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CALDEIRAS IV

Prof. Diogo B. Pitz


PERDAS DE ENERGIA
diogo.pitz@ufpr.br TRANSFERÊNCIA DE
CALOR
Máquinas Térmicas I – TMEC037
CARGA TÉRMICA

K – carga térmica

● ṁcb – vazão de combustível [kg / h]


PCI – poder calorífico inferior [kcal / kg]

V – volume da fornalha [m3]

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EXEMPLO

Uma unidade geradora de vapor com capacidade para 200 kg/s
de vapor superaquecido (120 bar, 520ºC) é projetada para
queimar óleo combustível (PCI = 41.600 kJ/kg). A temperatura
da água de alimentação é 260ºC. Admitindo-se rendimento
térmico da ordem de 90%, estimar:
– O consumo de óleo combustível;
– O volume mínimo para a câmara de combustão.

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PERDAS DE ENERGIA

A contabilização de perdas de energia na fornalha e no restante da
caldeira permite o cálculo de seus respectivos rendimentos térmicos.

Dividiremos as perdas em seis tipos:
– Combustível caído nas cinzas
– Calor sensível contido nas cinzas
– Formação de fuligem (carbono não queimado)
– Gases combustíveis na chaminé
– Calor para o ambiente por convecção e radiação
– Calor contido nos gases da chaminé

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PERDAS DE ENERGIA

P1: Combustível caído nas cinzas

Sejam:
z – teor de cinzas no combustível (kg de cinzas / kg de
combustível)
tcz – teor de combustível contido nas cinzas (kg de combustível /
kg de cinzas)

P 1=z t cz PCI [kJ / kg]


ou, adimensionalizando pelo PCI:

P 1=z t cz

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PERDAS DE ENERGIA

P2: Calor sensível contido nas cinzas

Sejam:
Tz – temperatura das cinzas no cinzeiro
Ta – temperatura ambiente

P 2=z c p , z (T z −T a )[kJ / kg ]
ou, adimensionalizando pelo PCI:

z c p , z (T z −T a )
P 2=
PCI
As perdas pelas cinzas somadas (P1 + P2) variam de 0 a 10%.

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PERDAS DE ENERGIA

P3: Fuligem (carbono não queimado) nos gases

Sejam:
mC – teor de fuligem nos gases (kg de fuligem / kg de gases)
AC – razão ar combustível
PCIC – poder calorífico do carbono

P 3=mC ( AC +1−z) PCI C [kJ /kg ]


ou, adimensionalizando pelo PCI:

mC ( AC+1−z) PCI C
P 3=
PCI

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PERDAS DE ENERGIA

P4: Gases combustíveis na chaminé

Sejam:
mCO – teor de CO nos gases
mH2 – teor de H2 nos gases

P 4 =(mCO PCI CO +m H PCI H )( AC +1−z)[kJ / kg ]


2 2

ou, adimensionalizando pelo PCI:

(mCO PCI CO +m H PCI H )( AC +1−z)


P4 = 2 2

PCI
As perdas por combustão incompleta (P3 + P4) variam de 1 a 10%.

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PERDAS DE ENERGIA

P5: Calor para o ambiente por convecção e radiação

Leva em conta o calor perdido para o ambiente através das paredes


da caldeira

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PERDAS DE ENERGIA

P6: Calor contido nos gases da chaminé

Sejam:
cp,G – calor específico dos gases de combustão
TG,ch – temperatura dos gases na saída da chaminé

P 6=( AC+1−z)c p ,G (T G , ch−T a )[kJ /kg]


ou, adimensionalizando pelo PCI:

( AC +1−z)c p , G (T G , ch−T a )
P 6=
PCI

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RENDIMENTOS

O rendimento da fornalha pode ser calculado a partir da soma
das perdas P1, P2, P3 e P4:

ηF =1−( P1 + P 2 + P 3 + P 4 )


Analisando somente a fornalha, o rendimento fornece uma
indicação do quão eficientemente o poder calorífico do
combustível é convertido em energia térmica. A energia
aproveitada corresponde ao calor absorvido por radiação pelas
paredes d’água e pelo calor sensível contido nos gases que são
transportados à seção de convecção da caldeira.

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RENDIMENTOS
ηF =1−( P1 + P 2 + P 3 + P 4 )

Radiação para
superfícies
Ar + combustível
FORNALHA
Calor sensível
dos gases

Perdas (P1+P2+P3+P4)

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RENDIMENTOS

O rendimento da caldeira pode ser calculado a partir da soma
das perdas P1, P2, P3, P4, P5 e P6:

η=1−(P 1 + P 2 + P 3 + P 4 + P 5 + P 6 )


Para a caldeira como um todo, o rendimento fornece uma
medida do quão eficientemente a energia contida no
combustível é convertida em energia útil para geração de
vapor, através da absorção de calor pelas superfícies de
radiação e convecção.

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RENDIMENTOS
η=1−(P 1 + P 2 + P 3 + P 4 + P 5 + P 6 )

Ar + combustível

Vapor

Água de alimentação
CALDEIRA

Perdas (P1+P2+P3+P4+P5+P6)

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CONSUMO DE COMBUSTÍVEL


Fazendo um balanço global de energia em torno da caldeira:

ṁ cb PCI + ṁar c p , ar (T ar −T a )
+ ṁ v hl= ṁ v hv + ∑ Pi ṁ cb PCI
i

● Mesmo que haja aquecedor de ar, em geral Tar = Ta, já que o


balanço é em torno da caldeira como um todo. Logo:
(h v −hl )
ṁ cb= ṁ v
η PCI
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CONSUMO DE COMBUSTÍVEL


Redução do consumo de combustível:
– Melhora da combustão em si (P1, P2, P3 e P4).
– Melhora do isolamento térmico (P5).
– Diminuição do coeficiente de excesso de ar (P 6).
– Diminuição da temperatura dos gases na chaminé (P 6):

Evitar obstrução nas superfícies de troca de calor (lado dos gases e lado
da água/vapor);

Uso de economizador e aquecedor de ar, com atenção a aspectos
relacionados à corrosão.
– Aumento da temperatura da água de alimentação (maior h l): aquecimento
regenerativo.

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA

Assumindo que o ar e os gases de combustão se comportam


como gases ideais, um balanço de energia fornece:

ηF ṁcb PCI + ṁcb (Δ h)cb + ṁar c p , ar (T ar −T a )=Q R + ṁG c p , G (T G −T a )

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA


Se assumirmos que o combustível e o ar entram na fornalha à
temperatura ambiente:

ηF ṁcb PCI =Q R + ṁG c p , G (T G −T a )



Assim podemos obter uma expressão para a temperatura dos
gases de combustão, TG:
ηF ṁcb PCI −Q R
T G=T a +
ṁG c p ,G
ηF ṁcb PCI −Q R
T G=T a +
ṁ cb ( AC +1−z)c p , G

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA


Troca de calor por radiação

4
Q R = ε σ A R (T ch −T 4p )

ε: emissividade combinada entre chama e fornalha

σ: constante de Stefan-Boltzmann, 5,67x10-8 W/m2K4
● AR : área de troca térmica por radiação
● Tch: temperatura da fonte de calor
● Tp: temperatura das paredes expostas à chama.

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA


A temperatura da fonte de calor varia ao longo da fornalha, de
modo que assumimos que ela corresponde a TG:
4 4
Q R = ε σ A R (T −T )
G p Combustível ε


O cálculo de ε depende de fatores como Óleo 0,75-0,95
tipo de combustível, temperatura da
Carvão linhito e
chama e das superfícies, e teor de CO2 0,55-0,8
madeira
e H2O nos gases. Aqui iremos assumir
Gás natural 0,2
valores característicos para alguns
combustíveis: GLP 0,3

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA


No caso de caldeiras flamotubulares sem ante-fornalha, a
área de troca de calor por radiação AR é simplesmente a área
da superfície cilíndrica onde ocorre a combustão.

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA

● Já para as caldeiras aquatubulares AR corresponde à área


projetada das paredes d’água que são expostas à radiação.

A R =f S proj

f é um fator de correção tal que:

f =1 , sd =d e
f =0 ,9 , s d =2 d e
onde de e sd são o diâmetro
externo dos tubos e a distância
entre os centros dos tubos.

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA

Q R = ε σ A R (T G4 −T 4p )
● A temperatura das paredes Tp é assumida como sendo de 20ºC
a 40ºC acima da temperatura do vapor nas superfícies de
vaporização e ~50º acima da temperatura do vapor no caso de
superaquecedores.
T p =T v +(20 a 40)ºC
● É conveniente definirmos um coeficiente de irradiação, Ci, tal
que:
QR QR
C i= =
Q F ηF ṁcb PCI

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TRANSF. DE CALOR – FORNALHA


Retornando à expressão para a temperatura dos gases:

ηF ṁcb PCI −Q R QR QR
T G=T a + C i= =
ṁ cb ( AC +1−z)c p , G Q F ηF ṁcb PCI

(1−C i ) ηF PCI
T G=T a +
( AC +1−z)c p , G

Ci = 0,3 a 0,6 para carvão e óleo combustível


Ci = 0,2 a 0,4 para lenha e resíduos

O valor de TG deve estar na faixa aproximada de 800ºC a 1300ºC.

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EXEMPLO

Uma caldeira aquatubular a gás natural (100% metano) produz
vapor saturado a 14 bar (man), consome 800 kg/h de
combustível e opera com excesso de ar de 10%. Os gases de
combustão saem da fornalha a 1200ºC. Considerando uma
combustão completa e a emissividade combinada da fornalha
de 0,4, determine a área da fornalha. Considere: PCI GN =
46MJ/kg e cp,G = 1050 J/kg.K

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EXEMPLO

Uma caldeira aquatubular a gás natural (100% metano) produz
vapor saturado a 14 bar (man), consome 800 kg/h de
combustível e opera com excesso de ar de 10%. Os gases de
combustão saem da fornalha a 1200ºC. Considerando uma
combustão completa e a emissividade combinada da fornalha
de 0,4, determine a área da fornalha. Considere: PCI GN =
46MJ/kg e cp,G = 1050 J/kg.K.

Resp: A = 45 m²

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PARTE 2

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PROJETO – AQUATUBULAR

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PROJETO – FLAMOTUBULAR

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PROJETO – FLAMOTUBULAR

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Dividimos as superfícies de troca de calor na caldeira como
estando na seção de radiação ou na seção de convecção.

Conforme visto, após transferir calor por radiação na fornalha,
os gases de combustão estão a alta temperatura, TG.
– O calor contido nesses gases serve como fonte de calor
para as superfícies localizadas na seção de convecção.
– Mesmo estando na parte convectiva, os gases a alta
temperatura ainda irradiam calor; no entanto,
consideraremos que na seção convectiva ocorre somente
convecção.

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


O fluxo de calor será sempre dos gases de combustão em
direção à água:

FLAMOTUBULAR AQUATUBULAR

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO

Temperaturas de interesse:
TG: temperatura dos gases de
combustão (diminui na medida em
que calor é transferido)
Tpi, Tpe: temperaturas nas
Tv
superfícies interna e externa do
Tpe
tubo
Tpi
TG Tv: temperatura do vapor/água

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Podemos pensar neste problema em termos de uma sequência
de resistências térmicas:
TG T pi T pe Tv

1 ln(d e /d i ) 1
hG A G 2πk L hv A v

1 ln (d e /d i ) 1 ΔT
R tot = + + Q=
hG A G 2 π k L h v A v R tot

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Através do conceito de resistências térmicas é possível
incorporar o efeito de incrustações na tubulação, que se
formam devido à presença de impurezas na água de
alimentação (lado da água/vapor) ou devido a depósitos de
fuligem (lado dos gases).
Fator de incrustação
F
Resistência das incrustações Rf =
πd L

1 F ln(d e /d i ) 1
R tot = + + +
hG A G A i 2 π k L h v A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO

Fator de incrustação
F
Rf =
πd L

1 F ln(d e /d i ) 1
R tot = + + +
hG A G A i 2 π k L h v A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Em termos médios podemos definir um coeficiente global de
transferência de calor, U, que leva em conta todas as
resistências térmicas presentes entre os gases de combustão e
a água.

Q=UA Δ T ml

1
UA=
1 F ln (d e /d i ) 1
+ + +
hG A G A i 2 π k L h v A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


O coeficiente de troca de calor por convecção no lado da água
é, em geral, muito mais elevado do que aquele no lado dos
gases.
– Além de a água por si só estar associada a coeficientes
convectivos maiores, aqui também temos mudança de fase,
o que eleva ainda mais o coeficiente.

TG T pi T pe Tv

1 ln(d e /d i ) 1
hG A G 2πk L hv A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO

● Valores típicos para hv são acima de 5000 W/m2.K, enquanto


que para o lado dos gases tem-se hG numa faixa aproximada
de 35 a 120 W/m2.K.

Assim, é razoável desprezar a resistência térmica associada à
convecção no lado da água.

TG T pi T pe Tv

1 ln(d e /d i ) 1
hG A G 2πk L hv A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Igualmente, os tubos são metálicos e excelentes condutores de
calor, de modo que a resistência associada à condução nas
paredes dos tubos pode ser desprezada em uma primeira
análise.

TG T pi T pe Tv

1 ln(d e /d i ) 1
hG A G 2πk L hv A v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO
1
TG hG A G Tv


Finalmente, podemos escrever:

R tot−1=hG A G

Para aplicar a Lei do Resfriamento de Newton, é importante
considerarmos que a temperatura dos gases varia ao longo do seu
trajeto, entrando a TG,e e saindo a uma temperatura TG,s.
– A temperatura do lado do vapor, por outro lado, permanece
constante a Tv.

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO

T G,e

T G,s
Tv

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


A Lei do Resfriamento de Newton fornece:

−1
Q conv =(R tot ) Δ T ml =hG A G Δ T ml

(T G , e−T v )−(T G , s−T v ) Média logarítmica


Δ T ml= das diferenças de
T G , e −T v
ln ( ) temperatura
T G , s −T v

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


Se considerarmos um sistema sem superaquecedor,
reaquecedor, economizador e aquecedor de ar, teríamos que:
– TG,e = TG (temperatura dos gases saindo da fornalha)
– TG,s = Tch (temperatura dos gases na chaminé)

(T G −T v )−(T ch−T v )
Δ T ml=
T G −T v
ln( )
T ch−T v

Q conv =hG A G Δ T ml

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO

● Como calcular o coeficiente convectivo hG?


– Através de correlações de transferência de calor para o
número de Nusselt:

Flamotubular: correlações para escoamento turbulento
em tubos circulares.

Aquatubular: correlações para escoamento ao redor de
matrizes tubulares.

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TRANSF. DE CALOR – CONVECÇÃO


O calor fornecido por convecção deve ser igual ao calor
necessário para evaporar a água menos o calor que já foi
fornecido pela fornalha:

Q conv = ṁ v (h v −hl )−Q R


Q conv = ṁ v (h v −hl )−C i ηF ṁ cb PCI

Para satisfazer a um balanço de energia global, o calor cedido
por convecção também deve satisfazer a seguinte equação:

Q conv = ṁ cb ( AC +1−z)c p , G (T G −T ch )− p5 ṁ cb PCI

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TRANSF. DE CALOR – RESUMO

4 4
Q R =ε σ A R (T −T )
G p
ηF ṁcb PCI FORNALHA
(seção de
radiação) ṁ cb ( AC +1− z)c p ,G (T G −T a )

ṁ cb ( AC +1−z)c p ,G (T G −T a ) Seção de ṁ cb ( AC +1−z)c p ,G (T ch −T a )


convecção

p5 ṁ cb PCI

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