Você está na página 1de 8

ESCOLA SECUNDARIA DE XAI-XAI

FICHA DE APOIO

QUIMICA 12ª CLASSE

Capitulo II. EQUILÍBRIO QUÍMICO

Tema: Reacções reversíveis. Estado de equilíbrio

1. Reacção reversível – é aquela que se processa simultaneamente nos


dois sentidos. Ou,

Reacção reversível – é a reacção na qual os reagentes se transformam em


produtos e estes à medida que se formam, regeneram os reagentes iniciais.

N 2( g )+3 H 2( g) ↔ 2 NH 3 ( 500 ºC )
Ex 1): ( g)

2 S 02 + 02( g) ↔ 2 S 0 3 ( 700 ºC )
Ex 2): ( g) ( g)

Num recipiente aberto, podem ocorrer reacções completas porque as


moléculas dos produtos de reacção formados podem abandonar o
recipiente impossibilitando as colisões e a consequente regeneração dos
reagentes.

Em recipiente fechado, geralmente não podem ocorrer reacções completas,


pois as moléculas dos produtos de reacção podem colidir entre si,
regenerando os reagentes.

Toda a reacção reversível tende para um equilíbrio e, por isso, é uma


REACÇÃO INCOMPLETA

2) Equilíbrio Químico

1
É o estado no qual as propriedades macroscópicas permanecem
constantes, num recipiente fechado e a temperatura constante.

 Antes de se atingir o equilíbrio a concentração dos reagentes diminui


e a dos produtos aumenta.

 Atingido o equilíbrio, a concentração das substâncias intervenientes


na reacção permanece constante.
 Durante o equilíbrio químico a velocidade de reacção directa é igual
à velocidade de reacção inversa– Estado dinâmico

No equilíbrio não há alteração das propriedades macroscópicas do sistema


reagente.

O equilíbrio químico é um equilíbrio dinâmico, porque a nível microscópico


a reacção processa-se simultaneamente, e com igual velocidade nos dois
sentidos.

Tema: Lei de equilíbrio. Constante de equilíbrio

Considere a seguinte reacção genérica

aA+bB ↔cC +dD


a
Para a reacção directa:
v 1 =k 1 [ A ] [ B ] b

c
Para a reacção inversa:
v 2 =k 2 [ C ] [ D ] d

2
Mas no estado de equilíbrio, V1=V2, então:

a b c k 1 [C ]c [ D ] d
d
k 1 [ A ] [ B ] =k 2 [ C ] [ D ] ⇒ = a
k 2 [ A ] [B] b

Como K1 e K2 são constantes, o seu quociente define uma nova constante

K ou K c , chamada de Constante de equilíbrio Assim,

c
k1 [C ] [ D] d
K= ⇒ K= a
k2 [ A ] [B ] b

Onde:
K ou K c é a constante de equilíbrio (em função das concentrações)

e a, b, c e d são os coeficientes estequiométricos das substâncias A,


B, C e D, respectivamente.

A uma dada temperatura, numa reacção química em equilíbrio, o produto


das concentrações dos produtos é directamente proporcional ao produto
das concentrações dos reagentes, elevadas aos seus coeficientes
estequiométricos.

c
[C ] [D ] d
Kc= a
[ A ] [ B] b ⇒ Lei do equilíbrio

Ex 1):
N2( g)  3H2(g) 2NH3(g)
2

Kc=
[ NH 3 ]
[ N 2] [ H 2] 3

K c ou K eq (Constante em termos de concentrações)


Kc é adimensional
 A constante de equilíbrio depende da temperatura

Se todas as substâncias presentes no equilíbrio estiverem no mesmo estado


físico, o equlíbrio diz-se homogéneo

3
H 2( g) +I 2( g) ↔ 2 HI ( g )
Ex:

Se as substâncias presentes no equilíbrio se encontrarem em estados


físicos diferentes, o equlíbrio diz-se heterogéneo.

Ex:
2 NaHC 03( s) ↔ Na2 C 03 ( s )+C 02( g)+H 2 0( g )

Tema: Constante de equilíbrio em função das pressões parciais (Kp)

Para as reacções em que todos ou parte dos reagentes e produtos da


reacção estão no estado gasoso, a constante de equilíbrio pode ser
expressa em função das pressões parciais (p) e neste caso, designa-se por

Kp .

Numa mistura gasosa, a pressão parcial de um gás, é a pressão exercida


por esse gás em separado.

A pressão total de uma mistura gasosa é igual à soma das pressões parciais
exercida por cada um desses gases que formam a mistura, a um volume
constante.

A pressão parcial de um gás na mistura é proporcional à sua concentração.

Kp é adimensional

Considere a seguinte reacção hipotética: aA + bB → xX+yY

p x× p
X Yy
Kp =
p ×p
Aa Bb

H 2( g) +I 2( g) ↔ 2 HI ( g )
Ex 1):

4
p
HI 2
Kp =
pI × p H 2
2

RELAÇÃO ENTRE
Kc e K p

Δn

1
K c = K p× [ ]
RT Ou K p = K c×( RT ) Δn

Onde: R – é a constante universal dos gases

T – Temperatura absoluta

Δn - Variação dos números de moles

N 2( g )+3 H 2( g) → 2 NH 3( g)
Exemplo: Para a reacção

2
NH 3
p
K p= 3H
pN ¿ p 2
2

Onde: Δn=2−(1+3) ⇒ Δn=−2 e portanto

K p = K c×( RT )−2

A posição do equilíbrio e valor da constante de equilíbrio

Existem dois casos principais :

Consideremos: A + B↔ C+ D

[ C ][ D ]
K=
[ A ][ B ]

1. Se [ A ] e [ B ] < [ C ] e [ D ] , k>1 , o equilíbrio está a direita

5
2. Se [ A ] e [ B ] > [ C ] e [ D ] , k<1 , o equilíbrio está a esquerda

Tema: Grau de Equilíbrio

Grau de Equilíbrio () de uma reação, em a relação a um


determinado reagente, é o quociente entre o número de moles de um
dado reagente que foram gastos (ou que reagiram) durante a
reacção até o equilíbrio e o número de moles do mesmo reagente no
início da reação.

( nº de moles q reagiu ) quantidade consumida do reagente n


α= α=
( nº inicial de moles ) quantidade inicial do mesmo reagente ou n0

Exemplo) Se na reacção A + B⇔ C+ D , temos no início 1.0 mol de A


e ao chegarmos ao equilíbrio, ainda sobra 0.20 mol de A sem reagir,

isto indica que reagiu 1−0 . 2=0 . 80 mol de A.

0. 80
α=
Portanto, o grau de equilíbrio em relação a A é: 1. 00 ⇒

α=0 . 80

Costuma-se expressar α em percentagem. Assim no anterior

teríamos α %=80 % , isto é, 0<α <1 ou 0<α %<100 %

 É importante perceber que quanto maior for o grau de equilíbrio α

, mais terá caminhado a reacção até chegar ao equilíbrio. Isto é, no


equilíbrio teremos pequena sobra de reagentes A e B e grande
quantidade dos produtos C e D (é uma reacção de alto rendimento).

NB: Pesquisar o seguinte tema:

6
Principio de Le’Chatelier e Factores que afectam o
equilíbrio químico

Tema: Exercícios de Aplicação

1. Quando 1 mole de HI é dissociado num recipiente de 1 litro à


temperatura de 440ºC, restam no equilíbrio 0.78 moles de HI.

a) Calcula o valor da constante de equilíbrio da reacção.

2HI( g) H2(g)  I2(g)


Decurso [ HI ] , ( mol /l ) [ H 2] , ( mol/ l ) [ I 2 ] , ( mol /l )
Início 1 0 0
Δ (-0.22) (+0.11) (+0.11)
Equilíbrio 0.78 0.11 0.11

Kc=
[ H 2 ][ I 2 ] ⇒ Kc=
( 0 . 11 M )( 0 . 11 M )
⇒ K c=2 . 0×10−2
2
[ HI ] 2 ( 0 . 78 M )

2. Um recipiente fechado e de capacidade 1L contem 1,02 moles de NH 3, 10,3 moles de


N2 e 16,2 moles de H2 em equilíbrio, a uma temperatura de 927 oC. Determine os
valores das constantes Kc e Kp para o equilíbrio N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g) .

Dados: [N2] = 10,3 M [H2] = 16,2M [NH3] = 1,02M

T = 927 0 = 1200K

atm×l
R=0. 082
K ×mol

[NH 3 ]2
Fórmula: Kc = 3 Kp=Kc .(RT )∆ n
[ N 2 ] [H 2 ]

7
1,022
Resolução Kc= Kp=2,4 .10−5 .(0,082.1200)−2
10,3 .(16,2)3

Kc=¿ 2,4 .10−5 Kp=2,4.10−9

R: Os valores de Kc e Kp são, respectivamente 2,4 .10−5 e 2,4.10−9.

3. Num recipiente fechado com 1.0 dm 3 de volume ocorreu a decomposição do iodeto


de hidrogénio, tendo-se estabelecido o seguinte equilíbrio químico:
2 HI ↔ H 2 + I 2
( g) ( g)
Nessa altura restavam no reactor 0.02 moles de I 2 (g) e o
( g)

valor da constante de equilíbrio era de 0.04 moles dm -3. Determine a concentração


inicial do iodeto de hidrogénio.

2 HI ( g) ↔ H 2 ( g) + I 2¿ ¿
HI H2 I2
[ H2] [ N2] ¿ 0,14 0 0
Kc= 2 ∆ -2x0,02 +0,02 +0,02
[ HI ] Eq X = 0,1 0,02 0,02
0,02× 0,02
0,04=
X2
X corresponde à concentracao de HI no equilibrio .

X 2 =0,01 Podemos considerar Y a concentracao inicial de HI , entao , teremos:



X =0,1 Y −0,04=0,1 ❑ Y =0,14