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A biotecnologia promete revolucionar a medicina e prolongar o tempo de vida dos humanos,

podendo ser aplicada na manipulação de células e proteínas para a criação de vacinas. Tem
sido também utilizada na manipulação de embriões humanos, uma área que levanta dúvidas
sobre a legitimidade ou não deste tipo de intervenção.

A biotecnologia aplicada à medicina é uma das áreas de maior crescimento do conhecimento


humano e está relacionada com o desenvolvimento de sistemas terapêuticos emergentes como
a terapia genética, a terapia celular ou a medicina regenerativa. É um dos setores profissionais
com maior previsão de expansão a médio prazo.

A aplicação da biotecnologia na medicina permite identificar por exemplo os genes que estão
presentes em doenças com uma maior prevalência e desenvolver medicamentos que
compensem a atividade dos genes alterados em cada patologia. Os avanços nesta área
possibilitam que possam conhecer-se por exemplo a propensão que tem cada indivíduo para
cada tipo de cancro devido à possibilidade de examinar os 30 mil genes que tem cada ser
humano. Exemplo Angelina Jolie.
A biotecnologia é também utilizada na alimentação e pode ser num futuro próximo, a melhor
solução para evitar uma crise alimentar mundial. Dado que, se prevê que no ano de 2050
existirão no planeta cerca de 9,6 bilhões de habitantes – 2 bilhões a mais de bocas para alimentar
do que hoje. A área cultivável, porém, será a mesma. Como equilibrar esta equação? A resposta
é uma só: produzir mais e melhor com ajuda da tecnologia. A capacidade do planeta produzir
alimentos suficientes para esta duplicação está em dúvida, face às mudanças climáticas,
escassez de água, sustentabilidade dos sistemas de produção atuais e disponibilidade de terra
agrícola, entre outros. É preciso aperfeiçoar os processos de produção alimentar, desenvolvendo
produtos mais resistentes a pragas e mudanças climáticas, e melhorando as suas qualidades
nutricionais para assegurar a saúde da população.
Muda-se o mundo ou mudam-se as pessoas?
Manipulação genética designa o processo de manipulação de genes num organismo,
geralmente fora do processo normal reprodutivo deste. Envolvem frequentemente o isolamento,
a manipulação e a introdução do DNA num ser vivo, geralmente para expressar um gene. O
objetivo é introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade,
introduzindo uma nova característica, produzindo uma nova proteína ou enzima.
Em meados da década de 70, a biotecnologia deu um salto. A história da união
entre biotecnologia e transgênicos começa a nascer junto com a revolução na área da
genética. Os transgênicos são organismos geneticamente modificados, que receberam
fragmentos de material genético de outro organismo, que pode ser da mesma espécie ou até
de outra. Os vegetais são amplamente utilizados em pesquisas com transgênicos, sendo os mais
comuns a soja e o milho. Esta alteração permite obter legumes mais nutritivos, verduras e
grãos resistentes a pesticidas, alimentos com menos gordura e mais saudáveis, plantas que
amadurecem melhor e não sofrem com o mau tempo. Estes são desenvolvidos por cientistas e
têm gerado intensas discussões já que ainda não se sabe se estes alimentos prejudicam ou não
a saúde depois de serem ingeridos a longo prazo.
É fundamental na produção de vários alimentos do dia a dia, nomeadamente na produção de
pães, queijos, iogurtes e bolos, por exemplo, são sintetizadas industrialmente com ajuda de
bactérias, leveduras, fungos, algas ou até alguns tipos de vírus. Esse exército microscópico
ajuda a fabricar alimentos mais saudáveis, seguros e acessíveis economicamente, por meio de
processos industriais controláveis e de alta escalabilidade. Daí que, estes processos contribuirão
para adeptos do movimento vegan, uma vez que, será possível criar leite sem vacas, carne sem
gado e claras de ovos sem galinhas.

Qual é a vossa opinião. Consideram que Eles farão mal à saúde?

A clonagem é o processo utilizado para criar uma réplica geneticamente exata de uma célula,
tecido ou organismo. O resultado da clonagem, que tem a mesma composição genética do
original, é chamado de clone.

Existem diferentes tipos de clonagem:

Clonagem natural: é o processo de reprodução assexuada de bactérias e alguns fungos,


plantas e algas gerando populações de indivíduos geneticamente idênticos.

Clonagem de genes: é a produção e amplificação de segmentos específicos de DNA através


de um vetor.

Clonagem reprodutiva: é o processo que consiste na fusão de uma célula somática, que é
retirada de um indivíduo animal, com um óvulo ao qual foi previamente retirado o núcleo original.

Clonagem terapêutica: é o processo que cria as células estaminais embrionárias, que podem
ser utilizadas na produção de tecido saudável para substituir tecidos lesionados ou doentes no
corpo humano.

Nós já referimos a clonagem terapêutica no nosso sketch e uma clonagem conhecida por
vocês é a terceira, a clonagem reprodutiva como é o caso da ovelha Dolly.

O termo clone tem origem etimológica na palavra grega klon, que quer dizer broto de um
vegetal, e foi citado pela primeira vez no início dos anos 1900, pelo botânico norte-americano
Herbert J. Webber, para descrever uma colônia de organismos derivados de um único progenitor
através de reprodução assexuada. Em humanos, existem clones naturais, os
gémeos univitelinos, que se originam da divisão de um único óvulo fertilizado.

foi em 1996 que os fatos mais marcantes sobre a clonagem surgiram. Os pesquisadores Ian
Wilmut e Keith Campbell divulgaram a clonagem da ovelha Dolly, gerada a partir de uma célula
somática (já diferenciada) de um doador adulto. Nos anos subsequentes diversos outros
mamíferos foram clonados, o que abriu espaço para um intenso debate sobre clonagem,
especialmente a humana, que prossegue até os dias de hoje.

Assim como o uso de organismos geneticamente modificados ou transgénicos, a clonagem


levanta inúmeras questões e preocupações éticas e sociais. Para muitos bioeticistas, a questão
mais problemática é a utilização da técnica para melhoramento de indivíduos. Essa questão pode
ter consequências perigosas, pois remete à possível criação de uma linhagem de “super-
homens” com características muito diferentes daquelas dos demais humanos.

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