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– SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DA MUDANÇA

CASO PRÁTICO
O Impacto WEB na cidadania do século XXI
Questões e Respostas

1. Que características do novo paradigma tecnológico baseado na


informação podem ser percebidas na plataforma da Web 2.0?

Resposta: A compreensão de Web 2.0 está directamente relacionada a três


factores:
• Maior participação dos usuários na produção, no compartilhamento de
informações e conteúdos;
• Maior interacção entre os usuários; web como plataforma. Em síntese,
podemos compreender a Web 2.0 como uma internet que amplia os
poderes;
• As funções dos usuários, marcada pela valorização dos conteúdos e das
formas de participação e interacção sociais.

Tabela 1 - Algumas caracteristicas da Web 2.0 e seus sites e serviços


Caracteristicas da Web 2.0 Exemplos de Site e Serviços
Publicação de conteúdos pelos YouTube, blogs, sites;
usuários;
Inteligência colectiva; Wikipedia;
Web como sistema, software e Google Docs;
plataforma;
Maior interação entre usuários (um Redes sociais;
para um e um para muitos);
Compartilhamento de conteúdos; • flickr, SlideShare;

O novo paradigma tecnológico - o consumidor 2.0 – é um usuário por definição,


mas não só de produtos, serviços, canais, sistemas e informação.

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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CASO PRÁTICO
Ele é, antes de tudo, um usuário da marca da empresa, de sua proposta de
valor e tem como uma das características atributos diferenciais de
personalidade e posicionamento.
O usuário 2.0, que é o cliente 2.0, é um comprador racional e comparativo que
concentra suas análises na informação que colecta nas redes e comunidades
de que participa e consulta directa ou indirectamente, com seus pares e
conhecidos (outros usuários-clientes), e também no manancial de informações
disponível sobre a empresa/produto/serviço, seja este conteúdo, no formato em
que estiver, gerado pela própria empresa ou por outros atores que com ela
interagem e que, eventualmente, consomem seus produtos e serviços. Ele
também tem como característica ser um usuário de experiência, acima de tudo.
Experiência própria e de terceiros.

O termo “web 2.0” não traz quase nenhum paradigma tecnológico novo, mas
aponta para o conceito de ampla troca de informações e colaboração dos
usuários dos serviços, sem, contudo, necessitar uma infra-estrutura proprietária
para o fornecimento de conteúdo. Na web 2.0, diferentemente da infra-estrutura
conhecida, o conteúdo vem de todos os lugares, de dentro ou fora da empresa,
de fornecedores tradicionais ou de consumidores e parceiros de negócio. Pode,
inclusive, vir de atores em lugares que nunca participaram da cadeia de
negócios da empresa. A web 2.0 é cloud. São novas fronteiras para a inovação
que estão se apresentando para serem conquistadas. A web 2.0 redefine o
conceito de cadeia de valor para cadeia de colaboração e repagina o papel dos
stakeholders, seus direitos, deveres, convocatórias, responsabilidades e
prerrogativas.
Os funcionários 2.0, antes de funcionários de determinada empresa, são
usuários 2.0 e, portanto, pertencem a grupos, listas, comunidades e redes.
Quando as companhias finalmente pensaram ter conseguido bloquear
comunicadores instantâneos, como o MSN Messenger, surgiu o Twitter e, com
ele, novas dores de cabeça.

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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Em breve, as empresas decidirão que o melhor é gerenciar essa demanda de
comunicação pessoal, usá-la a favor do colaborador e da empresa, ao invés de
proibi-la.
É possível ver a web 2.0 como uma evolução do “faça você mesmo”. Em vez
de kits de mecânica e marcenaria, essa nova onda provê ferramentas para que
o consumidor tenha como característica se aproximar do produto de consumo e
de ajudar a transformar em um produto do consumidor, para o consumidor, pelo
consumidor.

2. Em um cenário caracterizado pela preponderância da Web Semântica,


como se poderia fazer frente ao programa de Alfabetização Midiática e
Informacional?

Resposta: A web semântica pode ser vista como uma tecnologia que permite
relacionar ou encontrar informação a partir de dados incompletos ou por dados
relacionados com outros, trata-se de uma web que interpreta e interconecta
dados.

O objectivo da introdução de semântica na Web é tornar a informação


“compreensível” para o computador. Ela representa uma revolução no
processamento da informação e, por consequência, uma revolução na maneira
de se obter e organizar os conhecimentos. Pretende-se que os recursos
disponibilizados sejam expressivos o bastante para que máquinas e/ou agentes
de software sejam capazes de processar e “entender” o real significado dos
dados.

A Alfabetização Midiática e Informacional reconhece o papel fundamental da


informação e da mídia em nosso dia a dia.

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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A proliferação dos meios de comunicação de massa e de novas tecnologias
provocou mudanças decisivas nos processos e comportamento da
comunicação humana. A alfabetização midiática visa imponderar cidadãos
provendo-lhes competências (conhecimento, habilidades e atitude) necessárias
para engajar a mídia tradicional com as novas tecnologias.
A alfabetização informacional impondera as pessoas em todos os caminhos da
vida para buscar, avaliar, usar e criar informações de forma efectiva para atingir
seus objectivos pessoais, sociais, ocupacionais e educacionais. Este é um
direito humano fundamental no mundo digital e promove a inclusão social em
todas as nações.
A alfabetização informacional possibilita as pessoas a interpretar e fazer
julgamentos com bases em informações, como usuários de recursos
informacionais, além de torná-los produtores de informação em seus próprios
direitos. A pessoa letrada em informação é capaz de acessar informações
sobre saúde, meio ambiente, educação e trabalho, imponderando-se para
tomar decisões importantes sobre sua vida, por exemplo, se responsabilizar
por sua própria saúde e educação. No mundo digital, a alfabetização
informacional requer que os usuários tenham habilidades para usar tecnologias
de informação e comunicação e suas aplicações para acesso e criação de
informação.

3. Que mudanças em relação à produção e à inovação a nova figura do


prosumidor traz consigo?

Resposta: Aparece uma nova economia baseada na INTERNET, o que


proporciona “desafios, oportunidades e riscos para as empresas, as
administrações e os indivíduos”. Uma característica produtora começou a ser
desenvolvida através da poderosa internet. Com ela, consumidores de todo o
mundo identificaram a facilidade de comunicar e compartilhar. O consumidor
deixa de ser passivo, não aceitando mais informação apenas de um emissor.

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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Ele corre atrás de outras fontes, entende seus direitos e busca por eles e,
enfim, cria voz nas redes propagando seus conhecimentos.

Surge a nova figura do prosumidor que é o consumidor que produz conteúdo,


ou seja, o produtor + consumidor. Ele é capaz de dividir suas experiências,
pautar tendências e contribuir no processo de criação de produtos e serviços.
A partir daí, têm dois cenários que são encarados pelas marcas todos os dias:
o prosumidor feliz e o prosumidor indignado. O primeiro relata suas boas
experiências com uma empresa, elogiando ao extremo o atendimento, serviço
ou produto. Para esse a marca precisa estar em conexão com seus
comentários, respondê-los e replicar para outros consumidores relatando a
eficiência de sua companhia. Além disso, através desse elogio é possível criar
afinidade com o prosumidor feliz e recompensá-lo por sua “ajuda”,
transformando-o em um exímio evangelizador da marca. Já o segundo trata
logo de espalhar a sementinha do mal no Twitter, no Facebook, nos blogs, em
sites especializados, no YouTube, enfim, no maior número de redes possível. O
prosumidor indignado foi maltratado de alguma forma. Recebeu um péssimo
serviço, não foi atendido quando deveria ou percebeu que o produto não era
satisfatório. Esse prosumidor é um perigo para qualquer marca, mesmo
aquelas que carregam uma óptima reputação. Essa insatisfação é plantada,
rapidamente disseminada e, principalmente, aderida por toda a audiência que
recebe a indignação. Existe um companheirismo entre os consumidores. Todos
se envolvem com a reclamação alheia e sim, replicam e replicam sem parar o
ponto negativo da empresa. Neste caso, não existe outra maneira mais
indicada senão resolver urgentemente o problema do reclamante. A marca
precisa ir atrás desse prosumidor e entregar a ele a solução que ele precisa.

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4. Diferentes dos persas, cujas decisões fundamentais eram tomadas por
um rei, os gregos estabeleceram o símbolo da praça vazia como a
máxima expressão da democracia. Dado que a Web em qualquer de suas
expressões atuais constitui uma extensão do espaço e do tempo, onde e
quando os cidadãos podem manifestar-se. Qual seria o impacto
democrático destas tecnologias?

Resposta: A ampliação do uso das novas tecnologias informacionais reflecte-


se em todas as áreas. A própria relação entre os estados e a mudança do
conceito de soberania tem como uma das causas o "avanço dos meios de
informação", demonstrando assim o amplo espectro de modificações causadas
pelas novas tecnologias. Esta alteração na soberania é explicada,
principalmente, pela ampliação do processo de globalização económica e
cultural e também pela diminuição das distâncias proporcionada pela
massificação da Internet e facilitação das comunicações em geral. Neste
contexto, ainda, pode-se afirmar que os próprios elementos referenciais do
estado moderno foram afectados pelas novas tecnologias eis que a Internet
muda o clássico conceito de território, e a noção de soberania também sofre
transformações. Há quem fale até na sociedade moderna vista como uma
“sociedade mundial”, estando as formações sociais desvinculadas “das
organizações políticas territoriais”. O carácter universalizador e massificante da
cultura como consequência da ampla utilização das novas tecnologias da
informação unifica os anseios pela busca por direitos. Ao mesmo tempo, a pós-
modernidade é caracterizada pela ampliação da comunicação intercultural.
Assim, não se trata simplesmente da rapidez na transmissão de informações,
mas também no aparecimento de uma “desejo de se comunicar” que surge
como uma força irresistível. A comunicação, em uma sociedade mundial e em
rede, faz parte da integração.

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Nessa actual configuração, outros aspectos passaram a ter relevância na
sociedade: valorizou-se o conhecimento; a riqueza dos países passou a ser
medida pelo acesso à tecnologia e sua capacidade de desenvolvimento na
área; a informação e as práticas relacionadas a ela se tornaram o principal
sector da economia. Estes três principais factores levam hoje à instauração de
um simbolismo da tecnologia como bem maior, a ser perseguido e incorporado
em novas práticas sociais. A partir destes “sintomas”, é relevante investigar
alguns conceitos importantes que envolvem o processo de reconfiguração
social, baseado nas novas tecnologias e nas práticas que desencadearam a
ascensão de sectores que se tornaram primordiais: tecnológico,
comunicacional, midiático, informacional, digital. São termos que permeiam e
que alavancam os novos feitios sociais e que partem do pressuposto de
interdependência entre diferentes sistemas.

Ao longo do tempo, a informação deixou de ser um processo local para se


apresentar em âmbito global. Reconfigurou o tempo e o espaço, acelerando as
práticas e encurtando as distâncias. Tornou possível um novo tipo de
sociabilidade, na qual a presença física já não é essencial para que haja uma
relação, sendo possível interagir com quem quiser, a hora que quiser e ser
participativo dentro da sociedade por meio de um espaço virtual.

Quando informar não faz parte da agenda de prioridades das instituições


governamentais, os controles democráticos passam a condição de controles
burocráticos, o que favorece os jogos ocultos da política e trajectória de
políticos envolvidos em corrupção, tráfico de influência e esquemas similares.
Além disso, se a sociedade não está preparada para processar o conjunto de
informações disponibilizadas, o poder da burocracia e dos representantes do
povo permanece intocável.

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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Assim, as novas tecnologias de informação e de comunicação, abrem
possibilidades diversas para a participação dos indivíduos políticos no fluxo de
informação, complementando o que já é ofertado pela mídia comercial.
Ainda, podem ser usadas como ferramentas para potencializar a criação de
mecanismos de interacção entre sociedade, governos / cidadãos,
representantes / representados entre outros. Não há como antecipar se essas
ferramentas irão, na prática, impulsionar a participação dos indivíduos no
cotidiano das decisões políticas. É preciso, antes de tudo, que os cidadãos e os
governantes se interessam.

Referências
Material e textos de apoio da disciplina: Sociedade da Informação e da
Mudança, FUNIBER.

Elaborado pelo Estudante: Joaquim Afonso Mucuambi


B.I.Nº: 001435854NE034
Nº AOMDETI2023462
País: Angola
Província: Namibe
Cidade: Moçâmedes

Nome: Joaquim Afonso Mucuambi Angola – Namibe


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