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A situação é grave, a saída é a GREVE!

Os Trabalhadores em Educação do Estado do Rio de Janeiro estão em greve! E embora


muita gente ache que isso nada tem a ver com elas, o fato está diretamente relacionado ao
seu cotidiano. Senão, vejamos:

 O governador do Estado concedeu, ao longo dos últimos anos, benefícios


fiscais que somam mais de 19 bilhões de reais a um grupo de empresas
instaladas ou que pretendiam se instalar no Estado do Rio de Janeiro!
 O governador (com o apoio da ALERJ) assumiu uma dívida da SUPER VIA com a
LIGHT no valor de 39 milhões de reais!
 O governo fez renúncia fiscal (deixar de arrecadar recursos), de 2014 até 2018,
de montante da ordem de quase 30 bilhões de reais!
 O governo concedeu créditos para a AMBEV (que somaram quase dois bilhões
de reais) que só começarão a ser pagos daqui a vinte anos!
 ...

E como essas ações do governo interferem no nosso dia-a-dia? Ora, se os recursos do


Estado sangram de tal forma para os cofres privados de grandes empresas (inclusive de
multinacionais) é certo que faltarão recursos para o básico (educação, saúde, transportes,
moradia, etc.). E é essa lógica de privilegiar grandes empresas sob o argumento da
necessidade de gerar empregos e mais arrecadação que faz com que as estruturas públicas
necessárias à vida da população sejam desmontadas dia após dia.

É fato que escolas da Baixada Fluminense e do Município do Rio de Janeiro encontram-


se fechadas por falta de energia elétrica. Também é fato que em muitas das nossas escolas já
não há merenda. E também se sabe as escolas tem recebido muito menos verba que nos anos
passados, o que obriga os Diretores a malabarismos sem fim e os profissionais de educação a
gastarem do próprio bolso se quiserem manter a qualidade de suas aulas. E se a estrutura das
escolas encontra-se assim, o que dizer dos salários dos Profissionais?

No ano passado, durante negociações com a Secretaria de Estado de Educação –


SEEDUC, quando os profissionais esperavam, no mínimo, que fosse garantida a reposição
salarial por conta da corrosão inflacionária, o governador afirmou, categoricamente, que eles
teriam 0% (isso mesmo, zero por cento!) de aumento nos anos de 2015 e de 2016. Não
bastando tal absurdo, ele encaminhou à ALERJ um Projeto de Lei prevendo, entre outras
coisas, o aumento do valor dos descontos previdenciários dos servidores (de 11% para 14%),
além de propor amarrar a possibilidade de aumentos salariais ao aumento da arrecadação.
Não precisamos ser matemáticos para calcular o tamanho da desgraça para os profissionais e
para os municípios que dependem deles para sobreviver: sem aumento de salários por no
mínimo três anos, tendo que pagar mais para a previdência e tendo salários corroídos pela
inflação, o resultado é o empobrecimento real da Categoria profissional. E como sabemos que
a arrecadação do Estado não deverá crescer nos próximos anos, por conta dos baixos preços
do petróleo, de outros elementos da “crise econômica” e da já citada sangria dos cofres
públicos, passaremos a, literalmente, pagar para trabalhar!
Se a situação é grave, a saída é a GREVE!

É diante desse quadro (e na expectativa de mudá-lo!) que os servidores da Educação


aprovaram a proposta de GREVE POR TEMPO INDETERMINADO! Juntamente com o Magistério
Estadual, encontram-se em greve os servidores da FAETEC e os da UERJ. Outras categorias
também deverão engrossar o caldo nos próximos dias, o que confirma que a situação não está
ruim apenas para os Profissionais de Educação, e que os reflexos da política privatista de Pezão
e Cia são sentidos muito ao longe, com resultados devastadores para o Estado inteiro.

A GREVE, então, resta como última, legal, justa e necessária ferramenta para se colocar
fim aos desmandos do Sr. Pezão. Por assim pensar os Trabalhadores da Educação do Rio de
Janeiro, juntos com os demais servidores em luta, conclamam a sociedade a divulgar e apoiar a
greve, pois seus resultados, com certeza, serão sentidos por todos.