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EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO PLANTONISTA DA COMARCA


DE ALVORADA/RS

FULANO DE TAL, casado, corretor de imóveis, residente e domiciliado na


Rua das Tantas, n°. 000, nesta Cidade, inscrito no CPF (MF) sob o n°. 666.555.444-
33, possuidor do endereço eletrônico fulano@fulano.com.br, ora intermediado por seu
procurador ao final firmado – instrumento procuratório acostado –, esse com endereço
eletrônico e profissional inserto na referida procuração, o qual, em obediência à
diretriz fixada no art. 77, inc. V c/c art. 287, caput, um e outro do novo CPC, indica-o
para as intimações que se fizerem necessárias, vem, com o devido respeito à
presença de Vossa Excelência, com suporte no art. 5º, inc. LXIX c/c art. 205, um e
outro da Carta Política, art. 1°, § 1°, da Lei nº. 12.016/09 e art. 6°, da Lei n°. 9.870/99,
impetrar o presente

MANDADO DE SEGURANÇA,
(com pedido de medida liminar)

em desfavor do FACULDADE DE ESTUDOS TANTAS S/C LTDA, pessoa


jurídica de direito privado, com endereço para citações na nº. 0000, nesta Cidade –
CEP 332211, endereço eletrônico faculdade-tantas@tantas.com.br, e, no tocante ao
ato vergastado, figurando como Autoridade Coatora (Lei n°. 12.016/09, art. 6°, § 3°) o
Diretor de Ensino, representante legal, na hipótese, da Impetrada (Lei n°. 12.016/09,
art. 6°, caput), como se verá na exposição fática e de direito, a seguir delineadas.
1 – DA TEMPESTIVIDADE

O ato coator hostilizado é revelado em face da negativa de fornecimento de


documentos legais e atinentes ao recebimento de diploma de formatura. Tal
acontecido se sucedera na data de 00/11/2222.

Essa, frise-se, é a data da recusa, como, a propósito, bem definido na prova


ora carreada. (doc. 01)

Dessa sorte, para efeitos de contagem do início de prazo para impetração


deste Remédio Heroico, esse fora o único e primeiro ato coator.

Nesse diapasão, este writ há de ser tido por tempestivo, porquanto impetrado
dentro do prazo decadencial. (Lei n° 12.016/09, art. 23)

2 – VIABILIDADE LEGAL DESTE WRIT

Urge revelar considerações, embora concisas, referente à permissibilidade


autorizada do ajuizamento deste mandamus.

Vê-se que a ação em espécie se volta contra sociedade empresária de direito


privado. Todavia, na oportunidade, de igual modo se percebe que essa atua no
exercício de atribuições do Poder Público. É dizer, como faculdade, estabelecimento
de ensino superior privado, age conforme as atribuições que lhes foram delegadas
pelo Estado. (LMS, art. 1°, § 1°)
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Com esse enfoque, é imensamente ilustrativo transcrever o magistério de


Hely Lopes Meirelles:

“Os §§ 1° e 2° do art. 1° da Lei 12.016/2009 esclarecem definitivamente a


matéria ao preverem que se equiparam às autoridades os representantes ou órgãos
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do
Poder Público, incluindo, portanto, os administradores de empresas públicas, de
sociedades de economia mista e concessionárias de serviço público, apenas no que
disser respeito às mencionadas atribuições do Poder Público.

(…)

Dessa forma, necessário se torna distinguir os atos praticados no exercício de


atribuições do Poder Público (art. 1°, § 1°, da Lei 12.016/2009) dos atos realizados no
interesse interno e particular do estabelecimento, da empresa ou da instituição.
Aqueles podem ser atacados por mandado de segurança; estes, não. Assim, quando
o diretor de escola particular nega ilegalmente uma matrícula ou a empresa pública ou
mista comete ilegalidade no desempenho da atribuição delegada, cabe segurança. “
(MEIRELLES, Hely Lopes; WALD, Arnoldo; MENDES, Gilmar Ferreira. Mandado de
Segurança e Ações Constitucionais. 34ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2012, p. 54)

(destaques nossos)

3 – COMPETÊNCIA
3.1. Competência funcional

Como antes anunciado, o ato vergastado fora perpetrado por dirigente de


estabelecimento faculdade particular. Entrementes, trata-se de assunto que envolve o
ensino superior.

Nesse passo, em vista do âmago desta ação, compete à Justiça Federal


apreciar a demanda, máxime porquanto existe interesse direto da União. (CF, art. 109,
inc. I)

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O Superior Tribunal de Justiça, há muito tempo, consolidou o entendimento


de que:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.

Conflito de competência. Educação à distância. Registro de diploma.


Credenciamento da instituição de ensino superior pelo ministério da educação.
Interesse da união. Art. 80 da Lei n. 9.394/1996. Lei de diretrizes e bases da
educação. Competência da justiça federal. Controvérsia decidida sob o rito do art. 543
– C do CPC. Conflito conhecido para declarar a competência da justiça federal. (STJ;
CC 146.667; Proc. 2016/0129571-0; PR; Primeira Seção; Rel. Min. Benedito
Gonçalves; DJE 10/04/2017)

3.2. Competência territorial


Lado outro, afere-se que o Impetrante reside nesta Cidade. (doc. 01)

De mais a mais, o domicílio da Autoridade Coatora, da mesma forma, é neste


Município. (doc. 02)

Assim, inarredável que este juízo é competente para avaliar o mérito deste
mandado de segurança. (CF, art. 109, § 2°)

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liminar

Nesse sentido:

PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA.


COMPETÊNCIA. REPRESSIVO. AUTORIDADE COATORA. INDICAÇÃO. ERRO.
IRRELEVÂNCIA. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. IPTU. CONTRIBUINTE DO
IMPOSTO. IMÓVEL PÚBLICO. BEM DA UNIÃO FEDERAL. CONCESSÃO. PESSOA
JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. ATIVIDADE ECONÔMICA. IMUNIDADE
TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. AFASTAMENTO. PRINCÍPIO DA LIVRE
CONCORRÊNCIA. STF. TAXA DE COLETA DOMICILIAR DE LIXO (TCDL).
CONSTITUCIONALIDADE.

1. Nos casos em que haja interesse da União envolvido, compete à Justiça


Federal julgar mandado de segurança impetrado contra ato de autoridade municipal
(art. 109, I, da Constituição Federal).

2. O fato de ter sido indicado como autoridade coatora o Secretário Municipal


da Fazenda. que, em tese, pode decidir em última instância as impugnações de
exigência tributária (art. 106 do Decreto Municipal nº 14.602/96)., e não a
Coordenadoria do IPTU, que proferiu a decisão impugnada, não deve levar à extinção
do mandado de segurança, sob pena de restrição indevida da garantia constitucional.

3. Na impetração, basta que o contribuinte aponte o ato coator de forma clara


e que indique corretamente o local da sede funcional da autoridade coatora (para fins
de definição da competência jurisdicional) e o órgão a que está vinculada, cabendo ao
agente público que tenha recebido a intimação providenciar a remessa interna ao
setor responsável por prestar as informações. Por outro lado, nos termos da
Constituição do Estado do Rio de Janeiro, no caso, a indicação do Secretário como
autoridade impetrada não importa no deslocamento do julgamento para o Tribunal.

4. Não há decadência se o mandado de segurança é impetrado dentro do


prazo de 120 (cento e vinte dias) contados da ciência da decisão final administrativa
que manteve a exigência tributária.

5. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em repercussão geral, que (i) a


hipótese de incidência do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não se limita à
propriedade do imóvel, pois inclui o domínio útil e a posse do bem, ainda que esta não
seja capaz, per se, de conduzir à propriedade; (ii) a imunidade recíproca, prevista no
art. 150, VI, a), da CRFB/88, não se estende a empresa privada arrendatária ou
cessionária de imóvel público que explore atividade econômica com fins lucrativos,
pois a regra constitucional não tem essa finalidade e sua aplicação indevida resultaria
em violação ao princípio da livre concorrência (170, IV, da CRFB/88).

6. Não tendo havido modulação de efeitos, a orientação do STF é


imediatamente aplicável, independentemente do julgamento de futuros embargos de
declaração. Precedente.
7. A Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo (TCDL) destina-se a custear serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou a ele disponibilizados,
atendendo ao disposto no art. 145, II, da CRFB/88 e no art. 77 do CTN.

8. Em que pese ser plausível a tese de que, por razões de segurança, não
existe prestação dos serviços de coleta de lixo em área em que circulem aeronaves,
milita em favor do Município a presunção de que os serviços a ele atribuídos estejam
sendo regularmente oferecidos, mediante, por exemplo, a disponibilização de
containers em área contígua e recolhimento do lixo neles depositado. O ônus de
demonstrar que o serviço não é prestado ou disponibilizado é do contribuinte (art. 333,
I, do CPC/73, aplicável ao caso e no art. 373, I, do NCPC), o que não ocorreu no caso
dos autos.

9. Apelações da Impetrante e da União Federal a que se nega provimento.


Remessa necessária e apelação do Município do Rio de Janeiro a que se dá
provimento. (TRF 2ª R.; APL-MS 0008554-81.2002.4.02.5101; Quarta Turma
Especializada; Relª Desª Fed. Letícia Mello; DEJF 13/07/2017)

4 – SÍNTESE DOS FATOS

ATO COATOR

O Impetrante faz parte do quadro de alunos da Impetrada. (doc. 03) Essa, em


razão da inadimplência das 3(três) últimas parcelas das mensalidades do curso, nega-
se a entregar àquele o certificado de conclusão e, igualmente, o respectivo diploma.
(doc. 04/06)

Tal proceder, patente de ilegalidade, almeja, por via indireta, receber os


valores inadimplidos. Assim, a Impetrada se utiliza desse meio ominoso para realizar
a cobrança do débito.

A escusa, todavia, é imotiva

Desse modo, não há fundamento legal para entravar-se o fornecimento dos


documentos em espécie. Muito ao contrário, há, conforme visto, norma expressa que
impede esse proceder.

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Nesse compasso, restou-lhe perquirir seus direitos constitucionais, mormente


ao direito ao ensino e ao emprego (CF, art. 205 c/c art. 170, inc. VIII), pela via judicial,
razão qual, de pronto, face ao quadro clínico desenhado, pede-se, inclusive, medida
liminar.

3 – DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO

Antes de tudo, convém ressaltar sucintas linhas acerca do entendimento


doutrinário concernente ao direito líquido e certo, o qual ora buscado.
Segundo o magistério de Alexandre de Moraes, respeitante ao direito líquido
e certo, abarcado pelo direito à impetração do mandamus, o mesmo professa, ad
litteram:

Direito líquido e certo é o que resulta de fato certo, ou seja, é aquele capaz de
ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca. Note-se que o direito é
sempre líquido e certo. A caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os
fatos, que necessitam de comprovação. Importante notar que está englobado na
conceituação de direito líquido e certo o fato que para tornar-se incontroverso
necessite somente de adequada interpretação do direito, não havendo possibilidades
de o juiz denegá-lo, sob o pretexto de tratar-se de questão de grande complexidade
jurídica. ” (MORAES, Alexandre. Direito constitucional [livro eletrônico]. 32ª Ed. São
Paulo: Atlas, 2016. Epub. ISBN 978-85-970-0569-1)

Na situação em análise, urge observar que, de longe, do contexto probatório


documentado, há direito líquido e certo a ser concedido.

Com efeito, disciplina a Lei n° 9.870, ad litteram:

Art. 6° – São proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de


documentos escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas
por motivo de inadimplemento, sujeitando-se o contratante, no que couber, às
sanções legais e administrativas, compatíveis com o Código de Defesa do
Consumidor, e com os arts. 177 e 1.092 do Código Civil Brasileiro, caso a
inadimplência perdure por mais de noventa dias.
De bom alvitre revelar notas de jurisprudência com esse exato entendimento:

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO


SUPERIOR. MANDADO DE SEGURANÇA. ALUNO
INADIMPLENTE. COLAÇÃO DE GRAU. RETENÇÃO DE
DOCUMENTOS. IMPOSSIBILIDADE. ART. 6º DA LEI N.
9.870/1999. SENTENÇA CONFIRMADA.

1. Nos termos do disposto no AR t. 6º da Lei n. 9.870 /1999, são vedadas às


instituições de ensino a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos
escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de
inadimplemento. 2. É ilegítimo o ato que obsta a colação de grau e expedição de
diploma de conclusão de curso superior, com fundamento na existência de débito. 3.
A instituição de ensino dispõe de meios legais para receber o que lhe é devido, não se
afigurando razoável a coerção administrativa. 4. Sentença mantida. 5. Remessa oficial
desprovida. (TRF 1ª R.; RN 0005641-36.2016.4.01.3300; Sexta Turma; Rel. Des. Fed.
Daniel Paes Ribeiro; DJF1 19/06/2017)

REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE


SEGURANÇA. ENSINO SUPERIOR. INADIMPLÊNCIA. COLAÇÃO DE GRAU. ART.
6º DA LEI Nº 9.870/99.

1. Remessa necessária contra sentença que concedeu a ordem em mandado


de segurança. Determinação à autoridade coatora para permitir a participação da
impetrante na colação de grau do Curso de Psicologia.
2. A regra dos arts. 5º e 6º da Lei nº 9.870/99 é a de que o inadimplemento do
pagamento das prestações escolares pelos alunos não pode gerar a aplicação de
penalidades pedagógicas, assim como a suspensão de provas escolares ou retenção
de documentos escolares, inclusive para efeitos de transferência a outra instituição de
ensino. Ilegalidade do ato que nega a participação de aluno inadimplente à solenidade
de colação de grau, bem como o fornecimento do correspondente diploma de
conclusão de curso, A Instituição de Ensino deve buscar a satisfação do seu crédito
mediante uso dos meios próprios previstos no ordenamento jurídico. TRF2, 6ª Turma
Especializada, REO 00039437920114025001, Rel. Des. Fed. GUILHERME CALMON
NOGUEIRA DA GAMA, EDJF2R 16.07.2012; TRF2, 7ª Turma Especializada, REOAC
01127627120154025001, Rel. Des. Fed. LUIZ PAULO DA SILVA ARAUJO, EDJF2R
21.09.2016).

3. Remessa necessária não provida. (TRF 2ª R.; REO 0001681-


25.2012.4.02.5001; Quinta Turma Especializada; Rel. Des. Fed. Ricardo Perlingeiro;
Julg. 02/05/2017; DEJF 15/05/2017)

O ato denegatório, como visto, evidencia notória coação, eis que tem por fito
compelir o Impetrante, por via reflexa, ao pagamento de débito.

Não há como desconhecer que a Impetrada dispõe de meios próprios para a


cobrança de eventuais mensalidades que lhes são devidas. Desse modo, atua
abertamente por intermédio de prática abusivas e ilegais, como, na hipótese, a recusa
de documentos imprescindíveis à transferência escolar.

É induvidoso que essa conduta inibe e dificulta o regular direito à educação.


Com esse enfoque, reza a Constituição Federal, verbo ad verbum:

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e


na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames
da justiça social, observados os seguintes princípios:

VIII – busca do pleno emprego;

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

4 – DO PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR

Diante dos fatos narrados, bem caracterizada a urgência dos aludidos


documentos, maiormente certificado de conclusão e o diploma, para, assim, possa o
Impetrante dar seguimento à carreira definida na escola de 3° grau.

Sem esses, fica o Impetrante, seguramente, impedido de realizar o registro


perante o MEC. Afronta, assim, o direito fundamental à educação e ao emprego,
abertamente concedido pela Carta Magna a todo jovem e adolescente. (CF, art. 205
c/c art. 170, inc. VIII)

Destarte, o ato coator em espécie, certamente afeta a direito líquido e certo,


e, mais, sacrificando ao direito à educação, o qual protegido constitucionalmente.
Por tais fundamentos, requer-se a Vossa Excelência, em razão do alegado no
corpo deste petitório, presentes a fumaça do bom direito e o perigo na demora, seja
deferida, com supedâneo no art. 7º, inc. III, da LMS, ordem de segurança liminar no
sentido de:

( i ) seja deferida medida liminar inaudita altera pars, determinando-se que a


Impetrada, de pronto, entregue o certificado de conclusão do curso de pedagogia
(matrícula n°. 001122) e o respectivo diploma;

( ii ) instar que a Impetrada cumpra a determinação no prazo supra-aludido, a


conta da intimação, sob pena de incorrer em multa diária de R$ 500,00 (quinhentos
reais), mormente com o fim de dar efetividade à ordem judicial em espécie;

( iii ) cumulativamente, havendo recalcitração, seja o responsável, aludido no


preâmbulo deste writ, responsabilizado por crime de desobediência (LMS, art. 26);

( iv ) ainda com o propósito de viabilizar o cumprimento urgência da tutela em


liça, a Impetrante pede que Vossa Excelência inste a parte adversa, no mesmo
sentido acima, dessa feita por intermédio de comunicação eletrônica e/ou por meio de
ligação telefônica e certificada pelo senhor Diretor de Secretaria desta Vara (novo
CPC, art. 297, caput).

5 – PEDIDOS e REQUERIMENTOS

Diante do que ora fora exposto, requer o Impetrante que Vossa Excelência se
digne de tomar as seguintes providências:
( a ) requer a notificação da Autoridade Coatora, para que, no prazo de
10(dez) dias, preste as informações necessárias (LMS, art. 7º, inc. I), assim como
representante judicial da pessoa jurídica interessada (LMS, art. 7º, inc. II);

( b ) seja ouvido o Órgão do Ministério Público, no prazo de dez(10) dias


(LMS, art. 12);

( c ) por fim, pede-se a concessão da segurança, nos termos ora formulados,


ratificando-se todos os termos da liminar requerida, de forma definitiva, determinando-
se que a Impetrada, de pronto, forneça o certificado de conclusão do curso de
pedagogia (matrícula n°. 001122) e o respectivo diploma;

( d ) indica a parte Impetrante que a presente ação mandamental é


apresentada em duas(2) vias da inicial, com os mesmos documentos que a
acompanharam (LMS, art. 6º, caput);

( e ) o patrono do Impetrante, sob a égide do art. 425, inc. IV, do novo CPC,
declara como autênticos todos os documentos imersos com esta inaugural.

Dá-se à causa o valor de R$ 0.000,00 (.x.x.x), correspondendo à soma das


parcelas inadimplidas.

Nestes Termos.

Espera Deferimento.

Alvorada, 19 de outubro de 2017.


CARLOS ARQUIMEDES
OAB/RS 71257

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