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CASA DO CONSOLADOR

GEOMETRIA SAGRADA
AULA 3

MÔNICA DE MEDEIROS
TEMAS E DATAS

AULA 1 > A FORMA DA CRIAÇÃO (07/07/2017)

AULA 2 > MATEMÁTICA DIVINA (04/08/2017)

AULA 3 > CÓDIGOS UNIVERSAIS (01/09/2017)

AULA 4 > GEOMETRIA AO LONGO DA HISTÓRIA (06/10/2017)

AULA 5 > GEOMETRIA NA CRIAÇÃO DIVINA E HUMANA (10/11/2017)

AULA 6 > MALHA TEMPO-ESPAÇO (08/12/2017)

AULA 7 > CONVERSANDO COM OS ÁTOMOS (02/02/2018)

AULA 8 > FRACTAIS (02/03/2018)

AULA 9 > CROP CIRCLES (06/04/2018)

AULA 10 > SOLARIS : FORMAS QUE CURAM (04/05/2018)

AULA 11 > SOLARIS : MÚSICA SAGRADA (15/06/2018)

AULA 12 > VIAJANDO NAS ESTRELAS ( 06/07/2018)

OBS: TODAS AS AULA SERÃO COLOCADAS NO EAD


AS APOSTILAS SÃO OPCIONAIS E SERVEM COMO ROTEIRO
“Mestre,por que não ouço e nem vejo Deus?”
“ porque és surdo e cego, meu filho.”
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MÔNICA DE MEDEIROS

CÓDIGOS UNIVERSAIS

A PROPORÇÃO DIVINA

A proporção divina! Procurada nas mais diferentes formas que segmentam a verdade e, assim, perdem o
rumo para a descoberta da criação.

Separar , dividir para entender é tudo menos compreender.

Somente unindo pontas é que seremos capazes de achar o caminho para p entendimento do todo.

Todo que é a soma das partes que , cada uma em si mesma, representa o todo.

A proporção divina é feita de inexplicável harmonia, equilíbrio e simetria, onde o Todo está para o maior na
exata proporção em que o maior está para o menor.

Através dela compreendemos porque na Bíblia está escrito que Deus nos fez a sua imagem e semelhança.

Ainda que isto possa se referir aos seres que criaram o Homo sapiens, do ponto de vista filosófico deve ser
compreendido como a extensão da mente Criadora em suas criaturas, onde nelas se expande, cria,
experimenta e cresce, dando-lhes o irrecusável convite a serem, a seus devidos tempos, criadores da
harmonia universal.

Do ponto inicial ao ponto inicial, num perfeito círculo.

Analisemos o átomo, por exemplo

Um núcleo ao redor do qual giram elétrons ( partículas negativas), em igual número que os prótons
(partículas positivas), cada qual em sua órbita.

Mesmo desenho de um sistema solar.

Onde planetas giram em torno de um Sol , cada qual em sua órbita.


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Do átomo ao cosmo, a lei é sempre a mesma.

Ao longo da era dos homens da 5a raça ( nossa era), a proporção divina foi descoberta e redescoberta,
recebendo diversos nomes como proporção divina, proporção aurea, medida Aurea, média aurea, secção
áurea, razão dourada, divisão Aurea.

Matematicamente, como PHI

PHI é a relação perfeita do todo com as suas partes que é tão perfeita que as suas partes estão entre si
como o todo para sua parte maior.

Foi a essa proporção divina que Hermes Trimegisto se referiu quando disse que : assim como é em cima , é
embaixo.

Encontramos , na Bíblia, referências a ela:

“Deus ordena a Moíses que construa a arca da aliança.


Fareis uma arca de madeira de acácia e terá comprimento de dois côvados e meio;
Um côvado e meio de largura,
Um côvado e meio de altura.”

“Essas medidas exprimem uma forma que é perfeitamente proporcionada segundo a proporção divina”,
como escreve PRIYA HEMENWAY, no livro DIVINE PROPORTION.

A reverência à proporção divina foi tamanha, quando descoberta, que logo tornou-se regra na música, na
arte, na arquitetura e nos rituais sagrados.

EQUAÇÃO DE EUCLIDES

Euclides (325 - 265 a.c.), em seu livro Elementos, define, matematicamente, a proporção divina.
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“Diz-se que uma linha reta foi dividida em extrema e média razão quando a razão entre a linha inteira e a
parte maior é igual à razão entre a parte maior e parte menor.”

A C B

AB está para AC assim como AC está para CB.

AB / AC = AC/CB.

Matematicamente, 1,61803 ou (1+V5)/2 ou PHI

A atual humanidade teve mentes brilhantes estudando a proporção divina.

Primeiro, Euclides de Alexandria. Depois , Platão. Então, Kepler, Luca Pacífico, Roger Penrose, Leonardo de
Pisa, conhecido como Fibonacci.

Fibonacci (1170-1250), nascido em Pisa, descobriu as propriedades de uma série numérica (


0,1,2,3,5,8,13,21…). Será que ele percebeu a relação entre sua série numérica e proporção divina?

Luca Pacioli (1445-1517), geómetra e amigo de pintores do Renascimento, redescobriu o “segredo áureo” e
propôs a denominação Proporção Divina, cujo livro teve ilustrações de Leonardo da Vinci, que pode ter sido
o primeiro a usar o termo “sectio aurea”.

A Renascença celebrou o uso da proporção divina em suas obras, já que foi o reencontro da humanidade
com o belo, o harmônico, fugindo do horror que foi a Idade Média, período em que predominaram as
trevas, em todos os campos do conhecimento humano.

Mais que todos, Leonardo da Vinci utilizou-se da sectio aurea, notadamente, na Mona Lisa.

Johannes Kepler (1571-1630), que descobriu a elipse das órbitas planetárias, revelou que a ligação entre a
sequência de Fibonacci tendia a aproximar-se da razão Áurea.

Charles Bonnet ( 1720-1793), descreveu a disposição das folhas nas plantas e mostrou que o número de
espirais que vão no sentido horário e no sentido anti-horário, na distribuição das folhas ao longo do caule
das plantas, eram , frequentemente, dois números da sequência de Fibonacci.

Vivemos, hoje, as consequências do mundo que desenvolveu de modo racional: se algo existe mas não é
visto, como provar que existe. Logo, não existe.

Os pitagóricos procuravam as verdades universais de autoconhecimento e procuravam aplicar o resultado


de suas pesquisas na vida que os cercava.

Pitágoras colocava em números a harmonia da natureza.

A metafísica tenta despoluir este pensar.


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Um antigo ditado islâmico diz: “ Alah criou o universo para Ele mesmo estudar.”

Os gregos a redescobriram. Mas os egípcios se tornaram mestres em a usar.

OLHO DE HÓRUS

No Antigo Egito, num vale próximo às montanhas de Tebas, existia um pequeno mosteiro chamado Ta Set
Maat ( lugar da verdade). Nas suas vizinhanças, havia uma pequena aldeia de trabalhadores da construção
de túmulos reais.

Está famosa figura é um mural de uma das sepulturas e mostra o Olho de Horus que se tornou o símbolo da
totalidade, visão nítida, abundância e fertilidade.

E que foi desenhado obedecendo a frações, de 1/2 a 1/64, em cada elemento .


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Conta a história que um aprendiz de escriba disse ao seu mestre que a soma de todas as frações do, olho
de Hórus não chegavam à unidade mas a 63/64, ao que o mestre respondeu que Toth (o deus das
medidas), recompensaria com o 1/64 que faltava ao escriba que procurasse e aceitasse a sua proteção.

Contudo, o Olho de Horus nada mais é que a representação de nosso sistema límbico, o centro biológico
através do qual nossas emoções ganham contornos neuroquímicos e se manifestam na
tridimensionalidade.

E voltamos ao autoconhecimento como proporção divina.

Como o todo se reflete nas suas menores partes.

Heródoto (século V a.c.), primeiro historiador da atual raça humana, descreveu que os egípcios usaram a
proporção divina na concepção da Pirâmide de Gisé.

A Grande Pirâmide de Gisé, construída na 4a dinastia, por volta de 2500 a.c., tinha 147 metros de altura.
Atualmente, tem 9 metros menos porque perdeu revestimento é devido à sedimentação.

O ângulo de inclinação de cada lado da pirâmide é de 51 graus e 51 minutos.


Cada lado está perfeitamente alinhado com um dos pontos cardeais.
O corte transversal é quadrado em qualquer nível da pirâmide.
Cada lado mede 229 metros de comprimento.
O erro máximo entre comprimentos de lados é de menos de 0,1%.

Heródoto relatou que está pirâmide foi feita de tal forma que cada façe era igual à área de um quadrado
cujo lado é igual à altura da pirâmide.
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Ou seja, a relação das faces da pirâmide com sua altura é a relação da proporção divina.

Fídias (500 a 432 ac), escultor e matemático grego aplicou a secção aurea nas esculturas para para o
Paternon, cuja construção se encaixa no retângulo aureo.

Todo o conhecimento dos povos antigos ficou adormecido até o final da Idade Média, onde reinaram os
senhores das trevas, época na qual somente a magia desenvolveu-se muito.
Mas a Renascença recebeu vários Espíritos com o poder transformador através do conhecimento.

Um deles foi um jovem bem nascido, conhecido como Leonardo de Pisa, a quem o mundo conhece como
Fibonacci.

Aprendeu em Bugia, mundo árabe, sobre a numérica indiana. Percebeu a imensa simplificação das
operações matemáticas que isso traria, onde o ábaco era a salvação.
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Fibonacci propunha o cálculo sem o ábaco.

Seu livro LIBER ABACI , publicado em 1202 e reeditado com revisão em 1228, mudou a matemática erudita
e comercial da Europa.

Nesse livro, Fibonacci propõe um problema sobre a reprodução dos coelhos

O,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55……

Está sequência em que cada número é a soma dos dois números precedentes.

Décadas depois, matemáticos descobriram a relação da sequência de Fibonacci com a proporção divina.

O problema dos coelhos que deram origem à famosa sequência numérica se revelaram nos padrões de
folhas e sementes de plantas e na árvore genealógica das abelhas.

Os seus números estão associados às espirais regenerativas que ocorrem no corpo humano e podem ser
vistos nas formas de desenvolvimento das conchas às galáxias.

Os números de Fibonacci tem particularidades únicas como:

CADA 3o NÚMERO É MÚLTILO DE 2


CADA 4o NÚMERO É MÚLTIPLO DE 3
CADA 5o NÚMERO É MÚLTIPLO DE 5
CADA 6o NÚMERO É MÚLTIPLO DE 8

A razão entre os números da sequência de Fibonacci se aproxima do PHI (1.61803)


0
1
1/1 1
2/1 2
3/2 1.5
5/3 1.6666666
8/5 1.600000
13/8. 1.625000
21/13 1.615384
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34/21 1.619047
55/34 1.617647
89/55 1.618181
144/89 1.617977

RETÂNGULO ÁUREO

ESPIRAL DIVINA

NÁUTILO DE CONCHA ALVEOLAR ( cresce numa proporção PHI)


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Como estudaremos na aula sobre fractais, a espiral é um dos modelos prediletos da natureza.

Se olharmos para as galáxias, veremos o movimento espiralado destas nebulosas.

Bem como, vemos a espiral nas folhas da alface, por exemplo, ou nas pétalas da rosa desabrochando.

Todas as espirais desenvolvem-se a partir de um ponto fixo, por uma distância variável.

A ESPIRAL DOURADA , baseada na proporção divina, é chamada pelos matemáticos de espiral logarítmica.

Arquimedes (287 a 121 ac), estuda a espiral em sua obra DAS ESPIRAIS.

Ele propôs que está espiral tem sua distância crescendo em velocidade constante.

E a Espiral de Arquimedes pode ser vista nos fios enrolados, nos rolos de papel, nas molas dos relógios, nas
estrias dos antigos LPs.

Mas, também , é uma espiral que vemos numa tempestade intensa, como um furacão.
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Espirais presentes no corpo humano desde nosso mais inicial momento

Ou nas estruturas como a cóclea

Ou no DNA

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