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Aula 05

1000 Questões Comentadas - Leis Penais Extravagantes, Dir. Penal e Dir. Processual
Penal .

Professor: Alexandre Herculano


Prof. Alexandre Herculano Aula 05

Aula 05 - Crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor


(Lei nº 7.716/1989). Concurso de pessoas e concurso de crimes.
Provas (parte II).

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação 1
2. Questões propostas 2
3. Questões comentadas 21
3.1. Concurso de pessoas e concurso de crimes. 21
3.2. Provas (parte II). 44
3.3. Crimes resultantes de preconceitos de raça ou de 52
cor (Lei nº 7.716/1989).
4. Gabarito 66

Olá, meus amigos!

Hoje vou abordar questões sobre os seguintes tópicos: Crimes

resultantes de preconceitos de raça ou de cor (Lei nº

7.716/1989). Concurso de pessoas e concurso de crimes. Provas

(parte II).

Meus amigos, primeiramente, façam as questões; e depois leiam os

comentários, mesmo que tenham acertado!

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Questões propostas

1) (2016 – UFMT - DPE-MT - Defensor Público)

Concomitantemente, diversas pessoas saquearam um

estabelecimento comercial sem se conhecerem umas às outras.

Cuida-se na espécie de

A) continência de ações, em razão do concurso de pessoas.

B) conexão intersubjetiva por reciprocidade.

C) conexão objetiva consequencial.

D) conexão intersubjetiva por simultaneidade.

E) conexão objetiva teleológica.

2) (2015 – FUNCAB - PC-AC) Clécius Almeida induz o adolescente

Carlos Sátiro, de dezessete anos de idade, a praticar o delito de

roubo tendo como vítima a senhora Sandra Costa. Para convencer

Carlos, Clécius lhe disse ser conhecido da vítima, por isto não

poderia participar diretamente do crime, contudo permaneceria

por perto, sem ser visto, e lhe daria cobertura no caso de um

eventual problema. Diante disto, Carlos acaba por roubar o relógio

e o dinheiro da senhora Sandra.

No caso proposto, Clécius responde pelo resultado na condição de:

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A) autor mediato.

B) partícipe material.

C) partícipe moral.

D) coautor.

E) coator moral.

3) (2014 – FUNCAB - PC-RO - Delegado de Polícia Civil) Em

relação ao concurso de crimes, é INCORRETO afirmar:

A) No concurso formal perfeito, aplica-se ao agente a mais grave das

penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em

qualquer caso, de um sexto até metade.

B) No concurso material, aplica-se a regra da cumulação das penas.

C) No concurso formal heterogêneo, uma só ação dá causa a diversos

crimes de natureza diversa como, por exemplo, lesão corporal e

homicídio.

D) Não é admitido, no ordenamento jurídico brasileiro, o reconhecimento

do crime continuado entre infrações da mesma espécie, praticadas em

condições de tempo e de lugar semelhantes, sob o mesmo modo de agir,

contra vítimas diferentes, cometidas com violência ou grave ameaça à

pessoa.

E) No concurso formal imperfeito, aplicam-se ao agente as penas

cumulativamente.

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4) (2013 – FUNCAB - PC-ES - Delegado de Polícia) Dois veículos

chocaram-se em um cruzamento. Em razão da colisão, um dos

motoristas fraturou um braço, o que o impossibilitou de trabalhar

por seis meses. O outro motorista teve uma luxação no joelho

direito. O fato foi apurado pela delegacia local, restando

cabalmente provado que os motoristas de ambos os carros

concorreram para a colisão, pois um, em face da ausência de

manutenção, estava sem freio, e o outro havia avançado o sinal e

estava em velocidade acima da permitida.

Assim, conclui-se que se trata de hipótese de:

A) autoria colateral.

B) compensação de culpa.

C) lesão corporal culposa, preceituada no artigo 129, § 6º doCP.

D) aberratio delicti.

E) culpa consciente.

5) (2016 – CESPE - TRE-PI - Analista Judiciário – Judiciária) A

respeito do concurso de pessoas, assinale a opção correta.

A) As circunstâncias objetivas se comunicam, mesmo que o partícipe

delas não tenha conhecimento.

B) Em se tratando de peculato, crime próprio de funcionário público, não

é possível a coautoria de um particular, dada a absoluta

incomunicabilidade da circunstância elementar do crime.

C) A determinação, o ajuste ou instigação e o auxílio não são puníveis.

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D) Tratando-se de crimes contra a vida, se a participação for de menor

importância, a pena aplicada poderá ser diminuída de um sexto a um

terço.

E) No caso de um dos concorrentes optar por participar de crime menos

grave, a ele será aplicada a pena referente a este crime, que deverá ser

aumentada mesmo na hipótese de não ter sido previsível o resultado mais

grave.

6) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Não se admite a suspensão condicional do processo se a soma da pena

mínima com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano.

7) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Não se aplica a continuidade delitiva quando os delitos atingirem bens

jurídicos personalíssimos de pessoas diversas, segundo o entendimento

do Supremo Tribunal Federal.

8) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

O Supremo Tribunal Federal admite a continuidade delitiva entre os

crimes de furto e roubo.

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9) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Configura-se concurso material a ação única lesiva ao patrimônio de

diversas pessoas.

10) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica o

princípio da consunção entre os crimes de falsidade e estelionato, por se

tratar de caso de aplicação do concurso formal.

11) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

Havendo concurso formal de delitos, em que o agente, mediante uma só

ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicar-

se-á a pena privativa de liberdade mais grave, ou, se as penas forem

iguais, aplicar-se-á apenas uma delas, majorada, em qualquer caso, de

um sexto até metade, sem prejuízo de eventual cumulação de penas, nas

situações em que a ação ou a omissão for dolosa, e os crimes resultarem

de desígnios autônomos.

12) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

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As agravantes e as atenuantes previstas no CP são numerus clausus, ou

seja, não é possível invocar circunstância atenuante ou agravante que

não tenha sido expressamente prevista no texto legal.

13) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

No caso de concurso material de delitos, quando os crimes forem

praticados, mediante mais de uma ação ou omissão, e resultarem na

aplicação cumulativa de penas de reclusão e detenção, o agente deverá

cumprir, primeiramente, a pena de detenção.

14) (2015 – CESPE - TJ-DF - Técnico Judiciário – Administrativa)

Em relação à improbidade administrativa, ao concurso de pessoas

e às hipóteses de extinção da punibilidade, julgue o item

subsecutivo.

Caracteriza-se a autoria colateral na hipótese de dois agentes,

imputáveis, cada um deles desconhecendo a conduta do outro, praticarem

atos convergentes para a produção de um delito a que ambos visem, mas

o resultado ocorrer em virtude do comportamento de apenas um deles.

15) (2015 – CESPE – DPE RN - Defensor Público Substituto)

Acerca do concurso de agentes, julgue os itens abaixo conforme a

legislação de regência e a jurisprudência do STJ.

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A ciência da prática do fato delituoso caracteriza conivência e,

consequentemente, participação, mesmo que inexistente o dever jurídico

de impedir o resultado.

16) (2015 – CESPE – DPE RN - Defensor Público Substituto)

Acerca do concurso de agentes, julgue os itens abaixo conforme a

legislação de regência e a jurisprudência do STJ.

É admissível, segundo o entendimento doutrinário e jurisprudencial, a

possibilidade de concurso de agentes em crime culposo, que ocorre

quando há um vínculo psicológico na cooperação consciente de alguém na

conduta culposa de outrem. O que não se admite nos tipos culposos é a

participação.

17) (2015 – CESPE - TCE-RN - Inspetor) Acerca do concurso de

pessoas e dos princípios de direito penal, julgue o item seguinte.

No concurso de pessoas, o auxílio prestado ao agente, quando não

iniciada a execução do crime, é passível de punição.

18) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

O crime continuado ocorre quando o agente pratica uma ou mais

infrações penais de mesma espécie ou não, de forma concomitante, caso

em que a pena pode ser aumentada até o dobro.

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19) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

Ocorre concurso formal imperfeito quando há dolo em relação ao delito

desejado e dolo eventual no tocante aos outros resultados da mesma

ação, situação em que o agente deve ser apenado pelo sistema de

acúmulo material.

20) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

A autoria mediata distingue-se da participação em sentido estrito em

razão do domínio do fato. Tem-se, como exemplo da primeira, a utilização

de inimputáveis para a prática de crimes.

21) (2015 – CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área

Judiciária) Julgue o item seguinte, a respeito de concurso de

pessoas, tipicidade, ilicitude, culpabilidade e fixação da pena.

Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por empréstimo, uma arma de

fogo, dando-lhe ciência de sua intenção de utilizá-la para matar outrem, o

amigo que emprestar a arma será considerado partícipe do homicídio se o

referido indivíduo cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize

tal arma para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo.

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22) (2015 – CESPE - DPE-PE - Defensor Público) Com relação ao

concurso de crimes, julgue o seguinte item.

O concurso formal próprio distingue-se do concurso formal impróprio pelo

elemento subjetivo do agente, ou seja, pela existência ou não de

desígnios autônomos.

23) (2014 – CESPE - TJ-SE - Técnico Judiciário - Área Judiciária)

No que se refere a concurso de pessoas, aplicação da pena,

medidas de segurança e ação penal, julgue os itens a seguir.

Em se tratando de autoria colateral, não existe concurso de pessoas.

24) (2014 – CESPE - TJ-DF - Titular de Serviços de Notas e de

Registros) Acerca da aplicação da pena e do concurso de crimes,

julgue os itens.

Não se aplica a regra do crime continuado àquele que, após a morte do

beneficiário, passa a receber, durante cinco meses, em lugar do falecido,

aposentadoria por invalidez paga pelo INSS, mediante a utilização do

cartão magnético pertencente ao titular.

25) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo do livre

convencimento do juiz, fundado no exame das provas em conjunto.

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26) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação,

temor ou sério constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo

que prejudique a verdade do depoimento, determinará a pronta retirada

do réu da sala de audiência, prosseguindo na inquirição, com a presença

do seu defensor.

27) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

À exceção do exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial

negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao

esclarecimento da verdade.

28) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou

por velhice, inspirar receio de que, ao tempo da instrução criminal, já não

exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes,

tomar-lhe antecipadamente o depoimento.

29) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

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Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista

motivo relevante que justifique a sua conservação nos autos, poderão,

mediante requerimento, e ouvido o Ministério Público, ser entregues à

parte que os produziu, ficando traslado nos autos.

30) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

A autópsia será feita pelo menos cinco horas depois do óbito, salvo se os

peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita

antes daquele prazo, o que declararão no auto.

31) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do

cadáver, quando não houver infração penal que apurar.

32) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Os cadáveres serão sempre fotografados na posição de decúbito dorsal,

bem como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios

deixados no local do crime.

33) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

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Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, sempre

juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos.

34) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de

conhecimento especializado, obrigatoriamente será designada a atuação

de mais de um perito oficial.

35) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

A testemunha pode se eximir do dever de prestar depoimento se for

ascendente, descendente, cônjuge, companheiro, irmão, pai ou mãe do

acusado ou da vítima, salvo se não for possível, por outro modo, obter a

prova do fato e de suas circunstâncias.

36) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

O interrogatório do surdo-mudo será, necessariamente, acompanhado de

pessoa habilitada a entendê-lo, ainda que o interrogando saiba ler e

escrever.

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37) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

Os exames de corpo de delito devem ser realizados por dois peritos

oficiais, portadores de diploma de curso superior e, na falta de perito

oficial, por duas pessoas idôneas, com ensino superior completo.

38) (2016 – CESPE - PC-PE - Delegado de Polícia) Da sentença

penal se extraem diversas consequências jurídicas e, quando for

condenatória, emergem-se os efeitos penais e extrapenais. Acerca

dos efeitos da condenação penal, assinale a opção correta.

A) A licença de localização e de funcionamento de estabelecimento onde

se verifique prática de exploração sexual de pessoa vulnerável, em caso

de o proprietário ter sido condenado por esse crime, não será cassada,

dada a ausência de previsão legal desse efeito da condenação penal.

B) A condenação por crime de racismo cometido por proprietário de

estabelecimento comercial sujeita o condenado à suspensão do

funcionamento de seu estabelecimento, pelo prazo de até três meses,

devendo esse efeito ser motivadamente declarado na sentença penal

condenatória.

C) Segundo o CP, constitui efeito automático da condenação a perda de

cargo público, quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo

igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou

violação de dever para com a administração pública.

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D) A condenação por crime de tortura acarretará a perda do cargo público

e a interdição temporária para o seu exercício pelo dobro do prazo da

pena aplicada, desde que fundamentada na sentença condenatória, não

sendo efeito automático da condenação.

39) (2016 – CONSULPLAN - TJ-MG) De acordo com a Lei nº

7.716/1989, constitui crime

A) fabricar ornamentos que utilizem a cruz suástica.

B) distribuir distintivos que utilizem a cruz suástica.

C) comercializar emblemas que utilizem a cruz gamada, para fins de

divulgação do nazismo.

D) fabricar símbolos que utilizem a cruz gamada, para fins de divulgação

do cristianismo.

40) (2015 – IBFC – EMBASA – Analista) Assinale a alternativa

correta considerando as disposições da lei federal n° 7.716, de

05/01/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de

raça ou de cor.

A) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar é crime punível com

detenção de dois a cinco anos.

B) Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares,

confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público é crime punível

com reclusão de um a três anos.

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C) Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos

esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público é

crime punível com reclusão de um a dois anos.

D) Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros,

barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as

mesmas finalidades é crime punível com detenção de um a cinco anos.

41) (2014 – CESPE - Câmara dos Deputados) Julgue o item que

segue, relativo aos crimes contra as pessoas com deficiência, aos

crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e ao Estatuto

da Igualdade Racial.

Caso uma manicure, empregada de um salão de beleza, recuse

atendimento a uma cliente apenas por esta ser de origem africana, e essa

cliente, ofendida, deixe o estabelecimento, tal recusa tipificará o crime de

racismo.

42) (2013 – CESPE – PRF - Policial Rodoviário Federal) Julgue os

itens seguintes, relativos à lei do crime organizado e a crimes

resultantes de preconceitos de raça e cor.

Constitui crime o fato de determinado clube social recusar a admissão de

um cidadão em razão de preconceito de raça, salvo se o respectivo

estatuto atribuir à diretoria a faculdade de recusar propostas de

admissão, sem declinação de motivos.

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(2015 – IBFC – EMBASA - Assistente de Saneamento - Técnico em

Segurança do Trabalho) julgue os itens abaixo considerando as

disposições da lei federal n° 7.716, de 05/01/1989, que define os

crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

43) Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a

qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das

concessionárias de serviços públicos é crime punível com reclusão de dois

a cinco anos.

44) Obstar a promoção funcional por motivo de discriminação de raça,

cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime punível com reclusão

de três a seis anos.

45) Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se

a servir, atender ou receber cliente ou comprador é crime punível com

detenção de um a dois anos.

46) Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em

estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau é crime

punível com reclusão de um a três anos.

47) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar é crime punível com

detenção de dois a cinco anos.

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48) (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal -

Regional) Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma

situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.

Um determinado hotel negou-se a hospedar uma família de índios,

alegando que não havia nenhum quarto vago. Posteriormente, restou

demonstrado que existiam vagas e que a recusa derivou do fato de que o

gerente do hotel tinha proibido a hospedagem de índios no

estabelecimento. Nessa situação, o referido gerente comete infração

penal.

49) (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Apoio Especializado -

Transporte) Julgue os itens seguintes, de acordo com o que

dispõe a legislação em vigor acerca de crimes resultantes de

preconceito.

Considere que Tânia, proprietária de um salão de beleza especializado em

penteados afros, recuse atendimento a determinada pessoa de pele

branca e cabelos ruivos, sob a justificativa de o atendimento, no salão,

restringir-se a afrodescendentes. Nessa situação, a conduta de Tânia não

constitui crime, visto que, sendo proprietária do estabelecimento, ela tem

o direito de restringir o atendimento a determinados clientes.

50) (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Apoio Especializado -

Transporte) Julgue os itens seguintes, de acordo com o que

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dispõe a legislação em vigor acerca de crimes resultantes de

preconceito.

Pratica crime decorrente de discriminação racial, apenado com reclusão

de um a três anos, o síndico que proíbe a circulação, nos elevadores

sociais de edifício residencial, de todos os empregados domésticos que

trabalham para os condôminos.

51) (CESPE - 2012 - AGU - Advogado) Com relação aos delitos de

preconceito e de lavagem de dinheiro e dos delitos contra o

sistema financeiro nacional, julgue os próximos itens.

O crime de racismo praticado por meio da rede mundial de computadores

consuma-se no local onde sejam recebidas as manifestações racistas.

52) (CESPE - 2012 - AGU - Advogado) Com relação aos delitos de

preconceito e de lavagem de dinheiro e dos delitos contra o

sistema financeiro nacional, julgue os próximos itens.

O fato de um empresário, por preconceito em relação à cor de

determinado empregado, impedir a sua ascensão funcional na empresa,

configurará delito contra a organização do trabalho, e não crime

resultante de preconceito.

53) (CESPE - 2010 - ABIN - Oficial de Inteligência) Com base nos

delitos em espécie, julgue os próximos itens.

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Considere que uma jovem atriz negra atue em campanha televisiva

promovida por órgão público para a prevenção da AIDS, transmita a

seguinte mensagem: "eu peço ao meu último parceiro que faça um

teste". Nessa situação, ainda que não tenha havido a intenção de associar

a disseminação da doença à raça negra, restam violados os direitos à

imagem da mulher negra brasileira, o que configura, em tese, crime de

racismo.

54) (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia -

Regional) Julgue o item.

Pedro pediu em casamento Carolina, que tem 16 anos de idade, e ela

aceitou. O pai de Carolina, porém, negou-se a autorizar o casamento da

filha, pelo fato de o noivo ser negro. Todavia, para não ofender Pedro,

solicitou a Carolina que lhe dissesse que o motivo da sua recusa era o

fato de ele ser ateu. Nessa situação, o pai de Carolina cometeu infração

penal.

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Questões comentadas

Concurso de pessoas e concurso de crimes

1) (2016 – UFMT - DPE-MT - Defensor Público)

Concomitantemente, diversas pessoas saquearam um

estabelecimento comercial sem se conhecerem umas às outras.

Cuida-se na espécie de

A) continência de ações, em razão do concurso de pessoas.

B) conexão intersubjetiva por reciprocidade.

C) conexão objetiva consequencial.

D) conexão intersubjetiva por simultaneidade.

E) conexão objetiva teleológica.

Comentários:

Fala-se em conexão intersubjetiva quando houver necessariamente vários

crimes e vários agentes, pouco importando se esses se uniram em

concurso, reciprocidade ou simultaneidade. Vejamos algumas definições

importantes:

 Conexão intersubjetiva por concurso: duas ou mais infrações penais

praticadas por várias pessoas em concurso;

 Conexão intersubjetiva por reciprocidade: duas ou mais infrações

penais cometidas por duas ou mais pessoas, umas contra as outras;

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 Conexão intersubjetiva por simultaneidade: duas ou mais

infrações penais praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas

reunidas, sem qualquer ajusto prévio, sem uma saber da outra.

Falas-se em conexão intersubjetiva ocasional.

Desse modo, a conexão objetiva se revela quando o crime é praticado

para facilitar a execução de outro, ocultar-lhe ou garantir a manutenção

da sua vantagem. E, por fim, a conexão instrumental (probatória ou

processual), que se concretiza quando a prova de um crime influencia na

existência de outro.

Gabarito: D.

2) (2015 – FUNCAB - PC-AC) Clécius Almeida induz o adolescente

Carlos Sátiro, de dezessete anos de idade, a praticar o delito de

roubo tendo como vítima a senhora Sandra Costa. Para convencer

Carlos, Clécius lhe disse ser conhecido da vítima, por isto não

poderia participar diretamente do crime, contudo permaneceria

por perto, sem ser visto, e lhe daria cobertura no caso de um

eventual problema. Diante disto, Carlos acaba por roubar o relógio

e o dinheiro da senhora Sandra.

No caso proposto, Clécius responde pelo resultado na condição de:

A) autor mediato.

B) partícipe material.

C) partícipe moral.

D) coautor.

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E) coator moral.

Comentários:

Entende-se por autor mediato aquele que, sem realizar diretamente a

conduta prevista no tipo, comete o fato punível por meio de outra pessoa,

usada como seu instrumento. O CP prevê quatro hipóteses de autoria

mediara:

 Erro determinado por terceiro;

 Coação Moral irresistível;

 Obediência hierárquica;

 Caso de instrumento impunível.

Requisitos do concurso de agentes:

 Pluralidade de agentes;

 Relevância causal das várias condutas. Se a participação for de

menor importância a pena pode ser diminuída de um sexto a um

terço;

 Liame subjetivo - não se exige acordo de vontades, bastando a

pretensão de participar e cooperar na ação de outrem. Faltando

liame subjetivo, não há que se falar em concurso de agentes,

surgindo os institutos da autoria colateral e incerta;

 Identidade de infração penal. Para que se configure o concurso

de pessoas, rodos os concorrentes devem contribuir para o mesmo

evento (previamente determinado e escolhido pelos agentes).

Gabarito: A.

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3) (2014 – FUNCAB - PC-RO - Delegado de Polícia Civil) Em

relação ao concurso de crimes, é INCORRETO afirmar:

A) No concurso formal perfeito, aplica-se ao agente a mais grave das

penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em

qualquer caso, de um sexto até metade.

B) No concurso material, aplica-se a regra da cumulação das penas.

C) No concurso formal heterogêneo, uma só ação dá causa a diversos

crimes de natureza diversa como, por exemplo, lesão corporal e

homicídio.

D) Não é admitido, no ordenamento jurídico brasileiro, o reconhecimento

do crime continuado entre infrações da mesma espécie, praticadas em

condições de tempo e de lugar semelhantes, sob o mesmo modo de agir,

contra vítimas diferentes, cometidas com violência ou grave ameaça à

pessoa.

E) No concurso formal imperfeito, aplicam-se ao agente as penas

cumulativamente.

Comentários:

O delito continuado configura-se quando o agente, mediante mais de uma

ação ou omissão, comete mais de um crime da mesma espécie e os

delitos guardem conexão no que diz respeito ao tempo, ao lugar, à

maneira de execução e a outras características que façam presumir a

continuidade delitiva.

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Cabe, aqui, destacar um posicionamento do STJ:

“É firme o entendimento deste Superior Tribunal de Justiça no sentido da

impossibilidade do reconhecimento da continuidade delitiva entre

os crimes de roubo e extorsão, pois são infrações penais de espécies

diferentes, que têm definição legal autônoma e assim devem ser punidos.

Precedentes”.

Gabarito: D.

4) (2013 – FUNCAB - PC-ES - Delegado de Polícia) Dois veículos

chocaram-se em um cruzamento. Em razão da colisão, um dos

motoristas fraturou um braço, o que o impossibilitou de trabalhar

por seis meses. O outro motorista teve uma luxação no joelho

direito. O fato foi apurado pela delegacia local, restando

cabalmente provado que os motoristas de ambos os carros

concorreram para a colisão, pois um, em face da ausência de

manutenção, estava sem freio, e o outro havia avançado o sinal e

estava em velocidade acima da permitida.

Assim, conclui-se que se trata de hipótese de:

A) autoria colateral.

B) compensação de culpa.

C) lesão corporal culposa, preceituada no artigo 129, § 6º doCP.

D) aberratio delicti .

E) culpa consciente.

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Comentários:

A autoria colateral ocorre quando dois agentes têm a intenção de obter o

mesmo resultado, porém um desconhece a vontade do outro, sendo que o

objetivo poderá ser atingido pela ação de somente um deles ou pela ação

de ambos. Assim, podemos falar em autoria colateral quando dois

agentes, embora convergindo suas condutas para a prática de

determinado fato criminoso, não atuam unidos pelo liame subjetivo.

Gabarito: A.

5) (2016 – CESPE - TRE-PI - Analista Judiciário – Judiciária) A

respeito do concurso de pessoas, assinale a opção correta.

A) As circunstâncias objetivas se comunicam, mesmo que o partícipe

delas não tenha conhecimento.

B) Em se tratando de peculato, crime próprio de funcionário público, não

é possível a coautoria de um particular, dada a absoluta

incomunicabilidade da circunstância elementar do crime.

C) A determinação, o ajuste ou instigação e o auxílio não são puníveis.

D) Tratando-se de crimes contra a vida, se a participação for de menor

importância, a pena aplicada poderá ser diminuída de um sexto a um

terço.

E) No caso de um dos concorrentes optar por participar de crime menos

grave, a ele será aplicada a pena referente a este crime, que deverá ser

aumentada mesmo na hipótese de não ter sido previsível o resultado mais

grave.

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Comentários:

Na letra “A”, temos que saber que não se comunicam as circunstâncias

e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. Já

na letra “B”, a coautoria é compatível com os crimes próprios tanto se

todos os autores forem dotados da característica necessária para a

incidência da norma específica quanto se apenas um deles o for e esta

característica ingresse na esfera de conhecimento dos demais. Assim, o

peculato pode ser cometido por dois funcionários públicos conluiados ou

por um funcionário público e um particular que tenha conhecimento de

que seu comparsa exerce a função pública e pratica o crime se valendo da

facilidade que o cargo lhe proporciona. Na letra “C”, o ajuste, a

determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em

contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser

tentado. Na letra “D”, quem, de qualquer modo, concorre para o crime

incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. Se a

participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um

sexto a um terço. Na letra “E”, se algum dos concorrentes quis

participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa

pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o

resultado mais grave.

Gabarito: D.

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6) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Não se admite a suspensão condicional do processo se a soma da pena

mínima com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano.

Comentários:

Trata-se da Súmula 723 do STF: “não se admite a suspensão condicional

do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da infração

mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano”.

Gabarito: C.

7) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Não se aplica a continuidade delitiva quando os delitos atingirem bens

jurídicos personalíssimos de pessoas diversas, segundo o entendimento

do Supremo Tribunal Federal.

Comentários:

Aplica-se a continuidade delitiva quando os delitos atingirem bens

jurídicos personalíssimos de pessoas diversas!

“Nos termos da atual jurisprudência do STF, formada após a Reforma

Penal de 1984 (art. 71, parágrafo único, do CP), a circunstância de os

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delitos praticados atingirem bens jurídicos personalíssimos de pessoas

diversas não impede a continuação delitiva. Hipótese, contudo, em que a

ordem é concedida em menor extensão do que a pleiteada, já que a

fixação da pena em definitivo, à luz do novo tratamento dispensado à

matéria, e a análise acerca da eventual possibilidade de protesto por novo

Júri somente poderão ser feitas pela Corte estadual, após o exame da

ocorrência, ou não, no caso concreto, das circunstâncias objetivas

configuradoras da continuidade delitiva, providência que não se apresenta

possível na via estreita do writ, ante a necessidade do reexame da prova.

Habeas corpus parcialmente deferido.”

Gabarito: E.

8) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

O Supremo Tribunal Federal admite a continuidade delitiva entre os

crimes de furto e roubo.

Comentários:

O Supremo Tribunal Federal manteve a decisão do Superior Tribunal de

Justiça que considerou impossível a aplicação da continuidade

delitiva entre os crimes de roubo e de furto, nas mesmas condições

de tempo, lugar e maneira de execução. O relator do processo, ministro

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Gilmar Mendes, concluiu que são crimes de espécies diferentes,

praticados com desígnios distintos, atraindo a aplicação da pena em

concurso material e não em continuidade delitiva.

Gabarito: E.

9) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Configura-se concurso material a ação única lesiva ao patrimônio de

diversas pessoas.

Comentários:

Trata-se de concurso formal, pois, quando o agente, mediante uma só

ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não.

Gabarito: E.

10) (2016 – CESPE – TER PI - Analista Judiciário – Judiciária)

Julgue os itens, no que se refere ao concurso de crimes.

Conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica o

princípio da consunção entre os crimes de falsidade e estelionato, por se

tratar de caso de aplicação do concurso formal.

Comentários:

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Trata-se da Súmula 17 do STJ, “quando o falso se exaure no estelionato,

sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido”.

Vejamos um julgado!

“PENAL. HABEAS CORPUS. FALSIDADE IDEOLÓGICA E ESTELIONATO.

APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.

CONCURSO FORMAL. DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO

LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE COM RELAÇÃO À

CULPABILIDADE, PERSONALIDADE, CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME E

COMPORTAMENTO DA VÍTIMA. I - A orientação emanada do enunciado nº

17 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça tem como pressuposto

lógico a idéia de que o falso exaure sua potencialidade lesiva ao

constituir-se crime meio para a consecução do delito fim, que é o

estelionato (Precedentes). II - Sendo a falsidade meio para o

estelionato, não se exaurindo neste, inviável a aplicação do

princípio da consunção, por permanecer a falsidade apta à prática

de outras atividades delitivas. Aplica-se, nestes casos, o concurso

formal de crimes, e não o concurso material. (Precedentes do

STF). III - Na hipótese dos autos, a falsificação empregada não esgotou

sua potencialidade lesiva no estelionato, tendo sido, ao contrário,

utilizada por diversas vezes nos crimes praticados pelo paciente. Inviável,

portanto, a aplicação do princípio da consunção. IV - A pena deve ser

fixada com fundamentação concreta e vinculada, tal como exige o próprio

princípio do livre convencimento fundamentado (arts. 157 , 381 e 387 do

CPP c/c o art. 93 , inciso IX, segunda parte da Lex Maxima). Ela não pode

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ser estabelecida acima do mínimo legal com supedâneo em referências

vagas e dados não explicitados (Precedentes do STF e STJ). V - In casu,

verifica-se que a r. sentença condenatória apresenta em sua

fundamentação incerteza denotativa ou vagueza, carecendo, na fixação

da resposta penal, de fundamentação objetiva imprescindível quanto à

culpabilidade, circunstâncias, comportamento da vítima e personalidade,

utilizando-se de expressões como: "(...) alto grau de culpabilidade (...)"

Gabarito: E.

11) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

Havendo concurso formal de delitos, em que o agente, mediante uma só

ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicar-

se-á a pena privativa de liberdade mais grave, ou, se as penas forem

iguais, aplicar-se-á apenas uma delas, majorada, em qualquer caso, de

um sexto até metade, sem prejuízo de eventual cumulação de penas, nas

situações em que a ação ou a omissão for dolosa, e os crimes resultarem

de desígnios autônomos.

Comentários:

Isso mesmo! O concurso formal está elencado no art. 70 do CP - quando

o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais

crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis

ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de

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um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente,

se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de

desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.

Gabarito: C.

12) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

As agravantes e as atenuantes previstas no CP são numerus clausus, ou

seja, não é possível invocar circunstância atenuante ou agravante que

não tenha sido expressamente prevista no texto legal.

Comentários:

Segundo o art. 66 do CP, a pena poderá ser ainda atenuada em razão de

circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não

prevista expressamente em lei.

Gabarito: E.

13) (2016 – CESPE - TJ-DFT – Juiz) Considerando as orientações

legais relativas a aplicação de penas, julgue os itens.

No caso de concurso material de delitos, quando os crimes forem

praticados, mediante mais de uma ação ou omissão, e resultarem na

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aplicação cumulativa de penas de reclusão e detenção, o agente deverá

cumprir, primeiramente, a pena de detenção.

Comentários:

O art. 76 do CP menciona que no concurso de infrações, executar-se-á

primeiramente a pena mais grave.

Gabarito: E.

14) (2015 – CESPE - TJ-DF - Técnico Judiciário – Administrativa)

Em relação à improbidade administrativa, ao concurso de pessoas

e às hipóteses de extinção da punibilidade, julgue o item

subsecutivo.

Caracteriza-se a autoria colateral na hipótese de dois agentes,

imputáveis, cada um deles desconhecendo a conduta do outro, praticarem

atos convergentes para a produção de um delito a que ambos visem, mas

o resultado ocorrer em virtude do comportamento de apenas um deles.

Comentários:

A autoria colateral ocorre quando duas ou mais pessoas intervêm na

execução de um crime, buscando igual resultado, embora cada uma delas

ignore a conduta alheia. Exemplo: “X”, portando um revólver, e “Y”, uma

espingarda, escondem-se atrás de árvores, um do lado direito e outro do

lado esquerdo de uma mesma rua. Quando “Z”, inimigo de ambos, por ali

passa, ambos os agentes contra ele efetuam disparos de armas de fogo.

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Gabarito: C.

15) (2015 – CESPE – DPE RN - Defensor Público Substituto)

Acerca do concurso de agentes, julgue os itens abaixo conforme a

legislação de regência e a jurisprudência do STJ.

A ciência da prática do fato delituoso caracteriza conivência e,

consequentemente, participação, mesmo que inexistente o dever jurídico

de impedir o resultado.

Comentários:

Vejamos um julgado do STJ!

HABEAS CORPUS. CRIMINAL. CO-AUTORIA. RELAÇÃO DE CAUSALIDADE.

ESPOSA DENUNCIADA POR EVENTUAIS DELITOS COMETIDOS PELO

MARIDO. 3. Na real verdade, ainda que se queira argumentar com a

ciência dos fatos delituosos praticados por seu marido, a hipótese não

configura a co-participação, porque a paciente não tinha o dever jurídico

de impedir o resultado. HC 18206 SP 2001/0101420-3. Ministro

FERNANDO GONÇALVES. 04/12/2001 - T6 - SEXTA TURMA

Gabarito: E.

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16) (2015 – CESPE – DPE RN - Defensor Público Substituto)

Acerca do concurso de agentes, julgue os itens abaixo conforme a

legislação de regência e a jurisprudência do STJ.

É admissível, segundo o entendimento doutrinário e jurisprudencial, a

possibilidade de concurso de agentes em crime culposo, que ocorre

quando há um vínculo psicológico na cooperação consciente de alguém na

conduta culposa de outrem. O que não se admite nos tipos culposos é a

participação.

Comentários:

Segundo o STJ, é perfeitamente admissível a possibilidade de concurso de

pessoas em crime culposo, que ocorre quando há um vínculo psicológico

na cooperação consciente de alguém na conduta culposa de outrem. O

que não se admite nos tipos culposos, ressalve-se, é a participação.

Precedentes desta Corte.

Gabarito: C.

17) (2015 – CESPE - TCE-RN - Inspetor) Acerca do concurso de

pessoas e dos princípios de direito penal, julgue o item seguinte.

No concurso de pessoas, o auxílio prestado ao agente, quando não

iniciada a execução do crime, é passível de punição.

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Comentários:

O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição

expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo

menos, a ser tentado.

Gabarito: E.

18) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

O crime continuado ocorre quando o agente pratica uma ou mais

infrações penais de mesma espécie ou não, de forma concomitante, caso

em que a pena pode ser aumentada até o dobro.

Comentários:

Conhecido como continuidade delitiva. Crime em que o agente, mediante

mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma

espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras

semelhantes, devem os subsequentes ser havidos como continuação do

primeiro.

Aproveitando a questão, vejamos, abaixo, este julgado recente sobre

crime continuado!

“Impossibilidade de aplicação concomitante da continuidade delitiva

comum e específica Se reconhecida a continuidade delitiva

específica entre estupros praticados contra vítimas diferentes,

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deve ser aplicada exclusivamente a regra do art. 71, parágrafo

único, do Código Penal, mesmo que, em relação a cada uma das

vítimas, especificamente, também tenha ocorrido a prática de crime

continuado.

STJ. 6ª Turma. REsp 1.471.651-MG, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior,

julgado em 13/10/2015 (Info 573).”

Gabarito: E.

19) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

Ocorre concurso formal imperfeito quando há dolo em relação ao delito

desejado e dolo eventual no tocante aos outros resultados da mesma

ação, situação em que o agente deve ser apenado pelo sistema de

acúmulo material.

Comentários:

Ocorre o concurso formal quando o agente, mediante uma única conduta,

pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não. Requisitos:

 Uma única conduta (uma única ação ou omissão);

 Pluralidade de crimes (dois ou mais crimes praticados).

O art. 70, caput, 2ª parte, do CP consagrou o sistema do cúmulo


material. Assim como no concurso material, serão somadas as penas de
todos os crimes produzidos pelo agente. Vejamos abaixo a classificação!

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PERFEITO (normal ou IMPERFEITO (anormal ou

próprio) impróprio)

O agente produziu dois ou mais Quando o agente, com uma

resultados criminosos, mas não única conduta, pratica dois ou

tinha o desígnio de praticá-los mais crimes dolosos, tendo o

de forma autônoma. desígnio de praticar cada um

deles (desígnios autônomos).

Pode ocorrer em duas Ocorre, portanto, quando o

situações: sujeito age com dolo em

· DOLO + CULPA: quando o relação a todos os crimes

agente tinha dolo de praticar produzidos.

um crime e os demais delitos

foram praticados por culpa; Aqui é DOLO + DOLO. Pode

· CULPA + CULPA: quando o ser:

agente não tinha a intenção de· Dolo direto + dolo direto;

praticar nenhum dos delitos,· Dolo direto + dolo eventual.

tendo todos eles ocorrido por

culpa.

Gabarito: E.

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20) (2015 – CESPE - TRF - 5ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto)

Com relação ao concurso de crimes e de pessoas e ao crime

continuado, julgue os itens.

A autoria mediata distingue-se da participação em sentido estrito em

razão do domínio do fato. Tem-se, como exemplo da primeira, a utilização

de inimputáveis para a prática de crimes.

Comentários:

A autoria mediata ocorre quando o agente usa de pessoa não culpável, ou

que atua sem dolo ou culpa para realizar o delito. São situações que

ensejam a autoria mediata: valer-se de inimputável, coação moral

irresistível, obediência hierárquica, erro de tipo escusável ou de proibição,

provocados por terceiro. A participação pode ser de duas espécies: moral

e material. Na participação moral o agente incute no autor a

determinação para a prática do delito. Nesse caso, o partícipe estimula a

prática criminosa. A participação material, também chamada de

cumplicidade, o autor recebe do partícipe auxílio material, isto é, um

comportamento ativo, tal qual o empréstimo de uma arma ou quando

alguém fornece a planta de um banco, a fim de facilitar o roubo.

Gabarito: C.

21) (2015 – CESPE - TRE-GO - Analista Judiciário - Área

Judiciária) Julgue o item seguinte, a respeito de concurso de

pessoas, tipicidade, ilicitude, culpabilidade e fixação da pena.

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Caso um indivíduo obtenha de um amigo, por empréstimo, uma arma de

fogo, dando-lhe ciência de sua intenção de utilizá-la para matar outrem, o

amigo que emprestar a arma será considerado partícipe do homicídio se o

referido indivíduo cometer o crime pretendido, ainda que este não utilize

tal arma para fazê-lo e que o amigo não o estimule a praticá-lo.

Comentários:

A participação pode ser de duas espécies: moral e material. Na

participação moral o agente incute no autor a determinação para a prática

do delito. Nesse caso, o partícipe estimula a prática criminosa. A

participação material, também chamada de cumplicidade, o autor recebe

do partícipe auxílio material, isto é, um comportamento ativo, tal qual o

empréstimo de uma arma ou quando alguém fornece a planta de um

banco, a fim de facilitar o roubo.

Gabarito: E.

22) (2015 – CESPE - DPE-PE - Defensor Público) Com relação ao

concurso de crimes, julgue o seguinte item.

O concurso formal próprio distingue-se do concurso formal impróprio pelo

elemento subjetivo do agente, ou seja, pela existência ou não de

desígnios autônomos.

Comentários:

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Material - 2 ou mais condutas e produz 2 ou mais

crimes. Aplica-se o sistema do cúmulo material

(somatório das penas relativas a cada um dos

crimes isoladamente).

Concurso de crimes Formal-1 única conduta com 2 ou mais crimes.

Aplica-se o sistema da exasperação (pena da

infração mais grave acrescida de 1/6 a 1/2)

- O concurso formal pode ser: próprio

(perfeito): Não pretende realizar ambos os

resultados. (1 doloso + 1 ou mais culposos ou

todos culposos) - Aplica-se a exasperação.

Impróprio (imperfeito): Dolosamente comete

ambos os crimes. (Quis produzir todos os

resultados) - Aplica-se o cumulo material.

Gabarito: C.

23) (2014 – CESPE - TJ-SE - Técnico Judiciário - Área Judiciária)

No que se refere a concurso de pessoas, aplicação da pena,

medidas de segurança e ação penal, julgue os itens a seguir.

Em se tratando de autoria colateral, não existe concurso de pessoas.

Comentários:

Na autoria colateral ocorre tal modalidade de colaboração, que não chega

a se constituir em concurso de pessoas, quando dois agentes,

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desconhecendo a conduta um do outro, agem convergindo para o mesmo

resultado, que, no entanto, ocorre por conta de um só dos

comportamentos ou por conta dos dois comportamentos, embora sem

que haja a adesão de um ao outro.

Gabarito: C.

24) (2014 – CESPE - TJ-DF - Titular de Serviços de Notas e de

Registros) Acerca da aplicação da pena e do concurso de crimes,

julgue os itens.

Não se aplica a regra do crime continuado àquele que, após a morte do

beneficiário, passa a receber, durante cinco meses, em lugar do falecido,

aposentadoria por invalidez paga pelo INSS, mediante a utilização do

cartão magnético pertencente ao titular.

Comentários:

Vejamos parte do julgado!

“A regra da continuidade delitiva é aplicável ao estelionato previdenciário

(art. 171, § 3º, do CP) praticado por aquele que, após a morte do

beneficiário, passa a receber mensalmente o benefício em seu lugar,

mediante a utilização do cartão magnético do falecido." STJ. REsp

1.282.118-RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em

26/2/2013 (Info 516)

Gabarito: E.

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Provas (parte II)

25) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

A confissão será divisível e retratável, sem prejuízo do livre

convencimento do juiz, fundado no exame das provas em conjunto.

Comentários:

O art. 200 do CPP menciona que a confissão será divisível e retratável,

sem prejuízo do livre convencimento do juiz, fundado no exame das

provas em conjunto.

Gabarito: C.

26) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

Se o juiz verificar que a presença do réu poderá causar humilhação,

temor ou sério constrangimento à testemunha ou ao ofendido, de modo

que prejudique a verdade do depoimento, determinará a pronta retirada

do réu da sala de audiência, prosseguindo na inquirição, com a presença

do seu defensor.

Comentários:

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O art. 217 do CPP deixa evidente que se o juiz verificar que a presença do

réu poderá causar humilhação, temor, ou sério constrangimento à

testemunha ou ao ofendido, de modo que prejudique a verdade do

depoimento, fará a inquirição por videoconferência e, somente na

impossibilidade dessa forma, determinará a retirada do réu, prosseguindo

na inquirição, com a presença do seu defensor.

Gabarito: E.

27) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

À exceção do exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial

negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao

esclarecimento da verdade.

Comentários:

Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial

negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao

esclarecimento da verdade.

Gabarito: C.

28) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou

por velhice, inspirar receio de que, ao tempo da instrução criminal, já não

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exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes,

tomar-lhe antecipadamente o depoimento.

Comentários:

Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por enfermidade ou

por velhice, inspirar receio de que ao tempo da instrução criminal já não

exista, o juiz poderá, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes,

tomar-lhe antecipadamente o depoimento e poderão ser inquiridas onde

estiverem.

Gabarito: C.

29) (2015 - MPE-AM - Promotor de Justiça Substituto) A respeito

das provas no processo penal, julgue os itens.

Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista

motivo relevante que justifique a sua conservação nos autos, poderão,

mediante requerimento, e ouvido o Ministério Público, ser entregues à

parte que os produziu, ficando traslado nos autos.

Comentários:

O art. 238 do CPP menciona que os documentos originais, juntos a

processo findo, quando não exista motivo relevante que justifique a sua

conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o

Ministério Público, ser entregues à parte que os produziu, ficando traslado

nos autos.

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Gabarito: C.

30) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

A autópsia será feita pelo menos cinco horas depois do óbito, salvo se os

peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita

antes daquele prazo, o que declararão no auto.

Comentários:

A autópsia será feita pelo menos seis horas depois do óbito, salvo se

os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser

feita antes daquele prazo, o que declararão no auto.

Gabarito: E.

31) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do

cadáver, quando não houver infração penal que apurar.

Comentários:

Isso mesmo! Trata-se da primeira parte do parágrafo único, no art. 162

do CPP. “Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo

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do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as

lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver

necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância

relevante.”

Gabarito: C.

32) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Os cadáveres serão sempre fotografados na posição de decúbito dorsal,

bem como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios

deixados no local do crime.

Comentários:

Os cadáveres, segundo a norma, serão sempre fotografados na posição

em que forem encontrados, bem como, na medida do possível, todas as

lesões externas e vestígios deixados no local do crime.

Gabarito: E.

33) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, sempre

juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou desenhos.

Comentários:

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Para representar as lesões encontradas no cadáver, os peritos, quando

possível, juntarão ao laudo do exame provas fotográficas, esquemas ou

desenhos, devidamente rubricados.

Gabarito: E.

34) (2015 – FUNCAB - PC-AC - Perito Criminal) Acerca das perícias

em geral previstas na legislação processual penal, julgue os itens.

Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de

conhecimento especializado, obrigatoriamente será designada a atuação

de mais de um perito oficial.

Comentários:

Segundo a norma, tratando-se de perícia complexa que abranja mais de

uma área de conhecimento especializado, poder-se-á designar a atuação

de mais de um perito oficial, e a parte indicar mais de um assistente

técnico.

Gabarito: E.

35) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

A testemunha pode se eximir do dever de prestar depoimento se for

ascendente, descendente, cônjuge, companheiro, irmão, pai ou mãe do

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acusado ou da vítima, salvo se não for possível, por outro modo, obter a

prova do fato e de suas circunstâncias.

Comentários:

A testemunha, segundo o CPP, não poderá eximir-se da obrigação de

depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou

descendente, o afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o

irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não for

possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de

suas circunstâncias.

Gabarito: E.

36) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

O interrogatório do surdo-mudo será, necessariamente, acompanhado de

pessoa habilitada a entendê-lo, ainda que o interrogando saiba ler e

escrever.

Comentários:

Segundo o CPP, no seu art. 192, o interrogatório do mudo, do surdo ou

do surdo-mudo será feito pela forma seguinte:

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 ao surdo serão apresentadas por escrito as perguntas, que ele

responderá oralmente;

 ao mudo as perguntas serão feitas oralmente, respondendo-as por

escrito;

 ao surdo-mudo as perguntas serão formuladas por escrito e do

mesmo modo dará as respostas.

Caso o interrogando não saiba ler ou escrever, intervirá no ato, como

intérprete e sob compromisso, pessoa habilitada a entendê-lo.

Gabarito: E.

37) (2015 – CESPE - TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária) No

que se refere ao regime das provas em processo penal, julgue os

itens.

Os exames de corpo de delito devem ser realizados por dois peritos

oficiais, portadores de diploma de curso superior e, na falta de perito

oficial, por duas pessoas idôneas, com ensino superior completo.

Comentários:

O art. 159 do CPP deixa evidente que o exame de corpo de delito e outras

perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso

superior. Ou seja, devem ser realizado por um perito. Entretanto, na

falta de perito oficial, o exame será realizado por duas pessoas

idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente

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na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada

com a natureza do exame.

Gabarito: E.

Crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor (Lei nº

7.716/1989)

38) (2016 – CESPE - PC-PE - Delegado de Polícia) Da sentença

penal se extraem diversas consequências jurídicas e, quando for

condenatória, emergem-se os efeitos penais e extrapenais. Acerca

dos efeitos da condenação penal, assinale a opção correta.

A) A licença de localização e de funcionamento de estabelecimento onde

se verifique prática de exploração sexual de pessoa vulnerável, em caso

de o proprietário ter sido condenado por esse crime, não será cassada,

dada a ausência de previsão legal desse efeito da condenação penal.

B) A condenação por crime de racismo cometido por proprietário de

estabelecimento comercial sujeita o condenado à suspensão do

funcionamento de seu estabelecimento, pelo prazo de até três meses,

devendo esse efeito ser motivadamente declarado na sentença penal

condenatória.

C) Segundo o CP, constitui efeito automático da condenação a perda de

cargo público, quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo

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igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou

violação de dever para com a administração pública.

D) A condenação por crime de tortura acarretará a perda do cargo público

e a interdição temporária para o seu exercício pelo dobro do prazo da

pena aplicada, desde que fundamentada na sentença condenatória, não

sendo efeito automático da condenação.

Comentários:

Na letra “A”, será cassada, pois constitui efeito obrigatório da condenação

a cassação da licença de localização e de funcionamento do

estabelecimento. Na letra “B”, constitui efeito da condenação a perda do

cargo ou função pública, para o servidor público, e a suspensão do

funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a

três meses. Na letra “C”, não constitui efeito automático da condenação.

Na letra “D”, a condenação acarretará a perda do cargo, função ou

emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da

pena aplicada. E, segundo o STF, a perda do cargo, função ou emprego

público – que configura efeito extrapenal secundário – constitui

consequência necessária que resulta, automaticamente, de pleno direito,

da condenação penal imposta ao agente público pela prática do crime de

tortura.

Gabarito: B.

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39) (2016 – CONSULPLAN - TJ-MG) De acordo com a Lei nº

7.716/1989, constitui crime

A) fabricar ornamentos que utilizem a cruz suástica.

B) distribuir distintivos que utilizem a cruz suástica.

C) comercializar emblemas que utilizem a cruz gamada, para fins de

divulgação do nazismo.

D) fabricar símbolos que utilizem a cruz gamada, para fins de divulgação

do cristianismo.

Comentários:

O § 1º do art. 20º da Lei, menciona que fabricar, comercializar,

distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou

propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de

divulgação do nazismo, é crime punido com pena de reclusão de dois a

cinco anos e multa.

Gabarito: C.

40) (2015 – IBFC – EMBASA – Analista) Assinale a alternativa

correta considerando as disposições da lei federal n° 7.716, de

05/01/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de

raça ou de cor.

A) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar é crime punível com

detenção de dois a cinco anos.

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B) Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares,

confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público é crime punível

com reclusão de um a três anos.

C) Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos

esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público é

crime punível com reclusão de um a dois anos.

D) Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros,

barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as

mesmas finalidades é crime punível com detenção de um a cinco anos.

Comentários:

O que vocês têm que saber sobre os Crimes de Preconceitos (Lei n°

7.716/89):

 São punidos com reclusão e com detenção;

 Não existe pena privativa de liberdade em meses;

 Não existe a pena máxima de dois anos no referido diploma legal.

Gabarito: B.

41) (2014 – CESPE - Câmara dos Deputados) Julgue o item que

segue, relativo aos crimes contra as pessoas com deficiência, aos

crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor e ao Estatuto

da Igualdade Racial.

Caso uma manicure, empregada de um salão de beleza, recuse

atendimento a uma cliente apenas por esta ser de origem africana, e essa

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cliente, ofendida, deixe o estabelecimento, tal recusa tipificará o crime de

racismo.

Comentários:

Isso mesmo! O art. 5º da Lei 7.716/89 menciona que recusar ou impedir

acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou

receber cliente ou comprador.

Gabarito: C.

42) (2013 – CESPE – PRF - Policial Rodoviário Federal) Julgue os

itens seguintes, relativos à lei do crime organizado e a crimes

resultantes de preconceitos de raça e cor.

Constitui crime o fato de determinado clube social recusar a admissão de

um cidadão em razão de preconceito de raça, salvo se o respectivo

estatuto atribuir à diretoria a faculdade de recusar propostas de

admissão, sem declinação de motivos.

Comentários:

Estatuto? Claro que não! Negar ou obstar emprego em razão de

preconceito de raça, é crime tipificado na Lei 7.716/89.

Gabarito: E.

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(2015 – IBFC – EMBASA - Assistente de Saneamento - Técnico em

Segurança do Trabalho) julgue os itens abaixo considerando as

disposições da lei federal n° 7.716, de 05/01/1989, que define os

crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

43) Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a

qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das

concessionárias de serviços públicos é crime punível com reclusão de dois

a cinco anos.

Comentários:

Isso mesmo! O art. 3º da Lei menciona que Impedir ou obstar o acesso

de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração

Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos.

Além disso, incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação

de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, obstar a promoção

funcional.

Gabarito: C.

44) Obstar a promoção funcional por motivo de discriminação de raça,

cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime punível com reclusão

de três a seis anos.

Comentários:

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Comete crime quem, por motivo de discriminação de raça, cor, etnia,

religião ou procedência nacional, obstar a promoção funcional.

Gabarito: E.

45) Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se

a servir, atender ou receber cliente ou comprador é crime punível com

detenção de um a dois anos.

Comentários:

Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a

servir, atender ou receber cliente ou comprador é crime de reclusão de

um a três anos.

Gabarito: E.

46) Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em

estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau é crime

punível com reclusão de um a três anos.

Comentários:

Quem recusa, nega ou impedi a inscrição ou ingresso de aluno em

estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau, comete

crime e está sujeito a pena de reclusão de três a cinco anos.

Gabarito: E.

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47) Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar é crime punível com

detenção de dois a cinco anos.

Comentários:

Quem impede o acesso ou recusa hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar comete crime, e estará

sujeito a pena de reclusão de três a cinco anos.

Gabarito: E.

48) (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal -

Regional) Em cada um dos itens a seguir é apresentada uma

situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada.

Um determinado hotel negou-se a hospedar uma família de índios,

alegando que não havia nenhum quarto vago. Posteriormente, restou

demonstrado que existiam vagas e que a recusa derivou do fato de que o

gerente do hotel tinha proibido a hospedagem de índios no

estabelecimento. Nessa situação, o referido gerente comete infração

penal.

Comentários:

Isso mesmo, será punido pela Lei 7.716/89, vejamos:

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"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de

discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou

procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de

15/05/97)

Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão,

estalagem, ou qualquer estabelecimento similar.

Pena: reclusão de três a cinco anos."

Gabarito: C.

49) (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Apoio Especializado -

Transporte) Julgue os itens seguintes, de acordo com o que

dispõe a legislação em vigor acerca de crimes resultantes de

preconceito.

Considere que Tânia, proprietária de um salão de beleza especializado em

penteados afros, recuse atendimento a determinada pessoa de pele

branca e cabelos ruivos, sob a justificativa de o atendimento, no salão,

restringir-se a afrodescendentes. Nessa situação, a conduta de Tânia não

constitui crime, visto que, sendo proprietária do estabelecimento, ela tem

o direito de restringir o atendimento a determinados clientes.

Comentários:

Mesma coisa pessoal, vejamos:

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"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de

discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou

procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de

15/05/97)

Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial,

negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.

Pena: reclusão de um a três anos."

Gabarito: E.

50) (CESPE - 2010 - MPU - Técnico de Apoio Especializado -

Transporte) Julgue os itens seguintes, de acordo com o que

dispõe a legislação em vigor acerca de crimes resultantes de

preconceito.

Pratica crime decorrente de discriminação racial, apenado com reclusão

de um a três anos, o síndico que proíbe a circulação, nos elevadores

sociais de edifício residencial, de todos os empregados domésticos que

trabalham para os condôminos.

Comentários:

A atitude do síndico não está tipificada na Lei 7.716/89, para se

enquadrar no crime de preconceito, a questão teria que dizer que o

impedimento era por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia,

religião ou procedência nacional, ok?

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Gabarito: E.

51) (CESPE - 2012 - AGU - Advogado) Com relação aos delitos de

preconceito e de lavagem de dinheiro e dos delitos contra o

sistema financeiro nacional, julgue os próximos itens.

O crime de racismo praticado por meio da rede mundial de computadores

consuma-se no local onde sejam recebidas as manifestações racistas.

Comentários:

Aqui temos uma questão mais elaborada, o crime se consuma no local

onde forem enviadas as manifestações racistas. Assim, é o entendimento

do STJ, vejamos:

"STJ - Conexão de provas leva à reunião de processos sobre crimes

de racismo cometidos em comunidade virtual – CC 116926 –

Ministro Relator: SEBASTIÃO REIS JÚNIOR - TERCEIRA SEÇÃO –

22.02.2013

A competência para processar e julgar o crime de racismo praticado

na rede mundial de computadores estabelece-se pelo local de

onde partiram as manifestações tidas por racistas. No caso, o

procedimento criminal (quebra de sigilo telemático) teve início na

Seção Judiciária de São Paulo e culminou na identificação de alguns

usuários que, embora domiciliados em localidades distintas,

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trocavam mensagens em comunidades virtuais específicas,

supostamente racistas."

Gabarito: E.

52) (CESPE - 2012 - AGU - Advogado) Com relação aos delitos de

preconceito e de lavagem de dinheiro e dos delitos contra o

sistema financeiro nacional, julgue os próximos itens.

O fato de um empresário, por preconceito em relação à cor de

determinado empregado, impedir a sua ascensão funcional na empresa,

configurará delito contra a organização do trabalho, e não crime

resultante de preconceito.

Comentários:

Tal ilicitude é crime resultante de preconceito de raça ou de cor, vejamos:

"Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.

§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação

de raça ou de cor ou práticas resultantes do preconceito de

descendência ou origem nacional ou étnica: (Incluído pela Lei nº

12.288, de 2010)

I - deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado

em igualdade de condições com os demais trabalhadores; (Incluído

pela Lei nº 12.288, de 2010)

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II - impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra

forma de benefício profissional; (Incluído pela Lei nº 12.288, de

2010)

III - proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no

ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário. (Incluído

pela Lei nº 12.288, de 2010)"

Gabarito: E.

53) (CESPE - 2010 - ABIN - Oficial de Inteligência) Com base nos

delitos em espécie, julgue os próximos itens.

Considere que uma jovem atriz negra atue em campanha televisiva

promovida por órgão público para a prevenção da AIDS, transmita a

seguinte mensagem: "eu peço ao meu último parceiro que faça um

teste". Nessa situação, ainda que não tenha havido a intenção de associar

a disseminação da doença à raça negra, restam violados os direitos à

imagem da mulher negra brasileira, o que configura, em tese, crime de

racismo.

Comentários:

Não configura crime resultante de preconceito de raça ou de cor. Muito

cuidado com essas "historinhas" do CESPE, não maioria das vezes é para

confundir o candidato.

Gabarito: E.

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54) (CESPE - 2004 - Polícia Federal - Delegado de Polícia -

Regional) Julgue o item.

Pedro pediu em casamento Carolina, que tem 16 anos de idade, e ela

aceitou. O pai de Carolina, porém, negou-se a autorizar o casamento da

filha, pelo fato de o noivo ser negro. Todavia, para não ofender Pedro,

solicitou a Carolina que lhe dissesse que o motivo da sua recusa era o

fato de ele ser ateu. Nessa situação, o pai de Carolina cometeu infração

penal.

Comentários:

Pessoal, a conduta do pai de Carolina vai ao encontro do crime previsto

no art. 20 da Lei nº 7176/89 (“Praticar, induzir ou incitar a discriminação

ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”).

Quanto ao dolo de não ofender o noivo é irrelevante, pois não se trata de

crime de injúria racial, tipificado no art. 140 do CP. Sendo um crime de

ação múltipla, só responderá por um crime, ok?

Gabarito: E.

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1-D 2-A 3-D 4-A 5-D

6-C 7-E 8-E 9-E 10-E

11-C 12-E 13-E 14-C 15-E

16-C 17-E 18-E 19-A 20-C

21-E 22-C 23-C 24-E 25-C

26-E 27-C 28-C 29-C 30-E

31-C 32-E 33-E 34-E 35-E

36-E 37-E 38-B 39-C 40-B

41-C 42-E 43-C 44-E 45-E

46-E 47-E 48-C 49-E 50-E

51-E 52-E 53-E 54-E

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