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Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Direito Internacional Económico – 3.º Ano/Turma da Noite (2014)

EXAME

1) Defina três, e apenas três, dos seguintes conceitos:


a) Soft law
b) Regra do consenso negativo
c) Acordo Comercial Plurilateral
d) Compensações

2) Comente duas, e apenas duas, das seguintes afirmações:


a) A exceção da segurança é, seguramente, a mais importante das
exceções previstas no Acordo sobre Contratos Públicos”.
b) “Os painéis têm reduzido as possibilidades de uma Parte do Acordo
sobre Contratos Públicos fugir às suas obrigações”.
c) “O Acordo sobre Contratos Públicos não é aplicável aos contratos
celebrados no âmbito de uma ajuda condicionada a países em
desenvolvimento”.

Duração de 120 minutos.


Cotações: 1) 2,5 valores cada; 2) 6,25 valores cada.
GRELHA DE CORREÇÃO

GRUPO 1

a) Descrição do fenómeno, das razões da sua existência, da sua


profunda heterogeneidade e destacar a possibilidade de produção de efeitos
jurídicos (exemplos).
b) Explicação da regra, das razões da sua criação, dos casos em que se
aplica e contrastá-la com a regra do consenso positivo.
c) Falar do n.º 3 do art. II do Acordo que Cria a OMC, das diferenças
relativamente aos acordos comerciais multilaterais e mencionar os acordos
plurilaterais que existem atualmente.
d) Falar do princípio geral (art. IV, n.º 6, do Acordo da Organização
Mundial do Comércio sobre Contratos Públicos), das exceções (artigos V e
III, n.º 1, do mesmo Acordo), das condições de aplicação e do Anexo 7 de
Israel.

GRUPO 2

a) Identificar a exceção no acordo da OMC sobre Contratos Públicos


(artigos III, n.º 1 e XXII, n.º 14, e anexos das Partes ao Apêndice I), falar das
condições de aplicação, referir a jurisprudência relativa ao art. XXI do GATT
e a importância da exceção nos dias de hoje.
b) Referir e analisar os casos United States – Procurement of a Sonar
Mapping System (1992) e Korea – Measures Affecting Government Procurement (2000).
c) Explicação do fenómeno, identificar a cobertura legal prevista no
acordo da OMC sobre Contratos Públicos (art. II, n.º 3, alínea e)(i)) e os
argumentos a favor e contra a continuidade da atual prática de subordinação
da ajuda.