Você está na página 1de 2

Resumo

A Cidade pelo Avesso


 Rachel Coutinho Marques da Silva
Capítulo I: Urbanismo Contemporâneo e uma Nova Urbanidade
Neste capítulo, a autora visa refletir sobre os desafios da cidade
contemporânea num eixo fundamental para o urbanismo atual: A
urbanidade contemporânea. Através de artigos, a autora visa estudar o
eixo tendo como centro o homem como ser urbano, de modo a destacar
também a dialética entre sujeito e objeto, e as alterações na relação entre
esses dois. A autora parte de um trecho que leva a um questionamento:
“O homem, enquanto ser social e sujeito, faz, vive,
transforma e se reproduz na cidade. A cidade, enquanto
objeto, é feita e refeita, consumida e transformada. Na
contemporaneidade observamos cada vez mais uma mudança
nesta relação e o homem vem assistindo, cada vez mais
passivamente, a cidade dominá-lo e consumi-lo, fazendo com
que a vida urbana seja meramente uma busca pela
sobrevivência – do tipo salve-se quem puder – deixando
pouco espaço para a expressão da individualidade criativa e
feliz. Somos nós que moldamos a cidade ou é a cidade que
nos molda?” (Pag. 10, A Cidade pelo Avesso Desafios do
Urbanismo Contemporâneo, da Silva, Rachel Coutinho
Marques).
No primeiro artigo usado como base do estudo, de autoria da própria
Rachel, examina as mudanças na condição do viver urbano, usando como
exemplo o Rio de Janeiro, onde as condições sócio-espaciais criaram
divisões entre diversas partes da cidade, separações visíveis ou invisíveis
que segmentam o espaço urbano da cidade, esvaziando o espaço público
e interferindo nas relações sociais dos cidadãos.
O segundo artigo, de autoria de Rosane Araújo, chamado O Urbanismo em
Estado Fluido, discute o próprio conceito de cidade, repensando o
conceito de urbanidade. Para criar um novo conceito de urbanismo, é
preciso conhecer as exigências contemporâneas e se adequar a mudança
do pensamento humano e seu foco, hoje direcionado a nanotecnologia, a
praticidade, ao leve, portátil. Entender as consequências dessa mudança
no âmbito sócio-espacial é fundamental para determinar o conceito de
urbanismo contemporâneo.
O terceiro artigo base desta primeira parte, chama-se Um Tempo-Lugar
Para o Cultivo dos Corpos e do Espírito, de Cristóvão Duarte. Neste artigo,
Duarte se dispõe a discutir o conceito de lazer e analisar a relação do ser
humano com o tempo-livre e a apropriação do mesmo para aproveitar o
lazer. Na sociedade industrial capitalista, o tempo é tratado como
mercadoria, e tempo-livre para ser aproveitado se torna cada vez mais
restrito, influenciando na organização sócio-espacial das cidades e sua
adequação às necessidades do cidadão.