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Direito Civil para o TCDF.

Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi.


Aula - 05

AULA 05: Atos ilícitos. Responsabilidade Civil.

Olá amigos!

A aula de hoje talvez seja a mais “tranquila” entre as que foram


apresentadas até aqui. É de boa aplicabilidade prática e de fácil assimilação.
Ao analisar questões que se referem aos atos ilícitos e à responsabilidade
civil tenha em mente a situação de inferioridade na qual é colocado aquele
que sofre o dano (em relação àquele que o causa) e que esta situação será
sempre levada em consideração pelo direito. Imagine as situações na
prática, ficando clara esta ideia, você poderá acertar questões mesmo sem
um domínio absoluto do assunto.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação
sobre direitos autorais e dá outras providências.
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Veja, então, que no art. 186 existem duas características marcantes:

¹A violação de direito e o ²dano a outrem.

No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social,
pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto


lícito, mas cujo exercício não observa os limites que são impostos. Desta
forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e acaba
por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na
medida de sua execução.
Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize
o abuso de direito basta que a pessoa seja titular de um direito e que, na
utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites.
Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será
objetiva – ou seja, independente de culpa.

Os conceitos de responsabilidade objetiva (que independe de culpa) e de


responsabilidade subjetiva (que depende da comprovação de culpa) são
bastante importantes e você verá isso no decorrer desta aula.

Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do


Conselho Nacional de Justiça:
“Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe
de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.

O Código Civil de 2002 (como vimos acima no art. 187) considera o


abuso de direito um ato ilícito, isto porque, extrapolar os limites de um
direito em prejuízo de outra pessoa merece uma resposta, em virtude de
consistir em violação a princípios de finalidade da lei.

Aquele que transborda os limites aceitáveis de um direito,


ocasionando prejuízo, deve indenizar.

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alguém repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de


outrem.
Observe que existe um ato que é praticado contra um agressor, mas
os meios utilizados para esta defesa devem ser apenas aqueles
estritamente necessários. A legítima defesa pode ser real ou, então, pode
ser putativa.
A legítima defesa putativa ocorre quando uma pessoa imagina
estar sofrendo uma agressão, mas na realidade isso não está acontecendo.
Nesta situação se a pessoa tomar alguma atitude com a intenção de se
defender deste perigo imaginável, ainda caberá indenização para o
prejudicado. Como também caberá indenização se houver excessos na
defesa.

Assim, para que ocorra a legítima defesa é preciso:


 Que a ameaça ou a agressão ao direito seja atual ou iminente;
 Que seja injusta;
 Que os meios utilizados na repulsa sejam moderados, isto é,
não vão além do necessário para a defesa;
 Que a defesa seja de direito.

2. O exercício regular ou normal de um direito reconhecido


exclui qualquer responsabilidade pelo prejuízo, por não ser um
procedimento que fere ao direito. Parte-se do princípio que quem usa de
um direito seu não causa dano a ninguém. Como exemplos podemos citar
a pessoa que executa uma construção nos parâmetros permitidos por lei
em determinado terreno, mas que acaba por prejudicar o imóvel vizinho,
ocultando a sua visão ou recepção solar.

Mas cuidado! Conforme já explicado anteriormente, se houver abuso


do direito será configurado ato ilícito.

3. O estado de necessidade é a situação encontrada no inciso II:

...
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de
remover ³perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.

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e fará jus a indenização paga por ¹Paulo que lhe causou dano. ¹Paulo,
por sua vez, terá direito de ação (regressiva) contra ³Mário (o verdadeiro
culpado pelo perigo).
Observe que não há como não associarmos o assunto Atos ilícitos
(arts. 186 a 188) com a Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954). Pois o
dano, principal efeito dos atos ilícito, gera a obrigação de reparação, a
responsabilização civil.

- Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954).

Para que uma pessoa seja responsabilizada civilmente e assim surja


o dever de indenizar, três5 são os pressupostos6 que devem estar
presentes, quais sejam:

a) Fato lesivo voluntário ou conduta humana, causado pelo agente


por ação ou omissão, que ocasione dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral. Normalmente ocorre uma ação positiva – ou
seja, o sujeito pratica uma ação que ocasionará o dano. Já a omissão
é mais trabalhosa para ser comprovada, uma vez que se precisa
provar que existia um dever de agir e também que se tivesse ocorrido
esta ação, o dano não se teria concretizado. O fato poderá estar
relacionado tanto a ato próprio como a ato de terceiro e que esteja
sob a guarda da pessoa.

b) Ocorrência de um dano, seja ele ¹patrimonial (material) ou


²moral (extrapatrimonial). Não pode haver responsabilidade civil
sem a existência de um dano, é também necessário que exista prova,
real e concreta, desta lesão.

c) Nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente.


É uma ligação virtual entre a ação e o dano resultante. A causa do
dano deve ser o comportamento do agente. Este nexo ficará
afastado, excluindo a responsabilidade, por exemplo, se o

5
Existe divergência entre os doutrinadores sobre quais são os pressupostos do dever de
indenizar. Alguns acrescentam aos três – a conduta, o nexo e o dano - a culpa genérica
ou lato sensu. Nós optamos por explicar a culpa em separado, por uma questão didática,
mas vale o esclarecimento.
6
Vocês também poderão encontrar estes pressupostos como elementos da
responsabilidade civil.

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- A Culpa.

Conforme já explicamos, a culpabilidade no campo do direito


civil envolve ¹a culpa stricto sensu (ou aquiliana) e ²o dolo.
Não há de se confundir os conceitos de dolo e de culpa que são
bastante distintos, mas as consequências, no que diz respeito às
indenizações civis, serão as mesmas.
A indenização baseia-se no dano sofrido, no entanto a culpa poderá
ser analisada. Veja o que dizem os artigos 944 e 945:

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.


Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.

No artigo 945 aparece a figura da culpa concorrente, que trará a


diminuição dos efeitos do ato ilícito como consequência.

“E o que vem a ser a culpa concorrente?”

A concorrência de culpas se dá quando tanto o agente quanto a


vítima agem com culpa. A culpa da vítima acaba por diminuir a culpa do
agente. Portanto, quando a vítima também concorreu para o evento
danoso, com sua própria conduta, é comum a indenização ser concedida
pela metade ou em fração diversa, dependendo da contribuição da vítima.
Pois como ambas as partes cooperaram para o evento, não seria justo que
uma só respondesse pelos prejuízos.

Mas atenção!
Quando ocorre culpa exclusiva da vítima não há de se falar em
indenização, porque, aqui, a outra parte não contribuiu para o evento
danoso.

Quando se tem a culpa como elemento necessário para a


caracterização do dever de indenizar, estaremos diante da
responsabilidade subjetiva – esta depende da culpa do agente
causador do dano.

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parcial, bem como nos casos de retardamento de seu


cumprimento.

2. A Lesão a direito subjetivo ocorre sem que preexista entre o


lesado e lesante qualquer relação jurídica. Nesta
responsabilidade extracontratual aparecerão, por exemplo, os
casos de ¹responsabilidade por fato de terceiro, ²de animais e
³de coisas, que configuram a responsabilidade indireta.

Vamos dar uma olhada em alguns artigos do Código Civil onde temos a
possibilidade da responsabilidade indireta:

Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários


individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos
causados pelos produtos postos em circulação.
...
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado,
se não provar culpa da vítima ou força maior.
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que
resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade
fosse manifesta.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano
proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

O princípio que rege a profundidade de alcance da responsabilidade,


até onde ela atingirá o patrimônio da pessoa que deve indenizar, é o
princípio da responsabilidade patrimonial. Ou seja, a pessoa deverá
responder com seu patrimônio pelos prejuízos causados a terceiros.
A responsabilidade deverá ser total, cobrindo o dano em todos os
seus aspectos, de modo que todos os bens do devedor, com exceção dos
inalienáveis, respondam pelo ressarcimento.
Além disso, a obrigação de prestar a reparação transmite-se com a
herança e o lesado poderá demandar o espólio até onde este alcançar o
saldo positivo deixado pelo de cujus aos seus sucessores.

“O que isto quer dizer?”

Quer dizer que os herdeiros responderão até os montantes deixados


como herança. Os herdeiros não responderão com seu patrimônio pessoal.

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Você precisa tomar cuidado com a negação da causalidade, as


excludentes de responsabilidade.
As principais excludentes de responsabilidade civil são: o estado de
necessidade; a legítima defesa (já vistos quando analisamos os excludentes
de ilicitude do art. 188); a culpa da vítima; o fato de terceiro; o caso fortuito
ou força maior12 e a clausula de não indenizar.
Todos os casos de excludentes de responsabilidade deverão ser
devidamente analisados e comprovados, porque sua comprovação deixa o
lesado sem a composição do dano sofrido.

- Os efeitos da responsabilidade civil quanto aos titulares da ação


ressarcitória e quanto aos devedores da indenização.

Titulares da ação ressarcitória:


No momento da consumação do fato lesivo surge para o lesado a
pretensão de indenização, mas seu direito de crédito apenas se concretiza
com a decisão judicial. Além disso, tal direito transmite-se com a herança.
Assim temos o art. 943:

Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-


se com a herança.

O direito de ressarcimento do dano atinge a todos os efetivamente


experimentarem o prejuízo. As pessoas jurídicas, públicas ou privadas,
poderão propor ação fundada em dano material e em dano moral objetivo.

Devedores da indenização:
Como vimos o dano é pressuposto da responsabilidade civil e terá
obrigação de repara-lo aquele para qual a lei impôs tal responsabilidade.
Em regra, a obrigação de reparar o dano será individual, mas nem
sempre vai ser direta (como já vimos nas espécies de responsabilidade),
será indireta, por exemplo, quando a pessoa responder por fato de outrem,
por animais ou coisas sob sua guarda.

indenizar o vidro e também os objetos que foram furtados, por ser dano indireto, embora
efeito necessário da ação de quebrar a vitrine.
12
Se o evento danoso foi resultado de caso fortuito ou força maior, deixa de existir o
elemento culpa, deixando de existir a responsabilidade. Neste caso, existem dois
elementos: um de ordem interna – que é a inevitabilidade do evento, e outro de ordem
externa – que é a ausência de culpa do agente. A alegação de caso fortuito ou força maior
cabe ao réu, ou a pessoa que está sendo acusada de ter cometido o ato.

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Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos
casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para
o vencimento, a descontar os juros correspondentes, embora estipulados, e a
pagar as custas em dobro.

Estamos falando de excesso de pedido, onde o autor, movendo ação


de cobrança de dívida, pede mais do que aquilo a que faz jus.
Por este motivo, o demandante de má-fé deverá esperar o tempo que
falta para o vencimento, descontar os juros correspondentes e pagar as
custas em dobro. Se agiu de boa-fé, deverá pagar tão somente as custas
vencidas na ação de cobrança, de que decairá, por ser intempestiva.

- A responsabilidade por dívida já solvida rege-se pelo art. 940:

Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a
pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no
segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

Este art. trata do excesso de pedido, e tem por finalidade impedir que
se exija uma segunda vez, dívida que já foi paga no todo ou em parte.

Art. 941. As penas previstas nos arts. 939 e 940 não se aplicarão quando o
autor desistir da ação antes de contestada a lide, salvo ao réu o direito de
haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido.

Portanto, se o credor desistir da ação, antes da outra parte ter


respondido, não se aplicarão as penas previstas, salvo se o réu (devedor)
tiver tido algum prejuízo por conta da ação.

-A responsabilidade civil e sua relação com a esfera penal.

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo


questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Trata-se do princípio da independência relativa da


responsabilidade civil em relação à criminal. O indivíduo poderá não ser
penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano
civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável,
sem ter que prestar contas de seu ato na esfera criminal.

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Chegamos ao final de mais uma aula, e mais uma vez reiteramos o pedido
de que façam todas as questões propostas, e caso fiquem em dúvida
entrem em contato através do fórum.
Até a próxima.

Aline & Jacson

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Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Item errado.

4. O grau de culpa do ofensor não constitui critério para se fixar a


indenização patrimonial.

Comentário:
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.
Item errado.

CESPE 2012/TJ-AL/Analista Judiciário Especializado. A respeito de


responsabilidade civil, assinale a opção correta.
5. O menor de dezoito anos de idade responde pelo prejuízo a que der
causa, mesmo que, para isso, tenha de entregar a totalidade de seus bens.

Comentário:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.
Item errado.

6. Considere que Pedro tenha sido emancipado por seus pais logo após ter
atropelado Joana, que faleceu em decorrência do atropelamento. Nessa
situação, os pais de Pedro não respondem solidariamente pelos atos por
ele praticados.

Comentário:
Atentem para o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil:
41 – Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade
solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos
termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.
Item errado.

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“A empresa locadora de veículos responde, civil e solidariamente com o


locatário, pelos danos por este causados a terceiro, no uso do carro locado”.

Em relação ao tema observe as seguintes decisões:

RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. COLISÃO NA


TRASEIRA DE VEÍCULO PARADO NAS PROXIMIDADES DE FAIXA DE
PEDESTRES. PRESUNÇÃO JURIS TANTUM DA CULPA NO EVENTO DANOSO.
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA EMPRESA LOCADORA DE VEÍCULOS.
OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR CARACTERIZADA. RECURSO CONHECIDO
IMPROVIDO. 1. A COLISÃO TRASEIRA GERA PRESUNÇÃO JURIS TANTUM
DE CULPA EM DESFAVOR DO RÉU RECORRENTE, QUE NÃO SE
DESINCUMBIU DO ÔNUS DE COMPROVAR SER IMPUTÁVEL À P ARTE EX
ADVERSA A RESPONSABILIDADE PELO EVENTO DANOSO, TAMPOUCO A
AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O ATO PRATICADO E O
DANO. DEVE, POIS, RESPONDER PELO DANO CAUSADO AO RECORRIDO.
2.O PROPRIETÁRIO DE VEÍCULO AUTOMOTOR RESPONDE
SOLIDARIAMENTE PELOS DANOS ADVINDOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
CAUSADOS PELO CONDUTOR, CONFORME SÚMULA 492 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL, QUE ESTABELECE: "A EMPRESA LOCADORA DE
VEÍCULOS RESPONDE, CIVIL E SOLIDARIAMENTE COM O LOCATÁRIO,
PELOS DANOS POR ESTE CAUSADOS A TERCEIRO, NO USO DO CARRO
LOCADO". 3.PRECEDENTES DAS TURMAS RECURSAIS: CIVIL - PROCESSO
CIVIL - INDENIZAÇÃO - ACIDENTE DE VEÍCULO - SEGURADORA -
LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. 1. A LOCADORA DE VEÍCULOS É P
ARTE LEGÍTIMA PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DA RELAÇÃO
PROCESSUAL DE AÇÃO INDENIZATÓRIA DECORRENTE DE ACIDENTE DE
VEÍCULO. 2. A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA LOCADORA DE VEÍCULOS
É OBJETIVA, DESDE QUE SEJA COMPROVADA A CULPA DO CONDUTOR DO
VEÍCULO LOCADO. 3. A CONFISSÃO DO CONDUTOR DO VEÍCULO
CARACTERIZA, POR SI SÓ, A CULPA. 4. SE O VEÍCULO FOI CONSERTADO,
DEVE-SE TER COMO PARÂMETRO PARA FINS DE INDENIZAÇÃO O VALOR
CONSTANTE DA NOTA FISCAL E NÃO DE OUTROS ORÇAMENTOS. RECURSO
IMPROVIDO. UNÂNIME. (ACJ 20020110454433, RELATOR MARIA DE
FÁTIMA RAFAEL DE AGUIAR RAMOS) 4.RECURSO CONHECIDO E
IMPROVIDO. 5.SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS
FUNDAMENTOS, COM SÚMULA DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO,
NA FORMA DO ARTIGO 46 DA LEI Nº 9.099/95. 6.DIANTE DA
SUCUMBÊNCIA, NOS TERMOS DO ARTIGO 55 DA LEI DOS JUIZADOS
ESPECIAIS (LEI Nº 9.099/95), CONDENO O RECORRENTE AO PAGAMENTO
DAS CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, ESTES
FIXADOS EM 10% (DEZ POR CENTO) SOBRE O VALOR DA CONDENAÇÃO.

(TJ-DF - ACJ: 691724520098070001 DF 0069172-45.2009.807.0001,


Relator: ASIEL HENRIQUE, Data de Julgamento: 09/11/2010, Segunda

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41 – Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade


solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado nos
termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil.
Item errado.

13. Em regra, o patrão é responsável pela reparação de dano decorrente


de ato praticado por seu preposto, ainda que com desvio de suas
atribuições.

Comentário:
Mesmo que o empregado que causou o dano esteja agindo com desvio de
suas funções, caberá a seu patrão a reparação deste dano. Posteriormente
poderá o patrão cobrar o valor da indenização do empregado alegando que
este estava agindo com desvio de função.
Item correto.

14. CESPE 2012/TCDF. Se violarem direito e causarem dano a outrem,


tanto a ação quanto a omissão voluntária, ou mesmo involuntária, implicam
prática de ato ilícito.

Comentário:
Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, ¹violar direito e ²causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Destacamos isto na parte teórica da aula, os elementos indispensáveis
para a configuração do ato ilícito, dentre os quais: o Fato lesivo
voluntário causado pelo agente por ação ou omissão, que ocasione dano
a outrem, ainda que exclusivamente moral.
Item errado.

15. CESPE 2012/TJ-PI/JUIZ. Considerando que, em determinada festa,


a explosão de uma garrafa de refrigerante cause danos a algumas pessoas.
Para acionar judicialmente o fabricante, será necessária a demonstração da
ocorrência de conduta culposa.

Comentário:
Preste atenção! A responsabilidade neste caso é objetiva,
independentemente de culpa.

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19. CESPE 2010/DPE-BA/DEFENSOR. O mero afastamento de filho de


16 anos de idade da casa paterna não é suficiente para elidir a
responsabilidade dos pais.

Comentário:
O mero afastamento do menor, ainda relativamente incapaz, não é causa
suficiente para suprimir a responsabilidade dos pais.
Item correto.

20. CESPE 2010/DETRAN-ES/ADVOGADO. O incapaz não responde


pelos prejuízos que causar, ainda que as pessoas por ele responsáveis não
tenham obrigação de fazê-lo ou não disponham de meios suficientes.

Comentário:
É justamente o contrário disto:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.
Item errado.

21. CESPE 2010/MPO-RO/PROMOTOR. O dano causado a outrem,


decorrente de ato ilícito, implica o dever de reparação civil mediante
indenização. O grau de culpa do ofensor não pode constituir critério para
se fixar a indenização patrimonial.

Comentário:
Embora a indenização seja medida pela extensão do dano, o grau de culpa
do ofensor e o grau de culpa da vítima são levados em consideração para
determinar-se a indenização.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e
o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a
sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
Item errado.

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Item errado.

CESPE 2010/EMBASA/DIREITO. Com relação à responsabilidade civil,


julgue os itens a seguir.
25. O Código Civil determina que o incapaz pode responder pelos prejuízos
que causar.

Comentário:
Segundo o art. 928 do código civil, o incapaz poderá responder pelos
prejuízos que causar em duas situações:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ²não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de
meios suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.
Lembre-se de que esta responsabilidade é subsidiária.
Item certo.

26. O Código Civil prevê hipótese em que os pais respondam


solidariamente pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e
em sua companhia.

Comentário:
É a hipótese do art. 932:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
Item correto.

CESPE 2010/TRE-BA/ANALISTA – ÁREA JUDICIARIA. Acerca do


instituto da responsabilidade civil, julgue os itens seguintes.
27. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas
responsáveis por ele não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem
de meios suficientes para tal ação.

Comentário:
Já comentado anteriormente.

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Comentário:
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o
ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da
convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
Item errado.

36. CESPE 2009/OAB-SP. Em razão da natureza do dever violado, a


culpa poderá ser contratual ou extracontratual.

Comentário:
Conforme explicado em aula.
Item correto.

37. CESPE 2009/POLICIA CIVIL-RN/DELEGADO. Quando um animal


causar dano a alguém, o seu dono ressarcirá o prejuízo, exceto se provar
motivo de força maior.

Comentário:
CUIDADO! O CESPE adora este tipo de questão.
Quando fazemos uma afirmação e utilizamos a expressão “exceto se”,
estamos restringindo a situação apenas àqueles casos citados.
A afirmação deveria ter sido feita da seguinte forma: “Quando um animal
causar dano a alguém, o seu dono ressarcirá o prejuízo, exceto se provar
motivo de força maior ou culpa da vítima ou culpa da vítima”.
Responsabilidade pelo fato do animal, caso do art. 936:
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se
não provar culpa da vítima ou força maior.
Item errado.

38. CESPE 2009/POLICIA CIVIL-RN/DELEGADO. O direito de exigir


reparação e a obrigação de prestá-la são intransmissíveis com a herança.

Comentário:
Art. 943. O ¹direito de exigir reparação e a ²obrigação de prestá-la
transmitem-se com a herança.
Item errado.

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I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue
por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e
educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Item correto.

42. CESPE 2007/TSE/Analista Judiciário. O proprietário ou aquele que


habitar o prédio, ou parte dele, respondem objetivamente pelos danos que
advierem de sua ruína, provenientes da falta de reparos indispensáveis à
remoção daquele perigo.

Comentário:
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem
de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse
manifesta.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano
proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.
Nesta questão a banca tentou confundir o candidato com os artigos acima.
No caso, é o proprietário ou dono de edifício ou construção que responde
pelos danos que advirem de sua ruína, provenientes da falta de reparos.
As pessoas que habitam o prédio, respondem por coisas que dele caírem
ou que dele forem lançadas em lugar indevido.
Item errado.

43. CESPE 2007/TSE/Analista Judiciário. Exclui-se a responsabilidade


objetiva nos casos em que não há nexo causal entre a atividade
normalmente desenvolvida pelo autor e o dano, ou seja, quando a causa
do dano decorre de culpa exclusiva da vítima, no fato de terceiro
equiparável a força maior, ou caso fortuito.

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- LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS E GABARITO.

CESPE 2013/TRT 10ª Região (DF e TO) /Analista Judiciário. Julgue


os itens seguintes com base nas regras atinentes à responsabilidade civil.
1. Se uma criança com onze anos de idade for vítima de atropelamento
com resultado morte, seus pais poderão ingressar com ação de indenização
por danos morais sob o argumento da configuração de hipótese de dano
em ricochete.

2. CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. O Código Civil brasileiro


não aborda a responsabilidade civil por danos provenientes das coisas que
caírem ou forem lançadas da janela de um apartamento e caírem em lugar
indevido.

CESPE 2013/TRE-MS/Analista Judiciário. Com referência à


responsabilidade civil, julgue os itens.
3. O incapaz não responde pelos prejuízos que causar a terceiros, pois a
obrigação de indenizar recai sempre sobre os seus representantes legais.

4. O grau de culpa do ofensor não constitui critério para se fixar a


indenização patrimonial.

CESPE 2012/TJ-AL/Analista Judiciário Especializado. A respeito de


responsabilidade civil, assinale a opção correta.
5. O menor de dezoito anos de idade responde pelo prejuízo a que der
causa, mesmo que, para isso, tenha de entregar a totalidade de seus bens.

6. Considere que Pedro tenha sido emancipado por seus pais logo após ter
atropelado Joana, que faleceu em decorrência do atropelamento. Nessa
situação, os pais de Pedro não respondem solidariamente pelos atos por
ele praticados.

7. A indenização mede-se sempre pela extensão do dano causado.

8. Considere que Miguel, menor emancipado voluntariamente pelos pais,


dirigia o carro de João quando colidiu com o portão da casa de Maria. Nessa
situação, são solidariamente obrigados a reparar os danos causados a Maria
o menor, seus pais e o proprietário do veículo.

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considerado quando o titular de um direito, ao exercê-lo, excede os limites


manifestamente impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou
pelos bons costumes e, nessa situação, o ato é contrário ao direito e
ocasiona responsabilidade do agente pelos danos causados.

19. CESPE 2010/DPE-BA/DEFENSOR. O mero afastamento de filho de


16 anos de idade da casa paterna não é suficiente para elidir a
responsabilidade dos pais.

20. CESPE 2010/DETRAN-ES/ADVOGADO. O incapaz não responde


pelos prejuízos que causar, ainda que as pessoas por ele responsáveis não
tenham obrigação de fazê-lo ou não disponham de meios suficientes.

21. CESPE 2010/MPO-RO/PROMOTOR. O dano causado a outrem,


decorrente de ato ilícito, implica o dever de reparação civil mediante
indenização. O grau de culpa do ofensor não pode constituir critério para
se fixar a indenização patrimonial.

22. CESPE 2010/PREFEITURA DE BOA VISTA/PROCURADOR. A


destruição de coisa alheia a fim de remover perigo iminente não constitui
ato ilícito civil, sobretudo se as circunstâncias a tornarem absolutamente
necessária, e o agente não exceder os limites do indispensável para a
remoção do perigo.

23. CESPE 2010/OAB/EXAME DA ORDEM 01. A extinção da


punibilidade criminal sempre obsta a propositura de ação civil indenizatória.

24. CESPE 2010/OAB/EXAME DA ORDEM 01. De acordo com o regime


da responsabilidade civil traçado no Código Civil brasileiro, inexistem
causas excludentes da responsabilidade civil objetiva.

CESPE 2010/EMBASA/DIREITO. Com relação à responsabilidade civil,


julgue os itens a seguir.
25. O Código Civil determina que o incapaz pode responder pelos prejuízos
que causar.

26. O Código Civil prevê hipótese em que os pais respondam


solidariamente pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e
em sua companhia.

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34. CESPE 2009/OAB-2. O Código Civil consagra a responsabilidade civil


objetiva das empresas pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

35. CESPE 2009/OAB-2. No caso de responsabilidade civil em virtude de


ofensa à saúde, o ofendido não tem direito de ser indenizado das despesas
dos lucros cessantes.

36. CESPE 2009/OAB-SP. Em razão da natureza do dever violado, a


culpa poderá ser contratual ou extracontratual.

37. CESPE 2009/POLICIA CIVIL-RN/DELEGADO. Quando um animal


causar dano a alguém, o seu dono ressarcirá o prejuízo, exceto se provar
motivo de força maior.

38. CESPE 2009/POLICIA CIVIL-RN/DELEGADO. O direito de exigir


reparação e a obrigação de prestá-la são intransmissíveis com a herança.

39. CESPE 2008/TJ-AL/Juiz. Caso o credor demande o devedor antes


de vencida a dívida, fora dos casos em que a lei permita, ficará obrigado a
pagar ao devedor o dobro do valor do débito.

40. CESPE 2008/TJ-AL/Juiz. O Código Civil de 2002 introduziu regra


geral segundo a qual é possível ser afastado o consagrado princípio da
restitutio in integrum, passando-se a considerar, em determinadas
hipóteses, não a extensão do dano, mas também a extensão da culpa.

41. CESPE 2007/TJ-TO/Juiz. A responsabilidade civil por ato de terceiro


permite estender a obrigação de reparar o dano à pessoa diversa daquela
que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação jurídica entre
o causador do dano e o responsável pela indenização. Nessa hipótese, a
responsabilidade é objetiva.

42. CESPE 2007/TSE/Analista Judiciário. O proprietário ou aquele que


habitar o prédio, ou parte dele, respondem objetivamente pelos danos que
advierem de sua ruína, provenientes da falta de reparos indispensáveis à
remoção daquele perigo.

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