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CIPA

COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES


NR 05

CURSO DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

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CURSO DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

INDICE

CURSO DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

 A final? O que é CIPA? 03

 NR 05 – Comissão Interna de Prevenção de acidentes – CIPA 04

 Noções sobre Normas Regulamentadoras 09

 Acidente de Trabalho 11

 Fatores determinantes de um acidente do trabalho 12

 Investigação das causas de um acidente do trabalho 14

 Riscos Ambientais 16

 Mapa de Riscos 20

 Sinalização de Segurança 25

 Equipamentos de Proteção 26

 Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 26

 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 27

 Organização dos locais de trabalho 28

 Princípios básicos de prevenção contra incêndio 29

 Primeiros Socorros 37

 Noções sobre Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS 46

 Encerramento 50

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A FINAL? O QUE É CIPA?

CIPA é a sigla para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que visa à prevenção de acidentes
e doenças relacionadas ao trabalho, buscando conciliar o trabalho com a preservação da vida e a
promoção da saúde de todos os trabalhadores.

Ela é composta de representantes dos Empregados e do Empregador, seguindo o dimensionamento


estabelecido, com ressalvas as alterações disciplinadas em atos normativos para os setores
econômicos específicos.

QUAL SÃO AS ATRIBUIÇÕES DA CIPA?


 
Sua atribuição consiste em identificar os riscos de execução da relação de trabalho, elaborar o mapa
de risco, contando para isso, com a participação do maior número de trabalhadores, tendo a
assessoria do SESMT para realizar suas atribuições.
 
QUAIS AS ATIVIDADES PRINCIPAIS DA CIPA?
 
A CIPA tem como principal atividade à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, auxiliando o
SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. A diferença
básica entre esses dois órgãos internos da empresa reside no fato de que o SESMT é composto
exclusivamente por profissionais especialistas em segurança e saúde no trabalho, enquanto a CIPA é
uma comissão partidária constituída por empregados normalmente leigos em prevenção de acidentes.
O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA, consiste, basicamente, em observar e
relatar as condições de riscos nos ambientes de trabalho; solicitar medidas para reduzir e eliminar os
riscos existentes ou até mesmo neutraliz-a-los; discutir os acidentes ocorridos, solicitando medidas
que previnam acidentes semelhentes e ainda, orientar aos demais trabalhadores quanto à prevenção
de futuros acidentes na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes).
 
QUAL A ATRIBUIÇÃO ESPECÍFICA DO EMPREGADOR EM RELAÇÃO AO FUNCIONAMENTO DA
CIPA?
 
A nova NR-05 dispõe que, compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios
necessários ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização
das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.

QUAIS AS ATRIBUIÇÕES DOS EMPREGADOS EM RELAÇÃO À COMISSÃO PREVENCIONISTA?


 
Conforme a NR-05, compete aos empregados:
a) participar da eleição de seus representantes;
b) colaborar com a gestão da CIPA;
c) indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador situação de riscos e apresentação sugestões para
melhoria das condições de trabalho;
d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e
doenças decorrentes do trabalho.

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NR 5 CIPA – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 DO OBJETIVO
5.1 A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes -CIPA -tem como
objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de
modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a
permanentemente o trabalho com a prevenção da vida e a promoção da
saúde do Trabalhador.

 DA CONSTITUIÇÃO
5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-Ia em regular funcionamento as Empresas
privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta,
instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que
admitam trabalhadores como empregados.

5.3 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couberem aos trabalhadores avulsos e às
entidades que Ihes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas
Regulamentadoras de setores econômicos específicos.

5.4 A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos, deverá garantir
a integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas
de segurança e saúde no trabalho.

5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de


CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de
ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo,
podendo contar com a participação da administração do mesmo.

 DA ORGANIZAÇÃO
5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o
dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos
normativos para setores econômicos específicos.

5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles designados.

5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto,
do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados
interessados.

5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando a ordem. Decrescente de


votos recebidos observará o dimensionamento previsto no Quadro desta NR, ressalvadas as
alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos.

5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designar um responsável


pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotado mecanismos de participação dos
empregados, através de negociação coletiva.

5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano permitida uma reeleição.

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5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de
Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após
o final de seu mandato.

5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades
normais na empresa, sendo vedado à transferência estabelecimento sem a sua anuência, ‘
ressalvado o disposto nos parágrafo; segundo do artigo 469, da CL T.

5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a
discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho
analisando na CIPA.

5.11 O empregador designará entre seus representantes dos empregados escolherão entre os
titulares o vice-presidente.

5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados o término do mandato anterior.

5.13 Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA substituto, entre os componentes ou
não da comissão, sendo na concordância do empregado.
.
5.14 Empossados os membros da CIPA, a empresa deverá protocolizar, em até, unidade
descentralizada do Ministério do Trabalho, cópias das atas de eleição e o calendário anual das
reuniões ordinárias.

5.15 Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, a CIPA não


poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá s. desativada pelo
empregador, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de
empregados da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.

 DAS ATRIBUIÇÕES
5.16 A CIPA terá por atribuição:
a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do
maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver;
b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança
e saúde no trabalho;
c) participar da implementação da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da
avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;
d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando à
identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores;
e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e
discutir as situações de risco que foram identificadas;
f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
g) participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar
os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos
trabalhadores requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou
setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;
h) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros programas
relacionados à segurança e saúde no trabalho;
i) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de
acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde do trabalho;

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j) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da análise das causas
das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;
l) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na
segurança e saúde dos trabalhadores;
l) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;
n) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção
de Acidentes do Trabalho -SIPAT;
o) participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS.

5.17 Cabe ao empregador


a) proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de suas atribuições,
garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho.

5.18 Cabe aos empregados:


a) participar da eleição de seus representantes;
b) colaborar com a gestão da CIPA;
c) indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para
melhoria das condições de trabalho;
d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto à prevenção de acidentes e
doenças decorrentes do trabalho.

5.19 Cabe ao Presidente da CIPA:


a) convocar os membros para as reuniões da CIPA;
b) Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando houver, as
decisões da comissão;
c) manter o empregador informado sobre os trabalhados da CIPA;
d) coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;
e) delegar atribuições ao Vice-Presidente.

5.20 Cabe ao Vice-Presidente:


a) executar atribuições que lhe forem delegadas;
b) substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos temporários;

5.21 Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto terão as seguintes atribuições:


a) cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus
trabalhos;
b) coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos sejam
alcançados;
c) delegar atribuições aos membros da CIPA
d) promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver;
e) divulgar as decisões da CIPA todos os trabalhadores do estabelecimento;
f) Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA;
g) constituir a comissão eleitoral;

5.22 O Secretário da CIPA terá por atribuição:

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a) acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as atas apresentando-as para aprovação e assinatura
dos membros presentes;
b) preparar as correspondências;
c) e outras que lhe forem conferidas.

 DO FUNCIONAMENTO
5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o
calendário preestabelecido.

5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o


expediente normal da empresa e em local apropriado.

5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes


com encaminhamento de cópias para todos os membros.

5.26 As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho-AIT.

5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando:


a) Quando houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de
medidas corretivas de emergência;
b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;
c) houver solicitação expressa de uma das representações.

5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso.


5.28.1 Não havendo consenso, frustradas as tentativas de negociação direta ou com: mediação será
instalada processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da reunião.

5.29 Das decisões da CIPA caberá o pedido de reconsideração, mediante requerimento justificado.

5.29.1 O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária, quando
será analisado, devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários.

5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de
quatro reuniões ordinárias sem justificativa.

5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, obedecida
à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição, devendo o empregador comunicar à
unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos.

5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente, o empregador indicará o substituto, em dois


dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA.

5.31.2 No caso de afastamento definitivo do Vice-Presidente, os membros titulares da representação


dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis.

5.32 A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes
da posse.

5.32.1. O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de trinta dias,
contados a partir da data da posse.

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5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão anualmente treinamento para o
designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.

5.33 O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens:


a) estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo
produtivo;
b) metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho;
c) noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na
empresa.
d) noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e medidas de prevenção;
e) noções sobre as legislações trabalhistas e previdenciárias relativas à segurança e saúde no
trabalho;
f) princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos; g) organizá-lo da CIPA
e outros assuntos necessários ao exercício das atribui Comissão.

5.34 O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo diárias e será
realizado durante o expediente normal da empresa.

5.35 O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade pé entidade de
trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre os temas ministrados.

5.36 A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive quanto a um profissional que o
ministrará, constando sua manifestação em ata, cabendo a escolher a entidade ou profissional que
ministrará o treinamento.

5.37 Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens treinamento, a unidade
descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego complementação ou a realização de outro, que
será efetuado no prazo máximo de trinta dias, contados de data de ciência da empresa sobre a
decisão.

5.38 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos empregados na CIPA, até
sessenta dias antes do término do mandato:

5.38.1 A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar (eleitoral ao sindicato; da categoria


profissional).

5.39 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA constituirão mínimo 55 dias do início do pleito, a


Comissão Eleitoral pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.

539.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA constituída pela empresa.

5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições.


a) publicação e divulgação do edital, em locais de fácil acesso e visual: mínimo 45 dias antes da data
marcada para a eleição:
b) inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para há inscrição quinze dias;
c) liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento independentemente de
setores ou locais de trabalho, com fornecimento de com' d) garantia de emprego para todos os
inscritos até a eleição;
e) realização da eleição no mínimo trinta dias antes do término do mandato quando “houver;”.

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f) realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários que possibilite a
participação da maioria dos empregados.
g) voto secreto.
h) apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanha representante do empregador
e dos empregados, em número a ser definido.
j) guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição período mínimo de cinco
anos.

5.41 Havendo participação inferior apuração dos votos e a comissão no prazo máximo de dez dias.
50% dos empregados na votação. Não eleitoral deverá organizar outra votação

5.42. As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser protocolizadas nem descentralizadas do
MTE, até trinta dias após a data da posse dos novos me CIPA.

5.42.1 Compete a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho confirmada as irregularidades no


processo eleitoral, determinar a sua correção OL a anulação quando for o caso.

5.42.2 Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no prazo de cinco contar da data de
ciência, garantidas as inscrições anteriores.

5.42.3 Quando a anulação se der antes da posse dos membros da CIPA, ficará a prorrogação do
mandato anterior, quando houver, até a complementação de eleitoral.

5.43 Assumirão a condição de membros titulares e suplentes. Os candidatos mais votados.

5.44 Em caso de empate assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento.

5.45 Os candidatos votados e não eleitos na ata de eleição e apuração, decrescente de votos,
possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de suplentes.

DISPOSIÇÕES FINAIS

5.51 Esta norma poderá ser aprimorada mediante negociação, nos termos de portaria específica.

NOÇÕES BÁSICAS DE NORMAS REGULAMENTADORAS – NR’S

As Normas Regulamentadoras (NR), no Brasil, são de cumprimento obrigatório por todas as empresas
privadas e públicas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Diante disso, essas normas se aplicam tanto a empresas públicas quanto privadas de qualquer setor,
incluindo aí a oficina onde João trabalha.
Sabendo disso e de tudo que aconteceu na oficina, você vai precisar destacar quais NR’s deveriam
ser cumpridas para que João e seus colegas de trabalho fiquem em segurança.
Para isso, no entanto, é preciso que você consiga identificar as Normas Regulamentadoras e suas
áreas de aplicação.

As Normas Regulamentadoras (NR) são de cumprimento obrigatório por todas as empresas privadas
e públicas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dessa
forma, estão inclusas ações de Segurança e Saúde no Trabalho.

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Atualmente, existem cerca de 34 NRs previstas para a área de
Segurança e Saúde no Trabalho:

NR1 - Disposições Gerais


NR2 - Inspeção Prévia
NR3 - Embargo ou Interdição
NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança
e em Medicina do Trabalho
NR5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA
NR6 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI
NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
NR8 - Edificações
NR9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
NR10 - Instalações e Serviços em Eletricidade
NR11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio
de Materiais
NR12 - Máquinas e Equipamentos
NR13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
NR14 - Fornos
NR15 - Atividades e Operações Insalubres
NR16 - Atividades e Operações Perigosas
NR17 - Ergonomia
NR18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria
da Construção
NR19 – Explosivos
NR20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
NR21 - Trabalho a Céu Aberto
NR22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
NR23 - Proteção Contra Incêndios
NR24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR25 - Resíduos Industriais
NR26 - Sinalização de Segurança
NR27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho
no Ministério do Trabalho
NR28 - Fiscalização e Penalidades
NR29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
NR30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
NR31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária
Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura
NR32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde
NR33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados
NR34 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção Naval

ACIDENTE DO TRABALHO

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Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício
do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou a perda ou
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

CONCEITO LEGAL

O decreto número 611 de 21 de julho de 1992, em seu capítulo 111. “Estabelece o conceito de
Acidente de Trabalho” no artigo 139, "Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a
serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão
corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o
trabalho permanente ou temporária,”.

CONCEITO PREVENCIONIST A DE ACIDENTE DE TRABALHO

"É aquele acidente que é representado por uma ocorrência não programada. Inesperada ou não que
interrompe ou interfere ao processo normal de uma atividade ocasionando perda de tempo útil ou
lesões nos trabalhadores, ou danos materiais."

Portanto, o acidente não acontece por acaso, não sendo conseqüência da infração as normas de
segurança, não tendo, portanto apenas uma causa, mais um grande número delas. O acidente é um
acontecimento pluricausal.

Acidente é um sintoma de mau funcionamento de um sistema, onde cada indivíduo executa uma
tarefa com a ajuda de um material, no contexto de um meio de trabalho. Esses quatro componentes
ou aspectos do trabalho irão constituir o que se denomina atividade, e qualquer desarranjo na
atividade, que proporcione um acidente é chamado de variação. O acidente de trabalho só ocorre por
que as variações aconteceram, foram necessárias e suficientes.

OUTROS CASOS CONSIDERADOS COMO ACIDENTES DO TRABALHO

1) Exercício do Trabalho a Serviço da Empresa


Para que uma lesão ou moléstia seja considerado acidente do trabalho, é necessário haja entre o
resultado e o trabalho uma ligação, ou seja, que o resultado danoso tenha origem no trabalho, onde o
funcionário esteja desempenhando sua função.

2) Lesão Corporal
Lesão Corporal é qualquer dano anatômico. Ex: fraturas, machucados.

3) Perturbação Funcional.
“Quando o acidente do trabalho causar prejuízos ao funcionamento de qualquer órgão sentido, como
uma perturbação mental devida a uma pancada, etc.,”.

4) Acidente de Trajeto.
No percurso da residência protegido pela lei acidentaria para o trabalho ou deste para aquela, está o
trabalhador.

5) Acidente fora do local e horário de trabalho

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O legislador considera como acidente do trabalho o sofrido pelo trabalhador mesmo fora do local e
horário de trabalho quando ocorrer no cumprimento de ordem ou na realização de serviço sob a
autoridade da empresa. Quando o empregado se acidentar realizando viagens a serviço da empresa,
estaremos diante de um acidente de trabalho.

6) Doença Profissional
Assim entendida e produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalhador peculiar a determinada
atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência
Social.

7) Doença do Trabalho
São consideradas “Doença do trabalho a adquirida ou desencadeada em função condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente”.

FATORES DETERMINANTES DOS ACIDENTES DO TRABALHO

Os acidentes do trabalho são decorrentes de uma multiplicidade de causas. Procuraremos demonstrar


os diversos fatores que contribuem para a sua ocorrência.
Estão relacionados com fatores de riscos ambientais, humanos e materiais, a saber:

1. Fatores ambientais de riscos desencadeados em períodos diversos, gerando condições


perigosas, insalubres e penosas;
2. Critérios de saúde e segurança adotados pelas pessoas e pela empresa;
3. Os maus hábitos com relação à proteção pessoal diante dos riscos;
4. O valor dado à própria vida;
5. O excesso de autoconfiança por irresponsabilidade;
6. A organização e a pressão para conduzir;
7. O imediatismo e a ausência de treinamento adequado.

Essa multiplicidade pode ser representada por uma seqüência de fatores-chaves e não apenas pelos
dois aspectos mais vulgarizados na análise dos riscos (atos e condições inseguras).

ATO INSEGURO E CONDIÇÃO INSEGURA.

Existem várias maneiras de se analisarem e classificarem as causas de acidentes do trabalho. A mais


conhecida e utilizada é aquela que divide as causas dos acidentes em duas classes: os acidentes
causados por atos inseguros e os que ocorrem em razão de condições inseguras.

Atos e condições inseguras são fatores que, combinados ou não, desencadeiam os acidentes do
trabalho. São, portanto, as causas diretas dos acidentes. Assim, pode-se entender que prevenir
acidente do trabalho, em síntese, é corrigir condições inseguras existentes nos locais de trabalho, não
permitir que outras sejam criadas e evitar a pratica de atos inseguros por parte das pessoas.

ATOS INSEGUROS

Os acidentes por Atos inseguros ocorreriam quando a causa do acidente estivesse relacionada com
uma falha humana. Seria, por exemplo, aqueles em que o trabalhador se acidentou por ter-se
distraído ou trocar uma lâmpada utilizando uma escada.

Exemplos de atos inseguros:

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CONDIÇÕES INSEGURAS

Os acidentes por Condições inseguras seriam aqueles cuja causa é decorrente das condições de
trabalho. Exemplificando, a presença do óleo no chão causando uma queda e a falta de proteção em
uma máquina seriam condições inseguras.

Tanto as condições como os atos inseguros tem origens mais remotas, em causas indiretas. Esses
fatores indiretos, porém, podem ser atenuados ou eliminados, de modo a evitar que os últimos elos da
cadeia, atos e condições inseguras, venham a propiciar a ocorrência de acidentes ou pelo menos que
essas ocorrências se tornem cada vez mais raros.

CAUSAS DA DISTRAÇÃO

Mas, o que leva alguém a se distrair? O que pode causar um


descuido Em primeiro, é preciso deixar claro o seguinte:

A distração é inevitável! Ninguém consegue prestar atenção em


determinada coisa por muito tempo seguido, mesmo que a
pessoa esteja profundamente interessada, e concentrada no
que está fazendo, é normal que ocorram momentos em que o
seu pensamento e sua atenção se desviem, por exemplo, do
seu trabalho.

E, além disso, existem inúmeras situações que facilitam e aumentam a distração desatenção:

 O cansaço
 As preocupações

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 O trabalho monótono e repetitivo
 A existência de atividades ou ocorrências de fatos ao redor da pessoa, que desviando sua
atenção.
 Etc.

Se as distrações são "normais", não deveriam então ocorrer mais acidentes do que já sucedem?

Pode-se responder a esta pergunta com um exemplo:


Quando se está dirigindo um carro, também ocorrem distrações, mas, em geral, o motorista tem tempo
para corrigir-se e evitar um acidente, Porém quanto maior for à velocidade do carro, mais perigosa fica
qualquer desatenção porque o motorista terá cada vez menos tempo para se corrigir e evitar um
acidente.

A partir daí, chega-se a uma conclusão importante:


Quanto maior for à velocidade ou intensidade do ritmo de trabalho, mais fácil fica acontecer um
acidente causado por distração ou desatenção.
Pouco adianta colocar cartazes ou avisos para se prestar atenção no trabalho se não se resolverem
às causas do problema. Devem-se buscar proteções ou medidas de segurança com as quais, mesmo
que ocorram distrações ou desatenções, os acidentes sejam evitados.

CONCLUSÃO

Para que a investigação dos acidentes do trabalho seja bem feita e contribua para a prevenção de
futuras ocorrências, devem ser seguidos os seguintes passos:

1. A CIPA deve ser informada imediatamente da ocorrência de quaisquer acidentes trabalho,


sejam graves ou não. Os incidentes sem vítimas também devem: comunicados.

2. A CIPA deve designar imediatamente um ou mais cipeiros que farão à investigação do


acidente. Se a empresa dispuser de SESMT, a investigação deverá ser feito conjuntamente.

3. O cipeiro deverá fazer uma inspeção no local do acidente e colhe todos os envolvidos: o
acidentado, os colegas, a chefia, etc.

4. De posse das informações necessárias, o cipeiro deve fazer um relatório das suas conclusões
e das medidas preventivas necessárias, encaminhá-las aos setores responsáveis.

INVESTIGAÇÃO DAS CAUSAS DE UM ACIDENTE DO TRABALHO

 Como investigar um acidente.


 As causas dos acidentes.
 Um exemplo de análise de acidente.
 As causas da distração
 Ato inseguro e condição insegura.
 Conclusões

A ocorrência de um acidente do trabalho é a comprovação dolorosa da existente de falhas na


prevenção seja em que nível for. Pelo lado humano, a existência de erro pode criar um clima que
favoreça a tomada de providências que evitem a sua reeleição.

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Para buscar a prevenção, é necessário primeiro que se conheçam as circunstâncias que ocorreu o
acidente. Nesse sentido é obrigação legal da CIPA, prevista na NR 5, realização de investigação das
causas dos acidentes do trabalho. Quando existir SESMT na empresa, a investigação poderá ser feita
em conjunto.

Em caso de ocorrência de acidente grave, também de acordo com a NR, a CIPA, reunir-se no prazo
máximo de 48 horas, para participar da tomada das providências fizerem necessárias.

Além de ser uma determinação legal, a participação dos cipeiros na investigação de acidentes traz um
maior envolvimento da CIPA nas atividades preventivas. E, de outro lado permite um maior
conhecimento dos problemas e dificuldades no desenvolvimento ações preventivas e de proteção dos
trabalhadores.

A ênfase nesse ponto é necessária porque, em muitas empresas onde existe SESMT investigação fica
a cargo deste e a CIPA apenas toma conhecimento dos relatórios de ser negativa a posição passiva
em que a CIPA é colocada, perde-se uma oportunidade para estimular a atuação conjunta desta com
o SESMT.
Onde não existir SESMT, não há o que discutir; a responsabilidade tem de ser assumida pelos
cipeiros. E todos devem participar.
Todas as ocorrências importantes em que houver acidentes sem vítimas também ser investigadas,
para se evitar que elas se repitam e atinjam trabalhadores.

COMO INVESTIGAR UM ACIDENTE

Uma dificuldade importante para a investigação das causas de um acidente do trabalho que ela
muitas vezes se confunde com a procura de um culpado. Por mais que se que evitar, isto ocorre com
freqüência.
Para enfrentar esse problema, é indispensável que todos os envolvidos no acidente sejam ouvidos: o
trabalhador acidentado, os colegas que estavam por perto e presenciar o acidente e a chefia. Às
vezes é necessária a presença e participação de outro setor e, por exemplo, dos responsáveis pela
manutenção.
Um problema que surge muitas vezes na coleta de informações é o do acidentado que fica afastado
da empresa em tratamento médico. E o seu depoimento é indispensável na investigação. Nessa
situação não se pode ficar esperando a sua volta ao trabalho. Deve-ir a sua procura e ouvi-lo, em sua
casa ou até mesmo no hospital, se necessário.
É evidente que faz parte da investigação dos acidentes uma inspeção cuidadosa do local em que
ocorrem.
Uma regra importante é não deixar o assunto esfriar investigação, mais fácil será obter os dados
necessários.
AS CAUSAS DOS ACIDENTES
Vamos ao miolo da questão: quais as causas dos acidentes do trabalho?
As causas e situações de trabalho que determinam à ocorrência de acidentes são as mais variadas
possíveis. Dependem, entretanto, da atividade da empresa. Os acidentes que ocorrem em um banco,
em geral, são de muito diferentes daqueles que se vêm em uma fundição.
Assim, neste livro que é destinado aos cipeiros sem distinção de empresas, não se entrará em
detalhes sobre causas e tipos de acidente. Pretende-se, isto sim, que o cipeiro, diante de um acidente
do trabalho, saiba investigá-lo, buscando as causas que o determinam. E, a partir da identificação
destes fatores, busque as medidas preventivas necessárias.

UM EXEMPLO:

Analisemos o seguinte exemplo: um funcionário de uma empresa qualquer, ao subir uma escada no
seu setor de trabalho, sofreu uma queda e torceu o tornozelo.
Quais poderiam ter sido as causas deste acidente? São várias as possibilidades, mas são necessárias
mais informações:

o A escada dispõe de corrimão? O seu piso é derrapante? Os degraus têm dimensões adequadas?

o Em relação ao trabalhador acidentado, ele estava subindo em velocidade normal ou correndo?


Estaria transportando alguma carga? Como é o seu calçado? Distraiu-se? Só de passar os olhos

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por esta lista de perguntas, fica óbvio que em um acidente relativamente comum como este e
várias causas podem ter atuado em conjunto.

Vamos acrescentar mais detalhes à estória e criar várias alternativas para a ocorrência do acidente.

1ª Alternativa:

A escada tem corrimão, o piso é adequado, mas está sujo de óleo. E o trabalhador sobe a escada
carregando uma caixa pesada e desajeitada para o transporte.
Têm-se aqui duas causas bem definida: o óleo na escada e o transporte manual de uma carga pesada
e difícil pela escada.

As medidas preventivas são, à primeira vista, evidentes:


-Limpeza de escada
-Evitar o transporte manual de carga pesada pela escada
Porém, isto não basta!

É preciso verificar por que ocorreram estas falhas:


Por que a escada se sujou de óleo? Quem é o responsável pela limpeza e por que falhou? -Por que o
trabalhador estava carregando tal caixa pela escada? Quem é o responsável?

Se estas perguntas forem respondidas as recomendações sobre a prevenção podem ser mais
detalhadas:
Em vez de se recomendar simplesmente a limpeza da escada. Responsável sobre como ela deve ser
feita ou então explicar-lhe como evitar que ela se suje de óleo.
Quanto ao transporte da caixa, pode-se dar uma melhor orientação sobre como fazê-lo: utilizar caixas
menores e adequadas ao transporte usar elevador etc.

2 ª Alternativa:
A escada não tem corrimão. O restante da situação é igual à do exemplo caso, apesar de ser
necessário instalar o corrimão, a sua instalação acidente. Isto porque o trabalhador estava com as
mãos ocupadas sei mesmo que estivesse se segurando no corrimão, talvez isso não fosse s a queda
após o escorregão no óleo.
Portanto, para esta situação, valem as mesmas recomendações preventivas do exemplo anterior.

3ª. Alternativa:
A escada não tem problemas e não há óleo no piso. O trabalhador está apenas carregando um
pequeno pacote. Simplesmente tropeçou nas suas próprias pernas torcendo o tornozelo. Em
situações deste tipo, é comum se atribuir à causa do acidente descuido do trabalhador; e a
investigação do acidente pára por aí. A medida preventiva que em geral é sugerido nestes casos é
orientar prestarem atenção, colocar a cartazes de advertência, etc.

RISCOS AMBIENTAIS

Os riscos ambientais são aqueles causados por agentes físicos, químicos, biológicos,
ergonômicos e mecânicos que, a depender de sua natureza, concentração, intensidade,
freqüência ou tempo de exposição, podem comprometer a segurança e a saúde dos funcionários,
bem como a produtividade da empresa.
Quando não são controlados ou previamente avaliados, os riscos ambientais afetam o trabalhador a
curto, médio e longo prazo, podendo provocar acidentes com lesões imediatas e/ou doenças
chamadas profissionais ou do trabalho, que se podem ser comparadas aos acidentes do trabalho.
Os riscos ambientais são classificados segundo a sua natureza e forma com que atuam no organismo
humano. Dessa forma, podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES

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Levando em consideração a natureza dos riscos, bem como a forma como eles atuam no organismo
humano, confira exemplos de agentes que podem ser encontrados no ambiente de trabalho.

Grupo Verde Grupo Vermelho Grupo Marrom Grupo Amarelo Grupo Azul
Riscos Físicos Riscos Químicos Riscos Biológicos Riscos Riscos de
Ergonômicos Acidentes
Agentes Agentes Agentes Agentes Agentes
Ruído Poeiras Vírus Esforço físico Arranjo físico
intenso deficiente
Vibrações Fumos Bactérias Exigência de Máquinas e
postura equipamentos
inadequada sem proteção
Radiações Nevoas Fungos Controle rígido de Ferramentas
ionizantes produtividade inadequadas ou
defeituosas
Radiações não Gases Parasitas Trabalho em Armazenamento
ionizantes jornada de turno inadequado
Frio Neblinas Microorganismos Jornada Trabalho em
prolongada eletricidade

Calor Vapores Protozoários Iluminação Trabalho em


deficiente altura

Umidade Substâncias, Outras situações Trabalho a quente


compostos ou causadoras de
Pressões produtos químicos stress físico e/ou Incêndio ou
Anormais em geral. psíquico. explosão
E outros que
gerarem riscos de
acidentes
ocasionando
lesões

AGENTES FÍSICOS
Os agentes de riscos físicos podem ser definidos como os diversos tipos de energia aos qual o
trabalhador é exposto durante a realização de suas atividades. Por exemplo, uma temperatura muito
baixa ou extremamente alta.

Além desse, podem ser considerados agentes físicos:

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 Ruído - as máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem
atingir níveis excessivos, podendo provocar graves prejuízos à saúde. Os principais efeitos do ruído
excessivo sobre uma pessoa pode ser a surdez total ou parcial, o stress e/ou a redução do apetite
sexual.

 Vibrações mecânicas - na indústria, é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem


vibrações (movimentos) que podem prejudicar o trabalhador. As vibrações podem ser localizadas
ou generalizadas.

 Radiações ionizantes - os operadores de aparelhos de Raios X freqüentemente estão expostos a


esse tipo de radiação que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes. Alguns dos
efeitos produzidos por este agente são: anemia, leucemia, câncer e/ou alterações genéticas.

 Radiações não ionizantes - as radiações infravermelhas (presentes em operações de fornos e de


solda oxiacetilênica), raios laser e ultravioleta (produzida pela solda elétrica) podem causar ou
agravar problemas visuais, além de provocar sobrecarga térmica, queimaduras, câncer de pele e
aumento da atividade da tireóide.

AGENTES QUÍMICOS
Os agentes de riscos químicos podem ser definidos como as substâncias ou compostos que
possam penetrar no organismo do trabalhador. Esses agentes, quando entram em contato com a
pessoa, podem provocar danos à saúde de forma imediata, há médio ou longo prazo.

O contato dos agentes químicos com as pessoas pode ocorrer de três formas:
 Por via respiratória – os agentes penetram pelo nariz e boca, afetando a garganta e chegando aos
pulmões. Através da circulação sanguínea, podem seguir para outros órgãos, onde manifestam os
seus efeitos tóxicos, tais como asma, bronquites, pneumoconiose, etc.

 Por via cutânea - os ácidos, álcalis e solventes, ao atingirem a pele, podem ser absorvidos e
provocar lesões como alterações na circulação e oxigenação do sangue, nos glóbulos vermelhos e
problemas na medula óssea.

 Por via digestiva - a contaminação do organismo ocorre pela ingestão acidental ou não de
substâncias nocivas, presentes em alimentos contaminados, deteriorados ou na saliva. Hábitos
inadequados como o de alimentar-se ou ingerir líquidos no local de trabalho, umedecer lábios com
a língua, usar as mãos para beber água e a falta de higiene contribuem para a ingestão desse tipo
de agente. Conforme o tipo de produto ingerido, pode ocorrer queimadura na boca, queimadura do
esôfago e estômago etc.

AGENTES BIOLÓGICOS

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Os agentes de riscos biológicos surgem do contato


do homem com certos micróbios e animais no
ambiente de trabalho. Algumas atividades facilitam
o contato dos trabalhadores com esse tipo de
agentes como atividades em hospitais, a coleta do
lixo, as indústrias de alimentação, laboratórios,
dentre outros. Esses agentes podem causar
doenças como tuberculose, intoxicação alimentar,
brucelose, malária, febre amarela etc.
As medidas preventivas mais comuns para esses
tipos de agentes são o controle médico
permanente, o uso de equipamentos de proteção
individual, a higiene rigorosa nos locais de trabalho,
os hábitos de higiene pessoal, o uso de roupas
adequadas, a vacinação e o treinamento.

RISCOS ERGONÔMICOS

Os riscos ergonômicos estão relacionados às condições de trabalho dos funcionários como cadeiras e
mesas adequadas, maquinário moderno, conscientização dos trabalhadores etc. Esses agentes
podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos como fadiga, dores musculares, fraquezas,
hipertensão arterial, úlcera duodenal, doenças do sistema nervoso, alterações do ritmo normal de
sono e da libido, acidentes, problemas de coluna, taquicardia, angina, infarto, diabetes, asma etc.
Para evitar que essas situações comprometam a atividade, é necessário adequar as condições de
trabalho ao homem. Essa adequação pode ser obtida por meio de modernização de máquinas e
equipamentos, uso de ferramentas adequadas, alterações no ritmo de tarefas, postura adequada,
simplificação e diversificação do trabalho, entre outros.

RISCOS DE ACIDENTES

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Os riscos de acidentes estão relacionados às condições físicas (do ambiente físico de trabalho) e
tecnológicas impróprias, capazes de colocar em perigo a integridade física do trabalhador. São
considerados riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente, máquinas e equipamentos sem
proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, eletricidade, incêndio ou explosão, animais
peçonhentos e armazenamento inadequado.
A principal medida para prevenir os acidentes por riscos de acidentes é realizar um programa de
inspeções de segurança. Por meio de exame criterioso de todas as máquinas e instalações, é possível
evitar acidentes e reparar as situações de risco potencial. A manutenção preventiva eficiente e
sistemática é a melhor, para eliminar os riscos mecânicos de acidente.

MAPA DE RISCOS

O que é o Mapa de Riscos?

Consiste na representação gráfica dos riscos à saúde identificados pela CIPA, em cada um dos
diversos locais de trabalho de uma empresa.

Objetivos do Mapa de Riscos

Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde


no trabalho na empresa.

Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores,


bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.

Quem elabora o Mapa de Riscos?

É elaborado pelos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, após ouvir os
trabalhadores de todos os setores produtivos da empresa, com assessoria do SESMT - Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, quando este existir.

Etapas de Elaboração do Mapa de Riscos

 Conhecer o processo de trabalho no local analisado;


 Identificar os riscos existentes no local analisado;
 Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia;
 Identificar os indicadores de saúde (queixas mais freqüentes, acidentes de trabalho, doenças
profissionais, etc.);
 Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local.

Representação gráfica do Mapa de Riscos

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Os riscos serão representados por círculos de tamanhos e cores diferentes que devem ser apostos
sobre a planta (lay-out) do local analisado.

O tamanho do círculo indicará se o risco é grande, médio ou pequeno (quanto maior for o círculo,
maior o risco).

Para cada tipo de risco os círculos serão representados por uma cor diferente, conforme segue:

 riscos físicos: verde;


 riscos químicos: vermelho;
 riscos biológicos: marrom;
 riscos ergonômicos: amarelo;
 riscos de acidentes/mecânicos: azul.

Alguns exemplos práticos:

 Num dado almoxarifado foi detectado a existência de muita poeira:

Risco grande (muita poeira)

Cor Vermelha (risco químico)

Tamanho círculo (10 cm)

 Em uma área de escritório foram encontradas algumas cadeiras fixas, utilizadas para operação do
microcomputador:

Risco médio (cadeiras fixas)

Cor Amarela (risco ergonômico)

Tamanho círculo (5 cm)

 Na copa foi encontrado um botijão de gás:

Risco pequeno (gás de cozinha)

Cor Azul (risco de acidente/mecânico)

Tamanho círculo (2,5 cm)

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Outra situação é a existência de riscos de tipos diferentes num mesmo ponto. Neste caso, divide-se o
círculo conforme a quantidade de riscos-em 2, 3, 4 e até 5 partes iguais, cada parte com a sua
respectiva cor “conforme a figura abaixo (este procedimento é chamado de critério de incidência):

Diversos tipos de risco num mesmo ponto

Ruído/Iluminação deficiente

Fagulhas/Gases

Quando um risco afeta a seção inteira. exemplo: ruído -, uma forma de representar no mapa é
colocá-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas, indicando problema se espalha pela área
toda. Veja como fica:

Risco que abrange toda a seção (Exemplo: ruído)

Relatórios para a Direção da Empresa

Concluída a elaboração do mapa, a Cipa, deve preencher os quadros abaixo do Anexo I com os
riscos encontrados e encaminha-Ios para a diretoria da empresa, que deverá se manifestar dentro de
30 dias a partir da data do recebimento desses documentos.
A fonte geradora é o que causa o problema. Para se preencher a coluna intitulada no mapa é preciso
colocar o número diferente em cada círculo do mapa de riscos. Caso o círculo tenha mais de uma cor,
coloca-se um número em cada uma delas. Desse modo os círculos do mapa poderão ser
representados por números nessa coluna.

Na coluna: Proteção individual/coletiva deve ser preenchida com as medidas sugeridas para eliminar
ou controlar as situações de risco de acidentes de trabalho.

ANEXO 1 LOCAL DE TRABALHO_


_____________________________________________________

Grupo I Riscos Químicos

Riscos Fonte Nº no Mapa Proteção Recomendações


Químicos Geradora individual
Coletiva
Poeiras
Fumos
Névoas
Neblinas
Outros

Riscos Físicos ________________________________________________________


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Agentes / Fonte N º Mapa Proteção Recomendações
Riscos Geradora Individual
Coletiva
Ruído
Vibrações
Radiações
Ionizantes
Radiação Não
Ionizate
Pressões
Anormais
Temperaturas
Externas
Iluminação
deficiente
Umidade
Outros
Riscos Biológicos
Agentes/ Riscos N º mapa Local Recomendações
Vírus
Bactéria
Protozoário
Fungos
Bacilos
Parasitas
Escorpionismo
Ofidismo
Insetos
Outros
Riscos Ergonômicos
Agentes/ Riscos Função/ Local N º Mapa Recomendações
Trabalho físico pesado
Postura incorreta
Treinamento inadequado/ inexistente
Trabalho em turnos e noturnos
Atenção e responsabilidade
Monotonia
Ritmo excessivo
Outros
Riscos Acidentes
Agentes/ Riscos SIM / N º Descrição Recomendações
Não Mapa do
Problema
Arranjo Físico
Máquinas Equipamentos
Ferramentas manuais defeituosas
ou inexistentes
Trabalho em turnos e noturnos
Eletricidade
Sinalização
Perigo Incêndio explosão
Transporte de Materiais
Edificações
Armazenamento Inadequado
Outros

Resultados, Localização do Mapa e o que Acontece com os Círculos.


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I
Caso se constate a necessidade de medidas corretivas nos locais de trabalho, a direção do
estabelecimento definirá a data e o prazo para providenciar as alterações propostas, através de
negociação com os membros da Cipa e do SESMT. Tais datas deverão ficar registradas no livro de
atas da Cipa.
O mapa de riscos deve ficar em local visível para alertar as pessoas que ali trabalham sobre os riscos
de acidentes em cada ponto marcado com os círculos.

O objetivo final do mapa é conscientizar sobre os riscos e contribuir para eliminá-los, reduzi-Ios ou
controlá-los. Graficamente, isso significa a eliminação ou diminuição do tamanho/quantidade dos
círculos. Também podem ser acrescentados novos círculos, por exemplo, quando se começa um
novo processo, se constrói uma nova seção na empresa ou se descobre perigos que não foram
encontrados quando se fez o primeiro mapa.
O mapa, portanto, é dinâmico. Os círculos mudam de tamanho, desaparecem ou surgem. Ele deve
ser revisado quando houver modificações importantes que alterem a representação gráfica (círculos)
ou no mínimo de ano em ano, a cada nova gestão da Cipa.

EXEMPLO MAPA DE RISCO

MAPA DE RISCO AMBIENTAL 02

Box Box Box Dep. lixo


Café Box D.M.L
01 Shaft
07 05 03
01
06 06
Corte / perfuração Postura inadequada
Iluminação inadequada Microorganismos

Box Box Box Box Área técnica


Apoio
08 06 04 02
H
08 08

Serviço
Acesso
Acesso a saída de emergência Hall
Iluminação inadequada Postura inadequada Microorganismos

Recepção

Acesso a saída de emergência

SAÍDA DE Espera Elevador Elevador


W.C W.C
Feminino Masculino
EMERGÊNCIA

GRADAÇÃO DE RISCOS DEFINIÇÃO DOS RISCOS EXTINTORES DE INCÊNDIO


DADOS DA EMPRESA
Ruído; vibrações; radiações não ionizantes; frio; calor; pressões anormais; umidade.
Risco Pequeno
Poeiras; fumos; neblinas; gases; vapores; substâncias compostas ou produtos químicos em geral. PQS - Pó Químico Seco
Unidade Madureira
Rua: Américo Brasiliense, 135
Risco Médio Vírus; bactérias; fungos; parasitas; bacilos.
CO2 - Gás Carbônico Pavimento Térreo
Esforço físico intenso; levantamento e transporte manual de peso; controle rígido de produtividade;
imposição de ritmos excessivos; trabalho em turno e noturno; jornadas de trabalho prolongadas; monotonia e
Risco Grande repetitividade; outras situações causadoras de estresse físico e/ou psíquico.
MAPA DE RISCO GESTÃO 2008 / 2009
AP - Água Pressurizada
Arranjo físico inadequado; máquinas e equipamentos sem proteção; iluminação inadequada; eletricidade; TOTAL DE FUNCIONÁRIOS DO ESTABELECIMENTO
O número localizado no interior do círculo significa probabilidade de incêndio ou explosão; armazenamento inadequado; animais peçonhentos; outras situações
a quantidade de funcionário expostos a HOMENS 03 MULHERES 14
de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes.
determinado risco.

SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

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A sinalização de segurança é fundamental para estabelecer a padronização das cores a serem
utilizadas para classificar o nível de perigo das áreas e, dessa forma, preservar a saúde e a
integridade física dos trabalhadores. Em função dessa necessidade, através da Norma
Regulamentadora NR-26, padronizou-se a aplicação das cores, de modo que o seu significado seja
sempre o mesmo na área de segurança do trabalho, permitindo, assim, uma identificação imediata do
risco existente.
Veja a seguir o significado das cores no ambiente de trabalho.

VERMELHO

O vermelho é usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a


incêndio. Não deverá ser usado na indústria para assinalar perigo, por ser de pouca visibilidade em
comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta). É empregado
para identificar, por exemplo, caixa de alarme de incêndio; hidrantes; bombas de incêndios entre
outros.

AMARELO

O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!", assinalando, por exemplo, partes baixas de
escadas portáteis, corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco,
entre outros.

BRANCO

O branco será empregado em passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e
largura); direção e circulação, por meio de sinais - localização e coletores de resíduos; zonas de
segurança etc.

VERDE

O verde é a cor que caracteriza "segurança". Serve para identificar canalizações de água; caixas de
equipamento de socorro de urgência; caixas contendo máscaras contra gases; chuveiros de
segurança; macas; entre outros.

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O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e
fadiga ao trabalhador. Além disso, o uso de cores não dispensa o emprego de outras formas de
prevenção de acidentes.

OBS: Além destas cores citadas, existem também outras cores como: azul, lilás, púrpura, preto,
laranja, cinza, alumínio e marrom.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

Para que os trabalhadores se protejam de forma correta na realização de suas atividades, foram
criados equipamentos de proteção, que podem ser coletivos ou individuais. Os Equipamentos de
Proteção Coletiva (EPC) são usados com o objetivo de modificar as condições de trabalho em um
determinado ambiente, promovendo a proteção de todo o grupo. Já os Equipamentos de Proteção
Individual (EPI) são usados por cada trabalhador e se destinam à proteção do funcionário durante a
realização do trabalho.
Diante disso e, com base nas coisas que aconteceram na oficina, você vai precisar identificar quais
EPC’s e EPIs poderiam ter sido usados para evitar ou diminuir os efeitos do tropeço de João.
Vamos lá! Basta ter atenção a tudo que for dito que rapidinho você vai conseguir identificar qual é o
equipamento adequado para cada atividade e profissional, bem como os equipamentos funcionam,
são conservados e armazenados.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)


Lava-olhos
Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são usados com o objetivo de modificar as condições
de trabalho em um determinado ambiente, promovendo a proteção de todo o grupo. São exemplos
bastante utilizados de EPC’s, os chuveiros e lava olhos de emergência, o isolamento acústico de um
equipamento ruidoso, os extintores de incêndio, o guarda corpo, a capela, o lava olhos, o corrimão e
os exaustores.
Do ponto de vista de proteção aos trabalhadores, as medidas de proteção coletiva são sempre mais
eficientes que os equipamentos de proteção individual. Apesar disso, os EPI’s são mais utilizados,
pois, normalmente, há curto prazo, eles são mais baratos do que fazer modificações no ambiente. No
entanto, há longo prazo, os custos com a manutenção desses equipamentos podem se tornar mais
elevados que as medidas de ordem ambiental e coletiva.

Capela Lava-olhos

Extintor

Guarda-corpo Exaustor

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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são usados por cada trabalhador e se destinam à
proteção do funcionário durante a realização do trabalho. Esse tipo de equipamentos deve ser usado
para atender situações de emergência e sempre que as medidas de proteção coletiva forem
tecnicamente inviáveis, estiver em fase de implantação ou não oferecerem completa proteção.

Para atender às necessidades das empresas e garantir, de fato, a segurança dos trabalhadores, os
EPI’s devem apresentar inscrição do Cadastro de Registro do Fabricante (CRF) e do Certificado de
Aprovação (CA). Além disso, é ideal que eles se ajustem comodamente ao usuário e ofereçam
proteção efetiva contra os riscos para os quais foi fabricado.
No entanto, para realmente garantir a segurança do trabalhador, é necessário que os funcionários da
empresa sejam treinados para saber como e quando usar o EPI e quais são suas limitações, que
modelo e tipo de equipamento escolher a depender da situação, além de como limpá-los e armazená-
los.
Existem, também, os EPI’s para proteção respiratória; proteção do tronco; proteção dos membros
superiores; proteção dos membros inferiores; proteção do corpo inteiro; proteção contra quedas com
diferença de nível, dentre outros.

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ORGANIZAÇÃO DOS LOCAIS DE TRABALHO

Um local de trabalho limpo e organizado, com pessoas conscientes de suas responsabilidades, é


fundamental para minimizar os acidentes de trabalho e impactos ao Meio Ambiente. No entanto, por
incrível que pareça, essa não é uma tarefa fácil. A pressa, os prazos curtos e o estresse do dia-a-dia,
muitas vezes, colaboram para que cada vez mais as pessoas deixem de lado coisas simples, mas que
podem colaborar com a limpeza e organização do local de trabalho, como limpar a mesa antes de ir
para casa, separar o lixo antes de jogá-lo fora, dentre outras coisas.

Para ajudar nessa difícil tarefa, os orientais desenvolveram um programa que auxilia na melhoria da
qualidade, produtividade, segurança e saúde do trabalho em equipe e da satisfação dos funcionários
no ambiente de trabalho. É o famoso “5 S” ou Programa dos Cinco Sensos.

Este programa é a porta de entrada para uma boa Gestão Integrada de Segurança, Qualidade e Meio
Ambiente, visto que possibilita uma maior motivação para a qualidade e apresenta resultados rápidos
e visíveis. A prática contínua dos “5 s” permite uma mudança interior que resulta em hábitos de
organização e limpeza saudáveis.

SIGNIFICADO DOS 5S

1.º S - SENSO DE UTILIZAÇÃO: "separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário".

2.º S - SENSO DE ARRUMAÇÃO: "identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa
localizar facilmente".

3.º S - SENSO DE LIMPEZA: "manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e
aprendendo a não sujar".

4.º S - SENSO DE SAÚDE E HIGIENE: "manter um ambiente de trabalho sempre favorável a saúde e
higiene".

5.º S - SENSO DE AUTODISCIPLINA: "fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito,


transformando os 5s's num modo de vida".

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PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PREVENÇÃO DE COMBATE A INCÊNDIO

O fogo é tanto útil como destruidor. Sob controle, presta grandes serviços, desde o simples fogão
doméstico até as fundições, fornalhas e outras operações industriais. Descontrolado, isto é, quando
chamamos de incêndio, causa prejuízos e às vezes grandes sinistros, envolvendo muitas vidas
humanas. Devemos lembrar sempre que "o incêndio acontece onde a prevenção falha". O ideal é
realizar um bom trabalho de prevenção de incêndio evitando-se assim o começo do fogo.

CONCEITO DE FOGO

Fogo é um tipo de queima, de combustão. É uma reação química de oxidação exotérmica (com
desprendimento de energia). Para que haja fogo são necessários três elementos essenciais:
combustível, calor e comburente. A eliminação de qualquer um desses elementos apaga o fogo. Para
entendermos melhor como se forma o fogo, vejamos o triângulo do fogo.

TRIÂNGULO DO FOGO

combustível calor

comburente

Combustível: é o que alimenta o fogo, facilita sua propagação e pode ser:

a) Líquido: álcool, éter, gasolina, etc.

b) Sólido: madeira, papel, tecido, etc.

c) Gasoso: butano, propano, etc.

Comburente ou Oxigênio: É um gás encontrado na atmosfera na concentração de 21%, 78%


nitrogênio e 1% de outros gases.

Calor: é uma forma de energia. Provoca o início do incêndio mantendo e incentivando a sua
propagação.

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MEIOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR

Condução: É a transmissão de calor por contato direto com a fonte, ou seja, é o processo pelo qual, o
calor se transmite diretamente da matéria ou de molécula para molécula, isto é, sem intervalos entre
corpos.

Convecção: É o processo de transmissão de calor, que se faz através da circulação de um meio


transmissor, gás ou líquido; através da massa de ar ou gases quentes que se deslocam do local do
fogo podendo provocar incêndios em locais distantes do mesmo.

Irradiação: É a forma de transmissão de calor por meio de ondas caloríficas, irradiadas de corpos em
chamas, e que atravessam o ar. É o caso da transmissão do calor solar para o nosso Planeta. Este é
irradiado através de ondas, até encontrar obstáculos, quando então começa a ser transmitido por
condução.

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TETRAEDRO DO FOGO

Modernamente, foi acrescentado ao triângulo do fogo mais um elemento: A REAÇÃO EM CADEIA,


formando assim o tetraedro ou quadrado de fogo. Os combustíveis após iniciar a combustão geram
mais calor liberando mais gases ou vapores combustíveis, sendo que os átomos livres são os
responsáveis pela liberação de toda a energia necessária para a reação em cadeia.

A função didática deste polígono de quatro faces é a de complementar o triângulo do fogo com
outro elemento de suma importância, a reação em cadeia.

A combustão é uma reação que se processa em cadeia, que após a partida inicial, é mantida
pelo calor produzido durante o processamento da reação. A cadeia de reações, formada durante a
combustão, propicia a formação de produtos intermediários instáveis, principalmente radicais livres,
prontos a se combinarem com outros elementos, dando origem a novos radicais, ou finalmente, a
corpos estáveis. Conseqüentemente, sempre teremos a presença de radicais livres em uma
combustão.

A estes radicais livres cabe a responsabilidade de transferir a energia necessária à


transformação da energia química em calorífica, decompondo as moléculas ainda intactas e, desta
vez, provocando a propagação do fogo numa verdadeira cadeia de reação.

CLASSES DE INCÊNDIO

Os incêndios são classificados de acordo com as características dos seus combustíveis.


Somente com o conhecimento da natureza do material que está se queimando, pode-se descobrir
método para uma extinção rápida e segura.

Incêndios de classe A: são os incêndios em materiais sólidos de fácil combustão, com a


propriedade de queimarem em superfície e profundidade, deixando resíduos (cinzas,
brasas, etc.). Exemplos: tecido, madeira, papel, fibras, etc.

Nestes incêndios deve-se usar um agente extintor que tenha poder de penetração,
eliminando o calor existente. Portanto é recomendável a água, ou outro agente que a
contenha em quantidade.

Incêndios de classe B: são os incêndios que acontecem em materiais gasosos e líqüidos


inflamáveis, produtos que se queimam somente na superfície e não deixam cinzas.

Exemplos: óleos, graxas, vernizes, gasolina, tintas, thinner, etc. O método de extinção do
da classe B é por abafamento e os extintores mais indicados são os de espuma, pó
químico seco (PQS) e gás carbônico (CO2).

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Incêndios de classe C: são incêndios que ocorrem em materiais energizados, por onde
passa corrente elétrica, como motores, geradores, transformadores, etc.

O método de extinção adequado para o da classe C deve ser por meio de um extintor que
não conduza corrente elétrica como é o caso do pó químico seco (PQS) e do gás
carbônico (CO2). É importante que não se utilizem qualquer extintor à base de água, pois
a água é condutora de eletricidade, o que põe em risco de vida do operador do
equipamento

Incêndios de classe D: são incêndios que ocorrem em metais pesados, produtos


pirofóricos, onde queimam em altas temperaturas. Exemplos: magnésio, selênio,
antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio sólido, urânio e zircônio.

Obs.: Para apagá-los, você necessita de pós especiais, que separam o incêndio do ar
atmosférico pelo abafamento.

EXTINTORES DE INCÊNDIO

São aparelhos que contêm os agentes extintores de incêndios, ou seja, certas substâncias químicas
sólidas, líquidas ou gasosas, utilizadas na extinção de um incêndio. Eles podem ser aparelhos
portáteis de utilização imediata (extintores), conjuntos hidráulicos (hidrantes) ou dispositivos especiais
(sprinklers e sistemas fixos de CO2).

Os extintores devem estar:

 Visíveis (bem localizados);

 Desobstruídos (livres de quaisquer obstáculos que possa dificultar o acesso até eles);
 Sinalizados (para melhor visualizá-los caso não estejam visíveis).

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Extintores de incêndio portáteis: são os aparelhos de mais fácil e rápida utilização. Existem vários tipos.
Vejamos os mais comuns:

a) extintor de água pressurizada:

Age por resfriamento. É indicado para incêndios da classe A, por penetrar nas
profundidades do material, resfriando-o. Não pode ser utilizado em líquidos
inflamáveis e equipamentos elétricos. Tem a desvantagem, em alguns casos,
de danificar o material que atinge.

Neste extintor a água é acondicionada em cilindro metálico, o qual possui um


gatilho para controle do jato, bem como um dispositivo para dirigi-lo e um
manômetro que indica a pressão que se encontra o líquido no seu interior. Deve
ser inspecionado a cada seis meses, inspeção que consiste em verificar a
pressão indicada no manômetro.

Modo de usar:

1º - Leve sempre o extintor ao local do fogo.

2º - Coloque-se com o extintor a uma distância segura do local do fogo,


aproximadamente 5 a 7 metros.

3º - Retire a trava de segurança, aperte a alavanca e empunhe a mangueira.

4º - Dirija o jato para a base das chamas. Caso queira estancar o jato basta
soltar a alavanca

b) extintor de pó químico seco - PQS:

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Age por abafamento. Sua ação consiste na formação de uma nuvem sobre a
superfície em chamas, reduzindo a porcentagem de oxigênio disponível. Pode
ser utilizado nas três classes de incêndio, embora seja mais eficiente nas
classes B e C.

É corrosivo, danificando o material que atinge, não devendo ser empregado em


aparelhos elétricos delicados (relés, filamentos, centrais telefônicas,
computadores e outros).

É tóxico, devendo ser evitado em canais fechados. Esse extintor pode ser de
pressão injetada ou extintor de pó pressurizado internamente.

Modo de usar:

1º - Leve o extintor ao local do fogo.

2º - Se o extintor for do tipo pressurizado, retire o pino de segurança.

3º - Se for do tipo pressão injetada, desatarraxe a válvula da garrafa externa,


segurando a mangueira com a válvula acionada, para evitar seu entupimento e
um possível acidente.

4º - Aperte o gatilho e dirija o pó procurando cobrir o fogo, principalmente se for


da classe B

c) Extintor de CO2:

Age por abafamento, expelindo CO2 , reduzindo a concentração de oxigênio do


ar. O CO2 é mais pesado que o ar (por isso desce sobre as chamas).

É inodoro, incolor e não conduz eletricidade. É especialmente indicado nos


incêndios de classe C e B, podendo ainda ser usado na classe A com ação
positiva.

Tem a vantagem de nunca danificar o material que atinge, podendo ser


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empregado em aparelhos delicados (relês, filamentos, centrais telefônicas,


computadores e outros) sem danificá-los.

O extintor de CO2 não deve ser usado em materiais leves e solto, pois seu
"sopro" poderá espalhar o material em chamas, facilitando a propagação das
mesmas.

Também não deve ser instalado em ambientes onde a temperatura possa


atingir mais de 50ºC, pois sua válvula de segurança poderá romper-se,
permitindo a saída de gás.

Em recintos pequenos e fechados pode acontecer gás de CO2 reagir com o


oxigênio e tornar o ambiente asfixiante.

Modo de usar:

1º - Retire o pino de segurança quebrando o arame do selo de lacre.

2º - Retire o esguicho (difusor) do seu suporte, empunhando-o com uma das


mãos, na manopla.

3º - Com o extintor na posição, acione a válvula e com a outra mão dirija o jato
para a base do fogo, movimentando o difusor

Obs.: as imagens dos extintores são ilustrativas. A etiquetagem, o formato e a cor utilizada podem
variar de fabricante a fabricante.

Extintores de carreta: são extintores de grande volume. Para facilitar o seu transporte, são montados
sobre rodas, formando uma carreta. Devido ao seu porte, são operados por dois elementos. Como
acontecem com os extintores normais, os tipos mais comuns são:

a) Carga líquida: soda ácida e água pressurizada: sua capacidade é de 75 a 150 litros e seu jato tem
alcance de 10 a 15 metros com duração de três minutos.

Modo de usar: Deve ser operado por duas pessoas. O elemento "A" abre o registro, enquanto o
elemento "B" tira a mangueira. O elemento "A" deixa a carreta e o elemento "B" ataca o fogo.

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b) Gás Carbônico - CO2: consiste em um extintor comum de CO2 de porte maior, com grande
extensão de mangueira.

Modo de usar: Deve ser operado por duas pessoas. O elemento "A" controla o registro enquanto o
elemento "B" coloca a mangueira na posição para atacar o fogo.

c) Pó químico seco (PQS): é um extintor de pó em escala maior, com a diferença de possuir


mangueira mais extensa e válvula redutora de pressão. É fabricado em modelos para diferentes
capacidades. Seu jato chega a alcançar 10 metros.

Modo de usar: Deve ser operado por duas pessoas. O elemento "A" abre o registro da garrafa,
enquanto o elemento "B" posiciona a mangueira e ataca. Observação: Na colocação das carretas
deve-se sempre observar o livre acesso a qualquer ponto do local de sua instalação.

OUTROS DISPOSITIVOS DE COMBATE A INCÊNDIO:

Hidrantes

São dispositivos existentes em redes hidráulicas, que facilitam o combate ao fogo. O sistema de
hidrantes é composto de um reservatório que pode ser elevado ao subterrâneo, de um conjunto de
canalização, de mangueiras, esguichos, registro, engate de mangueira e abrigo.

Modo de usar:

1º - Localize a mangueira

2º - Desenrole-a

3º - Conecte a mangueira ao hidrante

4º - Estique totalmente a mangueira

5º - Combata as chamas, dirigindo o jato à base do fogo.

Dispositivos especiais (Sprinklers)

São também conhecidos como "chuveiros Sprinklers". Esse sistema consiste na distribuição de
encanamentos ligados a um encanamento central, do qual saem ramificações de tubos cujos
diâmetros diminuem à medida que se afastam da linha principal. Nessas ramificações são instalados
bicos, peças dotadas de dispositivo sensível à elevação de temperatura e destinadas a espargir água
sobre a área incendiada, quando acionadas pelo aumento da temperatura ambiente.

PROCEDIMENTOS

Como proceder em caso de emergência

Tão cedo o fogo se manifeste, as seguintes providências devem ser tomadas:


 Mantenha a calma. Ande, não corra.
 Desligue inicialmente o sistema elétrico (sempre que possível)
 Retire os ocupantes do local atingido.
 Desça sempre pelas escadas.
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 Nunca use elevadores.
 Inicie imediatamente o combate ao princípio do incêndio, se você tem os conhecimentos
básicos para tal.
 Em caso de incêndio avise imediatamente o Corpo de Bombeiros.

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PRIMEIROS SOCORROS

Pode ser definido como um conjunto de conhecimentos, técnicas e procedimentos, que ensinados a
uma pessoa leiga, a torna apta a intervir em situações de emergência. Efetuando medidas básicas de
auxílio, enquanto aguarda a equipe de socorro especializado, cuja finalidade é:

.Evitar o agravamento das lesões e a morte da vítima


.Evitar lesões adicionais
.Oferecer suporte psicológico e conforto à vítima
.Reconhecer as necessidades e providenciar o socorro adequado

Socorrista

É o cidadão comum, mas que mediante treinamento específico e adequado, se torna apto a prestar os
primeiros socorros.

ATRIBUTOS
Um bom socorrista deve ter alguns atributos básicos inerentes à boa prestação de socorro:
1 - Autocontrole;
2 - Capacidade de raciocinar sob stress;
3 - Liderança;
4 - Responsabilidade;
5 - Conhecimento.

Omissão de socorro:

Art. 135 - deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, a criança
abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e
iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.

2. AVALIAÇÃO INICIAL

Antes de qualquer outra atitude no atendimento ás vitimas, deve-se obedecer a uma seqüência
padronizada de procedimentos que permitirá determinar qual o principal problema associado com a
lesão ou doença e quais serão as medidas a serem tomadas para corrigi-lo.

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Durante o exame a vítima deve ser atenta e sumariamente examinada para que, com base nas lesões
sofridas e nos seus sinais vitais, as prioridades do atendimento sejam estabelecidas. O exame do
paciente deve levar em conta aspectos subjetivo, tais como:

● O local da ocorrência
● O estado da vítima
● As testemunhas do local
● Mecanismos da lesão (objetos próximos)
● Deformidades e lesões.

ANÁLISE PRIMARIA

A análise primária é uma avaliação realizada que a vítima está inconsciente e é necessária para se
detectar as condições que colocam em risco a vida do paciente. Ela se desenvolve obedecendo às
seguintes etapas:

● Determinar inconsciência
● Abrir vias áreas
● Checar respirações
● Checar circulação
● Checar grandes hemorragias.

Ex: análise primária

ANÁLISE SECUNDARIA

A análise secundária consiste em descobrir lesões ou problemas diversos que possam ameaçar a
sobrevivência do paciente, se não forem tratados convenientemente.

Os elementos que constituem a análise secundária são:

● Entrevista (questionar o paciente ou testemunhas).


● Exame de cabeça aos pés. (utilizar os sentidos tato, visão e audição e olfato).
● Sintomas (tonturas, náuseas e dores)
● Sinais (tudo que se observe ex: cor da pele, diâmetro das pupilas e etc.)
● Sinais Vitais (Pulso e respiração)

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3. HEMORRAGIAS

Hemorragia externa
Perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo - veia ou artéria.
Toda a hemorragia deve ser controlada imediatamente. A hemorragia abundante e não controlada
pode causar a morte em 3 ou 5 minutos.

Como socorrer:
· Use compressa limpa e seca ou gaze ou pano, desde que limpo.
· Coloque a compressa sobre o ferimento.
· Pressione com firmeza.
· Use atadura uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar e manter
firme a compressa no lugar.
· Caso não tenha compressa, feche o ferimento com o dedo e comprima com a mão evitando uma
hemorragia abundante.

Suspeita de hemorragia interna


A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de órgãos internos. O sangue
não aparece. A vítima apresenta:

· Pulso fraco.
· Pele fria.
· Sudorese abundante.
· Palidez intensa e mucosa descoradas.
· Sede;
· Tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque).

Como socorrer:
· Mantenha o paciente deitado - cabeça mais baixa que o corpo - exceto em casos de suspeita de
fratura de crânio ou derrame cerebral em que a cabeça deverá estar levantada.
· Tratar como se fosse estado de choque.
· Colocar compressa de gelo sobre o local do trauma.
· Procurar socorro especializado imediatamente.

Tipos de hemorragias

Nasal:

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Ponha a vítima deitado com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe a narina que estiver com a
lesão durante por aproximadamente 10 ( dez ) minutos. Caso não haja a hemostasia coloque um
tampão feito com gaze dentro da narina e gelo ou tolhas frias sobre a lesão.

Pulmonar (hemoptise):
Após um acesso de tosse, o sangue sai pela boca em golfadas é de cor vermelho rutilante.
Coloque o doente em repouso com a cabeça mais baixa que o corpo, não o deixe falar, mantendo-
o calmo.

Estômago (Hematêmese):
A vítima apresenta antes da perda de sangue enjôo e náusea, ao vomitar, o sangue se apresenta
como se fosse borra de café. Coloque a vítima deitada sem travesseiro, não lhe dê nada pela
boca.
Obs: Em todos os casos é necessária a presença do atendimento médico especializado o mais rápido
possível no local do acidente.

4. FRATURAS: Fratura é a ruptura total ou parcial de um osso.

Sintomas:
● Dor local
● Deformação ou inchaço
● Crepitação óssea
● Mobilidade anormal

Existem fraturas fechadas ou expostas:

Fratura fechada: na fratura fechada não há o rompimento da pele, ficando o osso no interior do corpo.

Como socorrer:
● Imobilização da fratura com emprego de talas.
● Imobilizar também a articulação acima e baixo da fratura.
● Verificar a presença de pulso distal e sensibilidade.
● Tranqüilizar o acidentado mantendo o aquecido.
● Remover a vitima em maca.
● Transportar para o hospital.

Fratura exposta: na fratura exposta há o rompimento da pele. Neste tipo de fratura ocorre
simultaneamente um quadro de hemorragia externa, existindo ainda o risco iminente de infecção.

Como socorrer:
● Imobilização da fratura com emprego de talas.
● Improvisar talas.
● Movimentar o menos possível.
● Se não for possível realinhar a fratura, imobilizá-la na posição em que estiver.
● Verificar presença de pulso distal e sensibilidade.
● Colocar gelo no local de 20 a 30 minutos.

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● Proteger o ferimento com gaze, pano limpo ou com as próprias roupas da vitima quando não
estiver com material.
● Prevenir o estado de choque tranqüilizando a vitima e evitando que veja o ferimento.
● Remover a vitima em maca.
● Transportar para o hospital.

5. ESTADO DE CHOQUE

Causas
São condições para o surgimento do estado de choque; queimaduras graves, ferimentos graves e
extensos, esmagamentos, perda de sangue, acidentes por choque elétrico, envenenamento por
produtos químicos, ataque cardíaco (Infarto agudo do miocárdio), exposição a extremos de calor ou
frio, dor aguda, infecção, intoxicação por alimento, fraturas.

Sintomas:
1. Pele fria e pegajosa;
2. Sudorese no teste e na palma da mão;
3. Palidez com expressão de ansiedade;
4. Frio, a vítima se queixa de sensação de frio;
5. Náuseas e vômitos;
6. Respiração curta rápida e irregular;
7. Visão turva ou nublada;
8. Pulso fraco e rápido;
9. Podendo estar total ou parcialmente inconsciente.

Como socorrer:
· Realize a inspeção rápida na vítima.
· Combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível (Ex: hemorragia)
· Conserve a vítima deitada.
· Afrouxe a roupa apertada no pescoço, peito e na cintura.
· Retire da boca, caso exista, próteses, dentadura, goma de mascar etc.
· Mantenha a respiração.
· Caso a vítima vomite, lateralize a cabeça (caso não haja lesão de coluna).
· Caso não haja fratura, levante as pernas da vítima em torno de 30 cm.
· Se for possível, mantenha sua cabeça mais baixa que o tronco.
· Mantenha a vítima agasalhada utilizando cobertores, mantas etc.
· Não dê líquidos de forma nenhuma (alcoólicos ou não).

FERIMENTOS

Leves ou superficiais
· Limpe o ferimento com água limpa e sabão de coco (mais
importante);
· Aplique anti-séptico em uso pela vítima.
· Proteja o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo, fixando
sem apertar.
· A menos que saiam facilmente, durante a limpeza, não tente retirar farpas, vidros ou partículas de
metal do ferimento.

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· Não toque no ferimento com os dedos ou qualquer material possivelmente contaminado.
· Mude o curativo tantas vezes forem necessárias para mantê-lo limpo e seco.

Extensos ou profundos
Caso haja hemorragia proceder com as informações dadas para tal. São os seguintes os casos de
ferimentos extensos ou profundos que requerem pronta atenção médica:

1. Quando as bordas do ferimento não se juntam corretamente.


2. Quando há presença de corpos estranhos.
3. Quando a pele, os músculos, nervos ou tendões estão dilacerados.
4. Quando há suspeita de penetração profunda do objeto causador do ferimento (P.A.F (projeto de
arma de fogo), faca, prego etc.).
5. Se o ferimento é no crânio ou na face.
6. Se a região próxima ao ferimento não tem aparência ou funcionamento normais.
Obs: Em todos os casos citados, nunca utilize pó de café, pano queimado, teia de aranha, papel etc.
para promover parada do sangramento.

Ferimentos abertos abdominais


1 Mantenham no lugar, com o maior cuidado, os órgãos expostos (intestinos, estômago etc.), evite ao
máximo move-los.
2 Caso tenha saído da cavidade e estejam expostos, não procure recolocar os órgãos na cavidade.
3 Cubra-os com uma compressa úmida.
4 Prenda a compressa com firmeza no lugar com uma atadura.
5 O objetivo e proteger os órgãos expostos por meio de um curativo compressivo.
6 A atadura deverá ser firme, mas não apertada.

Ferimentos profundos no tórax


1. coloque sobre o ferimento uma gaze ou chumaço de pano limpo ou a própria mão, para impedir a
penetração de ar através do ferimento.
2. Segure o chumaço no lugar, pressione com firmeza.
3. Um cinto ou faixa de pano, passado com firmeza em volta do tórax, sobre o curativo, será capaz de
manter fechado o ferimento.
4. Não aperte muito o cinto ou a faixa em torno do tórax, para não prejudicar os movimentos
respiratórios da vítima.

Ferimentos na cabeça
Exceto os de menor gravidade, os ferimentos na cabeça requerem sempre pronta atenção médica.

Como socorrer:
1. Em caso de inconsciência ou inquietação, deite a vítima de costas e afrouxe suas roupas,
principalmente em volta do pescoço, agasalhe a vítima.
2. Havendo hemorragia em ferimento no couro cabeludo, coloque uma compressa ou um pano limpo
sobre o ferimento. Não pressione, prenda com atadura ou esparadrapo.
3. Se o sangramento for no nariz, na boca ou no ouvido, volte a cabeça da vítima para o lado de onde
provém a hemorragia.
4. Não dê bebidas alcoólicas para a vítima.

Contusões

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Quando o local da contusão fica arroxeado, é sinal de que houve hemorragia ou derrame por baixo da
pele. O acidentado sente dor e o local fica inchado.

Como socorrer:
· Repouso da parte contundida.
· Aplique compressas frias ou saco de gelo até que a dor e a inchação tenham diminuído.
· Posteriormente podem ser usadas compressas de água quente para apressar a cura e a diluição do
edema.

6. QUEIMADURAS

Toda e qualquer lesão decorrente de ação do calor sobre o organismo, á uma queimadura. São
exemplos de queimaduras: contato direto com chama, brasa ou fogo; vapores quentes; líquidos
quentes; sólidos superaquecidos ou incandescentes; substâncias químicas; biológicas (água-vivas,
caravelas etc.); emanações radiativas; radiações infravermelhas e ultravioletas (em aparelhos,
laboratórios ou desvios ao excesso de raios solares); eletricidade.

Queimaduras externas classificam-se em:

A. Superficiais - Quando atingem algumas camadas da pele.


B. Profundas - Quando destruição total da pele.

Classificação em graus:

1º Grau - Lesão das camadas superficiais da pele: edema, dor local suportável, não formação de
bolhas. Exemplos: causadas por raios solares.

2º Grau - Lesão das camadas mais profundas da pele; formação de flictemas (bolhas);
desprendimento da camada da pele; dor e ardência locais de intensidade variável.

3º Grau - Lesão de todas as camadas da pele; comprimento de tecidos mais profundos, podendo ir até
o osso.

4° Grau – lesão de todas as camadas da pele e a estrutura óssea; causada por choque elétrico.

Obs: Queimaduras de 1º, 2º, 3º, graus podem se apresentar no mesmo paciente.

Ex: Queimadura de 4° Grau:

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O risco de vida (gravidade do caso) não está no grau da queimadura - reside na extensão da
superfície atingida, devido ao estado de choque e a maior possibilidade de contaminação (infecção).

7. INSOLAÇÃO

Exposição excessiva ao calor que pode se apresentar subitamente, a vítima cai desacordada, ou após
enjôo, dor de cabeça, pele seca e quente, febre alta.

Como socorrer:
● Retirar a vítima do local de exposição, colocando-a na sombra;
● Colocar compressas frias sobre a cabeça;
● Envolver o corpo com toalhas constantemente molhadas;
● Se estiver consciente, dê-lhe água para beber.

8. INTERMAÇÃO

Enfermidade produzida pela ação do calor em ambientes fechados com temperaturas muito altas. A
vítima pode apresentar: cansaço, náuseas, calafrios, respiração superficial, palidez ou tonalidade
azulada no rosto, temperatura corporal elevada, pele úmida e fria e pressão baixa.

Como socorrer:
● Retirar a vítima do ambiente e levá-la para um local fresco e arejado;
● Deitar a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo;
● Retirar as vestes da vítima envolvendo-a num lençol úmido;
● Se estiver consciente, oferecer água em pequenas quantidades;
● Encaminhar a vítima para atendimento médico

9. CRISE CONVULSIVA

A vítima de crise convulsiva (ataque epiléptico), fica retraída e começa a se debater violentamente,
podendo apresentar os olhos virados para cima, perda da consciência, contrações de toda a
musculatura corporal, aumento da atividade glandular com salivação abundante e vômitos.

Como socorrer:
● Deite a vítima no chão e afaste tudo que estiver ao seu redor que possa machucá-la;
● Retire objetos como próteses, óculos, colares, etc;
● Coloque um pano ou lenço dobrado entre os dentes e desaperte a roupa da vítima;
● Não dê líquido à pessoas que estejam inconscientes;

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● Cessada a convulsão, deixa a vítima repousar calmamente, pois poderá dormir por minutos ou
horas;
● Nunca deixa de prestar socorro à vítima de convulsão.

10. TRANSPORTE DE ACIDENTADOS

O transporte da vítima é de extrema importância e pode ser decisivo para a sua sobrevivência.
 
Antes de transportá-la verifique SEMPRE:
 
● Se está respirando
● Se há hemorragia
● Se há fraturas
● Se existe traumatismo da coluna

Obs: O transporte adequado de feridos é de suma importância. Muitas vezes, a vítima pode ter seu
quadro agravado por causa de um transporte feito de forma incorreta e sem os cuidados necessários.
Por isso é fundamental saber como transportar um acidentado.

11. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA

Parada Cardíaca
É quando o coração para de bombear sangue para o organismo as células deixam de receber
oxigênio. É preciso estar atento quando ocorrer uma parada cardíaca, pois esta pode estar ligada á
uma parada respiratória e ambas acontecerem simultaneamente.

Identificação
● Inconsciência
● Ausência de respiração
● Ausência de circulação

Como socorrer:
O socorrista deve iniciar a massagem cardíaca externa o mais cedo possível conforme procedimentos.
(R.C.P. – rescusitação cardio pulmonar).

● Paciente adulto efetuar 30 compressões torácicas, com as duas mãos sobrepostas e 2 ventilações
no ritmo 100 compressões por minuto, verificar o pulso central e respiração a cada 2 minutos,
descendo osso externo cerca de 4 a 5 cm.

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● Paciente criança de 1 a 8 anos, a compressão deve ser exercida com apenas umas das mãos, e o
esterno deve descer de 2,5 a 4 cm, utilizando-se do mesmo
● Paciente criança menor de 1 ano, a pressão é realizada com dois dedos, posicionando-os na
interseção do osso esterno com uma linha imaginaria ligando os mamilos, fazendo o esterno descer
de 1 a 2,5 cm.

NOÇOES SOBRE SINDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA - AIDS

O QUE É AIDS?

A sigla AIDS representa as iniciais da Síndrome da imunodeficiência adquirida que em inglês se


escreve ADQUIRED IMMUNE DEFICIENCY SINDROME (AIDS); em português seria SIDA.
A AIDS é uma doença infecciosa do sistema de defesa (IMUNOLÒGICO), provocada por um vírus
(HIV).

HIV – O VÍRUS

O HIV é um vírus que faz o corpo ficar fraco possibilitando a ocorrência das diversas doenças
oportunistas. ““ Ele pode ficar muito tempo “dominado”, dentro de” casinhas” chamados linfócitos T4.
Quando acorda começa a multiplicar até destruir a “casinha” (célula) e outra e outras mais.O corpo fica
sujeito a todo tipo de doenças, inclusive aquelas que não causariam grandes problemas em pessoas
sem o HIV,Como por exemplo o sapinho na boca a diarréia,etc.

FASES DA INFECÇÃO PELO HIV.

1. Fase Soropositivo

Aparentemente o indivíduo é saudável, mais está contaminado tem o vírus e não apresenta nenhum
sintoma da doença.
Mesmo assim, pode transmitir a AIDS para outras pessoas.
Tem o vírus e não apresenta nenhum sintoma da doença.
Mesmo assim, pode transmitir a AIDS para outras pessoas.

2. Fase Intermediária
É quando apareceu e persistem aos sintomas com diarréia, emagrecimento muito rápido, gânglios
(caroços) inchados no pescoço ou debaixo dos braços.

3. Fase da Doença
É a fase mais grave da AIDS propriamente dita. Aparecem doenças como pneumonia, meningite,
tuberculose, herpes, que se aproveitam da fraqueza do corpo. São conhecidas hoje, mais de 25
doenças oportunistas e alguns tipos de câncer, tumores. Exatamente porque o corpo está fraco, é
difícil tratar, pois os remédios não fazem muito efeito.
É importante lembrar que as fases 2 (intermediária) e 3 (da doença) podem juntar uma na outra. Mais
importante ainda é saber que nas três fases a pessoa infectada pode transmitir o vírus.

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A TRANSMISSÃO

Quando está fora do corpo humano, o vírus da AIDS morre logo, não sobrevive por muito tempo.
Ainda bem!
Além disso, é preciso haver uma grande quantidade de vírus para contaminar uma pessoa sadia. O
que só acontece quando o HIV entra em contato direto com o sangue, esperma (Líquido que sai do
pênis do homem na hora do gozo).

FORMAS DE TRANSMISSÃO DA AIDS

Relação Sexual com pessoas portadoras do HIV


Durante as relações sexuais com penetração ocorrem ferimentos muitos pequenos, tão pequenos, que
não dá para ver a olho nu.
Todo contato com sangue, esperma, e líquidos vaginais contaminados é perigoso.
O sexo anal (por trás) é ainda mais arriscado, pois o ânus e o reto (parte final do intestino) são
revestidos de mucosa com características que favorecem a entrada do vírus.
O sexo oral (a boca no pênis ou na vagina) também apresenta riscos de contaminação,
principalmente, se houver ejaculação (gozo) na boca ou, no caso da mulher, quando estiver no
período de menstruação. Tanto o sexo anal como o sexo oral masculino podem ser realizados com o
uso da camisinha.

TRANSFUSÃO OU RECEPÇÃO DE SANGUE

A rede hospitalar no Brasil está consciente do perigo de transmissão da AIDS, através de transfusões
de sangue.
Por isso, em número cada vez maior de hospitais está fazendo teste para descobrir possíveis
doadores contaminados.
A recepção do sangue do HIV pode acontecer também pelo uso de agulhas e seringas
contaminadas. Os hospitais brasileiros, só usam seringas descartáveis, portanto, não há problema. O
problema aparece entre os drogados que se utilizam de uma mesma agulha e seringa para passar a
droga de um para o outro.

DE MÃE PARA FILHO

A transmissão de mãe para filho pode acontecer durante o parto, pela amamentação ou via vertical
(de mãe para o feto) durante a gravidez.
No caso de mães portadoras de vírus da AIDS, a possibilidade de contaminação do feto é demais.ou
menos 30% , isto é, 1 em cada 3 crianças, é contaminada. Portanto, 70% dos bebês podem nascer
sem o HIV, segundo as pesquisas.
A criança pode ser contaminada também durante o parto.
Os médicos recomendam que as mães com vírus não amamentem e não doem seu leite. O vírus da
AIDS já foi encontrado na saliva, nas lágrimas, no suor, na urina e nas fezes, mas em quantidades
insuficientes para contaminação.
Beijar é muito bom e não faz mal a ninguém. Só há possibilidade de pegar AIDS, se houver
sangramento das gengivas.

Até hoje, não houve nenhum caso de transmissão por beijo, cientificamente provado.
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É, impossível, a transmissão por: mosquitos, pernilongos, animais domésticos, copos, alimentos,
privadas, ônibus, talheres, maçanetas, dinheiro, piscinas, escolas, parques públicos ou pelo ar.

PREVENÇÃO: O DESCUIDO PODE SER FATAL

"Nunca pensei que fosse acontecer comigo". Essa frase é muito ouvida diariamente por típicos em
todo o Brasil por pessoas como você, que precisam entender de uma forma ou outra que a AIDS está
aí, violenta, sem escolher suas vítimas. Por isso, é chegado o momento de todo mundo parar para
pensar e mudar.

A primeira atitude que devemos assumir é o uso da camisinha. Ela é a única forma conhecida de
prevenção da AIDS.
Aquele velho papo de não vou chupar bala com papel tem que ser esquecido, ou seja sexo com
camisinha , ou o risco de contrair o vírus da AIDS.
AINDA SOBRE O USO DA CAMISINHA: Muitas pessoas não usam com medo de magoar ou chatear
o parceiro.
Isso porque, nas relações entre parceiros é muito difícil acreditar que a outra pessoa possa estar
contaminada. Mas será que existe total sinceridade entre todos, a ponto de haver garantia de não
contaminação?
Em caso de dúvida consulte um médico.

As pesquisas têm mostrado que o número de mulheres infectadas cresce de modo assustador, isso
significa que conforme aumenta o número de mulheres doentes, diminui, muito o nascimento de
crianças no país. Assim os parceiros precisam conversar abertamente sobre o uso da camisinha, que
é única forma de fazer sexo seguro.
O outro ponto importante diz respeito às drogas aplicadas diretamente na veia, “um dia vai se
contaminar”
Portanto não há outra saída: o uso de drogas na veia tem que acabar.
Mas no caso de ser impossível para alguém, que haja pelo menos o cuidados de utilizar seringas
individuais e nunca participar se sessões coletivas e uso de droga.

AÇÕES QUE AJUDAM A PREVENIR.

Cuidados com a seringa.


A saúde do dependente de drogas corre duplo risco pelo vício em si e pela probabilidade de pegar
AIDS.
Quem não consegue se livrar delas e não usa material descartável deve pelo menos fazer a higiene
da seringa.
Lave-a com água corrente enchendo-a e esvaziando-a por duas vezes com água sanitária. Encha e
esvazie a seringa por mais duas vezes com água corrente.
Seringa lavada desta forma afasta o perigo da contaminação.

COMO ABORDAR A QUESTÃO DA AIDS.

A problemática da AIDS dentro da empresa e na sociedade como um todo envolve grandes fatores:
Tabus como sexo drogas discriminação sociais, entre outros. Tudo isso causa desconforto. Nos dois
ambientes de trabalho e família os infectados tem medo de procurar ajuda pois temem repreensões

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A AIDS NO MUNDO

O Brasil tem hoje cerca de 500 mil contaminados, segundo estimativa do Ministério da Saúde em
Outubro de 1997, haviam 110 mil casos de doentes notificados no país, 83% deles de pessoas entre
15 e 45 anos .
O custo direto de um doente no Brasil é oscila entre R$ 14 e 35 mil por ano.
O custo indireto da AIDS, ou seja a perda da capacidade produtiva de uma pessoa por monte precoce
é de 6 a 8 vezes maior que o custo direto (estimativa norte americana).
Pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) no final de 1996, revelou que há elevado
grau de desinformação dos trabalhadores em relação às formas de contágio da AIDS. Dos 4.893
indivíduos pesquisados em 121 empresas 75% achavam que podiam ser contaminados ao doar
sangue e 31 % acreditavam que picada de inseto também transmite AIDS.

O doente de AIDS que faz tratamento tem menor carga viral, portanto, contaminando menos outras
pessoas.
Também tem melhores condições de continuar a trabalhar e sofre menos internações.
O número de mulheres infectadas pelo vírus HIV tem aumentado significativamente nos últimos anos.
No início da epidemia (em 1982) a proporção entre homens e mulheres era de 30:1. Hoje, está em 4:1.

A CADA MINUTO, HÁ CINCO NOVAS INFECÇÕES NO MUNDO

Você conhece alguém com AIDS?


Não fuja dele (a). Não vire as costas.
Cumprimente-o (a). Aperte sua mão.
Sorria para ele (a). Ligue de vez em quando para saber como está. Você certamente se sentirá mais
leve, pois estará fazendo um bem enorme ao doente. Essas coisas não custam nada para você.
Para o doente, eras representam muito.
Se você é amigo, parente ou parceiro de um doente com AIDS, e está cuidando dele, procure se
relacionar bem com o médico e a equipe de saúde que está tratando do paciente. Anote em um
caderninho todos os sintomas (sinais) de mudança de comportamento ou aparecimento de
machucados, a temperatura do doente, etc. Passe essas informações ao médico de uma maneira
rápida e objetiva. Guarde o resultado dos exames de forma organizada.

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En ce rr am en t o

Parabéns!

Agora que terminou o curso, você já tem uma visão mais apurada dos riscos e perigos
existentes no trabalho e até mesmo dentro de casa.
Aproveite esses ensinamentos e utilize-os corretamente no seu dia-a-dia. Você e todos que o
cercam só têm a ganhar. Afinal de contas, sua vida é muito valiosa!!
Boa sorte!

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