Você está na página 1de 1

História dos azulejos de Ovar

O azulejo é uma peça de cerâmica, geralmente quadrada, de pouca espessura, onde


uma das faces é vidrada.
O azulejo cobre as paredes de qualquer casa vareira, desde a dita “casa do brasileiro”
à casa urbana de dois pisos, associada à burguesia oitocentista e novecentista e ainda
à casa térrea, típica do conselho. A partir da segunda metade do século XIX, as casas
são revestidas exteriormente a azulejo, moda oriunda do brasil, trazida e difundida
pelos emigrantes regressados. As ruas de Ovar enriquecem-se com diferentes
padrões e cores que preenchem a frontaria das casas, reforçados por frisos e
cercaduras decorativos, animados por motivos cerâmicos tridimensionais como
pinhas, vasos, jarrões, balaustradas e estátuas.
A maior parte dos azulejos que revestem as casas do conselho utilizam a técnica de
estampilha, que consiste na aplicação de uma estampilha com os recortes do desenho
sobre o azulejo já coberto de vidrado branco, sobre o qual se passa uma trincha com a
respetiva cor. Os azulejos de relevo são obtidos a partir de moldes de madeira ou
gesso.
As arquiteturas religiosas do conselho refletem, também, o predomínio dos azulejos
pois praticamente todas as capelas e igrejas têm as suas fachadas revestidas por
azulejos.
Os azulejos dos edifícios públicos, como fontes e estações de caminho de ferro
narram cenas do quotidiano, servindo de um bom documento das tradições vividas
pelos homens da terra.
Num esforço de preservação destes testemunhos vivos do passado foi criado o Atelier
de Conservação e Restauro de Azulejo, a funcionar na Rua Heliodoro Salgado, nº3.