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Biologia 2019/2020

Visita de estudo à
Universidade Católica do Porto
(departamento de biotecnologia)
05/03/2020

Adrielly Martins Modesto, 12º A, nº 30


Xavier Santos Leite, 12º A, nº 28
Sofia Rodrigues Ribeiro, 12.º A, nº 24
Nokuzola Conceição Ribeiro, 12º A, nº 20
Maria Inês Gonçalves Barbosa, 12.º A, n.º 15
Concluído a 19/03/2020
Índice

Introdução Página 3

Desenvolvimento Página 4

Conclusão Página 6

Anexos Página 8

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Introdução

No dia 5 de março, quinta-feira, das 8:30h às 12:00h, a turma 12ºA juntamente


com as suas professoras de Biologia e de Português, Alda Lima e Maria Magalhães,
respetivamente, visitou, no âmbito da disciplina de Biologia, a Escola Superior de
Biotecnologia, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Esta visita de estudo teve como finalidade fundamentar os conhecimentos dos


alunos acerca da Biotecnologia: da sua funcionalidade e aplicação no mundo, bem
como das licenciaturas disponíveis na universidade visitada, juntamente com o
mercado de trabalho disponível para as mesmas. Para tal, realizaram-se, ainda,
atividades experimentais sobre a problemática ambiental das chuvas ácidas e do seu
respetivo efeito, quer no meio ambiente quer em estruturas antrópicas.

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Desenvolvimento

Como referido, estas atividades experimentais tinham como objetivo fazer uma
simulação da formação das chuvas ácidas bem como dos seus efeitos nos diversos
ecossistemas.

Após a colocação das batas brancas necessárias à atividade, cada grupo


dirigiu-se ao seu respetivo balcão onde se encontravam presentes os seguintes
materiais:

 Um gobelé;
 Uma vareta de vidro;
 Fósforos;
 Uma massa adesiva;
 Indicador de pH (fenolftaleína);
 Solução de hidróxido de sódio (NaOH);
 Tampa de vidro
 Placa de vidro

Na primeira atividade experimental sugeria-se a simulação da formação das


chuvas ácidas. Deste modo, colocou-se num gobelé 50 mL de H2O, tendo sido
adicionadas, de seguida, uma gota de fenolftaleína e uma gota de hidróxido de sódio
(NaOH).

Com a ajuda da massa adesiva, colocaram-se dois fósforos no interior do


gobelé, acenderam-se os mesmos e, seguidamente, tapou-se o gobelé com uma
tampa de vidro. Agitou-se delicadamente a solução e observou-se a sua gradual
mudança de cor.

Os fósforos presentes no interior do gobelé eram compostos por clorato de


potássio e enxofre que, quando acendidos e consequentemente queimados, libertam
dióxido de enxofre (SO2).

3S (s) + 2KCl3 (s) → 3SO2 (g) + 2KCl (s)

O dióxido de enxofre (SO2), ao misturar-se com a água destilada presente no


gobelé, origina ácido sulfuroso (H2SO3), conhecido pela sua presença na composição
das chuvas ácidas e por ser altamente prejudicial, representando um elevado risco
para todos os seres vivos.

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SO2(g) + H2O (l) ⇄ H2SO3 (aq)

Como foi possível observar após esta primeira atividade, a presença deste
ácido acidificou a água do gobéle. Consequentemente, com a diminuição do pH, deu-
se uma mudança de cor do indicador, verificou-se que este passou de carmim (pH
básico) a incolor (pH ácido).

Na segunda e última atividade experimental, o propósito era observar e


analisar os danos das chuvas ácidas no mundo.

Primeiramente, colocou-se materiais disponíveis no laboratório, (tais como uma


pétala de uma flor, uma folha de papel higiénico e outra de papel de alumínio, casca e
miolo de maçã, uma folha de uma planta, carbonato de cálcio e um pedacinho de
casca de ovo), numa placa de vidro.

Seguidamente, um elemento de cada um dos grupos, disponibilizou-se para a


colocação, de forma cuidadosa, de uma gota de ácido sulfúrico concentrado em cada
um dos materiais escolhidos, tendo sido recomendado o uso de luvas nesta etapa do
procedimento. Observaram-se e registaram-se as alterações nos respetivos materiais
(Fig.1).

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Conclusão

Relativamente às experiências realizadas, podemos concluir que ambas foram


bastante bem conseguidas.

Na primeira experiência, a formação das chuvas ácidas foi recriada com


sucesso num gobelé, tendo sido visualizada a sua formação através da utilização do
indicador de ph fenolftaleína que, após a adição do composto NaOH (que por ser uma
base forte aumentou o ph da água), tornou-se carmim.

Após o incendio do fósforo, foi clara a mudança da coloração da mistura para


incolor devido à ação do dióxido de enxofre libertado das cabeças dos fósforos,
evidenciando a diminuição do ph para ácido. Portanto, verifica-se que primeira
experiência foi realizada na perfeição, demonstrando a formação das chuvas ácidas
em contexto de laboratório.

Na segunda experiência, tinha-se como objetivo a observação dos efeitos


provocados na sociedade a nível de materiais e compostos comuns do nosso
quotidiano, pelas chuvas acidificadas. Estas, como pudemos perceber, são
provocadas pela ação da humanidade devido à crescente utilização de combustíveis
fósseis e à emissão de gases poluentes, tais como dióxido de enxofre (SO2), trióxido
de enxofre (SO) e dióxido de nitrogénio (NO2), que interferem com a acidificação
natural das chuvas, intensificando-as.

Para tal, desposemo-nos de objetos variados (referidos anteriormente) para


que fosse possível a observação das diversas caraterísticas adquiridas, resultantes da
interação com as chuvas ácidas.

Como os efeitos das chuvas ácidas vão se manifestando gradualmente, e só


após alguns anos é que podem ser observáveis, a solução para uma observação
instantânea em laboratório resumiu-se a ácido sulfúrico concentrado.

A deterioração destes itens foi evidente logo após a adição do ácido,


permitindo um resultado visual fidedigno das consequências da acidificação das
chuvas. No entanto, um período mais longo de avaliação iria demonstrar uma melhor
progressão de deterioramento dos itens em observação

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No seu todo, ambas as experiências foram bastante bem elaboradas, tendo
atingindo as nossas expectativas de uma atividade realizada, com o auxílio de
profissionais qualificados, na Universidade Católica do Porto.

Analisando todos os acontecimentos vividos, num plano geral, consideramos


que a visita de estudo foi extremamente lúdica e enriquecedora, tanto a nível
educativo como a nível social.

Na nossa opinião, pensamos que esta foi uma forma divertida e original de
nos familiarizarmos com uma possível futura área de estudo (campo da biotecnologia),
tendo o contacto direto com as respetivas instalações da universidade, bem como a
interação com os profissionais da instituição, contribuído para o aumento do interesse
no curso exposto.

Concluímos ainda, que ambas as experiências realizadas possibilitaram-nos


uma abordagem bastante envolvente a uma matéria já lecionada, porém um pouco
esquecida. Dado isto, verificamos que as mesmas permitiram-nos relembrar e
aprofundar os conteúdos relativos às chuvas ácidas, tendo contribuído, também, para
a obtenção de uma melhor perceção por parte dos alunos, do trabalho feito pelos
profissionais no respetivo curso.

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Anexos

Figura 1- Tabela relativa aos efeitos observados em vários materiais após a adição de
H2SO4 concentrado.

Fig.2- Simulação da formação de chuvas ácidas num gobelé, em laboratório.

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Fig.3- Efeitos provocados pela solução concentrada de ácido sulfúrico em
diferentes materiais (folha de papel de alumínio, folha de papel higiénico, pétala de
uma flor, pedaço de maçã, pedaço de casca de ovo, carbonato de cálcio e uma folha
de uma planta).