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VRTherm Manual do Usuário www.vrtech.com.br 3 de janeiro de 2008

VRTherm Manual do Usuário

VRTherm Manual do Usuário www.vrtech.com.br 3 de janeiro de 2008

3 de janeiro de 2008

Sumário

1

Introdução

1

1.1 Simulação

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2

1.2 Modelagem Rigorosa

 

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2

1.3 O que é o VRTherm

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2

1.4 Aplicações

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3

1.5 Banco de Dados

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3

1.6 Instalação

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4

1.6.1 Instalando VRTherm no Windows

 

4

1.6.2 Instalando o VRTherm no Linux

 

4

2

Modelos Termodinâmicos

 

6

2.1 Gás Ideal

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7

2.2 van der Waals

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7

2.3 Equações de Estado Cúbicas

 

7

2.3.1 Equação de Redlich-Kwong

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8

2.3.2 Equação de Soave Redlich-Kwong

 

8

2.3.3 Equação de Peng-Robinson

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8

2.3.4 Equação de Peng-Robinson e Soave Redlich-

 

Kwong Assimétricas

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9

 

2.4 Coeficiente de Atividade de Líquidos

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2.4.1 Líquido Ideal

 

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10

2.4.2 UNIFAC

 

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10

2.5 Regras de Mistura

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11

2.5.1

Regra de Mistura Clássica

 

11

2.6 Regras de combinação

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11

2.6.1

Regra de Combinação Clássica (Lorentz

 

Berthelot)

 

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11

ii

2.6.2

Regra de Combinação Conformal

 

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12

3 Propriedades dos Fluidos

 

13

3.1 Propriedades de Componentes Puros

 

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14

3.2 Propriedades de Misturas Líquidas e Gasosas

 

14

3.3 Cálculos de Equilíbrio de Fases

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14

4 Inteface Gráfica

 

16

4.1 Introdução

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17

4.2 Procurando componentes

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17

4.3 Adição de Novos Componentes

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18

4.3.1 Editando um componente existente

 

19

4.3.2 Criando um novo Componente

 

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26

4.3.3 Removendo um Componente

 

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5 Excel Addin

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5.1 Instalação

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5.1.1

Desinstalação

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5.2 Utilização

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33

5.2.1 Funções de Configuração

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33

5.2.2 Cálculos de Propriedades de uma Fase

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34

5.2.3 Propriedades de Substâncias Puras

 

35

5.2.4 Cálculos de flash e Ponto de Bolha

36

5.3 Exemplos

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6 MatLab Toolbox

 

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6.1 Introdução

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6.1.1 Instalação

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6.1.2 Desinstalação

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6.2 Utilização

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42

6.2.1

Funções de Configuração

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43

6.2.3

Cálculos de Propriedades de uma Fase

44

6.2.4 Ajuda no MatLab

 

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6.2.5 Exemplos

 

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45

7 Scilab Toolbox

 

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7.1 Introdução

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7.1.1 Instalação

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47

7.1.2 Desinstalação

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7.2 Utilização

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7.2.1 Funções de Configuração

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48

7.2.2 Propriedades de Substâncias Puras

 

49

7.2.3 Cálculos de Propriedades de uma Fase

 

50

7.2.4 Ajuda no Scilab

 

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7.2.5 Exemplos

 

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51

8 EMSO Plug-In

52

8.1

Usando o VRTherm

 

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53

8.1.1 Modelos

 

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57

8.1.2 Propriedades

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57

9 Cálculos de Propriedades Termodinâmicas

 

60

9.1 Ponto de Referência

 

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61

9.2 Entalpia

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9.3 Entropia

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61

9.4 Calor Específico C p

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61

Direitos Autorais

Os direitos autorais deste programa/rotina de computador e documentos associados são propriedade da VRTech
Os
direitos
autorais
deste
programa/rotina
de
computador
e
documentos
associados
são
propriedade
da
VRTech
Tecnologias
Industriais
Ltda
e
são
fornecidos
mediante
um
termo
de
licença
que
contém
restrições
de
uso.
É
proibida
a
duplicação,
distribuição,
cópia
ou
reprodução
deste
programa/rotina
de
computador
e
documentos
associados,
no
todo
ou
em
parte,
sob
quaisquer
formas
ou
por
quaisquer
meios
(eletrônico,
gravação,
fotocópia,
distribuição
na
Web
e
outros),
sem
premissão
expressa
da
VRTech
Tecnologias
Industriais
Ltda.
(C)
2004-2008
VRTech
Tecnologias
Industriais
Ltda.
Todos
os
direitos
reservados.

VRTherm

é

uma

marca

registrada

da

VRTech

Tecnologias

Industriais

Ltda.

Quaisquer

outras

marcas,

registradas

ou

não,

mencionadas

nesta

documentação

são

de

propriedade

dos

seus

respectivos

titulares.

Todos

direitos

reservados.

Suporte e Contato

Para a obtenção de suporte entre em contato com a VRTech:

Na internet www.vrtech.com.br

Através de correio eletrônico suporte@vrtech.com.br

vi

Símbolos e Convenções

Neste documento a seguinte notação é considerada:

Trecho de código: um trecho de código ou mensagens de saída:

1

FlowSheet

Separation

2 PARAMETERS

3

4 end

PP

as

CalcObject(File

=

"vrtherm");

Comandos ou códigos: comandos, nomes de arquivos ou códi-

gos inseridos no texto são emfatizados como comando, arquivo

e códigos.

Nota: uma nota, por exemplo: o VRTherm pode utilizar modelos diferentes para a fase líquida e uma nota, por exemplo: o VRTherm pode utilizar modelos diferentes para a fase líquida e vapor.

Atenção: uma mensagem de advertencia, por exemplo: o mo- delo IdealGas não pode ser utilizado para uma mensagem de advertencia, por exemplo: o mo- delo IdealGas não pode ser utilizado para descrever uma fase líquida.

Dica: uma dica para o usuário, por exemplo: para misturas com gases dissolvidos utilize modelos assimétricos. uma dica para o usuário, por exemplo: para misturas com gases dissolvidos utilize modelos assimétricos.

Linux: uma nota específica para plataformas POSIX (Linux e Unix), por exemplo: o VRTherm está disponível uma nota específica para plataformas POSIX (Linux e Unix), por exemplo: o VRTherm está disponível para Linux e pode estar disponível para outras plataformas Unix se desejado.

Windows: uma nota específica para plataformas Win32 (Win- dows 95 e superiores, Windows NT 4 e uma nota específica para plataformas Win32 (Win- dows 95 e superiores, Windows NT 4 e superiores), por exemplo:

o windows não diferencia letras maiúsculas de minúsculas nos no- mes dos arquivos.

Últimas Atualizações

31 outubro 2005 versão 1.2.0

Sistema para gravar e carregar misturas na interface gráfica do VRTherm

Adição do modelo UNIFAC para líquidos

Integração com o Excel: VRTherm Add-in

Integração com o MatLab: VRTherm Toolbox

Chave eletrônica ideal para computadores portáteis (chave azul)

14 dezembro 2005 versão 1.2.2

Adição de unidades de medida para temperatura e pressão na interface gráfica

Correção na instalação dos drivers da chave azul

Correção nos cálculos de densidade

Correção da mensagem de erro quando não há dados suficientes no banco

25 março 2006 versão 1.2.4

Correção do cálculo de pressão de vapor de componentes puros no EMSO

17 maio 2006 versão 1.2.5

Disponibilizada a interface para Scilab

Disponibilizado pacote para utilizacao no Linux

27 dezembro 2007 versão 1.4.0

Adição de novos componentes ao banco de dados do VRTherm através da sua interface gráfica

Possibilidade de simulação de componentes customizados pelos usuários no simu- lador EMSO

viii

1 Introdução

Neste capítulo o VRTherm e suas principais características são apresentadas. No final do capítulo podem ser encontradas as intruções para a instalação do VRTherm.

Sumário

1.1 Simulação .

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1.2 Modelagem Rigorosa

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1.3 O que é o VRTherm

 

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1.4 Aplicações

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1.5 Banco de Dados

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1.6 Instalação .

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1.6.1 Instalando VRTherm no Windows

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1.6.2 Instalando o VRTherm no Linux

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1 Introdução

1.1 Simulação

A simulação de processos é uma ferramenta estratégica para o de-

senvolvimento, pois possibilita desde a validação de projetos, sua operabilidade prática e treinamento de operadores até aumentos

de produção, redução de custos ou da geração de resíduos. Sendo

assim, a simulação de processos é de suma importância tanto para

o setor industrial quanto para o desenvolvimento de estudos no setor acadêmico.

1.2 Modelagem Rigorosa

A modelagem rigorosa consiste na construção de modelos com

base nas equações que regem os fenômenos físicos e químicos dos processos. Tal modelagem é muito importante pois consegue atingir resultados mais realistas e melhores extrapolações. Mas, para que tais resultados sejam alcançados é necessário o conheci- mento de propriedades termodinâmicas e propriedades físicas das substâncias envolvidas e de suas misturas. Estes dados, na maio- ria das vezes, são de difícil obtenção e este processo de coleta de dados é extremamente propenso a erros.

1.3 O que é o VRTherm

O VRTherm é um software capaz de predizer propriedades ter-

modinâmicas e propriedades físicas de misturas complexas permi- tindo a simulação de equipamentos de forma muito mais rápida

e

elegante.

O

VRTherm não é um simulador de processos, mas sim uma bibli-

oteca para ser utilizada em softwares comerciais ou desenvolvidos para aplicações específicas. Os seguintes softwares constituem o

VRTherm:

VRTherm: interface gráfica para procura de componentes e cálculos de propriedades (Capítulo 4)

VRTherm Add-in: Add-in que torna o VRTherm disponí- vel dentro do Microsoft Excel (Capítulo 5)

VRTherm Toolbox: Toolbox que torna o VRTherm dis- ponível dentro do MatLab (Capítulo 6)

EMSO plug-in: complemento que torna o VRTherm dis- ponível dentro do simulador de processos EMSO (Capí- tulo 8)

1.4 Aplicações

3

1.4 Aplicações

Com as ferramentas constituintes do VRTherm, apresentadas na seção anterior, pode-se modelar com sucesso os mais variados tipos de sistemas:

Sistemas de separação de misturas complexas

Colunas de destilação

CSTR, PFR e outros reatores não ideais

Sistemas de troca térmica como trocadores de calor

e muitos outros sistemas presentes em plantas industriais

O VRTherm contempla todas as propriedades necessárias para a

simulação:

Equilíbrio de fases

Balanços de energia

Calores de reação

Volume ou Massa específica de liquidos

Viscosidade e condutividade térmica de materiais e outros.

A lista completa das propriedades incluídas no VRTherm e como

usá-las é apresentada no Capítulo 3.

1.5 Banco de Dados

Para cálculos de equilíbrio estão disponíveis mais de 1000 componentes

Para a predição das propriedades de misturas o VRTherm conta com um banco de dados com mais de 1900 componentes puros que contempla as principais substâncias envolvidas em processos químicos e petroquímicos. Os componentes disponíveis podem ser visualizados utilizando a interface gráfica do VRTherm, mais detalhes no Capítulo 4.

O cálculo das propriedades é baseado em modelos associados de

equações de estado e correlações empíricas. As equações de es- tado e equações para cálculos de coeficientes de atividade dispo- nívies são:

Gás ideal

Líquido ideal

van der Waals

Redlish-Kwong

Soave-Redlish-Kwong

4

1 Introdução

Peng-Robinson

Assymetric-PR

Assymetric-RK

UNIFAC(Dortmund)

Além de outros modelos que estão em fase de implementação. Um maior detalhamento dos modelos contidos no VRTherm é encontrado no Capítulo 2.

1.6 Instalação

VRTherm está disponível tanto para plataformas Windows (Win- dows 95 e superiores, Windows NT, 2000, 2003 e XP) quanto POSIX (Linux e Unix). As instruções para instalação nestas pla- taformas podem encontradas na Subseção 1.6.1 e Subseção 1.6.2, respectivamente.

na Subseção 1.6.1 e Subseção 1.6.2 , respectivamente. Nota: Instruções específicas para a instalação do

Nota: Instruções específicas para a instalação do VRTherm para

Excel, Matlab e EMSO são apresentadas no Capítulo 5, Capítulo 6

e no Capítulo 8, respectivamente

1.6.1 Instalando VRTherm no Windows

O VRTherm é compatível com Windows 95, 98, Me e XP, além

de NT 4, 2000 e 2003. Para instalar o VRTherm no Windows basta executar o programa de instalação

vrtherm-win32-<VERSION>.exe

e seguir os passos na tela.

Outra opção de instalação é instalar o software em um diretório comum à rede o qual poderá ser acessado diretamente por todas

as outras máquinas sem a necessidade da instalação nas máquinas clientes.

Nota: Instruções específicas para a utilização do VRTherm den- tro Excel, Matlab e EMSO são apresentadas Instruções específicas para a utilização do VRTherm den- tro Excel, Matlab e EMSO são apresentadas no Capítulo 5, Ca- pítulo 6 e Capítulo 8, respectivamente

1.6.2 Instalando o VRTherm no Linux

POSIX é a sigla para os padrões desenvolvidos pelo IEEE, que especificam o Portable Operating System interface. O IX vem da base histórica do Unix.

O VRTherm é compatível com uma grande variedade de sistemas

POSIX.

Para instalar o VRTherm é necessário descompactar o pacote vrtherm-<PLATFORM>-<VERSION>.tar.gz e recomenda- se move-lo para o diretório /usr/local. Isto pode ser feito com os seguintes comandos:

1.6 Instalação

5

#

tar

-xzvf

vrtherm-<PLATFORM>-<VERSION>.tar.gz

$

su

#

mv

vrtherm

/usr/local/

#

ln

-sf

/usr/local/vrtherm/vrtherm

/usr/local/bin/

Nota: Instruções específicas para a utilização do VRTherm den- tro do EMSO em Linux são apresentadas Instruções específicas para a utilização do VRTherm den- tro do EMSO em Linux são apresentadas no Capítulo 8

Nota: Pacotes de instalação do VRTherm podem ser produzidos para outras plataformas Unix se desejado. Pacotes de instalação do VRTherm podem ser produzidos para outras plataformas Unix se desejado.

2 Modelos Termodinâmicos

Neste capítulo são apresentados os modelos utilizados para predição do comportamento de gases e líquidos puros e de suas misturas.

Sumário

2.1 Gás Ideal

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2.2 van der Waals

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2.3 Equações de Estado Cúbicas

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2.3.1 Equação de Redlich-Kwong

 

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2.3.2 Equação de Soave Redlich-Kwong

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2.3.3 Equação de Peng-Robinson

 

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2.3.4 Equação de Peng-Robinson e Soave Redlich-Kwong Assimétricas .

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2.4 Coeficiente de Atividade de Líquidos

 

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2.4.1 Líquido Ideal

 

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2.5 Regras de Mistura

 

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11

2.5.1

Regra de Mistura Clássica .

 

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11

2.6 Regras de combinação

 

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11

2.6.1 Regra de Combinação Clássica (Lorentz Berthelot)

 

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11

2.6.2 Regra de Combinação Conformal

 

12

6

2.1 Gás Ideal

7

2.1 Gás Ideal

A equação de Gás Ideal é o modelo mais simples para a predição

do comportamento da fase gasosa em baixas pressões. Considera que:

P = RT

v

(2.1)

(2.1)

este modelo apresentará bons resultados apenas para condições

de baixas pressões.

2.2 van der Waals

A equação de estado de van der Waals tem a seguinte forma:

onde

P =

RT

v b

a

v

2

a = 27R 2 T 64P c

2

c

b = RT 8P c c

2.3 Equações de Estado Cúbicas

(2.2)

(2.3)

(2.4)

As equações cúbicas de estado são equações capazes de predizer

o comportamento tanto de gases quanto de líquidos. As equações

de estado cúbicas são expressas pela seguinte forma genérica:

RT

(2.5)

com uma forma equivalente expressa em termos do fator de com- pressibilidade Z:

a

P =

v b v 2 + ubv + wb 2

Z 3 (1 + B uB)Z 2 + (A + wB 2 uB uB 2 )Z AB wB 2 wB 3 = 0

onde

e

aP

R 2 T 2

bP

A =

B =

RT

(2.6)

(2.7)

(2.8)

As equações de estado cúbicas mais conhecidas são Peng-Robinson, Redlich-Kwong e Soave Redlich-Kwong. Cada uma dessas equa- ções tem diferentes valores para os parâmetros u e w assim como

a diferentes definições de a e b.

8

2 Modelos Termodinâmicos

2.3.1 Equação de Redlich-Kwong

A equação de Redlich-Kwong tem a seguinte forma:

onde

e

P =

RT

v b

a

1

T 2 v(v + b)

a = 0, 42748R 2 T

2,5

c

P c

b

= 0, 08664RT c

P c

(2.9)

(2.10)

(2.11)

2.3.2 Equação de Soave Redlich-Kwong

A equação de Soave Redlich-Kwong é expressa da seguinte ma-

neira:

(2.12)

RT

a

P =

v b v(v + b)

onde

a = 0, 42748R 2 T

2

c

P c

[1 + m(1 T r )] 2

(2.13)

m = 0, 48 + 1, 574w 0, 176w 2

e

ou em função de Z:

b

= 0, 08664RT c

P c

Z 3 Z 2 + Z(A B 2 B) AB = 0

com

aP

R 2 T 2

bP

A =

B =

RT

2.3.3 Equação de Peng-Robinson

(2.14)

(2.15)

(2.16)

(2.17)

(2.18)

A equação de Peng-Hobinson tem o seguinte formato:

onde

P =

RT

a

v b v(v + b) + b(v b)

a = 0, 45724R 2 T

2

c

P c

[1 + m(1 T r )] 2

(2.19)

(2.20)

2.3 Equações de Estado Cúbicas

9

m = 0, 37464 + 1, 54226w 0, 26992w 2

b = 0, 0778RT c

P c

(2.21)

(2.22)

e pode ser escrita em termos de Z:

Z 3 +Z 2 (B 1)+Z