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1.

0 - APRESENTAÇÃO

O presente documento apresenta-se composto de unidades, constituindo um


projeto de nível acadêmico, para implantação de um sistema de abastecimento de água de
uma cidade.
De um modo geral, o projeto se compõem de captação através de barragem
de nível, canal de derivação com caixa de areia, uma casa de bombas, uma adutora mista,
por recalque e por gravidade, um reservatório elevado para a rede de distribuição
domiciliar, do tipo convencional (ramificada), em condutos de PVC.
2.0 - MEMORIAL DESCRITIVO

2.1 - Estimativa da População

Para a estimativa da população abastecida em um projeto de abastecimento de


água, se faz necessário um estudo do crescimento da população baseado na norma (NB-
587/89). Norma esta que apresenta os seguintes critérios quanto ao estudo da população:
- Aplicação de modelos matemáticos usando o método dos mínimos quadrados aos
dados censitários do IBGE.
- Métodos que consideram a taxa de natalidade e mortalidade, crescimento
vegetativo e correntes migratórias.
Em nosso projeto vamos utilizar uma população estimada de acordo com a função:
y = Ax + B. Os parâmetros A e B foram previamente estipulados pelo professor. Assim
usando a função linear, proposta inicialmente, ajustada pelo método acima informado, foi
previsto então a população no alcance do projeto. Tivemos então como função : y = 100x
+ 1200, com um alcance estipulado de 50 anos.

2.2 - Determinação do Consumo

Para se prever o consumo de água, além da população futura, deve-se também


conhecer dados referentes a nível de vida da população, hábitos, clima, natureza da cidade,
entre outros.
O Consumo médio “per capita” está relacionado com o volume anual distribuído e
a população a ser atendida, e é dado pela seguinte expressão:
qm = Volume anual distribuído ( l / hab.dia )
365 x população atendida

Também foi proposto este dado (pelo professor) para o projeto. Utilizaremos qm=
150 l / hab.dia.

2.3 - Sistema de Captação

Foi feita a escolha de uma barragem de nível com seção trapezoidal para elevar o
nível da água do rio, que irá servir como manancial, de modo a permitir um abastecimento
contínuo. Utilizamos também dois canais de derivação com caixa de areia para que a água
transcorresse num espaço possibilitando assim a sedimentação de possíveis resíduos bem
como a areia carreada. No tocante a opção por dois canais, podemos dizer que isto se deu
de forma a facilitar as manutenções e limpezas necessárias para o bom funcionamento dos
mesmos. Por fim então, foi possível aumentar o nível da água do local adequado e assim
proceder a coleta.
Para o dimensionamento da barragem de nível, de perfil trapezoidal, bem como a
tubulação de tomada d’água utilizamo-nos da vazão máxima diária. Calculou-se esta
vazão com os dados da cota “per capita”, população no final do plano e o parâmetro de
variação de consumo diário ( K1), sendo no nosso caso adotado o valor de K1=1,2.
Para as dimensões dos canais de derivação foi considerado um valor inicial de C
= 8L, e com as velocidades, de sedimentação das grãos e da água no canal, pré-
determinadas, foram definidas todas as dimensões de um canal, sendo o outro construído
com as mesmas características ao lado.

2.4 - Estação elevatória

Próximo então da captação foi construída um poço de sucção, atendendo todas as


recomendações da norma quanto aos afastamentos mínimos, como forma de prever e
facilitar a montagem, desmontagem, além da circulação necessária de pessoas.
Na casa de bombas foi previsto o espaço livre para a circulação em volta das
bombas. Isto feito também para que se possa promover todos os procedimentos de
manutenção, montagem e desmontagem dos equipamentos. Inicialmente o projeto prevê
apenas a utilização de uma bomba, tendo outra de reserva mas já prontamente instalada.
Além disto os órgãos complementares estão dispostos de modo a facilitar e agilizar
toda esta etapa do processo de abastecimento.
Por fim temos que as bombas foram calculadas de acordo com a vazão , altura
manométrica, número de rotações por minuto, rendimento, potência e NPSH. Para a
escolha definitiva levar-se-á em consideração também o fator econômico.

2.5 - Adução

As unidades de captação, elevação, tratamento e reservação de um sistema de


abastecimento de água são interligadas por adutoras, cujos traçados dependem do
levantamento aerofotogramétrico da região, e da visita dos engenheiros responsáveis “in
loco”. Isto levará à escolha da alternativa que se adeque melhor às condições da região.
A linha adutora deste projeto, já proposta, tem um traçado em que se busca atender
todas as recomendações para que se enquadre na condição de economia, de fácil acesso e
com traçado mais direto possível, beneficiando-se ainda do relevo da região para adotar a
alternativa mais adequada.
Assim ficou determinado que a adução seria feita num trecho inicial por recalque,
atingindo um ponto mais adiante onde seria possível a adução por gravidade, alcançando
assim, este segundo trecho o reservatório da cidade.
2.5.1 - Adução por Recalque

Seu dimensionamento é um problema hidraulicamente indeterminado,


admitindo-se a condição de menor custo para sua definição. Na adução por recalque, é
feito um pré-dimensionamento do diâmetro através da fórmula de Bresse (D = K x Q 1/2),
considerando-se a linha no final do plano, operando 24 horas por dia.
Para o dimensionamento da tubulação de sucção, adota-se o diâmetro
comercial imediatamente superior ao da tubulação de recalque. No nosso projeto
utilizamos a adutora por recalque para fazermos a captação da água do poço de sucção até
a caixa de passagem. Foram colocadas duas bombas, porém apenas uma em
funcionamento, em caso de eventual quebra da bomba operante.

2.5.2 - Adução por Gravidade

Utilizamos adutora por gravidade para fazermos a interligação da caixa de


passagem até o reservatório de distribuição.
O material das tubulações deve ser escolhido em função das pressões. As
tubulações utilizadas nesse projeto são de PVC (C = 140), cuja velocidade limite
recomendada (CETESB) é de 4,5 m/s.
A adutora por gravidade tem comprimento total de 1500m e que vai ter sua
linha piezométrica definida após a determinação da altura do reservatório, e
consequentemente o nível máximo da lâmina de água no mesmo, além da opção por ter
dois trechos para consumir o máximo de energia potencial possível. O trecho por
gravidade só pôde ser dimensionado após os cálculos da rede de distribuição, pois só
depois destes é que definimos a altura do reservatório. Desta forma, também no memorial
de cálculo este trecho só se encontra após a planilha da rede de distribuição. Ao longo da
linha adutora foram instaladas peças especiais, para melhor funcionamento da linha:
ventosas, registros de descarga, registros de manobras e conexões.

2.6 - Reservatório de Distribuição


O reservatório é dimensionado com o propósito de regularizar as diferenças entre a
produção e o consumo, condicionar as pressões e suprir possíveis interrupções curtas.
Para a determinação de sua capacidade (C), a qual está relacionada com o volume
máximo diário, adotamos a relação : C = 1/3 Vmáx diário.
Esta relação foi adotada visto que não se dispunha de elementos mais precisos para
a determinação desta capacidade. Entretanto o valor definido irá atender adequadamente as
necessidades da cidade.
Quanto a posição do reservatório em relação ao terreno, consideramos o
reservatório do tipo elevado, cuja cota do nível mínimo de água é determinada através do
cálculo da rede de distribuição. O reservatório é constituído de extravasor, canalização de
entrada, saída de limpeza, abertura para inspeção, dispositivo de indicação do nível de
água instantâneo, peças especiais (válvulas, registros, etc.), escada de acesso, pára-raios e
luz de sinalização de obstáculo elevado.

2.7 - Rede de Distribuição

Está etapa do sistema de abastecimento de água é a que vai definir alguns


parâmetros para o cálculo da adutora por gravidade e do reservatório da cidade.
Com um levantamento plani-altimétrico e semi-cadastral podemos lançar a rede de
distribuição e posteriormente realizar o dimensionamento da mesma através do método do
seccionamento fictício, adotando-se um sentido de escoamento para cada fluxo a partir do
reservatório.
3.0 - MEMORIAL DE CÁLCULO

Para o cálculo e dimensionamento das etapas do sistema de abastecimento, alguns


parâmetros foram previamente adotados, visto que os mesmos são uma média bastante
representativa dos valores que poderíamos calcular. Segue então as etapas.

3.1 – ESTIMATIVA DA POPULAÇÃO

A estimativa da população futura, foi obtida através da aplicação do método dos


mínimos quadrados, aos dados censitários do IBGE (fornecidos no projeto), adotando-se
como curva representativa de crescimento futuro, aquela que melhor se ajustava aos
dados censitários.

3.1.1 – DADOS CENSITÁRIOS DO IBGE

Uma vez que são conhecidas as equações a serem utilizadas pelo método dos
mínimos quadrados, e considerando-se:
 Número de dados censitários ( n ) = 4
 Horizonte de projeto = 30 anos

Podemos construir uma tabela para facilitar a determinação dos coeficientes para
cada curva a ser ajustada.
3.1.2 – TABELA PARA APLICAÇÃO DO MÉTODO DOS MÍNIMOS
QUADRADOS

N Ano x y y*x x² y² lnx lny lnx*lny (lnx)² (lny)² y*lnx x*lny


1 1960 10 4083 40830 100 16670889 2,30 8,31 19,15 5,30 69,13 9401,45 83,15
2 1970 20 4290 85800 400 18404100 3,00 8,36 25,06 8,97 69,96 12851,69 167,28
3 1980 30 4874 146220 900 23755876 3,40 8,49 28,88 11,57 72,11 16577,44 254,75
4 1990 40 5009 200360 1600 25090081 3,69 8,52 31,43 13,61 72,57 18477,60 340,76
Total 100 18256 473210 3000 83920946 12,39 33,69 104,51 39,45 283,77 57308,18 845,94

A partir destes valores obtidos, podemos determinar os coeficientes das curvas.

Como o valor de R2 deve ser o mais próximo de 1, a curva que melhor se ajustou
aos dados do projeto, foi a função linear.
Desta forma, podemos estimar o valor da população do ano horizonte de projeto,
que é dada da seguinte forma:

y  a x b
y  33,62  30  3723,5

y  4733 habitantes

3.2 – ESTIMATIVA DO CONSUMO


3.2.1 – VAZÃO MÁXIMA HORÁRIA

Para a determinação da vazão máxima horária, devemos levar em conta os


seguintes dados do projeto:

 População futura ( Pfut ) = 4733 habitantes.


 Coeficiente do maior dia de consumo ( K1 ) = 1,2.
 Coeficiente da maior hora de consumo ( K2 ) = 1,5.
 Cota “per capita” ( q ) = 150 l / hab  dia .

OBS.: Este valor da “per capita” foi obtido com base na tabela contida na Apostila
de Sistemas de Abast. de Água ( pág. 24), para uma população futura de até 10.000
habitantes.

Temos então que,

Pfut  q  K1  K 2
Qmáx. hor . 
86400

4733  150  1,2  1,5


Qmáx. hor . 
86400

Qmáx. hor .  14,79 l / s

3.2.2 – VAZÃO MÉDIA DE CAPTAÇÃO

Para a determinação da vazão média de captação, devemos levar em conta os


seguintes dados do projeto:

 População futura ( Pfut ) = 4733 habitantes.


 Coeficiente do maior dia de consumo ( K1 ) = 1,2.
 Coeficiente da maior hora de consumo ( K2 ) = 1,5.
 Cota “per capita” ( q ) = 150 l / hab  dia .
 Vazão para uma indústria ( Qind ) = 3,7 l/s

OBS.: Este valor da “per capita” foi obtido com base na tabela contida na Apostila
de Sistemas de Abast. de Água ( pág. 24), para uma população futura de até 10.000
habitantes.

Pfut  q  K1  P  q  K1 
Qmédia cap.   Qind  0,04   fut  Qind 
86400  86400 

4733  150  1,2  4733  150  1,2 


Qmédia cap.   3,7  0,04    3,7 
86400  86400 

Qmédia cap.  14,10 l / s

3.3 - CAPTAÇÃO

3.3.1 – BARRAGEM DE NÍVEL

A barragem de nível é o tipo mais generalizado para o aproveitamento de pequenos


cursos de água, sobretudo quando o seu suprimento é feito por gravidade e o leito se
apresenta rochoso no local em que a mesma barragem vai ser implantada.
Tal barragem é utilizada para elevar o nível da água do rio permitindo a captação.
Em geral são construídas com perfil Trapezoidal ou Creager.
No projeto, adotaremos uma barragem de nível com perfil trapezoidal.

a) DIÂMETRO DO TUBO DE TOMADA

Considerando os seguintes valores:


 Vazão média de captação ( Q méd. cap. ) = 14,10 l / s = 0,01410 m3 / s
 Velocidade ( v ) = 1,0 m / s

4.Qméd .cap.
D=
 .v

4  0,01410
D=

D = 133,98 mm
Adotaremos, Dc = 150 mm (comercial)

b) ALTURA MÍNIMA DO COROAMENTO

Vamos considerar neste projeto, que:


 Afastamento do tubo de tomada do leito do rio ( Y ) = 1,5 m.
 Diâmetro do tubo de tomada ( D ) = 150 mm

H 1mín  Y  D  2,5  D

H 1mín  1,5  0,15  2,5  0,15

H 1mín  2,03 m

Para este projeto vamos adotar:


H 1  4,0 m

c) VAZÃO DE MÁXIMA ENCHENTE


Para determinar o valor da vazão de máxima enchente utilizaremos a fórmula de
Aguiar para o Nordeste.
Neste caso utilizaremos os seguintes dados:
 Área da bacia hidrográfica ( S ) = 7,8 Km2
 Linha de fundo da bacia ( E ) = 8,8 Km
 Coeficiente da bacia hidrográfica ( K ) = 0,2
 Coeficiente da bacia hidrográfica ( Z ) = 1,0

1150  S
Qmáx . enchente 
E  Z  (120  K  E  Z )

1150  7,8
Qmáx. enchente 
8,8  1  (120  0,2  8,8  1)

Qmáx. enchente  24,83 m3 / s

d) COMPRIMENTO DO VERTEDOURO NO NÍVEL DE COROAMENTO

De acordo com o perfil da seção transversal do boqueirão, fornecida no projeto


adotaremos:

L = 25,0 m.

Vamos levar em conta também a construção de um muro nas laterais do rio, com
espessura de 1,5 m. Neste caso então , teremos:

L = 22,0 m.

e) ALTURA DA LÂMINA VERTENTE


Como estamos considerando um vertedor retangular de paredes espessas , teremos
a seguinte formulação:

Qmáx. enchente  1,71  L  h3 / 2

24,83  1,71  22  h 3 / 2

h  75,81 cm
f) LARGURA DO COROAMENTO
Neste projeto, onde será construída uma barragem de concreto simples, temos:
 Peso específico da água ( W ) = 1000 Kgf /m 3
 Peso específico do concreto ( W1 ) = 2250 Kgf /m3

h  1,19  b

75,81  1,19  b

b  63,71 cm

g) LARGURA DA BASE
Considerando que a barragem será construída com concreto simples, temos:

B  0,86  b 2,45  b 2  0,7  ( H 1  h) 2

B  3,59 m

3.3.2 – CANAL DE DERIVAÇÃO COM CAIXA DE AREIA

O canal de derivação, consiste no desvio parcial das águas de um rio a fim de


facilitar a tomada de água. Como em geral existem muitas partículas em suspensão, na
água, executa-se o canal de derivação com uma caixa de areia.
Vamos considerar os seguintes dados, para o dimensionamento do canal de
derivação, e da caixa de areia:
 Velocidade de sedimentação das partículas com diâmetro
de 0,2 mm ( v ) = 2,5 cm / s.
 Velocidade de escoamento horizontal da água na caixa ( V ) = 0,3 m / s.

Dados: velocidade de sedimentação de um grão de areia com


0,2 mm de diâmetro : v = 2, 5 cm/s;
velocidade da água no canal : V  0,30 m/s;
Qmáx diária = 0,01492 m3/s;
Qmín rio = 1,2 m3/s.
Temos que 7L  C  10L. Adotando C = 8L, teremos :

C = ( V / v ) x H x 1,5  8L = ( V / v ) x H x 1,5
Então,
L = (0,3 / 0,025) x H x 1,5 x 1/ 8  L = 2,25 H

Temos também que, H = Qmáx diária / L x V  H = 0,15 m

Daí teremos:

L = 2,25 H  L = 0,34 m

Então, C = 8L  C = 2,72 m

A altura do depósito de areia será: 0,40 x H = 0,060 m

3.5 - Linha Adutora por Recalque

Dados: comprimento (L) = 3000m;


Material da tubulação : PVC (C=140).

3.5.1 - Diâmetro do recalque

Temos que, para adutoras pequenas ( L  5000m e D  200mm), a norma


permite adotar o valor do diâmetro através da fórmula de pré-dimensionamento:

Dr = K Q = 1, 2 x 0,01492 1/2  D= 0,146 m

Desta forma adotaremos, Dr = 150 mm (comercial)


Assim, podemos adotar o diâmetro da sucção, Ds = 200 mm (comercial)
3.5.2 - Perda de carga unitária (J):

Usando a fórmula de Hazen-Williams, teremos:

3.5.2.a) - Sucção (Js)

Js = [ 0,01492 / 0,2785 x 140 x (0,20) 2,63 ] 1/ 0,54

Js = 0,00119 m/m

3.5.2.b)4.2.2 Recalque(Jr)

Jr = [ 0,01492 / 0,2785 x 140 x (0,15) 2,63 ] 1/ 0,54

Jr = 0,00484 m/m

3.5.3 - Velocidade (V):

3.5.3.a) - Sucção(Vs)

Vs = 4 x 0,01492 /  x (0,20)2

Vs = 0,47 m/s

3.5.3.b) - Recalque(Vr)

Vr = 4 x 0,01492 /  x (0,15)2
Vr = 0,84 m/s

3.5.4 - Altura manométrica (Hman)

Hman = Hgs + Hgr + hls + hlr + hfs + hfr

Hgs = 4,5 m
Hgr = 73,0 m
hls = Js . Ls = 0,00119 x 6 = 0,007 m
hlr = Jr . Lr = 0,00484 x 3000 = 14,52 m

Vr 2
Para as perdas localizadas, usaremos a fórmula: hf = K 2g
Na sucção teremos as seguintes peças:
1 crivo...........................k = 0,75
1 válvula de pé..............k = 1,75
1 curva de 90.............. k = 0,90
1 redução......................k = 0,30
Assim, teremos, para a sucção k = 3,70.
Então,
hfs = 3,70 x (0,47)2 / 19,82 = 0,0416 m

No recalque teremos as seguintes peças:


1 curva de 90.............. k = 0,90
1 redução.........................K = 0,30
1 válvula de retenção.......K = 2,50
1 registro de gaveta..........K= 0,20
Assim, teremos, para a sucção k = 3,90.
Então,
hfr = 3,9 x (0,84)2 / 19,82 = 0,1402 m
Portanto a altura manométrica será:
Hman = 4,5 + 73,0 + 0,007 + 14,52 + 0,0416 + 0,1402

Hman = 92,21 m

3.5.5 - Potência

Adotando: b = 75 % e h20 = 1000 kg/m3.

 . Q. Hman
Pb =  Pb = 24,46 CV
75b

3.5.6 - NPSH disponível

Dados: Patm = 10,33 m;


Pv = 0,32 m ( Th20 = 25 );
Hman (sucção) = 4,5 + 0,007 + 0,0416 = 4,55 m;
NPSHd = (10,33 - 0,32 ) - 4,55 = 5,46 m.

3.6 - Rede de Distribuição

Para o cálculo da rede de distribuição vamos usar o método dos


seccionamentos fictícios. Vamos começar calculando a vazão de distribuição:

qdis = Qmáx. Horária / L rede

Onde,
qdis = Vazão específica de distribuição (l / s m);
Qmáx. Horária = Vazão máxima horária ( l / s);
L = Extensão total da rede (m).
Para o trecho que não compreende a indústria, teremos:

qdis = 18,93 / 2544 = 0,0066549 l / s.m

Para o trecho que compreende, do reservatório até a indústria, teremos:

qdis = 20,93 / 2718 = 0,0069835 l / s.m

Foi adotado um sentido de escoamento para o fluxo da água a partir do


reservatório e em seguida determinado os seccionamentos fictícios adequados. Os trechos
foram numerados de acordo com a sequência de cálculos adotada. Foi anotado seus
comprimentos e cotas topográficas. Foi preparada uma planilha de cálculo e calculado
todos os seus valores.
As vazões foram calculadas de acordo com a numeração dos trechos. A
vazão de jusante é igual a zero (final de rede ou seccionamento) ou é igual a soma das
vazões de montante subsequente. A vazão em marcha é igual a vazão de distribuição
multiplicada pelo comprimento do trecho. A vazão de montante é igual a soma das vazões
de jusante com a em marcha. A vazão fictícia é a semi-soma das vazões de jusante e de
montante.
O diâmetro do trecho é determinado em função da vazão fictícia e da
velocidade econômica (tabela).

Vecon = 0,6 + 1,5 D ; Q =  x D2 x V / 4

As perdas de carga são calculadas da seguinte forma:

- Perda de carga unitária ( J )  Fórmula Universal

- Perda no trecho  Hf = J x L

A cota piezométrica do ponto mais desfavorável é igual a pressão dinâmica


mínima do mesmo ponto mais a cota topográfica. A cota piezométrica de jusante do trecho
anterior é igual a cota piezométrica mais as perdas de carga no trecho, e assim por diante
até o reservatório. A pressão dinâmica em cada ponto é igual a cota piezométrica menos a
cota do terreno.

Obs:. Todos os resultados estão expostos em uma planilha que se encontra em anexo, bem
como os desenhos da rede, indicando o sentido do fluxo.

3.7 - Reservatório

3.7.1 - Altura do reservatório : 10,65 m.

3.7.2 - Cota da laje de fundo : 11,76 + 50,00 = 61,76 m.

3.7.3 - Cota do Namín = 61,76 + 0,15 + 3 x 0,15 = 62,36 m.

3.7.4 - Cota do Namáx = 62,36 + 10,00 = 72,36 m.

3.7.5 - Pressão estática máxima: 72,36 - 24 = 48,26 m.

3.7.6 - Capacidade do reservatório;

C = 1/ 3 x Vmáxdiário

Vmáxdiário = 14,92 x 10-3 x 86.400 = 1290 m3

C = 430 m3

3.7.7 - Dimensões do reservatório

Adotaremos um reservatório de seção cilíndrica, assim:


h = 10 m (NA máx)
D = (4 x 430 /  x 10)1/2  D = 7,40 m

3.8- Linha Adutora por Gravidade

3.8.1 - Elementos intervenientes

a) Vazão máxima diária : Qmáx diária = 14,92 x 10 -3 m3/s;


b) Desnível geométrico : G = 7,64 m;
c) Comprimento da adutora: L = 1500 m;
d) Material da Tubulação : PVC ( C=140 );

3.8.2 - Perda de carga ideal (Ji)

Ji = 7,64 /1500 = 0,005093 m/m


3.8.3 - Diâmetro teórico (Dt)

Dt = [ 14,92 x 10-3 / 0,2785 x 140 x (0,005093) 0,54 ] 1 / 2,63

Dt = 0,142 m

Adotaremos o diâmetro comercial: Dc = 150 mm

3.8.4 - Perda de carga correspondente diâmetro comercial (Jc)

Jc = [ 14,92 x 10-3 / 0,2785 x 140 x (0,15)2,63 ] 1 / 0,54

Jc = 0,00434 m/m

3.8.5 - Desnível geométrico correspondente a perda de carga - Jc

Gc = Jc x L = 6,51 m ; G = 7,64 m


0,05G = 0,38 m ; G - Gc = 1,13 m

Como: 0,05G  G - Gc , devemos dividir a linha adutora por


gravidade em dois trechos. Assim, L1 + L2 = 1500 m

Teremos também, Dc = 150 mm para L1 e D’c = 100 mm para L2

3.8.6 - Perda de carga para o diâmetro do segundo trecho ( J’c)

J’c = [ 14,92 x 10-3 / 0,2785 x 140 x (0,10)2,63 ] 1 / 0,54

J’c = 0,03485 m/m

3.8.7 - Sistema de equações para determinar os trechos L1 e L2

Para calcularmos os valores correspondentes aos comprimentos de


cada trecho, partiremos do seguinte sistema:

L1 + L2 = 1500
0,00434 x L1 + 0,03484 x L2 = 7,64

Assim, L1 = 1463 m e L2 = 37 m.

As velocidades dos dois trechos serão: V1 = 0,73 m/s e V2 = 1,90 m/s

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Anexos