Você está na página 1de 6

Aasaroth, o Deus da Pestilência

Por Bruno “Koroa-san” Garrido

Criador das mais variadas formas de doenças e bactérias, protozoários e outros seres aumentou em
parasitas, e também de todos os seres que proporções gigantescas. O equilíbrio natural da vida
provocam a decomposição da matéria, Aasaroth é em Arton foi comprometido e muitas criaturas
chamado de deus da pestilência e da decadência, começaram a ficar doentes. Dentre as vítimas da
por representar a degeneração das coisas e dos maldição de Aasaroth estiveram animais, vegetais,
seres vivos. É um dos deuses mais temidos e humanos, semi-humanos e monstros. A vingança do
desprezados dentre os seus iguais, e desperta os deus se concretizou.
mesmos sentimentos nos membros do Panteão, Em tempos antigos, durante o desenvolvimento da
especialmente das divindades provedoras. civilização artoniana em Lamnor, uma grande
Sendo um dos numerosos filhos de Allihanna, a Mãe tragédia se abateu sobre o local. Boa parte das
Natureza de Arton, Aasaroth no início era um deus cidades sucumbiu à Pústula Negra, doença grave
responsável e bem intencionado. Seu primeiro transmitida pelos ratos, cujos sintomas eram erupções
objetivo ao criar as bactérias, os fungos e outros cutâneas, escurecimento da pele, dores fortes pelo
seres saprófitos era o de transformar a matéria corpo, vômitos, sangue com pus e, nos últimos
orgânica em alimento para o solo. Como estágios da doença, hemorragias e septicemia
conseqüência, plantas e animais seriam beneficiados (infecção generalizada), fatores suficientes para matar
por esse ciclo. Assim, o equilíbrio ecológico se a vítima. O período de incubação da doença era de 12
manteria e a matéria orgânica morta não ocuparia horas, e requeria seis dias para atingir o estágio final.
espaço por muito tempo, o que poderia trazer vários A Pústula Negra foi responsável pela morte de 30
inconvenientes. Os planos de Aasaroth para Arton e milhões de pessoas em Lamnor em cinco anos de
os seres vivos que lá habitam iam de acordo com os terror (período chamado de Grande Hecatombe). A
interesses de sua mãe. Alihanna nutria grande praga só foi controlada graças ao esforço conjunto de
consideração e carinho por um de seus filhos mais magos, clérigos de diferentes filosofias, cientistas e
velhos, preocupado em auxiliar a mãe a manter o naturalistas, e também com a melhoria das condições
bem-estar e o equilíbrio de todas as formas de vida sanitárias das cidades. Naquela época, as pessoas não
do mundo, em especial a fauna e flora selvagens. davam muita importância para os cuidados com a
Entretanto, vários outros deuses não valorizaram a higiene e a quantidade de lixo doméstico produzido
sua criação, especialmente divindades provedoras pelas residências. Estas condições foram perfeitas
como o Grande Oceano ou mesmo Glórienn, para o desenvolvimento da praga.
criadora dos orgulhosos elfos. Eles dizem que as Como medida de emergência, um conselho formado
criaturas de Aasaroth são desprezíveis, sem estética, por diversos deuses do Panteão se reuniu para selar o
uma aberração. A arrogância e preconceito dos destino de Aasaroth. Tal reunião foi solicitada pelas
deuses principais deixaram-no inconformado e divindades ligadas ao bem, sob a liderança de Lena,
depressivo. Humilhado, jurou vingar-se de tais deusa da vida, a mais indignada com a situação. Por
insultos, mas não sabia como fazê-lo, pois seus conta da gravidade de seu crime, o deus da
poderes não eram suficientes para afrontar qualquer pestilência recebeu várias penas. A mais rígida delas
uma das divindades principais. Naquele momento, foi proposta por Khalmyr, deus da justiça. Enquanto
Aasaroth ouviu os conselhos de um certo deus alguma criatura, em especial os seres inteligentes,
serpente, que lhe disse como elaborar um plano de morrer por causa de alguma doença criada por
vingança suficientemente eficaz para impressionar Aasaroth, o deus da pestilência deveria sofrer as
até mesmo os deuses do Panteão. mesmas conseqüências, em iguais proporções. Como
A estratégia foi bem simples. Uma das características conseqüência disto, Aasaroth tornou-se um deus
principais das criaturas de Aasaroth era a reprodução deformado e enlouquecido. Seu corpo é coberto por
acelerada. Assim, se o número destas criaturas larvas de vermes e insetos, e sofre dores terríveis
aumentasse rapidamente, isto traria graves pelo corpo, tanto externa quanto internamente.
conseqüências para os seres vivos de Arton. E “Chegará um momento em que você terá de fazer
Aasaroth o fez. Rapidamente, a população de fungos, uma escolha: arrepender-se de seus crimes e livrar
Arton de tais pragas ou sofrer até o último instante, iniciativas duras e um tanto cruéis, mas necessárias.
quando não lhe restará mais nada além de uma O símbolo sagrado de Aasaroth é um rato negro e
carcaça apodrecida”, teria dito Khalmyr a Aasaroth, pustulento.
após o julgamento.
Além desta punição, Aasaroth recebeu as seguintes Motivações: Aasaroth criou os vírus, as bactérias, os
penas: durante a sentença, qualquer ser criado pelo fungos, os protozoários, mucos, gosmas, os vermes,
deus da pestilência após a condenação não terá os anelídeos, os saprófitos e parasitas. Também é o
condições para sobreviver ou se reproduzir. Em responsável pela corrupção de certas criaturas, como
outras palavras, Aasaroth praticamente teve o seu ratos, moscas, baratas, hienas, morcegos e outros,
dom da criação extirpado. Outra punição destina-se a tornando-os grandes transmissores de doenças.
todos os seguidores deste deus. Eles sofrerão as Aasaroth é um deus rancoroso e invejoso, capaz de
mesmas conseqüências de Aasaroth. Com o tempo, o tudo para destruir o que os outros deuses criaram. O
corpo destes ficará deformado, como a de um cadáver objetivo dele é fazer com que suas criações
em estado avançado de putrefação, repleto de chagas sobrevivam às custas dos demais seres vivos, como
e larvas de parasitas. Seguidores deste deus terão forma de vingança às humilhações que sofreu no
dores insuportáveis e contínuas pelo corpo, em passado pelos outros deuses. Para ele, é prazeroso ver
decorrência destas feridas. a degeneração e o sofrimento das criaturas das
Allihanna, mãe de Aasaroth, lamentou demais divindades por causa de doenças, infecções e
profundamente o destino traçado pelos outros deuses outras pragas. Apesar da condenação imposta pelos
para seu filho. Mas concordou com a sentença deuses do Panteão, o deus da pestilência parece não
determinada por Khalmyr. A Mãe Natureza dar importância ao fato, mesmo com a deterioração
entristece-se ao ver Aasaroth pagando o preço pelo gradual de seu corpo e as conseqüentes dores.
caminho que escolheu. Contudo, sabe que somente
ele pode pôr fim a tanta dor e rancor. Outros Nomes: O Decadente, Senhor das Moscas, o
Por vários anos, os teólogos de Arton intrigavam-se Grande Rato Negro.
com as seguintes questões: por que os deuses
também não eliminaram as criações de Aasaroth ou Avatar: Aasaroth visita esporadicamente o mundo
mesmo o próprio deus da pestilência? Hallinann dos mortais, mas quando o faz é para espalhar algum
Domvar, grande druida de Sambúrdia, teorizou o tipo de peste incurável por meios mundanos. Ele
seguinte. Segundo ele, com a destruição de Aasaroth, pode vir ao mundo sob a forma de um rato negro
o equilíbrio ecológico estaria comprometido, pois gigante e coberto de feridas e parasitas, um ser
seres importantes para a manutenção da vida (como humano usando um manto grosso que deixa apenas
as bactérias, fungos e outros) deixariam de existir. as mãos à mostra ou a de um homem-rato com as
Apenas seu excesso deve ser controlado para se mesmas características mencionadas anteriormente.
evitar as doenças, pragas e outros males Em raríssimas ocasiões, o deus da pestilência pode
relacionados. O druida disse também que a deusa da assumir a forma de um muco ou gosma com
natureza pediu clemência a Khalmyr para que este tamanho gigante. Ele costuma adotar esta forma
não condenasse Aasaroth à pena capital. quando deseja provocar destruição em algum local
Outro ponto. Por que os deuses intervieram na com vida abundante, principalmente centros urbanos.
questão de forma tão radical? Segundo o druida
Domvar, Aasaroth mostrou-se uma divindade Relações: Aasaroth é um deus isolado. Nenhum dos
potencialmente perigosa, mesmo sendo um deus outros deuses menores ousa se aproximar dele, por
menor. Ele representa uma quantidade colossal de medo e raiva. Até mesmo deuses malignos, como
seres invertebrados, com exceção de alguns, todos Hurlaagh, divindade dos hobgoblins, sentem-se
estes parasitas e/ou causadores de doenças, o que incomodados com a presença do deus da pestilência.
garantiria a este um alto poder, em comparação com Dentre os deuses do Panteão, é desprezado por
outras divindades menores. A Grande Hecatombe praticamente todos, exceto Allihanna, esperançosa
também mostrou-se um indício claro da ameaça que em ver o filho arrepender-se de seus crimes (embora
o deus da pestilência pode representar caso faça parte não mantenha nenhum contato próximo com este), e
do Panteão, no lugar de Glórienn. Ele poderia também Tenebra, que mantém conversas regulares
provocar doenças que afligiriam até mesmo os com Aasaroth. Os motivos de tais encontros são
deuses. Assim, Khalmyr e outras divindades acharam desconhecidos, mas parece que Tenebra vê o deus da
prudente conter os planos de Aasaroth com pestilência como uma peça importante para seus
objetivos futuros. pagar por tais ofensas. Tais clérigos sabem da
Ragnar, o deus da morte, é visto por alguns teólogos condição atual de seu deus, e que o prosseguimento
como o pai de Aasaroth. Esta opinião é contestada desta missão trará mais dor e ódio a Aasaroth, mas
pelos sacerdotes de Alihanna, visto que estes deuses foram instruídos pela própria divindade a continuar a
nutrem diferenças irreconciliáveis. O relacionamento espalhar doenças para todo canto. Aasaroth acredita
entre Aasaroth e seu suposto pai é obscuro, com que somente desta forma, além do fortalecimento de
poucas informações a respeito. Entretanto, alguns seu clero, conseguirá a força necessária para tentar
rumores (formulados por estudiosos mais atrevidos) reverter sua atual condição.
indicam que os contatos entre Ragnar e o Decadente Apesar de terem vários poderes, os clérigos da
estão cada vez mais estreitos. Será que Aasaroth pestilência sofrem com várias restrições. Ao seguir o
também é importante em intenções futuras do deus culto ao deus, a pele dos clérigos fica aos poucos
da morte? com um aspecto cadavérico, cheia de pústulas,
feridas e mau cheiro. Por isso, é normal que eles
Clérigos de Aasaroth atraiam a companhia de vários seres indesejáveis
como ratos, moscas, vermes e muitos outros. Esse é
O culto ao deus da pestilência é praticamente mais um motivo para o isolamento destes sacerdotes.
desconhecido em Arton. Mesmo assim, os clérigos Por mais absurdo que seja, os clérigos de Aasaroth
de Aasaroth são proibidos de exercer sua religião em vêem isso como uma honra, uma grande bênção de
qualquer lugar do continente, até mesmo em seu deus por sua fidelidade e serviços prestados. Isso
civilizações bárbaras ou formadas por humanóides. dá-lhes mais motivos para continuar a crença.
Afinal, ninguém deixaria à solta alguém que fica
espalhando doenças por onde passa. Por isso, os Poderes Concedidos: Todos os clérigos de Aasaroth
clérigos da pestilência evitam ao máximo o contato são imunes a qualquer forma de doença, mágica ou
com outras criaturas, a não ser entre os membros da não. É uma garantia do deus para que os clérigos
própria ordem. Os templos dedicados ao deus são cumpram sua missão e, para isso, eles não podem ser
muito bem escondidos, localizados geralmente em vítimas das doenças causadas por eles próprios. Estes
esgotos, pântanos ou qualquer lugar que cause sacerdotes também toleram qualquer forma de odor
repugnância em outros seres. ou "visão repugnante" (como ver um cadáver em
Contudo, Aasaroth é uma divindade amplamente estado de decomposição avançada), sem sofrer
cultuada pelos homens-ratos. Rejeitados pela penalidades ou efeitos relacionados como náuseas,
sociedade por conta de sua condição, e obrigados a vômitos ou tontura.
viver em meio ao lixo e nos esgotos, estes O clérigo de Aasaroth pode, uma vez por dia, se
licantropos buscam no culto ao deus da pestilência transformar em um rato negro comum ou gigante.
forças para encontrar um novo objetivo para suas Ele pode manter esta forma por quanto tempo
vidas. Através desta religião, eles procuram maneiras desejar, mas ficará incapacitado de falar, usar magias
de vingar-se daqueles que os desprezaram, e a forma ou outras habilidades. Caso seus pontos de vida
mais eficaz e prazerosa é espalhar a peste e o terror cheguem a 0, o clérigo voltará à sua forma original.
em seus lares, na água e nos alimentos. Mesmo com
as subsequentes penalizações sofridas pelos Obrigações e Restrições: Os clérigos de Aasaroth
seguidores de Aasaroth, os homens-ratos acreditam são obrigados a infectar uma criatura com algum tipo
que, como não tem mais nada a perder (pois são de doença, pelo menos uma vez por semana. Este é o
considerados “párias” em suas sociedades), tais objetivo principal destes nefastos sacerdotes, o
conseqüências não têm tanta importância quanto o alicerce de sua religião. Eles devem pesquisar todos
desejo de vingança generalizado contra os os meios disponíveis para cumprir esta missão
responsáveis pela sua situação atual. Acredita-se que sagrada.
exista pelo menos um homem-rato entre as As armas permitidas para os clérigos da pestilência
comunidades de devotos do deus da pestilência. são: arco (qualquer), dardos, açoite, foice (normal ou
A principal missão dos sacerdotes de Aasaroth é grande) e chicote. Eles não podem usar nenhum tipo
espalhar a peste e a decadência a todo lugar e a toda de armadura ou escudo.
criatura. Ver o sofrimento e a angústia das vítimas é Por serem clérigos relacionados com as doenças e a
extremamente prazeroso para eles e para o deus. Isto degeneração das coisas, os clérigos de Aasaroth
é uma represália ao desprezo dos outros deuses pelos nunca podem aprender perícias ou magias
poderes de Aasaroth e, agora, suas criações devem relacionadas à cura. Porém, podem utilizar as formas
revertidas destas para causar dano ou infectar os Custo: -15 pontos
alvos, ao invés de curá-los. Pré-requisitos: HT 13+. O personagem deve ter
Como o rato é o símbolo sagrado da ordem de uma aparência mediana (ou pior) e não pode comprar
Aasaroth, os clérigos da pestilência são proibidos de a vantagem Carisma. Este culto é proibido para
atacar ou ferir qualquer espécie deste animal, nem halflings, centauros e fadas
mesmo em defesa própria. Como já foi dito Vantagens: Clericato, Força de Vontade +2, Poderes
anteriormente, a pele do clérigo vai adquirindo um Concedidos.
aspecto cadavérico ao longo do tempo, propiciando o Desvantagens: Obrigações e Restrições, Reputação
surgimento de pústulas e feridas, além de um forte -4, Sadismo.
mau cheiro, que atrai vários seres indesejáveis. Em Peculiaridade: Os clérigos de Aasaroth não gostam
AD&D e Daemon, a cada nível de experiência, o de mágicas do Fogo.
clérigo perde 1 ponto de Carisma definitivamente até Perícias: Diagnose +2, Medicina +2 (estas perícias
chegar a 1 ponto (Em Daemon, clérigos da não podem ser usadas para curar)
pestilência são proibidos de aumentar o CAR com os Escolas Disponíveis: Controle do Corpo, Controle
pontos de atributo extras). Em GURPS e 3D&T, ele da Mente, Luz e Trevas (apenas mágicas de Trevas),
recebe a desvantagem Aparência Hedionda ou Mágicas sobre Animais, Metamágicas,
Monstruoso durante algum tempo, a critério do Necromânticas.
Mestre. As feridas provocam uma dor intensa e
castigante por todo o corpo do clérigo. Desta forma, 3D&T - Clérigo de Aasaroth
qualquer forma de contato social do clérigo com Custo: 0 (-1 para humanos, homens-ratos e mortos-
outros seres é impossível, obrigando-o a isolar-se. vivos)
Caso precise sair ao ar livre, o sacerdote deve vestir- Restrições: Resistência 1 ou maior. O personagem
se com um capuz bem grosso e bem fechado ou usar nunca pode comprar a vantagem Aparência
a metamorfose, caso possua este poder. Inofensiva. Proibido para halflings, centauros e
Por serem seguidores de um culto proibido, clérigos fadas.
de Aasaroth sofrerão as mesmas punições reservadas Vantagens: Diagnose e Herbalismo (especializações
a cultistas de outros deuses malignos, como Ragnar de Medicina) gratuitamente, mas estas perícias não
(ou Leen), Tenebra ou Sszzaas. podem ser usadas para curar. Poderes Concedidos.
Desvantagens: Insano (Sadismo), Má Fama,
AD&D - Clérigo de Aasaroth Obrigações e Restrições.
Pontos de Vida: Rx4.
Pré-requisitos: 16 de Constituição, Carisma 9 ou Caminhos Permitidos: Todos, exceto Fogo e Luz
menor
Raças Permitidas: Recomendável para humanos, Daemon - Clérigo de Aasaroth
homens-ratos e mortos-vivos. Proibido para Custo: 2 pontos de Aprimoramento (1 para
halflings, centauros e fadas. humanos, homens-ratos e mortos-vivos), 230 pontos
Tendências Permitidas: Apenas tendências de perícia.
malignas (vil, egoísta e cruel) Restrições: CON 16 ou maior, CAR 9 ou menor.
Armas Permitidas: Ver Obrigações e Restrições. Proibido para halflings, centauros e fadas.
Armaduras Permitidas: Nenhuma. Perícias: Açoite 20/20, Foice 30/30, Doma* 30,
Vantagens Especiais: Recebe gratuitamente a Herbalismo 50, Intimidação 40, Primeiros Socorros
perícia Herbalismo, mas não pode usá-la para fins 50, Religião 40, Tortura 20, Sobrevivência (esgotos
curativos. Ver Poderes Concedidos. ou pântanos) 40, Treinamento de Animais* 30
Limitações Especiais: Ver Obrigações e Restrições. Aprimoramentos: 3 Pontos de Fé, 3 Pontos
Esferas de Acesso: Animal (maior), Convocação Heróicos, Má Reputação
(maior), Cura (revertida - maior), Necromântica Pontos de Fé: 3+1 por nível
(revertida - maior), Proteção (menor), Solar Pontos Heróicos: 3 por nível
(revertida - menor), Todas (maior)
*Apenas ratos e insetos podem ser treinados ou
GURPS - Clérigo de Aasaroth domesticados por estas perícias.
Lazarus, sumo-sacerdote de Aasaroth
Assim como seu deus, Lazarus só encontrou o desprezo e o deboche de seus semelhantes. Vítima de uma
doença séria e contagiosa, a lepra, ele foi abandonado por sua família sob pressão dos moradores da
cidade de Gallagher, no interior de Tyrondir.
Sozinho e doente, Lazarus resolveu esperar a chegada da morte, o único remédio para curar seu sofrimento. As
dores eram terríveis, castigantes, penalizando ainda mais seu corpo já fragilizado e com deformações nas mãos,
pés e rosto. Contudo, durante o sono, Lazarus teve uma visão de alguém prometendo-lhe esperanças de uma
vida diferente. Essa voz misteriosa orientava a Lazarus vingar-se daqueles que o humilharam (inclusive seus
pais, pelo abandono) e, para isso, receberia poderes especiais caso cumprisse suas ordens. Sem escolha, Lazarus
aceitou a proposta.
Como primeira atitude, Lazarus retornou a Gallagher para pôr em prática seu plano de vingança. Com seus
novos poderes, ele invocou uma poderosa e temida criatura. Ela foi batizada pelo próprio Lazarus de Vorme de
Aasaroth. Trata-se de uma serpente terrestre gigante, com uma boca enorme e repleta de dentes grandes e
afiados. Ela não possui olhos e se orienta através de seu olfato aguçado. O sangue de um Vorme de Aasaroth
mostrou-se um veneno potente, capaz de matar uma pessoa em segundos caso não haja um socorro adequado. A
criatura penetrou nos lençóis subterrâneos e rios das redondezas e contaminou a água com substâncias altamente
tóxicas. Qualquer criatura que tocasse a água seria envenenado e morreria em questão de minutos. Caso ela
fosse ingerida, provocaria morte instantânea. As vítimas da água envenenada retornariam como mortos-vivos no
dia seguinte.
Com este plano, Lazarus trouxe a ruína para Gallagher que, atualmente, é uma cidade-fantasma e cuja entrada
foi proibida pelos servos de Khalmyr, depois do Vorme de Aasaroth ter sido destruído por um grupo de
aventureiros. Isso foi o suficiente para que Lazarus ganhasse a bênção de Aasaroth. Assim, ele se tornou um
clérigo da pestilência.

Situação Atual: Depois de trazer a peste e a decadência para vários lugares, Lazarus assumiu a posição de
sumo-sacerdote. Seu principal trabalho é coordenar os demais clérigos para que estes ajam com cuidado e sem
despertar suspeitas, tendo em vista a péssima fama do clero de Aasaroth. O templo principal está localizado no
subterrâneo da cidade de Gallagher, um local considerado seguro já que a entrada à cidade está vedada. De lá,
Lazarus ministra cultos e orações a seu deus, cercado de vários ratos, suas companhias preferidas.
O plano chave de Lazarus e dos clérigos da pestilência é provocar uma hecatombe em algum grande centro
populacional de Deheon. A cidade mais visada por eles é a capital do Reinado, Valkaria. A razão desta escolha é,
obviamente, o fato de Valkaria ser o maior conglomerado urbano de Arton. Além deste, outros locais estão em
seus planos de ataque, como Malpetrim, Kannilar (capital de Yuden) e a cidade de Sambúrdia.

Aparência: Devido aos problemas recorrentes de sua doença e à deterioração progressiva por causa de sua
crença, Lazarus possui uma aparência aterradora, com deformações nas mãos, pés e rosto. Sua pele é roxa e
repleta de feridas, pústulas e alguns organismos estranhos, lembrando um carniçal. Por isso, exala uma fetidez
intensa, um excelente atrativo para moscas e outros bichos nojentos. Qualquer criatura não devota de Aasaroth
deve fazer um teste de Constituição / HT / Resistência ou sofrerá penalidade de –2 nas jogadas de ataque (-1 em
3D&T, -10% em Daemon), além de vomitar. Uma falha crítica fará a criatura desmaiar por 1d6-1 rodadas.
Lazarus veste um manto bem grosso e pesado que cobre seu corpo e cabeça. Apenas seus olhos podem ser
vistos. Sua arma favorita é uma foice de tamanho grande. Na maior parte do tempo, é um homem amargo e
solitário. Sente-se melhor na companhia dos ratos, moscas e baratas, seus únicos amigos. Gosta também de
torturar vítimas por prazer.

AD&D
Lazarus, Humano, Clérigo 12, Cruel (Caótico/Maligno). FOR 11, INT 16, SAB 18, DES 12, CON 17, CAR
1 (16 para seus seguidores), PVs 78, CA 6. Possui uma foice grande +3, um manto com capuz grosso +2 e um
amuleto de proteção +2.
Perícias Importantes: Conhecimento Místico 16, Lidar com Animais (ratos e insetos) 17, Sobrevivência
(esgotos e pântanos) 19, Treinar Animais (ratos e insetos) 16.

GURPS
Lazarus, ST 11, DX 12, IQ 16, HT 17, DP 4, RD 0
Vantagens e Desvantagens: Alfabetizado, Clericato (Aasaroth), Empatia com Animais (ratos e insetos), Força
de Vontade +6, Aparência Hedionda, Maníaco-Depressivo, Voto (provocar uma epidemia em alguma cidade
grande do Reinado), Voz Perturbadora.
Perícias: Adestramento de Animais (ratos e insetos) 22, Conhecimento do Terreno (Gallagher e arredores) 18,
Diagnose 20, Intimidação 17, Machado/Maça 14, Machado/Maça de Duas Mãos 14, Medicina 23,
Sobrevivência (esgotos e pântanos) 20.
Magias: Trinta mágicas à escolha do Mestre (dentre as escolas disponíveis).
Itens Encantados: Foice Grande +3, Manto com Capuz +2, Amuleto de Proteção +2.

3D&T
Lazarus, F1, H2, R4, A1, PdF0, 16 PVs.
Vantagens e Desvantagens: Arma Especial, Clericato, Devoção (provocar uma grande epidemia em alguma
cidade grande do Reinado), Insano (maníaco-depressivo), Monstruoso.
Perícias: Animais, Sobrevivência.
Caminhos da Magia: Água 3, Terra 5, Trevas 5.

Daemon
Lazarus, Humano, Clérigo de Aasaroth do 12º nível, CON 17, FR 11, DEX 14, AGI 12, INT 16, WILL 18,
PER 15, CAR 1, # ataques [1], IP 4, PVs 22+36, Pontos de Fé 14.
Itens Mágicos: Foice Grande 75/75, dano de 1d8+3.
Perícias Importantes: Foice 60/60, Diagnose 80, Doma 80, Herbalismo 90, Intimidação 50, Sobrevivência
(esgotos e pântanos) 70, Treinamento de Animais 60.
Formas e Caminhos: Entender 3, Criar 2, Controlar 2, Água 2, Trevas 3, Animais 3, Humanos 2.

Você também pode gostar