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Cuidados na Saúde

Manualis – Manuais de Formação Mental


Online

UFCD: 6579

Manualis – Manuais de Formação Online

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geral.manualis@gmail.com
Detalhe da UFCD:
6579 – Cuidados na Saúde Mental

Designação da UFCD:
Cuidados na Saúde Mental

Código:
6579

Carga Horária:
25 Horas

Objetivos:
 Identificar o conceito de saúde mental;
 Identificar as principais alterações e perturbações mentais;
 Identificar as alterações de comportamento, pensamento, humor e
comunicação;
 Identificar as especificidades a ter em conta nos cuidados de
alimentação, higiene, conforto e eliminação em indivíduos com
alterações de saúde mental;
 Explicar que as tarefas que se integram no âmbito da intervenção
do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde terão de ser sempre executadas
com orientação e supervisão de um profissional de saúde;
 Identificar as tarefas que têm de ser executadas sob supervisão
direta do profissional de saúde e aquelas que podem ser executadas
sozinho;
 Explicar as formas de estabelecer uma interação com utentes que
apresentam uma alteração ou perturbação mental e após validação
com o profissional de saúde;
 Explicar a importância de demonstrar interesse e disponibilidade na
interação com utentes;
 Explicar a importância de manter autocontrolo em situações críticas
e de limite;
 Explicar o dever de agir em função das orientações do profissional
de saúde;
 Explicar o impacto das suas ações na interação e bem-estar
emocional de terceiros;
 Explicar a importância da sua atividade para o trabalho de equipa
multidisciplinar;
 Explicar a importância de assumir uma atitude proactiva na
melhoria contínua da qualidade, no âmbito da sua ação profissional;
 Explicar a importância de cumprir as normas de segurança, higiene
e saúde no trabalho assim como preservar a sua apresentação
pessoal;
 Explicar a importância de agir de acordo com as normas e/ou
procedimentos definidos no âmbito das suas atividades;
 Explicar a importância de adequar a sua ação profissional a
diferentes públicos e culturas;
 Explicar a importância de prever e antecipar riscos;
 Explicar a importância de demonstrar segurança durante a
execução das suas tarefas;
 Explicar a importância da concentração na execução das suas
tarefas;
 Explicar a importância de desenvolver as suas atividades
promovendo a humanização do serviço.

Conteúdos:
 Saúde mental
o Doença mental
o Principais alterações e perturbações mentais:

 Alterações do comportamento
 Alterações do pensamento
 Alterações do humor
 Alterações da comunicação
 Cuidar em saúde mental
o Aspetos específicos nos cuidados ao utente com alterações
de saúde mental:
 Alimentação
 Eliminação
 Higiene e hidratação
 Sono e repouso
 A manifestação de desconforto e de dor
o O/a Técnico/a Auxiliar de Saúde em interação com o
indivíduo que apresenta alteração ou perturbação mental
 Tarefas que em relação a esta temática se encontram no âmbito de
intervenção do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde
o Tarefas que, sob orientação de um enfermeiro, tem de
executar sob sua supervisão direta
o Tarefas que, sob orientação e supervisão de um enfermeiro,
pode executar sozinho/a.

Referenciais de Formação:
729281 – Técnico/a Auxiliar de Saúde
Índice

1. Doença Mental: Conceito e Caraterísticas............................1

2. Principais Alterações e Perturbações Mentais......................4

3. Cuidar em Saúde Mental...................................................24

4. Formas de Atuação do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde........30

5. Bibliografia........................................................................39
“Saúde não é ausência de
doenças.

Saúde é realizar-se física,


emocional,

mental e espiritualmente a cada


dia,

num crescendo infinito"

(João Carlos Baldan)


1. Doença Mental: Conceito e Caraterísticas

A doença mental foi considerada desde os


tempos primitivos à idade contemporânea uma
área de difícil compreensão, o que a tornou alvo de
diferentes e amplas tentativas de explanações e
interpretações.
A pessoa com doença mental foi, durante
muito tempo, encarada com preconceito e sujeita
a tratamentos pouco dignos e violentos, diminuidores da sua integridade.
Desta forma, os últimos anos têm-se revelado promissores, no estudo e
investigação na área da saúde mental, permitindo assim uma melhor conceptualização
e valiosos desenvolvimentos no âmbito da intervenção.
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Neste âmbito, considera-se ter sido muito


importante a uniformização da sua definição
pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A saúde mental é definida como sendo o
estado de equilíbrio entre uma pessoa e o
seu meio sociocultural. Este estado garante ao
indivíduo a sua participação laboral, intelectual
e social na via ativa, o que lhe permite alcançar bem-estar e qualidade de vida.
Ainda que o conceito de saúde mental surja por analogia à saúde física, retrata
fenómenos mais complexos.

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A saúde mental representa um estado de bem-estar emocional e
psicológico, mediante o qual o indivíduo é capaz de fazer uso das suas
competências emocionais e cognitivas, funções sociais e de responder
às solicitações comuns da vida quotidiana.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Porém, é de destacar que a ausência de uma doença


mental não implica que o indivíduo goze de boa saúde mental.
O acompanhamento do comportamento diário de uma
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pessoa é a melhor forma de conhecer o estado da sua saúde
mental.

Os especialistas na área da saúde mental defendem que esta deve ser


promovida a três níveis:
 Nível Individual: Através da utilização dos próprios recursos que cada
pessoa tem, através de estímulos, como o reforço da autoestima e do
autoconceito;
 Nível Social: Através de uma forte inclusão social;
 Nível Oficial: Através de planos governamentais e do acesso à educação
e saúde pública.

A saúde mental encontra-se intimamente relacionada com a forma como as


pessoas reagem às exigências diárias e ao modo como harmonizam os seus interesses,
capacidades, competências, valores e emoções.

“Mens Sana In Corpore Sano”

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Importa salientar que a saúde mental de um
indivíduo não é uma dimensão que possa ser dissociada da

sua saúde física: “mens sana in corpore sano” (mente sã


num corpo são).
Estão interligadas e são interdependentes, tornando-
se cada vez mais evidente que ambas são indispensáveis para o bem-estar individual.
O ser humano é dualmente constituído por corpo e mente, e cada uma destas
componentes tem caraterísticas próprias, que devem ser respeitadas, de forma a
permitir uma vida equilibrada e estabilizada.
O desequilíbrio de uma das partes conduz ao mal-estar na outra.
Uma boa qualidade de vida depende destes dois fatores e é um processo
contínuo e consciente do indivíduo, no sentido de procurar gratificação nas suas
atividades, comportamentos e pensamentos positivos.

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Como desenvolver uma


mente sã?
Para promover uma
mente sã, importa
desenvolver as nossas
faculdades no sentido de
observarmos e estarmos
atentos às nossas emoções, em
vez de sermos definidos por elas.

Esta auto-observação ajuda-nos a evitar a culpabilização e a autojustificação e a


ficarmos presos a padrões de comportamento que não funcionam.
Há a necessidade de priorizar, nutrir relacionamentos, pensamentos positivos e
permitirmo-nos a estarmos abertos ao exterior. Podemo-nos relacionar não como
achamos que deveríamos ser, mas como realmente somos, e assim dando a nós
mesmos a possibilidade de criar laços com os outros.

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2. Principais Alterações e Perturbações Mentais
Entendem-se por perturbações mentais as
condições clinicamente significativas caraterizadas
por alterações do modo de pensar e do humor
(emoções) ou por comportamentos associados com
a angústia pessoal e/ou deterioração do
funcionamento.
Existe uma alteração da organização mental, que
leva a que a pessoa não consiga exercer ou exerça
com dificuldade os seus papéis sociais (familiares,
relacionais ou profissionais), incapacitando-a, originando sofrimento.
As perturbações mentais não são apenas variações dentro da escala normalizada,
mas sim situações patológicas, que necessitam de uma intervenção diferenciada.

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Para serem classificadas como perturbações mentais é necessário que:
 Sejam continuadas ou recorrentes;
 Resultem numa perturbação do funcionamento normal, em uma ou mais
áreas da vida do sujeito.

Estes problemas caraterizam-se por


sintomas e sinais específicos e, geralmente,
seguem um curso mais ou menos previsível, a
menos que ocorram intervenções. Nem todas
as alterações denotam perturbação mental.
As pessoas podem sofrer de angústia
em virtude de acontecimentos pessoais ou
sociais. A menos que estejam preenchidos
todos os critérios pertinentes a determinada
perturbação, essa angústia não constitui uma perturbação mental.

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Diferentes modos de pensar e de se comportar entre diferentes culturas
podem influenciar a maneira pela qual se manifestam as perturbações mentais,
embora não constituam, em si mesmos indícios de perturbação.
Assim variações normais, determinadas pela cultura não devem ser rotuladas
como perturbação, como é o caso das crenças sociais, religiosas ou políticas.

Hoje em dia, sabe-se que há alterações biológicas no


cérebro humano, mas que também existem fatores genéticos
que podem contribuir para a manifestação de perturbações
mentais, bem como determinantes psicológicos, tóxicos, físicos
e sociais.

As perturbações mentais são identificadas e diagnosticadas através de três


métodos clínicos:
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 Anamnese (entrevista ao sujeito);
 Exame clínico sistemático (estado mental vs funções orgânicas);
 Testes e exames especializados (de cariz emocional, cognitivo e
comportamental).

Anamnese
O termo vem do grego ana (remontar) e mnesis (memória).
A anamnese refere-se à evocação voluntária do passado feita pelo paciente,
sob a orientação do técnico.

O objetivo dessa técnica é:


 Organizar e sistematizar os dados do paciente, de forma a permitir a
orientação de determinada ação terapêutica com a respetiva avaliação
da sua eficácia;
 Estabelecer uma relação interpessoal de confiança com o paciente;
 Facultar uma previsão cuidada do prognóstico;
 Auxiliar na intervenção do paciente, pelo confronto de situações

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É aconselhável que a entrevista seja
conduzida de forma informal e
estruturada, com termos acessíveis à
compreensão do paciente.
Com a anamnese, evidencia-se
dois cortes na vida do paciente:
 Corte Longitudinal ou
Biográfico: Que permite
localizar os registos das
histórias pessoais, familiares e patológicas do paciente;
 Corte Transversal: Que permite enquadrar a queixa principal do
paciente, a história da sua doença atual e o exame psíquico que dele é
feito.

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Na anamnese clássica constam os seguintes elementos:


 Identificação do paciente;
 Motivo da consulta;
 História da doença atual;
 Historial pessoal e familiar;
 Historial patológica;
 Exame psíquico;
 Hipótese de diagnóstico nosológico.

Prevalência das Perturbações

As perturbações mentais são de


caráter universal. Observam-se em pessoas
de todas as regiões, de todos os países e

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de todas as sociedades. Estão presentes em mulheres e homens em todas as fases da
vida.

Segundo a OMS, as perturbações mentais têm uma prevalência de cerca de


10%, na fase adulta, afetando cerca de 450 milhões de pessoas, a nível mundial.

Estas perturbações compreendem: perturbações depressivas, perturbações


bipolares, esquizofrenia, abuso de álcool e de drogas, doença de Alzheimer, pós-stress
traumático, perturbação obsessivo-compulsiva, perturbações de pânico.

A maioria dos estudos chegou à conclusão de que a prevalência das


perturbações depressivas são mais frequentes no sexo feminino e as perturbações
causadas pelo abuso de substâncias, ocorre mais frequentemente no sexo masculino.

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As Alterações – Manuais
Mentais poderão de Formação
ser visíveis Online
ao nível do:
 Comportamento;
 Pensamento;
 Humor;
 Comunicação.

Estas podem surgir em épocas específicas do desenvolvimento humano:


 Infância;
 Adolescência;
 Fase Adulta;
 Terceira Idade.

Sinais de Alarme, que indiciam a suspeita de perturbações mentais:


 Marcada alteração na personalidade;
 Perda da capacidade para lidar com os problemas e atividades do dia-a-
dia;

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 Ideias estranhas;
 Ansiedade excessiva;
 Tristeza prolongada ou apatia;
 Alteração evidente nos hábitos (sono, alimentação);
 Ideação suicida;
 Bipolaridade emocional;
 Abuso de álcool ou drogas;
 Irritabilidade ou hostilidade excessiva;
 Comportamento extremista (violento).

ALTERACÕES DO COMPORTAMENTO

Atitude: Corresponde ao modo organizado e coerente de pensar, sentir e reagir


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em relação a pessoas e acontecimentos ocorridos no nosso meio ambiente.

Comportamento: Corresponde ao conjunto organizado das operações


selecionadas em função das informações recebidas do ambiente, através das
quais o indivíduo integra as suas tendências.

As perturbações mentais e do comportamento originam comportamentos que


impedem ou dificultam o desempenho das funções pessoais e sociais do indivíduo, de
forma sustentada ou recorrente.
Este tipo de alterações, poderão ser visíveis em todos os estádios do
desenvolvimento humano (infância, adolescência, adulto e velhice), com
sintomatologia e consequências diferentes para o indivíduo e para os seus familiares.

Os sinais mais comuns das alterações do comportamento são:


Agitação: movimentação excessiva e despropositada, que pode variar desde
uma leve inquietude até ações violentas e agressivas.

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Confusão: estado de comprometimento mental que origina a redução da
compreensão, coerência e da capacidade de raciocínio.

Delírio: representa um estado agudo de confusão com comprometimento


cognitivo desencadeado por afeção neurológica ou clínica, de carácter grave,
com duração de horas a dias.

ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO
Os elementos constitutivos do
pensamento são:

Conceito: formam-se a partir das


representações. Ao contrário das
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perceções, o conceito não possui
elementos sensoriais, não sendo possível
contemplá-lo ou imaginá-lo.

Não é possível visualizar um conceito, ouvi-lo ou senti-lo.


O conceito representa o elemento estrutural básico do pensamento, e que
depois permitirá que se expresse por palavras, o juízo e o raciocínio.

Juízo: representa o processo que conduz ao estabelecimento das relações


significativas entre conceitos; julgar permite estabelecer uma relação entre
conceitos.

Raciocínio: representa a função que relaciona os juízos, uns com os outros. Em


seu sentido lógico, o raciocínio não é nem verdadeiro nem falso, mas sim,
correto ou incorreto.

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Pensamento: operação mental que permite absorver os conhecimentos
adquiridos na vida social e cultural, combiná-los logicamente e alcançar uma
outra nova forma de conhecimento.
Todo esse processo começa com a sensação e termina com o raciocínio
dialético, onde uma ideia se associa a outra e, desta união de ideias nasce uma
terceira.
O pensamento lógico consiste em selecionar e orientar esses conceitos, tendo
como objetivo alcançar uma integração significativa, que possibilite uma atitude
racional.

Mania: carateriza-se pela alteração de pensamento, dirigido, em geral, para


uma determinada ideia fixa e com síndrome de quadro psicótico grave e agudo.
Caracteriza-se por movimentos de agitação, loquacidade, euforia, insónia,
perda do senso crítico, grandiosidade, prodigalidade, exaltação da sexualidade
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e agressividade.

ALTERAÇÕES DO HUMOR
O humor é o conjunto interno de emoções predominantes numa pessoa num
determinado momento.
Qualquer pessoa pode apresentar um humor particular, geralmente
determinado pelas motivações e circunstâncias. Nenhum estado de humor é
necessariamente anormal ou patológico, deve ser avaliado no contexto da história do
doente e do restante exame do
estado mental.

As patologias mais comuns


por alterações de humor são:

Depressão: pode apresentar


três graus: leve, moderada

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ou grave; o paciente apresenta mudanças de humor, redução da energia e
diminuição da atividade.
Existe alteração da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse,
diminuição da capacidade de concentração. Observa-se também problemas do sono e
alteração do apetite.
Verifica-se uma diminuição da autoestima e da autoconfiança, e
frequentemente ideias de culpabilidade ou ideação suicida.

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Distimia: característica saliente no humor cronicamente deprimido. Os


indivíduos descrevem o seu humor como triste, melancólico, soturno.
Durante os períodos de humor deprimido, poderão ocorrer alguns dos
seguintes sintomas:
 Redução do apetite ou hiperfagia;
 Insónia ou hipersónia;
 Baixa energia ou fadiga;
 Baixa autoestima
 Fraca concentração ou dificuldade em tomar decisões
 Sentimentos de desesperança.

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Hipomania: perturbação caraterizada pela presença de uma ascensão ligeira e
persistente do humor, da energia e da atividade, associada em geral a um
sentimento intenso de bem-estar e de eficácia física e psíquica.
Existe frequentemente um aumento da sociabilidade, do desejo de falar, da
familiaridade e da energia sexual e uma redução da necessidade de sono.
A euforia e a sociabilidade são por vezes substituídas por irritabilidade, atitude
pretensiosa ou comportamento grotesco.
As perturbações do humor e do comportamento não são acompanhadas de
alucinações ou de ideias delirantes.

Perturbação Bipolar: a alternância entre longos períodos depressivos com


comportamentos maníacos é a ponto-chave desta patologia. Os indivíduos
apresentam durante algumas ocasiões um humor eufórico, um acréscimo de
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energia e de atividade (hipomania ou mania), e noutras, um humor depressivo,
redução da energia e da atividade.

ALTERAÇÕES DA COMUNICAÇÃO
Comunicação: é o mecanismo através do qual se desenvolvem as relações
sociais, assim como, a capacidade de comunicar e de se relacionar com os
outros.
Comunicar é atribuir significado através de qualquer meio, é colocar em
comum, é partilhar, através da linguagem (verbal ou não verbal).

Um aspeto muito importante a ter em conta nos


doentes com perturbações mentais é a alteração da sua
capacidade de comunicação, o que pode tornar a
comunicação um verdadeiro desafio.

Perante esta situação geralmente os profissionais de saúde e/ou familiares


ficam impacientes. É assim importante que estes se informem sobre quais os

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problemas de comunicação mais comuns com estes doentes, dependendo também do
tipo de doença mental por forma a ter uma melhor ideia de como lidar com estas
alterações.
Cada patologia apresenta diferentes problemas de comunicação, eis os mais
comuns:
 Dificuldade em encontrar a palavra certa durante uma conversa;
 Dificuldade em compreender o significado das palavras;
 Dificuldade em manter a atenção durante uma conversa;
 Perda do raciocínio durante uma conversa;
 Dificuldade em referir passos de atividades comuns: cozinhar, vestir, entre
outras;
 Problemas em abstrair-se de barulhos de fundo como os da televisão, rádio,
outras conversas, etc.;
 Frustração quando não conseguem comunicar;
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 Ser muito sensível ao toque, ao tom e volume da voz.

Para uma comunicação eficaz é essencial criar um ambiente positivo para a


interação com o doente, sendo
importante tratá-lo de forma amável
e, acima de tudo, com respeito.
Muitas vezes a atitude e a
linguagem corporal são mais
importantes que as próprias palavras,
podendo então utilizar por exemplo,
expressões faciais e contato físico,
para auxiliar a transmissão da sua
mensagem e demonstrar os seus sentimentos e afetos.

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As seguintes sugestões podem facilitar a comunicação com o paciente:
 Opte sempre por palavras simples e frases curtas;
 Fale calma e pausadamente;
 Utilize um tom de voz baixo e suave;
 Limite as distrações e o barulho de modo a focar a atenção do doente no que
lhe está a dizer;
 Estabeleça contacto visual e chame o paciente pelo nome, ajuda a que este
foque a atenção em si;
 Simplifique as questões colocadas ao paciente: faça uma pergunta de cada vez;
 Seja paciente e permita que o doente tenha tempo para responder às
questões, ouvindo-o atentamente;
 Auxilie o paciente na escolha das palavras, caso verifique que ele não consegue
desenvolver uma conversa; faça-o gentilmente, de forma a não ferir os seus
sentimentos;
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 Esteja atento a possíveis problemas de audição e visão do doente que possam
afetar a comunicação.

Diversas investigações demonstram que existem fases da vida mais propícias ao


aparecimento de alterações mentais:

INFÂNCIA
A saúde mental de uma criança é
um processo constante de adaptação às
suas próprias transformações biológicas,
psicológicas e sociais.

O pensar, a capacidade de utilizar


uma linguagem escrita ou falada, ou
ainda de experimentar sentimentos está
profundamente relacionada com o seu desenvolvimento.

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Fatores que influenciam o desenvolvimento infantil:
 Estrutura familiar;
 Rede de suporte;
 Capacidades cognitivas;
 Competências sociais e emocionais.

Perturbações da Aprendizagem: São as mais comuns e referem-se a


dificuldades na leitura, na capacidade matemática ou nas capacidades de
escrita, medidas por testes padrões que estão substancialmente abaixo do
esperado, considerando-se a idade da criança, o seu quociente de inteligência
(QI) e o grau de escolaridade.

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Perturbação das Capacidades Motoras: O desempenho em atividades diárias
que exigem coordenação motora encontra-se abaixo do esperado para a idade,
como por exemplo atraso para sentar, engatinhar, caminhar, deixar cair coisas,
fraco desempenho em desporto ou problemas de caligrafia.
Muitas vezes essa criança é vista como desajeitada, tropeçando com frequência
ou inábil para funções quotidianas (vestir-se, apertar os atacadores, entre outros).

Perturbações da Comunicação: Podem manifestar-se através de sintomas que


incluem um vocabulário limitado, erros na conjugação de verbos, dificuldade
em evocar palavras, mutismo seletivo.
Os problemas de linguagem também podem ser causados por perturbações na
capacidade de articular sons ou palavras.

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Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção: Relaciona-se com a falta
de concentração/atenção; dificuldade em organizar e estruturar tarefas;
irrequietude e impulsividade.

Perturbações Depressivas na Infância: Tem como sintomas: isolamento, calma


excessiva, agitação, condutas agressivas, intensa procura afetiva, alternando
atitudes prestativas com recusas de relacionamento.
A socialização está geralmente perturbada: pode haver recusa em brincar com
outras crianças e dificuldade na aquisição de competências.
As queixas somáticas são frequentes: dificuldades ao nível do sono (despertar
noturno, sonolência diurna), alterações do padrão alimentar, queixas de falta de ar,
dores de cabeça e no estômago, problemas intestinais e suores frios, entre outros.

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Perturbações Globais do Desenvolvimento:


Caracteriza-se por dificuldades nas interações
sociais recíprocas, nos padrões de comunicação
estereotipados e repetitivos, na reprodução de
comportamentos sociais.
Costumam- se manifestar até aos três anos de
idade não havendo em geral um período prévio de
desenvolvimento inequivocamente normal.
As crianças com perturbação do espectro do autismo podem ter um alto ou
baixo nível de funcionamento, dependendo do QI, da capacidade de comunicação e do
grau de severidade.

Perturbações da Eliminação: a enurese caracteriza-se pela perda involuntária


de urina, de forma repetida, podendo ser diurna ou noturna e podendo ocorrer
na cama ou na roupa.

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Para ocorrer um diagnóstico
de enurese, a micção deve
ocorrer no mínimo duas vezes
por semana, por pelo menos,
três meses, ou então, deve
causar um sofrimento ou
prejuízo significativo no
funcionamento social,
académico ou noutras áreas
importantes da vida da criança. Esta deve ter alcançado uma idade na qual a
continência é esperada (isto é, a idade cronológica deve ser de no mínimo cinco anos
ou para crianças com atraso de desenvolvimento, uma idade mental de no mínimo
cinco anos.
A incontinência urinária não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos
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diretos de uma substância (por exemplo, diuréticos) ou a uma condição médica geral
(por exemplo, diabetes, espinha bífida, perturbação convulsiva.

A encoprese refere-se à evacuação repetida de fezes em locais inadequados


(por ex., roupas ou chão). Com maior frequência, trata-se de um ato involuntário, mas
ocasionalmente pode ser intencional. O evento deve ocorrer, pelo menos, uma vez por
mês, por no mínimo três meses, e a idade cronológica da criança deve ser de pelo
menos 4 anos (ou, para crianças com atrasos no desenvolvimento, uma idade mental
mínima de 4 anos).
A incontinência fecal não deve ser devida exclusivamente aos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (por ex., laxantes) ou a uma condição médica
geral, exceto através de um mecanismo envolvendo obstipação.
Quando a evacuação é involuntária, ao invés de intencional, ela
frequentemente está relacionada à obstipação e retenção de fezes com fluxo
subsequente.

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A primeira obstipação pode desenvolver-se por razões psicológicas (por ex.,
ansiedade acerca de defecar em determinado local ou um padrão mais geral de
comportamento ansioso ou de oposição), levando a evitar a defecação.
As predisposições fisiológicas à obstipação incluem desidratação associada com
doença febril, hipotiroidismo ou efeito colateral de um medicamento.
Uma vez que a obstipação se desenvolva, ela pode ser complicada por uma
fissura anal, defecação dolorosa e retenção fecal adicional.
A consistência das fezes pode variar: em alguns indivíduos, a consistência pode
ser normal ou próxima ao normal, mas podem ser líquidas em indivíduos com
incontinência por fluxo secundária à retenção fecal.

Ansiedade de Separação: surge em cerca de 4% das crianças, em que o facto de se


separarem dos seus cuidadores cria uma ansiedade e um medo de que algo lhes
aconteça.
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ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período
de grandes transformações na vida
mental do indivíduo, o que, por si só,
origina diversas manifestações de
comportamento que podem ser
interpretadas como sendo
patológicas.
Na puberdade, geralmente, a fase inicial das mudanças no aspeto físico é
oposta aos modelos de estética ideais, e essa distonia entre o corpo e a aspiração pode
desencadear sérias dificuldades de adaptação, baixa autoestima, falta de aceitação
pessoal, resultando em problemas depressivos dos quais se salienta a depressão e os
distúrbios alimentares (anorexia e a bulimia).
Metade das pessoas que sofrem de uma perturbação mental, tiveram a
primeira manifestação antes dos 18 anos.

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O quadro seguinte representa os principais esquemas, que condicionam a
cognição dos adolescentes:

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TERCEIRA IDADE

Caracteriza-se por uma


deterioração progressiva dos vários
tecidos e de todo o organismo, o que
provoca a diminuição da capacidade
cardiorrespiratória, da força muscular, da
resistência dos ossos e da flexibilidade das
articulações.
Trata-se, de uma fase da vida, com
algumas mudanças físicas, mentais e
psicológicas que não significam necessariamente a existência de doença.
No entanto, com o processo de envelhecimento chega a diminuição das
faculdades - físicas e mentais – o que facilita o aparecimento de perturbações mentais.
Para além dos fatores biológicos inerentes a este processo, existem outros que
predispõem os idosos a perturbações mentais, tais como:
 Perda de autonomia;
 Falecimento do cônjuge, familiares e amigos;

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 Isolamento social;
 Restrições financeiras;
 Agravamento do estado geral de saúde com especial relevância para o
funcionamento cognitivo.

Perturbações mentais mais comuns na terceira idade:

Demência: Provocada por lesões


nas áreas cortical e subcortical do
cérebro, onde residem as funções
intelectuais superiores, como a
consciência, a elaboração da
linguagem, a automatização dos
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movimentos, a memória e a
aprendizagem.
As manifestações são bastante diferentes, pois dependem da localização das
lesões. A manifestação inicial mais frequente é a perda de memória.
A dificuldade em realizar movimentos automatizados - pentear-se, barbear-se,
limpar-se, vestir-se ou comer - para além de alguma instabilidade emocional e
alterações progressivas da linguagem, são muito geralmente as seguintes.

Doença de Alzheimer: Demência mais comum, mais frequente nas mulheres do


que nos homens.
Caracteriza-se por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções
cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e a noção
de orientação do indivíduo também são afetadas.
As alterações do comportamento envolvem a depressão, obsessão e
desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a
pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de
total confusão.

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Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na
fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.

Demência Vascular: É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as


mesmas características da doença de Alzheimer mas com um início abrupto e
um curso gradualmente deteriorante.
Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão,
diabetes, tabagismo e arritmias.

Depressão: A depressão tem uma elevada prevalência entre a população idosa,


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encontrando-se associada a um impacto negativo no seu estado de saúde e
qualidade de vida.
As alterações sociais - diminuição da atividade, perda de entes próximos, etc. -
que ocorrem nesta fase da vida, estão associadas ao desenvolvimento de depressão,
cujos sintomas incluem diminuição da concentração e memória, problemas de sono,
diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo).

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Perturbação Bipolar: Doença do foro psíquico que tem cada vez mais
expressão na população em geral. Caracteriza-se por desequilíbrios no humor,
uma entidade maleável que se modifica de acordo com os acontecimentos da
vida.
Quando ocorre uma perturbação do humor significa que a pessoa está a reagir
de modo incompatível ou exagerado a determinada situação. Esse desequilíbrio no
humor tanto pode ser positivo (estado maníaco) como negativo (estado depressivo).
Os sintomas deste transtorno nos idosos são semelhantes aos dos adultos mais
jovens: euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil
distração, impulsividade e, frequentemente, consumo excessivo de álcool.
Pode ainda haver um comportamento hostil e desconfiado.
Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65
anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada.
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Esquizofrenias e outras Psicoses: Apesar de estas doenças ocorrerem com mais


frequência no início da vida adulta, elas persistem para toda a vida.
Os sintomas incluem: isolamento social, comportamento excêntrico,
pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido.
Perturbação Delirante: perturbação onde as ideias surgem com convicção absoluta em
si mesmas, sem qualquer derivação da cultura, das crenças e das convicções do
indivíduo.
Os sintomas mais comuns são: alterações do pensamento de natureza
persecutória, (os doentes acreditam que estão a ser seguidos); e em relação ao corpo,
como acreditar que tem uma doença fatal (hipocondria).
Os doentes podem ainda tornar-se violentos ou isolarem-se socialmente.

Perturbação de Ansiedade: A ansiedade é um sintoma incomodativo, disperso


e indefinido, que pode ser acompanhado de sensações como: um frio no
estômago, aperto no peito, tremores, falta de ar.

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A ansiedade, nesta faixa etária, por vezes transforma-se num medo irracional
excessivo, pânico e desenvolvimento de fobias. Passa rapidamente de patológica a um
transtorno incapacitante. Nos idosos, a fragilidade do sistema nervoso autónomo pode
explicar o desenvolvimento deste tipo de perturbações.
Os principais sintomas são: a dificuldade de concentração, desorientação e
perda de memória, dores musculares, dores de cabeça e falta de ar, transpiração
excessiva, fadiga, irritabilidade e tensão muscular, insónia e perturbações no sono.

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3. Cuidar em Saúde Mental

É hoje um dado consensual a importância que a saúde mental tem na vida de cada
um, na família, na sociedade e em termos globais.
Se, por um lado, a saúde mental permite o desenvolvimento individual e social, por
outro lado problemas de saúde mental podem representar um complexo desafio
individual com repercussões a todos os níveis.

No entanto, um dos maiores


obstáculos à promoção da saúde mental
revela-se na procura de ajuda quando na
presença de um problema mental, sendo
ainda comum a dificuldade de aceitar
dificuldades desta natureza da mesma
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forma que se aceita uma doença física.

Nos nossos dias, sabemos que as doenças mentais são como qualquer outra
doença: podem ter múltiplas causas, umas mais conhecidas do que outras; existem
diferentes formas de tratar, umas mais eficazes do que outras; algumas podem ser
crónicas e outras de tratamento fácil. E, como em qualquer problema de saúde,
quanto mais cedo se intervir, melhor.
É urgente aprender a cuidar da saúde como um todo, compreendendo que engloba
uma componente física e outra mental, que devem ser olhadas de forma idêntica uma
vez que sabemos que, tanto uma como outra, poderão apresentar problemas em
qualquer momento da nossa vida.
Esta aceitação, ainda tão difícil para a maior parte das pessoas, é um dos maiores
desafios para a promoção da saúde mental.
Está nas mãos de cada um dar este passo que poderá fazer toda a diferença. Quer
no reconhecimento de um problema pessoal, quer na aceitação dos outros quando
confrontados com um problema desta natureza.

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ALIMENTAÇÃO
O hábito alimentar pode estar alterado em várias patologias.
Relativamente à alimentação dos doentes, ainda que a participação do técnico
auxiliar nesta atividade seja fundamental, pelas suas características particulares, a sua
intervenção é mais limitada devendo no entanto serem cumpridos alguns aspetos dos
quais se salientam os mais significativos:
 No inicio do turno da manhã ou sempre que seja necessário, transportar ao
serviço de alimentação a requisição das alimentações dos doentes;
 Receber as alimentações dos doentes que são fornecidas pelo serviço de
alimentação e efetuar a sua distribuição aos doentes;
 Colaborar na administração das refeições aos doentes;
 Manter a copa arrumada.

Existem
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diagnósticos
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psiquiatria em que o hábito


alimentar é a patologia principal.

Anorexia Nervosa: Traduz uma preocupação exagerada com o peso, com a


possibilidade de ficar obeso, há um comportamento obstinado para a perda de
peso, seja através de dietas, de exercícios físicos extenuantes.
A pessoa que sofre dessa patologia apresenta padrões peculiares de operação
dos alimentos (escondem alimentos pela casa, carregam grandes quantidades de
doces, cortam os pedaços de comida em partes muito pequenas e passam muito
tempo rearranjando as porções no prato) e tem, sobretudo, uma alteração na imagem
corporal, ou seja, por mais magra que a pessoa possa estar, ela vai-se achar gorda,
obesa.

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Bulimia: a pessoa tem uma compulsão alimentar, ela ingere uma quantidade
maior de alimentos do que outras pessoas na mesma situação e no mesmo
período de tempo semelhante o fariam; tem uma forte sensação de perda de
controlo e consequente sentimento de culpa, de autoacusação.
Para evitar o ganho de peso frente a essas situações, a pessoa desenvolve
atitudes para evitar o ganho de calorias e de peso, tais como, os comportamentos
purgatórios, os vómitos provocados, a ingestão de laxantes e diuréticos e os exercícios
físicos excessivos.

HIGIENE
A falta de higiene encontra-se muitas vezes associada à falta de autoestima, e a
uma perturbação mental.
Relativamente a esta atividade, é função do técnico:
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 Colaborar com o enfermeiro na prestação de cuidados de higiene ao
doente, sendo habitualmente executada no início do turno da manhã e
sempre que se mostre necessário.

As principais tarefas a desenvolver e cuidados a ter relativamente a este


aspeto, são:
 Preparação do carro de higiene;
 Preparar material para lavagem da cabeça, caso a mesma se preveja;
 Ter em atenção a privacidade do doente, tendo o cuidado de manter os
cortinados fechados;
 Aquando dos cuidados de higiene, não efetuar movimentos bruscos ao
doente;
 Ter em atenção a correta secagem de zonas como os olhos, orelhas,
axilas, umbigo, região inframamária e pregas cutâneas;
 Ter em atenção se todos os sistemas de soros, prolongadores, traqueias
do ventilador e sacos coletores estão livres e permitem acompanhar os
movimentos dos doentes;

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 Nunca colocar roupa suja no chão, devendo colocá-la diretamente no
saco de roupa suja;
 Arrumar todo o material utilizado, no final dos cuidados de higiene;
 Proceder à desinfeção do carro de higiene e preparação de novo carro
para outro doente.

A higiene deve ser feita em relação ao


corpo e ao meio ambiente, e mantida nas melhores
condições, sendo, inclusive, importante para a
parte emocional do ser humano.

A higiene foi definida como sendo:


Individual: compreende o estudo das diversas fases da evolução do indivíduo. Ocupa-
se dos cuidados que ele deve ter com o corpo, vestuário, alimentação, trabalho, tanto
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físico como mental.
Coletiva: abrange o estudo do meio em que o homem vive, com os recursos da
salubridade para a vida coletiva, considerada esta sob os seus diferentes aspetos: a
vida urbana, vida rural, vida militar e etc.

SONO E REPOUSO
O sono, enquanto estado neurofisiológico ativo e
sincronizado com o ciclo de luz do meio ambiente, e
influenciado por reações neuroquímicas complexas
provenientes dos núcleos reticulares do tronco cerebral,
mediado por neurotransmissores.
O período de latência do sono será o que decorre
entre a intenção de dormir e o adormecer O momento do sono e o tempo que decorre
entre o momento a partir do qual a pessoa adormece até ao momento em que acorda.
O sono reparador é um componente essencial da saúde que afeta o bem-estar
e a qualidade de vida. A falta de descanso e o sono de má qualidade podem provocar

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uma relação causal entre fadiga, cansaço e a diminuição da cognição, aumentando a
probabilidade de sofrer ou causar acidentes por erro humano.
As pessoas com perturbação mental apresentam regularmente queixas ao nível
do sono. A insónia surge por dor, ansiedade resultante do medo da noite, medo do
futuro, preocupações relativas a família e reinserção socioprofissional.
Por vezes as rotinas do internamento, o ambiente, a luz, a temperatura, o
ruído, o tipo de cama e colchão podem contribuir para alterar os hábitos de sono.
A falta de repouso ou insónia podem originar alterações do seu desempenho
diário nas atividades de vida e nos exercícios terapêuticos por cansaço, diminuição de
energia, alterações de comportamento, tais como irritabilidade e agressividade.
Se o sono não for adequado, pode comprometer os objetivos da própria
reabilitação do paciente.
O/a técnico/a auxiliar de saúde deve estar atento a esta situação dado que a
pessoa, sobretudo no internamento, esta sujeita a alterações significativas do estilo de
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vida. A hospitalização e a incapacidade geram stress, sendo indutoras de muita
ansiedade e dificultando o restabelecimento do sono e repouso adequados.

ELIMINAÇÃO
O controlo da eliminação vesical e intestinal aumenta a auto-estima e facilita a
reintegração social e familiar.
O/A técnico/a auxiliar de saúde tem um papel primordial neste campo e goza
de autonomia pelos
conhecimentos que lhe são
próprios e pela relação com a
pessoa. Esta é o móbil de toda a
atuação e, por isso, merece da
parte de todos respeito pelos seus
valores e crenças e, muito em especial, pela sua privacidade.

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DOR E DESCONFORTO
A dor e o desconforto estão muito associados a distúrbios mentais,
especialmente os associados a estados de stress e ansiedade.
As queixas mais comuns são:
 Hiperventilação (respiração rápida e ofegante);
 Sensação de falta de ar;
 Taquicardia (batimentos acelerados do coração);
 Suores intensos;
 Náuseas e vómitos;
 Tonturas;
 Sensação de formigueiro nas extremidades das mãos e pés;
 Medo de perder o controlo;
 Dificuldade de concentração;
 Impaciência;
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 Tensão muscular;
 Fadiga fácil e perda de energia;
 Taquicardia (batimentos acelerados do coração);
 Dificuldade de concentração;
 Alterações gastrointestinais;
 Modificação do padrão de apetite (falta ou excesso de apetite);
 Dificuldade em adormecer (insónia).

O/A técnico/a auxiliar de saúde deverá ter sempre em consideração as queixas dos
doentes e apenas atuar em conjunto com o enfermeiro responsável.

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4. Formas de Atuação do/a Técnico/a Auxiliar de Saúde

O/A Técnico(a) Auxiliar de Saúde é o/a profissional que auxilia na prestação de


cuidados de saúde aos utentes, na recolha e
transporte de amostras biológicas, na
limpeza e higienização e transporte de
roupas, materiais e equipamentos, na
limpeza, higienização dos espaços e no apoio
logístico e administrativo das diferentes
unidades e serviços de saúde, sob
orientações do profissional de saúde.

Tarefas que, sob orientação de um profissional de saúde, tem


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de executar sob sua supervisão direta

1 - Auxiliar na prestação de cuidados aos utentes, de acordo com as orientações


do enfermeiro:
 Ajudar o utente nas necessidades de eliminação e nos cuidados de higiene e
conforto de acordo com orientações do enfermeiro;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados de eliminação, nos cuidados de
higiene e conforto ao utente e na realização de tratamentos a feridas e úlceras;
 Auxiliar o enfermeiro na prestação de cuidados ao utente que vai fazer, ou fez,
uma intervenção cirúrgica;
 Auxiliar nas tarefas de alimentação e hidratação do utente, nomeadamente na
preparação de refeições ligeiras ou suplementos alimentares e no
acompanhamento durante as refeições;
 Executar tarefas que exijam uma intervenção imediata e simultânea ao alerta
do profissional de saúde;
 Auxiliar na transferência, posicionamento e transporte do utente, que necessita
de ajuda total ou parcial, de acordo com orientações do profissional de saúde.

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2 – Auxiliar nos cuidados post-mortem, de acordo com a orientação do
profissional de saúde.

3 – Assegurar a limpeza, higienização e transporte de roupas, espaços, materiais


e equipamentos, sob orientação do profissional de saúde:
 Assegurar a recolha, transporte, triagem e acondicionamento de roupa da
unidade do utente, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos;
 Efetuar a limpeza e higienização das instalações/ superfícies da unidade do
utente, e de outros espaços específicos, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Efetuar a lavagem e desinfeção de material hoteleiro, material clínico e
material de apoio clínico em local próprio, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Assegurar o armazenamento e conservação adequada de material hoteleiro,
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material de apoio clínico e clínico de acordo com normas e/ou procedimentos
definidos;
 Efetuar a lavagem (manual e mecânica) e desinfeção química, em local
apropriado, de equipamentos do serviço, de acordo com normas e/ou
procedimentos definidos;
 Recolher, lavar e acondicionar os materiais e equipamentos utilizados na
lavagem e desinfeção, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos,
para posterior recolha de serviço interna ou externa;
 Assegurar a recolha, triagem, transporte e acondicionamento de resíduos
hospitalares, garantindo o manuseamento e transporte adequado dos mesmos
de acordo com procedimentos definidos.

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4 - Assegurar atividades de apoio ao funcionamento das diferentes unidades e
serviços de saúde:

 Efetuar a manutenção preventiva e reposição de material e equipamentos;


 Efetuar o transporte de informação entre as diferentes unidades e serviços de
prestação de cuidados de saúde;
 Encaminhar os contactos telefónicos de acordo com normas e/ ou
procedimentos definidos;
 Encaminhar o utente, familiar e/ou cuidador, de acordo com normas e/ ou
procedimentos definidos.

5 - Auxiliar o profissional de saúde na recolha de amostras biológicas e transporte


para o serviço adequado, de acordo com normas e/ou procedimentos definidos.

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COMPETÊNCIAS 
SABERES

Noções de: 
 Alcoolismo e toxicodependência;
 Alimentação, nutrição, dietética e hidratação: conceitos, classificação,
composição dietética dos alimentos, necessidades no ciclo de vida e
terapêuticas nutricionais;
 Acesso à saúde;
 Doenças profissionais: tipologia e causas;
 Ergonomia: conceito;
 Estruturas Prestadoras de Cuidados de Saúde: diferentes contextos;
 Grupos: conceito e princípios de funcionamento;
 Hepatite e tuberculose;
 Interculturalidade e género na saúde;
 Morte e luto;

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 Necessidades humanas básicas;
 Negligência, mal tratos e violência;
 Políticas e orientações no domínio da saúde;
 Direitos e deveres da utente que recorre aos serviços de saúde;
 Qualidade em saúde;
 Saúde mental: doença mental e alterações/perturbações mentais: conceito;
 Sistemas, subsistemas e seguros de saúde;
 Trabalho em equipa: equipas multidisciplinares em saúde;
 VIH-Sida.

Conhecimentos de:
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 Lavagem, desinfeção, esteriliz
ação: princípios, métodos e técnicas associadas;
 Pele e sua integridade: estrutura, funções, envelhecimento e implicações nos c
uidados de saúde, fatores que interferem nacicatrização, conceito de ferida agu
da e crónica;
 Privacidade e intimidade nos cuidados de higiene e eliminação; fatores
ambientais e pessoais propiciadores de conforto e desconforto;
 Acompanhamento da criança nas atividades diárias: especificidades;
 Acompanhamento do utente com alterações de saúde mental nas atividades
diárias: especificidades;
 Acompanhamento do utente em situação vulnerável nas atividades diárias:
especificidades;
 Acompanhamento do idoso nas atividades diárias: especificidades;
 Acompanhamento nas atividades diárias ao utente em final de vida:
especificidades;
 Armazenamento e conservação de material de apoio clínico, material clínico
desinfetado /esterilizado: métodos e técnicas;
 Atendimento telefónico e presencial em Serviços de Saúde;

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 Circuitos de informação e mecanismos de articulação entre as respetivas
unidades e serviços;
 Comunicação e interculturalidade em Saúde;
 Comunicação e o Género em Saúde;
 Comunicação na interação com indivíduos: em situações de vulnerabilidade;
com alterações sensoriais; com alterações de comportamento, e/ou alterações
ou perturbações mentais;
 Comunicação na interação com o utente, cuidador e/ ou família;
 Confeção de refeições ligeiras e suplementos alimentares;
 Cuidados de apoio à eliminação: materiais, técnicas e dispositivos de apoio,
sinais de alerta;
 Cuidados de higiene e conforto: materiais, técnicas e dispositivos de apoio;
 Cuidados na alimentação e hidratação oral: técnicas, riscos e sinais de alerta;
 Direitos e deveres do Auxiliar de Saúde;
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 Equipamento de proteção individual (utilização e descarte);
 Equipas multidisciplinares nos diferentes contextos da saúde;
 Erro Humano: Conceito, causas e consequências;
 Etapas do ciclo de vida do homem;
 Anatomia e fisiologia do corpo Humano: noções gerais;
 Sistema circulatório, respiratório, nervoso, músculo-esquelético, urinário,
genitoreprodutor, gastrointestinal, neurológico, endócrino e os órgãos dos
sentidos: sinais e sintomas de alerta de problemas associados: noções gerais;
 Lavagem de materiais e equipamentos utilizados na lavagem, higienização e
desinfeção de instalações/superfícies do serviço/unidade: métodos e técnicas;
 Lavagem e desinfeção de equipamentos do serviço/unidade: métodos e
técnicas;
 Lavagem e desinfeção de materiais hoteleiros, apoio clínico e clínico: métodos
e técnicas;
 Lavagem e higienização de instalações e mobiliário da unidade do utente:
processo, métodos e técnicas;
 Legislação de enquadramento da atividade profissional;
 Legislação no âmbito da prevenção e controlo da Infeção;

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 Logística e reposição de materiais;
 Manutenção preventiva de equipamentos próprios a cada serviço;
 Medidas de prevenção, proteção e tipos de atuação no âmbito da SHST;
 Sistema integrado de emergência médica;
 Tratamento de resíduos: recolha, triagem transporte e acondicionamento e
manuseamento;
 Perfil profissional Auxiliar de Saúde: contexto de intervenção;
 Posicionamento, mobilização, transferência e transporte: conceito, princípios, e
ajudas técnicas;
 Prevenção e controlo da infeção: princípios, medidas e recomendações;
 Princípios éticos no desempenho profissional;
 Qualidade e higiene alimentar;
 Primeiros socorros;
 Técnicas de banho na cama e na casa de banho;
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 Técnicas de fazer de desfazer camas, berços e macas desocupadas;
 Técnicas de vestir e despir;
 Técnicas preventivas de controlo e gestão do stress profissional
nomeadamente em situações limite, sofrimento e agonia;
 Tipologia de equipamentos de serviço/unidades no âmbito dos cuidados
diretos ao utente;
 Tipologia de materiais de apoio clínico e material clínico;
 Tipologia de materiais de cada serviço: tipo de utilização, função e mecanismos
de controlo de gastos associados;
 Tipologia de materiais e produtos de higiene e limpeza da unidade do utente:
tipo de utilização, manipulação e modo de conservação;
 Técnicas de cuidados ao corpo postmortem;
 Tipologia de produtos de lavagem, desinfeção, esterilização: aplicação e
recomendações associadas;
 Tipologia de resíduos;
 Tipologia de roupa;
 Tipologia e características dos serviços/unidades no âmbito dos cuidados
diretos ao utente: consultas, serviço laboratório, epatologia clínica, farmácia,

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estomatologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, imagiologiadiagnóstico e
terapêutica, cardiologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, fisioterapia e
reabilitação, urgência, neurofisiologia e electroconvulsivoterapia, ortopedia e
traumatologia, medicina nuclear e farmácia;
 Transporte de amostras biológicas: procedimentos e protocolos;
 Tratamento de roupas: recolha, manuseamento, triagem, transporte e
acondicionamento.

Tarefas que, sob orientação e


supervisão de um profissional de
saúde, pode executar sozinho/a
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 Aplicar as medidas de prevenção, proteção e tipos de atuação no
âmbito da higiene e segurança no trabalho;
 Aplicar as técnicas de higienização das mãos, de acordo com normas e
procedimentos definidos;
 Aplicar as técnicas de lavagem (manual e mecânica) e desinfeção aos
equipamentos do serviço;
 Aplicar as técnicas de lavagem (manual e mecânica) e desinfeção a
material hoteleiro, material de apoio clínico e material clínico;
 Aplicar as técnicas de lavagem higienização das instalações e mobiliário
da unidade do utente/serviço;
 Aplicar as técnicas de tratamento de resíduos: receção, identificação,
manipulação, triagem, transporte e acondicionamento;
 Aplicar as técnicas de tratamento de roupa: recolha, triagem, transporte
e acondicionamento;
 Aplicar as técnicas de tratamento, lavagem (manual e mecânica) e
desinfeção aos equipamentos e materiais utilizados na lavagem e
higienização das instalações/superfícies da unidade/serviço;

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 Aplicar normas e procedimentos a adotar perante uma situação de
emergência no trabalho;
 Aplicar normas e procedimentos de qualidade;
 Aplicar os métodos e técnicas de lavagem, desinfeção e esterilização de
materiais;
 Aplicar técnicas de apoio à eliminação manuseando os dispositivos
indicados: cadeira sanitária; arrastadeira; urinol; fralda; saco de
drenagem de urina (despejo);
 Aplicar técnicas de apoio à higiene e conforto, na cama e na casa de
banho;
 Aplicar técnicas de apoio na alimentação e hidratação oral;
 Aplicar técnicas de armazenamento e conservação de material de apoio
clínico, material clínico desinfetado/esterilizado;
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo com
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alterações sensoriais;
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo em
situação de vulnerabilidade;
 Aplicar técnicas de comunicação na interação com o indivíduo, cuidador
e/ou família com alterações de comportamento ou alterações ou
perturbações mentais;
 Aplicar técnicas de comunicação no atendimento presencial e telefónico
em serviços de saúde;
 Aplicar técnicas preventivas de controlo e gestão do stress profissional
nomeadamente em situações limite, sofrimento e agonia
 Cumprir e aplicar procedimentos definidos;
 Preparar e aplicar os diferentes tipos de produtos de lavagem,
desinfeção e esterilização;
 Preparar um tabuleiro de alimentação, segundo plano alimentar/
dietético, prescrito;
 Preparar, acondicionar e conservar alimentos frescos e confecionados,
para pequenas refeições e suplementos alimentares, prescritas em
plano alimentar/dietético;

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 Utilizar e descartar corretamente o equipamento de proteção individual
adequado;
 Utilizar o equipamento de proteção individual adequado.

SABER-SER

 Adaptar-se e atualizar-se a novos produtos, materiais, equipamentos e


tecnologias;
 Agir em função das orientações do profissional de saúde e sob a sua
supervisão;
 Agir em função de normas e/ou procedimentos;
 Agir em função de princípios de ética;
 Agir em função de diferentes contextos institucionais no âmbito dos cuidados
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de saúde;
 Agir em função do estado de saúde do utente, segundo orientação do
profissional de saúde;
 Agir em função dos aspetos culturais dos diferentes públicos;
 Assumir uma atitude de melhoria contínua;
 Concentrar-se na execução das tarefas;
 Trabalhar em equipa multidisciplinar;
 Agir em função do bem-estar de terceiros;
 Comunicar de forma clara e assertiva;
 Cuidar da sua apresentação pessoal;
 Demonstrar compreensão, paciência e sensibilidade na interação com utentes;
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com utentes, familiares
e/ou cuidadores;
 Demonstrar interesse e disponibilidade na interação com os colegas de
trabalho;
 Demonstrar segurança durante a execução das tarefas;
 Autocontrolar-se em situações críticas e de limite.

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5. Bibliografia

American Psychiatric Association (2002). DSM-IV-TR. Climepsi Editores.

OMS (2010). O Peso das Perturbações Mentais e Comportamentais. Relatório Mundial


de Saúde.

Ordem dos Enfermeiros (2009). Guia de Boas Práticas de Cuidados de Enfermagem à


Pessoa com Traumatismo. Cadernos OE, série I, número 2.

Trzepacz, P. & Baker, R. (2001). Exame Psiquiátrico do Estado Mental. Climepsi


Editores.

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Internet:

 http://conceito.de/saude-mental. Acedido em 24 de Abril de 2015.

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