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Instituto Politécnico de Viseu

Escola Superior de Educação de Viseu


Publicidade e Relações Publicas

Cultura Visual
A fotografia e a verdade em correlação com as relações públicas.

Trabalho realizado no âmbito da unidade curricular de Cultura Visual,


orientado pela docente Inês Oliveira.

Discente: Bruno Torres 12969

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Índice
Introdução: .................................................................................................................................... 3
A fotografia e a verdade em correlação com as relações públicas. ............................................... 4
A fotografia é baseada a 100% na verdade, ou seja é realmente aquilo que vemos? ................ 5
É possível passar uma imagem diferente da que realmente é visível numa fotografia, para o
nosso público alvo? ................................................................................................................... 6
A manipulação de uma fotografia em estratégias de comunicação é frequente? ...................... 8
Conclusão: ..................................................................................................................................... 9
Bibliografia: ................................................................................................................................ 10

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Introdução:

A fotografia, é algo que contém diversas mensagens ocultas ou até mesmo visíveis, que por sua
vez, é suscetível à manipulação, quer seja do contexto, símbolos ou até o plano em que é tirada.

No decorrer deste trabalho, irei abordar um pouco sobre o tema a fotografia,


apresentando o significado comum aos olhos, por outro lado pretendo também deixar um pouco
da minha opinião a respeito desta temática, respondendo assim a algumas questões que me fiz a
mim mesmo, pensando num todo.

Penso que será algo bastante esclarecedor, mostrando assim uma visão mais ampla de
uma realidade de que muitos desconhecem. No decorrer do desenvolvimento do mesmo,
procuro reforçar a minha opinião com opiniões concretas baseadas num grande livro, “O beijo
de Judas: fotografia e verdade”, de Joan Fontcuberta. Barcelona, Gustavo Gili, 2010, tendo
como principal referência de linha de pensamento critico, o escritor, Guilherme Henrique de
Oliveira Cestari. Por fim, irei explicar, a importância de utilizarmos este recurso na nossa vida
profissional e consequentemente dando a minha opinião sobre o contexto abordado.

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A fotografia e a verdade em correlação com as relações públicas.

Em algum momento das nossas vidas já ouvimos o termo “Relações Públicas”. Para
alguém que não está, de todo, por dentro da área da comunicação este termo pode ser facilmente
associado aos “rp’s” de discoteca ou até mesmo às figuras públicas que aparecem nas festas com
o intuito de atraírem mais consumidores.

Na verdade, nenhuma dessas figuras está realmente associada à verdadeira função de um


relações-públicas, na sua integra. Estes profissionais detêm mais competências comunicacionais
do que possamos imaginar, no entanto pretendo falar um pouco do poder da fotografia e de como
a sua “manipulação”, pode afetar muito uma comunicação para um determinado público,

Posto isto, colocam-se as questões, a fotografia é baseada a 100% na verdade, ou seja se


é realmente aquilo que vemos, se é possível passar uma imagem diferente da que realmente é
visível numa fotografia, para o nosso público alvo e se a manipulação de uma fotografia em
estratégias de comunicação é frequente.

Estas serão algumas das questões que procuro responder neste trabalho, relembrando que
esta é minha análise crítica pessoal, ou seja, daquilo que para mim faz sentido e o porquê.

A função do relações-públicas está inteiramente ligada à comunicação. Deste modo, são


os relações públicas que fazem a ligação na comunicação entre as organizações/cliente e os
públicos, sendo esta a principal função do mesmo.

Neste pequeno artigo, irei forcar-me maioritariamente sobre o tema fotografia e verdade,
tentando definir de forma muito resumida o conceito da fotografia:

“A fotografia é o processo e a arte que permite registar e reproduzir, através de reações


químicas e em superfícies preparadas para o efeito, as imagens que se tiram no fundo de uma
câmara escura.

O princípio da câmara escura consiste em projetar a imagem que é captada por um pequeno
orifício sobre a superfície. Desta forma, o tamanho da imagem é reduzido e pode aumentar a sua
nitidez.

O armazenamento da imagem obtida pode realizar-se numa película sensível ou em sensores


CCD e CMOS ou memórias digitais (no caso da chamada fotografia digital).”

Conceito.de, (Publicado: 2012/Atualizado 2019). Conceito de Fotografia.

Disponível em: https://conceito.de/fotografia

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De forma muito mais resumida, e de cariz pessoal, descartando todo o processo físico e
científico que envolve a produção de uma fotografia, a mesma para mim é a forma de
registarmos momentos, e de posteriormente recordarmos e partilharmos esses momentos com
outras pessoas, para que todos possam envolver-se num determinado contexto e interpretar da
forma que bem entender.

Com base nestas definições, surge as seguintes questões:

A fotografia é baseada a 100% na verdade, ou seja, é realmente aquilo que


vemos?

Numa opinião pessoal e muito informal, acredito que a fotografia é algo muito subjetivo,

Apesar de todos nós olharmos para uma fotografia e num contexto superficial vermos
exatamente a mesma coisa, as interpretações são diferentes para todos os observadores, de modo
que a verdade, torna-se subjetiva para cada um de forma diferente.

No entanto, ainda não é esse o ponto que pretendo focar, mas sim na pergunta na sua total
integra, acredito que a fotografia, nunca é a 100% verdadeira, de modo que seja na mínima coisa,
haverá sempre uma pequena manipulação da realidade, quer seja por filtros, adereços colocados
propositadamente ou até mesmo posicionamento e forma de tirar a própria fotografia.

Isto é algo bastante interessante, e de grande importância para que uma comunicação seja
bem conseguida, é algo que sem dúvida aplicaria para o sucesso das minhas estratégias de
comunicação, pois possui um grande poder de persuasão e bastante utilizado nos dias de hoje.

Dou como exemplo, as boas ações sociais, é algo que é sempre bem visto junto dos
públicos, contextualizando-as em particular no campo político. Em que em épocas de campanha,
em que o voto é o principal objetivo, neste seguimento, a manipulação de um cenário na
fotografia, tem um poder de persuasão enorme, não sendo realmente aquela a intenção, mas a
montagem do cenário, com pessoas e um politico juntos como demonstração de proximidade e
afeto, como o exemplo como exemplo disso foi a campanha do atual presidente portuguesa, onde
a leitura das fotografias desempenhou um papel fundamental na formação de opiniões e posterior
intenção de voto.

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É possível passar uma imagem diferente da que realmente é visível numa
fotografia, para o nosso público alvo?

Na minha opinião é perfeitamente possível passar uma imagem diferente daquilo que
realmente é percetível numa fotografia, não só com o exemplo que dei anteriormente, mas
também numa fotografia comum, uma simples fotografia que detém diferentes interpretações
assim como diversos focos, em que cada pormenor pode ser posicionado ou focado
propositadamente, dando assim uma imagem diferente junto do nosso público alvo.

Um exemplo disso são as campanhas publicitárias feitas no decorrer de um filme que


como por exemplo um objeto é subjetivamente colocado, sendo esta uma publicidade indireta, é
algo que foge à vista de muitos, isto aplicar-se-ia perfeitamente numa fotografia, em que em
determinado cenário, colocar objetos propositados mas de forma muito subtil, para que possa
passar uma imagem diferente, seria algo que aplicaria numa estratégia de comunicação.

Reforço toda a minha linha de pensamento e opinião, com o livro, O beijo de Judas:
fotografia e verdade, de Joan Fontcuberta. Barcelona, Gustavo Gili, 2010, 136p, e análise do
critico Guilherme Henrique de Oliveira Cestari a respeito da obra.

Uma citação muito interessante que o autor faz no seu livro, vai de encontro exatamente com o
meu pensamento, sendo esta:

“Toda imagem é fruto de interferências que permitem ao interlocutor presumir contextos,


intencionalidades, inevitabilidades e consequências de acordo com seu próprio repertório. Ao
conceber imagens mentais sobre tais condições de produção, o observador sofre influência da
imagem material. Logo se evidencia um processo cíclico em que intervenções geram imagens,
que, por sua vez, produzem impacto sobre o leitor. Imagens materiais evocam lembranças,
influem sobre pensamento, identidade e conduta daquele que antes era apenas leitor, mas que
imergiu nas matrizes simbólicas da imagem e contribuiu para ressignificá-las. Em outras
palavras, olhar e pensamento determinam e são determinados pelas imagens”

Afirma o autor Guilherme Henrique de Oliveira Cestari, pág.. 257, na sua breve análise
do livro original.

Disponível em:
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/12205/11429

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Um ótimo exemplo do que é citado anteriormente, é a fotografia apresentada de seguinte,
que no qual irei explicar e reforçar a minha opinião.

“Toda imagem é fruto de interferências que permitem ao interlocutor presumir contextos,


intencionalidades, inevitabilidades e consequências de acordo com seu próprio repertório.”
Guilherme Henrique de Oliveira Cestari, pág.. 257.

Nas fotografias apresentadas, concluímos que é perfeitamente possível recorrer a


manipulação, sendo assim uma técnica cada vez mais utilizada, de modo que o que nos é
mostrado, é apenas aquilo que nos querem passar, ou fazer acreditar.

No fundo, a fotografia 1, apresentando um plano mais fechado, mostra-nos um produto


delicioso e acabado de fazer, dando ênfase à beldade e frescura do produto, enquanto que na
fotografia 2, num plano mais aberto, mostra-nos o “backstage” daquilo que nos querem transmitir,
o mesmo acontece com tudo o que nos disponibilizado, quer seja comida, pessoas, paisagens, nem
tudo corresponde à realidade.

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A manipulação de uma fotografia em estratégias de comunicação é frequente?

Vivemos numa era em que as pessoas dão muito valor à sua imagem, é algo que cada vez
mais as mesmas tendem em passar cá para fora algo que não corresponde à sua realidade.

Neste seguimento, acredito que a manipulação da fotografia faz cada vez mais parte do
nosso quotidiano. Ou seja, numa fotografia para as redes sociais, em que toda a gente edita as
suas fotos como bem entende, para que fiquem apresentáveis aos olhos dos seus públicos,
tentando dar uma visão melhorada, fugindo assim à realidade.

Deste modo considero também que seja algo frequentemente utilizado no geral, (desde
pessoas a corporações/marcas)

Numa visão generalizada, acredito que seja algo com um enorme potencial, apesar de não
achar muito ético dentro de alguns contextos, pois estamos a ocultar a verdade, no entanto é algo
que traz grandes resultados e vantagens para as nossas estratégias de comunicação, de modo que
para garantir o sucesso das minhas estratégias, utilizar as mesmas.

Sendo algo, perfeitamente aplicável nas nossas vidas, servindo assim também como lição
ou possível recurso, de modo a que tenhamos sempre cuidado com a imagem que passamos para
o exterior, e sabermos moldar isso da melhor forma, consoante os nossos interesses.

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Conclusão:

Através da análise do conteúdo abordado neste artigo de opinião, podemos concluir que
o recurso à manipulação da fotografia, sendo ele em qualquer contexto, é uma poderosa técnica
de persuasão. A acrescentar a isto, destaco o facto de ser algo que nos traz bastantes vantagens
na nossa vida profissional.

Terminando assim com a opinião e pequena exemplificação, de como podemos


conseguir bastante sucesso, quer na nossa vida profissional como pessoal,

Numa opinião pessoal, penso que retive bastantes conhecimentos na ao aprofundar um


pouco a respeito de uma temática que até uns tempos me passava ao lado, pois ao falar-mos de
fotografia e verdade, associa-mos apenas a ao Photoshop e alteração de cores, sendo que com
este aprofundamento cheguei mais longe, ao descobrir verdadeiramente o impacto que uma
fotografia tem nas nossas vidas e como podemos tirar proveito disso..

A realização deste trabalho de investigação foi fundamental para a aquisição de diversas


competências, permitindo-me através do mesmo aplicar todos os conhecimentos retidos na nossa
futura prática profissional.

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Bibliografia:

Conceito.de, (Publicado: 2012/Atualizado 2019). Conceito de Fotografia.

Disponível em: https://conceito.de/fotografia

O beijo de Judas: fotografia e verdade, de Joan Fontcuberta. Barcelona, Gustavo Gili, 2010 e
análise da crítica de Guilherme Henrique de Oliveira Cestari (discursos fotográficos, Londrina,
v.8, n.13, p.253-257, jul./dez. 2012.

Disponível em:

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/12205/11429

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