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UNIDADE 1 PROPRIEDADES DA MATÉRIA

CIÊNCIAS

1
E
D
UNIDA

PROPRIEDADES
DA MATÉRIA
UNIDADE 1 PROPRIEDADES DA MATÉRIA
CIÊNCIAS

TEMA 1: A Ciência, a matéria e suas


propriedades
• Propriedades gerais da matéria: são aquelas comuns a todo tipo de corpo.
Exemplos: massa e volume.
• Propriedades específicas da matéria: dependem do material de que é composto
um corpo. Exemplo: densidade.

Massa VOLUME DE 1 m3

ADILSON SECCO
• É a medida do espaço que um corpo ocupa. 1m

• Sua unidade padrão (SI) é o quilograma (kg). 1m


1m

Volume
Volume do cubo = 1 m · 1 m · 1 m
• É a quantidade de matéria presente em um corpo. volume do cubo = 1 m3 = 1.000 L
• Sua unidade padrão (SI) é o metro cúbico (m3).
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Densidade
• A densidade de um corpo (d) é o resultado da divisão da sua massa (m) pelo seu
volume ( V ).
m
d v

• Sua unidade padrão (SI) é o quilograma por metro cúbico (kg/m3).

MASSA DOS MATERIAIS

Madeira

Ferro
O cubo de ferro apresenta o mesmo
volume que o cubo de madeira, porém
o desnível da balança indica que sua
SELMA CAPARROZ

massa é maior. Portanto, o ferro é


mais denso que a madeira. (Imagem
sem escala; cores-fantasia.) 
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TEMA 2: Estados físicos da matéria


Estado sólido
• Os sólidos são formados por partículas que estão vibrando bem próximas e são
fortemente atraídas umas pelas outras.
• Alguns podem ser deformados ou modelados, enquanto outros, quando submetidos
aos mesmos esforços, partem-se em pedaços menores.

Estado líquido
• Suas partículas estão mais afastadas umas das outras do que as dos sólidos,
pois têm mais energia.
• Um líquido pode adquirir a forma do recipiente que o contém.
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Estado gasoso
• Os gases têm forma e volume variáveis, que dependem do recipiente em que estão
contidos.
• De acordo com o modelo de partículas, nos gases, as partículas estão desorganizadas
e muito afastadas umas das outras.

Temperatura e calor
• A temperatura é a medida da intensidade de agitação das partículas da matéria.
• Calor é o nome dado à energia transferida em razão da diferença de temperatura.
• A troca de calor sempre ocorre do corpo de maior temperatura para o de menor
temperatura.
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Representação das mudanças de estado físico da água

MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO DA ÁGUA

PAULO MANZI
Aumento de temperatura
Sublimação
Fusão Vaporização

Água sólida
(gelo) Vapor de
Água líquida água

Solidificação Condensação
Sublimação
Diminuição da temperatura

Representação esquemática das mudanças de estado físico da água e


do comportamento das partículas em cada caso. O vapor de água não
foi representado por ser incolor. (Imagens sem escala; cores-fantasia.)
Fonte: Adaptado de BOUROTTE, C. L. M. O ciclo da água. Disponível em:
<http://mod.lk/wmzES>. Acesso em: jul. 2018.
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TEMA 3: Modelos atômicos


Modelo atômico de Dalton
• O átomo é uma partícula indivisível e que não se altera. Materiais diversos são
formados por partículas diferentes ou pela combinação de diferentes partículas.

Modelo atômico de Thomson


• O átomo é formado por uma esfera de cargas positivas com elétrons de
cargas negativas.
• Como a quantidade de cargas positivas e negativas do átomo é a mesma,
ele se apresenta eletricamente neutro.
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Modelo atômico de Rutherford


• As partículas com cargas elétricas positivas, conhecidas como prótons, ficam no
centro do átomo, formando o núcleo.
• Os elétrons giram livremente em torno do núcleo e formam a região conhecida como
eletrosfera.
Elétron Representação do modelo atômico de Rutherford.
(Imagem sem escala; cores-fantasia.)
PAULO MANZI

Núcleo

Fonte: BUTHELEZI, T. et al. Chemistry: matter and change.


Ohio: Glencoe/McGraw-Hill, 2008.
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Modelo atômico de Rutherford-Bohr


• Existem partículas eletricamente neutras no núcleo denominadas nêutrons.
• Os elétrons giram em torno do núcleo, formando camadas.
• Cada camada apresenta um nível de energia e pode comportar um número máximo
de elétrons.

Núcleo
Representação do modelo atômico
PAULO MANZI

de Rutherford-Bohr. (Imagem sem


escala; cores-fantasia.)

Fonte: BUTHELEZI, T. et al. Chemistry:


Camadas
eletrônicas Elétron matter and change. Ohio: Glencoe/
Nêutron
Elétron
McGraw-Hill, 2008.
Elétron
Elétron Nêutron
Nêutron Próton
Próton
Próton
Nêutron
Próton
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Modelo atômico de Schrödinger


• Os elétrons podem ser encontrados em qualquer ponto ao redor do núcleo
dos átomos.
• Na medida em que se afasta do núcleo do átomo, a chance de encontrar um
elétron é menor.

Núcleo
Região
de maior
probabilidade
de encontrar
os elétrons Representação do modelo de
Schrödinger. (Imagem sem escala;
PAULO MANZI

cores-fantasia).
Fonte: BROWN, T. L. et al. Química: a ciência
central. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
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TEMA 4: O átomo moderno


A estrutura atômica
• O número de prótons que existe no núcleo de um átomo é denominado número
atômico e é representado pela letra Z. Esse número determina o elemento químico.
• A soma do número de prótons e de nêutrons de um átomo determina seu número de
massa, que é representado pela letra A.
• Átomos que possuem o mesmo o número de prótons e de elétrons são eletricamente
neutros.

Íons
• Se os números de prótons e de elétrons forem diferentes, então são formados íons.
• Os átomos que tiveram seus elétrons removidos ficam com excesso de cargas
elétricas positivas. São chamados de cátions.
• Átomos que receberam elétrons, ficando com excesso de cargas elétricas negativas,
são chamados de ânions.
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TEMA 5: Os elementos químicos e a


tabela periódica
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS
1 1 18 18
1 2
1
1
Número atômico 1 1 Distribuição eletrônica 2
2
HH He He
1Hidrogênio
1,0
3
Hidrogênio
2 4
2 2
2
Nome
Símbolo
H
Hidrogênio 5
13 13 14 14 15
2 6 2 7 2
15 16
8 2
16 17
9 2
17
4,0
10
Hélio

2
Hélio
3 4 5 6 7 8 9 10
LiLi BeBe B B C C N NO OF F Ne Ne
1 2 3 4 5 6 7 8

2 Massa atômica 1,0


Lítio Berílio Boro Carbono Nitrogênio Oxigênio Flúor Neônio
6,9 Lítio 9,0 Berílio 10,8 12,0
Boro 14,0
Carbono 16,0
Nitrogênio 19,0
Oxigênio 20,2
Flúor Neônio
11 2 12 2 13 2 14 2 15 2 16 2 17 2 18 2

3 Na Mg Al AL Si Si P P S S Cl CLAr Ar
11 81 12 82 8 13
3
8
4
14 8
5
15 8
6
16 8
7
17 8
8
18

Na Mg 3 4 5 6
Metais de transição
7
72 26 8 82 27 9 92 28 10 10 11 12
Sódio Magnésio Alumínio Silício Fósforo Enxofre Cloro Argônio
23,0 24,3 Magnésio 27,0 28,1 31,0 32,1 35,5 39,9
19
Sódio
2 20 2 21
32 22
42 23
52 24
62 25 2 29
11
2 30
12
2 31
Alumínio
2 32
Silício
2 33
Fósforo
2 34
Enxofre
2 35 2
Cloro
36
Argônio
2

K Ca Sc Ti V
19 88 20 88 2189 8

V CrCr MnMn Fe Fe CoCo Ni Ni Cu Cu Zn Zn Ga GaGe GeAs AsSe SeBr BrKr Kr


8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8
22
10 23
11 24
13 25
13 26
14 27
15 1628 1829 1830 18 31 18 32 18 33 18 34 18 35 18 36
1 2 2 2 2 1 2 2 2 2 1 2 3 4 5 6 7 8
4 PotássioK
39,1
Ca
Cálcio Escândio Sc TitânioTi Vanádio Crômio Manganês Ferro Cobalto Níquel Cobre Zinco Gálio Germânio Arsênio Selênio Bromo Criptônio
Potássio 40,1 Cálcio 45,0
Escândio47,9 Titânio 50,9 Vanádio52,0 Cromo54,9 55,8
Manganês Ferro58,9 58,7
Cobalto 63,6
Níquel 65,6
Cobre 69,7
Zinco 72,6
Gálio 74,9
Germânio 79,0
Arsênio 79,9
Selênio 83,8
Bromo Criptônio
37 2 38 2 39 2 40 2 41 2 42 2 43 2 44 2 45 2 46 2 47 2 48 2 49 2 50 2 51 2 52 2 53 2 54 2
37188 38188 39188 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

Rb 8
Sr 8
Y 9
Zr 40
18
10
Nb 41
18
12
Mo 42
18
13
Tc 43
18
13
Ru 44
18
15
Rh 45
18
16
Pd 1846
18
Ag 1847
18
Cd 1848
18
In 18 49
18
Sn 18
18
50
Sb 18
18
51
Te 18
18
52
I 18
18
53
Xe 18
18
54

5 Rubídio
85,5
Rb 1
Sr
Estrôncio
87,6
2

88,9
Ítrio Y 2
Zircônio
91,2
Zr 2

92,9
Nióbio Nb 1
Molibdênio
96,0
Mo 1
Tecnécio Tc2
Rutênio
101,1
Ru1
Ródio
102,9
Rh 1
Paládio
106,4
Pd Prata
107,9
Ag
1
Cádmio
112,4
Cd2
Índio
114,8
In
3
Estanho
118,7
Sn
4
Antimônio
121,8
Sb
5
Telúrio
127,6
6
Te
126,9
Iodo
7
I Xenônio
131,3
8
Xe
Rubídio Estrôncio Ítrio Zircônio Nióbio Molibdênio Tecnécio Rutênio Ródio Paládio Prata Cádmio Índio Estanho Antimônio Telúrio Iodo Xenônio
55 2 56 2 57 — 71 72 2 73 2 74 2 75 2 76 2 77 2 78 2 79 2 80 2 81 2 82 2 83 2 84 2 85 2 86 2
8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

Cs 5518
Ba 5618
Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
57 a 71 18
72 18
73 18
74 18
75 18
76 18
77 1878 1879 18 80 18 81 18 82 18 83 18 84 18 85 18 86
18
8
18
8
Lantanídeos 32
10
32
11
32
12
32
13
32
14
32
15
32
17
32
18
32
18
32
18
32
18
32
18
32
18
32
18
32
18
6 Césio
132,9
Cs 1
Bário
137,3
Ba 2
Lantanídeos Háfnio
178,5
Hf 2
Tântalo
180,9
Ta 2
Tungstênio
183,8
W 2
Rênio
186,2
Re 2
Ósmio
190,2
Os2
Irídio
192,2
Ir
2
Platina
195,1
Pt1
Ouro
197,0
Au
1
Mercúrio
200,6
Hg
2

204,4
Tálio TL
3
Chumbo
207,2
Pb
4
Bismuto
209,0
5
Bi Polônio
6
Po Astato
7
At Radônio
8
Rn
Césio2 Bário
2
Háfnio
2
Tântalo
2
Tungstênio
2
Rênio
2
Ósmio
2
Irídio
2
Platina
2
Ouro
2
Mercúrio
2
Tálio
2
Chumbo
2
Bismuto
2 2
Polônio 2
Astato Radônio
2
87 8
88 8
89 — 103 104 8
105 8
106 8
107 8
108 8
109 8
110 8
111 8
112 8
113 8
114 8
115 8
116 8
117 8
118 8

Fr87 Ra88 Rf104 Db105 Sg 106 Bh 107 Hs 108 Mt 109 Ds 110 Rg Cn Nh Fl Mc Lv Ts Og


18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
32 32 89 a 103
Actinídeos 32 32 32 32 32 32 32 32111 32112 113
32 32 114 32115 32 116 32 117 32 118
18 18 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32 32

7 Fr
Frâncio
8
1
Ra
Rádio
8
2 Actinídeos
10
Rutherfórdio 2 Rf DúbnioDb 11
2
Sg
12
Seabórgio 2 Bóhrio Bh 13
2 Hássio Hs
14
2
15
Meitnério 2Mt Ds
16
Darmstádtio 2
18
Roentgênio 1 Rg 18
Copernício 2Cn Nihônio Nh
18
3 Fleróvio FL
18
4 Moscóvio Mc
18
5
18
Livermório 6 Lv 18
Tennessino 7 Th Oganônio
18
8
Og
Frâncio Rádio Rutherfórdio Dúbnio Seabórgio Bóhrio Hássio Meitnério Darmstádtio Roentgênio Copernício Nihônio Fleróvio Moscovio Livermório Tennesso Oganessônio

57 2 58 2 59 2 60 2 61 2 62 2 63 2 64 2 65 2 66 2 67 2 68 2 69 2 70 2 71 2
sólido gás 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
Actinídeos Lantanídeos

18 18
57 18
58 18
59 18
60 18
61 18
62 1863 1864 18 65 18 66 18 67 18 68 18 69 18 70 71
Lantanídeosartificial
líquido 18
9
19 21 22 23 24 25 25 27 28 29 30 31 32 32

La
9

Ce
8

Pr
8

Nd
8

Pm
8

Sm
8

Eu
9

Gd
8

Tb
8

Dy
8

Ho
8 8

Er
8

Tm
9

138,9
Lantânio
2
Cério
140,1
2
Praseodímio
140,9
2
Neodímio
144,2
2
Promécio
2
Samário
150,4
2
Európio
152,0
2
Gadolínio
157,3
2
Térbio
158,9
2
Disprósio
162,5
2
Hôlmio
164,9
2
Érbio
167,3
2
Túlio
168,9
2
Itérbio
173,1
2
Lutécio
175,0
2
Yb Lu
14 Número Lantânio Cério Praseodímio Neodímio Promécio Samário Európio Gadolínio Térbio Disprósio Hólmio Érbio Túlio Itérbio Lutécio
atômico
Si 89 2
8
90 8928 91 9028 92 91
2
8
93 92
2
8
94 93
2
8
95 294
8
96 295 97
8
29698
8
2 9799
8
2
8
98100 2
8
99101 2
8
100
102 2
8
101
103 2
8
102 103

Ac ThAc PaTh U Pa Np U Pu NpAmPuCmAmBk Cm Cf Bk Es CfFm EsMd FmNo MdLr No Lr


18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18
ActinídeosSímbolo
Silício 32
18
9
32
18
10
32
20
9
32
21
9
32
22
9
32
24
8
32
25
8
32
25
9
32
27
8
32
28
8
32
29
8
32
30
8
32
31
8
32
32
8
32
32
9
2 2 Protactínio 2 2 2 2 Amerício 2 2 Berquélio 2 Califórnio 2 Einstênio 2 2 Mendelévio2 2 Laurêncio 2
Nome Actínio TórioActínio
232,0 231,0
Tório Urânio
238,0
Protactínio NetúnioUrânio PlutônioNetúnio Plutônio Cúrio Amerício Cúrio Berquélio CalifórnioFérmio Einstênio FérmioNobélioMendelévio Nobélio Laurêncio
UNIDADE 1 PROPRIEDADES DA MATÉRIA
CIÊNCIAS

TEMA 6: Ligações químicas


Ligação iônica
• Resulta da atração entre metais e não metais e nela ocorre perda e ganho de elétrons.
• Acontece geralmente entre cátions de metais e ânions de não metais.
Ligação covalente
• União entre átomos de não metais.
• Ocorre o compartilhamento de pares de elétrons entre os átomos.
• Átomos que se unem por ligação covalente formam as moléculas.
Ligação metálica
• União entre átomos de metais.
• Nos metais, a atração entre o núcleo e os elétrons mais distantes do núcleo é muito
fraca, de modo que eles podem transferir elétrons facilmente, formando cátions.
• A atração entre os cátions forma a ligação metálica.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

2
E
SUBSTÂNCIAS,
D
UNIDA

MISTURAS E
REAÇÕES QUÍMICAS
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

TEMA 1: Substâncias e misturas


Substância
SUBSTÂNCIA SIMPLES SUBSTÂNCIA COMPOSTA

A B
PAULO MANZI

PAULO MANZI

(A) O gás hidrogênio apresenta apenas um elemento químico,


o hidrogênio (H), por isso é considerado uma substância
simples. (B) A água é uma substância composta formada
por hidrogênio e oxigênio (O). Ambos são exemplos de
substâncias, pois são formados por apenas um componente.
(Imagens sem escala; cores-fantasia.)

Fonte: ATKINS. P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida


moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2012.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

Mistura
• É composta de duas ou mais substâncias.
• Pode ser classificada em homogênea (possui apenas uma fase) ou heterogênea
(possui duas ou mais fases).
• Fase é cada parte uniforme que pode ser reconhecida em um sistema.
• Sistema é o nome dado para especificar uma porção limitada de matéria que se
deseja estudar.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

• É possível diferenciar substâncias puras e misturas pelas suas temperaturas


de fusão e ebulição.

AQUECIMENTO DE ÁGUA E DE UMA SOLUÇÃO DE SAL DE COZINHA E ÁGUA

LUIZ RUBIO
Temperatura (ºC) Água e sal de cozinha Água pura

Final da ebulição
Faixa de ebulição
Início da ebulição
100 ºC Ponto de ebulição
0 ºC Ponto de fusão
Final da fusão
Faixa de fusão
Início da fusão

Tempo
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

TEMA 2: Separação de misturas


EQUIPAMENTO PARA DECANTAÇÃO EQUIPAMENTO PARA FILTRAÇÃO

Suporte Funil de
decantação
Óleo
Água Mistura

Sólido retido
no filtro
Béquer
SELMA CAPARROZ

Líquido

SELMA CAPARROZ
filtrado

Representação da separação da mistura de óleo Representação de um processo de filtração.


e água usando um funil de decantação. Após As partículas sólidas maiores que os poros
um tempo em repouso, as fases da mistura se são retidas no filtro; elas não estavam
separam. Abrindo a torneira do funil, é possível dissolvidas no líquido. Partículas dissolvidas
transferir a água para o béquer, mantendo o não são separadas pelo método de filtração.
óleo no funil. (Imagem sem escala; cores-fantasia.)
(Imagem sem escala; cores-fantasia.)
Elaborado com base em: BUTHELEZI, T. et al.
Elaborado com base em: BUTHELEZI, T. et al. Chemistry: Chemistry: matter and change.
matter and change. Mc Graw Hill/Glencoe: Columbus, 2008. Mc Graw Hill/Glencoe: Columbus, 2008.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

• É possível separar misturas pela temperatura de ebulição de seus componentes


com a destilação.

ESTRUTURA DO DESTILADOR DE LABORATÓRIO

Partícula do componente mais volátil


Partícula do componente menos volátil

Termômetro

Condensador

Vapor Líquido

Balão de
destilação
SELMA CAPARROZ

Saída de água de refrigeração Entrada de água de refrigeração

Representação do processo de destilação de uma mistura


de duas substâncias não inflamáveis. (Imagem sem escala;
cores-fantasia).
Fonte: ATKINS. P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida
moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2012.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

TEMA 3: Ácidos, bases, sais e óxidos


Ácidos
• São substâncias moleculares formadas por átomos de hidrogênio e de
não metais — por exemplo, o ácido clorídrico (HCl).
• Dissolvendo um ácido na água, íons H+ são liberados na solução.
Bases ou hidróxidos
• São substâncias que, em soluções aquosas, liberam o ânion OH−, chamado hidroxila.
Essas soluções são denominadas soluções básicas ou alcalinas.
• O ânion OH− é responsável pelo comportamento básico (ou basicidade) da solução.
• Estão presentes nas cinzas da madeira, no sabão alcalino e em outros produtos de limpeza.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

Indicadores ácido-base
• São substâncias utilizadas para indicar a acidez ou basicidade de uma solução.
• Ao entrarem em contato com a amostra a ser analisada, podem conferir determinadas
colorações à solução, indicando sua neutralidade, acidez ou basicidade.

Reação química entre ácidos e bases


• Ácido 1 Base " Água + Sal
• Exemplo: HCl(aq) 1 NaOH(aq) " H2O(l) 1 NaCl(aq)
• Esse processo chama-se reação de neutralização.
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

Sais
• São substâncias formadas pela ligação iônica entre cátions (metais) e
ânions (não metais), com exceção dos íons O2−, OH− ou H+.
• São encontrados em estado sólido nas condições de pressão e temperatura
do ambiente.
• Exemplos: cloreto de sódio (NaCl), hidrogenocarbonato de sódio (NaHCO3) e
fosfato de cálcio [Ca 3(PO4)2].

Óxidos
• São substâncias resultantes da união entre o elemento químico oxigênio e
outro elemento químico qualquer, com exceção do flúor.
• Exemplos: água (H2O), gás carbônico (CO2) e dióxido de silício (SiO2).
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

TEMA 4: As reações químicas


• Ocorrem quando são rompidas as ligações químicas entre os átomos dos reagentes e
um novo arranjo de átomos é formado, gerando os produtos.

REAÇÃO QUÍMICA ENTRE ENXOFRE E GÁS OXIGÊNIO

Equação química S(s) 1 O2(g) SO2(g)

Modelo de partículas 1
PAULO MANZI

Reagentes Produto

Representação da reação química entre o enxofre (S) e o gás oxigênio (O2).


(Imagem sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 2 SUBSTÂNCIAS, MISTURAS E REAÇÕES QUÍMICAS
CIÊNCIAS

Balanceamento de equações

REAÇÃO QUÍMICA ENTRE GÁS HIDROGÊNIO E GÁS OXIGÊNIO

PAULO MANZI
Coeficientes

2 H2O(l)
2 H2(g) 1 O2(g)

2 moléculas de gás 1 molécula de gás 2 moléculas


hidrogênio (H2) oxigênio (O2) de água (H2O)
4 átomos de H e
4 átomos de H 2 átomos de O 2 átomos de O

Reagentes Produtos

A equação pode ser interpretada da seguinte maneira: a reação representada ocorre na


proporção de duas moléculas de hidrogênio gasoso para cada molécula de oxigênio gasoso
que formam duas moléculas de água líquida. (Imagem sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

3
E
D
UNIDA

ELETRICIDADE E
MAGNETISMO
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

TEMA 1: Os fenômenos elétricos e magnéticos


Corpos neutros e eletricamente carregados

ILUSTRAÇÕES: PAULO MANZI


Perde elétrons

Corpo neutro Corpo carregado


positivamente

Ganha elétrons

Corpo neutro Corpo carregado


negativamente

(Imagem sem escala; cores-fantasia.)


UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

TEMA 2: A corrente e os dispositivos elétricos


Corrente elétrica
• Movimento ordenado dos elétrons através de um condutor.
• Ocorre, por exemplo, quando as extremidades de um fio condutor são ligadas a uma
tomada ou às extremidades de uma pilha.
MOVIMENTOS DE ELÉTRONS

A B
(A) Representação do movimento
desordenado dos elétrons livres




em um fio condutor. (B) Ligando-







-se o fio condutor a uma pilha,






por exemplo, os elétrons livres




1 2
Gerador



passam a se movimentar de modo



PAULO MANZI


Falta de Excesso de

cargas negativas cargas negativas ordenado. (Imagem sem escala;




cores-fantasia.)

UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

Gerador elétrico
• É um dispositivo capaz de transformar diferentes tipos de energia em energia
elétrica.

Tensão elétrica
• A tensão elétrica é a diferença na capacidade de atrair ou repelir elétrons entre
pontos de um condutor. É essa tensão que provoca o movimento ordenado das cargas
elétricas. O valor da tensão elétrica é medido em volts (V).

Resistência elétrica
• É a medida da dificuldade que um material oferece à passagem da corrente.
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

COMPARAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE FIOS CONDUTORES

Quanto maior o comprimento


do condutor, maior sua
resistência elétrica.

Quanto maior o diâmetro


do condutor, menor sua
resistência elétrica.

O tipo de material afeta a resistência


elétrica. O cobre, por exemplo, é melhor

PAULO MANZI
condutor elétrico que o alumínio.

Fatores que influenciam a resistência elétrica de um condutor.


(Cores-fantasia.)
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

TEMA 3: O circuito elétrico


• Circuito elétrico é um conjunto de componentes pelos quais passa corrente elétrica.
Os circuitos elétricos apresentam:
a) Gerador (G): dispositivo que mantém a tensão elétrica entre os seus terminais e
permite a produção de corrente elétrica.
b) Condutores: fios ou cabos que permitem o deslocamento dos elétrons e a conexão
de todos os componentes do circuito.
c) Resistor (R): componente que controla a passagem da corrente elétrica e
transforma a energia elétrica em outro tipo de energia.
d) Interruptor ou chave (Ch): dispositivo que abre ou fecha o circuito, permitindo
ou não a passagem da corrente elétrica.

R
ADILSON SECCO

Ch

G Representação esquemática
+ –
de um circuito elétrico.
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

TEMA 4: O consumo de energia elétrica


Equipamentos e aparelhos elétricos
• Toda energia elétrica utilizada em atividades diárias é resultado de uma
transformação.
• No Brasil, a energia elétrica é obtida principalmente a partir da energia cinética
da água ou da energia proveniente da queima de combustíveis.

Efeito Joule
• É o aquecimento sofrido por um resistor quando é percorrido pela corrente elétrica.
• O funcionamento de chuveiros elétricos, aquecedores e secadores baseia-se nesse efeito.

Potência e consumo de energia elétrica


• A potência elétrica é definida como a energia elétrica consumida por unidade de
tempo. É medida em watts (W).
• A conta de energia elétrica traz o consumo de energia em kWh, que é calculado
multiplicando a potência de um aparelho pelo tempo (h) que ele permanece ligado.
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

TEMA 5: Magnetismo
Ímãs
• Ímãs são materiais que atraem alguns tipos de metais ou ligas metálicas.
• Todo ímã apresenta, em suas extremidades, o polo norte (N) e o polo sul (S).

ATRAÇÃO E REPULSÃO DE ÍMÃS

PAULO MANZI
Atração

Repulsão

Repulsão

Polos de mesmo nome se repelem e


polos de nomes diferentes se atraem.
(Imagem sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

Campo magnético
• É a região onde se manifestam os efeitos magnéticos produzidos por um ímã.
• Quanto mais próximo do ímã, maior é a intensidade do campo magnético gerado
por ele.
• A partir de certa distância, a intensidade do campo magnético criado pelo ímã é
praticamente nula.

A B

IMAGEDB.COM/SHUTTERSTOCK

(A) O formato do campo magnético pode ser visualizado pela orientação das limalhas de
ferro e (B) representado geometricamente por linhas imaginárias, chamadas linhas de campo.
(Imagens sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 3 ELETRICIDADE E MAGNETISMO
CIÊNCIAS

Campo magnético terrestre


• A Terra apresenta magnetismo natural, comportando-se como um gigantesco ímã.
POLOS E CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA

ILUSTRAÇÕES: SELMA CAPARROZ


A B

Norte geográfico
Eixo de rotação
Polo sul da Terra
magnético

Equador magnético
Equador geográfico

Polo norte magnético


Sul geográfico

Polos geográficos e magnéticos da (B) Representação artística de


Terra. (A) A agulha de uma bússola algumas linhas de campo do
alinha-se sempre na direção norte- campo magnético terrestre.
-sul do campo magnético terrestre. (Imagens sem escala;
Fonte: ZITZEWITZ , P. W. et al. Physics: principles cores-fantasia.)
and problems. Ohio: Glencoe/ Fonte: HEWITT, P. G. Física conceitual.
Mc-Graw Hill, 2009. Porto Alegre: Bookman, 2015.
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

4
E
D
UNIDA

DINÂMICA
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

TEMA 1: A primeira lei de Newton


• Primeira lei de Newton: todo corpo permanece em repouso ou em movimento
retilíneo uniforme, a não ser que sofra a ação de uma força resultante não nula.
• Inércia: tendência de um corpo em repouso permanecer parado ou de um corpo com
velocidade manter o movimento.

APLICAÇÃO DA PRIMEIRA LEI DE NEWTON

SELMA CAPARROZ
A B C

O poste fixo no solo serve de referência para identificar a posição


do passageiro antes (A) e depois (B) de o ônibus entrar em
movimento. Por causa da inércia, o corpo do passageiro tende a
permanecer em repouso em relação ao ônibus partindo. Entretanto,
quando o ônibus freia (C), o corpo do passageiro é projetado para
a frente, pois ele tende a manter-se em movimento. (Imagem sem
escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

TEMA 2: A segunda lei de Newton


• Segunda lei de Newton: a aceleração (a) produzida em um corpo está relacionada
à força (F) aplicada e à massa (m) do corpo.
Fma
• Quanto maior for a força resultante sobre o objeto, maior será sua aceleração.

Força peso
• Peso é a força que atua sobre um corpo em queda livre em razão da interação
gravitacional do planeta Terra.
• A aceleração, portanto, corresponde à força da gravidade, representada por g.
Pmg
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

TEMA 3: A terceira lei de Newton


• Terceira lei de Newton: a toda força de ação corresponde uma força de reação
de mesma intensidade, mesma direção, mas sentido contrário.
• Essas forças ocorrem de forma simultânea, ou seja, a reação surge no mesmo
instante que a ação passa a atuar.
• As forças de ação e de reação não atuam sobre o mesmo corpo.

SELMA CAPARROZ

Reação
Ação

Quando caminhamos, aplicamos uma força


de ação sobre o solo. A reação dessa força é
outra força que, aplicada nos nossos pés,
nos impulsiona para a frente.
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

TEMA 4: Força de atrito


• Força de atrito: é uma força de contato que se estabelece por causa das
imperfeições das superfícies.
• O atrito atua no sentido contrário ao do movimento que pretende ser
estabelecido ou que já se estabeleceu.
• Cada material oferece maior ou menor atrito de acordo com as características
de sua superfície.
SUPERFÍCIE E FORÇA DE ATRITO

FatFat F

A força de atrito Fat opõe-se ao


deslizamento ou ao rolamento de uma
superfície sobre outra. Quanto mais

SELMA CAPARROZ
rugosa for a superfície, maior é a força
necessária para movimentar o corpo.
(Imagem sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

TEMA 5: Força elástica, força normal


e equilíbrio
Força elástica
• É a força aplicada na contração ou distensão de materiais elásticos ou molas.
• Ao aplicarmos uma força sobre molas ou elásticos, recebemos uma força de mesma
intensidade e direção, mas no sentido oposto, de acordo com a terceira lei de Newton.
• A intensidade da força elástica é proporcional à deformação provocada e às
características da mola.

Força normal
• É a força exercida por uma superfície sobre um objeto para sustentá-lo.
• A força normal atua sempre na direção perpendicular, ou seja, formando um ângulo
de 90º.
UNIDADE 4 DINÂMICA
CIÊNCIAS

Equilíbrio
• Uma das condições para haver o equilíbrio de um CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO
DE UM CORPO
corpo é que a resultante das forças que agem

SELMA CAPARROZ
sobre ele seja nula.

Equilíbrio estável

Equilíbrio instável

A condição de equilíbrio
de um corpo depende do
que acontece quando ele
é deslocado. (Imagem sem Equilíbrio indiferente
escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

5
E
D
UNIDA

ONDAS: SOM E LUZ


UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

TEMA 1: Ondas e suas características


• As ondas transportam energia sem que a matéria seja transportada.

ONDA E MATÉRIA

Onda
1

Em (1), a onda se desloca para a direita,


2
e a sua parte inferior atinge a folha (2).
A onda continua seu trajeto,
3 fazendo a folha oscilar para cima (3).
Após a passagem da onda (4), a
folha volta para a sua posição inicial.
SELMA CAPARROZ

4 (Imagem sem escala; cores-fantasia.)


Fonte: ZITZEWITZ, P. W. et al. Physics: principles
and problems. Ohio: Glencoe/Mc Graw-Hill, 2009.
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

Classificação das ondas


• Quanto à natureza: podem ser mecânicas (propagam-se em meio material) ou
eletromagnéticas (propagam-se também no vácuo).
• Quanto à propagação: longitudinais (direção de vibração coincidente com a direção
de propagação) ou transversais (direção da vibração perpendicular à direção de
propagação).

Características das ondas


• Amplitude: equivale à distância entre uma crista ou um vale e o ponto de equilíbrio.

ONDAS COM AMPLITUDES DIFERENTES

Quanto maior a amplitude, maior a


PAULO MANZI

A B
quantidade de energia transportada pela
Amplitude

Amplitude

onda. A onda (A) transporta menos energia


que a (B), pois tem menor amplitude.
(Imagens sem escala; cores-fantasia.)
Fonte: HEWITT, P. G. Física conceitual.
Porto Alegre: Bookman, 2015.
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

• Comprimento de onda: é a distância entre duas cristas ou entre dois vales


consecutivos.
ONDAS COM COMPRIMENTOS DIFERENTES

PAULO MANZI
Comprimento B Comprimento
A de onda
de onda

Comprimento Comprimento
de onda de onda

O comprimento de onda é a distância entre quaisquer duas partes


idênticas e sucessivas da onda. (Imagem sem escala; cores-fantasia.)
Fonte: HEWITT, P. G. Física conceitual. Porto Alegre: Bookman, 2015.

• Período: é o tempo que a onda leva para executar uma oscilação completa.
• A velocidade de uma onda pode ser calculada por:

v5h?f
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

TEMA 2: O som
• Todos os sons estão associados à vibração de um meio físico.
• O som não se propaga no vácuo.

A velocidade do som
• O som se propaga em meios sólidos, líquidos e gasosos.
• A velocidade do som no ar é de 340 m/s. Nos sólidos e líquidos, a velocidade de
propagação do som é maior.
VELOCIDADE DO SOM EM DIFERENTES MEIOS MATERIAIS

Meio de propagação Temperatura (°C) Velocidade (m/s)

Gás oxigênio 15 324

Gás hidrogênio 15 1.290

Água 20 1.490

Chumbo 20 1.200

Cobre 20 3.710

Alumínio 20 5.040
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

TEMA 3: AS ONDAS ELETROMAGNÉTICAS


• Não necessitam de um meio material para se propagar.
• A velocidade dessas radiações é próxima a 300.000 km/s no vácuo.
• Conjunto ordenado dos diferentes comprimentos de onda (ou de suas respectivas
frequências) é denominado espectro eletromagnético.
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO

101 103 105 107 109 1011 1013 1015 1017 1019 1021 1023 1025
f (Hz)
Ondas de rádio Micro-ondas Infravermelho Ultravioleta Raios X Raios gama

107 105 103 101 10–1 10–3 10–5 10–7 10–9 10–11 10–13 10–15 10–17
 (m)

750  (nm) 400  (nm)


SELMA CAPARROZ

ESPECTRO DA LUZ

Vermelho Verde Azul-violeta


(R) (G) (B)

Todas as ondas eletromagnéticas têm a mesma natureza. Elas se


distinguem principalmente pelos comprimento de onda (ou frequências) e
pela quantidade de energia que transportam.
Fonte: TIPLER, P. A.; MOSCA, G. P. Physicis for scientists and engineers.
Basingstoke: W. H. Freeman, 2003.
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

Aplicações médicas das radiações


• Ressonância magnética nuclear: fornece imagens detalhadas do interior
dos órgãos.
• Ultrassonografia: um som de alta frequência (ultrassom) é enviado através
do corpo, e parcialmente refletido pelas estruturas, permitindo formar uma
imagem no monitor.
• Radiografia: os tecidos moles como músculos, pele e tecidos são
atravessados pelos raios X. Os ossos absorvem essa radiação, formando
“sombras” no filme.
• Tomografia: detectores sensíveis a raios gama, raios X e feixes de elétrons
podem ser usados para formar uma imagem tridimensional do interior
do corpo.
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

TEMA 4: A luz
• São ondas na faixa de comprimentos de ondas que vão desde 400 nm até 750 nm no
espectro eletromagnético.
• Podemos enxergar o ambiente à nossa volta em razão da luz que é refletida pelos
objetos e atinge nossos olhos.
• Cada cor corresponde a um intervalo de comprimentos de onda.
comprimento
PAULO MANZI

COR
de onda (nm)
Vermelho (620-750) Ao atingir um prisma, a luz
Alaranjado (590-620) solar pode ser decomposta
Amarelo (570-590) em diversas cores, que
Verde (530-570)
seguem por direções
ligeiramente diferentes
Azul (500-570)
depois de atravessá-lo.
Anil (450-500) Fonte: TIPLER, P. A.; MOSCA, G. P.
Violeta (400-450) Physicis for scientists and engineers.
Basingstoke: W. H. Freeman, 2003.
UNIDADE 5 ONDAS: SOM E LUZ
CIÊNCIAS

As cores dos objetos


• Os objetos refletem e/ou absorvem parte da luz que os atinge.
• Os comprimentos de onda que são refletidos e absorvidos por um material definem
a sua cor.

REFLEXÃO DA LUZ BRANCA EM CORPOS

Luz vermelha refletida Luz branca refletida

Luz branca Luz branca Luz branca


incidente
Um objeto vermelho reflete
incidente incidente
a luz com a frequência
do vermelho e absorve
as outras cores da luz
branca. Enxergaremos um
objeto como branco se ele
refletir todas as cores e o
PAULO MANZI

Corpo preto
enxergaremos como preto se
Corpo vermelho Corpo branco
ele absorver todas as cores.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

6
E
D
UNIDA

GENÉTICA
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

TEMA 1: Bases da Genética


O surgimento da Genética
• A Genética é o ramo da Biologia que estuda a hereditariedade, ou seja, os padrões pelos
quais as características de um indivíduo são transmitidas de uma geração a outra.

Cromossomos e hereditariedade
• Os cromossomos são filamentos compactados e enovelados compostos de moléculas
de DNA associadas a proteínas, onde estão as instruções para o funcionamento de
cada célula e as informações hereditárias.

Genes e hereditariedade
• O material genético e hereditário dos seres vivos é o DNA.
• Um segmento de DNA que determina a produção de uma molécula específica de
RNA é chamado gene. A maioria das moléculas de RNA, por sua vez, orienta a
produção de proteínas.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Cromossomos e divisão celular


• Os genes localizam-se em regiões determinadas dos cromossomos. Um gene pode ter
diferentes versões, conhecidas como alelos.
• A espécie humana apresenta 23 pares de cromossomos em suas células.
• Nas células diploides (2n) os cromossomos ocorrem aos pares, um recebido do pai
e outro recebido da mãe.
• Nas células haploides (n), como os gametas, há apenas um representante de
cada par homólogo.

GENES ALELOS

Representação esquemática
Alelo para cor púrpura
da posição dos alelos
hipotéticos de um gene para
a cor da flor em um par de
Par de
cromossomos
cromossomos homólogos.
Local do gene para cor da flor
homólogos (Imagem sem escala;
não duplicados
cores-fantasia.)
Fonte: CAMPBELL, N. A. et al. Biology.
PAULO MANZI

8. ed. São Francisco: Benjamin


Alelo para cor branca Cummings, 2008.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

TEMA 2: As contribuições de Mendel


para a Genética
• Mendel estudou o cruzamento
TÉCNICA DE CRUZAMENTOS CONTROLADOS REALIZADOS POR MENDEL
de ervilhas-de-cheiro, buscando

SAMUEL SILVA
entender, por exemplo, por que a Antera

mesma planta produzia algumas Estigma


As anteras
sementes de cor verde e outras de são cortadas
para evitar a
autofecundação
cor amarela.
• Ele também fez cruzamentos para A corola da flor é
aberta, expondo
observar outras características, suas estruturas
reprodutivas
como a altura da planta e o
A semente é
formato das vagens. plantada no solo,
originando uma
nova planta
Procedimento adotado por Mendel para
fazer os cruzamentos controlados entre O pólen de outra
planta é transferido
plantas de ervilha-de-cheiro cultivadas por para o estigma
Sementes
ele. (Imagens sem escala; cores-fantasia.) maduras dessa flor, levando
à fecundação e à
Fonte: POSTLEHWAIT, J. H.; HOPSON, J. L. The Nature of formação da vagem
Life. 3. ed. Nova York: McGraw-Hill, 1995.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

CRUZAMENTOS REALIZADOS POR MENDEL

SAMUEL SILVA
Semente
amarela
Semente
verde

Cruzamento
I

Planta “pura” de
semente verde Planta “pura”
de semente
amarela

Descententes Representação esquemática de


produzem
apenas cruzamentos realizados por Mendel.
Cruzamento sementes
II amarelas No cruzamento I, uma planta “pura”
de semente verde é cruzada com uma planta
“pura” de semente amarela, originando
apenas sementes amarelas.
No cruzamento II, duas plantas de
sementes amarelas geradas do cruzamento I
Planta de Planta de são cruzadas, gerando sementes amarelas e
semente amarela semente
amarela verdes. (Imagens sem escala; cores-fantasia.)
Descententes
produzem sementes Fonte: GRIFFITHS, A. J. F. et al. Introduction to Genetic
amarelas e verdes Analysis. 9. ed. Nova York: W. H. Freeman, 2008.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Conclusões de Mendel OS CRUZAMENTOS DE MENDEL E OS ALELOS

PAULO MANZI
Homozigotos Homozigotos
recessivos dominantes
• A cor das sementes é determinada por um
3 3 Plantas “puras”
par de fatores, atualmente conhecidos por aa aa AA AA
alelos.
• As plantas “puras”, que apresentavam dois 3 Cruzamento I
aa AA
alelos iguais para a cor da semente, são
homozigotas.
• As plantas geradas pelo cruzamento entre Aa Aa Aa Aa

elas possuíam um alelo para semente de Geração híbrida


cor verde e outro alelo para semente de cor 3 Cruzamento II
Aa Aa
amarela. São heterozigotas.
• Alelos que predominam sobre outros,
determinando a característica, são AA Aa Aa aa
chamados de dominantes. Homozigoto
dominante Heterozigotos
Homozigoto
recessivo
• Alelos cujos efeitos são ocultados pela
Representação esquemática da relação dos
presença de outro, são conhecidos como alelos que determinam a cor das sementes
recessivos. nos cruzamentos realizados por Mendel.
(Imagens sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

TEMA 3: Hereditariedade humana


Herança genética nos seres humanos
• Determinadas características hereditárias humanas podem ser estudadas de maneira
semelhante à de Mendel, sendo determinadas por pares de alelos.
• Outras são determinadas por um gene com mais de dois tipos de alelo. Também
existem heranças que possuem explicações diferentes.
• Além da presença do alelo, diversos outros fatores são importantes para a expressão
de uma característica.

Genótipo e fenótipo
• Genótipo refere-se aos tipos de alelo que formam a constituição genética de um
indivíduo.
• Fenótipo corresponde a uma característica ou a um conjunto de características de
um indivíduo.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Herança dos tipos sanguíneos

Sistema AB0

PAULO MANZI
SISTEMA ABO
Fenótipo Genótipo Hemácias

• Apresenta quatro diferentes tipos


Sangue tipo A Proteína A
de sangue: A, B, AB e O. I AI A ou I Ai

• O que determina o tipo sanguíneo


nesse sistema é um gene, Sangue tipo B I BI B ou I Bi
Proteína B

representado pela letra I.


• Esse gene pode estar na forma de Proteína A
Sangue tipo AB
três alelos: IA, IB e i. I AI B
Proteína B
• Os alelos IA e IB são dominantes
em relação ao alelo i. Sangue tipo O ii

(Imagens sem escala; cores-fantasia.)


UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Transfusões sanguíneas
• As incompatibilidades entre tipos sanguíneos ocorrem quando o sangue
que possui células com determinada proteína é doado a um indivíduo cujo
sangue não as possui, o que causa a rejeição das células doadas.

COMPATIBILIDADE PARA
TRANSFUSÕES SANGUÍNEAS – SISTEMA ABO

Grupo Pode Pode


sanguíneo receber de doar para

A AeO A e AB

B BeO B e AB

AB A, B, AB e O AB

O O A, B, AB e O
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Sistema Rh
• As pessoas que têm a proteína Rh são denominadas Rh positivas (Rh+), e as
que não apresentam são denominadas Rh negativas (Rh–).
• Se uma pessoa com sangue Rh– recebe sangue Rh+, ocorrem aglutinações
que podem causar problemas de saúde.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

TEMA 4: A Genética nos séculos XX e XXI


Organismos geneticamente modificados (OGM)
• São quaisquer organismos que tenham seus genes manipulados para
manifestar ou ressaltar características de interesse.
• Entre os OGM estão os organismos transgênicos, nos quais o DNA de
um indivíduo recebe genes de seres de outra espécie, que expressam
características de interesse.
• A criação dos OGM é feita pela técnica do DNA recombinante. O termo
“recombinante” é usado porque, nessa técnica, o objetivo é combinar DNA de
origens distintas.
UNIDADE 6 GENÉTICA
CIÊNCIAS

Clonagem
• Um clone é definido como um organismo geneticamente idêntico ao organismo
do qual ele se originou.

PROCESSO DE CLONAGEM

ANGELO SHUMAN
Este núcleo é
descartado

O embrião
Ovócito sem núcleo é implantado
no útero de
Ovelha doadora do óvulo outra ovelha

Núcleo Fusão
de célula
somática Núcleo da Embrião
célula somática Ovelha que gesta o clone Clone
Indivíduo a clonar (doador)

Representação esquemática do processo de clonagem da ovelha Dolly.


(Imagens sem escala; cores-fantasia.)
UNIDADE 7 EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
CIÊNCIAS

7
E
D
UNIDA

EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
UNIDADE 7 EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
CIÊNCIAS

TEMA 1: Breve história do evolucionismo


Fixismo e transformismo
• Fixismo: é a ideia de que todos os seres vivos existentes mantêm inalteradas suas
formas (são imutáveis).
• Transformismo ou evolucionismo: é a ideia de que as espécies sofrem
transformações ao longo do tempo.

A teoria de Lamarck
• O processo evolutivo consistia em uma escalada de complexidade, ou seja, os seres
vivos primitivos sofreriam transformações graduais, tornando-se mais complexos
ao longo do tempo.
• Os organismos passariam a usar mais certas partes do corpo em detrimento
de outras. As partes mais usadas se desenvolveriam melhor.
• As modificações de estruturas decorrentes do uso e do desuso poderiam
ser passadas para as próximas gerações, estabelecendo a lei da transmissão
(ou herança) dos caracteres adquiridos.
UNIDADE 7 EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
CIÊNCIAS

A teoria de Darwin e Wallace


• Em 1831, Charles Darwin percorreu diversos locais do mundo, mapeando áreas
desconhecidas, e chegou às seguintes observações:
99Percebeu semelhanças entre fósseis e animais atuais.
99Encontrou fósseis de animais marinhos nas montanhas, levando à hipótese de que,
no passado, aquelas montanhas estiveram no fundo de um oceano.
99Observou que várias ilhas eram colonizadas por espécies distintas de pássaros
tentilhões que exibiam bicos adaptados a diferentes hábitos alimentares. Como
essas aves se assemelhavam muito com exemplares vistos na América do Sul,
Darwin supôs que elas seriam descendentes de ancestrais sul-americanos que
migraram e se diversificaram.
• Essas observações, aliadas a outras evidências, contradiziam a teoria aceita na época,
de uma Terra imutável, habitada por seres vivos que nunca se modificam.
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• Em 1856, o naturalista inglês Alfred Russel Wallace (1823-1913) enviou a Darwin


um manuscrito com a descrição do processo de seleção natural. Ao ler o manuscrito,
Darwin concluiu que ele e Wallace haviam chegado, de forma independente, às
mesmas conclusões.
• Wallace concebeu a teoria de evolução por seleção natural, também influenciado
por evidências obtidas em suas viagens para a América do Sul e para o arquipélago
Malaio, onde coletou plantas, insetos, aves e outros animais.
• Outro ponto importante a que chegaram é a ideia de ancestralidade, segundo a qual
espécies semelhantes descendem de um ancestral comum.
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Teoria moderna da evolução

Seleção natural

• Segundo essa teoria, os indivíduos de uma população, em geral, não são idênticos
entre si.
• Os indivíduos que apresentam uma característica específica podem ter mais chances
de sobreviver e se reproduzir do que os indivíduos da população que não apresentam
essa característica em determinado ambiente.
• Como essa característica é hereditária, ela é transmitida aos descendentes. Isso faz
com que, ao longo do tempo, um número cada vez maior de indivíduos da população
passe a apresentá-la. Diz-se então que a característica benéfica foi selecionada pelo
ambiente de maneira natural.
• Por meio do processo de seleção natural, as populações se modificam ao longo do
tempo, ou seja, evoluem.
• O processo evolutivo por meio da seleção natural, pode levar ao surgimento de novas
espécies e até de novos grupos seres vivos.
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TEMA 2: Especiação e ancestralidade


Formação de novas espécies
• O processo de especiação requer algumas condições para ocorrer:
99variabilidade: os indivíduos de uma mesma espécie apresentem diferenças entre si;
99atuação do processo de seleção natural;
99isolamento reprodutivo, que ocorre quando duas populações de uma mesma
espécie original se tornam diferentes entre si a ponto de a reprodução entre elas
não ser mais possível, formando assim, duas espécies distintas.
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Árvores filogenéticas
• São diagramas que indicam as relações de parentesco entre grupos de seres vivos e
seres já extintos.
• As espécies viventes atuais são representadas nas pontas dos ramos. Os pontos
de união com o ramo vizinho, o nó, representa o ancestral comum mais recente
compartilhado por ambas as espécies.
• Analisando uma filogenia, pode-se compreender o grau de parentesco entre as
espécies. Quanto mais recente é o ancestral compartilhado entre duas ou mais
espécies, maior é o grau de parentesco entre elas, e mais características
são comuns às espécies envolvidas.
• As árvores filogenéticas são representações que podem se modificar à medida que
surgem descobertas sobre as espécies atuais e as espécies ancestrais.
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TEMA 3: Evidências da evolução biológica


Fósseis
• São restos ou vestígios de seres que viveram no passado e ficaram conservados.
• Registro fóssil é o mais forte indício de que antigamente a biodiversidade do planeta
era diferente da atual e é uma das principais evidências da ocorrência de evolução.

Evidências anatômicas da evolução


• Órgão homólogos: são estruturas que, embora sejam responsáveis por funções
diversas, são anatomicamente semelhantes. Um exemplo de homologia é a variação
na forma dos membros anteriores dos mamíferos.
• Órgãos análogos: estruturas adaptadas para as mesmas funções, mas que são
anatomicamente diferentes e apresentam origens evolutivas distintas. Um exemplo de
analogia é a presença de asas em insetos e em aves.
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TEMA 4: Evolução e biodiversidade


Unidades de conservação
• Muitas das atividades humanas impactam direta ou indiretamente nos ambientes
naturais, prejudicando a sobrevivência de diversos seres vivos e podendo causar
desequilíbrios ecológicos.
• Uma das formas de se proteger a biodiversidade e a integridade dos ecossistemas
é por meio da implantação de Unidades de Conservação (UC).
Tipos de unidades de conservação
• Unidades de Proteção Integral: permitido apenas o uso indireto dos recursos
naturais, como recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, pesquisa
científica e educação.
• Unidades de Uso Sustentável: são áreas que visam conciliar a conservação da
natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. São permitidas atividades que
envolvem coleta e uso dos recursos naturais, praticadas de forma sustentável.
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8
E
D
UNIDA

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TEMA 1: Desenvolvimento da Astronomia


Cosmologia
• Cosmologia moderna é o estudo da origem e da evolução do Universo. Povos antigos
faziam estudos do céu, que refletiam os valores culturais e os conhecimentos
acumulados de cada povo.

Interpretações do céu
• Os povos do passado observavam e estudavam o céu com finalidades práticas, como
decidir a melhor época para caçar, plantar e colher.
• Algumas culturas investigavam o movimento de objetos celestes para determinar
princípios de liderança e de comunidade.
• Já foram encontrados e estudados diversos indícios de conhecimentos astronômicos,
como monumentos de rochas, arte rupestre e documentos escritos, feitos por
chineses, babilônios, maias, egípcios, entre outros povos.
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TEMA 2: O Universo
Galáxias
• São formadas por estrelas, planetas e suas luas, cometas, asteroides, gás e poeira.
• Podem ter diferentes tamanhos, luminosidades e formas.
• Observações astronômicas indicam que existem bilhões de galáxias no Universo.
• Durante décadas, acreditou-se que o Sol ocupasse o centro de nossa galáxia. Após
diversas medições de aglomerados de estrelas até a Terra, o astrônomo Americano
Harlow Shapley concluiu que o Sol se encontra a uma distância de aproximadamente
30 mil anos-luz do seu centro.

O lugar da Terra no Universo


• O planeta Terra está localizado no Sistema Solar, cujo astro dominante é o Sol.
• O Sol faz parte de um sistema estelar com mais de 100 bilhões de estrelas,
a Via Láctea.
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TEMA 3 - Sistema Solar


• É formado pelo Sol e outros corpos celestes que orbitam esse astro.
• Sistemas planetários são conjuntos de objetos não estelares que orbitam uma ou
mais estrelas. Incluem planetas, satélites, asteroides, cometas, fragmentos menores
e gases.
• Sistema Solar é o sistema planetário do Sol.

O Sol
• É a estrela mais próxima da Terra e fonte de luz e calor para todos os corpos do
Sistema Solar.
• A luz e o calor emitidos pelo Sol influenciam em aspectos fundamentais a existência
de vida na Terra.
• O Sol é formado principalmente pelos elementos químicos hidrogênio (73%) e
hélio (25%).
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Planetas do Sistema Solar


• Os planetas giram em torno de uma estrela e não emitem luz, mas a refletem.

Planetas-anões
• São corpos celestes que estão em órbita em torno do Sol, aproximadamente esféricos,
não têm tamanho muito maior do que os outros objetos em sua vizinhança e, ao
contrário dos planetas, encontram outros astros em sua trajetória.

Corpos menores do Sistema Solar


• Satélites naturais: também conhecidos como luas, são astros que giram em torno
de um astro maior que eles.
• Asteroides: são fragmentos rochosos e metálicos menores que a Lua.
• Meteoroides: são pequenos asteroides, geralmente pedaços de asteroide ou
de cometa ou de luas ou de outro planeta, que se deslocam pelo espaço.
• Cometas: são objetos compostos de gelo e poeira, têm órbitas altamente elípticas.
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TEMA 4 - O Sol e outras estrelas


• O Sol é considerado uma estrela comum do Universo e serve de base para o estudo de
outras estrelas.
• Todas as estrelas observáveis da superfície da Terra, sem ajuda de instrumentos,
pertencem à Via Láctea.
• Há bilhões de estrelas na Via Láctea e estima-se que existam bilhões de outras
galáxias no Universo.

Evolução estelar
• A evolução estelar descreve as mudanças pelas quais uma estrela passa desde seu
surgimento até sua extinção.
• Existem diversos tipos de estrela, variando em brilho, cor temperatura de superfície,
massa, entre outras características. Essas características influenciarão o modo como
ocorrerá a evolução de uma estrela.
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O ciclo de vida de uma estrela semelhante ao Sol


• Berçário de estrelas: as estrelas nascem em nuvens interestelares, compostas de
gás e poeira, existentes nas galáxias.
• Nascimento de estrelas: inicia-se quando regiões no interior de uma nuvem
interestelar atraem gravitacionalmente matéria que está a sua volta.
• Sequência principal: As estrelas geralmente permanecem na sequência principal
durante cerca de 90% de sua vida, e consiste na fase duradoura e estável para a
maioria das estrelas.
• Estágios finais: Ocorrem mudanças no núcleo das estrelas, alterando principalmente
o tamanho e a temperatura superficial.
• Nebulosa planetária: Após um tempo, ejetará uma nebulosa planetária, e terminará
o ciclo de evolução estelar como uma anã branca.
• O fim: Supõe-se que, um longo período depois, a estrela se transformará em um
corpo celeste chamado anã negra, que não brilha, não produz energia, é frio, denso
e escuro.
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COMPARAÇÃO DOS CICLOS DE VIDA DE ESTRELAS DE MASSAS DIFERENTES

SELMA CAPARROZ
Protoestrelas Tempo
Massa* (não está
em escala)
5 milhões de anos
203

Buraco 50 milhões
Supergigantes

negro de anos

Estrela de
neutrôns
83
10 bilhões
Supernova de anos
Estrelas semelhantes ao Sol

tipo II
Sistema
binário Supernova
tipo Ia
13
Anã branca
Gigante Nebulosa
vermelha planetária
Anãs vermelhas

1 trilhão de anos
0,23
Anã branca de hélio

Fonte: Goldsmith,
Anãs marrons

0,083 D. The far, far future


of stars. Sci Am,
* em relação à massa solar
v. 306, 2012. p. 37.
As fases finais nos ciclos de vida estelares dependem de quanta massa a
protoestrela acumulou ao se formar. (Imagens sem escala; cores-fantasia.)
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TEMA 5 - A vida fora do planeta


Condições para um planeta ser considerado habitável
• As condições são baseadas na vida como a conhecemos.
• Ter temperatura média entre 0 ºC e 100 ºC.
• Ter fontes de energia (luz estelar, calor interno ou energia química) para manter
o metabolismo dos seres vivos.
• Ser estável e ter durabilidade, para dar tempo de a vida se desenvolver.

Viagens interplanetárias e interestelares


• As distâncias entre objetos celestes são muito grandes se comparadas às distâncias
às quais o ser humano está habituado.
• Devem ser considerados fatores como a longevidade das pessoas (um ser humano vive
muito menos tempo do que o necessário para se deslocar 1 ano-luz) e os recursos
necessários, como luz solar e alimentos.