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04/10/2018 Conceitos de limites de exposição ocupacional

Conceitos de limites de exposição


ocupacional
Os limites de tolerância ocupacional (estabelecidos pela NR 15, pelos
TLVs e BEIs, pela ACGIH, pela OSHA, ou pela NIOSH) são desenvolvidos
como orientações para ajudar no controle de riscos à saúde dos
trabalhadores. Essas recomendações destinam-se à prática de higiene
industrial nos ambientes de trabalho durante as jornadas de trabalho e
devem ser aplicadas pelos profissionais higienistas, incluindo-se aqui os
Técnicos de Segurança do Trabalho.

Limite de Tolerância (LT) – NR 15


Os limites de tolerância dizem respeito à concentração ou intensidade
máxima ou mínima a que se relaciona a natureza do agente (ruído, poeira,
gases e vapores) e ao tempo de exposição a ele, de modo que não cause
danos à saúde do trabalhador em uma jornada de trabalho de 8 h semanais
ou de até 48 horas.

Conforme o item 15.1.5 da NR-15, entende-se por


limite de tolerância (para agentes químicos) a concentração
máxima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição
ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador,
durante sua vida laboral. Cabe ressaltar que a NR -15 como
se encontra hoje está desatualizada, pois desde 1978 ela não
foi substancialmente atualizada. Além disso, está incompleta,
porque trata de 140 substâncias, enquanto a ACGIH trata de

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mais de 650. Outro fato importante é que a NR-15 refere-se a


limites de tolerância, quando, na realidade, não se trata de
tolerar nada e sim de monitorar e controlar a exposição
ambiental.

Os limites estabelecidos pela Portaria n° 3.214/78, por meio da Norma


Regulamentadora n° 15 (NR-15), nos anexos 11 e 12, foram adaptados para
a jornada de trabalho instituída no Brasil. Esses valores foram adaptados da
ACGIH, uma entidade que congrega higienistas e indústrias do governo
norte-americano e que recomenda os limites de tolerância. O regime de
trabalho norte-americano era de 40 horas semanais e o do Brasil, na época,
de 48 horas. Depois, houve uma adaptação e nossa jornada de trabalho,
atualmente, é de 44 horas semanais.

No Anexo 11 da NR 15 são fornecidos os limites de


tolerância para os produtos químicos, como a absorção pela
pele (que é apresentada por alguns produtos) e o grau de
insalubridade, além das substâncias que apresentam o
valor-teto.

O limite de tolerância é uma orientação para se fazer


os controles dos contaminantes e não uma indicação entre
concentrações seguras e perigosas.

Com o Anexo 11, o limite passou a ser de tolerância


média ponderada durante o período de trabalho. Essas
concentrações poderão oscilar desde que a média esteja
abaixo desse valor; porém, essas oscilações não podem
ultrapassar um valor chamado valor máximo.

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Unidades
As unidades dos limites de tolerância são expressos em partes por
milhão (ppm) ou miligramas por metro cúbico (mg/m³). A substância química
inalada pode ser em forma de gás, vapor ou aerossol.

Gás: substância química cujas moléculas movem-se livremente


no espaço em que estão confinadas (por exemplo, em um
tanque) nas condições normais de temperatura e pressão
(CNTP).

Vapor: fase gasosa de uma substância química que, nas


condições normais de temperatura e pressão (CNTP), está no
estado líquido ou sólido. Essa quantidade de vapor emitida por
uma substância é expressa como pressão de vapor e é função
da temperatura e pressão.

Aerossol: suspensão de partículas sólidas ou de gotículas


líquidas em um meio gasoso, como: poeira, névoa, fumo,
neblina, fibra e fumaça.

Os limites de tolerância para


aerossóis são normalmente fixados em
termos de massa da substância química
no ar por volume. São expressos em
miligramas por metro cúbico (mg/m³). Os
limites de tolerância para gases e
vapores são estabelecidos em partes por
milhão (ppm), mas também podem ser
expressos em miligramas por metro
cúbico mg/m³.

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Para fazer a conversão de unidades de concentração de ppm para


mg/m³, devemos utilizar o quadro a seguir:

Unidade original Fator de multiplicação Nova unidade

ppm 10.000 %

% 0,0001 ppm

mg/m³ M/24,45 ppm

ppm 24,45/M mg/m³

Tabela 01: Conversão de ppm para mg/m³.

Fonte: BREVIGLIERO, Ezio; POSSEBON, José; SPINELLI, Robson. Higiene ocupacional: agentes biológicos, químicos

e físicos. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2006. Página: 74.

Valor máximo
O valor máximo é determinado por meio do produto do limite de
tolerância, por um fator de desvio, que é função da faixa de valor em que
está esse limite. Na tabela a seguir, é mostrado o fator de desvio para
calcular o valor máximo.

Valor máximo = LT (limite de tolerância) x FD (fator de desvio)

Limite de tolerância (partes por milhão ou miligrama Fator de


por metro cúbico) desvio

0 < LT < 1 3,00

1 < LT < 10 2,00

10 < LT < 100 1,50

100 < LT < 1.000 1,25

LT > 1.000 1,10

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Tabela 02: Quadro n° 2 do Anexo 11 da NR 15 (Fator de Desvio para cálculo do valor máximo).

Fonte: BREVIGLIERO, Ezio; POSSEBON, José; SPINELLI, Robson. Higiene ocupacional: agentes biológicos, químicos

e físicos. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2006. Página: 69.

Exemplo: O cloro tem um limite de


tolerância de 0,8 ppm; logo, o seu valor
máximo (VM) é o produto do limite de
tolerância por 3,00, que é o fator de
desvio (FD) para produtos com o limite de
tolerância (LT) entre 0 e 1 ppm.
VM = LT x FD
VM = 0,8 x 3,00 = 2,4 ppm
VM = 2,4 ppm

Valor-teto
Representa um valor que não pode ser ultrapassado, pois é um
produto de efeito muito rápido. Dessa forma, não aplicamos o fator de
desvio. O limite de tolerância será o próprio valor teto.

Na tabela a seguir, veja alguns exemplos dos valores-teto de algumas


substâncias.

Produto químico Valor-teto (partes por milhão)

Ácido clorídrico 4,0

Dióxido de nitrogênio 4,0

Formaldeído 1,6

Sulfato de dimetila 0,08

Tolueno diisocianato 0,016

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Tabela 03: Valor-teto para alguns produtos químicos conforme Anexo 11 da NR 15.

Fonte: BREVIGLIERO, Ezio; POSSEBON, José; SPINELLI, Robson. Higiene ocupacional: agentes biológicos, químicos

e físicos. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2006. Página: 69.

Nível de ação
Os níveis de ação são uma espécie de recurso preventivo, que
antecipa o problema antes que os limites de tolerância estejam excedidos.

Conforme a NR-09, o NA corresponde a uma concentração igual à


metade das concentrações permitidas. Medidas preventivas, controles
médicos e periódicos devem ser iniciados a partir da concentração.

Para mais informações sobre os limites de tolerância


estabelecidos pela Norma Regulamentadora NR15, acesse o
site do Ministério do Trabalho e Emprego e procure pelas
Normas Regulamentadoras, especificamente pela NR 15.

Thereshold Limit Values (TLV) – American


Conference of Governmental Industrial Hygienists
(ACGIH)
A ACGIH é uma instituição privada, sem fins lucrativos, não
governamental. Seus membros são higienistas ocupacionais ou outros
profissionais de saúde e segurança ocupacional. Eles se dedicam a
promover a saúde e a segurança nos locais de trabalho. É uma entidade
científica e conta com comitês que analisam e reúnem dados publicados na
literatura científica. A ACGIH publica guias de orientação, denominadas
Threshold Limit Values (TLVs) e Biological Exposure Indices (BEIs), para a
utilização dos higienistas ocupacionais na tomada de decisões em relação a
níveis de exposição seguros de vários agentes químicos e físicos
encontrados nos ambientes de trabalho.

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A cada ano, a ACGIH publica seus TLVs e BEIs em um livro. Esses


índices representam uma opinião científica, formada pelos comitês de
especialistas em saúde pública e ciências afins. É baseada na análise,
revisão e compilação de dados da literatura científica existente.

Para acessar o livro dos TLVs e BEIs, entre em contato


com a ABHO (Associação Brasileira de Higienistas
Ocupacionais).

Os TLVs e os BEIs são valores que utilizam como base a saúde. A


ACGIH formula uma conclusão sobre o nível de exposição que um
trabalhador pode vivenciar, sem a ocorrência de efeitos prejudiciais à saúde.
Ela acredita que os órgãos reguladores devem considerar os TLVs e os
BEIs como um ponto de partida muito válido no processo para a
caracterização de risco.

Introdução às substâncias químicas


Definição dos TLVs

São as concentrações das substâncias químicas suspensas no ar.


Representam condições a que a maioria dos trabalhadores possa estar
exposta, dia após dia, durante toda uma vida de trabalho, sem sofrer efeitos
prejudiciais à saúde.

Para utilizar os TLVs, devemos consultar o último livro


dos TLVs a fim de nos certificarmos de que entendemos as
bases e as informações usadas em seu desenvolvimento.

São três as categorias de limites de exposição (TLVs):

Clique ou toque nos títulos para visualizar o conteúdo.

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Média ponderada pelo tempo (TWA ou LE-MP)

É a concentração média ponderada no tempo estabelecida


para uma jornada de trabalho de 8 horas diárias e 40 horas
semanais a que se acredita que a maioria dos trabalhadores
possa estar repetidamente exposta, durante toda a vida laboral,
sem sofrer efeitos prejudiciais à saúde.

Exposição de curta duração (STEL)

É um limite de exposição média ponderada de 15 minutos,


que não deve ser ultrapassado em qualquer momento da
jornada de trabalho, inclusive ao final. Pode ocorrer, no máximo,
quatro vezes durante a jornada, sendo o intervalo de tempo
entre cada ocorrência de, pelo menos, 60 minutos.

Controlam as flutuações das concentrações das


substâncias acima dos valores de TWA estabelecidos.

Valor-Teto (TLV-C ou LE-Teto)

É a concentração máxima permitida que não deve ser


excedida durante nenhum momento da exposição no trabalho.
Se medições instantâneas não estiverem disponíveis, a
amostragem deverá ser realizada pelo período mínimo de tempo
suficiente para detectar a exposição no Limite de Exposição-
Valor Teto (TLV-C) ou acima dele. É indicado para substâncias
de baixo limite de exposição e alta toxicidade.

Devido à grande variação de sensibilidade de cada trabalhador, um


percentual deles pode sentir desconforto diante de certas substâncias em
concentrações permitidas ou mesmo abaixo delas.

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A palavra pele (como podemos observar na tabela a seguir), que


aparece depois de alguns nomes químicos na lista de TLV®, significa que a
exposição total do trabalhador ao contaminante pode ser afetada pela
absorção pela pele. A notação “pele” quer chamar a atenção para que
precauções adequadas sejam tomadas para proteger o resto do corpo à
exposição.

Podemos observar na tabela a seguir o ácido cianídrico como


exemplo. Para a média ponderada pelo tempo (TWA), não temos referência.
Para a exposição de curta duração (STEL), encontramos o valor: 4,7 ppm (o
que quer dizer que o trabalhador poderá ficar exposto, no máximo, até
quatro vezes por 15 minutos e tendo como intervalo entre cada exposição
60 minutos). Na coluna Notações, observamos que tem a palavra “pele”, o
que quer dizer que o ácido cianídrico é absorvido pela pele do trabalhador
exposto. A mesma planilha apresenta o dado do peso molecular do ácido
cianídrico e, por fim, a base do TLV (o que significa a questão de saúde
afetada pelo produto químico). No caso do ácido cianídrico, o trabalhador
exposto a esse produto químico poderá sofrer com dor de cabeça, náusea e
efeitos na tireoide.

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VALORES ADOTADOS

Peso
Substância TWA STEL Notações Base do TLV
Mol.

Dor de cabeça,
Ácido 4,7
- Pele 27,03 náusea, efeito na
cianídrico ppm
tireoide

Brometo
5 ppm - Pele 108,98 Dano fígado
de Etila

Brometo
1 ppm - Pele 94,95 Irritação pele
de Metila

Comprometimento
Chumbo 0,1
- Pele 323,45 Sistema Nervoso
Tetraetila mg/m³
Central

Comprometimento
Chumbo 0,15
- Pele 267,33 Sistema Nervoso
Tetrametila mg/m³
Central

Tabela 4 – Tabela de algumas substâncias com os valores adotados pela TLV

Fonte: Livro de TLVs e BEIs ABHO Ano 2008

É importante ressaltar que a lista de TLV® não inclui todas as


substâncias encontradas nas indústrias, uma vez que pouco ou nenhum
dado está disponível para muitos materiais.

Introdução aos índices biológicos de exposição –


definição dos BEIs
O monitoramento biológico permite avaliarmos a exposição e o risco à
saúde dos trabalhadores. É a medida de concentração de uma substância
química (determinante) em meios biológicos das pessoas expostas e é um
indicador da absorção do agente químico.

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Os BEIs (Índices Biológicos de Exposição) são valores


guias de orientação para avaliar os resultados do
monitoramento biológico. Refletem indiretamente a dose
absorvida por um trabalhador exposto a uma dada
substância química. Servem também como um
complemento para o monitoramento ambiental por meio da
avaliação da concentração no ar. É importante, pois pode
ajudar o profissional de saúde a detectar e determinar uma
exposição e absorção pela pele ou por via digestiva, além da
absorção por via respiratória.

A maioria dos BEIs está baseada em uma correlação


direta com o TLV. Alguns BEIs (como o chumbo, por
exemplo) não são derivados do TLV, porém, são diretamente
relacionados ao desenvolvimento de um efeito adverso à
saúde.

As diretrizes dos BEIs devem ser usadas na avaliação


de riscos potenciais à saúde na prática da higiene
ocupacional. Os BEIs não indicam uma distinção clara entre
as exposições perigosas e as não perigosas; por exemplo, é
possível que a concentração de um determinante em um
indivíduo exceda o BEI sem que isso se torne um risco
aumentado à saúde. Deverá ser realizada uma investigação
se a maioria dos resultados das amostras obtidas de um
grupo de trabalhadores do mesmo local e turno de trabalho
exceder o BEI.

Não se deve confiar em resultados de uma amostra


biológica isolada; devem ser realizadas avaliações múltiplas.
Como medida administrativa, pode ser apropriado fazer
rodízios entre os trabalhadores nessa exposição. Assim como,

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se houver razões para acreditar que ocorreu uma exposição


significativa do trabalhador a um determinado produto
químico, pode-se retirar o trabalhador desse ambiente apenas
com uma única avaliação. Também devemos ter em mente
que resultados abaixo do BEI não indicam que temos
ausência de risco à saúde. Os BEIs aplicam-se a exposições
de 8 horas por dia, 5 dias por semana.

Limites de exposição ocupacional


Depois de concluída a inspeção
de campo, o higienista deve decidir se
é ou não necessário realizar
amostragem. Essa amostragem deve
ser realizada somente se o seu
propósito for claro e objetivo. O
higienista industrial deve perguntar-
se: para que servem os resultados
da amostragem? Quais perguntas responderiam?
Esses dados obtidos a partir de uma amostragem ambiental e biológica
geralmente são comparados com limites de exposição ocupacional – LEO
(ou em inglês: exposure ocupacional limit – OEL), recomendados ou
obrigatórios.

Muitos países têm estabelecido limites de exposição ocupacional,


biológica e de inalação de agentes químicos e físicos. Atualmente, existem
mais de 60.000 substâncias químicas em uso comercial e cerca de 650
foram avaliadas por diferentes organizações e países. Os limites utilizados
(TLV®) são os estabelecidos no EUA pela Conferência Americana de
Higienistas Industriais Governamentais (ACGIH). A maioria dos valores de
Limite de Exposição Ocupacional – LEO, utilizado pela Occupational Safety
and Health Administration – OSHA, nos Estados Unidos, baseia-se no
TLV®.

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Entretanto, o National Institute for Occupational Safety and Health –


NIOSH, do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados
Unidos, possui seus próprios limites, chamados de “limites recomendados
de exposição (REL)”. Não existe nenhum OEL para a amostragem de pele
ou de superfícies; cada caso deve ser avaliado separadamente.

Na amostragem de pele, concentrações aceitáveis são calculadas em


função da toxicidade, da velocidade de absorção, do montante absorvido e
da dose total. O controle biológico de um trabalhador pode ser usado para
investigar a absorção pela pele. Nos EUA, o NIOSH, do CDC, recomenda
valores limites denominando-os de Recommended Exposure Limits (REL) e
a agência encarregada da fiscalização dos ambientes de trabalho, a OSHA,
estabelece os Permissibile Exposure Limits (PEL) de valor legal.

Com a obra de Max Gruber, no Instituto de Higiene de Munique,


publicada em 1883, estabeleceu-se a primeira tentativa de publicação de
um OEL com o monóxido de carbono, o gás tóxico ao qual muitas pessoas
são expostas no local de trabalho. Gruber descreveu a exposição de duas
galinhas e doze coelhos a concentrações de monóxido de carbono durante
um período de até 47 horas ao longo de três dias. Ele concluiu que o limite
do monóxido de carbono para manifestar efeito nocivo é encontrado em
uma concentração de 500 ppm (partes por milhão), mas, com segurança,
em 200 partes por milhão.

Entre os anos de 1933 e 1938, a União Soviética regulamentou os


primeiros limites de exposição ocupacional.

No ano de 1947, a ACGIH estabeleceu os primeiros limites de


exposição ocupacional, com as TLVs. Em 1970, a OSHA/EUA estabeleceu
os Permissible Exposure Limits (PELS) e os Recommended Exposure Limits
(RELS).

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Hoje em dia cerca de cinquenta países, ou grupos, estabeleceram


OEL, muitos dos quais coincidem com o TLV®. No Reino Unido, os OEL são
chamados de “limites de exposição profissional”. Na Alemanha, de
“concentrações máximas no trabalho” (MAK). OEL foi criado para exposição
de gases, vapores e partículas na atmosfera. Não contempla os agentes
biológicos.

Os limites que predominaram são


publicados, anualmente, pela Conferência
Americana de Higienistas Industriais
Governamentais – ACGIH, chamados de
valor limite de tolerância (threshold limit
value-TLV®). Pode-se dizer que a
contribuição do OEL para a prevenção ou
redução das doenças do trabalho é um
fato amplamente aceito.

Como vimos, passaram-se três séculos de Ramazzini até os TLV®-


ACGIH, passando pelo Gruber. Avançou-se mais um pouco com os
Permissible Exposure Limits (PELS) e os Recommended Exposure Limits
(RELS) da OSHA/EUA, no ano de 1970. Parece pouco avanço, porém,
grande é o desafio de fazer “achados científicos” entre meio ambiente do
trabalho e os agravos à saúde dos trabalhadores.

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