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Resistência a Frustração se Aprende

na Infância.
24/02/2017Priscylla MandatoTerapiando
Quantos de nós , temos frustração ou nos sentimos frustrados todos
os dias, sejam pelos nossos chefes, transito, filhos….
A frustração dispara muitas reações uma delas é a impaciência,
intolerância, raiva….vemos adultos se comportando muitas vezes
como crianças birrentas quando frustradas.

Mas o que na verdade é a frustração?


De acordo com a Teoria de Saúl Rosenzweig, frustração é um
fenômeno originado pela privação, não satisfação ou conflito
envolvendo impeditivos à realização de um impulso ou de uma
necessidade.
Ao se frustrar o indivíduo sofre um trauma que mobiliza defesas
psíquicas que se expressam a partir de diferentes reações.
Estas reações, por sua vez, são a resposta a uma ameaça que visa
à negação de uma necessidade específica.
O autor salienta que as necessidades que mais nos interessa
entender são as de defesa, relacionadas com a proteção do
organismo contra a perda, privação ou conflito das estruturas e
funções.
Rosenzweig chamou atenção ainda para a “resistência à
frustração”, que consiste na “capacidade do indivíduo em contrariar
a frustração sem o uso de modos inadequados de resposta”.
As respostas são consideradas adequadas quando apropriadas à
situação, e inadequadas quando o indivíduo parece excessivamente
consistente nas respostas à frustração sem a devida atenção às
exigências do ambiente.

A resposta desadaptativa à frustração constitui a “intolerância a


frustração”.
Desde a mais tenra idade nos deparamos com o fenômeno da
intolerância a frustração, sendo característica natural das primeiras
fases do ciclo vital humano.
Os autores do desenvolvimento pontuam a importância de ensinar a
criança a tolerar a frustração e responder assertivamente a esta.
Uma criança que não aprende a manejar a frustração tende a ser
agressiva, adotando comportamentos desadaptativos e
desenvolvendo emoções disfuncionais, pois na grande maioria das
vezes suas reações diante da frustração trazem perturbações para
o ambiente em que vive, o que acaba também contribuindo para
seu sofrimento psíquico.
Essas dificuldades quando não trabalhadas costumam evoluir ao
longo do desenvolvimento, desembocando em problemas mais
sérios nas fases posteriores (adolescência e idade adulta), trazendo
muitos prejuízos ao indivíduo.
Você experiencia então o sentimento de frustração, as coisas não
saíram como você esperava, por mais que tivesse agido para que
ocorresse conforme o planejado.
Diante da frustração, geralmente a raiva surge em resposta à esta
privação, porém a reação do indivíduo ante a esta emoção vai
depender da suas habilidades sociais e personalidade.
Zero Foco, Zero Fluxo, Entropia
Psíquica = Mente Desordenada!
31/07/2018Priscylla MandatoAuto-Desenvolvimento • Terapiando

Normalmente quando temos foco para conquistar ou realizar algum objetivo,


dizemos que entramos no fluxo.
Há de se entender que estar no fluxo, não é simplesmente fazer o que precisa ser
feito para se cumprir uma meta, estar em fluxo é sentir que as ideias fluem sem
esforço, é sentir prazer na execução, é ter um gás de espantar qualquer pessoa.
Porém quando não estamos focados, ou em fluxo,   nossa mente provavelmente
esta em um estado desorganizado.  E este estado desorganizado é chamado de
Entropia Psíquica.
Para que estejamos em ordem é necessário se colocar energia, esforço
consciente para a organização.
O mundo emocional, angústia, insatisfação com algum aspecto da vida, gera
pensamentos que invadem a mente e que se não tiver um esforço consciente em
manter a organização, o foco se perde. Quer ter uma ideia se esta organizado??
olhe a sua volta… como esta sua mesa de trabalho, sua casa, seu quarto?
organizado?
A nossa mente tem uma tendência natural a desordem, perdemos energia
investindo em pensamentos negativos, este é um processo natural. O dispêndio
energético gera pensamentos do tipo: a vida é uma porcaria, nada dará certo… a
síndrome de hard – “Ó vida, ó Céus, ó azar!!”
Para evitar entrar nesse processo, devemos empregar energia em objetivos
positivos 100% do tempo. Digo que a estrada do pensamento negativo é como a
Rodovia Bandeirantes, 6 pistas, a uma velocidade de 120 km/h onde o fluxo vai
que é uma beleza. Já o positivo, demanda um esforço como se estivéssemos
pavimentando uma rua de terra. Temos que trabalhar muito lá até pavimentar e
ganhar velocidade.
A mente esta o tempo todo esta buscando perigos. Perigos muitas vezes
imaginários, que vem de nosso inconsciente, e para lutar contra essa energia,
devemos estar o tempo todo alertas. Basta uma leve oscilação no humor para a
entropia acontecer.
Então como manter o foco?
Essa é uma decisão nossa. Nós controlamos nossos pensamentos. Nós decidimos
o que pensar. Quando a entropia começar (os pensamentos negativos) , pense
imediatamente “cancelado, cancelado” e troque por um pensamento positivo.
É preciso vigiar a mente o tempo todo para que esse hábito mental faça parte de
nossa natureza. Observe-se , estude-se e crie mecanismos para voltar ao positivo.
É possível, mas requer vontade consciente e responsabilidade!!
A frustração é um sentimento de impotência, uma resposta emocional que emerge quando
certos desejos e expectativas não podem ser cumpridos. Junto com a raiva, a frustração é uma
das emoções humanas mais comuns. Se não aprendermos a geri-la e, eventualmente, superá-
la, teremos como resultado um sentimento estável de decepção.

Não poder resolver sentimentos de frustração pode causar desmotivação e abandono de todas


as metas e projetos em qualquer plano da nossa vida. Claro, a vida em si não é fácil e a
capacidade de controlar os contratempos que o destino nos depara exige paciência, caso
contrário, o que seria de nós se ao primeiro sinal de frustração “jogássemos a toalha”?

Por que é importante aprender a tolerar as frustrações?

Como qualquer outra emoção, a frustração tem que ser controlada e canalizada de uma
forma positiva, de modo que a pessoa seja capaz de enfrentar as dificuldades e
constrangimentos que o dia-a-dia lhe apresenta.

É importante lembrar que a própria frustração é um sentimento passageiro, um estado


de incerteza que não nos define como pessoas. Devemos entender que passar por uma
situação frustrante não significa fracasso, e que desenvolver uma tolerância à frustração
envolve um processo de aprendizagem que começa desde a infância e nunca termina.

Quais são suas causas?

A baixa tolerância à frustração depende desses aspectos principais:

1) O indivíduo tem uma percepção distorcida das situações vividas, porque só vê o lado
negativo das coisas.

2) A pessoa tem uma tendência a querer controlar todos os acontecimentos de sua vida, e a
incapacidade de manter esse controle se reflete em um sentimento de desânimo.

3) Da mesma forma, o sujeito se sente incapaz de suportar o desconforto que implica


enfrentar situações difíceis da vida.

As pessoas que aprendem a tolerar a frustração vivem com menos estresse, porque são
capazes de ver qualquer problema uma oportunidade e, consequentemente, têm clareza
suficiente para procurar soluções adequadas, pois não respondem com uma intensidade
desproporcional diante de qualquer inconveniência.

Como lidar com a frustração

Qualquer ser humano já se sentiu frustrado em um momento ou outro, e apesar de a


frustração ser uma emoção que não pode ser eliminada completamente, com um pouco de
paciência, é possível aprender a controlá-la. Para isso, devemos:

• Criar consciência do tipo de sentimentos e emoções que a frustração gera em nós e analisá-
los.

• Aprender a assimilar o fato de que os desejos não são necessidades que exigem resolução
imediata.
• Reconhecer que a perfeição não existe, e que ser absurdamente exigente consigo leva
à frustração, pois paralisa a produtividade e a capacidade de ser criativo.

• Controlar os impulsos negativos que são prejudiciais para as metas e estabilidade


emocional do indivíduo. Lembrar-se das consequências negativas causadas pelos impulsos em
situações passadas permite que a pessoa aprenda a não tomar decisões apressadas, como
resultado de sua frustração.

A tolerância à frustração é uma virtude que precisa de desenvolvimento e paciência. Não há


mal que não venha para o bem, e apesar de certas situações causarem desconforto no
presente, a satisfação de ter superado as dificuldades, a longo prazo, será infinita.

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