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Conteúdo

1.0. Introdução...................................................................................................................2

2.0. Motivação e Aprendizagem........................................................................................3

3.0. A Motivação na Sala de Aulas...................................................................................4

3.1. Condições de Motivação na Sala de Aulas.................................................................4

4.0. A Formação De Motivos............................................................................................4

4.1. Motivos E Motivação.................................................................................................4

5.0. Teorias De Motivação Da Aprendizagem..................................................................5

6.0. Motivação Para A Aprendizagem Na Ontogénese.....................................................6

7.0. Funções dos motivos..................................................................................................7

8.0 Conclusão....................................................................................................................9

Bibliografia......................................................................................................................10
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1.0. Introdução
No contexto educacional a motivação dos alunos é um importante desafio com que nos
devemos confrontar, pois tem implicações directas na qualidade do envolvimento do
aluno com o processo de ensino e aprendizagem. Neste trabalho de pesquisa cientifica,
o grupo irá de alguma forma debruçar-se de certos envolvimentos inerentes a motivos
que faz com que o aluno se desanime no seu interesse educacional e a motivação que de
uma forma generalizada terá um impacto no desenvolvimento do aluno.
Desta feita, o grupo irá falar neste trabalho, de motivação e aprendizagem no geral e no
contexto escolar com relação professor aluno na sala de aula, e as condições da
motivação na sala de aula focando portanto, a importância das matérias de cada
disciplina, a formação de um motivo, ou seja, o ponto de partida de um motivo que
possivelmente poderá colocar o aluno ausente da matéria, e o grupo vai referir-se
também de algumas teorias de motivação de aprendizagem como mecanismo de
explicar o contorno da mesma para melhor facilitar o professor à marcar com rigor às
motivações necessárias para os seus alunos. o grupo falará também de motivação para a
aprendizagem na Ontogénese e por final, as funções dos motivos.
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2.0. Motivação e Aprendizagem


Etimologicamente, segundo Bzuneck (2004, p.9), a palavra motivação tem sua origem
no verbo latino mover, cujo tempo (supino, motum) e o substantivo (motivum),
determinam semanticamente a palavra motivo. Portanto, a motivação pode ser definida
como “aquilo que move uma pessoa ou que a põe em acção ou a faz mudar o curso”.
Nessa direcção, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define a motivação como
“um conjunto de processos que dão ao comportamento uma intensidade, uma direcção
determinada e uma forma de desenvolvimento próprio da actividade individual”
(HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2004, p.1968).

No contexto escolar, as concepções de Brophy, (1999), sobre motivação, trouxeram


importantes contribuições para o estabelecimento das diferenças existentes entre
motivação direccionada ao aprendizado e motivação para o desempenho ou
performance. Uma importante contribuição deste autor, reside no esclarecimento sobre a
distinção entre a motivação no contexto de sala de aula e a motivação em outros
ambientes. Aprender, diz respeito ao processamento da informação, buscar sentido e
avançar na compreensão ou assimilação, que acontece quando alguém está adquirindo
conhecimento ou habilidade, enquanto performance, diz respeito à demonstração de
conhecimentos ou habilidades anteriormente adquiridos. A motivação para aprender,
segundo Brophy, (1999 p.2) “pode ser considerada como uma disposição geral ou como
um estado específico de uma situação.

Guimarães, (2004), destaca que várias pesquisas científicas relacionadas à interacção


entre professor e aluno evidenciaram a importância de se promover, na sala de aula, um
ambiente que favoreça o estabelecimento de vínculos seguros. A autora afirma ainda,
que o fortalecimento dos recursos internos dos alunos, proveniente da satisfação da
necessidade de pertencimento, pode representar um maior envolvimento destes com as
actividades de aprendizagem e, consequentemente, um melhor desempenho académico.
É importante salientar que “a percepção de aceitação torna o aluno mais motivado e
mais comprometido com a própria educação e, consequentemente, pode-se esperar um
melhor aproveitamento e melhores resultados de aprendizagem” (GUIMARÃES,
2004b, p.196).
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3.0. A Motivação na Sala de Aulas

3.1. Condições de Motivação na Sala de Aulas

O Professor poderá motivar seus alunos observando as seguintes condições:

 Apresentação do tema da aula, indicando a sua importância;

 Reactivação da matéria, que consistirá na colocação de perguntas sobre


conhecimentos anteriores relacionados com o tema a ser tratado;
 Apresentação do conteúdo novo, através da promoção da aprendizagem
significativa e por descoberta;
 Apresentação dos conteúdos através de acções com os objectos e coisas, com
base nas representações de imagens e, finalmente, através de sua descrição
linguística;
 Uso do reforço, através do acompanhamento da realização das instruções de
solução de tarefas e avaliação individual dos alunos, estimulando-os a encontrar
alternativas de ultrapassar suas dificuldades.
 Colocação de tarefas de avaliação do alcance dos objectivos, por meio de
exercícios realizados no fim de cada aula;
 Atribuição de tarefas para realizar em casa;
 Assista a uma aula de sua disciplina e aponte como é que professor observa as
condições psicológicas para a motivação dos alunos;
Planifique uma aula de sua disciplina observando as condições de motivação dos
alunos. (GUIMARÃES, 2004b, p.196).

4.0. A Formação De Motivos

4.1. Motivos E Motivação

O ponto de partida para a definição de motivos está nas necessidades. O organismo


humano tem tendência a estar em equilíbrio no seu funcionamento, por exemplo, o
organismo requer uma certa quantidade de líquidos e de outros alimentos. A falta de
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líquidos e outros alimentos provoca no organismo um desse equilíbrio e, por


conseguinte, uma necessidade. Quando o indivíduo toma conhecimento da falta de
líquidos e alimentos no seu organismo, sente a sede e fome surge o motivo.

O motivo é a tomada de consciência da necessidade. O motivo faz surgir o objectivo.


No caso do nosso exemplo, o indivíduo coloca como seu objectivo a obtenção de água e
alimentos. Para satisfação da sua necessidade (alcance do objectivo) exige-se que o
Indivíduo tenha que agir. Tem que procurar água e alimentos. Daí que o motivo seja um
impulso para a acção. (Matamala, 1980: 158).

A palavra motivo vem do latim movere que significa “mover”(Matamala, 1980: 158).
As acções humanas caracterizam-se por serem guiadas por motivos e, por isso, serem
conscientes. Porém, não se pretende afirmar que todos os actos humanos sejam
conscientes. A motivação designa a predisposição de realizar acções componentes de
actividades para alcançar o objectivo.

O professor motiva os alunos quando, ao introduzir uma nova matéria, começa por
explicar a importância da matéria a ser tratada e, ao longo do tratamento da matéria,
coloca perguntas aos alunos de modo a partir das suas experiências na caracterização do
novo assunto. A motivação ocupa um lugar central na Psicologia, pois explica
ascondições de início e de realização das actividades e, neste caso, do processo de
ensino-aprendizagem. Deste modo, diferentes teorias de motivação da aprendizagem
apareceram na Psicologia de Aprendizagem para explicar a motivação para a
aprendizagem.

5.0. Teorias De Motivação Da Aprendizagem


As teorias principais que se esforçam por explicar os mecanismos da motivação são as
behavioristas, cognitivas e humanistas (Pisanietal 1990: 102-105). As teorias
behavioristas explicam a motivação como sendo provocada pelo reforço. O reforço
positivo, as recompensas, a aprovação, o elogio na solução correcta das tarefas, a
estimulação dos alunos que erram através de encorajamento e acompanhamento na
solução de tarefas, em fim, a criação de vivências positivas no processo de ensino-
aprendizagem na escola, bem como a aprovação, o elogio e encorajamento da criança e
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do jovem pelos pais e encarregados de educação são condições de motivação para a


aprendizagem.
As teorias cognitivas de aprendizagem defendem que a compreensão da importância dos
conteúdos é uma condição fundamental para a criação do interesse e,
consequentemente, da motivação. Piaget, um cognitivista da aprendizagem eminente,
define a motivação do seguinte modo:
´´Motivação é um produto de um desnível (desequilíbrio) entreo
processo de assimilação e o processo de acomodação, detal forma que
esse contínuo desnível vai criando uma desejabilidade de novas
assimilações (satisfações), dirigida,sobretudo, para aqueles objectos
capazes de produzir umdesnível maior (Cabral e Nick,1997: 239)´´ .
Os humanistas, representados por Maslow, apresentam uma hierarquia de necessidades
designadamente as necessidades fisiológicas, de segurança, de afiliação, de estima e de
auto realização, das quais podemos deduzir as motivações para a aprendizagem
(Abrunhosa e Leitão, 1980: 196-199).
Com efeito, acriança do Ensino Primário estuda para agradar aos pais, para ocupar um
lugar privilegiado na turma e agradar ao professor. O jovem estuda com a consciência
de seguir um determinado curso, formar-se profissionalmente numa determinada área.
A motivação para a aprendizagem pode ser classificada emintrínseca e extrínseca
(Mwamwenda, 2004: 227). A motivação intrínseca refere-se aos factores interiores que
predispõem o indivíduo a aprender de forma persistente e dirigida, tais como as
necessidades de aprender a matéria, o procedimento, a atitude, o interesse e o ideal.

6.0. Motivação Para A Aprendizagem Na Ontogénese


A motivação é provocada pelos impulsos da curiosidade, da aquisição de competência e
da reciprocidade ou de viver com outras pessoas e cooperar com elas na idade pré-
escolar (SprinthalleSprinthall, 1993: 239-240). Deste modo, Bruner, destaca a
motivação intrínseca, isto é, vontade de aprender como condição principal que
predispõe o indivíduo a aprender. Observa-se que a criança na idade pré-escolar
também é motivada pelo prazer do jogo, pelas vivências positivas das actividades tais
como canto, dança, histórias, dramatização e aindaas características exteriores dos
objectos, a cor, o tamanho e a forma. Os educadores infantis deverão ter em
consideração as características de motivação das crianças do período pré-escolar
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apresentar os conteúdos de aprendizagem em actividades variadas de jogos, histórias,


cantos, danças e dramatização de curta duração.
Os meios de ensino deverão ser interessantes de formas, cores e tamanhos diferentes.
Quando a criança ingressa na escola aos 6 anos possui uma grande vontade de aprender
a ler, escrever e contar. As vivências positivas de êxitos na escola também são
determinantes para a motivação da criança para a aprendizagem. Referimo-nos ao
reforço positivo do aluno, por parte do professor, na realização de suas actividades
escolares nas diferentes disciplinas, a consideração de suas particularidades individuais
através de um acompanhamento e orientação do aluno em suas dificuldades individuais.
O aluno também estuda para agradar aos pais. Ao longo do Ensino Primário a criança
vai aprender a gostar das disciplinas, de acordo com suas vivências de êxitos e
fracassos. Alunos adolescentes de 12 anos em diante começam a ter preferências por
certas disciplinas. Gradualmente, à medida que vaidade aumenta, na adolescência, os
alunos começam a ganhar a consciência da necessidade de estudar para seguir uma
profissão. Motivação dos alunos adolescentes deve ser incentivada através de:

 Apresentação da utilidade das disciplinas que o professor lecciona, bem como de


cada conteúdo;
 Apresentação dos conteúdos de forma compreensível, promovendo uma
aprendizagem significativa e pela descoberta;
 Apresentação dos conteúdos através de acções e análise de imagens sempre que
os alunos não possuírem experiências anteriores sobre o conteúdo a ser tratado;
 Uso de tecnologias educativas que permitam uma análise e uma síntese e
ilustração compreensível dos conteúdos a serem aprendidos.

7.0. Funções dos motivos


A motivação existe quando o indivíduo se propõe a emitir um comportamento
Desejável para um determinado momento em particular. O indivíduo motivado é aquele
que se dispõe a iniciar ou continuar o processo de aprendizagem.
São três as funções mais importantes dos motivos:
 Os motivos têm a função de manter activo o organismo para que a necessidade
que gerou o desequilíbrio seja satisfeita;
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 Os motivos dão direcção ao comportamento para que os objectivos sejam


alcançados, definindo quais os mais adequados para conduzir a acção;
 Os motivos fazem a selecção das respostas que satisfazem as necessidades para
que possam ser reproduzidas posteriormente, quando situações semelhantes se
apresentarem.

8.0 Conclusão

a motivação no contexto escolar tem sido avaliada como um determinante crítico do


nível e da qualidade da aprendizagem e do desempenho. Um aluno motivado
revela-se activamente envolvido no processo de aprendizagem, insistindo em tarefas
desafiadoras, despenhado um esforços indelével, utilizando estratégias apropriadas e
procurando desenvolver novas capacidades de compreensão e de domínio.
Manifesta entusiasmo na execução das tarefas e brilho relativamente aos seus
desempenhos e resultados.
Portanto, com isto, os alunos são divididos em níveis que resultam do comportamento
do seu desenvolvimento educacional começando deste a idade pré-escolar ate ao nível
das suas auto-escolhas ou preferências que outrossim, definiram o seu futuro promissor.
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Bibliografia

ABRUNHOSA, M.A. e LEITÃO, M.. Introdução à Psicologia.Porto, Edições ASA,


1980.
ABRUNHOSA, M.A. e LEITÃO, M.. Introdução à Psicologia.Porto, Edições ASA,
1980. págs. 168-205.
CABRAL, A. e NICK, E.. Dicionário técnico de Psicologia. São Paulo, Editora Cultrix,
1997.
MWAMWENDA, T.S. .Psicologia Educacional, Uma Perspectiva Africana. Maputo,
Texto Editores, 2005, pág. 234.
MWAMWENDA, T.S. .Psicologia Educacional, UmaPerspectiva Africana. Maputo,
Texto Editores, 2005.
MWAMWENDA, T.S. .Psicologia Educacional, Uma Perspectiva Africana. Maputo,
Texto Editores, 2005, págs. 222

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