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AF 058- Fitossanidade Florestal

Princípios gerais de
controle de doenças de
plantas

Prof. Henrique da Silva Silveira Duarte


CONCEITO DE CONTROLE

q Prevenção dos prejuízos de uma doença (Whetzel


et al., 1925);

q Aceito como válido, para fins práticos, somente


quando lucrativos (Whetzel, 1929);

q “Na prevenção e no tratamento de doenças


deviam sempre ser considerados a eficiência dos
métodos e o custo dos tratamentos, sendo óbvio
que os métodos empregados deveriam custar
menos que os prejuízos ocasionados”
(Fawcetti e Lee, 1926).
PRINCÍPIOS GERAIS DE CONTROLE

Sistematização das medidas de controle –


Princípios de Whetzel

1. Exclusão: “prevenir a entrada do


patógeno em área livre do mesmo”

2. Erradicação: “eliminar o patógeno


impedindo o seu estabelecimento”

3. Proteção: “impedir contato direto -


planta e patógeno ”

4. Imunização: “promover a resistência


da planta”
Herbert H. Whetzel (Newhall, 1980)

5. Terapia: “recuperar a planta doente”


PRINCÍPIOS DE WHETZEL

Proteção
Exclusão

Imunização

Terapia

Erradicação

E o Ambiente?
PRINCÍPIOS GERAIS DE CONTROLE

1. Exclusão: “prevenir a entrada do patógeno em área livre


do mesmo”

2. Erradicação: “eliminar o patógeno impedindo seu


estabelecimento”

3. Proteção: “impedir contato direto - planta e patógeno ”

4. Imunização: “promover a resistência da planta”

5. Terapia: “recuperar a planta doente”


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6. Evasão (Escape): “envolve táticas de fuga à doença”

7. Regulação (Marchionato, 1949): “alterar o ambiente


visando desfavorecer a doença”.
PRINCÍPIOS GERAIS DE CONTROLE

Patógeno
1. Exclusão
2. Erradicação
7. Evasão

Doença
Hospedeiro Ambiente
3. Proteção 6. Regulação
4. Imunização 7. Evasão
5. Terapia
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

q Exclusão significa a prevenção da entrada do


patógeno em uma área ainda não infestada ou
prevenção do estabelecimento do patógeno em
determinada área;

q Portanto, a sua eficácia depende da capacidade de


dispersão do patógeno e da distância da fonte de
inóculo à nova área onde se deseja e v i ta r a
entrada do patógeno;

q Todas as medidas de exclusão visam eliminar o


inóculo inicial;

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse princípio?


1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Medidas

q Interceptação

q Isolamento

q Proibição

q Eliminação

q Emprego de material livre de patógeno (Indexação)

q Limpeza de ferramentas e implementos agrícolas


1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Interceptação

q Visa impedir o trânsito livre de plantas,


de suas partes ou seus produtos;

q É feito pelas inspetorias fitossanitárias


e alfandegárias;

q Atualmente, com os efeitos da


globalização e da facilidade dos meios
de transporte e trânsito internacional,
esta medida torna-se cada vez menos
eficaz. Filho et al. 2018
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Isolamento
q Consiste em submeter o material às leis de
quarentena, isto é, o material fica em
observação por determinado tempo, o qual
dependerá do período de geração do patógeno;

q É realizado pelas inspetorias fitossanitárias;

q Exemplo: submeter à quarentena clones de


eucalipto a serem introduzidos na Austrália e
África do Sul, para evitar a entrada de
Austropuccinia psidii nesses países.
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Proibição
q Co n s i s te n a c r i a ç ã o de l e i s qu e pr o í b e m o
ingresso de materiais vegetais no país, para
impedir a entrada de determinada doença;

q Ex: até a década de 90, proibia-se a entrada de


Theobroma spp. (cacau e cupuaçu) da Amazônia
para a Bahia para evitar a introdução da doença
vassoura de bruxa do cacaueiro.
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Proibição
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Eliminação
q Consiste em eliminar o patógeno do material a
ser introduzido, por meio de podas de porções
doentes da planta (cirurgia), tratamento químico
(fungicidas) ou físico (termoterapia), bem como
a higienização de máquinas e implementos
agrícolas;

q O uso de calor (termoterapia), é baseado no


conhecimento da temperatura letal ao patógeno
e inócuo à planta;
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Eliminação
q Exemplo: evitar a entrada do patógeno numa
área ou casa de enraizamento onde o patógeno
ainda não exista, por meio das seguintes
práticas:

Ø Eliminação de brotações infectadas de essências


florestais, empregadas para produção de estacas
ou miniestacas;

Ø Eliminação de inóculo de patógenos em substrato


de enraizamento;

Ø Eliminação de patógenos de sementes


importadas.
1. PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO

Emprego de material livre de patógeno (Indexação)

q Consiste na propagação de plantas ou parte da


planta livre de patógenos de infecção sistêmica
(vírus, bactérias fastidiosas, molicutes, fungos e
bactérias vasculares);

q A certificação da ausência do patógeno na planta-


matriz (indexação) é feita por meio de:

Ø Sorologia (ELISA, imunodifusão, entre outros)


Ø Inoculação em plantas indicadoras
Ø Técnicas para detecção de ácidos nucléicos (PCR)
1. Princípio de Exclusão
Limpeza de ferramentas e implementos
2. PRINCÍPIO DA ERRADICAÇÃO

q A erradicação tem como finalidade eliminar um


patógeno, já estabelecido, de uma área, região
geográfica ou de um órgão atacado da planta.

q Pode ter caráter absoluto (total) ou relativo


(parcial)

q To d a s a s m e d i d a s d e e r r a d i c a ç ã o v i s a m
principalmente reduzir o inóculo inicial;

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse princípio?


2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO
Exemplo: Erradicação do cancro cítrico
(Xanthomonas axonopodis pv. citri)
CANCRO CÍTRICO
Critérios de erradicação

Se a incidência da doença for menor que 0,5%, erradicar a planta doente


bem como todas as plantas localizadas ao seu redor em um raio de 30
metros

< 0.5%

Fonte: A. Bergamin
CANCRO CÍTRICO
Critérios de erradicação

Se a incidência da doença for maior que 0,5%, erradicar o talhão todo

Fonte: A. Bergamin
2. Princípio da Erradicação
Erradicação do cancro cítrico
(Xanthomonas axonopodis pv. citri)
CANCRO CÍTRICO:Critérios de erradicação

Fonte: A. Bergamin
2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Medidas

q Remoção e eliminação de restos culturais

q Cultivo

q Desinfestação
2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Remoção

q Remoção e queima do material vegetal doente de


modo a reduzir o progresso da doença.

Ø remoção de folhas e ramos mortos de minicepas


infectadas em minijardim clonal.

Ø miniestacas mortas em casa de enraizamento para


reduzir a quantidade de inóculo e a taxa de
progresso de doenças em minicepas clonais e em
miniestacas na fase de enraizamento.
2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Remoção e eliminação de restos culturais

q Armillaria mellea causa podridão de raízes de


Pinus spp. e o patógeno sobrevive
saprofiticamente em tocos e raízes em
decomposição de plantas do grupo das folhosas

q Para o controle da armilariose em Pinus spp.,


recomendam-se a remoção e queima dos tocos
antes do plantio.

q Eliminação de restos culturais após a saída de


mudas da casa de enraizamento.
2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Cultivo

q Compreende as operações que visam erradicar o


patógeno por tratamento mecânico do solo, como
a aradura profunda, expondo as estruturas do
patógeno à ação dos raios solares, que as matam
por dessecação, de modo a reduzir o inóculo inicial.

q Pode ser efetivo para nematóides e bactérias.


2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Desinfestação
q Consiste no tratamento químico (fungicidas,
n e m a t i c i d a s , f u m i g a n t e s ) o u f í s i c o ( c a l o r,
solarização), geralmente do solo ou de recipientes
ou até mesmo da planta ou de suas partes, com o
objetivo de eliminar o inóculo inicial;

Ø Lavagem e desinfestação de tesouras, bandejas e


tubetes em água quente (70 ºC/3’ ou 80 ºC/30’’),
para produção de mudas clonais de qualquer
espécie florestal;

Ø Solarização ou pasteurização de substrato (solo ou


substrato orgânico) para produção de mudas;
2.2.PRINCÍPIO
Princípio DA
da Erradicação
ERRADICAÇÃO

Desinfestação

Ø Desinfestação com hipoclorito de sódio ou água


quente de tesouras de poda;

Ø Lavagem e desinfestação com água quente sob


alta pressão do piso, bancadas e paredes das
casas de enraizamento;

Ø Esterilização de substrato com radiação gama


(70kb).
2. Princípio da Erradicação

Alfenas, 2009
2.
3. Princípio
PRINCÍPIO daDA
Erradicação
PROTEÇÃO

q Consiste na interposição de uma barreira química,


biológica ou física entre o hospedeiro suscetível
e o patógeno, capaz de evitar a germinação e a
penetração de estruturas infectivas do patógeno;

q Visa evitar a infecção de um hospedeiro interpondo


barreiras que limitam o contato entre o inóculo e o
tecido suscetível;

q Visa impedir o contato direto entre patógeno e


hospedeiro;

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse princípio?


2.
3. Princípio
PRINCÍPIO daDA
Erradicação
PROTEÇÃO

Química

q As medidas de proteção química consistem de:

Ø Eliminação química de agentes de


inoculação (vetores)

O controle de agentes de inoculação impede


a disseminação de inóculo, de modo que este não
atinja o hospedeiro suscetível.

Exemplo: Eliminação de insetos vetores


(coleobrocas) que transmitem Ophiostoma ulmi
em Ulmus americana.
2.
3. Princípio
PRINCÍPIO daDA
Erradicação
PROTEÇÃO

Química

Ø Aplicação de substâncias tóxicas ou


impermeabilizantes sobre o hospedeiro

Aplicação de fungicidas protetores que


impedem a germinação de esporos do patógeno;

Aplicação de parafina e outros


impermeabilizantes em frutas que impedem a
penetração de fungos apodrecedores;

Tratamento de sementes visando à sua


proteção contra patógenos de solo.
2.
3. Princípio
PRINCÍPIO daDA
Erradicação
PROTEÇÃO

Biológica

q Diz respeito à proteção direta da planta por


agentes de controle biológico (antagonistas) que
atuam contra a germinação ou penetração do
patógeno.

q Aplicação de rizobactérias (Rizolyptus) em


substrato de enraizamento para o controle de
patógenos apodrecedores de estacas/miniestacas
para enraizamento.
2.
3. Princípio
PRINCÍPIO daDA
Erradicação
PROTEÇÃO

Física

q Cobertura do solo, a exemplo de plástico ou


cobertura morta, como uma barreira contra
r e s p i n g o s d e á g u a d e i r r i g a ç ã o o u c h u va ,
contendo inóculo do patógeno.

q Aplicação de cobertura morta (casca de arroz,


grama seca, acícula de pinus seca etc.) em
jardim clonal para evitar a disseminação de
inóculo de patógenos em brotações, visando ao
controle da podridão de estacas na fase de
enraizamento.
2.PRINCÍPIO
4. Princípio da
DAErradicação
IMUNIZAÇÃO

q O b j e t i va t o r n a r o h o s p e d e i r o r e s i s t e n t e a o
patógeno;

q Baseadas na resistência oferecida pela planta


atacada pelo patógeno;

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse princípio?


Medidas de controle:

• Genética (resistência)

• Química (indutores de resistência)

• Biológica (proteção cruzada ou resistência induzida)


4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Genética
q Consiste na obtenção de material resistente por
meio de seleção, cruzamentos e retrocruzamentos,
de modo a transferir genes de resistência de uma
variedade de planta resistente selvagem para
outra suscetível de valor comercial.

Ø Seleção de matrizes de essências florestais


resistentes a doenças para a produção de mudas
clonais.

Ø Transferência de genes de resistência de uma


va r i e d a d e r e s i s t e n t e p a ra o u t ra c o m e r c i a l
suscetível, de interesse econômico
4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Plantas transgênicas

Estados Unidos – Mamoeiro resistente ao vírus da mancha anelar


(PRSV)
4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Química
q Aplicação de fungicidas sistêmicos e ativação do
sistema de defesa da planta pela aplicação de
produtos químicos.

Ø Re s i s tê n c i a s i s t ê m i c a a d q u i r i d a ( SA R ) p e l a
aplicação de Benzotidiazóis (BTH) em vários
patossistemas.
4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Imunização química obtida pela utilização


de indutores de resistência

BTH (Acibenzolar-S-methyl)
éster S-metílico do ácido 1,2,3-benzotiadiazol-7-carbotióico
4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Biológica
q Baseia-se na inoculação de um organismo não-
patogênico ou de uma estirpe ou linhagem
avirulenta do patógeno, tornando o hospedeiro
resistente a ataques posteriores de estirpes ou
linhagens virulentas do patógeno;

q Nesse caso, a planta pré-inoculada é induzida a


acionar seus mecanismos de defesa contra o
ataque do patógeno.
4.4.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Imunização
IMUNIZAÇÃO

Biológica- Pré-imunização ou proteção cruzada

Estima-se que 100 milhões de plantas de clone de laranja


foram imunizadas com estirpes fracas do vírus da tristeza (CTV)
no Brasil (Muller et al., 1999).
5.5.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Terapia
TERAPIA

q Visa à cura de doença já estabelecida, por meio


da remoção de partes de tecidos de plantas
atacadas.

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse


princípio?
Medidas de controle:

Ø Cirurgia ou poda

Ø Quimioterapia

Ø Termoterapia
5.5.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Terapia
TERAPIA

Cirurgia ou poda

q Consiste na remoção de tecidos infectados da


planta. É válido para doenças com sintomas
localizados (não-sistêmicos).

Ø Cirurgia em árvores ornamentais para conter a


invasão de fungos apodrecedores no lenho.

Ø Poda em seringueira para o controle da rubelose


(doença rosada, causada por Erythricium
salmonicolor).

Ø Poda de galhos de caca u e i r o i n f e c ta do po r


Moniliophthora perniciosa
5.5.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Terapia
TERAPIA

Quimioterapia

q Aplicação de fungicidas sistêmicos contra o


patógeno já estabelecido no hospedeiro.

Ø Aplicação de triadimenol ou azoxystrobin exerce


efeito curativo sobre Austropuccinia psidii nos
estádios iniciais de infecção
5.5.PRINCÍPIO
Princípio da
DA Terapia
TERAPIA
Termoterapia
q Atualmente não há exemplos de sua aplicação
contra doenças florestais, mas pode ser empregada
em patossistemas agronômicos;

q Consiste no tratamento da planta ou de suas partes


com temperaturas letais ao patógeno e inócuas à
planta;

Ø Tratamento térmico (52 °C/30 min) de toletes de


cana para o controle da bactéria que causa o
raquitismo da soqueira.
5. PrincípioDA
6. PRINCÍPIO daREGULAÇÃO
Terapia
q Consiste na alteração do ambiente, tornando-o
desfavorável à ação do patógeno.

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse


princípio?

Ø Redução do turno de regas;


Ø Aumento do e s pa ç a m e n to e n tr e m u das n a
bandeja, para favorecer a aeração e
luminosidade;
Ø Uso de bandejas suspensas;
Ø Para frutíferas ou plantas ornamentais, utiliza-se
a poda, a fim de alterar o microclima (umidade
relativa, ventilação e luminosidade), tornando-o
desfavorável à ação do patógeno.
5.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DATerapia
EVASÃO

q Prevenção da doença pela fuga em relação ao


patógeno e/ou a condições ambientais mais
favoráveis ao seu desenvolvimento.

q Qual fase do ciclo do patógeno atua esse


princípio?

q Consiste em fazer com que a planta suscetível


escape à infecção, por meio de:

Ø escape pelo local ou região de plantio


Ø escape pela época de plantio ou de colheita
Ø escape pela precocidade do material vegetal
5.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DATerapia
EVASÃO

Escape pelo local ou região de plantio

q Consiste em plantar o hospedeiro em


determinado local (área geográfica), cujas
condições de ambiente sejam desfavoráveis ao
desenvolvimento do patógeno.

Ø Plantio de seringueira em regiões desfavoráveis


ao mal-das-folhas, causado por Microcyclus ulei.
7.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DAEvasão
EVASÃO

Escape pelo local ou região de plantio

Seringueira X Mal das folhas

Problema: queda prematura folhas


Clima favorável: T e UR alta
Cultivo região sudeste: menos
Fator climático doença
5.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DATerapia
EVASÃO

Escape pela época de plantio

q E s t a b e l e c i m e n t o d e p l a n t i o d e c u l t u ra o u
colheita em épocas desfavoráveis à doença.

Ø Colheita de Eucalyptus cloeziana no sudeste da


Bahia, em época desfavorável (novembro-
fevereiro) ao ataque de A. psidii, de modo que
as brotações (rebrota) escapem à infecção do
patógeno.

Ø Multiplicação de clones de eucalipto suscetíveis a


Cylindrocladium spp., bacteriose e Quambalaria
em épocas desfavoráveis à infecção.
5.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DATerapia
EVASÃO

Escape pela precocidade

q Consiste na seleção de espécies, procedências,


progênies, variedades ou clones precoces em
crescimento, em que a doença só afeta a planta
em determinada fase de seu desenvolvimento.

Ø Plantio de genótipos de eucalipto de rápido


crescimento que se tornam escapes à ferrugem
(A. psidii).
5.PRINCÍPIO
7. Princípio da
DATerapia
EVASÃO

Escape pela precocidade

Ø Plantio de clones de eucalipto da Secção


Maidenariae (E. globulus e espécies afins)
p r e c o c e s q u a n t o à t r o c a d e f o l h a s p a ra o
controle da:

ü mancha de Mycosphaerella spp.


ü ferrugem (A. psidii)

q Nessas espécies, os patógenos só afetam folhas


juvenis.
Resumo