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Título: CRITÉRIOS DE PROJETOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO
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SUMÁRIO

1 FINALIDADE ......................................................................................................................................... 3
2 CAMPO DE APLICAÇÃO .................................................................................................................... 3
3 RESPONSABILIDADES ....................................................................................................................... 3
4 DEFINIÇÕES ........................................................................................................................................ 4
5 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 9
6 DISPOSIÇÕES GERAIS ..................................................................................................................... 11
6.1 Generalidades ......................................................................................................................... 11

7 PLANEJAMENTO E DADOS PARA PROJETOS DE LINHAS AÉREAS DE TRANSMISSÃO ....... 12


7.1 Planejamento e Dados Preliminares ..................................................................................... 12

8 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E CONSTRUTIVAS ..................................................................... 19


8.1 Condutores .............................................................................................................................. 19
8.2 Padrão de Estrutura de Linhas de Transmissão ................................................................. 20
8.3 Linhas de transmissão sem cabo pára-raios ....................................................................... 22
8.4 Linhas de Transmissão com cabo para-raios...................................................................... 22
8.5 Compartilhamento de Infra-estrutura de Linhas de Transmissão ..................................... 22
8.6 Posteação ................................................................................................................................ 22
8.7 Engastamento ......................................................................................................................... 23
8.8 Sistema de Aterramento ......................................................................................................... 23

9 TRAVESSIAS, DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE ............................................. 27


9.1 Travessia sobre Locais Acessíveis a Pedestres ................................................................. 27
9.2 Travessias sobre Rodovias, Ruas e Avenidas .................................................................... 27
9.3 Travessias Sobre Ferrovias ................................................................................................... 28
9.4 Travessias Sobre as Águas Navegáveis ou Não Navegáveis ............................................ 28
9.5 Travessia sobre outras Redes de Média Tensão ou Linha de Transmissão .................... 29
9.6 Distância de Paredes e Telhados ou Terraços .................................................................... 29
9.7 Distância de Veículos Rodoviários e Ferroviários .............................................................. 30
9.8 Meio Ambiente ........................................................................................................................ 31

10 PROJETO, OBRA E COMISSIONAMENTO ...................................................................................... 37


10.1 Projeto ...................................................................................................................................... 37
10.2 Execução, Fiscalização e Comissionamento ....................................................................... 40

11 ANEXOS ............................................................................................................................................. 44
11.1 FORMULÁRIOS ....................................................................................................................... 44
11.2 DESENHOS .............................................................................................................................. 53
11.3 SIMBOLOGIA ........................................................................................................................... 82

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12 CONTROLE DE REVISÕES ............................................................................................................... 84


13 APROVAÇÃO ..................................................................................................................................... 84

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1 FINALIDADE

Esta Norma tem por finalidade estabelecer os critérios básicos e fixar as condições mínimas
exigidas para a elaboração de projetos de Linhas de Transmissão Aéreas, nas classes de tensão
72,5 kV e 145 kV, de forma a garantir que o desempenho do sistema elétrico da CEMAR –
Companhia Energética do Maranhão e da CELPA – Centrais Elétricas do Pará S/A, empresas do
Grupo Equatorial Energia, doravante denominadas apenas de Concessionária, bem como
assegurar o fornecimento de energia com confiabilidade, segurança e qualidade, respeitando-se
o que prescrevem as legislações oficiais, as normas da ABNT e os documentos em vigor no
âmbito das Concessionária.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO

Aplica-se às Gerências de Normas e Padrões, Operação do Sistema Elétrico (CEMAR/CELPA),


Expansão AT e Automação (CEMAR), Manutenção e Expansão RD (CEMAR), Expansão de AT
(CELPA), Manutenção (CELPA) e à de Suprimentos e Logística, no âmbito das Concessionárias.

Também se aplica a todas as empresas responsáveis pela elaboração de projetos e execução


de serviços de construção e montagem eletromecânica e civil de linhas de transmissão, nas
classes de tensão 72,5 e 145 kV, na área de concessão no âmbito da CEMAR e da CELPA.

3 RESPONSABILIDADES

3.1 Gerência de Normas e Padrões

Estabelecer as normas e padrões técnicos para o fornecimento de energia elétrica em Alta


Tensão. Coordenar o processo de revisão desta norma.

3.2 Gerência de Manutenção e Expansão RD (CEMAR), Gerência de Expansão AT e


Automação Gerência e de Manutenção do Sistema Elétrico (CELPA)

Realizar as atividades relacionadas à expansão e manutenção nos sistemas de 72,5 e 145 kVde
acordo com os critérios e recomendações definidas nesta norma. Participar do processo de
revisão desta norma.

3.3 Gerência de Planejamento do Sistema Elétrico

Realizar as atividades relacionadas ao planejamento do sistema elétrico de acordo com os


critérios e recomendações definidas nesta norma. Participar do processo de revisão desta
norma.

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3.4 Gerência de Operação do Sistema Elétrico

Realizar as atividades relacionadas à operação do sistema elétrico de acordo com os critérios e


recomendações definidas nesta norma. Participar do processo de revisão desta norma.

3.5 Gerência de Relacionamento com o Cliente

Realizar as atividades de relacionamento com o cliente de acordo com os critérios e


recomendações definidas nesta norma, divulgando a mesma aos clientes. Participar do processo
de revisão desta norma.

3.6 Projetistas e Construtoras que realizam serviços na área de concessão no âmbito da


Equatorial

Realizar suas atividades de acordo com os critérios e recomendações definidas nesta norma.

4 DEFINIÇÕES

4.1 Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL

Autarquia criada pela Lei 9.427 de 26/12/1996 com a finalidade de regular e fiscalizar a
produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, de acordo com a
legislação e em conformidade com as diretrizes e as políticas do governo federal.

4.2 Ampacidade

Ampacidade é a corrente máxima que a linha de transmissão pode transportar para uma dada
condição de referência, onde deverão ser observados os critérios de segurança estabelecidos
nesta norma.

4.3 Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT

Associação privada sem fins lucrativos responsável pela elaboração das normas técnicas no
Brasil.

4.4 Aterramento

Ligação à terra de todas as partes metálicas não energizadas de uma instalação, incluindo o
neutro da rede e da referida instalação.

4.5 Área Urbana

Parcela do território, contínua ou não, incluída no perímetro urbano pelo Plano Diretor ou por lei
municipal específica.

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4.6 Autorização Ambiental

Ato administrativo pelo qual o órgão público responsável, estabelece as condições para a
realização ou operação de empreendimentos, atividades, pesquisa e serviços de caráter
temporário ou para execução de obras que não impliquem em instalações permanentes. O prazo
de validade deve ser no mínimo o estabelecido no cronograma físico do empreendimento não
podendo ser superior a 03 (três) anos.

4.7 Base de Morro ou Montanha

Plano horizontal definido por planície ou superfície de lençol d’água adjacente ou, nos relevos
ondulados, pela cota da depressão mais baixa ao seu redor.

4.8 Comunidades Edáficas

Conjunto de seres vivos cujo habitat natural é o solo como minhocas, vermes, ácaros
determinados insetos entre outros.

4.9 Concessionária

Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia
elétrica, doravante denominada “Distribuidora”, na área de concessão do Maranhão é a CEMAR
e na área de concessão do Pará é a CELPA.

4.10 Desmembramento

Subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com aproveitamento do sistema viário


existente, desde que não implique a abertura de novas vias e logradouros públicos, nem
prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.

4.11 Distribuidora

Agente titular de concessão ou permissão federal para prestar o serviço público de distribuição
de energia elétrica.

4.12 Duna

Unidade geomorfológica de constituição predominante arenosa, com aparência de cômoro ou


colina, produzida pela ação dos ventos, situada no litoral ou no interior do continente, podendo
estar recoberta, ou não, por vegetação.

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4.13 Ferragens

Também chamadas ferragens eletrotécnicas (eletromecânicas), são dispositivos para fins de


fixação, sustentação, emenda, proteção elétrica ou mecânica, reparação, separação,
amortecimento de vibrações de cabos.

4.14 Impacto Ambiental

É qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do Meio Ambiente, causada
por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou
indiretamente afetam: a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e
econômicas; a Biota; as condições estéticas e sanitárias do Meio Ambiente; a qualidade dos
recursos ambientais.

4.15 Isolador

Dispositivo destinado a isolar eletricamente e suportar mecanicamente cabos e/ou equipamentos

4.16 Licenciamento Ambiental

É o procedimento administrativo pelo qual a administração pública, por intermédio do órgão


ambiental competente, analisa a proposta apresentada para o empreendimento e o legitima,
considerando as disposições legais e regulamentares aplicáveis e sua interdependência com o
Meio Ambiente, emitindo a respectiva Licença. O sistema de Licenciamento Ambiental é
composto pelas Licenças: Prévia, Instalação e de Operação.

4.17 Licença Prévia

Referente à fase preliminar do empreendimento, aprovando sua localização e concepção,


atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos a serem atendidos nas
fases de sua implantação. O prazo de validade deve ser no mínimo o estabelecido no
cronograma de elaboração dos projetos relativos ao empreendimento, não podendo ser superior
a 05 (cinco) anos.

4.18 Licença de Instalação

Referente à instalação do empreendimento de acordo com as especificações constantes dos


planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais
condicionantes. O prazo de validade deve ser no mínimo o estabelecido no cronograma de
instalação do empreendimento, não podendo ser superior a 06 (seis) anos.

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4.19 Licença de Operação

Referente à operação do empreendimento, após a verificação do cumprimento das exigências


constantes das licenças anteriores, estabelecendo medidas de controle ambiental e
condicionantes a serem observados para esta operação. O prazo de validade deve considerar os
planos de autocon trole ambiental das empresas, com um mínimo de 04 (quatro) anos e máximo
de 10 (dez) anos.

4.20 Licença Simplificada

Referente à localização, implantação e operação de empreendimentos e atividades de micro ou


pequeno porte. O prazo de validade deve ser no mínimo o estabelecido no cronograma de
execução do empreendimento, não podendo ser superior a 03 (três) anos.

4.21 Licença Ambiental

É o ato administrativo pelo qual o órgão competente avalia o empreendimento e estabelece as


condições, restrições e medidas de controle ambiental que devem ser obedecidas pelo
empreendedor, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, para localizar, implantar,
instalar, alterar e operar empreendimentos ou atividades consideradas efetiva ou potencialmente
poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

4.22 Manifestação Prévia

É o opinativo técnico emitido pelo órgão estadual responsável (no Maranhão a Secretaria de
Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA), com caráter de orientação, referente à consulta
feita pelo interessado sobre os aspectos técnicos e formais relativos à implantação, operação,
alteração ou regularização de um determinado empreendimento ou atividade.

4.23 Manguezal

Ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, formado por
vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa predominantemente, a vegetação
natural conhecida como mangue, com influência Fluviomarinha, típica de solos limosos e com
dispersão descontínua ao longo da costa brasileira.

4.24 Recapacitação

Conjunto das modificações necessárias para permitir que a linha possa operar, continuamente,
em corrente ou tensão superior à de seu projeto original.

4.25 Resistividade do Solo

Parâmetro do solo que oferece resistência à passagem da corrente elétrica, medidos em  x

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metro.

4.26 Resistência de Aterramento

Resistência elétrica entre um eletrodo de aterramento e um outro eletrodo (aterrado), situada a


uma distância teoricamente infinita, medida em  e em freqüência industrial.

4.27 Restinga

Depósito arenoso paralelo à linha da costa de forma geralmente alongada, produzido por
processos de sedimentação, onde se encontram diferentes comunidades que recebem influência
marinha, também considerada comunidades edáficas por dependerem mais da natureza do
substrato do que do clima.

4.28 Travessia

Interseção de linha de transmissão com rede de distribuição, linha de telecomunicação, rodovia,


ferrovia, tubulação, hidrovia ou outros obstáculos.

4.29 Vereda

Espaço brejoso ou encharcado, que contêm nascentes ou cabeceiras de cursos d’água, onde há
ocorrência de solos hidromórficos, caracterizado predominantemente por renques de buritis do
brejo (Mauritia flexuosa) e outras formas de vegetação típica.

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5 REFERÊNCIAS

5.1 CONAMA - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (1997), Resolução CONAMA Nº


237 - Dispõe sobre licenciamento ambiental; competência da União, Estados e Municípios;
listagem de atividades sujeitas ao licenciamento; Estudos Ambientais, Estudo de Impacto
Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental.

5.2 CONAMA - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (2002), Resolução CONAMA Nº


303 - Dispõe sobre parâmetros, defi nições e limites de Áreas de Preservação Permanente.

5.3 CONAMA - CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (2001), Resolução CONAMA 279 –
Dispõe sobre as formas de licenciamento simplificado para empreendimentos com
impacto ambiental de pequeno porte, necessários à oferta de energia.

5.4 Lei Federal Nº 6.938, DE 31/08/81 – Política Nacional do Meio Ambiente.

5.5 Decreto Federal Nº 99.274 de 06/06/1990 (Regulamenta a Lei nº 6.902, de 27 de abril de


1981, e a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõem, respectivamente sobre a
criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente).

5.6 NBR 5422 – Projeto de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica.

5.7 NBR 6535 – Sinalização de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica com vistas à
segurança da inspeção aérea.

5.8 NBR 7095 – Ferragens eletrotécnicas para linhas de transmissão e subestação de alta
tensão e extra alta tensão – Especificação.

5.9 NBR 7276 – Sinalização de advertência em linhas aéreas de transmissão de energia


elétrica – Procedimento.

5.10 NBR 7430 – Manuseio e lançamento de cabos CAA em linhas de transmissão de energia
elétrica – Procedimento.

5.11 NBR 8664 – Sinalização para identificação de linha aérea de transmissão de energia
elétrica – Procedimento.

5.12 NBR 13570 – Instalações elétricas em locais de afluência de público - Requisitos


específicos.

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5.13 NBR 15238 – Sistema de sinalização para linhas aéreas de transmissão de energia elétrica.

5.14 NBR 15749 – Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo


em sistemas de aterramento.

5.15 NR 10 – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego - Segurança em


Instalações e Serviços em Eletricidade.

5.16 NR 18 – Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego - Condições e Meio


Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.

5.17 IEC 60826 - Design criteria of overhead transmission lines.

5.18 NBR 8664 - Sinalização para identificação de linha aérea de transmissão de energia
elétrica – Procedimento.

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6 DISPOSIÇÕES GERAIS

6.1 Generalidades

a) Além das Normas Técnicas da ABNT e NR’s referenciadas nesta norma, durante as fases de
planejamento, projeto e execução da obra devem ser observadas as seguintes Normas da
Concessionária, em suas últimas revisões, e outras normas pertinentes que vierem a ser
publicadas:

 NT.31.003 - Fornecimento de Energia Elétrica em Alta Tensão (72,5 e 145kV);

 NT.31.010 - Serviços Topográficos;

 NT.31.011 - Execução de Sondagens;

 NT.31.012 - Construção de Linhas de Transmissão;

 NT.31.014 - Padrão de Estruturas de Linhas de Transmissão.

b) As linhas aéreas de transmissão devem ser projetadas e construídas, preferencialmente, em


áreas de domínio público, com suas devidas autorizações;

c) A concepção do projeto deve garantir disposições físicas que permitam realizar a


manutenção, substituição de elementos e ampliações futuras, com o mínimo de interrupções
no sistema elétrico;

d) Em caso de linhas críticas, as configurações das redes devem assegurar a realização de


manutenção, substituição e ampliação em trabalhos com linhas vivas;

e) Os materiais escolhidos devem ser homologados e estar rigorosamente de acordo com as


condições, critérios e exigências definidas nas Especificações Técnicas da Concessionaria de
modo a garantir elevada confiabilidade do desempenho do sistema elétrico;

f) A escolha de condutores, isoladores, estruturas e materiais deve estar baseada na obtenção


dos melhores índices confiabilidade e investimento, bem como a otimização de qualidade,
custos e prazos de construção;

g) A aplicação de materiais com novas tecnologias deverá ocorrer após avaliação previa e caso
seja demostrada eficiência em linhas em operação;

h) Antes do projeto, é importânte que o projetista visite e conheça o local da obra para que se
possa planejar e avaliar uma melhor alternativa na incorporação da rede elétrica, em
conformidade com o meio ambiente e a legislação em vigor;

i) As linhas de transmissão devem ser projetadas e construídas com bom acabamento e


padrões a fim de minimizar o impacto com os locais onde as mesmas forem instaladas;

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j) Medidas a serem tomadas durante as etapas de projeto e construção das linhas de


transmissão:

Solicitação de Licenças aos órgãos de meio ambiente, minimização do impacto visual, aplicar
Medidas para atenuar o corte e poda de árvores, aplicação de projetos que permitam
ampliações com o mínimo de atividades futuras que não afetem o meio ambiente, alvarás
das prefeituras e demais liberações.

7 PLANEJAMENTO E DADOS PARA PROJETOS DE LINHAS AÉREAS DE TRANSMISSÃO

As obras de linhas de transmissão, devem ser precedidas de um apropriado planejamento e


estudo de viabilidade técnica conduzido pela Área Planejamento do Sistema Elétrico; Para o
projeto e construção, devem ser observadas todas as condições ambientais necessárias à
construção, manutenção e operação da linha de transmissão, bem como atender etapas de
Planejamento básico, Projeto Eletromecânico, Estudos de Sondagens, Aterramento, licenças
Ambientais, Topografia e Orçamento.

7.1 Planejamento e Dados Preliminares

Consiste na elaboração de um projeto básico (Anteprojeto) de implantação, baseado no


planejamento de obra desenvolvido, que permitindo um desenvolvimento gradual do projeto
dentro da expectativa de crescimento do região a ser atendida;

Devem ser analisados dados característicos observando o grau de urbanização da área, as


características das edificações, arborização das ruas, dimensões dos lotes, planos diretores
governamentais, consultas aos órgãos de meio ambiente para a área e terrenos de terceiros.

7.1.1 Parâmetros Meteorológicos e Ambientais

Na elaboração de projeto de linhas deverão ser considerados os parâmetros meteorológicos e


ambientais da região como, altitude máxima, temperaturas mínima, média e máxima, nível
máximo de umidade, Nível de contaminação ambiental (IEC 60815), nível isoceráunico,
velocidade máxima do vento, nível de salinidade (mg/cm² dia) e radiação solar máxima (wb/m²).

7.1.2 Estudo de Rotas e Implantação de Traçados de Linha Aérea de Transmissão

Para o traçado da linha aérea de transmissão devem ser observadas as melhores alternativas,
de modo a limitar principalmente, ao mínimo possível, o impacto sobre o meio ambiente, sendo
evitados desmatamentos e cortes no terreno capazes de desencadear ou acelerar processos
de erosão. Deverá ser atendida a NT.31.010 - SERVIÇOS TOPOGRÁFICOS, em sua última
versão, e os fatores que seguem:

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I. Deve ser escolhido como base a menor extensão e/ou menor custo, pois as indenizações
de terrenos particulares e manutenção futura, bem como obras em áreas de preservação
ambiental podem elevar o custo da mesma;
II. Deve ser evitado o cruzamento de terrenos particulares e o impacto sobre o meio ambiente,
projetada, preferencialmente, próxima a estradas e locais de fácil acesso, para facilitar sua
construção e manutenção, devendo-se restringir ao mínimo possível as travessias sobre
rodovias, ferrovias, gasodutos, etc.
III. Deve ser verificado qual o sistema mais adequado para derivar a nova linha, obedecendo
aos estudos do planejamento para a área.
IV. Evitar picos montanhosos e serras, e sempre procurando locais de menor altura e
adaptando ao máximo a linha as curvas de nível do terreno;
V. Devem ser evitados terrenos muito acidentados a fim de evitar o uso de estruturas especiais
e facilitar a construção, operação e manutenção;
VI. Áreas de reflorestamento, de mato denso para que sejam evitados desmatamentos e
impacto ambiental;
VII. Colocar a posteação, de preferência fora das áreas de cultivo, procurando situá-los nas
divisas dos terrenos;
VIII. Lagos, lagoas, represas e açudes;
IX. Devem ser evitados locais pantanosos, locais sujeitos a alagamentos, marés ou erosão.
Terreno com inclinação transversal superior a 50%;
X. Locais com alto índice de poluição atmosférica e onde normalmente são detonados
explosivos;
XI. Em loteamentos, devem ser aproveitados os arruamentos e divisas de lotes, a fim de se
evitar possíveis indenizações, devendo a linha ser construída em padrão urbano;
XII. Quando a linha de transmissão for localizada nas proximidades de aeroportos e campos de
pouso, é necessária, antes de iniciar o projeto, uma consulta prévia ao órgão responsável,
pertencente ao Comando da Aeronáutica. Após este procedimento, deve ser solicitada a
este mesmo órgão uma licença para projeto e construção da obra devendo ser observado
as distâncias de segurança mínimas apresentadas nos desenhos 1, 2, 3 e 4;
XIII. Todas as obras de transmissão de energia devem ser autorizadas pelo órgão do meio
ambiente. Portanto, na fase de projeto deve ser solicitado Licença Prévia, autorização para
Desmatamento, Licença de Instalação e a Licença de Operação e Manutenção, para inicio
de qualquer atividade relacionado a obra. O traçado deve, sempre que possível, contornar
áreas de preservação ambiental, e quando for necessário, deve ser realizado estudos
individuais visando encontrar uma solução otimizada que cumpra a legislação, e equilibre o
fator técnico, econômico e de integração com o meio ambiente. Para esses casos, deve ser

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anexada ao projeto uma cópia da licença prévia emitida pelo órgão de controle do meio
ambiente, conforme item 9.8;

Diretrizes básicas que orientam o traçado das linhas aéreas de transmissão:

I. Evitar cruzar terreno de particular, ângulos desnecessários, ruas e avenidas de orla


marítima, frente à igrejas, praças, áreas de lazer, monumentos históricos, ruas e avenidas
com tráfego intenso de veículos, sempre favorecendo sua expansão;
II. Utilizar arruamentos já definidos, se possível, com meio-fio;
III. Sua localização, preferêncialmente, devera ser no lado da rua em que não haja rede aérea
de comunicação, redes aéreas de média e baixa tensão, galerias de águas pluviais,
esgotos, construção com sacadas, ou outros obstáculos que possam interferir na
construção da mesma, sempre evitando proximidade de sacadas, janelas e marquises,
mesmo quando respeitadas as distâncias de segurança.

7.1.3 Largura da Faixa de Segurança

A faixa de segurança, que é a faixa necessária para garantir o bom desempenho e a segurança
das instalações e de terceiros, tem sua largura variando de acordo com a classe de tensão e o
tipo da região atravessada (rural ou urbana). A Norma ABNT NBR 5422 define os parâmetros
mínimos para o dimensionamento da largura da faixa de segurança e das distâncias de
segurança das linhas de transmisão, em função da natureza e tipo de utilização do terreno.
Tem ainda, como variáveis a serem consideradas as interferências eletromagnéticas, as quais
podem ser significativas, dependendo da classe de tensão e do arranjo dos condutores da
linha.

7.1.4 Faixa de Domínio

A “Faixa de Domínio” segundo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes -


DNIT é a base física sobre a qual assenta uma rodovia, constituída pelas pistas de rolamento,
canteiros, obras-de-arte, acostamentos, sinalização e faixa lateral de segurança, até o
alinhamento das cercas que separam a estrada dos imóveis marginais ou da faixa do recuo.

Conforme o Art. 50 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso de faixas laterais de domínio e das
áreas adjacentes às estradas e rodovias obedecerá às condições de segurança do trânsito
estabelecidas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via declarada de utilidade
pública, adquirida pelo proprietário da linha por meio de acordo por instrumento público
extrajudicial, decisão judicial ou prescrição aquisitiva (aquisição de uma propriedade pela posse
pacífica e continuada durante certo ao longo do eixo da linha aérea de transmissão é a faixa de
terra, tempo), devidamente inscrita no cartório de registro de imóveis, com largura, no mínimo
igual a da faixa de segurança.

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A faixa de domínio para Rodovias Federais variam entre 20 e 40 metros para cada lado,
medidos a partir do eixo da rodovia, de acordo com o DNIT, tendo ainda um recuo de área não
edificante de mais quinze metros, ou seja varia de 35 a 55 metros, já para rodovias estaduais,
segundo a Secretaria de Estado da Infraestrutura dos Governos do Estado do Maranhão e do
Pará, a faixa de domínio é de no mínimo 20 metros para cada lado, medidos a partir do eixo da
rodovia.

7.1.5 Faixa de Servidão

Ao longo do eixo da linha aérea de transmissão é a faixa de terra, cujo domínio permanece
com o proprietário, porém com restrições ao uso. O referido direito sobre o imóvel alheio pode
ser instituído através de instrumento público, particular, prescrição aquisitiva por decurso de
prazo ou ainda por meio de medida judicial, mediante inscrição a margem da respectiva
matrícula imobiliária. Neste caso, a concessionária, além do direito de passagem da linha,
possui o livre acesso às respectivas instalações;

As faixas de servidão será de 15 metros, sendo 7,5 metros para cada lado em relação ao eixo
da mesma, para classe de tensão de 72,5 kV e de 20 metros sendo 10 metros para cada lado
em relação ao eixo da mesma para classe de tensão de 145 kV, conforme desenho 24.

7.1.6 Locação dos Postes

A posteação deve ser locada respeitando aos seguintes critérios básicos:


a) A posteação deve ser locada sempre que possível na divisa dos lotes, ou seja, no limite
entre residências, prédios ou terreno, evitando, a locação em frente a anúncios luminosos,
marquises e sacadas, não sendo permitido a sua implantação em frente à entrada de
garagens;

b) No projeto as estruturas devem seguir os padrões da NT.31.014 - PADRÃO DE


ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO, em sua última versão;

c) Evitar a locação de postes em esquinas, principalmente em ruas estreitas, e sujeitas a


trânsito intenso de veículos, e em esquinas que não permitam manter o alinhamento dos
postes;

d) As distâncias mínimas de segurança, devem sempre atender as especificadas descritas


neste Critério de Projeto.

7.1.7 Plantas

a) Plantas Cadastrais ou Croqui de Situação

I. Devem ser verificadas as plantas ou croquis cadastrais da localidade ou área em


estudo, através de cópias de plantas existentes atualizadas ou através de um novo

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levantamento topográfico ou aerofotogramétrico, atendendo os critérios da da

NT.31.010 - SERVIÇOS TOPOGRÁFICOS, em sua última versão;


II. As plantas devem constar traçados das ruas, avenidas ou rodovias, indicação do norte
magnético e outros pontos de referência significativos, que permitam identificar o local
onde será construído, reformado ou ampliado a Linha de Transmissão, em desenho com
escala adequada;
III. Para regiões localizadas em áreas rurais a planta deverá também ser informado o
município, localidade, estradas de acesso, a subestação ou Linha de Transmissão de
onde derivam a Linha de Transmissão e os códigos operacionais das linhas e estruturas;
IV. As plantas devem conter dois ou mais encaminhamentos levantado por GPS para opção
de encaminhamento mais adequado. O levantamento cadastral deve orientará o topógrafo
na localização dos pontos de suportes viários existentes. Em caso de não haver estrada,
deve-se evitar, ao máximo, o corte da vegetação;
V. Qualquer alteração no traçado da Linhas de transmissão prevista no levantamento
cadastral, deve ser efetuada mediante prévia autorização;
VI. A planta utilizado para traçar o circuito da Linha de Transmissão, deve ter a finalidade de
dar uma visão geral da rede elétrica, indicando a diretriz da Linha de Transmissão fixando
– se os pontos de deflexão (em graus, minutos e segundos), entradas e saídas de linhas.
Além disso, deve conter todos os acidentes ao longo da Linha de Transmissão;
VII. Os arquivos dos desenhos de plantas, cortes, detalhes e vistas devem ser apresentados
em formato digital, AutoCAD® 2004 e PDF;
VIII. Os desenhos devem ser apresentados através do software AutoCAD, no formato e escala
conveniente.

b) Perfil Planialtimétrico

Destinado à implantação das estruturas do projeto e à representação planimétrica da Linha


de Transmissão;
I. Os desenhos do perfil planialtimétrico devem ser apresentados em formato digital, através
do software AutoCAD, em escala gráfica, de tal forma que permita visualizar claramente
os seus elementos, em todas as folhas, abrangendo a identificação, a área de influência e
outros detalhes imprescindíveis à localização e inserção regional do empreendimento,
contendo estruturas, vãos, condutores, estacas referentes a cada estrutura, os nomes dos
proprietários dos terrenos atravessados pela linha de transmissão, o tipo de solo, o tipo de
vegetação e a planta baixa contendo a representação das estruturas com as deflexões da
Linha de transmissão e os detalhes existentes ao longo da mesma;
II. Na vista planimétrica deverão ser informados os detalhes a seguir:

- Vias, Estradas e logradouros municipais, estaduais, federais e ferrovias;

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- Traçados de rios, córregos, açudes, lagoas, etc;

- Linhas de transmissão, redes de distribuição urbana e rural e redes de comunicação;

- Indicação de cercas existentes e o tipo de fios de arame;

- Delimitações e divisões de propriedades com a denominação do proprietário, alturas, tipo


de vegetação e solo;

- Detalhamento dos pontos de saída e chegada da Linha de Transmissão, com indicação


de linhas e redes existentes, ângulo de derivação, poste e estrutura correspondente;

- Núcleos populacionais;

- Indicação das estacas nos pontos de deflexões, devendo ser usados marcos de concreto
nestes pontos;

- Indicação de campos de pouso e aeroportos.

c) Levantamento Topográfico

I. Indica a determinação planialtimétrica do terreno, ao longo do encaminhamento de toda a


linha de transmissão;
II. Devem ser determinados os acidentes geográficos relevantes à elaboração do projeto,
como cruzamento de estradas de ferro e rodagem, linhas telegráficas e de energia
elétrica, pontes, campo de pouso, tipos e características de cercas, edificações contidas
na área do projeto e outros acidentes geográficos notáveis, devendo-se, em casos
excepcionais, levantarem-se perfis paralelos ao eixo da linha de transmissão;
III. O levantamento topográfico deve ser feito sob a orientação da NT.31.010 - SERVIÇOS
TOPOGRÁFICOS, em sua última versão.

7.1.8 Dados de Aterramento

7.1.8.1 Medição da Resistividade do Solo

A determinação dos valores das resistividades do solo e de sua estratificação é de


importância fundamental para o cálculo das características de um sistema de aterramento.

Para que um sistema elétrico de potência opere corretamente, garantindo sua continuidade e
a segurança, o neutro do sistema e demais partes metálicas não energizadas, estejam
devidamente aterrados.

Em geral, o solo é constituído por diversas camadas, cada uma apresentando um certo valor
de resistividade e uma espessura própria.

Com sua composição bastante heterogênea, o solo tem seu valor de resistividade variando
de localização para localização em função do seu tipo (Argila, Calcário, areia, granito, etc.),

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do seu nível de umidade (seco, molhado), da sua profundidade das camadas, da idade de
formação geológica, da temperatura, da sua salinidade e de outros fatores naturais.

A resistividade do solo geralmente é afetada também por fatores externos, como


contaminação e compactação do solo.

I. Na fase de projeto devem ser realizadas, medições de resistividade em cada tipo de solo
existente ao longo do trecho previsto para construção da linha de transmissão;
II. Mesmo que o tipo de solo tenha características parecidas ao longo do projeto da linha de
transmissão, devem ser observados possíveis diferença de resistividade do solo devido a
áreas mais baixas, onde existe presença de lagoas, açudes, ou mesmo rios, em
detrimento a outras áreas totalmente áridas, sendo recomendado medições a cada 1(um)
km ao longo dos diversos trechos da linha de transmissão;
III. O sistema de aterramento deve manter seus valores de tensão estrutura-terra dentro do
nível de segurança para o pessoal, no caso das partes metálicas serem acidentalmente
energizadas, caminho de escoamento para a terra de descargas atmosféricas,
sobretensões provocadas por manobras de equipamentos e eletricidade estática gerada,
por equipamentos ou por indução, evitando o faiscamento, isolar rapidamente as falhas à
terra.

7.1.8.2 Tipos de Aterramentos

a) Com os valores obtidos a partir das medições de resistividade e resistência, disponiveis de


acordo com os formulários 1 e 2, conforme anexos, podemos definir o tipo de aterramento,
o comprimento do contrapeso e a quantidade de hastes necessárias, definidos para cada
tipo de aterramento por estrutura;

b) Devem ser utilizados, preferencialmente, os tipos de aterramento da observando os


seguintes critérios:

I. Para Linha de Transmissão Urbana deve ser utilizado o sistema de aterramento com haste
e/ou fio contrapeso, conforme desenho 9;
II. Para Linha de Transmissão Rural deverá ser utilizado o sistema de aterramento com fio
contrapeso e haste ou somente contrapeso, conforme desenho 10.

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8 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E CONSTRUTIVAS

8.1 Condutores

A partir dos estudos realizados pelo Área de Planejamento do Sistema Elétrico, os condutores
serão dimensionados para execução nas linhas de transmissão;

Os projetos devem observar as características mecânicas, dimensionais e elétricas dos cabos de


alumínio nu com alma de aço (CAA) ou em liga de alumínio (CAL) apresentadas nas tabelas
abaixo.

TABELA 1 – CABOS DE ALUMÍNIO COM ALMA DE AÇO (CAA) - CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS

SEÇÃO PESO CARGA DE


TRANSVERSAL FORMAÇÃO DO CONDUTOR NOMINAL RUPTURA
BITOLA (mm²) (kg/km) (kgf)
CONDUTOR (AWG/
ALUMÍNIO AÇO
MCM) CLASSE CLASSE
AL TOTAL Nº DE DIÂM. Nº DE DIÂM. AL AÇO A B
FIOS (mm) FIOS (mm)

LINNET 336,4 170,32 198,03 26 2,888 7 2,245 471,9 216,4 6396 6206

GROSBEAK 636 322,33 374,79 26 3,973 7 3,089 893 409,8 11412 11052

TABELA 2 - CABOS EM LIGA DE ALUMÍNIO (CAL) - CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS

FORMAÇÃO DO DIÂMETRO CARGA


SEÇÃO CONDUTOR PESO
BITOLA NOMINAL DO DE
CONDUTOR TRANSVERSAL NOMINAL
(MCM) CONDUTOR RUPTURA
(mm²) Nº DE DIÂM. (kg/km)
(mm) (kgf)
FIOS (mm)

CANTON 394,5 199,9 19 3,66 18,3 548,5 6009

FLINT 740,8 375,36 37 3,594 25,16 1029,9 11041

GREELEY 927,2 469,85 37 4,021 28,15 1289,2 13821

TABELA 3 – CABOS DE ALUMÍNIO COM ALMA DE AÇO (CAA) - CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

RESISTÊNCIA ELÉTRICA
REATÂNCIA
BITOLA (ohm/km) AMPACIDADE
CONDUTOR
(AWG/ MCM) (A)
CA-60 Hz 75º INDUTIVA CAPACITIVA
CC 20º C
C (ohm/km) (Mohm/km)

LINNET 336,4 0,1695 0,2032 0,3698 0,2241 594

GROSBEAK 636 0,0896 0,1075 0,3457 0,2089 887

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TABELA 4 – CABOS EM LIGA DE ALUMÍNIO (CAL) - CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

RESISTÊNCIA ELÉTRICA
REATÂNCIA
BITOLA (ohm/km) AMPACIDADE
CONDUTOR
(MCM) (A)
INDUTIVA CAPACITIVA
CC 20º C CA-60 Hz 75º C
(ohm/km) (Mohm/km)

CANTON 394,5 0,1676 0,2001 0,3749 0,2241 599

FLINT 740,8 0,0892 0,1075 0,3499 0,2089 887

GREELEY 927,2 0,0713 0,0864 0,3414 0,2035 1018

Para aplicação de condutores Termorresistente em construção de novas linhas ou


recapacitações de linhas existentes, devem ser realizados estudos técnicos e econômicos pelas
Áreas de Projetos e Expansão AT, Planejamento do Sistema Elétrico e Normas e Padrões.

8.2 Padrão de Estrutura de Linhas de Transmissão

Os padrões de estruturas têm por objetivo nortear os projetistas na elaboração do projeto e fixar
as características básicas para a montagem das estruturas de linhas de transmissão.

Os projetos de linhas de transmissão devem ser elaborados tomando como referência este
critério e os padrões de linhas aéreas consolidados na NT.31.014 - PADRÃO DE ESTRUTURAS
DE LINHAS DE TRANSMISSÃO, em sua última versão, levando em consideração o tipo de
circuito (simples ou duplo), a localização geográfica (urbano ou rural) e comprimento dos vãos
(distâncias entre estruturas).

TABELA 5 – RELAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO - URBANA

TENSÃO
NOMINAL TIPO DE ÂNGULO DE TIPO DE
TIPO DE CIRCUITO APLICAÇÃO
ESTRUTURA DEFLEXÃO POSTE
(TIPO DE LINHA)

CIRCUITO SIMPLES
YLP SUSPENSÃO 0º B
TRIANGULAR

LPS SUSPENSÃO 0º A 5º B
CIRCUITO SIMPLES
LPA ANCORAGEM 6º A 90º B
69 kV VERTICAL
(URBANA) LA4 ANCORAGEM ACIMA DE 90º A

2LPS SUSPENSÃO 0º A 5º B
CIRCUITO DUPLO
2LPAG VERTICAL ANCORAGEM 6º A 90º A
ASSIMÉTRICO
2LA4 ANCORAGEM ACIMA DE 90º A
LPS2 SUSPENSÃO 0º A 5º B
138 kV CIRCUITO SIMPLES
LPA2 ANCORAGEM 6º A 90º A
(URBANA) VERTICAL
LA42 ANCORAGEM ACIMA DE 90º A

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TABELA 6 – RELAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO – RURAL

TENSÃO TIPO
NOMINAL TIPO DE
TIPO DE CIRCUITO APLICAÇÃO ÂNGULO DE
ESTRUTURA
(TIPO DE LINHA) POSTE

YS1 / YS1PR SUSPENSÃO 0º B

AP1 / AP1PR CIRCUITO SIMPLES ANCORAGEM 1º a 25º B


TRIANGULAR /
AG1 / AG1PR TRIANGULAR COM ANCORAGEM 26º a 60º A
PARA-RAIOS
ANCORAGEM E
T1 / T1PR TERMINAL A
TERMINAL
CIRCUITO SIMPLES
ELH1 / HORIZONTAL / ANCORAGEM 1º A 25º B
ELH1PR HORIZONTAL COM
PARA-RAIOS
TRANSIÇÃO DE
TRUP CIRCUITO SIMPLES 1º A 45º A
RURAL X URBANA
TRIANGULAR X
VERTICAL TRANSIÇÃO DE
TRUG 46º A 90º A
RURAL X URBANA
ANCORAGEM
69 kV 3PTDG DEGRAU
1º A 60º B

(RURAL) CIRCUITO SIMPLES


FASE ÚNICA POR ACIMA DE
3PT1 ANCORAGEM
90º
A ou B
POSTE

3PT2 ANCORAGEM 61 A 90º B

S1D / S1DPR SUSPENSÃO 0º B


AP1D /
ANCORAGEM 1º a 25º A
AP1DPR
CIRCUITO DUPLO
AG1D / VERTICAL ANCORAGEM 26º A 60º A
AG1DPR
SIMÉTRICO /
SIMÉTRICO COM ANCORAGEM,
T1D / T1DPR PÁRA-RAIOS TERMINAL E 61 A 90º A
DERIVAÇÃO
ANCORAGEM E
A / APR TERMINAL A
TERMINAL
ANCORAGEM E
T1D2 CIRCUITO DUPLO
TERMINAL
TERMINAL A
VERTICAL
AG1D2 SIMÉTRICO ANCORAGEM 26º A 90º A

YS2 SUSPENSÃO 0º B
AP2 ANCORAGEM 1º a 25º B
138 kV CIRCUITO SIMPLES
(RURAL) AG2 TRIANGULAR ANCORAGEM 26º a 60º A
ANCORAGEM E
T2 TERMINAL A
TERMINAL

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8.3 Linhas de transmissão sem cabo pára-raios

a) Todas as ferragens da estrutura deverão ser conectadas ao fio de aterramento embutido


no poste e nas cruzetas, e ligado ao sistema de aterramento através de um conector
instalado na base do poste;
b) No sistema de aterramento das linhas urbanas o fio contrapeso e a haste de aterramento
deverão ter disposição linear paralela à via pública.

8.4 Linhas de Transmissão com cabo para-raios

a) O sistema de aterramento deverá ser capaz de controlar as sobretensões provocadas


pelas descargas atmosféricas, através da redução da resistência de aterramento;
b) O sistema de aterramento é constituído por contrapesos horizontais, cujo emprego é
amplamente difundido em linhas de transmissão, tendo a vantagem de possibilitar a
redução da resistência de aterramento a valores aceitáveis, mediante aumento do
comprimento e número de contrapeso ou localização dos mesmos em regiões com solo
mais favorável;
c) O sistema de aterramento deverá assegurar resistência de aterramento de 30 Ω para cada
estrutura;
d) O cabo pára-raios e as ferragens das estruturas deverão ser conectados ao fio de
aterramento embutido no poste e nas cruzetas e ligados ao sistema de aterramento
através de um conector instalado na base do poste.

8.5 Compartilhamento de Infra-estrutura de Linhas de Transmissão

As infra-estruturas são planejadas para atender exclusivamente os serviços de transmissão de


energia elétrica, não tendo sido considerados, na etapa de projeto, esforços mecânicos
adicionais para atender diferentes serviços, sistemas ou utilização das faixas de linhas aéreas de
transmissão. Qualquer alteração da infra-estrutura de distribuição e/ou de transmissão de
energia elétrica requer, portanto, análise adicional específica quanto às implicações, das Áreas
de Projetos de Alta Tensão e Operação Técnica, sendo apresentados no desenho 8;

O compartilhamento de infra-estrutura da não poderá afetar a segurança, a qualidade, a


confiabilidade e demais condições operativas da prestação do serviço público de energia
elétrica.

8.6 Posteação

Os postes a serem utilizados nas linhas de transmissão serão de concreto armado, do tipo Duplo
T (Tipo B) ou Retangular (Tipo A). A definição do comprimento dos postes devem ser avaliados
pela área de projetos em função das estruturas, afastamentos e flecha dos condutores.

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8.7 Engastamento

Os engastamentos das estruturas são classificados em (03) três tipos de fundações, tipo A, C e
D conforme desenhos 22 e 23.

O comprimento do engastamento "e" será normalmente dado pela fórmula:

(1)

onde "L"é a altura do poste.

Nota:
1. A formula se aplica para postes de até 24m, sendo que para postes de até 30 m será
adotado engastamento de 3 m. Nas estruturas com postes maiores que 30 metros devera ser
avaliado pela Área de projetos.

8.8 Sistema de Aterramento

Uma das condições para que um sistema de trasnmissão opere corretamente, mantendo a
continuidade do serviço e a segurança do pessoal, é que todas as estruturas, bem como as
partes metálicas não energizadas estajam aterradas.

Todas as ferragens da estrutura deverão ser conectadas ao fio de aterramento embutido no


poste e nas cruzetas, e ligado ao sistema de aterramento através de um conector instalado na
base do poste;

As estruturas serão aterradas através de fio de aço revestido de cobre (coppeweld) Nº 4 AWG
enterrado a uma profundidade de 500 mm no trecho rural e hastes de aterramento de aço
cobreado com diâmetro 16 mm e 2400 mm de comprimento, no trecho urbano de forma a se
obter uma resistência de aterramento em torno de 30 hms.

No sistema de aterramento das estruturas das linhas de transmissão deverão ser utilizados os
materiais e critérios definidos nesta norma conforme especificados a seguir:

8.8.1 Conexões

Para fixação do fio contrapeso à estrutura será utilizado conector paralelo conforme lista de
material da NT.31.014 - PADRÃO DE ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO, em sua
última versão;

Para conexão da haste de aterramento, quando aplicável será utilizado conector de


aterramento, paralelo, em liga de cobre de alta condutibilidade elétrica; parafusos, porcas e
arruelas (pressão) em bronze, para haste de aço cobreado Ø16-19 mm.

Para fechamento jumper de linhas utilizados conectores cunha, para emenda de cabos luva de
emenda a compressão.

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8.8.2 Condutor

O fio contrapeso a ser utilizado para aterramento das estruturas será de aço revestido de cobre
(Copperweld) nº 4 ou 6 AWG, cuja instalação deverá ser executada à uma profundidade
mínima de 0,5 m da superfície do solo, de forma a se obter uma resistência de aterramento na
ordem de 30 Ω.

8.8.3 Configuração do aterramento

A configuração da malha deve, sempre que possível, atender aos seguintes critérios:

8.8.4 Linhas Urbanas

I. A malha deve ser em linha reta e paralela a estrutura;


II. A quantidade de hastes da malha a ser instalada depende da resistividade do solo e
consequentemente dos cálculos apresentados no memorial de cálculo da malha de terra
de cada estrutura;
III. O projeto da malha deve garantir que a resistência equivalente do solo atinja um valor o
mais próximo possível de 30 Ω;
IV. Para configuração da malha urbana, devem ser analisadas todas as possibilidades de
acordo com o valor da resistência de aterramento medida;
V. Será adotados 2(dois) tipos de aterramentos conforme desenho 9, de acordo com a
resistência de aterramento medida;
VI. A malha de aterramento do tipo II do desenho 9 devera ser disponível para extensão e
espaçamento em resistência de aterramento medida inferiores a 30 Ω.

8.8.5 Linhas Rurais

I. A configuração da malha deve deve ser conforme cálculos apresentados no memorial de


cálculo da malha de terra de cada estrutura;
II. O projeto da malha deve garantir que a resistência equivalente do solo atinja um valor o
mais próximo possível de 30 Ω;
III. Para configuração da malha rural, devem ser analisadas todas as possibilidades de
acordo com o valor a resistência de aterramento medida;
IV. Será adotados 5(cinco) tipos de aterramentos classificados por fase conforme desenho 10.

Abaixo é apresentado tabela com o tipo de aterramento por fase que orienta a mudança de tipo
de uma fase de aterramento para outra de acordo com a resistência de aterramento medida:

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TABELA 7 – PASSAGEM TIPO DE FASE DE ATERRAMENTO

FASE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO PASSAR PARA A FASE


INSTALADA (Ω) INDICADA ABAIXO

20 < R ≤ 52 II
52 < R ≤ 96 III
I
96 < R ≤ 178 IV
R > 178 V
20 < R ≤ 37 III
II 37 < R ≤ 69 IV
R > 69 V
20 < R ≤ 37 IV
III
R > 37 V
IV R > 20 V

8.8.6 Aterramento e Seccionamento de Cercas

a) No aterramento de cercas deve ser utilizado duas hastes de aterramento, afastada da


base do mourão a uma distância nunca inferior a 1 (um) metro;
b) As cercas de arame deverão ser seccionadas com seccionador preformado. O
seccionador utilizado é o especificado no desenho 11;
c) As cercas transversais ao traçado da Linha de Transmissão devem ser secionadas e
aterradas conforme mostra o desenho 12;
d) Todas as extremidades das cercas devem ser aterradas junto as porteiras.

8.8.7 Aterramento de Cercas Eletrificadas

a) A finalidade da cerca eletrificada é manter animais confinados em uma determinada área


ou proteger propriedades contra o acesso de animais domésticos e selvagens, portanto
em nenhuma hipótese deve ser usada para proteger a propriedade contra pessoas;
b) A cerca eletrificada deve ser projetada por profissionais especializados e construída por
empresa idônea, que possa dar garantia, assistência técnica e orientações quanto à
operação do equipamento. O proprietário é responsável por qualquer anormalidade ou
acidente que venha ocorrer na cerca eletrificada e com as pessoas e animais que possam
vir a se acidentar. A cerca não deve, em nenhuma hipótese, ser eletrificada com energia
diretamente da rede elétrica sem que seja por meio de eletrificador;
c) Nas aproximações ou cruzamentos da rede elétrica sobre cercas eletrificadas devem ser
adotados os seguintes procedimentos: Nas aproximações ou cruzamentos da rede elétrica
sobre cercas eletrificadas devem ser adotados os seguintes procedimentos:

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I. Cercas paralelas devem ficar a uma distância mínima de 30 metros do deixo da rede
elétrica;
II. Nos casos onde for necessário cruzar a rede elétrica sobre a cerca eletrificada devem ser
colocados dois condutores de proteção paralelos acima da cerca, para evitar que em caso
de ruptura do condutor da rede este venha a cair sobre a cerca eletrificada.

Nota:
2. Os dois condutores de proteção devem ter 60 metros de comprimento, sendo 30 metros
para cada lado da rede, devendo ser aterrados nas duas extremidades, conforme desenho 12.

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9 TRAVESSIAS, DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE

As disposições das faixas de linhas de transmissão relacionam-se a locais com limitações no


que se refere ao uso e ocupação. A ocupação apropriada e a conservação das faixas de
servidão e de segurança colaboram para garantir uma melhor operação, a execução dos
serviços de manutenção, a maior rapidez na localização de defeitos nas linhas, bem como, a
preservação do meio ambiente e a segurança de pessoas e bens em suas proximidades;

Os critérios e condições para travessias e distâncias de segurança devem atender as travessias


de linhas de transmissão sobre outras linhas elétricas ou de telecomunicação, vias de transporte,
edificações, florestas e demais formas de vegetação consideradas de preservação permanente,
etc;

As distâncias de segurança são os afastamentos mínimos recomendados do condutor e seus


acessórios energizados e quaisquer partes, energizadas ou não, da própria linha, do terreno ou
dos obstáculos, conforme tabela 8 e prescrições na Norma ABNT NBR5422;

Para a distância mínima de segurança do condutor ao solo ou obstáculos, deve ser observada
as condições mais desfavoráveis da flecha, considerando a influência do condutor e as
condições de ar (sem vento), em horário de temperatura ambiente máxima;

Os desenhos de travessias devem ser projetados baseadas nas normas dos órgãos
competentes afetados pela travessia e devem ser submetidas à avaliação e aprovação destes
órgãos;

No desenho 8 são fixados as distâncias mínimas de segurança, o ângulo de deflexão que devem
ser consideradas e obedecidas no projeto e construção das linhas de transmissão, para as
classes de tensão 72,5 e 145 kV.

9.1 Travessia sobre Locais Acessíveis a Pedestres

A distância de segurança que corresponde a altura do condutor da linha de transmissão e do


solo em locais acessíveis a pedestres devem ser de 6 m para tensão de 69 kV e 6,3 m para 138
kV, conforme tabela 8.

9.2 Travessias sobre Rodovias, Ruas e Avenidas

Na condição de flecha máxima nos trechos da Linha de Transmissão sobre rodovias, ruas e
avenidas, a distância de segurança dos condutores á superfície do solo deve ser 8 m (oitos
metros), conforme apresentado na tabela 8. Também devem ser observados os seguintes
requisitos:

a) O projeto deve evitar o máximo possível de travessias;

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b) Nas travessia sobre rodovias e avenidas as estruturas de devem ter uma autorização
prévia do órgão responsável para sua execução;
c) O ângulo mínimo entre os eixos da linha de transmissão e da rodovia deve ser 15º,
conforme norma NBR 5422 e detalhado no desenho 15;
d) As estruturas devem ser colocadas fora da faixa de domínio das rodovias, e em casos
excepcionais, mediante acordo com a entidade responsável pela rodovia, as estruturas
poderão ser colocadas dentro da faixa de domínio das rodovias ou nos canteiros centrais
de rodovias com pistas múltiplas.

9.3 Travessias Sobre Ferrovias

A altura mínima do condutor da linha de transmissão nas classes de tensão 72,5 kV e 145 kV,
que corresponde a distância de segurança sobre ferrovias não eletrificadas devem ser de 9 m e
9,3 m respectivamente e ferrovias eletrificadas devem ser 12 m e 12,3 m, conforme apresentado
na tabela 8. Além da distância de segurança, a linha de transmissão deve atender aos seguintes
requisitos:

a) Deve ser previamente solicitada um termo de permissão ao órgão responsável, antes da


execução da travessia;
b) A travessia deve ser projetada conforme desenho 16 e as orientações da Empresa
Detentora da Ferrovia;
c) As estruturas devem ser colocadas fora da faixa de domínio das ferrovias e em posição tal
que a menor distância medida sobre a superfície do terreno, do suporte ao trilho mais
próximo, seja menor que a altura da estrutura;
d) Sempre que possível às travessias sobre áreas das estações ferroviárias não devem ser
projetadas. Em casos excepcionais, mediante acordo com a Empresa Detentora da
Ferrovia a linha de transmissão pode ser projetada.

9.4 Travessias Sobre as Águas Navegáveis ou Não Navegáveis

A altura mínima do condutor da linha de transmissão, que corresponde a distância de segurança


sobre águas não navegáveis deve ser 6 m e águas navegáveis deve ser 6,5 m respectivamente,
conforme apresentado no desenho 17 - TRAVESSIAS SOBRE AS ÁGUAS NAVEGÁVEIS OU
NÃO NAVEGÁVEIS. Além da distância de segurança, a linha de transmissão deve atender aos
seguintes requisitos:

a) As estruturas de travessia sobre águas devem ser obrigatoriamente de amarração;


b) O ângulo mínimo entre o eixo da linha de transmissão e o curso de água deve ser de 15º,
conforme desenho 17 e Norma ABNT 5422;

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c) As distâncias verticais mínimas dos condutores à superfície de águas navegáveis, na


condição de flecha máxima será de (H + 2 m). Nesta fórmula o valor de H corresponde à
altura do maior mastro e deve ser fixado pela autoridade responsável pela navegação da
via considerada, conforme desenho 17.

9.5 Travessia sobre outras Redes de Média Tensão ou Linha de Transmissão

A altura mínima do condutor da linha de transmissão, que corresponde a distância de segurança,


sobre redes áreas de Alta Tensão, Média Tensão ou Telecomunicações deve ser calculado
conforme especificado na NBR 5422. Na Tabela 8 são apresentados os valores das distâncias
de segurança, e no desenho 18 - TRAVESSIA SOBRE OUTRAS REDES DE MÉDIA TENSÃO
OU LINHA DE TRANSMISSÃO os detalhes. Além da distância de segurança, a linha de
transmissão deve atender aos seguintes requisitos:

a) O ângulo mínimo entre os eixos das redes ou linhas de transmissão deve ser de 15º,
conforme especificado nesta norma e na NBR 5422;
b) A linha de transmissão de mais elevada tensão deve sempre ser projetada em nível
superior;
c) Sempre que uma linha de transmissão projetada estiver em nível superior a uma MT, linha
de transmissão ou redes de comunicação, o projeto deve atender aos requerimentos da
NBR 5422;
d) Travessias sobre linhas aéreas de tensão nominal até 34,5 kV e linhas de comunicações
não necessitam de apresentação de projetos de travessias, devendo, caso seja solicitado
pelos proprietários dessas linhas, ser apresentado projeto de plotação (perfil e planta) da
linha aérea de transmissão, com indicação das alturas dos cabos das instalações
atravessadas no eixo de cruzamento.

9.6 Distância de Paredes e Telhados ou Terraços

O projetista deve prevê a distância de segurança que entre o condutor da linha de transmissão e
uma parede, que deve ser de 3 metros, e distância de segurança entre o condutor da linha de
transmissão e um telhado ou sacada que deve ser 4 metros, conforme apresentado no desenho
19;

As distâncias indicadas para terraços e telhados não são válidas para os casos em que os
mesmos sejam acessíveis a pedestres. Nestes casos, a distância de segurança da Linha de
Transmissão ao terraço ou telhado deve ser 6 metros. As distâncias devem ainda ser
aumentadas convenientemente, se isso se fizer necessário, em vista da existência de
equipamentos como guindastes ou andaimes, piscinas, jardins, ou da execução de trabalhos de
conservação, extinção de incêndios, etc.

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9.7 Distância de Veículos Rodoviários e Ferroviários

A distância mínima de segurança que o projetista deve prever entre o condutor da Linha de
Transmissão e veículos rodoviários e instalações transportadoras deve ser, no mínimo, 3
metros, conforme apresentados nos desenhos 15 e 16.

TABELA 8 – ESPAÇAMENTOS ELÉTRICOS E DISTÂNCIAS DE SEGURANÇA PARA LT CLASSE


DE TENSÃO 72,5 E 145 KV

DISTÂNCIA
NATUREZA DA REGIÃO OU OBSTÁCULO PRÓXIMO MÍNIMA
DO CONDUTOR ÂNGULO DE
OU
(m) DEFLEXÃO
ATRAVESSADO PELA LINHA DE TRANSMISSÃO
69 kV 138 kV
Locais acessíveis a pedestres 6,00 6,30 -
Locais onde circulam máquinas agrícolas 6,50 6,80 -
Rodovias, ruas e avenidas. 8,00 8,30 -
Ferrovias não eletrificadas 9,00 9,30
Ferrovias eletrificadas ou com previsão de eletrificação 12,00 12,30 ≥60°
Suporte de linha pertencente à ferrovia 4,00 4,30
Águas navegáveis H + 2,00 H + 2,30
≥15°
Águas não navegáveis 6,00 6,30
Linhas de Transmissão de 500 kV 6,01 6,31
Linhas de Transmissão de 230 kV 3,31 3,61
Linhas de Transmissão de 69 kV 1,70 2,00 ≥15°
Redes de Distribuição com Tensão 13,8 e 34,5 kV 1,70 2,00
Linhas de Telecomunicações 2,00 2,30
Paredes 3,00 3,30
≥15°
Telhados e terraços 4,00 4,30
Instalações transportadoras 3,00 3,30 -
Veículos rodoviários e ferroviários 3,00 3,30 -

Nota:
3. O valor H para “Águas navegáveis” corresponde à altura, em metros, entre a superfície da
água e o topo do maior mastro. Este valor deve ser fixado pela autoridade responsável pela
navegação na via considerada, levando-se em conta o nível máximo de cheia ocorrida nos
últimos 10 anos;

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9.8 Meio Ambiente

Para elaboração de projeto, deve ser verificado em campo as intervenções no Meio Ambiente,
para avaliar a real necessidade das licenças ambientais, confirmar o tipo de documentação
necessária, analisar os estudos ambientais e consulta prévia aos órgãos ambientais
responsáveis pela liberaçãode licenças.

9.8.1 Descrição das Atividades

O Licenciamento Ambiental está sob a responsabilidade do (a):

I. Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Naturais - SEMA

II. Secretarias Municipais de Meio Ambiente (SEMMAM’s)

III. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA

9.8.2 Aspectos Legais

I. DA EXIGÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL - A localização, construção,


instalação, ampliação, modificação e operação/funcionamento de atividades e/ou
processos potencial ou efetivamente poluidores, em qualquer área onde estão os
empreendimentos da Concessionária, dependerão da emissão, pelo órgão ambiental
competente, de licença/autorização ambiental específica. A não exigência do processo de
licenciamento ambiental deverá ser atestada pelo próprio órgão ambiental competente, de
modo a garantir a salvaguarda da empresa, inclusive em relação a eventuais
manifestações futuras das partes interessadas.

II. DA EXIGÊNCIA DE OUTORGA DO DIREITO DE USO DE ÁGUA – Toda e qualquer


interferência que incida sobre os corpos hídricos na área e/ou na sua área do entorno,
exemplo: travessia, captação de água (superficial e/ou subterrânea), alteração de vazão e
lançamento de efluentes, dependerão de emissão de outorga pelo órgão ambiental
Estadual, a SEMA. A inexistência de autorização formal do órgão ambiental para o usuário
dos corpos hídricos é passível de sanções legais;

III. DA INSERÇÃO DA VARIÁVEL AMBIENTAL - A tomada de decisão para um novo


empreendimento, ou para ampliação e/ou modificação daqueles já existentes, deverá
considerar a variável ambiental na avaliação da sua viabilidade técnica e econômica. Para
tanto, se faz necessária à participação da área de Meio Ambiente, em todas as fases do
empreendimento (planejamento, instalação, operação e desativação);

IV. DOS ESTUDOS AMBIENTAIS - A CONCESSIONÁRIA considera que os estudos que


subsidiam seus processos de licenciamento ambiental são instrumentos de gestão da
qualidade ambiental, devendo ser elaborados de forma a garantir o atendimento à

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legislação, a consistência técnica, a confiabilidade e a rastreabilidade das informações e


dos dados neles existentes, como forma de explicitar o cumprimento de sua Política
Ambiental e de salvaguardar os interesses da empresa frente a qualquer eventual
manifestação das partes interessadas.

9.8.3 São Áreas de Interesse Ambiental, as áreas assim definidas:

I. Estações Ecológicas, Reservas Biológicas, Parques Nacionais e Estaduais, Monumento


Natural, Refúgio de Vida Silvestre, Área de Proteção Ambiental, Floresta Nacional,
Reserva Extrativista, Reserva de Fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável,
Reserva Particular do Patrimônio Natural;

II. Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal – definidas pelo Código Florestal
(Lei Federal nº 4.771/65) e pelas Resoluções do CONAMA;

III. Áreas de ocorrências de Mata Atlântica, conforme Decreto nº 750 de 10/02/93;

IV. Áreas de Proteção de Mananciais, destinadas ao abastecimento público;

V. Áreas tombadas de interesse científico, histórico, turístico e de manifestações culturais e


etnológicas, com presença de sítios arqueológicos ou monumentos geológicos.

9.8.4 Constituem Áreas de Preservação Permanente, as áreas situadas:

Em faixa marginal, medida a partir do nível mais alto, em projeção horizontal, com largura
mínima de:

I. Trinta metros, para o curso d'água com menos de dez metros de largura;

II. Cinquenta metros, para o curso d'água com dez a cinquenta metros de largura;

III. Cem metros, para o curso d'água com cinquenta a duzentos metros de largura;

IV. Duzentos metros, para o curso d'água com duzentos a seiscentos metros de largura;

V. Quinhentos metros, para o curso d’água com mais de seiscentos metros de largura.

Ao redor de nascente ou olho d’água, ainda que intermitente com raio mínimo de cinquenta
metros de tal forma que proteja, em cada caso, a bacia hidrográfica contribuinte.

Ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima de:

a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas consolidadas;

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d’água com até vinte
hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinquenta metros.

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Em vereda e em faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de cinquenta


metros, a partir do limite do espaço brejoso e encharcado. Correspondente a dois terços da
altura mínima da elevação em relação à base;

Nas linhas de cumeada, em área delimitada a partir da curva de nível correspondente a dois
terços da altura, em relação à base, do pico mais baixo da cumeada, fixando-se a curva de
nível para cada segmento da linha de cumeada equivalente a mil metros;

Em encosta ou parte desta, com declividade superior a cem por cento ou quarenta e cinco
graus na linha de maior declive;

Nas escarpas e nas bordas dos tabuleiros e chapadas, a partir da linha de ruptura em faixa
nunca inferior a cem metros em projeção horizontal no sentido do reverso da escarpa;

Nas restingas:

a) em faixa mínima de trezentos metros, medidos a partir da linha de preamar máxima;

b) em qualquer localização ou extensão, quando recoberta por vegetação com função


fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues.

Em manguezais, em toda a sua extensão.

Em dunas.

Nos locais de refúgio ou reprodução de aves migratórias (maçarico-do-papo-vermelho, aves


vira-pedras, algumas espécies de gaivota, guará, entre outras).

Nos locais de refúgio ou reprodução de exemplares da fauna ameaçadas de extinção que


constem de lista elaborada pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal.

Nas praias, em locais de nidificação, ou seja, proliferação de ninhos e reprodução da fauna


silvestre.

Na ocorrência de dois ou mais morros ou montanhas cujos cumes estejam separados entre si
por distâncias inferiores a quinhentos metros, a Área de Preservação Permanente abrangerá o
conjunto de morros ou montanhas, delimitada a partir da curva de nível correspondente a dois
terços da altura em relação à base do morro ou montanha de menor altura do conjunto,
aplicando-se o que segue:

I. agrupam-se os morros ou montanhas cuja proximidade seja de até quinhentos metros


entre seus topos;

II. identifica-se o menor morro ou montanha;

III. traça-se uma linha na curva de nível correspondente a dois terços deste;

IV. considera-se de preservação permanente toda a área acima deste nível;

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Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando assim declaradas por ato do


Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas a:

I. Fixar dunas;

II. Atenuar a erosão das terras;

III. Formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;

IV. Auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares;

V. Proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico;

VI. Asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados por extinção;

VII. Assegurar condições de bem-estar público;

VIII. Manter o ambiente necessário à vida das populações silvestre.

9.8.5 Os empreendimentos são classificados segundo o porte, conforme tabela 9

TABELA 9 - CLASSIFICAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS QUANTO AO PORTE

Linha de Trasmissão Linha de Trasmissão Extensão


Porte
Extensão (km) (km)
Micro LT < 10 LD < 20

Pequeno 10 ≤ LT<30 20 ≤ LD < 50

Médio 30 ≤ LT < 60 50 ≤ LD < 100

Grande 60 ≤ LT <100 100 ≤ LD < 150

EXcepcional LT ≥ 150 LD ≥ 150

LT = Linha de Transmissão e LD= Linha de distribuição.

I. Os empreendimentos de micro ou pequeno porte são objetos de procedimento de Licença


Simplificada emitida pelo órgão responsável de acordo com a Resolução CONAMA 279 de
27 de junho de 2001;
II. Os empreendimentos de médio, grande ou excepcional porte são objetos de procedimento
de Licença Ambiental emitida pelo órgão responsável;
III. Os empreendimentos do setor elétrico de porte excepcional e/ou tensão maior ou igual a
230 KV são objeto de Avaliação de Impacto Ambiental, de acordo com as exigências do
órgão responsável.

9.8.6 É obrigatória a publicação dos pedidos de Licenciamento e outorga de uso de água, em


quaisquer de suas modalidades, bem como o recebimento das licenças e autorizações
do órgão ambiental. Tal exigência está fixada através da Resolução nº 006/86 do
Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA.

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I. A Gerência de Parceiros, Segurança e Meio Ambiente enviará o texto a ser publicado pela
Assessoria de Imprensa;

II. A Assessoria de Imprensa, por sua vez, deve providenciar o mais breve possível a
publicação dos textos no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação;

III. Assim que as publicações forem providenciadas, a Assessoria de Imprensa deve enviar
cópia para a Gerência de Parceiros, Segurança e Meio Ambiente, para anexar a
publicação junto à licença emitida pelo órgão ambiental.

9.8.7 Os empreendimentos pré-existentes à promulgação da Lei Estadual e os respectivos decretos


que regulamentam o Licenciamento Ambiental em cada Estado, estão obrigados a serem
regularizados junto ao órgão responsável, mediante requerimento para obtenção da Licença de
Operação, sob pena da aplicação das penalidades cabíveis previstas em Lei.

9.8.8 As normas gerais de Licenciamento Ambiental para todo o território nacional estabelecem os
níveis de competência federal, estadual e municipal, de acordo com a extensão do impacto
ambiental, através da Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997.

9.8.9 Considerando a diversidade e particularidade de cada região, os Procedimentos Operacionais


da CONCESSIONÁRIA devem identificar as Unidades de Conservação, Reservas Particulares
do Patrimônio, bem como a Fauna e a Flora ameaçadas de extinção.

9.8.10 Quando a legislação estadual especificar outras classificações dos empreendimentos deve
constar obrigatoriamente nos Procedimentos Operacionais da CONCESSIONÁRIA.

9.8.11 Os profissionais que subscreverem os estudos são responsáveis pelas informações


apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas, civis e penais.

9.8.12 Quando o empreendimento derivar de outro (ex.: Linhas de Transmissão), que já possua
licença de operação vigente, é suficiente que seja solicitada Autorização de Ampliação.

9.8.13 O responsável pela construção deve ter uma cópia da Licença ou Autorização para apresentar
aos órgãos fiscalizadores, quando solicitado. O mesmo se aplica para os setores de
manutenção que tenham que executar limpeza de faixa na área licenciada.

9.8.14 A Declaração de Utilidade Pública (DUP), quando necessária, deve ser providenciada com
antecedência, em parceria com a Gerência de Parceiros, Segurança e Meio Ambiente,
devendo ser anexada ao processo de licenciamento como parte da documentação.

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FLUXOGRAMA DO PROCESSO DE
DESCRIÇÃO/OBSERVAÇÃO
LICENCIAMENTO
(1) (a)
a) Encaminha solicitação a Gerência de Parceiros,
Segurança e Meio Ambiente.
‘Solicitação de Análise da área
de Meio Ambiente b) A Gerência de Parceiros, Segurança e Meio
Ambiente inicia o processo de análise da solicitação,
(2) (b) objetivando verificar se a intervenção é passível de
licenciamento ambiental. Para a definição do tipo de
Avaliação da Solicitação de documento, a Gerência de Parceiros, Segurança e
Análise Meio Ambiente, sempre que necessário, poderá
consultar os órgãos ambientais sobre os processos a
(2) (c) serem licenciados.
c) Caso a Gerência de Parceiros, Segurança e Meio
Encaminha o Parecer Ambiental Ambiente verifique que a intervenção pretendida
necessite de elaboração de um documento mais
aprofundado, enviará o parecer informando para a
(2) (d) área solicitante os dados necessários. Se não houver
necessidade, a área enviará o parecer comunicando
A área de Meio as documentações e estudos necessários para o
Ambiente elabora projeto solicitado, ou informando que o licenciamento
o estudo? não será necessário.
Sim
d) As informações necessárias deverão estar contidas
(1) Não (d) no documento com base nas informações solicitadas
pelos consultores da Gerência de Parceiros,
Contratar Consultoria Segurança e Meio Ambiente. A Gerência de
Especializada Parceiros, Segurança e Meio Ambiente realizará a
análise do documento e, poderá solicitar eventuais
complementações/melhorias. Assim que cumprida as
Elaboração/Adequação de pendências, o relatório é retornado a Gerência de
Não Estudo Ambiental Parceiros Segurança e Meio Ambiente.
e) Caso o relatório esteja adequado e validado, deve
ser encaminhado para protocolo junto ao órgão
(2) (e) ambiental competente.
Relatório f) A Gerência de Parceiros, Segurança e Meio
Validado? Ambiente acompanha o processo junto ao
IBAMA/SEMA/SEMMAM até a concessão da
licença/autorização.
Sim
LEGENDA:
Protocolar documentação
(1) Responsável pelo empreendimento;
(2) (f)
(2) Gerência de Parceiros, Segurança e Meio
Acompanhar junto a Ambiente.
IBAMA/SEMA/SEMMAM até
concessão da licença/autorização

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10 PROJETO, OBRA E COMISSIONAMENTO

Após etapas de estudos de técnicos e financeiros, rotas e implantação de traçados,


levantamentos cadastrais de faixas de servidão, indenizações e obtenção de licenças
ambientais, a execução das instalações deve ser precedida de projetos civis, elétricos e
eletromecânicos, que atendam as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas;

As etapas de construção e serviços deverão ser realizados com rigorosa observância ao projeto
e respectivos detalhes, bem como obediência às prescrições desta critério e da Norma
NT.31.012 - CONSTRUÇÃO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO, em sua última versão;

A fiscalização aos projetistas e empresas parceiras contratadas para elaboração dos projetos,
execução de obras e comissionamento de linhas devem observar todos os aspectos solicitados
nesse critério.

10.1 Projeto

10.1.1 Apresentação do Projeto

O projeto deve ser elaborado com a inteira responsabilidade do projetista, considerando os


aspectos elétricos e dimensionais dos postes e estruturas, seguindo o que determina este
critério. Nas plantas do projeto da linha de transmissão o projetista deve adotar as simbologias
apresentadas no anexos 11.3 - SIMBOLOGIA;

Os projetos devem ser apresentados em formato digital e impresso, contendo no mínimo os


seguintes requisitos:

a) Uma via da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART referente ao projeto;


b) Licença junto aos órgãos responsáveis, nos casos de travessias de linhas férreas,
rodovias ou aproximação de aeroportos;
c) Licença emitida pelo órgão responsável pela preservação do meio ambiente;
d) Ficha de informações cadastrais conforme modelo apresentado no FORMULÁRIO I –
FICHA DE INFORMAÇÕES CADASTRAIS;
e) Termo de permissão de passagem para levantamento topográfico quando a linha de
transmissão cruzar terrenos de terceiros, conforme modelo apresentado no FORMULÁRIO
II – PERMISSÃO DE ACESSO DE PROPRIEDADE PARA LEVANTAMENTO
TOPOGRÁFICO;
f) Resumo da estimativa de custo de Indenização da linha de transmissão,
conformeFORMULÁRIO III – MODELO DE ESTIMATIVA DE CUSTO PARA
INDENIZAÇÃO DE PROPRIETÁRIOS.
g) A empresa responsável pelo projeto deve apresentar a identificação, o telefone, e-mail e o
endereço do responsável técnico.

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h) Plantas Cadastrais ou Croqui de Situação


i) Desenho dos detalhes a seguir, em plantas individuais:
I. Cruzamento de linhas;
II. Travessias de rios;
III. Travessias de rodovias;
IV. Travessias de ferrovias;
V. desenho e montagem de estruturas especiais.
j) Memorial de Cálculo do Aterramento da Linha de Transmissão
k) Cálculos dos aterramentos
I. Configuração da malha de cada estrutura, com os comprimentos do fio contrapeso, a
quantidade de hastes e tipo do solo.
l) Memorial Descritivo
I. Elaborado conforme modelo apresentado no ANEXO VI- MODELO DE MEMORIAL
DESCRITIVO, a título orientativo.
m) Determinação dos Parâmetros Meteorológicos e Calculo das Pressões de Vento
n) Memória do Cálculo Mecânico dos Cabos Condutor e Pára-Raios e Gabarito de Locação
das Estruturas
I. Deverão ser apresentados os resultados obtidos por simulação computacional do
desempenho mecânico do cabo condutor bem como o cálculo que determina os pontos
das catenárias do condutor necessários à confecção do gabarito de locação das estruturas
da Linha Transmissão.
o) Planta e Perfil
I. Deverá ser apresentado a Planta e Perfil do projeto em folhas para cada 03 (três) km de
linha de transmissão.
p) Tabela de Locação das Estruturas
I. Neste documento deverá constar a tabela de locação das estruturas com os dados de
locação, de estrutura, de cabos e de fundação da Linha de Transmissão. Deverá também
ser Indicada as fases e tipo de aterramento para cada estrutura.
q) Desenho de Construção e Montagem das Estruturas
I. Deverão ser apresentados os desenhos de construção e montagem das estruturas com os
detalhes e notas explicativas.
r) Memória de Cálculo Faixa de Servidão
I. Este documento deve conter cálculo da faixa de servidão a ser utilizada na Linha de
Transmissão.
s) Desenho do Aterramento e Seccionamento de Cercas
I. Neste documento deverão constar os detalhes da haste, do arame, parafuso, porca e
arruela e do seccionador utilizado.

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t) Desenho de Instalação de Amortecedores


I. Neste documento deverão constar os detalhes de instalação dos amortecedores junto ao
grampo de ancoragem e de suspensão, da tabela de utilização e as notas explicativas.
u) Tabela de Esticamento do Condutor
I. Na tabela de esticamento deve constar os valores iniciais das flechas e trações a serem
utilizadas no nivelamento dos cabos condutor e pára-raios da Linha de Transmissão, sem
pré-esticamento e com ar calmo.
v) Lista de Material
I. Neste documento deverá constar a relação de todos os materiais utilizados na linha de
transmissão.
w) Memória de Cálculo das Fundações Típicas para Estruturas de Concreto
I. Deverão ser apresentados os cálculos das fundações típicas para estruturas de concreto
da Linha de Transmissão.
x) Dimensionamento das Estruturas
I. Neste documento deverá constar a memória de cálculo de dimensionamento das
estruturas utilizadas na Linha de Transmissão

10.1.2 Análise e Aceitação do Projeto

Os projetos elaborados por terceiros devem ser analisados pela Concessionária, observando
as seguintes prescrições:

a) Para aceitação o projeto deve, obrigatoriamente, estar de acordo com as normas e


padrões da Concessionária, com as normas da ABNT e com as Normas e resoluções
expedidas pelos órgãos oficiais competentes;
b) Após análise do projeto, a Concessionária encaminhará uma carta de aprovação ao
interessado, para providências;
c) Toda e qualquer modificação no projeto já aceito, somente pode ser feita através do
responsável pelo mesmo, mediante consulta a Concessionária;
d) A Concessionária não receberá a obra caso haja discordância com o projeto aceito.

10.1.3 Casos Omissos

Os casos omissos nesta Norma Técnica, ou aqueles que pelas características excepcionais
exijam estudos especiais serão objeto de análise prévia e decisão por parte da
Concessionária, que tem o direito de rejeitar toda e qualquer solução que não atenda às
condições técnicas exigidas pela mesma.

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10.2 Execução, Fiscalização e Comissionamento

Durante a fase de execução, fiscalização e comissionamento da obra, serão serão necessárias


informações básicas a serem fornecidas pela área de projetos;

Quando o projeto for de responsabilidade da Concessionária esta fornecerá à Empresa


CONTRATADA para execução da obra, em arquivo digital ou impresso o conjunto dos desenhos
referentes ao projeto executivo da obra e levantamento topográfico das linhas. Seguem
informações básicas a serem fornecidas:

a) Perfil e planta das linhas;

b) Plantas do traçado das linhas;

c) Desenhos de construção e montagem;

d) Os desenhos fornecidos pela Concessionária, quando for o caso, não poderão ser utilizados
em outros trabalhos ou fornecidos a terceiros, sem autorização expressa da mesma;

A Empresa CONTRATADA deverá manter um escritório no local da obra dotado de toda


infraestrutura necessária aos profissionais residentes e a fiscalização. Neste escritório deverá
ficar arquivado uma cópia do Contrato firmado com a concessionária, uma cópia do Projeto
Executivo da obra, uma cópia da ART de execução da obra, Alvarás, Licenças e demais anexos;

10.2.1 Faixa de Servidão

A empresa responsável pela execução da obra deve fazer toda a limpeza da faixa de servidão,
até a entrega da obra.

A abertura e limpeza da faixa de servidão deverão obedecer a esse critério, prescrições da NBR
5422 e as normas ambientais vigentes, compreendendo a execução de corte seletivo, o mínimo
necessário, ao longo da faixa, devendo ser efetuado corte raso e destocamento sob o eixo da
linha, conforme desenho 24 - Faixa de Servidão.

10.2.2 Fiscalização

A Concessionária exercerá por sua conta, ou por intermédio de terceiros o acompanhamento


dos trabalhos da Empresa CONTRATADA para execução da obra e o desenvolvimento do
contrato firmado por intermédio da Fiscalização;

A Fiscalização deve acompanhar:

a) Inspecionar e acompanhar as atividades e serviços da Empresa CONTRATADA, para


garantir o cumprimento desta Norma;

b) Controlar o andamento dos trabalhos, com referência ao cronograma execução e alertar a


CONTRATADA quanto ao cumprimento dos mesmos;

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c) Realizar juntamente com a Empresa CONTRATADA e aprovar as medições mensais de


produção;

d) Assistir à Empresa CONTRATADA nas relações com os proprietários das propriedades


adjacentes às linhas;

e) Aprovar antecipadamente o dimensionamento das diversas equipes de trabalho, bem como


os meios para execução da obra, tais como: veículos, equipamentos e ferramentas de
trabalho, e segurança, colocados no Canteiro de Serviços.

Rejeitar materiais, equipamentos, ferramentas, máquinas, meios de transportes, ou outros, que


por sua qualidade ou estado não se enquadrem com a perfeita execução dos serviços, e/ou
prazo de execução da obra, ficando os ônus nestes casos, por conta da CONTRATADA.

Observar a utilização de termômetro e dinamômetro para o correto tensionamento dos cabos


de acordo com as trações especificadas no projeto.

Além disso, na fase de fiscalização e comissionamento deve ser contemplado:

a) Conformidade com o projeto, com as normas técnicas e o seu correto acabamento;

b) uma cópia do relatório de inspeção deve ser fornecida ao construtor para que o mesmo
possa adotar medidas corretivas necessárias;

c) verificar a adequada sinalização e pintura;

d) verificar o acabamento e concerto de calçadas;

e) Distâncias de seguranças aos postes e equipamentos implantados muito próximos aos


muros e edificações, devido às calçadas estreitas, isso para não possibilitar o acesso de
terceiros às residências utilizando as gavetas do postes. Para isso, as gavetas mais
próximas do solo devem ser completadas com argamassa;

f) observar a limpeza de todos os locais utilizados durante a execução da obra, devendo


todos os lugares ficarem limpos e livres de qualquer tipo de entulho, sobras de construção,
galhos, gravetos, etc.

10.2.3 Comissionamento da Obra

O comissionamento em linhas de transmissão tem com o objetivo avaliar os aspectos


construtivos das estruturas concretos, cadeias de isoladores e grampos, cabos condutores,
cabos pára-raios e no sistema de aterramento;

Como último serviço relativo à montagem da linha, a Empresa CONTRATADA deverá efetuar
uma verificação geral de todas as etapas individuais de serviços, sanando-se imediatamente
todas as irregularidades encontradas, caso necessário;

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10.2.3.1 Tanto por parte da Fiscalização como por parte da Empresa terceira, deverão ser examinados
rigorosamente todos os detalhes, desde a base da estrutura até os cabos condutores, antes
da liberação para os testes de comportamento e funcionamento da linha;

10.2.3.2 Os seguintes aspectos serão considerados e/ou verificados nas diferentes etapas:

a) Fundações das estruturas

 Limpeza de proteção contra fogo acidental ou proposital da vegetação;

 Reaterro;

 Conformação original do terreno em volta das estruturas;

 Proteções contra erosão pela ação das águas pluviais;

 Acabamento do concreto externo.

b) Estruturas

 Alinhamento e ângulos: conforme os desenhos de planta e perfil;

 Prumo das estruturas: dentro da tolerância;

 Estado geral do concreto dos postes: trincas, rachaduras, armação exposta;

 Parafusos: aperto conforme os torques especificados, dimensões, arruelas, contra


porcas.

c) Isoladores e Ferragens

 Estado geral dos isoladores: existência de lascas ou outros defeitos, estado de


limpeza;

 Estado geral das ferragens: galvanização, acabamento especial;

 Posição dos pinos, parafusos, porcas.

d) Cabos Condutores

 Estado geral dos cabos: possibilidade de fios quebrados, abrasões ou outros


defeitos;

 Reparos: posição relativa aos outros reparos e às estruturas, restrições referentes à


posição dos reparos, quantidades;

 Flechas: nivelamento entre fases; verificação cuidadosa;

 “Clearance”, especialmente em regiões acidentadas e nas travessias: verificação;

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 “Jumpers”: Adaptação dos flanges, aplicação do composto antioxidante, ângulo de


adaptação e consequente forma da curvatura, distâncias elétricas, verticalidade de
isoladores em suspensão.

10.2.3.3 Deverão ser executados testes elétricos a fim de ser verificado o bom funcionamento dos
equipamentos instalados;

10.2.3.4 Os defeitos de construção, por ventura constatados, deverão ser corrigidos sem qualquer
ônus para a Concessionária.

10.2.4 Medição de Aterramento nas Fases de Construção e Comissionamento

10.2.3.5 Medição de Resistência de Pé de Estrutura

Devem ser realizadas medições após a conclusão do aterramento, emitindo relatório de


Medição de Resistência de Aterramento contendo os valores medidos com o horário e a data
da medição. O relatório será submetido a aprovação da Concecionária e caso considere
necessário a mesma poderá solicitar novas medições de resistência de terra;

As Medições devem ser realizadas em período de solo mais seco possível, não sendo aceito
a ensaios realizados em dias chuvosos ou sujeitos a trovoadas;

A resistência de aterramento de pé de poste deve atingir um valor o mais próximo possível de


30Ω (ohms);

A área de fiscalização de obras de linha de transmissão, responsável pelo comissionamento,


realizara novas medições de resistência de terra para verificar a veracidade do relatório e
memorial de cálculo emitido pela empresa responsável pelo projeto e de execução da obra,
através de amostragem das estruturas do projeto e de preferencia deve ser por tipo de solo.

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11 ANEXOS

11.1 FORMULÁRIOS

FORMULÁRIO I – FICHA DE INFORMAÇÕES CADASTRAIS


NOME DA OBRA:____________________________________________

GLEBA Nº ______________________

FICHA DE INFORMAÇÔES

NOME DA PROPRIEDADE:_______________________________________________________________
MUNICÌPIO DE:_________________________________________________________________________
EMPRESA: ____________________________________________________________________________
PROPRIETÁRIO OU REPRESENTANTE:____________________________________________________
______________________________________________________________________________________
CI/RG:__________________________________CPF/CNPJ:_____________________________________
INSC.EST.: ______________________________INSC.MUNP.:___________________________________
NACIONALIDADE: ___________________________PROFISSÃO:________________________________
NATURAL DE _______________________ NASC.__________________EXPED.____________________
CÔNJUGE:_____________________________________________________________________________
Nº. CI/RG.: _______________________________Nº. CPF: ______________________________________
NACIONALIDADE: _____________________________PROFISSÃO:______________________________
NATURAL DE _______________________ NASC.__________________EXPED.____________________
QUAL O REGIME DE CASAMENTO: ________________________________________________________
ENDEREÇOS PARA CONTATO:
RESIDENCIAL: _________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
COMERCIAL: __________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
TELEFONES PARA CONTATO:
RESIDENCIAL: _____________________________COMERCIAL:________________________________
DOCUMENTO DE AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE: ___________________________________________
REGISTRO Nº:____________ FOLHAS Nº: __________ LIVRO Nº:____________ DATA _____/____/____
TIPO DE PLANTAÇÃO NA PROPRIEDADE:__________________________________________________
PONTOS DE UTM: INICIAL X __________________ Y _____________________________
FINAL X___________________ Y ___________________________
OBSERVAÇÕES: _______________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

_______________________, ______de ________________________de ______________

____________________________________________________________
CONSULTORIA ASSESSORIA LTDA

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FORMULÁRIO II – PERMISSÃO DE ACESSO DE PROPRIEDADE PARA LEVANTAMENTO


TOPOGRÁFICO

PERMISSÃO DE ACESSO EM PROPRIEDADE

Sr(a)
______________________________________________________________________
_
A Gerência de Expansão de Alta Tensão da Companhia Energética do Maranhão –
CEMAR leva ao conhecimento de V. Sª. que está iniciando os Estudos Topográficos,
Ensaios de Sondagem e Resistividade Ôhmica do solo para a construção de uma Linha
de Transmissão de 69 kV, interligando as localidades de
________________________________________ a
_________________________________, com o objetivo de melhorar a qualidade de
energia fornecida à sua região.
Solicitamos, portanto, permissão para darmos início ao levantamento de campo na sua
propriedade, com a finalidade de definir o encaminhamento real da linha.
Esclarecemos que: levantamento topográfico consiste em medições com instrumentos,
fixação de piquetes e estacas, poda de vegetação para abrir o caminhamento; ensaio
de sondagem consiste na perfuração do solo para estudo da geologia do subsolo local;
resistividade ôhmica consiste na medição da resistência elétrica oferecida pelo solo da
região;
Caso a Linha de Transmissão venha realmente a passar por dentro de sua propriedade,
comunicaremos posteriormente, para que V. Sª. possa providenciar a documentação
necessária [RG (Identidade), CPF (Cadastro de Pessoa Física) e documento
comprobatório de propriedade ou posse do imóvel] para efetuarmos o pagamento da
indenização que lhe for devida.
Antecipadamente, agradecemos a vossa atenção.
Gerencia de Expansão de Alta Tensão, CEMAR.
Data: _____/ _____/ ________.
De
Acordo:________________________________________________________________

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FORMULÁRIO III – MODELO DE ESTIMATIVA DE CUSTO PARA INDENIZAÇÃO DE


PROPRIETÁRIOS

PROPRIETÁRIOS LINHA LT:

Inicio da Gleba-km

Final da Gleba-km
Faixa da Servidão

Data Negociação
(Base Avaliação)
Eixo da LD (m)

Valor Fechado
Propriedade

Observação
Proprietário

Cheque Nº
da LD (m²)

Valor (R$)
Nome da

Hectares
Telefone

Status

ESTIMATIVA DE CUSTO PARA


INDENIZAÇAO NO TRECHO (R$)

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FORMULÁRIO IV - MODELO DE MEMORIAL DESCRITIVO

1. INTRODUÇÃO

Este projeto tem por objetivo estabelecer requisitos básicos, necessários ao projeto e construção de uma
linha transmissão de 69 kV, interligando as subestações ................ e ..........

A LT..............–...............69 kV está em funcionamento desde.......,atendendo aos


conjuntos:.........,.......................,.....................,......................Construída em cabo, bitola......., com extensão
...... km, esta linha de subtransmissão apresenta carregamento de.......% e perdas técnicas da ordem de
...... MW.

Os baixos níveis de tensão que atingem as cargas da região noroeste do estado do Maranhão se constitui
em um dos maiores gargalos enfrentados pela Concessionária atualmente. Esta nova LT contribuirá
significativamente para a melhoria nos perfis de tensão das cargas da região, beneficiando cerca de .........
clientes e permitindo que o sistema saia do colapso até a entrada em operação do ponto de suprimento
.................

2. NORMAS APLICÁVEIS

O projeto foi executado segundo as normas NBR-5422 – Projeto de Linhas Aéreas de Transmissão de
Energia Elétrica, e IEC 60826 – Design Criteria Off Overhead Transmission Lines, como também em
conformidade com as Instruções do DNIT, além dos critérios, padrões e especificações estabelecidas pela
Comcessionária.

3. CARACTERÍSTICA DA LINHA DE TRANSMISSÃO

De acordo com os estudos de fluxo de carga e queda de tensão realizados pela Area de Planejamento do
Sistema Elétrico, além de critérios de padronização, fica definido como características gerais e mecânicas
o que segue:

3.1 CARACTERÍSTICAS GERAIS


a) Título:

b) Extensão:

c) Tensão de operação:

d) Tensão máxima operativa:

e) Número de circuitos:

f) Número de fases por circuito:

g) Disposição do circuito:

h) Tipos de estruturas:

i) Tipos de postes:

j) Quantidade total de estruturas:

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k) Quantidade de estruturas de suspensão no trecho rural:

l) Quantidade de estruturas de ancoragem no trecho rural:

m) Quantidade de estruturas de suspensão no trecho urbano:

n) Quantidade de estruturas de ancoragem no trecho urbano:

o) Vão médio da linha:

p) Vão máximo da linha:

q) Quantidade de estruturas/km:

r) Condutor/Fase:

s) Tipos de cadeias de suspensão:

t) Tipo de cadeia de ancoragem:

3.2 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS

3.2.1 Características do Cabo Condutor


a) Tipo:

b) Bitola:

c) Formação:

d) Código:

e) Diâmetro nominal:

f) Seção transversal nominal:

g) Carga de ruptura:

h) Peso unitário:

3.2.2 Características do Contrapeso


a) Tipo:

b) Formação:

c) Bitola:

d) Diâmetro nominal:

e) Peso:

f) Carga de ruptura mínima:

g) Condutividade elétrica (IACS):

h) Espessura mínima de cobre:

i) Alojamento mínimo em 254 mm:

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3.2.3 Características do Isolador Tipo Suspensão


a) Material:

b) Engate:

c) Carga mecânica de ruptura:

d) Peso:

e) Nº de aletas:

f) Passo:

g) Referência:

3.2.4 Características das Ferragens


As ferragens de conexão da cadeia à torre e aos condutores serão de aço forjado e galvanizado a
quente. As ferragens que estão em contato com o cabo condutor deverão ser de liga de alumínio (tais
como grampos de suspensão e ancoragem), carga mecânica de ruptura mínima 12.000 daN.

3.2.5 Condições Para o Cálculo Mecânico dos Condutores:


3.2.5.1 Trecho Rural
a) Tração Axial Máxima na temperatura de 26°C (Maior Ocorrência - EDS), na condição final
(“creep“ de 10 anos), igual a 18% da carga de ruptura do cabo: 1081 kgf;

b) Tração Axial Máxima na temperatura de 13°C (Mínima), na condição final (“creep“ de 10 anos),
igual a 33% da carga de ruptura do cabo: 1983 kgf;

c) Tração Axial Máxima na temperatura de 22ºC (Ocorrência de vento máximo com pressão de
33,67 kgf/m²), na condição final (“creep“ de 10 anos), igual a 50% da carga de ruptura do cabo:
3004 kgf.

3.2.5.2 Trecho Urbano


Tração Axial Máxima na temperatura de 26°C (Maior Ocorrência - EDS), na condição final (“creep“
de 10 anos), igual a 8,7% da carga de ruptura do cabo: 523kgf.

4. SUPORTES

Foram adotadas estruturas de concreto armado autoportantes, de circuito simples triangular no


trecho rural, e circuito simples ou duplo vertical no trecho urbano, compostas basicamente de um
poste e cruzeta(s). Os tipos e as quantidades de estruturas são conforme segue:

a) Estrutura YS-1, Padrão Rural, Suspensão, empregada em ângulos de 0º até 5º. Quantidade =
136 Unidades;

b) Estrutura AP-1,Padrão Rural, Ancoragem, empregada em ângulos de 5º até 25º. Quantidade =


12 Unidades;

c) Estrutura AG-1, Padrão Rural, Ancoragem, empregada em ângulos de 25º até 60º. Quantidade =
14 Unidades;

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d) Estrutura T1, Padrão Rural, Ancoragem, Terminal. Quantidade = 2 Unidades;

e) Estrutura TRUP, Padrão Rural transição para Urbano, Ancoragem, Terminal. Quantidade = 12
Unidades;

f) Estrutura LPS, Padrão Urbano, Suspensão, empregada em ângulos de 0º até 10º. Quantidade =
122 Unidades;

g) Estrutura LPA, Padrão Urbano, Ancoragem, empregada em ângulos de 10º até 90º. Quantidade
= 10 Unidades;

h) Estrutura YLP, Padrão Urbano, Suspensão, empregada em ângulos de 0º até 10º. Quantidade =
9 Unidades;

i) Estrutura 2LPS, Padrão Urbano, Suspensão, empregada em ângulos de 0º até 10º. Quantidade
= 43 Unidades;

j) Estrutura 2LPAG, Padrão Urbano, Suspensão, empregada em ângulos de 10º até 90º.
Quantidade = 13 Unidades;

k) Estrutura 2LA4, Padrão Urbano, Ancoragem, empregada em ângulos maiores que 90º.
Quantidade = 3 Unidades;

l) Estrutura ESP14, Padrão Urbano, Ancoragem, empregada em derivações. Quantidade = 2


Unidades.

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FORMULÁRIO V – MODELO DE RELATÓRIO DE MEDIÇÃO DA RESISTIVIDADE DO SOLO


LEITURA DA RESISTIVIDADE APARENTE DO SOLO DISTÂNCIA EM METROS
Coord. do
Local de 1 2 MÉDIA
Município ponto Solo SENTIDO Ref. Progressiva
Referência
N E Ohm (W) Ohm (W) Ohm (W)
SE BALSAS 195,200 133,500
BALSAS ARENOSO LONG MV 02 239,350
Resistividade 1225,856 1676,760 483,769
SE BALSAS 169,400 147,800
BALSAS ARENOSO TRANS MV 02 239,350
Resistividade 1063,832 1856,368 486,700
ER 27 - 50 M 44,600 11,100
BALSAS LATERITA 47446,90 LONG ER27 2.596,180
Resistividade 139,416 7931,054
7
ER 27 - 50 M 50,300 20,800
BALSAS LATERITA 53510,75 TRANS ER27 2.596,180
Resistividade 261,248 8962,000
0
MV 04 1,290 0,870
BALSAS ARENOSO LONG MV 04 4.701,596
Resistividade 1372,343 729,391 350,289
MV 04 1,700 0,780
BALSAS ARENOSO TRANS MV 04 4.701,596
Resistividade 1808,514 9,797 303,052
JC 14 - 95 M 1,260 0,940
BALSAS ARENOSO LONG JC 14 6.969,379
Resistividade 7,913 11,806 3,287
JC 14 - 95 M 1,530 0,960
BALSAS ARENOSO TRANS JC 14 6.969,379
Resistividade 9,608 12,058 3,611
JC 25 1,440 0,950
BALSAS ARENOSO LONG JC 25 8.934,632
Resistividade 9,043 11,932 3,496
JC 25 0,830 0,330
BALSAS ARENOSO TRANS JC 25 8.934,632
Resistividade 5,212 4,145 1,560
C20 - 42 M ARGILOS 1,130 0,450
BALSAS LONG C20 10.946,210
Resistividade O 7,096 5,652 2,125
C20 - 42 M ARGILOS 1,010 0,480
BALSAS TRANS C20 10.946,210
Resistividade O 6,343 6,029 2,062
C35 - 30 M 11,240 4,520
BALSAS LATERITA LONG C35 13.132,247
Resistividade 70,587 56,771 21,226
C35 - 30 M 8,260 5,000
BALSAS LATERITA TRANS C35 13.132,247
Resistividade 51,873 62,800 19,112

Notas:
4. A resistividade do solo é calculada pela expressão simplificada conforme NBR 7117:
ρ = 2πRd
Onde:

 R é a resistência com a qual é obtida a resistividade do solo;

 d é o espaçamento entre os eletrodos.

5. Os espaçamentos recomendados entre eletrodos são: 1; 2; 4; 8; 16; 32; 64 metros.

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FORMULÁRIO VI – MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO DE PÉ DE ESTRUTURA

MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO DE PÉ DE ESTRUTURA DE LINHAS DE


Data:
TRANSMISSÃO

NOME DA LT: LT 69 KV PALESTINA/CHAPADINHA Código operacional: 15/06/2009


Medições no sentido fonte Medições no sentido carga
N.º Tipo DR R(est.)
(Ω) (Ω) Aterramento Solo
Est. Est. R1 R2 R3 Rm1 R1 R2 R3 Rm2 % Ohms
0/1 YS1 67,30 63,50 63,00 64,60 67,90 67,50 66,10 67,17 3,82 65,88 III PIÇARRA C/PEDRA
1/1 YS1 62,40 61,40 55,50 59,77 69,00 55,10 41,00 55,03 (8,60) 57,40 III PIÇARRA C/PEDRA
2/1 YS1 35,90 34,30 33,90 35,70 35,70 35,10 34,30 35,03 (1,90) 35,37 III TERRA PRETA C/ PEDRA
3/1 AP1 21,80 18,40 14,90 18,37 21,60 16,70 14,99 17,76 (3,40) 18,07 III TERRA PRETA C/PEDRA
4/1 YS1 65,70 61,30 59,00 62,00 65,90 65,30 64,10 65,10 4,76 63,55 III TERRA PRETA C/PEDRA
5/1 YS1 53,70 53,00 52,10 52,93 54,80 53,80 53,00 53,87 1,73 53,40 I TERRA PRETA
6/1 AP1 63,80 63,30 59,50 62,20 61,30 60,50 60,00 60,60 (2,64) 61,40 I TERRA PRETA
7/1 AP1 60,20 54,50 47,50 54,07 64,40 57,00 50,30 57,23 5,53 55,65 III TERRA PRETA
8/1 YS1 122,50 115,20 107,10 114,93 121,30 112,10 101,10 111,50 (3,08) 113,22 III BARRO AREIADO

9/1 YS1 25,70 25,10 24,80 25,20 26,10 25,50 25,00 25,53 1,31 25,37 II TERRA PRETA

10/1 YS1 31,10 26,90 24,00 27,33 30,10 27,40 22,90 26,80 (1,99) 27,07 II ARGILA/BARRO

11/4 YS1 39,40 38,70 38,30 38,80 39,90 39,00 38,50 39,13 0,85 38,97 II TERRA PRETA

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11.2 DESENHOS

DESENHO 1 – ZONA DE PROTEÇÃO DE HELIPONTO - ÁREAS DE TRANSIÇÃO

30M ACIMA DA ELEVAÇÃO DO HELIPONTO

30M ACIMA DA ELEVAÇÃO DO HELIPONTO

ÁREA DE TRANSIÇÃO - VISTA SUPERIOR

30M ACIMA DA ELEVAÇÃO 30M ACIMA DA ELEVAÇÃO


DO HELIPONTO DO HELIPONTO

ÁREA DE TRANSIÇÃO - VISTA FRONTAL

Notas:
6. Os helipontos com áreas de pouso e decolagem circulares não possuem áreas de
transição;

7. Para efeito de projeto e construção de obras em áreas próximas de helipontos, consultar


as notas do DESENHO 3;

8. Dimensões em metros.

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DESENHO 2 – ZONA DE PROTEÇÃO DE HELIPONTO - ÁREAS DE APROXIMAÇÃO


ÁREA DE APROXIMAÇÃO DE HELIPONTO

ÁREA QUADRADA
VISTA SUPERIOR

ÁREA DE APROXIMAÇÃO DE HELIPONTO

ÁREA RETANGULAR
VISTA SUPERIOR

ÁREA DE APROXIMAÇÃO DE HELIPONTO

ÁREA CIRCULAR
VISTA SUPERIOR

150M ACIMA 150M ACIMA


DA ELEVAÇÃO PT-FCM
DA ELEVAÇÃO
DO HELIPONTO DO HELIPONTO

ÁREA DE APROXIMAÇÃO DE HELIPONTO


VISTA LATERAL
Notas:
9. Para projeto de obras, ver notas do DESENHO 3;

10. Dimensões em metros.

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DESENHO 3 – ZONA DE PROTEÇÃO DE HELIPONTO - ÁREAS DE COTA NULA

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DESENHO 4 – ZONA DE PROTEÇÃO DE AERÓDROMO - ÁREAS TRANSIÇÃO E APROXIMAÇÃO


AERÓDROMOS CLASSES A, B e C

FCM
ÁREA DE
ÁREA HORIZONTAL COTA NULA

PP
ALTITUDE 60m ACIMA DA ELEVAÇÃO DO AERÓDROMO

AERÓDROMOS CLASSES D e E

FCM
PP

ÁREA HORIZONTAL

ALTITUDE 60m ACIMA DA


ELEVAÇÃO DO AERÓDROMO

Notas:
11. Para projeto de obras, ver notas do DESENHO 3;

12. Dimensões em metros.

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DESENHO 5 – ZONA DE PROTEÇÃO DE AERÓDROMO - PERFÍS LONGITUDINAIS E ÁREAS DE


APROXIMAÇÃO

ÁREA DE COTA NULA E DE APROXIMAÇÃO


60M ACIMA DA PERFIS LONGITUDINAIS 60M ACIMA DA
ELEVAÇÃODO AERÓDROMOS CLASSES A, B, C, D e E ELEVAÇÃODO
AERÓDROMO AERÓDROMO

AERÓDROMO dy
CLASSE RAMPA (m)
A 1/50 1.500
B 1/50 1.500
C 1/50 1.500
D 1/40 1.200
E 1/40 1.200

60M ACIMA DA 60M ACIMA DA


ELEVAÇÃODO ELEVAÇÃODO
AERÓDROMO
ÁREA DE TRANSIÇÃO AERÓDROMO
PERFIS LATERAIS
AERÓDROMOS CLASSES A, B, C, D e E

Notas:
13. Para maiores esclarecimentos, consultar o DESENHO 3;

14. Dimensões em metros.

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DESENHO 6 – ZONA DE PROTEÇÃO DE AERÓDROMO – ÁREAS DE COTA NULA, DE


APROXIMAÇÃO E DE TRANSIÇÃO

FCM
PP

Notas:
15. A partir da publicação deste critério de projeto, nas áreas de transição, os projetistas
devem utilizar rampa 1/7, ou seja, para cada metro de altura do obstáculo (prédios postes,
etc.), deve ser observado um afastamento mínimo de 7 metros, a contar da dobra externa da
área de cota nula, conforme o perfil lateral constante no DESENHO 5;

16. A partir da publicação deste critério de projeto, nas áreas de transição, os projetistas
devem utilizar rampa 1/50 ou 1/40, ou seja, para cada metro de altura do obstáculo (prédios
postes, etc.), deve ser observado um afastamento mínimo de 50 ou 40 metros, a contar da
dobra externa da área de cota nula, de acordo com a tabela de classificação dos aeródromos
e conforme o perfil longitudinal constante no DESENHO 5;

17. Define-se por rampa o plano inclinado imaginário, com uma forma de uma base de
pirâmide, localizado ao redor da área de cota nula. Estabelecido para a determinação da
altura máxima dos obstáculos na proximidade dos aeródromos, assim como sua distância
mínima em relação à borda da área externa de cota nula;

18. Define-se como área de cota nula o espaço físico existente ao redor da pista de pouso do
aeródromo, no qual não pode existir ou ser construído obstáculos de qualquer natureza,
salvo os autorizados pela diretoria de aeronáutica civil, do comando da
aeronáutica/ministério da defesa;

19. Dimensões em metros.

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DESENHO 7 – PERFIL PLANIALTIMÉTRICO

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DESENHO 8 – COMPARTILHAMENTO DE INFRA-ESTRUTURA

Rede Compacta

Rede Comunicação

Notas:
20. As distâncias de segurança para a linha de tramsmissão, deverá atender as distancias da
tabela 8, e no caso da distância da rede de média tensão para a rede de comunicação, a
mesma deve ter no mínimo 1.800 mm.

21. Em caso do compartilhamento com a rede média tensão, sem o aproveitamento dos furos
existentes no poste, deve ser dimensionado abraçadeira para locação e alinhamento da rede
média tensão.

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DESENHO 9 – TIPOS DE ATERRAMENTO EM ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO


URBANA

TIPO I

TIPO II
Nota:
22. Para resistência medidas superiores a 30  o aterramento devera ser extendido e
espaçado com distância e numero de hastes definidas de acordo com a área de projetos.

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DESENHO 10 – TIPOS DE ATERRAMENTO EM ESTRUTURAS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO


RURAL

Notas:
23. Dimensões em metros. Exceto onde indicado;

24. A seguir a tabela de fase que orienta a passagem de uma fase para outra de acordo com a
resistência de aterramento medida:

25. O sistema de aterramento da estrutura que utiliza fundação em concreto deverá ser
instalado antes da concretagem da mesma;

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26. Deverá ser instalada para cada estrutura a fase inicial, indicada na tabela de locação, caso
a resistência de aterramento medida após a instalação da fase inicial, seja superior a 30 Ω,
consultar a tabela “I” para definição da nova fase a ser instalada. O contrapeso a ser
adicionado a cada ramal deve ser conectado ao existente por meio de luva de emenda;

27. Os procedimentos e cuidados que deverão ser seguidos na instalação do sistema de


aterramento estão indicados nas instruções para construção;

28. A medição da resistência a erra deverá se efetuada depois do reaterro das valetas, em
condições de solo normal, sendo admitido o uso de cloretos (sais) no aterramento das
estruturas;

29. No caso de obstáculo a instalação normal do fio contrapeso proceder como indicado no
DESENHO 10. O número total de voltas será determinado de acordo com a distância entre a
torre e o obstáculo. O comprimento máximo de cada volta será de L/4;

30. Deverá ser usado fio de aço cobreado N° 4 BWG como contrapeso.

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DESENHO 11 – SECCIONADOR PREFORMADO

Aplicação Isolador
Tensão suportável Resistência
em arame Ø Comprimento
Código Código (kV) mecânica Varetas
(mm) aplicado “L”
Cemar de cor mínima Cor
(±25 mm) A Sob
Min. Max. (daN) Ø Nº
seco chuva
1001583 Verde 3,26 4,11 650 35 15 450 Berge 2,18 4(2-2)

Notas:
31. Os eletrodutos em aço galvanizado devem ser todos instalados de forma aparente;

32. Utilizar dois isoladores para sistema 15 kV e três isoladores para 36,2 kV.

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DESENHO 12 – DETALHE DE ATERRAMENTO–CRUZAMENTO SOBRE CERCA ELETRIFICADA

FIGURA 1 – CERCA ELETRIFICADA

Nota:

33. Mourões para fixação e descida do aterramento a 30 cm da cerca;

34. Mourões para fixação dos fios de proteção instalados no pé da cerca.

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FIGURA 2 – PORTEIRA TIPO COLCHETE PARA CERCAS

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VISTA SUPERIOR

VISTA FRONTAL

FIGURA 3 – SECCIONAMENTO DE CERCAS – PARALELAS E BIFURCADAS

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FIGURA 4 – SECCIONAMENTO DE CERCAS TRANSVERSAIS

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FIGURA 5 – SECCIONAMENTO COM MOURÕES

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FIGURA 6 – PROTEÇÃO E ATERRAMENTO – CANCELAS

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FIGURA 7 – PROTEÇÃO E ATERRAMENTO – CANCELAS– DETALHES 1, 2 e 3

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DESENHO 13 – TRAVESSIA SOBRE LOCAIS ACESSÍVEIS A PEDESTRES

DESENHO 14– TRAVESSIA SOBRE LOCAIS ACESSÍVEIS A MÁQUINAS AGRÍCOLAS

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DESENHO 15 – TRAVESSIAS SOBRE RODOVIAS, RUAS E AVENIDAS

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DESENHO 16 – TRAVESSIAS SOBRE LINHA FÉRREA

FERROVIA NÃO ELETRIFICADA

Nota:

35. Para Ferrovia Eletrificada a distância mínima de segurança será de 12 metros;

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DESENHO 17– TRAVESSIAS SOBRE AS ÁGUAS NAVEGÁVEIS OU NÃO NAVEGÁVEIS

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DESENHO 18 – TRAVESSIA SOBRE OUTRAS REDES DE MÉDIA TENSÃO OU LINHA DE


TRANSMISSÃO

FIGURA 1 - TRAVESSIA DE LINHAS DE 72,5 E 145 KV SOBRE REDE DE DISTRIBUIÇÃO

FIGURA 2 - TRAVESSIA DE LINHAS DE 72,5 E 145 KV SOBRE OUTRAS LINHAS DE TRANSMISSÃO

69 kV 138 kV
Comunicação 2,0 2,30
< 69 kV 1,70 2,0
DISTÂNCIA “D” MÍNIMA 69 kV 1,70 2,0
DO CONDUTOR (m)
230 kV 3,3 3,6

500 kV 6,0 6,30

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DESENHO 19 – DISTÂNCIA DE PAREDES, TELHADOS OU TERRAÇOS

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DESENHO 20 – DISTÂNCIA DE SEGURANÇA A INSTALAÇÕES TRANSPORTADORAS

DESENHO 21 – DISTÂNCIA DE VEÍCULOS RODOVIÁRIOS E FERROVIÁRIOS

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DESENHO 22 – ENGASTAMENTOS TIPO A, C E D

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DESENHO 23 – ENGASTAMENTOS TIPO A, C E D

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DESENHO 24 – FAIXA DE SERVIDÃO

TENSÃO A B C D
(kV) (m) (m) (m) (m)

69 15 11 7,5 4

138 20 14 10 4

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11.3 SIMBOLOGIA

SIMBOLOGIA PROJETO CADASTRO


POSTE DE CONCRETO ARMADO DUPLO T A IMPLANTAR 1

POSTE DE CONCRETO ARMADO DUPLO T A RETIRAR 3

POSTE DE CONCRETO ARMADO DUPLO T A SUBSTITUIR 2

TRANSFORMADOR CEMAR EM POSTE A IMPLANTAR 1


TRANSFORMADOR CEMAR EM POSTE A RETIRAR 3
TRANSFORMADOR CEMAR EM POSTE A SUBSTITUIR 2
TRANSFORMADOR CEMAR EM CABINE A IMPLANTAR 1

TRANSFORMADOR CEMAR EM CABINE A RETIRAE 3

TRANSFORMADOR CEMAR EM CABINE A SUBSTITUIR 2

TRANSFORMADOR PARTICULAR EM POSTE


TRANSFORMADOR PARTICULAR EM POSTE**
TRANSFORMADOR PARTICULAR EM CABINE
TRANSFORMADOR COOPERATIVA EM POSTE C C
TRANSFORMADOR COOPERATIVA EM POSTE**
RELÉ FOTOELÉTRICO COMANDO EM GRUPO A IMPLANTAR 1

RELÉ FOTOELÉTRICO COMANDO EM GRUPO A RETIRAR 3

RELÉ FOTOELÉTRICO COMANDO EM GRUPO A SUBSTITUIR 2

CHAVE MAGNÉTICA A IMPLANTAR 1

CHAVE MAGNÉTICA A RETIRAR 3

CHAVE MAGNÉTICA A SUBSTITUIR 2

LUM. ECONOLITE COMANDO INDIVIDUAL A IMPLANTAR 1

LUM. ECONOLITE COMANDO INDIVIDUAL A RETIRAR 3

LUM. ECONOLITE COMANDO INDIVIDUAL A SUBSTITUIR 2

LUM. ABERTA COMANDO INDIVIDUAL A IMPLANTAR 1

LUM. ABERTA COMANDO INDIVIDUAL A RETIRAR 3

LUM. ABERTA COMANDO INDIVIDUAL A SUBSTITUIR 2

LUM. ABERTA COMANDO EM GRUPO A IMPLANTAR 1

LUM. ABERTA COMANDO EM GRUPO A RETIRAR 3

LUM. ABERTA COMANDO EM GRUPO A SUBSTITUIR 2

LUM. FECHADA COMANDO INDIVIDUAL A IMPLANTAR 1

LUM. FECHADA COMANDO INDIVIDUAL A RETIRAR 3

LUM. FECHADA COMANDO INDIVIDUAL A SUBSTITUIR 2

LUM. FECHADA COMANDO EM GRUPO A IMPLANTAR 1

LUM. FECHADA COMANDO EM GRUPO A RETIRAR 3

LUM. FECHADA COMANDO EM GRUPO A SUBSTITUIR 2

ESTAI DE POSTE A POSTE


ESTAI DE CRUZETA A POSTE
ATERRAMENTO A IMPLANTAR 1

ATERRAMENTO A RETIRAR 3

ATERRAMENTO A SUBSTITUIR 2

ATERRAMENTO NO DESLIGAMENTO
FERROVIA
CERCA

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SIMBOLOGIA PROJETO CADASTRO


UC JÁ LIGADA - REFERÊNCIA XXXX XXXX

UC A SER LIGADA Nº___ Nº___


REDE DE DISTRIBUIÇÃO PRIMÁRIA
REDE DE DISTRIBUIÇÃO SECUNDÁRIA
LINHA DE TRANSMISSÃO
REDE SUBTERRÂNEA
REDE DE TELEFONE
CRUZAMENTO COM LIGAÇÃO
CRUZAMENTO SEM LIGAÇÃO
ENCABEÇAMENTO PRIMÁRIO
ENCABEÇAMENTO SECUNDÁRIO
NA
ENCONTRO DE ALIMENTADORES NORMALMENTE ABERTO**
NF
ENCONTRO DE ALIMENTADORES NORMALMENTE FECHADO**
MUDANÇA DE BITOLA
SECCIONAMENTO PRIMÁRIO
SECCIONAMENTO SECUNDÁRIO
SECCIONAMENTO DO CONTROLE
CHAVE FUSÍVEL SEM ABERTURA EM CARGA
CHAVE FUSÍVEL COM ABERTURA EM CARGA
CHAVE FACA UNIPOLAR SEM ABERTURA EM CARGA
CHAVE FACA UNIPOLAR COM ABERTURA EM CARGA
CHAVE FACA TRIPOLAR SEM ABERTURA EM CARGA
CHAVE FACA TRIPOLAR COM ABERTURA EM CARGA
RELIGADOR MONOFÁSICO R1 R1
RELIGADOR TRIFÁSICO R3 R3
SECCIONALIZADOR MONOFÁSICO S1 S1
SECCIONALIZADOR TRIFÁSICO S3 S3
CAPACITOR FIXO F F

CAPACITOR AUTOMÁTICO A A

REGULADOR DE TENSÃO V V
AUTO BOOSTER A A
CONDUTOR PRIMÁRIO EM ESCALA
SUBESTAÇÃO COM TENSÃO DE DISTRIBUIÇÃO**
CAIXA DE DERIVAÇÃO A IMPLANTAR D 1
CAIXA DE DERIVAÇÃO A RETIRAR D 3 D
CAIXA DE DERIVAÇÃO A SUBSTITUIR D 2
CAIXA DE DERIVAÇÃO A IMPLANTAR PD 1
CAIXA DE DERIVAÇÃO A RETIRAR PD 3 PD
CAIXA DE DERIVAÇÃO A SUBSTITUIR PD 2

REDE CEMAR COM 3 FASES E 1 NEUTRO


REDE DE BAIXA TENSÃO AÉREA (380/220V)
REDE DE BAIXA TENSÃO SUBTERRÂNEA (380/220V)
REDE DE MÉDIA TENSÃO (13,8kV)
REDE DE MÉDIA TENSÃO EM CABO SPACE (13,8kV)
REDE DE ALTA TENSÃO (69kV)
* OS SÍMBOLOS ACIMA DEVERÃO TER AO LADO OS NÚMEROS 1, 3 E 2 RESPECTIVAMENTE PARA OS EQUIPAMENTOS
A SEREM INSTALADOS, RETIRADOS OU SUBSTITUÍDOS.
** PARA USO EM DIAGRAMA UNIFILAR.

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12 CONTROLE DE REVISÕES

DESCRIÇÃO DA
VER DATA ITEM RESPONSÁVEL
MODIFICAÇÃO
Carlos H da Silva Vieira
Francisco C M Ferreira
00 16/12/2014 - Emissão Inicial Gabriel J A dos Santos
Gilberto T Carrera
Thays de M N Ferreira

13 APROVAÇÃO

ELABORADOR (ES) / REVISOR (ES)


Anderson Lopes e Silva - Gerência de Expansão Alta Tensão e Automação

Carlos Henrique da Silva Vieira - Gerência de Normas e Padrões

Danilo Sousa Cruz Junior - Gerência de Expansão Alta Tensão e Automação

Diego Costa Azevedo - Gerência de Expansão Alta Tensão e Automação

Enoque Gomes Dos Reis - Gerência de Expansão Alta Tensão e Automação

Francisco Carlos Martins Ferreira – Gerência de Normas e Padrões

Gabriel José Alves dos Santos - Gerência de Normas e Padrões

Gilberto Teixeira Carrera – Gerência de Normas e Padrões

Samis Gomes Oliveira - Gerência de Expansão Alta Tensão e Automação

Thays de Morais Nunes Ferreira - Gerência de Normas e Padrões

APROVADOR (ES)
Jorge Alberto Oliveira Tavares – Gerência de Normas e Padrões

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