/capacidades técnicas relacionadas

Relacionar capacidades técnicas das UC´s contempladas com a utilização do Kit Didático.

4.2. Previsão de carga horária para utilização do software/simulador por aluno em cada unidade curricular

Estimar carga horária de utilização do software em possíveis Situações de Aprendizagem por Unidade Curricular.

4.3.Capacidade de atendimento simultâneo por aluno

4.4.Estratégia de acesso e distribuição de licença

4.5. Número de licenças recomendadas para execução do curso EAD para 50 alunos

98
5. INDICAÇÃO PARA SOFTWARES/SIMULADORES
5.1.Exemplos de produtos do mercado

5.2. Indicação de possíveis fornecedores (três)

99
Anexo 10 – Modelo de Ficha técnica para livros didáticos

SENAI - DEPARTAMENTO NACIONAL

UNIDADE DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – UNIEP

Felipe Esteves Morgado

Gerente Executivo

Waldemir Amaro

Gerente

Fabíola de Luca Coimbra Bomtempo

Coordenação Geral do Desenvolvimento dos Livros Didáticos

SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL DA XXXXXXXX

Xxxxx Xxxxxxx

Coordenação do Desenvolvimento dos Livros Didáticos

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Elaboração

Xxxxx Xxxxxxx

Revisão Técnica

100
Xxxxx Xxxxxxx

Coordenação Educacional

Xxxxx Xxxxxxx

Coordenação do Projeto

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Design Educacional

Xxxxx Xxxxxxx

Revisão Ortográfica e Gramatical

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Fotografias, Ilustrações e Tratamento de Imagens

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Comitê Técnico de Avaliação

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Diagramação

101
Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Normalização

i-Comunicação

Projeto Gráfico

102
Anexo 11 – Modelo de Tela de Créditos para os materiais on-line

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA – DIRET

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI - Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

103
Felipe Esteves Morgado

Gerente Executivo

Waldemir Amaro

Gerente

Paula Martini

Gestora do Programa SENAI de Educação a Distância

Anna Christina Aun de Azevedo Nascimento

Hugo Nakatani

Coordenação do Desenvolvimento dos Cursos do Programa SENAI de Educação a


Distância

SENAI – DEPARTAMENTO REGIONAL XXXXXXXX

Xxxxx Xxxxxxx

Coordenação do Desenvolvimento dos Cursos a Distância no Departamento


Regional

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Elaboração

Xxxxx Xxxxxxx

Revisão Técnica

104
Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Design Educacional

Xxxxx Xxxxxxx

Revisão Ortográfica e Gramatical

Xxxxx Xxxxxxx

Xxxxx Xxxxxxx

Ilustrações

Xxxxx Xxxxxxx

Tratamento de Imagens

Xxxxx Xxxxxxx

Fotografias

Xxxxx Xxxxxxx

Sonorização de Trilhas

Xxxxx Xxxxxxx

Programação de Animações

105
Xxxxx Xxxxxxx

Roteirização de Vídeos

Xxxxx Xxxxxxx

Direção de Vídeos

Thiago Geremias de Oliveira (SENAI-SC)

Andre Luiz Martins Ramos (SENAI-SC)

Fernanda Laurentino Inácio (SENAI-SC)

Kristian Tenfen (SENAI-SC)

Cristiane Jaroseski (SENAI-SC) – Revisão versão 2

Flávio Bernadino (SENAI-SC) – Revisão versão 2

Gisele Umbelino (SENAI-SC) – Revisão versão 2

Projeto Webgráfico

Equipes de Educação a Distância dos Departamentos Regionais da Bahia, de


Goiás, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São
Paulo

Validação do Projeto Webgráfico e do Modelo Educacional dos Cursos a


Distância

106
Anexo 12 – Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais (para
conteudistas, ilustradores, fotógrafos e demais autores, conforme a
especificidade de cada obra intelectual produzida)

TERMO DE CESSÃO
DE DIREITOS AUTORAIS QUE
ENTRE SI CELEBRAM O
SERVIÇO NACIONAL DE
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
– DEPARTAMENTO
NACIONAL, O SERVIÇO
NACIONAL DE
APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
–DEPARTAMENTO REGIONAL
DE XXXXXXXXXX E O(A)
SR.(A) XXXXXXXXXXX, NA
FORMA ABAIXO:

Pelo presente instrumento o(a) Sr.(a) XXXXXXXXXXXXXXXX, situado


à endereço: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, identidade: xxxxxxxxx, doravante
denominado Cedente, cede e transfere, nos termos do art. 49 da Lei nº
9.610/98, os direitos patrimoniais referentes à obra de sua autoria:

ao SENAI - Departamento Nacional, situado no SBN, Quadra 1, Bloco


C – Ed – Roberto Simonsen - Brasília – DF, CNPJ 33.564.543.0001-90,
doravante denominado Cessionário, e

107
ao SENAI - Departamento Regional XXXXXXXXXXXXX, situado à
(endereço: xxxxxxxxxxxxxx, CNPJ xxxxxxxxxxxxxxx, doravante denominado
Cessionário.

A presente cessão é feita em caráter universal, total e definitivo e se


faz por prazo indeterminado e a título gratuito, produzindo seus efeitos não só
no Brasil, mas em qualquer lugar situado fora das fronteiras nacionais, tendo
por objeto xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.

Os Cessionários poderão utilizar amplamente a obra cedida, a título


gratuito ou oneroso, no Brasil ou no exterior, sem qualquer limitação de tempo
ou da modalidade de utilização, sem que caiba ao Cedente qualquer
participação no proveito econômico que direta ou indiretamente os
Cessionários venham a auferir.

Compreendem-se nesta cessão todos os direitos patrimoniais do autor


da obra, por meio da qual os Cessionários poderão exercer, da forma como
melhor lhes aprouver, o direito de utilizar, fruir e dispor da obra, bem como
autorizar sua utilização por terceiros, no todo ou em parte, como obra
integrante de outra obra ou não; os direitos de edição, de publicação, de
reprodução por qualquer processo ou técnica (como reprodução gráfica,
reprográfica, fotográfica, videofonográfica, fonográfica), os direitos de
comunicação direta e/ou indireta da obra ao público, mediante cabo, fibra ótica,
satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a
seleção da obra ou produção para percebê-la em tempo e lugar previamente
determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso às
obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em pagamento
pelo usuário, assim como incluir em base de dados.

108
Entre os direitos cedidos incluem-se, também, os de resumo, redução,
tradução, compilação e ampliação da obra objeto deste contrato, bem como o
direito de integrar obra derivada de obra composta e/ou coletiva organizada
pelo Cessionário ou por terceiros por ele indicados, inclusive para uso
publicitário próprio ou de terceiros.

O Cedente autoriza os Cessionários a averbar o presente termo de


cessão à margem do registro a que se refere o art. 19 da Lei nº 9.610/98, junto
ao Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, ou no Registro de
Títulos e Documentos.

O Cedente manterá os Cessionários incólumes em relação a todas e quaisquer


reivindicações que resultem da violação dos direitos autorais protegidos por lei,
respondendo por eventual lesão de tais direitos perante terceiros, sem prejuízo
da apuração das responsabilidades incidentes.

O presente ajuste produzirá seus efeitos inclusive em relação a


eventuais herdeiros e sucessores do Cedente.

Os contratantes elegem o foro da cidade de Brasília, para dirimir


quaisquer dúvidas referentes ao presente instrumento.

E por estarem justos e acordados firmam o presente termo em 3 vias


de idêntico teor, na presença das testemunhas infra-assinadas.

109
Brasília, (dia) de (mês) de (ano).

SENAI - Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Cessionário Diretor Geral

SENAI - Departamento Regional Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Xxxxxxxxx Diretor Regional

Cessionário

Autor Cedente

Nome Xxxxxxxxxxxxxxxx

CPF xxxxxxxxxxxxxxxx

Testemunhas:

110
Anexo 13 – Termo de Autorização de Uso (para materiais de autoria de
terceiros)

AUTORIZAÇÃO DE USO DE
IMAGENS, VÍDEOS, ILUSTRAÇÕES
QUE ENTRE SI CELEBRAM
XXXXXXXXXXXXXXXX E O SERVIÇO
NACIONAL DE APRENDIZAGEM
INDUSTRIAL – DEPARTAMENTO
NACIONAL E O SERVIÇO NACIONAL
DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL –
DEPARTAMENTO REGIONAL
XXXXXXXXXX, NA FORMA ABAIXO:

De um lado XXXXXXXXXXXXXXXX, situado à endereço:


xxxxxxxxxxxxxxxx, CPF/CNPJ: xxxxxxxxxxxxxxxx, doravante denominada
AUTORIZADOR(A),

De outro o SENAI - Departamento Nacional, situado no SBN, Quadra 1,


Bloco C – Ed – Roberto Simonsen - Brasília – DF, CNPJ 33.564.543.0001-90,
neste ato representado por Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti e o SENAI
- Departamento Regional XXXXXXXXXXXXX, situado a endereço:
xxxxxxxxxxxxx, CNPJ xxxxxxxxxxxxx, neste ato representado por Diretor do
DR: xxxxxxxxxxxxx, ambos doravante denominados AUTORIZADOS.

111
Considerando que XXXXXXXXXXXXXXXX é titular dos direitos
autorais sobre obras: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx que
compõem o Anexo I (DESCREVER OU ELENCAR EM UM ANEXO AS
FOTOS, IMAGENS E VÍDEOS, COM SUAS RESPECTIVAS AUTORIA E
OUTRAS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS, CAPAZES DE IDENTIFICÁ-LAS),
doravante denominadas simplesmente obras;

Considerando que as obras que compõem o Anexo I fazem parte do


acervo da AUTORIZADORA, que possui todas as respectivas cessões de
direitos autorais e conexos sobre as obras bem como as autorizações de uso
de imagem e voz das pessoas que foram retratadas e tiveram suas imagens
fixadas nas fotos e nos vídeos que compõem o Anexo I, além da autorização
para seu uso editorial;

As Partes acima nomeadas têm justas e acordadas o presente Termo


de Autorização de Uso de Imagens, Vídeos e Ilustrações, de acordo com as
cláusulas e condições que se seguem:

CLÁUSULA PRIMEIRA – DO OBJETO

1.1. O presente instrumento tem por objeto a autorização para uso das
imagens, vídeos e ilustrações, devidamente identificados e descritos no Anexo
I, que integra o presente instrumento independente de transcrição, em caráter
gratuito, irrevogável e irretratável, por prazo indeterminado, a título não
exclusivo, em caráter universal, sem limitação de número de vezes, produzindo
seus efeitos não só no Brasil, mas em qualquer lugar situado fora das fronteiras
nacionais, para compor e ser utilizado nos materiais didáticos desenvolvidos
pelos AUTORIZADOS ou por seus colaboradores.

1.2. A presente autorização abrange os usos acima indicados tanto em


mídia impressa (livros, catálogos, revistas, jornais, entre outros) como também
em mídia eletrônica (programas de rádio, podcasts, vídeos e filmes para
televisão aberta e/o fechada, documentários para cinema ou televisão),
intranet, internet, banco de dados informatizado multimídia, homevídeo, DVD,

112
suportes de computação gráfica em geral e/ ou divulgação científica de
pesquisas e relatórios para arquivamento e elaboração de obras didáticas, sem
qualquer ônus aos AUTORIZADOS, que poderão utilizá-los em todo e qualquer
projeto e/ ou obra de natureza técnico/ didática voltada para xxxxxxxxxxxxx
(DESCREVER PARA QUE FIM SERÃO UTILIZADOS).

1.3. Compreendem-se nesta autorização, ainda, o direito de utilizar,


fruir e dispor das obras objeto do presente instrumento, bem como autorizar
sua utilização por terceiros, no todo ou em parte, como obra integrante de outra
obra ou não, o direito de integrar obra derivada de obra composta e/ou coletiva
organizada pelos AUTORIZADOS ou por terceiros por eles indicados, inclusive
para uso publicitário próprio ou de terceiros; os direitos de edição, de tradução,
de publicação, de reprodução por qualquer processo ou técnica (como
reprodução gráfica, reprográfica, fotográfica, videofonográfica, fonográfica), os
direitos de comunicação direta e/ou indireta da obra ao público, mediante cabo,
fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário
realizar a seleção da obra ou produção para percebê-la em tempo e lugar
previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que
o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em
pagamento pelo usuário.

CLÁUSULA SEGUNDA – DA GRATUIDADE DA AUTORIZAÇÃO

2.1. A presente autorização tem caráter gratuito e não confere ao


AUTORIZADOR qualquer participação no proveito econômico que direta ou
indiretamente os AUTORIZADOS venham a auferir das obras que venham a
ser desenvolvidas com as imagens, vídeos ou ilustrações, objeto do presente
instrumento.

CLÁUSULA TERCEIRA – DOS DIREITOS DOS AUTORIZADOS

3.1. O AUTORIZADOR manterá os AUTORIZADOS incólumes em


relação a todas e quaisquer reivindicações que resultem da violação dos
direitos autorais e de imagem e voz protegidos por lei, respondendo por

113
eventual lesão de tais direitos, inclusive perante terceiros, sem prejuízo da
apuração das responsabilidades incidentes, decorrentes de tais acusações e/
ou eventuais condenações, além das custas judiciais e honorários de
advogado.

CLÁUSULA QUARTA – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

4.1. O presente ajuste produzirá seus efeitos inclusive em relação a


eventuais herdeiros e sucessores dos autores das obras autorizadas pelo
AUTORIZADOR.

4.2. As Partes elegem o foro da cidade de Brasília, para dirimir


quaisquer dúvidas referentes ao presente instrumento.

E por estarem justas e acordadas firmam o presente termo em três vias


de idêntico teor, na presença das testemunhas infra-assinadas.

Brasília, (dia) de (mês) de (ano).

SENAI - Departamento Nacional Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Autorizado Diretor Geral

114
SENAI - Departamento Regional Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

De São Paulo Diretor Regional

Autorizado

Autorizador

Nome

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

CPF/CNPJ xxxxxxxxxxxxxxxx

Nome da testemunha 1: Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Testemunhas: CPF: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Nome da testemunha 2: Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

CPF: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

115
Anexo 14 – Checklist final de qualidade

Análise Transversal dos Materiais On-line

Checklist final de qualidade: da produção multimídia e da articulação dos materiais on-


line com demais elementos do curso

Nome do curso:

Nome da Unidade
Curricular

Verificador: Data:

Correção de erros da produção multimídia

Foco Abrangência Sim Não Observações

Texto principal, títulos e subtítulos,


itens de menu, rótulos e legendas
de figuras, texto interno de objetos
1. Gramática e
vinculados (tutoriais, vídeos,
ortografia
animações) foram submetidos a
uma revisão ortográfica e
gramatical final?

Todos os URLs, ícones, figuras e


2. Verificação de
prints de telas hiperlinkáveis estão
links
acessíveis ao usuário final?

Os materiais funcionam
3. Compatibilidade corretamente nos demais LMSs
ao template Web compatíveis com as especificações
do Manual de Estilos Webgráficos e

116
o Manual de Utilização?

Há adesão plena ao projeto visual


do PS-EAD (logotipo do programa
4. Identidade visual nacional, identificação de curso e
UC, cores e imagens das áreas
tecnológicas)?

Articulação do material on-line com outros elementos do curso a distância

Foco Abrangência Sim Não* Observações

As Situações de Aprendizagem
5. Com o Plano de apresentadas no material on-line
Ensino correspondem às descritas no
Plano de Ensino?

A abordagem e nível de
complexidade do conteúdo estão
6. Com os Livros
adequadas para ajudar os alunos a
Didáticos
resolverem as situaçoes de
aprendizagem do curso?

7. Com a A infraestrutura essencial para a


infraestrutura realização das Situações de
(kits, simuladores, Aprendizagem (atividades práticas)
máquinas, estão citadas no Plano de Ensino?
equipamentos etc.)

* Em caso de NÃO articulação entre os elementos, a recomendação é:


1) analisar a melhor solução para o sucesso da aprendizagem dos
estudantes;2) alterar o elemento que, no menor prazo e custo, garanta
a articulação e a qualidade.

117
118