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Índice
Agradecimentos................................................................................................................iv

Dedicatória........................................................................................................................v

Resumo.............................................................................................................................vi

Lista de abreviatura.........................................................................................................vii

Índice de gráficos..............................................................................................................8

Capitulo I...........................................................................................................................9

1. Introdução......................................................................................................................9

1.1. Justificativa...........................................................................................................10

1.2.Problematização........................................................................................................10

1.3.Objectivos..................................................................................................................11

1.3.Hipóteses...................................................................................................................12

1.4. Relevância do tema...................................................................................................12

1.5. Enquadramento do tema...........................................................................................13

Capitulo II........................................................................................................................14

2. Procedimentos Metodológicos....................................................................................14

2.1. Tipo de pesquisa.......................................................................................................14

2.2. Métodos....................................................................................................................14

2.3. Técnica de Colecta de Dados...................................................................................15

2.4. Universo e Amostra..................................................................................................17

Capitulo III......................................................................................................................19

3. Fundamentação Teórica...............................................................................................19

3.2.Sistema de Gestão Ambiental....................................................................................19

3.3.Portos de conflito ambiental......................................................................................20


ii

3.4.Empresas, meio ambiente e negócios........................................................................21

3.5.Avaliação de Impactos Sócio económicos................................................................22

3.5.1.Avaliação de Impactos...........................................................................................22

3.6.Programas de Gestão Ambiental Podem Envolver...................................................23

3.7.Responsabilidade social.............................................................................................23

3.8. Consciência ambiental e responsabilidade social.....................................................25

3.9. Indicadores de consciência Ambiental e de Responsabilidade Social.....................27

Capitulo IV: Consciência Socio-Ambiental nas Empresas de Quelimane......................28

4.1. Consciência sócio-ambietal na empresa Cornelder..................................................28

4.2. Planos de emergências para os impactos sócioambientais.......................................28

4.3. Responsabilidade social da empresa Cornelder.......................................................29

4.4. Impactos Ambientais da empresa Cornelder............................................................31

4.5. Normas ambientais...................................................................................................33

4.6. Avaliação dos impactos ambientais..........................................................................33

Considerações finais........................................................................................................34

Sugestões.........................................................................................................................35

Referências Bibliográficas...............................................................................................36

Apêndices........................................................................................................................39

Anexos.............................................................................................................................39
iii

Declaração

Afirmo que esta monografia científica é o fruto de uma investigação minuciosa feita por
mim e pela orientação dada pelo meu supervisor, os aspectos levantados são
exclusivamente únicos e os conteúdos e outros autores as suas fontes estão nas páginas
reservada a bibliografia.

Declaro novamente que este trabalho e momento algum foi apresentado em outras
instituições para obtenção de qualquer grau académico.

Quelimane ao 17 de Abril de 2016

José Augusto Sulmide

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iv

Agradecimentos

A deus pela oportunidade de estar aqui, por todos os dias bons da minha vida e por
sempre se fazer presente nos dias ruins, confortando-me e fazendo-me capaz de
valorizar ainda mais os bons momentos.

A minha família, em especial minha mãe Helena Augusto, que sempre se agigantou nos
momentos difíceis e desdobrou-se para a ausência de meu pai Manuel Sulmide, que
hoje, de onde estiver, sorri para esse passo.

Ao Generoso Carlos Assamo e a sua família, que fez conquém esse sonho se realizasse,
que também sempre se fez presente em minha vida, com muita paciência para ouvir
minhas chatices, frustrações e tristeza, porem, compartilhou momentos extraordinários,
além do grande incentivo e força para acreditar que o céu é o limite para aqueles que
creem.

Ao meu orientador, mestre e grande exemplo de liderança que conheci, mestre


Cardenito M. colher.

Agradecer também ao meu grande amigo que o considero como irmão o Domingos
João, pela força e motivação que me deu nesse percurso, o mesmo agradecimento vai
para Narciso Xavier, Fausio Gogoia, Avinash Gulabrai e José Balaleia, Gervásio
Alcolete. E em especial vai para Cândida Basílio pelo amor e motivação que tem me
dado.

A todos os meus amigos, que acreditam em mim, irmão que a vida deu a possibilidade
de escolher. Também aos que não acreditam em mim, mas que servem para elevar o
meu nível de motivação para demostrar meu verdadeiro potencial.
v

Dedicatória
Dedico a esse grande senhor Generoso Carlos Assamo e a sua esposa Eufrásia José A.
Assamo, a quem devo parte do que tenho e do que sou, agradeço a dedicação e amor
recebido sempre por eles.
vi

Resumo
O presente trabalho tem como tema “Consciência Socio-Ambiental nas Empresas de
Quelimane: estudo de caso da empresa Cornelder. Para o desenvolvimento do trabalho
recorreu-se a qualitativa. O objectivo geral do presente estudo é avaliar o grau da
consciência socio ambiental da empresa Cornelder. Chegou-se as conclusões segundo as
quais, a empresa Cornelder tem deixado a desejar a cerca das normas ambientais, uma
vez que nem planos de emergência a empresa possui para responder os problemas socio
ambientais causados pelas suas actividades.

Palavras-chaves: Consciência, Sócio-Ambiental, Empresas, Quelimane, Cornelder.

Lista de abreviatura
DPTADR - Direcção Provincial da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural

GADEC: Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário

APUD - Citado por


vii

REC - Representante da Empresa Cornelder

SGA - Sistema de Gestão Ambiental


8

Índice de gráficos

Gráfico 1 – Plano de emergência para os impactos ambientais......................................29


Gráfico 2: Responsabilidade social da empresa Cornelder.............................................30
Gráfico 3: Impactos Ambientais da empresa Cornelder.................................................31
9

Capitulo I

1. Introdução
O presente trabalho tem como tema “Consciência Socio-Ambiental nas Empresas de Quelimane:
estudo de caso da empresa Cornelder”, pretende se reflectir sobre as implicações da consciência
sócio ambiental que as empresas podem causar.

A partir da década de 60 nos países desenvolvidos e nos em desenvolvimento surge a busca pela
protecção ao meio ambiente, desde então as empresas começaram a implementar programas que
trabalham e buscam melhorias para este tema, podemos usar como exemplo o SGA (Sistema de
Gestão Ambiental), que é planear as actividades que podem minimizar e eliminar os impactos
ambientais. O sistema é uma ferramenta muito importante para as empresas saberem o quanto
seus produtos tem com o meio ambiente. (Fiqueira, 2008)

A gestão ambiental é a humanidade ter consciência em relação à utilização do meio ambiente de


um modo mais inteligente para extrair apenas o que pode ser devolvido. E se isso não for
possível tentar recuperar aquilo que já foi destruído.

Para não ocorrer como está acontecendo com a empresa Cornelder. A prática da gestão
ambiental empresarial quando bem aplicada, pode minimizar os custos, evitar desperdícios de
matérias-primas e recursos naturais. A empresa também deve passar essa prática adiante, a seus
colaboradores para que não ocorra falta de informação entre si, para que desta forma todos
saibam a importância da consciência socio ambiental e da gestão ambiental e possam aplicá-la.

Podendo lembrar também que a sociedade tem um papel fundamental neste processo, pois a
mesma pode servir de exemplo para outras gerações. Assim empresa e sociedade buscam juntas
o melhor para o meio ambiente.

A busca por este trabalho vem crescendo muito, pois o mundo espera que as forças do mercado
protejam e melhorem a qualidade do meio ambiente e que tudo isso seja realizado com ética e de
forma ecologicamente responsável de modo que as empresas tenham a consciência socio
ambiental.
10

Foi realizada pesquisa sobre Consciência Sócio Ambiental nas Empresas de Quelimane, o caso
da empresa Cornelder na, cidade de Quelimane, na província da Zambézia no período
compreendido entre Junho a Dezembro de 2015.

No que diz respeito a sua estrutura, o presente trabalho encontra-se subdividido em três
capítulos. No primeiro capítulo estão apresentados os seguintes elementos o tema do trabalho, o
problema, a justificativa, os objectivos, a hipótese e a relevância social do tema; no segundo
capítulo está apresentada a metodologia do trabalho e no terceiro capítulo temos o
enquadramento teórico.

1.1.Problematização

Os portos dão suporte às actividades marítimas, mas causam uma série de impactos sócio
ambientais. Em sua maioria, os impactos ocorrem durante a construção e/ou manutenção,
afectando directamente a fauna e flora da região. A necessidade de construção e/ou
modernização de portos deve-se ao crescimento da produção e ao desenvolvimento económico,
portanto desenvolvimento não pode ser independente da conservação ambiental.

Com a exploração excessiva dos recursos naturais e o grande aumento da poluição do ar, água e
solo, o meio ambiente acaba se “revoltando” em relação aos homens que os polui, causando
enchentes de rios que acabam deixando o ambiente totalmente poluído.

Na actualidade a sociedade está cada vez mais exigente e crítica no que diz respeito a danos
ambientais e à poluição proveniente das empresas e suas das suas actividades. Portanto, as
Organizações Não-Governamentais estão cada vez mais fortificando o processo da fiscalização
das actividades desenvolvidas nas empresas exigindo o cumprimento da legislação ambiental, a
minimização e a redução dos impactos, a reparação dos possíveis danos ambientais que impedem
a implantação das novas infra-estruturas.

Portanto, ciente de que este cenário é preocupante tanto para os estudiosos sociais quanto para a
comunidade em geral, no que concerne sobre Consciência Sócio Ambiental nas Empresas de
Quelimane, surge a seguinte questão do fundo:

 Em que medidas a empresa Cornelder tem a consciência sócio ambiental?


11

1.2.Justificativa
A consciência dos problemas sócio ambientais é um dos aspectos que muitas das vezes as
empresas tem descartado, tendo então implicações para toda a sociedade, assim como, o
funcionamento regular da empresa, neste âmbito, o autor como residente da cidade de Quelimane
desde a sua infância teve conhecimento da existência do Porto de Quelimane que actualmente
esta sob a gestão da empresa Cornelder, como se sabe os portos manuseiam cargas todos dias o
que trazem consigo problemas sócio ambientais, o autor tendo-se formado em gestão ambiental e
desenvolvimento comunitário sentiu a necessidade de desenvolver este tema para perceber o
nível de consciência sócio ambiental na empresa em estudos.

Depois das abordagens levantadas no presente estudo a empresa possui consciência dos
problemas sócio ambientais, garantido assim o bem-estar e qualidade de vida para os
trabalhadores da empresa assim como as comunidades circunvizinhas.

Sabe-se que o objectivo da gestão ambiental é buscar permanente a melhoria da qualidade


ambiental dos serviços, produtos e o ambiente de trabalho. Todavia, essa busca, procura cada vez
mais a melhoria do sistema de gestão ambiental. A responsabilidade da gestão ambiental não está
restringida somente as empresas, mas também para a população em geral. A partir do momento
que a população vai tomando conhecimento da preservação do meio ambiente a opinião pública
sente a necessidade de pressionar empresas a cumprirem o seu papel diante dessa situação.

1.3.Objectivos

1.31.Objectivo Geral

 Avaliar o grau da consciência sócio ambiental da Empresa Cornelder.

1.5.2.Objectivos Específicos

 Identificar as causas da falta da Consciência socio-ambiental nas Empresas de Quelimane


particularmente a Cornelder;
12

 Descrever as manifestações da empresa Cornelder face Consciência sócio ambiental;


 Explicar a importância da Consciência sócio ambiental nas Empresas cornelder;
 Propor medidas para evitar o impacto sócio ambiental provocada pela empresa de
cornelder.

1.3.Hipóteses

De acordo com LAKATOS & MARCONI (2009) “o ponto básico do tema, individualizado e
especificado na formulação do problema, sendo uma dificuldade sentida, compreendida e
definida, necessita de uma resposta, provável, suposta e provisória, isto é, uma hipótese”.

Nesta ordem de ideias, e a partir do problema levantado, teve-se a seguinte hipótese:


 A empresa Cornelder segue os regulamentos ambientais com vista a evitar os problemas
sócio ambientais;

1.4. Relevância do Tema

As actividades praticadas pelo homem sempre trazem danos ao meio ambiente, nesse caso
tornou-se relevante fazer um estudo na empresa Cornelder de modo a perceber em que medidas a
empresa dispõe da consciência sócio ambiental, para avaliar o grau de percepção dos problemas
que as suas actividades podem causar a uma sociedade assim como ao meio ambiente. Uma
sociedade em desenvolvimento sempre é necessário fazer-se um estudo que garanta o bem-estar
e a qualidade de vida, nesse âmbito o trabalho trás em linhas gerais conhecimentos sobre a
gestão ambiental.

O estudo é bastante importante porque assim os responsáveis da empresa Cornelder despertaram-


se face aos problemas que as suas actividades causam ao meio ambiente assim como a
comunidade circunvizinha, logo a empresa optara em tecnologias que sejam amigas do meio
ambiente.

1.5. Enquadramento do Tema

O tema consciência sócio ambiental faz parte da cadeira de educação ambiental vista no curso de
GADEC na universidade pedagógica.
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Capitulo II

2. Procedimentos Metodológicos

2.1. Tipo de pesquisa


a) Quanto a Abordagem

Quanto a abordagem a pesquisa desenvolvida é qualitativa que no entender do SEVERINO


(1999), este tipo de pesquisa “permite mergulhar na complexidade dos acontecimentos reais e
indigna não só o evidente mas também contradições, os conflitos, as resistências a partir da
interpretação dos dados no contexto da sua produção”.

É qualitativa porque ao descrever qualquer aspecto foi necessário mostrar os seus pressupostos,
neste âmbito, não se pode fazer generalizações ou dar um resultado sem que primeiro sejam
identificadas as condições que fazem com que se chegue a tais resultados. A pesquisa
proporcionou resposta de ponto de vista qualitativo ao problema levantado, isto é permitiu, a
busca de respostas aos órgãos responsáveis na gestão do meio ambiente, para além disso o
pesquisador analisou as diversas ideias dos pesquisadores de modo a permitir melhor
compreensão do objecto de estudo.

b) Quanto aos Objectivos

Quanto aos objectivos a pesquisa é descritiva que segundo GIL (2002) apud IVALA & LUÍS
(2008), “tem como objectivo primordial a descrição das características de determinadas
populações ou fenómenos”. Visto que no tratamento de dados da pesquisa sobre as quais
elabora-se o presente trabalho para que melhor compreenda-se o caso em estudo, tinha que fazer
a descrições referentes a consciência sócio ambiental da empresa Cornelder.

2.2. Métodos
De acordo com LAKATOS & MARCONI (2003), os métodos subdividem-se em métodos de
abordagem e de procedimentos.

 Método de abordagem
Para LAKATOS & MARCONI (2003), o uso de uma pesquisa qualitativa se deve ao tipo de
instrumentos que foram empregues: observação, consulta bibliográfica e entrevista e por ser
14

necessário fazer parte integrante da observação dos fenómenos de modo a atribuir-lhes um


significado de acordo com o observado no local da investigação.

Para IVALA & ILDEZ (2007), a pesquisa qualitativa é aquela que “a preocupação central é
identificar factores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenómenos”.

 Métodos de procedimento
Nesta pesquisa foi usado como método de abordagem o dedutivo na medida em que pretende-se
avaliar o grau da consciência nas empresas na cidade de Quelimane para a posterior
particularizar-se a empresa Cornelder.

Quanto ao método de procedimento foram usados os métodos de observação directa,


comparativo, histórico, análise e síntese.

2.3. Técnica de Colecta de Dados


A colecta de dados constitui uma etapa muito importante neste tipo de pesquisa de campo. As
informações recolhidas através das observações e entrevistas, serão transformadas em dados.
Estes dados, por sua vez, serão posteriormente elaborados e classificados e sistematicamente
analisados, interpretados e feita a discussão dos resultados em pequenos textos.

A pesquisa foi conduzida através das seguintes técnicas: observação, entrevista e Consulta
Bibliográfica. Para assegurar a ordem lógica na execução das actividades desta pesquisa, o
primeiro tratamento consistirá na elaboração dos dados que ir-se-ão compondo nas seguintes
fases: selecção e codificação, verificação e crítica do material colectado.

 Observação

Segundo MARCONI & LAKATOS (1999), Observação é uma técnica de colecta de dados para
conseguir informações. Estes, para além de conseguir ver e ouvir, examinam factos que se deseja
estudar”.

É portanto, uma percepção atenta, racional, planificada e sistemática dos fenómenos relacionados
com objectivos da investigação das suas condições naturais, habituais, sem os provocar, para
oferecer uma explicação científica da natureza deles.
15

A escolha da técnica de observação deveu-se pela facilidade que esta proporciona, visto que, a
observação faculta o contacto em loco com o fenómeno a ser estudado nesse caso temos a
avaliação da consciência sócio ambiental na empresa Cornelder, graças a observação será
possível para além da entrevista notar se a empresa possui ou não a consciência sócio ambiental
MARCONI & LAKATOS (1999).

 Entrevistas
A entrevista é uma técnica de colecta de dados, através do diálogo face a face (idem:96). Esta
possibilita maior aprofundamento ao tema.

Pode-se definir entrevista como a técnica que o investigador se apresenta frente ao investigado e
lhe formula perguntas com o objectivo de obtenção de dados que interessam à informação.

Segundo SELLTIZ et al, Apud Gil (1999, p.117), a entrevista é bastante adequada para obtenção
de informações acerca do que as pessoas sabem, crêem, esperam, sentem, ou desejam, pretendem
fazer ou fazem bem como acerca das suas explicações ou razões a respeito de coisas precedentes.

Desta feita, a entrevista foi aplicada 1 responsável do DPTADR, 1 responsável da empresa


Cornelder, 20 indivíduos da comunidade circunvizinha e 5 trabalhadores da Cornelder.

A escolha desta técnica deve-se a colecta de informações em contacto directo com os residentes,
responsáveis da empresa, trabalhadores e responsáveis do DPTADR, sabendo assim quais são as
suas sensibilidades a respeito da consciência sócio ambiental.

 Consulta Bibliográfica
Nesta técnica, se efectivara a utilização de diversas fontes, de modo a obter os pressupostos
teóricos para a realização do trabalho.

Bibliográfico e Participante, pois, será elaborado através de materiais já publicados, constituído


de livros, artigos e sites disponíveis na Internet, para além do envolvimento do pesquisador com
os sujeitos de pesquisa no processo de recolha de dados.
De acordo com Gil (1999) apud Da Silva & Menezes (2001), entendem com pesquisa
bibliográfica quando essa é desenvolvida a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e actualmente com material disponibilizado na
16

Internet, e, a Pesquisa Participante é quando se desenvolve a partir da interacção entre


pesquisadores e membros das situações investigadas.

Todo material recolhido foi submetido a uma triagem a partir, da qual foi possível estabelecer
um plano de leitura trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de
anotações e fichamento que eventualmente poderão servir a fundamentação teórica do estudo.

Nesta técnica, efectivou-se graças a utilização de diversas fontes, de modo a obter os


pressupostos teóricos da consciência sócio ambiental da empresa para a realização do trabalho.

2.4. Universo e Amostra


2.4.1. Universo
Segundo LAKATOS & MARCONI, (2007) O universo ou a população-alvo é o conjunto dos
seres animados e inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum.
O universo em estudo nesta pesquisa correspondera a 27 (vinte e sete) pessoas, entrevista 1
responsável do DPTADR 1 responsável da empresa, 20 moradores vizinhos da empresa
Cornelder e 5 trabalhadores da empresa Cornelder.
2.4.2. Amostra
Esta pesquisa tem como amostragem as seguintes:

 Amostragem aleatória simples e


 Amostragem estratificada.

 Amostragem aleatória simples

Segundo GIL (2010, p.91) “A amostragem aleatória simples é o procedimento básico da


amostragem científica. Pode-se dizer mesmo que todos os outros procedimentos adoptados para
compor amostras são variações deste”.

A amostragem aleatória simples consiste em atribuir a cada elemento da população um número


único para depois seleccionar alguns desses elementos de forma casual. Para se garantir que a
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escolha dessa amostra seja devida realmente ao acaso, podem-se utilizar tábuas de números
aleatórios. Estas tábuas são constituídas por números apresentados em colunas, em páginas
consecutivas. Um fragmento de página de números aleatórios é aqui apresentado como ilustração
GIL, (2010).

 Amostragem estratificada

De acordo com GIL, (2010) a amostragem estratificada caracteriza-se pela selecção de uma
amostra de cada subgrupo da população considerada. O fundamento para delimitar os subgrupos
ou estratos pode ser encontrado em propriedades como sexo, idade ou classe social.

A amostragem estratificada pode ser proporcional ou não proporcional. No primeiro caso,


selecciona-se de cada grupo uma amostra aleatória ou seja proporcional à extensão de cada
subgrupo determinado por alguma propriedade tida como relevante. Idem

Este tipo de amostragem tem como principal vantagem o fato de assegurar representatividade em
relação às propriedades adoptadas como critérios para estratificação. No caso da amostragem
estratificada não proporcional, a extensão das amostras dos vários estratos não é proporcional à
extensão desses estratos em relação ao universo. Há situações em que este procedimento é o mais
adequado, particularmente naqueles em que se tem interesse na comparação entre os vários
estratos GIL, (2010).

Deste modo, serão escolhidas para a entrevista 1 responsável do DPTADR, 1 responsável da


empresa Cornelder, 20 moradores vizinhos da empresa Cornelder e 5 trabalhadores da empresa
Cornelder.
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Capitulo III

3. Fundamentação Teórica
Segundo Cettato (2002), “Actualmente, os portos têm uma grande importância para a indústria e
a logística no Brasil onde estão directamente ligados à intermodalidade, escoamento de cargas e
fortalecimento do sector de logística no mercado internacional”.

Segundo Sanchez, (2008). A avaliação ambiental serve como ferramenta


para elaboração do plano de gestão ambiental que é fundamental para
transformar uma obra potencialmente arriscada em contribuição para o
desenvolvimento sustentável e envolve compromissos firmados pelo
empreendedor. Dentro do Plano de Gestão Ambiental, existem medidas
criadas para diminuir os impactos ambientais como as medidas
mitigadoras e o plano de monitoramento. As medidas mitigadoras são
um conjunto de acções que visam reduzir os impactos negativos de um
empreendimento, ou seja, deve-se prever quais serão os principais
impactos e estabelecer medidas para impedir que estes ocorram ou para
minimizar sua importância.

3.2.Sistema de Gestão Ambiental

O objectivo do SGA é planear as actividades que podem minimizar e eliminar os impactos


ambientais.
O responsável pela implementação do sistema deve analisar que ele seja estabelecido
documentado e mantido de acordo com as normas descritas para manter a eficiência e eficácia.
O sistema é uma ferramenta muito importante para as empresas saberem o quanto seus produtos
tem com o meio ambiente. As empresas devem informar seus funcionários sobre a importância
do Sistema em geral, pois com isso pode vir a melhorar o ambiente em seus afazeres e trabalhos
conforme os procedimentos específicos.

A empresa deve manter contacto entre seus funcionários de acordo com os níveis hierárquicos
para receber e responder as partes externas.
Deve também controlar todos os documentos e exigidos pela norma e rotina do SGA, para
manter em ordem os registros ambientais, incluindo, as referentes as formações e auditorias, e
devem estar identificáveis e acessíveis.
19

É dever da direcção da empresa rever o sistema e avaliar sua eficiência sendo sempre
documentados.

Após essa análise verificar se à necessidade de ocorrer alguma modificação no sistema


implantado, para dar melhoria contínua e algumas modificações externas.

Little, (2001) salienta que a empresa é a única responsável pela adoçam de um SGA e
consequentemente de uma política ambiental. Só após sua adoçam, o cumprimento e a
conformidade devem ser seguidos integralmente, pois eles adquirem configuração de “sagrados”.
Portanto, ninguém é obrigado a adoptar um SGA e/ou Política Ambiental; depois de adoptados,
cumpra-se o estabelecido sob pena da organização cair num tremendo descrédito no que se refere
às questões ambientais.

Em Moçambique, a exportação e importação de mercadorias são provenientes de portos e a


movimentação de cargas por meio dessa fonte, causa uma série de impactos ambientais, que em
sua maioria, ocorrem durante a construção dos terminais a aviários afectando directamente a
fauna e flora da região. Foi levantado o problema quanto aos impactos ambientais causados pela
expansão portuária decorrentes do crescimento da economia.

3.3.Portos de conflito ambiental

Canais por onde trafegam os navios que chegam a um porto são, do ponto de vista da actividade
portuária, infra-estrutura técnica. Essas mesmas águas podem ser utilizadas para a pesca, sendo
reconhecidas dessa forma como um ecossistema provedor de recursos. Outros atributos de
qualidade do mesmo espaço podem ser o que conta para serviços turísticos ali localizados
LITTLE, (2001).

De acordo com LITTLE, (2001) as diferenças significativas e percepções dos conjuntos naturais
e construídos estão na base dos conflitos socio-ambientais, aqui entendidos como disputas entre
grupos humanos que utilizam de formas distintas os recursos do ambiente.
20

Os conflitos socio-ambientais são fenómenos complexos, envolvendo o mundo biofísico e seus


ciclos naturais, a teia de relações sociais numa dada formação histórica, e as interacções entre
ambos. São frequentes os conflitos relacionados aos impactos ambientais de umas actividades
sobre as outras; ou os que se configuram como disputas pela utilização dos mesmos recursos.
Registaram-se também conflitos em torno do uso de conhecimentos ambientais (Little, 2001).

Os portos de Moçambique são objectos tardios de políticas ambientais. Ao mesmo tempo que os
objectivos de incremento do comércio exterior dão urgência a investimentos de melhoria, obras
nas vias de acesso, dragagens, projectos de expansão das instalações esbarram na falta de
regularidade ambiental.

No entender do Little, (2001) as situações de conflito ambiental referentes às operações


portuárias representam desafios para todos os segmentos afectados, envolvendo um leque
extraordinário de agências governamentais com algum tipo de atribuição de controlo, a
administração do porto, os governos locais, grupos da população que utilizam de forma
produtiva ou não os recursos ambientais em que o porto interfere.

3.4.Empresas, meio ambiente e negócios


Segundo Porter, (1999) essas empresas são conhecidas como:
[…] uma referência quando o assunto é competitividade empresarial,
Michael também ocupa um posto de destaque quando se discute a
empresa e o meio ambiente. A observância de requisitos ambientais leva
a usar menor quantidade de recursos, evitar desperdícios, enfim, traz uma
série de desdobramentos que são também aumentos de eficiência
económica.

Trata-se de uma reflexão sobre a administração das organizações empresariais, que corrobora o
que diferentes autores de correntes engajadas na produção sobre meio ambiente e
desenvolvimento — como é o caso de Sachs— afirmam insistentemente há muito tempo: os
recursos ambientais são recursos económicos, não podendo ficar fora das contas da economia,
distanciados ao espaço das externalidades (1999).
21

3.5.Avaliação de Impactos Sócio económicos

3.5.1.Avaliação de Impactos

Segundo AUSTRALIAN GOVERNMENT, (2005) A avaliação dos


impactos sócio económicos é um método utilizado para avaliar os
impactos directos e indirectos, por meio de um conjunto de variáveis de
decisão quantitativas e qualitativas, e que permitem entender a amplitude
das potenciais mudanças resultantes de intervenções propostas e das
prováveis respostas daqueles afectados por elas. Este tipo de avaliação
auxilia o tomador de decisão na elaboração de estratégias de mitigação
de impactos, minimizando as mudanças negativas e maximizando as
mudanças positivas.

Portanto, a finalidade última da avaliação de impactos é analisar os impactos positivos e


negativos associados com uma dada proposta política, permitindo formar julgamento político e
identificar dilemas em se alcançar objectivos conflituantes

Segundo Nascimento, (2004). Os efeitos resultantes de políticas e


projectos podem ser divididos em três categorias: económicos, sociais e
ambientais. Os efeitos económicos se referem às mudanças no bem-estar,
independente se essas mudanças estão reflectidas em fluxos monetários.
Os impactos sociais se referem às mudanças no nível de coesão,
vitalidade, confiança e demografia da comunidade. Os efeitos ambientais
referem-se às mudanças na qualidade ambiental. Uma tomada de decisão
balanceada requer a integração e reconhecimento explícito dos impactos
sociais, económicos e ambientais de um projecto.

O efeito total de uma actividade abrange os impactos directos e indirectos. Os impactos directos
de uma mudança são sentidos por aqueles indivíduos, grupos ou empresas directamente
engajadas na actividade afectada. Os impactos directos sobre o sector pesqueiro, por exemplo,
afectam os pescadores e seus familiares, e as cooperativas de pesca e outros
Negócios directamente associados. Os tipos de impactos directos sociais e económicos podem
incluir mudanças na produção, emprego, renda pessoal e/ou da empresa, valores dos bens,
subsistência, condições de trabalho, serviços sociais (acesso e nível de provisão) e bem-estar
psicológico e social (stress, segurança, lazer, capital social). Os métodos mais comuns para
avaliar os impactos directos envolvem a análise de dados secundários e/ou dados primários
(questionários, entrevistas, grupos focais, etc.).
22

3.6.Programas de Gestão Ambiental Podem Envolver

 O desenvolvimento de produtos que possam ser reciclados;


 Pensar o descarte de um produto após seu consumo;
 Separação do lixo;
 Adopção de tecnologias limpas;
 Programas de reciclagem e reaproveitamento de resíduos;
 Abordagem (reduzir, reutilizar, reciclar e recuperar);
 Adoptar uma postura de responsabilidade ambiental, buscando a não contaminação de
qualquer tipo de ambiente natural;
 Medidas de economia de energia, água e outros materiais de consumo.

3.7.Responsabilidade social

O conceito de responsabilidade social corporativa deve enfatizar o impacto das actividades das
empresas para os agentes com os quais interagem (stakeholders), empregados, fornecedores,
clientes, consumidores, colaboradores, investidores, competidores, governos e comunidade
TINOCO (2001).

Com esse conceito deve-se criar um compromisso de valores conduta e procedimentos que
motivem o contínuo aperfeiçoamento dos processos empresarias para que os mesmos resultem
em preservação, melhoria da qualidade de vida da sociedade do ponto de vista ético, social e
ambiental.

Há algumas décadas atrás o tema responsabilidade social corporativa vem sendo alvo de
inúmeros debates no meio académico e empresarial. Mais recentemente, observa-se uma
transformação no próprio conceito: de uma concepção antes baseada na caridade e no altruísmo,
para uma associação entre responsabilidade social e estratégia empresarial SMITH, (1994).

Em outras palavras, actuar como organização transformadora da sociedade passou a ser


considerado pelas empresas como importante fonte de vantagem competitiva. Idem
23

DAVIS (citado em Guimarães, 1984) afirma que a responsabilidade social da empresa deriva
justamente de seu grande poder social. Este autor aponta a importância do papel das empresas na
sociedade, considerando que as decisões empresariais têm amplas consequências sociais e que,
portanto, não podem ser tomadas unicamente motivadas por factores económicos.

A busca da responsabilidade social corporativa tem, grosso modo, as seguintes características:


De acordo com Guimarães, (1984), a responsabilidade social é plural, pois, as empresas não
podem simplesmente satisfações aos seus accionistas e o mercado deve prestar contas aos
funcionários, à média, ao Governo, ao sector não-governamental e ambiental e, por fim, às
comunidades com quem opera. Empresas só têm a ganhar na inclusão de novos parceiros sociais
em seus processos decisórios. Um diálogo mais participativo não apenas representa uma
mudança de comportamento da empresa, mas também significa maior legitimidade social.

GUIMARÃES (1984), acrescenta dizendo que a responsabilidade é distributiva porque o produto


final não deve somente ser avaliado por factores ambientais ou sociais, mas o conceito é deve
interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo.
Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem
fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos
produtivos.
Ainda no entender do GUMARAES (1984), a responsabilidade social é sustentável porquê anda
de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em
relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também
amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao
ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa
como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza
preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos
judiciais.

Para GUIMARÃES (1984) a responsabilidade social é transparente, portanto, a globalização traz


consigo demandas por transparência, todavia, as empresas são gradualmente obrigadas a divulgar
sua performance sócio ambiental, os impactos das suas actividades e as medidas tomadas para
24

prevenção ou compensação de acidentes. Nesse sentido, empresas são obrigadas a publicar


relatórios anuais, onde sua performance é aferida nas mais diferentes modalidades possíveis.
Muitas empresas já o fazem em carácter voluntário, mas muitos prevêem que relatórios sócio
ambientais serão compulsórios num futuro próximo.

A responsabilidade social e ambiental pode ser resumida num conceito de “efectividade”


(actividade real; resultado verdadeiro), uma organização efectiva quando mantém sua postura
socialmente responsável. Toda e qualquer organização “depende “ da satisfação da sociedade
para manter-se, desta forma a sociedade também precisa da organização para seu crescimento e
bem-estar, cumprindo seu papel com a responsabilidade social.

3.8. Consciência ambiental e responsabilidade social

O mundo enfrenta neste novo milénio um grande desafio de fazer com que as forças de mercado
protejam e melhorem a qualidade do ambiente, interagir com organizações que sejam éticas, e
que actuem de forma ecologicamente responsável.

As organizações que tomarem decisões estratégicas relacionadas a questão ambiental e ecológica


conseguirão vantagens competitivas ou também redução de custos e aumento dos lucros a médio
e longo prazo.

A consciência ambiental e a responsabilidade social, tornam-se importantes instrumentos


gerências para capacitação e criação de condições de competitividade para as organizações,
qualquer que seja seu segmento económico. (TACHIZAWA, 2005)

A gestão ambiental e da responsabilidade social, para um desenvolvimento que seja sustentável


económica, social e ecologicamente, precisa contar com executivos e profissionais nas
organizações, publicas e privadas, que incorporem tecnologia de produção inovadora, regras de
decisão estruturadas e demais conhecimentos sistémicos exigidos no contexto em que se inseri.
(TACHIZAWA, 2005)
25

O perfil do gestor ambiental parece haver consenso na literatura de que a situação ideal seria a
incorporação da gestão ambiental por todas as actividades da organização. Pode ser
compreendido a partir de um conjunto de habilidades que DONAIRE (1999) reúne em quatro
categorias:

 Habilidade técnica - para poder avaliar as diferentes alternativas, em relação a insumos,


processos e produtos, considerando-os sob o aspecto ambiental e seu relacionamento com
os conceitos de custos e de tempo;
 Habilidade administrativa - relacionada com o desempenho das tarefas do processo
administrativo: planejar, organizar, dirigir e controlar, pois caberá a ele a
responsabilidade de executar a política de meio ambiente ditada pela organização;
 Habilidade política - para sensibilizar os demais administradores da empresa, que lhe
podem dar apoio e respaldo organizacional no engajamento da temática ambiental,
propagando e consolidando a ideia de que sua actividade, antes de ser uma despesa a
mais para a organização, é uma grande oportunidade para a prospecção de novas formas
de redução de custos e melhoria de lucros;
 Habilidade de relacionamento humano - para conseguir a colaboração e o engajamento de
todos os funcionários para a causa ambiental da empresa, pois o sucesso desse
empreendimento está intimamente ligado à participação colectiva e à incorporação desta
variável à cultura da organização.

3.9. Indicadores da Consciência Ambiental e de Responsabilidade Social

Para a determinação dos indicadores da consciência ambiental e da responsabilidade social é


necessário que defina indicadores de gestão ambiental e de responsabilidade social, como
modelo de relação entre duas variáveis em que suas qualidades e importâncias são feitas para
medição.

De acordo com TACHIZAWA, (2005), pode-se dizer que um modelo de consciência ambiental e
da responsabilidade social depende da medição, informação e análise, isto é, as medições
26

precisam ser da ocorrência das estratégias corporativas da organização, abrangendo os principais


processos, bem como seus resultados. As informações necessárias para a avaliação e a melhoria
do desempenho incluem, entre outras, as relacionadas com o processo produtivo, o desempenho
de produtos, o mercado, as comparações com a concorrência ou referenciais da essência, os
fornecedores, os colaboradores e os aspectos económico-financeiros.

Modelo de gestão ambiental e responsabilidade social pode ser chamado de inferência científica
e esse facto corresponde a maneira de como as decisões são tomadas as causas e impactos do
meio ambiente, elas são baseadas em factos, dados e informações quantitativas.
Este facto leva em consideração que o que não pode ser medido não pode ser avaliado, entretanto
não há como decidir sobre medidas a serem tomadas.

Análise significa a extrair das informações conclusões mais relevantes


para apoiar a avaliação e a tomada de decisões exigidas para o
equacionamento das questões ambientais e sociais. Tal análise serve para
revelar tendências, projecções e relações de causa e efeito que poderiam
não ficar evidentes. Esse conjunto de medições, informações e análise é a
base para planeamento, análise e crítica do desempenho, melhoria das
operações produtivas e comparações com a concorrência ou com
referências de excelência. (Tachizawa, 2005)

Capitulo IV: Análise e interpretação de dados

Consciência Sócio Ambiental nas Empresas de Quelimane


Este capítulo é reservado por excelência a apresentação, analise e interpretação dos resultados. a
colecta dos dados aqui expostos foi por meio de técnicas anteriormente apresentadas, haverá no
decorrer do trabalho abertura de categorias como forma de agrupar as ideias básicas dos
entrevistados sobre a consciência sócio ambiental.
27

4.1. Consciência sócio ambiental na empresa Cornelder


De acordo com a entrevista feita aos trabalhadores da empresa Cornelder num total de 5 assim
como 1 responsável foram unânimes dizendo que a empresa tem a consciência sócia ambientais
isso porque tem a noção que as actividades praticadas nessa empresa trazem problemas ao meio
ambiente, mas têm sido alertados de modo a minimiza-los, evitando gradualmente a emissão de
poeiras e o derrame águas negras para o mar o que pode causar impactos negativos a
biodiversidade nativa assim como a comunidade residente em volta dessa empresa. Com a
consciência ambiental da empresa Cornelder vão ser evitadas algumas doenças como a malária, a
cólera assim como problemas respiratórios que podem ser observados a curto, médio e longo
prazo dependendo da quantidade de emissão dos agentes inimigos do meio ambiente.
De acordo com Fiorillo, (2003) consciência socioambiental é a maneira como o sujeito vem,
perceber e actua no meio ambiente.

Nesse âmbito os trabalhadores assim como o responsável da empresa Cornelder, dispõem de


conhecimentos sobre os problemas do meio ambiente, isso implica que serram minimizados na
sua plenitude os problemas ambientais.

4.2. Planos de emergências para os impactos sócio ambientais


A empresa possui um plano de emergência para os impactos sócio ambientais?
A questão foi levantada para os trabalhadores assim como o responsável da empresa Cornelder,
que correspondem a 6 indivíduos, nesse âmbito todos que corresponde a 100% dos entrevistados
dizem que a empresa não possui um plano de emergência para os impactos sócio ambientais.
Importa referir que a existência de planos para a identificação de problemas sócio ambientais faz
com que a empresa saiba lhe dar com os problemas que tem ocasionado mediante as suas
actividades.
Gráfico 1 – Plano de emergência para os impactos ambientais
28

A empresa possui um plano de emergência para os impactos socioambientais?

sim
não

Fonte: autor – 2016


Observando o gráfico acima os trabalhadores assim como o responsável da empresa Cornelder
são unânimes dizendo que a empresa não dispõe de uma plano de emergência para controle dos
impactos socioambientais, logo é um perigo para a comunidade circunvizinha assim como os
trabalhadores, os planos de emergências socioambietais garantem que a empresa tenha soluções
para as questões sociais e ambientais integradas.

4.3. Responsabilidade social da empresa Cornelder


A empresa tem responsabilidade social?
De acordo a entrevista feita ao responsável da empresa Cornelder, esse diz que sim a empresa de
tem a responsabilidade social uma vez que tem tido encontros com a comunidade de modo a
perceber se a empresa trazia problemas para o meio em que estes estão envolvidos e de quando
em vez tem feito a distribuição de redes mosquiteiras para a comunidade de modo que essa
previna-se da malária.
Mas quando questionada a comunidade se é que a empresa Cornelder tem feito intervenções na
comunidade em busca de soluções dos problemas socioambientais, dos 20 entrevistados 7 que
correspondem a 35% dizem que a empresa tem feito intervenções na comunidade e 13 que
correspondem a 65% dizem que a empresa não tem feito intervenções na comunidade sobre os
29

impactos ambientais causados pelas actividades praticadas pela empresa Cornelder. Vide o
gráfico abaixo:
Gráfico 2: Responsabilidade social da empresa Cornelder

A empresa cornelder tem feito intervencoes na comunidade?

35%

Tem feito intervenções


Não tem feito intervenções

65%

Fonte: autor – 2016

Segundo Dias (2007), Responsabilidade social deve enfatizar o impacto das actividades das
empresas para a comunidade.

A empresa deve criar um compromisso de valores de condutas e procedimentos que motivem o


contínuo aperfeiçoamento dos processos empresariais para que os mesmos resultem em
preservação, melhoria da qualidade de vida da sociedade do ponto de vista ético, social e
ambiental.

4.4. Impactos Ambientais da empresa Cornelder


Quais são os principais problemas ambientais causados pela empresa Cornelder?

A questão foi levantada para os 27 indivíduos da amostra nesse âmbito, entrevista 1 responsável
do DPTADR 1 responsável da empresa, 20 moradores vizinhos da empresa Cornelder e 5
trabalhadores da empresa Cornelder. Dentre esses 19 que perfazem 70.3% dizem que os
principais problemas da empresa Cornelder são os seguintes:
30

 Derrame das águas negras ao mar;


 Emissão de poeiras e fumos;
 Poluição sonora;
 Poluição do ar;

Os restantes 8 indivíduos entrevistados que correspondem a 30.7% dizem que não observam
nenhum problema socioambiental.

De acordo com as observações feitas no campo de estudo foi possível notar que existem muitos
problemas ambientais que estão ligados directamente a comunidade local, que são a emissão de
poeiras devido a movimentação de autocarros na medida em que vão descarregando madeiras
dos contentores para o navio, essa poeira com a foça do vento vai chegando ate a comunidade,
não se esquecendo também do derrame das águas negras sobre o mar, a poluição sonora também
é um dos males que a empresa Cornelder tem causado uma vez que tem entrado diversos meios
de transportes naquele porto. Vide o gráfico e a imagem 1 abaixo:

Gráfico 3: Impactos Ambientais da empresa Cornelder

Quais são os principais problemas ambientais?

30%
Fonte
o autor
sim existem problemas - 2016
ambientais
não existem problemas
ambientais

70%
31

De acordo com o gráfico assim como as imagens acima, e as observações feitas nota-se
claramente que existem muitos problemas ambientais, desde a emissão de poeiras, derrame de
aguas negra e a poluição sonora.

O efeito total de uma actividade abrange os impactos directos e indirectos. Os impactos directos
de uma mudança são sentidos por aqueles indivíduos, grupos ou empresas directamente
engajadas na actividade afectada. Os impactos directos sobre o sector pesqueiro, por exemplo,
afectam os pescadores e seus familiares, e as cooperativas de pesca e outros negócios
directamente associados. Os tipos de impactos directos sociais e económicos podem incluir
mudanças na produção, emprego, renda pessoal e/ou da empresa, valores dos bens, subsistência,
condições de trabalho, serviços sociais (acesso e nível de provisão) e bem-estar psicológico e
social (stress, segurança, lazer, capital social). Os métodos mais comuns para avaliar os impactos
directos envolvem a análise de dados secundários e/ou dados primários (questionários,
entrevistas, grupos focais, etc.).

4.5. Normas ambientais


A empresa tem seguido as normas ambientais?

De acordo com a entrevista feita ao responsável da empresa Cornelder, diz que sim tem seguido
as normas estabelecidas para a protecção do meio ambiente, assim como o ambiente do trabalho.

Evidente mente a empresa Cornelder tem deixado a desejar a acerca das normas ambientais, uma
vez que nem planos de emergência a empresa possui para responder os problemas
socioambientais causados pelas suas actividades.

4.6. Avaliação dos impactos ambientais


Qual é o grau de poluição da empresa Cornelder?
32

Segundo o responsável da empresa, este salienta que não tem como medir o grau de poluição que
a empresa causa a comunidade circunvizinha.

Considerações finais
Depois das abordagens levantadas chega-se a conclusão que a empresa Cornelder dispõe de
pouca consciência sócio ambiental, o que tudo indica a empresa não apresenta nem um plano de
emergência para responder os problemas ambientais que podem e estão sendo causados por esta
empresa. Os estudo foi feito de forma integrada de modo que se percebe-se com mais
profundidade os assuntos relacionados a consciência sócio-ambiental. De salientar que a
comunidade circunvizinha ao longo dos tempos podem obter diversos problemas de saúde se a
empresa Cornelder não tomar de imediato decisões para se ultrapassarem os problemas
ambientais que se verificam nessa empresa que se localiza na cidade de Quelimane.

Entretanto, De acordo com as observações feitas no campo de estudo foi possível notar que
existem muitos problemas ambientais que estão ligados directamente a comunidade local, que
são a emissão de poeiras devido a movimentação de autocarros na medida em que vão
descarregando madeiras dos contentores para o navio, essa poeira com a foça do vento vai
chegando ate a comunidade, não se esquecendo também do derrame das águas negras sobre o
mar, a poluição sonora também é um dos males que a empresa Cornelder tem causado uma vez
que tem entrado diversos meios de transportes naquele porto.
33

Como é sabido o efeito total de uma actividade abrange os impactos directos e indirectos. Os
impactos directos de uma mudança são sentidos por aqueles indivíduos, grupos ou empresas
directamente engajadas na actividade afectada. Os impactos directos sobre o sector pesqueiro,
por exemplo, afectam os pescadores e seus familiares, e as cooperativas de pesca e outros
negócios directamente associados. Os tipos de impactos directos sociais e económicos podem
incluir mudanças na produção, emprego, renda pessoal e/ou da empresa, valores dos bens,
subsistência, condições de trabalho, serviços sociais (acesso e nível de provisão) e bem-estar
psicológico e social (stress, segurança, lazer, capital social).

Sugestões
Mediante os resultados de pesquisa, evidentemente existem algumas sugestões de modo que a
empresa Cornelder aplique na busca do bem estar e qualidade de vida dos funcionários assim
como a comunidade circunvizinha isso só é possível, se os funcionários assim como os
responsáveis da empresa disporem das consciência socio ambiental nessa ordem de ideias a
empresa Cornelder deve:

 Mobilizar esforços para a formação dos trabalhadores em matérias de preservação do


meio ambiente de modo que estes disponham de consciência socioambiental;
 Aplicar as normas ambientais vigentes no país para a preservação do meio ambiente;
 Garantir a responsabilidade social para a comunidade circunvizinha;
 Interagir com a comunidade de modo que encontrem soluções amigas do ambiente;
 Avaliar os impactos causados pela empresa;
 Elaborar planos de emergências para os problemas sócio-ambientais.
34

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35

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TACHIZAWA, Takeshy. Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa: estratégias
de negocio. 6a ed. São Paulo. atlas 2010.
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Apêndices

Entrevista dirigida ao responsável da empresa Cornelder

1. A empresa identifica os problemas socio ambientais das suas actividades? Quais são?
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2. A empresa segue as normas ambientais?


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3. A empresa tem Sistema de Gestão Ambiental?
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4. A empresa tem responsabilidade aos problemas socio ambientais?


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5. A empresa tem responsabilidade Social?


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6. Qual e o grau da poluição que a empresa Cornelder causa a comunidade circunvizinha?

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7. A empresa Cornelder tem uma verba que paga a entidades responsáveis a protecção do
meio ambiente face a eventuais problemas socioambientais?

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8. Em que medidas a empresa Cornelder tem a consciência ambiental?


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9. A empresa tem programas para responder aos impactos socio ambientais por si causados?
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10. Os trabalhadores têm formação para a prevenção dos problemas socio ambientais?
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11. Como e feito o manuseio dos resíduos sólidos produzidos pela empresa?

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12. A empresa abre espaço para a comunidade circunvizinha expor os problemas


socioambientais?
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13. A empresa possui um plano de emergência ambiental?


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14. A empresa usa tecnologias limpas para não por em causa o meio ambiente?
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15. De que forma são feitos o gerenciamento dos resíduos sólidos?


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Entrevista dirigida a comunidade circunvizinha

1. A empresa Cornelder tem trazido problemas socio ambientais?


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2. Como classifica a empresa Cornelder em termo dos problemas socio ambientais?


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3. A empresa Cornelder tem dado espaço para exporem os problemas socio ambientais por
si causados?
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4. Quais são os principais problemas socio ambientais causados pela empresa Cornelder?
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5. Em algum momento observou um problema ambiental Causado pela empresa Cornelder?


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6. Tem verificado mudanças do ambiente causado pela empresa Cornelder?


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7. A empresa Cornelder tem feito algumas intervenções na comunidade?


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Entrevista dirigida aos trabalhadores da Cornelder

1. Em algum momento observou um problema ambiental?


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2. A empresa segue as normas ambientais?

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3. A empresa tem Sistema de Gestão Ambiental?


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4. Têm formação para a prevenção dos problemas socio ambientais?

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5. A empresa possui um plano de emergência ambiental?


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Entrevista dirigida ao técnico da DPTADER da cidade de Quelimane

1. A DPTADER tem feito fiscalização das actividades realizadas pela Cornelder?


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2. A DPTADER tem divulgado regulamentos que protegem o ambiente para a empresa
Cornelder?
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3. Qual e a responsabilidade da DPTADER para a protecção da comunidade circunvizinha


da empresa Cornelder?
4. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------
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5. A DPTADER em algum momento multou a empresa Cornelder?


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6. Nas visitas que tem feito notou se a empresa possui ou não o Sistema de Gestão
Ambiental?

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7. Existe uma verba que a empresa Cornelder paga para eventuais problemas socio
ambientais?
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Anexos
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