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N-2801 REV.

A DEZ / 2005

INSPEÇÃO DE SISTEMAS DE PROTEÇÃO


CATÓDICA DE DUTOS TERRESTRES

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
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“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

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alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
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“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
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Proteção Catódica
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
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As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

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Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
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conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 43 páginas, Índice de Revisões e GT


N-2801 REV. A DEZ / 2005

SUMÁRIO

1 OBJETIVO........................................................................................................................................................... 6

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES............................................................................................................... 6

3 DEFINIÇÕES....................................................................................................................................................... 6

3.1 BRS ....................................................................................................................................................... 6

3.2 CA ......................................................................................................................................................... 6

3.3 CC ......................................................................................................................................................... 6

3.4 CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS ............................................................................. 7

3.5 CORRENTES TELÚRICAS................................................................................................................... 7

3.6 CUPOM DE PROTEÇÃO CATÓDICA................................................................................................... 7

3.7 DISPOSITIVO DE MONITORAÇÃO REMOTA - DMR .......................................................................... 7

3.8 DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO DE JUNTA DE ISOLAMENTO - DPJI................................................. 7

3.9 DRENAGEM ELÉTRICA ....................................................................................................................... 7

3.10 DRENAGEM GALVÂNICA .................................................................................................................. 7

3.11 INSPEÇÃO DE ROTINA ..................................................................................................................... 7

3.12 INSPEÇÃO ESPECIAL ....................................................................................................................... 8

3.13 JUNTAS DE ISOLAMENTO ELÉTRICO TIPO CONVENCIONAL ...................................................... 8

3.14 JUNTAS DE ISOLAMENTO ELÉTRICO TIPO MONOBLOCO ........................................................... 8

3.15 PONTOS DE TESTE - PT ................................................................................................................... 8

3.16 POTENCIAL DE PROTEÇÃO ............................................................................................................. 8

3.17 POTENCIAL “ON” ............................................................................................................................... 8

3.18 POTENCIAL “OFF”.............................................................................................................................. 8

3.19 QUEDA ÔHMICA IR NO SOLO........................................................................................................... 8

3.20 REGISTRO CONTÍNUO DE POTENCIAL TUBO-SOLO .................................................................... 8

3.21 SEMI-CÉLULA OU ELETRODO DE REFERÊNCIA............................................................................ 9

3.22 SISTEMA DE PROTEÇÃO CATÓDICA - SPC.................................................................................... 9

3.23 SUPERPROTEÇÃO CATÓDICA......................................................................................................... 9

3.24 TÉCNICAS DE INSPEÇÃO ESPECIAL .............................................................................................. 9

3.24.1 MÉTODO ACVG (“ALTERNATING CURRENT VOLTAGE GRADIENTE SURVEY”) ................ 9

3.24.2 MÉTODO DCVG (“DIRECT CURRENT VOLTAGE GRADIENTE SURVEY”) ............................ 9

3.24.3 MÉTODO DE ATENUAÇÃO DE CORRENTE - AC (“CURRENT ATTENUATION SURVEY”)... 9

3.24.4 PASSO A PASSO - PP (“CIPS - CLOSE INTERVAL POTENTIAL SURVEY”) .......................... 9

4 CONDIÇÕES GERAIS ...................................................................................................................................... 10

5 CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA......................................................................................................... 11

5.1 DUTOS NÃO SUJEITOS A CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS ............................... 11

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5.2 DUTOS SUJEITOS A CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS........................................ 12

6 INSPEÇÃO DE ROTINA.................................................................................................................................... 12

6.1 GERAL ................................................................................................................................................ 12

6.2 LEVANTAMENTOS DE POTENCIAIS TUBO-SOLO .......................................................................... 15

6.2.1 DUTOS NÃO SUJEITOS A CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS ...................... 15

6.2.1.1 INSPEÇÃO ANUAL.............................................................................................................15

6.2.1.2 INSPEÇÃO SEMESTRAL ...................................................................................................15

6.2.2 DUTOS SUJEITOS A CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS ............................... 15

6.2.2.1 INSPEÇÃO ANUAL.............................................................................................................15

6.2.2.2 INSPEÇÃO SEMESTRAL ...................................................................................................16

6.3 COMPONENTES DO SISTEMA DE PROTEÇÃO CATÓDICA........................................................... 16

6.3.1 RETIFICADORES....................................................................................................................... 16

6.3.2 DRENAGENS ELÉTRICAS ........................................................................................................ 18

6.3.3 DRENAGENS GALVÂNICAS ..................................................................................................... 19

6.3.4 LEITOS DE ANODOS GALVÂNICOS E INERTES..................................................................... 19

6.3.5 PONTOS DE TESTE .................................................................................................................. 20

6.3.6 JUNTAS DE ISOLAMENTO ELÉTRICO E DPJI ........................................................................ 20

6.3.7 DMR............................................................................................................................................ 20

6.3.8 RAMAIS DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA E MEDIDOR DE CONSUMO .................................... 21

6.4 PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS/FORMULÁRIOS ............................... 21

6.5 ESTRUTURA MÍNIMA PARA EXECUÇÃO DE INSPEÇÕES DE ROTINA......................................... 22

6.5.1 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL.................................................................................................. 22

6.5.2 INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS MÍNIMOS RECOMENDADOS........................................... 22

6.5.3 CALIBRAÇÃO............................................................................................................................. 23

7 INSPEÇÃO ESPECIAL...................................................................................................................................... 23

7.1 GERAL ................................................................................................................................................ 23

7.2 PLANO DE INSPEÇÃO ESPECIAL .................................................................................................... 24

7.3 PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS .......................................................... 25

7.4 PLANO DE REABILITAÇÃO ............................................................................................................... 25

8 AÇÕES CORRETIVAS...................................................................................................................................... 26

ANEXO A - MEDIÇÕES DA PROTEÇÃO CATÓDICA .......................................................................................... 27

A-1 MEDIÇÃO DE POTENCIAL ........................................................................................................................... 27

A-1.1 GERAL............................................................................................................................................. 27

A-1.2 MEDIÇÃO DO POTENCIAL “ON”.................................................................................................... 27

A-1.3 POTENCIAL INSTANTÂNEO “OFF”................................................................................................ 27

A-1.4 CUPOM DE PROTEÇÃO CATÓDICA ............................................................................................. 28

A-2 EFETIVIDADE DAS JUNTAS DE ISOLAMENTO ELÉTRICO ....................................................................... 29

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A-2.1 GERAL............................................................................................................................................. 29

A-2.2 MEDIÇÕES DE POTENCIAL TUBO-SOLO .................................................................................... 29

A-2.3 MEDIÇÕES DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA .................................................................................... 29

A-2.4 TESTE DE CORRENTE .................................................................................................................. 30

A-2.5 MEDIÇÕES COM GERADOR DE AUDIO-FREQÜÊNCIA .............................................................. 30

ANEXO B - PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO DE LEITOS DE ANODOS INERTES E GALVÂNICOS .......... 31

B-1 TESTE DAS 2 SEMI-CÉLULAS ..................................................................................................................... 31

B-2 RECOMENDAÇÕES...................................................................................................................................... 31

ANEXO C - SISTEMÁTICA PARA DETECÇÃO DE FALHAS NOS SISTEMAS DE PROTEÇÃO CATÓDICA


DURANTE A OPERAÇÃO ................................................................................................................. 33

ANEXO D - INTERFERÊNCIA ELÉTRICA ............................................................................................................ 35

D-1 GERAL........................................................................................................................................................... 35

D-2 INTERFERÊNCIA POR CORRENTES CONTÍNUAS.................................................................................... 35

D-2.1 MEDIÇÕES ..................................................................................................................................... 35

D-2.2 MITIGAÇÃO DOS PROBLEMAS DE CORROSÃO POR INTERFERÊNCIA DE CORRENTE


CONTÍNUA ..................................................................................................................................... 36

D-3 INTERFERÊNCIA POR CORRENTES ALTERNADAS ................................................................................. 37

D-3.1 GERAL ............................................................................................................................................ 37

D-3.2 CÁLCULO DA INDUÇÃO DE CORRENTE ALTERNADA............................................................... 37

D-3.3 MEDIDAS DE CORRENTES DE INTERFERÊNCIA CA ................................................................. 37

D-3.4 LIMITES PARA AS INTERFERÊNCIAS CA .................................................................................... 38

ANEXO E - PROCEDIMENTO PARA INVESTIGAR A OCORRÊNCIA DE CORROSÃO SOB TENSÃO EM


DUTOS COM IDENTIFICAÇÃO DOS TRECHOS COM MAIOR SUSCEPTIBILIDADE .................... 40

ANEXO F - CLASSIFICAÇÃO DA CORROSIVIDADE DO SOLO ......................................................................... 41

F-1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 41

F-2 CRITÉRIOS DE AGRESSIVIDADE DO SOLO .............................................................................................. 41

F-3 PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRA ............................................................................................ 42

TABELAS

TABELA 1 - CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA PARA DUTOS NÃO SUJEITOS A CORRENTES DE


INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS....................................................................................................... 11

TABELA 2 - PERIODICIDADE DE INSPEÇÃO DE ROTINA................................................................................. 13

TABELA 3 - CRITÉRIOS PARA REALIZAÇÃO DE REGISTROS ANUAIS........................................................... 15

TABELA 4 - PLANO DE INSPEÇÃO ESPECIAL (VER CAPÍTULO 3) .................................................................. 24

TABELA C-1 - NATUREZA DE FALHAS EM SISTEMAS DE PROTEÇÃO CATÓDICA ....................................... 33

TABELA F-1 - ÍNDICES PARCIAIS DE AGRESSIVIDADE DO SOLO.................................................................. 41

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TABELA F-2 - CLASSIFICAÇÃO DO SOLO ......................................................................................................... 42

FIGURAS

FIGURA A-1 - DIAGRAMA DE POLARIZAÇÃO DA PROTEÇÃO CATÓDICA ..................................................... 28

FIGURA B-1 - MEDIÇÃO DE POTENCIAL COM 2 SEMI-CÉLULAS SOBRE UM LEITO DE ANODOS .............. 32

FIGURA B-2 - CURVA DE POTENCIAL VERSUS DISTÂNCIA SOBRE UM LEITO DE ANODOS ...................... 32

___________

/OBJETIVO

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1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa as condições mínimas exigíveis para a realização de inspeções de
rotina e especial em sistemas de proteção catódica de dutos terrestres, conforme definido
na norma PETROBRAS N-2098.

Nota: Dutos submarinos ou trechos submarinos de duto terrestres não estão


considerados nesta Norma e devem ser inspecionados de acordo com a norma
PETROBRAS N-1487. Porém, caso sejam protegidos por um sistema de proteção
catódica instalado em terra, os equipamentos devem ser inspecionados conforme
esta Norma.

1.2 Esta Norma se aplica a inspeção de sistemas de proteção catódica de dutos terrestres,
a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas


para a presente Norma.

PETROBRAS N-1487 - Inspeção Externa - Duto Submarino;


PETROBRAS N-1493 - Equipamento de Drenagem para Proteção Catódica;
PETROBRAS N-2098 - Inspeção de Duto Terrestre em Operação;
PETROBRAS N-2608 - Retificadores para Proteção Catódica;
NACE TM-0497 - Measurement Technique Related to Criteria for
Cathodic Protection on Underground or Submerged
Metallic Piping System.

3 DEFINIÇÕES

Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições indicadas nos itens 3.1 a 3.24.

3.1 BRS

Bactérias redutoras de sulfato.

3.2 CA

Corrente elétrica alternada.

3.3 CC

Corrente elétrica contínua.

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3.4 Correntes de Interferências Dinâmicas

Correntes elétricas contínuas ou alternadas dispersas no eletrólito, de origem telúrica ou de


fuga de sistemas de tração ferroviários ou metroviários ou de linhas de transmissão de
energia elétrica ou de outros sistemas de proteção catódica, que entram em determinadas
regiões do duto e podem causar corrosão no local da tubulação onde deixam tal estrutura.

3.5 Correntes Telúricas

Correntes de interferência circulantes na tubulação resultado de flutuações geomagnéticas


do planeta.

3.6 Cupom de Proteção Catódica

Dispositivo formado por uma semi-célula permanente de cobre/sulfato de cobre (Cu/CuSO4)


e uma amostra metálica representativa do material do duto com uma área de exposição
conhecida, usado para avaliar a eficiência da proteção catódica aplicada.

3.7 Dispositivo de Monitoração Remota - DMR

Dispositivo de monitoração remota dos parâmetros de proteção catódica, tais como:


potencial de tubo-solo, tensão e corrente de retificadores, tensão de alimentação dos
equipamentos elétricos, sinal de abertura de porta e corrente drenada.

3.8 Dispositivo de Proteção de Junta de Isolamento - DPJI

Dispositivo de proteção de junta de isolamento elétrico do tipo convencional ou monobloco,


contra transientes de tensão originários de descargas atmosféricas ou induções decorrentes
de curtos-circuitos em linhas de transmissão de energia elétrica.

3.9 Drenagem Elétrica

Equipamento com alimentação CA constituído por um diodo e uma chave eletrônica cuja
função é retornar a corrente de interferência, via leito de anodo ou conexão direta, à fonte de
origem.

3.10 Drenagem Galvânica

Equipamento constituído por um diodo cuja função é retornar a corrente de interferência, via
leito de anodo ou conexão direta, à fonte de origem.

3.11 Inspeção de Rotina

Inspeção realizada periodicamente para avaliar os níveis de potencial tubo-solo de proteção


catódica a que os dutos estão submetidos, bem como verificar as condições operacionais
dos componentes básicos de um Sistema de Proteção Catódica (SPC) de dutos terrestres.

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3.12 Inspeção Especial

Inspeção complementar realizada em função das necessidades de avaliação da integridade


do duto, relacionadas ao sistema de proteção anticorrosivo externo (revestimento e proteção
catódica) do duto, realizada por técnicas especiais como, por exemplo, as apresentadas no
item 3.24.

3.13 Juntas de Isolamento Elétrico Tipo Convencional

Acessório isolante elétrico instalado em par de flanges, entre 2 trechos de duto, para prover
descontinuidade elétrica entre estes trechos.

3.14 Juntas de Isolamento Elétrico Tipo Monobloco

Acessório isolante elétrico pré-fabricado, instalado entre 2 trechos de duto, para prover
descontinuidade elétrica entre estes trechos.

3.15 Pontos de Teste - PT

Dispositivo destinado a medição do potencial eletroquímico do duto. Para efeito desta


Norma considera-se como ponto de teste as caixas de interligação entre os dutos da
PETROBRAS e de terceiros.

3.16 Potencial de Proteção

Potencial estrutura-eletrólito para o qual a taxa de corrosão é desprezível.

3.17 Potencial “ON”

Medida de potencial tubo-solo quando o SPC está operando continuamente, ou seja,


potencial medido com a queda ôhmica IR presente no solo.

3.18 Potencial “OFF”

Medida de potencial estrutura-eletrólito imediatamente após a interrupção de aplicação da


corrente de proteção catódica de todas as fontes de proteção catódica que influenciam no
potencial do duto no local da medição, ou seja, potencial medido livre da queda ôhmica.

3.19 Queda Ôhmica IR no Solo

Queda de tensão no solo, devido a passagem de corrente elétrica, medida entre a


semi-célula de referencia e a superfície metálica do duto, de acordo com a lei de Ohm.

3.20 Registro Contínuo de Potencial Tubo-Solo

Medição realizada continuamente em determinado ponto, por tempo definido, usando-se


voltímetro-registrador.

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3.21 Semi-Célula ou Eletrodo de Referência

Eletrodo cujo potencial a circuito aberto é constante sob condições similares de medição,
sendo utilizado para medir o potencial tubo-solo.

3.22 Sistema de Proteção Catódica - SPC

Sistema que consiste de fonte de corrente contínua e de anodo com a finalidade de prover
corrente de proteção anticorrosiva a uma estrutura metálica enterrada ou submersa.

3.23 Superproteção Catódica

Potenciais excessivamente negativos, causados por altas densidades de corrente junto a


uma falha do revestimento do duto.

3.24 Técnicas de Inspeção Especial

3.24.1 Método ACVG (“Alternating Current Voltage Gradiente Survey”)

Técnica de inspeção quantitativa e qualitativa de falhas do revestimento, realizada com


equipamento apropriado que localiza pontualmente a falha no revestimento, a partir da
superfície do solo, medindo a queda ôhmica no solo proveniente do sinal CA injetado por um
transmissor.

3.24.2 Método DCVG (“Direct Current Voltage Gradiente Survey”)

Técnica de inspeção de falha de revestimento (quantitativa e qualitativa) aplicada em dutos


enterrados, realizada sobre a faixa de domínio do duto. Esta técnica consiste na injeção de
corrente contínua entre o duto e o solo com leitura do gradiente de tensão ao longo da
extensão a ser inspecionada do revestimento duto. A instalação de interruptor de corrente
no(s) retificador(es) mais próximo(s) permite a avaliação do comportamento anódico ou
catódico do local de teste.

3.24.3 Método de Atenuação de Corrente - AC (“Current Attenuation Survey”)

Técnica de inspeção qualitativa do revestimento aplicada em dutos enterrados, realizada


sobre a faixa do duto. Esta técnica consiste na injeção de corrente alternada entre o duto e a
terra, com rastreamento do sinal através de um receptor de bobina sensora para medir a
força do campo magnético resultante do sinal CA, localizando o duto sobre a faixa de
domínio e medindo o valor da corrente ao longo do duto. Um gráfico de atenuação da
corrente é, então, levantado para avaliação qualitativa do revestimento.

3.24.4 Passo a Passo - PP (“CIPS - Close Interval Potential Survey”)

Técnica de inspeção do SPC aplicada em dutos enterrados e realizada sobre a faixa de


domínio do duto. Esta técnica consiste na determinação dos potenciais de proteção catódica
“ON” e “OFF”, medido em intervalos curtos de 1 m a 2 m, com chaveamento sincronizado
dos retificadores ou outra técnica que leve em consideração a queda IR no solo.

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4 CONDIÇÕES GERAIS

4.1 Para cada SPC devem estar disponíveis os documentos do projeto básico e de
detalhamento, bem como as informações do histórico da operação, inspeção e manutenção.

Nota: Caso não existam tais documentos de projeto, deve ser elaborado uma
documentação que retrate a situação existente do SPC.

4.2 Deve ser elaborado um procedimento de execução para atividade de inspeção do SPC,
o qual deve levar em consideração, também, o descrito nos itens 4.2.1 a 4.2.4.

4.2.1 Se há vandalismos na faixa dos dutos.

4.2.2 Se os dutos estão sujeitos a oscilações de potencial tubo-solo, devido a correntes de


interferências dinâmicas (ver ANEXO D), as áreas de oscilações devem ser pesquisadas e
delimitadas.

4.2.3 Caso os dutos compartilhem a faixa de tubulações de terceiros, devem ser


consultados os usuários e os procedimentos de acompanhamento dos respectivos SPC.

4.2.4 Se o ponto de teste, retificador ou drenagem possui semi-célula permanente de


Cu/CuSO4 com cupom de proteção catódica.

4.3 Os equipamentos retificadores, drenagens elétricas e drenagens galvânicas instalados


em regiões com correntes de interferência, devem ser monitorados remotamente, com
aquisição de dados diários e alarmes de falhas dos seguintes sinais mínimos:

a) tensão de alimentação (equipamentos elétricos);


b) tensão de saída (equipamentos elétricos);
c) corrente de saída (retificadores) ou drenada (drenagens);
d) potencial tubo-solo;
e) abertura da porta do abrigo.

4.4 As medições instantâneas ou registros contínuos de potencial tubo-solo de inspeções


de rotina ou especial devem ser executadas observando-se o que segue:

a) devem ser realizados após uma polarização de, pelo menos, 2 semanas de
energização do SPC e após 3 meses, no mínimo, de enterramento do duto;
b) deve ser utilizada uma semi-célula de referência de Cu/CuSO4;

Nota: O eletrodo de zinco (Zn) pode também ser utilizado, mas, preferencialmente, deve
ser adotada a semi-célula citada na alínea b).

c) a semi-célula deve ser conectada ao terminal negativo do voltímetro e


posicionada ao nível do solo e sobre a geratriz superior do duto;

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d) as medições de potencial tubo-solo “ON/OFF” devem ser realizadas de acordo


com o que segue:
- todos os retificadores que possuam, direta ou indiretamente, influência sobre
o local em medição devem ser ligados e desligados simultaneamente,
utilizando-se chaves interruptoras de corrente sincronizáveis, atuando no
terminal positivo ou negativo de cada equipamento;
- o sincronismo dos interruptores deve ser verificado antes do início (ou
reinício) dos serviços, através, por exemplo, de um registrador de papel
colocado em 2 pontos de medição;
- os retificadores devem permanecer ligados, sem as interrupções, durante o
período em que as medições não estiverem sendo realizadas;
- durante o serviço, quando ocorrer qualquer indicação de anormalidade no
SPC como, por exemplo, a saída de operação de 1 ou mais retificadores,
deve ser identificada a causa do problema e executada a sua solução, de
forma a não haver prejuízo para a qualidade das medições;
e) alternativamente a alínea d), pode ser utilizada a técnica de medição por
análise de onda (“Wave Form Analizer”), ver item A-1.3.5.

4.5 Os serviços de inspeção de rotina devem ser registrados em formulários padronizados e


emitidos relatórios confeccionados de acordo com o item 6.4 desta Norma. Nos serviços de
inspeção especial devem ser emitidos relatórios confeccionados de acordo com o item 7.3
desta Norma.

4.6 De forma a melhor padronizar a sistemática de inspeção e ter um maior controle das
instalações de proteção, é recomendável identificar e gerar mapa digitalizado de acesso de
todos os retificadores, drenagens e pontos de teste. [Prática Recomendada]

4.7 As características das drenagens elétricas e retificadores estão contempladas nas


normas PETROBRAS N-1493 e N-2608, respectivamente.

5 CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA

5.1 Dutos Não Sujeitos a Correntes de Interferências Dinâmicas

5.1.1 Potencial tubo-solo polarizado “OFF” igual ou mais negativo que os valores descritos
na TABELA 1.

TABELA 1 - CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA PARA DUTOS NÃO


SUJEITOS A CORRENTES DE INTERFERÊNCIAS DINÂMICAS

Eletrólito Semi-Célula Valor


Cu/CuSO4 - 0,85 Vcc
Solo ou água doce sem BRS
Zn + 0,25 Vcc
Cu/CuSO4 - 0,95 Vcc
Solo ou água doce com BRS
Zn + 0,15 Vcc

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5.1.2 Em locais onde o critério do item 5.1.1 não for possível de ser obtido, pode ser
adotado como critério alternativo, uma diferença igual ou superior a 100 mVcc entre o
potencial tubo-solo polarizado “OFF” e o valor despolarizado ou natural, ressalvando-se as
seguintes limitações:

a) tal critério só deve ser adotado em levantamentos do tipo passo a passo;


b) este critério de 100 mVcc não deve ser utilizado em solos com presença de
bactérias redutoras de sulfato no solo, dutos conectados ou com componentes
de metais dissimilares.

5.1.3 Visando evitar-se a superproteção do duto, é recomendado que o potencial tubo-solo


polarizado “OFF” não seja mais negativo que - 1,20 Vcc (Cu/CuSO4). [Prática
Recomendada]

5.1.4 Em trechos de dutos instalados em solos com resistividade elétrica (ρ) maior que
10 000 Ωcm, podem ser considerados os seguintes critérios de proteção (potenciais “OFF” -
Cu/CuSO4):

a) 10 000 Ωcm < ρ ≤ 100 000 Ωcm: - 0,75 Vcc;


b) > 100 000 Ωcm: - 0,65 Vcc.

5.1.5 A forma de realização das medições de potencial está apresentada no ANEXO A.

5.2 Dutos Sujeitos a Correntes de Interferências Dinâmicas

5.2.1 Neste caso, onde a queda ôhmica no solo é de difícil avaliação, recomenda-se que o
critério de proteção seja o de potencial tubo-solo polarizado “ON” igual ou mais negativo que
- 0,85 Vcc (Cu/CuSO4), avaliado com registro contínuo de potencial. [Prática
Recomendada]

5.2.2 Se o retificador, drenagem ou ponto de teste possuir semi-célula permanente de


Cu/CuSO4 com cupom de proteção catódica, o potencial cupom-solo “OFF” deve estar de
acordo com os critérios do item 5.1.

6 INSPEÇÃO DE ROTINA

6.1 Geral

6.1.1 Um plano de inspeção de rotina deve ser implementado e mantido, com o objetivo de
estabelecer rotinas destinadas a garantir que os sistemas operem dentro dos critérios de
proteção estabelecidos nesta Norma, possibilitando a tomada de decisões em tempo hábil
que evitem a corrosão externa do duto. O plano tem como objetivo:

a) inspecionar as instalações do SPC;


b) detectar pontos de deficiência de potencial de proteção catódica;
c) registrar as não-conformidades encontradas;
d) recomendar ações corretivas.

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6.1.2 A periodicidade da inspeção de rotina deve ser conforme a TABELA 2, visando


atender os seguintes componentes de um SPC de dutos terrestres:

a) retificadores manuais ou automáticos e refrigerados a ar ou a óleo e os seus


respectivos ramais de alimentação elétrica, medidor de consumo de energia e
abrigos;
b) drenagens elétricas e os seus respectivos ramais de alimentação elétrica,
medidor de consumo de energia e abrigos;
c) drenagens galvânicas;
d) leitos de anodos galvânicos ou inertes;
e) pontos de teste;
f) juntas de isolamento elétrico e respectivos dispositivos de proteção;
g) dispositivos de monitoração remota de potencial tubo-solo.

TABELA 2 - PERIODICIDADE DE INSPEÇÃO DE ROTINA

Periodicidade
Item de Inspeção
Semanal Quinzenal Trimestral Semestral Anual
1. Potencial Tubo-Solo
Dutos não sujeitos a X X
correntes de interferências (ver item (ver item
dinâmicas. 6.2.1.2) 6.2.1.1)
Dutos sujeitos a correntes X X
de interferências (ver item (ver item
dinâmicas. 6.2.2.2) 6.2.2.1)
2. Retificadores
Dutos não sujeitos a X X X
correntes de interferências (ver item (ver item (ver item
dinâmicas. 6.3.1.1) 6.3.1.2) 6.3.1.4)
Dutos sujeitos a correntes X X X
de interferências (ver item (ver item (ver item
dinâmicas. 6.3.1.3) 6.3.1.2) 6.3.1.4)
X X X
3. Drenagens Elétricas (ver item (ver item (ver item
6.3.2.2) 6.3.2.1) 6.3.2.3)
X X X
4. Drenagens Galvânicas (ver item (ver item (ver item
6.3.3.2) 6.3.3.1) 6.3.3.3)
X
5. Leitos de Anodos
(ver item
Inertes e Galvânicos
6.3.4)
X
6. Pontos de Teste (ver item
6.3.5)
X X
7. Juntas Isolantes e DPJI (ver item (ver item
6.3.6.1) 6.3.6.2)
8. Dispositivo de X
Monitoração Remota (ver item
(DMR) 6.3.7)
9. Ramais de Alimentação X
Elétrica e Medidor de (ver item
Consumo 6.3.8)

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6.1.3 Recomenda-se a inspeção dos retificadores, drenagens elétricas, drenagens


galvânicas, juntas isolantes, DPJI, pára-raios dos ramais de alimentação elétrica e DMR
após chuvas com grande incidência de raios na região. [Prática Recomendada]

6.1.4 Na execução de medições instantâneas ou registros contínuos de potencial tubo-solo,


deve ser observado o que segue:

a) a semi-célula deve ser posicionada sobre a geratriz superior de cada duto da


faixa, devendo-se manter como referência a mesma posição das medições
anteriores;
b) as medições de potencial tubo-solo “ON/OFF” devem ser realizadas com o
ciclo “liga-desliga” dos retificadores de, no máximo, 12 segundos “ON” por
3 segundos “OFF”;
c) todos os registros contínuos de potencial “ON” devem ser realizados em dias
típicos de movimentação do sistema ferroviário/metroviário e abranger os
horários de maior tráfego das composições ferroviárias ou metroviárias;
d) quando for observado potencial fora dos critérios estabelecidos nesta Norma,
deve ser pesquisada a causa da anomalia, visando proceder às correções
necessárias a manter ou adequar à condição de proteção catódica dos dutos.

6.1.5 Nas medições de corrente de saída dos retificadores ou drenagens (ISAÍDA), quando
usado o “shunt” do equipamento, deve ser utilizado um voltímetro calibrado e adotada a
seguinte regra:

∆V x IN
ISAÍDA =
VN

Onde:
∆V = queda de tensão medida nos terminais do “shunt”, em mV;
IN = corrente nominal do “shunt”, em A;
VN = queda de tensão nominal do “shunt”, em mV.

6.1.6 Mensalmente, deve ser calculada a disponibilidade operacional (D) de cada


retificador, considerando as horas de operação efetiva (lidas no horímetro) e o tempo
decorrido entre inspeções, conforme a fórmula abaixo, incorporamdo-o aos relatórios
mencionados no item 6.4 desta Norma:

horas de operação entre as inspeções (h)


D (%) = x 100
tempo decorrido entre as inspeções (h)

Nota: Recomenda-se uma disponibilidade operacional de, no mínimo, 95 %. [Prática


Recomendada]

6.1.7 Os resultados encontrados nos levantamento de potenciais tubo-solo e nas inspeções


dos componentes do SPC devem ser apresentados em um relatório, conforme o item 6.4.

6.1.8 O ANEXO C apresenta um esquema típico recomendado para a detecção de defeitos


em SPC por corrente impressa.

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6.2 Levantamentos de Potenciais Tubo-Solo

6.2.1 Dutos Não Sujeitos a Correntes de Interferências Dinâmicas

6.2.1.1 Inspeção Anual

Deve ser realizado um levantamento de potencial tubo-solo “ON/OFF” em cada ponto de


teste (inclusive em tubo-camisa e em ambos os lados das juntas de isolamento elétrico),
retificador e válvula de bloqueio, assim como em outros pontos em que haja acesso, direta
ou indiretamente, ao metal da tubulação.

Nota: O objetivo da medição do potencial em tubo-camisa e no lado isolado das juntas


de isolamento elétrico é a avaliação do isolamento elétrico com o duto.

6.2.1.2 Inspeção Semestral

a) deve ser realizado um levantamento parcial de potenciais tubo-solo “ON” em


ambos os lados das juntas de isolamento elétrico e retificador, comparando-os
com o último levantamento de potencial “ON/OFF” realizado;
b) caso nos locais medidos se perceba valor com diferença superior a 20 % entre
os respectivos potenciais “ON”, é recomendado também, uma medição do
potencial “OFF” em tal local. [Prática Recomendada]

6.2.2 Dutos Sujeitos a Correntes de Interferências Dinâmicas

6.2.2.1 Inspeção Anual

Deve ser realizado um levantamento da intensidade e extensão das interferências por meio
de consulta aos relatórios de inspeção e realização de registros contínuos de potencial
tubo-solo “ON”. Os registros contínuos de potenciais “ON” devem ser realizados em cada
ponto de teste, retificador, equipamento de drenagem elétrica, drenagem galvânica e válvula
de bloqueio, observando-se o item 6.1.4 alínea c) e conforme critérios da TABELA 3.

TABELA 3 - CRITÉRIOS PARA REALIZAÇÃO DE REGISTROS ANUAIS

Variação do Potencial Tubo-Solo


Tempo de Registro
(Ver Nota 1)
Por 1 hora Entre 50 mV e 400 mV
Por 4 horas Maior que 400 mV
Por 24 horas Com picos de potencial de -0,85V (ver Nota 7)

Notas: 1) A variação do potencial deve ser medida em relação ao valor predominante, ou


seja, valor de maior incidência obtido em um mesmo registro contínuo.
2) Os registros de potencial tubo-solo “ON” por, no mínimo, 24 horas, devem ser
realizados, pelo menos, uma vez ao longo na vida operacional do duto, em
cada ponto de teste, retificador, equipamento de drenagem elétrica, drenagem
galvânica e válvula de bloqueio.

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3) Nas drenagens elétricas e galvânicas, executar, também, registros contínuos


da corrente drenada e do potencial tubo (+)/trilho (-).
4) Nos pontos de teste com cupom de proteção catódica, deve ser levantado,
também, o potencial “ON/OFF” cupom-solo e a intensidade e o sentido da
corrente elétrica entre o cupom e o duto.
5) O profissional de proteção catódica pode aumentar o tempo de registro e/ou
diminuir o período entre as inspeções caso encontre variações significativas no
levantamento.
6) Dutos com variação de potenciais inferiores a 50 mV podem ser tratados como
não sujeitos a correntes de interferência, item 6.2.1.
7) Nos locais onde ocorram picos de potencial de -0,85 V, selecionados segundo
os registros contínuos de potenciais “ON”, deve ser realizado registro contínuo
de potencial tubo/solo de 24 horas.

6.2.2.2 Inspeção Semestral

Nos locais onde ocorram picos de potencial de -0,85 V, selecionados segundo os registros
contínuos de potenciais “ON” obtidos na última inspeção anual, deve ser realizado registro
contínuo de potencial tubo/solo de 24 horas.

6.3 Componentes do Sistema de Proteção Catódica

6.3.1 Retificadores

6.3.1.1 Quinzenalmente, nos retificadores sem monitoração remota, de dutos não sujeitos a
correntes de interferências dinâmicas, deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos
itens abaixo listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação do retificador;
c) características: tipo (manual ou automático), refrigeração (a ar ou a óleo),
fabricante, mês/ano de fabricação, alimentação elétrica (tensão, freqüência e
no de fases) e tensão e corrente nominal;
d) estado geral de conservação (pintura, limpeza interna e externa, corrosão e
aterramento da carcaça do equipamento);
e) funcionamento dos voltímetros e amperímetro (comparação com multímetro
digital);
f) estado dos disjuntores, fusíveis e supressores de transientes, substituindo-se
onde necessário;
g) tensão de entrada;
h) tensão e corrente de saída;
i) resistência do circuito externo ao retificador, calculada como a razão entre a
tensão e a corrente de saída do equipamento;
j) potencial tubo-solo com o retificador ligado e desligado;
k) indicação do horímetro;
l) ajustes dos “taps” grosso e fino.

6.3.1.2 Trimestralmente, nos retificadores com monitoração remota, de dutos sujeitos ou


não a correntes de interferências dinâmicas, devem ser realizadas as
anotações/inspeções/medições citadas no item 6.3.1.1.

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6.3.1.3 Semanalmente, nos retificadores sem monitoração remota, de dutos sujeitos a


correntes de interferências dinâmicas, deve ser realizadas as notações/inspeções/medições
citadas no item 6.3.1.1.

6.3.1.4 Anualmente, deve ser realizada em todos os retificadores a inspeção dos itens
listados no item 6.3.1.1 e mais:

a) estado da fiação e componentes internos, substituindo onde necessário;


b) estado da fixação do retificador, relativo ao poste de aço (e seu prumo),
braçadeiras, porcas e parafusos;
c) funcionamento das portas, engraxando os pinos das dobradiças, se
necessário;
d) estado físico dos contatos elétricos (incluindo-se o terminal de aterramento da
carcaça do equipamento), reapertando-se parafusos e conexões, limpando e
lubrificando onde necessário;
e) nos retificadores refrigerados à óleo, recolher amostras de óleo para análise de
rigidez dielétrica (tensão mínima de 1,5 kV, 60 Hz, durante, pelo menos,
1 minuto), verificar se o teor de umidade e contaminantes está conforme
especificação do fabricante do óleo refrigerante; se algum destes testes falhar,
trocar todo óleo;
f) semi-células permanente de Cu/CuSO4:
- medir o potencial “ON” do duto com a semi-célula permanente e uma portátil,
comparando os valores;
- medição, com uma semi-célula portátil, do potencial “ON” do duto nos locais
monitorados, visando compará-los com o sinal recebido remotamente;
g) medição da diferença de potencial CA entre o neutro da concessionária e o
sistema de aterramento do equipamento, a qual deve ser igual ou inferior a
6 Vca; caso isto não ocorra, deve ser reduzida a resistência do aterramento do
equipamento e/ou da concessionária;
h) estado do acesso (estradas, pontes, cercas, porteiras, etc.);
i) condições do terreno (indícios de erosão, assoreamento, etc.) na região de
instalação do abrigo, incluindo a faixa de domínio;
j) estado físico das cordoalhas de aterramento das partes móveis do abrigo;
k) estado físico da calçada externa, sapatas e cintas de concreto;
l) estado da galvanização e/ou pintura da estrutura metálica e eventuais pontos
de corrosão;
m) estado das paredes e teto de concreto ou alvenaria e pintura;
n) funcionamento da porta do abrigo e, se necessário, engraxar os pinos das
dobradiças;
o) estado físico e condições de fixação das telhas, incluindo os grampos;
p) nivelamento do piso no interior do abrigo, espessura e estado da brita ou
acimentado;
q) poço de aterramento elétrico, incluindo a tampa, e conexões das hastes;
r) medição a resistência do aterramento elétrico do equipamento, a qual deve ser
inferior a 10 Ω;
s) condições físicas e de limpeza da caixa de passagem, incluindo a tampa
metálica e entrada e saída de eletrodutos e cabos elétricos, calafetando-se
com massa de vedação, onde necessário;
t) estado geral de corrosão do equipamento, eletrodutos, poste de fixação e caixa
de interligação;
u) estado geral do abrigo.

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6.3.2 Drenagens Elétricas

6.3.2.1 Trimestralmente deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo


listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação da drenagem;
c) características: tipo, fabricante, mês/ano de fabricação, alimentação elétrica
(tensão, freqüência e no de fases) e corrente nominal;
d) estado geral de conservação (pintura, limpeza interna e externa, corrosão e
aterramento da carcaça do equipamento);
e) condições dos voltímetros e amperímetro;
f) estado dos disjuntores, fusíveis e supressores de transientes, substituindo-se
onde necessário;
g) estado geral do abrigo;
h) tensão de entrada;
i) corrente drenada;
j) potencial tubo-solo e tubo (+)/trilho (-);
k) condições do diodo;
l) indicação do horímetro.

6.3.2.2 Semanalmente, as drenagens elétricas cuja monitoração remota esteja fora de


operação, devem ser realizadas as anotações/inspeções/medições citadas no item 6.3.2.1.

6.3.2.3 Anualmente deve ser repetida a inspeção dos itens listados no item 6.3.2.1 e mais:

a) características e condições do diodo;


b) estado da fiação e componentes internos, substituindo onde necessário;
c) estado da fixação do equipamento, relativo ao poste de aço (e seu prumo),
braçadeiras, porcas e parafusos;
d) funcionamento das portas, engraxando os pinos das dobradiças, se
necessário;
e) estado físico dos contatos elétricos (incluindo-se o terminal de aterramento da
carcaça do equipamento), reapertando-se parafusos e conexões, limpando e
lubrificando onde necessário;
f) semi-células permanente de Cu/CuSO4 [ver item 6.3.1.4 alínea f) desta Norma];
g) medição da diferença de potencial CA entre o neutro da concessionária e o
sistema de aterramento do equipamento, a qual deve ser igual ou inferior a
6 Vca; caso isto não ocorra, deve ser reduzida a resistência do aterramento do
equipamento e/ou da concessionária;
h) estado do acesso (estradas, pontes, cercas, porteiras, etc.);
i) condições do terreno (indícios de erosão, assoreamento, etc.) na região de
instalação do abrigo, incluindo a faixa de domínio;
j) estado físico das cordoalhas de aterramento das partes móveis do abrigo;
k) estado físico da calçada externa, sapatas e cintas de concreto;
l) estado das paredes e teto de concreto ou alvenaria e pintura;
m) funcionamento da porta do abrigo e, se necessário, engraxar os pinos das
dobradiças;
n) estado físico e condições de fixação das telhas, incluindo os grampos;
o) nivelamento do piso no interior do abrigo, espessura e estado da brita ou
cimentado;
p) poço de aterramento elétrico, incluindo a tampa, e conexões das hastes;

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q) medição da resistência do aterramento elétrico do equipamento, a qual deve


ser inferior a 10 Ω;
r) condições físicas e de limpeza da caixa de passagem, incluindo a tampa
metálica e entrada e saída de eletrodutos e cabos elétricos, calafetando-se
com massa de vedação, onde necessário;
s) estado geral de corrosão do equipamento, eletrodutos, poste de fixação e caixa
de interligação;
t) estado geral do abrigo.

6.3.3 Drenagens Galvânicas

6.3.3.1 Trimestralmente, deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo


listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação da drenagem;
c) características e condições do diodo;
d) condições da caixa de interligação duto/anodos;
e) corrente drenada;
f) potencial tubo-solo e tubo-trilho.

6.3.3.2 Semanalmente, as drenagens galvânicas cuja monitoração remota esteja fora de


operação, devem ser realizadas as anotações/inspeções/medições citadas no item 6.3.3.1.

6.3.3.3 Anualmente deve ser repetida a inspeção dos itens listados no item 6.3.3.1 e mais:

a) verificar se todos os anodos estão eletricamente ativos, conforme o ANEXO B,


quando aplicável;
b) semi-células permanente de Cu/CuSO4 [ver item 6.3.1.4 alínea f) desta Norma];
c) condições de acesso.

6.3.4 Leitos de Anodos Galvânicos e Inertes

Anualmente deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação do retificador;
c) condições físicas e de fixação dos marcos de concreto e placa de identificação
da faixa do leito;
d) condições do terreno (indícios de erosão, desbarrancamento, assoreamento,
cabos expostos etc.) na faixa de instalação do leito, desde os dutos até o
último anodo;
e) existência de edificações e plantações não permitidas na faixa do leito de
anodos;
f) recomenda-se realizar uma inspeção no leito de anodos, através do
procedimento apresentado no ANEXO B ou utilizando um conjunto
transmissor/receptor de alta freqüência (equipamento de atenuação de
corrente); [Prática Recomendada]
g) análise da variação da resistência do leito de anodos inertes, a partir dos
resultados indicados no item 6.3.1.1 alínea i), visando manutenções futuras do
leito.

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6.3.5 Pontos de Teste

Anualmente, deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação do ponto de teste;
c) tipo:
- simples, em tubo-camisa ou em junta isolante;
- aéreo ou enterrado;
- em caixa de alumínio, moirão de concreto, etc.;
d) condições de acesso, elaborando-se ou atualizando-se o mapa de acesso;
e) condições físicas, prumo e fixação do moirão, eletroduto;
f) estado da pintura e identificação;
g) estado físico da caixa, placa de “celeron”, terminais de medição e cabos
elétricos e, se necessário, identificar cabos, reparar, substituir, limpar e
lubrificar;
h) medição do potencial tubo-solo “ON” (inclusive em ambos os lados das juntas
isolantes e tubos-camisas) e “OFF” (quando aplicável), visando-se verificar se
há curto-circuito, cabos rompidos, danos na instalação ou oxidação dos bornes
terminais e parafusos;
i) verificação do funcionamento da semi-célula permanente de Cu/CuSO4 com
cupom de proteção catódica, quando aplicável;
j) estado da limpeza geral.

6.3.6 Juntas de Isolamento Elétrico e DPJI

6.3.6.1 Trimestralmente, deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo


listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e tipo da junta (convencional ou monobloco);
c) funcionamento dos anodos de zinco, quando aplicável, medindo os seus
potenciais em relação ao solo;
d) estado do supressor de transientes, substituindo, se necessário;
e) medição dos potenciais tubo-solo “ON” em ambos os lados, com os anodos de
zinco desconectados, quando aplicável.

6.3.6.2 Anualmente, deve ser repetida a inspeção dos itens listados no item 6.3.6.1 e mais:

a) aspecto físico (amassamentos, mordeduras, chamuscamento, trincas,


rachaduras e falta de material nas regiões preenchidas com material isolante);
b) estado da pintura;
c) testes de verificação da eficiência (ver Capítulo A-2 do ANEXO A). [Prática
Recomendada]

6.3.7 DMR

Trimestralmente, deve ser realizada a anotação/inspeção/medição dos itens abaixo listados:

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação do DMR;
c) medição, com uma semi-célula portátil, do potencial nos locais monitorados,
visando compará-los com o sinal recebido remotamente;

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d) verificação do estado da semi-célula, transdutor e cabos elétricos, substituindo


onde necessário;
e) potencial tubo-solo ou tensão e corrente de saída, tensão de entrada
(retificador) e corrente drenada, visando compará-los com o sinal recebido
remotamente.

6.3.8 Ramais de Alimentação Elétrica e Medidor de Consumo

Recomenda-se que, anualmente, seja realizada a anotação/inspeção/medição dos itens


abaixo listados: [Prática Recomendada]

a) data e horário da inspeção;


b) local e identificação do equipamento elétrico;
c) estado físico do aterramento elétrico;
d) estado físico do medidor de energia e respectivas conexões;
e) medição da tensão de entrada e saída do medidor de energia.

6.4 Procedimentos para Elaboração de Relatórios/Formulários

6.4.1 Devem ser emitidos relatórios de inspeção trimestral, semestral e anual, conforme o
tipo de inspeção realizada, observando-se que:

a) os resultados devem ser registrados em formulários específicos e consolidados


nos relatórios;
b) todas as anormalidades relevantes ao bom funcionamento do SPC devem ser
imediatamente registradas e reportadas ao órgão responsável pela solução do
problema.

6.4.2 Os relatórios devem conter, pelo menos, o descrito nos itens 6.4.2.1 a 6.4.2.10.

6.4.2.1 Introdução.

6.4.2.2 Objetivo do relatório.

6.4.2.3 Escopo dos serviços (itens de inspeção).

6.4.2.4 Dados do duto, como identificação, início de operação, diâmetro nominal,


temperatura de operação, tipo de revestimento e extensão.

6.4.2.5 Os resultados obtidos nos levantamentos de potencial tubo-solo e nas inspeções


dos componentes do sistema, observando-se o que segue, no caso de levantamentos de
potenciais:

a) no caso de dutos não sujeitos a correntes de interferências dinâmicas, o


relatório deve conter, pelo menos, uma tabela com os valores levantados e um
gráfico com os valores de potencial “ON/OFF”, associados à quilometragem da
faixa, observando-se que, na linha de cada retificador, deve ser informada a
sua tensão e corrente de saída;

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b) no caso de dutos sujeitos a correntes de interferências dinâmicas, o relatório


deve apresentar todos os registros executados e deve conter, pelo menos, uma
tabela com os valores máximo, mínimo e predominante, identificados pelo local
e respectiva quilometragem da faixa; observar o que segue:
- na linha de cada retificador: informar a tensão e corrente de saída e se está
operando na condição manual ou automática;
- na linha de cada drenagem: os valores máximo, mínimo e predominante da
respectiva corrente drenada e do potencial tubo (+)/trilho (-).

6.4.2.6 Índice de disponibilidade operacional (D) de cada retificador.

6.4.2.7 Anotação de problemas detectados que possam comprometer o desempenho do


sistema.

6.4.2.8 Conclusões quanto ao funcionamento dos componentes e/ou potenciais de proteção


catódica.

6.4.2.9 Recomendações para solução dos problemas encontrados.

6.4.2.10 Documentos de referência.

6.4.3 Os formulários e relatórios devem ser arquivados de forma organizada, a fim de


permitir a elaboração de um histórico do SPC e um perfeito rastreamento de informações.

6.5 Estrutura Mínima para Execução de Inspeções de Rotina

6.5.1 Qualificação de Pessoal

Os técnicos responsáveis pelas inspeções do SPC devem ser qualificados, possuir


certificado de realização de curso sobre proteção catódica de dutos terrestres, promovido
pela PETROBRAS ou entidade reconhecida, e ter, de preferência, formação em
eletrotécnica.

6.5.2 Instrumentos e Acessórios Mínimos Recomendados

a) 2 multímetros digitais, com registros para valores máximo, mínimo e


predominante, com resistência interna não inferior a 10 MΩ/V;
b) 2 registradores de potencial, com resistência interna não inferior a 10 MΩ/V e
escalas que variem de 2 Volts a 20 Volts, no caso de dutos sujeitos a correntes
de interferências dinâmicas;
c) 2 semi-células de Cu/CuSO4;
d) 1 amperímetro-alicate para corrente alternada e contínua, com escala, também,
em miliamperes.

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6.5.3 Calibração

6.5.3.1 Os instrumentos de medição devem ser calibrados em laboratório credenciado, com


periodicidade máxima de 2 anos.

6.5.3.2 Anualmente, as semi-células portáteis devem ser calibradas em laboratórios


credenciados ou conforme o procedimento da norma NACE TM-0497.

Nota: A semi-célula padrão utilizada no procedimento da norma NACE TM-0497 deve


ser calibrada em laboratório credenciado, com periodicidade máxima de 2 anos,
ou, alternativamente, ser substituída por uma nova.

7 INSPEÇÃO ESPECIAL

7.1 Geral

7.1.1 Um plano de inspeção especial deve ser implementado, com o objetivo de realizar um
levantamento detalhado das condições do SPC (inclusive o revestimento), registrar as
não-conformidades e recomendar ações corretivas.

7.1.2 O plano de inspeção especial (ver item 7.2) deve ser aplicado ao longo de todo o duto
ou em trecho específico e utiliza uma ou mais das técnicas de inspeção especiais descritas
abaixo:

a) potencial passo a passo (CIPS): levantamento do perfil dos potenciais


“ON/OFF”;

Nota: A técnica descrita na alínea a) não é recomendada para dutos sujeitos a correntes
de interferência dinâmica.

b) DCVG;
c) AC;
d) ACVG.

7.1.3 A realização da inspeção especial deve levar em consideração o histórico de corrosão


externa do duto, nível de potencial de proteção catódica, presença de corrente de
interferência, tipo de revestimento, histórico de danos por terceiros e ação do meio sobre o
duto.

7.1.4 A inspeção de potencial passo a passo “ON/OFF” deve ser realizada de acordo com o
que segue:

a) o levantamento deve ser conduzido de forma que o espaçamento entre o


posicionamento de um ponto medido para o ponto seguinte seja de, no
máximo, 1,5 m, observando-se que, nas juntas de isolamento elétrico, as
medições devem ser realizadas nos lados protegido e isolado;

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b) a queda ôhmica que ocorre na parede metálica do duto, devido a corrente que
percorre a tubulação, deve ser considerada em todos os pontos de teste, de
modo a permitir a correção dos potenciais “ON/OFF”.

7.2 Plano de Inspeção Especial

7.2.1 Deve ser implementado caso aconteça, pelo menos, uma das condições descrita na
TABELA 4.

TABELA 4 - PLANO DE INSPEÇÃO ESPECIAL (VER CAPÍTULO 3)

Ação (Ver Nota 2)


Prazo
Condições Sem Com
(Ver Nota 1)
Interferência Interferência
a) quando o resultado da inspeção com “pig”
instrumentado apresentar evolução do
processo corrosivo externo, comparado PP + AC/
AC/ ACVG
com a inspeção anterior com “pig”, com 2 anos ACVG ou
ou DCVG
perda de espessura superior a 50 %, ou DCVG
com o aumento superior a 50 % do número
de pontos de corrosão;
b) quando o resultado da inspeção com “pig”
instrumentado apresentar evolução do
processo corrosivo externo, comparado
5 anos a
com a inspeção anterior com “pig”, com
10 anos PP + AC/
perda de espessura entre 50 % e 20 %, ou AC/ ACVG
ACVG ou
com o aumento entre 50 % e 20 % do ou DCVG
DCVG
número de pontos de corrosão;
c) presença de potenciais tubo-solo fora dos
critérios de proteção estabelecidos no 2 anos
Capítulo 5 desta Norma;
d) duto aquecido, com isolamento térmico de
espuma de poliuretano e com histórico de
5 anos AC/ ACVG ou DCVG
falhas; ou revestimento de fita de polietileno
com histórico de descolamento;
e) histórico de danos já causados ao AC/
PP + AC/ ACVG
revestimento do duto por máquinas, sem 2 anos ACVG ou
ou DCVG
ações corretivas adotadas; DCVG
f) histórico de movimentação do solo com
deformação do duto e sem ações 30 dias Ver ANEXO E
corretivas realizadas.

Notas: 1) Prazo máximo para realização da inspeção especial.


2) Ver item 3.24 (técnicas especiais de inspeção) para as descrições das siglas.
3) O relatório de inspeção por “pig” instrumentado a ser utilizado na TABELA 4
deve estar validado por correlação no campo.

7.2.2 Nos dutos não enquadrados na TABELA 4, é recomendado aplicar o plano de


inspeção especial, com periodicidade de 10 anos. [Prática Recomendada]

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N-2801 REV. A DEZ / 2005

7.3 Procedimentos para Elaboração de Relatórios

Ao final dos trabalhos, deve ser elaborado um relatório por duto, contendo os resultados
obtidos nos serviços, apresentando, no mínimo, os tópicos citados nos itens 7.3.1
a 7.3.10.

7.3.1 Introdução.

7.3.2 Objetivo do relatório.

7.3.3 Escopo dos serviços.

7.3.4 Dado da tubulação, como por exemplo, início de operação, diâmetro nominal,
espessura de parede do duto, tipo de revestimento e sua espessura, extensão, aspectos
geográficos que atravessa (áreas urbanas, rurais e de proteção ambientais, rios, lagos e
estradas, pelo menos) etc..

7.3.5 Descrição detalhada das técnicas, métodos e procedimentos de inspeção utilizados.

7.3.6 Critérios adotados com base em normas e/ou literatura técnica especializada.

7.3.7 Resultados obtidos.

7.3.8 Conclusões quanto ao estado do sistema anticorrosivo (proteção catódica e


revestimento).

7.3.9 Recomendações para solução dos problemas encontrados.

7.3.10 Referências aos documentos e desenhos da contratante e da contratada e


bibliografia utilizada.

7.4 Plano de Reabilitação

7.4.1 Um plano de reabilitação do sistema de proteção anticorrosiva deve ser elaborado


para implementar as ações corretivas recomendadas pelo plano especial de inspeção. Este
plano deve contemplar:

a) reforço do SPC;
b) reparo ou substituição de revestimento;
c) reparo ou substituição de trechos do duto, quando complementado com a
análise estrutural do duto.

7.4.2 As ações corretivas devem ser implementadas, o mais breve possível, e avaliadas
periodicamente, quanto a sua eficácia, dentro do plano de inspeção periódica.

25
N-2801 REV. A DEZ / 2005

8 AÇÕES CORRETIVAS

8.1 A adequação do SPC deve ser executada quando ocorrer deficiência de proteção. Esta
adequação inclui o reajuste ou reforço do sistema de forma local, com instalação de leitos
de anodos (contínuos ou não), ou de forma ampla com instalação de novos conjuntos
retificadores e leitos de anodos.

8.2 O controle das correntes de interferência deve ser feito estudando toda a região
afetada, consultando mapas com as malhas de dutos e fontes interferentes, instalando
equipamentos retificador e de drenagem elétrica adequadamente locados nos pontos de
retorno destas correntes. Os equipamentos retificadores e de drenagem elétrica danificados
devem ser imediatamente reparados. O reparo das falhas no revestimento em regiões de
entrada e saída da corrente de interferência pode reduzir tais interferências.

8.3 O revestimento deve ser reparado quando enquadrado em, pelo menos, uma das
situações abaixo:

a) possuir falhas localizadas em trechos com deficiência de proteção catódica e


confirmadas após uma inspeção visual na vala;
b) as falhas forem classificadas como severa segundo relatório de inspeção do
revestimento pelas técnicas especiais;
c) forem detectadas falhas no isolamento térmico dos dutos aquecidos.

8.4 A forma de reparo do revestimento deve levar em consideração o revestimento


existente, a temperatura de operação do duto, tipo de solo e preparação de superfície.

8.5 Havendo detecção de corrosão sob tensão, deve ser feita uma análise do defeito do
duto, complementada por técnicas específicas, para definição de troca ou reparo do trecho
do duto.

8.6 Um programa de manutenção deve ser empregado para assegurar que o SPC e o
revestimento permaneçam eficazes durante a vida do duto. Ações preventivas e corretivas
devem ser tomadas onde as inspeções de rotina e especial indicarem que a proteção não
está dentro dos critérios estabelecidos.

_____________

/ANEXO A

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ANEXO A - MEDIÇÕES DA PROTEÇÃO CATÓDICA

A-1 MEDIÇÃO DE POTENCIAL

A-1.1 Geral

A-1.1.1 A eficácia da proteção catódica deve ser avaliada através de medições de potencial
do duto na interface duto-solo em relação ao eletrodo de referência.

A-1.1.2 A técnica escolhida pode ser selecionada com base nas condições locais no
campo, levando em consideração o tipo e qualidade do revestimento, a resistividade do solo
e a presença de correntes de interferência, correntes telúricas e outros.

Notas: 1) Onde a corrente estiver fluindo através do solo e no duto existe queda ôhmica
(queda IR) no solo e no revestimento. Assim, o potencial medido com o
eletrodo de referência na superfície do solo inclui uma contribuição da queda
IR. Existem técnicas complementares que podem ser utilizadas para dar uma
avaliação mais precisa da eficácia da proteção catódica.
2) Onde somente as correntes fluindo no solo são as do SPC do próprio duto, os
potenciais medidos na superfície do solo são geralmente mais negativos que o
potencial na interface duto-solo.

A-1.2 Medição do Potencial “ON”

A-1.2.1 As medições do potencial “ON” são realizadas enquanto o SPC estiver


continuamente operando. Para minimizar a queda IR o eletrodo de referência deve ser
colocado o mais próximo possível do duto.

A-1.2.2 Os valores obtidos contêm várias quedas IR desconhecidas que variam com o
tempo e a posição do eletrodo. A leitura pode não refletir o potencial da interface duto-solo.

A-1.3 Potencial Instantâneo “OFF”

A-1.3.1 A queda IR causada pela corrente de proteção catódica pode ser eliminada através
da utilização da técnica do potencial “OFF” instantâneo. Os valores obtidos são chamados
de potencial “OFF” instantâneo. Para dutos enterrados, o potencial medido em relação ao
eletrodo de referência deve ser medido, geralmente, em até 1 segundo após a corrente de
proteção ser desligada. Se a despolarização ocorrer rápida, o potencial “OFF” deve ser
determinado usando um processador de dados de alta velocidade.

A-1.3.2 O potencial “OFF” instantâneo pode ser medido por um instrumento de rápida
resposta. A proporção de períodos ligados e desligados deve ser definida para não ocorrer
despolarização.

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A-1.3.3 Para uma efetiva medição de potencial “OFF” instantâneo, todas as fontes de
corrente de proteção catódica para o duto devem ser desligadas simultaneamente. A
FIGURA A-1 mostra o perfil típico de potencial durante uma medição de potencial “ON/OFF”
e como o componente de queda IR do potencial medido causado pela corrente de proteção
catódica fluindo no solo pode ser removida para dar o potencial polarizado mais preciso.

Nota: É reconhecido que outras fontes diretas de corrente, correntes telúricas e


correntes de interferência influem na medição dando resultados que não são os
verdadeiros potenciais de polarização.

(mV)

RETIFICADOR LIGADO RETIFICADOR DESLIGADO

P
O - 1 050 POTENCIAL "ON"
T
E
N QUEDA IR
C
I - 850 POTENCIAL POLARIZADO "OFF"
A
L
DESPOLARIZAÇÃO

POTENCIAL DESPOLARIZADO

TEMPO

FIGURA A-1 - DIAGRAMA DE POLARIZAÇÃO DA PROTEÇÃO CATÓDICA

A-1.3.4 Técnicas alternativas de medição de potencial “OFF” podem ser consideradas se


confirmada sua precisão e eficácia.

A-1.3.5 Opcionalmente ao item 7.1.4, pode ser empregado um analisador de forma de onda
(“Wave Form Analyzer”), associado a chaves eletrônicas não sincronizadas conectadas aos
retificadores, que fornece os potenciais “ON” e “OFF” por meio de leitura nos pontos de
teste.

A-1.4 Cupom de Proteção Catódica

A-1.4.1 A avaliação do potencial livre da queda IR do duto em um local específico também


pode ser realizada através da medição do potencial “OFF” instantâneo em cupons de teste
localizados na adjacência e mesma profundidade do duto. A medição do potencial “OFF”
pode ser realizada imediatamente após o cupom de teste ser desconectado do duto e sem
interrupção da fonte de corrente de proteção.

A-1.4.2 Os cupons podem ser confeccionados de material e revestimentos similares ao


material e revestimento do duto que está sendo testado, exceto para uma área definida que
é deixada nua. Os cupons são conectados ao duto através de uma conexão em um ponto
de teste, que pode ser, temporariamente, desconectados.

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N-2801 REV. A DEZ / 2005

Notas: 1) Pode-se admitir que o cupom metálico adota um potencial, com relação ao solo
adjacente, que é similar ao potencial do duto em uma falha do revestimento de
mesma dimensão. [Prática Recomendada]
2) Apesar de não haver corrente fluindo diretamente para o cupom quando este
cupom for desconectado do duto, ainda há corrente fluindo no solo na
vizinhança do duto e do cupom. Então, com o eletrodo de referência localizado
na superfície do solo pode haver uma significante contribuição da queda IR no
solo na medida de potencial do cupom. A medição do potencial “OFF”
instantâneo no cupom é mais precisa caso seja realizada em relação a um
eletrodo de referência permanente enterrado ao lado cupom de teste ou
construído em um conjunto único (sonda de polarização). A queda IR residual
pode ser minimizada através da colocação de um eletrodo de referência portátil
em um tubo no solo que tenha uma das extremidades posicionada próxima ao
cupom e a outra extremidade na superfície.

A-2 EFETIVIDADE DAS JUNTAS DE ISOLAMENTO ELÉTRICO

A-2.1 Geral

A-2.1.1 Falhas na junta de isolamento podem ser atribuídas a um dos seguintes fatores:

a) defeito na própria junta de isolamento ou em algum componente do flange de


isolamento;
b) conexão condutora externa entre ambos os lados da junta de isolamento,
como, por exemplo, suportes de tubos, outros dutos, ou sistema de
aterramento local;
c) degradação ou falta do revestimento interno onde o duto estiver transportando
um fluido eletricamente condutivo.

A-2.1.2 As medições que podem ser realizadas para determinar a eficácia de uma junta
isolante tipo monobloco ou convencional, estão descritas nos itens A-2.2 até A-2.5. Onde
existirem dúvidas, para maior segurança nas medições pode ser utilizada a combinação de
2 ou mais dos métodos descritos.

A-2.2 Medições de Potencial Tubo-Solo

O potencial tubo-solo deve ser medido em ambos os lados da junta de isolamento,


mantendo-se uma semi-célula fixa em um dos lados. Caso haja uma significante diferença
de potencial a junta de isolamento/flange de isolamento está sendo eficiente. Uma junta de
isolamento parcialmente defeituosa pode não ser facilmente identificada, visto que os
potenciais em ambos lados da junta ainda podem ser diferentes. Como um guia geral, uma
diferença de potencial menor do que 100 mV pode ser considerada como não conclusiva.

A-2.3 Medições de Resistência Elétrica

No caso das juntas de isolamento elétrico tipo convencional (flanges) instaladas, deve ser
verificado o isolamento em cada parafuso/cartucho isolante usando um ohmímetro ou um
outro instrumento equivalente. O valor aceitável de isolamento deve ser superior a 2 000 Ω.

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Nota: No caso das juntas de isolamento elétrico tipo monobloco, a interpretação dos
resultados da medição da resistência elétrica das juntas de isolamento pode ser
difícil. Isto pode ocorrer porque a resistência pelo circuito externo (do duto para a
terra) ou a resistência pelo circuito interno (no caso do duto conter um fluido
condutivo - eletrólito), estão ambas em paralelo com a resistência da junta de
isolamento. A resistência equivalente medida pode, então, ser uma combinação
dessas 3 hipóteses, e um valor baixo de resistência eventualmente encontrado
nem sempre é uma indicação confiável de que a junta está defeituosa.

A-2.4 Teste de Corrente

Quando for utilizado teste de corrente para verificar a integridade de uma junta de
isolamento, este deve ser realizado por meio de uma fonte CC externa, na qual uma
corrente é aplicada em um dos lados da junta de isolamento. Se o potencial no outro lado da
junta de isolamento não mudar, ou mudar o valor na direção oposta (devido a um efeito de
interferência), a junta de isolamento pode ser considerada eficaz.

A-2.5 Medições com Gerador de Audio-Freqüência

Medições com gerador de áudio-freqüência devem ser conduzidas pela introdução de uma
freqüência de áudio apropriada de um gerador de freqüência em lado da junta de
isolamento, por exemplo, por um localizador de duto convencional, e rastreando o sinal no
lado oposto da junta de isolamento.

_____________

/ANEXO B

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ANEXO B - PROCEDIMENTO PARA INSPEÇÃO DE LEITOS DE ANODOS


INERTES E GALVÂNICOS

B-1 TESTE DAS 2 SEMI-CÉLULAS

Este teste é realizado utilizando 2 semi-células de cobre-sulfato de cobre iguais e de mesmo


fabricante conforme os itens B-1.1 a B-1.7 e a FIGURA B-1.

B-1.1 Posicionar a primeira semi-célula (semi-célula fixa) a, no mínimo, 50 m de distância


do leito de anodos.

B-1.2 Posicionar a segunda semi-célula (semi-célula móvel) antes do primeiro anodo e a


uma distância correspondente ao espaçamento entre anodos.

B-1.3 Deslocando-se a semi-célula móvel ao longo da linha que une os anodos, medir o
potencial entre as semi-células em intervalos correspondentes à metade do espaçamento
entre anodos e sobre cada um dos anodos. As medições devem avançar além do final do
leito, à uma distância igual ao espaçamento entre anodos.

B-1.4 Confeccionar um desenho em escala, para cada leito pesquisado, contendo os dutos,
o retificador, os anodos e os pontos onde foram feitas as medições, incluindo-se os
respectivos valores e a polaridade adotada.

B-1.5 Para cada leito pesquisado, construir uma curva (potencial X distancia) com as
medições realizadas e verificar se os picos observados nessa curva coincidem com a
posição real dos anodos (ver FIGURA B-2).

B-1.6 Se sobre algum anodo não for observado um pico de potencial, significa que ele deve
estar fora de operação.

B-1.7 Verificar a razão do problema, medindo-se também a corrente drenada pelo anodo
(depois de descobrir seu cabo), repondo o anodo em operação ou substituindo. Todo
cuidado deve ser tomado na operação de desenterramento do cabo, para não danificá-lo.

B-2 RECOMENDAÇÕES

B-2.1 No caso de leito inerte, ligar temporariamente o retificador na maior corrente de saída
possível (não superior à nominal), procurando-se não demorar muito no serviço, visando
evitar-se a super proteção do duto.

B-2.2 Alternativamente, com o auxílio de um amperímetro alicate, pode-se realizar a


inspeção do leito através da medição da corrente drenada por cada anodo, comparando
com resultados de inspeções anteriores.

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N-2801 REV. A DEZ / 2005

B-2.3 Os resultados das medições realizadas e desenhos confeccionados, datas dos


serviços, problemas detectados e soluções adotadas devem ser incluídos no relatório citado
no item 6.4 desta Norma.

TUBULAÇÃO PROTEGIDA

R
1 X
X
X
X VOLTÍMETRO
2 X
X
X
X ELETRODUTO
3 X POSIÇÕES DO ELETRODUTO DE Cu/CuSO 4
X Cu/CuSO4 MÓVEL SOBRE O
X EM POSIÇÃO
LEITO DE ANODOS LEITO
X REMOTA
4 X
X
X
X
5 X
X
X
X
6 X
X
X
X
7 X
X
X
X
8 X

FIGURA B-1 - MEDIÇÃO DE POTENCIAL COM 2 SEMI-CÉLULAS SOBRE UM


LEITO DE ANODOS

POTENCIAL x Cu / CuSO 4 REMOTO (V)

POSIÇÃO DOS ANODOS EM


FUNCIONAMENTO ANODO INOPERANTE

1 2 3 4 5 6 7 8

POSIÇÃO DOS ANODOS - DISTÂNCIA SOBRE O LEITO

FIGURA B-2 - CURVA DE POTENCIAL VERSUS DISTÂNCIA SOBRE UM LEITO


DE ANODOS

_____________

/ANEXO C

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ANEXO C - SISTEMÁTICA PARA DETECÇÃO DE FALHAS NOS SISTEMAS DE


PROTEÇÃO CATÓDICA DURANTE A OPERAÇÃO

Caso forem observados valores anormais de potencial e corrente no SPC por corrente
impressa, a comparação com valores anteriores pode indicar a natureza da falha como
mostrado na TABELA C-1.

TABELA C-1 - NATUREZA DE FALHAS EM SISTEMAS DE PROTEÇÃO


CATÓDICA

Observação Indicação
1) Indica ligações invertidas nos terminais
de saída do retificador. É uma falha muito
Potencial tubo/solo tornando-se mais
séria que pode resultar em dano severo
positivo quando o SPC é ligado.
ao duto em um período de tempo
relativamente curto.
1) Falha do fusível CA ou desarme do
disjuntor;
Voltagem de saída do retificador muito
2) Falha de fornecimento da alimentação do
baixa e corrente zero.
retificador;
3) Falha no transformador-retificador.
1) Deterioração dos anodos ou do leito de
anodos;
2) Ressecamento do solo em volta do leito
de anodos;
Voltagem de saída do retificador normal e
3) Acúmulo de gás produzido
com corrente baixa, mas não é zero.
eletroliticamente em volta dos anodos
(gás bloqueador);
4) Desconexão individual de anodos do
leito.
1) Interrupção do cabo de interligação
(principal) dos anodos ou do duto;
Voltagem de saída do retificador normal e
2) Falha de fusível CC ou do amperímetro
corrente zero.
do retificador;
3) Falha completa do leito de anodos.
Voltagem de saída do retificador zero e
1) Falha dos fusíveis CC.
corrente zero.
Voltagem de saída do retificador alta e 1) Retificador com tensão ajustada muito
corrente alta. alta.
1) Quebra da continuidade elétrica, ou
aumento da resistência entre o ponto da
conexão ao duto e o ponto de teste
Voltagem de saída do retificador normal e
devido à ineficiência da conexão do cabo;
corrente normal, mas potencial tubo-solo
2) Grande aumento da aeração do solo
insuficientemente negativo.
próximo ou no local da medição devido à
aridez ou aumento da drenagem do solo
local;
(CONTINUA)

33
N-2801 REV. A DEZ / 2005

(CONCLUSÃO)

TABELA C-1 - NATUREZA DE FALHAS EM SISTEMAS DE PROTEÇÃO


CATÓDICA

Observação Indicação
3) Falha no dispositivo de isolamento, como,
por exemplo, curto-circuito em juntas de
isolamento na extremidade do duto
protegido;
4) Efeito de blindagem da proteção catódica
ou insuficiência de proteção catódica
devido ao lançamento de um duto novo;
5) Falha do SPC em uma seção adjacente
do duto ou em um duto secundário ligado
ao duto principal;
6) Deterioração ou dano no revestimento do
duto;
7) Adição ou aumento do duto enterrado,
incluindo contato com outras estruturas
metálicas;
8) Interação com o SPC na adjacência ou
vizinhança do duto;
9) Efeitos de corrente de interferência no
duto.
1) Quebra da continuidade elétrica do duto
em uma posição mais adiante do ponto
em medição;
Voltagem de saída do retificador normal e 2) Outro duto da faixa desconectado ou
corrente normal, mas potencial tubo-solo desligado do duto que esta sendo
excessivamente negativo. protegido, ou tenha recebido proteção
adicional através de um novo SPC;
3) Efeitos da corrente de interferência no
duto.
Voltagem de saída do retificador normal e 1) Presença de correntes de interferência no
corrente normal, mas potenciais tubo-solo solo, como, por exemplo, sistema CC de
flutuantes. tração ou efeitos telúrico/geomagnéticos.

_____________

/ANEXO D

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ANEXO D - INTERFERÊNCIA ELÉTRICA

D-1 GERAL

A corrosão causada por corrente de interferência em dutos metálicos enterrados se


diferencia de outros tipos de corrosão, pelo fato de que a corrente que causa a corrosão
vem de uma fonte de terceiros para o duto. Normalmente, a corrente de interferência de
uma fonte de terceiros, não eletricamente conectada com o duto afetado é drenada por este
duto para o solo. Os efeitos prejudiciais das correntes de interferência ocorrem em locais
onde as correntes são descarregadas do duto afetado para a terra. As interferências
elétricas podem ser em corrente contínua e em corrente alternada.

D-1.1 Os tipos de interferência por corrente contínuas são:

a) fontes de corrente constantes, tais como: as de retificadores de proteção


catódica;
b) fontes de correntes flutuantes, tais como: correntes contínuas de sistemas
ferroviários eletrificados e sistemas de transporte, sistemas de carregamento
de minas de carvão e bombas, máquinas de soldagem e linha de transmissão
CC.

D-1.2 Os tipos de interferência por corrente alternadas são:

a) interferência temporária causada pela corrente de falta de linhas de


transmissão (LT) e de trens CA;
b) interferência causada pelo acoplamento indutivo ou condutivo entre o duto e LT
de alta tensão CA ou sistemas ferroviários eletrificados;
c) correntes telúricas.

D-2 INTERFERÊNCIA POR CORRENTES CONTÍNUAS

D-2.1 Medições

D-2.1.1 Para um estudo detalhado, as áreas onde há suspeita de correntes de interferência,


podem ser executadas uma das seguintes medições individuais ou combinadas:

a) potencial duto-solo com instrumentos registradores e indicadores;


b) densidade de corrente nos cupons;
c) fluxo de corrente no duto com instrumentos registradores e indicadores;
d) variações na corrente de saída da fonte suspeita de corrente de interferência e
correlacionar com as medidas obtidas acima.

D-2.1.2 As medições podem ser realizadas por um período de 24 horas ou em um período


no qual é típico para o fenômeno da interferência suspeita que está sendo investigado de
modo a correlacionar os níveis de interferência com o tempo.

35
N-2801 REV. A DEZ / 2005

D-2.1.3 Devem ser medidas as interferências com outros dutos enterrados ou instalações
após o SPC ser energizado. As medições de interferência devem ser conduzidas conforme
descrito a seguir:

a) medir o potencial tubo-solo tanto no duto sob interferência como no duto


interferente enquanto as fontes relevantes de corrente de proteção catódica
que possam interferir forem simultaneamente interrompidas;
b) medir o potencial tubo-solo no outro duto ou instalação enquanto o SPC for
energizado.

D-2.1.4 A variação média do potencial em qualquer parte do outro duto ou da instalação


sob efeito da interferência pode não causar potenciais fora do critério dado no item 5.3.
Caso o efeito da interferência resulte que o critério de proteção catódica não seja atingido,
devem ser tomadas ações corretivas para eliminar a interferência.

D-2.2 Mitigação dos Problemas de Corrosão por Interferência de Corrente Contínua

D-2.2.1 Os métodos mais comuns a serem considerados na resolução dos problemas de


interferência nos dutos ou outras instalações enterradas incluem:

a) prevenção quanto à entrada ou limitação do fluxo de corrente de interferência


através do duto enterrado;
b) um condutor metálico conectado ao lado de retorno (negativo) da fonte de
corrente de interferência;
c) neutralização do efeito da corrente de interferência por meio de elevação do
nível de proteção catódica;
d) remoção ou relocação da fonte de corrente de interferência.

D-2.2.2 Métodos específicos para serem considerados individualmente ou combinados são:

a) projeto e instalação de ligações metálicas com um resistor no circuito de


ligação entre os dutos afetados ou outras instalações; a ligação metálica
conduz eletricamente a corrente de interferência de um duto interferido para
outro duto ou para a fonte interferente;
b) dispositivos de controle unidirecional, tais como: diodos ou chaves reversas de
corrente;
c) revestimento do duto nu onde a corrente de interferência entrar no duto;
d) aplicação de corrente de proteção catódica adicional na região do duto afetado
onde a corrente de interferência estiver sendo descarregada;
e) ajuste da corrente de saída dos retificadores de proteção catódica mutuamente
interferidos;
f) redução ou eliminação da entrada de corrente de interferência pela relocação
dos leitos de anodos;
g) localização adequada das juntas de isolamento no duto afetado (ver Nota);
h) melhoramento do revestimento protetor na estrutura interferente;
i) instalação de blindagem isolante entre o duto e a estrutura interferente.

Nota: Ao mesmo tempo em que as juntas de isolamento instaladas reduzem a


magnitude da corrente de interferência, as juntas também podem cria outros
locais de entrada e descarga de corrente. Para assegurar a não existência de uma
condição de interferência podem ser realizados testes na região da junta de
isolamento.

36
N-2801 REV. A DEZ / 2005

D-3 INTERFERÊNCIA POR CORRENTES ALTERNADAS

D-3.1 Geral

A magnitude da interferência de alta tensão CA, permanente ou temporária, em um duto,


tais como: LT e ferrovias eletrificadas, depende principalmente de:

a) comprimento de trecho de paralelismo;


b) distância do duto;
c) nível de tensão CA da LT;
d) nível de corrente CA;
e) qualidade do revestimento do duto.

Notas: 1) Os efeitos da interferência por correntes alternadas em dutos enterrados pode


exigir medidas de segurança.
2) Possíveis efeitos associados com a interferência por correntes alternadas
incluem choques elétricos, danos no revestimento, corrosão acelerada e danos
na junta isolante.

D-3.2 Cálculo da Indução de Corrente Alternada

D-3.2.1 A interferência por corrente alternada pode ser simulada em um computador


levando em consideração os dados do duto afetado, tais como: resistência do revestimento,
diâmetro, rota, localização das juntas isolantes. Se o dispositivo de isolamento está
instalado de modo que o duto esteja eletricamente contínuo com a malha de aterramento de
uma planta, a resistência ao terra da malha deve ser estimada ou então a malha de terra
deve fazer parte do estudo.

D-3.2.2 Os dados a serem considerados para os sistemas de tração CA são alta tensão
interferente, corrente de operação, esquema das torres de alta tensão e posição dos fios,
rota incluindo posição dos transformadores, freqüência e características da LT de alta
tensão.

D-3.3 Medidas de Correntes de Interferência CA

D-3.3.1 Para determinar o risco da corrosão por CA, podem ser instalados cupons onde a
densidade de corrente CA alcançar seu máximo. Os cupons devem ser enterrados na
mesma profundidade do duto e ter equipamento adequado para as medições de corrente.
Cupons adicionais podem ser instalados para serem removidos e inspecionados
visualmente.

D-3.3.2 A densidade de corrente dentro de um defeito no revestimento é o principal fator


determinante para uma avaliação do risco de corrosão por CA. No caso de solo de baixa
resistividade, pode ocorrer alta densidade de corrente CA.

37
N-2801 REV. A DEZ / 2005

Nota: Se a densidade de corrente CA em uma superfície com área nua de 100 mm2
(exemplo: provador de teste externo) for maior do que 30 A/m2 há um risco maior
de ocorrência de corrosão. Em determinadas condições, a corrosão CA pode
ocorrer com densidade de corrente CA menores do que 30 A/m2 em áreas de
100 mm2 de uma superfície nua. O risco de corrosão é principalmente relacionado
ao nível de densidade de corrente CA comparada ao nível de densidade de
corrente de proteção catódica. Se a densidade de corrente CA for muito alta, a
corrosão pode não ser evitada pela proteção catódica.

D-3.3.3 Nas seções onde a voltagem CA for maior do que 10 V ou onde as voltagens ao
longo do duto mostrarem variações para valores mais baixos, indicando possível descarga
de corrente CA, devem ser realizadas medições adicionais no local.

D-3.3.4 Nenhuma técnica de medição simples ou critério para avaliação do risco de


corrosão CA são reconhecidos para avaliar a corrosão CA.

D-3.3.5 As medições mais específicas incluem:

a) potencial tubo-solo;
b) densidade de corrente; e
c) relação entre densidades de corrente (densidade de corrente CA/densidade de
corrente CC).

D-3.4 Limites para as Interferências CA

D-3.4.1 As tensões de passo e de toque máximas devem ser limitadas de acordo com
limites de segurança estabelecidos nas normas de segurança e mantidos em todos os locais
onde uma pessoa possa tocar o duto ou um componente do duto.

D-3.4.2 Medidas de proteção contra a corrosão CA podem ser conseguidas através das
seguintes medidas:

a) redução da voltagem CA induzida;


b) aumento do nível de proteção catódica tal que a parte positiva da corrente CA
possa ser desprezada.

D-3.4.3 Para reduzir as tensões de passo e de toque, devem ser considerados os seguintes
métodos:

a) redução da voltagem CA induzida através do aterramento de todo o sistema;


b) instalação de malhas de terra em áreas que tenham trabalhadores em
atividade;
c) instalação de cabos de aterramento paralelos ao duto.

D-3.4.4 Para reduzir a voltagem CA, podem ser considerados os métodos descritos nos
itens D-3.4.4.1 a D-3.4.4.3.

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D-3.4.4.1 Instalar o aterramento do duto com dispositivos desacopladores de forma a deixar


a corrente CA fluir e não deixando a corrente CC fluir. Uma simulação em computador pode
ser requerida para otimizar o número, localização e resistência ao solo de sistemas de
aterramento.

D-3.4.4.2 Instalar aterramento com amplificadores de controle de potencial com a finalidade


de imprimir uma corrente no duto, compensando ou reduzindo a tensão induzida. Este
método pode ser aplicado se a redução da tensão induzida não puder ser obtida pelo
aterramento simples. A localização dos amplificadores de compensação deve ser
cuidadosamente projetada.

D-3.4.4.3 Adicionar sistemas de aterramento para prover a equalização dos potenciais em


áreas específicas. Estes sistemas de aterramento podem ser construídos usando uma
variedade e eletrodos (aço galvanizado, zinco, magnésio, etc.). Alguns sistemas de
aterramento podem ter um efeito desfavorável na eficiência da proteção catódica. Para
evitar este efeito os sistemas de aterramento podem ser conectados ao duto via dispositivos
apropriados, por exemplo: centelhadores, desacopladores CC e outros.

D-3.4.5 Aumento do nível da voltagem CC para alcançar um potencial mais negativo pode
reduzir a taxa de corrosão CA. Os potenciais tubo-solo não podem ser mais negativos do
que os valores apresentados no Capítulo 5 desta Norma.

_____________

/ANEXO E

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ANEXO E - PROCEDIMENTO PARA INVESTIGAR A OCORRÊNCIA DE


CORROSÃO SOB TENSÃO EM DUTOS COM IDENTIFICAÇÃO DOS
TRECHOS COM MAIOR SUSCEPTIBILIDADE

E-1 Para dutos instalados em regiões sujeitas à movimentação do solo, que possam
submeter o duto à esforços de compressão e tração, observar os critérios a seguir:

a) fazer um levantamento geológico-geotécnico na região da faixa de servidão,


segundo as inspeções sistemáticas e sazonais, para observar qualquer
ocorrência que possa colocar em risco a integridade do duto, visando cadastrar
e classificar os pontos em níveis de risco;
b) realizar inspeções específicas nos pontos classificados como sensíveis,
determinando o posicionamento “in situ” do traçado do duto, incluindo
levantamento plani-altimétrico e nível de enterramento, estas inspeções devem
identificar nos dutos alças de deformação e trechos submetidos a esforços de
tração e compressão;
c) nos pontos classificados como sensíveis, onde ocorrer deformação do duto,
inspecionar o revestimento para identificar pontos de falha do revestimento.

E-2 Para dutos com revestimento de fita de polietileno, selecionar para investigar a
ocorrência de CST todos os trechos em que ocorreram descolamento no revestimento e
deformação plástica no duto. Dar atenção especial aos primeiros 30 km de dutos enterrados
após a estação de compressores.

E-3 Nos locais de falha do revestimento com presença de eletrólito, fazer a medição do pH
e concentração de BRS da solução retida entre o revestimento e o duto e coletar para
análise o produto de corrosão.

E-4 Nos locais onde ocorrer o contato direto tubo/solo, aplicar a técnica de classificação de
corrosividade do solo apresentado no ANEXO F.

E-5 Remover o revestimento com jato de água e jato abrasivo em todo o local que houve
descolamento do revestimento fazer inspeção não destrutiva por partículas magnéticas.

E-6 Quando detectada a existência de trincas, considerar a substituição do trecho sob


tensão.

E-7 Realizar análises de interação solo-duto para avaliar as condições de segurança


estrutural do duto.

_____________

/ANEXO F

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ANEXO F - CLASSIFICAÇÃO DA CORROSIVIDADE DO SOLO

F-1 INTRODUÇÃO

F-1.1 A agressividade do solo aos metais engloba 2 tipos: a agressividade específica e a


agressividade relativa. A primeira se relaciona ao amplo elenco de propriedades
físico-químicas e biológicas do solo, enquanto a segunda apresenta-se dependente de
fatores externos, capazes de modificar o processo de corrosão, como a presença de
correntes de fuga, macro pilha de corrosão, etc..

F-1.2 A classificação da corrosividade do solo tem aplicação principalmente em estruturas


de pequeno porte (tanques de postos de serviço e tanques de armazenamento) ou quando
da avaliação de falha ocorrida em determinado equipamento, aqui se inclui dutos, onde esta
corrosividade pode ter tido um papel fundamental na ocorrência no modo de falha.

F-2 CRITÉRIOS DE AGRESSIVIDADE DO SOLO

F-2.1 Um dos critérios mais completos, de avaliação de agressividade do solo é o de


“Trabanelli” onde índices parciais de agressividade são atribuídos a cada parâmetro com o
objetivo de definir-se a agressividade global pelo módulo do somatório. O critério de
“Trabanelli” modificado utiliza a concentração de BRS (NMP/g) em lugar do valor do
potencial redox, para solos oxidantes esta substituição não é recomendada. Deve-se utilizar
apenas um destes índices ou os 2 em conjunto.

F-2.2 Na TABELA F-1 são apresentados os índices parciais de agressividade do solo


segundo “Trabanelli” modificado.

TABELA F-1 - ÍNDICES PARCIAIS DE AGRESSIVIDADE DO SOLO

Índice Índice
Parâmetros do Solo Parâmetros do Solo
Parcial Parcial
Resistividade Cloreto
(ohm.cm) (mg/kg)
> 12 000 0 < 100 0
12 000 à 5 000 -1 100 à 1 000 -1
5 000 à 2 000 -2 > 1 000 -4
< 2 000 -4
BRS (NMP/g) Sulfeto (mg/kg)
< 2 x 10 +2 Ausente 0
2 x 10 à 103 0 < 0,5 -2
> 103 à 6 x 104 -2 > 0,5 -4
> 6 x 104 -4 - -

(CONTINUA)

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(CONCLUSÃO)

TABELA F-1 - ÍNDICES PARCIAIS DE AGRESSIVIDADE DO SOLO

Índice Índice
Parâmetros do Solo Parâmetros do Solo
Parcial Parcial
Sulfato
pH
(mg/kg)
>5 0 < 200 0
<5 -1 200 à 300 -1
- - > 300 -2
Umidade
(%)
< 20 0
> 20 -1

F-2.3 No critério de “Trabanelli” original, os índices parciais atribuídos podem ser


observados entre parênteses, em termos de faixa de potencial redox (EPH). Como por
exemplo:

a) > + 400 mV (+2);


b) 400 mV à 200 mV (0);
c) 200 mV a 0 mV (-2);
d) < 0mV (-4).

F-2.4 De posse dos índices parciais, deve ser calculado o índice total de agressividade do
solo. O solo é classificado conforme a TABELA F-2.

TABELA F-2 - CLASSIFICAÇÃO DO SOLO

Índice Total de
Classificação do Solo
Agressividade
Não Agressivo 0
Ligeiramente Agressivo -1 à -7
Agressivo -8 à -10
Muito Agressivo < -10

F-3 PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRA

F-3.1 Devem ser coletadas amostras do solo que envolve o duto, exatamente no local em
que ocorreu a falha. No local definido, a perfuração deve ser feita a trado. As amostras
devem ser imediatamente coletadas do interior da massa de solo compactada no trado,
através de material estéril:

a) espátulas;
b) frascos de vidro de 125 mL (para análise microbiológica);
c) sacos plásticos de 500 g (para análise química).

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F-3.2 Nos frascos, o solo deve ser novamente compactado, preenchendo todo o volume
para assegurar-se melhor anaerobiose, evitando contato com as mãos e a exposição
prolongada ao ar. Os frascos devem ser identificados, tampados e vedados com fita
1)
TEFLON®.

F-3.3 Os frascos assim vedados devem ser mantidos em ambiente preferencialmente


refrigerado, por um tempo menor possível até a realização das análises microbiológicas.

F-3.4 Os sacos plásticos devem ser preenchidos, lacrados e identificados. A seguir, devem
ser mantidos em ambiente preferencialmente refrigerado, por um tempo menor possível até
a realização das análises químicas.

_____________

1) ®
Teflon é marca registrada da DuPont para resinas, filmes, fitas e fibras de politetrafluoretileno (PTFE), sendo
um exemplo adequado de um produto comercialmente disponível. Esta informação é dada para facilitar aos
usuários na utilização desta Norma e não significa uma recomendação do produto citado por parte da
PETROBRAS. É possível ser utilizado produto comprovadamente equivalente, desde que conduza a resultado
igual.

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Todas Revisadas

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IR 1/1
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GRUPO DE TRABALHO - GT-15-07

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


Antônio Marcos Cândido TRANSPETRO/DT/OLEODUTOS/TTOL-SUL 856-5433 TFG2
José Américo dos Reis Filho TRANSPETRO/TTOL-NNSE/ORSUB 821-2556 TM07
Lincoln Carretero Vidal TRANSPETRO/DT/SUPORTE/TEC/CONF 813-5237 TGP0
João Hipólito de Lima Oliver TRANSPETRO/DT/SUPORTE/TEC/CONF 811-9248 DT25
Wilson Gil Castinheiras Júnior ENGENHARIA/IETEG/ETEG/EDUT 819-3015 SG9A
Convidados
André Koebsch ENGENHARIA/IETEG/ETEG/EDUT 819-3014 CSMR
Paulo Magyar de Souza TRANSPETRO/DT/SUPORTE/SP/CONF 852-3914 TPB5
Jorge Humberto Pimenta UN-BC/ST/EMI 861-3083 KMDR
Secretário Técnico
Luiz Carlos Baptista do Lago ENGENHARIA/SL/NORTEC 819-3081 ELZQ

_____________