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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Economia e Gestão-Beira


3º Ano Diurno e Nocturno
Microeconomia II-1º Semestre
Ano Lectivo 2005/06
Texto de Apoio para Aula 5

Tópico 4: Custos

O presente tópico encerra a primeira parte do programa de microeconomia II. Neste,


analisaremos os vários formatos que as curvas de custos globais e unitários podem
tomar no curto prazo e veremos a relação existente entre as curvas de custo e de
produção de curto prazo. Enquanto que, para o longo prazo, falaremos das curvas de
isocusto e combinaremos a produção com os custos de forma a encontrar um nível
óptimo de produção para um dado custo.

4.1. Custos no Curto Prazo

No curto prazo, alguns dos insumos são constantes, porém outros sofrem variações
possibilitando modificações na taxa de produção da empresa. Os vários custos no curto
prazo podem ser distinguidos da seguinte maneira:
Quadro 4.1. Custos de níveis e unitários
Custos de Níveis Custos Unitários
Custo Fixo Custo Marginal
Custo Variável Custo Total Médio
Custo Total Custo Variável Médio
Custo Fixo Médio

4.1.1. Custo Total

O custo total de produção é composto por dois componentes: o custo fixo, que não
depende do nível de produção da empresa, e o custo variável, este sim varia de acordo
com a produção. Podemos enumerar uma série de itens que fazem parte dos custos

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fixos, mais alguns destes itens podem ser: o dispêndio com a manutenção da fábrica, o
aluguer das instalações, etc., são custos que permanecem inalterados independentemente
do nível de produção registado.
CT=CF+CV Eq:4.1

4.1.2. Custo Marginal

O custo marginal pode ser definido como sendo o montante da variação do custo
quando a empresa decide produzir uma unidade de output, ou poder ser o custo
incremental. Devido ao facto de o custo fixo não variar quando ocorrem variações no
nível de produção da empresa, então o custo marginal pode ser calculado pelo aumento
do custo variável ou custo total, derivado do aumento de uma unidade de produto.

CMg= ∆CT/∆Q ou simplesmente; CMg=∆CV/∆Q Eq: 4.2.

4.1.3. Custos Médios

É definido como sendo o custo por unidade de produto. Nesta tipo de custo unitário,
existêm 3 tipos de custos médios: o custo total médio (CTM), o custo fixo médio (CFM)
e o custo variável médio (CVM) .

Estes custos são encontrados, dividindo os seus respectivos custos globais pela
quantidade de produto. Para o custo variável médio(CVM), dividimos o custo variável
pelo nível de produção. O custo fixo médio (CFM) é dado pela divisão do custo fixo
pelo nível de produção. Finalmente, o custo total médio (CTM ) é o custo total dividido
pelo nível de produção, ou somando os custos fixo médio com o custo variável médio.
O custo total unitário permite ao produtor comparar o preço de venda com o preço de
custo para saber se este está tendo lucro ou prejuízo por cada unidade de venda. Se o
custo total unitário for maior que o seu preço de venda do produto obviamente que o
preço foi mal fixado. A melhor situação é aquela em que o preço excede o custo total
médio.

Custo fixo médio CFM=CF/Q Eq: 4.3


Custo variável médio CVM=CV/Q
Custo total médio CTM=CT/Q=CFM+CVM

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Exemplo: Poderemos agora fazer uma aplicação prática das fórmulas de custo já
explicadas. Tendo os valores das colunas sombreadas, é possível determinar o valor dos
outros custos (CMg,CFM,CVM e CTM).
Quadro 4.2: Custos de curto prazo
Q CF CV CT CMg CFM CVM CTM
0 48 0 48
1 48 25 73 25 48 25 73
2 48 46 94 21 24 23 47
3 48 66 114 20 16 22 38
4 48 82 130 16 12 20,5 32,5
5 48 100 148 18 9,6 20 29,6
6 48 120 168 20 8 20 28
7 48 141 189 21 6,86 20,14 27
8 48 168 216 27 6 21 27
9 48 198 246 30 5,33 22 27,33
10 48 230 278 32 4,8 23 27,8
11 48 272 320 42 4,36 24,73 29,09
12 48 321 369 49 4 26,75 30,75

O custo fixo do quadro 4.2 é de $ 48 e ele, dada sua natureza se mantém constante para
qualquer nível de produção. Segue-se o custo variável onde este fixa o seu valor inicial
em $ 25 para uma unidade de produção, e tende a crescer a medida que a produção vai
aumentando. Finalmente, encontramos os custos totais somando os custos variáveis com
os custos fixos. Para as restantes 4 colunas, calculamos os seus valores de CMg, CVM,
CFM e CTM usando as equações 4.1; 4.2 e 4.3 respectivamente.

4.2. Representação Gráfica das Curvas de Custos Globais e de Custos Unitários

Calcando os valores do quadro 4.2, ilustramos a relação existente entre as curvas de


globais com os custos unitários. A figura 4.1 ilustra no painel (a) as curvas de custo
total, custo variável e do custo fixo.

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Figura 4.1: Curvas de custo de curto prazo

Custos, $
(a)

CT
VC
27
A
216 1
20
1
120 B

48 F
(b) 0 2 4 6 8 10
Q
Custos Unitários $

CMg

28 a CMe
27
b CVMe
20

8
CFMe
0 2 4 6 8 10

O custo fixo, é uma linha horizontal com o valor de $48. Como se pode ver ele é sempre
constante para qualquer nível de produção. O custo variável tem a sua origem no zero e
vai crescendo a mediada que a produção aumenta. Finalmente, o custo total que é dada
pela soma vertical dos custos fixos e variáveis. Este tem a sua origem no gráfico do
custo fixo, ou seja, mesmo não produzindo a empresa terá que suportar os seus custos
de estrutura. Portanto, o custo total é $ 48 mais que o custo variável em qualquer ponto
da produção.

O painel (b) da figura 4.2 ilustra as curvas de custo fixo médio, custo variável médio ,
custo total médio e custo fixo médio. O custo variável fixo é decrescente em todo seu

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domínio, ou seja, ela decresce a medida que a produção aumenta. Ele aproxima a zero
quando a produção atinge valores grandes.

4.3. Relação Existente Entre Custos Unitários

A relação existente entre o custos unitários são similares as curvas de produto. O custo
médio para um dado nível de produção é dado pela inclinação da recta que parte da
origem até o ponto correspondente da curva de custo. A inclinação dessa linha é dada
pela subida dividida pela corrida. Olhando nos eixos dos gráficos, facilmente se nota
que a subida é o eixo dos custos enquanto que a corrida é dada pela produção. De igual
modo, o custo variável médio é dada pela linha que parte da origem ao ponto
correspondente do custo variável.

O custo marginal é a inclinação de ambas as curvas de custo total ou de custo variável


para um dado nível de produção. Como as curvas de custo total e custo variável são
paralelas, a diferença que se observa entre estas é o valor do custo fixo. Portanto, o
custo fixo não afecta o custo marginal.

Podemos concluir que a relação existente entre as curvas de custos unitário s é descrita
da seguinte maneira: Quando o custo marginal está acima do custo médio, o custo
médio aumenta com a produção. Enquanto que, quando o custo marginal esta abaixo
do custo médio, o custo médio esta a decrescer para qualquer nível de produção. (veja
o quadro 4.2).

4.3.1. Relação Existente Entre o CMg- PMg e CVM-PMe

Duma maneira simplificada podemos apresentar a relação existente entre as curvas de


custo unitários com as curvas de produto unitária da seguinte maneira:

Custo Marginal e Produto Marginal

CMgL=∆CV/Q=w∆L/∆Q
CMgL=w/PMgL Eq: 4.4

Custo variável médio e produto médio

CVM=CV/Q=wL/Q
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CVM=W/PMeL
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Quando o CMg atinge o mínimo, o produto marginal atinge o seu máximo e quando o
custo variável médio atinge o seu mínimo, o produto médio atinge o máximo.

4.4. Afectação da Produção a dois Processos

Quando falamos da produção no curto prazo, vimos a questão da afectação óptima de


recursos, o exemplo dos pacotes de castanha do Sr. Botas. Na análise de custos, há
também um problema idêntico, mais desta vez usaremos o conceito de custos para
solucionar o problema. A regra para resolver aos problemas deste género : Se a empresa
tiver que produzir em ambos os processos produtivos, ela devera igualara os seus
custos marginais em ambos os processos de produção.

Exemplo: Os processo de produção A e B dão origem as seguintes curvas de custos


marginas e custos totais médios. Qual é o processo com menor custo para produzir 32
unidades de output.

Processo A ProcessoB
CMg A = 12Q A CMg B = 4Q B
16 240
CTM A = + 6Q A CTM B = + 2Q B
QA QB

A regra para minimizar os custos em dois processo de produção é a seguinte:


CMgA=CMgB. Sabe-se que as 32 unidades de output são produzidas em duas plantas,
então, QA+QB=32.

12QA=4QB

Reorganizando a equação, QA+QB=32, teremos uma única variável: QA =32-QB.


Então, teremos:

12(32-QB)=4QB
384-12QB-4QB=0
QB=24 unidades.

O remanescente será produzido na planta A, ou seja, 8 unidades.

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Os custos marginais, custos totais médios e custos totais em ambas plantas serão de:

CMgA=96 e CMgB=96
CTMA=50 e CTMB=56
CTA=$ 400 e CTMB=$ 1392

4.5. Custos no Longo Prazo

O que difere o curto do longo prazo é sem duvida alguma a capacidade que a empresa
tem de ajustar todos os factores de produção, ou seja, no curto prazo existe pelo menos
um factor de produção fixo enquanto que no longo prazo tudo varia.

Curto prazo: CT=CF+CV


Longo Prazo: CT=CV Eq. 4.5

4.5.1. A Linha de Isocusto

A informação sobre o custo pode ser ilustrada na curva de isocusto. Esta mostra todas as
possíveis combinações de mão-de-obra e capital que podem ser adquiridas para um
determinado nível de custo total.

CT=CF+CV Eq.4.6
Custo de capital = rK
Custo de mão-de-obra = wL
Então: A linha de isocusto é dada por:

CT=rK+Wl; C = wL + rK

A empresa pode contratar quantos trabalhadores e capital desejar que custem o mesmo
nível de custo, ou seja, estejam na mesma isocusto. Para cada nível de custo total, a
equação 4.6 descreve uma linha de isocusto diferente.

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Exemplo:

Suponha que o salário pago pela empresa A é de $ 5 e que o montante pago pelo capital
é de $10. A empresa só pode usar capital e trabalho que tem custo de $ 100. Mostre as
possíveis combinações que requerem a mesmo (iso) despesa (custo).

1º Calcular as várias combinações de trabalho e capital para um dado nível de custo

Quadro 4.3: Combinações de trabalho e capital que custam $ 100


Custo de L Custo de K
Combinação L K Custo Total
(wL) (rK)
a 20 0 $ 100 $0 $ 100
b 14 3 $ 70 $ 30 $ 100
c 10 7 $ 50 $ 50 $ 100
d 6 7 $ 30 $ 70 $ 100
e 0 10 $0 $ 10 $ 100

Recorrendo a equação 4.6 da linha de isocusto, é possível mostrar as várias


combinações apresentadas no quadro 4.3. Para a combinação “a” temos o custo total de
$100 onde ele se reparte no custo da mão-de-obra e o custo do capital. Para o custo da
mão-de-obra temos wL=$5*20=$100 e para o custo do capital temos rk=$10*0=0.
Então, somando ambos os custos encontraremos o custo total de $100. O mesmo
procedimento é valido para as restantes combinações.

2º Representação gráfica das curvas de isocusto

Se rescrevermos a equação 4.5, isolando um dos factores de produção teremos:

K=C/r-(w/r)L
Eq: 4.7
Y=a-bx

Portanto, olhando para a expressão facilmente se pode notar que a inclinação da


iscocusto é dada pela seguinte expressão:

∆K/∆L=-(w/r) Eq 4.8

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A expressão mostra que a inclinação é dada pela taxa de remuneração da mão-de-obra e
o custo da locação do capital, ou seja, a inclinação da curva é dada pelo rácio dos preços
dos factores de produção. Ela nos informa que; se uma empresa elimina-se uma
unidade de mão-de-obra para poder adquirir w/r unidades de capital a um custo r $ por
unidade, seu custo total de produção permaneceria inalterado.

Substituindo CT=$100, w=$5 e capital r=$10 na equação 4.6, encontraremos a


expressão para a curva da isocusto com o custo $100. Esta será dada pela expressão
K=10-1/2L.

Figura 4.2.Linhas de isocusto

K, unidades de capital

$150
15 = ———
$10

$100 e
10 = ———
$10

$50 c
5 = —
——
$10
b
$ 50 isocusto $100 isocusto $150 isocusto

a
$50 $100 $150 =
——— = 10 ——— = 20 —— — 30
$5 $5 $5
L, unidades de trabalho

4.5.1.1. Propriedade das Linhas de Isocusto:

1. A intercessão com os eixos vertical (K) e horizontal (L) depende dos custos
totais e do preço dos factores produtivos;

2. As curvas de isocusto que se encontram distantes da origem tem maior custo


em relação as linhas que se encontram próximas da origem;

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3. A inclinação de cada isocusto é a mesma. Neste caso particular, olhando para
a equação 4.7 poderemos concluir que se a empresa aumentar a mão-de-obra
na proporção de ∆L, então capital irá decrescer na proporção de ∆K=-w/r ∆L

A linha de isocusto desempenha o mesmo papel que a recta orçamental desempenha na


teoria do consumidor. Ambas são linhas rectas onde a sua inclinação depende dos
preços relativos dos factores de produção ou dos bens e serviços, dependendo da teoria
que se está analisando.

4.6. Minimização de Custos para uma Determinada Quantidade de Produto

As empresas encontram os seu custo mínimo de produzir um dado nível de produção


quando elas detêm a informação relevante a produção e custos. A figura 4.3 mostra
como uma empresa de venda de impressoras encontra a combinação de trabalho e
capital que minimiza os seus custos de produzir 100 unidades de output.

As empresas podem minimizar os custos através das seguintes abordagens:

1. A regra do custo mais baixo (lowest isocost line) - a empresa encontra a


combinação dos factores de produção onde a linha de isocusto toca a isoquanta;

2. A regra da tangência (tangency rule) - encontrar a combinação dos factores de


produção onde a linha de isocusto é tangente a curva da isoquanta.

3. O último dólar gasto (last-dolalr rule )- encontrar a combinação dos factores de


produção onde o último dólar gasto num dos factores de produção proporciona a
mesma quantidade extra de produção que seria gasta em qualquer factor de
produção.

A condição de minimização de custos dá-se no ponto onde a inclinação da curva de


isoquanta é igual a inclinação da linha de isocusto( Ponto A).

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Figura 4.3. Minimização de custos

K
q = 100 isoquanta

$3,000
isocusot w = $24
r = $8

B
303
$2,000
isocsto
Inclinacao da isoquanta = Inclinacao da linha de isocusto
TMST = Racio negativo dos precos
PMg L w PMg L PMg K
= ⇒ =
$1,000 PMg K r w r
isocusto
A
100

C
27

0 24 50 116
L

4.6.1. Abordagem Matemática para Minimização de Custos para uma


Determinada Quantidade de Produto

Maximizar Q(K,L) = 1,52L0,4 K 0,6 sujeita a 2000 = 24L + 8K

Φ(L, K, λ) = 1,52L 0,6 K 0,4 − λ(24L + 8K - 2000)


∂Φ
= (0,6)(1,52 L - 0,4 K 0,6 ) − 24 λ = 0
∂L
∂Φ
= (0,6)(1,52 L 0,6 K − 0,4 ) − 8 λ = 0
∂K
∂Φ
= − (24L + 8K − 2000) = 0
∂λ

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λ = λ
K = 2L
(0,6)(1,52 L - 0,4 K 0,4 )
λ = 24L + 8(2L) = 2000
24
L = 50
(0,4)(1,52 L 0,6 K − 0,6 )
λ = K = 2(50) = 100
8

4.6.2. Mudança de Preço nos Factores de Produção

Quando o dispêndio aumenta com todos factores de produção, a inclinação da linha de


isocusto não sofre modificação ( porque não ocorreu alteração nos preços dos factores
de produção), contudo há uma elevação nos pontos de intercessão com os eixos. Por
outro lado, quando o preço de mão-de-obra sobe, as curvas de isocusto tornam-se mais
inclinadas e intersectam na mesma curva de isoquanta, permitindo assim ao produtor
usar com mais intensidade o factor de produção que se tornou mais barato.

4.6.3. A Via da Expansão no Longo Prazo

As empresas determinam o seu ponto óptimo intersectando as linha de isocusto com a


curva de isoquanta. Repetindo esta situação para diferentes níveis de produção a
empresa determinara como os custos variam com o output. Unindo os ponto de
tangência da isocusto e da curva de isoquanta teremos a via da expansão do produtor
(expansion path): a combinação de custo mínimo de trabalho e capital para diferentes
níveis de produção. Para um dado nível de produção, a empresa usa duas vezes mais o

Figura 4.4: Caminho de expansão do produtor

K
$4,000
isocusto

$3,000
isocusto

$2,000
isocusto Caminho de Expansão

z
200
y
150
x
100
200 isoquanta

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2005isoquanta
0 O Docemte:
50 dr. Ibraimo
75 100 Hassane Mussagy
L
capital do que o trabalho. (figura 4.4) A expansão do produtor desta empresa é uma
linha recta com a inclinação positiva de 2.

4.6.4. Curva de Custo de Longo Prazo

Ela mostra a relação existente entre o custo de produção e a produção. Recorrendo ao


exemplo anterior para produzir Q unidades de output a empresa usa K=Q unidades de
capital e L=Q/2 unidades de trabalho. No entanto, a curva de custo de longo prazo de
produzir Q unidade de output é dada pela seguinte expressão: C(Q)=wL+rK .

Figura 4.5: Curva de custo de longo prazo

Custos $ Curva de Custo de longo prazo

4,000 Z

3,000 Y

2,000 X

0 100 150 200 Q

(k=8 e L=24)
C(Q)=wL+rK
C(Q)=wQ/2+rQ
C(Q)=(W/2+r)Q
C(Q)=(24/2+8)Q
C(Q)=20Q

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Portanto, a curva de custo de longo prazo correspondente a expansão do produtor da
figura 4.4 é dada per C(Q)=20Q. Para comprovar se a curva de custo de longo prazo
(figura 4.5) é consistente com a expansão do produtor substituímos os valores da
isoquanta para verificar se encontramos os valores das isocustos.

C(Q)=20Q
C(100)=$ 2000 para x
C(150)=$ 3000kr para y
C(200)=$ 4000 para z

4.7. Literatura Usada:

 Perloff, Jeffrey.Microeconomics.3rdEdition.Pearson. 2004

 Pindyck, Robert. Microeconomia. .Macron Books.Brasil.1994

 Robert, Frank. Microeconomia e Comportamento.Mc Graw-Hill. Edição


Portuguesa.1994

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