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MM JUÍZO DA VARA DO TRABALHO DE XXXXXXX – XX.

Lojas Duzentos e Dez S.A, já identificada nos autos do processo em epígrafe, movido por
Geraldo, vem respeitosamente, perante V. Exa., apresentar

CONTESTAÇÃO

aos termos da inicial, com fundamento no art. 847 da CLT e de acordo com as razões de fato
e de direito a seguir expostas.

1. DECLARAÇÃO DE PRECLUSÃO PARA O RECLAMANTE JUNTAR


QUALQUER DOCUMENTO AOS AUTOS

A Reclamada, na forma do art.787 da CLT, requer desde já, seja declarada a preclusão para o
Reclamante acostar qualquer documento aos autos, porque assim estabelece a norma referida.

2. DAS ALEGAÇÕES E PEDIDOS DA INICIAL

O Reclamante alega que trabalhou para a Reclamada, exercendo a função de auxiliar de


serviços gerais, no período de 02/02/2010 a 15/07/2015, percebendo o salário de R$1.200,00
(mil e duzentos reais).

Por último, alega que não recebeu o pagamento das verbas rescisórias e que a reclamada
cancelou o plano de saúde.

Pelo que requereu:

AVISO PRÉVIO;

FÉRIAS PROPORCIONAIS + 1/3;

13º SALÁRIO;

FGTS + 40%;

ATIVAÇÃO DO PLANO DE SAÚDE


MULTA DO ART. 477 DA CLT;

3. DA REALIDADE DOS FATOS

O Reclamante foi admitido pela Reclamada em 02/02/2010, tendo pedido demissão em


15.07.2015, o mesmo exercia a função de auxiliar de serviços gerais, com uma remuneração
mensal de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais).

Por tanto, excelência, não foi efetuado o pagamento das verbas rescisórias, porque o
empregado não tem direito, já que não cumpriu o prazo do aviso prévio, estando o TRCT
zerado, bem como que a convenção coletiva, em sua cláusula 34ª estabelece que a obrigação
de conceder plano de saúde, perdura somente na vigência do contrato de trabalho.

Quero deixar claro que a reclamada que alterou a denominação social para Lojas Duzentos e
Dez S.A. e que não foi citada no endereço correto, conforme alteração contratual.

Cumpre ressaltar, ainda, que o reclamante não informou os motivos de seu desaparecimento
no período de cumprimento do aviso prévio, a reclamada tentou entrar em contanto com o
mesmo durante este período e não obteve respostas, havendo assim o reclamante abandonado
o emprego sem motivo, perdendo assim o direito de receber as suas verbas rescisória.

4. DO DIREITO:

4.1. JUSTA CAUSA – ABANDONO DO EMPREGO DURANTE O AVISO PRÉVIO.

1 - Súmula 73/TST - 26/05/1978. Justa causa. Falta grave. Aviso prévio. CLT, arts. 482 e
CLT, art. 487.

«A ocorrência de justa causa, salvo a de abandono de emprego, no decurso do prazo do aviso


prévio dado pelo empregador, retira do empregado qualquer direito às verbas rescisórias de
natureza indenizatória.»

Súmula revisada pela Res. 121/2003.

Redação anterior: «Súmula 73 - Falta grave, salvo a de abandono de emprego, praticada pelo
empregado no decurso do prazo do aviso prévio, dado pelo empregador, retira àquele
qualquer direito a indenização.» (Res. 69, de 19/09/78 - DJU de 26/09/78).

Importante mencionar que de acordo com a Súmula 73 do TST, se durante o período do aviso
prévio o colaborador cometer uma falta grave (por exemplo, improbidade, indisciplina, ato
lesivo a honra contra superiores hierárquicos, etc.), ele perderá o direito de receber não só o
salário a título do aviso prévio, como todas as outras verbas indenizatórias que lhe são
devidas pela rescisão contratual.

4.2. DO CANCELAMENTO DO PLANO DE SAÚDE.

De acordo com a convenção coletiva, em sua cláusula 34ª estabelece que a obrigação de
conceder plano de saúde, perdura somente na vigência do contrato de trabalho.

Pois o plano de saúde é um benefício que deriva do contrato de trabalho, é compreensível que
extinto o contrato de emprego o plano de saúde também deixe de existir.

Em regra, se o plano de saúde é custeado inteiramente pela empresa, é benefício contratual


que se extingue com o fim do próprio contrato de trabalho.

No presente caso, nenhum ato ilícito foi praticado pela Reclamada a possibilitar os
deferimentos pretendidos.

O Reclamante se restringe a alegar que tem direito as verbas rescisórias e o restabelecimento


do plano de saúde, sem pormenorizar o que realmente ocorreu, o abandono do emprego
durante o período de ´cumprimento do aviso prévio.

Ainda, em toda a inicial não demonstra ou mesmo cita qualquer ação ou omissão da
Reclamada, que possa deferir o pleito indenizatório.

Inexiste, portanto, qualquer ato ilícito praticado pela Reclamada e, principalmente,


QUALQUER PREJUÍZO PROVOCADO PELA RECLAMADA EM RELAÇÃO A
AUTORA.

De acordo com a Súmula 73 - Falta grave, salvo a de abandono de emprego, praticada pelo
empregado no decurso do prazo do aviso prévio, dado pelo empregador, retira àquele
qualquer direito a indenização.» (Res. 69, de 19/09/78 - DJU de 26/09/78).

Para o deferimento das indenizações da espécie, é imprescindível a comprovação dos


seguintes elementos:

Ato ilícito;

Dano comprovado;

Nexo causal entre ambos.


No presente caso nada restou comprovado a possibilitar o deferimento do pagamento das
verbas e reestabelecimento do plano de saúde pretendido. Como fartamente demonstrado, a
Reclamado não praticou nenhum ato ilícito.

Improcedem, portanto os pedidos constantes da inicial, por absoluta falta de amparo legal e
fático.

A Reclamante requer a condenação em R$500.000,00, valor atribuído aleatoriamente e


exagerado, fica claro que a mesma não tem direito as verbas rescisórias que alega ter nem ao
plano de saúde haja vista que não há o que se falar de contrato de trabalho entre as vigente
partes.

5. REQUERIMENTOS FINAIS

São os termos da Defesa, em que requer, nesta condição protestar o alegado por todos os
meios de provas em direito admitidas, em especial pelo depoimento pessoal do Reclamante,
sob pena de confesso, nos termos do Enunciado 74 do TST, e inquirição de testemunhas.

Requer a Reclamada que esta Vara do Trabalho, JULGUE A PRESENTE RECLAMAÇÃO


TOTALMENTE IMPROCEDENTE.

Por ser de direito e da mais lídima JUSTIÇA!

N. Termos

P. Deferimento.

Belém, 11 de setembro de 2014.

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