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O Guia Prático para se Tornar Sargento do Exército Brasileiro

O Guia Prático para se Tornar Sargento do Exército Brasileiro© 2018


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O Guia Prático para se Tornar Sargento do Exército Brasileiro

Sobre o conteúdo disponibilizado


Olá caro leitor,
É com enorme satisfação que disponibilizamos para você este material. Nele você
encontrará uma compilação de ideias valiosas, provenientes de vivências profissionais e
pessoais de diversos professores experientes em concursos militares, que ajudarão você a
conquistar o tão sonhado objetivo de se tornar SARGENTO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.
Este Guia Prático foi pensado e concebido para que você tenha um norte em seus
estudos, para que crie em sua mente uma sequência lógica e essencial, a fim de que possa
focar todos os seus esforços, da maneira correta e com o material ideal, para garantir a sua
aprovação.
No presente e-book você encontrará na INTRODUÇÃO uma explicação sobre as
Escolas de Formação, que lhe permitirá saber melhor a localização das OMCT, a diferença
entre Período Básico e Qualificação, além de conhecer melhor sobre cada uma das Escolas
de Formação, dessa forma suas dúvidas serão sanadas e, também, você se motivará sabendo
onde estará se seguir as dicas presentes neste material.
Em CRIANDO O AMBIENTE DA APROVAÇÃO você encontrará um material
indispensável para a sua aprovação. Você já se perguntou: “por que muitos não conseguem
ser aprovados no concurso?” ou, ainda, “como as pessoas aprovadas pensam e o que elas
fizeram para serem aprovadas?”. Assim, neste capítulo você aprenderá a criar este
AMBIENTE DA APROVAÇÃO, fazendo com que, desde o início da sua jornada de estudos,
você já pense e aja como um dos aprovados.
Em “O INTERAÇÃO COMO RECURSO PARA APROVAÇÃO” você entenderá qual a
nossa qualificação para te direcionarmos dessa forma. Neste capítulo você conhecerá um
pouco sobre a nossa metodologia e verá os nossos CASOS DE SUCESSO, a fim de que possa
comprovar que não estamos falando algo que não funciona, mas sim entregando a você uma
METODOLOGIA REVOLUCIONÁRIA que vai te possibilitar realizar o seu sonho sem precisar
sair de dentro da sua casa.
No PLANO DE ESTUDOS você será direcionado à sequência de aulas ideal entre todas
as disciplinas presentes no edital do concurso: PORTUGUÊS, LITERATURA, REDAÇÃO,
MATEMÁTICA, GEOGRAFIA e HISTÓRIA. Logo após, disponibilizamos TOTALMENTE
GRÁTIS, todo o material do nosso 1º MÊS de curso, totalmente baseado na bibliografia do
concurso, para que você inicie os seus estudos e, também, para que você tenha uma base de
como deve ser o material ideal para os seus estudos. No capítulo posterior, você terá acesso ao
gabarito das questões presentes no material de estudo.
Desejamos-lhe bons estudos e, o mais importante de tudo, que você consiga a tão
sonhada aprovação!
Em caso de dúvidas ou maiores esclarecimentos, entre em contato com nosso setor de
relacionamento através do nosso WhatsApp: (21) 97979-6202 ou, ainda, por meio de nossa
Fanpage: fb.com/interacaopreparatorio/

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ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................5
1.1. Um breve resumo sobre o concurso.......................................................................................................................... 5
1.2. Período básico: o que são as OMCTs? ....................................................................................................................... 6
1.3. Período de qualificação: as Escolas de Formação................................................................................................ 7
1.4. A Escola de Sargentos das Armas (EsSA) ................................................................................................................ 8
1.5. A Escola de Sargentos de Logística (EsLog) ........................................................................................................... 8
1.6. O Centro de Aviação do Exército (CIAvEx) ............................................................................................................. 9
2. CRIANDO O AMBIENTE DA APROVAÇÃO...................................................................................................... 10
3. O INTERAÇÃO COMO RECURSO PARA A APROVAÇÃO ............................................................................. 15
3.1. Sobre o curso..................................................................................................................................................................... 15
3.2. Metodologia revolucionária....................................................................................................................................... 15
3.3. Projeto CHIVUNK ........................................................................................................................................................... 15
3.4. Os casos de sucesso ....................................................................................................................................................... 15
4. PLANO DE ESTUDOS ............................................................................................................................................ 18
4.1. PLANO DE ESTUDO – Português.............................................................................................................................. 19
4.2. PLANO DE ESTUDO – Literatura.............................................................................................................................. 19
4.3. PLANO DE ESTUDO – Redação ................................................................................................................................. 20
4.4. PLANO DE ESTUDO – Matemática .......................................................................................................................... 20
4.5. PLANO DE ESTUDO – Geografia ............................................................................................................................... 22
4.6. PLANO DE ESTUDO – História .................................................................................................................................. 22
5. PORTUGUÊS............................................................................................................................................................ 24
5.1. AULA 01 - Fonética e Fonologia ............................................................................................................................... 24
5.2. AULA 02 - Acentuação Gráfica .................................................................................................................................. 34
5.3. AULA 03 – Ortografia.................................................................................................................................................... 41
5.4. AULA 04 - Morfologia – Estrutura das Palavras ................................................................................................ 51
5.5. AULA 05 - Morfologia – Formação das Palavras ............................................................................................... 59
6. MATEMÁTICA ........................................................................................................................................................ 69
6.1. AULA 01 – Conjunto ...................................................................................................................................................... 69
6.2. AULA 02 - Conjuntos Numéricos ............................................................................................................................. 73
6.3. AULA 03 – Critério de divisibilidade ...................................................................................................................... 76
6.4. AULA 04 – Múltiplos, Divisores e Números Primos......................................................................................... 79
6.5. AULA 05 – Conjunto dos divisores naturais de um número ........................................................................ 82
6.6. AULA 06 – Máximo Divisor Comum (M.D.C.)...................................................................................................... 85
6.7. AULA 07– Mínimo Múltiplo Comum (M.M.C.) .................................................................................................... 87
6.8. AULA 08 – Potenciação ................................................................................................................................................ 90

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7. GEOGRAFIA ............................................................................................................................................................. 93
7.1. AULA 01 – Elementos do clima e Fatores Climáticos ...................................................................................... 93
7.2. AULA 02 – Massas de Ar .............................................................................................................................................. 99
7.3. AULA 03 – Tipos de Clima e Climograma ...........................................................................................................104
7.4. AULA 04 – Vegetação – Os Biomas brasileiros.................................................................................................110
8. HISTÓRIA ............................................................................................................................................................. 115
8.1. AULA 01 – Expansão Ultramarina Portuguesa e Chegada do Brasil .......................................................115
8.2. AULA 02 – Da Organização da Colônia ao Governo Geral ...........................................................................121
8.3. AULA 03 – A Economia Colonial – Os ciclos do Pau-Brasil e do açúcar .................................................125
8.4. AULA 04 – Invasões Estrangeiras no Período Colonial ................................................................................129
9. GABARITO DOS EXERCÍCIOS.......................................................................................................................... 134
9.1. PORTUGUÊS ...................................................................................................................................................................134
9.2. MATEMÁTICA ................................................................................................................................................................134
9.3. GEOGRAFIA ....................................................................................................................................................................134
9.4. HISTÓRIA.........................................................................................................................................................................134
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................................ 135
10.1. PORTUGUÊS.................................................................................................................................................................135
10.2. LITERATURA BRASILEIRA ....................................................................................................................................135
10.3. REDAÇÃO (interpretação e produção de textos) .........................................................................................135
10.4. MATEMÁTICA .............................................................................................................................................................135
10.5. GEOGRAFIA ..................................................................................................................................................................135
10.6. HISTÓRIA ......................................................................................................................................................................135

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Introdução

1. INTRODUÇÃO
1.1. Um breve resumo sobre o concurso

O concurso ocorre anualmente e sempre garante um bom número de inscritos e


também de vagas para candidatos com nível médio completo e nível médio/técnico em
algumas áreas. As vagas são oferecidas para as áreas de Combatente/Logística –
Técnica/Aviação, Música e Saúde. Abaixo, os requisitos necessários.

LIMITE DE
ÁREA ESCOLARIDADE CONCORRÊNCIA
IDADE**

- possuir Ensino
Médio completo, ou de 17 (dezessete)
Geral/Aviação estar cursando a 3ª ambos os sexos* a 24 (vinte e
Série do Ensino quatro) anos
Médio

- possuir Ensino
Médio completo, ou
estar cursando a 3ª
Série do Ensino de 17 (dezessete)
Música Médio ambos os sexos a 26 (vinte e seis)
- estar habilitado anos
em um dos
instrumentos
oferecidos no edital

- possuir Ensino
Médio completo

- possuir o curso
Técnico de de 17 (dezessete)
Saúde Enfermagem ambos os sexos a 26 (vinte e seis)
anos
- possuir registro no
Conselho Regional
de Enfermagem
(COREN)

* As vagas destinadas ao segmento feminino são distintas das vagas destinadas ao sexo masculino.
** Idade referenciada até 31 de dezembro do ano da matrícula no CFS.

O concurso de admissão consiste de um exame intelectual com matérias variadas e os


candidatos aprovados nesse exame e classificados dentro do número de vagas estabelecido no
edital realizam, ainda, inspeção de saúde e os testes físicos. Após isso, são encaminhados para
o Curso de Formação de Sargentos (CFS), da seguinte forma: em uma primeira etapa, os
aprovados são destinados a uma das 12 Unidades do Exército (OMCT), distribuídas no
território nacional, para a realização do período básico de 34 semanas. Em seguida, realizam o
período de qualificação de 43 semanas em Escolas específicas, conforme a opção escolhida
pelo candidato no concurso de admissão o conforme mérito intelectual ao final do período
básico.

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Introdução

1.2. Período básico: o que são as OMCTs?

A sigla significa Organização Militar Corpo de Tropa. São Unidades do Exército com
responsabilidade na formação básica do futuro sargento. Abaixo, quadro com as OMCTs e suas
localizações, onde ocorre o período básico.

PERÍODO BÁSICO
ORGANIZAÇÃO MILITAR CORPO DE TROPA (OMCT) LOCALIZAÇÃO
1º Grupo de Artilharia Antiaérea (1º GAAAe) Rio de Janeiro – RJ
4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve (4º GACL) Juiz de Fora – MG
4º Batalhão de Polícia do Exército (4º BPE) Recife – PE
6º Regimento de Cavalaria Blindado (6º RCB) Alegrete – RS
10º Batalhão de Infantaria Leve (10º BIL) Juiz de Fora – MG
12º Grupo de Artilharia de Campanha (12º GAC) Jundiaí – SP
13º Regimento de Cavalaria Mecanizada (13º RC Mec) Pirassununga – SP
14º Grupo de Artilharia de Campanha (14º GAC) Pouso Alegre – MG
20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RCB) Campo Grande – MS
23º Batalhão de Caçadores (23º BC) Fortaleza – CE
23º Batalhão de Infantaria (23º BC) Blumenau – SC
41º Batalhão de Infantaria Motorizado (41º BI Mtz) Jataí – GO

MAPA ILUSTRATIVO DAS ORGANIZAÇÕES


MILITARES DE CORPO DE TROPA

Obs: o 51º BIS, conforme último edital, não funcionou como OMCT. As demais permanecem.

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Introdução

1.3. Período de qualificação: as Escolas de Formação

O período de qualificação do CFS ocorre em 3 estabelecimentos de ensino: A Escola de


Sargentos das Armas (ESA), a Escola de Sargentos de Logística (EsSLog) e o Centro de
Instrução e Aviação do Exército (CIAvEx). Abaixo, uma tabela com a localização e os cursos
que funcionam nestes estabelecimentos.

PERÍODO DE QUALIFICAÇÃO
ESTABELECIMENTO DE
LOCALIZAÇÃO QMS
ENSINO
Infantaria
ESCOLA DE SARGENTOS Cavalaria
DAS ARMAS Três Corações - MG Artilharia
(EsSA) Engenharia
Comunicações
Manutenção de Comunicações
Material Bélico (Mnt de Viatura)
Material Bélico (Mnt de Armamento)
ESCOLA DE SARGENTOS DE
Material Bélico (Mecânico Operador)
LOGÍSTICA Rio de Janeiro – RJ
Topografia
(EsLog)
Intendência
Música
Saúde
CENTRO DE INSTRUÇÃO
DE AVIAÇÃO DO EXÉRCITO Taubaté - SP Aviação (Manutenção)
(CIAvEx)

MAPA ILUSTRATIVO DOS


ESTABELECIMENTOS DE ENSINO

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1.4. A Escola de Sargentos das Armas (EsSA)

Escola de Sargentos das Armas (EsSA)


Sediada na cidade de Três Três Corações - MG
Corações – MG, a formação
profissional do Sargento
Combatente do Exército é a razão
de ser da Escola. É o
estabelecimento de ensino
destinado, exclusivamente, à
formação dos sargentos das
Armas de Infantaria, Cavalaria,
Artilharia, Engenharia e
Comunicações. Todas as
atividades do ano letivo são
desenvolvidas com a finalidade de capacitar o aluno ao exercício da função a ser
desempenhada nos corpos de tropa.
O ensino, fundamentalmente técnico-profissional, é ministrado de forma prática,
considerando que o futuro sargento deve ser, ao mesmo tempo, chefe e executante. As
Instruções s~o din}micas e os princípios do “aprender a aprender” operacionalizados em
todas as disciplinas de forma a permitir ao futuro sargento a vontade de se auto-aperfeiçoar e
o crescimento pessoal e profissional, decorrentes desta atitude.
As atividades de instrução desenvolvem-se em ritmo intenso. Busca-se,
constantemente, a imitação das condições de combate. O aluno desempenha, sob a orientação
dos instrutores e monitores, funções de executante e de comando, que serão exercidas nos
corpos de tropa.
O treinamento físico militar, alvo de atenção especial, fortalece a têmpera do aluno e
capacita-o a liderar o seu grupo, sob quaisquer condições.
Dentre as atividades escolares, destacam-se as atividades da Seção de Instrução
Especial (SIEsp), o estágio de preparação específica realizado nas OM do Corpo de Tropa, a
manobra escolar, as competições esportivas internas e a MARESAER (competição esportiva
com as escolas militares congêneres, da Marinha e da Força Aérea).

1.5. A Escola de Sargentos de Logística (EsLog)

Escola de Sargentos de Logística (EsLog) Sediada na cidade do Rio


Rio de Janeiro - RJ de Janeiro-RJ, é o
estabelecimento de ensino do
Exército Brasileiro responsável
pela formação e o
aperfeiçoamento dos sargentos
de Material Bélico (Manutenção
de Viatura Auto, Manutenção
de Armamento e Mecânico
Operador), Intendência,
Topografia, Manutenção de
Comunicações, Saúde e Música.

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1.6. O Centro de Aviação do Exército (CIAvEx)

Centro de Aviação do Exército (CIAvEx)


Sediada na cidade de Taubaté - SP
Taubaté-SP, é o estabelecimento
de ensino do Exército Brasileiro
responsável pela formação do
sargento da QMS aviação. Os
alunos realizam atividades
bastante específicas.
O Treinamento Físico
Militar é intenso, tal como nas
demais Escolas, e os exercícios
no terreno também, mantendo
sempre em vigor a rusticidade e
resistência de seus militares.
Anualmente, o CFS AvMnt
se destaca em atividades como a
SIEsp, UTEpAS, EDL e maratonas de corrida rústica. O corpo de alunos se destaca
principalmente pelo alto grau de seus estudos, que envolvem assuntos relacionados à
manutenção de helicópteros, cujas instruções são ministradas pela Seção de Manutenção de
Aeronaves (SMA), e que são realizados em concomitância com as demais atividades. O CIAvEx
experimenta o privilégio de formar os recursos humanos, que são de fundamental
importância para a Aviação do Exército Brasileiro.

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2. CRIANDO O AMBIENTE DA APROVAÇÃO

Olá galera, quem vos fala é o Prof.º Daniel Queiroz, quero falar com vocês, nesta seção,
acerca de algo indispensável em seu caminho rumo à aprovação.

Você sabia que NOSSOS COMPORTAMENTOS, PENSAMENTOS e EMOÇÕES


INTERFEREM EM NOSSA APRENDIZAGEM?

Então...
Farei uma breve explicação desse fenômeno, para assim, aprendermos a desenvolver o
AMBIENTE DA APROVAÇÃO.
Já foi comprovado, através de estudos científicos, através da neurociência, que o nosso
cérebro responde a estímulos decorrentes de nossos pensamentos, emoções os quais
originam o comportamento. Isso permite tornarmo-nos criadores da nossa realidade.
Enquanto que a neurociência destina-se ao estudo do funcionamento do cérebro e
como ele influi o comportamento humano, a neurociência cognitiva, ramo da neurociência,
encarrega-se dos estudos inerentes aos processos cognitivos, a saber: por cognição entendem-
se os processos mentais tais como concentração, aprendizagem, memória, atenção, entre
outros.
Portanto, pensem comigo!
Ora, segundo a neurociência, se meu comportamento determina minhas ações, e é um
produto das minhas emoções e pensamentos, além de me instituir como autor da minha
realidade, então, tenho as ferramentas nas mãos para criar um AMBIENTE FAVORÁVEL a fim
de alcançar o sucesso: minha APROVAÇÃO.
A APROVAÇÃO, por sua vez, depende de fatores INTERNOS (que dependem da minha
ESCOLHA e AÇÃO) e fatores EXTERNOS (que dependem de terceiros - Ex: materiais oferecidos
por cursinhos ou professores particulares).

Então, professor: você que dizer que não basta só eu estudar para ser aprovado?
SIMMMMMM! É ISSO MESMO CARO(A) ALUNO(A)!

Agora, explicarei coloquialmente.


Ao longo de alguns anos, pesquisando e estudando, acerca da preparação para provas
de concursos públicos, eu cheguei a um produto que denomino AMBIENTE DA APROVAÇÃO,
algo criado com experiências prévias e estudos científicos oriundos da neurociência e da
Neurociência Cognitiva.
O que denomino de “AMBIENTE DA APROVAÇÃO” é a adiç~o dos estudos dessas |reas
aliadas a FATORES EXTERNOS.
O AMBIENTE DA APROVAÇÃO objetiva reunir fatores INTERNOS (aspectos da
neurociência e neurociência cognitiva) e EXTERNOS, de modo a subsidiar sua preparação em
busca do seu maior objetivo aqui: sua APROVAÇÃO.
Inicialmente, abordarei os fatores EXTERNOS, para a aprovação. São eles, MÉTODO,
TÉCNICA e CONTEÚDO DE QUALIDADE. Esses são contemplados pela nossa modalidade e
sistema de ensino do INTERAÇÃO PREPARATÓRIO.
Os fatores INTERNOS, consistem em faculdades COGNITIVAS e FISIOLÓGICAS. Em
palavrinhas simples, a fim de criar o AMBIENTE favorável para minha APROVAÇÃO, preciso
aprender a lidar com minhas EMOÇÕES e PENSAMENTOS, que geram meu
COMPORTAMENTO. E, além disso, saber usar meus processos mentais, tais como ATENÇÃO,
APRENDIZAGEM, MEMÓRIA, CONCENTRAÇÃO.
Já que descobrimos que nosso comportamento e nossas ações são produtos de nossos
pensamentos e emoções, então, é importante envolvermo-nos de EMOÇÕES e PENSAMENTOS

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POSITIVOS. Isso resultará em boas energias e proporcionará um melhor ambiente para


estudarmos.
Também constatamos que possuímos faculdades mentais que são responsáveis pela
nossa aprendizagem, logo, é necessário manipulá-las da maneira mais correta possível, para
absorvermos o máximo do conhecimento passado nos conteúdos que usamos como fontes de
estudos.
Quero destacar uma junção desses conhecimentos em palavras-chaves, que nortearão
você a criar o AMBIENTE DA APROVAÇÃO. São elas: FOCO, RESILIÊNCIA, MOTIVAÇÃO,
PERSEVERANÇA, NÃO PROCRASTINAÇÃO e CONTEÚDO DE QUALIDADE.

Isso é o que denomino HEXÁGONO DO SUCESSO.

CONCEITO: no dicion|rio, o voc|bulo “FOCO” é concebido como “ponto para o qual


converge alguma coisa”.
INTERPRETAÇÃO: Em outras palavras, descubra seu objetivo (ser aprovado), então
direcione todas as suas forças e energias para chegar ao objetivo que você predeterminou.
OK?!
SACADA: tudo que você fizer, pergunte a si mesmo(a): “isso me ajudar| a chegar ao
meu objetivo”. FOCO é tudo, Tony Robbins j| afirmou isso, “onde h| foco a energia flui”.

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CONCEITO: o dicionário define resiliência como: capacidade de se recobrar facilmente


ou se adaptar à má sorte ou às mudanças; ou ainda, propriedade que alguns corpos
apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação
elástica.
INTERPRETAÇÃO: lembrem-se de que nem tudo são flores, portanto, é preciso você
ter em mente que durante sua jornada rumo ao seu FOCO, encontrarás dificuldades,
obstáculos, desilusões, pode ser magoado por alguém, etc. Logo, recorde-se de que isso não
pode atrapalhar a rota que você predeterminou, então, tenha a CAPACIDADE, ELASTICIDADE,
de voltar ao estado anterior, isso mudará a sua realidade.
SACADA: tudo que ocorrer, que venha a te levar a um estado de ânimo inferior ao que
você deve cultivar para manter-se FOCADO e NENÉRGICO em seus estudos, pergunte a si
mesmo(a):
“Se eu permanecer assim, para baixo, conseguirei alcançar meu objetivo, estudar
assim, triste, magoado, vai me ajudar a fixar o conteúdo?”
Se estiver muito mal, recorra a uma atividade física que tem costume de fazer, correr,
malhar, etc. Atividades físicas interferem nosso metabolismo e o ajudam a produzir em nosso
curso, com maior intensidade, uma substância chamada dopamina, um neurotransmissor que
relaciona, entre outros aspectos fisiológicos com a aprendizagem, humor, emoções, memória,
etc. Em outras palavras, depois de uma atividade física, com certeza você se sentirá melhor.

CONCEITO: vocábulo do latim “movere”, no dicionário, consiste em “conjunto de


processos que dão ao comportamento uma intensidade, uma direção determinada e uma
forma de desenvolvimento próprias da atividade individual”. Nas ciências, é considerada
como “uma condiç~o do organismo que influencia diretamente o comportamento de um
indivíduo”.
INTERPRETAÇÃO: tá aqui um dos principais segmentos responsáveis pelo SUCESSO e
INSUCESSO de pessoas no mundo inteiro – MOTIVAÇÃO. Ela é a responsável pelas suas
ESCOLHAS, AÇÕES e PERMANÊNCIA DE AÇÕES, ou seja, influi diretamente em seu
COMPORTAMENTO e, consequentemente, em seus objetivos. Assim, é de extrema relevância
que durante tua jornada de estudos, e até durante uma vida, estejas sempre MOTIVADO, pois
isso determinará suas escolhas, ações e permanência de ações, em uma palavrinha bem
simples, seu: COMPORTAMENTO.

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SACADA: quando sentir-se desMOTIVADO lembre-se do bizu aqui do Tio Queiroz! O


prefixo “-des” é bem menor do que o voc|bulo “motivado” para te colocar em um estado de
ânimo para baixo ou, ainda, para limitar ou negativar tuas escolhas e ações. Veja vídeos de
como é a escola de formação, como são as atividades que você desempenhará quando for
aprovado, quanto você ganhará R$, pratique esportes, atividades físicas, tudo isso motiva a
seguir em frente, com FOCO, RESILIÊNCIA e MOTIVAÇÃO, rumo a sua APROVAÇÃO.

CONCEITO: no dicion|rio é concebida como “qualidade de quem persevera; pertinácia,


const}ncia”; continuar de alguma forma ou maneira, persistir, permanecer.
INTERPRETAÇÃO: a PERSEVERANÇA é um outro fator que julgo imprescindível para
alcançar o sucesso. Estudei por quatro anos, até conseguir alcançar meu objetivo.
PERSEVERAR é tentar, tentar, tentar, tentar, [...] e tentar, sem perder o FOCO, mantendo-se
RESILIENTE e MOTIVADO, até conseguir. Tudo que fiz ou conquistei em minha vida envolveu
a PERSEVERANÇA que também está intimamente ligada ao ESFORÇO. Falei isso no Azimute,
quem não viu, é só acessar o link abaixo:

AZIMUTE – PROF° DANIEL QUEIROZ:


https://www.youtube.com/watch?v=IZOoGriA4gU

SACADA: se de alguma maneira perder, o FOCO, não saber como VOLTAR, e estiver
desmotivado, pergunte a si mesmo(a):
“Estou dando o meu melhor para alcançar meu objetivo?”
“Se abandonar meu sonho como será no futuro?”
Projete em sua mente um futuro arruinado, e que você só chegou àquela situação,
porque desistiu. Aí volte a realidade e institua que você pode fazer melhor e não vai viver com
o remorso de que não tentou.

CONCEITO: é “n~o transferir para outro dia ou deixar para depois; não adiar, não
delongar, não postergar”.
INTERPRETAÇÃO: em uma simples palavra, NÃO PROCRASTINAR é AGIR. Então, AJA!
Um dos maiores instrumentos de PROCRASTINAÇÃO, hoje, são as REDES SOCIAIS. Se você
gosta muito de estar nas redes sociais, separe um tempo no dia (esse tempo tem que ser bem

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menor que o tempo determinado para o estudo) e use as redes sociais nesse tempo que
separar para isso.
SACADA: todas as vezes que começar a procrastinar, lembre-se do seu objetivo, que
você tem um FOCO! Reflita em sua mente: enquanto estou PROCRASTINANDO, tem gente
estudando. Como dizemos, você não perde para os seus concorrentes, perde para você
mesmo.

CONCEITO: Conjunto de informações e materiais desenvolvidos para o SEU concurso.


INTERPRETAÇÃO: Isso mesmo, caros(as) candidatos(as), CUIDADO com materiais
genéricos, oferecidos por aí. O melhor material, curso, etc. que existe é aquele TOTALMENTE
DIRECIONADO para o seu concurso. Portanto, saibam que o material de qualidade tem um
índice muito elevado de influência na sua preparação.
SACADA: comparem a grade oferecida com o edital, perguntem, tirem dúvidas com o
setor de relacionamento, sigam indicações de pessoas que alcançaram que foram aprovadas
(essa é a melhor sacada, pois não existe nada melhor do que você se basear em resultados
comprovados).
Assim, criamos o nosso AMBIENTE DA APROVAÇÃO. Se você aliar esses fatores à sua
DEDICAÇÃO, DISCIPLINA e ROTINA, certamente, você conquistará a sua tão sonhada
APROVAÇÃO.

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O Interação como recurso para a aprovação

3. O INTERAÇÃO COMO RECURSO PARA A APROVAÇÃO


3.1. Sobre o curso

Somos um preparatório totalmente ONLINE que tem como MISSÃO: Preparar,


aprovar e classificar jovens, principalmente aqueles que não possuem recursos financeiros
para estarem num cursinho presencial, para os concursos militares. Nossa equipe é
constituída por profissionais jovens, competentes, qualificados e eficientes que trabalham sob
os valores da generosidade, flexibilidade e compromisso. Sendo boa parte militares, ex-
militares, ou com passagens nas escolas de formação militar.

3.2. Metodologia revolucionária

Nossas aulas seguem um CALENDÁRIO ACADÊMICO a fim de dar mais organização e


controle nos estudos. As aulas são liberadas diariamente, mas após serem liberadas o
acesso é ilimitado! Todo o conteúdo programático exigido no edital é contemplado no
“calend|rio acadêmico” por meio de videoaulas que abordam o conteúdo, material de apoio,
com teoria e exercícios, e a resolução de todos os exercícios, sejam em videoaula ou em
gabarito comentado. Como meio de avaliação, disponibilizamos simulados online, nos quais o
discente tem a oportunidade de se adaptar ao regime de prova do seu concurso
proporcionando, desta forma, sua autoavaliação. Como acompanhamento, dividimos cada
pelotão (turma) em GCs (pequenos grupos) no qual um professor é responsável para oferecer
o serviço de orientador acadêmico, além de todos os envolvidos, professores e alunos,
participarem de um grupo a fim de as dúvidas serem retiradas. Por fim, utilizamos recursos
didáticos e ferramentas que favorecem a impressão de um curso presencial em sua casa.

3.3. Projeto CHIVUNK

Muitos cursinhos presenciais investem em projetos de resolução de questões perto da


data da prova, aquelas chamadas AULAS DE BIZUS. Contudo, em muitos casos, o valor não é
tão acessível. Pensando na importância de tal atividade e juntando ao aspecto financeiro,
pensamos em montar um projeto de resolução de questões que cabe no bolso e o aluno ainda
pode rever as resoluções das questões, que são em videoaula, quantas vezes desejar.
Não é fantástico?!
O PROJETO CHIVUNK É COMPOSTO POR MAIS DE 150 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS EM
VIDEOAULA MAIS BIZUS DIRECIONADOS PARA A PROVA DA ESA, ALÉM DE TODA
ACESSORIA DADA AOS ALUNOS PELA EQUIPE DO INTERAÇÃO PREPARATÓRIO.

3.4. Os casos de sucesso

Esta seção é destinada aos depoimentos de alguns dos nossos casos de sucesso, para
que você, caro leitor, possa: primeiro, receber uma motivação, segundo, constatar que nossa
metodologia é eficiente e, terceiro, ver que você pode chegar ao êxito, assim como os que, aqui
se encontram.

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O Interação como recurso para a aprovação

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O Interação como recurso para a aprovação

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Plano de Estudos

4. PLANO DE ESTUDOS
Como vimos no AMBIENTE DA APROVAÇÃO, muitos não são aprovados porque lhes
faltam FOCO e DETERMINAÇÃO. Contudo, como vimos, mesmo sendo esses dois aspectos
muito importantes, não são os únicos responsáveis pela a aprovação do candidato.
Quando alguém é convocado para uma guerra, por mais forte que ele seja, é impossível
que ele se consagre vencedor enfrentando um exército muito bem armado e equipado
utilizando, apenas, a força dos seus braços. Para participar de uma guerra é necessário que
haja um planejamento e, também, armamento e munição suficientes, tanto para o
treinamento, quanto para se consagrar vitorioso no combate propriamente dito.
Para que você alcance a tão sonhada aprovação, funciona de maneira semelhante. É
praticamente impossível que você alcance seu objetivo contando apenas com os seus
conhecimentos prévios, ou seja, com o que aprendeu ao longo do seu tempo na escola. Para
que você seja aprovado, é necessário planejamento e, também, conteúdo para que tenha base
para realizar o concurso.
Foi pensando nisso que desenvolvemos esta parte específica em nosso e-book. Um
PLANO DE ESTUDOS baseado exatamente no conteúdo disponibilizado pelo CURSO
PREPARATÓRIO INTERAÇÃO. O mesmo planejamento disposto em nosso CALENDÁRIO
ACADÊMICO, utilizado pelos nossos alunos e alunas, é disponibilizado agora para você
TOTALMENTE GRÁTIS.
Existe uma frase muito conhecida dentro do meio militar, utilizada até mesmo em
canções militares, que diz que “existem aqueles que querem, mas n~o podem”. Pensando nisso
e baseado no conceito de GENEROSIDADE, um dos pilares do CURSO PREPARATÓRIO
INTERAÇÃO, entendemos que mesmo diante do preço extremamente acessível do nosso curso
com material completo, existem aqueles que não têm condições para adquiri-lo. Por isso,
disponibilizamos esse PLANO DE ESTUDOS junto com O PRIMEIRO MÊS DE AULA do curso
preparatório para Sargento do Exército, com o material baseado na bibliografia do concurso e,
também, com questões baseadas no concurso para que você possa exercitar tudo o que foi
estudado.
Esse PLANO DE ESTUDOS, aliado às aulas disponibilizadas logo a seguir, servirão de
base para que você possa se preparar da maneira certa para conseguir a tão sonhada
aprovação!
É importante ressaltar que colocando em prática o PLANEJAMENTO SEMANAL a
seguir, você conseguirá estudar TODO O CONTEÚDO necessário para a prova de Sargento do
Exército DENTRO DE 04 MESES utilizando, pelo menos, 04 (quatro) horas por dia.

Obs.: Para conseguir estudar todo o conteúdo do concurso dentro de 04 meses você deverá
cumprir o seguinte planejamento semanal: MATEMÁTICA I (01 aula/dia); REDAÇÃO (02 aula/dia) e,
depois que concluir todas as aulas de REDAÇÃO, LITERATURA (02 aula/dia); MATEMÁTICA II (01
aula/dia); GEOGRAFIA (02 aulas/dia); HISTÓRIA (02 aulas/dia); MATEMÁTICA III (01 aula/dia);
MATEMÁTICA IV (01 aula/dia); e PORTUGUÊS (02 aulas/dia).

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Plano de Estudos

4.1. PLANO DE ESTUDO – Português

PORTUGUÊS
AULA 01 Estrutura das Palavras
AULA 02 Formação das Palavras
AULA 03 Artigo e Numeral
AULA 04 Substantivo
AULA 05 Adjetivo
AULA 06 Pronome
AULA 07 Advérbio/Interjeição/Preposição
AULA 08 Conjunção
AULA 09 Verbos
AULA 10 Sujeito
AULA 11 Predicado
AULA 12 Objetos direto, indireto, CN e agente da passiva
AULA 13 Adjunto adnominal, aposto, vocativo e adjunto adverbial
AULA 14 Orações Coordenadas e Orações Subordinadas Adjetivas
AULA 15 Orações Subordinadas Substantivas e adverbiais
AULA 16 Fonética
AULA 17 Orações Desenvolvidas e Reduzidas
AULA 18 Regência Verbal
AULA 19 Acentuação gráfica
AULA 20 Estudo da crase
AULA 21 Concordância Verbal
AULA 22 Ortografia
AULA 23 Novo Acordo Ortográfico
AULA 24 Pontuação
AULA 25 Concordância Nominal
AULA 26 Colocação Pronominal
AULA 27 Emprego dos Modos
AULA 28 Emprego dos Tempos
AULA 29 Emprego do Infinitivo

4.2. PLANO DE ESTUDO – Literatura

LITERATURA
AULA 01 Introdução a Literatura
AULA 02 Quinhentismo
AULA 03 Barroco
AULA 04 Arcadismo
AULA 05 Romantismo
AULA 06 Realismo
AULA 07 Naturalismo
AULA 08 Parnasianismo
AULA 09 Simbolismo
AULA 10 Figura de Linguagem

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Plano de Estudos

4.3. PLANO DE ESTUDO – Redação

REDAÇÃO
AULA 01 Texto e linguagem
AULA 02 Tipologias e gêneros textuais I
AULA 03 A dissertação e suas características
AULA 04 A interpretação do tema
AULA 05 O planejamento da redação
AULA 06 A Introdução de uma redação
AULA 07 Introdução II: estratégias de contextualização
AULA 08 Conclusão I: objetivos e estratégias
AULA 09 Conclusão II: proposta de intervenção social
AULA 10 Conclusão: O que não se pode fazer
AULA 11 Proposta de intervenção
AULA 12 Desenvolvimento I: definições gerais e estrutura
AULA 13 O Título de uma redação

4.4. PLANO DE ESTUDO – Matemática

MATEMÁTICA I
AULA 01 Conjuntos
AULA 02 Conjuntos Numéricos
AULA 03 Critério de divisibilidade
AULA 04 Múltiplos, divisores e números primos
AULA 05 Divisores Naturais
AULA 06 MDC
AULA 07 MMC
AULA 08 Potenciação
AULA 09 Radiciação
AULA 10 Frações
AULA 11 Razão e Proporção
AULA 12 Divisão proporcional
AULA 13 Regra de três simples e composta
AULA 14 Produtos notáveis e fatoração
AULA 15 Porcentagem
AULA 16 Juros simples e compostos

MATEMÁTICA II
AULA 01 Valor numérico
AULA 02 Equação do 1º grau
AULA 03 Sistema do 1º grau
AULA 04 Inequação do 1º grau
AULA 05 Equação do 2º grau
AULA 06 Equação biquadrada
AULA 07 Função
AULA 08 Função afim
AULA 09 Função quadrática

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Plano de Estudos

AULA 10 Inequação do 2º grau


AULA 11 Equação exponencial
AULA 12 Função exponencial
AULA 13 Inequação exponencial
AULA 14 Equação logarítmica
AULA 15 Função logarítmica
AULA 16 Polinômios
AULA 17 Números complexos

MATEMÁTICA III
AULA 01 Estudo do ponto
AULA 02 Estudo da reta
AULA 03 Retas e ângulos
AULA 04 Triângulos
AULA 05 Quadriláteros
AULA 06 Paralelismo
AULA 07 Semelhança de triângulos
AULA 08 Círculos e circunferência
AULA 09 Apótema
AULA 10 Relações métricas no triângulo retângulo
AULA 11 Áreas de figuras planas
AULA 12 Poliedros
AULA 13 Prisma
AULA 14 Pirâmide
AULA 15 Cilindro
AULA 16 Cone
AULA 17 Esfera

MATEMÁTICA IV
AULA 01 PA
AULA 02 PG
AULA 03 Matriz
AULA 04 Determinantes
AULA 05 Sistema Linear
AULA 06 Trigonometria
AULA 07 Equação trigonométrica
AULA 08 Função trigonométrica
AULA 09 Médias
AULA 10 Frequência absoluta e relativa
AULA 11 Medidas de tendência central e dispersão
AULA 12 Análise combinatória
AULA 13 Probabilidade

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Plano de Estudos

4.5. PLANO DE ESTUDO – Geografia

GEOGRAFIA
AULA 01 Clima: Elementos do clima e fatores climáticos
AULA 02 Clima: Massas de ar
AULA 03 Clima: Tipos de clima no Brasil e Climograma
AULA 04 Vegetação: Os biomas brasileiros
AULA 05 Hidrografia: Bacias hidrográficas no Brasil
AULA 06 Relevo: O arcabouço geológico brasileiro/ recursos minerais
AULA 07 Relevo: As unidades do relevo brasileiro e as paisagens naturais
AULA 08 Solo: Formação dos solos e principais solos
AULA 09 A construção do Estado e da Nação
AULA 10 A obra de fronteiras
AULA 11 Federação brasileira
AULA 12 Fusos horários
AULA 13 O processo de industrialização
AULA 14 O espaço industrial
AULA 15 A energia e o meio ambiente
AULA 16 Políticas Territoriais: meio ambiente
Urbanização: processo de urbanização, espaço urbano e
AULA 17
problemas urbanos
AULA 18 Urbanização brasileira
Agropecuária; Agricultura brasileira e os complexos
AULA 19
agroindustriais
AULA 20 Demografia Brasil
AULA 21 A Amazônia
AULA 22 O Nordeste
AULA 23 O Mercosul e a América do Sul

4.6. PLANO DE ESTUDO – História

HISTÓRIA
AULA 01 Expansão Ultramarina Portuguesa e Chegada ao Brasil.
AULA 02 Da organização da Colônia ao Governo Geral.
A Economia Colonial: os ciclos do Pau-Brasil, açúcar; O africano
AULA 03
no Brasil.
AULA 04 Invasões Estrangeiras no Período Colonial.
Entradas e Bandeiras: Conquista e colonização do Nordeste,
AULA 05 penetração na Amazônia, conquista do Sul, Tratados e limites,
Guerras no Sul. (PARTE I)
AULA 06 A Economia Colonial: os ciclos do gado e da mineração.
AULA 07 Sedições e Inconfidências: movimentos nativistas.
AULA 08 Sedições e Inconfidências: movimentos emancipacionistas.
AULA 09 A Vida Cultural e Artística nos Séculos Coloniais.
A Corte no Rio de Janeiro: a presença da Corte Portuguesa no
AULA 10
Brasil: realizações políticas e sociais.
Da Independência ao fim do primeiro Reinado: a Guerra
AULA 11
Cisplatina, as dificuldades econômicas e as agitações políticas.

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Plano de Estudos

Da Independência ao fim do primeiro Reinado: a Guerra


AULA 12
Cisplatina, as dificuldades econômicas e as agitações políticas.
AULA 13 Período Regencial (Aspectos políticos)
AULA 14 Período Regencial (Aspectos sociais )
Segundo Reinado: pacificação das lutas internas, a conciliação
AULA 15
política e tentativas de industrialização.
Segundo Reinado: situação econômica, desenvolvimento
AULA 16
cultural e artístico e a questão dos escravos.
Segundo Reinado: a campanha abolicionista, a igreja e a questão
AULA 17
dos bispos.
Brasil República: causas da queda do trono e a República da
AULA 18
Espada
A República Velha: o governo das oligarquias cafeeiras (a
AULA 19
situação social, política e econômica).
A Revolução de 1930, o Governo Provisório e o Governo
AULA 20
Constitucional de Vargas.
AULA 21 Estado Novo e a segunda Guerra Mundial
AULA 22 A Era Populista: de Eurico Gaspar Dutra a Getúlio Vargas
AULA 23 A Era Populista: de J.K a João Goulart
AULA 24 Governos militares (1964-1985)
Governos José Sarney (1985-1990), Collor (1990-1992) e
AULA 25
Itamar Franco (1992-1994)
AULA 26 Os dois governos F.H.C (1994-2002)
AULA 27 Governos Lula (2003-2010) e Dilma Roussef (2010-2014)

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Português

5. PORTUGUÊS
5.1. AULA 01 - Fonética e Fonologia

Olá, bem-vindo à nossa aula, hoje, estudaremos FONÉTICA e FONOLOGIA.


Mas, antes de iniciarmos nossos estudos eu gostaria de fazer alguns comentários com
você.
Esse assunto é RECORRENTE em provas. Trata-se de um conteúdo curto com algumas
particularidades e, para você lograr êxito no que tange ao domínio do assunto deverá prestar
ATENÇÃO AO LER esta apostila e assistir às videoaulas (caso seja assinante do curso).
O “PULO DO GATO” nesse assunto é saber como ele é cobrado pela banca que organiza
o concurso que você irá fazer. Atente-se às explicações e na resolução comentada das
questões em videoaula (caso seja assinante do curso) direcionarei o que é mais importante
você focar para o seu concurso, além de trazer, ao fim da apostila, um quadro com um resumo
daquilo que é mais cobrado em sua prova e como essas questões são estruturadas.

Nossa reflexão motivacional de hoje é:

“COMECE DE ONDE VOCÊ ESTÁ. USE O QUE VOCÊ TIVER. FAÇA O QUE VOCÊ PUDER".
(ARTHUR ASHE)

VAMOS AO QUE INTERESSA

“TAMU JUNTU I INTERAGINDU!!!”

1. CONCEITUAÇÕES GERAIS
A FONÉTICA e a FONOLOGIA encarregam-se dos estudos físico-fisiológicos de uma
língua. Os conceitos aqui elencados, dificilmente cairão em sua prova, contudo, compreendê-
los, facilitará o processo de aprendizagem acerca do assunto.
À FONÉTICA cabe o estudo dos aspectos FISIOLÓGICOS e ACÚSTICOS dos SONS da
língua, isto é, fatores concorrentes para a PRODUÇÃO, ARTICULAÇÃO E VARIAÇÃO sonora.
Para a FONÉTICA o que interessa é o aspecto FÔNICO, ou seja, o estudo dos FONES (MENOR
UNIDADE LINGUÍSTICA DESPROVIDAS DE SENTIDO).
À FONOLOGIA cabe o estudo dos FONEMAS (MENOR UNIDADE LINGUÍSTICA
DISTINTIVA DE SIGNIFICADO). Vistas essas considerações conceituais respaldadas por
Bechara (2009), pode-se iniciar os estudos propriamente ditos.
Cunha e Cintra (2013) descrevem a conceituação de FONEMA e, a seguir, a distinção
entre FONÉTICA e a FONOLOGIA da seguinte forma:

“Essa unidade de que o som é representaç~o (ou realizaç~o) física recebe o


nome de FONEMA. Correspondem, pois, a FONEMAS, diversos sons vocálicos e
consonânticos diferenciadores das palavras [...]. A disciplina que estuda
minuciosamente os sons da fala, as múltiplas realidades dos FONEMAS,
chama-se FONÉTICA. A parte da gramática que estuda o comportamento dos
FONEMAS numa língua denomina-se FONOLOGIA, FONEMÁTICA ou
FONÊMICA”. (CUNHA E CINTRA, 2013, p. 41).

Em síntese ao que foi descrito acima chegamos ao seguinte esquema.

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Português

FONÉTICA FONOLOGIA

SONS DA FALA FONEMAS

Unidade Mínima Linguística Unidade Mínima Linguística


desprovida de Significado Distintiva de Significado

FONEMAS - sons VOCÁLICOS e CONSONÂNTICOS diferenciadores das PALAVRAS

SOM ≠ FONEMA

VOGAIS

SONS LINGUÍSTICOS SEMIVOGAIS

CONSOANTE

1.1 VOGAIS
Classificam-se sob dois aspectos: quanto ao ponto de vista ARTICULATÓRIO e quanto
à FUNÇÃO SILÁBICA

 PONTO DE VISTA ARTICULATÓRIO (função NÃO DISTINTIVA, enquanto


FONE) – formadas pela VIBRAÇÃO das cordas vocais.
 FUNÇÃO SILÁBICA (função DISTINTIVA, enquanto FONEMA) – são o centro da
sílaba, isto é, sem elas as SÍLABAS INEXISTEM.

 VOGAL ORAL – corrente de ar expelida somente pela boca (/a/, /ê/ /é/, /i/,
/ô/, /ó/ e /u/ ).
 VOGAL NASAL – corrente de ar expelida pela boca e pelo nariz (/ã/, /~e/, /~i/,
/õ/, /~u/ ).
 INTENSIDADE – trata-se de um reforço EXPIRATÓRIO que caracteriza a sílaba1
de um vocábulo como mais FORTE, sonoramente, das demais.
#OBS# => as SÍLABAS com maior INTENSIDADE são denominadas TÔNICAS, as quais
são marcadas pelo ACENTO TÔNICO, bem como as VOGAIS que as formam.
 VOGAL TÔNICA ORAL – são aquelas cuja corrente de ar expelida passa somente
pela cavidade BUCAL e encontram-se nas sílabas pronunciadas com maior intensidade.
 VOGAL TÔNICA NASAL – são aquelas cuja corrente de ar expelida passa
somente pela cavidade BUCAL e NASAL e, além disso, encontram-se nas sílabas pronunciadas
com MAIOR intensidade.
#ATENÇÃO# => SOB UMA PERSPECTIVA FONOLÓGICA, TEM-SE ATRIBUÍDO A
NASALIDADE DAS VOGAIS NASAIS À UNIÃO DE FONEMAS ORAIS CORRESPONDENTES COM
FONEMAS CONSONÂNTICOS NASAIS. (CUNHA E CINTRA, 2013, p. 50).

1 Estudaremos os conceitos inerentes às sílabas mais a frente.


2Os vocábulos Blêizer, Méier, e os de mesma formação são acentuados em virtude de terminarem em (r) e não pela sílaba
tônica possuir ditongo EI.

3O Caso
GuiaPrático para
a palavra se oxítona
seja Tornar Sargento
e o I ou odoU,Exército
seguidosBrasileiro
de (s) ou© 2018
não, estiverem no fim do vocábulo emprega-se o acento. Ex:
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Português

 VOGAL ÁTONA ORAL – são aquelas encontradas nas sílabas cujo ACENTO
TÔNICO, não recai, ou seja, constituem as sílabas pronunciadas com MENOR intensidade.
Podem ser elas:
o Em posição final não absoluta, especificamente PRETÔNICAS.
EX: LIGAR, FALAR, BEBER
o Em posição final absoluta, POSTÔNICA FINAL ABSOLUTA.
EX: POVO [u], REDE [i]

1.2 SEMIVOGAIS
As SEMIVOGAIS situam-se entre as VOGAIS e as CONSOANTES. As SEMIVOGAIS
podem juntar-se às VOGAIS e, então, formarem SÍLABAS. São elas: /i/ e /u/.

1.3 CONSOANTES
Podem ou não, serem produzidas através da VIBRAÇÃO das CORDAS VOCAIS. As
CONSOANTES podem ser ORAIS ou NASAIS.
 CONSOANTES ORAIS – corrente de ar é expelida somente pela cavidade BUCAL.
Todas, exceto /m/ e /n/.
EX: PATO, BOLA
 CONSOANTES NASAIS – corrente de ar é expelida pela cavidade BUCAL e
NASAL. São elas: /m/, /n/ e o dígrafo /nh/
EX: AMAMOS, ANO, BANHO

2. ENCONTROS VOCÁLICOS
O ENCONTRO VOCÁLICO é a sucessão de VOGAIS e SEMIVOGAIS em uma MESMA
SÍLABA ou de duas VOGAIS em SÍLABA DIFERENTE. Dessa forma, dividi-se em: DITONGO,
TRITONGO e HIATO.
 DITONGO – encontro de (vogal + semivogal ou semivogal + vogal) na mesma
sílaba. Os DITONGOS podem ser CRESCENTE ou DECRESCENTE e ORAIS ou NASAIS.

o DITONGO CRESCENTE = semivogal + vogal (fraco > Forte)

EX: QUA-SE

o DITONGO DECRESCENTE = vogal + semivogal (Forte > fraco)

 ORAL => BOCA


EX: CAI-XA

 NASAL => BOCA + NARIZ


EX: CÃO

PRINCIPAIS CASOS DE DITONGOS DECRESCENTES

DITONGO
ORAL DECRESCENTE NASAL DECRESCENTE
-ai - ui (= uin)
- au - õe (= oin)
- ei - em (= ein) fim de palavras ou no
meio de palavras derivadas
-eu - ão/am (= aum)
- eu - ãe/ãi

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Português

- iu ---
- oi ---
- oi ---
- ui ---
REGRA GERAL: semivogais (SV) dos
DITONGOS ORAIS são /i/ e /u/
EXCEÇÃO:
 1ª, 2ª e 3ª Pes. Sing. Pres.
Subjuntivo; e 3ª Pes. Sing.
Imperativo [verbos
terminados em “-oar”]
emprega-se o DITONGO ---
ORAL DESCRESCENTE “-oe”.
 1ª, 2ª e 3ª Pes. Sing.
Subjuntivo e 3ª Pes. Sing.
Imperativo [verbos
terminados em “-uar”]
emprega-se o DITONGO
ORAL DECRESCENTE “- ue”.

 TRITONGO – encontro de (semivogal + vogal + semivogal ou semivogal + vogal)


na mesma sílaba. Os TRITONGOS podem ser ORAIS ou NASAIS.

o TRITONGO ORAL - cavidade BUCAL = -uai, -uei, -uiu


EX: PARAGUAI

o TRITONGO NASAL - cavidade BUCAL e NAS= -uão/uam, -uem, -uõe


EX: SAGUÕES

 HIATO – encontro de (vogal + vogal) em sílabas DIFERENTES.


EX: CAATINGA

- IA
- IE DITONGO CRESCENTE
Quando - IO Item XI, do Pequeno
FINAIS - OA ou Vocabulário
SERÃO:
ÁTONOS os - UA Ortográfico da Língua
encontros - UE HIATO Portuguesa.
- UO

3. ENCONTROS CONSONANTAIS
O ENCONTRO CONSONANTAL é a sucessão de consoantes em uma MESMA sílaba ou
em sílaba DIFERENTE.
EX: BRA-SIL / AF-TA

VEJAMOS ALGUMAS PARTICULARIDADES DE ALGUNS ENCONTROS


CONSONANTAIS!

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Português

-gn
-mn
-pn
-ps
ENCONTROS QUANDO INSEPARÁVEIS PNEU-MÁ-TI.CO
-pt
CONSONANTAIS INICIAIS MNE-MÔ-NI-CO
-tm

Etc
(...)

-gn
-mn INSEPARÁVEIS
-pn
Quando OU
-ps
ENCONTROS mediais, em RI-TMO
-pt
CONSONANTAIS pronúncia EM SÍLABAS RIT-MO
-tm
tensa
DISTINTAS
Etc
(...)

Ao fim do tópico 3, faz-se necessário, pois nunca é demais relembrar, destacar a


DIFERENÇA entre LETRAS, CONSOANTES E VOGAIS.

4. DÍGRAFOS
Os DÍGRAFOS são uma combinação de letras que representam apenas UM SOM, isto é,
um FONEMA. Os DÍGRAFOS desdobram-se em dois grupos, a saber: os DÍGRAFOS
CONSONANTAIS e os DÍGRAFOS VOCÁLICOS.
ASSIM, CHEGAMOS À SEGUINTE CONCLUSÃO!

 LETRA = SINAL GRÁFICO => REPRESENTA OS SONS (FONEMAS)


 CONSOANTES E VOGAIS = FONEMAS
 DÍGRAFO = 2 LETRAS = 1 FONEMA (SOM)

DÍGRAFOS CONSONANTAIS DÍGRAFOS VOCÁLICOS


CH RR SÇ AM AN EM
LH SS XC EN IM IN
NH SC QU OM ON UM
GU UN

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Português

CUIDADO! LETRA DIACRÍTICA => É A SEGUNDA LETRA DE UM DÍGRAFO ELA


ALTERA O SOM DA PRIMEIRA LETRA.

5. SÍLABAS
“As SÍLABAS são o pronunciamento de uma VOGAL ou GRUPO DE SONS que são
pronunciados em uma única expiraç~o”. (CUNHA E CINTRA, 2013, p. 66).
Como estudamos em VOGAIS, elas são o CENTRO da sílaba, ou seja, sem VOGAL não há
SÍLABA. De posse do conhecimento conceitual de SÍLABA, pode-se chegar a um outro
conceito, denominado DIVISÃO SILÁBICA, o qual consiste na divisão de um vocábulo em
pequenos GRUPOS FÔNICOS.

É OPORTUNO SABERMOS A DIFERENÇA ENTRE SÍLABAS ABERTAS E SÍLABAS


FECHADAS.

 SÍLABAS ABERTAS – são aquelas terminadas por uma VOGAL.


EX: A-LE-GRE
 SÍLABAS FECHADAS – são aquelas terminadas por uma CONSOANTE.
EX: FAL-TAR

5.1 CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS


As PALAVRAS classificam-se quanto ao NÚMERO DE SÍLABAS que as compõem como:

 MONOSSÍLABAS = 1 SÍLABA
EX: SEU, É, MÃO, PÉ, MAR
 DISSÍLABAS = DUAS SÍLABAS
EX: RU-A, Á-GUA, PA-PEL
 TRISSÍLABAS = TRÊS SÍLABAS
EX: POR-TU-GUÊS, A-LU-NO, BI-SO-NHO,
 POLISSÍLABAS = MAIS DE 4 SÍLABAS
EX: IN-TE-RA-ÇÃO, PA-RA-LE-LE-PÍ-PE-DO, PA-RA-LE-LO-GRA-MO

5.2 CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRAS QUANTO AO ACENTO TÔNICO


O ACENTO TÔNICO relaciona-se com alguns elementos que contribuem para o seu
estabelecimento. Cunha e Cintra (2013) denominam tais elementos como QUALIDADES
FÍSICAS. São eles: o TOM, a INTENSIDADE, o TIMBRE e a QUANTIDADE.
A NGB (NOMENCLATURA GRAMATICAL BRASILEIRA) categoriza as SÍLABAS quando à
INTENSIDADE em:

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Português

 TÔNICAS
 SUBTÔNICAS
 ÁTONAS (PRETÔNICAS e POSTÔNICA)
Para nós, interessará as TÔNICAS e ÁTONAS.
O ACENTO TÔNICO, esforço expiratório, é o responsável por marcar, em uma palavra,
a SÍLABA MAIS FORTE. As PALAVRAS, por sua vez, classificam-se quanto ao ACENTO
TÔNICO em três categorias, dependendo de onde, EM QUAL SÍLABA, recairá o ACENTO
TÔNICO.

 OXÍTONA => ACENTO TÔNICO na última SÍLABA


EX: CAFÉ, SOFÁ
 PAROXÍTONA => ACENTO TÔNICO na penúltima SÍLABA
EX: ALUNO, BISONHO
 PROPAROXÍTONA => ACENTO TÔNICO na antepenúltima SÍLABA
EX: LÂMPADA, ÊNFASE

ATENÇÃO!

ACENTO TÔNICO ≠ ACENTO GRÁFICO

DETERMINA A MARCA A
SÍLABA TÔNICA SÍLABA TÔNICA

CUIDADO!
OS MONOSSÍLABOS PODEM SER ÁTONOS ou TÔNICOS ÁTONOS
 MONOSSÍLABOS ÁTONOS => PRONUNCIADO DE MANEIRA MUITO FRACA, DE
MODO QUE DEPENDEM DO AUXÍLIO DO ACENTO TÔNICO DE UM VOCÁBULO VIZINHO. ASSIM,
FORMAM UMA SÍLABA DO VOCÁBULO NO QUAL SE APOIAM. NÃO POSSUEM ACENTO
PRÓPRIO.
 MONOSSÍLABOS TÔNICOS => SÃO PRONUNCIADOS DE MODO FORTE,
INDEPENDEM DE APOIO EM OUTRO VOCÁBULO, JÁ QUE POSSUEM ACENTO PRÓPRIO.

MONOSSÍLABOS ÁTONOS
ARTIGO DEFINIDO O, A, OS, AS
ARTIGO INDEFINIDO UM, UNS
PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS ME, TE, SE, O(S), A(S), LHE(S), NOS, VOS, E
COMBINAÇÕES, MO, LHO, TO
PRONOME RELATIVO QUE
PREPOSIÇÒES A, COM, DE, EM, POR, SEM, SOB, PARA
CONTRAÇÃO PREP. + ARTIGO À, AO, DA, DO, NA, NO, NUM
CONJUNÇÕES E, MAS, NEM, OU, QUE, SE
FORMAS DE TRATAMENTO DOM, FREI, SÃO, SEU=SENHOR

MONOSSÍLABOS TÔNICOS
MAU

MIM
PÔR
MAR

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Português

HÁ VOCÁBULOS QUE SÃO CONFUNDIDOS QUANTO AO ACENTO TÔNICO NA HORA DA


PRONÚNCIA.
VEJAMOS ALGUNS DESSES VOCÁBULOS

PRONÚNCIA CULTA
NOBEL, NOVEL, SUTIL, URETER,
OXÍTONAS
GIBRALTAR, ALOÉS, ETC.
AVARO, ERUDITO, DECANO, EDITO
PAROXÍTONAS (LEI), FILANTROPO, HUNGRIA, IBERO,
RUBRICA, PUDICO, INAUDITO, ETC.
AERÓLITO, ÂMAGO, ÉDITO (ORDEM
PROPAROXÍTONAS JUDICIAL), ÍNTERIM, ÍMPROBO,
PROTÓTIPO, VÉGETO, PRÓFUGO, ETC.

VOCÁBULOS COM OSCILAÇÃO NA


PRONÚNCIA CULTA
AMBROSIA / AMBRÓSIA
HIEROGLIFO / HIERÓGLIFO
OCEANIA / OCEÂNIA
PROJETIL / PROJÉTIL
ORTOEPIA / ORTOÉPIA
REPTIL / RÉPTIL

Assim, encerramos nossa aula sobre FONÉTICA e FONOLOGIA. Espero ter contribuído
com a evolução do seu conhecimento, de modo a facilitar a sua aprendizagem através do
conteúdo ministrado. Ficamos por aqui e até o nosso próximo encontro.

HASTA LA VISTA!
SEM SANGUE NÃO HÁ VITÓRIA!
FÉ NA MISSÃO!

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Português

COMO O ASSUNTO É COBRADO EM MINHA PROVA?

FONÉTICA ESA
E
IDT DIFERENÇA ENTR VOCÁBULOS TÔNICOS E ÁTONOS - atenção
FONOLOGIA
para sílabas tônicas NASAIS

IDT ENCONTROS VOCÁLICOS (DITONGOS, TRITONGO E HIATO) –


CUIDADO!!! COM OS VOCÁBULOS QUE APRESENTAM
DIVERGÊNCIA CLASSIFICATÓRIA EM ALGUMAS TERMINAÇÕES
CONFORME PREVÊ O P.V.O.L.P. [VIMOS ISSO EM NOSSA AULA]

IDT OS ENCONTROS CONSONANTAIS

IDT OS DÍGRAFOS
E
S CONHECER AS REGRAS DE SEPARAÇÃO SILÁBICA –
PRINCIPALMENTE, AQUELAS QUE TRATAM DA SEPARAÇÃO OU NÃO
IMPORTANTE A DE DÍGRAFOS, DE CONSOANTES EM MESMA SÍLABA OU EM SÍLABA
DIFERENTE, E AINDA, ALGUMAS PALAVRAS QUE APRESENTAM
PREFIXOS

IDT AS CLASSIFICAÇÕES DAS PALAVRAS QUANTO AO ACENTO


TÔNICO E QUANTO AO NÚMERO DE SÍLABAS
CUIDADO!!! COM AS PALAVRAS CUJAS SÍLABAS TÔNICAS SEMPRE
CAUSAM DÚVIDA. [EX: PUDICO, RUBRICA, ETC].

IDENTIFICAR QUANTIDADE DE LETRAS E FONEMAS

EXERCÍCIOS
1 - (ESA/2014) Assinale a opção em que todas as palavras têm, em sua sílaba tônica, uma
vogal nasal:
a) alemã, ombro, penumbra, elefante
b) campo, ímã, órfã, cantado
c) bomba, andar, combate, cambada
d) mundo, inchado, empresa, âmbar
e) pombo, chumbo, planta, plantio

2 - (ESA/2012) Qual das alternativas abaixo é formada por ditongos decrescentes?


a) pouco, loteria, contrário, estratégia.
b) inquietação, pouco, aumenta, grau.
c) cair, compreensível, beijar, treino.
d) imponderáveis, atuar, psicologia, seu.
e) colégio, não, imediatamente, história.

3 - (ESA/2012) Assinale a opção em que o vocábulo difere dos demais pelo número de sílabas.
a) vadios
b) índios
c) matéria
d)europeus
e)Bahia

4 - (ESA/2010) Assinale a opção correta:

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Português

a) Trissilábica, a palavra maioria apresenta um tritongo e um hiato.


b) Trissilábica, a palavra existem apresenta um ditongo.
c) Proparoxítona, a palavra rúbrica recebe acento gráfico.
d) Paroxítona, a palavra Nobel não é acentuada graficamente.
e) Paroxítona, a palavra gratuito apresenta um hiato.

5 - (ESA/2007) As sílabas estão corretamente separadas na opção:


a) abs-tru-sa; er-ra-do
b) en-cai-xan-do; diá-ri-o
c) ine-vi-tá-veis; as-fixi-na-do
d) cá-psu-la; su-a-ve
e) su-ce-sso; cí-tri-cos

6 - (ESA/2007) As palavras “aquela”, “reencontrassem”, “história”, “chinês” e “nenhum”,


apresentam, respectivamente, a seguinte quantidade de letras e fonemas:
a) 6-5; 14-12; 8-7; 6-5; 6-5
b) 6-5; 14-11; 8-7; 6-5; 6-4
c) 6-6; 14-14; 8-8; 6-6; 6-6
d) 6-5; 14-13; 8-7; 6-5; 6-4
e) 6-6; 14-3; 8-8; 6-5; 6-5

7 - (EEAR/2009-1) Em “Cresce o número de assaltos a ônibus intermunicipais. Isso não só inibe


os cidadãos como também os apavora.”, há
a) quatro monossílabos tônicos.
b) quatro monossílabos átonos.
c) três proparoxítonas.
d) três oxítonas.

8 - (EEAR/2006-A2) Assinale a alternativa em que os encontros vocálicos das palavras


classificam-se como ditongos.
a) pedreiro – coordenador – moita
b) hiato – caixote – oficial
c) jeitosa – gratuito – judeu
d) higiene – graciosa – veneziana

9 - (EEAR/2006-A2) Assinale a alternativa em que todas as palavras se classificam como


paroxítonas. (Obs.: Os acentos gráficos foram retirados propositadamente.)
a) substantivo, paragrafo, libido
b) crisantemo, fortuito, carnaval
c) ruim, funil, latex
d) textil, rubrica, somente

10 - (EEAR/2006-B2) “O maior pecado para com o próximo não é odiá-lo, mas ser-lhe
indiferente; essa é a essência da desumanidade.” Quanto à tonicidade, a classificação das
palavras destacadas no texto acima é, respectivamente,
a) oxítona, proparoxítona, paroxítona, paroxítona.
b) paroxítona, oxítona, proparoxítona, proparoxítona.
c) oxítona, paroxítona, paroxítona, proparoxítona.
d) paroxítona, oxítona, oxítona, paroxítona.

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Português

5.2. AULA 02 - Acentuação Gráfica

ATENÇÃO, ATENÇÃO! Esse é outro assunto RECORRENTE em provas!


O “PULO DO GATO” nesse assunto é saber como ele é cobrado pela banca que organiza
o concurso que você irá fazer. Atente-se às explicações e na resolução comentada das
questões em videoaula (caso seja assinante do curso) direcionarei o que é mais importante
você focar para o seu concurso, além de trazer, ao fim da apostila, um quadro com um resumo
daquilo que é mais cobrado em sua prova e como essas questões são estruturadas.

Nossa reflexão motivacional de hoje é:

“UM BOM ESQUEMA VALE MAIS QUE UM LONGO DISCURSO”.


(NAPOLEÃO BONAPARTE)

VAMOS AO QUE INTERESSA


“TAMU JUNTU I INTERAGINDU!!!”

1. CONCEITUAÇÕES GERAIS
Ao iniciarmos nosso estudo sobre as regras de acentuação é importante
compreendermos o que é acentuação e entendermos seus princípios básicos, norteadores das
regras. Bechara (2009, p. 86), em sua Moderna Gramática Portuguesa, denomina acentuação
como: “o modo de proferir um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros”. Cunha e
Cintra (2013, p. 48) concebem o conceito de acentuaç~o como “um reforço da energia
expiratória” que recai sobre uma sílaba.
O relevo a que se refere Bechara (2009) e a força expiratória concebida por Cunha e
Cintra (2013) são o ACENTO. A acentuação na Língua Portuguesa diz respeito à intensidade
de uma sílaba em detrimento das outras de um dado vocábulo, ou seja, faz uma força maior
expiratória a fim de proferir uma sílaba em relação às demais. Essa diferença de forças que
diversificam a intensidade sonora das sílabas dá origem ao que conhecemos como sílaba
tônica e átona.
Partindo desse conhecimento é que chegamos à conclusão de que a sílaba tônica de um
dado vocábulo é a determinante do repouso do acento tônico, conforme as palavras de
Bechara (2009, p. 86) e Cunha e Cintra (2013, p. 48).

ATENÇÃO!
 ACENTO TÔNICO = determinante da sílaba tônica de um determinado
vocábulo
 ACENTO GRÁFICO = sinal destinado a marcar a sílaba tônica de um
vocábulo. (agudo ou circunflexo)

Em língua portuguesa um lexema, classifica-se quanto ao emprego do acento tônico em


proparoxítono, se a sílaba mais forte é a antepenúltima; paroxítono, se a sílaba mais forte é a
penúltima; e, oxítono, se a sílaba mais forte é a última.
Esse é sempre um assunto um pouco chato de estudar, por se tratar de sequência de
REGRAS. Por isso, criei uma tabela com algumas comparações a fim de que nossa aula ficasse
menos monótona e mais didática.
Segue abaixo uma tabela contendo as principais regras de acentuação. É importante
que você, caro candidato, engula essa tabela, porque em sua prova sempre haverá uma
questão de acentuação, e s~o questões “imperdíveis”!

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Português

REGRA GERAL
Não
--- Exemplos
PROPAROXÍTONAS Acentuadas
Acentuadas Todas Quadrilátero, lâmpada
Não Terminadas em
carta, baile, couro
Acentuadas a(s), e(s), o(s)
Terminadas em júri, lápis, bônus,
i(s), us, r, l, x, n, revólver, látex, hífen,
PAROXÍTONAS um, um(s), álbum,
Acentuadas ão(s), ã(s), ps, médiuns,bênção, imã,
on(s), em bíceps, radón(s),
ditongo oral história, série, régua,
átono tênue
Não Terminadas em
saci, urubu
Acentuadas (i) e (u)
OXÍTONAS Terminadas em
sofá, jacaré, metrô,
Acentuadas a(s), e(s), o(s),
também, armazéns
em(ens)

A seguir, veremos os casos mais específicos, EXCEÇÕES à regra.


CASOS ESPECIAIS
Antes do Acordo Ortográfico Após o acordo Ortográfico
Paroxítonas c/ Paroxítonas c/
ditongo aberto EI jibóia, assembléia ditongo aberto EI2 jiboia, assembleia
e OI e OI
Oxítonas c/ Oxítonas c/
herói, papéis, herói, papéis,
ditongo oral ditongo oral
chapéu chapéu
aberto ÉU, Éi e ÓI aberto ÉU, Éi e ÓI
Monossílabos Monossílabos
terminados em terminados em
já, pé, pó, lê, dói já, pé, pó, lê, dói
a(s), e(s), o(s), EI, a(s), e(s), o(s), EI,
OI OI
Paroxítonos com I Paroxítonos com I
e U tônicos e U tônicos
precedidos de bocaiúva, cauíla precedidos de bocaiuva, cauila3
ditongo ditongo
decrescente decrescente

2Os vocábulos Blêizer, Méier, e os de mesma formação são acentuados em virtude de terminarem em (r) e não pela sílaba
tônica possuir ditongo EI.

3Caso a palavra seja oxítona e o I ou o U, seguidos de (s) ou não, estiverem no fim do vocábulo emprega-se o acento. Ex:
Tuiuiús, Piauí. É importante atentar para a consoante final da regra acima descrita, pois caso seja diferente de (s), o lexema
não receberá o acento gráfico. Ex: cauim, cauins. Ademais, se o I ou U forem precedidos de ditongo crescente, também
empregar-se-á o acento gráfico. Ex: Guaíba, Guaíra.

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Português

Serão acentuados Serão acentuados


Oxítonos com I ou Oxítonos com I ou
U tônicos, mesmo U tônicos, mesmo
precedidas de precedidas de
ditongo Tuiuiús, Piauí ditongo Tuiuiús, Piauí
decrescente, em decrescente, em
posição FINAL, em posição FINAL, em
sílabas sozinhas sílabas sozinhas
ou seguidas de “S” ou seguidas de “S”
Se a consoante Se a consoante
final das palavras final das palavras
enquadradas na enquadradas na
regra acima forem cauim regra acima forem cauim
diferentes de “S”, diferentes de “S”,
elas não serão elas não serão
acentuadas acentuadas
Serão acentuadas Serão acentuadas
as formas verbais as formas verbais
terminadas em terminadas em
“A”, “E” , “O”, fá-lo, movê-lo-ia “A”, “E” , “O”, fá-lo, movê-lo-ia
tônicos, seguidos tônicos, seguidos
das formas das formas
“lo(s)/la(s)” “lo(s)/la(s)”
Se o verbo Se o verbo
enquadrado na enquadrado na
regra acima regra acima
estiver no Amá-lo-íeis estiver no Amá-lo-íeis
FUTURO, poderá FUTURO, poderá
empregar DOIS empregar DOIS
acentos acentos
Serão acentuadas Serão acentuadas
as vogais tônicas I as vogais tônicas I
das formas verbais das formas verbais
atrair >> atraí-lo atrair >> atraí-lo
oxítonas oxítonas
possuir >> possuí- possuir >> possuí-
terminadas em “- terminadas em “-
la la
air” e “–uir” air” e “–uir”
quando seguidas quando seguidas
de “-lo(s)/-la(s)”. de “-lo(s)/-la(s)”.
Levam acento Não levam acento
gráfico na vogal gráfico na vogal
tônica U, nas tônica U, nas
argúo, arguis, arguo, arguis,
formas formas
redargúem redarguem
rizotônicas, os rizotônicas, os
verbos ARGUIR e verbos ARGUIR e
REDARGUIR REDARGUIR

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Português

Verbos
terminados em “-
guar,”, “-quar” e “-
Verbos
quir” as
terminados em “- aguo ou águo,
conjugações são
guar,”, “-quar” e “- averiguo ou
agúo, avergúo, pronunciadas c/ o
quir” as averíguo
delinqúo acento tônico no
conjugações são delinquo ou
U, sem acento
feitas c/ o acento delínquo
gráfico ou, com
gráfico no U
acento tônico e
gráfico na sílaba
anterior
O trema deixa de
ser empregado p/
O trema é marcar a presença
empregado p/ do U em sílabas
marcar a presença agüentar, como: “-güe”, “-
do U em sílabas conseqüência, güi”, “- qüe”, “- mülleriano
como: “-güe”, “- tranqüilo qüi”, Só é
güi”, “- qüe”, “-qüi” EPREGADO em
palavras
estrangeiras e
seus derivados

ACENTOS DIFERENCIAIS

DICA => (Revisar verbos, substantivos e preposições no dicionário de verbos)

Tipo Antes do Novo Acordo Após o novo acordo


Fechado Pôde (Pret. Perfeito Indicativo)
Permanece
Aberto Pode (Presente Indicativo)
De timbre
Fechado Fôrma (Substantivo)
Facultativo
Aberto Forma (Substantivo/verbo)
Tônico Pôr (Verbo)
Permanece
Átono Por (Preposição)
Tônico Pára (Verbo) Tônico Para (Verbo)
Para
Átono Para (Preposição) Átono
(Preposição)
De Tônico Pêlo (Substantivo) Tônico Pelo
intensidade Átono Pelo (Verbo/Preposição) Átono Pelo
(Homógrafas) Tônico Péla (Substantivo) Tônico Pela
Átono Pela (Verbo/Preposição) Átono Pela
Tônico Pólo (Substantivo) Tônico Polo
Átono Polo (Verbo) Átono Polo
Tônico Pêra (Substantivo) Tônico Pera
Átono Pera (Preposição) Átono Pera
De número Singular Vem
(Verbos Plural Vêm 1 sílaba Permanece
terminado em Singular Tem

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Português

“EM”) Plural Têm


Singular Retém
Mais de 1 sílaba Permanece
Plural Retêm
Abençoar Abençôo Abençoo
V Doar Dôo Doo
E Enjoar Enjôo Enjoo
R Pres.
Magoar Magôo Pres. Ind. Magoo
B Ind.
Perdoar Perdôo Perdoo
O
S Povoar Povôo Povoo
Voar Vôo Voo
V Crer 3 Pes. Pl.
3 Pes. Pl. Pres.
E Ler Pres.
Ind.
R Ver Ind.
ÊEM EEM
B 3 Pes. Pl.
O 3 Pes. Pl. Pres.
Dar Pres.
S Subj.
Subj.

#OBS# => Verbos terminados em OAR (Zoar, caçoar, soar) quando conjugados na
primeira pessoa do singular do presente do indicativo não são mais acentuados, conforme o
Novo Acordo Ortográfico.
#OBS# => Verbos (crer, ler, ver) quando conjugados na terceira pessoa do plural do
presente do indicativo e o verbo (dar) na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo,
não são mais acentuados, conforme Novo Acordo Ortográfico.
Assim, encerramos nossa aula sobre ACENTUAÇÃO GRÁFICA. Espero ter contribuído
com a evolução do seu conhecimento, de modo a facilitar a sua aprendizagem através do
conteúdo ministrado. Ficamos por aqui e até o nosso próximo encontro.

HASTA LA VISTA!
SEM SANGUE NÃO HÁ VITÓRIA!
FÉ NA MISSÃO!

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Português

COMO O ASSUNTO É COBRADO EM MINHA PROVA?

ACENTUAÇÃO ESA
GRÁFICA
CONHECER as REGRAS GERAIS e CASOS ESPECIAIS.
MAIS RECORRENTES NA EsPCEx:
- QUESTÃO DE EMPREGO DO ACENTO EM PAROXÍTONAS COM
DITONGO ORAL ABERTO:
 NÃO SÃO MAIS ACENTUADAS
ATENÇÃO!!!
- ENTROU EM VIGOR O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO – É
E IMPORTANTE:
 SABER OS CASOS NOVOS;
S  MAS, ACIMA DE TUDO, SABER OS CASOS QUE SOFRERAM
IMPORTANTE
A ALTERAÇÕES
CUIDADO C/ O EMPREGO DOS ACENTOS DIFERENCIAIS – HOUVE
MUDANÇAS

CUIDADO C/ O EMPREGO DO TREMA – HOUVE MUDANÇA

CUIDADO C/ PALAVRAS QUE CONFUNDEM QUANTO À


CLASSIFICAÇÃO DO ACENTO TÔNICO E QUANTO AO EMPREGO DO
ACENTO GRÁFICO [EX: ÍNTERIM, PUDICO, RUBRICA, NOBEL, ETC]

EXERCÍCIOS
1 - (ESA/2013) Marque a alternativa cuja regra de acentuação é a mesma da palavra sótão.
a) réptil.
b) fáceis.
c) lúmen.
d) index.
e) cônsul

2 - (ESA/2012) Assinale a alternativa cujos vocábulos exigem acento gráfico pelo mesmo
motivo dos existentes, respectivamente, nas palavras, cosméticos, laboratórios e países, (Os
acentos gráficos das palavras abaixo estão omitidos.)
a) ilusorio, melancia, raiz
b) parafrase, arrogancia, saude
c) rubrica, barbarie, juízes
d) catastrofe, metonimia, gratuito
e) misantropo, cranio, ruim

3 - (ESA/2004 - ADAPTADA) O acento foi, ou não, suprimido na palavra “celuloide”. Assinale a


alternativa cuja palavra segue a mesma regra de acentuação do vocábulo grifado acima.
a) incêndio
b) assembleia
c) até
d) memória
e) piões

4 - (ESA/2008) Assinale a alternativa em que a regra de acentuação não se refere a nenhuma


das seguintes palavras: gênero, também, você, já, saúde:

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Português

a) a palavra é acentuada porque é uma oxítona terminada em em.


b) a palavra é acentuada porque é uma oxítona terminada em a.
c) a palavra é acentuada por conter u tônico em hiato com a vogal anterior.
d) a palavra é acentuada porque é uma oxítona terminada em e.
e) a palavra é acentuada porque é uma proparoxítona.

5 - (ESA/2007) Assinale a opção em que as palavras sejam acentuadas, respectivamente, pelas


mesmas regras que justificam a acentuaç~o das palavras “pólvora”, “rodapé” e “miúda”.
a) cerâmica – abricó – distraído
b) pó – saúde – guaraná
c) pé – farmácia – saúde
d) pêlo – preá – escritório
e) horrível – guiné – sofá

6 - (ESA/2006-1) Assinale a alternativa que apresenta a sequência de palavras que possua o


mesmo acento prosódico:
a) recém - azíago - égide.
b) ariete - erudito - pudico.
c) batavo - bávaro - rubrica.
d) âmago - exôdo - novel.
e) Nobel - suti!- ureter.

7 - (EEAR/2009-2) Em qual dos períodos abaixo há uma palavra que não respeita as regras de
acentuação gráfica vigentes?
a) Luís não tinha dinheiro para comprar aquele suéter. Assim, o desejo de possuí-lo levou o
rapaz a fazer economias.
b) Diante do prédio, a população assistia atônita ao desespero dos moradores para fugir do
fogaréu.
c) O secretário não sabia trabalhar com as novas máquinas que foram colocadas no escritório.
d) O miserável jóvem buscava, com suas mãos sôfregas, algo que lhe saciasse a fome.

8 - (EEAR/2008-A2) Assinale a alternativa em que o acento gráfico está correto em todas as


palavras.
a) óculos, anzóis, órfã, cócegas
b) ruím, álcool, chapéu, bênção
c) ídolo, juíz, próprio, paraíso
d) atrás, metáfora, idéia, itens

9 - (EEAR/2007-b1) Assinale a série em que todos os vocábulos estão acentuados graficamente


de acordo com as normas vigentes da língua.
a) vírgem – enjôo – canôa
b) sací – núvem – límpido
c) ruído – hífen – automóvel
d) rítmo – ninguém – coroa

10 - (EEAR/2006-A2) Assinale a alternativa em que apenas três palavras devem receber acento
gráfico.
a) As simpaticas jovens receberam os biquinis que tanto desejavam.
b) O grande passaro andino simboliza a America do Sul.
c) O cloreto de sodio e uma substancia quimica.
d) Naquele dia, Rui não saia da janela para ver as sandálias desfilarem rapidas.

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5.3. AULA 03 – Ortografia

ATENÇÃO, ATENÇÃO! Esse é outro assunto RECORRENTE em provas!


O “PULO DO GATO” nesse assunto é saber como ele é cobrado pela banca que organiza
o concurso que você irá fazer. Atente-se às explicações e na resolução comentada das
questões em videoaula (caso seja assinante do curso) direcionarei o que é mais importante
você focar para o seu concurso, além de trazer, ao fim da apostila, um quadro com um resumo
daquilo que é mais cobrado em sua prova e como essas questões são estruturadas.
Ao iniciarmos nosso estudo sobre a ORTOGRAFIA abordaremos as regras de emprego
do HÍFEN e, a seguir, estudaremos algumas palavras que mais caem no seu concurso e em
provas de concurso público no geral. É importante que você esteja atento(a) para não deixar
passar o BIZU que o Tio Queiroz vai deixar.

Nossa reflexão motivacional de hoje é:

“As ideias e estratégias s~o importantes, mas o verdadeiro desafio é a sua execuç~o”.
(Percy Barnevick)

VAMOS AO QUE INTERESSA


“TAMU JUNTU I INTERAGINDU!!!”

1. REGRAS DE EMPREGO DO HÍFEN


Estudaremos algumas REGRAS GERAIS do emprego do HÍFEN e, como sempre, as
EXCEÇÕES.
1.1 EMPREGA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS NOS QUAIS O 1° TERMO É UM
SUBSTANTIVO, ADJETIVO, NUMERAL OU VERBO E LIGA-SE AO 2° TERMO SEM ELEMENTOS
DE LIGAÇÃO
EX: ANO-LUZ, MÁ-FÉ, SEGUNDA-FEIRA, CONTA-GOSTAS

1.2 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN NAS FORMAS ADJETIVAS AFRO, EURO,


ANGO, E SEMELHANTES, QUANDO DESIGNAREM APENAS UMA ÚNICA ETNIA
EX: AFRODESCENDENTE
ATENÇÃO!!!
QUANDO INDICAM MAIS DE UMA ETNIA, EMMPREGA-SE O HÍFEN
EX: LUSO-BRASILEIRA

1.3 EMPREGRA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS FORMADOS POR PALAVRAS


REPETIDAS, COM OU SEM ALTERNÂNCIA VOCÁLICA OU CONSONÂNTICA
EX: BLÁ-BLÁ-BLÁ, ZIGUE-ZAGUE
ATENÇÃO!!!
OS DERIVADOS DE COMPOSTOS REPETIDOS NÃO RECEBERÃO HÍFEN
EX: ZIGUEZAGUEAR

1.4 EMPREGA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS CUJO 1° TERMO É


REPRESENTADO PELAS FORMAS ALÉM, AQUÉM, RECÉM, BEM E SEM E LIGA-SE AO 2°
TERMO SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO
EX: ALÉM-MAR, REÇEM-NASCIDO, BEM-ESTAR, SEM-VERGONHA
ATENÇÃO!!!
O ADVÉRBIO BEM É AGLUTINADO AO SEGUNDO TERMO, MESMO QUE ESTE
TENHA OU NÃO VIDA ASSIM QUE O SIGNIFICADO DOS TERMOS É ALTERADO
EX: BENDITO = ABENÇOADO, BENFEITO (SUBST.) = BENEFÍCIO / BEM-FEITO

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Português

(ADJ.) = FEITO COM CAPRICHO

1.5 EMPREGA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS S/ ELEMENTO DE LIGAÇÃO,


CUJO 1° TERMO É FORMADO PELO VOCÁBULO “MAL” E O 2° TERMO INICIA POR VOGAL, H
OU L
EX: MAL-HUMORADO, MAL-ENTENDIDO, MAL-LIMPO
LOGO, PALAVRAS COMO MALCRIADO, MALVISTO, NÃO SÃO FORMADAS COM O
EMPREGO DO HÍFEN.
ATENÇÃO!!!
QUANDO A FORMA “MAL” FOR EMPREGADA SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO E
SIGNIFICAR “DOENCA”, EMPREGA-SE O HÍFEN.
EX: MAL-FRANCÊS (SÍFILIS), MAL-CADUCO (EPILEPSIA)
ATENÇÃO!!!
NO ENTANTO, SE A FORMA “MAL” FOR EMPREGADA COMO ELEMENTO DE
LIGAÇÃO, DISPENSA-SE O USO DO HÍFEN.
EX: MAL DE ALZHEIMER

1.6 EMPREGA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS QUE SÃO NOMES GEOGRÁFICOS


FORMADOS PELAS FORMAS GRÃO, GRÃ OU POR FORMAS VERBAIS OU, AINDA, LIGADOS
POR ARTIGO
EX: GRÃ-BRETANHA, ABRE-CAMPO, BAÍA DE TODOS-OS-SANTOS

ATENÇÃO!!!
DEMAIS NOMES GEOGRÁFICOS COMPOSTOS SÃO GRAFADOS SEM HÍFEN.
EX: AMÉRICA DO SUL, MATO GROSSO DO SUL, CABO VERDE
ATENÇÃO!!!
SÃO EXCEÇÕES CONSAGRADAS OS TOPÔNIMOS GUINÉ-BISSAU E TIMOR-
LESTE.

1.7 EMPREGA-SE O HÍFEN EM ADJETIVOS GENTÍLICOS DERIVADOS DE


TOPÔNIMOS COMPOSTOS COM OU SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO.
EX: MATO-GROSSENSE-DO-SUL, BELO-HORIZONTINO

1.8 EMPREGA-SE O HÍFEN NO VOCÁBULO INDO-CHINÊS QUANDO ESTE SE


REFERE À ÍNDIA E À CHINA OU, AINDA, A INDIANOS E CHINESES.
ATENÇÃO!!!
AO REFERIR-SEÀ INDOCHINA, O VOCÁBULO NÃO RECEBE O HÍFEN,
TOMANDO, POIS, A FORMA “INDOCHINÊS”.

1.9 EMPREGA-SE O HÍFEN EM COMPOSTOS QUE DESIGNEM ESPÉCIES


BOTÂNICAS OU ZOOLOGICAS COM OU SEM ELEMENTO DE LIGAÇÃO.
EX: ANDORINHA-DO-MAR, COUVE-FLOR
ATENÇÃO!!!
QUANDO HOUVER MAIS DE UMA APLICAÇÃO, OU SEJA, INDICA PROPÓSITO
DIFERENTE DESSAS ESPÉCIES, PARA ESSE TIPO DE COMPOSTOS DISPENSA-SE O USO DO
HÍFEN.
EX: BICO DE PAPAGAIO = PROBLEMA DE COLUNA
BICO-DE-PAPAGAIO = PLANTA

1.10 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN EM LOCUÇÕES SUBSTANTIVAS,


ADJETIVAS, PRONOMINAIS, ADVERBIAIS, PREPOSITIVAS OU CONJUNCIONAIS

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Português

EX: FIM DE SEMANA, COR DE VINHO, ELE PRÓPRIO, À VONTADE, ABAIXO DE,
VISTO QUE
ATENÇÃO!!!
SÃO EXCEÇÕES A ESSA REGRA:
 ÁGUA-DE-COLÔNIA
 ARCO-DA-VELHA
 MAIS-QUE-PERFEITO
 COR-DE-ROSA
 PÉ-DE-MEIA
 AO-DEUS-DARÁ
 À-QUEIMA-ROUPA

1.11 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN EM ORAÇÕES DE VALORES NOMINAIS


EX: DEUS NOS ACUDA, SALVE-SE QUEM PUDER

1.12 NÃO SE EMPREGA HÍFEN EM LOCUÇÕES LATINAS EM USO ORIGINAL


EX: AD HOC, DE CUJUS
ATENÇÃO!!!
QUANDO SÃO SUBSTANTIVADAS, EMPREGA-SE O HÍFEN.
EX: O HABEAS-CORPUS

1.13 EMPREGA-SE O HÍFEN PARA LIGAR DUAS OU MAIS PALAVRAS QUE


FORMAM ENCADEAMENTOS VOCABULARES
EX: LIBERDADE-IGUALDADE,-FRATERNIDADE

1.14 EMPREGA-SE O HÍFEN EM FORMAÇÕES COM PREFIXOS QUANDO O 2°


ELEMENTO COMEÇA COM VOGAL IDÊNTICA A VOGAL FINAL DO 1° ELEMENTO
EX: ANTI-INFLAMATÓRIO

O MESMO OCORRE COM PREFIXOS DO TIPO AUTO, ARQUI, EXTRA, HIDRO,


INFRA, MACRO, ETC.
ATENÇÃO!!!
SE A VOGAL QUE INICIA O 2° ELEMENTO, FOR DIFERENTE DA QUE
TERMINA O 1° ELEMENTO NÃO OCORRE O EMPREGO DO HÍFEN.
EX: ANTIAÉREO

ATENÇÃO!!!
O ENCONTRO DE VOGAIS DIFERENTES TEM OCASIONADO UM FENÔMENO
QUE SUPRIME A VOGAL FINAL DO PRIMEIRO ELEMENTO. ISSO DEVE SER EVITADO.
EX: ELETROACÚSTICO, ELETRACÚSTICO

1.15 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN EM COMPOSTOS CUJO PRIMEIRO


ELEMENTO SEJA OS PREFIXOS –PRE, -PRO, -CO E –RE, AINDA QUE O SEGUNDO
ELEMENTO INICIE POR VOGAL IDÊNTICA À FINAL DO PREFIXO
EX: COOCUPANTE, PREESTABELECER, REEDIÇÃO, PROATIVO, REIDRATA
QUANDO O SEGUNDO ELEMENTO INICIA POR “H”, SUPRIMI-SE O “H”
EX: COABITA

1.16 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO DO


COMPOSTO TERMINA COM A MESMA CONSOANTE QUE INICIA O SEGUNDO ELEMENTO
EX: AD-DIGITAL, INTER-RACIAL

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Português

ATENÇÃO!!!
HÁ EXCEÇÃO PARA NOMES PRÓPRIOS ESTRANGEIRO
EX: ABBEVILLIANO

1.17 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO ENCERRA-SE


ACENTUADO (FORMAS PRÉ, PRÓ, PÓS)
EX: PÓS-GRADUAÇÃO, PRÓ-EUROPEU, PRÉ-ESCOLAR

ATENÇÃO!!!
PODE HAVER, EM ALGUNS CASOS, A ALTERNÂNCIA ENTRE AS FORMAS
PRÉ/PRE E PÓS/POS
EX: PRÉ-ELEITO/PREELEITO, PÓS-TÔNICO/POSTÔNICO

1.18 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO TERMINA EM


“M” OU “N” E O SEGUNDO ELEMENTO INICIA-SE POR VOGAL, H, M OU N
EX: CIRCUM-NAVEGAÇÃO, PAN-AMERICANO

1.19 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO DO


COMPOSTO É UM PREFIXO –EX, -SOTA, -SOTO, -VICE, -VIZO
EX: EX-DIRETOR, VICE-PRESIDENTE

1.20 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O 1° ELEMENTO DO COMPOSTO


TERMINA EM VOGAL, “R” OU “B” E O 2° ELEMENTO INICIA POR “H”
EX: GEO-HISTÓRIA, INTER-HEMISFÉRICO, SUB-HEPÁTICO
ATENÇÃO!!!
QUANDO NÃO HOUVER SUPRESSÃO DO SOM DA VOGAL QUE ENCERRA O
PRIMEIRO ELEMENTO DO COMPOSTO, E O SEGUNDO ELEMENTO INICIAR POR “H”,
ADMITE-SE AS DUAS FORMAS A SEGUIR
EX: CARBO-HIDRATO / CARBOIDRATO
ATENÇÃO!!!
ENTRETANTO, SE HOUVER A SUPRESSÃO DO SOM DA VOGAL QUE
ENCERRA O PRIMEIRO ELEMENTO, A GRAFIA CONSAGRADA PELA NORMA DEVE SER
MANTIDA
EX: CLORIDRATO
ATENÇÃO!!!
SÃO EXCEÇÃO A TAL PRINCÍPIO AS PALAVRAS DE USO JÁ CONSAGRADO
COMO:
EX: REIDRATAR, REUMANIZAR

1.21 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN EM COMPOSTOS FORMADOS PELOS


PREFIXOS –DES E –IN QUANDO O “H” QUE INICIA O SEGUNDO ELEMENTO DO COMPOSTO
É SUPRIMIDO
EX: DESUMANO, INUMANO

1.22 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN NOS VOCÁBULOS “NÃO” E “QUASE”


QUANDO EMPREGADOS EM FUNÇÃO PREFIXAL
EX: NÃO VERBAL, QUASE PERFEITO

1.23 EMPREGA-SE O HÍFEN DIANTE DA FORMA REDUZIDA “-A” DO


PREFIXO “-NA” QUANDO O SEGUNDO ELEMENTO DO COMPOSTO INICIAR POR “H”
EX: A-HISTÓRICO,

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Português

1.24 EMPREGA-SE O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO DO


COMPOSTO TERMINA EM “B” OU “D” E O SEGUNDO ELEMENTO INICIA POR “R”
(AB/OB/SUB/SOB/AD)
EX: SUB-REITOR, SOB-RODA, OB-ROGAR, AB-RUPTO, AD-REFERENDAR

1.25 NÃO SE EMPREGA O HÍFEN QUANDO O PRIMEIRO ELEMENTO DO


COMPOSTO TERMINA POR VOGAL E O SEGUNDO ELEMENTO INICIA POR “R” OU “S”,
CONTUDO AS CONSOANTES [R/S] DUPLICAM-SE
EX: ANTISSOCIAL, MACRORREGIÃO

1.26 NAS FORMAÇÕES COM SUFIXOS EMPREGA-SE O HÍFEN SOMENTE EM


PALAVRAS CUJOS SUFIXOS SÃO DE ORIGEM TUPI-GUARANI QUE REPRESENTEM
FORMAS ADJETIVAS
EX: -AÇU = GRANDE / -GUAÇU = GRANDE / -MIRIM = PEQUENO
CAPIM-AÇU, AMORÉ-GUAÇU, ANAJÁ-MIRIM

2. PALAVRAS CUJA ESCRITA GERA DÚVIDA


SEM BLÁ-BLÁ-BLÁ!!!
VAMOS AO QUE INTERESSA!!!

AFIM A FIM AO ENCONTRO DE DE ENCONTRO A

finalidade Em direção
Semelhança/parentesco Ir contra/choque
a/favoravelmente

Nossa meta é afim: sua Vou ao encontro de Isso vai de encontro aos
Saiu a fim de estudar
aprovação minha esposa meus princípios

EM VEZ DE AO INVÉS DE EMINENTE IMINENTE

Ao contrário de [SÓ c/ que se


Em lugar de prestes a acontecer
ideias opostas sobressai/excelente

Em vez de suco, bebeu Ao invés de acordar, És um aluno eminente A sua aprovação é


refrigerante dormiu do Interação iminente

CONSERTO CONCERTO RETIFICAR RATIFICAR

de manutenção de música/acordo corrigir confirmar

Vamos assistir ao O aluno retificou sua O Professor ratificou o


Ele consertou o carro
concerto? postura conteúdo da prova

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Português

DESCRIMINAR DISCRIMINAR DESCRIÇÃO DISCRIÇÃO

Absolver de crime, tirar Ato ou efeito de


segregação Qualidade de discreto
a culpa, inocentar descrever

O juiz descriminou o Ele sofreu discriminação Ele fez uma descrição ELe agiu com excelente
indivíduo no trabalho. perfeita discrição

FLAGRANTE FRAGRANTE INSIPIENTE INCIPIENTE

Ao contrário de [SÓ c/ Que começa/Ques está


Em lugar de Ignorante/Néscio
ideias opostas no início

Em vez de suco, bebeu Ao invés de acordar, Essa atitude foi Nosso trabalho é
refrigerante dormiu insipiente incipiente

MAL MAL MAL MAU

Conjunção Subord.
Adv.[oposto de bem] Subst. Adj.[oposto de bom]
Temp.

A reprovação é um mal Mal saiu, começou a


Ele estudou mal Ele é um menino mau
necessário chover.

SE NÃO [Conj. Cond. +


SENÃO EXCEÇÃO
Adv.]

caso contrário caso não/quando não sinônimo de erro ou defeito

Escolha o interação, senão serás


se não estudares, serás reprovado Sua prova não contem um senão
reprovado

ONDE AONDE DE ONDE

Estático Movimento Origem/Procedência

O estado de onde venho é


O bairro onde moro é tranquilo O país aonde vou é longe
perigoso

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Português

ACERCA DE HÁ CERCA DE CERCA DE

tempo decorrido/faz
a respeito de aproximadamente/durante
aproximadamente

Ensinei acerca do emprego dos Comecei a estudar há cerca de


Estudo cerca de seis horas diárias
verbos anos

POR QUE PORQUE POR QUÊ PORQUÊ

Quando sobre
Início de frases
Conj. Causal em substantivação, isto é,
interrogativas diretas ou Final de frases
respostas precedido de um
indiretas
determinante

Por que choras? Porque tirei zero Tiraste zero por quê? Não sei o porquê

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Português

OBSERVE ABAIXO A GRAFIA CORRETA DE ALGUMAS PALAVRAS

GRAFIA CORRETA DE ALGUMAS PALAVRAS

ESPLÊNDIDO

BENEFICENTE

DESPENDIDA

ESTEREÓTIPO

CATALISADOR

ESPONTANEIDADE

DISPLICÊNCIA

ABORÍGENE

ASTERÍSCOS

MUÇULMANO

INTITULA

DIGLADIAR

HESITAR

MARQUISE

ESTUPRO

MENDIGO

Assim, encerramos nossa aula sobre ORTOGRAFIA. Espero ter contribuído com a
evolução do seu conhecimento, de modo a facilitar a sua aprendizagem através do conteúdo
ministrado. Ficamos por aqui e até o nosso próximo encontro.

HASTA LA VISTA!
SEM SANGUE NÃO HÁ VITÓRIA!
FÉ NA MISSÃO!

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Português

COMO O ASSUNTO É COBRADO EM MINHA PROVA?

ESA
ORTOGRAFIA
CONHECER as REGRAS de emprego do “S”, “C”, “SS”, “Z”, “Ç”.
MAIS RECORRENTES NA ESA:
- IDENTIFICAR AS PALAVRAS GRAFADAS CORRETAMENTE: em
questões de COMPLETE
ATENÇÃO!!!
- ENTROU EM VIGOR O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO – É
IMPORTANTE:
 SABER OS CASOS NOVOS;
 MAS, ACIMA DE TD, SABER OS CASOS QUE SOFRERAM
IMPORTANTE ALTERAÇÕES
CUIDADO C/ O EMPREGO DOS ACENTOS DIFERENCIAIS – HOUVE
MUDANÇAS
CUIDADO C/ O EMPREGO DO TREMA – HOUVE MUDANÇA
CUIDADO C/ PALAVRAS QUE CONFUNDEM QUANTO À GRAFIA
[HOMÔNIMOS e PARÔNIMOS]
ATENÇÃO PARA O EMPREGO DOS “PORQUÊS”

EXERCÍCIOS
1 - (ESA/2011) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do parágrafo a
seguir.
O chefe perguntou-lhe ______ chegara atrasado, já antevendo a explicação de sempre:______ o trem não
cumpriu o horário; ______ o trânsito estava muito lento; e os engarrafamentos ______ passara eram
infindáveis.
a) por que - porque - porque - por que
b) por que - por que - porquê - porque
c) por que - por que - porque - porquê
d) porquê - porque - por que - por que
e) porque - por que - porque – porque

2 - (ESA/2011) Identifique a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente.


a) disenteria – privilégio – excêntrico – superstição – empecilho
b) imprescindível – pajem – discussão – estrupo – mendingo
c) enxarcar – pesquisar – frustração – bugiganga – acumpuntura
d) prazeirosamente – consciência – cônjuge – salchicha – exceção
e) fingimento – encapuzar – beneficiente – aterrisagem – compania

3 - (ESA/2010) Identifique a opção em que todas as palavras estão grafadas corretamente:


a) Marquize – contagio – espontâneo – jiló – estiagem.
b) Herege – obsessão – assessor - trapézio – laje.
c) Agiota – lambugem – cocheira – casulo – congestão.
d) Pesquisar – analizar – sintetizar – popularizar – sensibilizar
e) Macacheira – alcachofra – chuchu - berinjela.

4 - (ESA/2010) (ÁREA MÚSICA) Assinale a opção em que todos os vocábulos estão grafados
corretamente.
a) aspersão, extinção, infração, promoção, retensão

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Português

b) descrição, distenção, isenção, reivindicação, rescisão


c) cessão, exceção, isenção, submersão, absolvição
d) comoção, resolução, expansão, distorção, absorsão
e) apreensão, conversão, disperção, prescrição, abstenção

5 - (ESA/2009) Por causa do risco __________ de morte, os passageiros do transatlântico não


agiam mais com __________, e o medo era __________ no semblante de todos.
a) iminente, discrição e flagrante
b) eminente, discrição e fragrante
c) eminente, descrição e flagrante
d) eminente, descrição e fragrante
e) iminente, discrição e fragrante

6 - (ESA/2008) Durante o ________, os namorados admiravam a ________ flautista com a ________


de ________ a paixão.
A alternativa que melhor completa o período é:
a) conserto, insipiente, tensão, ascender.
b) concerto, incipiente, tensão, ascender.
c) conserto, incipiente, tenção, ascender.
d) concerto, incipiente, tenção, acender.
e) concerto, insipiente, tenção, acender.

7 - (EEAR/2011-2) Em qual alternativa não há erro de grafia?


a) O adolescente prescisa se concientizar de que as drogas podem levá-lo à desgraça.
b) Tudo estava quieto naquele momento, mas derrepente um estrondo pertubou a todos da
sala.
c) Alguns trabalhadores daquela siderúrgica não entenderam por que deveriam paralisar a
produção ontem.
d) O descanço no domingo é fundamental para revigorarmos as energias, porisso não
devemos abrir mão dele.

8 - (EEAR/2014) Assinale a frase que apresenta um erro de ortografia.


a) Ele se alimentava mal.
b) Assisti ao filme da sessão das dez. Foi ótimo!
c) Jamais exitei um instante sequer diante dos meus objetivos.
d) A condessa compareceu ao encontro, por isso houve tanta comemoração.

9 - (EEAR/2016) De acordo com a ortografia da língua portuguesa, não sofreu alteração em


relação ao uso do trema a palavra
a) eqüino
b) ligüiça
c) mülleriano
d) cinquentenário

10 - (EEAR/2007-A2) Coloque Certo (C) ou Errado (E) para a grafia das palavras destacadas
nas frases abaixo e assinale a sequência correta.
1. É anti-higiênico ir à mesa sem lavar as mãos.
2. Meu carro roda doze kilômetros por litro
3. O maciço daquela região é extenso.
a) E – E – C b) C – C – E c) E – C – E d) C – E – C

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5.4. AULA 04 - Morfologia – Estrutura das Palavras

ATENÇÃO, ATENÇÃO! Esse é outro assunto RECORRENTE em provas!


O “PULO DO GATO” nesse assunto é saber como ele é cobrado pela banca que organiza
o concurso que você irá fazer. Atente-se às explicações em videoaula (caso seja assinante do
curso) direcionarei o que é mais importante você focar para o seu concurso, além de trazer, ao
fim da apostila, um mapa mental para melhor assimilação do conteúdo.

Nossa reflexão motivacional de hoje é:

“H| três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflex~o, que é o mais nobre;
segundo, por imitaç~o, que é o mais f|cil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo”.
(Confúcio)

VAMOS AO QUE INTERESSA


“TAMU JUNTU I INTERAGINDU!!!”

A morfologia encarrega-se do estudo dos vocábulos quanto à ESTRUTURA E


FORMAÇÃO e quanto à CLASSIFICAÇÃO E FLEXÕES.

ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS - INTRODUÇÃO


Para compreendermos o desencadeamento do conteúdo proposto não há alternativa
senão, utilizar as palavras de Cunha e Cintra (2013), autores que subsidiam a bibliografia do
concurso.
Cunha e Cintra (2013, p. 89) inferem que “Uma língua é constituída de um conjunto
infinito de frases. Cada uma delas possui uma face sonora, ou seja, cadeia falada, e uma face
significativa, que corresponde ao seu conteúdo. Uma frase, por sua vez, pode ser dividida em
unidade menores de som e significado – as palavras – e em unidades ainda menores, que
apresentam apenas a face significante – os fonemas. As palavras são, pois, unidades menores
que a frase e maiores que o fonema. [...]. Existem, no entanto, unidades de som e conteúdo
menores que as palavras. [...]. A essas unidades significativas mínimas dá-se o nome de
MORFEMAS”.
A fim de facilitar a sua vida, caro candidato e futuro militar das forças armadas, iremos
desenvolver cada nomenclatura acerca da estrutura e formação das palavras de modo que, ao
fim deste curso, você absorva o conhecimento do conteúdo e não perca nenhuma questão
sobre o assunto.
O diferencial deste curso é que nós faremos você APRENDER.
A DECOREBA deve ser uma função SUBSIDIÁRIA, isto é, SECUNDÁRIA. AQUI, VOCÊ
adquire o conhecimento, muda de COMPORTAMENTO e, isso ocorre quando aprendemos.

Bom, vamos continuar nossa aula.

Compreendidos os aspectos teóricos acerca do morfema chegamos a algumas


conclusões.
VOCÁBULO = grupo de morfemas
MORFEMA = unidade mínima de significação

MORFEMAS ÁTONOS E TÔNICOS


Para compreendermos a concepção de morfemas átonos e tônicos é preciso sabermos
a conceituação de TONICIDADE. A tonicidade em uma concepção generalizada e, utilizando-
se do conceito de Bechara (2009) é um som que dentro de um vocábulo distingue-se dos

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demais por conter um “relevo maior no esforço expiratório. Em uma linguagem mais simples,
é um som mais forte.
Entendida a conceituação de tonicidade torna-se fácil diferenciar os morfemas tônicos
e átonos.
Os MORFEMAS TÔNICOS são possuidores de AUTONOMIA FONÉTICA, isto é,
independem de outros vocábulos para transparecerem valor fonético, ou seja, são tônicos por
si só.
Os MORFEMAS ÁTONOS não contêm AUTONOMIA FONÉTICA, uma vez que
necessitam de sustento na sílaba do vocábulo seguinte, o que de fato destaca mais o som do
vocábulo posterior e, menos o do morfema átono.

CONJUNÇÃO

ARTIGO
MORFEMAS
ÁTONOS
[Geralmente]
PREPOSIÇÃO

PRONOMES
OBLÍQUOS

1. ESTRUTURA DAS PALAVRAS


Neste tópico analisaremos a estrutura das palavras, vejamos o exemplo abaixo,
destrinchado pelos morfemas que o compõe. Observe as figuras e veja que obtendo o
conhecimento das conceituações vistas acima se torna muito mais simples identificar cada
morfema, bem como classificá-los.
MENIN I NH A S
MENIN = RADICAL
INH = SUFIXO DIMINUTIVO
A = DESINÊNCIA DE GÊN.
S = DESINÊNCIA DE NÚMERO

SIGNIFICAÇÃO SIGNIFICAÇÃO
EXTERNA INTERNA

•MENIN •INH
SUFIXO
RADICAL DIMINUTIVO

SIGNIFICAÇÃO SIGNIFICAÇÃO
INTERNA INTERNA

•A •S
DESINÊNCIA DE DESINÊNCIA DE
GÊNERO NÚMERO

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1.1. RADICAL
O RADICAL é um MORFEMA LEXICAL dotado de significação externa. Ao radical
acrescentam-se os AFIXOS e DESINÊNCIAS ou, ainda, uma VOGAL TEMÁTICA.
Ex: CANT AREMOS / SALA
CANT = RADICAL
SAL = RADICAL

ATENÇÃO!!!
É do radical que surgem os vocábulos da mesma família. Nas palavras de Cunha e
Cintra (2013) “o radical irmana as palavras da mesma família e lhes transmite uma base
comum de significaç~o”, isto é, PALAVRAS COGNATAS.

• RADICAL
FERRO • FERR

• RADICAL
FERREIRO • FERR

ENFERRUJA • RADICAL
R • FERR

1.2. VOGAL TEMÁTICA


Acrescenta-se ao radical, preparando-o para a recepção de DESINÊNCIAS ou AFIXOS. É
o elemento caracterizador da conjugação dos verbos.
EX: CANT A R / BEB E R / CONSTRU I R
A = 1ª CONJUGAÇÃO
E = 2ª CONJUGAÇÃO
I = 3ª CONJUGAÇÃO

ATENÇÃO!!!
Cunha e Cintra (2013) destacam um aspecto que gera certas divergências entre os
linguistas tradicionais e modernos, no que tange a inclusão ou não das Vogais Temáticas entre
os morfemas.

1.3. TEMA
O radical UNIDO à vogal temática resulta no TEMA.

VOGAL
RADICAL TEMÁTICA TEMA

Há, ainda, as formas atemáticas, desprovidas de Vogal Temática.

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FORMAS
ATEMÁTICAS

MAR ø
FALO
Vogal
O = Des. n°-
Temática =
Pessoal
ø

2. AFIXOS E DESINÊNCIAS
Os MORFEMAS GRAMATICAIS são possuidores de significação INTERNA. Há, porém,
uma subclassificação para eles.
Os morfemas gramaticais subdividem-se em: MORFEMAS DERIVACIONAIS (AFIXOS) e
MORFEMAS FLEXIONAIS (DESINÊNCIAS).
Os MORFEMAS FLEXIONAIS são indicadores das flexões dos NOMES e VERBOS.
Os morfemas flexionais subdividem-se em: Desinências NOMINAIS e VERBAIS.
As DESINÊNCIAS NOMINAIS caracterizam o GÊNERO e NÚMERO dos SUBSTANTIVOS,
ADJETIVOS e de alguns PRONOMES.
DESINÊNCIAS NOMINAIS
GÊNERO PESSOA

DESINÊNCIA CLASSE
EXEMPLOS GÊNERO NÚMERO
NOMINAL GRAMATICAL
ALUNO O SUBSTANTIVO MASCULINO ---
ALUNOS S SUBSTANTIVO --- PLURAL
AQUELA A PRONOME FEMININO ---
AQUELAS S PRONOME --- PLURAL
BONITA A ADJETIVO FEMININA ---
BONITA ø S ADJETIVO --- SINGULAR

As DESINÊNCIAS VERBAIS indicam o NÚMERO E PESSOA dos VERBOS.


Para Cunha e Cintra (2013) as DESINÊNCIAS VERBAIS são as responsáveis pela flexão
dos verbos em NÚMERO e PESSOA. Essas desinências são subdivididas em 3 grupos:
desinências do PRESENTE DO INDICATIVO; do PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO; e
do INFINITIVO PESSOAL/FUTURO DO SUBJUNTIVO.

DESINÊNCIAS VERBAIS
NÚMERO PESSOA

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Português

PRETÉRITO
FALASTES
PERFEITO
DESINÊNCIA NÚMERO e
S VERBAIS PESSOA
2a PESSOA do
PLURAL

Cunha e Cintra (2013) complementam, ainda, que “nas outras formas finitas, as
desinências são as mesmas do presente do indicativo, salvo na 1ª Pes. Sing., que, como a 3ª, se
caracteriza pela falta de qualquer desinência”.

INFINITIVO PES. /
PRESENTE PRET. PERFEITO
FUT. SUBJUNTIVO

PESSOA Singular Plural Singular Plural Singular Plural

1ª -o -mos -i -mos - -mos

2ª -s -is (-des) -ste -stes -es -des

3ª - -m -u -ram - -em

Vistos e compreendidos os morfemas flexionais (desinências), partiremos para os


morfemas derivacionais (afixos). Caro candidato, se por acaso você se encontra com
dificuldade, lembre-se que o cargo que almeja é algo nobre, uma função que exige dedicação e
superação de limites. Então, desde já, supere seus limites, caso tenha dúvidas e dificuldades
mesmo assistindo às videoaulas e lendo a apostila. Entre em contato via e-mail, dentro das
possibilidades responderei o mais breve possível.
É importante, que além do conteúdo do curso você busque meios que auxiliem seus
estudos e, principalmente, FAÇA EXERCÍCIOS!!! Os exercícios são o melhor instrumento para
aumentar o seu rendimento e o termômetro para medir o seu desempenho.
Vamos dar prosseguimento aos estudos. Os MORFEMAS DERIVACIONAIS (AFIXOS)
conforme Cunha e Cintra (2013), “s~o elementos que modificam geralmente de maneira
precisa o sentido do radical a que se agregam”. Subdividem-se em PREFIXOS e SUFIXOS.

POSPOSTOS
SUFIXOS AOS BOIADA
RADICAIS

ANTEPOSTOS
PREFIXOS AOS DESLEAL
RADICAIS

3. VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO


As VOGAIS e CONSOANTES DE LIGAÇÃO são desprovidas de significação. São
utilizadas como ELEMENTOS EUFÔNICOS.

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Português

O = VOGAL DE S/ VALOR Une os radicais


GASÔMETRO LIGAÇÃO SIGNIFICATIVO GÁS e METRO

Une o radical
Z = CONSOANTE S/ VALOR
CAFEZINHO DE LIGAÇÃO SIGNIFICATIVO
CAFÉ ao Sufixo
INHO

As vogais e consoantes de ligação são classificadas, segundo a linguística tradicional, de


forma isolada, nas análises mórficas. Entretanto, conforme a linguística moderna, Cunha e
Cintra (2013) destacam que as vogais e consoantes de ligaç~o s~o consideradas “parte do
radical ou dos afixos”.
CANDIDATO! É importante que saiba e domine todo o conteúdo da apostila, muito dele
não será cobrado, mas algo será. É melhor saber e não ser cobrado, que ser cobrado e você
não saber.
Assim, encerramos nosso estudo sobre a estrutura das palavras. No próximo capítulo
iremos estudar a FORMAÇÃO DAS PALAVRAS. Faz-se necessário que domines o conteúdo
estudado acima, pois ele é indispensável para entender e aprender o conteúdo seguinte.

FOCO, FORÇA E FÉ. SEM SANGUE NÃO HÁ VITÓRIA!!!


BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

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Português

4. MAPA MENTAL

RADICAL SIGNIFICAÇÃO
CANTAR
EXTERNA

PREPARA O RADICAL P/
VOGAL RECEPÇÃO DE CANTAR
TEMÁTICA (V.T) DESINÊNCIAS E SUFIXOS

TEMA RADICAL + V.T CANTAR

ESTRUTURA
DO VOCÁBULO

PREFIXO DESLEAL

AFIXOS

SUFIXO BOIADA

DE GÊNERO ALUNAS

NOMINAIS

DE NÚMERO ALUNAS

DESINÊNCIAS

MODO- FALAVAS
TEMPORAIS
VERBAIS
NÚMERO-
PESSOAIS FALAVAS

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Português

GASÔMETRO -
/ô/ - Vogal de
Ligação (V.L)
ELEMENTOS Ñ SÃO
EUFÔNICOS MORFEMAS
CAFEZINHO -
/z./ -
Consoante de
Ligação (C.L)

DETENTORAS DE
SIGNIFICADO COMUM FERRO;
PALAVRAS
ATENÇÃO !!! E PERTENCENTES A ENFERRUJAR;
COGNATAS
DETERMINADA FERREIRO
FAMÍLIA DE RADICAIS

SOMENTE UM
FORMAS ELEMENTO MÓRFICO MAR; SOL;
ATEMÁTICAS (COMPOSTAS SÓ PELO AR
RADICAL)

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5.5. AULA 05 - Morfologia – Formação das Palavras

Bom dia, boa tarde, boa noite e boa madrugada. Hoje nós estudaremos a Formação das
Palavras. É importante que faça uma revisão do assunto anterior, pois ele é imprescindível
para a compreensão da aula de hoje. Ok pessoal?

Nossa reflexão motivacional de hoje é:

“O futuro tem muitos nomes. para os fracos o inalcançável. para os temerosos o


desconhecido. para os valentes é a oportunidade”.
(Victor Hugo)

VAMOS AO QUE INTERESSA


“TAMU JUNTU I INTERAGINDU!!!”

1. FORMAÇÃO DAS PALAVRAS: NOÇÕES GERAIS


O processo de formação de palavras subdivide-se em dois métodos, a saber: a
DERIVAÇÃO e a COMPOSIÇÃO.

A fim de sintetizar as conceituações descritas na figura acima, veremos como se


classifica cada um dos pontos referentes aos processos de DERIVAÇÃO e COMPOSIÇÃO.
Através dos procedimentos de DERIVAÇÃO com acréscimo de AFIXOS, obtêm-se novas
palavras com fundamento no radical por meio da DERIVAÇÃO PREFIXAL, SUFIXAL e
PARASSINTÉTICA. Com a supressão de elementos finais, caracteriza-se a DERIVAÇÃO
REGRESSIVA e, por fim, a partir da DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA ou CONVERSÃO, ocorre a
mudança de classes gramaticais.
Já por intermédio dos processos de COMPOSIÇÃO, obtemos novas palavras pela união
de elementos de mais de um radical, método desencadeado pela JUSTAPOSIÇÃO e
AGLUTINAÇÃO. Além desses, que são mais cobrados em provas, algumas vezes as bancas
cobram outros processos formadores de palavras, e cabe a nós fazê-los conhecer. São o
HIBRIDISMO, a ONOMATOPEIA, a ABREVIAÇÃO e as SIGLAS.
Vejamos um a um, com suas peculiaridades. Meu ALUNO, DE IGUAL MANEIRA AO
CAPÍTULO ANTERIOR, adotaremos algumas nomenclaturas e conceituações que talvez não

4 Imagem Disponível em:


<https://www.google.com.br/search?qforma%C3%A7%C3%A3odepalavras&rlz1C1AVNAenBR602BR602&sourcelnms&tb
misch&saX&ved0ahUKEwijgI->. Acesso em: 25 dez. 2015.

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tenhas muita familiaridade. O objetivo é, mais uma vez, facilitar seu aprendizado
proporcionando o conhecimento, e não a famosa decoreba.
Então, vamos INTERAGIR!!!
2. DERIVAÇÃO
2.1 DERIVAÇÃO PREFIXAL OU PREFIXAÇÃO
A derivação PREFIXAL consiste no acréscimo de PREFIXOS aos radicais a fim de
formar novas palavras com significados relacionados ao radical.
Os prefixos são, geralmente, de origem LATINA e GREGA.
Cunha e Cintra (2013) pontuam que “os sufixos e prefixos formam novas palavras que
conservam de regra uma relaç~o de sentido com o radical derivante”.
EX: DESLEAL – RELER - ADJUNTO

OBS: Por curiosidade, os prefixos, conforme Cunha e Cintra (2013) “s~o mais
independentes que os sufixos, pois se originam, em geral, de ADVÉRBIOS ou de
PREPOSIÇÕES que têm ou tiveram vida autônoma na língua”.

ATENÇÃO!!! PEGUE SUA GRAMÁTICA E LEIA OS PREFIXOS DE ORIGEM GREGA E


LATINA, NÃO TENTE DECORAR, MAS VEJA A RELAÇÃO DE SIGNIFICADOS QUE ELES
POSSUEM QUANDO AGREGADOS AO RADICAL. MUITAS VEZES, O PRÓPRIO CONTEXTO EM
QUE A PALAVRA É EMPREGADA, EXPÕE SEU SIGNIFICADO.
DICA: MUITA LEITURA, DE DIVERSOS GÊNEROS, AGREGA VOCABULÁRIO, LOGO, VOCÊ
ACABA ADQUIRINDO SEM QUE PERCEBA, O CONHECIMENTO DE MUITOS SIGNIFICADOS
REFERENTES A ESSES PREFIXOS.

2.2 DERIVAÇÃO SUFIXAL


A derivação SUFIXAL caracteriza-se pelo acréscimo de SUFIXOS ao radical das
palavras.
Cunha e Cintra (2013) conceituam a derivação SUFIXAL como formadora de muitos,
SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS, VERBOS e ADVÉRBIOS.
Nesse viés, denomina-se que os sufixos subdividem-se em NOMINAIS, VERBAIS e
ADVERBIAIS.
Os sufixos NOMINAIS são aqueles responsáveis pela formação, quando agregados ao
radical, dos SUBSTANTIVOS e ADJETIVOS.
Os VERBAIS são os que acrescidos ao radical originam um VERBO.
E, por fim, o ADVERBIAL (-mente) que é o produtor de ADVÉRBIOS, quando ligado a
um radical de ADJETIVO FEMININO.

AGORA, entraremos nas classificações dos três tipos de sufixos descritos acima.
Aconselho que a tentativa de gravá-los é um total desperdício de tempo, eles são inúmeros e o
candidato tem uma infinidade de conteúdos para estudar e aprender. Mas, a decisão é SUA.
Para facilitar a sua vida, caro candidato, colocarei na tabela a seguir, algumas
ocorrências para exemplificar cada classificação, pois, é importante entender como se formam
novas palavras através do acréscimo dos sufixos.
Esse é o PULO DO GATO. Pois, se a banca quiser complicar a sua vida, será assim. Por
exemplo, a palavra casebre é formada pelo processo de derivação sufixal, através do acréscimo
de um sufixo diminutivo. Dessa forma, VOCÊ se defenderá com uma VOADORA MORTAL,
afastando qualquer chance de erro e garantindo mais uma questão para a sua aprovação.

Veja a tabela e observe os exemplos.

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Português

TIPO SUFIXO EXEMPLO

Aumentativos -anzil, etc corpanzil

Diminutivos -ebre, etc casebre


N
Forma Subst. de Subst. -ada, etc boiada
O
M Forma Subst. de Adj. -or, etc amargor

I Forma Subst. de Subst. e de -ismo, etc federalismo


N Adj.

A Forma Subst. e Adj. de -ista, etc fascista


outros Subst. e Adj.
I
Forma Subst. de Verbo -ante, etc estudante
S
Formam Adj. de Subst. -aico, etc judaico

Forma Adj. de Verbos -ável, etc louvável

V telefonar

E francesar
R Formação de novos verbos
na Língua Portuguesa pela esquiar
B agregação do sufixo –ar em -ar
SUBSTANTIVOS e nivelar
A
ADJETIVOS
I dedilhar
S clarificar

A
D
V
E
R bondosamente
Acréscimo do sufixo –mente -mente
B aos ADJETIVOS FEMININOS
I
A
I
S

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2.3 DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA/PARASSÍNTESE


Cunha e Cintra (2013) demarcam a PARASSÍNTESE como o acréscimo concomitante
de prefixo e sufixo a um dado radical.

PARASSÍNTESE

AMANHECER

Cortando o prefixo -a não Existe


MANHECER

Cortando o sufixo -ecer não existe


AMANH

2.4 DERIVAÇÃO REGRESSIVA

A DERIVAÇÃO REGRESSIVA consiste na SUBTRAÇÃO de um elemento da palavra


derivante.
Cunha e Cintra (2013) afirmam que “A DERIVAÇÃO REGRESSIVA tem import}ncia
maior na criação dos SUBSTANTIVOS DEVERBAIS ou PÓS-VERBAIS, formados pela junção de
uma das vogais –o, -a ou –e ao radical do verbo”.
DEVERBAL
SUBSTANTIVO
VERBO VERBO MASCULINO E
DEVERBAL
FEMININO

abalar abalo custar custo/custa

perder perda gritar grito/grita

Geralmente as questões referentes à formação de palavras não são muito complexas,


no entanto, obtive contato com algumas questões muito maliciosas dentro desse tema. Uma
das possíveis cobranças pode DELINEAR a seguinte diferenciação: como distinguir se o
SUBSTANTIVO se originou do VERBO ou se o VERBO se originou do SUBSTANTIVO?
LEMBRE-SE, isso pode ocorrer em uma prova mais complexa e, eu quero prepará-lo para
fechar a prova de Língua Portuguesa do seu concurso.

Vamos à DICA MESTRA!

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5.

Se a banca quiser complicar a sua vida, ela pode TENTAR. Entretanto, não sabe ela, que
VOCÊ está estudando INSANAMENTE, e que a equipe que você escolheu para instruí-lo é
qualificada e possui vasta experiência em concursos militares e, além disso, já ensinou como
fazer a separação quanto à classificação dos substantivos derivados de verbos e dos verbos
derivados de substantivos.

2.5 DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA/CONVERSÃO


A DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA caracteriza-se por ocasionar a mudança de CLASSE
GRAMATICAL das palavras. Cunha e Cintra (2013) definem esse processo derivacional como
um “processo de enriquecimento vocabular, pela mudança de classe gramatical [oriunda da
anteposição do artigo definido a dado vocábulo – grifo meu] sem sofrer modificação em
sua estrutura”.
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA

NÃO - ADVÉRBIO O NÃO - SUBSTANTIVO

Cabe salientar que a DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA também é concebida como CONVERSÃO


ou HABILITAÇÃO.

3. COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO E ALGUTINAÇÃO


Para Cunha e Cintra (2013) a COMPOSIÇÃO consiste em formar nova palavra pela
união de dois ou mais radicais. Esses teóricos ainda classificam a composição quanto à
FORMA, o SENTIDO e à CLASSE GRAMATICAL dos seus elementos compostos.
Quanto à forma:
A COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO – mantém a manutenção da integridade.
A COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO - perda de integridade.

Quanto ao sentido:
Segundo Cunha e Cintra (2013) “o elemento DETERMINADO contém a ideia geral e o
DETERMINANTE a noç~o particular”. Segundo estes estudiosos, ainda, os compostos
portugueses via de regra formam-se com o DETERMINADO anteposto ao DETERMINANTE,
todavia, os formados conforme evolução erudita, seguem o padrão latino, DETERMINANTE
anteposto ao DETERMINADO.

Quanto à classe gramatical:


Composição de novas palavras por uma ou mais classes de palavras.
5 Critério adotado pelo Filólogo Mário Barreto.

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FORMA Justaposição beija-flor


Aglutinação Embora
C SENTIDO Regra geral escola-modelo
O Compostos Eruditos Agricultura
SUBST + SUBST navio-escola
M
SUBST + PREP + SUBST cor-de-rosa
P
amor-perfeito/
SUBST + ADJ
O aguardente
S ADJ anteposto ao SUBST alto-forno
I CLASSE ADJ + ADJ luso-brasileiro
GRAMATICAL NUM + SUBST terça-feira
Ç
PRON + SUBST meu-bem
Ã
VERBO + SUBST arranha-céu
O VERBO + VERBO perde-ganha
ADV + ADJ mal-educado
ADV (ADJ em Função
maldizer6
Adverbial) + VERBO

Não tente gravar os tipos de COMPOSIÇÃO (QUANTO À FORMA, SENTIDO OU CLASSE


GRAMATICAL). Isso, provavelmente, não será cobrado em sua prova. O importante é
você utilizar essa informação para subsidiar seu conhecimento, isto é, utilizá-las como
ferramentas para identificar de diversas formas uma palavra formada por composição.
Mas, como nosso objetivo é fazer você GABARITAR a prova de “PORTUGA”, ent~o, é bom
conhecer esse conceito.

4. HIBRIDISMO
O HIBRIDISMO consiste na união de elementos de línguas diferentes. Não há muitas
observações quanto a esse fenômeno. Não há uma fórmula que facilite o aprendizado dos
hibridismos, nem um BIZU para gravar. Se o camarada conseguir gravar todos os hibridismos
ele é um HERÓI. Enfim, os hibridismos são identificados, com a vivência com a língua, isto é,
muita leitura de gêneros distintos.
Não é uma questão que costuma cair em provas, mas não deixe de ler um pouco sobre os
hibridismos, e de saber observar quando eles ocorrem [união de elementos de línguas
diferentes].

6Abro um parêntese aqui a fim de implementar o seu aprendizado. Cunha e Cintra (2013) destacam, quanto aos compostos
de bem e mal + substantivo/adjetivo, que regra geral, eles são em sua grande maioria, derivados de verbos. [Ex: maldizente,
bem-vido, bem-aventurado, etc.].

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5. ONOMATOPEIA
Também conhecida como REDUPLICAÇÃO, a ONOMATOPEIA consiste na repetição de
sons iguais ou semelhantes. Cunha e Cintra (2013) preferem defini-la como “palavras
imitativas que procuram reproduzir aproximadamente certos sons ou ruídos”.
ATENÇÃO!!!
Cunha e Cintra (2013) atribuem a VERBOS e SUBSTANTIVOS que reproduzem as vozes
dos animais, origem reduplicativa (onomatopeica).

ONOMATOPEIA

RECO-RECO PINGUE-PONGUE

6. ABREVIAÇÃO
A ABREVIAÇÃO é o uso da parte em lugar do todo. Cunha e Cintra (2013) conceituam a
ABREVIAÇÃO como a redução de frases e palavras, de modo que essas reduções não
prejudiquem a compreensão veiculada por elas formas plenas.
ABREVIAÇÃO

CINEMA FOTOGRAFIA AUTOMÓVEL

CINE FOTO AUTO

7. SIGLAS
As SIGLAS são definidas com o uso das iniciais. Cunha e Cintra (2013) definem as
SIGLAS como “o processo de criação vocabular que consiste em reproduzir longos títulos a
meras siglas, constituídas das letras iniciais das palavras que os compõem”.

SIGLAS

COMLURB ONU RJ

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8. MAPA MENTAL

POR COUVE-FLOR
JUSTAPOSIÇÃO

COMPOSIÇÃO

POR
AGLUTINAÇÃO EMBORA

PREFIXAL RELER

SUFIXAL BOIADA

FORMAÇÃO
DE DERIVAÇÃO AMANHECER
PARASSINTÉTICA
PALAVRAS

REGRESSIVA COMBATE (R)

IMPRÓPRIA O PORQUÊ

SOCIOLOGIA (LATIM E
HIBRIDISMO
GREGO)
CINE
ABREVIAÇÃO
(CINEMA)

COMLURB;
SIGLA
RJ

RECO-RECO;
REDUPLICAÇÃO
PEGA-PEGA

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COMO O ASSUNTO É COBRADO EM MINHA PROVA?

PROCESSOS DE EsSA
ESTRUTURA E
FORMAÇÃO DE 7 QUESTÕES
PALAVRAS
RECONHECER PROC. DERIV. e COMPOSIC. / HIBRIDISMOS e REDUÇÃO
IDENTIFICAR RADICAIS, PREFIXOS e SUFIXOS
CONHECER SIGNIFICAÇÃO DOS PREFIXOS !!!

IMPORTANTE OBS: EM 2014 e 2015 AS QUESTÕES DA EsSA SOBRE O ASSUNTO


FORAM SOBRE SIGNIFICAÇÃO DE PREFIXOS.

EMPREGO DO SUFIXO –mente

EXERCÍCIOS
1 - (EsSA/2004) A palavra que apresenta em sua estrutura uma derivação prefixal é:
a) navegação
b) felizmente
c) incêndio
d) inveja
e) entrevistos

2 - (EsSA/2006) Nas palavras VIANDANTE, CINE e TELEVISÃO temos, respectivamente, um


processo de:
a) Composição por aglutinação/redução/hibridismo
b) Composição por aglutinação/composição por justaposição/redução
c) Redução/hibridismo/composição por justaposição
d) composição por justaposição/hibridismo/ composição por aglutinação
e) hibridismo/redução/composição por justaposição

3 - (EsSA/2008 - ADAPTADA) Julgue as frases abaixo e marque a alternativa correta:


I – “mundo c~o” e “o despertar” s~o dois casos de derivaç~o imprópria.
II – “transformaç~o” e “artísticos” se constituem pelo mesmo processo de formaç~o de
palavras.
III –Desleal, devaneio, destronar seguem o mesmo processo de formação de palavras.
a) Somente a frase I está correta.
b) Somente a frase II está correta.
c) A frase III está correta.
d) Somente as frases I e II estão corretas.
e) Nenhuma das frases acima está correta

4 - (EsSA/2010) A palavra invitrescível é um adjetivo que significa “que n~o pode ser
transformado em vidro” e, considerando os seus elementos constituintes/morfemas, é
CORRETO afirmar que:
a) Contém dois afixos: in - escível.
b) Em vitres tem-se a significação básica.
c) escivel é um morfema desinencial.
d) Vitrificável e envidraçar lhe são cognatas.

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e) Apresenta vogal de ligação.

5 - (EsSA/2011) Há um caso típico de palavra formada por composição em:


a) aguardente.
b) pesca.
c) amanhecer.
d) perigosamente.
e) repatriar

6 - (EsSA/2012) São formadas por derivação prefixal, sufixal e parassintética,


respectivamente, a sequência
a) abdicar, pernoite, descer.
b) superpor, forense, amanhecer.
c) suavisar, dispneia, ensurdecer.
d) embainhar, sinfonia, bondosamente.
e) abotoar, ponteiro, intravenoso.

7 - (EsSA/2014) Marque a opção cuja palavra apresente um prefixo com o mesmo significado
do prefixo destacado na palavra “inverdades":
a) afônico
b) iminente
c) encéfalo
d) anteposto
e) introvertido

8 - (EsSA/2015) Assinale a palavra abaixo cujo prefixo apresente o mesmo valor semântico do
prefixo componente de desatentos.
a) Antibiótico.
b) Importação.
c) Insatisfeito.
d) Adjacência.
e) Antebraço

9 - (EEAr/2013) As palavras CONTRAPOR, AJOELHAR, BUSCA, são formadas,


respectivamente, pelo processo de derivação
a) imprópria, parassintética, regressiva
b) prefixal, parassintética, regressiva
c) imprópria, sufixal, imprópria
d) prefixal, sufixal, imprópria

10 - (EEAr/2015) Leia:
O sol era a referência de direção para deixar aquele inferno e caminhar, meu Deus, mas em
direção a quê?
Em relação aos vocábulos em destaque no texto acima, é correto afirmar que
a) todos são tônicos
b) apenas para é tônico
c) para e mas são átonos
d) para e quê são átonos.
FOCO, FORÇA E FÉ!
SEM SANGUE NÃO HÁ VITÓRIA!
FÉ NA MISSÃO!

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Matemática

6. MATEMÁTICA
6.1. AULA 01 – Conjunto quando o conjunto é infinito: escrevemos
alguns elementos que evidenciem a lei de
“É uma noç~o primitiva, portanto, n~o formação e em seguida colocamos
possui definiç~o”. reticências.
José Carlos Admo Lacerda
Exemplos:
“Na teoria dos conjuntos três noções a) Conjunto dos números ímpares positivos
são aceitas sem definição, isto é, são * +
consideradas noções primitivas”:
 Conjunto b) Conjunto dos números primos positivos
 Elemento * +
 Pertinência entre elemento e conjunto
Gelson Iezzi e Carlos Murakami
IV) A mesma notação também é empregada
quando o conjunto é finito com grande
DESCRIÇÃO DE UM CONJUNTO
número de elementos: escrevemos os
A noção matemática de conjunto é
elementos iniciais, colocamos reticências e
praticamente a mesma que se usa na
indicamos o último elemento.
linguagem comum: é o mesmo que
agrupamento, classe, coleção, sistema. Eis
Exemplos:
alguns exemplos:
a) Conjunto dos números inteiros de 0 a 500
1) Conjunto das vogais
* +
2) Conjunto dos algarismos romanos
b) Conjunto dos divisores positivos de 100
3) Conjunto dos números ímpares positivos
* +
4) Conjunto dos planetas do sistema solar
V) Quando queremos descrever um conjunto
Cada membro ou objeto que entra na
A por meio de uma propriedade
formação do conjunto é chamado elemento.
característica P de seus elementos x,
Assim, nos exemplos anteriores, temos os
escrevemos.
elementos:
A=* | + e lemos “A é o
1) a, e, i,o,u
conjunto dos elementos x tal que x tem a
2) I,V,X,L,C,D,M
propriedade P”
3) 1,3,5,7,9,11,...
4) Mercúrio,Vênus,Terra,Marte,....
CONJUNTO UNITÁRIO
Chama-se conjunto unitário aquele
I) Indicamos um conjunto com letras
que possui um único elemento.
Maiúsculas, A,B,C,..., e um elemento com letra
minúscula, a,b,c,d,...
Exemplo
a) Conjunto dos divisores de 1, inteiro e
II) Quando um conjunto é dado pela
positivo * +
enumeração de seus elementos devemos
indicá-lo escrevendo seus elementos entre
b) Conjunto dos estados brasileiros que
chaves.
fazem fronteira com o Uruguai:
* +
Exemplos:
a) Conjunto das vogais * +
CONJUNTO VAZIO
b) Conjunto dos nomes dos meses de 31 dias
Chama-se conjunto vazio aquele que
{ } não possui elemento algum. O símbolo usual
para o conjunto vazio é , no entanto,
III) Esta notação também é empregada também é representado por * +.

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Matemática

Assim * +
Obtemos um conjunto vazio quando
descrevemos um conjunto através de uma Para o relacionamento entre dois
propriedade P logicamente falsa. conjuntos, utiliza-se a inclusão, que é regida
pelos seguimtes símbolos:
Exemplo
1) * | +=

CONJUNTO UNIVERSO
Quando vamos desenvolver um
determinado assunto matemático, admitimos
a existência de um conjunto U ao qual
pertencem todos os elementos utilizados no
tal assunto. Esse conjunto U recebe o nome
de conjunto universo.

Exemplos: SUBCONJUNTOS
Definição: Um
a) Quando procuramos as soluções reais de conjunto A é
uma equação, nosso conjunto universo é IR. suconjunto de um
conjunto B se, e
b) Quando resolvemos um problema de somente se, todo
Geometria Plana, nosso conjunto universo é elemento de A
um certo plano . pertence também a B.
CONJUNTOS IGUAIS Com a notação A  B indicamos “A é
Dois conjuntos A e B são iguais subconjunto de B” ou “A est| contido em B”
quando todo elemento de A pertence a B e, ou “A é parte de B”.
reciprocamente, todo elemento de B pertence
a A. Em símbolo: O símbolo  é denominado sinal de
inclusão.
Em símbolos, a definição fica assim:

RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA
A relação de pertinência é utilizada
somente entre ELEMENTOS e CONJUNTOS. Os Exemplo:
simbolos usados são:
1) * + * +
2) * +  * +
3) * +* +
4) * | +* | +

Importante: Se um conjunto tem n


Importante: Todo o conjunto pode ser elementos, então terá subconjuntos.
elemento de um outro conjunto, conjunto Ex: Dado o conjunto A = * +, temos que
este chamado de FAMÍLIA DE CONJUNTOS. n( )=3, logo
= = 8 subconjuntos, quais sejam:
Ex: O conjunto * + é elemento do conjunto ,* +,* +,* +,* +,* +,* +e* +
A= {* + }.

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CONJUNTO DAS PARTES COMPLEMENTAR de B em A


Dado um conjunto A, chama-se Definição: Dados
conjunto das partes de A – notação ( ) – dois conjuntos A e
aquele que é formado por todos os B, tais que  A,
subconjuntos de A. Em símbolos: chama-se
( ) {* |  +} complementar de B
Exemplos: em relação a A o
conjunto A – B, isto
Se * +, os elementos de ( ) são e é, o conjunto dos
* +, isto é: elementos de A que
( ) { * +} não pertencem a B.
Se * +, os elementos de ( ) são ,
Com o símbolo Indicamos o
* +, * + * + isto é:
complementar de B em relação a A.
( ) { * + * + * +}

REUNIÃO DE CONJUNTOS Notemos que só é definido para B a


Dados dois conjuntos A e B, chama- temos:
se reunião de a e B o conjunto formado
pelos elementos que pertencem a A ou a B.
A = * | + Exemplo:
Exemplo:
A=* + eB=* + Se =* +eB=* +,
A B= * + então:
=* +
INTERSECÇÃO DE CONJUNTOS
Dados dois conjuntos A e B, chama- EXERCÍCIOS
se intersecção de A e B o conjunto formado 1 - Dados os conjuntos A = * +, B = * +e
pelos elementos que pertencem a A e a B. C=* + classifique em verdadeiro (V) ou
A = * | + falso (F) cada afirmação abaixo:
Exemplo: a) ( ) A  B b) ( ) * +  A
A=* +eB=* + c) ( ) A  C d) ( ) B  C
A B=* + e) ( ) B  C f) ( ) * + B
Conjuntos disjuntos
Quando , isto é, quando os 2 - Dado o conjunto P = {* + * +},
conjuntos A e B não têm elemento comum, considere as afirmativas:
A e B são denominados conjuntos disjuntos. I) * + P
II) * + P
III) P
DIFERENÇA DE CONJUNTOS Com relação a estas afirmativas conclui-se
Dados dois conjuntos A e B, chama-se que:
diferença entre A e B o conjunto formado a) Todas são verdadeiras.
pelos elementos de A que não prtencem a B. b) Apenas I é verdadeira.
c) Apenas II é verdadeira.
d) Apenas III é verdadeira.
e) Todas são falsas.
Exemplos:
1) * +-* +=* + 3 - Sejam P e Q dois conjuntos tais que P Q
2) * +-* +=* + = Q e P Q = P. Sabendo que P  Q, é correto
3) * +-* +=* + afirmar que:
4) * +–* += a) P Q
b) Q contém o conjunto P

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c) Q é subconjunto de P
d) P e Q são conjuntos iguais a) 230 b) 300 c) 340 d) 380

4 - Dados três conjuntos M,N e P, não vazios, 10 - Uma pesquisa realizada com 300 alunos
tais que M – N = P, considere as afirmativas: do INTERAÇÃO PREPARATÓRIO revelou que
I) P N = 135,153 e 61 desses alunos pretendem fazer
II) M P = P concurso para CEFET, CEFETQ e o COLÉGIO
III) P ( )=M PEDRO II, respectivamente. Ela mostrou,
Com relação a estas afirmativas conclui-se também, que nenhum entrevistado pretende
que: prestar concurso para os três colégios; que
a) Todas são verdadeiras. vários deles farão dois desses concursos e
b) Somente II e a III são verdadeiras. que todos farão pelo menos um deles.
c) Somente I e a II são verdadeiras. Sabendo que a quantidade de estudantes que
d) Somente I e a III são verdadeiras. farão as provas para CEFET, CEFETQ é igual
e) Nenhuma é verdadeira ao dobro da quantidade dos que realizarão as
provas para CEFET e COLÉGIO PEDRO II que,
5 - (CN) Sejam os conjuntos * +, por sua vez, é igual ao dobro dos que
* + e X. Sabe-se que qualquer prestarão concurso para CEFETQ e o
subconjunto de está contido em X, que COLÉGIO PEDRO II, a quantidade de
por sua vez é subconjunto de . Quantos entrevistados que farão apenas as provas
são os possíveis conjuntos X? para o COLÉGIO PEDRO II é igual a:
a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 e) 7 a)48 b)45 c)40 d)36 e)30

6 - (CN) Observe os conjuntos


{ * + * +} e * * + +. Sabendo-
se que ( )representa o número total de
elementos de um conjunto X, e que ( ) é o
conjunto formado por todos os
subconjuntos de conjunto X, pode-se
afirmar que
) ( )
) ( )
) ( )
) ( ( ))
) ( ( ))

7 - (CN) Sejam A, B e C conjuntos tais que:


{ * + * +}, * * + + e
** + +. Sendo X a união dos conjuntos
( ) e ( ), qual será o total de
elementos de X?
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

8 - Se A, B e A B são conjuntos com 90, 50


e 30 elementos, respectivamente, então o
número de elementos do conjunto A B é:
a) 10 b) 70 c) 85 d) 110 e) 170

9 - Em uma escola, 100 alunos praticam vôlei,


150 futebol, 20 os dois esportes e 110 alunos
nenhum. O número total de alunos é:

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6.2. AULA 02 - Conjuntos Numéricos Como podemos observar os números


decimais exatos e as dízimas periódicas
 CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS também são números racionais.
Os números naturais foram o primeiro Exemplos:
sistema de números desenvolvido e foram 14
a) 7 Q, pois 7 
usados primitivamente, para contagem. Esse 2
conjunto infinito, denotado por N é dado por: 0
N = {1, 2, 3,...}. Usualmente b) 0 Q, pois 0 
2
encontramos e vamos considerar 6
N = {0, 1, 2, 3, 4,...} e c)  3  Q, pois  3 
N* = {1, 2, 3, 4,...}. 2
7
d) 0,7 Q, pois 0,7 
 CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS 10
Chama-se conjunto dos números 1
e) 0,3333...Q, pois 0,3333... 
inteiros o conjunto Z = {..., – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3
3, ...}.
No conjunto dos números inteiros  CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS
destacamos cinco subconjuntos: Os números que não podem ser
Z   0, 1, 2, 3, ...  N  Conjunto dos escritos na forma
p
, com q  0, p,q  Z, isto
inteiros não negativos. q
Z   ...,3,  2,  1, 0  Conjuntos é, os números que não pertencem a Q, são
dos inteiros não positivos definidos como números irracionais. O
Z *  ...,3,  2, 1, 1, 2, 3,...   conjunto dos números irracionais pode ser
Conjunto dos inteiros não nulos representado por Q ' , Q ou I . Em símbolos
Z *  1, 2, 3, ...  Conjunto dos podemos escrever: Q'  x x  Q.
inteiros positivos. Por exemplo, são números irracionais,
Z *  ...,3,  2,  1  Conjuntos dos as raízes não exatas, 2 , 3 , 3 2 , etc... , e o
inteiros negativos. número .

 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS  CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS


Chama-se conjunto dos números Da reunião do conjunto dos Números
racionais o conjunto Racionais com o conjunto dos Números
 m  Irracionais, resulta o conjunto dos Números
Q   x x  , onde m  Z e n  Z * . Logo, Reais ( R ).
 n 
IPC1: Há números que inicialmente
podemos dizer que os racionais são todos
parecem que não se pode expressá-los em
aqueles números que podem ser escritos na
forma de fração, o que nos levaria a dizer que
forma de uma fração, onde o numerador é um
são números irracionais. Entretanto, pode-se
número inteiro e o denominador é um
expressá-los em forma de uma fração e a
número inteiro não nulo.
estes números dizemos que são as dízimas
Observe que todo número natural é
periódicas que são números racionais.
um número inteiro e todo número inteiro
pode ser escrito na forma de uma fração,
DÍZIMAS
logo: N  Z  Q.
Nas transformações de frações em
números decimais, quando a divisão não for
exata, e a partir de certo momento os
algarismos começam a se repetir, dizemos
que a fração se transforma numa DÍZIMA
PERIÓDICA.

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Período ⇒é a parte que se repete também subconjuntos, que se denominam


Parte não periódica ⇒ é a parte entre intervalos e são determinados por meio de
desigualdades. Sejam os números reais a e b,
a vírgula e o período. com a b, temos:
→ Intervalo aberto de extremos a e b
Representação das dízimas periódicas é o conjunto - ,=* | +
0,777... = 0,(7) = 0, ̅ → Intervalo fechado de extremos a e b
0,1333... = 0,1(3) = 0,1 ̅ é o conjunto , -= * | +
→ Intervalo aberto { direita (ou
DÍZIMAS PERIÓDICAS SIMPLES fechado à esquerda) de extremos a e b é o
Quando o período vem logo após a conjunto
vírgula. , ,= * | +
Ex:0,777... ; 1,333... → Intervalo aberto { esquerda (ou
fechado à direita) de extremos a e b é o
Dízimas periódicas compostas conjunto
Quando o período não vem logo após a - -= * | +
vírgula.
Ex:0,2777... ; 3,122... Há ainda os intervalos infinitos
→- -=* | +
GERATRIZ DE UMA DÍZIMA PERIÓDICA →- ,=* | +
É a fração ordinária que dá origem a →, ,=* | +
dízima →- ,=* | +
Geratrizes das dízimas periódicas EXERCÍCIOS
simples 1 - Sejam os números:
É a fração ordinária que tem para
-6; √ ; ;√ ; ;√ ; ⁄ e 2,55...
numerador o período e para o denominador
tantos NOVES quantos forem os algarismos dos números considerados, quantos
do período. pertencem, respectivamente, aos conjuntos Z
e I?
Ex: 0,333 = = 0,45454545... =
= a) 3 e 1 b) 3 e 2 c) 4 e 1
d) 4 e 2 e) 2 e 4
Geratriz das dízimas periódicas
compostas 2 - Observe os seguintes números:
É a fração ordinária que tem para I . 2,212121... II. 3,212223... III.
numerador a parte não periódica, seguida do IV. 3,1416 V. √
período, menos a parte não periódica, e para Assinale a alternativa que indica os números
denominador um número formado de tantos irracionais:
NOVES quantos forem os algarismos do a) I e II b) I e IV c) II e III
período, seguidos de tantos ZEROS quantos d) II e V e) III e V
forem os algarismos da parte não periódica.
Ex: Achar a geratriz das dízimas: 3 - (CN) Um certo professor comentou com
seus alunos que as dízimas periódicas podem
0,1777...⇒ 0,1777... = = = ser representadas por frações em que o
numerador e o denominador são
0,10333...⇒ 0,10333... = = =
números inteiros e, neste momento, o
professor perguntou aos alunos o motivo
pelo qual existe a parte periódica. Um dos
INTERVALOS REAIS alunos respondeu justificando corretamente,
O conjunto dos números reais possui que em qualquer divisão de inteiros

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a) o quociente é sempre inteiro.


b) o resto é sempre inteiro.
c) o dividendo é o quociente multiplicado
pelo divisor, adicionado ao resto.
d) os possíveis valores para resto têm uma
quantidade limitada de valores.
e) que dá origem a uma dízima, os restos são
menores que a metade do divisor.

4 - (ITA) Seja o conjunto S = { r Q: r ≥ 0 e r²


≤ 2}, sobre o qual s~o feitas as seguintes
afirmações:
I) Se Є S
II) {x R: 0 ≤ X ≤ √2} S = Ø
III) √2 S
É possível dizer, então, que é (são)
verdadeira(s) apenas:
a) I e II b) I e III c) II e III
d) I e) II

5 - (EsPCEx) - Sendo:
, o conjunto dos números reais não
negativos,
Q, o conjunto dos números racionais,
Z, o conjunto do números inteiros,
N, o conjunto do números naturais
A interseção dos conjuntos , Q (N Z) e
(Z Q) N é igual a:

a) ϕ b) * c) Q* d) N e)

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6.3. AULA 03 – Critério de divisibilidade 8924 é divisível por 4, pois 24 é


divisível por 4.
Dados dois números inteiros a e b,
diremos que a divide b, escrevendo a / b, DIVISIBILIDADE POR 5
quando existir c N tal que b = c x a. Neste Um número natural é divisível por 5
caso, diremos também que a é um divisor ou quando ele termina em 0 ou 5.
um fator de b ou, ainda, que b é um múltiplo Exemplos:
de a, ou ainda que b é divisível por a. 75 é divisível por 5, pois termina em 5.
Obs: Mencionamos a definição no 80 é divisível por 5, pois termina em 0.
conjunto dos Naturais, no entanto, a mesma
se estende ao conjunto dos Inteiros. DIVISIBILIDADE POR 6
Observe que a notação a / b não Um número é divisível por 6 quando é
representa nenhuma operação em Z, nem divisível por 2 e por 3.
representa uma fração. Trata-se de uma Exemplos:
sentença que diz ser verdade que existe c tal 312 é divisível por 6, porque é
que b = c. a. A negação dessa sentença divisível por 2 (par) e por 3 (soma: 6)
significa que não existe nenhum número 5214 é divisível por 6, porque é
inteiro c tal que b = c. a. Portanto, temos que divisível por 2 (par) e por 3 (soma:12)
a b.
Após visto a noção básica de DIVISIBILIDADE POR 7
divisibilidade, vamos estudar os critérios de O processo que deve ser feito para
divisibilidade que nos ajudará e muito: verificar a divisibilidade por 7 é o seguinte:
I) Multiplique por 2 o último
DIVISIBILIDADE POR 2 algarismo do número.
Um número natural é divisível por 2 II) Subtraia este valor do número
quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou inicial sem o último algarismo, o resultado
8, ou seja, quando ele é par. deve ser múltiplo de 7.

Exemplos: 7046 é divisível por 2, pois Exemplo: Vamos verificar se o número


termina em 6. 7217 é múltiplo de 7;
- Último algarismo: 7
DIVISIBILIDADE POR 3 - Multiplique o último algarismo por 2:
Um número é divisível por 3 quando a 2 x 7=14
soma dos valores absolutos dos seus - Subtraia este resultado pelo número
algarismos for divisível por 3. inicial sem o seu último algarismo:
Exemplo: 721 – 14 = 707
753 é divisível por 3, pois a soma de - Repita o processo com o número
seus algarismos é igual a 7+5+3=15, e como atual: 707
15 é divisível por 3, então 753 é divisível por - Último algarismo: 7
3. - Multiplique o último algarismo por 2:
2 x 7=14
DIVISIBILIDADE POR 4 - Subtraia este resultado pelo número
Um número é divisível por 4 quando inicial sem o seu último algarismo:
termina em 00 ou quando o número formado 70 – 14 = 56
pelos dois últimos algarismos da direita for - Como 56 é múltiplo de 7, logo 7217 é
divisível por 4. divisível por 7.
Exemplos:
1700 é divisível por 4, pois termina DIVISIBILIDADE POR 8
em 00. Um número é divisível por 8 quando
5616 é divisível por 4, pois 16 é termina em 000, ou quando o número
divisível por 4. formado pelos três últimos algarismos da

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direita for divisível por 8. Sp (soma dos algarismos das ordens


Exemplos: pares)
7000 é divisível por 8, pois termina = 8+9+4 = 21
em 000. Si-Sp = 10-21
56104 é divisível por 8, pois 104 é Como a subtração não pode ser
divisível por 8. realizada se acrescenta o menor múltiplo de
61112 é divisível por 8, pois 112 é 11 (diferente de zero) ao minuendo, para que
divisível por 8. a subtração possa ser realizada: 10+11 = 21.
Então temos a subtração 21-21 = 0.
DIVISIBILIDADE POR 9 Como zero é divisível por 11, o
Um número é divisível por 9 quando a número 439087 é divisível por 11.
soma dos valores absolutos dos seus
algarismos for divisível por 9. EXERCÍCIOS
Exemplos: 1 - É divisível por 2,3 e 5 simultaneamente o
3762 é divisível por 9, pois a soma de número:
seus algarismos é igual a 3+7+6+2=18, e a) 235 b) 520 c) 230 d) 510 e) 532
como 18 é divisível por 9, então 3762 é
divisível por 9. 2 - O número 43Y72 será divisível por 6 se Y
for o algarismo:
DIVISIBILIDADE POR 10 a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4
Um número natural é divisível por 10
quando ele termina em 0. 3 - O número 3744X será divisível por 15 se X
Exemplo: for algarismo:
4150 é divisível por 10, pois termina a) 7 b) 5 c) 3 d) 1 e) 0
em 0.
4 - Se o algarismo 7X4 é divisível por 18,
DIVISIBILIDADE POR 11 então o algarismo X:
Um número é divisível por 11 quando a) Não existe b) vale 4 c) vale 7
a diferença entre as somas dos valores d) vale 9 e) vale 0
absolutos dos algarismos de ordem ímpar e a
dos de ordem par é divisível por 11. O 5 - Se 3a9b é divisível, ao mesmo tempo, por
algarismo das unidades é de 1ª ordem, o das 2 e 5, então b é igual a:
dezenas de 2ª ordem, o das centenas de 3ª a) -2 b) -1 c) 2 d) 1 e) 0
ordem, e assim sucessivamente.
Exemplos: 6 - As 400 vagas oferecidas para graduação
1) 87549 em soldado militar Guarda-vidas estão
Si (soma dos algarismos das ordens distribuídas entre 5 regiões de acordo com o
ímpares) quadro abaixo:
= 9+5+8 = 22
REGIÕES A B C D E
Sp (soma dos algarismos das ordens
VAGAS 305 25 15 25 30
pares)
= 4+7 = 11
Si-Sp = 22-11 = 11 As regiões que têm como número de vagas
um múltiplo de 3 são:
Como 11 é divisível por 11, então o a) A e B b) A e C c) B e D
número 87549 é divisível por 11. d)1 e) C e E

2) 439087 7 - O menor número que se deve subtrair de


Si (soma dos algarismos das ordens 21316 para se obter um número que seja
ímpares) simultaneamente divisível por 5 e por 9 é:
= 7+0+3 = 10 a) 29 b) 31 c) 33 d) 36 e) 37

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8 - Achar o menor algarismo pelo qual 9 - Ache o maior algarismo pelo qual
devemos substituir a letra y no numero devemos substituir a letra y no numero
74.83y, de modo que o número assim 74.83y, de modo que o número assim
formado seja divisível por 11. formado seja divisível por 11.

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6.4. AULA 04 – Múltiplos, Divisores e NATURAIS.


Números Primos Por exemplo, o numero 2 possui
apenas dois divisores naturais, sao eles o 1 e
o proprio 2. Assim como o 5 possui apenas
MÚLTIPLOS dois divisores naturais, sao eles o 1 e o 5. O
Denominamos multiplo de um conjunto dos numeros primos e um conjunto
numero o produto desse numero por um infinito composto por 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17,...
numero inteiro qualquer.
Conhecendo o conjunto dos inteiros, a NÚMEROS PRIMOS ENTRE SI
saber: Z = {..., - 3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3,... } se Sao dois ou mais numeros que nao
quisermos saber os multiplos de 2, basta admitem divisores comuns, alem da unidade.
multiplicarmos o 2 por todos os inteiros, ou Ex: Vejamos os numeros 12, 15 e 20.
seja, M (2) = {..., - 6, - 4, - 2, 0, 2, 4, 6,...}, assim Esses numeros sao primos entre si. Por que?
como se quisermos saber os multiplos de 5,
multiplicamos o 5 por todos os inteiros, M D (12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12}
(5) = {..., - 15, - 10, - 5,0,5,10,15,...}. D (15) = {1, 3, 5, 15}
Repare que o conjunto dos multiplos D (20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}
de determinado numero e sempre um
conjunto INFINITO. O único divisor comum é a unidade

DIVISOR RECONHECIMENTO DE UM NÚMERO


Um numero e divisor de outro quando PRIMO
o resto da divisao e igual a zero, ou seja, Divida o numero pelos primos 2, 3, 5,
quando temos uma divisao exata. 7, ..., caso obtenha um quociente menor ou
igual ao divisor e que o resto nao seja zero,
Por exemplo, 12 e divisível por 1, 2, 3, este numero e primo.
4, 6 e 12. No entanto, nao podemos esquecer Ex: 197; 529 e 739
que 12 tambem e divisível por -12, -6, -4, -3,-
2 e -1. Dessa forma, o conjunto dos divisores DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS
de 12 e o conjunto formado por D(12) = {12, - Todo numero multiplo pode ser
6, - 4, - 3, - 2, - 1,1, 2,3, 4,6,12}. fatorado de uma maneira unica em um
Repare que o conjunto dos divisores produto de fatores primos.
de determinado numero e um conjunto Ex:
FINITO.
Algumas observaçoes importantes: 120 2 108 2
- O menor divisor NATURAL de um
número é sempre o número 1. 60 2 54 2
- O maior divisor de um número é o
PRÓPRIO NÚMERO. 30 2 27 3
- O ZERO NÃO é divisor de nenhum
número DIFERENTE DE ZERO. 15 3 9 3
- O zero é divisor de si próprio
5 5 3 3
Consequencia:
0 x
= indeterminado; = impossível; = 0;
0 1 1
0 0 x
x 0 120 = 23 . 3 . 5 108 = 22 . 33
NÚMEROS PRIMOS
Numeros primos sao aqueles que
possuem DOIS E SOMENTE DOIS DIVISORES

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EXERCÍCIOS Tem-se a sequencia correta em


1 - Verifique quais números abaixo são a) F - V – V
primos. b) F - V – F
a) 237 b) 851 c) 267 c) V - F – V
d) 953 e) 343 f) 1 049 d) F - F - V
g) 433
6 - (Agente Administrativo – Ministério do
2 - (Cefet-RJ/2013) Qual é a soma dos nove Esporte – CESPE 2008) Um casal tem 3
primeiro números naturais primos? filhos, cujas idades em anos são números
a) 87 b) 89 c) 93 d) 100 inteiros distintos que, multiplicados,
correspondem a 132. A soma das idades dos
3 - O mês de março possui 31 dias. Celso 3 filhos, em anos, é um número cujos únicos
jogou tênis, neste mês, nos dias ímpares e divisores positivos são a unidade e a própria
Rodrigo nos dias múltiplos de 3. Quantas soma. Com base nessas informações, julgue
vezes ambos jogaram tênis no mesmo dia? os itens subsequentes.
( ) Um dos filhos tem 3 anos de idade.
4 - Dadas as afirmativas: ( ) O filho mais velho tem idade inferior a
I - Se um número termina em zero e a soma 20 anos.
dos seus algarismos é múltiplo de 3, então ( ) A diferença entre as idades, em anos, do
ele é divisível simultaneamente por 2, 3 e 5. filho mais velho e do filho mais novo e
II - Não existe número par divisível por 2. superior a 10 anos.
III - O número 3.765 é divisível por 15.
E correto dizer que: 7 - (EPCAr-2014) Juntamente com o
a) Somente I e III são verdadeiras Governador de um Estado, foram para uma
b) I, II e III são falsas reunião 4 Prefeitos. Cada Prefeito levou 4
c) Somente III é verdadeira Secretários e cada Secretário levou 4
d) Somente I e II são verdadeiras Vereadores. Sabendo-se que nessa reunião
e) I, II e III são verdadeiras não houve participação de mais nenhuma
pessoa, então, o número T, total de
5 - (EPCAr – 2011) Em um prédio de 90 participantes, é múltiplo de
andares, numerados de 1 a 90, sem contar o a) 7 b) 11 c) 17 d) 19
térreo, existem 4 elevadores que são
programados para atender apenas 8 - (EPCAr – 2012) Uma professora de
determinados andares. Matemática do 5° ano do Ensino
Assim, o elevador O para nos andares Fundamental, para dar início a um conteúdo
multiplos de 11; novo, levou para a sala de aula bolinhas p
S para nos andares multiplos de 7 ; em uma única caixa. Ela chamou os alunos
C para nos andares multiplos de 5 ; e T ,  à frente da turma e pediu a cada
para em todos os andares. aluno que, um de cada vez, fizesse retiradas
Todos esses elevadores partem do andar sucessivas de um mesmo número de
terreo e funcionam perfeitamente de acordo bolinhas, conforme descrito no quadro
com sua programaçao. Analise as afirmativas abaixo:
abaixo, classificando cada uma em V
(verdadeira) ou F (falsa).
( ) No ultimo andar para apenas 1 elevador.
( ) Nao ha neste predio um andar em que
parem todos os elevadores, com exceçao do
proprio terreo. Sabe-se que:
( ) Existem, neste predio, 4 andares em que I − 40 < p < 80
param 3 elevadores, com exceçao do proprio II – Cada aluno, logo após a contagem das
terreo. bolinhas por ele retiradas, devolveu todas as

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bolinhas retiradas. a) x + y + z > p


III – Não houve erro na contagem por parte b) x e y são primos entre si.
dos alunos. c) y < p/
Com base nessas informações, é FALSO que: d) x – z é um número ímpar.

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6.5. AULA 05 – Conjunto dos divisores CÁLCULO DOS DIVISORES ÍMPARES


naturais de um número NATURAIS
A quantidade de divisores ímpares
naturais de um número é dada,
Decompomos um número em fatores exclusivamente, pelo produto entre os
primos, traçamos outra reta vertical à direita consecutivos dos expoentes de seus fatores
da decomposição. Acima e à direita do novo primos ímpares.
traço, escrevemos o número um.
Multiplicamos cada um dos fatores da Quantos são os divisores ímpares naturais de 360
decomposição, pelo número um e pelos seus Decomposição em fatores
sucessivos resultados, não repetindo os 360 = 23 X 32 X 5
primos
resultados iguais. Expoentes dos Fatores primos
Exemplo: 2e1
ímpares
Consecutivos dos Expoentes 2+1=3e1+1=2
1
Produto entre os consecutivos 3x2=6

84 2 2 O Número 540 possui 6 divisores ímpares naturais

42 2 4
Quantos são os divisores ímpares naturais de 6300
21 3 3 – 6 – 12 Decomposição em
3150 = 2² x 33 x 5 x 7
fatores primos
7 7 7 – 14 – 28 – 21 – 42 – 84
Expoentes dos Fatores
3, 1 e 1
primos ímpares
1
Consecutivos dos
3 + 1 = 4 , 1 + 1 = 2 e 1 + 1= 2
D(84) = {1, 2, 3, 4, 6, 7, 12, 14, 21, 28, 42, 84} Expoentes

CÁLCULO DO NÚMERO DE DIVISORES Produto entre os


4 x 2 x 2 = 16
NATURAIS consecutivos
O total de divisores é igual ao produto
O Número 6300 possui 16 divisores ímpares naturais
das somas dos expoentes de cada um dos
fatores primos da decomposição com a
unidade. CÁLCULO DOS DIVISORES PARES
Exemplo: NATURAIS
360 2 360 = 23 . 32 . 5 Lembremos que somente um número
par terá divisores pares.
180 2 Quantidade de divisores
A quantidade de divisores pares de
naturais: um número par é dado pelo produto entre o
90 2
expoente do fator primo 2 e os consecutivos
(3 + 1) x (2 + 1) x (1 + 1) = dos expoentes dos demais fatores primos.
45 3
=4x3x2=
15 3
= 24
5 5

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Quantos são os divisores pares naturais de 360 Quantos divisores de 2 880 são múltiplos de 5
Decomposição em fatores 1 440 = 25 x 32 x
360 = 23 X 32 X 5 Decomposição em fatores primos
primos 5
Expoente do fator primo 2 3 Expoente do fator primo 5 1
Expoentes dos Fatores primos Expoentes dos demais fatores
2e1 5e2
ímpares primos
Consecutivos dos Expoentes 2+1=3e1+1=2 5+1=6,2+1=
Consecutivos dos Expoentes
Produto entre 3 ( expoente do 3
fator primo 2 ) e os Produto entre 1 ( expoente do
3 x 3 x 2 = 18
consecutivos dos demais fator primo 5 ) e os consecutivos 1 x 6 x 3 = 18
fatores primos dos demais fatores primos
O Número 360 possui 18 divisores pares naturais
O número 1440 possui 18 divisores múltiplos de 5

Quantos são os divisores pares de 1680


Decomposição em fatores 1680 = 24 X 3 X 5
Quantos divisores de 720 são múltiplos de 3
primos X7
Expoente do fator primo 2 4 Decomposição em fatores
1440 = 25 x 32 x 5
primos
Expoentes dos Fatores primos
1, 1 e 1
ímpares Expoente do fator primo 3 2
1+1=2,1+1=2
Expoentes dos demais fatores
Consecutivos dos Expoentes e 5e1
primos
1+1=2
Produto entre 2 ( expoente do Consecutivos dos Expoentes 5+1=6,1+1=2
fator primo 2 ) e os consecutivos 4 x 2 x 2 x 2 = 32 Produto entre 2 ( expoente
dos demais fatores primos do fator primo 3 ) e os
2 x 6 x 2 = 24
O Número 1680 possui 32 divisores pares consecutivos dos demais
fatores primos

O Número 1440 possui 24 divisores múltiplos de 3


Cálculo da Quantidade dos Múltiplos
naturais de um número P dentre os
divisores naturais de um Número N 2º Caso: O número p é composto e é um
produto de fatores primos de N
Observação: Esse cálculo somente terá
sentido se p for divisor de N A quantidade de divisores múltiplos
de um número composto p é dado pelo
1º Caso: O número p é um fator primo de N produto entre os consecutivos dos expoentes
dos fatores primos restante.
A quantidade de divisores múltiplos de um Quantos divisores de 720 são múltiplos de 12
número p é dado pelo produto entre o
expoente do fator primo p e os consecutivos Decomposição em fatores primos 720 = 24 x 32 x 5
dos expoentes dos demais fatores primos. ( 2 2 X 3 ) X 22 X 3 X
Isolemos o produto 12
5
Expoentes dos demais fatores
2, 1 e 1
primos
2 + 1=3, 1 + 1=2 e
Consecutivos dos Expoentes
1 + 1=2

Produto entre os consecutivos 3 X 2 X 2= 12

O número 720 possui 12 divisores múltiplos de 12

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IPC: Uma regra prática e bastante útil inteiros positivos do número 360, a
nesse caso seria a de dividirmos o número N probabilidade de esse elemento ser um
pelo número p e a quantidade de divisores número múltiplo de 12 é:
desse quociente nos dará a quantidade de a) 1/2 b) 3/5 c) 1/3 d) 2/3 e) 3/8
múltiplos de p dentre os divisores de N.

Exemplos:
Quantos divisores de 720 são
múltiplos de 12?
Vamos resolver pelo método prático,
logo, teremos:

Agora vamos determinar a quantidade


de divisores de 60.

Como 60 = 2².3.5, temos ( )(


)( )

Conclusão o número 720 tem 12


divisores que são múltiplos de 12.

EXERCÍCIOS
1 - Dentre os divisores de 120, quantos são
múltiplos de:
a)8 b)10 c)12 d)15 e)30

2 - Dentre os divisores de 180, quantos não


terminam em 0 ?

3 - Dentre os divisores de 90, quantos


terminam em cinco?

4 - (ITA – 2002/2003) O número de divisores


positivos de 17640 que, por sua vez são
divisíveis por 3 é:
a) 24 b) 36 c) 48 d) 54 e) 72

5 - Determine o número que admite 6


divisores e cuja soma deles seja igual a 104.

6 - (CN) - Sendo uma divisão que gera


quociente exato, e N o produto dos 60
primeiros números naturais, a partir de 1,
qual é o maior valor que pode assumir o
expoente A ?

7 - (EsPCEx - 2013) Se escolhermos, ao acaso,


um elemento do conjunto dos divisores

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6.6. AULA 06 – Máximo Divisor Comum Logo, o mdc é 2.32 = 18


(M.D.C.)
2°) Pela decomposição em fatores primos em
O maior divisor comum de dois ou conjunto.
mais números, é o maior número que divide a) Decompõem-se os números em fatores
os números dados exatamente. primos, simultaneamente, dividindo-os
Se não houver nenhum número que somente pelos fatores primos comuns; e
divida os números dados, além da unidade, o b) Toma-se o produto desses fatores primos
maior divisor comum é um e os números comuns.
considerados dizem-se primos entre si.
Exemplo: Exemplo: Determine o M.D.C (72, 90, 108) =
Consideremos o conjunto dos 18
divisores positivos de 24, 30 e 72.
D (24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24} 72 – 90 – 108 2
D (30) = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} 36 – 45 – 54 3
D (72) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 9, 12, 18, 24, 36, 72} 12 – 15 – 18 3
4 – 5– 6 2 . 3²
E os divisores comuns a 24, 30 e 72:
D (24)  D (30)  (72) = {1, 2, 3, 6}
3°) Pelo método das divisões sucessivas ou
Logo: o M.D.C. (24, 30, 72) = 6 algoritmo de Euclides.
(também conhecido como “jogo da velha”)
O processo mostrado acima não é a) Divide-se o maior número pelo menor.
muito prático para o cálculo do M. D. C.; Depois o menor número pelo resto da divisão
sendo assim, vamos estudar outras maneiras anterior. Em seguida o resto da primeira
de encontrarmos o M.D.C. divisão pelo resto da segunda divisão, e assim
sucessivamente até encontrar um quociente
Processos Práticos para o Cálculo do exato;
M.D.C b) O último divisor encontrado é o máximo
1°) Pela decomposição em fatores primos em divisor comum; e
separado. c) O último quociente, quando for o menor
a) Decompõem-se os números em fatores possível, é igual a dois e os demais, igual a
primos; e um.
b) Toma-se o produto dos fatores primos
comuns, elevados ao menor de seus Exemplo: Determine o M.D.C (72, 90, 108)
expoentes.

Exemplo: Determine o M.D.C. (72, 90, 108)

72 2 90 2
36 2 45 3
18 2 15 3
9 3 5 5
M. D. C (72, 90, 108) = 18
3 3 1 2 . 3² . 5
1 2³ . 3²
EXERCÍCIOS
1 - Dividindo-se dois números por 7, seu mdc
108 2 passou a ser 29. Quais são esses números
54 2 sabendo que um é o triplo do outro?
27 3
9 3
3 3 2 - O MDC entre os números A = 5400 e B =
1 22.33 . . . é igual a 20. Determine o valor

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de B. matemática, colocando o maior número


possível de livros em cada caixa. O número de
3 - O MDC de dois números “A” e “B” é livros que ele deve colocar em cada caixa,
. . . . Sendo A = . . . e B para que todas elas tenham a mesma
= . . . , então xyz é igual a: quantidade de livros, sem misturar livros de
a) 20 b) 80 c) 60 d) 40 e) 11 matéria diferentes, é:

4 - Na decomposição em fatores primos de a) 36 b)30 c)42 d)46 e)48


um número natural N, encontramos o
seguinte resultado: 7 - Um apaixonado professor de matemática
N = . . , Sabendo que N possui 105 escreveu duas poesias intituladas Meu amor
divisores, calcule o MDC entre x, y e z. Algébrico e Análise do Amor Geométrico com
180 e 96 versos respectivamente e resolveu
5 - Calcule o maior número pelo qual se deve editá-las sob a forma de um livro que
dividir 115 e 97 para obter os restos 7 e 1 contenha o menor número de páginas e o
respectivamente. mesmo número de versos por página. O
número de páginas do livro é igual a:
6 - Uma professora deseja encaixotar 144 a)20 b)21 c)22 d)23 e)24
livros de português e 96 livros de

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6.7. AULA 07– Mínimo Múltiplo Comum


(M.M.C.)

Dois ou mais números sempre têm


múltiplos comuns a eles.
Vamos achar os múltiplos comuns de
12 e 18:
Portanto, m.m.c.(15,24,60) = 2 x 2 x 2 x 3 x 5
Múltiplos de 12: 0, 12, 24, 36, 48,60, 72,...
= 120
Múltiplos de 4: 0, 18, 36, 54, 72,...
Múltiplos comuns de 4 e 6: 0, 36, 72,...
PROPRIEDADES
1 ) Qualquer múltiplo do mmc de dois
Dentre estes múltiplos, diferentes de
números, também será múltiplo desses
zero, 36 é o menor deles. Chamamos o 36
números.
de mínimo múltiplo comum de 12 e 18.
O menor múltiplo comum de dois ou
Exemplo:
mais números, diferente de zero, é chamado
O mmc (3;4) = 12 e, qualquer múltiplo de 12,
de mínimo múltiplo comum desses números
ou seja 12,24,36 ... também é múltiplo de 3 e
(MMC)
4.
CÁLCULO DO M.M.C.
2 ) O produto de dois números naturais A e B
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS EM
(B ), é igual ao produto do m.d.c. pelo
SEPARADO
m.m.c. deles.
Podemos calcular o M.M.C. de dois ou
Exemplo:
mais números utilizando a fatoração.
Verificar a igualdade anterior, supondo A =
Acompanhe o cálculo do m.m.c. de 12 e 30:
60 e b = 36.
1º) decompomos os números em fatores
Substituindo 60 e 36 na relação anterior,
primos
teremos:
2º) o m.m.c. é o produto dos fatores primos
60 x 36 = mdc (60;36) x mmc (60;36)
comuns e não-comuns:
2.160 = 12 x 180
12 = 2 x 2 x 3
2.160 = 2160 (ok!)
30 = 2 x 3 x 5
m.m.c (12,30) = 2 x 2 x 3 x 5
3 ) O m.m.c. de dois ou mais números
Escrevendo a fatoração dos números na
naturais, onde o maior é múltiplo do(s)
forma de potência, temos:
menor(es), é o maior.
12 = 22 x 3
E mmc (3;6) = 6, pois é o múltiplo de 3.
30 = 2 x 3 x 5
E mmc (4;8;16) = 16, pois 16 é múltiplo
m.m.c (12,30) = 22 x 3 x 5
de 4 e 8, simultaneamente.
O M.M.C. de dois ou mais números, quando
Obs: Quando o maior não for múltiplo do
fatorados, é o produto dos fatores comuns
menor, devemos multiplicá-lo pela sucessão
e não-comuns a eles, cada um elevado ao
dos números naturais, a partir de 2, até
maior expoente.
obtermos o primeiro número que seja
múltiplo do menor
PROCESSO DA DECOMPOSIÇÃO SIMULTÂNEA
Ex.: mmc (8;10) = ?
Neste processo decompomos todos os
10 não é múltiplo de 8, então, teremos:
números ao mesmo tempo, num dispositivo
10 x 2 = 20 (8); 20 x 3 = 30 (8); 10 x 4 =
como mostra a figura abaixo. O produto dos
40 = 8
fatores primos que obtemos nessa
decomposição é o m.m.c. desses números.
Portanto, o mmc (8;10) = 40
Ao lado vemos o cálculo do
m.m.c.(15,24,60)
4 ) O mmc de dois números primos entre si é
igual ao produto deles.

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E mmc (3;5) = 3 x 5 = 15 M.M.C. desses números?


E mmc (11;4) = 11 x 4 = 44
E mmc (4;9) = 4 x 9 = 36 3 - A soma dos algarismos do menor inteiro
E mmc (99;100) = 99 x 100 = 9.900 que dividido por 8,15,18 e 24 deixa resto
Obs: Se todos os números forem primos iguais a 7,14,17 e 23 respectivamente é igual
absolutos, o mmc será igual ao produto deles. a:
Ex: O mmc os números 2, 7, 11 e 17 é igual a a) 9 b)15 c)16 d)17 e)18
2x7x11x17, ou seja, 2.728
4 - O M.M.C. entre quatro números é 400.
5 ) Dividindo-se o mmc de dois ou mais Qual será o M.M.C. da quarta parte desses
números naturais, por cada um deles, números?
encontraremos sempre quocientes primos
entre si. 5 - Três locomotivas apitam em intervalos de
30, 40 e 60 minutos respectivamente. Se
coincidir das três apitarem juntas uma vez,
depois de quanto tempo apitarão juntas
novamente?

6 - Do Aeroporto Santos Dumont partem


aviões para Brasília, Curitiba, Recife e
Manaus respectivamente, de 10 em 10
minutos, de 20 em 20 minutos, de 25 em 25
minutos e de 30 em 30 minutos. Em dado
momento partem todos juntos. No fim de
quanto tempo voltarão a partir juntos?

6 ) Multiplicando-se (dividindo-se) dois ou 7 - Um tenente, um sargento e um cabo estão


mais números naturais por um outro de serviço hoje. Daqui a quantos dias darão
qualquer (diferente de zero), o mmc deles serviço novamente juntos, sabendo-se que o
ficará multiplicado ou dividido por esse tenente dá serviço de 12 em 12 dias, o
número. sargento de 8 em 8 dias e o cabo de 6 em 6
dias?

8 - Pesquisa mostra que a maioria dos pais é


negligente. Pesquisa feita pelo núcleo de
análise do comportamento de uma
Universidade Federal, entrevistando 3000
pais, separou-os em quatro perfis, a partir
dos resultados: negligentes (45%);
autoritários (10%); permissivos (12%) e
participativos (o restante).

O bancário Carlos faz malabarismos para


EXERCÍCIOS estar mais presente no dia-a-dia dos filhos,
1 - O M.M.C. entre quatro números é 600. mas acha difícil. Diz ele:
Qual será o M.M.C. da quinta parte desses –Tenho quatro filhos de quatro mulheres
números? diferentes. Moro com o caçula, com quem
tenho contato diário; Pedro vem a minha casa
2 - Multiplicando-se dois números por 12, o de oito em oito dias; Paulo vem de quinze em
M.M.C. entre eles passa a ser 480. Qual é o quinze dias e Lúcia, a mais velha, vem de

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vinte em vinte dias. Por sinal, neste domingo, I - O mmc de dois números primos entre si, é
estivemos todos reunidos. obtido multiplicando-os;
II - O produto de dois números naturais,
Responda a questão abaixo com base no diferentes de zero, é igual ao produto do mdc
texto. pelo mmc deles;
III - Suponha dois números naturais
Considerando que neste domingo Carlos teve diferentes de zero. Se um deles for múltiplo
todos os seus filhos em casa e mantendo-se de todos os outros, ele será o mmc dos
essa escala de visitas, após esse domingo, em números dados.
quanto tempo Carlos terá em sua casa todos Quantas são verdadeiras?
os filhos reunidos de novo? a) 1 b) 2 c) 3 d) zero
a) 60 dias b) 90 dias c) 120 dias
d) 150 dias e) 180 dias 10 - (ESA) Se o mdc (a,b) = 4, o mmc (a,b) =
80 e a + b = 36, então, o valor numérico da
9 - (CN) - Observe as seguintes proposições: expressão 2a - b, a > b, é :
a) 24 b) 16 c) 20 d) 36 e)12

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6.8. AULA 08 – Potenciação


 Toda potência diferente de zero
É qualquer multiplicação onde todos elevado a um número par resultará em um
os fatores são iguais. número positivo.
( )
( ) ( )

 Toda potência de base diferente de


zero, elevada a expoente ímpar, tem o sinal
da base.

( ) ( )
PROPRIEDADES DA POTENCIAÇÃO
 Zero elevado a qualquer número  A potência de ordem superior é igual a
natural, diferente de zero, é igual a zero. potência do número que tem para base, a
base do número dado, e para expoente, a
( ) potência gerada pelas potências desses
expoentes;
 Para multiplicarmos potências de
mesma base, repete-se a base e somam - se os
expoentes.
 A potência gerada por é igual ao 1
.
seguido de m zeros.
 Para multiplicarmos potências de
expoentes iguais, repete-se o expoente e
multiplicam-se as bases.

( )

 Para dividirmos potências de bases


iguais, repete-se a base e subtraem-se os Observe que na definição de
expoentes. potenciação, o expoente é maior ou igual a
dois, portanto, e não podem ser
consideradas como potenciações, bem como,
aquelas com expoente inteiro negativo. Logo,
 Para dividirmos potências de não geram potências e, para esses dois casos
expoentes iguais, repetem-se os expoentes e particulares de NÃO potenciações, são
dividem-se as bases. consideradas as seguintes propriedades:

I) Todo número elevado a 1 é igual a ele


. /
mesmo.
 Para elevarmos uma multiplicação a II) Todo número (diferente de zero)
qualquer expoente, basta elevarmos cada um elevado a zero é igual a 1.
desses fatores a esse expoente. III) Todo número, diferente de zero,
elevado a um expoente negativo é igual ao
( ) inverso desse número elevado ao expoente
positivo.
 Para elevarmos um número da forma 2
2
5
2
25
a vários expoentes, basta conservarmos a Ex:     
5  
2 4
base e multiplicarmos os expoentes entre si.  Todo número elevado a um expoente
*,( ) - +

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fracionário é igual a um radical, cujo índice é que é um número palíndromo.


o denominador do expoente e cujo radicando
é o número elevado ao numerador do QUADRADOS PERFEITOS
expoente. Ao multiplicarmos um número natural
m
qualquer n por ele mesmo, a potência gerada
Isto é: n
am  a n denomina-se um quadrado perfeito.

GOOGOL
Define-se googol ao número 1 seguido
de 100 zeros, ou seja, 1 googol é igual a

Representação Polinômica de um Número


Natural Polidígito N
Se N for um número natural de dois,
três, quatro... algarismos, então podemos
explicitá-lo das seguintes formas: CUBOS PERFEITOS
Ao multiplicarmos um número natural
qualquer n por ele mesmo, três vezes, a
potência gerada denomina-se um cubo
perfeito.

EXERCÍCIOS
1-

2 - O valor da expressão 163/4.(-8)-2/3 é:


a) 2 b) 4 c) 5 d) – 2 e) -4

9 50  3100  8125
3 - Resolvendo , encontramos:
Reverso de um Número Natural N 3101
É o número que se obtém quando
invertemos as suas ordens. a) 0 b)1 c) 3 d) 3100 e) 3 101
Exemplo: O reverso de 23 é 32; O reverso de
468 é 846; 4 - Resolvendo-se a expressão:
7 , 2
 3
  
0
5
12

   1
NÚMERO PALÍNDROMO  1,331
É todo número igual ao seu reverso.    1
 102 , encontra-se:
Exemplo:1.331 e 12.321 8 8 8 8 8
33 33 33 33 33
2
Para encontramos um palíndromo a
partir de um número dado, inverte-se a a) 4 b) 3 c) 2 d) 1 e) 0
ordem dos algarismos e soma-se com o
número dado, até obtê-lo. 5 - Quantos algarismos são necessários para
Exemplo: 46 + 64 = 110 ; 110 + 011 = 121, escrever um produto ( ) ( ) ˘?

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Matemática

a) 50 b) 52 c) 53 d) 51 e) 54 a)
b)
6 - Desenvolvendo-se a expressão 460.5113, c)
obtém-se um número inteiro n, cuja soma dos d)
algarismos corresponde a:
a) 9 b) 10 c) 11 d) 12 e) 13 8 - O valor da expressão:
, -
7 - O valor da expressão , - é igual a

[. / ( ) ( ) ] a) 100 b) 815 c) 1090


d) 2105 e) 2995

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Geografia

7. GEOGRAFIA
7.1. AULA 01 – Elementos do clima e Fatores Climáticos

O Tempo corresponde a um estado momentâneo da atmosfera num determinado lugar


e o Clima é o comportamento do tempo em um determinado lugar durante um período longo
(pelo menos 30 anos).
Fatores climáticos são características que determinam o clima: latitude, altitude,
massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, relevo, vegetação e
urbanização. A conjugação desses fatores é responsável pelo comportamento da
temperatura, da umidade e da pressão atmosférica que são os atributos ou elementos
climáticos.
1. FATORES CLIMÁTICOS
1.1. Latitude – quanto maior a latitude, menor a temperatura, ou seja, quanto maior
for a distância em relação a linha do Equador, mais frio será.
1.2. Altitude – quanto maior a altitude, menor a temperatura.
1.3. Massas de ar – são grandes porções da atmosfera que possuem características
comuns de temperatura, umidade e pressão. O ar permanece estável por um tempo sobre
uma superfície homogênea (o oceano, as calotas polares ou uma floresta) e se deslocam por
diferença de pressão, levando consigo as condições de temperatura e umidade do local
de origem.
- Tropicais e equatoriais – quentes
- Temperadas e polares – frias
- Oceânicas – úmidas
- Continentais – secas (ou úmidas quando formadas sobre grandes florestas)
1.4. Continentalidade e maritimidade – a maior ou menor proximidade de grandes
corpos de água, como oceanos e mares, exerce forte influência não só na umidade relativa do
ar, mas também na variação de temperatura. Áreas que sofrem influência da continentalidade
(localização no interior do continente, distante do litoral), há maior variação de temperatura
ao longo do dia ou mesmo das estações. Um dos resultados dessa diferença é que na região
litorânea a amplitude térmica diária (diferença entre a temperatura máxima e mínima obtidas
durante um dia) é menor que no interior dos continentes.
1.5. Correntes marítimas – extensas porções de água que se deslocam pelo oceano,
quase sempre nas mesmas direções, como se fossem larguíssimos “rios” dentro do mar.
Causam forte influência no clima, principalmente porque alteram a temperatura atmosférica
e, além disso, são importantes para a atividade pesqueira. As correntes quentes do Brasil
(no leste da América do Sul) estão associada às massas de ar quente e úmido, que aumenta a
pluviosidade e provoca fortes chuvas de verão no litoral, fato que se acentua quando há
presença de serras no continente.
1.6. Vegetação – os diferentes tipos de cobertura vegetal apresentam grande variação
de densidade, o que influencia diretamente a absorção e irradiação de calor, além da umidade
do ar. A vegetação retira umidade do solo pelas raízes e transferem para atmosfera pelas
folhas (transpiração), aumentando a umidade do ar. Os desmatamentos de grandes porções
causam a diminuição da umidade e, consequentemente, a elevação das temperaturas médias
por causa do aumento da absorção e irradiação de calor.
1.7. Relevo – além de estar associado à altitude, também influi na temperatura e na
umidade, ao facilitar ou dificultar a circulação de massas de ar. No Brasil, a disposição
longitudinal das serras no centro-sul do país forma um “corredor” que facilita a circulaç~o da
Massa Polar Atlântica e dificulta a circulação da Massa Tropical Atlântica, vinda do oceano.
Não por acaso a vertente da Serra do Mar voltada para o Atlântico, em São Paulo,
apresenta um dos mais elevados índices pluviométricos do Brasil, com predominância de
chuvas orográficas.

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Geografia

1.8. Albedo (tipo da superfície atingida pelo sol) – A cor, variável de acordo com a
composição química e o estado físico do material, influencia na quantidade de raio solar que é
refletido. A neve, por ser branca, reflete até 90% dos raios solares, enquanto a Floresta
Amazônica, por ser verde-escura, reflete apenas cerca de 15%. Assim, quanto menor o albedo,
maior absorção de raios solares, maior o aquecimento e, consequentemente, a irradiação de
calor.
2. ATRIBUTOS OU ELEMENTOS DO CLIMA
2.1. Temperatura - é a intensidade de calor existente na atmosfera. Os raios solares
atravessam a camada da atmosfera sem aquecê-la e atingem a superfície do planeta. Só depois
de aquecidas, as terras, as águas e demais elementos presentes na superfície – prédios,
calçadas, áreas agrícolas, etc. – irradiam o calor para a atmosfera.
2.2. Umidade – é a quantidade de vapor de água presente na atmosfera num
determinado momento, resultado do processo de evaporação das águas da superfície
terrestre e da transpiração nas plantas. A umidade relativa, expressa em porcentagem, é uma
relação entre a quantidade de vapor existente na atmosfera num dado momento (umidade
absoluta, expressa em g/m³) e a quantidade de vapor de água que essa atmosfera comporta.
Quando este limite é atingido, a atmosfera atinge seu ponto de saturação e então ocorre a
chuva. No Brasil ocorrem três tipos principais de chuvas: a frontal, a orográfica e a
convectiva.
- Frontal – nas frentes, que são zona de contato entre duas massas de ar de
características diferentes, uma quente e outra fria, ocorre a condensação do vapor e a
precipitação da água na forma de chuva.
- Orográfica ou chuva de relevo – barreiras de relevo levam as massas de ar a atingir
elevadas altitudes, o que causa queda de temperatura e condensação do vapor. Esse tipo de
chuva costuma ser localizada, intermitente e fina e é muito comum nas regiões Sudeste,
Nordeste e Sul do Brasil, onde as serras e chapadas dificultam o deslocamento de
massas úmidas de ar provenientes do Oceano Atlântico para o interior do continente
(Serra do Mar, no Sudeste; Chapadas da Borborema, Ibiapaba e Apodi, no Nordeste; e Serra
Geral do Sul).
- Convectiva ou de verão – em dias quentes, o ar próximo à superfície fica menos
denso e sobre para as camadas superiores da atmosfera, carregando umidade. No fim da
tarde, a nuvem resultante está enorme e provoca chuvas torrenciais rápidas e localizadas.
Após a precipitação o céu costuma ficar claro novamente. São as principais responsáveis por
grandes alagamentos, especialmente em grandes centros urbanos, onde há grandes áreas
impermeabilizadas.
2.3. Pressão atmosférica – é a medida da força exercida pelo peso da coluna de ar
contra uma área. Por causa da esfericidade, da inclinação do eixo imaginário e do movimento
de translação ao redor do Sol, nosso planeta não é aquecido uniformemente. Isso condiciona
os mecanismos da circulação atmosférica do globo terrestre, levando à formação de centros
de baixa e de alta pressão, que se alteram continuamente. O ar aquecido é menos denso e
sobe, formando área de baixa pressão atmosférica ou ciclonal, que é receptora de ventos. O
ar frio por ser mais denso desce e forma uma zona de alta pressão ou anticiclonal, que é
emissora de ventos. Isso ocorre em áreas pequenas como é o caso da brisa marítima ou em
escala planetária como os ventos alísios.

EXERCÍCIOS
1 - Ao analisar as temperaturas médias e o índice de chuvas de diferentes localidades da
Terra, percebe-se que em algumas regiões predominam altas temperaturas, determinando
climas quentes, enquanto em outras, ao contrário, predominam temperaturas mais baixas,
determinando climas mais frios. Os chamados fatores climáticos exercem papel fundamental
nesse processo.

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Geografia

Com relação aos fatores climáticos, atuantes no Brasil, assinale a opção correta.
A) Na Amazônia, onde predominam as baixas latitudes, a incidência dos raios solares é direta,
o que torna as temperaturas elevadas e as estações do ano muito distintas.
B) Com predomínio de elevadas altitudes, as quais induzem uma maior capacidade de
retenção de calor da atmosfera, a Região Sul apresenta as maiores temperaturas média do
país.
C) Em função da maritimidade, o litoral brasileiro apresenta as maiores amplitudes térmicas
diárias quando comparado ao interior do território nacional.
D) As massas de ar que atuam no Brasil são predominantemente continentais, podendo citar a
massa Equatorial continental, quente e seca, a qual contribui para focos de queimadas na
Amazônia.
E) Sob a ação de duas correntes marítimas: a corrente do Brasil e a corrente das Guianas, o
litoral do país é influenciado por temperaturas elevadas.

2 - Desde a construção dos primeiros termômetros até a análise de dados por meio de
satélites e supercomputadores, a meteorologia - a ciência que estuda os fenômenos
atmosféricos aumentou enormemente o grau de previsão do tempo.
Geografia atualidades 2014, p. 46.
Baseando-se nessa afirmação e em seus conhecimentos sobre os fenômenos atmosféricos
terrestres, pode-se dizer que
A) a chuva frontal ou orográfica ocorre quando a massa de ar sobe por causa de algum
obstáculo de relevo, como uma montanha.
B) a chuva orográfica, também chamada de chuva convectiva, ocorre quando a massa de ar
sobe por causa de algum obstáculo de relevo, como uma montanha.
C) a massa de ar constitui-se como um corpo de ar com características próprias de umidade,
pressão e temperatura, herdadas, por sua vez, das diferentes regiões da superfície terrestre.
D) a Troposfera, também conhecida como Tropopausa, representa a camada atmosférica mais
importante para o ser humano, por concentrar a maioria dos fenômenos atmosféricos.
E) geralmente as áreas anticiclonais ou de baixa pressão atmosférica são áreas dispersoras de
ventos, enquanto as áreas de alta pressão atmosférica ou ciclonais são zonas receptoras de
ventos.

3 - A temperatura atmosférica varia de um lugar para outro, mas também pode apresentar
variações no decorrer do tempo, pois vários fatores estão relacionados à sua distribuição ou
variação.
Sobre os fatores que interferem na variação e distribuição da temperatura atmosférica, é
correto afirmar que
A) as variações de temperaturas no continente são menos acentuadas que nos oceanos devido
à diferença do comportamento térmico no meio sólido e no líquido.
B) a influência da altitude ocorre, porque o calor é irradiado da superfície da Terra para o alto
e a atmosfera se aquece por irradiação. Assim, quanto maior a altitude, maior a temperatura.
C) o relevo pode facilitar ou dificultar a passagem de massas de ar, por isso a presença de altas
cadeias de montanhas no litoral evitam a formação de desertos.
D) a variação da temperatura com a latitude deve-se, fundamentalmente, à forma esférica da
Terra e, em função disso, a insolação diminui a partir do Equador em direção aos polos.
E) o fenômeno da continentalidade térmica explica por que, quanto mais distante estiver uma
área do continente, menores são suas oscilações térmicas.

4 - Clima é a sucessão habitual dos estados do tempo meteorológico. A grande variação


climática no planeta é resultante da interação dos fatores climáticos, que são os responsáveis
pela grande heterogeneidade climática da Terra e estão diretamente relacionados com a

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Geografia

geografia de cada porção da superfície terrestre. Em qual das alternativas a seguir há APENAS
fatores climáticos, isto é, aqueles que contribuem para determinar as condições climáticas de
uma região do globo?
A) Correntes marítimas, temperatura do ar, umidade relativa do ar e grau geotérmico.
B) Temperatura do ar, pressão, altitude, hidrografia e massas de ar.
C) Hidrografia, correntes marítimas, latitude e relevo.
D) Altitude, massas de ar, maritimidade e latitude.
E) Temperatura do ar, umidade relativa do ar, insolação e grau geotérmico.

5 - De acordo com as condições atmosféricas, a precipitação pode ocorrer de várias formas:


chuva, neve e granizo. Nas regiões de clima tropical ocorrem três tipos de chuvas: frontal,
orográfica e convectiva (ou de verão):

A chuva demonstrada na figura é do tipo:


A) Frontal – esse tipo de chuva resulta do deslocamento horizontal e eventual choque entre
massas de ar com diferentes características de temperatura e pressão. O contato entre elas
forma uma faixa de instabilidade, onde ocorrem as chuvas.
B) Orográfica – barreiras no relevo levam as massas de ar a atingir grandes altitudes, o que
causa queda de temperatura e condensação do vapor. As chuvas costumam ser localizadas,
intermitentes e finas.
C) Convectiva – atingindo altitudes elevadas, a temperatura aumenta e o vapor se condensa
em gotículas que permanecem em suspensão. O ar fica mais denso, desce frio e seco para a
superfície e inicia novamente o ciclo convectivo. Após a precipitação, o céu fica claro
novamente.
D) De verão ou convectiva – são causadas pela ascensão ou pela descida lenta (subsidência)
do ar. O ar mais próximo da superfície terrestre se aquece e ascende na atmosfera ao atingir
camadas mais frias da troposfera. O vapor d’|gua se condensa, formam-se nuvens e chove.
Geralmente são chuvas torrenciais de curta duração acompanhadas de raios e trovões.
E) Frontal – geralmente ocorre em zonas de contato entre duas massas de ar com
características semelhantes. Logo, inicia processo de condensação do vapor e a precipitação
da água na forma de chuva.

6 - Marque a única assertiva que traz somente fatores climáticos, isto é, aqueles que
contribuem para determinar as condições climáticas de uma região do globo.
A) Correntes marítimas, temperatura do ar, umidade relativa do ar e amplitude térmica.
B) Latitude, pressão altitude, hidrografia e massas de ar.
C) Altitude, massas de ar, maritimidade e latitude.
D) Hidrografia, correntes marítimas, latitude e pressão.
E) Temperatura do ar, umidade relativa do ar, insolação e média térmica.

7 - A atmosfera terrestre é formada por diversos gases importantes para a vida. É na


atmosfera que se desenvolve o clima e o tempo. Sobre o clima é correto afirmar que
A) é o estado momentâneo da atmosfera que influencia todo o Globo.

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Geografia

B) à medida que a altitude aumenta, a temperatura diminui.


C) quando nos afastamos da costa, encontramos amplitudes térmicas menores.
D) as massas de ar influenciam apenas os climas frios, pois, nos climas quentes, elas não
conseguem penetrar.
E) quanto menor a latitude, menor é a temperatura em função da baixa umidade.

8 - Um dos elementos climáticos mais importantes para a humanidade é a temperatura


atmosférica, ou seja, o estado térmico do ar atmosférico, de frio ou de calor. A temperatura
pode variar de um lugar para outro, assim como em um mesmo lugar, no decorrer do tempo.
Sobre os fatores responsáveis pela variação da temperatura é correto afirmar que
A) a influência da latitude ocorre fundamentalmente devido à forma esférica da Terra. A
insolação diminui a partir do Equador em direção aos polos, assim a temperatura diminui com
o aumento da latitude.
B) a altitude exerce grande influência, pois o calor é irradiado da superfície terrestre para
cima e a atmosfera aquece por irradiação. Quanto menor a altitude, mais rarefeito se torna o
ar, ocorrendo menor irradiação e aumento da temperatura.
C) a temperatura é aumentada pela presença de serras, chapadas e planaltos nas regiões
tropicais, via de regra muito quentes, assim como, nas regiões temperadas, as altitudes
acentuam ainda mais o rigor da temperatura.
D) a diferença do comportamento térmico das rochas e da água explica o aquecimento e
resfriamento mais lento dos continentes, fazendo com que as variações de temperatura nos
oceanos sejam maiores.
E) as correntes marítimas não apresentam capacidade de provocar alterações de temperatura
nas áreas litorâneas por onde circulam, apesar de possuírem temperaturas diferentes,
podendo ser quentes, quando se formam nas áreas equatoriais, ou frias, quando formadas nas
áreas polares.

9 - Devido à inclinação no eixo da Terra, os raios solares incidem de forma perpendicular em


diferentes pontos do Planeta ao longo do no, variando entre os trópicos de Câncer e
Capricórnio. Considerando que a linha superior representa o Trópico de Câncer e a linha
inferior o Trópico de Capricórnio, a alternativa que melhor representa a incidência
perpendicular dos raios solares sobre as latitudes da Terra ao longo do ano é:

10 - A dinâmica dos oceanos é provocada, sobretudo, pela circulação atmosférica e pela


rotação da Terra. A pressão atmosférica e o vento explicam, muito acentuadamente, a
existência e a direção das correntes marítimas de superfície. Considerando-se as
características das correntes marítimas, pode-se afirmar que:
A) as correntes frias, empurradas pelos ventos em direção às baixas latitudes, não se

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misturam com as águas quentes, sendo novamente impelidas para as altas latitudes.
B) as correntes marítimas influenciam as médias pluviométricas e térmicas, limitando-se,
porém, ao litoral.
C) as correntes marítimas no Hemisfério Sul seguem o sentido Leste-Oeste, seguindo o
movimento dos ventos alísios, que ocorre em sentido horário.
D) as correntes marítimas quentes restringem-se às regiões intertropicais, ou seja, na faixa
entre os trópicos de Capricórnio e Câncer.
E) correntes marítimas de diferentes temperaturas podem provocar, em latitudes iguais,
pluviosidades diferentes.

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7.2. AULA 02 – Massas de Ar

O território brasileiro localiza-se quase totalmente em área intertropical (entre os


trópicos). Mais de 90% de seu território encontra-se em áreas de baixas latitudes, entre o
Trópico de Capricórnio e o Equador. Dessa forma, predominam os climas tropicais.
Diversos fatores – como a latitude, a continentalidade e a altitude – interferem nas
dinâmicas climáticas, permitindo variações no clima tropical e a existência de diversos
subtipos climáticos no território brasileiro.
Em regiões de maior latitude, como no sul do país, tem-se o clima subtropical,
enquanto nas de menores latitudes predominam os climas quentes, como o equatorial úmido
e o tropical semiárido.
No centro do país, que não recebe os efeitos da maritimidade, predomina o clima
tropical continental. No entanto, em grande parte das regiões central e norte, a circulação da
massa de ar equatorial continental durante o verão, associada à umidade da floresta
amazônica e àquela proveniente do Oceano Atlântico norte, provoca chuvas e supre a escassez
de massas de ar úmido provenientes do Atlântico Sul.
Como o território brasileiro não apresenta altas cadeias montanhosas, somente nas
partes mais altas do Planalto do Atlântico do Sudeste ocorre o subtipo tropical de altitude,
onde as médias de temperaturas são menores.
Além da altitude, da continentalidade e da latitude, as massas de ar também atuam
sobre o clima. Independente dos tipos climáticos presentes no Brasil, citados anteriormente e
que veremos na próxima aula, precisamos entender melhor sobre a atuação dessas massas de
ar, pois esse entendimento servirá de base para todo o estudo posterior.
As massas de ar dinamizam o clima brasileiro, elas são grandes porções de ar que se
deslocam pela troposfera influenciando as regiões por onde passam. As massas de ar em geral
se originam em áreas extensas e homogêneas, como os oceanos, os polos e os desertos. Ao se
formarem, adquirem as características (umidade, pressão e temperatura) da área de
origem. Ao se deslocarem vão perdendo as características originais e sofrendo influência dos
climas e tempos locais.

Como podemos observar nos mapas, cinco massas de ar atuam no território brasileiro:
- mEa (Massa Equatorial Atlântica): quente e úmida;

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Geografia

- mEc (Massa Equatorial Continental): quente e úmida (apenas de ser continental ela é
úmida, por se originar na Amazônia)
- mTa (Massa Tropical Atlântica): quente e úmida;
- mTc (Massa Tropical Continental): quente e seca;
- mPa (Massa Polar Atlântica): fria e úmida.
A massa equatorial atlântica (mEa) atua no litoral norte e nordeste do país,
principalmente na primavera e no verão. É quente e úmida, mas, quando chega ao interior,
geralmente já está seca. Origina-se no Atlântico norte e forma os ventos alísios de nordeste.
A massa equatorial continental (mEc) influencia todo o território brasileiro,
deslocando calor e umidade e provocando instabilidade. Vinda do oeste da Amazônia, onde
provoca chuvas diárias no verão e no outono, pode atingir as outras regiões brasileiras,
causando chuvas no verão.
Existe ainda, para conhecimento, uma expressão chamada de Rios Voadores,
correntes de ar que carregam umidade de Norte a Sul do Brasil e são responsáveis por grande
parte das chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e no Sul. A quantidade de vapor d’|gua
transportada por esses rios voadores pode chegar a volumes maiores que a vazão de todos os
rios do Centro-Oeste e ser da mesma ordem de grandeza da vazão do Rio Amazonas.
A massa tropical atlântica (mTa) ou massa tropical marítima atua no litoral desde
o nordeste até o sul do país. Originária do sul do Oceano Atlântico, é quente e úmida e forma
os ventos alísios de sudeste. Atua quase o ano todo e pode provocar chuvas.
Os ventos alísios são correntes de ar que sopram constantemente das proximidades
dos trópicos (região de alta pressão) para o Equador (região de baixa pressão). Em razão do
movimento de rotação da Terra os ventos, que se deslocam em linha reta, sofrem um desvio
aparente na sua trajetória, chamado efeito Coriolis. Os ventos alísios se desviam do nordeste
para o sudoeste, no hemisfério norte, e do sudeste para o nordeste, no hemisfério sul.
A massa tropical continental (mTc) atua nas áreas do interior das regiões Sudeste e
Sul e na Região Centro-Oeste. Originária da Planície do Chaco ocasiona períodos quentes e
secos (suas principais características).
A massa polar atlântica (mPa) exerce influência em todas as regiões brasileiras. Por
originar-se em altas latitudes, no sul do Atlântico, é fria e úmida, tendo forte atuação no
inverno. Ao encontrar-se com a massa de ar quente forma a frente fria. O ar quente, menos
denso, sobe e o ar frio se desloca na superfície provocando trovoadas e chuvas frontais em
todo o litoral, até a região nordeste. É responsável pela queda acentuada de temperatura, e
por ocasionar geradas no Sudeste, neve na Região Sul e o fenômeno da friagem (queda brusca
da temperatura ocasionada pela atuação da massa de ar de origem polar) na Região Norte e
Planície do Pantanal.

EXERCÍCIOS
1 - Abaixo são apresentadas características das massas de ar atuantes no Brasil.
I – Quente e úmida, atua principalmente na Amazônia Ocidental.
II – Contribui para as chuvas frontais no litoral nordestino.
III – Quente e úmida, atua principalmente no litoral das regiões Norte e Nordeste.
IV – Tem como centro de origem a Depressão do Chaco.
As afirmativas I, II, III e IV correspondem, respectivamente, às seguintes massas de ar:
A) Equatorial continental, Polar atlântica, Equatorial atlântica e Tropical continental.
B) Equatorial atlântica, Equatorial continental, Tropical continental e Polar atlântica.
C) Tropical continental, Polar atlântica, Equatorial continental e Tropical atlântica.
D) Equatorial continental, Tropical continental, Tropical atlântica e Polar atlântica.
E)Tropical atlântica, Equatorial continental, Tropical atlântica e Tropical continental.

2 - Observe o mapa a seguir.

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Geografia

Fonte: Adaptado de Atlante geográfico metódico. Novara, Instituto Geográfico de Agostine, 1997.
As variações do tempo atmosférico, que podem ser muito bruscas num único dia ou em
períodos longos, são causadas pelos deslocamentos das massas de ar que existem na
atmosfera. O Brasil é influenciado por várias massas de ar, representadas no mapa acima, as
quais possuem características singulares durante todo o ano. Nesse sentido, assinale a opção
correta em relação às massas de ar que atuam no Brasil.
A) a massa representada pelo número 1 é a mEa (massa Equatorial atlântica) Quente e úmida,
sendo a grande responsável por chuvas na região Norte.
B) a massa representada pelo número 2 é a mPa (massa Polar atlântica), fria e úmida, provoca
chuvas frontais na Região Sudeste, especialmente no inverno.
C) a massa representada pelo número 3 é a mTa (massa Tropical atlântica), de origem fria e
seca, restringe sua ação somente ao centro-sul do país, pois sofre forte influência das massas
tropicais.
D) a massa representada pelo número 4 é a mTc (massa Tropical continental), quente e
úmida, provoca chuvas no sul e centro-oeste brasileiro, especificamente durante o verão.
E) a massa representada pelo número 5 é a mEc (massa Equatorial continental), quente e
úmida, provoca chuvas na Amazônia e em boa parte do país durante vários meses do ano.

3 - O território brasileiro sofre a influência de cinco massas de ar, as quais contribuem


decisivamente para que o país possua uma oscilação térmica e pluviométrica muito singular
durante o ano. Sobre as referidas massas de ar que atuam no Brasil, é correto afirmar que,
A) a mEc (massas Equatorial continental), quente e seca, além possuir o seu centro de origem
no noroeste da Amazônia, provoca grande instabilidade térmica no chamado Brasil central
durante o período primavera-verão.
B) a mPa (massa Polar atlântica), fria e muito úmida, além de se formar na Antártica, durante
o período primavera-verão é a grande responsável por provocar chuvas convectivas no litoral
nordestino.
C) a mTa (massa Tropical atlântica), quente e úmida, que possui seu centro de formação
próximo ao Trópico de Capricórnio, além de atuar em extensas faixas do litoral brasileiro, na
Região Sudeste contribui para a formação de chuvas orográficas durante o verão.
D) a mEa (massa Equatorial atlântica), quente e úmida, cujo centro de origem é o Atlântico
Sul, contribui na formação dos alísios de sudeste, os quais propiciam chuvas frontais nos
litorais das Regiões Nordeste e Sudeste.
E) a mTc (massa Tropical continental), quente e superúmida, forma-se na região do pantanal
mato-grossense e influencia decisivamente os elevados índices pluviométricos no centro sul
do país.

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Geografia

4 - A massa equatorial continental (mEc) influencia todo o território brasileiro. Vinda do oeste
da Amazônia, onde provoca chuvas diárias no verão e no outono, pode atingir as outras
regiões brasileiras, causando chuvas no verão. Suas características são
A) fria e seca
B) quente e seca
C) fria e úmida
D) quente e úmida
E) fria e semiárida

5 - “As massas de ar são grandes porções ou volumes da atmosfera que se originam quando o ar
fica estacionado sobre extensas áreas de superfície homogênea, como as zonas polares, os
desertos, os oceanos, as grandes florestas, etc. Ao ficar estacionada sobre essas superfícies por
um tempo, uma parte da atmosfera adquire suas características de temperatura, umidade e
pressão.” (MOREIRA, SENE, 2002)
Leia as afirmações abaixo:
I – Durante o verão brasileiro, a massa equatorial continental (mEc) atua exclusivamente
sobre o trecho mais ocidental da Amazônia brasileira.
II – A massa polar atlântica (mPa) tem pequena atuação durante o verão brasileiro,
intensificando-se no inverno quando pode atingir a Amazônia.
III – A massa equatorial atlântica (mEa) atua em nosso território, tanto no inverno quanto no
verão, especialmente em trechos das regiões Norte e Nordeste.
IV – O encontro entre massas de ar polares e equatoriais na costa brasileira provoca chuvas
orográficas.
V – Durante o inverno a massa tropical atlântica (mTa) pode atingir trechos do litoral oriental
do nordeste brasileiro.
Estão corretas:
A) Apenas as afirmativas I, II e IV.
B) Apenas as afirmativas II, III e V.
C) Apenas as afirmativas III, IV e V.
D) Todas as afirmativas.
E) Nenhuma das afirmativas.

6 - A massa de ar que provoca chuvas na Amazônia (sua área de origem) durante todo o ano e,
no verão, estende seu domínio para outras regiões, provocando chuvas e elevação de
temperatura é a massa:
A) Equatorial atlântica (mEa).
B) Equatorial continental (mEc).
C) Tropical atlântica (mTa).
D) Tropical continental (mTc).
E) Polar atlântica (mPa).

7 - Entre os meses de Abril e Julho, observa-se uma intensificação das chuvas em cidades da
Zona da Mata nordestina, tal como Maceió-AL e Recife-PE. Esse aumento está relacionado,
principalmente, à ocorrência das chuvas
A) frontais provocadas pelo avanço da massa Polar Atlântica (mPa) ao longo do litoral e o seu
contato com a massa Tropical atlântica (mTa), quente e carregada de umidade.
B) orográficas provocadas, sobretudo, pela umidade da massa Equatorial atlântica (mEa) que
se desloca do Oceano Atlântico e defronta-se com a planície costeira.
C) convectivas, que se caracterizam por serem extremamente violentas e causadas pela
atuação da massa Equatorial continental (mEc).
D) de verão, que são precipitações torrenciais provocadas pelo movimento convectivo de

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ventos quentes e úmidos provenientes da massa Tropical continental (mTc).


E) sazonais, que se intensificam nesse período graças à expansão da atuação da massa
Equatorial continental (mEc) sobre todo o território brasileiro.

8 - Durante o inverno pode ocorrer a chamada friagem por meio da ação da


A) Massa Tropical Atlântica, que diminui as chuvas no Rio Grande do Sul.
B) Massa Equatorial Atlântica, que abaixa as temperaturas em São Paulo.
C) Massa Equatorial Continental, que aumenta a temperatura no Ceará.
D) Massa Tropical Continental, que incrementa as chuvas em Brasília.
E) Massa Polar Atlântica, que reduz a temperatura na Amazônia.

9 - Tendo em vista a distância das massas de ar, leia com atenção os itens a seguir:
I. À medida que a massa de ar frio, subpolar, avança para as regiões tropicais e se encontra
com uma massa de ar quente e úmida, forma-se uma frente.
II. O contrato que ocorre na frente provoca o deslocamento do ar quente para cima.
III. Ao subir, a umidade na massa de ar quente condensa-se por resfriamento, gerando
precipitação.
É CORRETO afirmar que:
A) as três afirmativas são verdadeiras e se apresentam em uma sequência lógica.
B) as três afirmativas são verdadeiras, mas não se apresentam em uma sequência lógica.
C) apenas a afirmativa I é verdadeira.
D) são verdadeiras apenas as afirmativas II e III.
E) todas as afirmativas são falsas.

10 - As porções orientais do território brasileiro, em termos de clima, sofrem maior


intervenção da massa de ar:
A) massa Equatorial Continental (mEc)
B) massa Equatorial Atlântica (mEa)
C) massa Tropical Continental (mTc)
D) massa Tropical Atlântica (mTa)
E) massa Polar Atlântica (mPa)

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7.3. AULA 03 – Tipos de Clima e Climograma

O mundo tropical caracteriza-se por notável regularidade térmica. A linha do Equador


atravessa a porção setentrional do Brasil, passando por Macapá, a capital do Amapá. O trópico
de Capricórnio atravessa a porção meridional do país, passando por Ubatuba (SP), Maringá
(PR) e pelo extremo sul do Mato Grosso do Sul. Apenas a Região Sul localiza-se, quase
totalmente, fora da zona intertropical.
Os climas quentes (Equatoriais e Tropicais) caracterizam a maior parte do
território brasileiro. As exceções são a Região Sul e as áreas serranas do Sudeste, que
apresentam médias inferiores a 21ºC. As latitudes e as altitudes definem, assim, uma transição
espacial entre os climas sempre quentes e os climas mesotérmicos (grande amplitude térmica
anual e estações bem definidas).
A dinâmica das chuvas está associada ao comportamento das massas de ar. No Brasil
tropical dominam as massas de ar quentes e no Brasil subtropical as massas dominam as
massas de ar frias.
A distribuição das precipitações é condicionada pela circulação geral atmosférica e por
fenômenos ligados à circulação regional e local. Genericamente, os totais pluviométricos
permitem identificar três conjuntos climáticos no Brasil: úmido, semiúmido e semiárido.

CLIMA EQUATORIAL
O clima equatorial úmido ou, simplesmente, equatorial exibe elevadas temperaturas
e pequena amplitude térmica anual. Abrange a maior parte da Amazônia e apresenta
chuvas abundantes e bem distribuídas durante o ano. As chuvas convectivas são comuns na
região. As médias térmicas mensais variam de 24ºC a 28ºC, ocorrendo apenas um leve
resfriamento no inverno (julho) ou quando a frente fria atinge o sul e sudeste da região.
O que distingue o clima equatorial é o volume das precipitações. Sob a atividade
permanente da mEc, o índice pluviométrico ultrapassa 2.500 mm anuais e a amplitude
térmica anual é baixa (inferior a 3ºC). Não há uma estação seca claramente configurada:
em todo o domínio, praticamente não se registram meses com precipitações inferiores a 60
mm.

CLIMA TROPICAL
O clima tropical também é quente, com médias anuais superiores a 21ºC. Predomina
na maior parte do país, em grande parte das regiões Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do
Sul), Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará) e no
estado de Tocantins.
A característica distintiva desse tipo climático é a alternância entre uma estação
chuvosa de verão e uma estiagem de inverno. As massas de ar que provocam as chuvas no
verão são a equatorial continental (mEc) e a tropical atlântica (mTa). Esta última chega a
atingir parte do Sertão nordestino. No inverno, a massa polar atlântica (mPa) provoca queda
de temperatura no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

CLIMA TROPICAL ATÂNTICO OU LITORÂNEO ÚMIDO


Estende-se da faixa litorânea do Nordeste ao Sudeste, com grande influência da
massa tropical atlântica (mTa). O encontro dessa massa de ar com o relevo acidentado (Serra
do mar, Serra da Mantiqueira, Chapada da Borborema, etc.) provoca chuvas de relevo.
No outono e no inverno o encontro da massa polar atlântica (mPa) com a massa
tropical atlântica (mTa) provoca chuvas frontais. O litoral de Bertioga, em São Paulo, em
Itapanhaú, detém o recorde de chuvas no país, com o índice de 4514 mm em um ano. Assim, a
característica distintiva deste tipo climático é o regime de precipitações, que apresenta

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totais pluviométricos elevados, em torno de 1500 mm, com chuvas concentradas no


outono e inverno.

CLIMA TROPICAL DE ALTITUDE


Abrange as terras altas do Sudeste, nas regiões serranas do Rio de Janeiro, São
Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Apresenta regime de chuvas concentradas no verão,
como ocorre no clima tropical. Seu traço distintivo se encontra nas temperaturas,
caracteriza-se por invernos mais rigorosos sob influência da massa polar atlântica (mPa).
Nos planaltos e serras da metade leste de São Paulo, no sul de Minas Gerais e em uma
estreita faixa ocidental do Rio de Janeiro, as médias anuais ficam entre 18ºC e 21ºC e as
médias de julho, abaixo de 18ºC. Na serra da Mantiqueira, há uma mancha com médias de
julho entre 12ºC e 15ºC. Nessa mancha estão as cidades turísticas de Campos do Jordão
(SP) e Monte Verde (MG), à altitude de 1600 metros, que apresentam temperaturas ainda
menores. A média anual de Campos do Jordão não chega a 14ºC.

CLIMA SUBTROPICAL OU SUBTROPICAL ÚMIDO


Ocorre em toda a Região Sul e na porção meridional dos estados de São Paulo e Mato
Grosso do Sul, predominando nas áreas com as latitudes mais altas do território brasileiro, ao
sul do Trópico de Capricórnio e, por esse motivo, suas estações são mais bem definidas.
As temperaturas permitem distinguir dois subtipos climáticos. No clima subtropical
com verões brandos, que domina nas áreas mais elevadas, na porção leste e no centro da
região, as médias anuais são inferiores a 17ºC e as médias de janeiro situam-se em torno de
22ºC. No clima subtropical com verões quentes, que domina nas áreas mais baixas, na
porção oeste e nas planícies litorâneas, registram-se médias anuais superiores a 18ºC e
médias de janeiro superiores a 24ºC.
A Região Sul diferencia-se do restante do país pelas significativas amplitudes térmicas
anuais, que giram em torno de 10ºC e, em geral, superam as amplitudes térmicas. Nas áreas
serranas do sul de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, latitude e altitude combinam-
se para produzir as menores temperaturas de todo o país. Em junho e julho, principalmente,
as invasões da mPa provocam “ondas de frio” prolongadas e ocorrem com certa frequência
temperaturas mínimas diárias inferiores a 0ºC, que estão associadas a geadas e nevadas.
Esses fenômenos são comuns em cidades como São Joaquim e Lages, no planalto
catarinense, e São Francisco de Paula, Gramado e Caxias do Sul, na serra gaúcha.
Do ponto de vista das chuvas, o clima subtropical varia entre úmido e superúmido, com
precipitações médias entre 1250 mm e 2000 mm. Como regra no Brasil subtropical as
precipitações distribuem-se ao longo de todo o ano, sem ocorrência de estação seca. As chuvas
da Região Sul são, principalmente, frontais.

CLIMA SEMIÁRIDO
Predomina em grande parte do Nordeste brasileiro (Sertão) e no norte de Minas
Gerais. Pouca quantidade de chuvas (média anual inferior a 1000 mm), concentradas num
período de três meses e temperaturas altas (média térmica anual de 28ºC) são as suas
principais características. Distingue-se do tropical pela fraca atuação da mEc. Suas chuvas
concentram-se no verão e início do outono, quando podem ser torrenciais e provocar
inundações. Contudo, a característica mais marcante desse tipo climático não é a
escassez das precipitações, mas a sua irregularidade.
O planalto da Borborema, entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, assinala o início
da mancha semiárida. Sua vertente ocidental, voltada para o interior, abriga algumas das
áreas mais secas do país. A cidade paraibana de Soledade, por exemplo, convive com estiagens
de onze meses e recebe pouco mais de 300 mm de chuvas por ano.
O climograma é uma ferramenta clássica de representação do clima que permite uma

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compreensão mais fácil do perfil climático de determinada região. Através do climograma


pode se representar graficamente as variações de temperatura (são as linhas vermelhas) e
precipitações (são as barras azuis) durante um determinado período de tempo, geralmente
de 1 ano.

SEM BLÁ-BLÁ-BLÁ

As questões sobre climograma não pode te trazer desespero (mesmo que traga
para todos os outros candidatos do mundo), para você não irá trazer! rs

É importante que você entenda as características presentes em cada um dos


climas tratados acima, pois com essas características (temperatura e precipitações)
você conseguir| decifrar o “quebra-cabeça” do climograma e vencer de uma vez por
todas esses tipos de questões.

- em grande parte da Amazônia, como em Belém, o clima é quente e úmido o ano


inteiro porque lá atuam somente massas quentes e úmidas (mEc e mEa).
- no clima subtropical ocorrem verões quentes e invernos frios para o padrão
brasileiro, com chuvas bem distribuídas, porque as massas de ar que lá atuam são quentes no
verão (mTa), frias no inverno (mPa) e ambas são úmidas. Quando a mTa e mPa se encontram
forma-se uma frente fria e há ocorrência de chuvas.

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EXERCÍCIOS
1 - Os climogramas abaixo se referem a três localidades de diferentes partes do mundo. Neles,
as barras se referem à pluviosidade (em mm), e as linhas representam a temperatura (em ºC),
ao longo do ano.

A sua análise nos permite afirmar que


A) apenas em “A” o inverno é seco.
B) apenas em “B” a amplitude térmica anual é superior a 10º C.
C) apenas em “C” as chuvas s~o bem distribuídas ao longo do ano.
D) tanto em “A” como em “C” os verões s~o mais chuvosos que os invernos.
E) apesar de possuir os maiores índices pluviométricos, “C” apresenta as menores médias
térmicas.

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Geografia

2 - Sobre os diferentes tipos climáticos que ocorrem no Brasil, é correto afirmar que:
A) o clima equatorial úmido é caracterizado por uma elevada amplitude térmica anual e é
controlado pela massa Equatorial continental.
B) o clima litorâneo úmido que ocorre no litoral nordeste possui chuvas concentradas nos
meses de primavera e verão.
C) o clima tropical, de verão úmido e inverno seco, abrange uma pequena área do País e atua,
sobretudo, no litoral nordestino.
D) o oeste da Paraíba é uma das porções do Brasil onde ocorre o clima tropical semiárido, que
é marcado por médias térmicas anuais elevadas e por longos períodos de estiagem.
E) o clima subtropical úmido, predominante na região Sul, é controlado pela massa Equatorial
continental e influenciado pela massa Polar atlântica.

3 - Leia as seguintes afirmativas:


I – A grande extensão Leste-Oeste do Brasil determina diferente zonas de iluminação e,
consequentemente, diferentes domínios morfoclimáticos no País.
II – A maior parte do território brasileiro está localizada no Hemisfério Sul e em regiões de
baixa latitude, ou seja, entre 0 e 30 graus, daí apresentar, predominantemente, climas
tropicais.
III – As áreas de clima equatorial, que no Brasil prevalecem na região Norte, têm amplitude
térmica anual inferior às da região Sul, onde o clima é subtropical úmido.
IV – Em função da proximidade do mar, podemos afirmar que Maceió (AL) tem totais de
precipitação maiores que São Gabriel da Cachoeira, no nordeste da Amazônia.
Podemos dizer que estão corretas as seguintes afirmativas:
A) I e II B) II - IV C) II e III D) I e IV E) III e IV

4 - Assinale a opção que indica corretamente o tipo climático brasileiro representado


climograma abaixo, bem como suas respectivas características:

A) Tropical Úmido, caracterizado por concentrar chuvas no inverno, devido ao encontro das
massas Polar Atlântica e Equatorial Atlântica.
B) Tropical Continental, caracterizado por verões bastante quentes e invernos bem rigorosos
e chuvosos, devido à continentalidade.
C) Litorâneo Úmido, marcado pelas chuvas concentradas no inverno, em virtude do encontro
das massas Polar Atlântica e Tropical Atlântica.
D) Tropical Continental, marcado pela forte atuação da massa Polar Atlântica, a qual, ao
atingir a Regi~o Norte, provoca o fenômeno da “friagem” e a concentraç~o de chuvas no
inverno.
E) Subtropical Úmido, caracterizado pela concentração de chuvas no inverno, devido à
frequente penetração das massas polares, ocasionando precipitação de neve nas áreas mais
elevadas da Região Sul.

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5 - Os climas predominantes no Brasil são:


A) Litorâneo Úmido e Subtropical
B) Equatorial e Tropical
C) Equatorial e Tropical Semiárido
D) Tropical e Subtropical
E) Litorâneo Úmido e Tropical Semiárido

6 - As cidades de Brasília – DF e Manaus – AM têm, respectivamente, os seguintes climas:


A) Tropical e Litorâneo Úmido
B) Subtropical e Equatorial de Altitude
C) Tropical e Equatorial
D) Tropical Semiárido e Tropical Continental
E) Equatorial e Subtropical

7 - No território brasileiro, o clima subtropical é predominante na região


A) Nordeste e trechos de maior altitude da região Norte.
B) Sudeste, além do extremo norte da Serra da Mantiqueira.
C) Sul, além de todo o extremo norte de Minas Gerais.
D) Sul, excluindo toda a parte serrana do Planalto Meridional.
E) Sul, além do extremo sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

8 - O clima que abrange as terras altas do sudeste, caracterizado por invernos mais rigorosos
sob influência da massa de ar Polar Atlântica, trata-se do clima:
A) Subtropical úmido
B) Tropical semiárido
C) Litorâneo úmido
D) Equatorial úmido
E) Tropical de altitude

9 - No romance “O Tempo e o Vento”, o escritor Érico Veríssimo descreve a história do Rio


Grande do Sul e suas paisagens, que marcam a formação territorial da região. Identifique e
marque o clima predominante desse estado brasileiro:
A) Equatorial
B) Tropical
C) Subtropical
D) Semiárido
E) Temperado.

10 - O Clima predominante em grande parte do Nordeste brasileiro (Sertão) e no Norte de


Minas Gerais, onde a característica mais marcante desse tipo climático não é a escassez das
precipitações, mas a sua irregularidade é o:
A) Tropical de altitude
B) Semiárido
C) Equatorial úmido
D) Temperado
E) Subtropical

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7.4. AULA 04 – Vegetação – Os Biomas brasileiros

Os elementos climáticos, principalmente a temperatura e a umidade, são


determinantes para o tipo de vegetação de uma área. Sendo assim, os elementos climáticos no
Brasil possibilitarão as seguintes formações vegetais:
- Floresta Amazônica (floresta pluvial equatorial): é a maior floresta tropical do
mundo e o maior bioma do Brasil, totalizando cerca de 40% das florestas pluviais tropicais do
planeta. No Brasil ela se estende por 3,7 milhões de km² e 10% dessa área constituem
unidades de conservação. Cerca de 15% do bioma da Floresta Amazônica foi desmatado,
sobretudo a partir da década de 1970 com a construção de rodovias e instalação de atividades
mineradores, garimpeiras, agrícolas e de exploração madeireira. Ela se estende por nove
estados brasileiros: Maranhão, Pará, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato
Grosso e Tocantins. Devido ao predomínio das planícies e dos planaltos de baixa altitude, a
topografia não provoca modificações profundas na fisionomia da floresta, que apresenta três
estratos de vegetação:
- caaigapó ou igapó: desenvolve-se ao longo dos rios, numa área permanentemente
alagada. Em comparação com os outros estratos da floresta é a que possui menor
quantidade de espécies e é constituída por árvores de menor porte, inclusive palmeiras,
e plantas aquáticas, destacando-se a vitória-régia;
- várzea: área sujeita a inundações periódicas, com a vegetação de médio porte
raramente ultrapassando os 20m de altura, como o paumulato e a seringueira. Como se
situa entre as matas de igapó e de terra firme, possui características de ambas;
- caaetê ou terra firme: área que nunca inunda, na qual se encontra vegetação de
grande porte, com árvores chegando aos 60 metros de altura, como a castanheira-do-pará e
o cedro. O entrelaçamento das copas das árvores dificulta a penetração da luz, originando
ambiente sombrio e úmido no interior da floresta.
- Mata Atlântica (floresta pluvial tropical): originalmente cobria uma área de 1 milhão
de km², estendendo-se ao longo do litoral desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do
Sul e alargando-se significativamente para o interior em Minas Gerais e São Paulo. É um dos
biomas mais importantes para a preservação da biodiversidade brasileira e mundial, mas é
também o mais ameaçado de extinção em todo o planeta. Restam apenas 7% da área original
da Mata Atlântica. Desses 7% remanescentes, quatro quintos estão localizados em
propriedades privadas. As unidades de conservação abrangendo esse bioma constituem
apenas 2% da Mata Atlântica original, que foi o hábitat do pau-brasil, hoje quase extinto.
- Caatinga vegetação xerófila, adaptada ao clima semiárido, na qual predominam
arbustos caducifólios e espinhosos; ocorrem também cactáceas, como o xique-xique e o
mandacaru, comuns no Sertão Nordestino. O nome caatinga significa, em tupi-guarani, “mata-
branca”, cor predominante da vegetação durante a estação seca. No verão, em razão da
ocorrência de chuvas, brotam folhas verdes e flores. Sua área original era de 740 mil km².
Atualmente 50% de sua área foi devastada e menos de 1% está protegida em unidades de
conservação.
- Cerrado: originalmente cobria cerca de 2 milhões de km² do território brasileiro, mas
cerca de 40% de sua área foi desmatada. É constituído por vegetação caducifólia (ou
estacional), predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos retorcidos e casca
grossa (que dificulta a perda de água) e, ainda, uma camada inferior composta por gramíneas.
Duas das espécies mais conhecidas são o pequizeiro e o buriti. A vegetação próxima ao solo é
composta por gramíneas, que secam no período de estiagem. É uma formação adaptada ao
clima tropical típico, com chuvas abundantes no verão e inverno seco, desenvolvendo-se,
sobretudo, no Centro-Oeste brasileiro. Esse bioma também ocupa porções significativas do
estado de Roraima. Nas regiões Sudeste e Nordeste do país aparece como enclave. Em regiões

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mais úmidas, como nas baixadas próximas aos grandes rios, nas proximidades do Pantanal e
outras, esta formação se torna mais densa e com árvores maiores, caracterizando o chamado
“cerrad~o”.
- Campos naturais, Pampas ou Campanha Gaúcha: formações rasteiras ou herbáceas
constituídas por gramíneas que atingem até 60 cm de altura. Sua origem pode estar associada
a solos rasos ou temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, áreas sujeitas à
inundação periódica ou ainda a solos arenosos. Os campos mais famosos do Brasil localizam-
se no Rio Grande do Sul, na chamada Campanha Gaúcha – apropriados inicialmente como
pastagem natural, atualmente são amplamente cultivados tanto para alimentar o gado quanto
para a produção agrícola mecanizada. Destacam-se, ainda, os campos inundáveis da ilha de
Marajó (PA) e Pantanal (MT e MS), utilizados respectivamente para a criação de gado
bubalino e bovino, além de enclaves na Amazônia, com destaque ao estado de Roraima, e nas
regiões serranas do Sudeste.
- Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais (floresta pluvial subtropical): nativa do
Brasil é uma floresta na qual predomina a araucária (Araucaria angustifolia), também
conhecida como pinheiro-do-paraná ou pinheiro brasileiro, espécie adaptada a climas de
temperaturas moderadas a baixas no inverno, solos férteis e índice pluviométrico superior a
1000 mm anuais. Originariamente, essa floresta dominava vastas extensões dos planaltos da
região Sul e pontos altos da Serra da Mantiqueira nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e
Minas Gerais. Nesse bioma é comum a ocorrência de erva-mate, além de grande variedade de
espécies valorizadas pela indústria madeireira, como os ipês. Foi desmatada, sobretudo, com a
retirada de madeira para a fabricação de móveis.

MATA DE TRANSIÇÃO
- Mata dos Cocais: esta formação vegetal se localiza no estado do Maranhão,
encravada entre a Floresta Amazônica, o cerrado e a caatinga, caracterizando-se como mata
de transição entre formações bastante distintas. É constituída por palmeiras, com grande
predominância do babaçu, do buriti, da oiticica e ocorrência esporádica de carnaúba; desde o
período colonial a região é explorada economicamente pelo extrativismo de óleo de babaçu e
cera de carnaúba. Atualmente, porém, vem sendo desmatada pelo cultivo de grãos para
exportação, com destaque para a soja.
- Pantanal: estende-se por 140 mil km² dos estados do Mato Grosso do Sul e Mato
Grosso, em planícies sujeitas a inundações. No Pantanal há vegetação rasteira, floresta tropical
e mesmo vegetação típica do cerrado nas regiões de maior altitude. O Pantanal, portanto, não
é uma formação vegetal, mas um complexo que agrupa várias formações e que também abriga
uma fauna muito rica. Vem sofrendo diversos problemas ambientais, decorrentes
principalmente da ocupação em regiões mais altas, onde nasce a maioria dos rios. A
agricultura e a pecuária provocam erosão dos solos, assoreamento e contaminação dos rios
por agrotóxicos.

OUTRAS FORMAÇÕES VEGETAIS


- Vegetação litorânea: São consideradas formações vegetais litorâneas a restinga e os
manguezais. A restinga se desenvolve na areia, com predominância de arbustos e ocorrência
de algumas árvores, como chapéu-de-sol, coqueiro e goiabeira. Os manguezais são nichos
ecológicos responsáveis pela reprodução de grande número de espécies de peixes, moluscos e
crustáceos. Desenvolvem-se nos estuários e a vegetação – arbustiva e arbórea – é halófila
(adaptada ao sal da água do mar) podendo apresentar raízes que, durante a maré baixa, ficam
expostas. As principais ameaças à preservação dessas formações vegetais são o avanço das
áreas urbanizadas, a pesca predatória, a poluição dos estuários e o turismo desordenado,
incentivando a instalação de aterros.

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ATENÇÃO! ATENÇÃO!
Para que o mapa abaixo não passe em branco e você dê um branco com uma
questão semelhante na hora da prova, vou deixar aqui A DICA!
A banca do exército gosta de cobrar detalhes, por exemplo, um presente neste
mapa que é a diferenciação da vegetação a partir de uma característica e que pode
passar, praticamente, despercebido.
As formações vegetais no Brasil podem ser classificadas como Florestais
(Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata dos Cocais e Mata dos Pinhais ou
Araucária), Arbustivas e Herbáceas (Cerrado, Caatinga e Campos) ou Complexas e
Litorâneas (Pantanal e as Litorâneas (Mangues, Restingas e Jundus)).
FICA A DICA!

TABELA DE SIGNIFICADO DOS NOMES ESTRANHOS MUITO IMPORTANTES


Perenes: plantas que apresentam folhas durante o ano todo.
Caducifólias, decíduas ou estacionais: plantas que perdem as folhas em épocas
muito frias ou secas do ano.
Esclerófilas: plantas com folhas duras, que têm consistência de couro (coriáceas).
Xerófilas: plantas adaptadas à aridez.
Higrófilas: plantas, geralmente perenes, adaptadas a muita umidade.
Tropófilas: plantas adaptadas a uma estação seca e outra úmida.
Acicufoliadas: possuem folhas em forma de agulhas, como os pinheiros. Quanto
menor a superfície das folhas, menos intensa é a transpiração e maior é a retenção de
água pela planta.
Latifoliadas: plantas de folhas largas, que permitem intensa transpiração, são
geralmente nativas de regiões muito úmidas.
Halófila: adaptada a salinidade da água dos oceanos

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Geografia

EXERCÍCIOS
1 - Devido à relativa escassez de chuvas, o domínio em que quase todas as espécies são
decíduas e apresentam folhas de tamanho reduzido, e os solos são pouco profundos em
virtude do baixo nível de decomposição química das rochas é o do (a):
A) Caatinga
B) Cerrado
C) Amazônia
D) Araucária
E) Pradaria

2 - Marque a alternativa correspondente ao domínio vegetal que cobria vastas extensões dos
Planaltos e Serras da Região Sul e trechos da Região Sudeste do Brasil.
A) Floresta equatorial
B) Mata de Araucária
C) Pantanal
D) Cerrado
E) Caatinga

3 - A formação vegetal na qual predominam espécies de palmeiras como a carnaúba, o babaçu


e o buriti, e que é considerada uma zona de transição entre os domínios da Amazônia e o da
Caatinga é a(o)
A) Mata dos Cocais
B) Pantanal
C) Manguezal
D) Restinga
E) Pradaria

4 - Assinale a principal atividade econômica da Campanha Gaúcha:


A) Pecuária extensiva
B) Extrativismo vegetal
C) Mineração
D) Turismo
E) Pesca

5 - As cactáceas, tais como o xique-xique e o mandacaru, são espécies de vegetação brasileira


que apresentam folhas de tamanho reduzido para minimizar a perda de água pela
transpiração. Tais espécies podem ser encontradas na/no (s)
A) Mata Atlântica
B) Manguezais
C) Mata dos Cocais
D) Araucária
E) Caatinga

6 - A vegetação brasileira, com espécie de conífera tipicamente sul-americana, é encontrada


na(o)
A) Mata Atlântica
B) Manguezais
C) Mata dos Cocais
D) Araucária
E) Cerrado

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Geografia

7 - O território brasileiro possui vários tipos de florestas e de vegetação arbustiva e herbácea.


São exemplos de formações arbustivas:
A) Mata dos Cocais e Mata de Araucárias
B) Mata de Cocais e Caatinga
C) Mata Atlântica e Floresta Amazônica
D) Cerrado e Caatinga
E) Campos e Mata de Araucárias

8 - Na faixa leste do Brasil, desde o século XVI, um domínio natural sofreu extensiva
devastação, provocada por extração de pau-brasil, plantio de cana e café, expansão urbana e
implantação de eixos de transporte. Atualmente, restam apenas 8% deste domínio natural
denominado:
A) Pampas
B) Mata Atlântica.
C) Complexo do Pantanal
D) Cerrado
E) Floresta Amazônica

9 - A Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais dominava vastas extensões da região sul e
sudeste do Brasil. São características desse bioma, EXCETO:
A) ser constituído por floresta pluvial subtropical.
B) ocorrer originalmente em terrenos de altitudes médias a elevadas nos planaltos e serras.
C) sua espécie predominante ser conhecida como pinheiro-do-paraná.
D) apresentar folhas aciculifoliadas.
E) ser constituído por vegetação estacional, predominantemente arbustiva.

10 - A derrubada em grande escala da vegetação da caatinga provoca, entre outros efeitos,


A) o aumento da absorção de matérias orgânicas pelo solo.
B) o aumento dos processos de desertificação.
C) o aumento das chuvas durante o ano.
D) o aumento exagerado da evapotranspiração.
E) o aumento da atuação das massas de ar.

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História

8. HISTÓRIA
8.1. AULA 01 – Expansão Ultramarina Portuguesa e Chegada do Brasil

Leia com atenção o poema abaixo:


"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena


Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"
Fernando Pessoa – Mar Português

CAUSAS GERAIS:
 Necessidade de superar a crise feudal: alimentos, metais preciosos, mão de obra,
terras, etc.
 Interesse ibérico de romper com o monopólio das cidades italianas no comércio das
Índias.
 Formação dos Estados Nacionais.
 Progresso técnico-científico: bússolas, uso de caravelas, mapas, pólvoras e armas de
fogo.
 Justificativa ideológica: expansão da Fé da Cristã.

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História

PIONEIRISMO PORTUGUÊS:

Principais fatores:
 Centralização precoce;
 burguesia forte;
 progresso náutico (Escola de Sagres);
 posição geográfica favorável;
 ausência de guerras;
 tradição pesqueira.

Principais viagens:
 Conquista de Ceuta (1415) – norte da África;
 Chegada ao Cabo da Boa Esperança (1488) – sula da África (Bartolomeu Dias) ;
 Chegada às Índias (1498) – sul da Ásia (Vasco da Gama)
 Chegada ao Brasil (1500) – América do Sul (Pedro Álvares Cabral)

O CASO ESPANHOL:
Expansão atrasada pela Guerra de Reconquista ( expulsão dos árabes) concretizada em 1492.

Principais viagens:
 Chegada à América (1492) – América Central (Cristóvão Colombo)
 Circunavegação (1519/1522) – Viagem de volta ao mundo (Fernando de Magalhães)

Devido às disputas entre os países ibéricos foi necessária a criação de acordos e tratados para
definir os limites territoriais das conquistas. O mais importante foi:
 TRATADO DE TORDESILHAS: Estabeleceu-se um meridiano a 370 léguas a oeste das
Ilhas de Cabo Verde. Portugal ficou com a parte Leste e a Espanha com o Oeste.

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História

 NAVEGAÇÕES TARDIAS:
o INGLATERRA:
Atrasou-se devido aos conflitos como a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) e a
Guerra das Duas Rosas (1455 -1485); Destaque para o reconhecimento da América do
Norte, EUA, pirataria e tráfico de escravos.
o FRANÇA:
Atrasou-se devido a Guerra dos Cem Anos e outros conflitos internos. Destaque
para o reconhecimento da América do Norte (Canadá) e a pirataria do pau-brasil.
o HOLANDA:
Atrasou-se porque era possessão espanhola. Destacou-se no comércio
açucareiro e no tráfico de escravos.
OBS: Perceba que a pirataria ocorrerá porque esses Estados irão desrespeitar o Tratado de
Tordesilhas.

 SURGIMENTO DE UM MERCADO MUNDIAL:


o ÍNDIAS: especiarias e artigos de luxo.
o AMÉRICAS: produtos tropicais e metais preciosos.
o ÁFRICA: escravos, ouro e marfim.

 CONSEQUÊNCIAS DA EXPANSÃO MARÍTIMA:


o Deslocamento do eixo econômico: Mediterrâneo- Atlântico.
o Colonização da América;
o desenvolvimento de um mercado mundial;
o extermínio ou europeização dos índios;
o fortalecimento dos Estado Nacionais;
o Enriquecimento da burguesia;
o Excesso de metais preciosos e com isso inflação na Europa.

EXERCÍCIOS

1 - As viagens mercantis e os descobrimentos de rotas marítimas e de terras além-mar


ocorridas no que conhecemos por expansão europeia, mudou o mundo conhecido até então.
Foram etapas na conquista dos novos caminhos, rotas e descobrimentos os seguintes eventos:
1. Bartolomeu Dias atingiu a extremidade sul do continente africano, nomeando-a de Cabo das
Tormentas.
2. Fernão de Magalhães, português, deu início à primeira viagem ao redor da Terra.
3. Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
4. Conquista de Ceuta pelos portugueses.
5. Cristóvão Colombo descobriu o que julgou ser o caminho para as Índias, mas na verdade
havia aportado em terras desconhecidas. A sequência cronológica correta dos fatos listados é

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História

A) 1, 2, 3, 4 e 5.
B) 3, 5, 4, 1 e 2.
C) 5, 2, 1, 4 e 3.
D) 2, 4, 1, 5 e 3.
E) 4, 1, 5, 3 e 2.

2 - No século XV, o lucrativo comércio das especiarias - artigos de luxo - era praticamente
monopolizado pelas cidades europeias de
A) Paris e Flandres.
B) Londres e Hamburgo.
C) Gênova e Veneza.
D) Constantinopla e Berlim.
E) Lisboa e Madri.

3 - Entre os motivos que contribuíram para o pioneirismo português no fenômeno histórico


conhecido como “expans~o ultramarina”, é correto afirmar que foi (foram) decisivo (a) (s):
A) o comércio de ouro e escravos na costa da África.
B) a precoce centralização política de Portugal e a ausência de guerras.
C) a luta contra os mouros no Marrocos.
D) a aliança política com o reino da Espanha.
E) as reformas pombalinas.

4 - As Grandes Navegações iniciaram transformações significativas no cenário mundial. Leia


atentamente os itens abaixo:
I – o Oceano Atlântico passou a ser mais importante que o Mar Mediterrâneo;
II – a peste negra, com a qual os europeus se contaminaram, era até então desconhecida na
Europa;
III – houve a ascensão econômica das cidades italianas e o declínio das cidades banhadas pelo
Mar do Norte;
IV – os europeus ergueram vastos impérios coloniais e se apropriaram da riqueza dos povos
africanos, asiáticos e americanos;
V – a propagação da fé cristã.
Assinale a única alternativa em que todos os itens listam características corretas desse
período.

A) I, III e V B) II, III e V C) I, IV e V D) II, III e IV E) I, II e IV

5 - O Tratado de Tordesilhas, assinado pelos reis ibéricos com a intervenção papal, representa
A) o marco inicial da colonização portuguesa do Brasil.
B) o fim da rivalidade entre portugueses e espanhóis na América.
C) a tomada de posse do Brasil pelos portugueses.
D) a demarcação dos direitos de exploração colonial dos ibéricos.
E) o declínio do expansionismo espanhol.

6 - Sobre o Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, pode-se afirmar que


objetivava:
A) demarcar os direitos de exploração dos países ibéricos, tendo como elemento propulsor o
desenvolvimento da expansão comercial marítima.
B) estimular a consolidação do reino português, por meio da exploração das especiarias
africanas e da formação do exército nacional.
C) impor a reserva de mercado metropolitano, por meio da criação de um sistema de

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História

monopólios que atingia todas as riquezas coloniais.


D) reconhecer a transferência do eixo do comércio mundial do Mediterrâneo para o Atlântico,
depois das expedições de Vasco da Gama às Índias.
E) reconhecer a hegemonia anglo-francesa sobre a exploração colonial, após a destruição da
Invencível Armada de Felipe II, da Espanha.

7 - Os portugueses chegaram ao território, depois denominado Brasil, em 1500, mas a


administração da terra só foi organizada em 1549. Isso ocorreu porque, até então,
A) os índios ferozes trucidavam os portugueses que se aventurassem a desembarcar no
litoral, impedindo assim a criação de núcleos de povoamento.
B) a Espanha, com base no Tratado de Tordesilhas, impedia a presença portuguesa nas
Américas, policiando a costa com expedições bélicas.
C) as forças e atenções dos portugueses convergiam para o Oriente, onde vitórias militares
garantiam relações comerciais lucrativas.
D) os franceses, aliados dos espanhóis, controlavam as tribos indígenas ao longo do litoral
bem como as feitorias da costa sul-atlântica.
E) a população de Portugal era pouco numerosa, impossibilitando o recrutamento de
funcionários administrativos.

8 - O período da nossa história conhecido como Pré-colonizador pode ser caracterizado pelos
seguintes pontos:
I. A descoberta de metais preciosos, particularmente, prata e diamantes na região amazônica.
II. A montagem de estabelecimentos provisórios, conhecidos como feitorias, onde eram feitas
trocas comerciais entre os navegantes portugueses e os povos indígenas do Brasil.
III. A criação das cidades de São Vicente e Desterro no litoral da América Portuguesa.
IV. A utilização da mão-de-obra indígena para a exploração de madeira, particularmente, do
pau-brasil. Dentre as afirmativas anteriores estão corretas apenas:
A) I e II
B) II e III
C) II e IV
D) III e IV
E) I e IV

9 - Sobre o expansionismo ultramarino europeu, entre os séculos XV-XVII, é correto afirmar


que, EXCETO:
A) a tomada de Constantinopla pelos turcos e a segunda conquista de Ceuta pelos
portugueses são os marcos iniciais da expansão.
B) os descobrimentos e a colonização das terras do Novo Mundo constituíram-se num
desdobramento da expansão comercial.
C) o afluxo de metais preciosos das áreas coloniais, principalmente ouro e prata, contribuiu
para a superação da crise econômica europeia.
D) o deslocamento do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico contribuiu para a
ampliação das fronteiras geográficas.
E) a consolidação dos Estados Nacionais e a absolutização dos regimes europeus têm relação
também com os efeitos das viagens ultramarinas.

10 - O ano de 1998 marca os quinhentos anos do Descobrimento do Brasil, pois, "Em 1498, D.
Manuel ordenava que Duarte Pacheco Pereira navegasse pelo Mar Oceano, a partir das ilhas
de Cabo Verde até o limite de 370 léguas [estipuladas pelo Tratado de Tordesilhas]. É esta a
primeira viagem, efetivamente conhecida pelos portugueses, às costas do litoral norte do
Brasil" (FRANZEN, Beatriz. A presença portuguesa no Brasil antes de 1500. In: ESTUDOS LEOPOLDENSES. São Leopoldo:

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História

Unisinos, 1997. p. 95.). Esse fato fez parte


A) da expansão marítimo-comercial europeia, que deslocou o eixo econômico do
Mediterrâneo para o Atlântico.
B) da expansão capitalista portuguesa, em sua fase mercantil-colonial plenamente
consolidada no Brasil.
C) do avanço marítimo português, tendo Duarte Pacheco Pereira papel relevante na
espionagem e pirataria no Atlântico.
D) do processo de instalação de feitorias no Brasil, pois Duarte Pacheco Pereira instalou a
primeira feitoria, ou seja, São Luiz do Maranhão.
E) das expedições exploradas do litoral brasileiro, cujo papel de reconhecimento econômico e
geográfico coube a Duarte Pacheco Pereira.

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8.2. AULA 02 – Da Organização da Colônia ao Governo Geral

A ocupação da América Portuguesa pode ser dividida em duas: período pré-colonial


(1500-1530) e período colonial (1500- 1808).

As características do período colonial são:


- ocupação do litoral com a criação de fortes e feitorias (explicar: defesa e comércio)
para salvaguardar a posse do território
- extração do pau brasil e prática do escambo com os indígenas
- contato inicial amistoso entre nativos e portugueses.
- desinteresse inicial em investir no Brasil, pois o comércio com as índias é mais
lucrativo (já estava pronto!!! O Brasil é um terreno baldio!!!)
Passados os trinta primeiros anos, Portugal decide adotar o sistema de capitanias
hereditárias, já utilizado nas suas ilhas do atlântico, a fim de ocupar o território. O sistema
consistia na divisão do território em 15 faixas horizontais que seriam entregues a nobres
portugueses, chamados capitães donatários, que teriam a tarefa de ocupar, produzir e
defender a terra.
O sistema fracassou como um todo, com exceção das capitanias de São Vicente e
Pernambuco que prosperaram por causa da cana de açúcar. A partir do fracasso das
capitanias, Portugal decidiu criar, em 1549, o governo geral, cujo governador geral seria o
representante da coroa portuguesa aqui na colônia. Essa centralização visava diminuir os
problemas da colonização enfrentados pelos capitães donatários na primeira tentativa de
colonização efetiva, como os ataques de nativos e a falta de comunicação com a metrópole
para obtenção de recursos.
Junto com o cargo de governador geral foi criado o cargo de provedor mor (fazenda),
ouvidor mor (justiça) e capitão mor (defesa) que começava a organizar sistematicamente a
administração portuguesa na colônia.

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História

EXERCÍCIOS
1 - As expedições portuguesas ao Brasil nas duas primeiras décadas do século XVI
objetivaram:
A) iniciar o cultivo da cana-de-açúcar e o imediato povoamento.
B) travar contato com os nossos índios e iniciar atividades comerciais com os mesmos
C) transferir para o Brasil os acusados de heresias protestantes na corte portuguesa.
D) reconhecer a terra descoberta e salvaguardar a sua posse.
E) estimular a catequese dos índios a pedido da Companhia de Jesus

2 - No tocante as primeiras atividades econômicas desenvolvidas pelos portugueses na


colônia do Brasil, entre os anos 1501 a 1530, é correto afirmar que se destacaram como
atividade (s) principal (is)
A) a exploração de ouro e pedras preciosas.
B) a escravização do indígena.
C) a extração das chamadas drogas do sertão e criação de gado.
D) a extração e comercialização do pau-brasil.
E) o cultivo de fumo e do café.

3 - “Os primeiros trinta anos da História do Brasil s~o conhecidos como período Pré-Colonial.
Nesse período, a coroa portuguesa iniciou a dominação das terras brasileiras, sem no entanto,
traçar um plano de ocupaç~o efetiva, […] A atenç~o da burguesia metropolitana e do governo
português estavam voltados para o comércio com o Oriente, que desde a viagem de Vasco da
Gama, no final do século XV, havia sido monopolizado pelo Estado português. […] O
desinteresse português em relação ao Brasil estava em conformidade com os interesses
mercantilistas da época, como observou o navegante Américo Vespúcio, após a exploração do
litoral brasileiro, pode-se dizer que não encontramos nada de proveito”. (Berutti, 2004)

Sobre o período retratado no texto, pode-se afirmar que o(a):


A) desinteresse português pelo Brasil nos primeiros anos de colonização, deu-se em
decorrência dos tratados comerciais assinados com a Espanha, que tinha prioridade pela
exploração de terras situadas a oeste de Greenwich.
B) maior distância marítima era a maior desvantagem brasileira em relação ao comércio com
as Índias.
C) desinteresse português pode ser melhor explicado pela resistência oferecida pelos
indígenas que dificultavam o desembarque e o reconhecimento das novas terras.
D) abertura de um novo mercado na América do Sul ampliava as possibilidades de lucro da
burguesia metropolitana portuguesa.

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História

E) relativo descaso português pelo Brasil, nos primeiros trinta anos de História, explica-se
pela aparente inexistência de artigos (ou produtos) que atendiam aos interesses daqueles que
patrocinavam as expedições.

4 - Foi por meio do “Regimento de 1548”, que se instalou e se regulamentou um novo sistema
político na colônia portuguesa: o Governo Geral. Em que contexto se inseriu a criação do
Governo Geral, no Brasil?
A) Na tentativa de centralizar o poder e a administração pública, no fracasso econômico do
sistema de capitanias hereditárias, na vulnerabilidade do Brasil às investidas estrangeiras e
na inviabilidade de se promover a colonização com recursos particulares.
B) Na grande expansão econômica e comercial que Portugal estava passando, devido à
intensificação do comércio com o oriente, especialmente com a Índia, o que permitiu uma
acumulação de capital por parte da coroa portuguesa para investir no Brasil.
C) Na extinção das capitanias hereditárias devido ao insucesso a que elas se submeteram,
precisando assim a coroa portuguesa criar uma nova forma de administração para a colônia.
D) No equilíbrio da Balança comercial portuguesa, devido à extração do ouro na região de
Minas Gerais, o que permitiu acumular capital suficiente para investir na estrutura da
administração colonial.
E) Na intenção da coroa portuguesa em se desfazer do monopólio real sobre a extração do
pau-brasil, dando a incumbência ao Governador-Geral de transferir a comercialização desse
produto para as mãos das companhias comerciais.

5 - Quando esteve em são Vicente, no ano de 1532, Martin Afonso recebeu uma carta do rei
anunciando a decisão de promover o povoamento do Brasil com a implantação de um sistema
que já havia sido utilizado com êxito nas ilhas portuguesas do Atlântico. O comentário acima
refere-se ao Sistema de Capitanias Hereditárias por meio do qual
A) tinha-se a finalidade de organizar a ocupação territorial, dividindo o território em áreas
subordinadas a um Governador Geral.
B) o governo português, em parceria financeira com o capital privado; executaria todo o
processo de colonização da terra.
C) o governo português transferia para os donatários a responsabilidade financeira da
colonização da terra.
D) o governo português buscava estabelecer uma ocupação territorial com o poder político
centralizado para melhor controlar a colônia.
E) organiza-se a ocupação do território a partir da criação de comunidades politicamente
independentes em relação ao Estado Português.

6 - A centralização político-administrativa do Brasil colônia foi concretizada com a:


A) criação do Estado do Brasil.
B) instituição do governo-geral.
C) transferência da capital para o Rio de Janeiro.
D) instalação do sistema das capitanias hereditárias.
E) política de descaso do governo português pela atuação predatória dos bandeirantes.

7 - A instalação do governo-geral em 1549 contribuiu para que a colonização do Brasil


passasse de transitória para efetiva.
Havia um forte motivo que alimentava as esperanças dos portugueses: os espanhóis, nas
terras vizinhas encontraram o que buscavam. Ao tomar medidas procurando assegurar a
posse sobre o vasto território, a Coroa portuguesa estava motivada pelas notícias sobre:
A) o modelo de colonização, dependente da iniciativa privada que se revelava pouco eficaz nos
Açores e na Madeira.

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História

B) as feitorias que vinham dando provas de eficiência como fortificações sólidas para a defesa
da terra.
C) as semelhanças das culturas pré-cabralinas do Brasil e pré-colombianas da América
Central.
D) os negócios da Índia em crescente lucratividade, sem riscos de prejuízos e decepções.
E) a descoberta de metais preciosos nas terras altas sul-americanas voltadas para o Pacífico.

8 - O Estado português reproduziu no Brasil duas feições metropolitanas, possibilitando uma


permanente tensão entre as forças sociais dos poderes locais e as forças de centralização do
absolutismo. As instituições que exerciam a administração local e central no Brasil colônia
eram, respectivamente,
A) vice-reinado e capitania hereditária.
B) câmara municipal e governo-geral.
C) capitania geral e província.
D) cabildo e capitania real.

9 - Sobre a presença francesa na baía de Guanabara (1557-1560), podemos dizer que foi:
A) apoiada por armadores franceses católicos que procuravam estabelecer no Brasil a
agroindústria açucareira.
B) um desdobramento da política francesa de luta pela liberdade nos mares e assentou-se
numa exploração econômica do tipo da feitoria comercial.
C) um protesto organizado pelos nobres franceses huguenotes, descontentes com a Reforma
Católica implementada pelo Concílio de Trento.
D) uma alternativa de colonização muito mais avançada do que a portuguesa, porque os
huguenotes que para cá vieram eram burgueses ricos.
E) parte de uma política econômica francesa levada a cabo pelo Estado com o intuito de criar
companhias de comércio.

10 - "Eu el-rei D. João III, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha casa que ordenei
mandar fazer nas terras do Brasil uma fortaleza e povoação grande na Baía de Todos-os-
Santos. (...) Tenho por bem enviar-vos por governador das ditas terras do Brasil."
"Regimento de Tomé de Sousa", 1549
As determinações do Rei de Portugal estavam relacionadas
A) à necessidade de colonizar e povoar o Brasil para compensar a perda das demais colônias
agrícolas portuguesas do Oriente e da África:
B) aos planos de defesa militar do império português para garantir as rotas comerciais para a
Índia, Indonésia, Timor, Japão e China.
C) a um projeto que abrangia conjuntamente a
exploração agrícola, a colonização e a defesa do território.
D) aos projetos administrativos da nobreza palaciana visando à criação de fortes e feitorias
para atrair missionários e militares ao Brasil.
E) ao plano de inserir o Brasil no processo de colonização escravista semelhante ao
desenvolvido na África e no Oriente.

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8.3. AULA 03 – A Economia Colonial – Os ciclos do Pau-Brasil e do açúcar

Como parte do sistema mercantilista português, o Brasil colônia se localizava como o


território que oferecia os produtos para exportação na metrópole.
No caso, entre 1500 e 1530, Portugal de dedicou a prática da extração do pau-brasil e a
partir da implantação das capitanias hereditárias em 1530, o sistema da Plantation do açúcar
passou a ser adotado em algumas capitanias e depois se tornou o principal produto de
exportação da América portuguesa entre os séculos XVI e XVII.
Como funcionava a Plantation: Esse termo serve para designar essa prática
agroexportadora dos Estados Modernos europeus. Ela se deu em toda a América, variando
apenas o produto utilizado para exportação.
Observe a figura abaixo:

Por se tratar de um sistema que utiliza mão de obra escrava Portugal optou
inicialmente por escravizar os nativos, porém devido ao alto grau de mortalidade desses
indígenas devido à baixa imunidade e a própria resistência desses nativos ao escravismo que
gerava muitas fugas, Portugal encontra na escravização do africano uma ótima opção para
suprir sua necessidade de mão-de-obra para lavoura, bem como acabou dando início a um
comércio extremamente lucrativo de venda de escravos africanos para as lavouras
americanas a partir das primeiras décadas do século XVII.
O ciclo do açúcar será de extrema importância para o desenvolvimento das cidades na
colônia e para o enriquecimento de Portugal.

EXERCÍCIOS
1 - O deslocamento do eixo econômico do Brasil-Colônia do Nordeste para o Centro- Sul no
século XVIII deveu-se:
A) ao açúcar
B) à mineração;
C) à pecuária;
D) ao pau-brasil;
E) ao café.

2 - Assinale a opção que caracteriza a economia colonial estruturada como desdobramento da


expansão mercantil europeia da época moderna.
A) A descoberta de ouro no final do século XVII aumentou a renda colonial, favorecendo o

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rompimento dos monopólios que regulavam a relação com a metrópole.


B) O caráter exportador da economia colonial foi lentamente alterado pelo crescimento dos
setores de subsistência, que disputavam as terras e os escravos disponíveis para a produção.
C) A lavoura de produtos tropicais e as atividades extrativas foram organizadas para atender
aos interesses da política mercantilista européia.
D) A implantação da empresa agrícola representou o aproveitamento, na América, da
experiência anterior dos portugueses nas suas colônias orientais.
E) A produção de abastecimento e o comércio interno foram os principais mecanismos de
acumulação da economia colonial.

3 - Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que


A) atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que inviabilizaram a
mineração.
B) a exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
C) a mineração deu origem a uma classe média urbana que teve papel decisivo na
independência do Brasil.
D) o ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
E) a mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil e foi fator de
diferenciação da sociedade.

4 - Leia o trecho abaixo.


"Na mineração, como de resto em qualquer atividade primordial da colônia, a força de
trabalho era basicamente escrava, havendo, entretanto, os interstícios ocupados pelo trabalho
livre ou semilivre." (Souza, Laura de M. Desclassificados do Ouro: pobreza mineira no século
XVIII. 3 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1990, p.68)
Com base neste trecho sobre o trabalho livre praticado nas áreas mineradoras do Brasil
Colônia, é correto afirmar que:
A) devido à abundância de escravos no período do apogeu da mineração, os homens livres
conseguiam viver exclusivamente do comércio de ouro.
B) em função da riqueza geral proporcionada pelo ouro, os homens livres dedicavam-se à
agricultura comercial, vivendo com relativo conforto nas fazendas.
C) perseguidos pela Igreja e pela Coroa, os homens livres procuravam sobreviver às custas da
mendicância e da caridade pública.
D) sem condições de competir com as grandes empresas mineradoras, os homens livres
dedicavam-se à "faiscagem" e à agricultura de subsistência.
E) em função de sua educação, os homens livres conseguiam trabalho especializado nas
grandes empresas mineradoras, obtendo confortáveis condições de vida.

5 - Duas atividades econômicas destacaram-se durante o período colonial brasileiro: a


açucareira e a mineração. Com relação a essas atividades econômicas, é correto afirmar que:
A) na atividade açucareira, prevaleciam o latifúndio e a ruralização, a mineração favorecia a
urbanização e a expansão do mercado interno.
B) o trabalho escravo era predominante na atividade açucareira e o assalariado na
mineradora.
C) o ouro do Brasil foi para a Holanda e os lucros do açúcar serviram para a acumulação de
capitais ingleses.
D) geraram movimentos nativistas como a Guerra dos Emboabas e a Revolução Farroupilha.
E) favoreceram o abastecimento de gêneros de primeira necessidade para os colonos e o
desenvolvimento de uma economia independente da metrópole.

6 - O principal órgão do esquema administrativo português criado em 1702 era:

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A) Confidência Mineira
B) Ouro do Aluvião
C) Tratado de Methuen
D) Administração luso-brasileira
E) Intendência das minas

7 - O século XVIII, no Brasil, é marcado pela atividade mineradora na região das Minas Gerais.
A análise da formação social das Minas nos leva a afirmar que, EXCETO:
A) na região das Minas Gerais a riqueza se distribui de forma harmoniosa, criando uma
sociedade mais igualitária, sem grandes desníveis sociais;
B) com o desenvolvimento da atividade extrativa, cresce a camada de homens livres e pobres,
vivendo de ocupações incertas e, muitas vezes, no crime e na violência;
C) as Minas do século XVIII foram uma capitania pobre, se considerarmos o pequeno número
de senhores de lavras opulentos e a extensão da pobreza;
D) os vadios e desocupados, destituídos de trabalho, constituíam motivo de preocupação para
os governadores, principalmente quando o ouro começou a escassear;
E) os escravos constituíam a força de trabalho das Minas, extraindo ouro dos córregos ou do
seio da terra, em condições de exploração e miséria.

8 - Sobre a mineração no Brasil colonial, assinale a alternativa incorreta:


A) Coube principalmente aos habitantes do planalto paulista e moradores da Vila de São Paulo
a descoberta dos veios auríferos existentes na região das Minas Gerais em fins do século XVII.
B) A Coroa Portuguesa tentou impedir a comunicação e o transporte tanto de gado como de
escravos pelos caminhos do sertão para a região das Minas. Procurava, assim, impedir o
comércio entre as capitanias do Nordeste – sobretudo Bahia e Pernambuco – e a região
mineradora.
C) O instrumento fundamental da política de administração da região das Minas foi a criação
de vilas: Vila do Ribeirão do Carmo, Vila Rica do Ouro Preto, Vila de Nossa Senhora da
Conceição do Sabará, Vila de São João Del Rei e Vila Nova da Rainha de Caeté, entre outras. d)
A mineração propiciou a artesãos e artistas um amplo mercado de trabalho. Ourives,
douradores, entalhadores e escultores eram procurados para embelezar os exteriores e
interiores de igrejas mineiras. Ao mesmo tempo, compositores, cantores e instrumentistas
eram requisitados para os trabalhos religiosos das irmandades.
D) Uma vez que a autoridade da Coroa logo se impôs no território das Minas, não houve
conflitos ou confrontos armados na região, na qual imperou até o fim do ciclo da mineração a
paz entre os exploradores dos veios auríferos.

9 - Se bem que a base da economia mineira também seja o trabalho escravo, por sua
organização geral ela se diferencia amplamente da economia açucareira. (Celso Furtado,
Formação econômica do Brasil) A referida diferenciação se expressa:
A) na relação com a terra que, por ser abundante no Nordeste, não se constituía fator de
diferenciação social;
B) na imposição de controle rígido das exportações de açúcar, medida não tomada em relação
ao ouro;
C) na pequena lucratividade da economia açucareira e na rapidez com que os senhores de
engenho se desinteressaram pela mesma;
D) no isolamento da região mineradora, que não mantinha relações comerciais com o resto da
Colônia, tal como ocorria no Nordeste;
E) na existência de possibilidades de ascensão social na região das minas, uma vez que o
investimento inicial não era, necessariamente, elevado.

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10 - Relacione as colunas levando em consideração informações sobre o Brasil Colônia.


1. Exploração do Pau-brasil
2. Exploração do Açúcar
3. Extração do Ouro
( ) ação litorânea envolvendo a mão-de-obra indígena
( ) aguçou o interesse holandês no Brasil, propiciando a invasão batava no Nordeste
( ) produção vinculada à existência de latifúndios
( ) deslocou o eixo de atenção do Nordeste para o Sudeste e estimulou atividades econômicas
em outras regiões do país
( ) a organização visava à monocultura para exportação
Assinale a sequência correta da 2ª coluna:
A) 1 . 3 . 2 . 2 . 3
B) 2 . 2 . 3 . 3 . 1
C) 1 . 2 . 2 . 3 . 2
D) 2 . 1 . 2 . 3 . 2
E) 3 . 3 . 1 . 2 . 2

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8.4. AULA 04 – Invasões Estrangeiras no Período Colonial

Após a expansão marítima, as principais nações europeias chegaram a territórios nas


Américas ocupando-os e iniciando a colonização. Essa divisão por territórios foi alvo de
disputas entre essas nações.
A América Portuguesa foi alvo de algumas invasões entre os séculos XVI e XVII.
Vejamos quando e onde foram:
- entre 1555 e 1565: os franceses ocuparam a baía de Guanabara, no rio de janeiro e
fundaram a França Antártida. Os franceses se aliaram ao povo indígena tamoio e resistiram
até serem expulsos do rio de janeiro pelos portugueses.
- entre 1615 e 1619: os franceses ocuparam o norte do território da América
portuguesa, na região do maranhão e fundaram a frança equinocial.

AS INVASÕES HOLANDESAS (A guerra do Açúcar)


Antecedentes. O país que hoje chamamos Holanda pertencia à Espanha até 1579, ano
em que os holandeses iniciaram a sua Guerra de Independência.
A Espanha não reconheceu a independência da Holanda e a guerra entre os dois países
prosseguiu até 1648.
Devido a esta guerra, a Espanha proibiu suas colônias de fazerem comércio com os
holandeses.
As invasões holandesas (1624 - 1630)
As invasões holandesas ou "Guerra do Açúcar" no Nordeste têm como causas:
- A União Ibérica (1580/ 1640);
- A proibição do rei Felipe II, ordenado que os portos de todas as colônias fossem
fechados aos navios da Holanda;
- O interesse dos holandeses em ocupar a Zona da Mata nordestina para restabelecer o
comércio açucareiro que lhes proporcionava grandes lucros.
A Companhia de Comércio das Índias Ocidentais (1621), que recebeu o monopólio do
Comércio do Atlântico, foi criada com o objetivo de ocupar o Nordeste Açucareiro.
Bahia e Pernambuco, as Capitanias que mais produziam açúcar na época colonial,
foram atacadas pelos holandeses.

Invasão da Bahia (1624 - 1625)


Na primeira invasão (1624), os holandeses eram chefiados por Jacob Willekens e Johan
Van Dorth. O Governador do Brasil era Diogo de Mendonça Furtado, que foi preso de "armas
na mão"; os invasores ocuparam a cidade de Salvador, sede do Governo Geral.
A defesa ficou a cargo do Bispo D. Marcos Teixeira, que criou uma companhia de
emboscadas ("Milícia dos Descalços"). A expulsão dos holandeses ocorreu em 1625, graças à
expedição luso-espanhola ("Jornal dos Vassalos"), comandada por D. Fradique de Toledo
Osório. Os holandeses cercados pela esquadra no porto de Salvador capitularam e retornaram
para a Europa.

Invasão em Pernambuco (1630 - 1654)


A segunda invasão holandesa ocorreu em Pernambuco, ("Zuickerland" = terra do
açúcar) em 1630, sob o comando de Hendrick Coenelizoon Lonck; o desembarque ocorreu em
Pau Amarelo.
A resistência foi organizada por Matias de Albuquerque, governador de Pernambuco,
que fundou o Arraial do Bom Jesus. Em 1631 ocorreu a batalha dos Abrolhos entre a esquadra
de D. Antônio de Oquendo (espanhola) e a esquadra do Almirante holandês Jansen Pater. Em
1632 ocorreu a deserção de Domingos Fernandes Calabar, contribuindo decisivamente para

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que os holandeses se fixassem no Nordeste.


Os holandeses ocuparam novos territórios (Itamaracá, Rio Grande do Norte, Paraíba) e
tomaram o Arraial do Bom Jesus.
Em Porto Calvo, Calabar foi preso e enforcado.
Matias de Albuquerque foi substituído por D. Luís de Rojas e Borba, que depois morreu
no combate de Mata Redonda frente aos holandeses; seu substituto foi o Conde Bagnoli.
Para governar o "Brasil Holandês", foi nomeado o Conde Maurício de Nassau, que além
de estender o domínio holandês (do Maranhão até Sergipe, no rio São Francisco) realizou uma
excelente administração:
- fez uma política de aproximação com os senhores-de-engenho;
- incrementou a produção açucareira;
- concedeu tolerância religiosa;
- trouxe artistas e cientistas como Franz Post (pintor) Jorge Markgraf (botânico), Pieter
Post (arquiteto), nomes ligados ao movimento renascentista flamengo;
- promoveu o embelezamento da cidade de Recife, onde surgiu a "Mauricéia", na ilha de
Antônio Vaz.
Denominou-se "Insurreição Pernambucana" (1645 - 1654) o movimento de reação ao
domínio holandês no Nordeste, após a retirada do Conde Maurício de Nassau. Os principais
nomes foram o índio Poti (Felipe Camarão), o negro Henrique Dias, o português João
Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros. Os insurgentes adotaram como lema "Deus e
Liberdade" e fundaram o Arraial Novo do Bom Jesus.
Os "independentes" conseguiram derrotar os holandeses nas batalhas do Monte das
Tobocas (1645) e dos Guararapes (1ª 1648, 2ª 1649). A rendição ocorreu na Campina da
Taborda (1654). Contudo, as guerras holandesas só se encerraram com a assinatura do
Tratado de Haia (1661) entre Portugal e Holanda.
A integração entre brasileiros, portugueses, brancos, negros e mestiços, que lutaram
juntos pela defesa do Brasil, contribuiu para desenvolver o sentimento de brasilidade, ou seja,
o sentimento nativista.
Diversos fatos estão relacionados com a capitulação dos holandeses do Brasil:
- a restauração de Portugal (fim do domínio espanhol), devido a aclamação do Duque
de Bragança com o título de D. João IV, motivou um levante no Maranhão, culminando com a
expulsão dos holandeses daquela região;
- o Ato de Navegação (1651) decretado por Cromwell, da Inglaterra, que enfraqueceu o
poderio marítimo holandês;
- a criação da Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649), a conselho do Padre
Vieira, para fazer concorrência à Companhia das Índias Ocidentais (holandesa);
- a política da intolerância dos sucessores de Nassau fez unir os senhores-de-engenho
(aristocracia rural) que haviam se acomodado com a situação.
Expulsos do Brasil, os holandeses passaram a produzir açúcar na região das Antilhas,
fazendo concorrência ao açúcar produzido no Brasil. Isto contribuiu decisivamente para o
declínio (diminuição) da produção açucareira nordestina, que entrou em crise. Esta crise que
o Brasil e Portugal atravessavam foi superada com a descoberta das riquezas minerais (ouro,
diamante e pedras preciosas), no século XVIII.
Após a expulsão dos holandeses (Paz de Haia, em 1661), Portugal passou a sofrer
maior influência da Inglaterra (Tratado de Methuem).

EXERCÍCIOS

1 - Considerando a presença estrangeira no Brasil colonial, assinale a alternativa correta.


A) Os franceses conseguiram fundar a França Antártica no Rio de janeiro, o que constituiu
uma ameaça para o poder dos portugueses.

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B) A presença holandesa no Brasil está relacionada com a produção do açúcar, não tendo,
assim, nenhum conteúdo político.
C) O domínio holandês em Pernambuco contribuiu para recuperar, definitivamente, a
economia açucareira e diminuir a escravidão.
D) As capitanias hereditárias em algumas regiões contribuíram para a ocupação das terras
brasileiras, garantindo mais proteção contra estrangeiros.
E) A presença de europeus no território do Brasil está apenas relacionada com motivos
religiosos e políticos.

2 - As invasões holandesas no Brasil, no século XVII, estavam relacionadas à necessidade de os


Países Baixos manterem e ampliarem sua hegemonia no comércio do açúcar na Europa, que
havia sido interrompido:
A) pela política de monopólio comercial da Coroa portuguesa, reafirmada em represália à
mobilização anti-colonial dos grandes proprietários de terra;
B) pelos interesses ingleses que dominavam o comércio entre o Brasil e Portugal;
C) pela política pombalina, que objetivava desenvolver o beneficiamento do açúcar na própria
Colônia, com apoio dos ingleses;
D) pelos interesses comerciais dos franceses, que estavam presentes no Maranhão, em relação
ao açúcar;
E) pela guerra de independência dos Países Baixos contra a Espanha, e seus consequentes
reflexos na Colônia portuguesa, devido à União Ibérica.

3 - Para conseguir manter a França Antártica durante os cinco anos de sua existência, no
século XVI, os franceses realizaram uma série de alianças com tribos indígenas locais no
intuito de se fortalecer contra o exército português. Assinale a alternativa abaixo que indica
corretamente a aliança entre as tribos indígenas que auxiliaram os franceses no combate aos
portugueses.
A) Confederação do Equador.
B) Confederação dos Tamoios.
C) Aliança dos Tupinambás.
D) Federação Tupi-guarani.
E) Associação Tupiniquim.

4 - Sobre as invasões francesas na colônia americana de Portugal, indique a alternativa


incorreta.
A) No século XVI, mais especificamente no ano de 1555, os franceses fundaram a chamada
França Antártica na Baía de Guanabara (atual Rio de Janeiro).
B) Após duas tentativas malsucedidas de estabelecimento de uma civilização francesa, nos
séculos XVI e XVII, no Brasil colonial, os franceses passaram a saquear, através de corsários
(piratas), algumas cidades do litoral brasileiro, no século XVIII.
C) No ano de 1615, os franceses venceram os portugueses e permaneceram no Maranhão. Mas
ao não conseguirem obter lucros com o comércio na região, deslocaram-se para a região das
Guianas, onde fundaram uma colônia, a chamada Guiana Francesa.
D) Os Tamoios foram os principais povos indígenas que perpetuaram aliança com os
franceses. Desse acordo surgiu a Confederação dos Tamoios – aliança entre diversos povos
indígenas do litoral (tupinambás, tupiniquins, goitacás, entre outros) que possuíam um
objetivo em comum: derrotar os colonizadores portugueses.

5 - Considerando a letra A para a França Antártica e a letra B para a França Equinocial,


preencha os parênteses de acordo com as características específicas de cada uma dessas
tentativas de colonização francesa no litoral do Brasil colonial.

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História

( ) A maior parte dos colonizadores era formada por protestantes franceses que fugiam da
perseguição dos católicos em sua terra natal.
( ) A área invadida se localizava no litoral maranhense, onde hoje se localiza a cidade de São
Luís.
( ) A derrota para os portugueses fez com que os franceses se deslocassem para a região das
Guianas, formando a Guiana Francesa.
( ) A aliança com os tamoios originou a Confederação dos Tamoios, uma união de tribos
indígenas que lutavam contra a ocupação portuguesa no litoral do atual estado do Rio de
Janeiro.
( ) A derrota dessa tentativa de colonização francesa levou os portugueses a constatarem que
era necessário povoar a região para evitar novas investidas, o que originou a fundação da Vila
de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Qual alternativa abaixo indica a sequência correta de preenchimento?
A) A; A; A; B; B.
B) B; A; B; A; B.
C) A; B; A; B; A.
D) A; B; B; A; A.
E) A; B; B; A; B.

6 - Os holandeses permaneceram no Brasil, em Pernambuco, de 1630 até 1654; conquistaram


terras, desenvolveram a indústria açucareira e urbanizaram Recife. É correto afirmar, ainda,
que:
A) foram traídos por Domingos Fernandes Calabar quando invadiram o Brasil.
B) invadiram primeiramente o Rio de Janeiro, onde fundaram o Brasil Holandês, uma colônia
totalmente formada por protestantes.
C) dominaram grande parte dos senhores de engenho preocupados não só em escravizar os
índios para trabalhar na lavoura, mas também em destruir o Quilombo de Palmares.
D) fundaram o Arraial do Bom Jesus, de onde partiram e dominaram por completo os
brasileiros.
E) tiveram em Maurício de Nassau a maior figura holandesa no Brasil, pois foi ele quem
reorganizou a vida econômica, após ter garantido a ocupação do território.

7 - Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do


Brasil e na sua posterior expulsão:
A) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício
de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
B) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de
engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
C) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio
estrangeiro pela população.
D) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação
espanhola em Portugal.
E) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia
das Índias Ocidentais.

8 - A administração de Maurício de Nassau, no Brasil Holandês, foi importante, pois, entre


outras realizações:
A) eliminou as divergências existentes com os representantes da Companhia das Índias
Ocidentais.
B) criou condições para que a Reforma Luterana se afirmasse no Nordeste.
C) promoveu a efetiva consolidação do sistema de produção açucareira.

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História

D) integrou o sistema econômico baiano ao de Pernambuco.


E) realizou alterações na estrutura fundiária, eliminando os latifúndios.

9 - A administração de Maurício de Nassau sobre parte do Nordeste do Brasil, no século XVII,


caracterizou-se
A) por uma forte intolerância religiosa, representada, principalmente, por meio do confisco
das propriedades dos judeus e dos católicos.
B) pela proteção às pequenas e médias propriedades rurais, o que contribuiu para o aumento
da produção de açúcar e tabaco em Pernambuco.
C) por uma ocupação territorial limitada a Pernambuco, em função da proteção militar
efetuada por Portugal nas suas colônias africanas.
D) por inúmeras vantagens econômicas aos colonos e pela ausência de tolerância religiosa,
representada pela imposição do calvinismo.
E) pela atenção aos proprietários luso-brasileiros, que foram beneficiados com créditos para a
recuperação dos engenhos e a compra de escravos.

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Gabarito dos Exercícios

9. GABARITO DOS EXERCÍCIOS


9.1. PORTUGUÊS
PORTUGUÊS
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
AULA 02 A B B B A B D C D A
AULA 03 B B B B A E D A C D
AULA 04 A A B C A E C C C D
AULA 05 B A B B C C A C B C

9.2. MATEMÁTICA
MATEMÁTICA
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
a) F
b) V
c) V
AULA 01 A B D B C C D C C
d) F
e) V
f) F
AULA 02 C C D D D
AULA 03 D C E C E E B y=3 y=3
B, D, F 5
AULA 04 D A A F, F, F C D
eG vezes
a) 4
b) 6
AULA 05 c) 4 12 3 48 63 8 C
d) 4
e) 3
203 MDC
B=
AULA 06 e D (x,y,z) 12 E D
140
609 =2
2h 24
AULA 07 120 40 D 100 120 C C A
30min dias
AULA 08 328 B B E D C A E

9.3. GEOGRAFIA
GEOGRAFIA
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
AULA 01 E C D D D C B A E E
AULA 02 A E C D B B A E A D
AULA 03 D D C C B C E E C B
AULA 04 A B A A E D D B E B

9.4. HISTÓRIA
HISTÓRIA
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
AULA 01 E C B C D A C C A A
AULA 02 D D E A C B E B B C
AULA 03 B C E D A E A E E C
AULA 04 A E B C D E E C E

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Referências bibliográficas

10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

10.1. PORTUGUÊS
ABL, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. 5ª edição. Editora Global, 2009.
CUNHA, Celso e CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª edição, 1ª
reimpressão, revista. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016. (De acordo com a nova ortografia)
NOVA ORTOGRAFIA (ACORDO ORTOGRÁFICO) – 2009/2010.
TERRA, Ernani. Curso Prático de Gramática. 6ª edição, 3ª reimpressão. São Paulo: Scipione,
2011.

10.2. LITERATURA BRASILEIRA


CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens. Volume
único. 4ª edição. São Paulo: Atual, 2013 – conforme a Nova Ortografia.
INFANTE, Ulisses. Curso de Literatura de Língua Portuguesa. 1ª edição, 6ª reimpressão
(2007). São Paulo: Scipione, 2001

10.3. REDAÇÃO (interpretação e produção de textos)


FERREIRA, Marina. Redação, Palavra e Arte. 3ª edição. São Paulo: Atual, 2010 – conforme a
Nova Ortografia.
SARMENTO, Leila Lauar. Oficina de Redação.Vól.Único.4ª edição. São Paulo: Moderna, 2013.

10.4. MATEMÁTICA
DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e aplicações. Vol. Único. 4ª edição. Editora Ática,
2011.
DANTE, Luiz Roberto. Projeto VOAZ Matemática. Vol. Único, 1ª, 2ª e 3ª Parte. 4ª edição. São
Paulo: Ática, 2015 (Coleção Projeto VOAZ).
GIOVANNI, José Ruy, BONJORNO, José Roberto e GIOVANNI JR, José Ruy. Matemática
Fundamental: Uma Nova Abordagem. Volume único. São Paulo: FTD, 2013.
IEZZI, Gelson, DOLCE, Osvaldo, DEGENSZAJN, David, PÉRIGO, Roberto & ALMEIDA, Nilze de.
Matemática – Ciências e Aplicações. Volumes 1, 2 e 3. 8ª edição. São Paulo: Atual, 2014.

10.5. GEOGRAFIA
MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o ensino médio. 2ª edição, Volume Único. São Paulo:
Atual, 2012.
TERRA, Lígia, GUIMARÃES, Raul Borges e ARAÚJO, Regina. Conexões: Estudos de Geografia do
Brasil. 1ª edição. Moderna, 2009.
SENE, Eustáquio de; MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil: Espaço Geográfico e
Globalizado. Vol. 1, 2 e 3. 2ª edição. São Paulo: Scipione, 2012.

10.6. HISTÓRIA
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral – Volume Único. 10ª edição. São Paulo:
Saraiva, 2012.
KOSHIBA, Luiz, PEREIRA, Denise Manzi Frayze. História do Brasil: no contexto da história
ocidental. Ensino Médio. 8ª edição, 6ª reimpressão revista, atualizada e ampliada. São Paulo:
Atual, 2003.

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