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Analfabetismo

funcional
CONCEITO CITAÇÕES
● Conseguem ler textos simples, POLLYANA FERREIRA (PROFESSORA
bem como calculam contas fáceis DA PUC E JORNALISTA)
INSTITUTO PRÓ LIVRO ● Os brasileiros aderiram ao
WhatsApp;
● 50% dos entrevistados
conseguem ter domínio sobre a JOÃO BATISTA (PRESIDENTE DO
leitura INSTITUTO ALFA E BETA)

INAF ● ‘O Brasil optou pela quantidade


em detrimento da qualidade’;
● A nona edição do Indicador de
● Consequências do AF: prejuízo na
analfabetismo funcional revelou que
produtividade econômica e na
o domínio da leitura vem caindo
melhoria de vida dos br.
entre todos os entrevistados;
● 3 em cada 10 brasileiros é AF; PROPOSTA
● são usuários frequentes das redes ● Seguir o método adotado em
sociais; Portugal, que oferecem letramento
por meio de computadores em
escolas públicas (de educação
básica) desde os anos 2000

RESUMO
Pessoas que não conseguem ler textos mais elaborados, ou mesmo fazer contas
de matemática com graus mais elevados de dificuldade, caracterizam-se com
analfabetos funcionais. Segundo o Inaf (Indicador de analfabetismo funcional), 3
em cada 10 brasileiros não participam do grupo do AF. Já o Instituto Pró Livro fez
uma pesquisa, e dentre os entrevistados constatou-se que 50% deles não
possuíam domínio sobre a leitura. A nona edição do INAF revelou que o numero
de leitores que possuem propriedade sobre a interpretação vem diminuindo,
entretanto esses são usuários frequentes de redes sociais.
A professora e Jornalista Pollyana Ferreira expôs que o brasileiro vem se
rendendo ao WhatsApp, e por enunciar frases de acordo com seus conhecimentos
e maneiras cria certas formas de se comunicar, que contrariam as normas
gramaticais da língua portuguesa.
O presidente do Instituto Alfa e Beta, João Batista, disse que os prejuízos ligados a
problemática interpõe-se justamente a produtividade econômica e também na
qualidade de vida das pessoas.
Um dos rumos para que o problema seja enfrentado seria a reconfiguração da
estrutura educacional brasileira. Baseando-se em Portugal, que possui um
sistema de letramento online para escolas públicas de ensino básico, em
exercício desde os anos 2000, o Brasil do mesmo modo poderia reinventar o
modelo.
A escritora Tara Westover vivenciou em sua infância o denominado analfabetismo
funcional, retratado em seu livro "A meniana da montanha". Residindo nas
montanhas, seu ensino ocorreu de forma rudimentar, proporcionando-lhe um
conhecimento "raso" e pouco dinâmico. Assim como Tara, muitos brasileiros não
conseguem interpretar textos ou realizar operações com problemas matemáticos,
devido à ausência de ações no âmbito educacional e nos meios de comunicação
tecnológicos. Sendo assim, cabe avaliar medidas que minimizem essa realidade atual
do país.

Primeiramente, é notório que mudanças fazem-se necessárias no meio da educação


para que a problemática seja menos recorrente. Conforme pensou o filósofo
Immanuel Kant, o homem é fruto da educação, sendo assim percebe-se que a
educação não tem alcançado seu propósito, que é educar, pois segundo o INAF
(Indicador de Analfabetismo Funcional) 3 em cada 10 brasileiros pertencem ao grupo 
dos Analfabetos Funcionais. Visto isso, novos métodos de aprendizagem, do ensino
primário ao superior, devem ser debatidos.

Outrossim, medidas precisam ser tomadas no que tange os meios de conversação


virtual, que por vezes desvirtuam as regras gramaticais da língua portuguesa. De
acordo com  a jornalista Pollyana Ferreira, a comunicação por meio de redes sociais
já faz parte da rotina do brasileiro, entretanto a mesma pode se torna nociva, uma
vez que erros gramaticais frequentes entre os interlocutores podem acarretar o não
entendimento básico da língua materna, dando espaço a um novo individuo
analfabeto funcional. Portanto, implementar novas formas de se comunicar que não
denigram a gramática  dificultando o não entendimento da mesma é preciso no
contexto hodierno.

Em suma, tanto a educação, quanto os meios de interação virtual devem sofrer um


rearranjo  que de fato proporcionem a diminuição do analfabetismo funcional. Em
relação a educação, o Ministério da educação juntamente com a sociedade poderiam
aderir ao modelo exercido por Portugal, em que as escolas primárias, de ensino
público, por meio de plataformas virtuais alfabetizam seus alunos, garantindo sua
real aprendizagem. Paralelamente, as redes sociais mais acessadas do país poderiam
possuir um corretor automático, de a cordo com o português brasileiro,
proporcionando menores erros ortográficos ao enviar ou receber uma mensagem.
Dessa forma, histórias como foram a de Tara, em sua infância, faram parte do
enredo de poucos brasileiros. 

bublle.ana@gmail.com