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APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO 4º PERIODO

DISCIPLINA CONTABILIDADE GERENCIAL


PROFESSORA: NELÂNIA FERREIRA LOPES

APOSTILA DE CONTABILIDADE
GERENCIAL
CADERNO DE EXERCICIOS

Atualizada em agosto de 2018 1


APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO 4º PERIODO
DISCIPLINA CONTABILIDADE GERENCIAL
PROFESSORA: NELÂNIA FERREIRA LOPES

CAPITULO 01

CONCEITOS BASICOS DA CONTABILIDADE


GERENCIAL
CUSTOS OU DESPESAS
CUSTOS FIXOS
CUSTOS VARIAVEIS
CUSTOS DIRETOS
CUSTOS INDIRETOS

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INTRODUÇÃO
O momento atual caracteriza-se com uma intensidade de mudanças significativas como o
desenvolvimento tecnológico, o aumento da competitividade, a complexidade do ambiente econômico e a
globalização, colocando as empresas diante de novos desafios.
A administração com pressões competitivas levam as empresas a obtenção de novas formas
de vantagens competitivas, caracterizadas por intensos e contínuos esforços oferecendo produtos e
serviços inovadores com padrão de qualidade, a um custo mais baixo, e provocando uma maior
satisfação dos clientes .
Por sua vez, Johnson e Kaplan ( 1993, p.3) afirma que:
O ambiente econômico contemporâneo exige excelência dos sistemas corporativos de
contabilidade gerencial. Com a tremenda competição global, o rápido progresso na tecnologia de
processos e produtos e as violentas flutuações nas taxas de câmbio e preços das matérias primas,
o sistema de contabilidade gerencial de uma organização precisa fornecer informações oportunas
e precisa, para facilitar os esforços de controle de custos, para medir e melhorar a produtividade,
e para a descoberta de melhores processos de produção.
Uma das técnicas utilizadas para auxiliar no avanço competitivo é o uso do sistema de
informações, oferecendo as empresas relatórios gerenciais com informações que auxilie no processo de
gestão criando vantagens competitivas no mercado concorrente.
CATELLI e GUERREIRO (1992, p.10) reconhecem que o “movimento de mudanças é intenso
e que os gestores enfrentam novos desafios a cada dia, tendo de trabalhar com novos modelos de gestão e
informações mais consistentes com a realidade.
Com um enfoque especial a contabilidade através da aplicação de varias técnicas e
procedimentos com grau detalhado de informações feitos sob medida para o usuário, ocupa um lugar
preponderante na administração dos negócios, sendo utilizada como ferramenta de apoio nas atividades
de tomada de decisões pelos gestores.
Sob o ponto de vista teórico, evidencia a contabilidade gerencial, em contínua evolução
através da elaboração de relatórios que dêem suporte às etapas de planejamento, execução e controle das
atividades empresariais, com elo de comunicação vital e bidirecional das metas e objetivos da
organização para que possam chegar à melhor tomada de decisões, e colaborar para otimizar os
resultados da empresa.
Diante dessa importância, abordaremos a Controladoria como fonte de dados, planejamento e
relatórios gerenciais, compatibilizando planos e procedimentos, propiciando, assim, maior agilidade à
contabilidade e maiores informações gerenciais para a tomada de decisão, determinando, então a
necessidade da cultura de controle e a utilidade do planejamento e da contabilidade gerencial como
sistema de informações dentro das organizações.

ORIGEM DA CONTABILIDADE GERENCIAL

Com as transações ocorridas nas organizações com demandas de produtos de troca, já eram
conhecidos controles gerenciais simples, mas que atendiam as necessidades das informações das
organizações para devidos fins. A revolução industrial, ocasionou a necessidade das organizações
buscarem aperfeiçoamentos em suas informações para melhor administração e controle dos seus
negócios.
ATKINSON et. al ( 2000, p.39) descreve:
A demanda pela informação gerencial contábil pode ser relacionada aos estágios iniciais da a
revolução industrial nas tecelagens, em fabrica de armas e em outras operações industriais. Os
registros das tecelagens no início do século XIX, mostram que, os administradores recebiam
informações sobre o custo por hora de conversão de matéria – prima ( algodão) em produtos
intermediários ( fio e linha de costura) e em produtos acabados (tecidos) e o custo por libra de
produto por departamento e por funcionário. Os proprietários usavam tais informações gerencial
contábil para dois propósitos diferentes:

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1 – Para controlar e melhorar a eficiência.
2 – Para decisões de preço e de mix de produtos.
Os administradores mediam a eficiência do processo que convertia o algodão bruto em fios e
tecidos prontos. Os administradores comparavam a produtividade entre os funcionários e
traçavam a produtividade deles individualmente sobre vários períodos de tempo. Os
administradores usavam essa informação para recompensar os funcionários mais produtivos e
para estabelecer metas de produção para aqueles menos eficientes. Essas informação ajudou a
manter e a melhorar a eficiência dos processos internos críticos.
Para os propósitos de tomada de decisão, a informação de custo ajudou os administradores a
determinares a determinar quanto as compras adicionais de maquinaria nova podiam ser
justificadas pela maior produtividade. Os administradores também usavam informações sobre o
custo e a lucratividade dos produtos para ajudar o salário por peça dos funcionários e para
estabelecer metas de preços para vender tecidos ou fios e, particularmente, para itens que eram
especializados e encomendados por meio de pedidos individuais.
Com a revolução industrial, nas indústrias, onde os administradores necessitavam de receber
informações detalhadas dos custos dos diversos produtos, de departamentos, e de funcionários, aumentou
a demanda de utilização e aplicação de métodos e técnicas para fornecer informação da contabilidade
gerencial para o melhor controle e a eficiência e decisão dos preços dos produtos.

JOHNSON e KAPLAN (1993, p.6) descrevem:


A emergência, há mais de 150 anos, de tais organizações criou uma nova demanda por
informações contábeis. Com os processos de transformações – antes supridas, a um preço, por
trocas de mercadorias – passando a ser executados dentro das organizações, surgiu a demanda
por indicadores para determinar o “preço” do produto de operações internas. Na falta de
informações de preços dos processos de transformações ocorrendo dentro da organizações, os
proprietários criaram indicadores que sintetizassem a eficiência com a qual a mão – de – obra e
matéria – prima eram convertidas em produtos acabados, indicadores servindo também para
motivar e avaliar os gerentes que supervisionavam o processo de transformação. Tais indicadores
eram especialmente importantes, já que as fábricas costumavam se localizar a considerável
distância do escritório central dos proprietários. Assim sendo, a contabilidade gerencial
desenvolveu-se em apoio às atividades lucrativas de empresários para quem empresas
administrativas, hierárquicas e de múltiplos processos eram mais eficientes do que os processos
de transformações mediante contínuas transações no mercado.
A contabilidade Gerencial, já fornecia elementos indicativos na antigas civilizações para a
administração e controle, com base no acompanhamento e controle de produtos que eram realizados de
maneira simples e através de códigos próprios, antes mesmo do surgimento oficial da escrita.
Os primeiros indicadores que surgiram no processo da contabilidade gerencial eram simples,
mas atendiam às necessidades das empresas, no processo de produção e motivação para os funcionários
quanto ao cumprimento de suas metas e auxiliava nos processos de decisões .
O sistema de informações contábeis gerenciais, auxiliou no processo de coordenar as
ocorrências para determinações de potenciais de ganhos, através de informações de custos e receitas dos
produtos.
Assim também conforme descreve, ATKINSON et. al (2000, p.39) :
As empresas ferroviárias que se desenvolveram nos meados do século XIX eram empresas
enormes e complexas que não poderiam Ter funcionado sem um abrangente sistema contábil de
informações gerenciais que fornecesse medidas sumárias de desempenho para administradores
descentralizados e dispersos. Os administradores financeiros das ferrovias desenvolveram
medidas como o custo por tonelada – milha, para tipos individuais de mercadorias e para cada
segmento geográfico de operações. Eles desenvolveram e usaram uma nova medida, chamada
quociente operacional, que media a proporção entre despesas e receitas, usando-as para duplo
controle operacional, para avaliar a eficiência operacional dos administradores locais e para
custeamento de produtos para medir a lucratividade de vários tipos de negócios: passageiros
versus frete, região por região. Essas medidas capacitavam os administradores locais a agirem

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baseados na única informação que eles tinham sobre as condições locais que eram consistentes
com a maximização dos lucros para totalidade da ferrovia.
Nas atividade ferroviária, um abrangente sistema contábil de informações gerenciais fornecia
medidas de desempenho para administradores que mediam o quociente operacional com proporção entre
despesas e receitas medindo a eficiência operacional e para custeamento do produto e lucratividade de
vários tipos de negócio.
Nas empresas metalúrgicas e outras siderúrgicas como a manufatura do ferro e aço, utilizava-
se o custo dos insumos usados na produção de aço e trilho para o controle operacional e avaliação do
desempenho dos gerentes de departamentos e funcionários e para verificar a qualidade do produto,.
Também utilizava o custo para avaliar investimentos que ofereciam melhorias para processo e produtos, e
antes da assinatura de contratos, elaborava cuidadosamente análise e estimativa dos custos envolvidos.

ATKINSON et. al. (2000, p. 46-47) também descreve:


Muitas inovações nos sentidos de contabilidade gerencial ocorreram nas décadas iniciais do
século XX para apoiarem o crescimento de empresas multidivisionais diversificadas.(...) Os
executivos de tais empresas diversificadas tinham que projetar técnicas avançadas para
coordenar as atividades operacionais de suas diferentes divisões. Essas técnicas incluíram o
orçamento operacional, um documento que projeta receitas e despesas durante o próximo
período operacional, incluindo previsões mensais de vendas, produções e despesas operacionais,
tanto quanto o orçamento de capital, um documento que autoriza aquisição de recursos com
vidas úteis de vários anos, como fábricas e equipamentos.
Talvez a mais duradoura das inovações introduzidas neste período tenha sido o desenvolvimento
da fórmula do ROI - Retorno sobre investimento (Return on Investment), uma medida de
desempenho que a empresa DuPont usou para o desempenho do planejamento, da avaliação e do
controle do lucro obtido pelos proprietários da empresa, para os gerentes, auxiliava decidir quais
suas divisões deveriam receber aporte de capital para expandir a capacidade.
O desafio e a oportunidade, para as organizações contemporâneas, delineadas ao
sistema de contabilidade gerencial podem e devem ser projetados em apoio às operações e estratégia da
organização. A tecnologia existe para implementar sistemas radicalmente diferentes dos hoje em uso. O
que falta é conhecimento . Mas tal conhecimento pode emergir da experimentação e da comunicação. O
espírito inovador visível há cem anos, no princípio do movimento de administração científica, pode ser
recuperado por gerentes inovadores e pesquisadores acadêmicos comprometidos com o desenvolvimento
de novos conceitos no projeto de sistemas de contabilidade gerencial relevantes.

Com a competição no mercado e no momento de grandes mudanças com avanços no campo


social, na evolução econômica e na tecnológica mundial, e o atendimento das exigência dos clientes tem
obrigado as empresas a se manterem num constante processo de aprimoramento e inovações com controle
de informações gerenciais para os produtos e serviços serem comercializados a um custo mais baixo
possível com qualidade e satisfação dos clientes..

Conforme definem IUDÍCIBUS e MARION (2000, p.282)


O ambiente das empresas de competitividade global é internacional e está colocando, para os
contadores e para a contabilidade, desafios e, ao mesmo tempo , oportunidade de
desenvolvimento, que podem marcar uma nova fase na evolução da contabilidade. Eis as
principais tendências, que assinalamos:
a) Internacionalização dos mercados, com a necessidade de harmonização de princípios
contábeis em níveis supranacional.
b) Necessidade da contabilidade de custos adequar-se, sem perder suas vantagens comparativas
de sistema de baixo custo, às novas filosofias de qualidade total, competitividade e
eficiência.
c) Considerando que análises mais recentes têm demonstrado que o modelo decisório e as
necessidades informativas, tanto de tomadores de decisões internas à empresa como de
agentes externos são basicamente os mesmos; não mais se justifica, em nível conceitual, a
existência de uma teoria da Contabilidade financeira (para os usuários externos) e o que se

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denomina contabilidade Gerencial na verdade uma coletânea de tópicos que ainda não
ganhou uma estrutura coerente.
Esforços terão que serem realizados a fim de estruturar princípios Fundamentais de
Contabilidade e, consequentemente, montar uma teoria que abarque tanto a Contabilidade gerencial
quanto a Financeira (e a de Custos, como parte da Gerencial, é claro).
A origem da contabilidade gerencial através de seus estudos e análises já eram indicadores para
o processo de gestão e toma de decisão empresaria. Com o avanço tecnológico, com a globalização e o
aumento da competição e a redução do ciclo de vida dos produtos quanto a redução de custos, a
informação contábil gerencial demonstrou uma maior participação na utilização de informações
financeiras para o processo de gestão.

JOHNSON e KAPLAN (1993, p.224) afirmam:


Caso os sistemas de contabilidade gerencial das organizações não se mostrem capazes de
fornecer sinais proveitosos da eficiência dos processos de rentabilidade dos produtos, a
capacidade dos executivos de administrarem suas empresas diminuirá...
Sistemas de contabilidade gerencial - por si sós – não levarão a organização ao fracasso.
Tampouco sistemas contábeis gerenciais excelentes irão assegurar seu sucesso. Mas eles podem,
certamente, contribuir para o declínio ou sobrevivência das organizações. Com as organizações
diversificadas tentando competir com entidades menores e mais focalizadas, a necessidade por
sistemas excelentes – para direcionar os investimentos de capital, fornecer metas aos gerentes
descentralizados, coordenar operações, julgar a eficiência de processos internos e avaliar a
rentabilidade dos produtos oferecidos – será alta.

Os contadores gerenciais, devem na medida do possível atender as necessidades os usuários


envolvidos no processo de gestão da empresa, para que esta possa assegurar o sucesso na participação do
mercado direcionado e coordenando as unidades descentralizadas com avaliação da rentabilidade dos
produtos.
A contabilidade gerencial, esta em uma era de inovações e de grandes oportunidades de
crescimento. O desenvolvimento e aprimoramento desta função depende do desempenho do contador em
relacionar-se com os diversos níveis da empresa conhecendo principalmente todos os seus processos, e
integrando com os usuários para conhecer a real necessidades de informações, para melhor desempenhar
suas funções, principalmente com um bom relacionamento com a administração, destacando a todos os
integrantes da empresa as metas e objetivos que se pretende alcançar, e principalmente a atuação de cada
um no cumprimento dos objetivos planejados.
Temos que estar preparados e sempre envolvidos com as mudanças e desenvolvimentos
econômicos, sociais e tecnológicos que constantemente ocorrem de maneira rápida. A informação
contábil é essencial para o controle e desenvolvimento empresarial, mas estas necessitam constantemente
de serem revistas e analisadas, para constatar se estão produzindo os resultados necessários para o
processo de gestão.

Definições da contabilidade gerencial

No que diz respeito à contabilidade gerencial, SÁ (1971, p.29) menciona que:


Entendemos por contabilidade gerencial, como conceito básico, formador do método que
orientará o conjunto de conhecimentos contábeis organizado para observar o objeto da ciência
sob o aspecto administrativo, notadamente sob os da tomada de decisões.
A contabilidade gerencial é, pois uma organização de conhecimentos científicos para conseguir
efeitos práticos na direção dos empreendimentos, quer sejam eles lucrativos, quer visem a suprir
apenas idéias. Não se constrói, portanto, uma outra contabilidade; utiliza-se da doutrina e da
técnica existente para encaminhá-las na observação de uma finalidade definida, qual seja a da
correta administração do patrimônio.

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A contabilidade gerencial, através de um sistema de informações, de métodos e conhecimento
da organização e da utilização do planejamento, fornecerá informações para atender a necessidade de
seus usuários, com relatórios que demonstram os resultados por atividades e global da empresa,
comparando-se o planejado com o realizado, para análise da gestão empresarial e da necessidade de
tomada de decisões, visando auxiliar a empresa a atingir seus objetivos.
CREPALDI (1998, p.18) define a contabilidade gerencial como “o ramo da contabilidade que
tem por objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em funções
gerenciais. É voltada para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um
adequado controle dos insumos efetuados por um sistema de informações gerenciais.”
A Contabilidade Gerencial é um processo com a finalidade de produzir informações estratégicas,
econômicas e de gestão das operações, de custos e das demais atividades organizacionais que ocorrem
na empresa, para o processo decisório e de controle, com medidas de desempenho e lucratividade.
A contabilidade gerencial é definida por ATKINSON et al. ( 2000, p.36) como :
um processo de produzir informações operacional e financeira para funcionários e
administradores. que só deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos
internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos (...) Medidas
da condição econômica da empresa, como as de custos e lucratividade dos produtos, dos
serviços, dos clientes e das atividades das empresas, são obtidas dos sistema de contabilidade
gerencial (...) como medida de desempenho econômico de unidades operacionais
descentralizadas, como as unidades de negócios, as divisões e os departamentos, ligando a
estratégia da empresa à execução da estratégia individual de cada unidade operacional, sendo
também, um dos meios primários pelo qual operadores/funcionários, gerentes intermediários e
executivos recebem feedback sobre seus desempenhos, capacitando-os a aprenderem com o
passado e melhorarem para o futuro.
A Contabilidade Gerencial utiliza em suas aplicações outros campos de conhecimento, como os
conceitos da administração, da estrutura organizacional, bem como da administração financeira. Com a
utilização de procedimentos e técnicas contábeis, produz relatórios de informações, desenvolvidos
conforme as necessidades dos usuários, para serem utilizados no processo de avaliação ou nas tomadas
de decisões da empresa.
A Contabilidade Gerencial, conforme ATKINSON et al. (2000, p.67-68), foi definida pelo
Instituto de Contadores Gerenciais (Institute of Management Accouting), como “o processo de
identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações
financeiras usadas pela administração para planejar, avaliar e controlar dentro de uma empresa e
assegurar uso apropriado e responsável de seus recursos.”
O desenvolvimento da contabilidade gerencial, conforme PADOVEZE (1997, p.394) “assume o
gerenciamento contábil total da empresa em seus aspectos globais, setoriais e específicos. Para que isso
possa acontecer e se consiga executar uma contabilidade gerencial, é de vital importância, por parte dos
responsáveis pelo gerenciamento das informações contábeis, o conhecimento profundo da produção em
todos os aspectos.”

CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL

Para IUDÍCIBUS (1998, p.21), a contabilidade gerencial pode ser caracterizada


superficialmente como:
um enfoque especial, conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e
tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira de balanços
etc., colocados numa perspectiva diferente, um grau de detalhe mais analítico ou numa forma de
apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu
processo decisório. A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e
exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir suas informações que se
encaixam de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador.

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Considera-se que o modelo decisório do administrador leva em conta cursos de ações futuras,
informações sobre situações passadas ou presentes que serão de valor para o modelo decisório, a mediada
que o passado e o presente sejam estimadores daquilo que poderá acontecer no futuro.

As principais características da Contabilidade Gerencial são apresentadas no Quadro abaixo:


Características dos Processos da Contabilidade Gerencial

PROCESSO CARACTERISTICAS
 IDENTIFICAÇÃO Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos
econômicos para ação contábil apropriada.
Quantificação, incluindo estimativas, transações impresariais ou outros
eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem
 MENSURAÇÃO acontecer.
Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e
classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos
 ACUMULAÇÃO econômicos.
 ANÁLISE Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros
eventos econômicos e circunstanciais.
 PREPARAÇÃO E Coordenação e planejamento de dados contábeis, provendo informações
INTERPRETAÇÃO apresentadas logicamente, o que inclui, se apropriado, as conclusões
referentes a esses dados.
 COMUNICAÇÃO Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e
externos.
Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros
eventos econômicos na empresa; inclui aspectos estratégicos, táticos e
operacionais e requer que o contador forneça informações quantitativas,
históricas e prospectivas para facilitá-la; isso inclui, também, participação
no desenvolvimento do sistema de planejamento, estabelecendo metas
 PLANEJAMENTO alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso em
direção às metas.
Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na
escolha do curso ótimo de ação; inclui a tradução de dados em tendências e
 AVALIAÇÃO relações: comunicação das conclusões derivadas, efetivamente e
prontamente, das análises.
Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e
aos recursos e aos recursos da empresa; monitoramento e medição do
desempenho e indução a qualquer ação corretiva exigida para retornar a
 CONTROLE atividade a seu curso intencional; fornecimento de informações aos
executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para
alcançarem o desempenho desejável.
 ASSEGURAR Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as
RECURSOS DE responsabilidades organizacionais e contribuir para o uso efetivo de
RESPONSABILIDADE recursos e de medidas de desempenho da administração; transmitir os
objetivos e as metas da administração ao longo da empresa na forma de
responsabilidades nomeadas, que são base para identificar
responsabilidades; sistema que fornece, contabiliza, reporta e que
acumulará e informará receitas apropriadas, despesas, ativos, obrigações e
informação Quantitativa relacionada para gerentes que terão, então, melhor
controle sobre estes elementos.
Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de
contabilidade geralmente aceitos, ou em outras bases apropriadas, para
 RELATÓRIOS grupos não administrativos, como acionistas, credores, agências

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regulamentadoras e autoridades tributárias; participação no processo de
desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao
relatório externo.

Fonte: adaptado de ATKINSON et al. (2000, p.67).

A Contabilidade Gerencial consiste em preparar, de forma simples e objetiva, as informações


financeiras para o processo de gestão da empresa, com conhecimento e acompanhamento amplo do
contador gerencial nos processos de planejamento, execução e controle, apurando as variações ocorridas
e suas possíveis causas.
MARTINS apud SANTOS e PINHEIRO (2001, p.21), consideram que, “para a contabilidade
gerencial não deve haver nunca princípios, muito menos legislação (...) devemos no campo da
Contabilidade Gerencial procurar conhecer a necessidade do gestor, para bem atendê-lo, só que sem
normatizar ou muito menos legislar a esse respeito; a validação deve se consubstanciar na aceitação das
regras que provarem ser úteis.”
Na aplicação da contabilidade gerencial em uma empresa, regras demais poderão atrapalhar o
processo de atendimento das necessidades de informações para os usuários, porém, não se pode deixá-la
solta demais, devendo-se criar parâmetros com aplicações úteis e confiáveis ao processo de gestão
empresarial.

OBJETIVOS E FINALIDADES DA CONTABILIDADE GERENCIAL

Uma das funções mais importantes da contabilidade gerencial, descrita por IUDÍCIBUS (1998,
p.266), consiste em “fornecer informações hábeis para a avaliação de desempenho. Este desempenho
pode ser considerado não somente em relação à apuração de resultados por produto ou por serviços, mas
envolve uma apreciação de “quão bem” se houveram os vários setores da empresa”.
A contabilidade como função decisorial, de acordo com PARANHOS (1992, p.10-11), visa em
um sistema integrado de informações de natureza econômico-financeira oferecer aos diretores e
gerentes, por meio da coerência conseguida entre as diversas fontes de dados da empresa, com os
elementos mais adequados para servir de apoio as tomadas de decisões, sendo dotada de grande
objetividade e presteza na apresentação das informações dos resultados aos administradores de
forma clara e precisa com linguagem simples.
Os gestores necessitam de informações de custos e lucratividade de suas linhas de produtos, segmentos do
mercado e de cada produto e cliente. Necessitam de um sistema de controle operacional que acentue a
melhoria de custos, de qualidade e de redução de tempo de processamento das atividades desenvolvidas
por seus funcionários
A contabilidade gerencial, conforme apresentado por PIZZOLATO (2000, p.194-195), está
voltada para: informação contábil que pode ser útil à administração. Trata-se de qualquer conjunto de
informações com origem contábil para circulação interna, na forma adequada para assessorar gerentes no
processo decisório (...). O foco da Contabilidade Gerencial é sobre segmentos específicos da organização,
como departamentos, produtos e atividades, funções etc. Esses eventuais objetivos exigem o rateio de
custos totais sobre tais segmentos da empresa, problema irrelevante na contabilidade Financeira.
O processo da contabilidade gerencial deverá ser obtido através do processamento da coleta de
dados e informações que serão armazenadas e processadas no sistema de informações da empresa.
Com a integração das informações obtidas nos vários departamentos, a contabilidade gerencial, como
ferramenta, proporciona aos seus administradores informações que permitem avaliar o desempenho de
atividades, de projetos e de produtos da empresa, bem como a sua situação econômico-financeira através
da apresentação de informações claras e objetivas de acordo com a necessidade de cada usuário.
Os gerentes das empresas industriais e das empresas de serviços, com um ambiente muito mais
competitivo, conforme apresentado por ATKINSON et al. (2000, p.52), necessitam de:

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Informações contábil-gerenciais precisas e relevantes sobre seus custos efetivos. Os gerentes das
empresas industriais precisam dessas informações para:
1 – Ajudar os engenheiros a projetarem produtos que podem ser fabricados eficientemente.
2 – Avisar onde são necessárias melhorias em qualidade, eficiência e rapidez nas operações de
produções.
3– Orientar as decisões sobre mix de produtos.
4– Escolher entre fornecedores alternativos
5 – Negociar com os clientes sobre preços, especificações do produto, qualidade, entrega e
serviços.
A contabilidade gerencial, segundo PADOVEZE (1997, p.26), está relacionada com:
o fornecimento de informações para os administradores – isto é, aqueles que estão dentro da
organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações. A contabilidade
gerencial pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é relacionada com o
fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão fora da organização.

A contabilidade gerencial deve valer-se do uso de outras disciplinas das áreas de contabilidade e
finanças para o desenvolvimento de relatórios gerenciais que atendam às necessidades de seus usuários
para o processo de gestão empresarial.
O material informativo cedido atualmente pela contabilidade gerencial é considerado por
VASCONCELOS (2000, p.32) como:
rico em elementos que vão auxiliar os interessados, nas mais variadas situações, no que se refere
à tomada de decisão. Para isso, torna-se necessário um maior nível de entendimento àqueles que
se utilizam da informação. Acredita-se que, se os ensinamentos vierem a auxiliar os interessados
a tomar decisões racionais, o sistema de informações contábeis gerenciais estará contribuindo
com uma grande parcela para o sucesso dos projetos executados no ambiente econômico.
As empresas que utilizam um sistema integrado de contabilidade gerencial possuem diferencial
positivo em relação às que não possuem, sendo importante no controle dos processos, de forma que se
possa planejar e analisar sobre o futuro, antecipando possíveis problemas que possam acontecer, para
aplicação de ações corretivas no alcance de objetivos, com previsões de benefícios que poderão ser
oferecidos aos seus clientes.

Usuários das informações contábil-gerenciais

A necessidade da informação é determinada por seus usuários finais, seus consumidores. Assim,
as informações deve ser gerada para atender a esses usuários e não aos contadores. O contador
gerencial é aquele que sabe perfeitamente que a informação que faz parte de seu sistema foi
elaborada para atender as necessidades de outras pessoas. Portanto, deve-se fazer um estudo
básico das necessidades das informações a partir de decisões que serão tomadas. Os usuários
finais da informação, deverão especificar claramente as necessidades de informações que
necessitam para atender adequadamente no processo de decisão que deverão serem tomadas.

Conforme descrito por PIZZOLATO (2000, p.3)


Os usuários da informação da contabilidade gerencial podem serem classificados em duas
famílias
a) Os Usuários Externos
São considerados legítimos interessados na vida das empresas, pois estas devem estar
subordinadas aos interesses e objetivos da sociedade em que se inserem. Em termos mais
específicos, e dependendo da importância relativa de cada empresa, há uma variedade de
pessoas e entidades interessadas em conhecer seus desempenho, tais como: clientes,
banqueiros, fornecedores, credores em geral, analistas financeiros, acionistas, investidores,

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órgão governamentais diversos, desde estatísticos e de planejamento até órgãos
controladores de impostos etc.

b) Os Usuários Internos
No plano interno de operações de uma empresa, as informações contábeis devem ser obtidas
e registradas de forma meticulosa e sistemática, tendo em vista as múltiplas utilizações que
podem oferecer. Além daqueles aspectos resultantes de exigências legais, as finalidades das
informações contábeis gerenciais podem ser classificadas em duas grandes vertentes, o
Planejamento e o Controle, as quais devem ser atividades integradas, pois o processo de
planejar também deve prever os procedimentos subsequentes de controlar.

Para a contabilidade gerencial, o fornecimento de relatórios a usuários externos, relaciona-se a


pessoas ou empresas que não participam da organização e que possuem a necessidade de conhece-la por
motivos específicos, assim como as instituições financeiras, órgãos governamentais, fornecedores e
outros. Os usuários internos, referem-se a relatório de informações relacionadas aos membros envolvidos
no processo da empresa, desde o empresário/administrador, até os operários que necessitam estarem
envolvidos no processo de planejamento e controle do desempenho do objetivo e meta da empresa.
A Contabilidade Gerencial gera informações destinadas ao usuário interno, portanto, deve-se
distinguir três classes de participantes, diretamente envolvidos no processo :
a) Os processadores da informação
b) O s usuários
c) Os estudiosos

Para a contabilidade gerencial, o fornecimento de relatórios a usuários externos relaciona-se a


pessoas físicas ou jurídicas que não participam da organização e que possuem a necessidade de conhecê-
la por motivos específicos. Os usuários internos estão relacionados aos membros envolvidos no processo
da empresa, desde o empresário/administrador, até os operários que necessitam de informações para
acompanhar o processo de planejamento e controle do desempenho empresarial e para detectar a
necessidade de implantação de ações corretivas.

Usuários das informações Contabil-Gerenciais


USUÁRIOS DA INFORMAÇÕES OBJETIVOS
Canalizar informações que sejam apresentadas de
Alta Administração forma sintética, em grandes agregados, com a
Gerenciamento contábil global finalidade de controlar e planejar a empresa dentro
de uma visão de conjunto.

Média Administração Canalizar os conceitos de contabilidade por


Gerenciamento Contábil Setorial responsabilidades, em termos definido pela empresa
em Termos de divisões ou linhas de produtos.

Operacional de cada Produto São informações que descem a um grau maior de


Gerenciamento contábil específico detalhamento, a nível operacional, para gerenciar
cada um dos produtos da companhia de forma
Isolada.
Fonte: adaptado de PADOVEZE (1997 p.29).

Para todos os segmentos hierárquicos da organização, as informações deverão ser estruturadas e


guiadas de acordo com as necessidades de cada usuário.

Integração da Contabilidade Gerencial para fins decisoriais

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A contabilidade gerencial, afirma IUDÍCIBUS (1998, p.22), para ser utilizada como instrumento
no processo de tomada de decisões necessita de integração com:
a contabilidade de custos, e por sua vez, com todos os procedimentos contábeis e financeiros
ligados a orçamento empresarial, a planejamento empresarial, a fornecimento de informações
contábeis e financeiras para decisão entre cursos de ação alternativos recaem, sem sombra de
dúvida, no campo da contabilidade gerencial (...) que requerem informações contábeis (além das
de outras disciplinas) que não são facilmente encontradas nos registros da contabilidade
financeira. Na melhor das hipóteses, requerem um esforço extra de classificação, agregação e
refinamento para poderem ser utilizadas em tais decisões.
Assim, a contabilidade gerencial utiliza em seus procedimentos a contabilidade de custos,
dados financeiros, operacionais, objetivos e metas das empresas, objetivando a todo momento atender às
necessidades de informações aos usuários.
Conforme demonstrado na Figura 6, PARANHOS, (1992, p.11) apresenta o esquema da
contabilidade integrada à contabilidade geral, analítica e sistema orçamentário.

Esquema da integração da contabilidade gerencial para fins decisoriais

Fonte: PARANHOS (1992, p.11).

A contabilidade, para apresentar informações sob o enfoque gerencial na gestão e tomada de


decisões da empresa, deverá apresentar um sistema integrado, para facilitar o nível da informação de
forma clara e objetiva na apresentação do resultado da empresa, visualizado como um todo e detalhado
conforme necessidades específicas dos usuários.
A forma de gerenciamento em uma empresa está ligada às informações contábeis que são
necessários para o planejamento, acompanhamento e controle, como um conjunto de informações que
tratam dos dados de forma total para a utilização e visão da gestão empresarial.
O contador gerencial necessita entender a origem e o escopo dos objetivos e do controle
operacional de uma empresa para avaliar seu desempenho por meio destes objetivos. É necessário
ultrapassar as informações contábeis para o fornecimento oportuno e pertinente de informações de apoio
aos gestores nas tomadas de decisões.

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O processo de tomada de decisão termina com a escolha da melhor ação a ser implementada.
Para se alcançar esse ponto é necessário que se passe pelas fases de definição do problema, obtenção dos
fatos, formulação de alternativas, ponderação e decisão. Em todas essas etapas a informação contábil é de
grande importância. Alguns problemas existem somente quando os relatórios contábeis são analisados
regularmente e, com o orçamento elaborado com base nas informações históricas e projeções contábeis,
pode-se formular e testar as alternativas para se chegar à decisão mais acertada.

Atuação do contador no processo da contabilidade gerencial

IUDÍCIBUS e MARION (2000, p.283) afirmam que o contador deve estar atento:
aos desenvolvimentos econômicos e sociais de nossa sociedade e, portanto, às necessidades
emergentes de nossos usuários, afim de supri-los das informações necessários, sempre mantendo
o custo/benefício de nosso sistema de informação o mais competitivo possível. A informação e
sua teoria são os elementos fundamentais da revolução tecnológica que já se iniciou e que se
acentuará nos próximos anos. A contabilidade é, essencialmente, informação e, em possuindo
uma teoria subjacente e forte, terá todas as condições para permanecer em um campo de
conhecimentos extremamente útil para a sociedade em geral.
Os contadores deverão estar preparados e sempre atentos às mudanças e aos desenvolvimentos
econômicos, sociais e tecnológicos que vêm ocorrendo de maneira rápida. A informação contábil é
essencial para o controle e desenvolvimento empresarial, porém, necessita constantemente ser revista e
analisada, para constatar se está produzindo os resultados necessários para o processo de gestão.
O Contador Gerencial, pela própria natureza das funções que lhe são solicitadas a desempenhar,
necessitará de formação bem diferente daquela exigida para o profissional que atua na contabilidade
formal, precisando assim de bons conhecimentos matemáticos e estatísticos, pesquisa operacional e
técnicas de planejamento.
Uma das importantes responsabilidades do contador gerencial apresentada por ATKINSON et
al.(2000, p.447) é:
avaliar o impacto das decisões e ações administrativas que afetam as atividades e os processos da
empresa. Para apoiar a tomada de decisão, é necessário identificar alternativas diferentes
disponíveis para os gerentes, como também, avaliar como os custos e receitas diferem por meio
de ações alternativas (...) Os contadores gerenciais também devem ser capazes de avaliar o
impacto financeiro de recentes decisões sobre atividades e processos, tais como layouts das
fábricas melhorados, que dinamizam as operações de produção.
O ambiente das empresas de competitividade global, conforme IUDÍCIBUS e MARION (2000,
p.282), é internacional e está colocando, para os contadores e para a Contabilidade, desafios e, ao mesmo
tempo, oportunidades de desenvolvimento, que podem marcar uma nova fase na evolução da teoria da
Contabilidade. Eis as principais tendências que assinalaram:
a) Internacionalização dos mercados, com a necessidade de harmonização de princípios
contábeis em nível supranacional
b) Necessidade da contabilidade de custos adequar-se, sem perder suas vantagens comparativas
de sistema de baixo custo, às novas filosofias de qualidade total, competitividade e
eficiência.
c) Considerando que análises mais recentes têm demonstrado que o modelo decisório e as
necessidades informativas, tanto de tomadores de decisões internas à empresa como de
agentes externos são basicamente os mesmos; não mais se justifica, em nível conceitual, a
existência de uma teoria da Contabilidade financeira (para os usuários externos) e o que se
denomina contabilidade Gerencial na verdade uma coletânea de tópicos que ainda não
ganhou uma estrutura coerente. Esforços terão que serem realizados a fim de estruturar
princípios Fundamentais de Contabilidade e, conseqüentemente, montar uma teoria que
abarque tanto a Contabilidade gerencial quanto a Financeira (e a de Custos, como parte da
Gerencial, é claro).

Com a competitividade global e internacional, as empresas estão implementando métodos de


contabilidade gerencial com destaque aos pontos críticos de tomada de decisões. Os métodos de

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contabilidade gerencial deverão atender aos princípios de redução dos custos e melhoramento do ciclo de
vida dos produtos, apresentando modelos que possam serem utilizados para processos e estratégias,
como uma das fontes de vantagem competitiva.

Neste sentido, IUDÍCIBUS (1998, p.309) destaca que:


Ao mesmo tempo em que nos deslumbramos, todavia, com esta nova abordagem, devemos
claramente estabelecer suas limitações, no sentido de que nada substitui, na empresa, o
conhecimento íntimo das informações por parte do Contador Gerencial e o feeling do gerente ou
Diretor Financeiro que vai utilizar as informações. Entretanto, estas qualidades inatas e
profissionais podem, sem dúvida, ser potencializadas através do fornecimento de melhores
informações, através da aplicação de métodos quantitativos aos dados contábeis (...) Assim,
somente o Contador e o Gerente saberão discernir o matematicamente correto do praticamente
factível. Uma outra solução matemática deverá ser encontrada, ou um atalho que seja possível na
realidade empresarial.
Para sobreviver neste novo milênio, SCHWEZ (2001, p.73) o profissional da contabilidade deve
possuir: “além do conhecimento, qualidade fundamental, agilidade, perspicácia e disponibilidade para
resolver os problemas que surgem – não os empurrar para o próximo da fila. Será valorizado aquele que
assumir responsabilidades, tiver iniciativa, boas idéias e soluções para as questões cotidianas que
surgirem.”
O contador gerencial, além de elaborar informes gerenciais, deve avaliá-los e analisar seus
impactos econômicos, financeiros e operacionais, apoiando assim os gestores nas tomadas de decisões na
empresa, bem como opinar por processos de melhorias contínuas no ambiente empresarial.
O contador do futuro, conforme afirma COSENZA (2001, p.58), deverá ser um eterno aprendiz.
“Essa é a tendência inevitável num mundo em mutação acelerada, onde tudo fica obsoleto tão
rapidamente. O mundo está mais apertado e competitivo e tudo se torna mais complicado. Manter-se
ligado e preparado para aprender sempre algo mais de valor e não de contentar nunca com o que já se
sabe será a única solução.”
Portanto, fica evidente que o contador gerencial possui um grande desafio pela frente, o de
preservar seu mercado profissional nessas novas relações de negócio, sendo um empreendedor de si
mesmo, agregando inteligência ao seu trabalho, com aptidão para lidar com as mudanças, se possível
antecipando-se a elas, auxiliando a empresa no processo de gestão empresarial.

CONTROLADORIA

DEFINIÇÃO DE CONTROLADORIA

Para esclarecer, mais especificamente, o sentido da palavra Controladoria, a razão de sua


existência na empresa, poder-se-ia citar, como exemplo, a terminologia da navegação do livro
"Controllership", onde caracterizam a controladoria da seguinte maneira :
“A controladoria não compete o comando do navio, pois essa é tarefa do
primeiro executivo: representa, entretanto, o navegador que cuida dos mapas de

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navegação. É sua tarefa manter informado quanto à distância percorrida, ao local
em que se encontra e a velocidade da embarcação, à resistência encontrada, aos
desvios da rota, aos recifes perigosos e aos caminhos traçados nos mapas, para
que o navio cheque ao destino...” (Heckert e Wilson apud TUNG, 1985, p. 34)

A síntese da controladoria e a sua importância de chegar ao porto de destino sem o concurso do


navegador é mera casualidade. De nada adianta Ter um navegador, com todo o um instrumental,
indicando precisamente onde estamos, quando não sabemos a que porto queremos chegar. Neste ponto,
poder-se-ia então dizer :

Objetivo é o porto de destino;


Planejamento é rota ;
Controle são os instrumentos de navegação;
A controladoria assegura a chegada ao porto objetivando, na rota prevista.
Em síntese: Para praticar o controle, precisa-se de objetivo;
Para atingir o objetivo, precisa-se de controle.

Ela funciona como um órgão de controle, de suporte e apoio à decisão, no qual está diretamente
ligada ao cumprimento dos objetivos da organização.

Atualmente, diante das grandes inovações do mundo gerencial, a contabilidade não pode ficar
alheia a estes avanços; é preciso que ela ocupe um espaço atuante e preciso. Daí a necessidade de se dar
um novo enfoque: o de não apenas registrar números, mas de controlar, mostrar caminhos, direções.

A contabilidade como controladoria é, sem dúvida, algo essencial para o gerenciamento da


empresa. A controladoria é, na verdade, um departamento que registra fatos ocorridos; e sua inovação é
no sentido de que, registrando esses fatos, consiga projetar a situação real da empresa, visando sempre os
pontos estratégicos presente e futuros, auxiliando, assim, na tomada de decisões da empresa.

"O controle e planejamento são processos integrados que afetam todos os aspectos operacionais,
incluindo a determinação dos objetivos e o desenvolvimento de planos de longo e curto prazos".(
CAGGIANO & FIGUEIREDO, 1992,p.205 ).

A controladoria pode atuar como órgão administrativo, vindo a garantir a qualidade das
informações e a auxiliar os administradores e gestores em suas áreas, abrindo caminhos para que estes
atinjam os objetivos pretendidos.

Atua também como ramo do conhecimento na conceituação e teoria em apoio à contabilidade, na


elaboração e continuidade do sistema de informações, dando suporte à contabilidade e à gestão da
empresa.

MISSÃO DA CONTROLADORIA

A empresa de pequeno porte pode ser controlada e dirigida por uma mesma pessoa. Nas
empresas de médio e de grande portes, impõe-se a divisão de tarefas em áreas distintas. No contexto
empresarial, a controladoria serve como órgão de observação e controle da cúpula administrativa. É ela
que fornece os dados e informações, que planeja e pesquisa, visando sempre mostrar a essa mesma cúpula
os pontos estratégicos presente e futuros que põem em perigo ou reduzem a rentabilidade da empresa.

O controle é função que excede os limites da controladoria, visto que toda cúpula administrativa
se dedica a controlar as operações empresariais, abrangendo todos os setores, funções e momentos da

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organização. Examina as origens mais remotas dos atos da gestão, acompanha e registra toda a evolução e
efeitos, constatando a sua efetiva incorporação aos resultados da empresa. Cabe à controladoria pôr em
evidência não só os efeitos, como também participar na busca das causas, colaborando assim, no perfeito
desempenho das atividades de uma entidade.

Manter os gestores informados e atualizados com o sistema de informações é a missão da


controladoria, que atua como base sólida, evidenciando e transparecendo a realidade dos relatórios para a
gestão da empresa, assegurando a continuidade, desempenho e otimizando seus resultados.

Conforme definição de MOSIMANN; ALVES; FISH, (1993): “Dessa forma, a missão da


controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa, para garantir a sua continuidade, através
da integração dos esforços das diversas áreas.” (p. 83)

Assim, como em todas as áreas, é de responsabilidade da controladoria a veracidade das


informações, é devido a ela garantir os dados em exame que são importantes e imprescindíveis na
continuidade da organização, fazendo o melhor uso dos recursos disponíveis, de acordo com os materiais
coletados. Não significa que dará a solução perfeita, mas buscar o melhor caminho a seguir para decisão
empresarial.

A missão da Controladoria é assegurar a otimização do resultado econômico da organização,


com a responsabilidade de tornar as informações úteis para breves ou futuras e importantes mudanças no
cenário empresarial.

OBJETIVOS E META

O alvo da empresa é o maior lucro possível, conciliável com seu crescimento a longo prazo e
também com o bem-estar da coletividade, mediante o atendimento das suas necessidades. Para atingir
esse objetivo, a tarefa da empresa seria a de determinar quais as necessidades ou desejos desta mesma
coletividade, para depois organizar-se do ponto de vista da produção e da comercialização. Essa tarefa é
contínua, pois as necessidades e os desejos dos homens sofrem alterações permanentes.

Para que a empresa consiga alcançar seus objetivos, cada setor de atividade deverá procurar
aplicar métodos eficientes, a partir de uma análise cuidadosamente elaborada. Para desempenhar
convenientemente as funções que lhe são inerentes, a empresa recorrerá à técnica da controladoria, a qual
tem métodos próprios de trabalho, baseados num conjunto de princípios com flexibilidade de aplicação.

O departamento de controladoria busca a forma eficiente e eficaz do conhecimento dos fatos


atuais e da previsão dos acontecimentos futuros, tendo como objetivo prestar informações para a empresa,
visando inovações e correção de atitudes indevidas. Gera, assim, o controle que dá suporte à gestão de
negócios da empresa, de modo a assegurar que esta atinja seus objetivos da empresa, participando das
tomadas de decisões a respeito destes, tendo em vista os objetivos setoriais fazem parte do objetivo global
da empresa.

Através dos processos de planejamento e execução dos relatórios, a controladoria indica os


pontos que apresentam problemas e acompanha o desenvolvimento do processo decisório, observando
todos aspectos favoráveis da organização; acompanha o desenvolvimento dos planos em andamento e
aponta soluções que conduzam aos resultados desejados segundo os gestores.
Conforme definição de CATELLI, (1999, p.376): a função envolve ajudar a adequação do
processo à realidade da empresa ante seu meio ambiente. Estará sendo materializada tanto no suporte à
estruturação do processo de gestão como pelo efetivo apoio às fases do processo de gestão, por meio de
um sistema de informação que permita simulações e projeções sobre eventos econômicos no processo de
tomada de decisão.”
Contudo o objetivo e responsabilidade da controladoria é avaliar e acompanhar o
desenvolvimento dos gestores ou das áreas de responsabilidade.

CONTROLLER

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A palavra "controller" servia, inicialmente para designar o executivo que tinha a tarefa de
controlar ou verificar as contas. Com a evolução, essa definição tornou-se inadequada, visto não abranger
a ampliação das funções do controller. É um profissional que, através do tempo adquiriu conhecimentos
específicos e genéricos, tornando-se responsável pelos registros contábeis e informações sobre todas as
principais atividades e planos da empresa.

"Cada "controller" deve adaptar-se à formação e necessidade de informação de seus diretores,


sem deixar de tentar influenciá-los também, no sentido de canalizar, suas necessidades informativas em
formas repetitivas de relatórios, emanada do sistema contábil". (IUDÍCIBUS, 1991, p.269).

O controller é o gestor encarregado do departamento de Controladoria; seu papel


é, por meio do gerenciamento de um eficiente sistema de informação, zelar pela
continuidade da empresa, viabilizando as sinergias existentes, fazendo com que
as atividades desenvolvidas conjuntamente alcancem resultados superiores aos
que alcançariam se trabalhassem independentemente.” (FIGUEIREDO &
CAGGIANO, 1997, p.28)

O controller faz parte da cúpula administrativa, participando nos processos de planejamento e


controle empresarial, capacitando os gerentes e administradores a planejarem, executarem e controlarem
adequadamente as atividades da empresa, utilizando com eficiência e eficácia os recursos que são
colocados a sua disposição com a missão e objetivo da empresa, conduzindo-a ao sucesso.

Ele é um profissional que possui certos atributos e qualificações, tanto específicos quanto
genéricos, a fim de fazer com que a controladoria cumpra sua missão. É responsável pelos registros
contábeis e informações sobre todas as atividades, estando cada vez mais envolvido no processo de
tomada de decisões da empresa.

FUNÇÕES DO CONTROLLER

O controller tem uma visão ampla da organização e conhece a fundo todas as informações, por isso,
sua função é elaborar, analisar e interpretar os relatórios gerenciais de acordo com as necessidades do
usuário, que servirão de suporte para a tomada de decisões na empresa.
“(...) o controller desempenha sua função de controle de maneira muito especial,
isto é, ao organizar e reportar dados relevantes, exerce uma força ou influência
que induz os gerentes a tomarem decisões lógicas e consistentes com a missão e
objetivos da empresa.” (NAKAGAWA, 1995, p. 13)

CARACTERÍSTICAS DO CONTROLLER

Para pleno desempenho de suas funções, o controller, como qualquer outro executivo, deve ter
suas tarefas perfeitamente delimitadas. Exigem-se da parte do controller certas qualidades indispensáveis,
com as seguintes características :

 Capacidade de prever os problemas que poderão surgir e de coletar as informações


necessárias para a tomada de decisões; com vista à implantação de ações de melhorias
 Capacidade de prever o aparecimento de problemas, nos diferentes departamentos, bem
como de providenciar os elementos para as devidas soluções;
 Fornecer as informações em linguagem clara, simples e objetiva aos usuários na
interpretação e análise;
 Traduzir os fatos, uma vez que os números isolados não auxiliam a administração da
empresa;
 Capacidade de Ter sempre olhos voltados para o futuro, pois o passado está morto;
 Dar informações e elaborar relatórios, no momento em que forem solicitados, pois
existem mudanças diárias no sistema econômico do nosso país onde a urgência de análises é
necessária para resolução dos problemas que possam surgir;

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 Assumir a posição de conselheiro, não de crítico; O controller não deverá forçar uma
tomada de decisão, porém, poderá conseguir o almejado, mantendo o assunto presente até que
uma atitude satisfatória seja tomada;
 Ser imparcial, tendo capacidade de "vender" suas idéias aos demais executivos; sendo
crítico, comunicativo e convincente.
 Capacidade de compreender que no desempenho de suas funções, sua contribuição para
outras áreas sofre limitações.

Dar informações aos gestores no momento certo, em que for solicitado, pois, para o desempenho da
empresa deve-se considerar uma informação aproximada caso não seja possível uma posição exata,
porém, em tempo hábil para que se produza efeito eficaz;
Ser imparcial e honesto, isto é, ao avaliar e apresentar os resultados, agir independente das partes que
estão sendo sujeitas à avaliação, não ajudando ou prejudicando as mesmas, deve ser ético;
Ter capacidade de vender suas idéias aos demais executivos, para isso é preciso que seja criativo,
comunicativo e convincente, tendo sempre em mente o controle organizacional para otimização do
resultado empresarial.

ATUAÇÃO E TAREFA DO CONTROLLER

O conhecimento dos fatores macroeconômicos da própria empresa fazem com que o controller se
situe em seu próprio meio. O sistema contábil e a metodologia financeira constituem as ferramentas
principais para o desenvolvimento de um método eficaz de controle. O conhecimento das
responsabilidades e da autoridade a ele atribuídas, conferem-lhe uma sólida base de trabalho. Se às
qualificações inerentes a sua função estiver unida uma razoável dose de tato, de imaginação construtiva,
de iniciativa , de espírito de imparcialidade e sinceridade, o controller não terá dificuldade em
desempenhar eficientemente suas funções.

O controller, como membro da administração não exercerá autoridade direta nos diversos
departamentos da empresa.

Desempenha, porém, a função de conselheiro e consultor e a sua ação na empresa estende-se da


seguinte forma:

 Ação Orientadora - formular e recomendar normas para o funcionamento dos


departamentos, fazendo com que as políticas estabelecidas sejam claramente entendidas.
Recomendar as modificações quando necessárias, ou seja, ao observar falhas no processo voltar
ao seu início e orientar para que seja feito corretamente.
 Ação Corretiva - analisar a entrada de dados e informação, ou seja, corrigir os erros
antes da elaboração dos relatórios.
 Ação Comparativa - supervisionar a elaboração dos relatórios baseados nos resultados
atuais das operações, em comparação com o planejado.
 Ação Diretiva - dirigir atividades internas, de acordo com a política aprovada pela
empresa, orientando, assim a diretoria nas suas decisões referentes aos relatórios gerenciais.

O controller atua como um órgão de assessoria e suporte, ligado diretamente à alta administração,
funcionando como um filtro das informações geradas pelos diversos setores da empresa; sua função
básica é garantir que as informações cheguem corretas ao seu destino no tempo certo, de forma que,
quando recebidas, sejam úteis à tomada de decisões.

O controller tem como tarefa manter o executivo principal da companhia informado sobre os rumos
que ela deve tomar, aonde ir e os caminhos que devem ser seguidos. É ele quem fornece dados e
informações, quem planeja e pesquisa procurando sempre mostrar o caminho correto.

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A INFLUÊNCIA DA CONTROLADORIA NA GESTÃO EMPRESARIAL

No atual mundo dos negócios, o termo gestão empresarial ganha cada vez mais destaque dentro
das organizações, melhorando o desempenho e buscando alternativas que indiquem a boa administração e
adequação dos recursos disponíveis.
As organizações têm necessidade de fazer as coisas acontecerem dentro de uma gestão tão
qualitativa quanto quantitativa, no desejo de atingir seus objetivos, desde a mais simples atividade até a
mais complexa e conquistar a integração da empresa como um todo.
“A abordagem do conceito de gestão empresarial requer o conhecimento da
etimologia da palavra gestão, a qual deriva do latim “gestione”, que quer dizer
ato de gerir, gerência, administração. Portanto, gestão e administração são
sinônimos (...) Gerir é fazer as coisas acontecerem e conduzir a organização para
seus objetivos.” MOSIMANN; ALVES; FISCH, (1993, p.27)

De acordo com os valores da organização, será estabelecido o processo de gestão, que seguem
normas estabelecidas que levam ao cumprimento do objetivo principal da empresa. ou seja, o
relacionamento entre acionistas e gestores, refletindo a forma como será aplicado o modelo de gestão.
“O modelo de gestão representa os princípios básicos que norteiam uma
organização e serve como referencial para orientar os gestores nos processos de
planejamento, tomada de decisões e controle. A empresa (...) deverá cumprir sua
missão para garantir sua continuidade.” PEREZ JUNIOR et.al. (1997, p.12)

O processo de gestão assegura o cumprimento da missão, conduzindo os gestores no


planejamento, desenvolvimento e acompanhamento da empresa e sua continuidade.
“O processo de gestão, também denominado processo decisório (...) é composto
de três etapas: o planejamento, a execução e o controle. O modelo de gestão da
empresa inclui sua estrutura organizacional, ou seja, os diversos segmentos que
perfazem o todo, os quais são denominados de órgãos. A missão de todas as
áreas de uma empresa é dar suporte à gestão de modo a assegurar que a mesma
atinja seus objetivos.” (MOSIMANN; ALVES; FISCH, 1993, p.105-107)
.
A controladoria fornece as informações exatas para tomada de decisões, atuando de acordo com
o modelo de gestão que é influenciado pela cultura da empresa e as variáveis ambientais.

A tarefa da controladoria requer aplicação de princípios sadios, os quais abrangem todas as


atividades empresariais, desde o planejamento inicial até a obtenção do resultado final. Por planejamento
entende-se que o controller deve medir as possibilidades de sua empresa, perante as realidades externas,
para fixar objetivos, estabelecer políticas básicas, elaborar o organograma com responsabilidades
definidas para cada posição dentro da sua própria organização, estabelecer padrão de controle,
desenvolver métodos eficientes de comunicação e manter um sistema adequado de relatórios.

Conforme define FIGUEIREDO & CAGGIANO (1997, p.43):


“O planejamento é a mais básica de todas as funções gerenciais, e a habilidade com que esta
função está sendo desempenhada determina o sucesso de todas operações.
Planejamento pode ser definido como o processo de reflexão que precede a
ação e é dirigido para tomada de decisão agora com vistas no futuro”.

O planejamento é a primeira fase do processo decisório e envolve os seguintes passos:


Projeção de cenário, ou seja, demonstrado o estado da organização, de que maneira está
operando, considerando inclusive os fatores externos, como está e o que precisa mudar;

Definição dos objetivos a serem alcançados, o que se pretende obter especificando-o e aonde se
pretende chegar;

Verificação dos pontos fortes e fracos da empresa, identificar onde a empresa tem maior
desempenho podendo utilizar os recursos e mudar os pontos que precisam de melhorias;

Avaliação das ameaças e oportunidades ambientais, fala-se do ambiente externo, sua atual
posição no mercado e a influência na organização;

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Formulação e avaliação de planos alternativos, ou seja, elaborar e avaliar os procedimentos e
apresentar soluções viáveis;

Implementação do melhor plano alternativo, que é a escolha do plano que irá beneficiar e dar
solução eficaz para processo decisório.

Conforme descreve CHIAVENATO, (1993 p.262):


“A finalidade de controle é assegurar que os resultados daquilo que foi planejado, organizado
e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente
estabelecidos. A essência do controle reside na verificação se a atividade
controlada está ou não alcançando os objetivos ou resultados desejados. O
controle consiste fundamentalmente em um processo que guia a atividade
exercida para um fim previamente determinado.”

Ao apresentar as possíveis variações das diversas atividades, o controle


analisa se estas fogem do padrão de normalidade, podendo alguma delas serem propícias ao desempenho
atual e futuro da empresa e corrigir os erros e desvios no processo organizacional.

Para CHIAVENATO, (1999, p.16) “O controle representa o acompanhamento, monitoração e


avaliação do desempenho organizacional para verificar se as coisas estão acontecendo de acordo
com o que foi planejado, organizado e dirigido. Controle é a função administrativa relacionada
com a monitoração das atividades a fim de manter a organização no caminho adequado para o
alcance dos objetivos e permitir a correção necessárias para atenuar os desvios.”

O controle é um processo que assegura que as atividades atuais estejam em conformidade com
as atividades planejadas. Quanto mais completos, definidos e coordenados forem os planos, tanto mais
fácil será o controle e a implementação de ações corretivas se necessárias no processo.

ATKINSON et. al.(2000, p.581-582) destaca que o processo de monitorar, avaliar e melhorar o
desempenho da empresa para alcançar seus objetivos e normalmente chamado controle
organizacional..(...) Um sistema está sob controle se ele está no caminho para alcançar seus
objetivos. Caso contrário, o sistema está fora de controle. Três papeis importantes do contador
gerencial, são:

1 – Ajudar uma empresa a ficar sob controle.


2 – Identificar quando o processo está fora de controle
3 – dar suporte à aprendizagem da empresa, com apoio ao planejamento e a tomada de decisão

O processo de manter uma empresa sob controle envolve cinco passos:

PLANEJAMENTO
Consiste no desenvolvimento
dos objetivos primários e
secundários da empresa e na
identificação dos processos
que o completam.

EXECUÇÃO
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Consiste em
implementar o plano
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CORREÇÃO
Consiste na realização
de qualquer ação
corretiva necessária
para trazer o sistema
sob controle

MONITORAÇÀO AVALIAÇÃO
Consiste em mensurar o nível Consiste na comparação do
atual de desempenho do nível atual de desempenho do
sistema sistema para identificar
qualquer variância entre os
objetivos do sistema e o
desempenho efetivo e decidir
sobre ações corretivas

Fonte : adaptado de ATKINSON e tal (2000, p.582)

Para o processo de controle fazer sentido, a empresa deve ter conhecimento e habilidades par
detectar as situações que exigem correções, em determinados passos, aplicar as ações corretivas
necessárias para acerto do processo de controle objetivando o alcance do objetivo proposto.

Conforme descreve CATELLI (1999, p.61)


O controle visa assegura, por meio de correções de “rumos “, que os resultados planejados sejam
efetivamente realizados, apoiando-se na avaliação de resultados e desempenhos. O processo de
controle compreende a comparação entre os resultados realizados e os planejados, a identificação
de desvios e suas respectivas causas, e a decisão quanto às ações a serem implementadas. O
processo de controle consiste em ações corretivas, tanto no desempenho que vem sendo
realizado quanto em programas de curto prazo, planos de médio e longo prazos e diretrizes
estratégicas se for o caso.

As decisões envolvidas na área de controle, surgem de duas atividades maiores: primeiro,


comparar o desempenho real com o que foi planejado; segundo, determinar se o plano deve ser
modificado com ações de melhoria para atingir o resultado.
Características dos aspectos do processo de controle

ASPECTOS CARACTERÍSTICAS
O controle deve apoiar planos estratégicos e focalizar as
atividades essenciais que fazem a real diferença para a
 ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA PARA organização.
RESULTADOS

O controle deve apoiar o processo de tomada de decisão


apresentando dados em Termos compreensíveis. O controle
 COMPREENSÃO deve evitar relatórios complicados e estatísticas enganosas.

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O controle deve indicar os desvios rapidamente, através de
uma visão panorâmica sobre o local em que as variações
 ORIENTAÇÃO RÁPIDA PARA AS estão ocorrendo, e o que deve ser feito para corrigi-los
EXCEÇÕES adequadamente.

O controle deve proporcionar um julgamento individual e


que possa ser modificado para adaptar-se a novas
 FLEXIBILIDADE circunstâncias e situações.

O controle deve proporcionar confiabilidade, boa


comunicação e participação entre as pessoas envolvidas.
 AUTOCONTROLE

O controle deve enfatizar o desenvolvimento, mudança e


melhoria. Deve alavancar a iniciativa das pessoas e
 NATUREZA POSITIVA minimizar o papel da penalidade das punições.

O controle deve ser imparcial e acurado para todos. Deve


ser respeitado como um propósito fundamental : a melhoria
 CLAREZA E OBJETIVIDADE do desempenho.

Fonte : Adaptado de CHIAVENATO (1999, p.653-654)

O objetivo do controle é manter as operações dentro dos padrões estabelecidos a fim de que os
objetivos sejam alcançados com envolvimento da equipe. Assim, as variações, erros ou desvios devem
serem corrigidos para que as operações sejam normalizadas, sem ficar a procura de culpados e de
penalidades, mas sim de aplicações de ações corretivas que visa manter o desempenho dentro do nível dos
padrões estabelecidos, visando que tudo seja feito exatamente de acordo com o que se pretendia fazer.

Conforme descreve PEREZ JUNIOR (1997, p.37)


O processo decisório é influenciado pela atuação da Controladoria através das informações de
planejamento e controle, que exigem sistemas de informações que suportem estas decisões. A
missão da controladoria é otimizar os resultados econômicos da empresa através da definição de
um modelo de informação baseado no modelo de gestão. O papel da controladoria, portanto, é
assessorar a gestão da empresa, fornecendo mensuração das alternativas econômicas e, através da
visão sistêmica, integrar informações e reportá-las para facilitar o processo decisório.
A controladoria desempenha papel atuante no fornecimento de informações gerenciais
integradas para apoio aos gestores no processo de informações baseada em modelo de gestão que facilita
o processo de tomada de decisões, com visão sistêmica para a obtenção de resultados.
A controladoria utiliza-se das informações e relatórios das áreas a serem controladas para
iniciar o trabalho de interpretação, avaliação e conclusão. A informação é uma ferramenta para o
desenvolvimento do planejamento, execução e do controle.
O sistema de relatórios faz parte do plano de controle da empresa. Após o planejamento, inicia-
se a fase de controle. Após esta, segue-se a tarefa de analisar os resultados obtidos. Depois os resultados
são relatados aos respectivos responsáveis, através dos canais preestabelecidos, para que sejam tomadas
determinadas decisões.

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAIS

Para IUDÏCIBUS & MARION (2000, p.64)

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“A informação contábil precisa ser compreensiva, isto é, completa, e retratar todos os aspectos
contábeis de determinada operação ou conjunto de eventos ou operações. Não se devem compensar
créditos com débitos, ou direitos e obrigações. Todos os aspectos de uma operação que afeta o patrimônio
precisa ser levado em conta.”

A forma de apresentação da informação contábil para o processo de gestão nas empresas deverá
ser apresentada de forma clara, simples e objetiva, abrangendo os aspectos operacionais, econômicos e
financeiros da empresa.

Conforme apresentado por ATKINSON et.al. (2000, p.763):as metas do sistema gerencial e de
controle como as seguintes:

a) Auxiliar a empresa a planejar para o futuro.


b) Monitorar os eventos do ambiente externo e seus efeitos no projeto e funcionamento do
Sistema de contabilidade gerencial e de controle.
c) Medir e registrar os resultados das atividades que ocorrem dentro da empresa para assegurar
que os tomadores de decisões estejam bem informados.
d) Avaliar o desempenho dos funcionários e grupos da empresa.

Como as pessoas estão envolvidas com cada uma dessas metas, o estudo dos métodos e
sistemas da contabilidade gerencial, devem estar conectados ao estudo do comportamento humano com
envolvimento e a participação da equipe, na implantação e desenvolvimento do planejamento e objetivos
do sistema de informação gerencial da empresa, oferecendo estimulo e ouvindo e considerando as
opiniões pode ser uma forma de incentivar a equipe ao envolvimento e concentração de esforços para
atingirem seus objetivos, proporcionando assim, melhor desempenho das atividades e melhorias do
resultado geral da empresa.
MAGALHÃES E LUNKES (2000, p.54) apresentam que:
“As características gerais das informações, contidas ou geradas pelos sistemas contábeis, podem
ser dados financeiros ou dados d desempenho, de maneira que cabe a gerência, por meio de suas
necessidades de planejamento e controle, expressar e analisar as condições de uso e torná-las compatíveis
aos diversos setores, para decisão.”

Conforme apresentado por PADOVEZE (1997, p.38):


Os pressupostos básicos dos aspectos principais e mais relevantes, que devem ser observados na
elaboração de um Sistema de informação Contábil Gerencial, bem como as características e
procedimentos para sua utilização adequada são apresentadas conforme quadro abaixo

FUNÇÕES DAS INFORMAÇÕES CONTÁBIL GERENCIAL

FUNÇÕES DA INFORMAÇÃO CARACTERÍSTICAS


fornece informações (feedback) sobre a eficiência e a
Controle Operacional qualidade das tarefas executadas

Custeio do produto e mensura os custos dos recursos para se produzir, vender e


do cliente entregar um produto ou serviço aos clientes

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fornece informações sobre o desempenho de gerentes e de


Controle Administrativo unidades operacionais

fornece informações sobre o desempenho financeiro e


Controle Estratégico competitivo de longo prazo, condições de mercado,
preferências dos clientes e inovações tecnológicas

FONTE : Atkinson et.al , (2000, p. 45)

Dependendo do nível da operação, as informações gerenciais contábeis possuem uma demanda


diferente, que são convertidos em produtos acabados e ou de serviços, que são executados para os
clientes sendo utilizadas em processo de gestão para sinais de divergências entre o planejado e o
realizado.
As imediatas ações corretivas nos casos de divergências, serão detectadas na análise do
desempenho obtido e reestruturadas de forma que contribuirão para a eficiência e no processo gestão
dos negócios
PEREZ JUNIOR et.al ( 1997, p.18) define que :
o sistema de informações gerenciais representa o banco de dados em que estão centralizadas
todas as informações da empresa. O sistema de informação gerencial baseia-se no sistema
contábil societário, complementando pelo sistema de contabilidade gerencial, e é responsável
pelo registro de todas as operações da organização e pela elaboração de relatórios que permitam
a mensuração de resultados e forneçam dados para a tomada de decisões(...) O sistema de
informações gerenciais objetiva fornecer condições para que os resultados reais das operações
sejam apurados e comparados com aqueles orçados. Isso é possível através da integração entre
padrões e orçamentos (que fornecem os resultados previstos dentro de determinado nível de
atividade) e contabilidade ( que fornece o resultado efetivamente realizado.
O sistema de informação contábil gerencial, deverá ser apresentado não somente num contexto
de informações contábeis, mas sim, com a junção de informações operacionais, do ambiente externo e
outros fatores que sejam necessários para a empresa na estruturação de medidas para tomadas de decisões
com informações objetivas e completas.

Para PADOVEZE,( 1997, p.41-42)


“O que caracteriza um sistema de informações contábil integrado é a ‘navegabilidade’ dos dados.
A partir do momento em que um dado é coletado(...), este deverá ser utilizado em todos os
segmentos do sistema de informações contábil (...). Diante disso, o dado navega por todos os
segmentos do sistema de informação contábil(...). Não haverá necessidade de reclassificação
para outros sistemas, assim, como de reintrodução do dado em algum sistema particular de outro
setor ou departamento da empresa. A informação será sempre fornecida pelo mesmo e único
sistema contábil de informação.”
Na medida em que os dados são coletados e integrados ao sistema de informações gerenciais,
estes são processados e transformados de forma que possam diversificar os relatórios apresentados para
atender as necessidades dos usuários. Não havendo assim a necessidade de reintroduzir os dados no
sistema para processar outros relatórios.
FREZATTI (2000, p.74) descreve que:
Muito se fala sobre os benefícios proporcionados pela integração entre os sistemas de
informações das organizações. Sem dúvida, comparativamente falando-se, os sistemas se tornam tão

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mais úteis quanto forem integrados. Essa percepção, embora óbvia, tem conseqüências práticas em termos
de qualidade de informações e definições de erros.
A figura abaixo apresenta a integração de vários módulos de sistemas de informações de uma
empresa.
INTEGRAÇÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES COM O SISTEMA CONTÁBIL

Sistema Fiscal Faturamento Contas a


Receber

Suprimentos Estocagem Produção

Contas a Contabilidade Custeio


Pagar
Ativo Fixo

Orçamento Controle
Orçamentário

Fonte: FREZATTI (2000, p.74)

O fato de uma informação Ter uma única entrada dentro do sistema, o compartilhamento de
dados e mesmo o potencial e agilidade no processo da informação será essencial à qualidade para o seu
gerenciamento.

Conforme afirma IUDÍCIBUS, (1998, p.283),


Uma das premissas mais simples e freqüentemente mais esquecidas pelo contador, mesmo de
boa qualidade técnica, é que os relatórios contábeis, via de regra, não são feito para contadores,
mas para gerentes dos mais variados níveis. Os níveis de gerências podem ser identificados a
partir de seu interesse em informações de caráter global e estratégico ou setorial analítico.
Existem, por outro lado, categorias intermediárias que gostam de analisar relatórios amplos
quanto à área abrangida e, ainda assim, detalhados.

EXERCICIO 01
Marque a alternativa correta:

Quanto a seus propósitos, a contabilidade de custos pode ser dividida em:

a) contabilidade comercial e industrial;


b) contabilidade industrial e de serviços;
c) contabilidade gerencial e financeira;
d) contabilidade de produção e comercialização;
e) contabilidade comercial e de serviços.

A área da contabilidade que trata dos custos incorridos na produção de bens é denominada:

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a) contabilidade comercial;
b) contabilidade gerencial;
c) contabilidade de serviços;
d) contabilidade industrial;
e) contabilidade financeira.

Entre as afirmativas seguintes, apenas uma está incorreta, assinale-a:

a) a contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração o resultado das
empresas comerciais para as empresas industriais;
b) a contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial, fornecendo dados de
custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões;
c) os custos de produção reúnem o custo do material direto, o custo da mão de obra e os demais custos
indiretos de fabricação;
d) o objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a
auxiliem em suas funções gerenciais;
e) o custo pode ser entendido como o gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros
bens ou serviços.

Assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F)

( ) Controle operacional fornece informações (feedback) sobre a eficiência e a qualidades das tarefas
executadas.
( ) Planejamento consiste no desenvolvimento dos objetivos primários e secundários da empresa e na
identificação dos processos.
( ) O controller atua como um órgão de assessoria e suporte, ligado diretamente à alta administração,
funcionando como um filtro das informações geradas pelos diversos setores da empresa; sua função
básica é garantir que as informações cheguem corretas ao seu destino no tempo certo, de forma que,
quando recebidas, sejam úteis à tomada de decisões.
( ) O controller é aquele que mensura os custos de produção para produzir e vender os produtos de
maneira a atender a necessidade dos clientes.
( ) A contabilidade está crescentemente focada em sistemas de informação que permitam melhor
gerenciamento de custos, constituindo parte do domínio da contabilidade gerencial. A contabilidade de
custos, como suporte para a tomada de decisões, é essencial para: introduzir ou cortar determinado
produto, determinar preços, definir a melhor opção entre comprar ou produzir.
( ) A controladoria desempenha papel atuante no fornecimento de informações gerenciais integradas
para apoio aos gestores no processo de informações baseada em modelo de gestão que facilita o processo
de tomada de decisões, com visão sistêmica para a obtenção de resultados.

CONCEITOS DE CONTABILIDADE DE CUSTOS

A Contabilidade de Custos desenvolveu-se a partir da Revolução Industrial, com o surgimento das


máquinas e da produção em grande escala. Nos dias atuais com a competição tornando-se globalizada, as
empresas estão correndo em busca de inovações tecnológicas que garantam a elevação do nível da
qualidade dos produtos.
A Contabilidade de Custos visa maximizar o resultado da empresa, dando ênfase a total satisfação do
cliente. “A ciência contábil é uma ciência dividida em diversas especialidades. A Contabilidade de
Custos, refere-se a uma parte da Contabilidade, sendo impossível separá-la”.
A Contabilidade de Custos centra sua atenção no estudo da composição e no cálculo dos custos, também
observa o resultado
dos centros ou dos agentes do processo produtivos.
A Contabilidade de Custos pode ser classificada como:

CONTABILIDADE DE CUSTOS SINTÉTICA

visa o registro e apuração, numa SEÇÃO da contabilidade geral, das operações propriamente industriais
ou de prestação de serviços.

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Tais registros sintetizam, resumem e consolidam os resultados dos cálculos detalhados de custos
efetuados na contabilidade de custos analítica, na forma de alocação de custos se toriais, apropriação de
custos a produtos e serviços e apuração do custo unitário dos produtos elaborados, semi-elaborados e em
elaboração, através do uso de mapas, fichas e planilhas. Um bom
exemplo é o livro de Hilário Franco, "contabilidade industrial",
que ilustra os LANÇAMENTOS CONTÁBEIS necessários para o acompanhamento, na forma de
PARTIDAS DOBRADAS, desde
a aquisição dos fatores de produção à evidenciação do custo dos
produtos fabricados e vendidos, passando pela valor ação dos estoques de insumos, materiais e produtos.

A CONTABILIDADE DE CUSTOS ANALÍTICA

visa o detalhamento da informação e respeito do movimento


interno de valores, efetuado para a transformação dos fatores em produtos, não só com fins contábeis,
inventariais e de apuração do resultado geral, mas igualmente com fins gerenciais e adminis trativos, de
planejamento, orçamentos, controle e avaliação desempenho, de produtos, setores e operações -
detalhamento este realizado em mapas, fichas e planilhas.
A contabilidade de custos analítica pode ser desdobrada numa contabilidade setorial e numa contabilidade
dos produtos.

A CONTABILIDADE SETORIAL DE CUSTOS

visa o acompanhamento, a alocação e a determinação dos custos operacionais setoriais, totais e unitários.
O mapa de localização de custos (MLC) é uma das possibilidades de realização de uma contabilidade
setorial de custos ou, simplesmente, de setorização de custos.

A CONTABILIDADE DE CUSTOS DOS PRODUTOS

visa a apropriação dos custos de transformação aos produto


s elaborados, semi-elaborados e em elaboração, bem como a apuração do custo total e unitário dos
produtos e serviços para fins gerenciais e administrativos, podem abranger ainda os custos de
distribuição, armazenagem, vendas e administração, incluídos aí os custos financeiros e tributários. A
ordem de produção ou de serviço, o boletim de Apropriação de custos (BAC) e o mapa de apropriação de
custos (MAC) são instrumentos-exemplos de uma Contabilidade de custos dos produtos.

CUSTO OU DESPESA?

De grande importância para a gestão de negócios, a correta diferenciação dos gastos em custos e despesas
se faz necessária já que a contabilidade trata ambas de formas distintas. Contabilmente os custos integram
diretamente o valor dos estoques, já as despesas são deduzidas do resultado apenas na Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE).

Custos – São os gastos relacionados à produção, como matéria-prima, energia elétrica da fábrica, aluguel
da fábrica, mão-de-obra destinada à produção etc. Em empresas não industriais, são os gastos efetuados
com mercadorias compradas para revenda ou serviços prestados.

Despesas – São gastos de administração, vendas, financiamento etc. não diretamente relacionados à
atividade produtiva. Assim, o aluguel dos escritórios da empresa, ao contrário do aluguel da fábrica, é
despesa. Os salários dos administradores e funcionários do escritório da empresa são despesas, assim
como a energia elétrica do escritório, materiais de escritório etc.

Desta forma, custo é o valor gasto com bens e serviços para a produção de outros bens e serviços.
Exemplos: matéria prima, energia aplicada na produção de bens, salários e encargos do pessoal da
produção.

Como diferenciar?

Os custos têm a capacidade de serem atribuídos ao produto final, despesas são de caráter geral, de difícil
vinculação aos produtos obtidos.

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Se ainda restar dúvida proponho a seguinte pergunta para esclarecimento da natureza do gasto:

Se hipoteticamente eu eliminar este gasto a produção ou obtenção de estoques seria diretamente afetada?

Se a resposta for afirmativa trata-se de um custo, pois está vinculado a produção, caso contrário temos
uma despesa.

Exemplo de aplicação:

Gasto com propaganda e publicidade é custo ou despesa?

Aplicando a análise acima veremos que ao cortar gastos com publicidade e propaganda não teríamos
alteração na produção de estoques, somente uma possível queda nas vendas. Portanto trata-se de uma
despesa.

Quadro Comparativo: Custos x Despesas

Custos Despesas
Gastos de produção Gastos administrativos e de vendas

Vinculados diretamente aos Não se identificam diretamente à


Produtos/Serviços produção

Gastos com o objeto de Gastos outras atividades não


exploração da empresa (atividade- exploradas pela empresa (atividade
afim) meio)

CONTABILIDADE DE CUSTOS

1. Sistemas de Custos

Terminologia aplicada à Contabilidade de Custos:

Gasto – é o valor arcado pela entidade para obter um produto ou serviço, representado pela entrega ou
promessa de entrega de algum ativo (dinheiro, bens). Ex.: Gastos com mercadorias, gastos com pessoal
etc.

Investimento – é um gasto efetuado em bens ou serviços com benefícios futuros. Os ativos são estocados
na empresa e têm maior vida útil, sendo consumidos ou vendidos em maior tempo. Ex.: Máquinas, ações
de empresas etc.

Custo – é o gasto efetuado em um bem ou serviço que é utilizado na produção de outros bens ou serviços
ou revendido com lucro. Ex.: Matéria-prima de um produto, energia elétrica na produção de bens e
serviços etc.

Despesa – são bens ou serviços consumidos para se auferir receitas. O dinheiro (ativo) é consumido ao se
pagar os salários dos empregados. Ex.: comissões sobre vendas, despesas financeiras etc.

Desembolso – é o pagamento efetuado ao se adquirir um bem ou serviço.

Perda – é o bem ou serviço que se consome de modo involuntário e anormal.

Observações:

· As despesas reduzem o patrimônio líquido da entidade;

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· O custo de um produto vendido representado pelo seu valor de compra ou valor de produção não é
uma despesa, e sim, um custo de vendas ou custo de produção. O custo se refere ao gasto na compra ou
na produção;

· Todas as despesas são gastos. Porém, nem todos os gastos incorridos pela empresa são despesas. Um
terreno comprado, por exemplo, é gasto, mas não é despesa;

· O desembolso pode ser antes, durante ou após a compra do bem ou serviço;

· A perda não pode ser confundida com despesa ou custo para a empresa. Ela não é previsível. Ex.:
perdas por incêndios, deterioração de produtos perecíveis etc.

Terminologia em entidades não-industriais:

O custo em empresas não produtoras representa, muitas vezes, o preço de aquisição de um bem ou
produto destinado à revenda. Ex.: Custo de mercadorias vendidas. Em uma empresa de serviços, o custo
representa o sacrifício financeiro dispendido para obtenção e prestação daquele serviço. Ex.: Custos dos
serviços prestados, custo das consultas etc.

2. Classificação de custos: custos diretos, custos fixos e variáveis. Separação entre custos e
despesas

Custos diretos e indiretos:

Custos diretos – São custos diretos aqueles relacionados diretamente com a produção do produto (bem ou
serviço), no qual podemos ter uma medida fiel do gasto realizado. Por exemplo, a quantidade de matéria-
prima utilizada na produção de um bem é algo mensurável. Podemos determinar o custo da matéria-prima
utilizada na produção, mesmo que tenhamos vários produtos.

Exemplos de custos diretos: Matéria-prima, embalagens, materiais de consumo, mão-de-obra etc.

Custo indireto – É o custo que não podemos determinar com precisão sobre cada produto, por isso ele é
rateado ou alocado com base em algum critério. Por exemplo, não sabemos quanto de energia elétrica
cada produto consome ao ser produzido. A energia elétrica da fábrica pode, então, ser rateada pelos
produtos fabricados, com base nas quantidades produzidas ou em outro critério, como número de horas de
mão-de-obra, por exemplo.

Exemplos de custos indiretos: Energia elétrica da fábrica, água consumida na fábrica, lubrificantes das
máquinas, salários dos supervisores ou gerentes da fábrica etc.

Custos fixos e variáveis:

Custos fixos – São os custos incorridos para se fabricar o produto (bem ou serviço), que não têm relação
com a quantidade produzida, ou seja, seu valor não varia mesmo que se produza mais ou menos bens ou
serviços. Ex.: Aluguel da fábrica, manutenção, limpeza da fábrica etc.

Custos variáveis – São os custos que variam conforme a produção. Uma maior quantidade produzida
implica em maiores custos, assim como uma menor quantidade produzida implica em uma redução dos
custos. Ex.: Matéria-prima, mão-de-obra, energia elétrica da fábrica etc.

Matéria Prima

A Matéria Prima compreende os materiais aplicados na fabricação de um produto e que fazem parte dele.
E ntre os materiais integrantes de um produto encontramos aqueles cuja quantidade efetivamente
consumida podemos identificar nesse produto e aqueles que não podemos. Os Primeiros são considerados
Custos Diretos e os demais Indiretos,
pois sua apropriação se dará por Rateio.

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Outras Classificações de Custo

Custos de Transformação:

Correspondem aos Custos incorridos para transformar a matéria prima em produto. Compreendem os
custos com a mão-de-obra direta e os custos indiretos de fabricação.
Os Custos de Transformação são chamados também de Custos de Conversão.
Custo de Transformação = Mão-de-Obra Direta + Custos Indiretos de Fabricação.

Custos Primários:

Correspondem aos Custos de Matéria-Prima e de Mão-de-obra Direta.


Custo Primário = Matéria Prima + Mão-de-Obra Direta.

Custos de Produção:

Correspondem aos custos de matéria-prima, mão-de-obra direta e custos indiretos.

EXERCICIO 02

Gastos da Empresa Industrial X

1 - Classificar os eventos abaixo, relativos a uma indústria de eletroetronica, como Investimentos ( I ),


Custo ( C ), Despesa ( D ) ou Perda ( P ), seguindo a terminologia contábil:
( ) Compra de matéria-prima
( ) Consumo de energia elétrica da fabrica
( ) Salários dos funcionários da Produção
( ) Consumo de combustível das maquinas
( ) Salários dos funcionários do almoxarifado
( ) Compras de máquinas para produção
( ) Depreciação das máquinas da produção
( ) Comissões das vendas
( ) Salários dos funcionários da Contabilidade
( ) Depreciação do prédio da área de produção
( ) Consumo de matéria -prima
( ) Compra de embalagens
( ) Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente
( ) Remuneração dos funcionários da expedição
( ) Geração de sucata no processo produtivo
( ) Estrago acidental e imprevisível de lote de material
( ) Reconhecimento de duplicata como não recebível
( ) Gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos
( ) Gastos com seguro incêndio da fabrica
( ) Consumo de embalagens.
( ) Consumo de energia da administração
( ) Compra de uma empilhadeira
( ) Salários da diretoria
( ) Refeição dos funcionários da produção
( ) Manutenção das maquinas da fabrica
( ) Consumo de energia elétrica da administração
( ) Compra de material de escritório para administração
( ) Salários dos funcionários do setor financeiro
( ) Salários dos funcionários do setor de vendas

Atualizada em agosto de 2018 30


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EXERCICIO 03

CONFORME DESCRIÇÕES ABAIXO SEPARAR OS


CUSTOS E DESPESAS

ITEM DESCRIÇÃO R$
82.000,00
1 Comissões de Vendedores
138.400,00
2 Salários dos funcionários da Fábrica
520.000,00
3 Matéria - Prima consumida
119.000,00
4 Salários dos funcionários da Administração
110.000,00
5 Depreciação da Fábrica
26.000,00
6 Energia Elétrica da administração
12.500,00
7 Pagamentos de juros
75.000,00
8 Honorários da Diretoria
130.000,00
9 Materiais Diversos da Fábrica
93.000,00
10 Energia Elétrica da Fábrica
18.000,00
11 Manutenção da Fábrica
35.600,00
12 Despesas de entrega de produtos
6.000,00
13 Despesas com Correios, telefone e internet
8.200,00
14 Material de Escritório para a administração
11.000,00
15 Despesa Bancaria
21.000,00
16 Despesas com viagens da Administração
23.500,00
17 Gastos com refeição dos funcionários da fabrica

Atualizada em agosto de 2018 31


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18.900,00
18 Gastos com transportes dos funcionários da Fabrica
65.000,00
19 Serviços de assessoria jurídica
13.600,00
20 Despesas com propaganda
63.700,00
21 Serviços de consultoria contábil de fiscal

1.590.400,00
TOTAL

Pede-se separar os Custos de Produção, despesas


administrativa, despesas comerciais e despesas financeiras e
seus devidos valoes.

CUSTOS DE PRODUÇÃO

TOTAL

DESPESAS ADM

TOTAL

DESPESAS COMERCIAIS

TOTAL

Atualizada em agosto de 2018 32


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DESPESAS FINANCEIRAS

TOTAL

EXERCICIO 04

AS QUESTÕES DE NÚMEROS 1,2 E 3 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS
DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA:

- Depreciação de Móveis e Utensílios R$ 80.000,00


- Mão de Obra Indireta R$ 160.000,00
- Matéria-prima consumida R$ 540.000,00
- Outros gastos gerais de fabricação R$ 120.000,00
- Comissões sobre vendas R$ 300.000,00
- Depreciação de Máquinas de Produção R$ 140.000,00
- Aluguel do Escritório de Vendas R$ 60.000,00
- Salários dos Vendedores R$ 20.000,00
- ICMS sobre Vendas R$ 600.000,00
- Mão de Obra Direta R$ 220.000,00
- Material de Embalagem utilizado na Produção R$ 40.000,00

1. Os Custos Diretos da Beta no período totalizaram (em R$):


a) 540.000,00;
b) 800.000,00;
c) 760.000,00;
d) 940.000,00;
e) 960.000,00.

2. O Valor dos Custos Indiretos da Beta foi (em R$):


a) 280.000,00;
b) 420.000,00;
c) 460.000,00;
d) 500.000,00;
e) 540.000.00.

3. O Valor dos Custos Fixos da Beta foi (em R$):


a) 520.000,00;
b) 160.000,00;
c) 220.000,00;
d) 600.000,00;
e) 580.000.00.

4. O Gasto do Departamento de Faturamento, a depreciação das máquinas de produção, a compra de


matéria-prima, o tempo do pessoal em greve (remunerado) são respectivamente:

a) despesa, perda, investimento, custo;


b) despesa, investimento, perda, custo;
c) despesa, custo, investimento perda;
d) despesa, custo, perda, investimento;
e) despesa, investimento, custo, perda.

5. Investimento representa?

a) Qualquer desembolso para a aquisição de um serviço;


b) Um gasto com bem ou serviço ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a
retornos financeiros futuros;

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c) Gasto com bens e serviços consumidos com a finalidade de obter receitas;
d) Gasto de salários e encargos sociais do pessoal de vendas;
e) Gasto não intencional, decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade produtiva normal da
empresa.

6. Desembolso representa:

a) Pagamento pela aquisição de um bem ou pela obtenção de um serviço;


b) Aquisição a prazo de móveis e utensílios;
c) Depreciação de equipamentos da fábrica;
d) A apropriação dos gastos de mão-de-obra;
e) Constituição de provisão.

EXERCICIO 05

Classificar os custos fixos, variáveis, custos diretos e indiretos.

Custos CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da fábrica
Depreciação dos equipamentos da fábrica
Salários de funcionarios da limpeza geral da fabrica
Mão de obra direta
Seguro da fábrica
Aluguel da fábrica
Salarios da Gerência de departamento da fabrica
Materiais diretos
Seguro das máquinas da fábrica
Combustível de acionamento das máquinas

EXERCICIO 06

1. Calcular o custo unitário total, custo unitário fixo e o custo unitário variável do produto "A", tomando por base
os seguintes dados:
Custo fixo: R$ 8.000,00 / Custo Variável R$ 6.000,00 / Custo total R 14.000,00 e quantidade produzida 1300
unidades.

Cf =
Cv =
Ct =

2. Calcular o custo total, sabendo-se que Custo Fixo R$ 12.000,00, Quantidade produzida 1100 e Custo Variavel
R$ 9,75 unitário

Cv =

Cv =

Ct =

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3. O quadro abaixo apresenta os dados apurados em um produto em certo período: Separe os custo fixos e,
variáveis, direto e indiretos.

Custos R$ CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da fábrica 6.000,00
Depreciação dos equipamentos da fábrica 3.200,00
Pessoal da limpeza geral da fabrica 6.500,00
Mão de obra direta 43.600,00
Seguro da fábrica 13.200,00
Aluguel da fábrica 6.500,00
Gerência de departamento da fabrica 13.000,00
Materiais diretos 72.000,00
Seguro das máquinas da fábrica 6.700,00
Combustível de acionamento da máquinas 4.500,00
Total 175.200,00

a)
CUSTO TOTAL INDIRETO
CUSTO TOTAL DIRETO

B)
CUSTO TOTAL FIXO
CUSTO TOTAL VARIÁVEL

C) Com base nos dados acima, se forem produzidos 2500 unidades acabadas, qual será o custo total por
unidades? Formula do custo total = CF + CV

Ct =
Ct =
Ct =

EXERCICIO 07

1. Calcular o custo unitário total, custo unitário fixo e o custo unitário variável do produto "A", tomando por
base os seguintes dados:
Custo fixo: R$ 10.000,00 / Custo Variável R$ 5.000,00 / Custo total R 15.000,00 e quantidade produzida
1600 unidades.

Cf =
Cv =
Ct =

2. Responda as questões a seguir:


a) Quais são os custo que não variam, em função do volume de atividade?

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R.

b) Mantido o nível de produção e alterando-se o custo variável unitário de um produto, quais são os custos
que sofrem alteração?
R.

c) Conforme terminologia de custos defina o que é custos diretos e cite exemplos?


R.

3. Calcular o custo total, sabendo-se que Custo Fixo R$ 1.200,00, Quantidade produzida 245 e Custo
Variavel R$ 8,25 unitario.

Cv =
Cv =
Ct =

5. O quadro abaixo apresenta os dados apurados em um produto em certo período: qual custo direto ou
indireto e fixo ou variável?

Custos R$ CLASSIFICAÇÃO
Energia elétrica para iluminação da fábrica 1.000,00
Depreciação dos equipamentos da fábrica 3.000,00
Salários dos funcionários do almoxarifado 5.500,00
Gastos com Mão de obra direta 40.000,00
Seguro da fábrica 10.000,00
Aluguel da fábrica 5.000,00
Gerência de Produção 10.000,00
Materiais diretos 60.000,00
Seguro das máquinas da fábrica 6.000,00
Combustível de acionamento das máquinas da produção 5.000,00
Total 145.500,00

a)
CUSTO TOTAL DIRETO
CUSTO TOTAL INDIRETO

B)
CUSTO TOTAL FIXO
CUSTO TOTAL VARIÁVEL

C) Com base nos dados acima, se forem produzidos 2000 unidades acabadas, qual será o custo total por
unidades? Formula do custo total = CF + CV

Ct =
Ct =
Ct =

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EXERCICIO 08

Método de Rateio

A industria de doce Docinho da Vovó fabrica dois produtos, Doce de coco e doce de abóbora. Em determinado
período, apresentou os seguintes gastos:
GASTOS R$
Aluguel da Fábrica 1.080,00
Matéria-prima do produto - Doce de Coco 550,00
Aluguel das máquinas da produção 920,00
Mão-de-obra direta do doce de abóbora 1.600,00
Salários dos funcionários do departamento de Almoxarifado 900,00
Matéria-prima – doce de abóbora 620,00
Depreciação de máquinas de corte de produção 1.100,00
Mão-de-obra direta do doce de coco 850,00
Depreciação dos veículos utilizados nas entregas de produtos 360,00
A produção foi de 500 unidades de doce de coco e de 300 unidades de doce de abóbora.
a) Qual o valor do custo unitário de cada produto, sabendo-se que os custos indiretos são distribuídos aos
produtos com base no volume de produção?

Custos Diretos de Matéria-Prima

Matéria prima Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Doce de coco
Doce de abobora
Total

Mão de obra Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Doce de coco
Doce de abobora
Total

Custos Diretos Doce de Coco Doce de Abobora Total


Mão-de-Obra
Material Prima
Custo Direto
Total

Custos Indiretos
Aluguel de Máquinas de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel unidade
Máquinas produzida

Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Depreciação de Máquinas de Corte de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por

Atualizada em agosto de 2018 37


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Depreciação das Unidade


Máquinas Produzida

Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Custos Indiretos

Produto Produção % S/Total Aluguel de Custo por


fábrica Unidade
Salários Produzida
funcionários-
Almoxarifado
depreciação,
Veículos de
entrega -R$
Custo por
unidade
Doce de Coco
Doce de
Abóbora
Total

Distribuição do Custo Total (Método do Rateio)

Custos Produto Doce de Produto Doce de Total


Indiretos Coco – unidade Abóbora – unidade
Aluguel de fábrica
Salários
func./Almoxarifado
depreciação.
Entrega de veículos
Aluguel de máquinas de
Produção
Depreciação de
Máquinas de corte
Custos Diretos
Custo Unitário
Total

Formulado rateio: divide-se a quantidade por produto / a quantidade total dos produtos x 100 = %

EXERCICIO 09

Método de Rateio

A indústria de transformadores fabrica dois produtos, transformador de 1100 volts e transformador de 1400 volts.
Em determinado período, apresentou os seguintes gastos com a produção:
GASTOS R$
Aluguel da Fábrica 12.450,00
Matéria-prima do produto – transformador 1100 volts 34.700,00
Aluguel das máquinas da produção 2.570,00
Mão de obra direta do transformador de 1100 volts 23.230,00

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Salários dos funcionários do departamento de Almoxarifado 14.900,00


Matéria-prima – transformadora 1400 volts 38.908,00
Depreciação das máquinas da produção 2.310,00
Mão de obra direta do transformador de 1400 volts 25.850,00
Consumo de combustível das maquinas 2.460,00
A produção foi de 1.210 unidades de transformadores de 1100 volts e de 1.290 unidades de transformadores de
1400 volts.
a) Qual o valor do custo unitário de cada produto, sabendo-se que os custos indiretos são distribuídos aos
produtos com base no volume de produção?

Custos Diretos de Matéria-Prima

Matéria prima Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Transformadores 1100
volts
Transformadores 1400
volts
Total

Mão de obra Custo Quant. Produzida Custo Unitário


Transformadores 1100
volts
Transformadores 1400
volts
Total

Custos Diretos Transformadores Transformadores Total


1100 volts 1100 volts
Matéria prima
Mão obra direta
Custo Direto
Total

Custos Indiretos
Aluguel de Máquinas de Produção

Produto Produção % S/Total Valor do Custo por


Aluguel unidade
Máquinas produzida

Transformadores 1100
volts
Transformadores 1400
volts
Total

Depreciação de Máquinas da Produção

Produto Produção % S/Total Depreciação Custo por


das Unidade
Máquinas Produzida

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Transformadores 1100
volts
Transformadores 1400
volts
Total

Utilizando o método de rateio calcule os Custos Indiretos

Produto Produção % S/Total Aluguel de Custo por


fábrica Unidade
Salários Produzida
funcionários-
Almoxarifado –
consumo de
combustível das
maquinas
R$
Custo por
unidade
Transformadores 1100
volts
Transformadores 1400
volts
Total

Distribuição do Custo Total (Método do Rateio)

Custos Produto Produto Total


Indiretos Transformadores Transformadores
1100 volts – unidade 1400 volts – unidade
Aluguel de fábrica
Salários funcionários
Almoxarifado e
consumo de
combustível das
maquinas
Aluguel das máquinas
da
Produção
Depreciação de
Máquinas da produção
Custos Diretos
Custo Unitário
Total

EXERCICIO 10

a- Uma industria fabricantes de cadeiras, no mês de janeiro de 2016 produziu dois tipos de cadeiras para
escritório, produto A e B. a produção do produto A foi de 880 unidades e o produto B foi de 875 unidades.
Conforme dados abaixo calcular os custos unitários indiretos em forma de rateio dos produtos A e B.

Gastos com a produção R$


Aluguel da Fábrica 7.880,00
Matéria-prima do produto - A 6.560,00

Atualizada em agosto de 2018 40


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Aluguel das máquinas da produção 2.200,00


Mão-de-obra direta do B 5.600,00
Salários dos funcionários do Almoxarifado 4.780,00
Matéria-prima do produto B 6.620,00
Depreciação de máquinas de corte de produção 2.100,00
Mão-de-obra direta do A 3.850,00
Total 39.590,00

CUSTOS
% INDIRETO CUSTO
PRODUTO PRODUÇÃO
S/TOTAL S R$ UNITARIO
16.960,00
Produto A 880 unidades
Produto B 875 unidades

Total 1.755 unidades

b. Conforme dados abaixo responda: Calcule?

A. 29.300,00
B. 52.700,00
C. 85.000,00
D. 73.000,00
E. 18.800,00

c. Uma empresa produziu 870 quantidades do produto A. Calcular o custo total, sabendo-se que Custo
Fixo é de R$ 15,45 unitario, Custo Variável unitário é de R$ 9,48.

d. Uma empresa fabricantes de biscoitos, no mês de janeiro de 2016 produziu três tipos de doces finos com
cobertura. Conforme dados abaixo calcular o custo unitário dos produtos A, B e C.

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Produto Produção Custo total Custo Unitário

A 11.100 83.810,00

B 10.600 94.570,00

C 9.890 81.900,00

Total 31.590 260.280,00

e. Uma fábrica mantém entre os diversos itens componentes de sua estrutura de gastos mensais os
seguintes:

Com base nessa informação é correto afirmar que:

A. I e II são custos fixos


B. III e IV são custos diretos
C. II é um custo variável
D. II e V são custos indiretos
E. V é custo direto

f. Em uma aula de contabilidade de custos, na qual o professor discorria corretamente sobre classificação
de custos, houve a explicação de que somente representam custos diretos os seguintes itens:

A. Energia elétrica, mão de obra direta e aluguel do prédio.


B. Matéria-prima, mão de obra direta e embalagens.
C. Mão de obra direta, depreciação de equipamentos e salários da diretoria.
D. Manutenção, salários de supervisão e materiais indiretos.
E. Salários da fábrica, embalagens e seguros da fábrica.

g. Um dos fatores que infuenciam a precifcação de um produto ou serviço é a estrutura interna de custos.
Podem ser considerados custos variáveis em uma empresa comercial, EXCETO:

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A. Impostos sobre as vendas
B. Comissão de vendedores
C. Mercadorias comercializadas
D. Aluguel da loja
E. Energia elétrica

h. Dos gastos abaixo relacionados, para fins de Contabilidade de Custos, devem ser classificados como
custos de produção os itens:

A. material direto, perdas, ICMS, aluguel.


B. matéria-prima consumida, mão de obra direta, honorários da diretoria.
C. seguro do prédio da fábrica, mão de obra direta e indireta, matéria prima.
D. honorários da diretoria, fretes e seguros da fábrica, mão de obra indireta.
E. depreciação dos equipamentos de produção, matéria-prima consumida, telefone, salário da
administração.

i. Dos gastos abaixo relacionados, para fins de Contabilidade de Custos, devem ser classificados como
despesas os itens:

A. honorários da diretoria e salários da administração.


B. honorários da diretoria, fretes e seguros da fábrica.
C. insumos de produção, telefone, salário da administração.
D. materiais diversos para manutenção da fábrica, perdas, salário da administração.
E. matéria-prima, mão-de-obra, honorários da diretoria.

j. Uma empresa fabrica os produtos X e Y em um único departamento. Durante o período de produção,


apresentou os seguintes custos em reais.

Com base no critério da matéria-prima aplicada, o rateio dos custos indiretos para fabricação dos produtos X e Y
será, em reais, respectivamente, de: Calcule?

A. 700,00 e 1.100,00
B. 720,00 e 1.080,00
C. 800,00 e 1.000,00
D. 818,00 e 920,00
E. 864,00 e 834,00

m. Uma empresa fabril, na produção de 1.000 unidades mensais de um determinado produto, apropriou os
seguintes gastos:

Consumo de matéria-prima..................R$ 450.000


Mão de obra direta...............................R$ 450.000
Mão de obra indireta............................R$ 150.000
Diversos custos fixos............................R$ 300.000

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Para atender a uma nova demanda que surgiu no mercado, a empresa aumentará sua produção para
1.200 unidades mensais, devendo, entretanto, manter o mesmo valor para a mão de obra. Nesse caso, o
novo custo unitário de produção será de:

A. R$ 1.350,00
B. R$ 1.125,00
C. R$ 1.200,00
D. R$ 1.225,00
E. R$ 1.325,00

Uma Sociedade Industrial produz e comercializa dois produtos: Produto A e Produto B.

A empresa adota o método de Custeio por Absorção e faz o rateio dos Custos Indiretos aos produtos com base na
quantidade produzida e acabada de cada produto no mês. Com base nos dados apresentados, o Custo Unitário do
Produto A no mês de fevereiro é de:

A. R$ 40,00
B. R$ 64,00
C. R$ 60,00
D. R$ 65,00
E. R$ 32,00

Uma empresa está fabricando e vendendo 5 mil unidades mensais de seu produto X. Seus custos mensais são de:

• Fixos: R$ 80.000,00.
• Variáveis: R$ 300.000,00.

Determine o preço de venda unitário que a empresa deveria praticar, mantendo a mesma quantidade fabricada e
vendida, bem como os custos atuais, para obter o lucro operacional de 20% do preço de venda. Calcule:

a) R$ 76,00
b) R$ 91,20
c) R$ 91,50
d) R$ 93,00
e) R$ 76,50

Atualizada em agosto de 2018 44


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CAPITULO 02

CONTROLE DE ESTOQUES
TIPOS DE CLASSIFICAÇÃO
PEPS
UEPS
MEDIO
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ABC

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MATERIAL DIRETO (MD)

1.1 Objetivos do controle de estoques

Muito se ouve falar sobre gestão e controle de estoque, mas muitos gestores ainda não sabem
exatamente como ele é feito e quais benefícios eles trazem para as empresas, principalmente se
tratando de pequenas e medias empresas - PME. Fazer com que o controle de estoque seja otimizado é
uma tarefa que todos os empresários e gerentes devem ter em foco, pois as vantagens vão bem além
de manter os itens bem organizados em um espaço separado.
Mais as grandes empresas principal as industrias, controlam seus estoques, através de sistemas
operacionais, onde são controlados conforme regulamento do Imposto de renda.

Controle Financeiro

O administrador financeiro deverá manter controle do estoque por tipo de mercadorias/produtos


existentes na empresa, da seguinte forma:

 1. Registrar no Controle de Estoque a quantidade, o custo unitário e o custo total das


mercadorias/produtos vendidos.
 2. Periodicamente, confirmar se o saldo apurado no Controle de Estoque "bate" com o estoque
físico existente na empresa.
 3. Calcular no Controle de Estoque o saldo em quantidade, custo unitário e custo total das
mercadorias/produtos que ficaram em estoque.

Que é o controle de estoque?

O controle – ou gestão – de estoque é a área responsável por controlar o fluxo de materiais dentro de
uma empresa e apontar informações importantes sobre vendas, bem como analisar e prever quais
serão as necessidades de compras futuras.

controle de estoque otimizado permite que o setor de compras tenha informações precisas sobre o
volume de compras de cada item e sua frequência, além de permitir que o gestor tenha conhecimento
sobre a sazonalidade de itens, quais deles estão obsoletos e quais representam boas oportunidades de
vendas.

Quais são as vantagens do controle de estoque?

Além dos benefícios que já citamos acima, podemos dizer que o controle de estoque otimizado
permite que o espaço seja bem aproveitado, os itens estejam bem organizados no estoque – o que
facilita sua identificação, aumentando a produtividade – e também influencia diretamente na saúde
financeira da empresa, uma vez que com todas as informações disponíveis, é possível evitar a compra
em excesso de produtos (o que pode acarretar em perdas), deixar de gastar capital na aquisição de
itens que já estão obsoletos ou têm baixo giro e ainda tentar obter descontos com fornecedores para a
compra de maior volume dos itens que possuem muita saída.

Dessa forma, podemos dizer que os custos são reduzidos, a produtividade aumentada, as perdas são
evitadas e o capital de giro deixa de ser comprometido apenas com estoque, permitindo que os
gestores empreguem esses recursos em outras áreas que necessitem ou até mesmo em outras formas
de investimento.

Qual a importância da utilização de um sistema de controle de estoque?

Utilizar um software para gestão de estoque faz com que controles manuais sejam evitados, o que
reduz consideravelmente o risco de erros e retrabalhos, permite que os gestores analisem relatórios de
dados, fornecendo apoio no processo de tomada de decisão, além de fazer com que os processos sejam

Atualizada em agosto de 2018 47


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mais ágeis, mais uma vez contribuindo para o aumento da produtividade. Um sistema muito comum
utilizados nas grandes empresas é o software da leitora com códigos de barras, isso facilita para a
localização do item em estoque.

Além disso, podemos dizer que a automação dos processos da área influencia diretamente na gestão
financeira da empresa, que passa a ter maior controle sobre o capital que é empregado nos estoques e
quanto é necessário disponibilizar para efetuar novas compras, com base na análise do giro do
estoque.

Como podemos ver, o controle de estoque otimizado, além de trazer diversas vantagens para a área, é
capaz de causar impactos benéficos tanto para a área de vendas (que passa a enxergar com mais
clareza as saídas de cada item em determinados períodos), quanto para a área de compras (que possui
dados mais precisos para realizar compras mais certas) e também para a área financeira (que passa a
controlar melhor o capital que é empregado no estoque e não compromete o capital de giro com a
compra errada dos itens).

O material direto, ou, simplesmente, MD, é formado pelas matérias-primas, embalagens,


componentes adquiridos prontos e outros materiais utilizados no processo de fabricação, que podem
ser associados diretamente aos produtos. De modo geral, a gestão de materiais diretos por determinada
empresa costuma envolver problemas relacionados a três campos:

 avaliação: qual o montante a atribuir quando várias unidades são compradas por preços
diferentes, como contabilizar sucatas, etc.;
 controle: como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso, como organizar o
kardex de controle, como inspecionar para verificar o efetivo consumo;
 programação: quanto comprar, como comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição,
definição de estoques mínimos de segurança, etc.
O objetivo deste capítulo consiste em apresentar os principais aspectos relacionados à
gestão de custos associados a materiais diretos. São discutidas as principais razões da gestão de
materiais diretos e os critérios empregados na avaliação de estoques e custos. Para facilitar a
assimilação do conteúdo apresentado, estão propostos e resolvidos inúmeros exemplos e exercícios.

1.2 Avaliação de Materiais Diretos: Principais Critérios

Existem, basicamente, dois sistemas para controle de estoques:


 sistema de inventário periódico: quando a empresa não mantém um controle contínuo dos
estoques. O consumo só pode ser verificado após os inventários (contagem física dos
estoques), em geral quando do fechamento do Balanço Patrimonial, e posterior avaliação de
acordo com critérios legais. O consumo pode ser calculado em uma empresa industrial
mediante o emprego da seguinte equação:

Consumo de material direto = Estoque inicial + Compras - Estoque final

 sistema de inventário permanente: existe o controle contínuo da movimentação do


estoque. Solicitações de produção e vendas são controladas individualmente. Estoque e CPV
podem ser calculados em qualquer momento pela contabilidade. Periodicamente, a
contagem física pode ser feita para fins de auditoria e controle interno. Encontrando
eventuais sobras ou faltas, novos ajustes devem ser feitos nos registros contábeis.
Para uma empresa que aplica um sistema de inventário permanente, a apuração dos custos
pode ser feita pela tabulação das requisições ao estoque ou almoxarifado. No entanto, uma empresa
que controla seus estoques por meio de inventários periódicos precisará aplicar a equação anterior.

Exemplo

Atualizada em agosto de 2018 48


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Se a fábrica de fogões Aquece Bem Ltda., que aplica um sistema de controle periódico de estoques,
desejasse estudar o custo dos materiais diretos empregados nos fogões fabricados, precisaria fazê-lo
empregando a equação acima descrita. Sabe-se que suas compras de materiais diretos no período foram
iguais a $ 50.000,00, seu estoque final era igual a $ 20.000,00 e o estoque inicial foi igual a $ 30.000,00.
Nesse caso, o custo com materiais diretos seria igual ao consumo de materiais diretos pelo processo
produtivo, ou:

Consumo de Material Direto = Estoque inicial + Compras - Estoque final

Quando os produtos em processo são finalizados, são, assim como seus custos, transferidos para
a conta de produtos elaborados. Quando os produtos elaborados são vendidos, deixam o Balanço
Patrimonial, onde figuravam como Estoques de Produtos Acabados, e passam a fazer parte da conta Custo
dos Produtos Vendidos (CPV), presente no Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE).
Outra forma didática1 de representar a movimentação dos custos da empresa pode ser vista na
Figura 2.2. Por meio das três caixas apresentadas como Materiais Diretos, Produtos em Processo e
Produtos Acabados, pode-se perceber o processo de migração dos custos mediante diferentes grupos de
contas contábeis.
Para controlar seus custos incorridos, uma empresa apurou que suas compras de materiais diretos haviam
sido iguais a $ 800,00, para um estoque inicial igual a $ 200,00 e um estoque final igual a $ 150,00. O
custo com materiais diretos encontra-se representado no primeiro quadro da Figura 2.2.
Aos custos com materiais diretos transferidos para a conta de produtos em processo foram agregados mais
alguns gastos, presentes no custo fabril e no valor de $ 1.150,00. A conta de produtos em processo
apresentava um saldo inicial no valor de $ 300,00 e um saldo final no valor de $ 350,00. O valor dos
custos com produtos em processo, finalizados são transferidos para a conta de produtos acabados. A conta
de estoques de produtos acabados possuía um saldo inicial no valor de $ 600,00 e um saldo final igual a $
300,00. Após serem computados os valores recebidos da conta Produtos em Processo. Qual é o Custo dos
Produtos Vendidos da empresa (CPV)?

Material Direto Produtos em processo Produtos Acabados


Compras Custos incorridos (fabril)
Custos de
(+) Custos com materiais Produtos em
diretos processo
(+) Estoque inicial (+) Estoque inicial = (+) Estoque inicial
(-) Estoque final (-) Estoque final = (-) Estoque final
Custos dos
Custos com materiais (=) Custos de Produtos em Produtos
diretos processo vendidos

1.3 Critérios Para a Avaliação de Estoques


Os principais critérios de avaliação de materiais diretos adquiridos com custos diferentes
envolvem, basicamente, o emprego de três critérios distintos:
 Ueps: último a entrar, primeiro a sair, ou, em inglês, Lifo, last in, first out. O custo a ser
contabilizado em decorrência de consumo no processo produtivo é feito "da frente para
trás". São baixados, em primeiro lugar, os materiais diretos adquiridos mais recentemente e,
depois, os mais antigos, nesta ordem. A legislação fiscal brasileira não permite o emprego
desse critério em decorrência da "antecipação" dos benefícios fiscais, decorrentes do cálculo
de custos maiores, especialmente em épocas de altas taxas de inflação;
 Peps: primeiro a entrar, primeiro a sair, ou, em inglês, Fifo, first in, first out. O custo a ser
contabilizado em decorrência de consumo no processo produtivo é feito "de trás para a

1
Embora estudiosos com formação contábil prefiram usar os razonetes na escrituração e acumulação dos custos, pessoas com
formação mais genérica podem ter certa dificuldade no uso dos razonetes. Como o objetivo deste seção consiste em ilustrar o
processo da gestão de custos e formação de preços, os autores optaram por evitar a escrituração em razonetes.

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frente". São baixados, em primeiro lugar, os materiais diretos adquiridos há mais tempo e,
depois, os mais novos, nesta ordem;
 Custo Médio Ponderado: pode ser móvel ou fixo. O custo a ser contabilizado representa
uma média dos custos de aquisição.

Exemplo

1.4 Critério Peps

O denominado PEPS é um dos métodos de valorização de estoques.

Com base nesse método, apura-se o custo em base histórica: o primeiro que entra é o primeiro que sai
(PEPS). Também conhecido como FIFO (sigla, em inglês, de “first in, first out”).
À medida que ocorrem as saídas, a baixa no estoque é realizada a partir das primeiras compras, o que
equivaleria ao raciocínio de que consumimos primeiro as primeiras unidades adquiridas/produzidas, ou
seja, a primeira unidade a entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no processo de produção o ou a ser
vendida.

Exemplo:

Aquisições da Matéria Prima A:


Quantidade de 50 peças, a custo de R$ 1,00 a unidade, adquirida em 15 de dezembro de 2014 Quantidade
de 100 peças, a custo de R$ 1,10 a unidade, adquirida em 30 de dezembro de 2014 No inventário físico
efetuado em 31 de dezembro de 2014, apurou-se que o total de estoques da respectiva matéria prima é de
110 peças.

Então teremos:

100 peças à aquisição mais recente (30/dez) x R$ 1,10 = R$ 110,00


10 peças à aquisição anterior (15/dez) x R$ 1.00 = R$ 10,00
Total dos estoques da Matéria Prima A em 31/dez = R$ 120,00.

FIGURA MODELO DE MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES – PEPS

Um exemplo do emprego dos diferentes métodos pode ser visto por meio das operações mercantis da
Comercial Eletrônicos da Hora Ltda.
 No dia 3-9, ao verificar que seu estoque de impressoras era nulo, a empresa resolveu comprar quatro
unidades, a um custo unitário igual a $ 400,00.
 Posteriormente, no dia 12-9, prevendo uma grande demanda para o produto, efetuou uma compra
adicional de três unidades no valor de $ 500,00.

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 Em 19-9, um grande cliente efetuou a compra de seis impressoras, pagando $ 700,00 por cada uma.
Se o critério empregado pela empresa fosse o Peps, a movimentação de estoques poderia ser feita de
acordo com a Ficha de Controle de Estoques apresentada a seguir.

PEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal
2/set 0,00

3/set 4 400,00 1.600,00 4 400,00 1.600,00

12/set 3 500,00 1.500,00 3 500,00 1.500,00

7 3.100,00

19/set 4 400,00 1.600,00 1 500,00 500,00

19/set 2 500,00 1.000,00

6 900,00 2.600,00

Segundo os critérios Peps ou Ueps, os estoques precisam ser controlados financeiramente de


forma independente, agrupados de acordo com o custo de aquisição de cada lote. No dia 2-9, os estoques
da empresa eram nulos. Em 3-9, a empresa comprou quatro unidades, com custo unitário igual a $ 400,00
e custo total igual a $ 1.600,00, valores igualmente registrados em seus estoques.
Em 12-9, uma nova aquisição foi feita, com três unidades, com custo unitário de $ 500,00 e
custo total de $ 1.500,00. Como os dois lotes adquiridos apresentaram custos diferentes, os controles de
ambos devem ser diferenciados. Logo, no final do dia 12-9, a empresa possuía sete unidades em estoque,
quatro mais antigas adquiridas unitariamente por $ 400,00 e três mais novas compradas por $ 500,00. Em
valores monetários, o estoque total da empresa era igual a $ 3.100,00 (4 x 400,00 + 3 x 500,00).
No dia 19-9, efetuou uma venda de seis unidades. Aplicando o critério Peps, deverá "baixar"
(subtrair) os itens por ordem cronológica: os mais antigos saem primeiro; os mais novos, depois. Assim,
para poder subtrair seis itens de seus registros financeiros, devem-se subtrair primeiro os quatro mais
antigos, comprados por $ 400,00 cada ou $ 1.600,00 no total e, depois, dois dos mais novos, comprados
por $ 500,00 cada, ou $ 1.000,00 no total. Deve retirar, portanto, $ 2.600,00 de seus estoques, que passam
a ser iguais a $ 500,00, equivalente a uma unidade com igual custo de aquisição.
Assim, o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) da empresa torna-se igual ao valor dos itens
retirados do estoque, ou $ 2.600,00. O DRE da empresa pode ser apresentado como:

Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)


Receitas de vendas 4.200,00
(-) CMV -2.600,00
Lucro bruto 1.600,00
(-) IR 25% -400,00
Lucro operacional 1.200,00

Conforme Regulamento do Imposto de Renda

Baseando-se nos artigos 261 e 292 do RIR/99, as pessoas jurídicas submetidas à tributação com base no
lucro real devem, ao final de cada período de apuração, proceder ao levantamento e à avaliação dos seus

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estoques: mercadorias, produtos manufaturados, matérias-primas, produtos em fabricação e bens em
almoxarifado.

De acordo com o artigo 295 do RIR/99, os estoques existentes na data do encerramento do período de
apuração podem ser avaliados pelo custo médio ponderado, móvel ou fixo ou pelo custo dos bens
adquiridos ou produzidos mais recentemente (PEPS - Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), sendo também
admitida a avaliação com base no preço de venda, subtraída a margem de lucro.

1.5 Critério Ueps

UEPS significa Último que Entra, Primeiro que Sai ou em inglês LIFO, referente à Last In, First Out.
Nesse caso, a saída do estoque é realizada pelo preço do último lote a entrar no almoxarifado. O valor dos
estoques é calculado ao custo do último preço, que costuma ser mais alto.

Esse método causa a supervalorização do preço do material e, por isso, ao final do exercício, resulta em
um crédito positivo de materiais. Justamente por esse motivo, a legislação fiscal no país não aceita a
utilização desse sistema, até porque também reduz o resultado tributável.

Mas em outros países, o critério é legal, como é o caso dos Estados Unidos, México e Alemanha. Entre as
vantagens desse método, estão estimativas mais exatas, melhor integração às estimativas de lucratividade
por produtos e também maior adequação aos departamentos onde há processos produtivos.

FIGURA MODELO DE MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES - UEPS

Se o critério empregado fosse o Ueps (último a entrar, primeiro a sair), o controle financeiro
deveria ser feito, baixando-se primeiro os itens mais recentes do estoque. A Ficha de Controle de
Estoques poderia ser apresentada da seguinte forma:

UEPS Entradas Saídas Saldo


Quantida Valor Valor Quantid Valor
Data de unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal ade unitário Subtotal
2/set 0 0,00

3/set 4 400,00 1.600,00 4 400,00 1.600,00

SALDO 4 400,00 1.600,00

12/set 3 500,00 1.500,00 3 500,00 1.500,00

SALDO 7 3.100,00

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19/set 3 500,00 1.500,00 1 400,00 400,00


20/set 3 400,00 1.200,00
6 2 .700,00

Nota-se que com o uso do critério Ueps o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) foi
aumentado. Embora, em um primeiro momento, tal fato pareça negativo, já que os custos aumentaram,
convém destacar que apenas o controle financeiro dos custos apresentou um valor mais elevado. O
aumento dos custos foi compensado pela diminuição do valor dos estoques.
Sob a óptica financeira, o efeito do maior CMV é positivo, já que com maior custo das
mercadorias vendidas o lucro é menor e, conseqüentemente, também é menor o pagamento de Imposto de
Renda. O menor recolhimento de imposto de Renda pode ser visto no novo DRE, visto abaixo.

Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)


Receitas de vendas 4.200,00
(-) CMV -2.700,00
Lucro bruto 1.500,00
(-) IR 25% -375,00
Lucro operacional 1.125,00

Como o "Leão" (Receita Federal) não gostaria de ver sua mordida reduzida, o uso contábil do
critério Ueps é proibido no Brasil para efeito fiscal. No entanto, é recomendável do ponto de vista
gerencial, também. Em períodos de inflação moderada, o critério de custeio de estoques Ueps apresenta
valores mais próximos dos de mercado e o custo será apurado com melhor proximidade.
Quando as taxas de inflação são muito elevadas, para fins gerenciais de análise de custos e
formação de preços torna-se conveniente o uso do critério de custeio em que o próximo que entra é o
primeiro que sai, ou Nifo, do inglês next in, first out.

1.6 Critério Custo Médio

O método de Custo Médio Ponderado corresponde à ponderação entre os valores de estoques, de forma
que sua valorização unitária corresponda a média de cálculo das entradas.

Exemplo:

100 Unidades de Produto X, ao custo de R$ 500,00 o lote


200 Unidades de Produto X, ao custo de R$ 1.150,00 o lote

O custo médio do Produto X será:

R$ 500,00 + R$ 1.150,00 dividido por (100 + 200) unidades


= R$ 1.650,00 : 300
= R$ 5,50 a unidade

No custo médio, cada entrada (a preço unitário diferente do preço médio anterior) modifica o preço
médio; e que cada saída, conquanto mantenha inalterado o preço médio, altera o fator de ponderação, e
assim o preço médio que for calculado na entrada seguinte.

Todavia, de acordo com o PN CST 6/1979, não é incompatível com o método – e portanto aceitável do
ponto de vista fiscal – que as saídas sejam registradas unicamente no fim de cada mês, desde que
avaliadas ao preço médio que, sem considerar o lançamento de baixa, se verificar naquele mês.

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Verifique pelo exemplo seguinte o cálculo do custo médio de determinada mercadoria, adotando-se
primeiramente o cálculo do custo médio a cada saída, e posteriormente, o cálculo considerando-se a saída
como efetivada numa única baixa, ao final do mês:

Outra alternativa para registro e controle de estoques da Comercial Eletrônicos da Hora Ltda.
envolve o emprego do custo médio. Para isso, ao registrar e dar baixa dos itens do estoque, deve-se fazê-
lo, empregando um custo médio ponderado. A Ficha de Controle de Estoques é apresentada:

Custo
médio Entradas Saídas Saldo
Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal
2/set 0 0,00

3/set 4 400,00 1.600,00 4 400,00 1.600,00

12/set 3 500,00 1.500,00 7 442,86 3.100,00

19/set 6 442,86 2.657,16 1 442,86 442,86

Com o emprego do método do Custo Médio, o registro é feito de forma consolidada, em que o
custo unitário dos itens em estoque é igual à média ponderada dos produtos comprados. Assim, no dia 12-
9, ao comprar mais três unidades, o estoque da empresa passou a ser formado por sete unidades com um
valor total igual a $ 3.100,00. Ou seja, o valor médio de cada item do estoque foi igual a $ 3.100,00
dividido por 7, que é igual a $ 442,86, aproximadamente. Para dar baixa em 19-9 dos seis itens vendidos,
basta fazê-lo pelo custo médio, conforme apresentado na Ficha anterior. O estoque resultante foi igual a
uma unidade, no valor de $ 442,86.
Demonstração de Resultados do Exercício (DRE)
Receitas de vendas 4.200,00
(-) CMV -2.657,16
Lucro bruto 1.542,84
(-) IR 25% -385,71
Lucro operacional 1.157,13

O CMV foi de $ 2.657,16 e o lucro foi igual a $ 1,157,13, valores intermediários aos obtidos no
Peps e no Ueps. Uma síntese dos valores obtidos para os três métodos é vista na tabela seguinte:
Comparativo do calculo do Imposto de Renda conforme os métodos de estoques

Método Estoque ($) Lucro ($) Imposto de Renda ($)


Ueps 400,00 1.125,00 (375,00)
Custo Médio 442,86 1.157,13 (385,71)
Peps 500,00 1.200,00 (400,00)

Algumas das vantagens e desvantagens de cada um dos métodos podem ser descritas no quadro
seguinte, especialmente em períodos de alta volatilidade de preços.

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Método Estoque Lucro Imposto de Renda


Ueps Menos estoque Menos lucro Menos Imposto de Renda
Custo Meio termo entre Meio termo entre Meio termo entre
Médio Ueps e Peps Ueps e Peps Ueps e Peps
Peps Mais estoque Mais lucro Mais Imposto de Renda

Controle Fisico e financeiro

É importante destacar que o controle financeiro de movimentação de estoques com base nos
critérios Peps ou Ueps não implica o mesmo controle, ou sistemática do controle físico, dos itens
controlados. Itens de grande relevância, como eletroeletrônicos ou automóveis, podem ter controles
físicos similares aos financeiros - como o primeiro que entra é o primeiro que sai. Todavia, produtos
comprados ou armazenados a granel, como combustíveis ou substâncias químicas, terão um controle
individualizado impossível.
1.7 Classificação ABC de Estoques de Materiais Diretos

Em relação às atividades relacionadas ao controle dos estoques, pode ser feita classificação dos
itens armazenados, destacando os de elevado valor em relação aos demais. Pode-se aplicar a classificação
ABC, na qual os itens são agrupados da seguinte forma:
 itens A: são aqueles cujos estoques apresentam elevado valor relativo e, portanto, merecem um
controle mais rigoroso que os demais. Os inventários podem ser mais freqüentes, mensais,
semanais ou diários;
 itens B: em valores, não são tão representativos como os estoques dos itens A, mas representam,
também, elevada aplicação de recursos. Podem ser inventariados em uma freqüência menor:
mensalmente, trimestralmente ou semestralmente;
 itens C: representam estoques que são bastante numerosos em termos de itens, porém pouco
representativos em termos de valor. Costumam somente ser inventariados no momento do
balanço.
De modo geral, não existe rigor matemático na definição das classes A, B e C. Uma sugestão
para classificação pode ser vista na Tabela 2.1.
1.8 Conceituando o custeio ABC

O Custeio Baseado em Atividades ( Activity Based Costing - ABC ) é umametodologia de custeio que
procura diminuir as distorções provocadas pelo rateioarbitrário dos custos indiretos (Martins, 2000),
rastreando custos de um negócio oudepartamento para as atividades envolvidas e verificando como estas
atividadesestão relacionadas para a geração de receitas e o consumo dos recursos (Ching,23
1997). O ABC descreve a forma como uma empresa emprega tempo e recursospara atingir determinados
objetivos, avaliando o valor que as atividades agregampara a performance do negócio.
Um dos mais importantes benefícios do ABC é monitorar os esforços da empresapara melhorar seu
desempenho, através da estimativa dos custos para as principaiscausas de custos. O ABC possibilita
através da estimativa dos custos que osgerentes definam prioridades e monitorem os esforços de
aperfeiçoamento, bemcomo o custeamento dos produtos (Ernest Young, 1992).
O sistema de custeio ABC identifica as atividades desenvolvidas em umaempresa através de um processo
de acumulação e rastreamento de custos e dedados de desempenho (Brimson, 1996), facilitando a análise
estratégica dos custos(Nakagawa, 1994), possibilitando um maior controle desses custos e o
entendimentodos mesmos (Brimson, 1996).Martins (2000) afirma que a alocação dos custos às atividades
deve ser feita daforma mais criteriosa possível e que deve obedecer a seguinte ordem de prioridade:(1)
alocação direta; (2) rastreamento e em último caso (3) o rateio. A alocação diretasempre será usada caso
haja uma relação causal direta entre o recurso consumidopor uma atividade, ou o consumo de uma
atividade por um objeto de custo

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Tabela - Sugestão para a classificação ABC.


Eixo / Classe A B C
Valor do conjunto 67-75% 15-30% 5-10%
Número de itens 10-20% 20-25% 50-70%

Convém ressaltar que as empresas podem adotar outras formas de classificação, mais adequadas
a suas necessidades.
Exemplo
1.9 Critério ABC

A indústria Sabiá planejava classificar os itens administrados em seu estoque segundo o critério ABC.
Gostaria de classificar como A os itens que representassem cerca de 80% do valor dos estoques, como B
os itens que representassem os próximos 10% e como C os demais itens. Em dezembro de 20X1, os itens
componentes do estoque da empresa poderiam ser apresentados conforme a tabela seguinte:

Itens Valor
Arruelas 350,00
Componentes mecânicos 1.800,00
Componentes químicos 106.420,00
Correias 13.360,00
Embalagens 34.600, 00
Equipamentos de proteção 1.560,00
Graxas industriais 890,00
Óleo combustível 14.990,00
Parafusos 420,00
Porcas 220,00
Soma 174.610,00

Para classificar os itens de acordo com a metodologia ABC, basta calcular a participação
percentual de cada um em relação ao valor total dos estoques e ordená-los de acordo com a participação
percentual decrescente.

Itens Valor ($) % % acumulado Classificação


Componentes químicos 106.420,00 60,95 60,95 A
Embalagens 34.600,00 19,82 80,76 A
Óleo combustível 14.990,00 8,58 89,35 B
Correias 13.360,00 7,65 97,00 B
Componentes mecânicos 1.800,00 1,03 98,03 C
Equipamentos de proteção 1.560,00 0,89 98,92 C
Graxas industriais 890,00 0,51 99,43 C
Parafusos 420,00 0,24 99,67 C
Arruelas 350,00 0,20 99,87 C
Porcas 220,00 0,13 100,00 C

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Itens do tipo A são os que representam poucos componentes em variedade, mas que possuem alta
participação percentual no valor dos estoques. No caso, seriam os componentes químicos e as
embalagens. Itens B poderiam ser representados pelo óleo combustível e pelas correias. Os demais itens
seriam classificados como C.

Modelo de Curva ABC

EXERCICIO 01

a- O Controle de estoque tem como objetivo?


b- Quais as vantagens de manter um controle de estoque?
c- Como funciona o controle PEPS?
d- Qual o Controle de estoque permitido pela legislação?
e- O que é o Controle ABC?
f- Como é formado o material de direto (MD)?
g- Porque um administrador financeiro precisa saber sobre o controle de estoques?
h- O que o é custo médio ponderado?

EXERCÍCIO 02
Durante o início de suas atividades, a Fábrica de Bugigangas Ltda. adquiriu 3 toneladas do produto
químico Beta Três por $ 40 mil cada uma. Uma semana depois, comprou mais 2 toneladas por $ 88 mil
no total. Na terceira semana, comprou mais 1 tonelada por $ 54 mil. No mês seguinte, efetuou uma única
retirada de 4 toneladas do estoque, empregando-as no processo produtivo. Qual o custo incorrido com
materiais diretos, considerando os três diferentes critérios de contabilização de custos?

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PEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quant. unitário Subtotal Quant. unitário Subtotal Quant. unitário Subtotal

Soma

UEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quant. unitário Subtotal Quant unitário Subtotal Quant unitário Subtotal

Soma

Custo Médio

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Custo
Médio Entradas Saídas Saldo
Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal

Soma

EXERCÍCIO 03
Durante a produção de chumbadas para redes de pesca, a Fábrica de Chumbadas Pesadinhas Ltda. utiliza
diferentes quantidades de chumbo. No mês de janeiro, com estoque inicial nulo, suas atividades
ocasionaram as transações relacionadas a seguir. Calcule o custo do mês, com base nos critérios:
(a) Peps (Fifo); (b) Ueps (Lifo); (c) Custo médio ponderado móvel.
(b)

Data Descrição
3 Compra de 300 kg pelo total de $ 3.300,00
6 Consumo de 170 kg
9 Aquisição de mais 500 kg ao custo de $15,00 o quilo
15 Consumo de 260 kg
18 Compra de 250 kg ao custo de $18,00,o quilo
21 Consumo de 400 kg












PEPS Entradas Saídas Saldo
Data Quantidade Valor/ud Subtotal Quantidade Valor/ud Subtotal Quantidade Valor/ud Subtotal

Atualizada em agosto de 2018 59


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Soma

UEPS Entradas Saídas Saldo


Valor/ Quantida Valor/
Data Quantidade und Subtotal de Valor/ud Subtotal Quantidade und Subtotal

Soma

Custo
Médio Entradas Saídas Saldo
Data Quant Valor/ Subtotal Quant Valor/ud Subtotal Quant Valor/ Subtotal

Atualizada em agosto de 2018 60


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und und

Soma

EXERCÍCIO 04
A fábrica de embalagens plásticas Maxi Embala S.A. apresentou a movimentação de estoques no ano de
2014 conforme tabela a seguir. Apure o custo anual com base nos critérios:
Mês Descrição
Janeiro Estoque inicial igual a 600 kg, avaliado em $ 3.000,00
Fevereiro Consumo de 160 kg
Março Compra de 200 kg por $ 1.200,00
Abril Consumo de 220 kg
Junho Consumo de 80 kg
Agosto Compra de 400 kg por $ 3.200,00
Setembro Consumo de 450 kg
Novembro Compra de 300 kg por $ 3.000,00
Dezembro Consumo de 200 kg

Encontre: (a) Peps; (b) Ueps; (c) custo médio ponderado móvel; (d) sabendo que o custo de
oportunidade do dinheiro da empresa é igual a 4% a.m., discuta e explique qual seria o melhor critério; (e)
por que a legislação brasileira não permite o emprego do critério Ueps; (f) por que a maior parte das
empresas brasileiras adota o critério do custo médio ponderado?

Peps Entradas Saídas Saldo


Data Quantidade Valor/ud Subtotal Quantidade Valor/ud Subtotal Quantidade Valor/ud Subtotal

Atualizada em agosto de 2018 61


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Soma

Custo
Médio Entradas Saídas Saldo
Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal

Atualizada em agosto de 2018 62


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Soma

EXERCÍCIO 05
A movelaria Móveis Rústicos Ltda. apresentou a seguinte movimentação de estoques do produto mesa
campestre no mês de abril de 2012. Além dessa movimentação, a empresa adquiriu de um distribuidor, no
início do mês de abril, que resolveu mudar de atividade, 7 unidades, no valor total de $ 1.260,00. Após
efetuar esse ajuste no controle de estoques, estime o custo das mesas vendidas pelo critério Peps.

Data Custo unitário ($) Recebimentos Saídas Saldo


Quantidade Quantidade Quantidade
31/mar 200 20
2/abr 10 10
3/abr 240 30 40
8/abr 20 20
9/abr 260 40 60
15/abr 15 45
17/abr 35 10
21/abr 280 10 20
26/abr 5 15
30/abr 290 20 35

PEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal

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DISCIPLINA CONTABILIDADE GERENCIAL
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Soma

EXERCICIO 06

O assunto da questão acima é o Controle dos Estoques ou Inventário, mais precisamente no que tange o
PEPS (“Primeiro que entra é o primeiro que sai”).

Uma sociedade empresária adota o sistema de inventário periódico e utiliza o Método PEPS para controle
dos estoques. O estoque inicial era de 70 unidades, adquiridas ao custo unitário de R$15,00. No mês de
dezembro de 2013, foram feitas as seguintes aquisições:

Data Quantidade Total da Nota fiscal Impostos


Recuperaveis
02.12.2013 100 R$ 2.400,00 R$ 528,00
23.12.2013 50 R$ 1.300,00 R$ 286,00
23.12.2013 60 R$ 1.400,00 R$ 308,00

PEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quantidade unitário Total Quantidade unitário Subtotal Quantidade unitário Subtotal
Saldo Inicial 70 15,00 1.050,00
02.12.2013 100 18,72 1.872,00 100 18,72 1.872,00
23.12.2013 50 20,28 1.104,00 50 20,28 1.104,00
23.12.2013 60 18,20 1.092,00 60 18,20 1.092,00

280 5.118,00

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23.12.2013 70 15,00 1.050,00 (70) (15,00) (1.050,00)


23.12.2013 90 18,72 1.684,80 (90) (18,72) (1.684,80)

Soma 2.734,80 2.383,20

Vale ressaltar que no controle das entradas do valor da NF deverão ser desconsiderados os impostos
recuperáveis, ou seja, na primeira compra de R$ 2.400,00 subtraímos o valor de R$ 528,00 de tais
impostos.

O estoque final é de 120 unidades, o que implica na venda (saída) de 160 unidades. Sendo 70 unidades
por R$ 15,00 e 90 unidades a R$ 18,72. Diante disso, o Custo da Mercadoria Vendida será de?

EXERCICIO 07

Os estoques de uma empresa são controlados pelo Sistema de Inventário Permanente e mensurados
pelo critério da Média Ponderada. Durante o ano de 2015, a empresa realizou, em ordem
cronológica, as seguintes transações com compra e venda de mercadorias: Pede-se:
Calcule o valor do estoque final em reais?
Calcule o custo de mercadorias vendidas
Calcule o lucro bruto sobre as vendas

EXERCÍCIO 08

A Cutelaria Cortante S.A. apurou que seus estoques em 31-12-12 estariam avaliados de acordo com a
tabela seguinte. Assim, qual seria a classificação ABC dos itens relacionados?
A empresa classifica os itens da seguinte forma:

A- 50 a 100%
B- 30 a 49%
C- 01 a 29%

Item Valor ($) % Classificação


Linhas de costura 80,00
Cera polidora 600,00
Óleo lubrificante 450,00
Cabos 80.000,00
Plástico de embalagem 3.500,00

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Filmes de polietileno 360,00
Filtros 560,00
Peças de reposição 8.200,00
Fitas adesivas para embalagem 800,00
Couro 16.000,00
Rolamentos industriais 1.400,00
Parafusos 1.300,00
Caixas de papelão 2.600,00
Chapas 150.000,00
Total 265.850,00

Item Valor ($) % Classificação


Chapas 230.000,00
Cabos 81.000,00
Couro 7.800,00
Peças de reposição 8.200,00
Rolamentos industriais 1.100,00
Plástico de embalagem 3.600,00
Caixas de papelão 2.600,00
Parafusos 900,00
Óleo lubrificante 1.200,00
Linhas de costura 1.800,00
Fitas adesivas para embalagem 1.560,00
Filtros 1.459,00
Filmes de políetíleno 1.340,00
Cera polidora 3.240,00
Total 345.799,00

EXERCÍCIO 09

Represente através do gráfico da curva ABC os dados de estoques abaixo:

Itens Valor ($) % % acumulado Classificação


Componentes químicos 106.420,00 60,95 60,95 A
Embalagens 34.600,00 19,82 80,76 A
Óleo combustível 14.990,00 8,58 89,35 B
Correias 13.360,00 7,65 97,00 B
Componentes mecânicos 1.800,00 1,03 98,03 C
Equipamentos de proteção 1.560,00 0,89 98,92 C

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Graxas industriais 890,00 0,51 99,43 C


Parafusos 420,00 0,24 99,67 C
Arruelas 350,00 0,20 99,87 C
Porcas 220,00 0,13 100,00 C

EXERCICIO 10

A fabrica Tramontina utiliza no seu processo produtivo o aço inox galvanizado para a produção
de talheres de linha classe A, no mês de janeiro de 2017 a empresa iniciou o estoque com a
quantidade 1500 kgs., a um custo unitário de R$ 18,50, no dia 03 a empresas comprou 1100 kgs.,
a um custo unitário de R$ 17,20, no dia 04 a produção consumiu 1250 kgs., no dia 05 a produção
consumiu 850 kgs., no dia 08 a empresa comprou 1200 kgs., a um custo de total de R$
22.080,00, no dia 15 a produção consumiu 980 kgs., no dia 20 a produção consumiu 380 kgs.,
Pede-se
Calcule o custo no método PEPS
Calcule o custo no método custo médio.

PEPS Entradas Saídas Saldo


Valor Valor Valor
Data Quantidade Subtotal Quantidade Subtotal Quantidade Subtotal
Unitário Unitário Unitário

Custo
médio Entradas Saídas Saldo
Valor Valor Valor
Data Quantidade Subtotal Quantidade Subtotal Quantidade Subtotal
Unitário Unitário Unitário

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EXERCICIO 11

A Fabrica Tramontina apurou que seus estoques em 31-12-12 estariam avaliados de acordo com
a tabela seguinte. Assim, qual seria a classificação ABC dos itens relacionados?

A empresa classifica os itens da seguinte forma:

A- 30 a 100%
B- 20 a 29%
C- 01 a 19%

Item Valor ($) % Classificação


Aço inox galvanizado 489.900,00
Cera polidora 12.450,00
Serra modeladora 111.340,00
Chumbo 54.890,00
Embalagens Plásticas 12.340,00
Embalagens de papelão 13.569,00
Marcador 18.700,00
Peças de reposição 58.200,00
Fitas adesivas para embalagem 1.370,00
Aço polido 160.780,00
Modelador 1.300,00
Banho de prata 645.600,00
Total 1.580.439,00

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EXERCICIO 12

Em 03/03/X1 a empresa vendeu 30 unidades dos produtos que estavam nos estoques, não havendo vendas
anteriores a esse período. A empresa utiliza o critério "PEPS" para formação do custo das mercadorias
vendidas.

O valor do custo das mercadorias vendidas em 01/03/X1 é, em R$?

A. 450,00
B. 420,00
C. 380,00
D. 320,00
E. 280,00

EXERCICIO 13

Em 02/04/X1 a empresa vendeu 30 unidades de produtos que estavam em seus estoques, não havendo
vendas anteriores a esse período. A empresa utiliza o critério "UEPS" para formação do custo das
mercadorias vendidas. O valor do custo das mercadorias vendidas em 02/04/X1 é, em R$?

A. 450,00
B. 420,00
C. 380,00
D. 320,00
E. 280,00

EXERCICIO 14

Uma Sociedade Empresária utiliza o Inventário Permanente para controlar seus estoques e apresentou o
seguinte movimento, no mês de fevereiro de 2017, de Estoques de Mercadorias para Revenda:

Atualizada em agosto de 2018 69


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A Sociedade Empresária adota como base para mensuração do estoque o critério Primeiro a Entrar
Primeiro a Sair – PEPS.

Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 16 (R1) – ESTOQUES,


e desconsiderando-se os tributos incidentes sobre compras e vendas, o valor do Estoque de Mercadorias
para Revenda, no final do mês de fevereiro de 2017, é de:

A. R$ 48.000,00
B. R$ 56.800,00
C. R$ 76.000,00
D. R$ 132.800,00
E. R$ 32.000,00

EXERCICIO 15

Uma empresa industrial aplicou no processo produtivo, no mês de agosto de 2010, R$50.000,00 de
matéria-prima, R$40.000,00 de mão de obra direta e R$30.000,00 de gastos gerais de fabricação. O saldo
dos Estoques de Produtos em Elaboração, em 31.7.2010, era no valor de R$15.000,00 e, em 31.8.2010, de
R$20.000,00.
O Custo dos Produtos Vendidos, no mês de agosto, foi de R$80.000,00 e não havia Estoque de Produtos
Acabados em 31.7.2010. Com base nas informações, assinale a opção que apresenta o saldo final, em
31.8.2010, dos Estoques de Produtos Acabados

A. R$ 35.000,00
B. R$ 55.000,00
C. R$ 120.000,00
D. R$ 135.000,00
E. R$ 80.000,00

EXERCICIO 16

A finalidade primordial para a qual se utiliza o custeio ABC Activity-Based Costing (Custeio Baseado em
Atividades) refere-se à(ao)

A. Locação da mão de obra aos produtos.


B. Identificação dos processos relevantes.
C. Rastreamento dos custos diretos às atividades.
D. Tratamento dado aos custos indiretos.
E. Rateio dos custos fixos aos departamentos.

EXERCICIO 17

Uma Sociedade Empresária realizou uma venda de mercadoria à vista, no valor de R$320.000,00, com
incidência de ICMS à alíquota de 18%. O Custo da Mercadoria Vendida foi de R$192.000,00. O Lucro
Bruto dessa única transação de venda realizada pela Sociedade Empresária é de:

A. R$ 70.400,00
B. R$ 128.000,00
C. R$ 320.000,00
D. R$ 262.400,00
E. R$ 192.000,00

Atualizada em agosto de 2018 70


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EXERCICIO 17

Uma industria produziu no mês de novembro 10.000 unidades do produto Y, os custos da produção
totalizaram R$ 620.000,00 no mês de dezembro a industria vendeu toda sua produção ao preço unitário de
venda de R$ 167,00, os impostos sobre as vendas foram de 18% e os impostos sobre o lucro foram de
25%. Determine o lucro bruto e o lucro operacional.

EXERCICIO 18

1.Uma industria produziu no mês de novembro 9.100 unidades do produto Y, os custos da produção
totalizaram R$ 410.000,00 no mês de dezembro a industria vendeu toda sua produção ao preço unitário de
venda de R$ 177,00, os impostos sobre as vendas foram de 18% e os impostos sobre o lucro foram de
25%. Determine o lucro bruto e o lucro operacional.

2. Neste método de custeio,assume-se como pressuposto,que os recursos de uma empresa são consumidos
por suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos surgem como consequência das
atividades consideradas estritamente necessárias para fabricá-los e/ou comercializá- los, e como forma de
se entender as necessidades, expectativas e anseios de clientes. Este conceito refere-se a que método de
custeio?

a) Custeio por responsabilidade.


b) Custeio por ordem de produção (OP).
c) Custeio por processo.
d) Custeio de co-produção.
e) Custeio ABC.

Utilize o cenário abaixo para responder à questão.

3.A Cia. Despacho comercializa sofás. Sabe-se que no dia 5/6/2018 foram adquiridas 5 unidades a R$
100,00 cada; em 15/6/2018, foram adquiridas 5 unidades a R$ 120,00 cada; e ocorreu venda de 4
unidades a R$ 150,00 cada em 22/6/2018.

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Qual é o valor do custo de mercadorias vendidas, em 30/6/2018, com aplicação do método primeiro a
entrar, primeiro a sair (PEPS) Calcule?

a) R$ 400,00.
b) R$ 440,00.
c) R$ 480,00.
d) R$ 120,00.

4.Sobre esse assunto, considere as afirmativas sobre a avaliação do valor do estoque, ao final do mês de
outubro, a seguir:

I. Considerando-se o método do Custo Médio, o valor do estoque é de R$ 550,00.


II. Considerando-se o método “PEPS” (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair), o valor do estoque é de
R$ 600,00.
III. Considerando-se o método “UEPS” (Último a Entrar, Primeiro a Sair), o valor do estoque é de
R$ 500,00.

Em relação a essas afirmativas, é CORRETO afirmar que:

a) Estão corretas somente as afirmativas I e II.


b) Estão corretas somente as afirmativas I e III.
c) Estão corretas somente as afirmativas II e III.
d) Nenhuma afirmativa está correta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

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BIBLIOGRAFIA BASICA

1. BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos – aplicação em empresas modernas.


2ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.
2. OLIVEIRA, Luis Martins de; PEREZ JUNIOR, José Hernandez; COSTA, Rogério Guedes.
Gestão estratégica de custos. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.
3. SOUZA, Marcos Antonio de; DIEHL, Carlos Alberto. Gestão de custos: uma abordagem
integrada entre contabilidade, engenharia e Gestão da Produção Industrial. São Paulo: Atlas, 2009.
4. LINS, Luiz S. Gestão Empresarial com ênfase em Custos. Uma abordagem Prática. São Paulo,
Thomson, 2005.
5. PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistema de Informações Contábeis – fundamentos e análise. São Paulo:
Atlas, 1998.
6. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

1. HOJI, Masakazu. Administração Financeira: Uma Abordagem Prática (Livro de Exercícios).


2ed.Atlas, 2004.
2. HOPE, Jeremy. Gestão Financeira Moderna. São Paulo: Campus, 2007. ISBN 8535223828
3. CLEMENTE, Ademir; SOUZA, Alceu. Gestão de Custos: Aplicações Operacionais e
4. Estratégicas. São Paulo: Atlas, 2007.

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