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Exame Nacional de 2016

Prova Escrita de Geografia A


11.o Ano de Escolaridade
Prova 719/1.a Fase/Versões 1 e 2

GRUPO I

Itens Versão 1 Versão 2


1. (D) (C)
2. (C) (B)
3. (B) (D)
4. (D) (A)
5. (A) (D)
6. (C) (B)

GRUPO II
Itens Versão 1 Versão 2
1. (C) (B)
2. (C) (C)
3. (D) (B)
4. (A) (D)
5. (B) (A)
6. (A) (C)

GRUPO III
Itens Versão 1 Versão 2
1. (C) (D)
2. (D) (A)
3. (D) (C)
4. (B) (C)
5. (A) (B)
6. (B) (A)

GRUPO IV

Itens Versão 1 Versão 2


1. (B) (D)
2. (A) (C)
3. (A) (B)
4. (C) (A)
5. (B) (D)
6. (D) (B)

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GRUPO V

1. Entre as capitais de distrito onde entre os meses de janeiro e julho se registaram amplitudes térmicas
compreendidas entre 10 ºC e 14 ºC, encontram-se Lisboa e Santarém.
(Podem também ser referidas Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Setúbal.)

2. Em janeiro, o principal fator geográfico que justifica o padrão de distribuição da temperatura média
mensal em Portugal continental é a latitude, a que se associa o relevo, mais elevado a norte do Tejo,
que acentua a diminuição da temperatura com a latitude. Em julho, à latitude sobrepõe-se, no litoral,
a proximidade do oceano, o que ameniza as temperaturas, e, no interior, o afastamento do mar
(continentalidade), o que torna as temperaturas mais elevadas.

3. Na região do Algarve, a influência do clima no desenvolvimento socioeconómico evidencia-se, desde


logo, na atividade turística. O clima com temperaturas elevadas e grande luminosidade, no verão,
favorece o turismo balnear que, no entanto, é marcado por uma grande sazonalidade, o que se torna
desfavorável para a continuidade do emprego e das atividades económicas noutros períodos do ano.
Porém, a amenidade do clima nos meses de outono, inverno e primavera (de outono a maio) tem
vindo a ser cada vez mais valorizada por outras atividades turísticas e culturais, que podem ser
desenvolvidas durante todo o ano e até com melhor desempenho nos meses menos procurados pelo
turismo balnear.
Assim, de entre as atividades turísticas e culturais alternativas, podem ser realçadas:
• o turismo sénior, sobretudo de estrangeiros de países desenvolvidos com climas de maior
nebulosidade e temperaturas mais baixas, que procuram o Algarve pelo seu clima ameno e
luminoso, mesmo no inverno, o que favorece a saúde, no que respeita aos ossos e articulações,
por exemplo;
• a prática do golfe, que ocorre durante todo o ano e em que o Algarve é considerado o melhor
destino da Europa, atraindo turistas com grande poder económico;
• o enoturismo e o ecoturismo, muito ligados à serra algarvia, que estão também em expansão
e que contribuem para a ocupação turística do Algarve nos meses de outubro a maio;
• a prática de outros desportos, como o surf e a vela, que atraem praticantes de todo o mundo;
• a realização de eventos como conferências, encontros de negócios, feiras e mostras de novos
produtos, potenciados pela amenidade climática e pela grande oferta hoteleira e das
infraestruturas necessárias à realização de tais eventos.
A redução da sazonalidade é muito importante, pois permite manter os serviços hoteleiros em
funcionamento e a dinâmica do comércio, da restauração e de serviços como, entre outros, os bancos,
os transportes ou as ofertas de lazer, evitando a quebra acentuada entre outubro e maio.
As novas oportunidades turísticas do Algarve, com oferta e procura durante todo o ano,
contribuem, assim, para tornar o desenvolvimento económico e social mais contínuo e sustentável.
Também na agricultura, as temperaturas médias relativamente elevadas e a humidade do ar
potenciam a exploração de pomares e a produção de hortícolas e de primores (produtos de grande
qualidade, muitas vezes exclusivos de uma região), estes associados a espécies muito bem adaptadas
ao clima algarvio, como são a laranjeira, a amendoeira, a figueira e a alfarrobeira, que permitem
a produção de frutos secos, sobretudo a amêndoa e o figo, assim como de doces, de compotas
ou de licores.
Deste modo, as características climáticas do Algarve, além de serem favoráveis à prática de
atividades turísticas durante todo o ano, permitem também o desenvolvimento da agricultura das
produções associadas, o que cria emprego e dinamiza o comércio, e contribui, decisivamente, para
o desenvolvimento económico e social da região algarvia.

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GRUPO VI

1. Entre as redes urbanas de Portugal e de Espanha verificam-se algumas semelhanças, como:


• a localização no litoral de um grande número de aglomerados urbanos (litoralização), incluindo
a segunda maior área urbana da Península Ibérica (a de Barcelona);
• a bicefalia, em que a dimensão das duas principais cidades de cada país (Lisboa e Porto, em
Portugal, e Madrid e Barcelona, em Espanha) é muito maior do que a das restantes cidades;
• a constituição dos maiores aglomerados urbanos de ambos os países nas suas capitais, Lisboa
e Madrid, seguindo-se, mas com uma diferença significativa, os aglomerados populacionais do Porto
e de Barcelona, respetivamente.

2. Entre os fatores sociodemográficos que explicam a dimensão dos principais aglomerados


populacionais de Portugal continental salientam-se:
• as migrações internas do interior para o litoral (êxodo rural), que se intensificaram na segunda metade
do século XX;
• o maior desenvolvimento económico e social do litoral, que propicia uma maior e mais diversificada
oferta de emprego e de serviços, que atrai quer a população nacional, quer imigrantes.

3. As assimetrias de desenvolvimento que caracterizam o território português dificultam o


desenvolvimento do país como um todo, sendo muito importante que se procure reduzir tais
diferenças. As cidades médias e as comunidades interurbanas poderão ter um papel fundamental
nessa alteração de condições.
No caso das cidades médias, como, por exemplo, Viseu, Castelo Branco e Évora, com a recente
melhoria das acessibilidades verifica-se uma tendência de diversificação e de aumento das funções
urbanas, incluindo as de nível hierárquico superior, como são as universidades e os institutos
politécnicos, que constituem âncoras de desenvolvimento regional, pois criam emprego, atraindo
população ativa, e contribuem para o aumento dos serviços de apoio às atividades económicas, o que
alarga a área de influência da cidade e, assim, o seu potencial de dinamização e de desenvolvimento
regional.
O dinamismo das cidades médias atrai população das áreas rurais envolventes, impedindo a sua
migração para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, fixando, assim, população no interior.
Ao mesmo tempo, esse dinamismo torna as cidades médias polos de desenvolvimento regional,
promovendo a sua afirmação a nível regional, nacional e até internacional.
A constituição de comunidades interurbanas favorece ainda mais o importante papel das cidades
médias, uma vez que potencia a concertação regional de decisões e a colaboração nas ações de
melhoria do território. Por exemplo, a articulação de serviços intercidades e o desenvolvimento
partilhado de infraestruturas de comunicação, de saneamento básico ou de valorização ambiental, etc.,
maximiza o aproveitamento dos recursos económicos e naturais de uma região.
A cooperação e a complementaridade interurbanas contribuem ainda para o aumento da dinâmica
empresarial, muitas vezes com a criação de clusters de excelência, baseados nas potencialidades das
diferentes cidades, assim como para a otimização de infraestruturas e de equipamentos.
Assim, as comunidades interurbanas permitem uma maior racionalização e valorização dos recursos,
das potencialidades e do conhecimento a nível regional, fomentando o desenvolvimento económico
e social.

FIM

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