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NOME: JOAQUIM ONOFRE SILVA NETO

LINHA DE PESQUISA: ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA

ORIENTADOR: ADRIANO CORREIA

TITULO DO PROJETO DE PESQUISA: O ABISMO NA POLÍTICA: CRISE E


LIBERDADE NO PENSAMENTO POLÍTICO DE HANNAH AREDNT

TÍTULO DA COMUNICAÇÃO: A LIBERDADE INDIVISÍVEL: RUPTURA E


PERMANÊNCIA DA TRADIÇÃO POLÍTICA DENTRO DA PERSPECTIVA
ARENDTIANA

RESUMO: Acompanhando os estudos de Hannah Arendt, esse artigo se propõe a


analisar a liberdade em seu percurso histórico-filosófico dentro da ocidentalidade,
dando destaque para sua presença na antiguidade grega e ao resgate de sentido que a
pensadora germânica conservou desse período. Desse modo, julga-se que retomar os
conceitos de liberdade, seja no pensamento helênico seja na obra arendtiana, são passos
fundamentais para alcançar a proposta principal desse artigo, a saber, indicar uma
investigação crítica das propostas bipartidas da liberdade, definindo, portanto, os seus
objetivos e recortes teóricos, dando, por assim dizer, a orientação para o propósito
investigativo dessa pesquisa. Assim sendo, em um primeiro momento, será revisto, de
forma resumida, o modo como a liberdade foi assimilada pelo pensamento helênico,
desde suas origens até a sua redefinição romana, tendo como base de sustentação o
significado que possuía dentro do vocabulário cotidiano dos gregos e a forma como foi
assimilado pelo pensamento filosófico daquela época. Em um segundo momento, os
estudos se concentrarão na concepção de liberdade dentro da perspectiva arendtiana,
dando destaque para o entendimento de sua relação com o sentido grego de liberdade,
identificando pontos de ruptura e de continuidade entre essas duas visões políticas. Por
fim, ao cotejar a acepção de liberdade em Arendt com a dos antigos gregos,
demonstrando tanto o compartilhamento de uma mesma percepção por parte de ambos,
a saber, a ideia da liberdade enquanto expressão da vida pública e das relações políticas,
quanto o que cada uma das duas impressões possui de desigual e singular, pretende-se
discutir as dicotomias empregadas por Benjamin Constant e Isaiah Berlin ao
estabelecerem formas binomiais de liberdade dentro do espaço público, as quais,
segundo a avaliação desse artigo, acabam minando o papel essencial que a liberdade
exerce enquanto raison d’être da política, pois enfraquecem sua função dentro das
relações coletivas ao se dar mais destaque para seus aspectos vinculados à parâmetros
individuais. Quanto a isso, acredita-se que há um posicionamento contrário à visão
dicotômica da liberdade, presente tanto em Arendt quanto nos gregos da antiguidade,
capaz de dar uma interpretação para os problemas políticos atuais sem cair em algum
tipo de individualismo que, via de regra, apenas descompromete a responsabilidade
política compartilhada entre as pessoas de um corpo cívico.

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