Você está na página 1de 34



    

 

   

  

 

    

 

 
Índice
Introdução............................................................................................................................................3

Parte I: introdução Teórica


Breve História da flauta......................................................................................................4
f f

Parte II: Lições progressivas:


......................................................................................

Parte III – Exercícios diários onoridade e scala


...........................................................................................................

f
f

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 2


Introdução

Este método tem por objetivo ensinar desde o início como tocar Flauta Transversal, por isso o
chamamos de Inicialização em Flauta Transversal, ele o levará, passo a passo, nota por nota, ao
aprendizado deste maravilhoso nstrumento. Desenvolvemos cada lição de forma progressiva
analisando as dificuldades intrínsecas do instrumento. Siga passo a passo todas as instruções teóricas e
os estudos diariamente e assim terá um excelente aprendizado.

A sequência deste método de Inicialização em Flauta de Bambu está dividida em três


partes, na primeira parte temos uma introdução teórica sobre a flauta e a correta forma de tocá-la, logo
a seguir na segunda parte, às lições de forma progressiva levando ao aprendizado da digitação da
flauta, sonoridade e leitura. Por fim temos uma Tabela da digitação da flauta, studo mais profundo
da artitura e breves exercícios diários para aprender e desenvolver sua sonoridade e técnica
através da pr tica de escala, ambos devem ser praticados simultaneamente.

Esperamos que este método por nós produzido o envolva seguindo todas suas instruções e executando
cuidadosamente suas lições e que, ao final deste percurso, você se sinta ainda mais motivado para
aprofundar os conhecimentos adquiridos não há segredo e nem fórmula mágica, basta apenas que você
se coloque em atitude, disposição, curiosidade, determinação e interesse.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 3


Parte I - Introdução teórica
Na primeira parte temos uma introdução teórica sobre a flauta e a correta forma de tocá-la você deve
estudar a primeira parte atentamente antes de começar a segunda.

Breve história da flauta


A flauta é um instrumento de sopro da família das madeiras. Sua origem remonta o período neolítico de
nossa civilização quando o homem, com a intenção de imitar o som dos pássaros, produziu os
primeiros instrumentos de sopro que se tem registro através de bambus perfurados.
As flautas são encontradas em vários tipos e formatos, sendo as mais comuns, a doce e a transversa;
possuindo, cada um desses tipos, uma grande variedade de modelos, que se distinguem pelo tamanho,
afinação e pelo material do qual são feitos.

A flauta doce é usualmente produzida em madeira ou matéria plástica, já a transversa, em madeira ou


metal; existindo, também, aquelas que são produzidas em prata, ouro ou mesmo cristal.

A flauta doce tem suas notas afinadas através de um sistema de perfuração ao longo do seu corpo. A
transversa também se apresentava da mesma forma
f
f f

A flauta doce, por sua inicial acessibilidade, é muito usada na musicalização infantil.

As flautas são, portanto, há muito usadas em conjuntos de câmara, orquestras, bandas; tanto na
música erudita, quanto na popular. No Brasil, podemos dizer que a flauta encontrou terreno propício,
notadamente, desde o século IXX, na polca, na modinha, no choro e na valsa; através de músicos como
Patápio Silva, Pixinguinha, Altamiro Carrilho, entre outros.

Pife também chamado P fano ou P faro

O nome pífano é designado para chamar flautas rústicas de um modo geral. Costuma referir-se a um
tipo de flauta transversal feita em bambu

Porém, no Brasil, o que habitualmente se chama de pífano é uma flauta de influência indígena feita de
taboca ou de taquara e foi utilizada pelos primeiros cristãos, caboclos nordestinos, para cerimônias
religiosas e festas. As festas e a música feita por esse tipo de banda constitui, junto com outras
manifestações, o embrião de gêneros musicais ligados ao forró.

Assim como toda manifestação cultural do Brasil, o P fe recebeu influências de outras culturas,
adaptando-se à música européia e, mais tarde, as bandas de pífanos passaram a apresentar influência
africana, adotando um som mais percussivo ainda.

O Pife foi absorvido e adaptado pelo homem nordestino para sua cultura e tornou-se um instrumento
comum, utilizado para animar toda e qualquer festividade, inclusive, eventos sacros como novenas.

Os músicos mais famosos do Pife são: Zabé da Loca (PB), João do Pife & Banda Dois Irmãos, Zé do Pífano
(PE), e Banda de Pífanos de Caruaru.

O interesse pelo belo e exótico som vêm crescendo. O renomado multiinstrumentista Carlos Malta
modernizou as bandas de pífanos com seu trabalho "P fe Muderno" e João do Pife, apesar de pouco
comentado na mídia, já esteve em 27 países.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 4


Veja a seguir as caracteristicas de uma flauta Pífano:

Bocal :
O bocal, também conhecido como Cabeça, é a parte onde o som da
Flauta é produzido. No bocal, apoiamos nosso queixo e lábio inferior e
Riser, que é o orifício onde assopramos para produzir o som. Confira
figura ao lado.

Corpo :
O corpo é a parte central onde contém os outros 6 furos onde são
realizadas as notas musicais.

Procedimento de Secagem e Limpeza

Após o estudo, é importante secar a parte interna da flauta e limpar a parte externa de suor e
gordura das nossas mãos.

Limpeza Interna: Para limpeza interna, é necessária uma pequena flanela de algodão.

Passe pela agulha da vareta da flauta, a ponta da fralda de algodão


e enrole sobre a vareta.

Insira a vareta com a fralda de algodão de baixo para cima.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 5


Limpeza Externa :

Para limpeza externa, é necessária uma flanela macia para não


riscar a flauta. Passe levemente a flanela sobre a flauta.
Se preferir passe óleo de peroba para deixar sua flauta sempre
brilhante.

A flauta transversal é o único instrumento de sopro tocado lateralmente e em função disto temos alguns desafios
para sustentar e equilibrar a flauta. Segue abaixo instruções a seguir para adquirir o bom equilíbrio da flauta e o
conforto do corpo no desempenho da flauta transversal.

Pontos de sustentação (apoio) da Flauta:


Existem quatro pontos de apoio para segurarmos a flauta, o polegar da mão direita, o dedo mínimo da mão
direita, o dedo indicador da mão esquerda e a região do queixo.

1 – Polegar da mão direita: O primeiro apoio de sustentação é o polegar da mão direta. O polegar da mão direta
é o apoio mais firme para segurar a flauta, ele deve estar abaixo terceiro furo.

2 – Dedo mínimo da mão direita: O segundo apoio de sustentação é o dedo mínimo da mão direita. O dedo mínimo
da mão direita na maioria das notas permanece abaixo do primeiro furo.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 6


3 – Dedo indicador da mão esquerda: O terceiro apoio de sustentação é à base do osso falange proximal
do dedo indicador, podemos dizer também que é a base
inferior do dedo indicador. Observe a figura ao lado, o
tubo da flauta fica apoiado sobre a base do osso falange
proximal do dedo indicador da mão esquerda. Neste
lugar há um pequeno degrau onde a flauta encontra
apoio. Podemos dizer também que o início da terceira
parte macia do dedo indicador da mão esquerda deve
ser o apoio do tubo da flauta.

É importante observar que diferente da mão direita, o polegar da mão esquerda não tem função de
apoio e sustentação da flauta.

4 – Região do queixo e lábio inferior: O quarto apoio de sustentação é a região do queixo e do lábio
inferior.

É importante não cometer o erro de pressionar excessivamente a flauta contra o queixo,


machucando a parte interna dos lábios pressionada contra os dentes inferiores.

Posições corretas das mãos

As mãos têm um papel fundamental na performance da Flauta Transversal, é por ela que seguramos a flauta e
obtemos a digitação das notas. Quanto mais perfeita for à posição das mãos do flautista, maior e melhor
resultado técnico e sonoro se obterá, além de aumentar a vida útil do flautista por se prevenir lesões. Vamos
analisar separadamente a mão direita e a esquerda.

Mão Direita
A mão direta tem funções primordiais, nela está o ponto de sustentação mais firme para segurar a flauta e o
apertar da chave de apoio. Ter uma postura correta desta mão direita é essencial para evolução dos estudos.
Uma postura incorreta da mão direita implicará em dificuldades em segurar a flauta, rigidez na movimentação dos
dedos e dores musculares.

1) A mão direita precisa ter a posição da Letra ‘C’.

Esta posição em ‘C’ da mão direita é uma posição confortável porque os tendões da mão não
ficam esticados e nem retraídos demasiadamente.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 7


2) A mão direita precisa estar alinhada perpendicularmente a Flauta.

Manter a mão perpendicular à flauta permite que


fique alinhada com o punho e antebraço e os
dedos tenham livre ação e flexibilidade. A mão
direta nesta posição permite um conforto para os
tendões, músculos da mão e punho.

Inclinar a mão direita para o lado, debruçando sobre a flauta é incorreto


porque o pulso é forçado, os dedos ficam rígidos e o antebraço é tencionado.

3) As chaves da flauta devem ser apertadas em sua parte central, pela polpa dos dedos.

4) O Polegar da mão direta é o apoio mais firme para segurar a flauta, ele deve estar acima do terceiro
furo.

5) O dedo mínimo da mão direita não pode estar esticado e tensionado. Observe a posição correta do
dedo mínimo na foto abaixo.

O dedo mínimo permanece na maioria das notas apertando como apoio, ele deve ficar próximo ao
primeiro furo. Não levante o dedo mínimo para cima como uma antena de rádio.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 8


6) Quando os dedos não estiverem apertando os furos, deixe-os próximo a ela em torno de um
centímetro.

Não deixe os dedos elevados para cima.

Mão Esquerda
A Mão esquerda precisa de uma atenção especial visto que geralmente entre os iniciantes duas
dificuldades sempre estão presentes: o apoio de sustentação e a posição do polegar.

1) A mão esquerda tem um formato diferente em relação à direita, posso ilustrar como um formato em
‘C‘ mais quadrado:

2) A base inferior do dedo indicador é o apoio de sustentação da flauta na mão esquerda.


O tubo da flauta deve ficar apoiado sobre a base do
osso falange proximal do dedo indicador da mão
esquerda. Neste lugar há um pequeno degrau onde a
flauta encontra apoio. Podemos dizer também que o
início da terceira parte macia do dedo indicador da mão
esquerda deve ser o apoio do tubo da flauta. É
importante observar que diferente da mão direita, na
mão esquerda o polegar não tem função de apoio e
sustentação da flauta.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 9


3) O Polegar da mão esquerda fica um pouco inclinado para dentro.

O polegar da mão esquerda ficara como apoio

4) O dedo médio, anelar e mínimo deve estar curvado sobre a flauta e sua polpa apertando a parte
central das chaves.

Quando os dedos não estão apertando as chaves, eles devem ficar próximos, em
torno de um centímetro e tome cuidado especial com o dedo mínimo que tende
a ficar elevado para cima como uma antena de rádio.

Para finalizar minhas instruções aqui sobre a boa postura das mãos ao tocar
Flauta Transversal, nunca tencione os dedos e mãos, sempre os deixe relaxado e
com toques suaves sobre as chaves. Toque com Suavidade.

Postura Correta do Corpo


A posição do corpo deve ser confortável, evitando posturas que cause dores musculares e de coluna.

Para que sua coluna permaneça reta, é necessário inclinar o corpo aproximadamente 15 graus à direita
em relação à partitura, virando-se somente o pescoço e com o instrumento um pouco para frente.

Postura de Pé:
Na posição de pé, a coluna deve permanecer reta, os pés devem estar um pouco afastados, e o peso do
corpo distribuído igualmente entre as duas pernas. Os braços devem estar afastados do tórax e a cabeça

elevada como se observasse a linha do horizonte. Embora o


bocal da flauta se apoie sobre o queixo, a cabeça deve estar
como se estivesse flutuando, sem tencionar os músculos do
pescoço para segurá-la. É comum tencionar os músculos do
pescoço e ombros, por isso, esteja sempre atento a estes
músculos.
Postura Sentada:
Na posição sentada, vale o que descrevemos sobre a postura
de pé e acrescentamos que, o abdômen e a parte lombar das costas devem estar eretos, evitando
posturas curvadas. Analise as figuras abaixo.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 10


Ombros e Antebraços:
A flauta é um instrumento leve e em função disso não há necessidade de forçar os músculos dos ombros
e antebraços para segurá-la. Se você tencionar os músculos dos ombros e antebraços, isto afetará
diretamente seu som, sua digitação, além de causar dores musculares.

Cabeça e pescoço:
A cabeça deve estar como se estivesse flutuando, sem tencionar os músculos do pescoço para segurá-la.

Sobre afinação da Flauta


A afinação é essencial para todo instrumento musical. Sem estar afinado não é possível tocar com mais
de um instrumento e soar agradável.

É comum afinar o pife em “G” (sol maior), com escala diatônica (aquela do dó-ré-mi-fá...), mas pode ter
qualquer afinação que o construtor desejar (e as leis da física permitirem). Sua tessitura (alcance da
escala) é de duas oitavas e meia. Medindo 42cm de comprimento, 1,5cm de diâmetro e 3mm de
espessura (estas medidas variam, principalmente em instrumentos de bambu). Emite um som doce e
penetrante. Sofre variações de timbre e altura mediante mudanças na temperatura e umidade do ar.

A flauta de bambu Pífano é afinada em sua fabricação , ela pode ser afinada em diferentes tonalidades .
Não é possível afinar o pífano já que a afinação permanece a mesma e não desafina, a menos que o
bambu seja danificado.

Para quem é iniciante recomendamos sempre as flautas em C (dó) de 30 cm, e a em G (sol) de 40cm.
essas duas flautas são menores e falicitará o aprendizado.

Os Pífanos medem de 30 á 51cm , quanto maior a flauta mais grave ela fica.
a flauta mais grave entre os Pífanos é a flauta em D (ré) de 51cm (está flauta também esta na categoria
das Bansuris)

Vou usar como exemplo a flauta em G(sol) , se sua flauta for em outra afinação consulte o seu manual com
a escala Harmônica.

A flauta Pifano contém 7 notas principais. veja na imagem a baixo:

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 11


Sobre a respiração e maior capacidade de sopro
Como todos os instrumentos de sopro, para ter um lindo som com sua flauta, sua qualidade respiratória
é muito importante. A qualidade respiratória se refere a dois pontos, a capacidade pulmonar (maior
quantidade de ar) e o controle na emissão de ar. Na capacidade pulmonar devemos exercitá-lo de
modo a conseguir usar maior quantidade de ar nos pulmões e no controle da emissão de ar, saber
direcionar e dosar a quantidade, volume e velocidade do ar. No início do estudo de Flauta Transversal, é
comum o iniciante sentir tonturas, isso acontece por estar acostumado a fazer respirações curtas de
pouco ar. À medida que avança em seus estudos, sua capacidade pulmonar vai aumentando de modo a
não sentir mais tonturas. Para que sua capacidade pulmonar aumente são necessários alguns exercícios
simples que segue abaixo. Antes da explicação destes exercícios, vamos relembrar o que é Inspiração e
Expiração.

Inspiração: A inspiração é o processo de sugar o ar para dentro do organismo, é introduzir o ar


atmosférico nos pulmões (sugar o ar).

Expiração: Expiração é liberar o ar contido nos pulmões para fora do corpo, é expelir o ar dos pulmões
(assoprar).

Para tocar flauta, saber inspirar e expirar são igualmente importantes.

Exercício simples de respiração

1- Exercício 1 – Inspiração profunda


Passos:
1. Fique de pé
É necessária ficar em pé com uma postura ereta e relaxada.
2. Inspirar profundamente e lentamente
Sugue lentamente para dentro dos pulmões a maior quantidade possível de ar, expandindo a
caixa torácica.
3. Repouse a mão em suas costelas
Repouse a mão em suas costelas para sentir e observar seus movimentos.
4. Expirar todo o ar dos pulmões
Assopre lentamente para fora todo o ar dos pulmões, relaxando-se todos os músculos
utilizados para a inspiração.

2- Exercício 1 – Inspiração rápida e forçada


Passos:
5. Fique de pé
É necessária ficar em pé com uma postura ereta e relaxada.
6. Inspirar rápida e forçada
Sugue rapidamente para dentro dos pulmões a maior quantidade possível de ar, com força,
expandindo a caixa torácica.
7. Repouse a mão em suas costelas
Repouse a mão em suas costelas para sentir e observar seus movimentos.
8. Expirar todo o ar dos pulmões
Assopre rapidamente para fora todo o ar dos pulmões, relaxando-se todos os músculos
utilizados para a inspiração.

Faça estes exercícios respiratório diariamente, de 5 a 10 vezes, seja antes de estudar ou mesmo
naqueles minutos de folga, no banho ou em outros momentos possíveis. Estes exercícios são
importantes quando estamos em nossos primeiros passos, são simples e contribuíram para desenvolver
maior qualidade e capacidade respiratória. Posteriormente, com avanços, realizará exercícios mais
complexos e avançando.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 12


Embocadura
Embocadura é a correta posições dos lábios sobre o bocal da
flauta para se produzir som. Para o bom desenvolvimento da
embocadura, é importante compreender como o som da flauta é
produzido. O som da flauta é produzido quando o ar que
assopramos sobre o bocal da flauta se choca sobre o riser, e
vibrações acontecem no ar e na madeira, causando ondas
que produzem o som da flauta (veja figura ao lado).A emissão
do som na flauta tem uma relação direta com a qualidade do
nosso ar, sua velocidade, volume, ângulo e outras relações.
Com a dedicação aos estudos, aos poucos vamos adquirimos o controle sobre a embocadura para
produzir o som na flauta e com qualidade.

Posição da embocadura:
Para formar a Embocadura da Flauta, repousamos nosso lábio
inferior sobre o porta-lábio da flauta cobrindo 1/4 do furo do
bocal e com o lábio superior mais a
frente, assopramos para dentro da
flauta, de modo que a maior parte
do ar se choque com a parede da
chaminé do furo do bocal (Riser) e
a menor parte do ar vá ao ar livre. Veja as figuras ao lado.

Os Lábios devem estar centralizados no furo do bocal e ter um formato natural, sem esticar os cantos
com excessiva tensão, ou comprimi-lo. Veja ilustração abaixo.

Errado Correto Errado

Embora cada pessoa tenha sua anatomia e por isso desenvolve formatos de embocadura diferentes,
segue fotos da embocadura de grandes Mestres da flauta para observação e aprendizado.

Foto da Embocadura de alguns grandes Mestres da Flauta

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 13


Para emitir notas graves e agudas, algumas modulações na embocadura são necessárias; nas notas
graves o sopro precisa de maior volume, menor velocidade, direcionando para baixo e com a
embocadura mais relaxada. Nas notas mais agudas o sopro precisa de menos volume, maior velocidade,
direcionando o sopro para frete. À medida que as notas vão ficando mais agudas, o lábio inferior vai
cobrindo mais o bocal e a embocadura vai ficando mais firme, no entanto, sem excesso de tensão nos
lábios sem exprimir os lábios e o som. É importante que a garganta esteja sempre aberta para o livre
fluxo de ar e a língua repousada sobre dente inferior. Veja figura em corte da correta embocadura.

Primeiro som
Para desenvolver a embocadura em seus primeiros passos, segue dois exercícios iniciais, o primeiro
utilizando uma garrafa e o segundo apenas o bocal da flauta.

1. Exercícios com uma garrafa


A forma de se produzir o som em uma garrafa de gargalo estreito é
muito semelhante a forma de se produzir o som na flauta, deste modo,
produzir o som em uma garrafa irá contribuir no aprendizado da
embocadura na flauta.

Passos do exercício:
1. Pegue uma garrada de vidro com gargalo estreito e posicione
sua borda sobre o lábio inferior, conforme foto ao lado. Observe que a
borda do gargalo estreito da garrafa deve estar posicionada bem abaixo onde termina o lábio inferior.

2. Sopre através do gargalo estreito de modo que parte do ar se choque na borda interna do
gargalo, produzindo o som. Não estique os lábios além do necessário para formação da
embocadura.

3. Faça este exercício com a garrafa vazia e com a garrafa cheia de água até a metade e observe a
diferença no som. Tente variar o volume e a velocidade do ar e observe as mudanças que isso
causa no som.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 14


2. Exercícios apenas com o bocal
Agora com apenas com o bocal da flauta iremos produzir o seu
primeiro som na flauta. O primeiro som realizado na garrafa de gargalo
estreito é semelhante a emissão do som apenas com o bocal da flauta.

1. Pegue apenas o bocal da sua flauta


e posicione o maior lado do porta-lábio sob

centralizado aos lábios e cobrindo pelo lábio inferior 1/4 do furo do


bocal. Não cubra muito o bocal para que o som não soe espremido e estrangulado.

2. Com o lábio superior mais à frente, assopre para dentro da flauta com o
objetivo que o ar se choque na parede frontal do riser, conforme figura ao
lado. Não estique os lábios além do necessário para formação da
embocadura, conforme vimos acima.

3. Tire som apenas com o bocal e repita muitas vezes, até que se sinta seguro e natura em emitir
a sonoridade na flauta apenas com o bocal. Tente variar a velocidade do ar, o volumo e o
ângulo e observe as mudanças que isso causa no som.

Três dicas para ser um grande flautista: A primeira pergunta, mesmo antes de começar as aulas de
flauta, sempre é: quando estarei tocando bem? Em quanto tempo? -Esta resposta sempre está
relacionada ao modo como você vai levar seus estudos com a flauta e seu amor pelo instrumento. Deixo
aqui algumas dicas não técnicas, mas de atitudes que você deve tomar para que tenha um bom
desenvolvimento no estudo da flauta transversal.

1) Continuidade: A flauta é um instrumento que exigem estudo continuo. Não adianta estudar
cinco horas em apenas um dia na semana, o importante é estudar todos os dias. Você terá maior
desenvolvimento estudando 40 minutos todos os dias da semana do que 5 horas em único dia da
semana.
2) Estudar o proposto: É essencial seguir os estudos propostos pelo professor. É comum alunos
deixar de lado os estudos necessários exigidos pelo professor para tocar músicas a gosto próprio.
Agir assim retarda o desenvolvimento. É bom e saudáveis tocas as músicas que gostamos, mas
desde que não deixe de lado os estudos pedidos pelo professor.

3) Ouvir flauta: É importantíssimo ouvir grandes mestres da flauta diariamente. Pesquise flautistas
de Pífano e ouça musicas na internet, Ouça essas gravações diariamente e o faça com apreciação e
como aprendizado; preste minuciosa atenção no som deles, na forma de interpretar a música, na
forma de respirar, suas posturas e etc. Alimentar a paixão pela flauta apreciando os grandes
Mestres é essencial.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 15


Parte II - Lições de forma progressiva
Na segunda parte estão as lições de forma progressiva, nota por nota, levando ao aprendizado da
digitação da flauta, sonoridade e leitura. É muito importante que tenha estudado atentamente toda a
introdução teórica da Parte I para fazer a Parte II.

NOTAÇÃO MUSICAL (TEORIA MUSICAL)

Notação musical é o nome genérico de qualquer sistema de escrita utilizado para representar graficamente uma peça
musical, permitindo a um intérprete que a execute da maneira desejada pelo compositor ou arranjador. O sistema de
notação mais utilizado atualmente é o sistema gráfico ocidental que utiliza símbolos grafados sobre uma pauta de 5
linhas, também chamada de pentagrama. Diversos outros sistemas de notação existem e muitos deles também são
usados na música moderna.

1- O que é Música?
Música é a arte de combinar os sons simultânea e sucessivamente, com ordem, equilíbrio e proporção dentro do
tempo. É a arte que fala através do som.

2- Notação musical – Escrita da música.


A música é representada por sete notas:
Do – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si

Escala é o conjunto de oito notas sucessivas (ordem natural do som), sendo que a primeira nota se repete lá no alto.
Escala de Dó:

As cifras das notas podem ser representadas pelas respectivas Letras:


C – Do G – Sol
D – Ré A – Lá
E – Mi B – Si
F – Fá

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 16


3- Pentagrama ou pauta musical

É o conjunto de cinco linhas horizontais, paralelas, eqüidistantes, e os quatro espaços entre elas.

As linhas são contadas de baixo para cima. É nas linhas e nos espaços que se escrevem as notas
representativas dos sons musicais.

Linhas e espaços suplementares

São linhas e espaços usados acima ou abaixo da pauta para que possa anotar todos os sons nas várias alturas,
já que a pauta em si não é suficiente.

A música é formada por três elementos: melodia, harmonia e ritmo.

a) Melodia – Conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva (concepção horizontal da música)

b) Harmonia – Conjunto de sons dispostos em ordem simultânea (concepção vertical da musical)

c) Ritmo – Ordem e produção em que estão dispostos os sons que constituem a melodia e a
Harmonia.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 17


4- Claves

Claves são sinais usado no início da pauta para determinar o nome e a altura das notas. São três tipos de
clave: Sol, Fá e Dó.
Clave de Sol
Determina o local da nota Sol, anotada na segunda linha.

Som = vibração

5- Propriedades Físicas do Som


São três: altura, intensidade e timbre.

a) Altura
É a propriedade do som ser grave, médio ou agudo.

b) Intensidade
É a propriedade do som ser fraco ou forte. Caracteriza-se pela amplitude da vibração. Por exemplo,
quando tocamos uma corda com mais força, a amplitude da vibração é maior e consequentemente o volume do som
também será maior.

c)Timbre
É a qualidade do som que nos permite reconhecer sua origem. É através dele que diferenciamos o
som dos vários instrumentos. O timbre está relacionado com a série harmônica, produzida pelo instrumento emitido.

6- Figuras ou Símbolos ou Valores: São sete.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 18


Digitação de Escala:

Desde o início observe a si mesmo e procure uma perfeita postura das


1.. Nota Sol mãos e do corpo, conforme expomos na Parte I. Você pode usar um
espelho para se observar e se corrigir. Leve seu professor muito a sério
quando ele corrigir sua postura. Uma perfeita técnica só pode ser
construída sobre uma correta postura.

Para uma boa sonoridade, o controle do nosso sopro é essencial.


2.. Nota Lá Assopre de forma continua, volumosa e controlada. Pense em um
sopro que balança as chamas de uma vela, mas sem apaga-la, ao
invés de um sopro brusco e cuspido que apaga as chamas da vela.

3.. Nota Si

Quanto mais grave a nota, maior volume de ar é necessário


4. Nota Dó para soar a nota. É importar desenvolver uma maior
capacidade respiratório, portanto, faça os
exercícios propostos na página 12: Exercício simples de
respiração.

5. Nota Ré

6. Nota Mi

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 19


7. Nota Fa# (sustenido)

8. Nota Sol Está nota exigem um volume maior de ar que deve preencher todo
tubo da flauta, até chegar ao pé da flauta. Não sopre com força e
velocidade, mas com volume e um ângulo de sopro mais para baixo. É
importar desenvolver uma maior capacidade respiratório, portanto,
não deixe de praticar os exercícios propostos na página 13: Exercício
simples de respiração.

Musica:
A música a seguir tem uma simples e bela melodia. Não faça de forma mecânica, se
envolva a música e procure se expressar de forma sentimental.

Fique atento para a correta posturas das mãos e do corpo!


= 4 tempos = 2 tempos = 1 tempo

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 20


A leitura ritma é importante, portanto, conte os tempos corretamente. A leitura das
notas deve ser feita dinamicamente, ou seja, não tente ler os nomes das notas
mentalmente, associe a nota no pentagrama direto a sua digitação no instrumento.

É essência decorar os nomes das notas no pentagrama.

Veja a baixo a musica com as posições das notas, mas nunca se esqueça de treinar a leitura com a partitura!

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 21


Exercicios:

1. No primeiro exercício temos a escala harmônica e é importante que ao descer a


escala, não deixe a sonoridade cair, ficar baixinha (piano). Faça toda escala com a mesma
sonoridade e intensidade.

2.

3.

Não se preocupe com velocidade, faça os exercícios de forma lenta. É na execução lenta que
aprendemos mais rápido. Preste atenção na perfeita digitação e sonoridade das notas.

4.

5.

6.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 22


Articulação: olpe de linha simples
O “Golpe de Língua” é um modo de atacar o som na Flauta usando a língua como uma válvula que
interrompe a passagem de ar e logo em seguida libera este ar interrompido. No “Golpe de Língua” nossa
língua que antes em repouso, se move suavemente e sua ponta encosta contra a face interna do dente
superior e logo em seguida voltam a sua posição de repouso. Este movimento da língua é semelhante à
movimentação da língua quando pronunciamos a silaba “T”, por isso, usamos a silaba “T” para fazer o
Golpe de Língua. Veja abaixo as três fases do golpe de língua:

1º Fase: Na primeira fase, a Língua está em repouso e o ar fluindo em direção a Flauta.


2º Fase: Na segunda fase, a Língua se move suavemente e sua ponta encosta contra a face interna do
dente superior como se pronunciasse a sílaba “T”.
3º Fase: Na terceira fase a Língua retorna a sua posição de repouso e o ar acumulado, somado com ar
que continua vindo da garganta, flui em direção a Flauta, produzindo um ataque no som.

É importante lembrar que a função da língua no Golpe de Língua é interromper e liberar a passagem de
ar, por isso o movimento da língua não é de força, mas de suavidade, leveza e flexibilidade. A língua
precisa sempre fazer pequenos, rápidos e suaves movimentos. Além da sílaba "T", podemos usar a
sílaba "D" para fazer um ataque mais suave.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 23


Estudo de Vibrato
O vibrato é importante para dar mais sentimento a nossa sonoridade. O vibrato deve ser feito com
controle; você precisa saber executá-lo com ondas mais longas e curtas, mais rápido e lento. Todos os
flautistas têm seu próprio vibrato, com suas próprias caraterísticas; é possível reconhecer um flautista
em função de seu vibrato. Você deve construir o seu próprio vibrato a seu gosto pessoal. Uma
observação importante é que o vibrato não deve ser a razão do som, devemos saber tocar qualquer
frase musical com ou sem o vibrato.

Como Fazer o Vibrato: O Vibrato é a variação da coluna de ar através da garganta. No vibrato o ar se


alterna entre uma maior e menor quantidade, como se fossem pulsos de ar, mas com a coluna de ar
sempre continua, sem interrupção de seu fluxo.

Para poder aprender o vibrato, podemos usar algumas semelhanças e ele é semelhante ao tossir
suavemente com a garganta aberta, sobrando a vogal “Ô”. Outra semelhança é o rou rou rou do Papai
Noel. No vibrato é muito importante manter a garganta sempre aberta para livre fluxo de ar. Para o
aprendizado do vibrato, faça o exercício com papel antes de fazê-lo em sua flauta. Segue três exercícios:

1) Exercício com papel


Utilizando um pequeno papel de tamanho aproximado de 8x8cm, segure pela sua parte inferior e
assopre na parte superior do papel como se estivesse executando o vibrato na flauta. Observe a
oscilação do papel que se curvará para frente com o fluxo de ar e voltará a sua posição original quando
diminuído o fluxo de ar. Faça este exercício de modo que a oscilação do papel seja uniforme e regular.
Comece com ritmo lento e aumente sua velocidade aos poucos.

2) Exercício com a flauta


Abaixo das notas, representamos as seis oscilações de ondas do vibrato que você deve executar. Faça o
exercício na primeira oitava, conforme escrito, e refaça oitavando na segunda oitava.

Um bom exercício no aprendizado do vibrato é ouvir atentamente os grandes mestres da flauta


prestando muita atenção em seus vibratos.

Escala Cromática de C (dó)

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 24


Escala Cromatica no Pífano em (sol)

Controle de oitavas
Antes de continuar o estudo da segunda oitava, é importante desenvolver a sonoridade apenas com o
bocal. Tocando apenas com o bocal, sem tapar sua extremidade, a nota que soará será o Sol sustenido.
Toque apenas com o bocal a nota Sol sustenido em duas oitavas, conforme as lições 1 a 3 abaixo. Nestes
exercícios é necessário produzir as notas das duas oitavas sem assoprar mais forte, apenas controlando
a embocadura. Este exercício será difícil, mas é fundamental que o desenvolva bem antes de seguir em
frente.

Veja ao lado, figura que ilustrar o fechamento entre os


lábios de uma oitava mais grave em relação a uma oitava
mais aguda.

1) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar suas extremidade.

2) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar suas extremidade, respeitando a ligadura.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 25


Segunda oitava:

A segunda oitava é naturalmente mais alta e vibrante, mas o grande desafio é tocá-la sem
gritar as notas. Controle sua emissão de ar sobre a nota e tome cuidado com o excesso de
tensão nos lábios de modo a espremer a embocadura e o som. Procure uma sonoridade
agradável.

OBS: as notas da segunda oitava tem o mesmo desenho de digitação , mas exige um volume
maior de ar que deve preencher todo tubo da flauta, até chegar ao pé da flauta. Não sopre
com força e velocidade, mas com volume e um ângulo de sopro mais para baixo. É importar
desenvolver uma maior capacidade respiratório, portanto, não deixe de praticar os exercícios
propostos na página 12: Exercício simples de respiração.

Embora possa seguir em frete nas lições, no período de um mês, faça diariamente o controle de oitavas
por 15min. Isso é importante para que se desenvolva uma flexibilidade na embocadura e tocar diferentes
oitavas.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 26


Estudo de Dinâmica
Para boa interpretação e musicalidade, a variação do volume do som é essencial, você precisa adquirir o
domínio de tocar mais forte e mais baixo(piano) com sua flauta. Confira os sinais de Representação da
Intensidade na página 75. Este exercício lhe ajudará a adquirir a capacidade de variar o volume de sua
sonoridade nas diversas formas de dinâmica. Neste estudo de dinâmica, é importante procurar uma
bela sonoridade, limpa, clara e muito bem projetada no forte e piano. Faça o exercício de forma lenta e
atente a afinação, quando mais forte o som, mais tende a uma afinação alta e quando mais piano o som
tende a uma afinação baixa e, você deve corrigir isto com sua embocadura. Quando crescendo ao forte,
você deve aumentar espaçamento entre lábios por onde assopramos e cobrir um pouco mais o bocal,
assoprando mais para dentro da flauta, - mas com muito muito cuidado guiado por sua percepção da
afinação; quando decrescendo ao piano, o volume da coluna de ar deve ser menor, diminuindo o
espaçamento entre lábios, mantendo a mesma pressão e velocidade, assoprando mais para fora, - mas
tudo com muito muito cuidado guiado por sua percepção da afinação.

Exercício A

Exercício B

Exercício C

Exercício D

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 27


Parte III– Exercícios diários Sonoridade e Escala

Nesta Terceira parte do método, segue os breves exercícios diários para aprender e desenvolver
sua sonoridade e técnica através da pratica de escala, ambos devem ser praticados simultaneamente.

Breve Estudo diário de Sonoridade


Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................56
Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................57
Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................58

Estudo diário de escala


1 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior......................................................................................60
2 - Estudo de intervalos.......................................................................................................................62
3 - Estudo de Escalas Cromáticas.........................................................................................................66
4 - Estudo de Escalas e Intervalos .......................................................................................................67

Para os flautistas que já tocam, mas não tiveram uma formação mais técnica e apurada, instruímos que
além desta quarta parte, façam as primeiras partes deste método para eventuais correções de uma
incompleta ou errada formação, correção da incorreta posição, embocadura e digitação, além de
adquirir uma melhor leitura no desenvolver de cada lição.

Os estudos diários são divididos em duas partes, estudos de sonoridade e estudos de escalas. Ambos os
estudos devem ser feitos paralelamente, ambos os estudos devem ser feitos diariamente.

Quanto de tempo devo me dedicar diariamente ao estudo de sonoridade e ao estudo de escala?


Os estudos de sonoridade e os estudos de escala devem serem feitos juntos e diariamente, e o tempo
dedicado a cada um deles está sugerido no quadro abaixo segundo o tempo que você poderá reservar
diariamente.

Exercícios diários de Sonoridade


O estudo de sonoridade tem como objetivo melhorar o nosso som, deixando-o mais bonito. Ele se
baseia em notas longas, e deve ser executado de forma lenta e com muita atenção. Cada flautista tem
sua própria sonoridade. Ouça todos com frequência e em cima do que tem ouvido e apreciado construa
sua própria sonoridade, com sua personalidade. No site Estudantes de Flauta-Transversal encontre na
seção de Áudios/Vídeos centenas de gravações com os grandes mestres da flauta.

Para desenvolver uma bela sonoridade, evite dois tipos de embocadura; a Embocadura do sorriso e a
embocadura do beijo selinho.

Embocadura do sorriso: Um dos problemas comuns de embocadura é a “embocadura do sorriso”. Ela


consiste em esticar e tencionar de forma excessiva os cantos dos lábios. Veja a
figura da ‘embocadura do sorriso’ onde as setas vermelhas indicam as tensões
excessivas nos cantos dos lábios

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 28


Embocadura beijo selinho: Outro problema de embocadura menos comum é a “embocadura beijo
selinho”. Ela consiste em comprimir de forma excessiva o lábio superior. Veja
figura da embocadura do beijo selinho onde as setas vermelhas indicam a
excessiva tensão dos lábios superior.

A boa Embocadura: A correta e boa embocadura deve ter uma forma natural, sem tencionar os cantos
dos lábios excessivamente como se faz na embocadura do sorriso e nem
comprimir o lábio superior como a embocadura beijo selinho. Na embocadura
correta, os cantos dos lábios são levemente esticados, de forma natural, o
necessário para a abertura entre os lábios para o assopro.

É importante manter a garganta sempre aberta, para o livre fluxo do ar, como um Tenor cantando “Ô”.

Propriedades como cor, brilho, projeção, volume, afinação e pureza do som são tratadas no estudo de
sonoridade; procure melhorar o som em cada uma destas propriedades. O primeiro passo no estudo
de Sonoridade é homogeneizar a intensidade de todas as notas, concentre-se em seu som e não deixe
que as notas mais graves fiquem piano (baixa) e as agudas estridentes. Depois de obter progresso na
homogeneização da intensidade das notas, concentre-se na cor de seu som, tente executar com cores
quentes ou frias; cores a seu gosto. Outro aspecto importante da sonoridade é a projeção, você precisa
projetar o som para longe, não deve se fechar em si mesmo, mas projetar seu som para a plateia. Os
demais aspectos do som como brilho, volume e pureza também se deve procurar nestes estudos de
sonoridade. É difícil perceber estas propriedades do som no início, visto que é algo abstrato, mas todas
essas propriedades estão presentes. No estudo de Sonoridade, mais do que apenas praticar as lições, o
ouvir e discernir o próprio som é fundamental. Quanto mais aplicar seus ouvidos e se concentrar em sua
sonoridade, melhor e mais rápido se desenvolverá. No desenvolver de todas essas propriedades do som,
lembre-se que deve ser feita em cima da mais apurada afinação.

No começo o estudo de sonoridade pode ser difícil, cansativo e monótono, mas persista porque esse é o
caminho para obter um belo som. Ao estudar sonoridade não o faça de modo mecânico: envolva-se
com cada nota, pense nela como sendo a nota mais importante e bela de um concerto.

Exercícios diários de Escala


O estudo de escala é essencial para o desenvolvimento técnico e sonoro, seja você iniciante ou super
flautista profissional. Ao executar cada estudo em forma de escalas e intervalos, busque uma sincronia
perfeita entre as notas, além de uma excelente afinação e sonoridade. Comece seus estudos de escala e
intervalo lentamente e aumente a velocidade à medida que se sentir seguro. Nosso corpo aprende por
repetições, portanto, é necessário executar diariamente as lições deste livro para obter progresso
satisfatório. Faça as lições na ordem apresentada no livro e só siga para próxima ao ter obtido excelente
progresso. Tocar flauta é fazer música: esteja executando uma única nota ou uma escala, coloque sua
musicalidade nela.
A postura do corpo e das mãos é essencial para o bom desenvolvimento técnico, portanto, confira sua
postura e procure corrigir de imediato quaisquer erros. Para conferir a correta posições estude
atentamente a primeira parte deste método.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 29


Tabela de Digitação da Flauta em (sol)

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 30


Estudo mais Profundo de Partitura

Apêndice de teoria musical para flautistas:


Propriedades do Som:
A música é a arte do som. O Som possui quatro propriedades:
1) Duração: Tempo de produção do som que pode ser menor ou de maior duração.
2) Intensidade: propriedade de ser mais fraco ou mais forte, como faz o botão de volume do radio.
3) Altura: propriedade do som ser mais grave ou agudo. Por causa desta propriedade distinguimos voz fina e
voz grossa.
4) Timbre: a qualidade e característica do som, que nos permite identificar e distinguir sons diferentes uns
dos outros. Por causa do timbre podemos identificar a pessoa que fala ao telefone sem visualiza-la.

Notas e suas representações:


O Som musical é representado no papel por símbolos chamado Nota, conforme seu formato e sua posição no
pentagrama, ela representa a duração e a altura.

Representação da Duração:
Com diferentes notas, podemos representar o tempo de duração de um som.

Duração das notas com a Semínima como Unidade de Tempo


Veja abaixo valores de duração das notas, com a semínima como unidade de tempo.

É mais comum o uso da Semínima como a unidade de tempo, mas também o uso da Mínima como unidade de
tempo também é usado. Veja abaixo tabela com a Mínima como unidade de tempo.

Duração das notas com a Mínima como Unidade de Tempo


Veja abaixo valores de duração das notas, com a Mínima como unidade de tempo.

Pausa
Pausa é nota que não tem som, mas tem duração. Cada Nota tem sua pausa correspondente:

Nota

Pausa

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 31


Representação da Altura

Para representação da altura, a nota precisa estar escrito no pentagrama e o pentagrama é um conjunto de cinco
linhas e cinco espaços.

Linhas Espaços

O som musical é representa por sete notas e na ordem crescente são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Na
ordem decrescente é Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó.

A Clave atribui nome as notas quando escritas no pentagrama. Flautistas utilizam a Clave de Sol.
Usando a Clave de Sol, as notas escritas no pentagrama recebem os seguintes nomes:

Clave de Sol É essência decorar


os nomes das notas
no pentagrama

Algumas notas são escritas fora do Pentagrama, por isso usam-se as linhas suplementares superiores e
inferiores.
Linhas suplementares superiores

Linhas suplementares inferiores

Oitava: Oitava é um conjunto de nota existente entre uma nota e sua primeira repetição acima ou
abaixo.

Oitava

Oitavar: Quando descrevemos para oitavar uma nota, queremos dizer que se deve tocar como se ela
fosse sua próxima repetição mais aguda.

Ligadura: É uma linha curva que une as notas de mesma altura, somando sua duração:

Quando uma ligadura une notas de altura diferentes, somente a primeira se articula e as demais tem o
mesmo sopro continuo. Ver página 19, lição 35.

Ponto de aumento: Ponto de aumento aumenta metade do seu valor.

Fermata: Fermata é um símbolo acima da nota que aumenta aproximadamente o dobro do seu
tempo.

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 32


Compasso: é a divisão da música em pequenas partes de duração. Podemos chama-lo de organizador do
ritmo musical.

Os compassos mais comuns são os compassos binários, ternários e quaternários. Para organização dos
compassos utilizamos barras verticais sobre o pentagrama.

A Barra ‘A’ é a barra de compasso e serve para dividir os compassos da música.


A Barra ‘B’ serve para separar seções da música.
A Barra ‘C’ é a barra de Finalização da música e serve para indicar o final da Música.
A Barra ‘D’ é a barra de repetição, serve para indicar que devemos refazer aquele trecho.

Existem dois tipos de compassos, os Simples e os Compostos.


No Compasso simples a unidade de tempo é uma nota simples,
subdivisível em duas; no compasso composto a nota é composta,
subdivisível em três.

Para identificação dos compassos, usamos a formula de compasso, que indica o tipo de compasso e qual
a unidade de tempo usada na música. As formulas são diferentes para Compasso Simples e Compasso
Composto.

Formula de compasso para compasso Simples: A formula é composta de dois números, o número de
cima indica se o compasso é binários (2), ternário (3), quaternário (4); o número de baixo indica qual
nota será a unidade, ou seja, qual nota valerá um tempo. No compasso simples, a unidade do tempo é
uma nota de valor simples.
Número de
baixo da formula
Compasso Binário Simples
No Compasso Binário os tempos são divido em dois tempos. de compasso:
1 = Semibreve
Indica compasso Binário 2 = Mínima
4 = Semínima
Indica que a unidade é a Semínima 8 = Colcheia
Compasso Ternário
No Compasso ternário os tempos são divido em três tempos.

Compasso Quaternário.
No Compasso quaternário os tempos são divido em quatro tempos.

Formula de compasso para compasso Composto: A formula é composta de dois números, o número de
cima indica se o compasso é binários (6), ternário (9), quaternário (12); o número de baixo indica a nota
da subdivisão da unidade de tempo do valor composto. No compasso composto, a unidade do tempo é
uma nota de valor composto.

Indica compasso Binário Composto (6)

Indica qual é a nota subdivisão da unidade de tempo

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 33


Casa 1 e casa 2: para economizar escrever trechos repetitivamente, se utiliza sinal de casa 1 e casa 2,
onde na primeira execução se faz até casa 1 e retorna ao início da frase; na segunda execução pula-se a
casa 1 para casa 2.

Na segunda execução pula-se a casa 1

Representação da Intensidade: A intensidade é representada por sinais de dinâmica que indicam execução de som
mais forte ou mais fraco.

- Forte - Tocar forte, com maior intensidade.

- Mezzo forte - Tocar com força moderada (intensidade normal)

- Piano – Tocar mais baixo, com menor intensidade, mais suave.

- Fortíssimo - Tocar mais forte ainda do que o forte ( )


- Pianíssimo – Tocar mais baixo ainda que o piano ( )

Flautas ST Luthieria
Luthier LucasDomingos
São Thomé das Letras -M
contato: (35) 1 - 326
Email: flautasst gmail.com
faceboo : .faceboo .com flautasst
Instagram: Flautas St

Continue seus estudos acesse nossas aulas no outube

Método de Iniciação em Flauta de Bambu 34