PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

Engº Ricardo P. Tamietti
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Objetivo

Mostrar de forma clara, simples e objetiva, todas as etapas para a elaboração de um projeto de instalações elétricas residenciais de baixa tensão, conforme prescrições da NBR 5410:2004.

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Público-alvo

Engenheiros, Arquitetos, estudantes de engenharia e arquitetura e demais profissionais envolvidos com projeto, instalação e manutenção de instalações elétricas de baixa tensão.

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Recursos didáticos Apostila com “slides” da apresentação; Ebook “passo a passo das instalações elétricas residenciais” em CD-Rom; Software QDC Pro para cálculos eletrotécnicos; Apresentação de vídeos técnicos; Exercícios em sala.
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Sumário
Normalização e legislação; Documentação técnica do projeto de eletricidade; Fases do projeto de eletricidade; Eletricidade básica; Elaboração de projeto elétrico: previsão de carga, divisão da instalação em circuitos, linhas elétricas, dimensionamento de condutores, dispositivos de proteção e aterramento, dimensionamento da proteção, lista de material.

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1.
SISTEMA NORMATIVO BRASILEIRO

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com. COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e AMN (Associação Mercosul de Normalização) e membro da IEC (International Electrotechnical Comission) desde a criação da ABNT.ABNT ABNT .vertengenharia.vertengenharia. Único “Fórum Nacional de Normalização” (Resolução nº 7 – CONMETRO).com.br © 2006 8 Página 4 .br © 2006 7 ABNT 57 comitês Eletricidade www. Privada. Responsável pela gestão do processo de elaboração de normas brasileiras.Associação Brasileira de Normas Técnicas (fundada em 28/09/1940 – RJ). www. sem fins lucrativos e de utilidade pública. Membro fundador da ISO (International Organization for Standardization).

a ABNT tem sido reconhecida como o único fórum de normalização brasileiro até o momento. qualidade industrial e certificação de conformidade.vertengenharia.br © 2006 9 Norma x Regulamento Norma Normalização Regulamento www.com. normalização. em 1973. o SISTEMA NACIONAL DE METROLOGIA.br © 2006 10 Página 5 .O sistema nacional O Governo instituiu no país. www. Exerce atividades relacionadas com metrologia.com. Órgão executivo do SINMETRO é o INMETRO. entre as quais a ABNT. o qual é integrado por entidades públicas e privadas. Dentro do SINMETRO. NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL (SINMETRO).vertengenharia.

vertengenharia. contribuindo para evitar barreiras comerciais e facilitando a cooperação tecnológica (ABNT ISO/IEC Guia 2). www. A normalização proporciona importantes benefícios. diretrizes ou características para atividades ou seus resultados. visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. www. Nota: Em particular.com.br © 2006 11 Normalização Atividade que estabelece. visando à obtenção de benefícios para a comunidade (ABNT ISO/IEC Guia 2). a atividade consiste nos processos de elaboração. em relação a problemas existentes ou potenciais. regras. que fornece. prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva.br © 2006 12 Página 6 . para uso comum e repetitivo.Norma Documento.vertengenharia. Convém que as normas sejam baseadas em resultados consolidados da ciência. tecnologia e da experiência acumulada. processos e serviços às finalidades para as quais foram concebidos. com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem. em um dado contexto. melhorando a adequação dos produtos.com. estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido. difusão e implementação de normas.

vertengenharia.br © 2006 14 Página 7 .vertengenharia.Normalização Principais objetivos: www.com. www.br © 2006 13 Regulamento Documento que contém regras de caráter obrigatório e que é adotado por uma autoridade (ABNT ISO/IEC GUIA 2).com.

br © 2006 16 Página 8 . conforme Lei número 5966. cujo universo abrange o Governo. o setor produtivo e os consumidores.vertengenharia.com. e demais documentos legais desta decorrentes. de 11 de dezembro de 1973. As normas brasileiras são resultantes de um processo de consenso nos diferentes fóruns do Sistema.vertengenharia.br © 2006 15 Processo de elaboração de uma NBR www.com. www.Norma Brasileira Uma norma brasileira (NBR .Norma Brasileira Registrada) é o documento elaborado segundo procedimentos e conceitos emanados do SINMETRO.

com.vertengenharia.com.Normalização Técnica O que fazer (solução para um problema de engenharia) Como fazer (conhecimento das normas/legislações) Poder fazer (habilitação) Saber fazer (qualificação) www.br © 2006 Página 9 .br © 2006 17 Normalização Técnica Normas técnicas ABNT té Orientar e uniformizar produtos/serviços Mecanismo de uso facultativo (em sua essência) Ganham status de requisito obrigatório caso obrigató o estado determine NR´s (SSMT/MTb) Portarias Lei Federal 8078/90 (CDC) 18 www.vertengenharia.

Normalização Técnica NO BRASIL. manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades. observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e. distribuição e consumo.com. transmissão. as normas internacionais cabíveis.vertengenharia. na té ausência ou omissão destas.vertengenharia. montagem.br © 2006 19 Normalização Técnica Normas Regulamentadoras (NR) . incluindo as etapas de projeto.com.1.2 : “Esta NR se aplica às fases de geração.SSMT/MTb “NR-10 em 10. construção.” www. A UTILIZAÇÃO DE NORMAS TÉCNICAS OFICIAIS (ABNT) É OBRIGATÓRIA www.br © 2006 20 Página 10 . operação.

colocar. no mercado de consumo.vertengenharia. Oficiais.ABNT e das normas e padrões da concessionária. Normalização e Qualidade IndustrialCONMETRO. 39 .com..VIII : É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços.I a) Efetivado o pedido de fornecimento à concessionária.” www. esta cientificará o interessado quanto à obrigatoriedade de observância.com. das normas. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia.ANEEL/MME “Art.vertengenharia. nas instalações elétricas da unidade consumidora. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou..br © 2006 22 Página 11 . se normas específicas não existirem. 3º .. postos à disposição do interessado” www. da Associação Brasileira de Normas Técnicas ..Código de Defesa do consumidor (CDC) “Art.Normalização Técnica Portaria nº 456/00 .br © 2006 21 Normalização Técnica Lei Federal nº 8078/90 .

etc. agropecuário.000 Vca 23 www. comercial. hortigranjeiro. feiras. Aplica-se também áreas descobertas das propriedades. < 1. qualquer que seja seu uso (residencial. marinas e instalações Análogas. público. reboques de acampamento (trailers).com.com. www. Instalações novas e a reformas em instalações existentes. a fim de garantir a segurança de pessoas e animais.vertengenharia.). locais de acampamento (campings).br © 2006 24 Página 12 . o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.Normalização Técnica NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão. de serviços. canteiros de obra.vertengenharia. incluindo as pré-fabricadas. industrial. externas às edificações.br © 2006 Normalização Técnica NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) Esta Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações. exposições e outras instalações temporárias.

d) equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas. e) instalações de iluminação pública. seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões). b) instalações elétricas de veículos automotores. www. na medida que não comprometam a segurança das instalações.vertengenharia. i) instalações de cercas eletrificadas (ver IEC 60335-2-76).Normalização Técnica NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) Esta Norma não se aplica: a) instalações de tração elétrica.com.br © 2006 26 Página 13 .com.vertengenharia. www.br © 2006 25 Normalização Técnica NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) Esta Norma não se aplica: f) redes públicas de distribuição de energia elétrica. h) instalações em minas. No entanto. c) instalações elétricas de embarcações e aeronaves. esta Norma considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por exemplo. g) instalações de proteção contra quedas diretas de raios.

naquilo que for pertinente.Normalização Técnica NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) A aplicação desta Norma não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer.vertengenharia. LEGISLAÇÃO www. www. às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade. As instalações elétricas cobertas por esta Norma estão sujeitas também.com.br © 2006 28 Página 14 .br © 2006 27 2.vertengenharia.com.

Código de Água e Esgoto.Código de Ética Profissional. www. do CONFEA. incêndio provocado por sobrecarga elétrica por erro na especificação e dimensionamento dos componentes) ADMINISTRATIVA: restrições impostas pelos órgãos públicos. estabelecido na Resolução nº 205.vertengenharia.com. Regulamento Profissional ÉTICA: Resulta de faltas éticas que contrariam a conduta moral na execução da atividade profissional . Normas Técnicas. de 30/09/71.br © 2006 29 Responsabilidades RESPONSABILIDADES: TÉCNICA: em relação ao trabalho que realizam (ART) CIVIL: indenização por dano causado no exercício de sua atividade (contratual.br © 2006 30 Página 15 .vertengenharia.Panorama Legislação profissional Legislação ordinária (comum) Os profissionais enfrentam processos judiciais muitas vezes por falta de conhecimento da legislação www.com. materiais) PENAL/CRIMINAL: decorre de fatos considerados crimes (ex. especif. solidez e segurança da construção. através do Código de Obras.

Instituída pela Lei Federal 6.32 (Mec. Nº 23.vertengenharia. não apenas para quem contrata. Lei Fed. Resolução CONFEA Nº 218/73. Resolução CONFEA Nº 26/43. Nº 5. Eletr). Art. As atribuições estão previstas de forma genérica nas leis e.vertengenharia. decisão Normativa 064/99 entre outros.569/33.br © 2006 32 Página 16 . www. de forma específica.496/77 e regulamentada pelas resoluções 317/86. 33 (Eletr).194/66.Garantias Contratual (escrito) Legal (ART – Anotação de Responsabilidade técnica): instrumento indispensável para garantir a qualidade do serviço prestado e a segurança. mas por toda a sociedade.com. 394/95. Toda atribuição é dada a partir da formação técnicocientífica.com. nas resoluções do Conselho Federal: ENGENHEIRO ELETRICISTA: Decreto Fed.br © 2006 31 Atribuições profissionais Definem que tipo de atividades uma determinada categoria profissional pode desenvolver. www.

as infrações são cometidas por puro desconhecimento da legislação.br © 2006 34 Página 17 . etc. Empresas/Profissionais atuando sem registros. execução.vertengenharia. www.br © 2006 33 Infrações Principais infrações cometidas: Leigos atuando na área tecnológica.com. Profissionais executando serviços incompatíveis com a sua atribuição profissional. www.Infrações Na maioria dos casos (o que é lamentável). Empresas sem responsáveis técnicos por projetos.com.vertengenharia.

vertengenharia.com.com.br © 2006 36 Página 18 .br © 2006 35 Infrações Cabe aos profissionais conhecer a legislação que rege o exercício profissional (artigo 9º do Código de Ética) e a legislação geral (de acordo com a Lei de Introdução ao Código Civil. Não cumprimento dos termos contratuais. www. Desconhecimento da legislação profissional. a ninguém é permitido desconhecer a lei) lei www.Infrações Principais infrações cometidas: Empresas executando serviços incompatíveis com o objeto do Contrato Social. Ausência de ART.vertengenharia.

Embora a norma esteja mais direcionada a projetos de arquitetura.vertengenharia.com.Panorama Geral > poder Constituição Lei Decreto-lei Decreto Resolução Regulamento (INMETRO) Decisão normativa Normalização Técnica (ABNT) < poder www. há elementos interessantes para serem aplicados nos projetos de energia elétrica.br © 2006 38 Página 19 .Elaboração de projetos de edificações Refere-se às atividades técnicas de projeto e à terminologia apresentada para a designação dos documentos técnicos. “croqui” etc. www.br © 2006 37 Legislação Norma ABNT NBR 13 531 .vertengenharia. “projeto simples”.com. serão evitadas expressões do tipo “projetinho”. Assim.

Artigo 6: que trata do exercício ilegal da profissão: não possuir registro no CREA. projetos. www. segundo o qual somente o autor de um projeto poderá modificá-lo. Artigo 16. exercer atividades estranhas às atribuições discriminadas em seu registro. da obrigação da colocação de placas em qualquer tipo de serviço técnico. arquiteto e engenheiro agrônomo.vertengenharia.br © 2006 40 Página 20 . laudos ou qualquer outro trabalho de engenharia somente podem ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só tem valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com a própria lei. Artigo 71.com. cancelamento do registro. multa. o Artigo 18. firmas ou empresas executantes de obras/serviços sem sua real participação. www. suspensão temporária. censura pública. do valor jurídico de um trabalho de engenharia: estudos.br © 2006 39 Legislação Artigo 13. plantas.vertengenharia. das Penalidades: advertência reservada. e o Artigo 22. o qual assegura ao autor de um projeto o direito de acompanhar a execução da obra. emprestar seu nome a pessoas. executar a atividade profissional estando dela suspenso.Legislação Lei Federal n0 5194/66. que regula o exercício das profissões de engenheiro.com.

com. www. www.br © 2006 42 Página 21 .br © 2006 41 Legislação Resolução do Confea n0 218/73 (a ser substituída pela n0 1010) Discrimina as atividades técnicas e as atribuições das diversas modalidades profissionais. principalmente as relativas ao projeto. fixam-se as atribuições dos técnicos.com. Esclarece principalmente que a atividade de projeto de instalações elétricas é exclusiva dos profissionais da área elétrica. que dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial (20 grau). apresentando algumas limitações.Legislação Decreto federal n0 90922/85. Entre outras providências.vertengenharia.vertengenharia.

dos direitos/deveres.com.br © 2006 43 Casos de condenação “O cumprimento das normas técnicas pode ser o diferencial jurídico que dá ganho ou perda de causa a uma empresa ou prestador de serviços. entre outras coisas. da postura e da conduta do profissional perante os demais profissionais e a sociedade.br © 2006 44 Página 22 . www.com.Legislação Código de Ética Profissional (06/11/2002) Este trata. por exemplo.” www.vertengenharia.vertengenharia. da conferência desleal da intervenção em trabalhos de outros profissionais. em casos de processos envolvendo acidentes ou danos materiais.

com.com.www.br © 2006 45 www.br © 2006 46 Página 23 .vertengenharia.vertengenharia.

A DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO ELÉTRICO www.www.com.vertengenharia.vertengenharia.br © 2006 48 Página 24 .com.br © 2006 47 3.

com. é apresentar soluções possíveis de serem implementadas para a resolução de determinados problemas. www.br © 2006 50 Página 25 . para proporcionar segurança e conforto. um resultado desejado.com.O Projeto Conjunto de estudos e realizações físicas que vão desde a concepção inicial de uma idéia (materializada através de documentos técnicos) até sua concretização na forma de um empreendimento em operação.vertengenharia. matemáticos e da legislação.vertengenharia. no sentido mais amplo do termo. envolvendo experiência e significativa abrangência de conhecimentos normativos. um objetivo. Para o projetista. É um trabalho intelectual. www. a solução procurada visa atender a uma necessidade. de grande importância técnica. objetivando o melhor custo/benefício ao usuário e ao empreendimento. físicos.br © 2006 49 O Projeto Projetar.

elementos. normas.br © 2006 51 O Projeto Segundo a NBR 5679/77 o termo projeto é apresentado como "definição qualitativa e quantitativa dos atributos técnicos. cálculos.br © 2006 52 Página 26 .O Projeto Por exemplo.vertengenharia. desenhos. estudos. projeções e disposições especiais“. econômicos e financeiros de uma obra de engenharia e arquitetura. www. “definir de que forma a energia elétrica será conduzida da rede de distribuição da concessionária até os pontos de utilização em uma determinada residência”.com.vertengenharia. informações. abrangendo todos os aspectos envolvidos (seleção. com base em dados. www. discriminações técnicas.com. dimensionamento e localização de equipamentos e componentes elétricos) é o enunciado geral do problema que será objeto do estudo do projetista de instalações elétricas.

br © 2006 53 O Projeto A solução de um projeto não é única. Melhor preço x menor preço.com.O Projeto www.com.br © 2006 54 Página 27 . Custo do projeto: de 3 a 5% do investimento.vertengenharia.vertengenharia. Proposta para elaboração de projetos x proposta para elaboração de desenhos. Projeto x pseudo-projetos. www.

br © 2006 55 O Projeto A falta de um projeto elétrico causa: Retrabalho na obra Queima de componentes. condições de fornecimento (continuidade) de energia elétrica. flexibilidade. funcionalidade. www. acessibilidade. capacidade de reserva.vertengenharia. etc Iluminação inadequada Aumento do consumo de energia (perdas) Desarme de dispositivos de proteção Falta de pontos de tomadas Falta de materiais Propensão ao choque elétrico Aumento do custo de execução 56 Curto-circuitos e sobrecargas www.br © 2006 Página 28 .O Projeto Um bom projeto deve prever: segurança.com.vertengenharia. lâmpadas.com.

com. memoriais descritivos e critérios de projeto. A documentação técnica gerada permite em geral a preparação de cronogramas (definição de prazos) e estimativas de custo de referência. Estuda as alternativas existentes e as apresenta de forma ordenada sob o aspecto de desenhos preliminares.br © 2006 58 Página 29 . arranjo de equipamentos internos e no campo. www.vertengenharia. diagramas unifilares. especificações preliminares de equipamentos e listas de materiais avançadas.br © 2006 57 Projeto Básico Como exemplo de projetos básicos de eletricidade. podemos citar as listas de cargas. Destina a consolidar diversos aspectos de engenharia de uma planta.com. antes que sejam efetuados dispendios importantes com a aquisição de componentes e execução de obras.Projeto Básico Reune as informações iniciais relativas a um empreendimento. www.vertengenharia.

em certas situações.Benefícios do Projeto Básico Possibilita estudar. no nível de fornecimento. o detalhamento ocorrerá num tempo menor e sem retrabalho. Uma vez definida a solução e aprovado o projeto básico. www. diferem substancialmente quanto ao objetivo.vertengenharia.br © 2006 60 Página 30 . montagem e posta em marcha ("start up") das instalações. www.com.com.vertengenharia. Os dois tipos de projeto (básico e detalhado). construção. trabalhar com mais de uma opção e até mesmo. Pode-se fazer cálculos alternativos. sendo o primeiro fonte de informações para o segundo.br © 2006 59 Projeto Detalhado Consiste no desenvolvimento detalhado das decisões básicas. retroagir em alguma decisão sem maiores impactos. discutir e definir antes do detalhamento a melhor alternativa diante dos CRITÉRIOS DE PROJETO préestabelecidos com o cliente. compra. fabricação.

com.br © 2006 61 Benefícios do Projeto Detalhado Permite fornecer. Facilita muito o entendimento e a montagem do projeto. listas de materiais definitivas.br © 2006 62 Página 31 . como. os diagramas unifilares da instalação. www. montar e por em marcha ("start up") a instalação projetada. memoriais de cálculo e descritivo. podemos citar as plantas e detalhes de montagem. comprar. fabricar. esquemas. construir. www.vertengenharia.Projeto Detalhado Como exemplo de projetos executivos de eletricidade.com.vertengenharia. bem como a aquisição e utilização adequada dos materiais especificados. por exemplo. além da adequação de alguns documentos do projeto básico.

com. ou "as built").8.1. acrescido ou modificado pelas informações (alterações) surgidas na fase de execução da instalação. sim.com. conforme acordado previamente entre as partes" www.vertengenharia. mas.1 deve ser revisada e atualizada de forma a corresponder fielmente ao que foi executado (documentação "como construído".Projeto “as-built” O projeto "as built" ("como construído") contempla os dados do projeto inicial (básico e executivo). estabelece que: "após concluída a instalação. NOTA: Esta atualização pode ser realizada pelo projetista.br © 2006 64 Página 32 .8. a representação deles! www. pelo executor ou por outro profissional. A NBR 5410.2.vertengenharia.br © 2006 63 Projeto “as-built” Não cabe ao responsável pela elaboração de um projeto "as built" a análise técnica dos fatos. no item 6. a documentação indicada em 6.1.

fixada materialmente e disposta de maneira que se possa utilizar para consulta ou estudo.vertengenharia. www. características nominais e normas que devem atender). queda de tensão.com.br © 2006 65 A documentação técnica Documentos exigidos conforme NBR 5410 (item 6. permitindo a posterior execução do projeto. fatores de demanda classificação das influências externas. Especificação dos componentes (descrição. etc).A documentação técnica Chamamos de "documentação técnica do projeto“ o conjunto de conhecimentos e técnicas disponibilizadas para um determinado fim.8.1. quando aplicáveis. quando necessários.com.vertengenharia. www. Memorial descritivo da instalação.br © 2006 66 Página 33 .1): Plantas. Parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito. Esquemas unifilares e outros. Detalhes de montagem.

Lista de Materiais.A documentação técnica Outros documentos também normalmente elaborados são: Memorial de cálculo. potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível.com. usuá rio" ou seja. www. que contenha. no seu item 6. no caso de circuitos terminais. potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva.8. incluindo relação dos pontos alimentados. estabelece a necessidade de elaborar um "manual do usuário" (principalmente para as unidades residenciais e pequenos locais comerciais. www. quando for o caso.3. no mínimo.vertengenharia.br © 2006 67 A documentação técnica A NBR 5410. por tipos com características diferentes. os seguintes elementos: esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades.leigos).1. recomendação explícita para que não sejam trocados.br © 2006 68 Página 34 .vertengenharia.com. os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s). predomínio de pessoal BA1 .

vertengenharia. www. edifício ou local consiste essencialmente em selecionar. O PROJETO ELÉTRICO E SUAS ETAPAS www.com. os equipamentos e outros componentes necessários a fim de proporcionar. a transferência de energia elétrica desde uma fonte até os pontos de utilização.br © 2006 69 1. de maneira racional.Introdução Projetar uma instalação elétrica para qualquer tipo de residência. dimensionar e localizar. de modo seguro e efetivo.br © 2006 70 Página 35 .4.com.vertengenharia.

Introdução NBR 5410/04 O projeto de instalação elétrica não se resume. praticam!). preocupando-se constantemente com a segurança das pessoas.com.com. como alguns ainda pensam (e o que é pior.vertengenharia. num simples trabalho mecânico de consulta a tabelas e fórmulas padronizadas.1 . www.br © 2006 71 1 .br © 2006 72 Página 36 . Muito pelo contrário.vertengenharia. www. funcionalidade da instalação e a conservação da energia elétrica.Introdução O projetista deve conhecer a fundo a normalização aplicável e utilizá-la devidamente. o projeto é dinâmico e diretamente ligado aos avanços tecnológicos.

1 .vertengenharia.vertengenharia. decoração. etc. www. sua elaboração deve ser conduzida em perfeita harmonia com os demais projetos (civil. arquitetura.com.Introdução Projeto Elétrico Segurança e Funcionabilidade das instalações elétricas •Projeto civil •Projeto arquitetônico •Decoração www.br © 2006 73 1 .).br © 2006 74 Página 37 . estrutura.com. tubulações. assim.Introdução É importante lembrar que o projeto de instalações elétricas é apenas um dos vários projetos necessários à construção de uma edificação e.

Seleção e dimensionamento dos componentes. www. Nela são colhidos os dados básicos que orientarão a execução do projeto.O projeto e suas Etapas As principais etapas num projeto de instalações elétricas (residencial.br © 2006 75 2. comercial ou industrial) são: Análise inicial. Especificações e contagem dos componentes.vertengenharia. Esquema básico da instalação.Análise inicial É a etapa preliminar do projeto de instalações elétricas de qualquer edificação. Quantificação da instalação.com.1 . Fornecimento de energia normal.com.br © 2006 76 Página 38 . www.2 .vertengenharia.

com. detalhes. Tipos de linhas elétricas a utilizar.)..vertengenharia. www. Classificação de todas as áreas da edificação quanto às influências externas. etc. Prazos. Características elétricas dos equipamentos de utilização previstos.Elementos necessários Desenhos de arquitetura (plantas. cortes. Localização preferencial de entrada de energia. ar condicionado. Estimativa preliminar da potência instalada. limitações físicas à instalação.2.br © 2006 77 2. Cronograma da obra.1. Contato com consultores/projetistas de outros sistemas a serem implantados no local (hidráulicos.br © 2006 78 Página 39 . Setores/equipamentos que necessitam de energia de substituição (“no-breaks”).1 .Determinar Uso previsto para todas as áreas da edificação. .).vertengenharia..1. datas.com.2 . etc. Arranjo (“lay-out”) dos equipamentos de utilização previstos. tubulações. www. Setores que necessitam de iluminação de segurança.

com. www. www. ou seja.vertengenharia.br © 2006 79 2.Fornecimento de Energia Normal Nesta etapa deverão ser determinadas as condições em que o prédio será alimentado com energia elétrica chamada “normal”.com. a energia que alimentará em condições normais. provém de rede de distribuição pública (de baixa ou média tensão).2 .2.1. de propriedade de uma concessionária. Esta.vertengenharia.3 . na imensa maioria dos casos.br © 2006 80 Página 40 .Documentos gerados Tabela(s)/planta(s) com a classificação de todas as áreas quanto as influências externas.

com. www.com.br © 2006 82 Página 41 .br © 2006 81 2. Esquema(s) de aterramento a utilizar. Contato com a concessionária.2 .2. Padrão de entrada a utilizar. Nível de curto-circuito no ponto de entrega. www.Elementos Necessários Dados obtidos na análise inicial.vertengenharia.2.2.Determinar Modalidade e tensões de fornecimento.1 . tipo de entrada. Ponto de entrega e localização da entrada de energia.vertengenharia. Regulamento da concessionária.

3.Quantificação da Instalação Nesta etapa devem ser determinadas as potências instaladas e as potências de alimentação como um todo e de todos os setores e subsetores a serem considerados.com.br © 2006 84 Página 42 .br © 2006 83 2. A rigor. É importante observar que. comparando o sistema elétrico com instalações semelhantes.Elementos necessários Todos os dados obtidos nas etapas anteriores (Análise Inicial e Fornecimento de Energia Normal). isso só poderá ser feito conhecendo-se todos os pontos de utilização. obviamente sujeitos a revisões posteriores.com. em muitos casos.1 . www.3 . www. via de regra. é comum não termos ainda informação a respeito de todos os equipamentos de utilização.vertengenharia. É então necessário estimar.vertengenharia.2.

3. marcação em planta. marcação em planta. através do dimensionamento de todos os componentes. Desse esquema não deverá constar detalhes quantitativos resultantes de dimensionamentos (que serão feitos posteriormente) e sim. no qual estarão indicados os componentes principais da instalação e suas interligações principais.com. inicialmente. onde são indicados as subestações e os quadros de distribuição.Determinar Iluminação de todas as áreas. Potências instaladas e de alimentação dos setores/subsetores e global. Inicialmente. www. www. Tensões de distribuição e utilização.4 .br © 2006 86 Página 43 . deverá ser escolhido o sistema de distribuição adequado às condições da instalação. O esquema básico pode ser concebido.vertengenharia.2 . Tomadas de corrente e outros pontos de utilização em todas as áreas. A implementação do esquema básico. como um diagrama de blocos. Divisão da instalação em setores/subsetores. marcação dos pontos de luz em planta.Esquema Básico da Instalação Esta etapa resultará um esquema unifilar inicial. resultará no esquema unifilar final da instalação.vertengenharia.2. Localização/características da(s) fonte(s) de substituição. Localização dos centros de carga dos setores/subsetores para instalação dos quadros de distribuição.com. apenas aspectos qualitativos.br © 2006 85 2.

com. www.2.Determinar Esquema unifilar básico da instalação (componentes e ligações principais).4.vertengenharia.br © 2006 88 Página 44 . www.1 .com.vertengenharia.Elementos Necessários Dados obtidos nos itens “Fornecimento de Energia Normal” e “Quantificação da Instalação”.4.br © 2006 87 2.2 .

com.br © 2006 89 2.2. pois serão escolhidos e dimensionados todos os componentes da instalação do projeto elétrico.5 .vertengenharia. www.com.br © 2006 90 Página 45 .1 . www.vertengenharia.5.Seleção e Dimensionamento Esta etapa é de fundamental importância.Elementos Necessários Dados obtidos nos itens “Fornecimento de Energia Normal” e “Quantificação da Instalação” e “Esquema Básico da Instalação”.

com.com. Desenhos de Iluminação.2 .Determinar Seleção e dimensionamento dos componentes da entrada. Desenhos de Força. quadros de distribuição.3 . componentes do(s) sistema(s) de proteção contra descargas atmosféricas. Revisão dos desenhos/verificação de interferências. Cálculos de curto-circuito.2. Esquemas funcionais. subestações (para plantas industriais).5. Desenhos de pára-raios. componentes dos aterramentos funcionais e de proteção. linhas elétricas (condutores e condutos elétricos). www.Documentos Gerados Esquemas Unifilares/trifilares.br © 2006 92 Página 46 .vertengenharia.5.vertengenharia. Memória de cálculo.br © 2006 91 2. www. Verificação da coordenação seletiva das proteções. Desenhos de aterramento.

com.vertengenharia.2.1 . Contagem dos componentes.Definição e Contagem dos componentes É nesta etapa que serão especificados e contados todos os componentes necessários para a execução do projeto elétrico.Determinar Especificações dos componentes.6.vertengenharia.com.br © 2006 94 Página 47 .6 . www.br © 2006 93 2. www.

vertengenharia.br © 2006 96 Página 48 . Lista/relação quantitativa dos componentes. CONCEITOS BÁSICOS www.com.Documentos Gerados Especificações Técnicas dos componentes.br © 2006 95 5.1 .2.6.com.vertengenharia. www.

www.br © 2006 97 1. mecânica.1. mas apenas transformada de uma forma para outra (processo pelo qual pagase um preço: rendimento).br © 2006 98 Página 49 .com. Apresentando-se sob as mais variadas formas: atômica. química. elétrica.Introdução Energia é a capacidade de realizar trabalho.Introdução Efeitos da energia elétrica: www. Ela não pode ser criada.vertengenharia.com.vertengenharia. térmica etc.

vertengenharia.Introdução O sistema elétrico: • Geração • Transmissão • Distribuição • Utilização www.br © 2006 100 Página 50 .Introdução O sistema elétrico: www.com.vertengenharia.com.br © 2006 99 1.1.

o que faz com que os elétrons se movimentem é a diferença de potencial (tensão) entre dois pontos no fio.vertengenharia. é necessário ter uma força que os empurre em uma mesma direção. que estão em constante movimento de forma desordenada. existem partículas invisíveis chamadas elétrons livres. uma diferença entre as concentrações de elétrons (carga elétrica). ou seja.1. como os fios.com.Introdução Tensão elétrica Unidade de medida: Volt (V) Para que estes elétrons livres passem a se movimentar de forma ordenada nos fios. A esta força é dado o nome de tensão elétrica (U).Introdução Tensão elétrica Nos materiais condutores. Na verdade.vertengenharia. www.br © 2006 102 Página 51 . www.com.br © 2006 101 1.

vertengenharia. provocado pela ação da diferença de potencial (tensão). Essa corrente ordenada de elétrons livres é chamada de corrente elétrica (I).br © 2006 103 1.Introdução Tensão e corrente contínua e alternada Frequência (Hz) = 1/período (s) Brasil.com.vertengenharia.br © 2006 104 Página 52 .1. Unidade de medida: Ampère (A) www. forma uma corrente de elétrons.Introdução Corrente elétrica Esse movimento ordenado dos elétrons livres. f = 60 Hz www.com.

Introdução Esquema de condutores vivos (fases + neutro) U = tensão de linha (fase-fase) U0 = tensão de fase (faseneutro) www.Introdução Tensões secundárias no Brasil www.com.br © 2006 106 Página 53 .vertengenharia.com.vertengenharia.1.br © 2006 105 1.

Introdução Potência elétrica Para haver potência elétrica. I (A) A unidade de medida da potência aparente é o volt-ampère (VA) Potência aparente (VA) = potência ativa (W) + potência reativa (VAr) www.vertengenharia.com.br © 2006 107 1.com.Introdução Potência elétrica P (VA) = U (V) .1.vertengenharia. é necessário haver TENSÃO E CORRENTE www.br © 2006 108 Página 54 .

br © 2006 110 Página 55 . luminoso.vertengenharia. nos aquecedores. nas lâmpadas etc.vertengenharia.com.Introdução Potência ativa Cos φ = fator de potência www.Introdução Potência ativa A parcela P (potência ativa) quantifica o trabalho útil produzido pelo circuito (por exemplo: mecânico. térmico.). sendo medida em watt [W] www.com. nos liquidificadores.1.br © 2006 109 1.

com.1. por exemplo.br © 2006 111 1.vertengenharia. através de motores de indução e reatores).ampère-reativo [VAr] www. sendo medida em volt.Introdução Potência reativa sen φ = fator reativo www.Introdução Potência reativa A parcela Q (potência reativa) representa quanto da pot ência aparente foi transformada em campo magnético (ao circular.com.br © 2006 112 Página 56 .vertengenharia.

vertengenharia.com. térmica ou luminosa.br © 2006 113 1. podese dizer que ela representa uma porcentagem da potência aparente que é transformada em potência útil.com.Introdução Triângulo de potências Triângulo de potências www. como por exemplo.vertengenharia.1.br © 2006 114 Página 57 . potência mecânica.Introdução Fator de potência Sendo a potência ativa uma parcela da potência aparente. www.

1- Introdução
Fator de potência
O fator de potência (grandeza adimensional que atinge no máximo a unidade) traduz quanto da potência aparente efetivamente produziu trabalho, ou seja:

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1- Introdução
Fator de potência

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1- Introdução
Fator de potência
Fatores de potência abaixo de 1 significam que apenas parte da potência aparente foi transformada em ativa ou, melhor, em trabalho em virtude de haver no circuito equipamentos com resistência e reatância, como motores de indução e reatores de lâmpadas fluorescentes, por exemplo. Em qualquer instalação elétrica, fatores de potência os mais próximos possíveis da unidade são desejáveis por diversas razões.

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1- Introdução
Fator de potência
Se, em um copo cheio de cerveja, a espuma corresponder à potência reativa e o líquido à ativa, o total da espuma mais líquido seria a potência aparente. Como a capacidade do copo é limitada, caso se queira mais líquido (potência ativa), a espuma (potência reativa) teria que ser diminuída. Da mesma forma que o copo, os transformadores têm uma capacidade limitada de fornecer potência aparente. Assim, se, para determinado circuito, for preciso aumentar a potência ativa (líquido) será preciso diminuir sua parcela reativa (espuma), o que só poderá ser conseguido aumentando seu fator de potência (diz-se corrigí-lo).
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1- Introdução
Fator de potência
Quanto maior o fator de potência menor a corrente e, consequentemente, menores os custos dos condutores e dos dispositivos de proteção. Para demonstrar, seja uma carga entre duas fases, sob tensão de 220V e com potência ativa de 10kW:

Ou seja, duplicando o fator de potência, a corrente foi reduzida pela metade e, certamente, o custo de implantação do circuito será menor. www.vertengenharia.com.br © 2006

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1- Introdução
Fator de potência
As principais causas de baixo fator de potência nas instalações elétricas residenciais são: lâmpadas fluorescentes com reatores de baixo fator de potência; grande quantidade de aparelhos de ar condicionado e/ou de motores de indução de pequena potência; motores de indução superdimensionados.

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br © 2006 121 1.92. O motivo é os medidores de energia só registrarem potência ativa.1.vertengenharia. como já sabemos.com.Introdução Fator de potência As concessionárias multam os consumidores cujas instalações apresentem fator de potência inferior a 0. compensando-se. www. de uma parcela ativa e outra reativa. composta. que pode ser calculada da seguinte maneira: www.br © 2006 122 Página 61 . portanto.vertengenharia. enquanto. a concessionária não é ressarcida por esta parte do fornecimento. na verdade.Introdução Fator de potência Como fatores de potência inferiores a 1 significam haver potência reativa na instalação. o consumidor recebe potência aparente. através da multa.com.

Evidentemente. www.1.com.Introdução Rendimento Vimos que paga-se um preço.vertengenharia. a quantidade de energia obtida na transformação é sempre menor que a quantidade original. para transformar energia de uma forma para outra.Introdução Rendimento Entretanto. como se deduz da expressão 2. www. ou seja.vertengenharia. a potência indicada é a fornecida.com. denominado rendimento. para determinados Equipamentos. é preciso dividí-la pelo rendimento. para se conhecer a potência absorvida. como motores de indução e reatores de lâmpadas fluorescentes.br © 2006 123 1. nestes casos.14.br © 2006 124 Página 62 .

Introdução Rendimento www.com. LEVANTAMENTO DA CARGA ELÉTRICA www.vertengenharia.vertengenharia.com.1.br © 2006 126 Página 63 .br © 2006 125 6.

para elaboração de anteprojetos.br © 2006 128 Página 64 . possibilitando.com. POTÊNCIA INSTALADA = ILUMINAÇÃO + TOMADAS www.vertengenharia.com. determinar a potência total prevista para a instalação elétrica residencial. www.Introdução O levantamento das potências é feito mediante uma previsão das potências (cargas) mínimas de iluminação e tomadas a serem instaladas. assim. orçamentos preliminares e definição da viabilidade econômica da obra.br © 2006 127 Introdução O levantamento de cargas é o primeiro passo a ser dado num projeto de instalação elétrica.vertengenharia. servindo de subsídio para consultas prévias às concessionárias.

Iniciaremos com o levantamento das potências.vertengenharia.com. em função da geometria do ambiente. a carga de iluminação de um determinado local de uma edificação deve ser determinada a partir de um projeto específico. Não há critérios normativos para iluminação de áreas externas em residências.com.Planta-exemplo A planta a seguir servirá de exemplo para a execução de um projeto de instalações elétricas.br © 2006 129 Iluminação Preferencialmente. ficando a decisão por conta do projetista e do cliente.br © 2006 130 Página 65 .vertengenharia. www. tomando como base as iluminâncias prescritas na NBR 5413. A NBR 5410 estabelece um critério alternativo. www.

Por exemplo.com.com.br © 2006 132 Página 66 . para efeito de cálculo da potência de alimentação. e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas. se tivermos um cômodo com potência de iluminação igual a 220VA. www.Iluminação www. não significa que tenhamos necessariamente de instalar uma lâmpada com tal potência. que é a potência de iluminação atribuída à dependência.vertengenharia.br © 2006 131 Iluminação IMPORTANTE: Os valores apurados correspondem à potência destinada a iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos.vertengenharia.

despensas. lavabos e varandas. Nas acomodações de hotéis.Iluminação Admite-se que este ponto seja substituído por ponto na parede em espaços sob escada. motéis e similares.vertengenharia. www. pelo menos. pode-se substituir o ponto de luz fixo no teto por tomada de corrente. a instalação do aparelho. O objetivo é que exista pelo menos uma caixa no teto que permita.br © 2006 133 Iluminação A exigência de. www. um ponto de luz no teto não implica na necessidade da existência de aparelho ou aparelhos de iluminação efetivamente instalados no teto. comanda por interruptor de parede. a qualquer momento. desde que de pequenas dimensões (!) e onde a colocação do ponto no teto seja de difícil execução (!) ou não conveniente (!).com.br © 2006 134 Página 67 . com potência mínima de 100 VA.com.vertengenharia. depósitos.

br © 2006 135 Iluminação Aplicando ao projeto-exemplo (potência de iluminação): www.com.vertengenharia.Iluminação Aplicando ao projeto-exemplo (quantidade de pontos): www.vertengenharia.com.br © 2006 136 Página 68 .

br © 2006 138 Página 69 . Ponto de tomada com 4 tomadas de corrente 2P+T (modelo conforme NBR 14136) 2 Um ponto de tomada pode ser classificado. www.vertengenharia.vertengenharia. A idéia neste caso é estimular a presença de um número adequado de tomadas de corrente nos diversos cômodos de forma a reduzir ao máximo a utilização de benjamins ou tês. o número de tomadas de corrente nele previsto. entre outros critérios. o tipo de equipamento a ser alimentado (quando houver algum que tenha sido especialmente previsto para utilização do ponto) e a corrente nominal da ou das tomadas de corrente nele utilizadas. www.Pontos de tomada Ponto de tomada: Ponto de utilização em que a conexão do equipamento ou equipamentos a serem alimentados é feita através de tomada de corrente.com.br © 2006 137 Pontos de tomada NOTAS 1 Um ponto de tomada pode conter uma ou mais tomadas de corrente.com. de acordo com a tensão do circuito que o alimenta.

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